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Fim de ano é luz ou deprê? | Papo das 9 #984

Minutos de sabedoria
284

Indicação de leitura
Cidade Rachada. Autora: Cristina Serra. Editora Máquina de Livros

Sugestão de doação
Esteja atento para ajudar pessoas perto de você que estejam em uma situação financeira difícil.

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Vem pro papo, vem pro papo. Tum tum tum tum. Vem pro papo, vem pro papo. Tum tum tum tum. Vem pro papo. Vem pro papo. Tum tum tum tum. Vem pro papo. Vem pro papo. Tum tum tum tum. Bom dia. Bom dia a todas e todos os amigos de longa data. desse papo que já passou de 5 anos, os amigos que vieram pelo caminho e os amigos que estão aqui chegando pela primeira vez. Sejam todos bem-vindos pelas ondas do YouTube, do Instagram e mais tarde do Spotify. Estamos todos aqui em mais uma edição ao vivaço direto do meu Cafof aqui em Laranjeiras do P. das 9 num momento do ano muito interessante para quem, como nós aqui nos propomos, a fazer o exercício da comunicação em favor do nosso equilíbrio, da nossa serenidade, da nossa centralidade psíquica e emocional, vamos colocar nesses termos.

Que que é centralidade? É você se sentir no eixo, né? A gente enverga, mas não quebra. A gente vai sentir ou se ressentir com questões da vida surpreendentes, que podem nos abalar momentaneamente, mas a gente segue em frente com força, coragem e fé. É para isso que a gente tá aqui.

E a gente tá no momento do ano, eu vou falar sobre isso mais tarde quando a gente abrir pra pergunta muito interessante que é dezembro, último mês do calendário, festas de Natal e de reveillon, o que significa para muita gente, eu não vou dizer que a maioria porque aí precisa ter pesquisa, mas eu acho que é um número expressivo de pessoas bem significativo que passa por esse período com uma certa tristeza, uma certa melancolia pelas mais variadas razões. E a gente vai conversar sobre isso hoje. Acho que conversar é bom pra gente meio que ter uma noção do por que eventualmente isso acontece aí contigo, por que acontece comigo, por que acontece com pessoas próximas a você. e sem nenhum julgamento e sem nenhuma pretensão de apontar cirurgicamente quais são as causas.

Obviamente existem razões, existem razões para que um contingente, penso eu, numeroso de pessoas, na proximidade da virada do calendário da folhinha, sai 2025, entra 2026 e aí antes vem o Natal, uma festa familiar, né? E aí tem uma publicidade ostensiva mostrando que nem comercial de margarina, aquela família toda, né, junta, reunida, confraternizando. E a gente sabe que essa não é necessariamente uma regra eh entre as famílias brasileiras. Então, aliás, mundiais, aliás, a forma como o espiritismo explica a família é muito interessante, mas isso não vem ao caso. Então, bora começar. Vamos começar. Vai com minutos de sabedoria trazendo para nós o quê? Sabedoria, óbvio.

Carlos Torres Pastorino. Quem vai dispensar ajuda de uma mensagem edificante na largada do dia? O meu dia já começou. Ih, eu já acordei cedo, nem vou dizer para vocês que horas eu acordei, antes das 5, aí voltei dormir coisas e tal. Tem dias que você, o sono fica meio luscofusco. Comigo foi assim hoje. Então, vamos lá. que eu seja um meio adequado, uma ferramenta útil, um instrumento, um instrumento fiel, aquilo que tá envolvido nesse trabalho, chegando para muita gente que acompanha ao vivo ou depois gravado, pelos mais variados motivos, todos eles são muito interessantes e que a gente possa aqui replicar e refletir a mensagem escolhida pro dia de hoje, posto que eu tô aqui abrindo, entre aspas, ao acaso, mas a gente realmente evoca a presença dos amigos invisíveis, dos amigos espirituais para nos ajudar a abrir na página mais indicada, pela razão que for para esta manhã.

Eu abri aqui, ó, 284. Controle o tom da sua voz. Já verificou como é desagradável quando alguém se dirige a você em tom áspero? Pois faça aos outros o que gosta que os outros façam a você. Mesmo quando repreender, faça-o com voz calma e educada, como gostaria que o repreendessem quando você erra. Lembre-se de que, em geral, somos odiados ou amados de acordo com o tom de voz que pregamos. Aí eu tô fazendo papo das 9, interrompo no final da mensagem a conversa porque acho que nunca aconteceu em 5 anos desse horário do dia ter um mosquito famélico aqui, querendo obviamente o meu sangue que é o positivo. De manhã é raro aparecer. Apareceu agora de manhã.

Eu não vou elevar o meu tom de voz contra esse mosquito. Vamos voltar ao que interessa. Controle o tom da sua voz. Isso é muito interessante por quê? Principalmente quando a gente fala de pais ou responsáveis em relação aos filhos ou pessoas em posição de comando, patrões ou patroas. Então é muito comum. Eu sou ambientalista, mas mosquito por perto, você sabe, eu olho, tô vendo o quê? Dengue, zica, chicungúnia, dependendo do lugar do Brasil, malária, febre amarela. Então o seguinte, mosquitinho, eu vou te garantir um desencarne rápido e indolor. Se você demole por aqui, é o que te aguarda. Ao vivo. Faço ao vivo.

O poder ele traz desafios enormes para quem o exerce em qualquer circunstância e se ilude em relação a uma condição que obviamente é passageira e que pode precipitar grandes grandes problemas de ordem ética e moral, entre outros. Então, o filho ou a filha erra e você vai repreender. A criança, ela tá aprendendo o que é certo e errado. Eventualmente você pode chamar atenção com maior energia, mas o tom de voz ele não vai definir autoridade. Presta atenção nisso. autoridade se impõe não pelo tom de voz, mas pelo que se diz e como se diz, né? Então, a gente não vai imaginar, por exemplo, que só deve ser ouvido quem grita ou quem ameaça os outros.

Ó, se você não prestar atenção agora, você vai ver o que vai é bom para tosse. Não, não, não, não, não. Então, estamos falando aqui da moderação. Eh, como colocar para outra pessoa, o que você quiser colocar sem rosnar, sem fazer disso um problema. na largada a partir de um tom de voz que é recebido pelo outro como uma agressão ou como algo que machuca pelo tom de voz, né? Então, eu me lembro que lá em casa o meu pai, ele tinha essa capacidade de repreender eventualmente eu ou meu irmão Daniel. de uma forma que era eh curiosamente eh tranquila, por pior que fosse a situação. E isso gerava um efeito curioso em nós.

A gente percebia que ele não precisava gritar para se fazer entender e a autoridade dele se manifestar. Eu acho isso muito interessante. Eu acho isso muito interessante. Então eu procuro, em certa medida, me inspirar nos bons exemplos, porque os maus exemplos estão por aí em tudo que é lugar. É impressionante. Você vai ver uma nova geração de políticos, homens e mulheres, que entraram na política vociferando, gritando, ameaçando, berrando.

E isso, do meu ponto de vista, isso vai ao encontro do que Pastorino diz aqui na mensagem 284, é uma autoridade questionável, porque parece que sem aquele tom arrogante, com muitos decibéis, você não tem autoridade, você não consegue fazer com que as pessoas prestem atenção em você. Então, o que tá colocado aqui é o seguinte: nenhum de nós está livre de erro. Por que que quando os outros erram a gente é mal educado, deselegante na abordagem que é feita ao outro, denunciando o erro? Se a gente já sabe que se fôssemos nós naquela situação, não gostaríamos de ser repreendidos naqueles termos. Essa é a questão.

Por que que a gente faz com os outros o que a gente não gosta que os outros fizessem conosco? Essa é a questão. E qual é o resultado prático de você levar a voz, vociferar, ameaçar, ser arrogante? Olha a Já te disse para não fazer isso. É algo a se pensar. A gente tá tão acostumado em ver pessoas grosseiras, eh, brutalizadas, né, que sistematizaram grito ou um tom de voz áspero, ameaçador, para alcançar seus objetivos, que muitos de nós normatizamos isso. Ah, é assim que é, eu aprendi assim, lá em casa era assim. Agora, hoje nós estamos sendo aqui instigados a refletir sobre a conveniência de continuarmos eventualmente normatizando esse essa forma de expressão. A a voz, o som é uma energia.

O som é uma energia. Quando você grita, você tá Não é só os Não são só os decibéis. O que tá colocado naquela, naquele grito, naquele tom de voz áspero, brutalizado, é uma energia. Então, não é só uma questão de modulação da voz pela altura. É o que, como você tá envelopando, como você tá entregando uma manifestação. É uma forma de expressão. E o que que tá embutida na forma de expressão? É uma agressão. Falei um monte aqui apenas para resumir o que me parece tá embutida na mensagem do Pastorino. Quem sistematizou o grito ou manifestações ásperas, invariavelmente de repreensão ao outro, está agredindo o outro.

Agora, quando a gente erra e todos nós, sem exceção, erramos, a gente não quer que o outro grite com a gente. Então, por que que você faz com os outros o que você não quer que façam com você? É simples. No fundo, no fundo, a questão é simples. E tem gente que abusa do poder, viu? E vai pagar caro por isso, porque o poder ele traz essa esse verniz do eu posso, né? O Donald Trump tem sistematizado nos Estados Unidos uma resposta. Ele repete isso. Quando as pessoas ficam surpreendidas com uma decisão de governo considerada abusiva, aí pergunta: "Por que que o senhor fez isso?" A resposta dele é: "Porque eu posso".

Que é uma resposta arrogante, é uma resposta que penso eu, uma opinião, não funciona bem de uma democracia, porque o presidente pode muito, mas não pode tudo. E ele deve explicações. Quando alguém pergunta por que que você fez isso? ele tem que justificar junto a seu eleitorado, inclusive. Por que que você fez isso? Porque eu posso, não é uma resposta, eu diria, boa, mas ele às vezes fala gritando. Ele fala gritando e aí quem grita perde a razão na largada. Eu vou encerrar aqui meu comentário que já vai longe com essa opinião. Quem grita perde a razão na largada da conversa. Porque se você tem argumentos, se você tem uma opinião minimamente fundamentada, embasada, não há por gritar.

Não faz sentido gritar. E aí isso se torna excessivo, abusivo, tóxico e isso compromete a saúde de uma relação. A gente tá aqui para se ajudar mutuamente. Você quer ajudar o outro que tá errando? O outro é teu filho, tua filha, teu neto, tua neta, teu funcionário, sua funcionária. Você você percebeu que tem um erro ali. Como é que você vai chamar atenção? Gritando. Perdeu na largada. Autoridade moral. Quem grita se refugia nos decibéis para esconder ou ou disfarçar a perda de autoridade verdadeira. A autoridade verdadeira não se impõe pelo grito. Isto posto passando do minuto de sabedoria, mensagem 284, belíssima para a nossa reflexão.

Eu vou recomendar muito o livro da minha amiga jornalista Cristina Serra, muito tempo repórter da TV Globo, foi colunista da Folha. A Cristina tem um currículo, foi comentarista do programa do Jô quando botou uma bancada só de mulheres para falar de política. É colunista do ICL Notícias, carta capital. Cidade rachada com uma mineração engoliu cinco bairros em Maceió e arruinou a vida de 60.000 pessoas. Eu quero saber aqui se vocês puderem mandar mensagem. Tem alguém de Alagoas aí? Nem precisa ser de Maceió. Tem alguém de Alagoas hoje aí aqui no Papo das 9?

Porque esse livro reporta uma realidade que eu como jornalista fiquei horrorizado como isso ficou durante muito tempo invisível na grande mídia. Nós fizemos na Globo News um programa inteiro sobre o absurdo da exploração de Salgema nos subterrâneos de Maceió, capital de Alagoas. E aí de repente, de repente por omissão e responsabilidade e leniência, a mineração avançou onde não podia ir e o terreno de cinco bairros de Maceió cedeu uma área enorme no perímetro urbano, uma história absurda, um crime ominável e que vem de longe. Agora é a Brasquen, a atual mandatária da exploração de Salgema naquele lugar. Portanto, a gente precisa conhecer essa história.

E a Cristina Serra já havia escrito um livro maravilhoso sobre o crime da Vale em Mariana, Minas Gerais. Não foi acidente. E agora ela reporta o que ela investigou. Mais de 100 entrevistas, um trabalho investigativo maravilhoso em cidade rachada, como a mineração engoliu cinco bairros em Maceió e arruinou a vida de 60.000 pessoas. O prefácio é de um tal de André Trigueiro. Ela me convidou, tô bem na hora porque eu admiro demais o trabalho da Cristina Serra, uma pessoa íntegra, uma jornalista dedicada, ela tem o traquejo, ela tem o talento para fazer o jornalismo investigativo.

E o livro é a síntese de um escândalo que extrapola o perímetro de Maceió e alcança atividade minerária no Brasil inteiro. É importante a gente tá ligado no que o livro fala. Ela fez um prefácio, um prefácio, uma dedicatória para mim. Fortunadamente, o lançamento do livro aqui no Rio de Janeiro, ante-ontem foi no dia que prenderam o presidente da Assembleia Legislativa do Rio por envolvimento com o Comando Vermelho. Ai, que vergonha. E no dia em que o Senado aprovou a licença ambiental especial, a Lai, que é outro escândalo, e eu trabalhei até às 10 da noite. Eu tentei dar uma escapolida, eh, na livraria, que é relativamente pré próximo da TV, para ir é rápido.

Para voltar eu pegava engarrafamento, tinha que fazer o bate-vta. Falei: "Cristina, você tá na livraria aqui agora, antes das 6 da tarde, eu consigo ir?" Ela fal: "Não, tô chegando 6 6:30." Falei: "Ih, então aqui, Cristina querida, beijo enorme, parabéns por mais um belíssimo trabalho. Cidade rachada! Como a mineração engoliu cinco bairros em Maceó e arruinou a vida de 60.000 pessoas. Todo brasileiro precisa saber dessa história. Repito, não é uma história que causou problemas apenas em Maceó. Como nós temos um marco regulatório frouxo, uma legislação completamente defasada para lidar com a atividade muito impactante da mineração, tá gente?

Olha a dedicatória dela para o André, meu amigo Trigueiro, obrigada por somar sua voz ao grito de Maceió. Achei lindo, lindo, lindo. Portanto, tá aqui editora Máquina de Livros. Maravilhoso o trabalho da minha amiga jornalista Cristina Serra. Cidade rachada, fica ligado. Merece a sua atenção esse assunto. Por eu tô meio, tô com a voz meio assim. Tô tomando um chazinho de gengibre, cara. Feito por dona Nádia. Gengibre é ame-o ou deixe-o. Muita gente não gosta de gengibre como muita gente não gosta de agrião. Sabe aquelas coisas? Ah, é ardido. É. Mas o gengibre é dos deuses. Gengibre cru, gengibre temperado, como a culinária japonesa faz. Chá de gengibre. Eu sou fã, fã fã do gengibre.

O gogó agradece, fala assim: "Obrigado, obrigado pela consideração". Bom, como eu disse, nós já estamos em dezembro. Eu queria fazer uma sugestão para vocês. É o momento do papo das que a gente recomenda como ser útil, como ajudar o próximo, como a gente pode fazer a diferença às vezes com pouco. Como vocês devem saber, a maior parte das famílias brasileiras está endividada. Está endividada. E quando chega final do ano, esse período da virada do ano, começam a chegar os boletos. IPTU, IPVA, matrícula da escola dos filhos, material escolar, é uma saraivada de conta para pagar. 13º quando vem vai e não dá. na maioria dos casos, penso eu, para pagar tudo o que se deve.

E as as famílias ficam apuros, tá? É muito sério isso. É um período do ano em que o cinto fica muito apertado e a dívida pode escalar. Qual é a minha sugestão? Ana Cristina tá lembrando também imposto de renda, já começa a pensar na declaração. Verdade. Mas vamos lá. Agora pra maioria dos brasileiros que ganham até 5.000, né? É uma medida que chega em boa hora e já deveria ter vindo antes. Você fica livre do pagamento do imposto. Mas enfim, o que eu quero dizer é o seguinte, ajude, porque a maioria das pessoas endividadas que passam por esse sufoco na virada do ano tem um certo constrangimento ou pudor de dizer que tá passando por isso.

Então, a prerrogativa de ajudar é de quem pode ajudar, fazendo um questionamento, falando assim: "Fulana, fulano, tudo bem nessa virada do ano? Tá dando para se virar?" Sabe quando você puxa o assunto com muita delicadeza, a pessoa verá de dizer: "É daquele jeito, né?" Aí você que jeito não é que já tava ruim, agora ficou pior porque tá a matrícula dos filhos, material escolar, tem que pagar imposto, tem que pagar IPTU, tem que pagar isso, aquilo, né? E você podendo ajude. É impressionante como por vezes tem famílias que não têm R$ 30 para pagar no gás. R$ 50 para pagar na conta d'água. Eu tô falando às vezes de dívidas que pra maioria das pessoas não é um problema.

Pra maioria das pessoas não. Para boa parte das pessoas R$ 30, R$ 50 você arruma, mas tem muita gente que não tem sobrando R$ 30, R 40, R$ 50. E aí você chega no final do mês, sabe quando tem muito mês para pouco salário? É isso que eu tô falando. E boa parte da população brasileira não tem 13º, não tem carteira assinada, tá na informalidade. Salvo engano, acho que é 40% da mão de obra ativa. Salvo engano, tem que checar. Tá na informalidade no Brasil. Então, na boa, eh, eu me expressei mal, viu, ô Víor? É que é um caso real que por acaso eu acessei. R$ 30 o gás é o que falta para pagar o gás. As pessoas pedem ajuda para complementar o que falta.

Então o que a gente tá aqui falando é da disponibilidade para ajudar quem tá no talo na época do ano em que o dinheiro que já era pouco, sumiu. Então que a gente faça a nossa parte, porque eu acho que quando a gente tá com firme propósito de tentar ajudar, né, as circunstâncias aparecem.

Por exemplo, nas suas preces, se você se lembrar de dizer assim: "Senhor, obrigado por tudo o que eu tenho, pela minha casa, pela comida, por um lugar para dormir, por não ter dúvidas em relação à minha próxima refeição quando tantos não tem." e aí você colocar e que eu possa eventualmente estar atento no momento em que surge o ensejo de ajudar alguém que precisa, porque por invigilância às vezes a gente não percebe os sinais de quem se aproxima da gente, alguém que tá numa situação aflitiva. por vezes são nossos guias espirituais que promovem encontros inusitados, colocam no caminho da gente pessoas que estão necessitadas e mesmo com a intuição de que a gente pode interceder e ajudar, a gente tá lá no modo egoísta, né?

Não, não, não, não, não conheço, não tem por. Vai que é, é um farçante, vai que é um picareta, vai que sabe o vai que a gente só vê a metade vazia do copo numa situação como essa, quando na verdade, por vezes, repito, esses encontros inusitados, eles são casuais para nós, mas eles estão desenhados. São pessoas que aparecem, situações que se revelam para nós e que deveriam, penso eu, despertar a nossa atenção. Se fia na tua intuição, cara. Intuição é uma coisa que as pessoas banalizam. Eu aprendi muito a respeitar minha intuição, sério mesmo, ou que eu acho que é minha intuição, porque é um aprendizado, é uma coisa que você vai lapidando. Quer veronde eu lapidei legal a minha intuição?

Eu quando comecei a fazer palestra, especialmente em instituições espíritas, mas não apenas, eu tinha um roteiro. Eu me preparava pra palestra, ia pra instituição com roteirinho, só para ficar ali just, né? Se eu precisar checar ali, se eu tô indo no caminho que eu estabeleci, não demorou muito. Eu comecei a ter claramente a percepção de que o roteiro que eu estabeleci, ele precisava ser ajustado ou modificado durante a palestra, com ideias, intuições que iam surgindo. Eu, opa, isso aqui é legal de falar, ih, eu vou falar disso. Ih, eu vou vou para esse lado agora. Era um desvio padrão monumental do roteiro para melhor, ficava melhor. E aí, qual é a minha explicação?

Eu não quero aqui convencer ninguém, mas eu tô tentando compartilhar o que eu construí como convicção. Eu vou numa casa espírita, eu me preparei para fazer a palestra, fiz a minha parte. lá existem outras forças interagindo. Os guias e mentores da instituição vão perceber se a abordagem que eu tô fazendo é adequada para aquele público, se a comunicação, do jeito que eu planejei é a mais inteligente e apropriada para aquele dia, naquele horário, com aquele público. E eventualmente haverá sugestões que eu poderia acatar ou não. Eu aprendi a acatar dessa abordagem e ir numa direção diferente daquela que eu originalmente planejei. Não sei se deu para entender, é um processo.

Isso é uma coisa que a gente vai lapidando. E eu sei que não é só comigo, porque eu já conversei com vários amigos que fazem palestras nesse universo espírita. Eles reportam a mesma coisa. Eles reportam a mesma coisa. É impressionante. Isto posto. Vamos para onde? Vamos para o assunto do dia que foi manifestado ontem no stories do Instagram com uma pergunta básica que foi a seguinte. Fim de ano é luz ou deprê? Fim de ano. A gente já tá no final do ano, gente. Hoje é dia 5, né, de dezembro. Daqui a pouco muda o calendário. A pergunta é: fim de ano é luz para você ou é um período de tristeza, melancolia e depressão? Essa foi a pergunta. Então vamos lá. Vamos ver aqui. Mr.

Anderson fez a seleção de seis amigos e amigas que mandaram suas perguntas. Eu vi as perguntas e colocações de todos. Muita gente participando. Acho muito legal porque é uma forma da gente refletir, pensar, sabe? eh nos conectar com nossos sentimentos, nossas expectativas, elaborar ideias sobre o momento do ano que a gente tá vivendo. Eu acho isso tão positivo pra gente ser menos teleguiado, menos autôm. Eu eu tenho consciência do que tá acontecendo. Aline Ferreira, para mim super deprê, porque penso em tudo que eu gostaria de ter conquistado e não consegui. O que a Aline tá falando é muito condizente com uma cultura que traz a perspectiva de realizações dentro de um ciclo.

Eve, primeiro dia do ano, você faz lá o compartilhamento dos seus desejos, novas metas. Esse ano eu quero isso, isso e aquilo. Dezembro tá na hora de puxar o extrato. Aí você, ih, não consegui, não deu para fazer, não cheguei ainda lá. Ou então a pessoa começa a fazer uma reflexão mais cruel consigo própria, dizendo: "Eu já tenho x anos, eu já não sou jovem, eu ainda não tenho isso, ainda não conquistei aquilo, né? Enfim, aonde eu quero chegar?" E aí vai a minha resposta paraa Aline, viu Aline? sem deixar de considerar a a pertinência do teu sentimento.

Eu acho que a gente precisa nessas horas lembrar do seguinte: as nossas metas, os nossos objetivos nem sempre são condizentes com o plano de Deus para nós. Que que é Deus? Inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Diz lá a questão um do livro dos espíritos, mas aonde eu quero chegar é que a lei que rege e sustenta o universo é a lei do amor. Portanto, todos nós estamos, entre aspas, condenados a alcançarmos a felicidade, a paz, a alegria suprema. Mas isso não necessariamente se dará na direção que nós estabelecemos para nós. Eventualmente há projetos que nós desenhamos para nós que não se concretizam ao longo de uma vida e a gente vai dizer: "Deus me esqueceu. Não existe Deus.

Eu rezei tanto, eu pedi tanto e não consegui realizar aquilo. Mas aquilo dentro de outra perspectiva, mapeando outras circunstâncias ou antevendo outros cenários que aconteceriam se aquele projeto se realizasse, que não necessariamente são favoráveis a nós, determinam que aquele aquela expectativa nossa não vire realidade. O que é teu tá guardado, Aline, e vai acontecer na hora certa e do jeito certo, porque nem tudo nesse mundo, ou quase nada, dependendo das circunstâncias, ocorre de conformidade com os nossos desejos. E isso não é porque Deus não quer nada comigo, virou as costas para mim. Deus não existe porque eu nunca fui contemplado com nada daquilo que eu desejava.

É uma forma de pensar. Eu discordo. Eu aprendi a fazer a seguinte leitura. Eu faço a minha parte. Eu vou ter meus projetos. Eu vou ter as minhas ambições, no bom sentido do termo. Se isso não se consuma, se isso não acontece nessa encarnação, eu aprendi a construir um protocolo de resposta que eu vou chamar de resignação positiva. Ou seja, não era para ser. E isso não vai fazer de mim uma pessoa revoltada, ressentida, que fica agora obnubilada num caldo, eu diria, de desesperança e amargura. Percebe? A gente precisa fazer essa reflexão. Então, não seja tão cruel consigo própria, uma juíza implacável de si mesma. O que não aconteceu esse ano até dezembro é um ciclo.

Esse ciclo pode ser de semeadura, não só de colheita. A semeadura tem um tempo que a gente não consegue estimar. Existem grandes obras da literatura que levaram vários anos para ficar prontas. E de repente o escritor, a escritora falou assim: "Ah, eu quero terminar logo isso". Não deu. Dorival Caime, um dos grandes da nossa música, ele ficou marcado assim por ser um compositor que tinha um timing para fazer a composição bem longo pros padrões de outros colegas de profissão. Então, tudo tem seu tempo. Ellastes, né? Velho Testamento. Hora de semear, hora de colher, hora de rir, hora de chorar. Hora da paz, hora da guerra. Rocha 2601. Outra pergunta.

Como não ficar triste no Natal e outras datas quando se vão os avós, os pais, marido e alguns amigos? Natal é uma festa construída em cima da ideia da reunião da família e o compartilhamento dos laços de afeto e amor entre familiares. Quando a gente perde pai, mãe, quando a gente não tá mais casado, quando os filhos crescem e vão para outro lugar, nem sempre a ideia de reunir a família é fácil. E a lembrança de quando a gente tinha reunião em família e deixou de ter pode causar melancolia e tristeza. É perfeitamente compreensível. Agora, a gente não vai se medir pela régua dos outros. Quer dizer, só tem um Natal bacana quem tem uma família numerosa reunida celebrando.

Eu acho que a gente precisa desconstruir certas expectativas que são culturais. Festa de Natal não é uma invenção de Jesus, tá? Só para ficar claro, Natal é uma festa cristã, é uma celebração para lembrar do nascimento do Messias, do mestre, do Rabi, que trouxe para nós a boa nova na forma do Evangelho. Agora, a celebração de Natal, ela é uma construção cultural. Ah, Natal tem que ter árvore de Natal, tem que ter Papai Noel, tem que ter muita comida, muita bebida e tem que reunir a família. Isso é algo que veio muito depois e é uma miscelânia. Eu eu sempre falo isso todo ano no papo das 9 mais próximo do Natal.

Como é que a gente misturou alhos com bughos, né, na celebração, como se faz principalmente no ocidente, nos países cristãos. Então, onde há que eles estão em número importante? [música] Então, ah, eu não tenho família por perto, então o Natal vai ser triste. Não necessariamente. Ah, meu pai, minha mãe, meus avós partiram, então não tem mais graça o Natal. Não necessariamente. Principalmente se você é uma pessoa espiritualista e sabe que a morte não existe, que eles estão numa outra dimensão e podem celebrar com você à distância, ou pelo menos próximos, sem a percepção sensorial, porque eles estão numa resolução espiritual.

A gente precisa fazer um trabalhinho, eu acho, para não ficar refém de memórias de um Natal familiar, onde tínhamos todas as pessoas queridas por perto e agora elas não estão mais aqui, porque a vida é uma passagem rápida por esse plano e a gente precisa se eh remodelar, reconstituir significados tradições, fazer de um jeito diferente, dá para fazer, dá para ter um Natal legal, mesmo sem os entes queridos por perto. Agora, se você prefere, isso não é um problema, se recolher e e curtir a curtir não no sentido do prazer, é curtição, é a ruminância do sentimento. sozinho, naquela melancolia que você vai administrar, né? Não, eu prefiro ficar sozinho.

Eu tô com saudade do ente querido que partiu. Isso também não é um problema. Ninguém tem que ficar feliz da vida no Natal. Quem disse isso? É a propaganda. Mais uma vez, a gente precisa ter esse cuidado de não se medir pela imagem construída de que Natal bom é o Natal em família com todo mundo rindo, se divertindo, comendo abesso. Não precisa ser assim, penso eu. Opinião. Tatimelo de Niterói. Acredito que isso depende muito do mindset e do estilo de vida da pessoa, mas a obrigação de ter que ser feliz a qualquer custo me cansa. Somos dois, Tati. Ser feliz a qualquer custo me cansa.

Eh, ter que ter uma família numerosa e reunida para ter um Natal de verdade é uma coisa que pode não se coadunar com seu momento ou suas expectativas. Muitas famílias se reúnem, mas não há um espírito familiar presente. É uma coisa meio protocolar. Isso também não não sei se é algo eh enriquecedor. É uma dúvida que eu tenho. Eh, muita gente é refém do Natal Comercial, termina o Natal e por culpa dos pais ou responsáveis não se faz nenhum minutinho da festa de Natal consagrada. O consagrado minutinho. A lembrança de Jesus. O aniversariante passa em branco, passa batido. Ninguém, a pessoa cresce num ambiente onde a festa de Natal é uma festa materialista. É para comprar presente.

Papai Noel tem uma história que eu não vou contar agora porque que ele é de Quem botou a cor vermelha em Papai Noel? Em que ano? Com que intenção? A tradição do Santa Claus aí transforma o Papai Noel no grande garoto propaganda da festa consumista, né? Assim, imagine a figura de Jesus. Se você tivesse Jesus aqui, três perguntas para Jesus. Faz a sua primeira. Uma das perguntas, eu diria, como é que o senhor, querido mestre, vê uma celebração de Natal onde o seu aniversário não é lembrado? Que festa é essa? Em substância, né? É interessante isso. Eu acho interessante. Para onde a história levou a celebração de Natal?

Lembrando que São Francisco sugeriu que a festividade de Natal tivesse por perto o presépio, atribui-se a São Francisco a invenção do presépio. Presépio é a reprodução do momento em que Jesus nasceu. O Rei dos Reis virou um exilado, um sem terra, um sem casa, um homeless. em que José teve que pedir junto com Maria pronta para dar a luz autorização pro dono de uma estalagem para usar lá o lugar onde os animais estavam, estábulo para ter o filho. Isso é de uma carga simbólica, monumental, antimaterialista, anticonsumista, em favor da simplicidade, da humildade e da pureza de espírito. Enfim, são opiniões. Verônica Coelho do Recife.

É de essa parte do ano, porque a família não se reúne mais e é luz por ainda ter minha mãe passar com ela. Pronto, Verônica descobriu aí uma forma de elaborar o Natal dela, reconhecendo questões melancólicas que remetem o que ela tá chamando de deprê e questões que ainda fazem sentido, que é a lembrança da mãezinha. Eu já perdi pai, mãe, avós, paternos e maternos e eu não tenho mais a festa de Natal que já tive. Entretanto, a cada ano, eu procuro sempre, de alguma maneira descobrir qual a melhor forma de fazer essa celebração com pessoas que eu amo por perto e lembrando de Jesus. André Melo aqui do Rio, para mim é luz sempre, mas sinto que em geral as pessoas ficam muito melancólicas.

Essa história da melancolia, ela também tá associada, eu acho, como já comentamos aqui, a mudança de ciclo, né? Você puxa o extrato e fica se cobrando. Pô, mais um Natal, onde é que eu tô? Que tem tem tantas coisas assim que podem estar por trás da melancolia. Por exemplo, uma delas, não sei se você concorda, Andreia, muitos de nós não para para pensar na vida. Você vai no embalo, você vai no embalo, cara. Você vai engatando uma coisa atrás da outra. Depois na hora de dormir, que seria um momento assim de desligamento das telas, desligamento do burburinho, pessoa leva o celular para debaixo do travesseiro, cara. Não desliga nunca. Parece Globo News que fala, não desliga nunca.

Então, esse período do ano é um período de recesso. E o recesso incomoda muita gente que não tá acostumado a fazer o seu próprio recesso no dia a dia. Eu uma vez fiquei hospedado numa pousada de um artista plástico chamado Cândido, no Vale do Matutu, na cidade de Auruoca, em Minas Gerais. A pousada não tinha televisão, o telefone celular não tinha alcance por lá, não chegava jornal, não chegava revista, não tinha ass não tinha contato com, entre aspas, a civilização. A gente sabia que era assim, fomos assim mesmo para lá experimentar essa desconexão, né? Sabe o que que aconteceu?

Um hóspede foi para passar alguns dias, ele teve um pernoite, no dia seguinte ele pediu para sair, falou: "Ó, tô antecipando meu retorno". Aí o Cândido perguntou: "Por quê?" Ele falou: "O silêncio daqui é assustador. Eu não consegui dormir à noite de tanto silêncio." [risadas] Eu achei isso sensacional, porque a pessoa tá despreparada para um ambiente de recesso. Sabe aquela história do reset? Você vai dar uma uma limpeza no HD, cara. Você vai dar uma limpeza no HD. Isso é muito bom. Isso é muito bom. Um detox. É, é uma forma de você, As pessoas têm crise de abstinência. Abstinência do quê? Do ruído, do do trânsito, do burburinho, do celular. Eh, você você sabe.

Ah, e aí o final de ano é um período que, né, muita gente tira férias, recesso escolar, universidade, período de viagem, alta temporada, é outra vibe. E tem gente que se fala, fica assim, eu tô triste. Por quê? Porque tá tudo muito calmo, tá tudo muito tranquilo. Tem isso também. Elane_line CNN. Todos os dias são momentos para recomeço, não apenas o início do ano. O que você opina? Eu opino igual a você. Eu acho que a gente tem o a cultura, a cultura, gente, porque a palavra cultura ela é muito importante paraa compreensão do que a gente tá conversando aqui hoje. As expectativas criadas, né? Assim como domingo, domingo à noite é o momento da semana mais triste melancólico.

Para pensar, por que que sobrou pro domingo? Isso é cultural. Ah, porque vai começar mais uma semana. Amanhã tem que voltar pro trabalho, pra escola, pra universidade. Amanhã começa tudo de novo. É cultural achar que trabalho é problema, que de segunda a sexta é o inferno, sábado e domingo é o paraíso. Que a aposentadoria quando chegar vai ser o momento mais feliz da minha vida, porque eu não vou mais trabalhar. Vai ver a quantidade de pessoas que se aposentou e que teve que procurar ajuda. psicológica, porque não lidou bem com um período em que você não tinha mais desafios, ocupação do tempo com algo útil e que você se entregou ao óscio de forma absoluta.

Então, sabe, cada um com seu cada um. Você pode achar tudo que eu tô falando aqui despropositado, não tem problema não. Eu só tô replicando aqui uma opinião que não é só minha. Nós temos construções culturais que sabotam a nossa autoestima e a nossa resiliência psíquica e emocional. Então, a gente não seguir o fluxo, o arrastão da ditadura de uma cultura impositiva, né? A publicidade de Natal é uma coisa muito cruel, cara. Porque a publicidade do Natal ela remete a ideia de que se você não comprar presente, tem que ser presente bom, presente caro para quem você ama. Você não tá amando de verdade essa pessoa.

Você condiciona o tamanho do amor e do afeto por alguém ao valor monetário do presente. Repara como as pessoas por vez sentem culpadas de não comprar presente de Natal. Repara no mau humor do das pessoas que entram em filas imensas durante dezembro, as vésperas do Natal, compras de última hora de presentes ou lembrancinhas para muita gente. Aí você vê aí vê o astral, as pessoas estão malumoradas, emburradas [risadas] nas filas. Aí você fala, não tem aquela música? Não dá para ser feliz, Fagner. Não dá para ser feliz. [aplausos] Não dá para ser feliz. Não dá para ser feliz. Não, não dá para ser feliz. [aplausos] Não dá para ser feliz. Não dá para ser feliz. Não dá para ser [risadas] feliz.

É, cara, olha, pensar com a própria cabeça é o maior desafio que a gente tem na vida. Não se pautar pelas expectativas dos outros é uma conquista. Você ser você mesma ou mesmo assumindo o que você pensa, o que você sente, o que você quer para você. Ah, mas você não vai fazer isso. Ah, mas você não quer fazer aquilo. Fal não, não, não acho que deva, né? Então, confraternização em família, se você tem família e tem o hábito de se reunir em família, é ótimo. Agora, quem não tem mais família numerosa ou vários entes queridos partiram ou perdeu assim o interesse em participar de confraternização em família? Tem algum problema nisso? Não, não tem problema nenhum. Ah, mas você vai ficar triste.

Ué, eventualmente, olha só, é outra abordagem que eu tô fazendo aqui, como se fosse proibido a pessoa ficar triste, melancólica, no Natal. Não, ela tem o direito. Se ela achar, ah, hoje eu tô lembrando muito das pessoas que partiram, com saudade delas, hoje eu não tô muito bem não. OK, vai passar. Enquanto não passa, você tá ali naquela vibe que não é um problema se você lida com isso de uma forma, me permitam dizer, madura. Eu, nesse momento, não tô muito de bem com celebrações, coisas e tal. Deixa eu ficar aqui no meu cantinho, tá tudo certo, vida que segue, entende? Eh, é muito complicado a gente se se medir pela régua dos outros, né? a gente ficar ali, opa, tem um jeito certo de celebrar o Natal e tem um jeito errado.

Não. Eh, me permito aqui fazer mais uma abordagem sobre esse assunto. É se você é cristão ou se diz cristão, seja católico, seja evangélico, seja espírita, ou mesmo existem outras tradições em que a pessoa reconhece Jesus como sendo um ser de luz e o mérito das recomendações evangélicas inspiradas na lei do amor. OK? Então, tá tudo bem. Eh, o que eu acho é o seguinte, me parece, tá? É uma opinião absolutamente incoerente você, enquanto cristão, Ah, então tem que que eu tenho que fazer? Ué, faz o que você quiser. Você pode, por exemplo, se recolher, fazer uma prece endereçada ao mestre.

Senhor, obrigado pela tua passagem pelo mundo, tão inspiradora, tão revolucionária do ponto de vista das lições éticas e morais que elevaram o patamar de percepção do amor na vida da gente. Não o amor por quem gosta de mim, o amor amplificado, dilatado, expandido, que é um exercício que a gente ainda precisa fazer. a gente mais de 2000 anos depois da vinda dele não chegou lá, mas uma prece de gratidão ou reunir a parte da família mais sensível a isso e abrir no relato do Natal do Nascimento de Jesus feito por um dos evangelistas, a tradição, como é que teria sido o nascimento de Jesus. Lê em voz alta, faz uma prece final, né?

Tem gente que gosta de ir na missa do galo, católico ou não católico, [risadas] porque gosta da vibe assim da celebração à luz da tradição católica, no ambiente de uma igreja com cânticos, né? Isso é algo privativo de cada um, cada um que sabe de si. Enfim, meus amigos, a gente vai fazer um estudo mais para frente, refletindo sobre Natal, estrito senso, só o Natal, mas eleve seu pensamento, faça sua programação do jeito que você acha que você merece. Lembrando que os entes queridos que partiram não deixaram de existir e continuam te amando, porque o amor é imperecível. E a celebração de Natal ocorre nos dois planos da vida. para quem acha que isso é importante.

Então, quando você se lembra dos seus, eles também se lembram de você e eles ficarão muito felizes se você não se entregar a um sentimento melancólico, triste, depressivo, sem considerar que eles continuam existindo e a vida segue. Fiquem com Deus. Domingo teríamos o papo das ao vivo, mas eu estarei em Nova Iguaçu, num evento que teve os ingressos, é um evento beneficente para a Escola Espírita Joana de Angeles em Japeri.

Eu quero agradecer a todos porque sold, como se diz, os ingressos vão ajudar a pagar o 13º dos professores da escola e, se Deus quiser, já encaminhar também parte da compra dos uniformes novinhos para 240 alunos que não pagam mensalidade, mas tem aula, tem quatro ou cinco refeições ao longo do dia e tem oportunidade numa área muito desassistida de ter uma educação de qualidade. Por isso estarei domingo em Nova Iguaçu no Café com Trigueiro. Achei um barato esse nome, cara. Café com trigueiro. Até porque trigueiro, trigo, pão, café, separando o joio do trigo. E vamos que vamos. Chega de metáfora. Fiquem com Deus. Até a próxima, se Deus quiser.

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