Previna-se daqueles que negam a ciência | Papo das 9 #1070

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Assista ao vídeo completo de André Trigueiro: Previna-se daqueles que negam a ciência. Conteúdo publicado no canal oficial de André Trigueiro.

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Povo chegando. Vamos dar um tempo pro povo chegar. Tá começando mais um papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafof aqui em Laranjeiras. Eu já vou antecipando que o papo de hoje muito provavelmente será, eu tenho a convicção de que será o mais contundente que eu já fiz contra o negacionismo. a gente vai compreender o que é o negacionismo e a razão pela qual a gente precisa se posicionar claramente, publicamente, se expor mesmo para denunciar aonde esse negacionismo aparece.

pode estar relacionado à ciência climática, ele pode estar relacionado à área da saúde, vacinas, ele pode estar relacionado eh no suposto direito das redes sociais terem absoluta liberdade e autonomia de programarem seus algoritmos e fazerem tudo o que desejam do jeito que bem entendem. O que não falta por aí são assuntos muito graves ligados a teses negacionistas que negam evidências e isso ameaça a vida, a resiliência, a longevidade, a saúde, o bem-estar coletivo. Eu não sei como dizer isso de forma mais clara. Então, pra gente procurar o pai dos burros e tentar entender o conceito de negacionismo, é a rejeição sistemática de fatos científicos, históricos ou realidades comprovadas em favor de quê? de crenças pessoais, ideológicas ou teorias da conspiração.

É a rejeição sistemática de fatos científicos. É diferente do ceticismo saudável que exige evidências antes de acreditar. É o São Tomé. É a postura São Tomé. Eu me reservo o direito de só levar a sério isso que tá sendo dito depois de checar.

a ferir o embasamento e a fundamentação do que tá sendo dito. É a postura São Tomé. Esse é o ceticismo bem-vindo, que aliás é aliado esse ceticismo da boa ciência. O negacionista recusa-se aceitar as evidências mesmo quando elas são esmagadoras e consensuais. Repito, eu só vou fazer essa live hoje pela convicção que construí não é de hoje, não é de momento.

Como jornalista interessado em ciência, especialmente as ciências ambientais e climáticas, mas não apenas, escrevemos um livro sobre suicídio. Também me aventurei pesquisando boas fontes, relatórios a respeito de saúde mental, bebendo, portanto, das fontes consideradas fidedignas, confiáveis na área da psicologia, da psiquiatria, da suicidologia. Você não vai achar e comparar o seu achismo a evidências científicas. Você não vai manifestar uma crença dizer assim: "Eu creio que você tem direito a ter opinião, você tem direito a ter uma crença. Eu acho que isso que tá acontecendo, OK?

A gravidade é quando você é uma pessoa que tem projeção, muitos seguidores influenciando opiniões e visões de mundo, seja na política, seja no setor privado, seja numa igreja, seja numa rede social, aonde você tiver manifestando opiniões, crenças, achismos, deixe muito claro isso. Olha, eu não tenho aqui nenhum embasamento, eu não tenho aqui nenhuma fonte. Portanto, não me cobrem por que eu tô dizendo o que eu tô dizendo. Me deixem manifestar livremente uma opinião. Bingo.

Fechou. Opinião. Todo mundo tem direito de possuir e manifestar. Quando você reveste a sua opinião, o seu achismo, a sua crença de uma aura de credibilidade desprovida de fundamentação, de evidências, de comprovação, você está agindo de forma, me permita dizer, irresponsável e leviana. Então vamos aqui eh a boa parte, para não dizer a maioria absoluta do meu público aqui no Papo das Novas, já me viu falar sobre isso, eh, de outra forma ou de uma maneira que não ocupasse todo o tempo da live, mas eu entendo que vocês reconhecem as razões pelas quais hoje eu vou me deter frentes de negacionismo e todas as três ameaçam a nossa vida, a nossa saúde, o nosso equilíbrio e o nosso bem-estar.

Razão pela qual estou aqui hoje fazendo a minha parte. Vamos lá. Quando a gente fala de negacionismo climático, a gente tá reportando, eu diria, uma forma de tentar descredibilizar evidências. Ah, eh, ontem teve uma, ontem, sábado, teve uma chuva, uma tempestade de granizo em Florianópolis. Não sei se vocês viram, foi algo colossal, monumental, assustador, tá?

Isso na mesma semana do que houve no Nepal e no Tibetes. Eu não vou ficar aqui enumerando várias circunstâncias climáticas que chamam a nossa atenção. Aí você vai dizer: "Ah, André, a chuva de granizo em Florianópolis tem a ver com a crise climática? Se você quiser saber minha opinião, eu posso manifestá-la. Se você quiser saber o que eu acho, eu posso falar.

Se você quiser saber qual é a minha crença, eu posso compartilhar. Mas eu nesse exato momento, domingo, 9:7 da manhã, ao vivo com vocês aqui na live do Papo das 9, eu não tenho nesse momento nenhuma evidência, eu não tenho nenhuma constatação baseada na observação, na checagem, nas medições. Como é que se faz ciência? Então vamos pegar o exemplo da chuva de granizo ontem em Florianópolis. Choveu algo que para quem está em Florianópolis e todas as pessoas que reportaram nas redes sociais o que aconteceu ficaram muito assustadas porque disseram: "Isso não é normal, isso não costuma acontecer aqui".

Muito bem, dessa maneira não. E aí temos uma questão que se impõe na área da ciência. Bom, eu preciso medir, então você vai encontrar meios, ferramentas, instrumentos de medir a intensidade da chuva de granizo, o período do ano em que isso aconteceu e a série histórica de chuvas de granizo em Florianópolis, se já houve registro quando foi. E a partir dessa análise cuidadosa que é baseada na observação, na checagem, na medição, você poderá entender, você poderá entender que se trata sim de um evento climático extremo, fora da curva, que é uma característica do aquecimento global que desorganiza o sistema climático. Vocês entenderam?

Eu peguei o exemplo de ontem do granizo para dizer pouco importa a opinião do André, a crença, o achismo, não vale nada. Razão pela qual hoje, se você me perguntar, André, esse evento em Florianópolis é um sinal da crise climática? Eu vou te dizer, baseada na ciência, eu não tenho baseado na ciência, eu não tenho como emitir aqui nenhuma opinião, tem que dar tempo para isso ser consolidado como uma informação séria. A ciência não acha nada, ela não opina, ela não tem crença, ela observa, mede, compara e apresenta uma hipótese. Ela diz assim: "Tudo indica que são as evidências.

É a ignorância na área do clima para quem se manifesta publicamente negacionista. Fica evidente, por exemplo, em episódios que se repetem, quando você fala assim: "Eh, nossa, que inverno rigoroso, quanto frio tá fazendo aqui. E tem gente que fala de aquecimento global. Aí você que acompanha o assunto fica constrangido, vergonha alheia. Por quê?

Porque exatamente a elevação da temperatura média do planeta desorganiza um sistema climático aonde os chamados eventos extremos eles estão ocorrendo com maior intensidade e frequência na polaridade do calor e do frio, da chuva e da seca. Você tem essa amplitude térmica que é uma característica da desorganização do sistema. Agora, importante, você tem que medir isso numa escala temporal. Então, vamos pegar um ano, que é a forma como os cientistas costumam fazer. 365 dias por ano.

Você teve um inverno sem precedentes aqui e teve sucessivas ondas de calor aqui. Você vai pegar a média do ano e vai dizer 2025, qual foi a temperatura média do planeta com a montanha russa das oscilações? Ah, foi X, gente. A gente vai descobrir sem muita dificuldade, com base na observação e na medida, que tem que ter termômetro, tem que ter pluviômetro, você vai medindo tudo, umidade relativa do ar, tudo. E aí você vai chegar a alguma conclusão.

Essa conclusão não é baseada em achismo. Ela tá lá dizendo: "A temperatura tá subindo". E ela está subindo. Aí quando você ouve alguém dizer: "Ah, mas os ciclos da natureza, calor e frio sempre foi assim na história do planeta. Então não dá pra gente dizer que agora é algo fora da curva, porque o planeta sempre fez isso.

Com todo respeito, uma pessoa que tenha alguma influência, notoriedade, seguidores e explicite em público isto deveria ter o cuidado antes de checar essa informação. De que maneira? É fato que o planeta já teve diferentes eras. Esse planeta tem quase 5 bilhões de anos. Já aconteceu muita coisa por aqui.

A gente já teve várias glaciações. Você se lembra da animação A era do gelo? A gente já teve o planeta todo gelado. A gente já teve muito mais concentração de CO2 na atmosfera por razões naturais. Nós não existíamos enquanto espécie nessa época eh do que temos hoje.

Qual é a questão então que leva à ciência que observa, médico, compara e constata a dizer que estamos vivendo um período singular, um período diferenciado, fora da curva. Sim, o aquecimento global é fato aferível, demonstrável, porque você vai ter as oscilações de temperatura ao longo de eras, são milhões de anos. O que está acontecendo desde a Revolução Industrial, século XIX para cá, é algo fora da curva, literalmente. É um foguete quase assim, se você pega a média, ele tá fazendo assim, uma curva que cada vez mais vem na vertical de emissões de gases de efeito estufa que a nossa espécie tem jogado na atmosfera. E a coincidência das curvas, o gráfico é muito claro, tem a curva das emissões de gás e estufa fazendo isso [roncando] para cima e a temperatura média do planeta junto.

Aí você vai dizer: "Opa, é coincidência, é padeder dele, eles estão dançando juntinhos". Por quê? Porque uma coisa tem a ver com a outra. Eu recebi de um amigo meu do Pará, eh, de vez em quando mandam para mim, eu acho muito legal, eh, e diferentes recortes de jornal de publicações do século XIX, falando que CO2, o gás CO2, ele aquece o planeta. Esse é um conhecimento muito antigo e que com a evolução tecnológica na capacidade da ciência medir, eu tô falando de supercputadores, eu tô falando de inteligência artificial acelerando no cálculo rápido dos supercutadores as aferições da modelagem matemática e dizer: "É, teremos um super Elinho é o que tá acontecendo." A ciência acertou.

lá atrás. Esse superuninho foi previsto lá atrás. É o ninho é um fenômeno cíclico. Você vai dizer, há registros de muitos séculos de que nós temos a elevação da temperatura do Oceano Pacífico, que vai determinar influências, influências em outros setores do clima no mundo. Isso é fato.

Ocorre que o superelinho tá sendo turbinado pelo aquecimento global. A elevação da temperatura média das águas do Pacífico tem sido cada vez maior e a frequência do fenômeno Eloninho também tem aumentado. Nós desorganizamos o sistema climático. Isso é fato. É um mico, é uma vergonha alguém virar público em qualquer lugar do mundo, em qualquer circunstância, dizer: "Não, isso é do planeta, isso é a natureza, são os ciclos naturais.

Isso não tem fundamento. Isso não [risadas] tem nenhum fundamento. Aí você vai se escandalizar e vai dizer: "Não, mas então por que falou?" Falou por quê? Porque falou. Aí eu quero manifestar aqui a minha convicção de que as teses negacionistas interessam a certos grupos invariavelmente ligados a certas atividades que estão sob pressão em tempos de aquecimento global.

O que que agrava o aquecimento global? São setores de economia que são resistentes [suspirando] àquilo que o acordo de Paris, que é o tratado que está em vigor, aponta como solução para desacelerar o aquecimento e que o planeta não seja um lugar cada vez mais hostil à nossa presença. Então, queima progressiva de petróleo, carvão e gás, me desculpa, a gente tá intoxicando numa velocidade absurda o sistema climático saturando de gases estufa a atmosfera. O raio solar atravessa a atmosfera, aquece o contato do sol com a superfície, eleva-se a temperatura e essa radiação de calor não consegue ser dissipada, ela não consegue ser devolvida ao espaço porque tem um colchão de gases estufa impedindo isso. Quando a gente fala efeito estufa, não sei se vocês já tiveram o prazer que eu tive entrando numa estufa no Jardim Botânico aqui do Rio, a estufa o que é?

É um ambiente com telhado de vidro. É toda envidraçada a estufa. E lá dentro estão espécies vegetais que se beneficiam de um de calor e umidade para crescer. Elas gostam de calor e umidade. Então o que que você faz?

Você coloca aquelas espécies vegetais muitas dentro da estufa. Num dia de sol, o sol atravessa o telhado de vidro, gerando calor na estufa. Mas esse calor não se dissipa fácil porque tá, ó, a estufa tá fechada, até a porta lá da estufa, aquele calor vai se acumulando. É a mesma coisa. Então, queima de petróleo, carvão e gás.

Quem não gosta desse papo de aquecimento global, necessidade de fazer transição energética, roadmap, o mapa do caminho pra gente se livrar da dependência dos combustíveis fósseis, a indústria do petróleo, o lobby do carvão e em certa medida do gás natural quando que no Brasil aprovou-se a escrescência de determinar com recurso público meu e seu que se leve gás natural aonde não tem gás, [suspirando] aonde não tem infraestrutura pro gás. O gás é bem-vindo aonde você tenha eh a seja próximo dos centros de produção ou tenha demanda pro uso do gás. Aí você pensa, não, leva o gasoduto, vamos que vamos. O que foi aprovado no Brasil atende ao interesse do lobby do gás. Então vamos lá.

Combustíveis fósseis são agravantes do aquecimento global. Mexer com os interesses do petróleo, o lobby do carvão e do gás, é mexer com gente graúda que não quer esse papinho de aquecimento global. Eh, quando a gente tem desmatamento, as árvores elas tocam. Esse gás que vai pra atmosfera, ele é sequestrado, ele é sugado pelos vegetais. Qualquer árvore, qualquer plantinha, a minha florestinha aqui, o jardim do Senhor Jesus aqui na minha casa, onde tem verde tem carbono.

Então, toda vez que você planta qualquer coisa, um pé de feijão, uma samambaia, uma gibóia, uma orquídea, né? Você cultiva orquídea, uma mangueira, né? uma pata de vácuo, mulungu, oiti, palmulato, palmeiro que você quiser plantar, qualquer coisa que você plante, tá tirando da atmosfera CO2. Opa. Aí quando você faz, quando você constata desmatamento, você tá devolvendo, você tá impedindo essa estocagem de carbono, certo?

Especialmente através das queimadas. Então, temos um problema aqui. A turma que não quer saber de contenção do desmatamento, que quer expandir suas fronteiras para agricultura e pecuária, por exemplo, sem dar muita bola paraas regras do jogo. E eu creio que a maioria dos agricultores brasileiros têm a responsabilidade, a noção do risco que isso significa e cumprem a lei, o Código Florestal. E tem uma minoria, isso são dados também, se você quiser checar junto ao Ministério do Meio Ambiente, tem uma minoria de grandes latifundiários e fazendeiros que chuta o pau da barraca e não quer saber desse papinho.

Essa turma não gosta que a gente lembre que o desmatamento ilegal agrava o aquecimento global e que o Brasil, que é um país que tem na produção de proteína animal, principalmente gado. quando a rota e ele é um ruminante, ele fica eh mastigando o tempo todo. E quando tá comendo capim, ele precisa de são quatro estômagos que o ruminante tem para transformar aquilo numa pasta que vira alimento e nutrição. Ele arrota. O gado arrota.

O Brasil tem mais boi no pasto que brasileiro. Então temos uma questão que são as emissões eh entéricas dos ruminantes. Esse essa expressão é bonitinha da ciência, né? Emissões entéricas dos ruminantes. Que que é isso?

Eles estão liberando metano, CH4 que aquece o planeta. Uma parte dos produtores de proteína animal não gosta desse papinho de aquecimento global, porque vai mexer comigo, eu vou ter que calibrar a alimentação dos animais para eles arrotarem, eles terem menos flatulência, digamos assim. Então, veja, eu tô trazendo elementos aí tem, eu diria, a necessidade da gente se informar e não ser bobo. Por quê? Porque tem o negacionismo, que é aquele que diz assim: "A ciência não tem importância, o que remete a um período pré-iluminista da época da idade média, tá?

Você vê a gravidade que é você banalizar, desconsiderar a ciência. A gente tá reportando um período pré-iluminista da época da idade média, quando você tinha crenças, né? Eu já falei aqui no papo das ve Galileu Galilei e outros que ousavam dizer que o sistema astronômico, o universo não girava em torno da Terra, mas a Terra era um satélite do Sol e a Terra vinha a reboque desse sistema gravitacional na nossa eh no nosso sistema solar. Isso era herético. Você afrontava a ciência.

Por quê? Porque o cara tá dizendo: "Não, isso aqui é um dogma. Eu não não me venha dizendo o que que você enxergou com isso que você tá chamando de luneta. Isso não faz sentido. A gente tem aqui a nossa crença baseada num dogma.

A gente tá no século XX, 2026. A gente não pode ter uma pauta engessada baseada em dogmas, achismos, crenças, opiniões. Cada um tem a sua, mas você não pode transformar em política pública algo baseado em achismo. Então, tem a rejeição da ciência por princípio, que é condenável, é abominável, afronta a nossa segurança coletiva, segurança. E você tem um grupo de negacionistas que não é propriamente aqueles que negam a ciência, eles negam a urgência da tomada de decisão.

Eles dizem assim: "Não, eu já entendi que combustível fóssil agrava o efeito estufa e a gente paga um preço alto por isso". Não, eu entendi que a temperatura do planeta tá subindo. Isso tem a nossa responsabilidade. Nós determinamos essa situação. Entretanto, não vamos fazer agora não.

Não, não vamos mexer nisso agora não. A gente vai mexer no vespero. A gente vai incomodar muitos interesses. A gente vai bater de frente com setores que estão encastelados no poder e a gente vai perder. Ora, meu Deus, esse é o momento que cada um vai escolher que lado vai.

Eu já escolhi o meu há muito tempo. Eu não tô aqui manifestando ideologia, eu tô manifestando o apreço pela ciência. Aliás, eu vou reproduzir aqui, vou colocar de novo. Acho que vai aparecer invertido aí, porque a letra aparece ao contrário. Eh, eu ganhei de um amigo meu, Eduardo, do movimento Laudatocin, inspirado na encíclica do Papa, que tava em Belém durante a COP 30, um boné Make Science Great Again.

O lema do Trump foi Make America Great again. Ele se elegeu e Trump desde então saiu do acordo de Paris, demitiu cientistas que foram muito corajosos nas agências federais vinculadas à Casa Branca de se manterem muito convictos daquilo que a ciência dizia sobre clima. E eles ou foram demitidos ou foram afastados das suas funções [roncando] em nenhum relatório das agências federais onde Trump é o patrão. Eu tô falando da NASA, agência espacial americana. Eu tô falando do Noah, que é ligado à Marinha e faz as medições, por exemplo, em boias, no Oceano Pacífico, da elevação da temperatura eh das águas do mar no Pacífico, que são a o ponto de partida, a ignição do superninho, né?

Eu tô falando da IPA Environmental Protection Agency, que é o equivalente ao Ministério do Meio Ambiente e o IBAMA juntos lá. Eh, você não pode usar a palavra, gente? Vocês sabem disso? Eu preciso dizer, nos Estados Unidos de Trump, você não tem um órgão oficial do governo postando nas páginas da internet qualquer coisa onde apareça crise climática, aquecimento global, elevação da temperatura média do planeta, não pode. É censura.

é o período pré-iluminista que alude a inquisição, alude a idade média. Então, make science great again. Make science. Faça a ciência grande novamente. A ciência ela não é contra, ela é a favor.

A ciência existe para ajudar a gente a compreender a realidade que nos cerca e tomar as decisões corretas. É para isso que existe a ciência. Então vamos combinar, não é possível nesse ano da graça de 2026, fazendo o recorte temporal desse ano, estamos no mês agora, embicados no mês de setembro, o ano começou com a maior tragédia climática da história de Juiz de Fora. Alô, povo de Juiz de Fora! Foi sério, foi sem precedente e foi um evento climático extremo associado ao aquecimento global.

A ciência conseguiu ter tempo de medir, comparar, checar e ver. Não é ciclo de chuva mais forte, não é mais uma chuva forte. Esse é o ponto. Depois tivemos as manifestações do super Elinho que estavam acontecendo ainda na Europa. Vocês não querem que eu repita.

A gente já falou sobre isso aqui. Mais de 30.000 óbitos pelo calor, incêndios jamais registrados nas matas nativas, nas florestas nativas da Espanha e da França. Uma secura brutal do nível dos rios mais importantes da Europa. Eu tô falando do Danúbio, que atravessa 9, 10 países. Eu tô falando do rio Reno na Alemanha.

Eu tô falando do rio Sena na França. O Sena não é só em Paris, atravessa vários municípios. Ó, tiveram que desligar centrais nucleares na Europa porque você precisa refrigerar o reator com água. Quando não tem água suficiente, que que você faz? Corta a energia.

É gravíssimo. E isso está claramente associado a algo anômalo. Não é mais um ciclo da natureza, não é a natureza e seus ciclos. Não, isso aconteceu não. Isso está completamente de acordo com o que os cientistas vêm desenhando, porque tem que desenhar às vezes para para as pessoas entenderem.

Nós estamos vivendo o novo normal do clima. Nós sabemos o que causa isso e nós precisamos mobilizar recursos públicos, recursos privados, as inteligências, a comunidade acadêmica e científica na direção das soluções que passam longe dos combustíveis fósseis, passam longe dos desmatamentos, passam longe das entéricas dos ruminantes, que São os arrotos dos bois. Tem que mudar. Não tô dizendo para o pecuarista dizer: "Ah, então eu vou perder os meus ganhos exponenciais". Não, você vai ter que fazer a correção.

Isso é brapa, empresa brasileira de pesquisa agropecuária. O agronegócio pesquisa isso. O agronegócio sabe disso. Isso é medido, é ciência. Então, vou virar a página aqui da ciência climática.

Por favor, entendam como nós precisamos nos posicionar, porque tem muita coisa em jogo. Quando a gente passa pano, a gente banaliza, a gente acha irrelevante que pessoas que são importantes no meio em que atuam, tem muitos seguidores, influenciam, por vezes a opinião alheia, dizem o que não deveriam dizer da forma como expressam. achismos, crenças, opiniões, cada um tem a sua. Se você está em público, deixe muito claro, eu não entendo do assunto. Eu nunca me interessei em ler nada sobre ciência, então eu acho que é mais uma chuva fora.

Granizo em Florianópolis, foi mais um episódio deslizamento e enchente em Juiz de Fora, Rio Grande do Sul em 2024. E Rio Grande do Sul, esse ano, eu esqueci de falar mais uma vez, a intensidade e frequência. Os gaúchos já estão, penso eu, Deus queira, aqueles que não tinham ainda a convicção, tem algo de errado, leia-se. Tem algo diferente da série histórica. E isso nos diz respeito.

Eu não vou ficar só falando de clima. Negacionismo tem diferentes pegadas. Uma delas é a da vacina. Gente, vocês sabem que essa semana, por que que eu vou falar do negacionismo relacionado à vacina? A gente precisa ter essa clareza do que que tá acontecendo, porque é gravíssimo.

É gravíssimo. Eh, tivemos a as duas primeiras mortes do ano por Sarampo, no estado da Penilvânia, nos Estados Unidos. duas mortes por sarampo de pessoas que as autoridades locais disseram não foram vacinadas. É a o maior surto de sarampa em 35 anos num país aonde um negacionista chamado Donald Trump colocou um notório negacionista na área da saúde para comandar a saúde naquele país. Então a gente tá falando do senor Robert Kennedy Júnior, é da família Kennedy.

Ele tá deshonrando a família de uma forma absurda. O sarampo se torna incontrolável quando você não consegue alcançar 95% de taxa de imunização da população. Isso é ciência na área da saúde preventiva. Isso se sabe. Isso é mundialmente aceito.

Os Estados Unidos estão negligenciando a obrigatoriedade e a urgência de várias vacinas. E o senhor Donald Trump dias atrás, dias, não tem [limpando a garganta] nenhuma semana, assinou uma ordem executiva equivale no Brasil a um decreto, determinando que o número de vacinas que não deveriam mais ser objeto de campanhas ostensivas do poder público ou obrigatórias não seriam mais não seria mais aquele número. reduziu o número e impediu a aplicação da tríplice viral, que a tríplice viral é uma conquista da modernidade. Você é o três em um, toma e resolve. O Trump, sem citar nenhuma fonte, nenhuma pesquisa séria, nenhum respaldo científico, disse que ah, porque causa autismo.

Isso é de uma irresponsabilidade. Inominável. E o sarampo é uma das doenças mais infecciosas do planeta, porque é transmitido pela respiração. Quando a pessoa torce, quando a pessoa espirra, vai mais longe o vírus. Agora você pode estar num ambiente fechado, uma sala de aula, um avião, fila de um banco, aonde você tiver, você tá com sarampo, alguém ou muitas pessoas vão pegar sarampa por tua causa.

Isso é muito sério, porque não é só uma atitude individual. Ah, eu tomo vacina se eu quiser. Essa é uma discussão interessante. Ah, não, não é obrigatório. Eu dou vacina pro meu filho se ele quiser.

Aliás, se eu quiser, porque eu sou eu tenho patri poder, né? Eu defino se meu filho vai ou não tomar vacina. E eu ouvi dizer que me disseram que falaram que repara como o argumento muito usual dos negacionistas, seja do clima, seja da vacina. É, ouvi dizer que, falaram que eu recebi no meu WhatsApp uma informação que era essa. Eu ouvi uma pessoa dizendo uma gravação no WhatsApp ou numa rede social, isso daqui e aí você intuba aquilo como se fosse uma verdade absoluta, irretocável, definitiva.

Isso é temerário. Os Estados Unidos não estão conseguindo conter o surto de sarampo. Infortunadamente, as projeções aonde eu consegui acessar esses dados, porque existe uma comunidade científica que não tendo respaldo do governo Trump se organizou fora do governo Trump, mesmo sendo solicitado pelo governo para realizar certos trabalhos. E eles estão dizendo, já tivemos duas mortes. Provavelmente esse surto haverá de continuar, porque a taxa de imunização tá baixa, o governo não estimula como deveria as vacinas.

E aí temos um problema sanitário, porque as pessoas viajam, elas migram para lá e para cá, viagem a trabalho, viagem com a pra família, né? Vou ver meus familiares. O Brasil, pela rota de Guarulhos, São Paulo, passou a ter muitos casos de sarampo acima do que seria o desejável. E há a constatação de que eh ou evidências, que é a palavra que se usa, de que boa parte dos casos de sarampo em São Paulo e Guarulhos, tem uma outra cidade menor da grande de São Paulo que eu não tô lembrando o nome, onde as autoridades falaram tem que botar vacina agora lá. Agora por esse reforço vacinal ele tá associado a um vírus que veio dos Estados Unidos.

Então não se toma cuidado do outro lado lá, mas tem alguém vindo de lá trazendo o vírus para cá. Até o dia 1eo de setembro nós temos a supervacinação acontecendo nos postos do Brasil inteiro e lá tem vacina contra sarampos. Se liga na missão. [roncando] Se liga na missão. Então você vê o negacionismo aí, mais uma vez não baseado em evidências, promove riscos desnecessários, não apenas a saúde, mas risco de morte.

Risco de morte é inacreditável todas as conquistas que a gente teve. O que me tira do sério é que eu tenho idade suficiente para me lembrar quando a pólio que o Brasil erradicou com vacina era visível. A gente tinha pessoas que perderam mobilidade, andavam de cadeira de roda ou muleta porque contraíram pólio porque seus pais não vacinaram. Então, as pessoas tinham essa memória e prestavam atenção. Não, eu não posso deixar de vacinar contra pólio.

Não posso deixar de vacinar contra pólio. E aí o que que aconteceu? Deixou, porque a vacinação alcançou a taxa de pelo menos 95% de imunização no Brasil. As pessoas, ah, não tô vendo ninguém com esse problema. Ele não é um problema.

Se ninguém tem pólio, por que que eu vou tomar vacina? Não, você só consegue manter o perímetro livre do risco da pólio se a cobertura vacinal tiver em dia, se a caderneta de vacinação tiver devidamente preenchida. Esse é o ponto. E aí nós estamos correndo risco no Brasil. Gente, eu não quero estar encarnado nessa vida para ver isso.

Será que a gente vai voltar a ter pólio no Brasil por causa dos irresponsáveis? Essas pessoas completamente desprovidas de uma, eu diria, o bom senso de prestar atenção na ciência, cara. Isso é conhecimento construído, isso não é achismo. Então, vacinação é fundamental, fundamental. E tem negacionista atrapalhando a saúde da coletividade.

Porque você pode ter um filho, um neto que pegou sarampo, porque você ou os pais do seu neto relaxaram porque ouviram dizer que, falaram que, me disseram que não dá, não dá, não dá, não dá, não dá, não, não, não dá para assinar embaixo disso, não dá para aceitar isso. A última, último exemplo eu vou trazer boas notícias. Eu vou, prometo. Nos últimos dias, não tem 10 dias para cá, nós tivemos uma sucessão de vitórias históricas contra as bigtecs, que não querem se sujeitar a qualquer tipo de regulação, principalmente aquelas que protejam os direitos da criança e do adolescente. Então, por ordem cronológica, eu vou falar do mais antigo até o que houve essa semana.

Essa semana tivemos duas notícias passada e essa que eu vou começar em ordem cronológica de trás para frente. Nós tivemos edimento determinado pela Agência Nacional de Proteção de Dados do da Discord, né, o provedor de conteúdo, a rede social Discord, continuar fazendo lives por conta do suicídio de uma menina de 13 anos com uma plateia seleta que se reuniu numa sala inviolável, que é o que o Discord faz, você blinda o espaço virtual e aquela criança adolescente de 13 anos, primeiro em público virtual, uma plateia mórbida querendo ver isso, haviu se automilar, depois promover o autoestermínio. E aí vem o Brasil. Viva o Brasil. obrigar a discorde a tomar as medidas cautelares devidas que protejam o segmento infantil e adolescente do risco de estarem sujeitos a esse espetáculo mórbido pela indução de outras pessoas, nem sempre adultas.

Tem adolescente que gosta de fazer o aliciamento digital, causando ali por ameaça, por coação, essa situação de vulnerabilidade de outra criança ou de outro adolescente para se submeter a uma a um ritual mórbido de automutilação ou autoestermínio. Então, em bom português, a discórde não foi banida. Ela foi obrigada a apresentar dados que comprovem que ela está empregando tecnologias capazes de impedir ou agir o mais rápido possível na direção da contenção de uma violência. Porque a discórdia também virou notícia quando uma mulher criminosa. Tudo isso é crime no mundo real, tem que ser crime no mundo digital.

Não pode ter dois pesos e duas medidas. Você tá cometendo um crime na Discord, no TikTok, no Instagram, onde você tiver cometendo crime, não é porque você tá no universo digital que você tá protegido, é crime tipificado no Código Penal. pague por isso nos termos da lei. Então, a discorde não pode mais ser o ambiente que dá guarida para o cometimento em série de violências que não são de agora, estão acontecendo, são denunciadas e nada acontece para o que fez a Agência Nacional de Proteção de Dados. Essa semana, tivemos, após uma longa investigação, a mesma Agência Nacional de Proteção de Dados, multando o TikTok em R 153 milhões de reais por não cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, ECigital.

você precisa entender, vai lá depois da live aqui, se informe sobre o que é a ECA Digital. Ela que tá dando o suporte jurídico para todas essas ações. Que que fez o TikTok para receber essa multa? Ficou evidenciado, nos termos da Agência Nacional de Proteção de Dados que não estava protegendo o TikTok, os direitos das crianças. Por quê?

Porque evidenciou-se que pelo menos 20% das crianças do TikTok foram mapeadas, estudadas, rastreadas pelo aplicativo, que conhecendo o perfil dessas crianças monetizou essas informações, tornando-as vulneráveis a certas campanhas publicitárias. Entende o que eu digo? Você se revela por inteiro ou por inteira na rede social, porque o algoritmo tá processando os dados que você compartilha. Ah, o André é torcedor do Fluminense. O André é espírita, o André gosta de animais, o André gosta de meio ambiente.

Aí no feed do André vai aparecer aquilo que o André gosta e isso gera uma exposição, quer dizer, para produtos ou serviços que a rede social queira disponibilizar para mim. Coloca aquela página de venda aqui que o André gosta disso. Coloca essa página aqui que o André gosta disso. Cara, mas eu tenho 60 anos. Eu sou macaco velho.

Criança e adolescente não tem proteção, não tem ainda a couraça da razão. Muitos adultos não tem. Você vai cobrar da criança? Não, eu não, não. Tão, tão querendo faturar as minhas custas aqui.

Eu não vou cair nessa não. A criança fica vulnerável. TikTok recebeu uma multa, repito, de R$ 153 milhões deais no Brasil pela Agência Nacional de Proteção de Dados, baseado no ECA Digital, Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, pela vulnerabilidade. As crianças não podem ser vulneráveis, as crianças precisam ser protegidas. O TikTok não pode fazer isso.

Toma. E aí temos o incidente mais recente dessa semana. anteontem, salvo engano, o senhor Mark Zuckenberg, que é o todo poderoso da meta, a meta faz a gestão do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, um longo processo que vinha ocorrendo nos últimos anos nos Estados Unidos, movido por 29 estados daquele país, contra a meta. Qual era a razão do processo? As redes sociais causam dependência.

Isso foi fartamente denunciado e comprovado eh em evidências. Não é opinião, não é achismo, não é crença. E eu abro aqui um parêntese para dizer antes de prosseguir aqui, não, deixa eu prosseguir, senão depois eu me enrolo e esqueço. Então, tivemos o Marcos Zuenberg tomando a dianteira e dizendo, vamos fazer um acordo. O Zuemberg procurou um acordo com quem estava se sentindo lesado por ter o filho ou a filha que se suicidou, que foi diagnosticado com depressão, com transtorno de ansiedade ou que seja.

E isso é evidenciado. Isso tem a ver com tempo de tela. E vocês [roncando] da meta não fizeram o dever de casa para, no que diz respeito a vocês, porque os pais ou responsáveis também tem o que fazer uma situação dessa. Mas as redes elas têm que fazer filtros, elas têm que impedir na medida do possível que essa dependência ocorra. Então, o Sr.

Marque Zuemberg procurou a justiça para dizer: "Eu quero fazer um acordo e eu pago. Eu vou fazer a conversão para reais. R 86 bilhões de reais. Vou repetir o valor que é o valor do acordo judicial que pôs fim ao processo que venha sendo desenrolado há anos contra a meta por não fazer o que deveria fazer na direção da contenção, dos filtros, das dificuldades que deveriam ser colocadas para que crianças e adolescentes, no caso aí dos Estados Unidos, não ficassem tão vinculad a essa hipnose causada pelo algoritmo, porque é disso que se trata, porque você vai estimulando a criança, vai dando recompensas virtuais pra criança. E isso é dopamina, cara.

Isso é hormônio da felicidade. A criança fica ali, ó. [risadas] [ofegante] E não é só criança, tá? Tem muito adulto nessa, mas criança, como disse, a legislação protetiva das crianças, ela é muito mais rígida, porque os adultos, salvo engano, quando você alcança a maioridade, você é legalmente responsável pelos seus atos. As crianças não.

Então, o se Zuemberg vai pagar 86 bilhões de reais, a equivalência paraa nossa moeda, a quem moveu esse processo nos Estados Unidos. Alguns juristas, alguns analistas dão como certo que esses processos agora vão pipocar mundo afora, União Europeia, Brasil, Austrália, contra a falta de vigilância de tecnologias que deveriam estar sendo aplicadas para que as redes sociais da meta não fossem tão, eu diria, amigáveis, abertas, sedutoras com crianças e adolescentes. Eu quero lembrar que hoje no mundo, pela pesquisa que eu fiz, pode ter alguma margem de erro, mas porque o mundo é muito grande e as informações circulam rápido, né? Nós temos aproximadamente 20 países com legislações ativas a tese de que as redes sociais devem ficar livres, leves e soltas. Esse é o negacionismo que eu tô falando.

É você negar evidências. As redes sociais causam dependência. As redes sociais t a pretensão de aumentar o tempo de tela e as crianças ficam vulneráveis a vários problemas decorrentes dessa não socialização contra as crianças, porque eu fico [aplausos] lá quase o dia inteiro consumindo o que a rede social me trouxer. Se vocês entenderem o que eu tô falando, um dos livros, não é o único, mais bem fundamentado que compartilha dados, pesquisas na área da epidemiologia, é o do Jonathan Heide, psicólogo social. A geração ansiosa como a infância hiperconectada está causando uma epidemia de transtornos mentais.

Gente, ele desenha, ele mostra aqui, ó, vou, não vou falar do livro todo, mas ele, como diz, eu vou repetir um ditado popular que não é nada ecológico, ele mata a cobra e mostra o pau. Olha aqui. Pesquisa saúde mental episódios de automutilação entre adolescentes britânicos desde que os smartphones apareceram entre nós conectando o celular à internet. Olha lá em cima, episódios de automutilação entre adolescentes britânicos. Outro gráfico, hospitalização por saúde mental na Austrália.

Outro gráfico reproduzido a pesquisa. Sofrimento psicológico elevado nos países nórdicos. Outra pesquisa, a alienação na escola em nível mundial. Cara, ele deitou e rolou com dados, dados mostrando se liga, porque a tarefa aí é compartilhada. Redes digitais tem que investir em filtros, barreiras de identificação e rastreamento.

Tem criança do outro lado, tem adolescente do outro lado, vocês não são bem-vindos, não queremos vocês. E pais irresponsáveis tem a outra cota de responsabilidade. Então, Austrália foi o país pioneiro, proibido rede social para quem tem até 16 anos. Reino Unido seguiu Austrália, 16 anos. França e Espanha foram no embalo.

Eh, 15 anos na França, 16 anos na Espanha, Indonésia, Malásia, Turquia, Grécia. Nós estamos agora, esse é, eu quis encerrar o papo das 9 hoje, trazendo o lado que me parece bom. Cidadania ativa, posicione-se, informe-se. Nós precisamos nos movimentar na direção daquilo que nos parece com amparo da ciência, justo, ético, no que diz respeito a direitos da sociedade, direitos coletivos, a proteção da vida, do direito de você não ficar refém do que causa dependência. Pelo amor de Deus, perdoem a vemência, mas hoje, de fato, eu precisava falar tudo isso com vocês.

Eh, sexta-feira que vem, 2 da tarde, estarei na Bienal, eh, do livro em São Paulo. Quem quiser aparecer por lá, será muito bem-vindo. Eu vou publicar eh nas redes a informação certinha da de qual stande. Vai ser um prazer estar com vocês lá sexta-feira, tá bom? Ó, força, coragem e fé.

Vamos cuidar do clima, vamos se vacinar e vamos denunciar os riscos da dependência digital. é o que nos cabe, é o que a gente precisa fazer em benefício do coletivo, de todos, todos, todos nós. Tudo de bom, fiquem com Deus. até quarto.