Saber sofrer: O maior desafio da vida | Papo das 9 #1075

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Muito bom dia para todos vocês. onde vocês estiverem, com quem vocês estiverem, do jeito que vocês estiverem. Sejam todos bem-vindos para mais um papo das especial de domingo ao vivaço, direto do meu cafo em Laranjeiras. E a pedido de vocês, nós vamos dar sequência ao tema. Não repetindo da mesma forma que falamos domingo passado, inspirado num mês do calendário que tem a cor amarela, o setembro amarelo lembra a importância da valorização da vida e que a gente tenha mais informações sobre o colapso da razão, a fratura exposta do bom senso, a impulsividade que remete ao gesto trêlocado do autoestermínio.

Então, a gente tá falando aqui sim de prevenção do suicídio. Eu procuro, eu tô falando desse assunto, gente. Há 27 anos, qualquer dia desses eu faço uma live, talvez semana que vem, se vocês tiverem interesse, sobre a razão pela qual o suicídio entrou no meu radar, porque eu nunca tive diagnóstico de qualquer problema relacionado à saúde mental e nunca flertei com a ideiação suicida. Então, por que que eu tenho essa esse compromisso comigo e com meus amigos espirituais nessa direção? A gente pode tratar disso no outra oportunidade, mas porque eu tenho falado disso já há muitos anos, eu não eu procuro não me repetir, eu procuro me atualizar, buscar informações novas e de alguma forma a abordagem ser diferente.

Então eu achei por bem e achei bem interessante, não sei se a ideia foi minha ou me sopraram, que um tema que fica muito claro para as pessoas. Por que que a gente hoje, domingo de manhã, vai est falando desse assunto? Porque esse assunto ele não alcança apenas quem está num sofrimento profundo e tem a ideia de resolver, entre aspas, esse problema da forma mais violenta e trágica possível. Não, a gente precisa contextualizar a ideia da valorização da vida, procurando focar, e essa foi, esse foi o título que me sopraram, eu achei o máximo, que é saber sofrer. Eu acho isso o máximo.

É, é um título que me atrai. É possível saber sofrer porque porque é disso que se trata. Aliás, boa parte das questões existenciais que resvalam na filosofia, resvalam nas religiões, nos pensamentos transcendentais, quando a gente fala o que é viver, o que é viver e por que eu devo valorizar a oportunidade da existência, em algum momento a gente vai se deparar com a questão da dor e do sofrimento. Porque é disso que se trata. Quer dizer, quando a gente questiona o sentido da vida, quando a gente duvida da existência de Deus, invariavelmente essas ideias estão associadas à nossa perplexidade diante de tanta dor e de tanto sofrimento.

Razão pela qual importa de alguma forma buscar respostas. Existem respostas paraa dor e pro sofrimento do mundo, paraa dor e do sofrimento que nos alcançam? Essa é uma questão fundamental e eu sempre estimulei esse tipo de investigação porque quando aconteceu comigo lá atrás e eu não encontrava na tradição em que eu estava vinculado respostas pro sentido da dor e do sofrimento, eu fui a campo. Eu saí da minha zona de conforto e fui buscar respostas. E aonde eu encontrei as respostas, isso me deu, devo ser muito franco com vocês e direto, não imunidade à dor, não uma blindagem contra o sofrimento, mas uma capacidade de filtrar as experiências de dor e do sofrimento dentro do entendimento que a partir no meu caso, que não é o único caminho que leva essa compreensão.

Então, não tô fazendo proselitismo religioso. Eu tirei das minhas costas um fardo monumental, não acreditando na morte e tendo uma resposta para a dor e do sofrimento, os episódios dolorosos e de sofrimento que me acometem. que sempre me acometeram e vão continuar acontecendo na minha vida. Porque também descobri que esta é uma condição inerente à vida, é uma condição humana. E nenhum de nós nesse plano, você pode colocar aí o papa, você pode colocar aí sua santidade, o lailama, líder budista tibetano.

Você pode colocar aí para os espíritas Francisco Cândido Xavier, que era um sofredor, mas ele sabia que a morte não existia. Ele entendia o contexto da dor e do sofrimento, mas não deixou de sofrer, porque o sofrimento ele tá colocado dentro de uma condição humana. Então, saber sofrer, do meu ponto de vista, e fica aqui a minha opinião, você não precisa concordar comigo, é uma condição cinequan para você ter qualidade de vida, saúde mental, resiliência, que é uma palavrinha da moda, que é como a gente diante de circunstâncias adversas, hostis, lida com isso de uma forma que elas não tenham a capacidade de depredar num nível bastante perigoso a nossa autoestima e a nossa confiança na vida. Porque estamos no setembro amarelo e porque eu tenho, como disse no meu radar, desde 1999 a 27 anos, um compromisso de me movimentar, empregar meu tempo e a minha energia. também, não apenas na direção da informação, porque eu sou jornalista e sou comunicador, que promova a valorização da vida e a prevenção do suicídio.

Eu vou falar, portanto, hoje do saber sofrer no contexto do risco suicida. apenas então somente porque o suicídio, eu vi isso certa vez de um pesquisador notório, importante aqui do Brasil, nessa área da suicidologia, que ele disse para mim o seguinte, eu nunca esqueci, André, o suicida, ele não quer se matar, ele quer calar uma dor. Isso me impressionou tanto, tanto. E eu adotei isso, eu compreendi isso. E eu adotei isso como um princípio muito importante e fundamental dentro do contexto da valorização da vida e do respeito a toda pessoa que está em sofrimento, porque eu não tô na pele dela, eu não tô sentindo o que ela tá sentindo.

Então, essa empatia, essa compaixão, eu posso tentar me colocar no lugar de quem está em sofrimento, mas eu não sei verdadeiramente o que aquela pessoa está sentindo. Isso é muito cristão. Para quem se diz cristão, a compaixão é um exercício de amor ao próximo colocado nessa perspectiva de que eu não tenho como saber, mas eu respeito quem tá manifestando essa dor e do sofrimento. Então, eu vou dar sequência a informações que podem salvar vidas, porque sim, saber sofrer significa também não apenas ter informações, ter acesso a dados, ao conhecimento que foi construído ao longo de décadas. Não tô exagerando, vem de muito tempo a compreensão do fenômeno que pode resultar na tentativa de alguém, na suposição de querer calar uma dor, tenha êxito, êxito relativo, porque a morte não existe.

Eu vou falar disso já. Primeiro, eu vou pegar aqui os dados da ciência da Terra, da medicina da Terra. Então, a gente vai aqui abordar o tema da prevenção do suicídio sobre o seguinte aspecto. em tópicos, muito rapidamente eu vou trazer dados porque você que pode estar passando por um momento como esse ou você que está testemunhando dentro de casa com familiares ou amigos ou colegas de trabalho ou vizinhos, uma situação limite de alguém que está sem a capacidade de suporte de lidar com uma situação O que fazer? Primeiro fator de risco suicida é que tem havido uma tentativa, basta uma tentativa de suicídio para essa pessoa entrar no grupo de risco.

E por quê? Porque a probabilidade de haver uma segunda tentativa é grande. Não importa se essa pessoa se arrependeu depois e disse: "Me desculpa, eu não sei onde eu tava com a cabeça. Foi um ato trêlocado, impulsivo, mas agora tá tudo bem. Bom, ainda que agora esteja tudo bem, o que a Organização Mundial da Saúde preconiza é que não é trivial, não é banal uma pessoa atentar contra a própria vida física.

E ela precisa ser assistida, ela precisa ser objeto de cuidados, ela precisa ser investigada, que é uma palavra dura, mas investigada terapeuticamente. Ela precisa estar sobre os cuidados profissionais, atentos e amorosos de alguém que compreenda como aquela situação aconteceu no sentido de prevenir de fato uma possível segunda tentativa. Uma outra questão que a gente precisa atentar é a possibilidade de algum comportamento anômalo estar associado ao que a gente chama de ideação suicida. Como assim um comportamento anômalo? A pessoa deixa de interagir socialmente, não quer papo, não quer conversa, fica muito arred qualquer tentativa de saber, me fala como é que você tá, quais são seus projetos, que que você tá fazendo.

A pessoa, ela meio que se encapsula, se isola, fica em silêncio, ela não quer papo, não quer interagir e dá sinais de que está desconfortável diante desse tipo de abordagem. Isso pode ter várias razões, não necessariamente esta que eu estou trazendo, mas na dúvida, pais ou responsáveis e se tratando de filhos ou tutelados e os seus amigos, os amigos de alguém que esteja num comportamento aparentemente estranho, errático, É um gesto de amor importante. A atenção e o cuidado no sentido de tentar rastrear, investigar a razão pela qual isso está acontecendo. pode ser algo desimportante, pode ser uma questão eh não grave, mas ao rastrear, ao conquistar a confiança de quem tá com esse comportamento diferente, que nos parece errático, a gente precisa entrar em campo. Eu gosto muito da ideia de que quando a gente fala de promoção da saúde de uma forma geral e promoção da saúde mental em particular, todos nós somos agentes de saúde, não profissionais com crachá, mas todos nós somos células de um mesmo corpo, razão pela qual penso que nós temos o dever de, ao perceber algo que não vai bem, algo estranho, fazermos a nossa parte.

Fazermos a nossa parte. Eu tô compartilhando informação. Então, rastrear eventuais eh comportamentos que não são usuais da pessoa, isso pode ter várias causas. Uma delas pode ser essa pessoa tá lenta e progressivamente flertando com a ideia do desligamento, do apagamento dessa dor por uma via trágica. Também preciso dizer, abrindo um parêntese, que existem casos de suicídio aonde a pessoa não manifestou nenhum sinal, ninguém ao lado, ninguém por perto percebeu.

Só que fica a culpa, né? A pessoa diz assim: "Ah, eu devia ter prestado mais atenção. Ah, eu devia ter feito algo. Ah, eu poderia ter eh ficado mais alerta sobre esse assunto. Não se culpe, não tenha esse comportamento, não tenha essa reação.

Ontem eu estive, um beijo aqui pros amigos do Centro Espírita Lecio de Albuquerque, em Niterói. Fizemos um seminário sobre esse tema, a valorização da vida. Foi muito bacana. E falamos disso, eh, por mais que você tenha inclusive o diagnóstico de uma pessoa que está em sofrimento e já realizou uma tentativa e você se cerca de todos os cuidados, você mobiliza um aparato, você faz o que tá ao teu alcance, só que você não pode amarrar essa pessoa, você não pode forçar uma internação, você não pode dopar você não pode ameaçá-la, não dá. Não existe um controle absoluto sobre o outro.

O outro, em última instância, é responsável pelos seus atos. Ainda que ele esteja submetido a uma tempestade psíquica e emocional, a gente precisa entender até onde eu posso socorrer, até onde eu posso ajudar. Mas eu não posso fazer tudo. Eu não tenho um poder ilimitado. Eu não tenho o controle dessa situação de forma absoluta.

É importante deixar claro isso. Voltando aos fatores de risco. Uma outra questão que é muito enfatizada pelos especialistas da Organização Mundial da Saúde e pelos especialistas nos institutos de pesquisa, nas academias. O Brasil tem excelentes e bons doutores em excelentes instituições que versam sobre esse assunto com maestria. Eh, a gente prestar atenção, sabe aquele ditado que diz assim: "Cão que ladra não morde".

Você já ouviu falar? que Ah, esse aí não morde não, tá só ameaçando. Quando a gente faz a transposição do ditado popular para essa realidade dos fatores de risco, a gente tá dizendo o seguinte: cão que ladra pode morder. O exemplo que eu gosto de dar, porque eu já testemunhei muitos jovens muito frustrados quando vem de famílias assim com muita dificuldade financeira, mas esse jovem quer ser doutor, ele quer ser médico, ele quer cursar a universidade, ele quer ter um nível superior. Só que a única chance de ele alcançar esse sonho é pelo por uma universidade pública.

E aí tem que caprichar no Enem, exame nacional do ensino médio. Só que esses jovens já não tiveram uma boa base, invariavelmente, o ensino top, ensino básico, ensino médio, muito menos dinheiro para ter um curso eh preparatório para Enem adequado. Então é uma pressão enorme que esses jovens se sentem, porque a família tá ali dando o apoio possível, eventualmente com sacrifício. E aí vem o Enem e pela nota de corte ele não consegue ser aprovado, né? E aí vem um, né, um um desânimo, um desalento e por vezes a perda da autoestima dizendo: "Eu não nasci para isso, eu não vou conseguir e eu tô me sentindo um fardo paraa minha família que deposita todas essas esperanças em mim." Eu tô colocando isso como um exemplo.

E aí, depois do resultado do Enem, num almoço em família, num domingo como hoje, a família vê que esse jovem tá meio jururu, meio para baixo e puxa assunto. E aí er tá assim, porque aí o jovem solta a frase hipotética. Ah, eu não tô bem não. Quer saber? Esse resultado do Enem me abateu demais.

Eu não quero mais tentar ir pra faculdade. Eu não quero mais ser um estorvo para vocês. Eu fracassei. Eu, para ser ser sincero, eu não tô Eu eu não tenho mais motivo para viver. que se eu não realizo esse sonho, a vida não faz sentido para mim.

Eu tô aqui fantasiando uma situação que, presumo deve acontecer por aí, entre aspas, é o cão que ladra não morde. Ele falou isso, mas ele não quer se matar. Ele não tá com ideação suicida. Que que a Organização Mundial da Saúde diz? Você não deve deixar de com muita habilidade rastrear a razão pela qual esse jovem disse o que disse e se certificar que aquilo não representa um risco desse jovem para si próprio.

É preciso habilidade. Eu digo isso porque em muitos lares, quando surge essa situação, por exemplo, um jovem realiza uma tentativa e aí quando ele tá recuperado leva uma bronca, normalmente é do pai, mas pode ser da mãe também, que por desinformação, que é um jeito elegante da gente chamar alguém de ignorante, porque todos nós somos ignorantes, porque nenhum de nós sabe sabe tudo. Então, é possível que alguém por amor ache que a melhor resposta a uma situação como essa, sendo pai ou mãe, é dar uma bronca dizendo: "Eu te dou tudo que eu posso. Me sacrifico no trabalho para você ter o que comer, ter o que vestir, estudar no melhor lugar que eu posso pagar. garantir uma assistência de saúde num plano que é aquele que eu também consigo pagar para você.

E você faz isso. Isso é lá jeito de lidar com a tua família. É evidente que essa não é a forma adequada de lidar com uma situação como essa. É evidente. É evidente.

Por quê? Porque ali tudo que esse jovem precisa é de acolhimento, compreensão, ser fortalecido na sua autoestima e no desejo de seguir em frente com o apoio dessa família. É disso que se trata. É preciso reforçar a confiança, os laços de amor, os laços de afeto e essa rota, digamos, de atenção diferenciada, porque já houve ali uma É disso que se trata. Não é para partir para cima dizendo por que que você fez isso?

Isso é orgulho, né, de um pai ou de uma mãe dizendo assim: "Você saiu do script, você não correspondeu às minhas expectativas". Você só vai debilitar ainda mais a situação desse jovem, no caso, numa situação hipotética que eu tô trazendo para vocês. Agora, o que eu já li num livro que eu tenho aqui em casa, escrito por psiquiatras, abordando como a comunidade médica, por vezes se equivoca na pós-venção, porque prevenção é prevenir o suicídio. pósvenção, guarda esse nome que é o nome meio esquisitinho, mas é algo que a gente precisa estar atento. A prevenção, ela tem a sua importância, a sua função, que não é menor do que a pósvenção, que é o que que a gente faz depois que uma pessoa realiza uma tentativa.

E aí, nesse livro, num dos capítulos, o psiquiatra convidado para escrever sobre esse assunto, eh, e que eu tive cuidado de checar com vários professores de escolas médicas, com a minha filha que é médica formada e tá fazendo residência em pediatria. Eu, ó, a gente não é difícil você checar o que eu vou dizer. A formação do médico, infortunadamente não prepara esse profissional tão importante estratégico na maioria das vezes, não vou generalizar, para o lidar com alguém que tá hospitalizado, eventualmente com politraumatismo, né? A pessoa tentou calar uma dor, determinando o colapso orgânico através de um um uma queda violenta. Quebrou um monte de osso, foi parar no hospital, não morreu, não determinou a morte física.

E aí o que que esse médico no livro diz? Ele testemunhou um colega de profissão. Ele testemunhou horrorizado um colega de profissão dizer para alguém que estava num leito hospitalar todo quebrado por uma tentativa de suicídio, dizer o seguinte: "Eh, olha, eu espero que você receba alta logo para dar o lugar que você tá ocupando para alguém que queira viver". Olha que coisa medonha, horrorosa, que conflita totalmente com o juramento de Hipócrates, que todo médico formado faz, de se comprometer com a vida, com a cura, com o tratamento, não estigmatizando quem tá precisando de assistência. é o preconceito contra aquele que infortunadamente atentou contra a Isso não faz sentido.

Isso é ignorância. E a ignorância recalcada é estupidez. Então, a gente precisa saber o que que tá acontecendo por aí. O setembro amarelo, ele se presta, penso eu, a esses esclarecimentos pra gente ter noção do que seria conveniente, do que seria abominável. Então, a palavra-chave, isso foi muito bonito no trabalho de investigação que eu fiz, ouvindo especialistas e lendo textos de especialistas, porque eu não sou médico, eu não sou da área da saúde.

Então, para lançar, com a preciosa ajuda da Cláudia, o livro Viver é a melhor opção, a prevenção do suicídio no Brasil e no mundo, cujos direitos autorais vão todos pro CVV, Centro de Valorização da Vida, a gente teve que fazer um amplo trabalho de pesquisa, ouvindo pessoas, entrevistando eh especialistas, acessando relatórios, comprando livros. Eu me lembro que eu fui numa livraria aqui no Rio de Janeiro procurando livros que abordassem a temática da prevenção do suicídio. Aconteceu algo incrível. A vendedora, ela foi comigo lá num estande e falou: "É, é difícil, viu, encontrar livros que falem sobre esse assunto para o leigo, para quem não é professor, doutor em psiquiatria abordando isso do ponto de vista estritamente técnico." E aí essa vendedora do nada, que eu não conheço, nunca mais vi, falou assim: "Eu gostaria de ler um livro assim". Aí começou a falar da situação dela quando ela testemunhou.

Olha outra situação curiosa, um tanto absurda. aqui no Rio de Janeiro, num condomínio, fizeram uma reunião para votar a expulsão de um condômino. E qual seria a razão da expulsão do condômino? Uma tentativa de suicídio. É algo inacreditável.

Eu ouvi essa história, eu fiquei chocado vendo como é que o egoísmo, o individualismo, a indiferença das pessoas em relação ao sofrimento ali, elas não queriam ter por perto alguém que pudesse cometer um ato desses nas dependências do prédio. A mudança da compreensão do que é o fenômeno do suicídio levou, por exemplo, é importante vocês saberem disso, as seguradoras, quando você faz seguro de vida, até algum tempo atrás, as seguradoras não pagavam o valor do seguro em caso de suicídio para os dependentes, na suposição de que quem se mata, ao fazer isso, tá querendo favorecer quem tá ali no contrato hoje. Investiguem o que eu tô falando. É bonito isso, porque é uma é mudança de chave, é compreensão, é informação. A percepção é de que tem que pagar sim, porque ao ter informação sobre o que é o suicídio, o que é esse colapso da razão, é uma coisa que extrapola o bom senso, e a fratura exposta da lucidez.

Mesmo quando uma pessoa supostamente age de forma fria e calculista para alcançar esse objetivo, no âmbito da psiquiatria, ela está acometida de uma perturbação, razão pela qual tem que pagar o seguro. E tem mesmo. Então, vamos lá, vamos deixar claro uma coisa aqui. Eu estou no setembro amarelo compartilhando dados que me parecem úteis para diferentes gêneros de pessoas que estejam passando por momentos difíceis ou estejam em condições de ajudar quem tá passando por momentos difíceis. Outro fator de risco importante, eu já falei muito desse assunto aqui no papo das Novas, especialmente no período da pandemia, quando o Papa era diário e a gente todo dia lidava com uma situação muito angustiante que era a de um vírus letal num país aonde nós tínhamos a obediência do isolamento social, aguardando a vacina com os hospitais lotados, falta de respiradores, um pesadelo.

E nós falávamos aqui, gente, a gente precisa tá compreender esse momento como um momento passageiro. Isso vai passar, a vacina vai chegar como chegou e vai nos salvar como salvou. Então, a nossa eh tentativa aqui vai ser de ninguém larga a mão de ninguém e sigamos juntos na direção que importa. né, que é da construção coletiva aqui de um caminho onde a gente trocando energia, trocando informação, suporte essa situação da melhor maneira possível. Aí vem o fator de risco que é depressão.

Muita gente confunde depressão com estado depressivo. Eu já falei disso várias vezes, vou falar de novo. Eu vou começar por estado depressivo, que muita gente acha que é depressão. Estado depressivo é a tristeza, é o abatimento, é um profundo desânimo, é um profundo desalento. E a gente precisa compreender que isso não é uma doença ou não é uma morbidade, isso não é um transtorno, isso faz parte da vida.

Eu comecei o papo das 9 de hoje falando: "Saber sofrer faz parte da vida. Saber sofrer tá doendo, mas vai passar. a compreensão da dinâmica da dor e do Isso em diferentes circunstâncias, diferentes situações, a gente precisa entender que a tristeza ela faz parte, e não apenas faz parte, compreender a dinâmica da dor e do sofrimento nos ajuda a seguir em frente num mundo onde todos nós, indistintamente sofremos. Não da mesma forma, não do mesmo jeito, não é o mesmo tipo de dor ou sofrimento, mas nenhum de nós está imune, livre, blindado de episódios de dor e sofrimento. É inteligente saber sofrer.

É inteligente. Pior é aquele que fica se liga a chave do vitimizando, né? fala assim: "Ai, ai, coitadinho de mim, coitadinho de mim, porque ai eu não devia tá passando por isso. Cadê Deus que não me ajuda? Meu anjo da guarda se aposentou.

Não é possível. Eu tô num baixo astral danado, ninguém me entende, o dinheiro não tá sobrando, minha saúde não tá legal. Com todo respeito, saber sofrer, qual é a melhor maneira da gente enfrentar as situações do dia a dia? A tristeza faz parte, ela nos traz lições. Essa visão espírita da dor e do sofrimento, porque toda tradição mística, espiritual ou as religiões formais, cada uma a seu modo, haverá de explicar qual seria o sentido da dor e do sofrimento.

Vale também para algumas correntes filosóficas, não religiosas. Explicar a dor e o sofrimento é algo muito urgente, necessário, eu diria, prioritário na cultura humana. A gente precisa ter uma explicação para isso. Tem explicação para isso? É uma pergunta.

Bom, no espiritismo a gente acredita que exista uma explicação. E aí, resumidamente, para voltar a falar de ainda não falei de depressão, eu tô falando de estado depressivo, tristeza na minha vida. Por que que tem tanta dor e sofrimento na minha vida? Não importa a cor de pele, a escolaridade, o nível de renda, a cultura, a formação familiar, a educação que recebeu dor e sofrimento em diferentes níveis nos atinge. Explicação que eu acho bem interessante.

Em 30 segundos eu vou resumir para vocês a visão espírita desse assunto, sem querer fazer proselitismo, mas colocando publicamente a minha fé. Nós somos todos criaturas, filhos de Deus, criados simples e ignorantes, porque Deus não tem privilegiados entre os seus. Todos nascemos simples, ignorantes e vamos a partir da aquisição da consciência, tendo o poder discricionário de fazer escolhas, que a gente chama de livre arbítrio. A vida é feita de escolhas. Existem escolhas que nos favorecem porque seguem a lei natural.

E quando a gente faz as escolhas certas, a gente se sente mais leve, mais com a consciência mais tranquila, a gente se sente mais pleno. Quando a gente faz as escolhas erradas, a consciência pesa, a gente se sente mais, por vezes culpado, amargurado. A gente não lida bem com o resultado dessas escolhas. Portanto, dentro da dinâmica da ação e reação, tudo que eu faço se volta para mim. Se eu semeio o bem, o bem vem para mim.

Se eu faço algo de errado que gera algum dano, prejuízo, problema para outrem, isso vai me alcançar depois. E assim vamos atravessando uma vida muito pouco. Somos reencarnacionistas, diferentes existências, levando junto o legado de quem nós somos, a soma das nossas escolhas certas e a soma das nossas escolhas equivocadas. E as escolhas certas, como disse, abrem caminhos. As escolhas erradas trazem confusão, perturbação.

Dor e sofrimento estão em certa medida, portanto, relacionados às escolhas que esse espírito imortal que vos fala e vocês que também são espíritos imortais, nós tem uma frase do Marcelo Ribeiro pela psicografia de Divaldo Pereira Franco que eu acho muito legal. Não somos outros espíritos. Somos os algozes do passado, travestidos de vítimas do presente. É uma frase forte, mas é uma frase que encerra uma ideia sinteticamente que eu tô tentando passar aqui dentro da minha crença. Pode não ser a sua, não tem problema.

Então, temos aqui uma questão. A questão é a seguinte: nós estamos aprendendo a sofrer, aprendendo o que significa sofrer, aprendendo a lidar com a dor. E a mensagem síntese eternizada por Francisco Cândido Xavier foi: "Isso também passa". Linda frase de um brutal alcance filosófico. Tudo passa.

Tudo passa. Então temos aqui a tristeza que também passa. Estado depressivo é passageiro. Pode ter as mais diversas motivações ou nenhuma motivação, mas vai passar. A tristeza vai passar.

A questão é, estamos lidando com essa experiência da tristeza da melhor maneira possível, que é uma resignação positiva, posto que eu não tenho aqui meios de lidar com essa tristeza incômoda que me visita, essa melancolia, esse desalento, esse desânimo, algo que eu possa fazer, se você chegar à conclusão, não sei o que fazer. Espera, confia, segue em frente. Paciência. Alguém aí é paciente? Com todo respeito.

Eu não conheço ninguém. Não conheço ninguém que seja a paciência encarnada, somos seres imperfeitos. E a impaciência vez por outra se manifesta num dia que a gente gosta de dizer: "Esse é um dia ruim". Como o Caetano Veloso certa vez disse, "Hoje é um dia não, tem o dia sim e tem o dia não." Então, ah, existem dias difíceis que a gente por alguma razão, tá mais vulnerável, mais fragilizado. Paciência vai passar, a vida segue.

Estado depressivo faz parte da vida. Não confunda isso com depressão. E na medida do possível tente aprender algo com a dor e o sofrimento, porque invariavelmente eles trazem informações relevantes. Eu vou dar um exemplo de como a dor e o sofrimento da perda dos entes queridos, que é o gênero de dor mais difícil. E não sou eu quem diz.

Existem rankings da comunidade médica que elencam quais são as dores mais difíceis que a gente enfrenta no topo do ranking da perda dos entes queridos. Aí você vai dizer, Andrea, vai me dizer que a perda dos entes queridos nos ensina algo? Nos ensina muitas coisas. Primeiro que nós estamos aqui de passagem. Todos nós um dia nessa resolução física vamos perecer.

Quando alguém muito próximo desencarna, a gente tem a lembrança, opa, não tenho todo o tempo do mundo para fazer tudo aquilo que eu acho importante. É, é, é uma informação relevante. A outra informação relevante, a primeira pessoa muito próxima que a gente perde é uma dor que a gente não tá acostumado, porque eu nunca perdi alguém tão próximo, nunca perdi alguém tão perto de mim, na minha família, nos meus laços de amizade. A primeira vez que isso acontece é um bac forte, poderoso. E a segunda vez que acontece é diferente.

E a terceira vez que acontece é diferente. Deixa de doer. Não dói, mas dói diferente. E por quê? Porque a gente vai, é como se houvesse a sensação dejavir.

Eu já conheço essa dor. Eu quando perdi meu pai em 1987, no acidente de trânsito, foi muito duro por tudo, por ser um acidente de trânsito, uma morte, portanto, não esperada, não era uma doença, né? e por ser a primeira vez que eu me deparei com a perda de um ente querido tão próximo. Eh, há mais de 15 anos, quando eu perdi minha mãe num ataque cardíaco fulminante, foi muito difícil, muito difícil. Mas a dor da perda do meu pai, eu percebi.

Eu tô, eu tô dando um depoimento, não precisa ocorrer igual com vocês. Eu percebi meios meus que foram construídos a duras penas para tentar lidar com aquela dor. Que nome se dá quando a gente fala aprender a lidar com aquela dor? Quatro letrinhas. L, U, T, O.

luto. O luto, portanto, é um aprendizado fundamental que advém de uma dor indescritível. O luto traz informações importantes pra gente descobrir que ainda que eu continue por aqui sentindo que uma parte de mim se foi e que é uma parte importante e que vai ficar um buraco ou vai ficar uma ferida que no aniversário daquela pessoa sangra de novo, que na data do desencarne daquela pessoa pode sangrar de novo, no resto do ano eu vou tocando a vida, porque a vida pede passagem e o luto me ensina a descobrir como eu vou acordar todo dia, como eu vou pro trabalho todo dia, como eu vou ter apetite, como eu vou ter prazer, como eu vou achar graça das coisas engraçadas da vida. A vida segue. Então, a tristeza ela nos ensina algo.

O estado depressivo faz parte. E aí, o que que ficou de fora? Que que falta explicar? Tristeza ou estado depressivo não é sinônimo de depressão. Depressão, em resumo, poderia ser descrito como transtorno de humor.

Portanto, é algo que precisa ser tratado. Não se deve menprezar a importância do auxílio e da assistência profissional quando estamos falando de depressão, porque afeta a depressão a bioquímica do cérebro, as sinapses cerebrais, a transmissão das informações pelos neurônios fica impactada. Portanto, nós temos um outro padrão. Nós estamos operando num outro padrão. Os protocolos de resposta diante da vida, dos estímulos externos, muda.

E aí a gente precisa eh procurar ajuda. Normalmente a ajuda de um psiquiatra, pode ser também um psicólogo. Não existe nenhuma. E e como é que se diferencia a tristeza ou estado depressivo da depressão? Explicação mais bem fundamentada que eu já vi.

diz o "Se você percebe-se triste, mas uma tristeza que dói, uma tristeza que aperta o coração, oprime teu peito, te debilita, impactando eventualmente seu apetite, a qualidade do teu sono, teu rendimento no trabalho e você tá sentindo uma pressão interna, uma coisa desconfortável. por mais de uma semana ou 10 dias. Não é tristeza mais. Isso é uma tristeza persistente. E a tristeza persistente demanda cuidados profissionais.

Popularmente nesse meio da saúde mental dos psiquiatras e psicólogos, se você tiver que categorizar, você vai dizer: "Não há nenhum aparelho ou equipamento que consiga rastrear e confirmar a depressão. Não existe um ultrassom, não existe uma ultrassonografia, não existe exame de sangue, né? Tomografia computadorizada que ah, olha lá a depressão ali na tela. Não, não existe isso. A depressão, ela é checada a partir de uma entrevista, de uma namnese.

Várias perguntas são feitas paraa pessoa que julga estar diante de um quadro de tristeza persistente. Várias perguntas são feitas no sentido de tentar checar assim como é que tá teu sono, teu apetite, tua suas relações interpessoais, como é que você tá lidando com a sua rotina. várias e várias e várias perguntas, até que o especialista, de forma responsável e cuidadosa, haverá de descobrir se, de fato, trata-se de uma depressão. Quem sendo uma depressão? Se ela é uma depressão leve, se é uma depressão moderada, se é uma depressão grave.

Existe a partir do diagnóstico, a possibilidade de se indicar antidepressivos. Antidepressivos t acelerar as sinapses cerebrais, regular essa bioquímica do cérebro. Portanto, a o antidepressivo, se eu bem entendi a explicação de vários especialistas que eu ouvi, ele não cura a depressão, ele apenas deixa você apto a tocar sua vida. Você vai pro trabalho, você vai fazer algum sentindo, sentindo você mal, mas você tem ânimo para fazer aquilo que se espera de você. você vai tocando, você vai fazendo.

Alguns especialistas, e eu concordo, para mim faz mais sentido a explicação que eu vou dar. Em termos ideais, seria importante compatibilizar o trabalho do psiquiatra, que é esse mais apto a eventualmente receitar a receita que não vai dar pronta resposta, não é um remedinho para dor de cabeça que eu tomei e passou, pode levar muito tempo. Tem que voltar pro consultório para ver se aquele, aquela substância deu o resultado esperado. Eventualmente há uma correção na medicação, muda-se a dosagem ou muda-se a marca ou a substância que tá sendo aplicada. Isso é muito importante.

Não, não tem resposta rápida, não tem mágica, tem processo. Então, essa pessoa que tá sendo medicada, não achar que a medicação por si resolve, não é importante ou seria interessante que ela também tivesse o apoio psicológico, porque os psicólogos operam numa outra frente, que é a de tentar compreender as circunstâncias da vida daquela pessoa e de que maneira sendo ela quem é, que tipo de movimento seria interessante ela realizar para reduzir o espaço que a depressão ocupa no seu ser? Autoconhecimento é algo fundamental, como ferramenta auxiliar pra gente ter saúde mental, autoestima, desejo de viver. Eh, eu já falei que no livro Viver a Melhor Opção, eu inseri uma informação que eu apurei com um psiquiatra aqui do Rio, que contou uma história deliciosa para mim e eu resolvi publicar que ele disse assim: "Eu tô atendendo muitas pessoas com depressão no consultório quando elas manifestam impaciência diante de um quadro que elas gostariam de resolver rápido e aquilo não tá passando e há uma irritabilidade, uma impaciência. Doutor, eu já tô tomando esse remedinho um tempão, mas, ó, tô, não tô legal, não tô legal.

Eu preciso, eu tô pagando as consultas aqui com o senhor. Quero uma solução. E aí ele disse, Dr. Binder, salving engano, é o nome dele, tá no livro. Ele diz assim: "André, para os pacientes mais impacientes, eu faço a seguinte proposta: OK, eu entendi o que você tá passando, então eu vou lhe dar aqui um, eu vou fazer um, um uma recomendação que você em algum momento da sua semana, se é 1 hora, 2 horas, horas, um dia da semana.

Se você consegue naquele momento consagrar o seu tempo, o seu foco, a sua atenção, a sua energia em algum trabalho ligado à caridade, há algo que seja uma ação voluntária na direção que for, cuidar da biblioteca, da escola do seu filho, ajudar Udar no mutirão para pintar o muro da creche do seu bairro. Ajudar os voluntários que cuidam de um lar de idosos ou de um abrigo de pessoas em situação de rua ou os que estão recolhendo animais doentes, abandonados na rua, o que seja. Você consegue realizar esse movimento? Ele contou assim: "Parte desses pacientes que ouve eu dizer isso se levanta indignado e diz: "Nunca mais volto aqui. Eu quero que você me ajude.

Você tá pedindo para eu ajudar os outros. Eu não tô em condição de ajudar ninguém. Você tá sendo pago para me ajudar e você tá fazendo isso. Tchau e bção. Nunca mais voltou aqui.

E a outra parte meio desconfiada fala: "Mas doutor, eu tô em condições de fazer isso". Obviamente é preciso fazer a ressalva e ele fez. Há casos em que uma pessoa não esteja eventualmente em condições, ela não está apta ainda, se for uma depressão severa, principalmente, a realizar esse movimento. Na maioria dos casos, segundo o Dr. Binder, sim, estaria.

e essas pessoas que aceitam a proposta do médico, mas é isso só isso que eu tenho que fazer? Mas é isso mesmo que o senhor tá dizendo. Quando esses que aceitam voltam pro consultório e relatam a experiência que tiveram, segundo ele, em boa parte dos casos, não demora a dizer: "Olha, eu não tô assim me sentindo propriamente melhor, eu tô voltando aqui, eu continuo precisando de ajuda, mas eu devo dizer que naqueles instantes em que eu estive entretido com esse movimento, com essa obra voluntária, com essa assistência filantrópica, eu me senti mais leve, eu me senti melhor. A explicação para isso seria o fato dessa pessoa, por breves instantes, esquecer da própria dor e se colocar ali como alguém que tá focando na dor do outro. Eu preciso deixar claro que depressão não se resolve só com você ajudando o próximo.

Não. Não julgue moralmente o depressivo, dizendo: "Ele escolheu, tá assim, se ele quisesse, ele estaria em outra situação." Não faça isso. Isso é ignorância. Desculpa, palavra dura que eu tô usando aqui, mas isso é ignorância. Transtorno de humor precisa de assistência, eventualmente medicação.

Falei isso. Uma rota terapêutica que é auxiliadora da retomada da autoestima, do prumo, da saúde mental, da leveza, pode ser, em boa parte dos casos, a consagração de tempo e energia numa obra voluntária assistencial, esquecendo de si mesmo. Isso é fabuloso, isso é genial. E eu tô aqui falando com vocês, já tá batendo 56 minutos de papo das 9, muita coisa ainda por falar sobre esse assunto inspirado no Setembrão amarelo. Então vou renovar o meu pedido.

Se vocês acharem que vale a pena no próximo domingo dar sequência a essas situações, esses exemplos, essa abordagem, eu nem falei ainda da abordagem espírita sobre o fenômeno do suicídio, mas se vocês quiserem avançar nessa direção, manda para mim, fala comigo. Hoje, excepcionalmente, eu devia ter feito isso no domingo passado, apertei o botão errado. Esse papo das excepcionalmente hoje além do YouTube, ele vai ficar guardado no Instagram. Façam chegar essa gravação se vocês acharem que vale a pena. Para quem por alguma razão esteja precisando ouvir essas informações, manda.

Você sabe acionar o o botãozinho eh é um botãozinho que você aperta e manda para quem você quiser. Se você acha que tem algo de útil nas informações que compartilhamos hoje aqui, ó, manda para quem precisa, tá bom? Todos somos demandantes de atenção, de carinho e de afeto. Todos somos somos poços de carência ambulante. Todos precisamos de ajuda em maior ou menor grau.

Mas hoje a gente abordou mais uma vez a situação de quem mais precisa desse tipo de ajuda. Fiquem com Deus. Ótimo domingo, papo volta na quarta e o papo especial domingão que vem eu vou esperar aqui as respostas que eu vou ler todas de vocês nas duas redes para saber se vale a pena continuarmos nessa toada domingo que vem. Valeu,