Reforma íntima na prática
Esta foi uma pergunta respondida durante o Papo das 9, que acontece nas quartas, sextas e domingos, às 09h no meu canal no YouTube.
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Podemos considerar sucesso, vencer nossa batalha diária contra as más tendências? Claramente penso eu que sim. Tanto que Kardec faz essa definição, né? a importância da gente dobrar as nossas más inclinações. Reforma íntima é isso.
Atenção para aquilo que explica quem nós somos, mas não nos define, porque a gente pode se redesenhar e se redefinir. Você pode não gostar, como eu não gosto, de alguns aspectos do teu ser, como eu não gosto de alguns aspectos do meu ser. Ninguém melhor do que eu os conhece. E ninguém além de mim tem o poder de inflexionar, dobrar, suprimir, não dar vazão a esse aspecto do meu ser. Então, eu gosto de brincar, é uma alegoria, uma metáfora que eu acho bem didática, que é o seguinte, é como se a gente tivesse um radar acionado 24 horas por dia e de repente o radar pisca a presença de algo que deve chamar a nossa atenção, porque está no nosso espaço aéreo.
Lembra do radar que detecta as manifestações de imperfeição, quando você, por exemplo, eleva o tom de voz ao conversar com alguém muito próximo e querido de você. Quando você, por exemplo, percebe que o sucesso profissional, pessoal, emocional, uma notícia boa que envolve alguém, colega de trabalho ou amigo, desperta em você inveja. Esse radar, ele é a nossa consciência, porque ela não mente, ela revela e ela revela com muita clareza e transparência. Você pode sufocar, asfixiar, você pode fingir que ela não tá ali, porque o radar mostra. O radar mostra.
Então é importante você tá ligado no que o teu radar tá mostrando quando aparece a imperfeição, porque ela aparece, [risadas] ela aparece. E quando ela aparece, essa pergunta, quando ela aparece, o que você faz? Então, que a gente de fato faça a nossa parte da melhor maneira possível, sempre respeitando os nossos limites, as nossas imperfeições. Não somos perfeitos, mas que a gente tem o firme propósito de acertar. Não é pouca coisa.
É o que os nossos guias esperam de nós. Eu acho barato pensar nisso. Para mim faz sentido. Eles não querem perfeição de nós porque eles sabem que isso não é possível. Então, o que que eles esperam de nós?
que a gente tente fazer o melhor.
