Dia de Finados na visão espírita! | Papo das 9 #979
Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Olá, buenos dias a todos. Tudo bem por aí? Na medida do possível, tá começando mais um papo das 9 ao vivaço direto do meu Cafofs aqui em Laranjeiras. Vocês acreditam que apenas ontem à noite, eu me toquei que hoje é dia de finados, porque eu me programei e vou falar sobre isso daqui a pouco. O tema de hoje será, mas vai encerrar o papo, eh acionando o protocolo da luz. Achei esse título tão bonito, acionando o protocolo da luz. Agora, antes da gente acionar o protocolo da luz, para mim é inevitável que a gente aproveite a coincidência do papo das 9 de domingo, que é um papo mais espiritualizado, temático, né? A gente procura se debruçar sobre um tema em particular.
E dia de finados casando com domingo de papo das 9. Não, não dá para não falar de uma data que tem uma historinha curiosa, né? É o dia de finados é uma invenção de um abade católico. No ano 998. Ele sugeriu, e essa ideia foi acatada pela igreja, que fosse o dia de finados, que é celebrado 2 de novembro, no dia seguinte é o dia de todos os santos. Então não é coincidência. Primeiro vem os santos, depois o dia de finados pra gente pedir paraas almas que estão no purgatório. Era crença vigente na época. Isso se espraiou. Obviamente existem outras culturas que também celebram seus mortos. Vocês vão entender as apas já as aspas já. Finados, mortos.
Eu particularmente tenho como meta nessa existência estar no México, onde já estive duas vezes, mas não na data em que eles celebram seus mortos, que eu acho uma celebração espetacular, alegre, efusiva, que vem de uma tradição antiga dos astecas, tem toda uma história por trás disso, a partir da cultura dos povos originários do México, em que um dia do ano o o rei do o deus dos mortos permitia que eles pudessem retornar à terra para poder festejar, celebrar e comer. ouvir as músicas, ter lá um contato mais estreito com o período em que estiveram por aqui.
No Japão eles também têm, não é uma festa efusiva latina como no México, mas também tem eh essa tradição de você visitar os mortos no cemitério e levar o alimento que ele mais gostava, o prato preferido, né? é uma uma deferência quem partiu, uma forma de você homenagear, né, tocar as músicas que a pessoa mais gostava. Enfim, aqui nós temos ainda uma tradição que me parece forte, que é egressa exatamente do catolicismo, que é um dia marcado por luto, por melancolia, uma tristeza, que é a dor da perda. né? Dia dos mortos, os entes queridos que partiram e a visita aos cemitérios.
Bom, do ponto de vista espírita, nós temos apenas, porque aqui não tem proselitismo, a gente não quer convencer ninguém de nada, mas é bom a gente saber como é que por aí o Dia dos Mortos é lembrado ou experimentado, né, por diferentes culturas e visões eh transcendentais. Do ponto de vista espírita, não há uma importância atribuída ao dia dos mortos. Primeiro que a gente não usa a denominação mortos ou finados. Para nós, essa nomenclatura é equivocada, posto que a morte não existe. O que existe é o fenômeno da lagarta que vira borboleta.
O corpo que tem prazo de validade deixa de reunir as condições de hospedagem e de abrigo do espírito imortal, que somos nós que estamos de passagem por esse planeta. Então, quando a gente regressa à pátria espiritual, esse corpo não tem mais função. Portanto, a morte não existe. Finado é algo que não faz sentido para nós, porque remete ao fim, né? é o fim de um ciclo no naquele corpo, naquela existência, mas a vida continua, não é ponto, é vírgula, né? E aí para nós espíritas, não apenas nós, tá? Várias correntes espiritualistas, o dia dos mortos não é dos mortos, nem dos finados, é o dia que você pode até reverenciar os desencarnados, se você assim desejar.
E aí o cemitério para nós espíritas e com todo respeito, eu tenho pessoas muito próximas, inclusive da minha família, que mantém essa tradição de visitar os seus mortos no cemitério. Eu não tenho o que fazer nos cemitérios onde estão meu papai, minha mamãe, meus avós. Eu não tenho o que fazer lá com toda franqueza. Eu não tenho realmente o que fazer, nem hoje, nem data alguma. Então, do ponto de vista espírita, os cemitérios são apenas e tão somente um depósito dos restos mortais, de alguém muito querido, de alguém que a gente quer bem e que não está lá. Lá ficaram os despojos carnais. Lá ficaram raspas e restos.
Ou se você preferir, que é a minha praia da sustentabilidade do meio ambiente, ali permanecem os resíduos orgânicos. E aí pra gente ver nos termos da lei, tá? Eu vou fal, não vou falar agora de religião, crença, eu vou falar da lei. De um de um certo tempo para cá, você começou a ter a demanda legal no Brasil inteiro para licenciamento ambiental de cemitério. Pela mesma razão que você precisa ter licenciamento ambiental de aterro sanitário de lixo. Por quê? Porque o poder público precisa autorizar o uso de um determinado espaço para que você coloque ali matéria orgânica que se decompõe.
Então, a preocupação que as autoridades têm para com os eventuais impactos, eventuais não, os impactos causados por um aterro de lixo. Portanto, tem que impermeabilizar o solo, tem que ter todo um protocolo de manejo dos resíduos e dos rejeitos, porque aquilo libera churume e aquilo libera metano. Para baixo, pela gravidade vai o suco do lixo, o churume. Ele não pode se infiltrar no solo, alcançando o lençol freático. E o metano é um gás estufa, né? Ele aquece o planeta. Você tem que dar uma destinação inteligente, ainda que seja apenas a queima do metano. Você pode transformar isso em energia.
A tero sanitário de Nova Iguaçu, que eu já estive várias vezes, fazendo matéria, levando o aluno da PUC para ver de perto, já transforma o metano da decomposição da matéria orgânica em energia elétrica para Nova Iguaçu. Bom, não é o único lugar do Brasil em que acontece isso, só pra gente deixar claro. Ah, André, mas cemitério, cemitério, cemitério. Nós somos, eu tenho 90 e poucos quilos. Quando eu desencarnar, eu serei, eu serei não, esta carcaça que aqui ficará, porque eu não estarei nela, eh, eu deixarei como legado [risadas] um corpo de 90 e poucos quilos que vai vão se transformar em resíduo orgânico.
Então, só para ficar bem claro aqui, com todo o respeito, mas a gente tá aqui compartilhando informações que, do meu ponto de vista, tão bem fundamentadas e são importantes da gente compartilhar. Ainda que você não acredite e não vá nessa nessa onda, não tem problema nenhum. Para nós espíritas, cemitério são apenas e tão somente depósitos de resíduos orgânicos. Repetindo, meu pai e minha mãe que estão enterrados aqui no Rio de Janeiro, no mesmo cemitério, junto com meus avós, lá pros lados de Sulacap, na zona oeste, Jardim da Saudade é o nome do cemitério. Cemitério interessante que é todo gramadinho, só tem aquelas lápides.
Aí você vai dizer: "Nossa, André, você nunca foi lá visitar os seus pais?" Então, vamos lá. Para nós espíritas não faz sentido dia de finados, porque não há fim. Nós somos espíritos imortais. Dia dos mortos não faz sentido, porque a morte não existe. E cemitério não é lugar para se encontrar com nossos entes queridos, porque eles não estão lá. Simplesmente por isso. Eles não estão lá. Eles podem até ir lá se você na presunção de encontrá-los lá, eles por compaixão, por piedade, você tá lá. Aí você faz uma prece, eventualmente acende uma vela na tua tradição, você tá lá, né, eh, elevando seu pensamento com saudade pro seu ente querido.
Ele poderá até conectado com esse pensamento, chegar lá, mas ele não tem o que fazer lá. Ele não tem o que fazer no cemitério. Então, eh, com todo respeito, a gente precisa ter esse cuidado de reportar aquilo que a gente construiu dentro do espiritismo. E não é suposição ou crença. Quando há credibilidade no fenômeno das comunicações mediúnicas, são inúmeros os relatos do que se passa no plano espiritual num dia como de hoje. Eh, eu vou até compartilhar algumas questões do livro dos espíritos que me parecem bem eh interessantes, bem interessantes, que elucidam de forma bem breve do que se trata. Questão 321. O dia da comemoração dos mortos tem para os espíritos algo de mais solene?
Preparam-se para ir visitar aqueles que vão orar sobre os seus despojos? É a pergunta feita no século XIX por Kardec, a espiritualidade maior. E a resposta é: os espíritos atendem ao chamado do pensamento nesse dia como nos outros. Então, em bom português, não há uma distinção no calendário para nós espíritas deste dia, dia de finados, porque esse dia é rigorosamente igual aos outros. E os nossos desencarnados queridos, as pessoas que fizeram a passagem, toda vez que a gente eleva o pensamento endereçando a eles a nossa saudade ou um pensamento de alegria. Poxa, hoje eu me lembrei de você com muita alegria, dos momentos bons que tivemos ou um pensamento de gratidão.
Poxa, hoje eu quero agradecer onde você tiver por tudo que você fez por mim. Todo dia é dia, se você quiser, de endereçar aos nossos queridos desencarnados, não mortos, não finados, desencarnados, o recado, a mensagem, o sentimento que você quiser, aonde você tiver, você não não precisa ir no cemitério. Você tá dentro de casa, faz daí. Eu tenho um lugar aqui em casa, aqui nessa sala, mais para lá, tem uma boblia que só veio aqui para casa porque eu não tive coragem de descartar. Quando a minha mãe desencarnou, eu e Daniel tivemos que endereçar parte dos móveis, todas as roupas. O que que a gente faz?
Essa mobília eu não tive coragem de me desfazer dela porque é uma mobília da família, já foi herdada da minha avó, aquele móvel antigo, madeira de lei, bonitão, gavetão. Falei, vou botar aqui por questões afetivas, ela me traz memórias boas. sobre a mobília, eu coloquei fotos das de boa parte assim das pessoas não tão todas lá, não cabe, mas boa parte das pessoas que eu gosto de lembrar pelo que representaram na minha vida, parte expressiva das pessoas nas fotos não está mais aqui. Então eu gosto por vezes de fazer dali um templo. Atrás da mobília tem um mosaico de São Francisco de Assis feito pela minha mãezinha que me deu de presente de aniversário.
Sabe aquele trabalho de pedrinhas que você vai colocando até elas com diferentes cores ganharem uma forma? Mamãe manjava, olha, ela mandava muito bem nessas artes, eh, na área da modelagem, da escultura, tem um nome que se dá para essa confecção de quadros com pedrinhas coloridas, né? E ela desencarnou no dia de São Francisco de Assis. É impressionante isso para mim. E está lá o qu. Então aquilo virou uma espécie de um altar, vamos chamar assim. Ali é o meu ponto de encontro e de conexão, quando eu quero de fato ter uma ambiência mais favorável a essa conexão com as pessoas que fizeram a passagem e que eu quero me lembrar delas por alguma razão, né?
Então, mas eu não preciso desse lugar para fazer isso. Eu posso fazer isso aqui onde eu tô falando com vocês. Eu posso fazer isso na rua. Eu posso fazer isso num outro lugar, uma outra cidade, um outro estado, um outro país. Então, os desencarnados não são prisioneiros de cemitério. Os nossos entes queridos que já fizeram a passagem tem mais o que fazer do que ficarem transitando no jazbo ali. Não, tô dando uma voltinha, depois eu vou dormir aqui. Não vai dormir. A pessoa não vai ficar ali. Não tem mais, não tem mais o que fazer. do que ficar ali. Então vamos lá, vamos seguir em frente aqui outro trecho na mesma questão 321 do livro dos espíritos.
Outra pergunta: o dia de finados é para eles um dia de encontro junto de suas sepulturas? A resposta é: nesse dia eles lá estão em maior número porque há mais pessoas que os chamam. Porém, cada um deles só comparece ali pelos seus amigos e não pela multidão dos indiferentes. Portanto, é o que eu falei, eh, se a o teu ponto de conexão o cemitério e a prece ao endereçar um pensamento assim muito saudoso, uma coisa bonita assim de uma lembrança gostosa, e há, portanto, essa o pensamento ele não é uma abstração. O pensamento ele tem força e direção. Estabeleceu-se a sintonia, isso vai chegar lá.
E dependendo das condições do desencarnado, ele poderá ter permissão, ele já tem a desenvoltura de se aproximar do plano material e estar próximo daquele que fez essa mentalização. Não precisa ser no cemitério. É porque a pessoa que tá fazendo aquilo, está no cemitério, eventualmente haverá essa proximidade pelos laços da do pensamento, pela sintonia, não porque é o cemitério, entendeu? Jazigo ou jazigo, pelo amor de Deus, a gente tem mais o que fazer.
É que nem roupa velha, o corpo que a gente usou numa encarnação, é como se fosse uma roupa velha que não tem mais, não dá mais para usar porque abriu um rasgo, tá poída, sabe aquela roupa que você fala: "Poxa, eu até usaria, mas não tá mais em condição de uso. Essa roupa não tá mais dando pro gasto. Eu não tô conseguindo. Aquela roupa não é mais importante para você. Você não vai usar. É o que vai acontecer com a gente, vai acontecer com vocês, vai acontecer comigo. Tô rogando praga não, isso é a natureza. Daqui a pouco a gente não tá aqui. Lembra do que eu tô falando. Você vai se lembrar de mim.
Poxa, o André falou lá naquele 2 de novembro de 2025 que a gente quando desencarna o corpo realmente, claro, a gente vai ter uma gratidão pelo jumentinho, né? pela jumentinho, como São Francisco chamava, a nossa o nosso corpo material, a nossa veste física, porque ela é apenas um veículo, o corpo é apenas uma ferramenta. Com todo respeito, o corpo é apenas uma ferramenta. É, a gente vai cuidar bem do corpo porque a gente quer que essa ferramenta esteja é bem saudável, resiliente, forte bastante para dar conta das nossas missões, objetivos, projetos, andanças, que a gente consiga da melhor maneira possível tocar o barco nessa existência. E para isso o corpo é fundamental.
Aí o corpo, como todo corpo, não há um corpo que tenha passado por esse planeta que não tenha em algum momento deixado de funcionar. O metabolismo da gente tem prazo de validade. Chega um momento que ele vai colapsar. E aí? E aí que lagarta vira borboleta? O corpo já não tem utilidade, serventia. Vazou, partiu, partiu o plano espiritual, que é de onde eu vim. [risadas] É assim que funciona. Outra questão, 326. A alma, ao retornar à vida espiritual é sensível às honras prestadas ao seu despojo mortal? Às honras prestadas ao seu despojo mortal? Olha a resposta, gente. Quando o espírito já chegou a um certo grau de perfeição, não tem mais vaidade terrestre. e compreende a futilidade de todas essas coisas.
Porém, fica sabendo que frequentemente há espíritos que nos primeiros momentos de sua morte material experimentam um grande prazer com as honras que lhe prestam ou um aborrecimento com pouco caso pelo seu involtório, pois ainda conservam alguns dos preconceitos deste mundo. Então, vamos lá. Mais uma vez, por isso que eu não gosto de generalizar nada. Cada cada um de nós quando desencarna não vira santo nem demônio. A gente continua sendo quem é sem a veste carnal. OK? Então haverá aqueles que por vaidade querem ou t expectativa por desinformação, por serem ainda muito materializados. tem esse essa expectativa de que façam a devida reverência a mim em dias certos.
Pode ser o dia de finados, pode ser o dia do meu aniversário, pode ser o que seja. Vai lá e faça o seu trabalho, porque você gostou de mim na terra, então você não vai esquecer de mim. A forma de você não esquecer de mim é ir lá fazer isso ou aquilo. Haverá espíritos que têm essa expectativa e isso também no dia de finados. Agora, mais uma vez, penso eu, se a gente consegue se comunicar onde a gente tiver, através da sintonia, elevando o pensamento, endereçando aos nossos entes queridos que partiam, essa vibração, não necessariamente, não necessariamente isso precisa acontecer no lugar aonde o desencarnado quisesse que acontecesse, queria que acontecesse.
É até didático e pedagógico pro desencarnado falar: "Engraçado, fulano tá se lembrando de mim, mas não foi o cemitério lá no meu jazigo, mas tá tão gostosa a vibração que essa pessoa tá mandando para mim, aonde ela tá?" Nossa, que delícia esse pensamento. Tô tão feliz da pessoa ter se lembrado de mim e ter endereçado a mim o pensamento. Porque tem gente que vai a cemitério e não tá muito ligado na sintonia, chega lá como se tivesse prestando um serviço, eh, eu diria burocrático, né? Hoje é dia de finados. Vou dar um alô lá, vou chegar lá, levar uma florzinha, acender uma velhinha, vou pra praia, vou pro cinema, volto para casa, vou vou cumprir minha obrigação.
É curioso como tem gente que não se toca de que no plano espiritual eh isso não tem o menor valor, zero. Eu tô me lembrando de uma obra psicografada pelo Chico, editada por André Luiz, já contei essa história aqui. Ele testemunhando uma missa numa igreja em que o padre que tava naquele dia no comando da liturgia, né, ele tava, ele tava completamente íntegro no sentido de missão. Eu sou um sacerdote, aqui estão os fiéis, eu vou dar o meu melhor. Eu estou na plenitude do exercício sacerdotal. Então aquele padre estava em absoluta sintonia com cada palavra da missa.
E na hora de ungir a hóstia, antes do sacramento da comunhão, André Luiz narra, ele está imantando de luz cada hóstia, porque ele tá irradiando luz, ele tá irradiando uma vibração poderosa de quem tá completamente identificado com a função sacerdotal. Ele tá mergulhado nas palavras do evangelho que ele tá recitando. Ele não tá burocraticamente exercendo a função de padre. Ele está de corpo e alma fazendo esse trabalho. E aí André Luiz narra, ele está imantando as hóstas de luz.
E aí ele observa ainda na fila de quem tava comungando, o padre pega cada hóstia, coloca na boca de cada fiel falando: "Corpo de Cristo, corpo de Cristo." E a André Luiz diz: "Na maioria absoluta das pessoas que fez fila para tomar a hóstia, a luz apagou na boca". Por quê? não estavam ali em sintonia com a proposta da igreja de você de alguma forma simbolicamente vivificar as palavras do Cristo, o sentido do evangelho através da comunhão. E aquilo não tinha, portanto, importância. E algumas poucas pessoas na fila, segundo o relato do espírito André Luiz, em sintonia com a missa celebrada por aquele padre inspiradíssimo.
A luz da hóstia que entrava pela boca se esparzia dentro do corpo dessa pessoa. A aquilo de fato constituiu uma comunhão. fato. E aquilo teve um efeito energético importante. Mal comparando, tô saindo do sacramento da comunhão da igreja e vou falar de quem vai pro centro espírita tomar passe e permanece no centro numa atitude completamente passiva. Alguém vem aqui, vai passar a mão em mim e tomara que isso funcione. Eu quero dá jeito. É o papa passe, né? Quem vai no centro só para tomar um passezinho é de graça, não custa nada. Vou lá tomar um passe. Só que a pessoa não participa do passe, ela não tá em sintonia.
A gente sempre fala, quando a gente lê o estudo da fluidoterapia, vamos dar nome certo aqui, o estudo da fluidoterapia mostra que a efetividade da transferência desses fluídos medicamentosos, que tem origem na natureza, na manipulação de princípios que são terapêuticos e que são potencializados a partir da boa vontade do médium, na sobreposição das mãos endereçada àela pessoa. eh, saneando a sua psicosfera, distribuindo por chakras e meridianos essa irradiação positiva, luminosa, magnética, quando há boa vontade, quando você tá embuído da função.
Então, mal comparando, seria o que o padre fez com a hóstia, o que o médium passista naquele momento faz a partir da transmissão desses fluidos, tá bom? Pois bem, a pessoa que tá recebendo o passe, ela pode não ter nenhum benefício, zero. Por quê? Porque ela tá lá pensando na morte da bezerra, para usar uma expressão que eu adoro do Nordeste querido. Tá lá pensando outra coisa, que eu vou fazer daqui a pouco? Tô saindo daqui, vou para onde? Ou tá com a cabeça longe, não sei o quê. Gente, aquilo precisa ter compatibilidade vibracional. Você tem que estar no mínimo ali numa postura recolhida. Você pode fazer uma prece que você conheça. Ah, não sei rezar, mas se lembra de alguma pre?
Pai nosso tá valendo. Você pode ter um pensamento de gratidão pelo médium, pelos espíritos que estão permitindo aquele banho de fluidos positivos, terapêuticos, magneticamente endereçados a você. Você pode, no mínimo recolher o seu pensamento e ficar ali na perspectiva de que não tá sem socorro, sem assistência, sem a generosidade do médium que tá ali vibrando por você. Você tem que estabelecer uma sintonia. Bom, isto posto, voltando pro dia que eu não vou chamar de finados, nem dia dos mortos, porque não existem mortos nem finados. Os mortos estão mais vivos do que nós. A saudade é doída, é, mas eles estão por aí. E eles também, a vida continua.
Eles têm suas novas atribuições, novos objetivos, o reencontro com aqueles que lis são queridos no plano espiritual. Então assim, tá encaminhado, tá encaminhado. Seguindo em frente, outra questão 327. Essa é mais na base da curiosidade. O espírito assiste ao seu enterro? A resposta, muito frequentemente assiste, mas algumas vezes não percebe o que se passa por ainda estar em perturbação. Então é muito interessante a oportunidade que um velório nos dá de não deixar de entender que aquele momento pode ser um momento importante para você dar suporte a essa migração, essa transição de planos. de alguém que até há pouco estava entre nós, na condição de encarnado como eu e você, e agora está numa outra dimensão, procurando entender melhor o que se passa e verificando o que é o prosseguimento da vida sem o corpo físico.
É um momento que exige na maioria dos casos, porque a maioria de nós não se prepara adequadamente para essa realidade. Essa é a perturbação. Você não tá entendendo. É um sonho. Isso aqui tá acontecendo é comigo, tão falando de mim, você tá meio zureta. Então o velório ele pode ser, penso eu, uma oportunidade de você querendo ajudar aquele que partiu, procurar estimular no ambiente do velório essas vibrações, essa forma de você reunir as pessoas que gostavam do do que daquele que partiu e propor isso, gente. Vamos aqui orar junto por ele.
Alguém gostaria de fazer a primeira prece assim espontânea, algo que saia do coração, algo que seja para cima, pra frente, algo que ajude essa pessoa a fazer o seu movimento? Porque em boa parte dos casos, o velório por vezes parece uma festa, né? uma reunião social, assim, as pessoas ficam ali absortas e ficam conversando sobre tudo. Por vezes tem muito barulho, muito zum zum zum. Isso, eh, do ponto de vista dessa estratégia de tentar socorrer e ajudar quem tá fazendo a passagem pode não ser a melhor forma de ajudar, se é que me entende, né? Então, fazer esse trabalho de colaboração, vamos ajudar.
Vamos imaginar que ele tá fazendo uma viagem e ele tá precisando de coragem para seguir em frente. Ele tá precisando de força para não olhar para trás, achando que ainda dá para fazer alguma coisa aqui, porque aqui não é mais o lugar dele. Agora ele tá em outra. E a gente tem que ajudá-lo a seguir em frente. Segue o caminho da luz, meu camarada. é paraa frente que se anda. Daqui a pouco a gente se vê, mas nesse momento aqui já deu, aqui já foi, né? Então, eh, tem literatura espírita que fala sobre velória, né? Tem literatura espírita que fala sobre velório. A última questão que eu vou trazer aqui é assim, ainda 327, letra A, livro dos espíritos.
Fica lisongeado o desencarnado com a afluência dos assistentes ao seu enterro? Aquela coisa, veio muita gente no meu enterro? Tem muita gente aqui para para ver o meu velório? A resposta é mais ou menos conforme o sentimento que os conduz. Tamanho não é documento, quantidade também não. Você tem muita gente no velório, pode ser muita gente dispersa, muita gente que tá ali burocraticamente, muita gente que não tá de coração ali. E de fato na espiritualidade percebe-se com muita clareza quais são as intenções das pessoas, o que as motiva. A gente fica mais desnudado perante o plano espiritual. Você pode estar enganando quem tá ali na condição de encarnado como você.
Pro desencarnado fica mais evidenciada a intenção de cada um, né? Então veja, não tô aqui com receituário do jeito certo de fazer isso ou aquilo. Tô compartilhando informações no dia de finados, o dia dos mortos, entendendo que é um dia de luto para muita gente, é um dia de dor, da perda para muita gente, quando a perda é recente, ou mesmo quando não é recente, mas a pessoa ainda tá ali eh elaborando a dor da perda e cada um tem um tempo para resolver isso. Mas a gente lembrar, morte não existe. Dia de finados é uma expressão que não faz sentido para os espiritualistas, de uma forma geral, espíritas em particular.
A conexão pode ser feita de qualquer lugar, não apenas no cemitério aonde eles não vivem. Essa essa ideia de que não é jazo, perpétuo, né? está descansando no cemitério. Não, não tá. Primeiro, essa é outra questão importante, né? Eu quando na minha fase católica, eu fui católico durante parte da minha vida, para mim era complicado explicar esse descanso, né? Assim, eu desencarno, eu vou ficar no descanso. Isso na melhor hipótese, né? Se eu se eu tiver uma vida espiritual no céu, descansando. Descansando de que? descanso. Essa a eternidade eh ociosa é um pesadelo. É um pesadelo. Para mim é o inferno. A eternidade ociosa para mim é um inferno. Então eu eu ficava agoniado com essa.
Eu tô falando você, você pode ter a explicação que lhe satisfaz e eu respeito. Para mim isso era uma coisa complicada, complicada, né? Bom, e portanto tem trabalho do lado de lá, tem atividade do lado de lá, tem evolução do lado de lá, tem curso do lado de lá, tem estágio do lado de lá, tem missão, do lado de lá, tem novos desígnios, né, novas eh formas de ocupar seu tempo e a sua energia. A vida continua. A vida continua. né? Eu vi aqui o povo do Instagram pedindo que eu falasse alguma coisa sobre cremação. Bom, o que que eu vou falar sobre cremação?
Eu vou eu vou reproduzir aqui uma orientação de Emanuel pela psicografia do Chico num livro chamado Velório, que não tá aqui comigo agora, em que ele prudentemente recomenda que você reserve, se possível, 72 horas da confirmação do óbito até a cremação. Por quê? Porque algumas pessoas, isso é o imponderável, não dá para cravar quem ou quem, poderão ter numa cremação que se dá muito rapidamente por terem uma vida, a vida antes do óbito, né? muito afeita as questões da matéria, sem nenhum interesse ou curiosidade sobre os assuntos espirituais e eventualmente consagrando uma visão materialista da vida. A morte não existe. Perdão, a vida após a morte não existe. Quando eu morrer acaba tudo.
Essas pessoas em particular numa situação de cremação, por estarem, como disse, muito afeiçoadas à matéria, podem ter alguma dificuldade de se desvencilhar imediatamente dos liames materiais. Quer dizer, eh, o desligamento do corpo físico não se dará com a a facilidade com que pessoas mais espiritualidade espiritualizadas t. Então, a desacoplagem do corpo físico pode se tornar mais trabalhosa. Razão pela qual Emmanuel sugere, ah, André, mas se a a cremação for imediata, pode haver algum desconforto? Não é que a pessoa vá ser queimada junto com o corpo, não é isso, mas ela pode ter o desconforto.
Por exemplo, mal comparando, muitos de nós quando desencarna precisa de um tempo para se acostumar com uma realidade do corpo espiritual, onde não há calor ou frio, não há necessidade de dormir, não há necessidade de comer ou beber. Só que você vem de uma vida onde toda essa rotina orgânica criou um condicionamento. Então, o espírito desencarnado, ele pode sentir um frio ainda conectado com o corpo físico, que não tendo mais batimento cardíaco, ele não é mais um mamífero de sangue quente, é um cadáver. Então você tem a reverberação magnética. Mas por que que tem a reverberação magnética? que você ainda tá, é o que eu tô falando, muito acoplado.
A tua experiência espiritual ou de espiritualidade é zero ou próxima de zero. Você ficou muito antenado com aqui agora e com o corpo físico, a matéria, as questões desse mundo. E esse aprendizado não se dá rápido. Então é um pouco difícil se desvencilhar rápido do corpo. E o que acontece com o corpo? É possível que você ainda tenha alguma reverberação. É isso. Então, a é uma medida cautelar. Eh, leva-se algum tempo, leva-se algum tempo, recomenda-se, Emanuel, 72 horas até que haja essa experiência da cremação. Eh, OK. E cada caso é um caso. Não generalizem as coisas.
Cada um haverá de saber no momento do desencarne qual é o grau de facilidade ou dificuldade que haverá de ter para se desvencilhar da carcaça. Razão pela qual aí eu tô, seja você quem você for, acreditando no que você acreditar ou desacreditando de tudo. A minha sugestão é a seguinte. É muito importante a gente ter a clareza de que a morte não existe e que do lado de lá, na outra dimensão, nós teremos a oportunidade de ter uma experiência tão melhor quanto as informações que a gente já tiver sobre esta nova realidade. Mal comparando, é como você fazer uma viagem. Quando você se prepara pra viagem, eu tô indo para outro país. Aí você vai se preparar pra viagem. Que que é isso lá?
Tá fazendo frio ou calor? É uma informação relevante. Como é que é o clima? Dois. Qual é a moeda corrente? Porque a moeda que eu tenho aqui não vale lá. Qual é a moeda? tem fuso horário, ou seja, o horário de lá é diferente do horário daqui, porque eu preciso ter alguma noção do horário de dormir, do horário de acordar, porque lá é outro fuso. Lá eu vou encontrar a comida que eu tenho aqui. Adoro comer um arroz com feijão. Nesse país para onde eu vou tem arroz com feijão. Vocês entendem o que eu digo? É uma metáfora, mas é uma metáfora, me parece, bem apropriada. Então, viagem para outro país.
Se você vai minimamente preparado e planejado, você tem melhor navegabilidade, você tem mais maiores chances ou probabilidades de se adaptar mais rapidamente. Agora, se você faz uma viagem assim aos trancos e barrancos, a viagem será feita e o aprendizado virá. você vai se adaptar fato. Em algum momento você vai, ó, entendi. Mas você vai perder um tempo, tem um tempo aí, você vai perder para tentar entender o que tá acontecendo. Entende o que eu digo? Portanto, eh, ser enterrado ou ser cremado é uma opção de cada um. E aí o espiritismo apenas reporta que o que interessa, na verdade, é que você esteja preparado paraa viagem. O que vão fazer com seus despojos é outro assunto.
Prepare-se para seguir em frente, porque a vida não tem fim. Nós somos imortais e a vida na Terra é uma fagulha no tempo espiritual. A gente e e do ponto de vista reencarnatório, já tivemos várias e várias várias mortes, entre aspas, do outros corpos. Você já deixou nesse planeta vários corpos que estão por aí. Você não se lembra? Estão enterrados em algum jazigo ou viraram cinzas em alguma fogueira ou crematório? Já foi. Você tá aqui, a vida segue. Eh, deixa eu só, deixa eu só que eu fiz esse anúncio no Instagram.
O papo de hoje seria acionando o protocolo da luz, que vale pro dia de finados, mas ele não foi concebido esse essa reflexão que eu vou fazer muito breve, apenas pro dia de finados. A gente tá vindo uma semana muito tensa aqui no Rio de Janeiro. A gente tá daqui a pouco é teremos o a COP 30 em Belém. para onde estarei indo na quarta-feira. Teremos um reo nas próximas semanas que eu vou trabalhar na capital do Pará cobrindo a COP 30. Vou explicar isso melhor depois, vou deixar um vídeo, coisa e tal. Mas o que eu queria dizer é o seguinte, eh, muita gente às vezes foca na metade vazia do copo.
Ah, a segurança pública não tem jeito, o mundo não tem jeito, o Brasil não tem jeito, os políticos não têm jeitos, não tem jeito. A gente não tem mudança na direção que importa. meio ambiente, o clima, destroçados, tá tudo indo pro vinagre, não tem solução. Vocês sabem que existe isso por aí. Qual é a questão que eu queria trazer paraa sua reflexão? Fica à vontade para discordar. Um, nenhum de nós tem o direito de reclamar de nada. Do meu ponto de vista e da minha fé, na minha crença, todas as agruras, todos os problemas, todos os obstáculos, todas as dificuldades que nós vivemos hoje, antes da nossa chegada para esse mundo, antes da atual encarnação, já estavam precificadas.
Esse horizonte já estava colocado como uma probabilidade de acontecer com elevado grau de acerto. Eh, estamos num mundo em transformação. Essa transição planetária, que não é uma crença exclusiva dos espíritas, mas de outras tradições, está acontecendo com a turbulência predita. E nós encarnamos no tempo certo, não para retroalimentarmos a queixa, não para ficarmos aqui potencializando a angústia, a ansiedade, o desespero, o pessimismo. Não. A gente tá aqui para ver o que dá para fazer no sentido dessa travessia ser a melhor possível. É como eu vejo a situação de todos nós, mais de 8 bilhões de encarnados nesse mundo. Nesse momento, a gente não é passageiro dessa nave azul no universo.
A gente é tripulante. E qual é a diferença de passageiro para tripulante? passageiro paga a passagem, senta e ó, ficou aguardando chegar no meu destino. Tripulante participa da experiência da travessia em favor de todos. Tripulante não está a passeio, está a trabalho. Tripulante ajuda, participa, opera. Então, com toda a franqueza, eu acho que a gente deveria reclamar menos e fazer mais. Aliás, esse é o mote da COP 30 que o embaixador André Correa do Lago tá chamando de mutirão. Eu tô fazendo agora o recorte só do da COP, mas eu podia falar de um monte de coisa e vou falar rapidinho aqui.
Eh, André Correia do Lago percebeu, é um momento ruim de fazer uma conferência do clima com Estados Unidos fora, o mundo gastando como nun como nunca em armamento, comprando armas e munições. Ih, e a crise climática escalando. E ele teve essa canação. Vou pegar uma palavra forte, exclusiva do Brasil, que é mutirão. E vou convocar os países a fazerem o melhor possível e vamos trabalhar na direção da solução possível. Essa é uma visão que se coadona com o que eu tô tentando falar para vocês de sentido da vida no momento de tanta dificuldade, porque o chacoalhão é inevitável.
A gente vendo essa mortandade que teve elevada sem precedente no Brasil durante uma operação policial no complexo da PEN e do alemão. Alguém vai ficar chocado, vai dizer: "Nossa, como é que isso foi acontecer? Eu tô me lembrando do Darci Ribeiro, 40 anos atrás, 1982. Daci Ribeiro disse: "Eu não gosto de, quando eu cito as pessoas e eu quero abrir aspas, eu não gosto de falar sem ter a precisão do que elas realmente disseram".
Vocês vão ficar impressionados com a frase profética do Daci Ribeiro que disse: "Se os governantes não construírem escolas em 20 anos, faltará dinheiro para construir presídios." Negligenciamos investimentos na promoção da igualdade social, infraestrutura nas comunidades de baixa renda, periféricas, favelas. Viramos o rosto pro lado oposto, a miséria, pobreza e exclusão. E achamos que não aconteceria nada. E aí quando a gente começa a se deparar com uma unanimidade que é a urgência da segurança pública, porque a insegurança tá em todo lugar e todos os lugares do Brasil estão acuados ou amedrontados em relação a crime organizado. Fica todo mundo agora não tem jeito. Ih, já deu.
Não, gente, pera aí. para tudo. Na sexta-feira, anteontem, no Papo das 9as, eu falei do exemplo de Medelina, Colômbia, que era uma das cidades mais violentas do planeta, com narcotráfico e houve a ocupação social, houve a preocupação de distribuir vagas em creches, cursos profissionalizantes e tudo isso negociado com as comunidades. Que que essa garotada gostaria de fazer? para onde elas gostariam de seguir, qual é o sonho deles, de que maneira eles gostariam de se projetar na vida para você esvaziar o mercado do crime para não ter jovem se entusiasmando com traficante miliciando. Eu tô resumindo aqui, a gente falou muito sobre isso na sexta-feira. as soluções existem e você fica aí reclamando, achando que, ah, não tem mais jeito.
Eu gosto muito, eu já fiz palestra sobre isso para tentar demolir o pessimismo estruturante, eh, estrutural, porque tem gente que é pessimista de nascença, tem gente que é apocalíptica com muito prazer, tem orgasmos vaticinando o fim dos tempos, o final do mundo. É impressionante o prazer que certas pessoas têm de dizer que nada vai dar certo. [risadas] É impressionante. Eh, agora, dependendo dos dados que você usa, você vai ter outra percepção da realidade. Aqui no Brasil, por exemplo, quando você fala nível de renda ou nível de ocupação em empregos formais ou informais, a situação já teve muito pior. inflação. Eu sou da época da hiperinflação, já foi muito pior do que é hoje.
A caristia e quando você fala de eh assistência social é algo absolutamente novo na história da humanidade. do século passado para cá, quando você passou a ter o poder público e muitas empresas com filantropos colocando dinheiro na ajuda a quem mais precisa. Vocês t que vocês t que investigar esses dados, eles são impressionantes. Aqui no Brasil, quando eu era pequeno, mortalidade infantil, mortalidade infantil era uma coisa absurda. Ela despencou. Insegurança alimentar era uma coisa absurda. Betinho, se estivesse vivo, faria 90 anos. Salvo engano.
Ontem o sociólogo Herbert de Souza, eh, há 30 anos atrás, ele mobilizou a sociedade civil dizendo: "A fome é um vchame num país mega produtor de alimentos. Se o governo não tá combatendo a fome, a gente pode fazer alguma coisa. Ele iniciou o o esforço da sociedade civil que não cessou para se estruturar. O governo tá lá, os governos passam. Se eles não são competentes, a gente vai fazer o dever de casa. criou os comitês espalhados pelo Brasil inteiro para tentar reverter essa situação que é o ação da cidadania, que o Daniel, filho dele, tá à frente. A CUFA, vocês conhecem a central Única das Favelas, vocês têm que conhecer, gente. Central Única das Favelas é uma revolução nesse país.
O trabalho da CUFA, que não é só assistência social, não. Vai lá ver o que que eles estão fazendo, né? Tantos trabalhos por aí. O Fraternidade sem fronteiras que a gente deu 100% dos direitos autorais dos livros, a força do um, o trabalho do Wagner Moura no Brasil, na fronteira com a Venezuela, na África. Pô, vai ver o que que os caras estão fazendo. É algo impressionante. É uma revolução. Só que isso não ganha status de notícia, isso não ganha primeira página. Mas existe na transição planetária a fecundação de ideias, de práticas que estão mudando a vibração do planeta de baixo para cima.
Esses poderosos que estão agora no poder, Donald Trump, Benjamim Netaniarro, Nicolás Maduro, o Vladimir Putin, esses caras aí, o o eles já estão ali, ó, nos estertores, eles estão de passagem, eles vão passar e a vida segue como deve ser. E nós que estamos aqui encarnados, não estamos aqui para ficar praticando o queixume, o pessimismo, a desesperança. Não tem mais jeito, agora não vai, agora não, nunca mais teremos uma oportunidade. Gente, o mundo precisa de atitude. E boa parte das atitudes demandam coragem. Coragem de você ser alguém diferente do que você é. Tô falando de mim também.
A gente precisa fazer muita coisa diferente para descobrir qual é a emergência, qual é a prioridade, o que que tá ao nosso alcance fazer. Ah, eu só tenho uma hora por semana, cara. Dá para fazer muita coisa em uma hora. Muita coisa por semana. É o que você tem para doar para uma causa, população em situação de rua, coleta, eh, promoção da reciclagem da compostagem. participar de cursos voluntários que ajudam a população de baixa renda, a garotada a fazer um Enem bacana. Eu adoro esse tipo de trabalho. Professores que doam tempo em cursinhos pré-Enem para a comunidade pobre e majoritariamente negra conseguir passar no exame nacional do ensino médio.
Isso é de uma nobreza, porque educação de qualidade é o salto quântico na direção do quê? e uma vida melhor. Tudo começa pela educação. Então, acione o protocolo da luz. Lembre-se, você não veio ao mundo por acaso e há sempre algo que a gente possa fazer e a gente deve fazer em favor de um mundo melhor e mais justo. É uma honra tá encarnado nesse planeta nesse momento. É uma honra tá no Brasil e não tá na Suécia ou na Dinamarca. Aonde tá a vida, tá? Ganha, segura o desemprego em vários euros por mês, curtindo a vida doado. Não, aqui é a panela de pressão aqui que a gente precisa mostrar que fora da caridade não há salvação e que a gente precisa fazer muito, mais e melhor.
Fiquem com Deus, tudo de bom. Ótimo domingo. Este que vos fala viaja quarta-feira pela manhã para Belém do Pará para cobrir a COP 30 por quase 20 dias. Faremos um recesso no papo das 9. Ficarei morrendo de saudade, mas é o trabalho. E na volta de Belém, espero ter muitas histórias boas para contar, muitas intuições, inspirações em favor de um mundo melhor e mais justo. Valeu, gente. Fiquem com Deus. E os nossos desencarnados que estão mais vivos do que nós, perdoem. chamar o dia de hoje de dia dos mortos ou dia de finados, porque vocês estão mais vivos do que nós. Fica com Deus, tudo de bom. Valeu. Esse foi o pior furacão a passar pela região.
