Não se castigue pelo passado | Minutos de Sabedoria #1
Remoer os erros do passado pode nos prender à culpa e impedir o avanço. A mensagem recomenda expulsar as lembranças tristes e direcionar a mente para as recordações alegres, para os momentos felizes que ainda carregamos. Esse redirecionamento ajuda a romper o ciclo de autocrítica. André Trigueiro desenvolve esta reflexão a partir da mensagem 216 de Minutos de Sabedoria, de Carlos Torres Pastorino.
Ao buscar saúde integral e paz de espírito, torna‑se essencial manter vigilância mental. Basta um instante de desatenção para que memórias dolorosas ressurgam e nos desestabilizem. Estar alerta permite reconhecer o surgimento desses pensamentos e escolher não se alimentar deles.
A culpa não deve ser vista como ferramenta de purificação; o sofrimento não depura. Ao reconhecer a dificuldade de mudar esse padrão, a reflexão propõe um compromisso consigo mesmo: cultivar pensamentos positivos, praticar a autocompaixão e preservar o bem‑estar emocional.
A mensagem 216
“Expulse de seu espírito todas as lembranças tristes. Será que remoer os erros vai conseguir sarar o mal que já houve? Não. Quanto mais revolver em seu coração as tristezas do passado, mais vai sofrer sem resultado nenhum. Dirija sua mente às recordações alegres, aos momentos felizes, aos fatos agradáveis do passado. Acenda a luz para que as trevas desapareçam.”
Texto transcrito da leitura feita por André Trigueiro no vídeo.
A leitura foi feita no Papo das 9 #1071: A frenética neurose urbana sobre duas rodas, de 2 de setembro de 2026.
Neste vídeo
Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)
Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Vamos ver o que que o Minuto de sabedoria nos traz hoje. Qual é a informação? [música] Qual é o insight? Qual é o convite, a reflexão que faça sentido para nós? E cada um haverá de ter a sua [música] leitura, a sua interpretação.
Então eu vou pedir aqui a bênção, vou pedir a assistência dos amigos invisíveis que se [música] compadecem de nós, conhecem profundamente as nossas limitações, as nossas imperfeições e ainda assim quando reconhecem uma sinceridade de propósito, é a minha crença, eles estão por perto e nos ajudam. Então, que eu seja aqui uma ferramenta útil, um meio adequado, um instrumento fiel a essa reflexão que a gente venha a fazer no dia de hoje. Onde vai dar? Para que lado vamos? Não sei, mas eles sabem.
Eita, Deus. 216 é a mensagem do livrinho que diz o seguinte: Expulse de seu espírito todas as lembranças tristes. Será que remoer os erros vai conseguir sarar o mal que já ouve? Não. Quanto mais revolver em seu coração as tristezas do passado, mais vai sofrer sem resultado nenhum.
Dirija sua mente às recordações alegres, aos momentos felizes, aos fatos agradáveis do passado. Acenda a luz para que as trevas desapareçam. Bom, há 70 anos atrás, quando veio ao mundo esse livro, pastorino já falava de forma direta ou indireta de saúde mental, da importância da gente ter o comando do pensamento, o vigiai e orai do Cristo colocado de forma muito pragmática. Você tem um poder, faça uso dele. Então, [música] em se percebendo, acessando memórias tristes, deprimentes, deploráveis, que machucam o seu coração, não seja um torturador de si mesmo.
Isso não faz sentido. Não seja alguém que dilapida as próprias fibras mais íntimas que precisam ser resilientes para te proteger de você mesmo. Então, a gente precisa fazer a nossa parte. A gente quer ter o melhor, a gente quer ter saúde integral, a gente quer ter paz de espírito, a gente quer ser feliz. A pergunta é: o que você e eu estamos fazendo?
Não é só hoje, não é só agora, nesse momento, é sistematizar esse procedimento, esse protocolo. Eu vou cuidar de mim toda vez que eu lembrar que eu tenho esse poder de cuidar de mim. Então, vigiai e orai, fica ligado, fica em alerta, porque basta um segundo de invigilância, um minuto que você amorteça esse compromisso com você mesmo para você eventualmente se sentir inclinada ou atraída a acessar o arquivo de memórias que não acrescentará rigorosamente nada. Não haverá nenhuma contribuição, não haverá nenhum valor de você ficar espezinhando uma memória, uma lembrança que definitivamente não te favorece. Já aconteceu, aquilo já tá posto, é daqui paraa frente.
Se você me perguntar, André, mas você tem memórias tristes que de vez em [música] quando você acessa e se deprime? É claro que a resposta é sim. Todos temos. Qual é a pergunta seguinte: o que que você faz diante dessa situação? Eu, graças ao bom pai, porque eu já [risadas] não sou jovem.
A gente tem que aprender alguma coisa na vida, algumas coisas que são úteis. Uma delas, não persista no modo autodepredo, autoflagelação, né? Não acrescenta em nada a coisa alguma. E é interessante que do ponto de vista espírita, vou abrir esse parêntese, você não precisa acreditar nisso, mas eu acredito, por isso vou falar, eu acho que é um conhecimento útil. Haverá aqueles que dizem assim: "Eu tenho uma memória muito triste porque eu me sinto culpado." Então eu eu ao me lembrar disso e me sentir culpado, ao provocar em mim um estado depressivo, eu tô espiando essa dor.
É como se eu tivesse me depurando. Isso é fake news espiritual. Esquece. Essa dor não te livra, não te torna melhor, não te depura, não te purifica. Isso não faz sentido.
Pelo contrário, aquela ferida que você fica cavucando, cutucando o tempo todo, ela não cicatriza e ela pode piorar. Então, não é pra gente ficar mexendo nesse passado doloroso. O que passou, passou. Todos erramos. Todos temos nossos estoques de memórias tristes, de memórias que não favorecem a nossa autoestima e que, por vezes, para não dizer quase sempre, impedem que a gente faça o que Pastorino tá recomendando na mensagem 216.
Quanto mais revolver em seu coração as tristezas do passado, mais vai sofrer sem resultado algum. Aí vem, dirija sua mente às recordações alegres, aos momentos felizes, aos fatos agradáveis do passado. Acenda a luz para que as trevas desapareçam. Mas claro, impossível. E essa é a nossa reflexão de hoje.
