Crime organizado: como chegamos a essa situação? | Papo das 9 #978
Minutos de sabedoria
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Indicação de leitura
Entre parênteses. Autora: Daniela Tonellotto. Artêra Editorial
Sugestão de doação
Lar dos Pancinhas. Pix: 62.562.393/0001-84. Instagram: @lardospancinhas
Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Povo chegando, papo das 9 começando. Sexta-feira, nós já estamos na reta final do ano. Papo das 9 seguindo em frente no seu propósito de promover, na medida do possível, informação relevante, reflexões oportunas e estímulos em favor da nossa saúde psíquica e emocional. Eu devo dizer que eu hoje ao amanhecer, eu já confidenciei a vocês aqui, eu gosto de fazer antes de qualquer coisa, antes de tomar café, antes de fazer qualquer outra coisa, uma oração. Isso me ajuda muito demais a na largada do dia estabelecer a melhor sintonia possível para moderar impulsos ou inclinações que por invigilância podem me atrapalhar. Então, a oração é o ajuste da minha sintonia.
E eu me acostumei e acho que isso para mim faz diferença, em começar a prece com a energia da gratidão, agradecendo tudo aquilo que normalmente a gente não valoriza, mas que a gente precisa ter a humildade de reconhecer a diferença que faz. Não tá em situação de rua, não ter fome, tem um lugar para ficar, uma casa, um apartamento, ainda que não seja seu, mas é um lugar para ficar, isso não é pouca coisa. Se você tem saúde, agradeça sempre o fato de ter saúde. E hoje, entre os meus agradecimentos, eu agradeci o fato de ter o privilégio de morar num lugar aonde eu não tenho por perto criminosos que ameaçam a minha vida. ameaçam a mim de qualquer maneira.
Eu vivo numa cidade onde mais de um quarto do território está sob domínio do crime organizado. E aonde o crime organizado chega, como vocês sabem, primeira providência tem sido a de determinar a cobrança de taxas ilegais mediante extorção para os mais variados tipos de serviço. Isso é uma violência inominável. E aí quando você na sua comunidade dominada pelo crime organizado se depara com uma operação policial eventualmente importante e justa, eventualmente abusiva. Cada caso é um caso, eu não vou generalizar.
Você está literalmente sob fogo cruzado e mesmo dentro da sua casa, você pode ou ter a casa invadida, seja por criminosos, seja por policiais, e como toda a corporação, como todo segmento profissional, aos bons policiais, que eu quero crer são a maioria, acredito que são a maioria, a imensa maioria. E os policiais, como foi revelado dias atrás, que entendem que todo mundo que vive ali naquela comunidade tá de alguma forma associado ao crime e aí resolvem subtrair bens da casa, etc.
Então veja, o que eu tô querendo dizer é que toda vez que você se lembra de agradecer a Deus o fato de que nas pequenas coisas do dia a dia, que a gente não se lembra de colocar em perspectiva percebendo o que vai à volta, a gente vê que estamos sim na condição de privilegiados. Isso não é pouca coisa. Opa, tem gente da Bélgica acompanhando o papo das aqui pelo YouTube. Abraço a todos aqui da Bélgica, tenham um ótimo dia. Que legal. Bacana. Então, vamos valorizar na largada do dia a bênção de estarmos aqui. A vida não é obra do acaso, não é um acidente de percurso. Deus não joga dados. Estamos aqui por um propósito. Quem tá vivo tá em missão.
Então a gente precisa valorizar a oportunidade da existência, mesmo sem entender quais são as conexões, qual é a conjuntura, quais são as circunstâncias. Essa é uma informação que para mim vale muito e me encoraja a seguir em frente, né? me encoraja a seguir em frente e principalmente não esquecer que comentei isso há pouco na rádio Boa Nova de Guarulhos, onde eu tenho uma participação ao vivo por telefone, é uma rádio espírita, eh, da Fundação Casas André Luiz, para onde estão indo a totalidade dos direitos autorais do livro Sabedoria no Dia a Dia. Uma obra fantástica. Casas André Luiz, tem a rádio boa nova.
A Guomar, que tá apresentando agora, perguntou para mim o que que eu tava achando dessa semana tão violenta, tão difícil, né? E qual deveria ser o posicionamento da gente diante desse problema. E eu disse para, e ela fez citações, postagens em redes sociais de pessoas que estavam celebrando a morte de tanta gente, segundo a polícia, criminosos. Eh, e eu disse o seguinte: ah, a gente deveria entender como caminho para uma solução um modelo de promoção da segurança pública em que os eventuais embates entre policiais e criminosos inevitáveis tenham lugar.
Mas não adianta ter uma mega blaster operação policial que ocupa por algumas horas uma comunidade, promove eventualmente a apreensão de armas e munições e mortes e sai porque aquele território tem dono e não é o estado. Hoje tanto a comunidade do alemão numerosa, quanto a comunidade da Penha numerosa permanecem. É bom deixar claro isso. Sobre o julgo de bandidos. Se a gente não eleger como prioridade a retomada do território, nós continuaremos testemunhando o avanço do crime organizado e a multiplicação de pessoas em sofrimento sob o julgo de criminosos. Fiz esse preâmbulo porque sou do Rio de Janeiro. Ainda tô percebendo a psicosfera da cidade muito carregada, muito densa.
A gente precisa descobrir um caminho de luz. A gente precisa pensar grande, não resumindo apenas e tão somente a operações policiais a solução. Nunca foi assim, nem no Rio de Janeiro que já teve comunidades ocupadas pelas Forças Armadas, Força Nacional de Segurança, já tivemos muitas, muitas operações, né? O crime organizado só cresceu nos últimos anos, o que sugere que operações eventualmente importantes, eventualmente cirúrgicas, combatendo quem tá à frente dessas organizações, não obstante a importância que certas operações policiais têm, não resolveram até hoje por si o problema. Isso é um fato inexorável, não há o que discutir. Tem sido assim ao longo das últimas décadas. Vamos lá.
Vamos. Eu tô achando importante discutir isso que o Brasil tá discutindo nesse momento. Brasil tá discutindo nesse momento o que fazer diante da violência imposta por quadrilhas, crimes organizados, né? O crime organizado, assim denominado, organizações criminosas. Eh, o papo das hoje vai entrar nessa seara com muita delicadeza, muito cuidado, sem que a gente tenha aqui qualquer pretensão de estar dizendo verdades absolutas, mas refletir sobre isso, eu acho importante. Esse é um espaço de reflexão, a gente abre pra participação de vocês. E eu até pedi pro Mr. Anderson abrir o leque, aumentar o espaço das participações hoje, tá? Esse assunto realmente é muito, muito importante.
Então vamos chamar aqui os amigos invisíveis, os amigos espirituais. Essa falange do Papo das 9, olha que coisa pomposa. Eu espero que tenha um grupo. Ainda que haja apenas um espírito amigo e confiável, eu acho que tem mais. que nesse momento do papo particularmente esteja bem próximo e nos ajude a escolher a página indicada para reflexão dessa manhã. Que eu possa ser um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse propósito. Aonde vamos? Para que lado vamos? Eita, Deus! Ih, olha que interessante. Mensagem 30 e se não maltrate os animais. Não maltrate os animais.
São filhos de Deus e irmãos nossos menores que não adquiriram a faculdade do raciocínio abstrato, mas são amigos que precisam de nossa ajuda e carinho. Não lhes imponha trabalhos demais. Alimente-os bem. Trate-os em suas enfermidades. Faça com essas criaturas de Deus que dependem de você o mesmo que você gosta de receber dos anjos do bem. Olha que coisa linda essa mensagem. E eu diante dela tenho a vontade de confidenciar a vocês que de algumas semanas para cá eu comecei a seguir e comecei a dar ajuda a uma organização em que socorre, acolhe, trata, alimenta e deixa dentro de um santuário os jumentos. os jumentos que estão, a gente fez um programa há pouco tempo. Eh, ai gente, cadê aqui?
Eu, será que eu vou achar? Eh, eles estão ameaçados de extinção no Nordeste porque existe uma exportação de carne de jumento. Na verdade é o jumento inteiro pra China tirar colágeno. O colágeno não se encontra apenas no jumento, mas existe a crendice. É aquela história da do folclore popular que o colágeno do jumento, por alguma razão que ninguém na ciência consegue explicar, porque não faz sentido, não tem embasamento científico, seria melhor do que o colágeno extraído de, enfim, outro lugar, né? Então, eh, eu passei a seguir, tem uma uma mulher à frente desse trabalho. É um trabalho muito sofrido, muito eh doloroso, porque o que não falta é animal maltratado no mundo e no Brasil.
E os jumentos pertencem a uma categoria particularmente sofrida de animais que t essa característica. Eles são usados para transportar peso. Eles invariavelmente, ai gente, tem tanta organização, eu não vou achar que eu costumo ajudar. Alguém lembra aí? Vocês conhecem essa organização? Lar dos pancinhas. Deixa eu ver se é essa. Pera aí. Deixa eu ver se é o Lar dos Pancinhas. É o Papo das 9 é ao vivo. Vocês tá achando que aqui que tem teleprompter? Eh, vocês vocês acham que eh é assim que a coisa é o lar dos bancinhas? Ai gente, não sei se é acho que bom, eu já falei do Lar dos Pancinhas, quem quiser vai lá, mas não sei se é essa. É, é essa.
Tô vendo aqui a a a o rosto, ó, que aí eu sou fundadora do Lar dos Pancinhas. Uma ela mesmo. Lar dos Pancinhos. Não é a única organização, quem te quiser no Instagram vai Lar dos Pancinhas, tudo junto, eh, que presta um trabalho de resgate, acolhimento, tratamento veterinário, alimentação adequada e solta os bichos numa área que também é mantida duras penas. Parece que é o pagamento de um aluguel, não é? Uma propriedade garantindo o lar dos pancinhas e os jumentos estão lá, gente. Os jumentos estão lá.
Então essa mensagem, com toda a franqueza, me fez lembrar do trabalho realizado por essa organização, quando o Pastorino diz: "Não lhes imponha trabalhos demais, alimente-os bem, trate-os nas suas enfermidades". Então, a gente vai vendo, isso é uma boa notícia. a substituição de carrocinhas, né? Eh, aqui no estado do Rio, eh, no meio da Baahia de Guanabara, na ilha de Paquetá, você tá substituindo o charrete. Já fez isso? Por o pessoal que vai carregando de bicicleta, os turistas. Em Petrópolis também substituição da atração animal por charretes elétricas em frente ao Museu Imperial. É um passeio legal. Então, a gente precisa não remunerar. É uma opinião minha, tá?
Desculpa aí se você conhece alguém, gosta de alguém que explora animais para fazer cavalgada, passeio de carroça, coisa e tal. Em boa parte dos casos, esses animais eles não estariam recebendo os melhores cuidados e atenções, né? Então, existe um turismo que é vocacionado para a exploração do animal. E isso não é legal. Isso não é legal. Do ponto de vista, não é, em alguns lugares não é contra a lei, mas isso não é condizente com certos princípios que a gente tem.
A pessoa que adora cuidar de gatinho, adora cuidar de cachorrinho, vai para um passeio desse vê que o animal tá, o cavalo, o jumento tá todo cheio de escoriação, tá com a cara triste, tá com as costelas amostra, tá com casco todo carcomido, a ferradura não foi trocada, ih, vários problemas. A gente não deveria, é uma ideia, se divertir à custas do sofrimento animal. Do meu ponto de vista, isso vale para rodeio, isso vale para vaquejada, isso vale para rinha, isso vale para qualquer movimento que implique no uso dos animais de uma maneira que eles naturalmente, instintivamente não estariam ali, não estariam ali fazendo aquilo.
Esse é um bom sinal, uma boa pista do que seria um nível de maus tratos. OK? Então, Pastorino nos lembra da responsabilidade que temos enquanto espécie líder da cadeia evolutiva nesse planeta, dotados nós de intelecto superior, pensamento lógico, pensamento abstrato. Nós deveríamos atentar, para a responsabilidade que nos cabe, de acolher, tratar com muito respeito os animais. Em relação ao consumo de proteína de origem animal, o mínimo que a gente deveria exigir é que no processo de criação, engorda e abate dos animais, esgotem-se todas as técnicas ou tecnologias para reduzir drasticamente o sofrimento.
Eu sei que veganos e vegetarianos vão brigar comigo quando eu falo isso, mas de fato não dá pra gente decretar que as pessoas não comam carne. Então a por enquanto, vamos colocar assim, o que é possível almejar é o que se chamou de abate humanitário. O nome é esquisito, né? Mas é abate humanitário. É você abater o animal dentro de princípios humanitários. A gente tá muito longe disso, tá? Inclusive quando a gente fala de tráfico de animal silvestre, a pessoa fica horrorizada quando vê na televisão, nossa, aprenderam. Esse fato é real. No mês de agosto, centenas de jabutis filhotes no porta-mala de um carro. Mais de 300, quase 100 morreram. Não, não suportaram aquilo ali.
Tá fora do hábitat, tá confinado, não respira, não come, tá tudo errado. Aí a pessoa fica horrorizada na matéria da televisão. Aí quando vai ver esse jabutizinho vendido numa feira ou vê um anúncio na internet, compre um jabuti aqui comigo. A pessoa rapidamente diz: "Ah, vou cuidar. Vou cuidar como ninguém cuida". Se você realmente quer cuidar como ninguém cuida, pensa que o melhor lugar para esse animal, selvagem, silvestre, selvagem que se diz é, não vou usar selvagem para não confundir, ele fica no meio na selva, selva, selvagem, mas eu não vou usar essa expressão. Animal silvestre, ele vive solto. A lei garante essa condição porque qualquer outra significa maus tratos. maus tratos.
Então, com todo o respeito, a gente precisa prestar atenção. O pessoal às vezes fica focado no cão e no gato. A gente tá falando de uma fauna que passou a ser comercializada e ostentada nas redes sociais. Macaco prego, né? Olha a minha capivara, fica fazendo cafuné na capivara. Capivara, macaco prego, são animais silvestres. Eles têm que ficar soltos. Não compre. Denuncie quem vende, denunciem quem caça, denunciem quem trafica. Façam esse movimento. É a melhor demonstração de apreço pela nossa fauna. Simples assim. OK. Deixa eu aqui recomendar um livro. Chegou a hora de recomendar um livro.
É um livro que eu acho muito apropriado para esse momento de tanta dor aqui, particularmente no Rio de Janeiro, mas em outros lugares do Brasil e do mundo. Chama-se, entre parênteses, luto. A dor é proporcional ao amor. Esse é um tema que eu acho muito importante a gente se permitir alguma imersão, algum alguma informação a mais. Porque nenhum de nós está livre ou isento da dor de uma perda, a perda de um ente querido.
O luto é algo que precisa ter lugar na vida da gente para que a gente tenha um tempo que varia de pessoa para pessoa para elaborar essa dor, pra gente ter a chance de recuperar o prumo e seguir em frente, porque somos humanos, a gente fica dolorido diante da perda e a gente não pode achar que no dia seguinte a perda tudo segue como sempre seguiu. A gente vai pedir um tempo. Não é o primeiro livro que eu recomendo sobre luto. E não é o primeiro livro que eu recomendo sobre luto, escrito por alguém que perdeu filhos.
Então, a Daniela Toneloto, ela tem uma formação acadêmica robusta, mestre pela Faculdade de Medicina da USP, fonaludióloga, especialista em neuropsicologia, disfagia e linguagem, professora de pós-graduação em neuropsicologia do Instituto de Psiquiatria da USP, entre outras coisas. É uma titulação enorme. Ganhei dela o livro, André, para quem tem fé, a vida nunca tem fim. Com carinho, Daniela, obrigado, Daniela. E a gente vai recomendar por quê? O livro é escrito por alguém que passou pela experiência de perder um filho, o Andreus Levi, filho único.
E aqui na quarta capa, que traz o resumo do livro diz que a Daniela nos convida a mergulhar nas profundezas de uma dor inimaginável, a perda de um filho. Esse livro não é sobre superar o luto, mas sobre aprender a viver com ele, a reconhecê-lo como parte de nós, sem que ele apague o amor que permanece. A autora compartilha como uma honestidade brutal e uma sensibilidade comovente o caminho que percorreu após a perda violenta de Andreus Levi, seu único filho. A dor nunca será superada, mas ela encontrou dentro de si uma força impensada, uma resiliência que só pode ser forjada pelo fogo da dor. Bonito isso.
E isso é muito interessante porque você não vai desmerecer livros sobre luto escritos por pessoas que se qualificaram pela pesquisa, pelo estudo, por entrevistas a falar sobre isso. Mas quando você, sem prejuízo da sua formação, sua bagagem acadêmica, científica, fala na condição de alguém que perdeu um filho sobre esse assunto, penso eu, que as informações vem temperadas da experiência pessoal de quem passou, exatamente, achei bonito isso, por uma resiliência que só pode ser forjada pelo fogo da dor. E isso tem força. Por meio de suas palavras, você perceberá que o luto não é uma linha reta, nem uma dor que se esvaie.
É uma presença silenciosa que nos ensina a valorizar cada respiração, cada passo, cada memória. Este não é apenas, esta não é apenas uma história sobre perda, mas sobre o milagre da continuidade. Porque para muitos de nós que passamos pela perda de um ente querido, principalmente se é um filho, há uma dificuldade de você acreditar que a vida vai seguir em frente. Há uma dificuldade de você perceber que é possível tocar o dia a dia sem prejuízo daquela dor, até que ela se torne uma dor que não invada o espaço aéreo de quem precisa seguir em frente. A dor tá ali, ela machuca, mas você tá vivo e seguirá a tua vida da forma possível.
Até porque aqui eu vou fazer um parênteses, não é um livro religioso como eu tô tentando explicar, mas aqui eu vou colar colocar um componente de fé baseado no espiritismo que eu sigo, estudo, tento compreender. Tudo o que o filho que partiu deseja é que você siga em frente. Se você é mãe ou pai que perdeu o filho, presta atenção no que eu tô falando. Tudo o que o seu filho ou sua filha que partiu, não importa em quais circunstâncias deseja, é que você siga em frente. Tudo que o seu filho ou sua filha que partiu não quer que aconteça, é que você abdique, desista de viver. Deixe de fazer o que só você precisa fazer e que diz respeito aos seus interesses, seus projetos, suas lutas.
É disso que se fala dentro do espiritismo e eu acredito plenamente. Então tá aqui entre parênteses, luto. A dor é proporcional ao amor. Recomendamos enfaticamente. Bom, vamos passar agora. Agora é hora da gente sugerir ajuda. Eu já falei da ONG L dos Pancinhas inundei o Pix. Então quem quiser ajudar os jumentinhos, né? É lá no Ceará que fica a ONG de proteção Animal Jumentos. A fundadora é a Érica. No Instagram é Laros Pancinhas, tudo junto. Pancinhas com C, tudo junto. Eh, ela tem 62.000 seguidores, vive pedindo ajuda porque as despesas são hercúlias. E ela vai compartilhando nos vídeos. Ela diz aqui: "R$ 2 1 kg de ração. Sua doação ajuda a encher 69 pancinhas. Esse número só faz crescer.
Acho que já tem mais de 69. 69 jumentos, gente. Jumento. Você tá falando assim: "Ah, eu conheço um abrigo de cachorro aqui, eh, ou de animais abandonados que tem 200". OK. É, é duro manter isso. É muito duro. Mas só quando você fala eh de alimentação ou socorro veterinário, o jumento não cabe dentro do carro. Você tem que ter uma um veículo apropriado, não é qualquer veterinário que sabe cuidar de jumento. Então veja, não é simples. Não é simples. Então vamos lá. Pix do Lar dos Pancinhas. A Érica nem sabe o que eu tô falando aqui. Eu nem conheço a Érica.
Ela nem sabe, talvez que eu exista, mas eu percebi seriedade, credibilidade, tô aqui fazendo a minha parte pra gente ajudar os jumentos que estão literalmente ameaçados de extinção no Nordeste. Informe-se sobre isso. Por conta da exportação de colágeno, a China compra jumento, esfola o jumento, transforma em colágeno. E o colágeno não tem como única fonte, como eu já disse, o jumento. Entenderam na China? Isso é uma coisa cultural, gente. Eu já ouvi dois ou três especialistas dizendo: "É incompreensível a obsessão dos chines"es? Quer dizer, incompreensível, isso não tem fundamentação científica, é uma questão cultural, tem mercado. E aí sobrou pro jumento. Sobrou pro jumento. Então vamos lá.
O Pix é Lar dos Pancinhas, né? ONGre de proteção animal jumentos. 62 562 393 1000 ao contrário. 001 84. Vou repetir a nota aí. Deu tempo para pegar o lápis, deu tempo para pegar a caneta, deu tempo para anotar no papel. Se liga na missão. Vamos ajudar o jumentinho. 62 562. 393 001 84. Belê. Esse foi o agradecimento do jumentos para todos vocês que quiseram dar a sua colaboração. Eu vou traduzir o que eles estão dizendo, tá? Muito obrigado pela ajuda de todos vocês. Siga em frente. É, tô ouvindo a gag tá rindo, Naddia? Só o senhor. A Nádia, ela fica vendo o papo das lá. [risadas] Tá rindo, ó. Tá rindo. Você tá achando que eu não sei traduzir o jumentês? É, eu entendo de jumentez, cara.
Vamos lá, então. Deixa eu falar uma coisa para vocês. Hoje nós teremos a despedida de William Bonner da bancada do Jornal Nacional, que ele está há 29 anos, 26 dos quais como editor chefe do principal telejornal do país em termos de audiência, em termos de repercussão. O Jornal Nacional é uma instituição e veja que longevidade, né? 29 anos. E ele, eu vou confidenciar aqui, eu tive a chance de conversar com ele na redação sobre essa saída. Então eu tô autorizado aqui a compartilhar porque não é surpresa, ele não vai se aposentar, embora pudesse fazê-lo, curtir a vida. Não, ele vai pro Globo Repórter e ele quer fazer reportagem. Eu achei isso tão legal.
Ex uma pessoa sair da posição de âncora e editor chefe do principal telejornal do país para assumir um posto que permite a realização de um sonho. E esse sonho é fazer reportagem. Eu achei isso muito legal. Eu desejo de coração que o Bonner tenha muita alegria, muito prazer de realizar esse sonho e que ele seja tão exitoso na função de repórter como foi na função de âncora, né? Então, agradeço mesmo assim a as conversas, os toques, a troca de ideias. Eu vou dizer para vocês, vou confidenciar aqui. A gente começou esse ano de 2025 com uma proposta de série dele para mim, reciclagem.
Aí ele pediu para eu formatar um roteiro assim pro Jornal Nacional abrir espaço, uma semana de reportagens especiais sobre reciclagem. Olha a generosidade do Bonner. Eu quando levei a proposta, eu abri espaço para outras coisas. Falei: "Falar de reciclagem é bom, mas não resolve só. Porque a gente tem que falar de compostagem, a gente tem que abrir espaço para falar de lixo zero, a gente tem que falar muito dos catadores. E ele generosamente abriu mão de um conceito que inspirou a proposta que foi feita a mim para essa outra configuração de uma série. Vocês entendem o que eu digo?
Quer dizer, ele de fato foi generoso quando permitiu, e é um risco porque envolve recursos, viagens, é uma aposta. E ele confiou a mim e quando viu na ilha de edição junto com a Cristiana Sousa Cruz, que tem essa função também, vai ser agora a editora chefe. O Tralha apresenta Cristiana Sousa Cruz vai ser editora chefe. É, gostaram para burro e pediram para ter chamada na programação durante o dia da série sobre resíduos, né? Eu fiquei muito lisongeado. Isso aconteceu esse ano e não é o único exemplo assim de como ele de fato é alguém que mereceu, do meu ponto de vista, tá no Olimpo da visibilidade, da importância do prestígio do JN. por quase 30 anos.
Hoje vai ser a despedida, hoje vai ser a passagem do bastão. Eu estarei lá na redação para ver isso de perto é o momento para quem é jornalista e para quem trabalha onde eu trabalho. E a gente tem essa esse nível de proximidade ou convivência, ainda que em certos momentos não é uma, não tem essa relação íntima, mas a gente tem essa, eh, divisão de tarefas no mesmo espaço e a gente se fala. E é muito legal que ele tenha feito essa escolha, na minha opinião, não se aposentar mesmo podendo e realizar um sonho. Eu acho isso muito bacana. Vamos lá. Eh, agora sim vamos pegar as mensagens que Mr. Anderson, Mr.
Anderson compartilhou conosco a partir da provocação sadia que fiz no stories do Instagram para que vocês mandassem seus pensamentos, suas perguntas, suas inquietações. Eu tenho as minhas sobre o tema crime organizado. Como chegamos a essa situação? Foi a pergunta que eu fiz. Mr. Anderson fez a seleção aqui. Vou começar com Recoutinho São Paulo. Achar que uma operação a céu aberto só atinge culpados é fechar os olhos pra realidade.
A minha opinião é, é absolutamente temerário ou temerário uma ocupação policial numa área densamente povoada, uma favela, uma comunidade baixa renda, onde o crime organizado tá refugiado lá escondidinho em lugares estratégicos, em situação de vantagem, porque abriu fogo. a comunidade tá nesse tiroteio. Entretanto, eu preciso dizer, eu não tenho como não comentar o seguinte: nós chegamos a uma situação em que eventualmente, cada caso é um caso, uma força policial precisará entrar numa comunidade dominada pelo crime organizado.
Acho que a questão colocada pela ou pelo que eu não sei se é homem ou mulher, recoutinho, é se a gente se escora, foi isso que ela diz, nesse método, achando que ele é a solução. Penso que não. Eu sinceramente entendo que a gente precisa se inovar, a gente precisa descobrir com outras experiências, eventualmente fora no Brasil, como Medelim na Colômbia. Há um mês eu entrevistei Santiago Uribe, um dos coordenadores de um projeto que aconteceu em Medelim e outras cidades colombianas, que permitiu nos últimos anos a redução drástica drástica dos indicadores de homicídios em Medelim. Olha os números. Eu preciso compartilhar isso para você dizer.
Isso é inteligência, sem prejuízo do uso da força policial, mas só repressão não resolve. Que que Medelin fez? Eu vou contar já já. Primeiro vamos mostrar os resultados. Medelin já foi uma das cidades do mundo com os maiores indicadores de violência e homicídios. Eh, era de 300 óbitos por 100.000 habitantes na década de 1990. Publ Escobar e companhia aprontando todas lá 300 óbitos por grupo de 100.000. Esse número caiu para 13.9 de 300 óbitos para 14. Se você quiser arredondar para cima. óbitos por 100.000. É algo fabuloso. Que que eles fizeram? Eu vou resumir aqui o que o Santiago me disse e a gente reproduziu um trechinho da entrevista ontem na postagem no Instagram.
Quem quiser vai lá e confere. Que que ele falou? A gente não pode tapar o sol com a peneira. Aquela comunidade tem dono e é difícil tirá-lo rápido porque eles também têm do ponto de vista logístico, um aparato que requer cuidado para não expor a população ao risco. Então, eventualmente vai ter operação policial. Ainda tem crime organizado em Medelim, mas eles perderam muita força. E por quê? Porque você teve o cuidado de ouvir a comunidade, identificar o que tá faltando ali, o que precisa ter lugar, tá faltando creche. Essa garotada não pode ficar solta desde pequenininha na rua. A gente tem que dar ocupação.
Elas têm que estar em lugar seguro, bem orientadas, amparadas, bem educadas, receber uma formação robusta. Creche e escola. E que mais? E aí é um barato porque você passou a ter, ouvindo a comunidade, por exemplo, a demanda, ele dá esse exemplo. Muitos jovens queriam aprender música. Ah, eu queria tocar um instrumento ou eu queria ser DJ. Eu queria ganhar dinheiro comandando as carrapetas numa festa. Eu queria ser um profissional, eh, animando festa como DJ. pesquisa isso, não vai na minha, não. Tem muito material disponível na internet. Quem já foi à Colômbia viu isso de perto. Eles fizeram escolas, mas não é escola num casebrezinho com telha de amianto. Não, não, não.
Design de primeiro mundo, lugares amplos, daqueles que você olha de longe e fala: "Eu quero ver isso de perto". Virou inclusive atração turística. Tem gente do mundo todo querendo ir a Medelim para ver de perto que eles fizeram. Lugares que abrem o apetite para você estar lá climatizados, tem lanchonete, tem opção para você usar internet com Wi-Fi bombando e tem os cursinhos de música, de Wi-Fi, curso profissionalizante, as carreiras que a própria comunidade entende que são importantes para eles. E isso, na linha do tempo promove o quê? menos soldados do tráfico ou da milícia.
Renovação dos quadros do crime organizado fica comprometida porque a garotada vislumbra oportunidades, outras rotas profissionais. Se se é que a gente vai chamar de profissional, tá com fuzil tomando conta dos negócios ilícitos. Mas você vê, eu consigo tocar minha vida, eu consigo ganhar dinheiro, eu consigo ter projeção social, eu consigo ser motivo de orgulho paraa minha família, para minha namorada, pro meu namorado, sem me envolver com o crime. Isso tá acontecendo aqui pertinho na Colômbia, que virou referência pro mundo, não é só para eles.
Eles têm os casos mais emblemáticos de redução da violência, redução do número de óbitos, promoção social, inclusão social, desviando a garotada da rota do tráfico. Pô, esse debate não pode ser contaminado pela política eleitoral aqui no Brasil. A gente precisa ter a coragem, a coragem de fazer bem feito médio e longo prazo. Cuidado com quem promete resolver numa atacada o problema da violência. Cláudio Castro aqui no Rio de Janeiro não resolve o problema da violência. Ah, mas foi o maior BAC na história do Comando Vermelho. OK. Até acredito que tenha sido sim. Vai agora lá na comunidade do alemão agora. Sexta-feira, 31 de outubro, 9:43.
Vai lá na comunidade da Penha, vai lá, pergunta paraas pessoas se elas se sentem hoje mais seguras. Pergunta para quem tá lá se cessaram a cobrança, as cobranças de taxas para tudo, porque o comando vermelho e o PCC trocam experiências, os milicianos começaram a vender drogas e os traficantes começaram a cobrar taxas. crime organizado no sentido de que eles têm lá o mapa do Brasil e do mundo e vão espetando alfinete no mapa dizendo: "Eu tô aqui, tô aqui também, tô aqui também e tô aqui." E aqui a gente faz a conexão com quem fornece droga. Aqui a gente faz a conexão com quem fornece armas. Aqui a gente faz a conexão paraa venda de drogas e armas.
E a nossa receita principal é na própria comunidade já sofrida com a falta de infraestrutura do estado e que tem que pagar taxa para bandido. OK. É, vamos lá. Que mais? Clarice Guedes de São Paulo acredita que exista uma solução pro fim do crime organizado? Eu tenho motivos para acreditar que nós não estamos ainda numa rota correta. Estamos enxugando o gelo e eu tenho sim motivos para acreditar que há situações exitosas, programas bem-sucedidos de redução das estatísticas de violência, homicídio, tráfico de drogas e de armas, aonde a ocupação não é só policial, ela precisa ser ocupação social. Agora veja, quando você diz assim, acredita que existe uma solução pro fim do crime organizado?
Tem crime organizado em tudo que é lugar do mundo, filha. Tem cartel nos Estados Unidos, tem cartel na Europa, tem cartel no Japão. A máfia japonesa, gente, que isso? Famosíssima. Então, não é o fim, veja bem, fim absoluto, não sei se é uma boa meta. Eu acho que é mais razoável quando você coloca assim: "Onde eu quero estar daqui a 5 anos?" Se você perguntar para mim como cidadão do Rio de Janeiro, qual é a política de segurança pública do estado do Rio, eu não sei dizer. Se você perguntar para mim, do jeito que vai a coisa, onde estaremos daqui a 5 anos, eu também não sei dizer, porque não temos, na minha opinião, uma política de segurança pública no estado com toda franqueza. Vamos lá.
Cláudia Barros não diz onde é ser André, a história do crime organizado aconteceria porque a organização vem de muito alto? Sim, essa é uma colocação importante, que a gente não tenha dúvidas quando você fala: "Tem que cercar as favelas, tem que dar uma dura nas comunidades." Pera aí, para e pensa. Você acha realmente que o núcleo decisório do crime organizado está apenas e tão somente nas favelas e comunidades? Você realmente acredita nisso? Você acha que os líderes que estão presos eventualmente há muito tempo, que continuam dando as cartas de dentro dos presídios, são os únicos responsáveis por essa abrangência e esse suposto poder do crime organizado? Claro que não.
Crime organizado, ele conta. A gente tá vendo, pelo amor de Deus, vê o que que tá acontecendo em São Paulo em relação ao domínio do crime organizado sobre empresas de ônibus, postos de gasolina. Isso é inocente demais a gente achar. Tem que botar polícia dentro da comunidade que os bandidos estão lá. Esses são os bandidos visíveis, aqueles que um drone, um helicóptero, flagra com o fuzil na mão. Quem é que tá organizando administração de empresa de ônibus via crime organizado, postos de gasolina, empreendimentos imobiliários? Você acha que é só, gente? Vamos parar de retroalimentar preconceito, achando que todos os males do mundo e do Brasil vem dos guetos das comunidades periféricas.
Isso não corresponde à realidade. Simples assim. Roma Galvão, seria o estado desorganizado a causa do crime organizado? Olha, é uma boa pergunta e eu penso que sim, porque se o estado usa todos os recursos à mão, não apenas os recursos das forças policiais, eu tô falando de inteligência, eu tô falando de investigação, eu tô falando de do cuidado de você não querer solução rápida. faz uma investigação de longo prazo, mapeia as cabeças, mateia as rotas, asfixia economicamente aquela quadrilha, o crime organizado não teria a importância que tem. Aqui no Rio de Janeiro, eu construí a convicção há muito tempo.
Eu sou da época que quando se falava em criminoso na favela, era um cara com três oitão vendendo trouxinha de maconha. Eu, portanto, pertenço a uma geração que viu isso, ganhar escala, não ser só a maconha, a fonte de renda, e o três oitão deu lugar ao fuzil. Eu tô acompanhando isso na linha do tempo. Isso não acontece sem que haja complacência do Estado. E existe é uma característica do crime organizado na Colômbia, no México e aqui no Brasil aender na escala de poder, ter seus vereadores, seus deputados, seus senadores, seus representantes no Tribunal de Justiça, entre juízes e magistrados, desembargadores. Sabe aquela canetada no plantão judiciário?
Domingo, 11 horas da noite, um desembargador libera o chefe de uma facção criminosa. Isso aconteceu mais de uma vez. Como é que esse desembargador continua existindo profissionalmente? Como é que ele explica isso? As ramificações, os tentáculos do crime organizado vão longe. Vão longe. Então o estado em certa medida, e não é uma medida pequena, Roma Galvão tem a sua carga de responsabilidade. Verimar de Jesus ou Verimar. Sou do Rio Capital. Você acredita que conseguiremos sair do caos do crime organizado do Rio de Janeiro? Eu acredito que a gente consegue sair do caos do crime organizado no Rio de Janeiro. Acredito. Agora, a gente precisa ter gente qualificada com a caneta na mão.
A gente precisa ter gente que não se deslumbre com o efeito imediato de uma matança de bandidos que impressiona positivamente um segmento numeroso do eleitorado que quer ver o bicho pegar e se contenta com isso e repete aquele slogan bandido bom é bandido morto, achando que a solução é matança. Há o risco do estado ser tão criminoso quanto o bandido, né? você ter o estado que menospreza a justiça, ter o estado que autoriza a pena de morte sem que isso esteja colocado na nossa Constituição, porque mesmo a pena de morte tem julgamento.
Por outro lado, eu preciso dizer, quando você dá voz de prisão a um bandido que tá armado de fuzil e o bandido não respeita, eu entendo a lógica da polícia, eu acho que isso tem sentido. Quando quando o criminoso não se entrega, armado, recebeu o pedido ali de rendição. Não é pedido, é ordem. Baixa as armas e sai agora daí. Se ele não faz isso, e não é só no Brasil que é assim, a polícia está sim autorizada a fazer uso da força letal, porque isso representa risco pro próprio policial. Simples assim. Quer dizer, o policial ele precisa ter a palavra final durante uma operação. Vai dizer: "Larga a arma, senão você morre". Porque se o bandido não larga a arma, quem pode morrer? O policial.
É uma questão, eu diria, basilar no nível de violência que nós estamos. Respeitar os direitos humanos significa, tô te dando uma chance, baixa as armas e você vai preso. Você tá todo errado aí. Ou seja, não é o estado que mata para ver depois quem matou. É o estado que alerta. Se você não se eh entregar, você está sob a linha de tiro e nós vamos abatê-lo porque você representa risco para nós e pra sociedade. É, é duro, gente. Não, não é uma questão simples, mas é uma questão que precisa ser debatida. os protocolos, vamos chamar assim, os protocolos, protocolo de abordagem, protocolo de uso de arma de fogo, protocolo de alerta e advertência e protocolo para abrir fogo, se for o caso.
Maria Luía, de São José do Rio Preto, São Paulo. Como a doutrina espírita explica tudo isso? A doutrina espírita, invariavelmente sobre esses temas, traz a informação de que nós vivemos no mundo de provas e expiações, onde há um contingente numeroso de espíritos imperfeitos que, por vezes, são renites no erro. Eles significam risco para o bem-estar social. E aí é preciso haver, não obstante a lei de Deus, a lei dos homens. É preciso ter segurança. É um direito nosso ter segurança. E o papel da polícia que no Rio de Janeiro é muito duro esse papel, porque o Rio de Janeiro não é um lugar como os outros do ponto de vista do enfrentamento do crime.
Aqui é mais arriscado ser policial, é mais difícil exercer essa função. o espiritismo traz a informação de que a gente precisa entender que no mundo de provas e expiações haverá uso de arma, forças armadas, polícias, eventualmente guarda municipal. Haverá uso de armas para garantir segurança e direitos. Espiritismo, portanto, não é poliana, não enxerga o mundo cordosa em que tudo vai fluir mediante a boa fé das pessoas, né? Não, não funciona propriamente assim no dia a dia. Portanto, não é endossar a violência, é reconhecer que num lugar muito violento haverá aqueles que farão uso de arma de fogo para defender a lei e os interesses da sociedade. Para isso é preciso haver protocolo.
Para isso é preciso saber fazer o manejo da arma de fogo. Para isso é preciso saber quando e como usar arma de fogo em último caso, quando não houver outra opção. O espiritismo não valida pena de morte, não valida violência, não valida crimes, o cometimento de crimes. E sendo cristão, o espiritismo também endossa aquele princípio de Moisés dos mandamentos. Não matarás. É um princípio. Agora, o espiritismo reconhece, sendo você aquele que corre o risco de ser abatido, você tem o direito de se defender. Não é um assunto simples, não é um assunto fácil.
Cristina Rigitano, minha vizinha, quando passamos a achar normal uma chacina, uma carnificina, olha, normatizar a chacina ou a carnificina significa que existe um lado nosso que tá doente, penso eu. Existe uma parcela de humanidade em você que deixou de existir e que você passou a normatizar a brutalidade e a violência por princípio. Isso é muito sério. Isso é muito sério. Eh, a gente precisa ter o senso de justiça não contaminado pelo senso do justiceiro. Justiça não é promover o justiceiro. A justiça é obediente à lei. O justiceiro segue a sua própria noção do que é certo e errado.
Se todo mundo entende o seu próprio jeito de fazer valer a justiça, nós viveremos a barbárie, viveremos o caos, viveremos algo que seria completamente deplorável e muito pior do que é hoje. É preciso entender o que é a justiça, senão a gente começa a promover a luz do dia, um banho de sangue, linchamento. É complicado, viu, gente? Não, eu disse, não é uma solução simples, é um tema complexo. Eu entendo as pessoas que são alvo de violência, que ficam emocionalmente envolvidas e começam, sim, é uma resposta, por vezes dentro do desequilíbrio que isso causa. Você se flagra defendendo o indefensável. Olha, esse tema é muito rico, é bom a gente debater. Não sou o dono da verdade.
Estou me expondo publicamente com apenas impressões ou ideias, mas eu acho importante a gente refletir com a cabeça fria, com senso de justiça, percebendo que nos convém, não curtíssimo prazo apenas, mas pensar que as soluções para problemas complexos demandam tempo, investimentos na direção correta, persistência, perseverança, paciência e cobrança por resultados. Papo das 9 tá chegando ao fim. No Instagram, eles quando completa uma hora já vai embora. Então, ó, mandando um beijo aqui. Muito obrigado pelo carinho. Domingo temos o papo das 9 até lá, ó. já foi pum catapultado. E aqui meus amigos do YouTube, lembrando pra gente ter a cabeça, eu diria cultivar a sensatez, a lucidez, o bom senso. não se guiar de forma apressada na busca ou na defesa de ideias que vem a reboque do arrastão de pensamentos simplistas que tornam tudo muito fácil. tem que fazer desse jeito e tudo dá certo.
Eu acho que a gente tem que ter aqui a sabedoria de reconhecer que não existem soluções simples para problemas complexos e que a gente aprenda com os erros e observe aonde há resultados interessantes no combate ao crime organizado, como por exemplo em Medelim e outras cidades da Colômbia. aqui pertinho. Fiquem com Deus, tudo de bom. Até a próxima.
