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O que é felicidade? Um alerta contra a ditadura da eterna alegria | Papo das 9 — Especial

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Olá, muito bom dia. Como vocês estão por aí? Tá começando mais um papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafo em Laranjeiras. Deixa eu dizer para vocês, janelas fechadas porque tem bloco, mais um bloco Rio de Janeiro. O carnaval agora começa bem antes da data oficial, não apenas aqui, mas a minha rua é plataforma de lançamento de bloco. Daqui a pouco vai sair mais um e vai passar aqui bem em frente aonde eu moro, razão pela qual preventivamente eu já estou, não vai blindar o som que virá rua, mas tal qual se deu no domingo passado, é possível que vocês compartilhem o furdunço do bloco durante o papo das 9.

O assunto de hoje até tem alguma conexão com carnaval, eu só me dei conta disso hoje de manhã. Um tema que eu tenho certeza haverá de ser tão útil para você quando foi para mim ao tentar produzi-lo. Ninguém é obrigado a ser feliz. Olha que título instigante, filosoficamente riquíssimo do meu ponto de vista. Ninguém é obrigado a ser feliz. Claro que a gente almeja o melhor possível. Agora vocês vão perceber as sutilezas da nossa cultura como depreda de forma por vezes violentíssima a nossa autoestima e a nossa saúde mental sobre o pretexto de ser feliz. Eu vou começar pelo carnaval. Eu eu reconheço o valor da tradição e desse festejo no Brasil que ganhou luz própria.

O carnaval antecede o descobrimento do Brasil. Carnaval é algo que vem de muito longe, mas ganhou uma coloração especial por aqui nos trópicos. E grosso modo, de uma forma criminosamente resumida, o carnaval é uma festa transgressora que subverte a ordem, a hierarquia, as expectativas, os condicionamentos. Então, o carnaval ele traz esse componente herético, né? herético. Ele quando ele é a festa da transgressão e da subversão, ele rompe inclusive com questões éticas e morais que as religiões de uma forma geral preconizam como importantes.

E mas eu reconheço o valor disso, porque embora a gente vá reconhecer forçosamente que o carnaval abre portas para sob o pretexto de embarcar na folia, eu estabeleci uma ruptura com a normalidade, com a rotina que pode deixar sequelas do ponto de vista físico, emocional, psíquico e espiritual. Os excessos em qualquer circunstância da vida. H, paga-se um preço quando a gente deixa o excesso dominar algum campo da existência, paga-se um preço. Paga-se um preço.

Por outro lado, eu entendo que existam pessoas que estão no carnaval porque gostam da folia, não necessariamente aderem a drogas lícitas ou ilícitas ou estão eh se deixando levar por uma onda promíscoa na direção do sexo a valer e por aí vai. Não. Então a gente precisa ter sempre essa moderação, esse cuidado, esse equilíbrio de fazer análises que não sejam absolutas. Assim, ou éit ou 80. Agora, não por acaso. As tradições religiosas, de uma forma geral promovem durante o o feriado do carnaval uma um retiro. Não, eu não quero aproveitar esse período na folia. Eu quero consumir meu tempo e minha energia dentro de uma perspectiva diferente e cada um com seu cada um.

Mas veja, o o ninguém é obrigado a ser feliz. Quem qual é a conexão com o carnaval, que não é o assunto de hoje. Eh, dentro da perspectiva de ser uma festa popular que arrebata multidões, você vai ver, por exemplo, aqui no Rio o samba. Quem não gosta de samba, bom sujeito, não é? [aplausos] O tá ruim da cabeça, o doente do pé. É uma música muito gostosa, a sonoridade dela. É uma música muito conhecida, mas é uma música que por vezes sugere um conteúdo um tanto estigmatizante. Você não gosta de samba, você não gosta de carnaval, né? ou na Bahia, atrás do trio elétrico, só não vai quem já morreu. Quer dizer, o magnetismo do trio elétrico arrebatando multidões. Se você não vai, você já morreu.

Por caminhos lúdicos, brincalhões, mas provocantes, você também tá dizendo, se você não gosta de trio elétrico, você já morreu. Tem um conteúdo estigmatizante. Então, aonde eu quero chegar? É possível que nesse período de carnaval muitas pessoas se sintam culpadas por não se identificar com o carnaval. Faz sentido o que eu tô dizendo? Vou repetir. É possível que nesse período de carnaval, que já começou antes do feriado, né, eh, muitas pessoas se sintam culpadas porque não se identificam com o carnaval, posto que, nossa, tá todo mundo na rua. Bom, eu tô hoje abordando o tema e tô começando por aí. Ninguém é obrigado a ser feliz. O obrigado aí tem uma sutileza.

É a felicidade dos outros ou é a felicidade que se estabeleceu dentro de uma expectativa culturalmente aceita e replicada a granel? A felicidade imposta, por vezes, a felicidade da propaganda, a felicidade do comercial de margarina. felicidade opressora, a felicidade tóxica. Então, a gente vai tentar fazer muito rapidamente hoje no papo das 9 uma leitura das expectativas que a gente deveria ter em vida sobre felicidade. A primeira delas, eu já tô aqui na comissão de frente, olha, analogia do carnaval, na comissão de frente do bloco do papo das. Eu já vou dizendo assim: "Não é um problema não gostar ou não se identificar com o carnaval".

Aliás, deixa eu compartilhar com vocês a memória de uma reportagem publicada já tem por baixo aí 15 anos aqui no Rio de Janeiro, no suplemento da revista Veja, Veja Rio, fez uma pesquisa ampla, salvo engano, uma pesquisa Ibope, procurando mapear entre cariocas quais, quantos cariocas gostavam de carnaval. Vejam vocês, a maioria da população do Rio de Janeiro não gosta de carnaval. É o que diz essa pesquisa que já tem um tempo. Nunca mais vi outra pesquisa dessa ser feita. Só para dizer que a multidão visível nem sempre corresponde a uma multidão eventualmente ainda maior, que não é visível, mas que não tá vibrando na mesma frequência. Deixa eu virar a página do carnaval.

Feliz carnaval para quem curte. Vida que segue. Não tô aqui para falar mal de carnaval. Tô refletindo sobre o que é ser feliz ou ninguém é obrigado a ser feliz. Então, temos aqui, já que eu mencionei a questão da positividade tóxica, que é a dificuldade que muita gente tem de descobrir no seu cotidiano, na sua vida, o lugar aonde a melancolia, a tristeza, o desânimo tem lugar e não aceitam isso e rejeitam esse estado de espírito de uma forma muito virulenta. A positividade tóxica, portanto, é aquela que determina como padrão um sorriso sempre estampado no rosto, um bom humor invencível e uma capacidade de você fluir o tempo todo, como se fosse assim algo inerente à sua natureza.

Bom, se algo inerente à sua natureza aí que me assiste, palmas para você. Eu não conheço ninguém, eu não conheço ninguém que consiga vibrar sempre numa frequência olímpica de positividade. Isso pode ser explicado. Aí eu vou fazer a primeira concessão aqui. a linha de fé que eu sigo, mas você não sendo espírita não tem problema nenhum, mas é uma informação relevante. No Evangelho Segundo Espiritismo, no capítulo 5to, em que você vai desdobrar as bem-aventuranças, bem-aventurados os aflitos.

Aí vem uma mensagem que foi assinada por Santo Agostinho, Paris, 1863, que diz o seguinte: "Eu não vou ler a mensagem toda, mas começa assim: Será a Terra um lugar de gozo, um paraíso de delícias?" E a mensagem vai desdobrando toda uma condição do nosso nível evolutivo, pelo acúmulo de imperfeições que ainda possuímos, a dificuldade de você praticar no dia a dia aquilo que você ainda não é, mas está a caminho de ser e precisa exercitar. Tá aí aquela história, como diz o poeta Carlos Drummão de Andrade, amar se aprende amando.

Ainda que eu não consiga exercitar o amor no nível crístico [risadas] do que o evangelho preconiza como sendo o verdadeiro amor, eu não vou chegar lá por decreto a medida provisória. Vou chegar lá procurando exercitar isso no dia a dia, na medida das minhas possibilidades, posto que eu ainda não tenho essa condição, eu gosto da palavra fluir, de fluir, de eu não me incomodar tanto com questões questiúnculas do dia a dia que eventualmente tem o poder de me deixar mal humorado, chateado e contrariado, porque o meu nível evolutivo e as a psicosfera ao meu redor, que é a psicosfera da Terra é pesada.

O campo eletromagnético do nosso planeta é pesado e é pesado pela soma das irradiações de mais de 8 bilhões de almas encarnadas, invigilantes, que realizam escolhas por vezes infelizes contra si próprias ou contra o grupo em que está inserido, a sociedade à qual pertence. Então, a gente tem uma um intercâmbio de influências aqui no nível evolutivo que estamos transitando num planeta que ainda é, na visão dos espíritas de provas e expiações. Vamos, vamos dizer o seguinte, o problema não é o planeta, é quem está por aqui, nós. E nós determinamos a qualidade vibracional disso que tá por aqui.

Portanto, positividade tóxica é algo que vem sendo estudado a livros, há trabalhos publicados, determinando um risco pra saúde mental, uma condição de positividade tóxica. Você simula ser uma pessoa que você ainda não é. Você forja uma personalidade que não combina com o seu verdadeiro eu. Você está se corrompendo. Eu já contei essa história aqui. Quando eu me enamorei da doutrina espírita com 20 e poucos anos.

Eu fiquei tão deslumbrado, tão entusiasmado, tão identificado com a doutrina espírita, que isso determinou um abalo sísmico no meu ser, que durante aproximadamente um ano eu entendi, para mim fazia sentido a condição de ser um espírito imortal, de ser um espírito em mais uma jornada evolutiva na Terra reencarnação. Entendi que deveria fazer dessa vida, a última vida na Terra. Eu vou fazer, ah, já que eu sei tudo isso, eu vou me esforçar o máximo para fazer dessa encarnação a última nesse planeta por um determinismo evolutivo. Vou vou zerar o caixa. [risadas] Então, familiares, amigos, todo mundo ficou aí. O André tá meio assim, meio assado, tá meio estranho.

E eu tava lá fazendo essa reconfiguração interna e elegendo metas e realizando procedimentos que destoavam um pouco da minha rotina usual. Então, em certa medida, houve uma ruptura. Depois de pouco mais de um ano, eu percebi que eu tava em algum lugar que não me fazia muito bem. E a minha vozinha que eu adotei, Gabriela Vieira Gomes, do Centro Espírita Joana de Angeles em Copacabana, já desencarnada. Eu adotei essa senhora como vó. Conversamos sobre isso e ela falou com todas as letras, mas ela puxou, na verdade, o assunto. A gente tinha muita afinidade. Ela puxou o assunto dizendo assim: "Você não está bem, meu neto?" Ela portuguesa, né? Não estás bem, não estás bem?

Vamos conversar, vamos conversar. E aí no confessionário, entre aspas, eu fui batendo, né, com ela assim esse momento e ela me deu uma bronca. Ela era muito direta, né, e o jeito dela se comunicar, não apenas comigo, mas com os mais jovens da instituição, era muito assim, tô aqui para ser simpática, não, vou falar o que é do jeito que eu sei falar. E mandou assim na lata. falou assim: "Você não tá fazendo bom uso desse conhecimento que a doutrina lhe traz. A doutrina não pede isso, ela não exige isso. A gente não tem que fazer isso com a gente. A bem dizer isso é uma violência.

Você precisa fazer o que você normalmente faria, claro, dentro de uma perspectiva ética e moral que você já assimilou de alguma forma, mas sem deixar de ser espontaneamente quem você é. Foi um ensinamento valiosíssimo para mim. Então, eu entendi que eu não deveria precipitar etapas ou eliminar etapas. Eu deveria respeitar o tempo que cada jornada evolutiva, cada encarnação, se preferir, se você não é reencarnacionista, que cada vida, cada um de nós vai ter uma dinâmica, um ritmo, um jeito de fazer as coisas. E quando você não respeita esse tempo que é seu, você promove um desastre que implica ou tem implicações severas sobre sua saúde mental.

Ainda nessa linha da gente não se violentar, já como espírita, eu chorei perda de entes queridos, entre os quais meu pai e minha mãe, e percebi que algumas pessoas, não em relação a mim, com meu pai e minha mãe, mas quando eram com os outros chegava a mim assim a perplexidade às vezes que alguns espíritas têm num veló. no enterro, numa cremação, alguém que se desespírita chorar e chorar copiosamente. Eu sempre achei isso muito eh uma demonstração explícita da falta de entendimento do que seria ser espírita no momento de dor. Quer dizer que eu não posso chorar se houver perda dos entes queridos, porque eu sou espírita. Para com isso. Não tem nada a ver. Nada a ver mesmo.

E eu não tenho realmente nenhum pudor, nenhum constrangimento, mesmo tendo a clareza de que a morte não existe, mesmo tendo a fé robusta mesmo de que os laços de amor são imperecíveis e que aqueles que partiram e que eu tenho saudade, que eu construí laços de amor, de afeto, muito, muito profundos, nós nos reencontraremos em outra outra oportunidade, eventualmente em outra dimensão, em outra vida. Mas não tem nada a ver você e porque se diz ou se sente uma pessoa com fé, você tá privado da dor da perda? Não, você não está privado da dor da perda. Então tem outra questão aí quando a gente diz ninguém é obrigado a ser feliz é você não se obrigar a simular o que você não é.

Na perda dos entes queridos tá doendo, chora porque você é humano. Ah, mas eu não acredito na morte. Não se trata de não acreditar na morte. Na resolução física aquela pessoa na sua resolução material no seu corpo, ela não estará mais com você. Acabou. Ponto. Não teremos mais a a condição de dar um abraço, de ouvir a voz da pessoa, de sentir o cheiro da pessoa, de conversar com a pessoa, de tê-la por perto ou de saber que ela está por perto. Isso machuca. Ah, mas não era para machucar, já que você acredita em vida após a morte. Tem nada a ver. Não tem nada a ver.

Uma pessoa que tá viajando, vai fazer uma viagem mais longa, pais que deixam o filho viajar pela primeira vez, ou o filho vai fazer, vai estudar ou vai trabalhar em outra cidade, outro estado, outro país, leva na rodoviária, leva no aeroporto, você não vai se emocionar. Ah, não vou chorar porque eu sou espírita. Pelo amor de Deus, todo respeito, não faz sentido algum. Da mesma forma, portanto, o luto. O luto é algo que, independentemente da firmeza da tua fé, da tua crença, se você tem uma religião, o que seja, o luto precisa ser respeitado. É uma condição de saúde. E o que é o luto? é o tempo que cada um de nós precisa para se reestruturar emocionalmente, psiquicamente, da perda de uma pessoa muito importante na vida da gente.

A a religião ou a fé numa força superior, a fé na vida após a morte dá uma sustentação muito importante para que esse luto se resolva de uma maneira, provavelmente, na maioria dos casos, mais célere. Mas isso não elimina a dor. Então vamos lá. Ninguém é obrigado a ser feliz. Eu vou dizer para vocês resumidamente aqui algo que eu já comentei no varejo, em prestações no papo das, dois momentos fundamentais para mim nessa existência que determinaram uma maior lucidez sobre o sentido da vida e nenhuma expectativa em relação a ser feliz como no comercial de margarina ou como os filmes de Hollywood. Felizes para sempre.

Felizes para sempre é uma frase que nessa encarnação não faz sentido para mim, pode fazer para você. É, é algo que ainda não está colocado no mesmo degrau, na mesma prateleira das minhas possibilidades. Então, preciso entender quem sou eu para perceber os as o fluxo e o refluxo da vida, os bons momentos e os maus momentos, como lidar com eles. Aí eu me lembrei e vou trazer para vocês o capítulo de um livro, esse aqui que eu escrevi, sabedoria no dia a dia, que celebrou justamente o aniversário do Papa das. Quem tiver o livro, dá uma lida depois no capítulo 23, em que eu falo do homem mais feliz do mundo, eleito pela Universidade de Viskansin, nos Estados Unidos.

Doutor em biologia molecular e monge budista no Nepal, mas ele é francês, o senor Mati Ricard. Ele virou uma celebridade mundial porque teve muita repercussão. A pesquisa feita pela Universidade dos Estados Unidos de Vicecansin, que mediu eh eles eles desenvolveram uma metodologia para descobrir o quanto cada um de nós é ou não feliz. Centenas de voluntários se prontificaram a ser cobaias desse dessa ferição, dessa análise. E o Dr. Mati Ricard foi convidado. Você não quer participar não? Tudo bem, eu vou nessa. Uma bateria de ressonâncias magnéticas nucleares que mediram as reações do cérebro a diferentes estímulos. positivos, alegria, prazer, felicidade e negativos, raiva, estresse, aborrecimento.

Então, você determinava eh essas esses impulsos que remetem a prazer e dor. Prazer e dor. E o Matthieu Ricard obteve, esse monge budista que é doutor em biologia molecular, ele obteve os melhores resultados. Então ele foi considerado a pessoa mais feliz do mundo. Por aí os estudiosos lá da universidade, ele conseguia registrar ampla capacidade de desfrutar dos momentos positivos e não se mostrava tão vulnerável aos estímulos negativos da vida. Agora esse senhor, o Matias Ricardo, rejeitava peremptoriamente a o rótulo assim: "É, você é o homem mais feliz do mundo." Não sou não. Isso aí tá errado. Eu não não aceito. Não é não aceito. As declarações dele dizem assim: "Eu eu não me sinto assim.

Eu acho que a gente não deveria seguir nessa direção. E ele afirmou que o estudo, quer dizer, o estudo mapeou a maior ativação do da área do cérebro relacionada à compaixão. É a visão dele. Ele acha que ele foi bem-sucedido nesse estudo pela capacidade de exercitar a compaixão. que também em várias entrevistas disse: "Além do exercício da compaixão, a meditação certamente influenciou no resultado final dessa pesquisa. Portanto, para o senhor Mat Ricard, o segredo da felicidade é uma vida com altruísmo e compaixão.

Então é interessante como é que a gente aí no capítulo eu faço essa correlação do exercício de um budista, de um monge budista, com a a meditação regular, disciplinada, práticas, exercícios de meditação e a compaixão, o exercício de distribuir afeto, de se colocar no lugar do outro. E nesse nessa rotina ele não se apoquentar com tanta facilidade em relação aos reveses da vida e desfrutar ao máximo dos momentos felizes da existência. Então, eu achei que valeria a pena compartilhar essa história no livro e no capítulo eu lembro de Jesus, porque Jesus era um praticante da meditação, da oração e exercitava o bem. No espiritismo, no espiritismo temos o lema que foi cunhado por Kardec.

Isso não foi espiritualidade superior, não. Se foi, foi intuindo Kardec, foi dele um escrito na época se contrapondo a uma visão da igreja no século XIX em França, que falava que fora da verdade não há salvação. Aí Kardec escreve um texto dizendo: "Na verdade, fora da caridade não há salvação. E caridade não é esmola. Caridade é o exercício amoroso na direção justamente desse amor renúncia, desse amor sacrifício, desse amor doação, que é o amor preconizado, defendido, praticado por Jesus.

Fizemos essas reflexões aqui, quem te quiser o livro Sabedoria no dia a dia, aliás hoje não é dia 8, hoje é o último dia, abrindo esse parêntese que a Candeia, a editora Candeia disponibiliza todos os meus livros e todos os meus livros estão com 100% dos direitos autorais cedidos para instituições filantrópicas. Esse daqui por acaso, vai pras pro centro espírita nosso lar, as casas André Luiz, que acolhem pessoas com paralisia cerebral ou física. Trabalho muito bonito em Guarulhos, que eu estive lá duas vezes vendo de perto.

Precisam muito de ajuda, mas enfim, o homem mais feliz do mundo diz: "Eu não sou o homem mais feliz do mundo não, mas eu tô fazendo a minha parte aqui para ter saúde física, mental, espiritual. A gente vai ver aqui, eu já citei em algumas edições do papo, poxa, eu vou fazer 6 anos de papo das 9. É claro que a gente traz o que é bom, a gente traz de novo. Minha colega Miram Leitão escreveu um livro chamado Refúgio no Sábado e tem um capítulo falando da tristeza, dizendo que a tristeza tem o seu lugar.

O título hoje aqui, a o mote do nosso papo das ve: "Ninguém é obrigado a ser feliz dentro dessa utopia da felicidade absoluta, da felicidade que não não deixa de estar presente e a a gente ambicionando a felicidade o tempo todo." Isso é tão nefasto, né? por várias razões. E a Miriam coloca aqui, eu vou repetir os trechos do capítulo A tristeza tem o seu lugar, capítulo 15 do livro Refúgio no sábado. você já sentiu aquela tristeza fina, aquela certeza de que há algo errado em sua vida? Pois ela pode ser criativa, pode ser um pedido de descanso, pode ser o alerta de que sua mente precisa de espaço para pensar e eventualmente tomar decisões.

É, é bonita essa forma como ela fala da tristeza fina. Para mim, a tristeza fina, ela vem por vezes quando eu vou acordar de manhã, é como se antes de abrir os olhos e acordar, a minha mente já tivesse saturada de tudo que eu não fiz ainda, todas as minhas preocupações, todas as demandas. E isso não é um jeito legal de começar o dia. Eu percebo que na largada do meu dia eu já tenho que trabalhar, trabalhar mesmo. Aí é a minha consciência, ser refratária a maneira como essa tristeza fina, que é a leitura que eu faço do texto da Miram na minha vida. É um momento recorrente das frustrações, das impossibilidades, do que não deu certo, do que poderia ser melhor. É enxergar a metade vazia do copo.

Isso não ajuda em nada. Isso é autossabotagem, autodepred, diz ela, a gente se dá pouco tempo para reflexão. Tudo é muito agitado. Tristeza virou sinônimo de depressão a ser tratada com remédio. Um esporte radical, uma festa em que exibiremos o sorriso falso na pista de dança. Ninguém pode estar triste. é logo aconselhado a fazer tratamento médico e no consultório recebe a receita de um tarja preta ou vermelha. No livro 1984 de George Orwell sobre a distopia da sociedade perfeita, as pessoas tinham de tomar a pílula da felicidade diariamente, porque estar feliz era o único estado aceitável naquele mundo autoritário. Hoje em dia, tudo é química, tudo é doença, nada é normal.

Uma criança distraída que fique olhando longamente para o infinito com frequência, será vista com preocupação pelos pais, levada ao consultório médico, sairá de lá com algum diagnóstico e a receita de um medicamento para alterar o comportamento. Aí ela conta a história dela e do irmão, gente, quando eles eram pequenos. Ela diz assim: "Fui uma criança quieta, ensmada, tímida, não gostava de ficar em lugares com pessoas que não conhecesse. Chorei meses no início do período escolar pelo pavor de enfrentar a turma. Meu irmão, um ano e meio mais velho que eu, era inquieto, agitado, meu oposto.

Eu levei minha introversão para os livros e neles mergulhei com o prazer de abrir uma janela sobre a paisagem de infinitas possibilidades. Meu irmão usou a inquietação para desenvolver vários talentos, um deles o de tocar violão, que aprendeu sozinho. Aí ela diz assim: "No dia de hoje seríamos diagnosticados, ele hiperativo, eu agora fóbica, os dois tratados como portadores de síndromes. Lembro que meus vizinhos estranhavam a quietude e o meu mutismo. Minha mãe, que teve 12 filhos, sabia respeitar a diversidade do temperamento humano.

Ela é assim mesmo, dizia: "Caminhei sem pressão para fora da concha e hoje vivo no mundo da comunicação, onde a exposição é o pressuposto." E aí ele encerra o capítulo escrito em 2015 dizendo o seguinte: "Iso, o o título do papo das 9 hoje é: Ninguém é obrigado a ser feliz". Vamos em frente. Aí vem a a Mir encerrando o capítulo. Precisamos respeitar as tr as tristezas, os recolhimentos, a reflexão. Principalmente precisamos entender as diferenças em todas as idades. O normal da vida não é ser alegre. O natural é oscilar entre momentos de alegria e de tristeza. Assim é a vida. Muita ideia boa nasceu de uma hora de introspecção ou do sentimento de tristeza. que nos silencia em certos dias.

Se acordou assim, querendo o silêncio e o mergulho em uma tristeza que chegou de algum ponto, deixe-se ficar no seu canto. O belo da vida é que os dias não são iguais, nem nós somos os mesmos todos os dias. Lindo, lindo, lindo. Eu me identifico completamente com essa visão e me entristeço quando eu vejo. E isso independe faixa etária, mas eu tenho visto muitos jovens embarcando nessa ditadura da eterna alegria. É uma expressão que eu uso nas minhas palestras sobre prevenção do suicídio. A ditadura da eterna alegria.

Seja nas redes sociais, você sempre vai ter o cuidado e quase obsessivo, frenético, de ficar se mostrando pro grande público como alguém que tá sempre de bem com a vida, tá sempre feliz, tá sempre alegre, tá sempre desfrutando prazeres inomináveis, etc, etc. Então, a ditadura da eterna alegria é aquela que você mostra o que você não é de fato. Essa ruptura com você, o eu verdadeiro é que é o grande risco, que é a gente passar a ter um comportamento que não é condizente com a nossa verdade, né? E isso é muito triste, porque você vai buscar então a qualquer custo, um estado perene de alegria e felicidade.

Então tem o risco de você buscar nas drogas lícitas ou ilícitas o prazer, a alegria, confundidos com felicidade, constantes. E isso traz problemas, deixa sequelas. É evidente, droga, a gente já falou muito sobre isso aqui, é uma substância que tem o poder de alterar o seu sistema nervoso. Existem as drogas lícitas e ilícitas, todas são drogas. As drogas ilícitas, cigarro é uma droga. Fumar um cigarro altera, já é suficiente para alterar um sistema nervoso. Da mesma forma, um copo de cerveja ou de vinho altera o sistema nervoso. Veja, altera, mas a vida segue. razão pela qual, ainda que haja em relação ao álcool recorrentemente o risco da dependência química com o álcool.

E ainda que o cigarro, de forma tão bem fundamentada e comprovada, lenta e progressivamente, além de causar dependência da nicotina, depreda a sua função respiratória e agrava riscos de ataque cardíaco, AVC, etc. Uma lista, mas são drogas lícitas. as drogas ilícitas, né? Quando você fala do craque, que é a droga que vicia mais rápido, é terrível o craque é a mais barata e a que vicia mais rápido. Quando você fala da eh maconha, que seria um capítulo a parte pra gente conversar, embora seja de fato uma droga e de fato traga riscos, ela é estigmatizada de uma forma muito mais virulenta do que o cigarro a bebida no Brasil. É uma coisa interessante culturalmente, né?

São réguas diferentes para medir droga, cocaína, drogas indietáveis. São, é uma coleção, é um farnel. Meu amigo Paulo Pio do Perseverança escreve maravilhosamente sobre esse livro, sobre esse assunto em livros que eu já indiquei aqui. Cada droga, sua tipologia, seus riscos, como prevenir? Vale a pena conferir esse trabalho. As pessoas usam drogas para buscarem, por vezes, a felicidade prometida e não realizada, a expectativa da felicidade. O consumismo é outra janela que por vezes se abre em almas vazias que estão procurando a qualquer custo a felicidade acham que a acumulação de bens e posses vai saciar esse desejo de se sentirem bem. Não, porque eu tenho, eu possuo.

Por vezes até o prazer da ostentação, eu posso, você não pode, que já é uma um agravamento desse estado quase patológico daumania. Oumania, se você quiser pesquisar, é a compulsão pelo consumo. É o consumo em completo desequilíbrio. A pessoa não tem limite, ela compra porque tem prazer de comprar. embrulho é que eu vou levar e você leva para casa e às vezes nem abre o embrulho ou não usa aquilo. Compra, compra, compra, compra, compra assim de vida. Não raro. É muito triste isso. Eu tive uma aluna, certa vez na PUC, obviamente eu não vou identificar em público, que quando discutimos a questão do consumo e do consumismo, qual é a diferença?

Isso tem uma pegada ambiental e climática, por isso eu falo disso em sala de aula. O impacto do consumismo sobre o meio ambiente é uma coisa fácil de você demonstrar e bem fundamentada e estudada. Eu falei da onomania, que é a compulsão pelo consumo e é uma patologia. E essa aluna levantou o dedo perante os colegas e contou uma história incrível dela, se declarando exatamente umaomaníaca. E ela tinha três, quatro, cinco cartões de crédito, ia pagando com dinheiro que ela não tinha tudo aquilo. quando começou a vir fatura, quando ela entrou no SPC e quando os pais descobriram isso, os pais conversaram com ela, descobriram que ela não estava, digamos, no melhor domínio das próprias faculdades mentais, ela tava vulnerável a essa compulsão.

Suspenderam todos os cartões, pagaram as dívidas e a menina aceitou fazer um tratamento. E ela falou na Pontifícia Universidade Católica perante os colegas sobre essa experiência de ter sido alguém vulnerável ao consumismo no nível patológico. Agora, quando você reflete sobre isso, por que que existe o frenesi das compras? O que nos leva a consumir o que nós não necessitamos ou precisamos? Por que precisamos ter tantos sonhos de consumo plasmando uma vida abastada, como se aquilo fosse a melhor tradução de felicidade? Se isso bastasse para ser feliz, não teríamos tantos ricos. Eu conheço alguns que claramente não são pessoas felizes, são pessoas que trazem questões.

Eu não quero afirmar isso porque eu não tô aí também para ficar bancando o psicólogo que eu não sou. Mas é muito, por vezes, visível. Distorções, desequilíbrios, ansiedades, angústias que o dinheiro não resolve. André, mas eu queria ter o problema do rico. Vai ver qual é o problema do pobre, do miserável, que não tem o que comer, não tem onde morar. Eh, é claro que as necessidades materiais, quando resolvidas determinam em nós uma certa saciedade, uma tranquilidade importante. O que eu tô querendo dizer é outra coisa, é a expectativa de que a acumulação de bens e posse seja traduzida como uma solução definitiva projeto de ser feliz.

Desculpa, não vou ter tempo aqui para entrar em detalhes de quem já se debruçou sobre esse assunto. Há um livro fenomenal. Ainda em catálogo, o livro não é novo. O Ser e o Ter de Eric Fron. É um livraço assim. Se você tá com a disposição de penetrar com a devida profundidade nos meandros do entendimento de que expectativas se deve ter em relação ao modo ter e o modo ser, que é como o Eric Fron coloca essas questões, você vai ter acesso a um banquete monumental. Um banquete monumental. Bom, deixa eu então. Eu fiz a minha listinha porque eu não posso deixar de falar. Sim.

Eh, na verdade, papo das 9 não precisa hoje até às 10 já tá a banda começando a fazer o seu movimento lá embaixo de carnaval, né? Pré-carnaval. Eu queria encerrar dando mais um depoimento pessoal. Quem me conhece daqui já ouviu falar disso. Houve dois momentos da minha vida que eu percebi que eu tava realizando movimentos importantíssimos paraa construção de uma felicidade mais real, palpável e duradoura, ainda que não blindada a episódios de tristeza, desânimo, melancolia, ansiedade, porque eu sou humano. O primeiro momento foi quando eu aceitei quem sou eu, quando eu procurei aceitar quem eu sou. Parece algo simples, mas não é você aceitar-se.

Aceitar-se mesmo no sentido de não simular o que você não é, não fingir o que você não é. Quando a gente consegue fazer esse movimento, é uma conquista no nível pessoal fantástica. Então eu recomendo expressamente a todas as pessoas, pela razão que for, que estejam vivendo um conflito, uma dualidade, né? Ah, porque eu tenho que ser assim porque meus amigos esperam que eu seja assim. Eu tenho que ser assim porque meus pais querem que eu seja assim, mas você já tá crescidinho ou crescidinha e você não necessariamente precisa convergir em tudo com seus pais. Não é feio contrariar os pais quando o que está em jogo é você na sua plenitude, na construção da sua personalidade.

E os pais de verdade vão perceber que não podem impor que os filhos sejam clones do que eles projetam. Você tem que seguir essa profissão, você tem que gostar dessa música, você tem que praticar esse esporte. Claro, na infância é saudável. Eu, por exemplo, tive pais que falaram assim: "Filho, tem que mexer o corpo, a gente vai matricular você. O que que você quer fazer?" natação, vôlei. Eu tive o privilégio de ter pais que conseguiram custear na minha infância atividades esportivas que eu espontaneamente eu não tava com essa vontade, mas era importante paraa minha constituição física. Eh, eu tinha bronquite asmática, natação era uma coisa legal. Eu fui convencido a fazer a natação.

Dona Márcia, minha mãe me levava na piscina do Fluminense aqui perto de casa pro tio Max, que era o professor famoso lá de várias gerações de nadadores amadores no Fluminense. 5:30 da manhã, lábio roxo. Cara, não era piscina aquecida não. Eu falava: "Isso é tortura". Mas melhorou minha condição respiratória. Opa, maravilha. Estamos indo agora. Quando você cresce, você não é obrigado. Quando você começa a ter autonomia de voo, os pais têm que dar força paraas escolhas que você fizer. Ah, eu queria que meu filho fosse médico, mas o filho resolveu ser eh tocador de triângulo numa banda de forró. E você vai falar: "Bom, isso te faz feliz, filho?" Ah, é o que eu mais quero no mundo. Eu adoro.

Eu sou percussionista. Na banda eu tenho triângulo, mas em outra eu sou. Eu toco percussão de uma forma diferente. OK. Eh, eu me lembro quando eu decidi, ainda estudando o jornalismo, ter aula de bateria. Meu pai, professor, lia e corrigia trabalhos em casa, professor universitário, minha mãe também professora. Imagina o que que é para uma família de classe média, sem muito espaço em casa, de repente tem um filho que quer aprender bateria, cara, e tocar bateria. E eles aceitaram. Eu não esqueço o meu pai, era óbvio que para ele, para ele, ele não era conveniente ter um filho baterista em casa, mas ele nunca disse: "Eu não quero que você faça". Nunca.

Eu tenho uma gratidão enorme por ele por causa disso e pelo fato dele também ter aceito eu ser espírita sendo um católico que quase foi padre daqueles que assistem a missa do galo no Natal em frente à televisão se ajoelhando na hora que a missa é para ajoelhar, para sentar, para ficar de pé ali em casa assistindo a missa do galo, seguir isso daí. Portanto, um católico nesse nível, aceitando o filho que chega e diz assim: "Pai, eu sou, eu tô indo em centro espírita, eu tô lendo sobre a doutrina. Eu só queria te dizer que eu tô seguindo esse caminho. Ele jamais fez qualquer crítica, cara. Eu tenho por ele um reconhecimento incrível nesse sentido, essa flexibilidade de perceber.

Ele era um educador, né? Ele era educador e graças a Deus um educador que percebeu em casa a necessidade de praticar o que provavelmente ele entendia como sendo certo. Então vamos lá, dois movimentos. O primeiro, eu me aceitar como eu sou e eu ter a condição de realizar o meu projeto. Se ele não der certo, se uma escolha minha não for bem-sucedida, se eu enveredar por um caminho que eu me arrependa depois, é assunto meu. Eu preciso ser o responsável pelos meus acertos e eu preciso ser o responsável pelos meus erros. É assim que a gente cresce na vida. Quando eu descobri isso, eu falei: "Aleluia! Amém. Aché. Opa, isso é importante. Que bom que eu cheguei rápido.

Já tem uns anos que eu cheguei aí. Um outro ponto que eu acho muito importante, para mim foi muito importante, é a convicção de que a morte não existe. Aí é um assunto muito pessoal de cada um. Cada um acredita no que quiser, mas não me pautar pela morte física, não determinar a morte física como o fim. Não entender que ao final da vida orgânica tem um ponto em vez de uma vírgula. Cara, isso foi para mim libertador, um fardo, porque quando a gente especula com a ideia da morte, aquilo vira um assunto recorrente. É como se fosse uma nuvenzinha carregada que tá por perto, porque e a morte? E a morte, mas a morte quando vier e será que eu morro amanhã? Será que eu morro daqui a 50 anos?

Como é que é isso? Sabe quando você entrega a Deus, fala assim: "A morte física virá, eu não estarei mais vinculado ao corpo. Eu seguirei viagem e isso será, portanto, a minha régua, em relação com as escolhas que eu farei aqui em vida, mas em favor do espírito imortal. Há movimentos, há exercícios, há práticas que são boas pra gente aqui e serão tão boas ou melhores ainda quando a gente não tiver mais aqui. Tudo isso, portanto, tem a sua razão de ser. São os dois movimentos que me ajudam, já que o título é: "Ninguém é obrigado a ser feliz", mas a gente deveria prestar muita atenção nas armadilhas de uma cultura que preconiza como objetivo a felicidade absoluta, plena, o êxtase.

Todo dia é dia de êxtase. Pelo amor de Deus. Pelo amor de Deus. Então, tá chegando ao fim o papo das 9. Para quem gosta de carnaval, bom carnaval. Para quem não gosta de carnaval, que você realize as melhores escolhas nesse período, sem se medir pela régua dos outros, fazendo o que lhe convém do jeito que você quiser. E assim somos felizes. Eu vou encerrar o papo lembrando aqui uma situação. Olha quem tá aqui. Vem cá, vem. Ó, outro motivo de felicidade aqui comigo, ó, dona Lola. Coisinha linda. Ela fica tão quando tem tempestade que tá trovoada, trovão, né? Ou quando tem bloco de carnaval. Olha o que ela fica tão assim tensa e a gente entende, né, Lulinha?

Ô meu amorzinho, dá tchau lá para eles. Tchau, pessoal. Bom papo das 9 para vocês. Eita, Deus. Acho que ela tá querendo ir o banheirinho. >> Quer ser agora? [risadas] Então pessoal, fiquem com Deus. Ótima semana até quarta-feira, se Deus quiser. E vamos nessa. Vamos nessa. Seguindo a vida da forma que a vida nos oferece, aproveitando boas oportunidades, desprezando aquelas que não nos pareçam adequadas, sendo feliz do seu jeito. E quando não tiver num dia feliz, tristeza fina é aquela que vem e vai e pode ser inspiradora para outros movimentos. Valeu,

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