Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Aê! Bom dia. Sexta-feira, último dia de férias deste que vos fala. Já dei um tapa aí cortando o cabelo que já tava desgrenhado, que eu adoro. Deixa ele crescer e vamos que vamos. Mas aí quem trabalha em televisão, a gente tem que ter um certo cuidado. E eu acho que pra televisão em particular, no vídeo a gente fica menos [risadas] desgrenhado, o cabelo fica meio esquisito. O G chakra quebrou um tabu, [risadas] mas eu fico melhor assim. A barba eu vou deixar para fazer amanhã por conta do retorno das minhas atividades exatamente neste sábado. Muito feliz de estar aqui com vocês.
Eu queria começar o Papa das Novas pedindo licença para eh prestigiar uma decisão corajosa do ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal, que decidiu suspender o pagamento dos chamados penduricálios em todos os poderes da República, poder executivo, poder legislativo e poder judiciário. Flávio Dino mexeu num vespiro e ahã em caráter liminar suspendeu. O pleno do Supremo vai decidir no próximo dia 25 desse mês daqui a pouco se essa decisão é pertinente. Obviamente, Flávio Dino se baseou, é, o que se espera de um ministro do Supremo Tribunal Federal na lei, porque não é possível o Brasil ser o país dos penduricalos. Que que é penduricálios?
Vamos mostrar aqui, ó, contar essa história direitinho. São verbas indenizatórias, as mais diversas e criativas que são incorporadas aos vencimentos, mas são, isso foi dito com todas as letras na decisão do Flávio Dino, chamadas de auxílio indenizatório sem mérito. Não há por chamar aquilo de indenização. Você não vai chamar auxílio panetone de indenização. Você não vai chamar auxílio paletó de indenização. Eh, auxílio Peru, Peru de Natal, de indenização, não tem indenização aí.
E Flávio Dino se amparou na lei porque entendeu que é preciso haver legislação específica para definir o que que é digno de um pagamento extra, que é do que se trata, porque isso vem dos poderes da República e vai decantando em estados e municípios. Aí o que que acontece? Eu vou dizer para vocês, o servidor que não foi beneficiado com auxílio Panetone, mas o seu coleguinha que trabalha num outro departamento foi, você vai reivindicar a equiparação e vai conseguir, porque aí constitui uma injustiça. Não, se ele tá ganhando, eu também quero auxílio indenizatório para você também.
E isso foi estimado por um especialista ouvido no Jornal da Globo ontem em aproximadamente 20 bilhões de reais por ano crescendo. Dinheiro meu e seu. Então, olha só, alguns exemplos citados por Flávio Dino nessa decisão de cortar os penduricalos até segunda ordem para que haja legislação amparando esses privilégios indevidos. Na minha opinião, são indevidos. Licença compensatória de um dia para cada três dias normais de trabalho. O cara trabalha três dias, tem direito a uma licença a cada três dias, um dia de licença que pode ser convertido em dinheiro. Essa licença pode ser vendida e se acumula como descanso em sábados, domingos e feriados. Isso é um privilégio.
Eh, gratificação por acúmulo de funções. Você permite que a pessoa vá pegando mais e mais e mais atribuições. Daqui a pouco ela faz direito a um auxílio compensatório, indenizatório. Auxílio locomoção, pago inclusive a quem não comprova que se locomove para trabalhar. É dinheiro nosso, público, jogado fora de forma cretina. irregular, Auxílio combustível pago, inclusive a quem não comprova gasto com insumo. Então você não usa veículos automotores, mas você tem direito a auxílio combustível e você recebe auxílio combustível. E ninguém acha isso uma aberração. Ninguém acha isso ilícito. Flávio Dino achou. Auxil saúde, independentemente da existência ou não de planos de saúde dos seus valores.
Você incorpora o vencimento auxílio saúde, não quer saber se a pessoa tem ou não tem plano, se ela tá tocando a vida dela como deve ser. Licença prêmio, também com conversão em dinheiro, acúmulo de férias por vontade própria e unilateral do servidor que podem ser convertidas em parcelas indenizatórias. Olha, gente, o Brasil tá devendo muito no quesito moralidade com o dinheiro que é nosso. Nenhum governo tem dinheiro. O poder executivo não tem dinheiro. O poder legislativo não fabrica dinheiro. O poder judiciário não produz dinheiro. O dinheiro é nosso.
A obrigação da do judiciário, do executivo e do legislativo é otimizar ao máximo os parcos recursos do nosso suor de forma ética, transparente, sem ficar fazendo, eu diria, firula. Firula chama-se penduricálio, 20 bilhões, no mínimo, de reais por ano em penduricalos. Então, Flávio Dino, eu peço licença a vocês, tô manifestando uma opinião, vocês não precisam concordar comigo, mas eu acho que essa medida ela me representa e creio que ela represente os interesses da maioria absoluta dos brasileiros que está exaurida, cansada, saturada de gente que ocupa cargo público para se locompletar.
Só para lembrar aqui quando fala assim, funcionalismo aumentou dinheiro pro fun Não, não, não tem uma elite do funcionalismo, especialmente no poder judiciário. E isso eu esqueci de falar e é importante. Uma das alegações que Flávio Dino sustenta para eliminar que determinou a suspensão do pagamento de penduricalos é o fato de em boa parte dos casos, especialmente no poder judiciário, os penduricalos ultrapassam e muito o teto do funcionalismo, que é R$ 46.366. Passou do teto, já tá ilegal, cara. e tá ilegal por outra manobra ilegal, que é o tal do auxílio indenizatório, que de indenização não não tem nada.
O Flávio Dino tem o cuidado de reportar semanticamente aonde na área do direito você pode chamar algo de indenização. Bom, parabéns, Flávio Diano. Parabéns mesmo. A gente tem que a gente critica quando tem que criticar e a gente elogia quando tem que elogiar. Isso é cidadania, né? Isso é democracia. a gente tem o direito de manifestar a opinião. E nesse caso eu queria dizer, eu sempre tive a clareza de que o Brasil é um país rico. Não falta dinheiro no Brasil para fazer o que a gente precisa fazer. Ocorre que esse dinheiro não chega onde deve. Ocorre que no meio do caminho nós temos várias questões, entre as quais os penduricos. E isso não é legal.
Bom, não é legal no sentido do da legalidade, que é o que Flávio Dino tá levantando aqui. Vamos lá. Agora sim, agora sim. [risadas] Depois de desabafar, mas um desabafo positivo. Ainda bem que tem um juiz do Supremo que se lembra da aberração que é o penduricálio. Eu não podia deixar, já me estendi um pouquinho, vou estender um pouco mais.
Eu fiquei perplexo com os discursos feitos na reabertura do poder judiciário, né, dos trabalhos, com o que disse os o que disseram os ministros Alexandre de Morais e Diastofol, justificando aquilo que parece ser, parece não é um desconforto com o código de conduta que o presidente atual do Supremo Tribunal Federal, Faquim, deseja implementar, entregou a Carmen Lúcia, única mulher, infelizmente, mente única mulher hoje do Supremo, e daqui a pouco ela tá saindo, fará a relatoria do Código de conduta do Supremo Tribunal Federal. A maioria dos juízes não se sente à vontade para se submeter a um código de conduta. É preciso dizer isso.
Isso ficou claro nos discursos que me deixaram perplexo, principalmente de Alexandre de Moraes e Dias Tofle, porque os dois praticamente se queixavam de, por serem ministros do Supremo, não poderem fazer nada. Ah, eu sou juiz do Supremo. Eu só tô autorizado a dar aula e fazer palestra. Pera aí. Você é juiz do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte. Aí você fica se ressentindo que gostaria de ficar livre, leve, solto para fazer palestra onde você quiser, ganhando o que você achar que deve, se ele prestar as devidas contas em eventos caríssimos, por vezes fora do país, patrocinado por gente que tem interesse em no encaminhamento de certos processos do Supremo.
Eu não tô dizendo que ministro que participa de evento caríssimo fora do Brasil ou no Brasil para fazer uma palestra regamente paga e os patrocinadores têm interesses no Supremo, tá? Que esse que vai fazer palestra, por ser muito bem remunerado para fazer a palestra, vai agir em favor da empresa A, B ou C. Não, não tô dizendo isso. Eu tô dizendo que não basta ser honesto, é preciso parecer honesto. Para isso, o ideal era não participar desses eventos. Ponto. Ah, mas eu não posso fazer nada. Não, você é juiz do Supremo.
Até uma questão que foi colocada, que também me deixou perplexo, os dois manifestaram de forma bastante enfática a defesa, por exemplo, de ministro do Supremo ter ações no mercado financeiro. Não, se eu quiser, eu posso comprar ações. O meu colega Carlos Alberto Sardez um comentário brilhante dizendo assim: "Não, eles não podem ter ações. Imagine um ministro do Supremo comprando ações da Petrobras, tá? E a Petrobras vira réu numa causa, né, numa ação em que se a Petrobras perder essa causa, se ação for desfavorável a Petrobras, portanto, os dividendos serão menores, os acionistas perdem dinheiro. Agora você imagina um juiz do Supremo se posicionando numa num julgamento desse.
Ah, mas eu tenho meu juízo de valor aqui. Eu não vou favorecer ninguém. Eu agirei com absoluta isenção. OK? Repito, não basta ser honesto, tem que parecer honesto. Você não pode participar desse julgamento, porque não é você pessoa física, é você pessoa jurídica. Você tem que honrar a mais alta corte do país, não permitindo qualquer suspeição. Olha, por isso tô falando tudo isso. Me desculpem, já avancei o sinal aqui. Ah, falando mais do que eu gostaria, mas esse assunto me toca muito o coração, porque o Brasil é uma democracia que, como todas as outras democracias, estão em permanente construção.
E isso só resultará em algo melhor se a sociedade estiver vigilante, estiver posicionada defendendo transparência, ética, probidade, os cuidados devidos, porque Brasília não pode ser uma bolha no Planalto Central, ignorando a realidade de um país que tem inúmeras demandas e urgências. E a gente precisa ter transparência ética, precisa ter nenhuma suspeição sobre nenhum juiz do Supremo. Não pode haver suspeição. #prontofalei. Amém. Pedindo aqui o amparo, a ajuda, a inspiração dos amigos invisíveis para darmos, enfim, início ao papo das com uma reflexão inspirada numa página que a gente possa abrir aqui ao acaso.
Como o acaso não existe, eu tô pedindo a ajuda desses amigos invisíveis para que eu possa ser um meio adequado, uma ferramenta útil, um instrumento fiel ao propósito dessa mensagem nesta manhã pro grupo que nos acompanha aqui ao vivo e depois assistirá gravado. Tem um público que vê depois. Então vamos lá. Eita Lembre-se de que o amor ao próximo é o segredo da nossa felicidade. Não fale mal de ninguém, não tenha raiva, não cultive ódios em seu coração. A irritação e o ódio são venenos que atacam o fígado e descontrolam o sistema nervoso. Aprenda a relevar e esquecer para ter seu coração em paz. e não sofrerem sua saúde. A serenidade é o segredo das vidas longas e felizes.
É muito interessante eu ter aberto essa mensagem depois de quase 15 minutos de uma digressão de improviso em favor de uma liminar, uma decisão em caráter liminar do ministro Flávio Dino, proibindo penduricalos na República Federativa do Brasil. Imagino que o meu comentário tenha determinado, talvez, algumas reações mais calorosas, calhentes, determinando, por vezes uma raiva ou sentimentos ainda mais hostis. Eu preciso aqui separar raiva ou ódio de indignação. Não são a mesma coisa. É, é o que eu vou falar aqui. Depois a gente chega no na essência da mensagem do pastorino, que é muito importante. É preciso separar raiva, ódio de indignação. Indignação é um sentimento necessário.
Jesus foi uma pessoa indignada contra o uso da fé de maneira dogmática, que não permitia uma comunicação nossa com Deus de maneira mais direta, baseada no sentimento puro, verdadeiro, legítimo, que brota do coração, sem intermediários e sem rituais. Jesus indignouuse-se. Ele irritou os doutores da lei. Eu tô citando um exemplo. A indignação ela, nem tô falando do episódio dos vendilhões do templo, tá?
A indignação, ela é o fator determinante de Mahatm Gand, mensageiro da paz, ter conseguido, depois de muita mobilização na Índia colonizada pelos ingleses, expulsar os colonizadores sem ter organizado nenhum levante sangrento, sem ter disparado um tiro sequer a indignação de Gand, promovendo movimentos que tornaram a vida dos ingleses extremamente desconfortável e economicamente inviável na Índia. Então, eu poderia dar outros exemplos, vários, né? Mas eu vou ficando nesses pra gente ter a clareza de que a indignação ela precisa ter lugar no mundo.
Porque o mundo para ser transformado, pra gente constranger quem depreda o espírito público, quem usa um cargo importante para se locompletar e não respeitar o cargo atendendo ao clamor e aos interesses coletivos. Se a gente não se indigna, as desigualdades, as assimetrias, os penduricálios continuam. Isto posto seguindo em frente. Quando o pastorino recomenda, "Não fale mal de ninguém, não tenha raiva, não cultive ódios em seu coração, ele tá falando de uma medida profilática, terapêutica, que diz respeito à nossa saúde física, mental, espiritual.
O hater, por exemplo, que é uma expressão em inglês que designa quem nas redes sociais não faz outra coisa senão xingar, senão caluniar, senão consumir tempo, energia, procurando irritar e desgastar alguma outra pessoa que esse hater quer destruir. [risadas] Bom, eh, do ponto de vista espiritual, você ser assumidamente um hater é você ser um suicida inconsciente. Você tá depredando as melhores condições suas, energéticas, espirituais, que lhe dão suporte, lhe dão longevidade, lhe dão bem-estar, lhe dão equilíbrio, lhe dão serenidade. Portanto, a prática do ódio e da raiva depredam as melhores condições de saúde e navegabilidade.
Sabe, uma mente sadia, um coração leve, um sono tranquilo, uma consciência tranquila. Isso não é possível quando a gente tem o ódio como norte magnético da bússola. Aí vem ele. Isso 1960. A a medicina de lá para cá só confirmou o que eu vou ler agora. A irritação e o ódio são venenos que atacam o fígado e descontrolam o sistema nervoso. Pergunte para qualquer psiquiatra ou psicólogo minimamente bem informado sobre a literatura, o que diz sobre estados febr de ódio e de raiva, isso atenta contra o seu equilíbrio. A Rosana tá dizendo que eu sumi da Globo News. Pois é, tô de férias, tem a reprise do Cidades e Soluções.
Eh, eu vou dar um tempo do Emuta e do estúdio I, já que você perguntou, por conta de trabalhos que me foram confiados pela direção do canal, na verdade direção da Globo, no ano eleitoral para produzir coisas especiais aí, mas eu falo sobre isso em algum momento, não agora. Aprenda a relevar e a esquecer para ter seu coração em paz e não sofrer em sua saúde. É do que estamos falando. A serenidade é o segredo das vidas longas e felizes. Uma vida longa e uma vida feliz, mas sem perder a indignação, a capacidade de colocar o dedo na ferida onde isso se faça necessário. a possibilidade de você defender sempre que possível o que lhe pareça ser o certo, o justo, o correto, o necessário.
É disso que se fala. A mensagem, portanto, sugere que a gente tenha o cuidado de se blindar de sentimentos hostis aos outros, que imediatamente se tornam hostis a nós mesmos. Não há como fugir dessa lógica da natureza. Não há saída para isso. Quem cultiva o ódio, a beligerância, quem vai no dia a dia exercitando os sentimentos tóxicos da raiva, eh, segue um padrão comportamental de nunca ser simpático, nunca alimentar empatia, nunca ter uma postura em favor de quem quer que seja, nunca elogiar, né? ou elogiar quem é vibra na mesma frequência da destilação do ódio. Isso depreda a saúde, o bem-estar. Beleza, gente? Mensagem 223.
Lembre-se de que o amor ao próximo é o segredo da nossa felicidade. É do que se trata. Sugestão de leitura. Onde que vocês acham que depois de ter falado tudo que eu falei na abertura do Papo das 9, para onde eu vou? Espiritismo e política. O meu amigo Aítlon Paiva, eh, de dois Córregos, São Paulo, ligado há muito tempo ao movimento espírita, palestrante, escritor e o livro foi lançado pela FEB Editora. E lembro o seguinte, eu vou resumir, já fizemos aqui Papo das 9 especial sobre esse livro. Eu não vou aqui fazer de novo, eu vou redestacar o que me interessa. No capítulo um, espiritismo e política, ação espírita e política.
Ah, André, você não tá falando de coisas que não deveriam andar juntas? Presta atenção, por favor, no que eu vou falar. Repetindo, faço minhas as palavras do Aton Paiva. Para progredir, o homem precisa da sociedade. O progresso não é o mesmo para todos. Então, os mais adiantados devem ajudar o progresso dos outros por meio do contato social. Esse auxílio, essa participação é uma ação política, embora possa não ser e na maioria das vezes não o é. uma ação político partidária. Para quem ainda não entendeu devidamente do que se trata, somos seres sociais, vivemos em sociedade, somos dependentes uns dos outros, mas somos diferentes uns dos outros.
Então, a gente precisa estabelecer regras de convivência na comunidade dos diferentes. Isso significa que a gente precisa ter no regramamento que valha para todos a dois caminhos. Ele déspota, um ditador, sacramentar um regime totalitário em que alguém vai ter o poder absoluto de dizer o que é e o que não é. É como se fosse uma monarquia absolutista. Ou a gente vai descobrir maneiras de qualificar as propostas de convivência, que ninguém é o dono da verdade absoluta, estabelecendo, portanto, democraticamente qual é a escolha mais apropriada para esse momento e por seria. Isso dá trabalho. Democracia não é, não tem a rapidez. Eu já tive a trabalho 2 14 na China.
Portanto, há 12 anos atrás, vamos fazer uma reportagem lá sobre os investimentos em energia limpa e renovável, quando os chineses já eram líderes mundiais naquela época, energia solar e eólica. A gente viajou para Burro lá. A China não tem conversa, cara. A China, que se diz um país comunista, mas tolera o capitalismo emergente com muita desigualdade de renda, muita desigualdade social. Tem gente muito rica e gente muito pobre na China, mas é um país que se diz comunista e a vida segue. E aí temos uma questão. Na China você não tem justiça livre. A justiça é vinculada ao Estado. Não tem Ministério Público atuante, não tem imprensa livre. E o poder do presidente é o poder absoluto.
Então ali a decisão foi tomada e as coisas acontecem. Alguém vai dizer: "Não é melhor assim, André?" e vai até dizer: "Olha a China como tá crescendo. Olha, a China tem muita corrupção. Todo o país tem o seu nível de corrupção. A democracia permite que você tenha instituições que trabalham em favor da transparência, da punição. Às vezes isso funciona muito bem, às vezes precisa ser melhorado. Mas esse é um recurso da democracia, não dos regimes ditatoriais.
Então, espiritismo e política é pra gente se sentir, penso eu, parte importante de um país aonde qualquer opinião que você tenha, preço do pão, pessoas em situação de rua, a forma como o Brasil se relaciona com outro país, toda vez você emite uma opinião sobre isso, você está fazendo política. Desculpa, eu preciso te dizer se você não sabe. Toda vez que você comenta qualquer coisa, ah, tão tirando árvores da cidade, não é possível que seja assim. Isso é política. Ah, o trânsito tá uma bagunça, tá faltando mais fiscalização. Isso é fazer política. Ah, o Orelha, a investigação foi rápida demais. Por que que eles não explicam em detalhes como se deu essa investigação?
Falava-se de um grupo de adolescentes, só um foi transformado ou indiciado, né, como réu, pedindo-se a internação dele por ser menor de idade. Quando você discute maioridade penal, você abriu a boca, emitiu uma opinião sobre algo que diz respeito a regras gerais, diz respeito ao coletivo, você tá fazendo política. Então, entenda que do ponto de vista do espiritismo não faz nenhum sentido política partidária na casa espírita, proselitismo político dentro da casa espírita. Isso aconteceu demais de uns anos para cá. Houve um êxodo, uma evasão de muitos espíritas que foram procurar lá esclarecimentos, processos de cura, tratamentos, consultas e saíram decepcionadíssimos.
Falaram: "Isso é não é para mim. Eu tô afirmando isso. Eu recebi muitas comunicações, muitas mensagens. Durante esses seis anos de Papo das 9. Eu vou te contar. muita gente desiludida com o espiritismo, dizendo assim: "Eu procurei uma instituição, mas dá, eu me senti um trouxa porque tinha alguém fazendo proselitismo político." Então, veja, política partidária é uma coisa, não tem lugar, não deveria ter lugar dentro da casa espírita. a política. E repito, esse é um livro editado pela FEB, Federação Espírita Brasileira, que tem lá no Corpo Editorial gente que fica vendo. Isso que tá sendo escrito, bate direitinho com que a doutrina espírita preconiza.
Então, que a gente tem a noção de que somos seres sociais, portanto somos seres políticos. Ter consciência política é você ser alguém que tem a autoreferência sobre a sua importância na sociedade. Quem não tem consciência política come na mão dos outros usando um ditado popular. Você não tem noção de como as coisas funcionam, não tem noção como as coisas acontecem. E daí para você ser uma presa fácil do sistema aí, parafraseando Wagner Moura no filme Tropa de Elite, quando falava do mecanismo, né, do sistema. O Wagner Moura é pernambucano, mas ele imitava o capitão nascimento que era do Rio com aquela aquele sotaque carioca. Aí, parceiro, entrou no sistema, já era. [risadas] É, não é mole não.
Deixa eu sair aqui da recomendação de livro que é espiritismo, aliás, é espiritismo e política. Aton Paiva com Y. E vamos que vamos, editora FEB. Agora eu vou fazer a minha sugestão. É o momento que eu fico aqui muito preocupado em usar a palavra para dar sugestões. A gente tá num período agora volta às aulas, já tá acontecendo e temos meses. Esses primeiros dois meses do ano são meses terríveis para quem tem um orçamento muito inxuto, que é a maioria absoluta das famílias brasileiras que já são inadimplentes, né? já tem condição preocupante de dívida remunerada por juros altíssimos. Aí tem que pagar IPTU, tem que pagar IPVA, tem que pagar material escolar. já teve a volta às aulas, já pagou, tá pagando.
Então, a minha sugestão é a gente ficar realmente muito atento ou sensível a ajuda possível que a gente possa dar, senão para o pagamento dessas taxas extras e tudo isso, ajudar as instituições que estão também pagando suas contas. Então tem CPF e CNPJ em situação difícil nessa época do ano. Então que a gente de forma sensível procure pelo menos se informar se você não tem o recurso, mínimo que seja para ajudar a pagar alguma coisa de uma de um CPF ou de um CNPJ que esteja em apuros e faça por merecer essa ajuda, né? É alguém que você se sensibiliza, se comove.
Eh, mãe que cria os filhos sozinha, trabalha o dia inteiro, não tem creche para colocar as crianças, tem que pagar uma creche, o dinheiro já tá faltando, tem que pagar a creche. É uma situação que milhões de mulheres no Brasil, aliás, eu diria famílias, mas principalmente mulheres abandonadas pelos maridos ou separadas pela razão que for. Eh, não tem com quem deixar os filhos. Isso é uma coisa louca do Brasil. O Brasil não tem creche. Aí veio presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, na abertura do ano legislativo, né? Prioridade. Qual é o primeiro lance que eu quero aprovar aqui hoje? Acordo de líderes. Aí começa todo o regimento lá. Aumentar verba de gabinete. Pelo amor de Deus.
Ei, [risadas] o Brasil tem tantas urgências, tantas urgentes, tô falando de uma delas, creche. Brasil tem déficit monumental de creches. E a gente não consegue colocar isso no seu patamar devido como uma urgência da sociedade. Então, enquanto, olha só, a indignação sem virar raiva ou ódio. indignação. Eles não estão prestando atenção naquilo que é urgente, porque tá acontecendo agora. Eu posso fazer alguma coisa? Eu posso ajudar na minha rede social fazer campanha em favor da creche, da escola, do hospital, da instituição que acolhe animais abandonados ou pessoas em situação de rua.
Eu não posso fazer nada para salvar a única biblioteca da cidade que precisa de grana para não fechar as portas. seres sociais, vivendo em sociedade, consciência política. é do que se trata. é o que eu tô sugerindo aqui como elemento de reflexão. Vamos então chegar às perguntas ou colocações que vocês fizeram sempre de forma muito generosa, muito interessante. No stories do Instagram, a gente sempre na véspera do papo das 9, quarta, sexta e domingo. Domingo é é mais não tem a participação das pessoas, então é quarta e sexta participação. Fazendo pergunta que eu quero dizer, eh, qual foi, portanto, a como foi a participação de vocês? Olha só, olha que legal, gente.
Eu adoro quando vocês de fato se sentem muito à vontade em participar com as perguntas. Eta! Saiu, saiu. Tá aqui, ó. Celide Fátima, Cláudio, Casa Camaiura, Cíntia Lopes, Cristiana Matias, Marisa Israel, Ana Macedo, Lurra Carvalho, Luí Eustaquio, Renata Évora, Ana Lua, Marilene José, Assunto Maria Basília, Verônica Coelho, Recoutinho e Edna Vieira, Gonçalves, Jaú Neto, Olga Blau, Érica, Cláudia Barros. Gente, valeu, valeu, valeu. A nossa querida Ariane nos dando a honra da sua participação aqui com a gente. Caramba, tem 10% de bateria. Esqueci de carregar aqui. Vamos que vamos. Enquanto tiver bateria, a solução. Fez a seleção das perguntas. Recolinho, quando quem?
Então, a pergunta era essa, né? Quer dizer, e quando o mau exemplo vem de cima, que a gente já debateu hoje aqui várias questões, quando mau exemplo vem de cima, recoutinho, quando quem lidera dá maus exemplos, qual passa a ser a nossa responsabilidade? E Coutinha de São Paulo. Essa é uma excelente questão. Me parece que num país democrático é não repetir o erro na hora do voto. Me parece que num país democrático e a gente usar as ferramentas que a democracia oferece para questionar eventuais atos das autoridades via Ministério Público, via Judicial, uma ação civil pública, uma ação popular.
Você pode fazer isso sozinho, você pode fazer isso com a ajuda de uma entidade do terceiro setor, uma associação, uma organização. A nossa responsabilidade é não passar pano, na minha opinião, recoutinho, é não se calar. Quem cala consente tudo que um político corrupto, tudo que alguém que é autoridade, não necessariamente um político, eh um desembargador, um juiz, um diretor de uma unidade prisional, eh um chefe de repartição, tudo que alguém que tá hierarquicamente acima mais quer, é que em caso de abuso de autoridade, em caso de malversação de recurso, público em caso de gestão fraudulenta, corrupção, que seja, quem percebeu e não denunciou, permaneça quieto.
O silêncio é cúmplice das más ações e dos maus exemplos, na minha opinião, Cláudia Barros 0302. André, nesse caso não vale o não se medir pela régua do outro. A Cláudia da Tijuca, Rio de Janeiro. Olha, sim, vale não se medir pela régua do outro. Ou seja, o mau exemplo que vem de cima não pode ser exemplo que você repita. O mau exemplo é para ser denunciado, é para ser eh objeto de uma de um questionamento formal aberto, bem fundamentado. Portanto, a gente não vai se medir pela régua do outro. Significa não vou me pautar pelo exemplo ruim que vem de cima. André, mas só você tá achando que tá errado, cara. Porque isso também às vezes é uma situação intimidatória, né?
Você questiona e fala assim: "Só você tá questionando". Aí você vai dizer: "Bom, graças a Deus eu tenho um posicionamento que eu tive tempo e vontade de amadurecer. Eu cheguei a essa conclusão não foi subitamente, eu tô aqui com uma opinião, sem a pretensão de estar falando uma verdade absoluta, mas é a minha opinião. Creia. ter opinião sobre algo que você teve o cuidado de buscar informação, trocar ideias e de alguma forma maturar uma posição é algo muito importante, porque isso te define, cara, como pessoa, como indivíduo e como espírito imortal. Isso te define. A vida é feita de escolhas. O tempo todo a gente tá realizando escolhas. Essas escolhas vão determinando rotas, caminhos.
Então veja, não é trivial, não é uma banalidade. A gente precisa ter muito cuidado com os posicionamentos que a vida, as circunstâncias da vida nos precipitam numa direção que você tenha a prerrogativa de tomar uma decisão ou se omitir. A minha crença como espírita, abrindo um parêntese. Você não precisa ir nesse nessa direção aqui que é a minha. Eu acredito que quando a gente fala mundo de provas e expiações, prova, prova é como uma escola, uma universidade. A gente vai ter lá um exame. É um exame. Como você responde a certos estímulos, como você reage a certas situações no plano individual, no plano coletivo? Como é que você foi enquanto indivíduo para tocar sua vida com dignidade?
Para tocar a sua vida na sua família, entre amigos, colegas de trabalho, na sua comunidade, na sua cidade, no seu estado, no seu país, no seu mundo, nesse momento, o tempo todo? Então, a vida é feita de escolhas. E aí melhor que a gente se paute pelos bons exemplos. Os maus exemplos eles são referenciais sobre como não fazer. Ah, o mau exemplo não tem mérito. Tem pra gente, ele tem mérito. Ele é importante. Ele tem valor pra gente saber o que não fazer, que caminho não seguir, o que não deve ser considerado referência. Renata Anderline, Évora, então a pergunta dela vai na direção do final do comentário que eu fiz anteriormente. O mau exemplo também pode nos ensinar algo? Claro que sim, né?
Quando a gente vai ver a traição de Judas a Jesus ou a hesitação de Pedro em reconhecer que era discípulo de Jesus, para citar dois exemplos sacramentados nas escrituras, tanto Judas quanto Pedro, em certa medida, no universo cristão, os erros de Judas e de Jesus são didáticos, são pedagógicos. Como eu não deveria trair a minha consciência? Como eu não deveria hesitar assumir quem eu sou? São lições preciosas. Ana.Llur. Como fazer as pessoas, principalmente os pais, perceberem como dar o exemplo. É uma percepção individual, você pode dar um toque eventualmente, mas os pais, eu me lembro do Renato Russo naquela linda música que diz: "Você culpa seus pais por tudo". Isso é um absurdo.
São crianças como você. o que você vai ser quando você crescer. Então, veja, os pais eles são falíveis como nós. Os pais são imperfeitos como nós somos. Feliz daqueles pais que não simulam pros filhos que são exemplos de perfeição. Não, eles são humanos. Eles são humanos. Então, eh, eu acho que a gente precisa ser quem a gente é, agindo com muita ética. Assim, você, você percebeu que alguém pisou na bola com você e só te prejudicou, dê retorno para essa pessoa. Olha, somos amigos ou somos colegas de trabalho, talvez não tenha sido sua intenção, mas eu preciso te dizer que isso não foi bem assimilado por mim. que eu não reagi bem, eu tô me sentindo magoado pela forma como se deu essa situação.
Eu tô reportando a você porque acho que você merece saber por mim e talvez isso seja útil de alguma forma. É uma maneira da gente se posicionar, sabe? E veja, sem eh eu diria ter a pretensão, isso é muito elevado, mas eu acho bonito. O objetivo não é que a gente exija a retratação ou pedido de desculpa. O objetivo é você, você tá ajudando a pessoa quando você faz isso. Porque muitas pessoas dão coice sem saber que machucou. um jeito abrupto, assim meio impulsivo. Você fala uma coisa ou você faz alguma coisa que você não imaginava, porque você não parou para pensar nas consequências que aquilo causaria tanta dor ou desconforto.
Então, quando alguém te dá um retorno, esse alguém tá te ajudando. Ainda que você no primeiro momento diz: "Ah, você tá exagerando, foi nada disso. Não exagera não, que é uma reação muito comum, mas a pessoa pode acreditar, ela registrou, ela vai fingir que não. Ah, não tem nada disso, não tive intenção não. Quando a poeira baixar, muito provavelmente essa pessoa vai ter a oportunidade de refletir sobre o que você falou. E a consciência não mente. A consciência é o que é. Marilene José 956, você acredita que haverá justiça para o cachorro orelha? Eu já declarei aqui na quarta-feira que eu me surpreendi com a celeridade das do encerramento das investigações.
Mais uma vez, o fato de estarmos numa democracia onde a imprensa é livre e onde é possível recorrer de decisões eventuais que a justiça vem a tomar. Nós temos a possibilidade de, em havendo provas, evidências de que não foi feita justiça, que ela depois a justiça eventualmente seja constrangida a retomar as investigações nos termos que uma outra investigação paralela levantando dando imagens, depoimentos, outros dados consiga transformar em pelas regras estabelecidas num processo. Eu eu preciso ser honesto. Eu hoje é meu último dia de férias. Eu acompanho esse caso na medida do possível, mas eu não dispono, eu não li o inquérito.
Não sei nem se esse inquérito tá totalmente disponível pra gente passar o pente fino, mas me surpreendeu a celeridade e o resultado da investigação, né? Quer dizer, esse assunto se tornou estranhamente nebuloso. Isso não é bom. Eh, a impressão que ficou em muita gente que esse assunto não teria sido tratado pela reação que causou, pelo clamor nacional em favor da justiça por orelha, né? Eh, ficou a impressão de, eu não tô afirmando que foi assim, mas ficou a impressão de que não houve a devida transparência na investigação.
Por isso, eventualmente a investigação foi muito bem feita, mas a comunicação disso talvez não tenha sido a mais adequada, razão pela qual muita gente ficou contrariada ou frustrada, né? A primeira reação das autoridades de Santa Catarina é: vamos investigar doa a quem doer. Agora a impressão é de que abafaram o caso. Impressão. Impressão. Vejamos no que vai dar. Cláudio Rinco. Seguir um mau exemplo estará sempre condicionado ao caráter da pessoa? Olha, eu penso que sim.
Eu vou até pegar no pai dos burros aqui, para quem não sabe, é dicionário, o significado da palavra caráter pra gente ver se a pergunta feita pode ser respondida da maneira mais criteriosa e cuidadosa que a gente possa responder. Eh, deixa eu abrir aqui, pera. Ah, tá aqui. Muito bem, cabrão. Que passa, cabrão. Cláudia não tá perto. Eu posso falar Cabrão a hora que eu quiser. Ela diz que Cabron, dependendo do contexto, pode ser ofensivo. É ofensivo, mas eu fui no México duas vezes, perguntei lá, cabrão, é palavrão ou não é? E as duas pessoas que eu conversei falaram: "Depende do contexto. Pode ser ofensivo se você tá numa discussão e falar cabrão".
Agora quando você fala cabrão assim meio solto, tá tudo bem. Vamos lá. Eu tô com o significado da palavra caráter aqui e tô com a pergunta feita pelo Cláudio Rinco aqui. Ele pergunta: "Seguir o mau exemplo: estará sempre condicionado ao caráter da pessoa?" O que diz o pai dos burros, o dicionário? caráter é o conjunto de traços morais, éticos e atitudes que definem a conduta, a índole e a forma como um indivíduo age e reage no dia a dia. Baseada na definição do dicionário, eu acho que o que foi perguntado pelo Cláudio faz sentido. Seguir o mau exemplo, sim, estará sempre condicionado ao caráter da pessoa.
Ela de alguma forma está se baseando em princípios e valores ao a cultura dela, o que que ela recebeu dos pais, da sociedade, coisa e tal. Coloca tudo no liquidificador, bate e serve no teu copo, porque tudo isso vai ser processado por você. A gente não pode delegar a terceiros. A gente tem a nossa Ah, tudo então que eu aprendi em casa, eu vou fazer igualzinho. Não, eventualmente não. Ah, tudo que eu aprendi eh com aquele professor naquela escola que ele disse que é assim que é, tudo que eu aprendi com meu ídolo da música pop, sei lá, [risadas] tudo que é influência ou referência para você. Você é que processa, elabora e devolve. Nem não tem robô aqui.
Aqui todo mundo tem alguma algum poder discricionário para tomar suas decisões, suas resoluções com autonomia de voo. Cara, importante dizer isso, tá, Cláudio? Então, sim, tá condicionado ao caráter. Nesse sentido que nós buscamos no dicionário, que é conjunto de traços morais, éticos e atitudes que definem conduta, índole, a forma como o indivíduo age e reage no dia a dia. Certo? Bacana a definição de caráter, viu? A gente vai falando caráter, caráter, caráter e não não lembra, talvez às vezes, eu não me lembrava da amplitude do sentido, né? Ana com dois ns c Macedo. Ela é de Natal, Rio Grande do Norte. Alô, Natal. Eita. Exemplo vem de todos os lados.
A gente escolhe o que tem mais afinidade. Será? Bom, para não me contradizer em relação à resposta anterior, que não é uma posição que eu defendi baseada em amplos estudos e diagnósticos, a gente aqui tá tocando ideias e eu de bate pronto tô tentando refletir sobre as ideias trazidas por vocês. Então eu penso que sim, nós temos a prerrogativa da escolha baseada em afinidade. Agora veja a complexidade das situações. Eventualmente você vai tomar uma decisão que você sabe antecipadamente que não é a correta, mas você se dobra diante de circunstâncias casuísticas momentâneas. Sabe aquela história? Você defende publicamente o segmento estrito de todas as regras do trânsito.
Aí você pega o carro, tá na rua andando, de repente você olha assim, fala: "Ou eu pego essa contramão que é curtinha, ou eu dou uma volta de que vários quilômetros até alcançar o retorno. Vou pegar essa contramão que é curtinha. Então você tomou uma decisão, não foi por afinidade com a contramão. Você falou assim: "Ninguém tá olhando, vou economizar um trocado não indo tão longe, queimando combustível". Então veja, a esperteza tem um ditado maravilhoso que eu acho que é de Minas, não tenho certeza. Esperteza quando é muita mata o dono. Alô, Brasília. Alô, Brasília. Esperteza, quando é muita mata o dono.
Então, acima da cultura humana, do caráter do ser humano, das influências e interesses do ser humano, existe a natureza. E aí eu tô falando da natureza espiritual. Somos espíritos imortais dotados de consciência. Sim, evolução é mérito pessoal intransferível. As escolhas que nós fazemos são determinantes de condições cada vez mais luminosas, prazerosas, leves, de existência. Imperções acumuladas geram um fardo, um peso. Para se desvencilhar do fardo, eu preciso descobrir o que me convém fazer. Deus é amor numa numa num clichê que resume princípios filosóficos profundos.
Nós precisamos fazer bom uso do nosso livre arbítrio, caminhando paraa frente, fazendo as escolhas certas em favor da vida, em favor do coletivo, em favor da igualdade, em favor da justiça, em favor da transparência, em favor da ética. É disso que se trata, meus amigos, minhas amigas. Papo das vai ficar arquivado como sempre no YouTube. Hoje não fica arquivado no Instagram. No YouTube temos também o Papo das 9 versão diet com resumo dos papos. 5, se minutos pro povo do Spotify. Alô, Spotify. Eles também tm a versão bruta nossa aqui. E eu espero reencontrá-los no domingo. Papo das especialíssimo de domingo. Amanhã volta ao trabalho, tiro a barba e a vida segue. Fiquem com Deus. Tudo de bom.
Até domingo, se Deus quiser.

