Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Nós gatos já nascemos pobres, porém já nascemos livres. Senhor, senhora, senhorio, felino, não reconhecerás. Nós gatos, já nascemos pobres, porém já nascemos livres. Senhor, senhora, senhorio, bem-vindo. Não reconhecerás. Bem-vindo não. Felino, oi, Saltim Bancos, né? Um musical infantil que meus pais me levaram no Canecão para assistir. Marieta Severo fazia a gata. Músicas do Chico Buarque, que era o marido da Marieta essa época. tem tempo isso, mas como eu tive o privilégio de ter infância em que a gente era levado para assistir espetáculos que despertavam assim, né, a sensibilidade, ideias lúdicas, né, a fantasia sendo explorada assim de uma maneira saudável, né? infância, infância para isso.
E e como a gente quando é criança adora a ideia de ter um animal de estimação, né, por perto. E eu tô começando hoje cantando salto em bancos em homenagem às crianças, em homenagem aos animais. Eu já na largada do Papo das queria me posicionar com muita clareza em relação à minha surpresa quanto ao encerramento das investigações do caso Orelha pelas autoridades de Santa Catarina. poucas semanas, foi rápida a investigação e que determinou a justiça o pedido de internação de um adolescente. Um adolescente apenas foi considerado, portanto, diretamente envolvido nessa história e três adultos indiciados, né, ou sugestão de que sejam respondam por coersão.
Eu não quero ser injusto, porque para fazer juízo de valor com a devida propriedade, eu deveria ter acesso a todo o inquérito, o resultado de cada de gravação confisco de celular, o que que apareceu ali, imagens que tenham sido confiscadas. Agora, eu achei a investigação correu muito rápida e eu me surpreendi com o fato de que um adolescente apenas, e vou explicar porque que eu tô dizendo isso, sem querer invalidar o trabalho que a priori, salvo alguma prova em contrário, foi realizado com devido empenho, seriedade pelas autoridades catarinenses. Um adolescente sozinho fazer aquilo tudo com orelha, sem ajuda, sem cumlicidade de ninguém.
É algo que eu fiquei tentando e não gostei de fazer esse exercício. Eu fiquei pensando como seria isso, né? Como seria isso? Enfim, eh, até onde me foi possível sondar os humores de inúmeras, eh, pessoas ligadas ao ativismo em favor do direito dos animais, organizações, etc., essa história não terminou. Essa história não termina aqui. É o que eu tô deendo reação das pessoas e movimentos que cobraram com muita ênfase no domingo passado em manifestações de rua sem precedentes na história do Brasil. que eu me lembre, pode ter acontecido em favor de justiça para com os algozes de um animal, no caso um cachorro, barbaramente torturado, né? Porque ele foi alvo de eutanásia, né? porque ele não tava em condições.
Bom, eh vamos manter o foco nos detalhes dessa investigação e ver qual serão quais serão os próximos passos, se realmente essa história se sustenta da forma como as investigações sugerem, né? Agora vamos começar mesmo. Papo das 9001 [risadas] pelo YouTube. Eu queria realmente agradecer demais as muitas inúmeras centenas, talvez milhares, gente, se somar tudo de todas as redes, né? Fora as mensagens pessoais, é possível. É possível. Eu tenho que fazer essa conta. manifestações de carinho, apreço, amizade, muita, muito amor, viu? Muito obrigado por tudo. Valeu mesmo.
Eu vou contar uma fofoca aqui no domingo, quando a gente fez a edição número 1000 do Papo, sem que eu soubesse, a Cláudia tinha preparado uma surpresa que era um bolo com velhinhas de 1000. Só que vocês se lembram, tinha um bloco de carnaval, pré-carnaval, aqui na minha rua, fazendo barulho danado. Eu tive que fechar a janela. botar ventilador, uma sauna, barulho. Aí eu pedi a gentileza da Cláudia, se possível, acompanhar o início do papo para ver se o que eu tava falando aqui tava sendo audível na transmissão. E aí eu impedi que ela fosse buscar num outro lugar o bolinho com as velas. Então, um beijo, meu amor, Cláudio, pela ideia do bolinho com a vela do com o número 1000.
1000 edições do Papo. Agora vamos lá, no dia de hoje, nessa quarta-feira, já estamos em fevereiro, como corre, né, o tempo, o que que os amigos invisíveis sugerem para a nossa reflexão na edição 1001 do Papo das Noves. Vamos lá, que eu seja uma ferramenta útil, um instrumento maleável, um meio adequado para esse propósito em favor de todos nós a começar por mim. Aonde vamos dar aqui? Opa, opa, opa, abrir aqui, ó. 227. Saiba dominar-se e vencer-se a si mesmo. Vitorioso não é aquele que vence os outros, mas o que se vence a si mesmo, dominando seus vícios e superando seus defeitos. A vitória sobre si mesmo é muito mais difícil e quem consegue isto pode ser classificado como verdadeiro herói.
Aprenda a dominar-se e jamais desanime. Se desta vez não conseguiu, recomece e um dia sairá vitorioso. Qual de nós? É a pergunta que eu faço, inspirada a pergunta nessa página 227 do pastorino. Todo santo dia, não é um de outro. Todo santo dia não se depara com uma situação em que claramente nós temos a oportunidade de lidar com um momento nobre da existência, que é a imperfeição de que somos portadores ostensivamente manifestada. Porque assim, não tem mágica, né? Não tem varinha de condão. É esse burilamento. Sabe aquela coisa da lenta e progressivamente você vai esculpindo um novo ser.
E a gente só se torna uma pessoa melhor quando a gente tem a coragem de se olhar no espelho e perceber quando essa manifestação de um lado mais imperfeito nosso vem à tona. É desagradável? É desagradável o que que a maioria de nós faz? Ignora. A gente é muito complacente com os próprios erros, mas é um gavião na hora de perceber a distância e o erro do outro, né? A gente não consegue, via de regra entender. É um aprendizado duro, mas é importante. O que que tá colocado para nós do ponto de vista espiritual? Quando nós temos a chance, quando surge o ensejo de nos superarmos, eu vou dar aqui compartilhar algo da minha intimidade. A gente vai envelhecendo, o sono vai ficando mais irregular, né?
Eu já tive um sono mais petrificado. Encosta a cabeça, dorme, só acorda no dia seguinte, maravilha. E aí, às vezes, principalmente quando eu tô com a cabeça muito cheia de demanda, de trabalho, coisa assim, eu acordo de madrugada e antes era só dar uma mudada de posição na cama, eu voltava a dormir e agora eu vejo que as ideias pedem passagem e atrapalham o meu sono. Bom, o que que me cabe fazer? Eu não tenho a disposição de tomar remédio para dormir, salvo uma indicação médica que não ocorreu ainda. Não é o caso. Esses remédios mexem com o sistema nervoso. Eles são muito bem-vindos quando haja prescrição médica responsável. Então, é algo que eu preciso aprender a lidar.
E eu tento, é uma tentativa curiosa, negociar comigo mesmo, autossugestionando o sono, procurando de alguma forma encontrar o caminho do retorno ao sono. E aí é um exercício. É um exercício o que se convencionou chamar de autocontrole, né? Como é que você vai se pautando na vida? Poxa, eu tô hoje, eu tô num dia pilhado, tô num dia nervoso, é melhor eu me controlar. Você já tem a noção de como tá a tua energia e aprender a se livrar de encrencas, problemas desnecessários, poupando-se. Não vou discutir, não vou debater esse assunto, não, não quero me envolver em alguma, algum debate acalorado porque hoje eu não tô no dia legal. Não parece, mas isso é a reforma íntima em curso.
É você sendo o mandante, né? Assim, quem manda sou eu. Eu tenho o poder de escolher, o poder discricionário. Eu defino o que eu quero fazer e de que jeito dentro das minhas possibilidades, posto que eu não tenho controle de tudo, mas naquilo que me diz respeito, eu preciso assumir as rédias, porque não adianta fazer aquela lambança depois de pedir desculpas. Eu tava de cabeça quente. Não, você já sabia que tava de cabeça quente. Então, qual a tua determinação para construir momentos de paz, de trégua? Não, não quero arrumar sarna para me coçar, já tá difícil, então não quero complicar ainda mais, né?
Então, essa questão do pastorino, saiba dominar-se e vencer-se a si mesmo, ela a gente jamais vai generalizar aqui as questões. Cada um de nós haverá de perceber um momento em que é possível que a gente tenha a prerrogativa que esteja colocada para nós a possibilidade. Não, eu posso fazer, posso. Aí vem a pergunta seguinte: eu quero? Porque às vezes você pode exercer esse autocontrole, mas você não quer. Sabe aquele ditado que diz assim: "Chutou o pau da barraca". A pessoa às vezes até vibra nessa frequência. Diz: "Ai, que bom, quer saber? Hoje eu não quero nem hoje eu vou aloprar". Tem gente que surfa nessa onda e acha que assim vai bem, OK? Cada um com seu cada um.
Eu não creio que seja assim. Pastorino definitivamente também não acha que essa seja uma boa estratégia. Então, que nós podemos, nós podemos. A pergunta é: nós queremos. Você quer mesmo? Você quer construir a paz ao seu redor? Você quer construir um ambiente que seja menos raivoso, tóxico? Você quer se livrar do risco de penetrar nesse território lodacento? e depois não saber sair rápido dele, porque é do que se trata. Eu aprenda a dominar-se e jamais desanime. Se desta vez não conseguiu, recomece e o dia sairá vitorioso. Apenas para deixar claro aqui, vou encerrar com esse breve comentário. A gente precisa assumir as rédias de nós mesmos, porque se a gente não faz isso, alguém assume.
Do ponto de vista espírita, se alguém é algum desencarnado que percebendo que a tua retaguarda tá aberta, que você abdicou de ter o autocontrole, que você não está no comando de si mesmo, você se torna em certa medida, cada caso é um caso, cada um é cada um, mas é muito comum a gente ficar numa condição de vulnerabilidade psíquica e isso determina a possibilidade de alguém que você não vê, aproveitar-se dessa condição. É uma questão a ser refletida, tá? Seguindo viagem, a gente vai falar daqui a pouco, foi a pergunta feita no stories e muita gente mandou muitas questões interessantíssimas.
Eu até comentei com a Ariane: "Nossa, quantas questões ricas, legais da gente debater dentro da perspectiva espiritual do Papo das 9". Eh, eu vou aqui, portanto, me antecipar a sem entrar nas perguntas ainda, nós colocamos o assunto da finitude. Como é que a gente lida com a nossa finitude nesse plano? Como é que você lida com isso? Então, já tô me antecipando a esse momento, sugerindo a leitura de um livro de Carlos Torres, pastorino, psicografado por Divaldo Pereira Franco, chamado impermanência e imortalidade. Minutos de sabedoria, pastorino escreveu em vida na terra, encarnados. Aqui na condição de desencarnado, impermanência e imortalidade são duas palavras chave.
Cada uma delas enseja uma enciclopédia de pesquisas, reflexões, digressões, impermanência. Um tema recorrente aqui, eu acho ela muito forte, a ideia da impermanência, porque ela perpassa todas as tradições espirituais. Mas no budismo, até onde eu sei, na filosofia budista, ela é mais referenciada. a impermanência no sentido de que nada é, tudo está e como nós sofremos à medida que nós nos apegamos com muita facilidade às coisas, né? Então, o desapego é a palavra correlata à impermanência. posto que no universo tudo é impermanente, tudo está em constante transformação, importa que eu lide bem ou da melhor maneira possível com isso, não me apegando.
O apego gera sofrimento num universo impermanente. Nós somos impermanentes. A vida nesse plano é impermanente. O universo ele se reconfigura, ele se reconstitui. Tem bersário de estrelas, tem buraco negro dragando o que tiver por perto. Eh, tem planetas que surgem e depois de bilhões e bilhões de anos desaparecem. A Terra já tem aproximadamente 5 bilhões de anos. E não dá para imaginar a Terra perenizada na linha do tempo. Quando o sol se apagar, o sol, o sol, a estrela que gera vida, calor, condições da natureza nesse planeta existir, o sol um dia vai levar tempo, se apagará e outros sóis se acenderão. Então, a vida ela é a impermanência em curso.
A pergunta chave é como a gente lida com a impermanência, que tem a ver com a pergunta como você lida com a finitude. A outra palavra correlata aqui, ó, impermanência. Eu falei do apego, se liga, é imortalidade, porque para quem acredita, vamos colocar com muito respeito, porque parte do nosso público aqui, que é sempre muito bem-vinda, essa parte é a a teu materialista ou agnóstico, não tem problema. A gente tá aqui debatendo ideias. Eu não tenho a pretensão, nunca tive e isso eu acho muito legal. Eu já falei aqui que a Claudia agnóstica, a gente não tem problema eh na nossa relação de cada um ter uma perspectiva de entender a vida, Deus universo.
Portanto, imortalidade alude a condição de um espírito que anima corpo. Não é o corpo que anima o espírito, é um espírito que anima corpo. Quando esse corpo colapsa, quando ele deixa de servir como meio para a manifestação do espírito no plano da matéria, o espírito se desacopla do corpo. E isso é um fenômeno lindíssimo, essa desacoplagem lindíssimo do ponto de vista de ser algo que requer certos cuidados, certos procedimentos do lado de lá da vida, na outra dimensão, vamos colocar assim. E somos imortais. Como é que a gente lida com a ideia da imortalidade?
Eu vou dizer para vocês, ao me converter ao espiritismo, eu realmente percebi que um fardo que pesava nas minhas costas, que era uma certa inquietação sobre e a morte, né? Como será isso? De que jeito a vida prossegue no plano espiritual? O espiritismo me deu. É um depoimento pessoal. esse essa serenidade, assim, eu não tenho que fazer juízo de valor de mim mesmo apenas numa encarnação. É mais uma encarnação. Não será possível resolver tudo que eu gostaria aqui agora que me desrespeitam, que diz respeito ao planeta em que eu vivo. Eu vou desencarnar vendo um monte de coisa errada acontecendo por aí ainda e percebendo em mim mesmo ainda muitas imperfeições. Isso me angustia não mais.
A ideia da imortalidade dilata a percepção do tempo, da continuidade da minha existência numa outra dimensão. E porque sou espírita, sou reencarnacionista. Haverá a necessidade ainda de algumas encarnações onde haver surgirá a possibilidade desse refinamento espiritual. Evolução é a minha crença, não precisa ser a de vocês. Então, acho muito bonita essa visão. Trechos do livro do Carlos Torres, pastoriano pela psicografia do Divaldo. Aspas, a lucidez que proporciona o conhecimento permite o desapego do passado, sem nenhuma fixação no que aconteceu. e a liberação do futuro, isento de ansiedade em torno do que poderá suceder.
A impermanência de tudo e de todos, a morte e o renascimento cessam quando o espírito liberado da conjuntura de ir e vir alcança a plenitude da consciência e pode contemplar a permanência divina, porque a impermanência vale para todos, menos para Deus, pro criador, para uma força cósmica superior. pela por essa inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Então fica a indicação do livro Impermanência Imortalidade de Carlos Torres Pastorino pela psicografia de Divaldo Pereira Franco. Nesse momento do papo a gente costuma sugerir doações, né? doações para instituições que estejam precisando e são muitas de ajuda, ajuda braçal, ajuda de recursos materiais ou mesmo de dinheiro, ou a gente vem aqui com alguma sugestão de ideia.
Pois bem, a minha sugestão hoje é de que a gente tenha com muita clareza. Eu tô dizendo isso porque estamos num mundo em ebulição, turbulento, e no Brasil no ano eleitoral. que você verifique na sua vida, na medida do possível, que causa te motiva, quais são os assuntos que tocam profundamente o seu coração? O que que te faz brilhar os olhos que você se empolga, que você diz assim: "Ah, isso para mim é muito importante". Porque a gente precisa desdigitalizar a nossa, o emprego da nossa melhor energia. Vou pegar o caso da Orelha, né? As redes sociais inflamadas exigindo justiça, etc. Nada contra. O problema é quando isso fica na rede social.
Então, as redes sociais viram o fio terra da indignação das pessoas, né? Você vai lá e descarrega sua ira, sua indignação ou faz a defesa do que você acha que deve ser. Aí depois você relaxa e toca a vida. Toca vida sem ter transformado o mundo ao seu redor. Rede social no mundo. Mundo. Preciso dizer isso. As opiniões que você manifestou ontem numa rede social hoje viraram fumaça. Não, isso não determina mudanças de fato na realidade que a gente quer mudar. Isso pode ser um ponto de partida, isso pode ser um nutriente para algo maior. Que que é algo maior? É engajamento.
Eu acho que a gente precisa, é só uma opinião, você não precisa concordar comigo, sair da indignação seletiva das redes sociais, com postagens, com abaixo assinado virtual, com isso, com aquilo. O que muda o mundo é a mobilização concreta. que a gente opere no dia a dia individualmente ou coletivamente. Vou dar um exemplo. Dois, ligados à área que eu gosto, que é meio ambiente. Ah, tá faltando árvore na cidade. Ah, aqui estão derrubando muita árvore, a cidade tá esquentando. Isso é um absurdo. Aí o pessoal começa a cobrar da prefeitura. Aê, vocês estão pisando na bola e nós aqui planta árvore aí. Não vai mudar a realidade.
Dificilmente pela rede social vai ficar no Agora foi pra rua, fez manifestação, procurou o vereador da cidade que tem mais simpatia com esse tema, municiou o vereador das informações e disse: "E aí, que que você vai fazer? Você tá aqui para representar o interesse do povo. Procura o secretário ou a secretária de meio ambiente. Procura o prefeito. Vai lá na prefeitura, estende faixa, bota pressão. O que eu tô querendo dizer é que, especialmente uma democracia é uma panela de pressão. Quando você acha que a pressão na rede social é suficiente, perdoe-me, mas isso não é verdade. Isso não é verdade. A gente precisa mudar o mundo arregaçando a manga e fazendo as coisas acontecerem.
Já falei aqui de uma frase eternizada por um americano que foi político, Ross Perot. e não era um grande político. Desculpa, Ross Perond. Eu particularmente não achei referências assim muito lisongeiras do ponto de vista de um uma passagem muito marcante, positiva, enfim, político mediano. Mas ele eternizou uma frase interessante, né? Eh, ativista não é aquele que diz que o rio precisa ser limpo. Ativista é aquele que vai lá e limpa o rio. Então, eu acho que a gente precisa entender o real significado da palavra ativista ou o ativismo. Muita gente critica, ah, esses ativistas como se fosse pejorativo ser um ativista.
Eu acho um baita elogio para qualquer cidadão ser chamado de ativista significa que você transformou indignação em ação. A gente que quer um mundo melhor e mais justo deveria, esse é o recado que eu queria dar aqui, muito respeitosamente, entender qual é o mote, qual é o tema, qual é a causa que lhe move e que você espontaneamente se percebe pronto para se engajar e se posicionar com maior firmeza naquela direção. Se a beleza do jardim está na diversidade das flores, frase atribuída a Francisco de Assis, cada um de nós haverá de ter uma sensibilidade mais aguçada, às vezes até convergente na mesma causa, mas com abordagens distintas para resolver o desafio que tá colocado.
Então, não deixa o tempo passar, sabe? Não deixa Richerb, autor de Fernão Capelo Gaivota. Há um livro dele que diz assim, ele diz assim: "Se você quiser saber se a sua missão na terra já chegou ao fim ou não, acorde de manhã e se belisque. Se você tiver vivo, a tua missão não acabou ainda." Então isso não é definido pela idade da pessoa, não é definido pela saúde da pessoa. Quem tá vivo tá em missão. Por isso que a gente transformou em mantra aqui no papo o se liga na missão. Se liga na missão. Fica ligado. Bom, deixa eu dar aqui uma outra notícia que me deixou encafifada. Notícia de ontem. Hoje os jornais entraram em detalhe.
Eu nem quero falar muito sobre isso, que me deixa de mau humor, mas eu acho importante porque estamos no ano eleitoral, abriram o ano legislativo em Brasília e qual foi o primeiro projetão que eles aprovaram na Câmara dos Deputados? Perdoa, pai. Eles não sabem o que fazem. Socorro. Olha o pacote aprovado na Câmara dos Deputados a jato, viu? Não teve nem tempo de debater isso daqui. Pacote de bondades para os servidores do próprio legislativo. Reajuste linear de 9% para as diversas funções nos próximos anos. novas gratificações de desempenho que podem chegar ao equivalente a 100% do salário base. Em muitos casos, os vencimentos superarão o teto do funcionalismo público.
Não é possível que no primeiro dia do retorno do ano legislativo a primeira preocupação dos caras, a prioridade dos caras, nós vamos aproveitar que abriu o ano legislativo, vamos fazer logo o que a gente tem que fazer. Que que é que vocês têm que fazer? aumentar salário, pelo amor de Deus, assim, não dá, não dá, não dá, [risadas] não dá, não dá, baby, sem você não dá. Sem você quem? A ética. O cuidado de lembrar que Brasília não é uma ilha. Olha o Brasil, olha a falta de recursos para um montão de coisa. Aí vem certamente o presidente da Câmara para dizer assim: "Não, mas nós temos, eles não discriminaram os valores, o impacto disso no orçamento.
Isso para mim é o mais grave, porque a própria Constituição, salvo engano, diz: "Você não pode criar novas despesas sem discriminar as fontes." que que eu vou dizer, né, cara? Eu me lembro do Chico, eu sempre me lembro do Chico quando disse: "Rezem pelos políticos". Eu vi em desdobramento o lugar que eles ocupam. Os políticos que desperdiçaram a chance de servir ao povo, que se priorizaram, fizeram mau uso do poder que possuem. Eu vi a condição deplorável em que eles se encontram no plano espiritual. Isso foi Chico Xavier. E ele pediu: "Reze". Reze por quem? Pelos políticos que se equivocaram. E por quê?
Porque a situação deles é extremamente dolorosa, porque tem a dor física e tem a dor moral. A dor moral é dilacer. É dilacer. É, desculpa trazer isso, mas papo das também é informação relevante. Estamos no ano de eleição. Veja com muito cuidado em quem você pretende votar para deputado estadual, governador, deputado federal, senador e presidente. Muita atenção, muita atenção. Vamos lá. Sigamos. Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo. Amém. Chegamos nas perguntas. Dona Ariane fez aqui, eh, deixa eu mostrar antes, Ariane, a fonte. Olha só, a fonte das perguntas. A gente manda pro Instagram lá no stories, a gente coloca lá, né?
Ei, que que você acha de participar mandando aqui a sua pergunta aí? Olha só, gente, a quantidade de perguntas quando a gente falou, né? Eh, como é que você lida com a sua finitude, né? Tá dando para ver os quadrinhos? Cada quadrinho desse é uma pergunta ou uma colocação. Olha que legal, quanta gente participando. Eu acho isso muito, muito, muito interessante. Eu leio todas. Acho muito, muito rica a participação, sortida com questões diversas, diferentes momentos, diferentes percepções. E cada pessoa tem lugar de fala. Porque diz respeito às nossas vidas aqui.
Então, as perguntas selecionadas, encaminhadas pela Ariane foram: Dani Arquivista, como lidar com a morte por motivo de um acidente ou violência? Esse luto é difícil? É muito difícil. É muito difícil, né? Eh, depende da maneira como você construiu em você alguma crença ou segue alguma linha filosófica ou religiosa. Tudo isso ajuda o luto que será difícil de uma forma ou de outra, a ser, eu diria, elaborado de uma maneira mais consoladora. Aonde eu quero chegar é sempre invariavelmente muito mais difícil para uma pessoa que perdeu o ente querido, por um acidente ou algo relacionado à violência, vamos supor, bala perdida. É o que eu tô entendendo de você separar acidente de violência.
Eh, se você é, é um tanto lógico que eu vou dizer, materialista ateu, você não acredita em Deus, você não acredita eh que existe até no momento da morte um sentido, por mais absurdo que seja. Para nós espíritas, por exemplo, salvo o suicídio, a gente teria em outros gêneros de desencarne um contexto aonde não é justificar, mas é em reconhecer as circunstâncias que determinaram, por exemplo, a maior probabilidade de uma pessoa ter um desencarne em circunstâncias violentas do que numa morte natural. Para muitos espiritualistas, entre os quais os espíritas, portanto, eh não existe aí sorte ou azar, né?
Existem questões que precisam ser contempladas na hora da gente observar por que fulano morreu assim. Fulano era tão bom e teve uma morte terrível. Fulano é um picareta safado, desgraçado e teve uma morte natural. Aí você vai fazer um entendimento eventualmente precipitado de que não há rigorosamente nenhum sentido, né? As coisas estão desconectadas, é o caos. Eu não tenho essa visão, mas isso não significa que outras pessoas não tenham o legítimo direito de pensarem ou sentirem diferente.
Então, Dani, o luto tenderá a ser ou tende, né, a ser tão mais difícil para casos de morte violenta ou acidental quanto a dificuldade da gente ter um olhar espiritualizado sobre aquilo, transcendente, místico, espiritual. Luís Eustáquio Silva. É estranho não se preocupar com o fim, já que somos espíritos imortais? Não, não é estranho. Se você constituiu uma fé que para você a fere a certeza de que existe vida após a morte, a sua finitude deixa de ter a relevância que já teve antes.
Entretanto, eu preciso dizer, mesmo sabendo-se imortal, você haverá de ter em algum nível, penso eu, eu não vou chamar de preocupação, mas alguma atenção sobre o tempo que você tá aqui, que uso você pretende fazer desse tempo. Porque não é porque eu me sei, olha que expressão horrorosa, porque eu me sinto, não, porque eu sei que sou imortal. É a minha crença que afirma isso para mim, que o jogo tá ganho, que a parada tá definida. Não, já que eu sou imortal, que que eu tô fazendo aqui e que uso eu devo fazer do meu tempo e da minha energia aqui? Percebe? A imortalidade é reticências. A vida está entre parênteses. Entre parênteses, o que que cabe?
Porque o que acontecer entre parênteses define o que acontecerá nas reticências. O que você fizer de bom, de ruim para você, pro mundo, no intervalo da vida aqui, será definidor de rumo da qualidade de vida lá. Entendeu? Então, a finitude, eu entendo o que você diz aqui, Luiz, é estranho não se preocupar com o fim, já que somos espíritos imortais. Não, não é estranho. Mas algum nível de atenção, algum nível de preocupação em certo sentido, como é que eu organizo a minha vida aqui de maneira que ela vale a pena? Como disse a Fernandinha Torres, né, quando ganhou o Ócar, o Ócar não deu. Eh, Globo de Ouro, né, que ela ganhou. Ainda estou aqui. A vida presta. A vida presta.
Eu achei essa frase foi muito reverberada e ela encejou muitas reflexões filosóficas extremamente interessantes. Por que que a vida presta? É uma boa pergunta pra vida prestar, o que que eu preciso fazer? É outra boa pergunta. Cris_line Marques Vilela, como não se entristecer? Olha, Cris, eu vou entender o seguinte. Quando a gente tem uma vida repleta de satisfação pela família que a gente tem, pelos amigos que a gente fez, né, pelas rotinas que eventualmente são interessantes neste plano, quando a pessoa desencarna, eu até vou entender que ela vai falar assim: "Ai, tava tão bom, eu tava tão feliz". Mas eu não acho que isso seja uma tristeza. Eh, inegociável. Ela é uma tristeza passageira.
Mal comparando, é como você fazer uma viagem longa para outro país. Você vai estudar fora 2, tr anos, vai ficar longe da família, vai ficar longe dos amigos. Você vai pro aeroporto com coração apertado, você decola do avião, fala: "Ih, vou chorar muito, que saudade". Agora você chegou na outra, no outro país, haverá obviamente demandas, né? Sua mente estará ocupada com seus objetivos, com as suas seus desafios. Você vai fazer novos amigos. Esses amigos eventualmente também deixaram para trás alguns deles, familiares e outros amigos. Então, e você haverá, isso é é o mais legal de tudo, de reencontrar as pessoas.
Quando a gente fala de finitude, ah, então tem um momento que eu não tô mais aqui, vou para outra dimensão. Isso não é triste, é o que você tá falando, a tristeza, como não se entristecer? A tristeza tende a ser tão mais passageira quanto a certeza de que você haverá de reencontrar as pessoas queridas, porque os laços de amor são imperecíveis. esse encontro ou reencontro tá marcado. Então isso atenua também talvez uma tristeza que tem lugar. Aí eu tô pegando a página que nós abrimos hoje do pastorino com apego. Quanto mais apego a gente tem em relação ao ao aqui e agora, mais difícil fica seguir em frente. Marlene_line M. Brandão, André, como não sentir angústia em pensar na afinitude?
Sou espírita, mas me angustio. Olha, Marlene, no nosso nível evolutivo, eu acho normal, acho normal é uma palavra que eu não gosto muito. Eu acho que essa angústia é condizente com o nosso nível evolutivo. Agora, quanto mais você se preparar para essa viagem, sabe a história de se preparar pra viagem, Marlene? Quando você vai fazer uma viagem longa, você não se prepara em cima do laço, certo?
Quer dizer, você vai fazer a listinha da farmácia, você vai fazer lá o checklist das roupas, dos sapatos, vai levar livro, vai levar algum eletroeletrônico, vai levar celular e carregador, vai levar óculos escuros, vai levar um boné, você vai fazendo, mas isso antecipadamente, você vai se preparar para uma viagem mais longa. Portanto, eh, a angústia, ela tá talvez também relacionada ao fato da gente não se preparar pra viagem, aí vai dar angústia. Ai, meu Deus do céu, o voo é daqui a 3 horas. Ai, eu não fechei a mala. Ai, vai ter engarrafamento. Ah, eu tô todo atrasado, tô todo aqui. Aí complica. Aí a angústia tem lugar. A gente morre a cada dia e só morre quem vive.
A gente tá aqui de passagem nesse planeta. Eu acho muito importante a gente ter alguma algum espacinho da nossa cachola. Se a gente fosse um smartphone ou um computador, a gente tem o aplicativo que lembra que estamos de passagem. Não fala de morte. Culturalmente a palavra morte já gera angústia. Não usa a palavra morte. Essa essa é uma boa estratégia para evitar angústia. Então, a gente vai lembrando que estamos de passagem. E a lembrança de que estamos de passagem haverá de ensejar escolhas mais criteriosas e cuidadosas do que a gente quer fazer por aqui enquanto estivermos por aqui. Não precisa ter angústia, vai levando. Quem sabe o momento de partir não somos nós. que desde que a gente chegou, a única certeza que a gente tem nessa vida é que a gente um dia vai partir.
Então, resignação positiva. Posto que isso não está sob meu controle, se extrapola o meu controle, eu vou levando. Deixa a vida me levar. Vida leva eu. Deixa a vida me levar. Deixa, leva eu. Deixa a vida me levar. Leva, eu sou feliz e agradeço tudo bem que Deus me deu. Vamos lá. Cláudia Barroso 0302. André, já tivemos tantas finitudes, consciência, a mais limpa possível seria a meta. Seria a meta. Eu eu acho uma boa meta pessoalmente eu acha uma metaça, que consciência é o seu eu profundo. Se a consciência tá tranquila, é um bom sinal de que você nesta existência tá tentando e tá conseguindo dentro das suas possibilidades, com suas imperfeições e limitações, fazer o seu melhor.
E a consciência reta. Consciência limpa ou consciência tranquila não é perfeição. Todos somos imperfeitos, mas a gente pode e tem é legítimo esse direito da gente almejar uma consciência a mais tranquila possível. Lucas R.costa 95 aspas. A consciência da finitude tempera a vida. Ele pergunta isso colocando entre aspas, portanto sugere que essa frase seja conhecida. Eu não conheço. A consciência da finitude tempera a vida. Mas é bonita a frase e ela em certo sentido, é um tempero bom, né? Porque quanto mais consciência você tem da finitude, maior o número de escolhas que você faz nessa existência que vão harmonizando seus interesses de acordo com o tempo de vida. nesse plano é é a consciência de que estamos de passagem.
Não parece, mas isso muda estratégia. Sabe aqueles maratonistas? Eu vi a São Silvestre esse ano, o finalzinho, tem sempre alguém da África, mas assim muito à frente, né? Eles têm outra, é impressionante a técnica, a desenvoltura, a velocidade, mas estratégia. Então ele sabe que a a corrida de São Silvestre tem X km. Vocês acham que eles correm igual todos esses quilômetros? Não. Eles têm estratégia. Eles sabem qual é o momento mais difícil da prova. Eles sabem quando eles não precisam se preocupar em estar no pelotão de frente. Eles sabem quando eles precisam estar bem no pelotão de frente para fazer o sprint final.
Sprint é uma palavra legal, que é aquele que seja agora é tudo ou nada e acelera a marcha, abre a passada e bye bye. Dá licença que eu sou da Etiópia. Aqui é comigo. Não só os etípes, né? Tem uma galera da África impressionante a técnica, leveza, resistência. Eu sou fã, adoro. Bom, entende o que eu digo? é a metáfora que me ocorre aqui. Eh, o tempero da vida é a sabedoria de quem cozinha. É o tempero na hora certa, na proporção certa para dar o maior sabor possível. É disso que se trata. RF Targino. Como lidar com a saudade de quem partiu? Não tem. Bom, a saudade ela é legítima. Saudade é uma palavra brasileira, só tem a palavra saudade em português do Brasil. Eu acho isso sensacional. não tem fórmula mágica, a gente vai sentir a saudade, né?
E eventualmente essa saudade vem mais forte, eventualmente ela vem mais diluída. A tendência, principalmente quando você tem a certeza de que a morte não existe, é a gente se consolar sabendo que a nossa, nosso ente querido, a pessoa que a gente ama, que fez a passagem, a gente endereçar ela um pensamento, um sentimento luminoso de paz, de amor, de equilíbrio, de realizações também no plano espiritual. E isso nos conforta, isso nos anima isso dilui um pouco o lado dolorido da saudade. A saudade não necessariamente precisa ser dolorosa. É a minha opinião. Quanto mais recente for o episódio do desencarne do ente querido, mais dolorosa é a experiência da lembrança.
Agora, o tempo tudo resolve, o tempo tudo cura. E a gente vai tocando a vida. O luto ele é o tempo que cada um de nós precisa e cada um de nós tem o seu tempo para se reconfigurar, restabelecer, repactuar a vida sem aquela pessoa que não tá mais na resolução física entre nós. E a vida segue, né? Bodoc DC. Por que é mais fácil aceitar a minha finitude do que a de um ente amado? Egoísmo, não sofrer? Eu acho que sim, né? Porque quem fica fica sujeito a despedida, velório, enterrocremação, tá lá o corpo que foi a manifestação física da pessoa. Então tem a despedida do corpo. Tudo isso traz dor, né? Agora, quando você partiu, [risadas] você deu trabalho pros outros.
Se você Porque tem gente, a maioria de nós, justamente por não conseguir se programar antecipadamente para esse momento, a gente vai deixar uma bagulhada pro povo arrumar tudo que você deixou. Se você não discriminou num testamento para quem que você quer que deixe as coisas todas, entendeu? Isso vai ser dor de cabeça, cara. A gente tem que se Olha, eu tô falando sério, o assunto é grave, mas eu eu preciso lembrar. Não deixa que às vezes as pessoas idealizam assim, quando eu tiver no leito de morte lá no último suspiro, eu quero que faça isso, eu quero que só que nem sempre é assim, quase nunca, né? Então, Seguro morreu de velho. Deixa lá uma orientação.
Eu me lembro da minha mãe sagitariana. Eu digo sagitariana porque eu acho lindo o arquétipo do Sagitário, que é aquela flecha, arco e flecha, jogando a flecha pra frente, né, cara? Sagitário. Mamãe era uma sagitariana porreta. Ela teve uma um infarto, fez uma cirurgia delicada e uma sobrevida de 10 anos. Eu acho que ela se tocou assim, eu acho que é bom eu deixar as coisas bem amarradas. E ela fez um envelope que ela deixou no envelope a expressão juste em inglês, assim, né? Se acontecer, vai que acontece. em caso aconteça.
E ali ela deixou um recado lindo para mim e pro meu irmão Daniel, lindo, suscinto, nada dramático, dizendo assim: "Olha, foi uma honra [risadas] ter sido mãe de vocês dois. Ótimo, maravilhoso. Agora vamos ao que interessa. Aí eu ia dizendo, eu gostaria que fosse assim, assado, partilha disso ou daquilo. Ela não era uma pessoa de muitas posses, mas ela sabia que o que ela tinha, um apartamento, alguma coisa na poupança, uma coisa modesta, mas ela achou por bem deixar tudo claro e foi bom pra gente, nos desonerou de ter que nós, irmãos, deliberar sobre isso. não haveria problema, mas seria uma um encargo que ela assumiu, porque eram as coisas dela.
Última pergunta aqui discriminada pela Ariane Solange Soares 44. Como nos reinventar quando já achamos que não temos mais nada para fazer aqui na Terra? Essa é uma ótima pergunta. Isso acontece com todo mundo que eu conheço a começar por mim e mais de uma vez na existência. Então eu preciso te dizer isso. Acho que você vai gostar de ouvir. Quando você pergunta como nos reinventar quando já achamos que não temos mais nada para fazer por aqui. é um sentimento muito comum e ele é um sentimento que, do meu ponto de vista inseja uma descoberta maravilhosa no momento oportuno de uma nova meta, uma nova razão para fazer algo que até então você não tinha a noção do quanto lhe daria prazer realizar.
Se você tá com dificuldade de descobrir sozinha, isso é muito comum também, veja se você se anima a fazer terapia, veja se você se interessa nos estudos ligados à espiritualidade, na corrente de fé que você tiver, ou na sua curiosidade, se você não tiver corrente de fé nenhuma, como é que diferentes tradições explicam como a gente deveria tá sempre ligado ao que importa fazer por aqui, na medida do possí possível. Nossa, tem filósofos, um deles eu citei no final do ano passado, que escreveu a Sociedade do cansaço, um sulcoreano, que ele vai na contramão do que todos os coachs da atualidade dizem para serem ah, seja produtivo, tem um ótimo desempenho, otimize seu tempo. ele falando assim: "Curta a vida, relaxa, descansa, deixa a tua alma fluir e você vai descobrir naturalmente o que lhe apetece do jeito que você achar que deve." São muitos os caminhos, mas o importante é você persistir ali na busca, penso eu.
Você não vai se arrepender porque a gente tá por aqui porque a gente tem que se não vira uma tortura, né? É uma prisão sem grade, né? Você tá aqui? Eu tô fazendo aqui. Nada me motiva, nada me anima, não tô com vontade de fazer nada. É de buscar sempre, toda vez que isso nos acometer, a devida assistência. Ajuda, peça ajuda. Tem gente que é craque ajudar nisso e tudo no seu tempo. Papo das chegou ao fim. Quarta-feira, sexta-feira, último dia das minhas férias. Hoje eu vou dar um tapa aqui no pelo. A Bárbara só vou tirar na sexta ou no sábado que eu volto no plantão de sábado apresentando o JN. Vamos que vamos e seja o que Deus quiser. Deixa a vida me levar. Vida leva [aplausos] eu.
Deixa a vida me levar. Leva eu. Deixa a vida me levar. >> [aplausos] >> leva. Sou feliz e agradeço. Tudo bem que Deus me deu. Valeu, gente.

