Informações consoladoras sobre a importância de seguir vivendo! 🎗️ | Papo das 9 #1078

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Assista ao vídeo completo de André Trigueiro: Informações consoladoras sobre a importância de seguir vivendo! 🎗️. Conteúdo publicado no canal oficial de André Trigueiro.

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Bom dia. Bom dia a todos vocês. Onde vocês estiverem, com quem vocês estiverem. Bom dia. Bom dia.

Iluminado pelo sol que voltou a aparecer, pelo menos por aqui, pela cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Que esse domingo seja de muita luz. E seguindo o combinado inspirado no setembro amarelo, nós vamos e vocês me deram retorno dizendo: "Prossiga nessa direção, vamos falar desse assunto ainda. Nós vamos hoje falar ou compartilhar informações consoladoras sobre a importância de seguir vivendo. Então eu já previndo vocês, é sempre importante a gente ter essa clareza.

de que eh eu vou compartilhar informações que têm origem na minha linha de fé, na doutrina espírita e sem nenhum viés proselitista de querer converter ou convencer ninguém. Mas o espiritismo tem muito a dizer sobre este assunto, né? E a gente, portanto, hoje vai beber dessa fonte. que na largada afirma categoricamente o seguinte: a morte não existe, o que é uma informação eh comum a todas as religiões oficiais e filosofias espiritualistas. E o espiritismo também afirma que nós continuamos sendo quem somos com o nosso nossa personalidade, nosso estoque de virtudes e defeitos no plano espiritual.

O desencarne, portanto, não determinaria na nossa crença uma mudança abrupta de eh estado de ser. Você simplesmente estará numa outra dimensão e haverá um tempo de adaptação, maior ou menor, dependendo do nível evolutivo de cada um. E quando digo nível evolutivo, não é só intelectual, é moral e é a capacidade da gente eh entender o que está acontecendo quando você muda de plano, né? E o mais bonito, que eu já vou dando spoiler aqui, que nós espíritas não consideramos válida a tese das penas eternas. Não faz sentido para nós.

E com todo respeito mesmo, não é da boca para fora, a todas as correntes de fé que preconizam, por exemplo, que o suicída haverá de pagar pelo erro que cometeu por toda a eternidade. Não. Para nós isso é muito bonito e nós temos muitas informações para compartilhar esse respeito. Deus, sendo soberanamente justo e bom, ele nunca seria Deus. com essas características, determinando sobre qualquer um que cometa qualquer erro, uma punição que prevaleça por toda a eternidade.

Isso não faz realmente sentido para nós. Eu vou começar, acho que tinha falado no domingo passado que exporia um aspecto da minha intimidade a respeito da proximidade com esse tema da valorização da vida e da prevenção do suicídio. Eu me converti ao espiritismo com a idade de 21 anos em 1987, meses antes de perder o meu pai num acidente de trânsito. E em 1999, eu até esse ano eu não tinha o menor interesse, afinidade, curiosidade para fazer qualquer imersão no universo da prevenção do suicídio. Não tinha nenhuma razão para isso e não tinha simpatia pelo tema.

Ocorre que eh nesse ano de 1999 houve algo interessantíssimo que determinou uma mudança nessa minha eh relação com esse tema. Eu estava num processo terapêutico. Eu já falei aqui que terapia é algo que faz parte da minha vida em diferentes momentos. Atualmente eu tô novamente em terapia com outra profissional, mas nessa época, em 1999, eu também tava fazendo terapia e eu tava num momento muito interessante da terapia quando quem fez ou faz entender o que eu tô falando. função do terapeuta não é ficar dando de mão beijada para você todas as informações que, no entendimento do terapeuta, vão ajudar você a a a ter a noção de quem você é ou de lidar melhor com seus problemas.

Não, o bom terapeuta é aquele que sabe escutar [roncando] e haverá de ser um facilitador para que você mesmo ou você mesma descubra por meios próprios, tenha a percepção que que o tempo permita que se aflore a noção de quem você é e do por que você faz o que você faz, pensa o que você pensa, sente o que você sente. Portanto, a terapia não tá ali para para ficar dando rapidinho resposta, não tá ali para trabalhar, burilar, elaborar a percepção. E eu tava num momento particularmente rico da terapia, quando eu tava desconstruído. Eu tava com uma imensa sensação de vazio, uma sensação de perda de rumo. Tô sem chão.

Não é confortável, mas eu repito, dentro do processo terapêutico, não é raro acontecer esse momento de vertigem que você, por vezes fala: "Nossa, tudo que eu tava imaginando sobre esse assunto ou sobre mim mesmo tá virando farelo. Eu tô agora percebendo outras questões e são questões essenciais, são questões profundas que vão mexer no tabuleiro da tua auto referência, vamos colocar assim. Bom, eu comentei com uma pessoa muito próxima a mim que era médium, é médium, esse momento dizendo: "Nossa, e fiz o seguinte comentário. Olha só, eu acho que sei o que passa pela cabeça de alguém que tá flertando com a ideia do suicídio. Eu não tô pensando nisso, mas eu tô de cabeça para baixo.

Eu tô com a sensação de vertigem. Eu tô me sentindo sem rumo, sem chão. Essa pessoa participou comigo de uma reunião mediúnica em que subitamente aparece um espírito desencarnado que endereça a mim questionamentos. E os questionamentos vão na seguinte direção. Várias perguntas, eu não vou repeti-las aqui.

Eu escrevi isso e deixei guardado em algum lugar pensando numa eventual publicação algum dia, não saiu ainda do papel, tá lá guardado. Fez várias perguntas. Vem cá, você se sente assim, assim, assim? você diante de tais ou tais circunstâncias, você se sente desta maneira que e ele foi descrevendo situações e eu, para todas as questões levantadas por pelo desencarnado, eu dizia: "Não, eu não sinto isso que você tá falando não, eu também não tenho essa percepção que você tá descrevendo". E aí esse espírito disse: "Então não diga que você sabe o que passa pela cabeça de alguém que tá pensando em suicídio".

e aquilo bateu fundo. Só que esse era o início de uma conversa. Essa reunião mediúnica durou bastante tempo e eu era o alvo das indagações e das questões trazidas pelo desencarnado. Essa história é longa. Eu não quero me alongar hoje falando disso.

Só quero dizer que num dado momento esse espírito se identificou, falou o nome Marcelo Ribeiro, o médium, a médium que tava incorporando Marcelo Ribeiro. Isso também me impressionou muito. Em nenhum momento ficou para mim qualquer desconfiança de que havia uma comunicação espiritual, porque a médium mudou as feições, mudou o linguajar, mudou as construções frasais, usou ideias e frases e palavras que não eram compatíveis com o seu repertório e começou a falar esse desencarnado que era Marcelo Ribeiro, que a média eu não conhecia, mas eu conhecia porque quando eu fiz Cidade espírita lá atrás. Marcelo Ribeiro era um autor de algumas mensagens psicografadas pelo médium Divaldo Pereira Franco, que eu adorava. E a principal delas, eu guardei isso aqui tem mais de 40 anos, esse papelzinho aqui meio amarelado com borda vermelha, que é a mensagem assinada pelo Marcelo Ribeiro, a oração do jovem que começa assim: "Senhor, sinto-me aturdido no baratro da vida moderna.

Este foi um dia de agitação. Pensando no estômago e nas exigências do corpo, esqueci-me de alçar-me a ti. Dominado pelas paixões, desperdicei o tempo na futilidade. Entre torturas e ansiedades, saí cata de sensações fortes. Agora detenho-me cansado.

Corri de um lado pro outro. Estive azorragado pelos impositivos da vida atribulada. E neste momento deparo-me com as mãos vazias de feitos nobilitantes e o coração sem paz. Por que me permito afligir com as questões da vida transitória quando já me encontro cientificado da realidade verdadeira? Ainda ontem, fazendo um exame de consciência, me prometi retificação, corrigenda interior.

Todavia, novos malogros me assaltaram no dia de hoje. Padeço receios que me atestam a falência íntima dos poucos valores morais que possuo. A verdade, porém, é que te amo. sem embargo. Surpreendo-me a cada momento distante de ti.

Ajuda-me a não te abandonar, porquanto sou eu quem necessita da tua presença vigorosa. A juventude, qual licor embriagante, corre pelas minhas veias e esfogueia-me. As ambições me convocam a corrida desenfriada na busca final de coisa nenhuma. Ouço os convites ardentes do mundo, atraentes, sedutores e inquieto-me, porquanto simultaneamente tua voz me penetra e me arrebata. Senhor, ajuda-me na barca frágil da minha juventude, ansiosa, em que naufrago e salva-me.

Aquiieto-me confiante. Registro tua voz a dizer-me gentil, bom ânimo, aqui estou. Conduz-me contigo no Porto da Paz, amigo divino. Marcelo Ribeiro. Mensagem psicografada em 19 de novembro de 1975, no Centro Espírita Caminho de Redenção, Salvador, Bahia.

Essa mensagem aqui que vocês estão vendo, eu xeroquei, fiz cópias, distribuí na mocidade onde eu fazia os estudos em Copacabana, fiz chegar as pessoas queridas à época da minha faixa etária, que eu achava que essa mensagem do Marcelo Ribeiro resumia muito de uma forma muito sensível e muito precisa, quase cirúrgica, um sentimento comum a todos nós jovens naquele período. Não acho que isso tenha caducado na linha do tempo, mas naquela época foi forte, bateu forte em mim. Muito bem. Era este camarada que se manifestou e entre outras coisas, eu vou resumir muito aqui a conversa. Ele disse: "Nós fomos irmãos em outras vidas, em mais de uma vida, irmãos consanguíneos.

Tivemos muitas experiências juntos e antes da sua reencarnação, ele falando para mim, nós acertamos o seguinte trato. Fizemos um uma combinação. Eu aqui onde estou cuidaria dos jovens desencarnados que se precipitaram pelas portas do suicídio. E você, na condição de encarnado na área da comunicação, haveria de fazer algum trabalho fortalecendo a mensagem da prevenção do suicídio. Nós espíritas não acreditamos em qualquer desencarnado, viu?

Eu preciso dizer isso. Então, eu tava com a minha sirene de alerta disparada ali no sentido de me precaver, me acautelar, não me deixar levar pelo primeiro impulso. E mesmo que todas as evidências até aquele momento, entre outras que eu não vou reportar aqui, ele foi dando met, eu fui fazendo perguntas e ele respondendo coisas que a médum não podia saber. mandou eu ligar, já era tarde da noite, para uma pessoa que já devia estar dormindo, uma pessoa de idade. E ele disse: "Pode ligar que ela tá acordada, fala que o que que tá acontecendo aqui".

Era uma pessoa que eu respeitava muito no no movimento espírito. Eu acabei ligando e tava acordada e respaldou. Poxa, então dê sequência a essa conversa, veja o que aonde ela vai dar. Moral da história, eu ao ouvir o que Marcelo tava dizendo, quem se dizia ser o Marcelo, perguntei: "Mas como é que eu posso ter a confiança plena no que você tá me falando? Eu preciso de uma confirmação, preciso de uma checagem".

E aí Marcelo disse: "Está chegando o mês de agosto, quando Divaldo Pereira Franco faz a sua visita tradicional ao Rio de Janeiro, uma semana de palestras. procure se encontrar com ele e se certifique de que eu estou aqui falando com você agora. E aí eu falei, vou esperar o Divaldo para checar isso. Quando o Divaldo chegou ao Rio de Janeiro, eu fui ao clube de Espanha, no Maitá, numa palestra que ele fez, salvo engano, sobre depressão. E encontrei Edivaldo junto com o formigueiro humano.

Usei minhas credenciais de ser sobrinho da tia Nadir Musolon, já desencarnada, que ele conheceu muito em Curitiba. E nos anos 50 e 60, eu nem era nascido, minha tia e meu tio faziam parte do grupo que recepcionava Divaldo nas incursões pelo Paraná. Então eu resolvi apelar, né? Eu falei: "Ô, Divaldo, eu sou sobrinho da Nadir Mussolon". Oh, Nad, eu falei, mas eu tô aqui por outro motivo.

Eu queria checar se Marcelo Ribeiro de fato fez comigo uma comunicação. Ele disse para eu checar com você. Aí o Divaldo olhou para mim meio constrangido, falou: "Ocorre que ele não disse nada para mim". Aí meu caiu o mundo. Eu falei: "Ih, cara, e agora?" Só para dar nó na minha cabeça, não tô entendendo nada essa história.

E fiquei apreensivo. Muito bem. E não sabia o que fazer. Não sabia o que fazer. E aí recebi uma ligação num sábado de uma pessoa que se ceroneava de Valdo no Rio e que era de uma instituição espírita eh coligada ou que se relacionava com a que eu frequentava em Copacabana.

E essa pessoa disse: "André, tudo bem? Boa noite. Eu tô te ligando porque o Divaldo pediu para você amanhã ir ao clube militar na Tijuca, que tem um ferão espírita lá. É, é o encerramento da semana do Divaldo no Rio. Ele pediu para você ir lá falar com ele.

Eu falei: "Ih, rapaz, será que?" Aí eu fui ao ferirão, esperei minha vez que o Divaldo, para quem não sabe, arrastava multidões. Mas quando eu cheguei lá, eu acho que ele já tinha dado um alô pras pessoas dizendo assim: "Se o André aparecer aí, joga ele para cá, porque vai ter um momento lá de uma trégua, um intervalo que eu vou conversar com algumas pessoas, ele será uma delas". Assim se deu e ele falou: "André, Marcelo finalmente me apareceu". Ele começou a descrever como Marcelo tinha um jeito meio engraçado de se apresentar pro Divaldo em horários, momentos que o Divaldo achava um tanto inoportunos ou desconfortáveis, de manhã muito cedo, enfim. e falou assim: "Ele reproduziu, o Divaldo reproduziu sem que eu dissesse para ele os termos com que Marcelo se comunicou com essa outra médium muito próxima de mim.

E aí, esse é o ponto de partida da minha, eu vou chamar isso de sentido de missão. Não era um assunto sobre o qual eu queria me aproximar. Suicídio não era um assunto que eu gostasse espontaneamente de estudar. Mas eu me impus uma disciplina para ver o que seria uma palestra, comecei por aí [roncando] sobre prevenção do suicídio dentro de uma casa espírita. A primeira palestra que eu fiz sobre esse assunto ainda foi no ano de 1999, no Centro Espírita Joana de Angeles em Copacabana, que é aquele que eu frequento.

Eu fiquei muito emocionado no final da palestra, muito emocionado, porque não foi simples, não foi fácil. Eu confesso a vocês que eu tava forçando um pouco a minha natureza e devo dizer que de lá para cá, já se passaram 27 anos, eu descobri o seguinte: falar de prevenção do suicídio não é falar de morte, é falar de vida. É falar de vida. E eu eh tenho a oportunidade de falar sobre esse tema sem que as pessoas após essa abordagem que eu faço se sintam pesadas, se sintam, eu diria, desconfortáveis. É algo que, do meu ponto de vista eu fui preparado para isso, como comunicador, como espírita, com muita ajuda de muita gente.

O livro Viver é a melhor opção, a prevenção do suicídio no Brasil e do mundo veio eh a ser lançado em 2015 com um cuidado enorme de fazer exatamente essa conexão da ciência médica da Terra com a medicina espiritual ou abordagem espírita sobre esse tema. nos dois domingos anteriores. Deixa eu mostrar a cara do Marcelo. Ele não vai gostar disso. Esteja onde estiver.

Ele não gostava muito dessa, como é que eu vou dizer? Isso é muito espírita também. Risco de ser objeto de devoção, idolatria. Ele é um cara normal. [risadas] Acho que ele gostaria de ouvir isso.

E esse aqui é o bonitão, ó. O Marcelo Ribeiro, pela primeira vez que eu tô mostrando o rosto dele, essa foto eu ganhei de presente quando eu comecei a investigar quem é Marcelo Ribeiro. E aí uma pessoa que ou conheceu já uma senhora que conheceu os pais dele no grupo espírita André Luiz aqui no Maracanã, vendo o meu interesse conhecendo parte da história que eu contei para vocês, deu de presente para mim essa foto, dizendo: "Olha, essa foto do teu irmão de outras vidas, guarda com você". E o Marcelo Ribeiro, ele filho de Emílio e Líia Ribeiro, frequentadores do Geol, Grupo Espírita André Luiz. E o o Marcelo não era espírita, mas os pais do Marcelo tinham uma ligação forte com a doutrina e com o Divaldo.

Divaldo, quando via vinha ao Rio de Janeiro, se encontrava com Emílio Líia, inclusive no apartamento dos dois. E quando Emilia e Líia entravam, perdão, Divaldo entrava no apartamento de Emilia Líja, o Marcelo saía brincando. Se eu ouvi do Divaldo uma vez, oi Divaldo, tchau, Divaldo. E ó, arquiteto noivo, estamos na década de 1960. Ele foi acometido, Marcelo Ribeiro, de uma grave patologia cardíaca, uma doença coronariana sobre a qual a época não haviam recursos da medicina, pelo menos no Brasil, para livrá-lo de problemas graves.

E Divaldo foi visitá-lo no hospital e Marcelo perguntou: "Divaldo, pode falar, cara, eu vou morrer?" O Divaldo entendeu o que deveria dizer. É uma situação muito difícil e essa possibilidade sim está colocada. O que eu soube é que Marcelo desencarnou com uma imensa gratidão pela forma como Divaldo, no momento particularmente tenso da sua vida, que resultou no desencarne, conseguiu prepará-lo paraa transição de plano e Marcelo começou a se comunicar com Divaldo. Uma das mensagens mais bonitas para mim, a mais bonita é essa que fala da oração do jovem. Comecei então min a minha jornada, me aproximei do Centro de Valorização da Vida, fui à Brasília com o voluntário, o Coutinho, muito querido, dos primeiros voluntários do CVV.

Na época ainda era governo Fernando Henrique, o ministro da saúde era José Serra. O CVV foi pleitear ajuda na divulgação do trabalho deles e, se possível, a adoção de um número que fosse fácil de memorizar e comum a todo o Brasil em três dígitos. Dígitos. 188 foi o número que a Anatel deu a partir do reconhecimento pelo Ministério da Saúde que o CVV é um serviço de utilidade pública como Defesa Civil e como a Polícia Militar, entre outros. Fui diretor regional de divulgação do CVV, [risadas] viajei, participei de eh jornadas de formação de voluntários na área da comunicação, que era a minha área.

Nunca fiz o curso de plantonista do CVV, que eu acho espetacular. Quem se voluntaria para fazer esse trabalho é algo fenomenal, lindo, maravilhoso. Aprendi muito com os muitos voluntários e ex-voluntários que eu conheci e ainda sigo conhecendo dentro do Centro de Valorização da Vida. Me surpreendi e coloquei no livro Viver a Melhor opção um capítulo de um livro espírita chamado Caminhando com a Verdade, de Luís Sérgio, que é outro autor espiritual que no início da minha trajetória no espiritismo era muito interessante para mim, porque ele falava a linguagem dos jovens com gíria e aquilo era muito interessante. Depois ele foi, me parece, ganhando maturidade, quilometragem, sem perder o viés do vigor jovem, o vocabulário mudou um pouco.

capítulo desse livro, Luiz Sérgio conta, ele não usa o nome CVV, mas ele fala uma importante, uma organização voluntária ligada a apoio emocional e prevenção do suicídio do Brasil. E toda descrição que vem a partir daí é o CVV. Nenhuma dúvida. É o CVV. E o, eu achei essa abordagem tão bonita falando que o CV não tem nenhuma vinculação religiosa, embora tenha sido fundado por jovens espíritas em São Paulo, 1962, a percepção deles era de que não deveria ser um serviço de apoio religioso, era um serviço de escuta atenciosa, que faria toda a diferença para pessoas em situação de ah aflição, angústia, ansiedade, desespero.

O CVV não faz terapia, o CVV escuta e permitir que as pessoas liguem para um voluntário do CVV, um estranho. E desse estranho, desse estranho, tenho a certeza de que haverá o sigilo do que tá sendo dito, que não haverá eh a intenção do voluntário de dar dicas de como a pessoa deve agir ou não deve agir. Eh, e essa escuta não tem prazo. Quem define o tempo da ligação é quem liga. Isso é fabuloso.

E Marcelo, Marcelo, o Luiz Sérgio nessa obra Caminhando com a verdade, ele eh é muito bonito, mostra como a espiritualidade atua durante o apoio do CV. Veja, o CVV, como disse, não é uma entidade religiosa. Vai ter ateu, vai ter eh evangélico, vai ter católico, vai ter de tudo. Dona de casa, advogado, aposentado, jornalista, entre os voluntários que fazem o curso de seleção e chegam ali. Mas o Luís Sérgio conta os bastidores espirituais do apoio.

Quando esse serviço é feito com o devido cuidado, com a devida seriedade, amigos espirituais estão presentes, intuindo, ajudando, procurando fazer com que aquele contato resulte num benefício, que é a recuperação da serenidade e, se possível, da confiança na vida. né? a certeza de que dá para encarar os problemas que até a pouco estavam me deixando muito aflito. Eu consegui desabafar e consegui me tranquilizar e reunir, eu diria, um capital emocional importante para tocar minha vida sem que esse problema tenha a capacidade de me desequilibrar como vinha me desequilibrando. Vamos colocar assim, tá?

Então vamos lá. E aí eu percebi, fazendo palestra sobre prevenção do suicídio, a gente faz fez reportagem na TV Globo sobre o CVV, sobre a importância da prevenção na Globo News, escrever artigos para jornal. Nossa, a gente participei, fui convidado certa vez para participar como orador de um simpósio latino-americano de psiquiatria, que já havia lançado o livro e o livro teve alguma repercussão porque não era um livro para endereçado a especialistas ligados à saúde mental, era um livro dedicado a qualquer pessoa, mas citando como fontes os doutores especialistas Então eu tive alguma inserção nesse meio, participei de alguns eventos, inclusive esse simpósio latino-americano de saúde mental, salvo engano, foi em Belo Horizonte. Então, eh, eu entrei nesse, nesse universo, eu entrei, eu entrei, nunca saí dele e me identifico hoje plenamente com a perspectiva, como disse, de falar e trabalhar na área da prevenção do suicídio. Mas eu não tô falando de morte, eu tô falando de vida.

vida em abundância, como disse o Cristo. E por, e esse é o assunto de hoje, falei tudo isso para chegar aonde na largada do papo de hoje eu disse que chegaria, que é qual é a visão do espiritismo em relação a esse tema? Então, vamos lá recapitular. Primeiro, a morte não existe. Todas as tradições espirituais, religiões oficiais, filosofias espiritualistas dizem a mesma coisa.

Mas aonde o espiritismo eh se diferencia, na minha opinião, e não é melhor ou pior, mas se diferencia, é fato. Nós trazemos os detalhes, os pormenores do que seria a passagem desta vida na Terra para uma vida espiritual, a desacoplagem do corpo e o ingresso no plano astral. E o que acontece com a gente no plano espiritual? O espiritismo é isso. Você pode não acreditar, não tem problema nenhum.

E você pode se interessar, ler, estudar e e se tiver a oportunidade de ver, como eu vi, materializações, checar psicografias e verificar a autenticidade e a legitimidade daquela informação de alguém que o médium não conhece, revelando detalhes e pormenores de alguém que o médium não conhece, Mas é através dele que vem formação. Portanto, eu não tenho direito, devo ser muito franco com vocês, de dizer que eu acredito na vida após a morte. Eu preciso dizer para vocês que eu sei que a morte não existe. E isso me traz assim uma um alívio, sabe? É um fardo que eu tirei das minhas costas quando eu ainda especulava se existe vida após a morte ou não.

Será que não? Isso para mim já é passado. Eu tô de olho no futuro, agindo no presente, que é aqui, é no aqui agora que as coisas acontecem. Então isto posto lá se vão 99 para cá, 27 anos ligados a essa causa da valorização da vida. E aí meus amigos, eu vou chegar aqui no capítulo final do livro Viver é a melhor opção para falar.

E daí, André, que que o Espiritismo teria a dizer sobre isso? que a que a morte não existe, que a gente continua sendo quem é no plano espiritual logo após o desencarne. E aí vamos aqui desmistificar algumas coisas para nós espíritas, como já disse, não apenas eternas, para nada. Deus não seria soberanamente justo e bom não seria Deus se intervalo de uma existência eu cometi algo que vai contra, não é Deus, é a natureza. Porque não existem castigos ou punições, existem consequências, né?

Ah, para qualquer coisa. A lei de ação e reação é uma lei da física. Então, tudo tem consequências, tudo. E o livre arbítrio na nossa cosmovisão, ou seja, as escolhas que nós fazemos no dia a dia, elas são soberanas e elas são determinantes do teu futuro, do teu destino, daquilo que vier a acontecer com você. Se essa escolha vai contra você, se ela tem como consequência algo que não lhe favorece, isso não é uma condenação eterna, isso não é algo que vai lhe afligir por toda a eternidade.

Na nossa visão, eu sei que existem outras tradições e leituras sobre essa questão. Respeito todas e não falo isso da boca para fora. Quem acompanha o Papo das Novas sabe a deferência, o respeito verdadeiro. inclusive citando aqui livros de outras tradições, problema nenhum. Muito bem.

O que diz o espiritismo? Eh, nós não entendemos o suicídio como uma solução. A nossa visão é de que a vida tem um propósito, a vida tem um sentido. E ainda que a gente não se dê conta do que eu vou dizer agora, para nós espíritas faz sentido a ideia de que há um planejamento que antecede a nossa encarnação. Falamos já muito disso aqui no Papo das 9 em outros domingos.

em que não sendo vida a obra do acaso, não sendo algo aleatório que acontece de repente, não. Se nessa encarnação eu sou filho do meu pai e da minha mãe, eu tenho um irmão, eu tenho tais ou quais problemas de saúde hereditários ou não vinculados a hábitos e comportamentos meus, isso não é obra do acaso. E dentre todos os fatores que são objeto de algum planejamento, eles têm algum propósito, eles têm algum sentido, nessa encarnação, está o tempo de vida. o tempo de vida que não é cirúrgico, ele é maleável, mas ele tá inserido no planejamento. Então, para nós espíritas também faz sentido a seguinte informação: ninguém vem ao mundo tendo assinalado no próprio destino o suicídio.

Ninguém vem ao mundo para se matar. Já disse aqui, para mim passou a fazer muito sentido também a ideia de que o suicida não quer se matar, ele quer calar uma dor. É disso que se trata. Por isso que a gente precisa ter muito cuidado na abordagem desse tema, não ser tão apressado, assodado na crítica, no julgamento e na condenação do Suicedas. Primeiro que, sendo reencarnacionista, qual de nós poderá dizer que numa outra encarnação, numa situação de extrema aflição, que gerou alguma perturbação, não recorreu ao mesmo expediente, não realizou uma tentativa e eventualmente foi bem-sucedido na tentativa, ou seja, se matou.

Então, a gente precisa ter cuidado na hora de julgar com tanta, eu diria, por vezes, eu já testemunhei isso em Centro Espírita. Hoje eu não tenho mais paciência, devo dizer, é uma imperfeição minha. Se eu vejo um orador gastando saliva com a jugular sobressaltada, face avermelhada, né, manifestando lá a sua reputo, alguém que experimentou uma dor e que esse camarada, se dizendo espírita, né, julga [roncando] a dor do outro sentar na pele do outro, não me parece algo que faça sentido. Agora sim, nós afirmamos categoricamente, nós espíritas que viver é melhor opção. Haja o que houver, em qualquer circunstância, nós estamos aqui por um propósito.

E se a dor é extrema, se eu não tô conseguindo saber lidar sozinho com essa dor, precisamos procurar ajuda. a ajuda em diferentes frentes. A primeira da ciência da medicina da terra, os profissionais da área da saúde mental, eles podem e devem ajudar. Eles têm recursos para isso. É um privilégio estar no século XX e termos acesso a tantas rotas terapêuticas bem-sucedidas que se não conseguem livrar totalmente a gente de um infortúnio do ponto de vista de alguma psicopatologia, a gente consegue atenuar os efeitos dessa psicopatologia.

E seguindo em frente, já tive contato com muita gente que foi alvo de cuidados terapêuticos com psiquiatra ou psicólogo e conseguiu sim dar a volta por cima, sair do buraco, voltar a sentir prazer, voltar a ter humor. Falando em humor, tem duas frases ligadas a a esse tema que eu acho o máximo. Uma delas é do Milor Fernandes. Aspas, morrer é algo que a gente sempre deve deixar para depois. E do Jô Soares, saudoso Jô, esse que vos fala já tocou bateria duas vezes no programa do Jô, tá?

No quinteto lá, o Batera pegava um chocalinho lá, um instrumento de percussão e deixava eu eu tocar um pouquinho. Eh, o Jô dizia disse certa vez o suicídio é a maior demonstração de falta de humor também. Acho isso muito sábio, tem muita sabedoria. Às vezes a gente se leva muito a sério, às vezes a gente fica muito eh eco, né? E aí precisamos de ajuda.

Não julgue moralmente uma pessoa que é portadora de psicopatologia como depressão. Você não sabe o que ela tá sofrendo. Procure dar o apoio possível, o amor possível. Desdobre-se, informe-se, tenha paciência e tenha persistência, mas não julgue moralmente. Esse capítulo da depressão, eu já tive na minha família, dentro de casa, uma pessoa cometida de depressão.

Isso na década de 1970. E um aprendizado que eu tive foi, é engraçado, né? Quando você vê uma pessoa que quebrou a perna, ela bota gesso, aí você, tadinho, quebrou a perna, você vê o problema. Uma pessoa que se feriu, eh, uma pessoa que pegou o conjunto Ivite, tá com a vista ardendo, lacrimejando, você tadinha, deve tá incomodando, vamos botar colírio, compressa, não sei o quê. Você vê o problema.

A depressão não é visível. E aí você acha que a pessoa que está, por exemplo, muito prostrada, muito desalentada, sem ânimo sequer às vezes para se levantar, para trabalhar, para fazer alguma coisa, você julga moralmente essa pessoa, né? Ah, você tem tudo. É a pior coisa que um depressivo pode ouvir. Você tem tudo.

Você você tem casa, você tem o que comer, você tem uma família que lhe dá apoio, você consegue pagar tuas contas e você tá aí nesse buraco. É a pior. Eu aprendi isso dentro de casas, vendo o cuidado que a época um especialista estava tendo com um membro da minha família, porque ele cuidava dessa pessoa próxima de mim e cuidava da família, porque essa é uma abordagem muito correta. A família precisa ser instruída. O que dizer, o que não dizer, como ajudar, né?

Então, vamos lá. Ai gente, será que vai dar tempo? Já o tempo voou, já são, ih, daqui a pouco vou ter que terminar. Nem comecei a falar do resto. Então vamos lá.

Do ponto de vista espírita, a gente tá falando que a dor e o sofrimento, os momentos ruins paca da vida. Sabe aqueles momentos ruins paca, que não é um momento ruim, é um momento ruim metal. É um momento que te desestrutura, é um momento que te deixa arriado. A gente começou o papo das 9 no auge da pandemia e a gente trocou muita ideia com pessoas que estavam muito, muito mal porque perderam os entes queridos pela pandemia, porque estavam em sofrimento, porque o o marido, a mulher, o filho tava internado no hospital, entado e não tinha vacina. e você não podia visitar porque o protocolo era outro.

Eu eu ocupei de perto a partir do das trocas que a gente teve aqui no papo das o sofrimento de muita gente no mesmo momento nosso aqui do Brasil. Aí você vai dizer: "Não é um incômodo, é uma dor visceral que desequilibra a gente." Aí vamos lá. O que que o Espiritismo traz de informação sobre essa dor e esse sofrimento? De alguma forma, todos nós precisamos nos dar conta de que, primeiro, isso é na visão espírita, sempre vou enfatizar isso porque pode não ser a sua e não tem problema. Eu acho lindo quando o próprio Espiritismo diz: "Nós não somos o único caminho da salvação.

Cada um com a sua, você tá bem na tua corrente de fé, então continue aí. Ah, eu não sou espírito, não tem problema. Você tá tá tá se sentindo encaixado nessa linha de abordagem do que é transcendente, do que é místico, do que é espiritual. Ótimo. É isso que interessa.

Agora, nós espíritas somos reencarnacionistas e isso para nós faz muito sentido, porque uma vida passa rápido, uma vida é pouco pra gente aprender tudo que a gente precisa aprender, pra gente se tornar tudo aquilo que a gente tem potencialmente a condição de se tornar. uma vida passa rápido. E a reencarnação ela dentro de uma perspectiva espiritual, ela faz sentido dentro de um processo contínuo de aprimoramento, desenvolvimento intelecto, moral, vitória sobre as muitas imperfeições e construção metódica lenta. processo de ruminância evolutiva das nossas virtudes. Isso é processo.

A natureza não dá saltos. A natureza tem seu tempo, né? Então, dentro da perspectiva do cristianismo, porque o espiritismo é cristão, quando Jesus disse: "Vós sois deuses", né? Há várias interpretações teológicas para isso. Uma delas é: "Nós temos um potencial espetacular de sermos perfeitos, de um dia alcançarmos a iluminação, que seria metaforicamente a ausência de imperfeições.

Uma vida, repito, é muito pouco para isso. Essa é uma tese que favorece, do meu entender, a reencarnação. Outra, que Deus é esse que permite que num determinado dia, pode ser hoje, nesse exato momento, 9:48, horário de Brasília, tenhamos dois partos ocorrendo aqui na minha cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. um parto tranquilo de uma mãe e de um pai que se amam, que planejaram esse filho, que tem saúde, que tem dinheiro, que tem boas condições materiais, portanto, de acolher esse rebento que tá vindo ao mundo e de dar-lhe amor e todas as condições para ter a melhor educação, a melhor saúde e tudo. Nesse momento acaba de nascer aqui no Rio de Janeiro um menininho com essa característica.

Ao mesmo tempo, também aqui no Rio de Janeiro, lá no morro do Rato Molhado, a gente vai ter uma jovem de 16 anos, que saiu de casa por ser dependente química, uma família desestruturada não lhe deu apoio. Ela tá na rua, ela engravidou, não sabe de quem. Ela tá suja, maltrapilha, sem segurança alimentar, doente e deu a luz a um rebento que tá vindo ao mundo nesse exato momento junto com aquele outro que acabou de nascer. Os dois são filhos de Deus. Os dois nasceram em condições completamente opostas.

Aí você vai dizer, porque eu vou dizer, eu disse isso para mim, que Deus é esse que já na largada de uma existência determina condições tão diferentes, tão assimétricas para seus filhos? Uma possível resposta pode não ser a sua e não tem problema. Para mim, nós não estamos começando a nossa história ali. Nós estamos recomeçando a nossa história ali. E devo dizer para os apressadinhos que a pessoa que nasceu cercada de amor, de afeto, de carinho num lar estruturado com muitas benéces materiais, esse espírito não necessariamente é um espírito mais evoluído do que aquele outro que veio ao mundo no mesmo dia, no mesmo horário, no mesmo, na mesma cidade, filho ou filha de uma dependente química com as condições que eu relatei há pouco.

Não se aprece [risadas] nos julgamentos. A vida, o estudo da doutrina é maravilhoso no sentido da gente descobrir nuances várias nessas narrativas. Então, voltando aqui à vaca fria, dor e sofrimento, André, que Deus é esse que permite. A dor e sofrimento não são contra nós, não são castigo, não são punição. Dor e sofrimento são ferramentas evolutivas, são experiências pelas quais passamos e que trazem de forma subliminar, subjacente, a condição da gente desenvolver habilidades, valências no campo da paciência, da persistência, da perseverança, da resignação positiva.

Não é ser mosca morta, como se diz, mas é diante de fatos sobre os quais eu não tenho como de imediato responder, eu aceito, eu vou encarar. Então eu já tô aqui, por exemplo, resignado porque me faltam 8 minutos até completar uma hora de papo. Eu não vou conseguir entrar. vai ficar para domingo que vem, se vocês quiserem, porque eu eu tô me medindo muito pelo termômetro de vocês, para ver se a gente consegue avançar na direção da realidade espiritual de quem precipita o retorno a essa outra dimensão. Mas eu preciso dizer, a gente tá vivendo, tem uma frase do Krishna Murti que eu adoro, que diz assim: "Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente".

Eu adoro essa frase. Nós estamos inseridos, mergulhados, saturados de muitas questões que não ajudam a enfrentar a dor e o sofrimento nesse mundo. Existe o mito da felicidade absoluta. Existe a fantasia de que para ser feliz eu preciso ter opulência material, preciso acumular bens e posses. Existe uma uma visão deturpada do que seja a vida.

Eu tem uma música da época do rock brasileiro emergente da década de 80. Acho que é do Lobão que diz assim ou é do Barão Vermelho que fala: "Eu prefiro viver, acho que é do Casusza. Eh, eu prefiro viver 10 anos a 1000 do que 1000 anos a 10. essa coisa de esgotar no intervalo de tempo curto tudo que a vida pode me oferecer, me exaurir, me consumir em todos os prazeres possíveis que a existência possa me dar. Cara, aí diz assim: "A vida é uma sola, vamos aproveitar".

Claro que a gente tem que aproveitar a vida, mas essa visão de que eu preciso aproveitar ao máximo e exaurir todas as possibilidades de alcançar o máximo prazer, ela traz aspectos muito controversos do ponto de vista do que seria uma visão de sabedoria da existência. O livre arbítrio é soberano. Quem quer viver 10 anos a 1000, em vez de 1000 anos a 10, que seja feliz assim. Mas eu devo dizer que essa perspectiva que é muito sedutora e traz muita muita inspiração para escolhas que depois podem se revelar problemáticas. Porque se tudo na vida tem consequências, como eu acabei de dizer, é uma lei da física, lei de ação e reação, que que significa eu me consumir nos prazeres que o mundo material me oferece, me consumir em todas as perspectivas e possibilidades de prazer que o mundo material me oferece?

Qual será a resultante disso? Porque eu posso continuar experimentando, apesar de tudo isso, uma brutal sensação de vazio. Eu posso construir e me frustrar muito uma depressão. Porque se somos seres espirituais, se somos espíritos que animamos corpos e não corpos que animam espíritos, eu vou estar bem nutrido paraa carcaça o corpo das sensações materiais, dos prazeres desse plano e posso sofrer uma inamição espiritual, uma subnutrição mesmo que abre a porteira para algo que vai me perturbar ainda mais se eu tenho uma vida bastada. Pô, eu tenho tudo, eu tenho tudo que eu preciso e ainda assim não sou feliz.

O que explicaria isso? É que a gente não é só nem só de pão vive o homem, não é isso? Quer dizer, não é só o pão de farinha, é nem só de matéria. Essa é uma questão. E veja, não tem a ver com religião, estrito senso, não tem a ver com natureza, a natureza das coisas.

Então, a desilusão com a vida, o desânimo, o desalento, essa perspectiva sombria da existência, em boa parte dos casos, está calcada numa frustração diante daquilo que não é da minha lavra, não são escolhas minhas nem percepções minhas. é que distraídamente eu incorporei como meus os valores que não são meus, são da sociedade de consumo, são da sociedade materialista, são da apologia do viver 10 anos a 1000. E eu vou curtir adoidado tudo que a vida me oferece agora, que eu não sei se eu vou estar vivo amanhã. Então, vou dormir hoje. Vou dormir só quando o corpo colapsar, eu falo: "Não, agora é hora de dormir.

Não quero perder tempo dormindo". [roncando] É, eu nem consegui chegar aqui nos detalhes da literatura espírita sobre essa precipitação, mas aqui eu queria me despedir com uma mensagem consoladora para pais, mães, irmãos. filhos, amigos, colegas de trabalho de alguém que partiu em circunstâncias tão difíceis e dolorosas. Deus nos ama a todos indistintamente. E por isso a todos nós, essa força superior permite que haja sempre outra ou outras oportunidades de seguir em frente.

Não existem penas eternas. E obviamente a gente tá aqui para falar que seja qual for a circunstância ou situação, persistir na vida, ser um completista, cumprindo a jornada que a nossa bateria, enquanto tiver energia nos dá suporte, é a melhor opção. Tenham um ótimo domingo. Quarta-feira e sexta-feira tem papo. Domingo que vem é o papo temático.

Se vocês acharem que é para seguir nessa toada, estamos aqui. Fiquem com Deus. Tudo de bom. Aproveitem a vida com sabedoria. Tudo de bom.