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Ser latino te constrange? | Papo das 9 #1003

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Sou latinoamericano e nunca me engano. E nunca me engano. Viva Zé Rodrigue que mortalizou essa música deliciosa. Ele brasileiro, só para registrar, cantando. Soi latinoamericano e nunca me engano. E nunca me engano. Sou latino-americano, nunca me engano. e nunca me engana. Então, só para deixar claro, por que que eu tô cantando essa música hoje? Porque tivemos um episódio que ainda repercute. Nós estamos na quarta-feira, isso aconteceu no domingo à noite nos Estados Unidos, na Califórnia, no intervalo do Super Bow, que é o mais importante evento esportivo de maior audiência, o esporte mais popular que é o futebol americano, a grande final.

E aí eternizou-se, eternizou-se a a prática, digamos assim, né? A prática de você no intervalo do Super Bowl fazer um mega show, o show. E eles sabem fazer isso. Os americanos são os número um dos showbes. Eles sabem fazer de um jeito que a gente fica perplexo com o apuro profissional estético, tecnológico. Não é só o show em si, a transmissão, as múltiplas câmeras, os cortes certeiros. É uma coisa impressionante. Sempre foi. Que que houve de diferente? Bad Benny, portorriqueno, se apresentando durante 16 minutos, algo por aí, cantando no idioma dele. Espanhol, ele é porto-riquenho, cara. Primeira vez na história, um show inteiro cantado eh em espanhol e um posicionamento. O show cheio.

Eu não vou reproduzir aqui todas as metáforas, todos os simbolismos, todas as os ingredientes que pautaram a apresentação de Bad Benny no momento da história em que nós estamos testemunhando o horror do tratamento truculento, violento em relação aos imigrantes nos Estados Unidos, todo mundo que pareça ser imigrante já é tratado, já é esculachado, já é violentado nos seus direitos. de uma forma arbitrária, crianças são presas. Cidadãos americanos que tentam proteger os imigrantes são trucidad e mortos. Aconteceu com uma americana branquinha, olhos claros, loura, mãe de três filhos, baleada dentro do carro. Uma coisa absurda.

Depois aconteceu com enfermeiro americano igualmente branquinho, trucidado, porque eles estavam se posicionando contra o Ice. Bad Benny antes quando ganhou o Gramy, ele foi o cantor mais ouvido no ano passado no mundo, né? Eu não sou propriamente um fã, eu não conheço o trabalho dele, eu não conheço uma música dele. As minhas filhas conhecem, eu não conheço, mas ele se notabilizou exatamente eh numa linha musical que a garotada gosta, né? Eh, é o trap e tem o Regaton. E aí bombou ano passado, concomitantemente Trump descendo além imigrante. Ele recebe o convite para se apresentar no Super Bow porque o interesse do Super Ball é ter audiência e ganhar dinheiro com anunciante.

Entenderam que ele seria uma boa por ter sido o cantor mais ouvido no ano passado. Só que aí começou a pipocar os bastidores da negociação. Os organizadores do Super B queriam que ele cantasse inglês ou pelo menos fizesse uma meca. Ele falou: "Só vou cantar em espanhol". E determinou outras exigências com medo do a se aproveitar que ele ia se apresentar por lá e uma quantidade expressiva de imigrantes fãs dele fossem ao estádio e o ICE pegar. Ele falou: "Eu não quero o ICE a volta, eu quero segurança privada para proteger o público." E veja, eu não sabia disso. No auge da fama e do sucesso, ele não fez uma apresentação sequer nos Estados Unidos no ano passado.

E a explicação seria que ele não queria, ao fazer shows concorridos, atrair imigrantes que fossem alvo ou presa fácil do ICE. Então esse cara, ele não se acovardou diante das circunstâncias, exaltou o orgulho de ser latino-americano ou de ser americano, que é o desconhecimento dos estadunidenses, de que em que pese a a a forma como muitos deles, a começar pelo presidente Trump fala: "Ammerica, America, we are America, here is America, make America great again." América, América, América. América é América do Norte, América Central e América do Sul. Tudo é América. E o Trump não aceita isso. E ele exaltou isso e ele encerrou o espetáculo falando disso.

Eh, e citou todos os países, inclusive aquele, o único da América, do Norte, central e do sul, que fala português. Bad B falou: "Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Brasil, Cuba, Panabá, Porto Rico, Argentina, Colômbia, Peru, Paraguai, Uruguai, foi embora Argentina falou do Canadá, falou do México e falou dos Estados Unidos. Somos todos América. Então, a gente começou o papo das 9 hoje cantando: "Sou latinoamericano e nunca me engano. E nunca me enganou".

Lembrando, Zé Rodrigues, pra gente aproveitar a deixa do Bad Bunny, que causou enorme constrangimento aos supremacistas brancos dos Estados Unidos, ao presidente Donald Trump, dis que o show foi horroroso, que não dava para entender o que ele tava cantando. ficou indignado, horrorizado, porque foi uma humilhação pro presidente ver em território estadunidense, no evento mais importante daquele país, no show do intervalo, recorde de audiência, mais de 130 milhões de pessoas assistindo, um portorriquenho que já havia falado Ice ou out Gramy falando fora Ice, fora agente de migração do Trump. Ele deu repeteco sem falar nada ostensivamente contra o presidente ou contra o IS.

O show inteiro foi a exaltação da cultura americana e que os Estados Unidos muito se beneficiam exatamente desse contingente de aproximadamente 20% da população que falam são de culturas latino-americanas, predominantemente hispânicas, que falam espanhol. Ice out. Obrigado, Ana. Então nós vamos reverenciar aqui o nosso continente americano, que para muitos estadunidenses não fazia sentido. Como assim? Tem América do Norte, tem América Central, tem América do Sul. Nós não somos América. Bom, vamos se consultar lá com o pai dos burros, fazendo uma consulta aqui ao dicionário, usando a inteligência artificial. Que que significa ser latino? É bom a gente ter essa referência.

Uma das perguntas de vocês pelo stories foi essa. Que que é ser latino? Ser latino de modo geral significa ter origem ou herança cultural, linguística e histórica, origem cultural, linguística e histórica de países da América Latina, América Central, América do Sul, México, cujas línguas oficiais derivam do latim, como espanhol, português e francês, são línguas latinas. Então, nós que falamos português por conta da colonização portuguesa, a língua oficial do Brasil é o português, nós somos latinos. Toda a América do Sul e a América Central e o México na América do Norte são hispânicos no sentido de que falam espanhol, são latinos. os Estados Unidos e o Canadá, o Canadá com o francês, porque os Canadá tem inglês e francês como idiomas ah, que são falados no país fluentemente, na maior parte do país.

O francês, portanto, é derivado do latim, o inglês não. Então, os colonizadores ingleses dos Estados Unidos trouxeram outra raiz. linguística, cultural, histórica, que vem da Inglaterra, portanto, e o idioma tem origem lá, aí tem outra história que vem de longe, dos anglossaxões, aí tem parte lá dos germânicos quejaram a Alemanha, né, a criação da Alemanha e tem o inglês. Então, temos uma história para explicar como essa parte do mundo, predominantemente a América, é latina e os Estados Unidos são um país que foi resultado, a cultura americana é fortemente impregnada na contribuição dos imigrantes o tempo todo, na música, na cultura, no esporte.

Na culinária, você tem a contribuição dos negros, dos afro-americanos, como eles gostam de lembrar. Interessante isso. Afro-americano, eu sei a minha origem. Eu vim de lá, do outro lado do Atlântico. Eu fui trazido aqui a força e agora eu sou estadunidense que merece respeito, porque ajudei a construir esse país. Se você quiser, é interessante, se você pegar apenas a questão musical, o blues, o jazz, o rock and roll nascem da cultura negra. É, é, é impressionante. É impressionante. Você pega o basquete, os grandes ídolos do basquetebol, que é uma paixão dos Estados Unidos, são negros numericamente, né? Assim, você pega os grandes ídolos da história do basquete nos Estados Unidos, negros.

Negros. Então, eh, e aí você vai ver a violência que os colonizadores em todos os colonizadores são violentos. Os os espanhóis foram violentíssimos nos países hispânicos. Os portugueses foram violentíssimos aqui no Brasil. Os ingleses não foram diferentes. Dizimaram os povos originais dos Estados Unidos, dizimaram os indígenas, né? e trouxeram os escravizados da África e trataram muito mal outros imigrantes que vieram de outras partes do mundo. Em boa parte da história dos Estados Unidos foi essa, foi esse o tratamento descansado. Então, é interessante a gente, inclusive o Super Bow foi realizado em São Francisco ali, eh, Santa Clara, né, próximo do centrão lá de São Francisco, né?

E aquela área pertencia ao México. É importante conhecer a história. O México tinha era o Texas, a Califórnia. O o México era muito maior. Os Estados Unidos tomaram na mão grande, cara, aquela parte oeste ali do México. É impressionante a história. Aí, enfim, nem me preparei aqui para entrar nesses meandâros, mas pra gente entender, a história ensina a gente a ter um profundo respeito por outras culturas, por outras etnias. e a contribuição delas para música, para culinária, para sabedoria, para aspectos místicos e religiosos. Nossa, tanta coisa. Tá bom? Então, somos latino-americanos.

E BN fez história no coração do evento mais importante dos Estados Unidos, constrangendo os supremacistas brancos, constrangendo um presidente que manda prender, torturar e ah mandar para outros países da forma mais viligantes que não são criminosos e que estão, em boa parte dos casos, em processo de regularização documental. Ele não quer saber se você não tem lá o Green Car e às vezes até tem, eles não dão bola. É uma coisa horrorosa. É difícil descrever. O que tá acontecendo hoje nos Estados Unidos será lembrado no futuro próximo pelos historiadores como período de barbárie. Eu não tô exagerando. Barbárie. Trump parece se divertir promovendo animosidade, controvérsia, disputas, violências.

E por vezes eu suspeito que ele quer ver o Balde entornar mesmo. Ele quer ver um confronto eh bélico, como se fosse uma guerra civil. Ele parece não ter freios. É uma coisa inacreditável. Quando ele recua, é porque os seus aliados, os seus apoiadores, os seus financiadores de campanha ou advertem, você tá ultrapassando uma linha perigosa. Eu não tenho como apoiar o que você tá fazendo. O principal influenciador digital de Trump nas eleições que ele chegou ao segundo mandato, veio a público dizer: "Eu não apoio isso que ele tá fazendo". E mais, por lá, por aqui a gente não dá uma cobertura muito intensa, mas por lá é impressionante o tamanho do escândalo envolvendo os arquivos. do Epstein, que foi um bilionário com uma rede de influência enorme, que, segundo evidências, promoveu contatos com gente graúda da política, da economia, do mundo dos esportes, da cultura e oferecia em festas contatos com redes de pedofilia. muitas uma avalanche de denúncias de menores de idade, meninas que foram abusadas pelos eh pela elite da política, da economia, da cultura a partir da ação do senor Epstein.

E esses arquivos vieram à tona. E aí propagou-se estatisticamente o absurdo que é Trump foi citado nos arquivos mais de 30.000 vezes. Mais de 30.000 1 vezes. E isso é algo desmoralizador, porque os apoiadores e os eleitores de Trump não compactuam com esse comportamento absolutamente deturpado de qualquer adulto, abusando de menores, né? abusando de menores nessa rede. Trump parece, portanto, muito disposto a colocar cortina de fumaça, polemizar, anunciar medidas controversas todo dia para dispersar o foco da opinião pública em saber o senhor que hoje é presidente pela segunda vez, que que você fez no passado? que o passado não ficou para trás, não. O passado tá sendo.

E veja, os arquivos divulgados até agora, são milhares e milhares e milhares de páginas de documentos, excluem vídeos e áudios mais eh contundentes e chocantes. A parte que tá sendo liberada pelas autoridades é aquela menos chocante pra opinião pública. É, gente, não é brincadeira. Isto posto fazendo aqui a exaltação do sol latinoamericano e nunca me engano. E nunca me enganam. Sensacional esse rapaz. Sensacional. Imagina ser imigrante nos Estados Unidos com medo de a rua por causa do Ice vendo pela televisão junto com 135 milhões de pessoas, que foi a audiência recorde do Super Bow, o camarada fazer um show inteiro espanhol exaltando, exaltando a cultura dos países latino-americanos.

Espetacular, espetacular. Isso não tem precedente. Agora vamos acalmar, serenar os ânimos, partir pro Minutos de Sabedoria. Qual é a página que hoje vai merecer a nossa atenção, a nossa reflexão pra gente mudar frequência na direção do que importa no propósito mais nobre do Papo das, que é nos situar nesse mundo, entendendo o que que tá acontecendo, o que é relevante, o que é importante e a imersão em nós mesmos, procurando fazer de nós alguém melhor.

Melhor, porque a gente ganha muito em qualidade de vida, sendo uma pessoa mais amorosa, generosa, compassiva, paciente, lúcida, disposta a enxergar o mundo não apenas com seus aspectos eh alusivos aos sentidos humanos, do que é visível, do que é tangível, do que tá na matéria, mas aquilo que é transcendente, é místico, é espiritual, porque aí a gente vai entender o sentido da existência, que que a gente tá fazendo aqui nesse planeta doido, nesse momento turbulento. Então, vamos lá, que eu seja um instrumento fiel, uma ferramenta útil, meio adequado para abrir, com a ajuda desses amigos invisíveis, o livrinho na página mais indicada para nossa breve reflexão dessa manhã. Vamos dar onde? Opa!

271. Procure ser humilde em todas as circunstâncias. Humildade não é dizer sim a tudo e a todos, nem é apregoar que somos humildes. Não é agachar-se mentalmente a tudo que os outros dizem. Não. Humildade é saber exatamente o que somos e o que valemos. Cara, olha onde a gente abriu ao acaso. Humildade é saber exatamente o que somos e o que valemos. É conhecer-nos a nós mesmos, procurando corrigir sinceramente nossos defeitos e não nos querendo impor aos outros. Quem é humilde, em geral nem sabe que o é, mas quem não é humilde é que pensa que é. Caramba, que sincronicidade maravilhosa. Humildade é saber exatamente o que somos e o que valemos. Foi o que esse rapaz fez no Super Bom.

Ele não Ele não colocou os latino-americanos acima de ninguém. Falou: "Nós temos cultura, nós temos valor, portanto, nós temos lugar de fala. Nós não temos que nos curvar a ninguém. Nós não somos subcidadãos, nós não pertencemos ao mundo inferior. Eu não sou menos por ter a pele tostada. Você sabe que trigueiro é moreno, né? a pele trigueira, a pele eh numa cor que não seja aquela que alguns entendem que represente a América, empregado o termo América no sentido equivocado, porque a América, como falamos, vai da América do Norte, América do Sul, passando pela América Central.

Os supremacistas brancos ficaram tontos domingo passado vendo a lição de humildade do Bad Bunny falando: "Aqui nós somos felizes porque somos o que somos. Sabemos quem nós somos e valorizamos o que somos. É espetacular. Portanto, quando a gente fala de disputa de território ou disputa de espaço na sociedade, ou a gente começa a fazer uma hierarquização dos diferentes tipos de cidadãos, isso já é algo segregacionista, né? Então, em primeiro lugar vem a cor branca, em segundo lugar vem a cor verde, em terceiro lugar vem a cor roxa, em quarto lugar vem a cor.

Não, quando você determina, pode até não ser formalmente, mas você internamente cultiva o preconceito dizendo: "Aqui é lugar de branco ou em primeiro lugar eu quero pessoas iguais a mim. fisicamente, porque eu reconheço que nós pertencemos a um patamar diferenciado. Gente, isso existe ainda no século XX e não é só nos Estados Unidos. Então, a gente precisa se acautelar, a gente precisa ter muita vigilância para o condicionamento que faz a gente enxergar outras pessoas a partir do cor de pele, a partir do lugar de origem, a partir da forma como essa pessoa manifesta seus pensamentos, suas crenças e seus sentimentos. Qual é o certo, André? Então, vamos lá. do ponto de vista ético e moral, qual seria o cuidado que eu teria na hora de organizar meu pensamento pensando como é que a gente se posiciona numa sociedade tão diversa, num mundo tão plural, onde a diversidade é a regra.

Em primeiro lugar, eu não vou me colocar em condição superior. Esse etnocentrismo, primeiro a minha forma de ver, depois vem a dos outros, é algo ultrapassado, equivocado e que precipita violências. Fora o ridículo de você achar isso, dependendo de onde você tiver, você vai pagar mico, porque esse pensamento é completamente ultrapassado. Então, a gente precisa ter a humildade, aí que vem o pastor, a humildade de reconhecer o valor que todos indistintamente temos, todos mesmo. É, e aí eu vou compartilhar com vocês, não sei se deveria, porque é surpresa ainda, a gente tem gravado programas inéditos do Cidades Soluções na Globo News, que começam a ir ao ar em março.

Então, já vou fazer um spoiler. A gente tá fazendo um programa especial sobre projetos interessantíssimos que implicam no trabalho da mão de obra carcerária em favor da sociedade, do meio ambiente. Por que que o detento tem que ficar apodrecendo numa cela? Porque aí ele só vai neurotizar e pensar em fugir ou aderir à organização criminosa. Tem que dar trabalho. O que não falta no Brasil é trabalho pra gente avançar. Há 25 anos, nós temos no Rio de Janeiro, no estado do Rio, um projeto fantástico que eu conheço há 25 anos, que é o replantando vida, aonde detentos podem fazer cursos de jardinagem, manutenção de mudas, ganhando certificado e trabalhando na abertura. eh no plantil de mudas, em áreas estratégicas das bacias hidrográficas, revegetando mata ciliar, protegendo o nascente com árvores.

Esse projeto existe há 25 anos, já foram plantadas mais de 4 milhões e meio de mudas de árvores. Se você somar todas essas árvores plantadas pelos detentos, vai dar mais de 2.000 E o campus de futebol de novas áreas verdes. A gente acompanhou, eu não vou contar em detalhes onde foi, com quem foi, mas um grupo numeroso de detentos plantando árvores aqui no estado do Rio, numa área estratégica para bacias hidrográficas que abastecem grandes cidades. É o coordenador do projeto, o Alan, conversou comigo, a gente gravou uma entrevista, ele falou uma coisa que eu achei tão bonita, ele falou assim: "Eu sou engenheiro florestal.

Eu tô nesse projeto desde 2010 e quando eu entrei, eu tinha claramente um preconceito em relação a essas pessoas. São todos criminosos. Eu não sei se eu vou me sentir à vontade aqui. É algo que eu só tô aqui porque o projeto é para plantar árvore. Eu sou especialista, cara. ele deu um depoimento tão assim eh impactante no bom sentido dele dizer: "Eu tava completamente errado, porque aqui a gente vai aprender também com essas pessoas a partir das vivências delas, o profundo arrependimento delas. Elas têm um passado profundo. E passado profundo é ele disse isso. Elas vivem um problema com o passado profundo, que é a depressão, e o futuro profundo, que é a angústia.

A gente procura aqui viver o presente. Você pode fazer a diferença plantando árvores, ajudando a sociedade. Fazendo isso, você vai ter remissão da pena três dias trabalhados por um abonado e ganhar um salário mínimo por mês, além do certificado para depois você trabalhar no mercado lá fora. E aí essa turma prendeu um ofício e se encantou pela possibilidade de fazer a diferença. Eu, isso é humildade de uma pessoa, o coordenador, o Alan falar, eu aprendi coisas novas com eles aqui. O Emanuel, isso não foi ele quem falou, mas eu tô lembrando aqui pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, diz que criminosos, os presidiários são aqueles que foram flagrados.

Eu acho isso tão profundo, porque o que que quer dizer essa frase? Primeiro, vai pra cadeia que foi flagrado. Tem muita gente que comete crime que não vai pra cadeia. E não são só crimes aos olhos dos homens, crimes tipificados no Código Penal. Existem os crimes aos olhos de Deus. Existem os crimes que passam impunes pela vida na Terra, mas não passam impunes pela lei do cosmos. pela lei do universo. Então, a gente precisa ter esse cuidado. Eu acho que a gente tem muito aprendizado pela frente. Qual de nós já não terá sido criminoso encarcerado em vidas passadas? Hoje a gente vê gente esbravejando contra, ah, eu quero pena de morte. Bandido bom é bandido morto.

Quando você vai beber da fonte da psicologia, você vai ver que aqueles que mais, por vezes, tá, não vou generalizar, exigem pena capital ou defendem a tortura, são aqueles que, por vezes, estão se traindo naquilo que acham que merecem ou já mereceram. É muito profundo isso, sabe? A forma como a gente se irrita com o outro revela o quanto temos de nós no outro. Esse é um princípio caro a algumas correntes da psicologia. Mas enfim, não quero falar sobre isso agora. Demos o recado aqui com a importância de ser humilde em todas as circunstâncias. Ninguém é o dono da verdade absoluta. E porque estamos falando de enaltecer as raízes?

Estamos falando da importância de saber quem somos sem nos colocar acima ou abaixo, mas a gente é diferente. Cada um de nós é diferente. Acho que é o Salgueiro, a escola de samba aqui do Rio, que diz assim: "Nem melhor, nem pior, somos apenas diferentes." Que é uma forma de você se enaltecer. A diversidade, ela faz com que cada um de nós tenha o brilho próprio, a luz própria. Somos únicos no universo, somos peças raras. Então vamos lá. sugeri um livro de uma senhora que eu conheci, entrevistei na Dinamarca, cobindo a conferência do clima por lá, eh, em Copenhagen, Prêmio Nobel da Paz, que veio do Kênia, foi a primeira africana mulher, primeira mulher a ganhar, primeira ambientalista a ganhar o prêmio, não a primeira mulher. primeiro ambientalista a ganhar o Prêmio Nobel da Paz em 2004.

Tô falando da Wangarimatai, inabalável livro de memórias. Ela já desencarnou, ela tem uma história pessoal maravilhosa, porque ela nasceu num vilarejo rural no interior do Kênia e com muita luta conseguiu estudar, conseguiu avançar nos estudos, conseguiu bolsa para completar a formação como bacharel em ciências e mestre em biologia nos Estados Unidos. A carreira acadêmica dela decolou. Ela fez um pós-doutorado, começou a trabalhar como professora universitária, voltou pro Kenia. O marido não suportou, olha que coisa, o machismo, a ascensão dela na sociedade. Uma pessoa da academia, reconhecida, estudiosa, não suportou. Aqui quem manda sou eu.

Eu não aguento uma mulher [risadas] que tenha tanta projeção. E então o marido picou a mula, ela ficou com três filhos para criar e ela não se abalou, não se abateu, voltou pro Ken porque ela queria levar esse conhecimento que ela adquiriu pro país de origem. Olha a questão das raízes aí. importante reconhecer de onde você vem, reconhecer o seu lugar no mundo, a sensação de pertencimento, você não esquecer suas raízes, sua ancestralidade, né? Então a o Angarimatai voltou pro Ken e criou o Green Belt Movement, o movimento cinturão verde.

E o movimento cinturão verde mobilizou mulheres da África para plantar árvores em áreas que estavam sendo desertificadas por haver muita pobreza e miséria, desmatamento ilegal, venda barata da madeira, os rios secando, o solo se exaurindo de nutrientes, a proteína animal que vem da caça, sumiu floresta, sumiu a caça, veio a fome. E com a fome, a miséria e a pobreza agravados pelo desmatamento, grandes contingentes populacionais foram para as cidades e aí faverização, recrudecimento da violência, dos crimes.

Então o Hangar Matai, através do Green Bel Movement fomentou a o reflorestamento de importantes áreas da África a partir do trabalho das mulheres, remunerado, trabalho com apoio de empresas, ela tinha muita credibilidade e ela mostrou que proteger o meio ambiente é proteger a paz, porque você mantém as pessoas nos lugares de origem, vivendo com dignidade. você não vai viver de forma miserável na cidade. Então isso foi fantástico. A história dela é linda. Eu recomendo. Olha aqui. Olha aqui a nossa orixáda floresta. O Angarimatai já falecida por câncer, mas deixou um legado luminoso. O primeiro ambientalista que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2004.

Eu tive o prazer de conhecê-la, entrevistá-la em Copenhagen, na Dinamarca. Durante uma conferência do clima. Eu tava com o cinegrafista fazendo um lanche 3 da tarde, morto de fome. Daqui a pouco eu olhou pro lado, tá o Angat conversando com o cara. Aí eu olhei pro cinegrafista, falei: "Podemos gravar uma entrevista agora antes de comer?" Ele falou: "Por quê?" "Porque olha lá quem tá lá". Eu expliquei para ele, falou: "Vamos lá". Aí chegamos lá, cara, quem tava com ela fez as vezes de guarda costa. Que que você quer? Falei: "Desculpa, eu só queria fazer saber se eu poderia fazer uma entrevista com a Dra. Era o hangar. Aí ela abriu um sorrisão, falou: "Podemos terminar de tomar aquele?

Já tava no cafezinho. Depois do cafezinho a gente pode fazer." Eu falei: "Claro, tô naquela mesa." Terminou o cafezinho, vapo. Fizemos a entrevista. Fiquei muito feliz. Onde tiver, parabéns, Dra. Wangary Matai. O livro é inabalável. Inabalável. Agora o meu toque, né? Sabe aquela história de dar um toque? Esse momento ou é de doação para alguma instituição que precisa, coisa e tal, é um toque. Eu gostaria que vocês refletissem muito sobre a importância da gente saber quem é a partir das nossas raízes, a partir da nossa história ancestral. Isso nas culturas afro-brasileiras é muito importante do ponto de vista de honrar seus ancestrais.

Você é resultado de um projeto que vem de longe e você hoje representa em certa medida aqueles que antes de você abriram caminho na sua árvore genealógica e na sua cultura. Aonde eu quero chegar? Quando a gente para para pensar que nós somos resultado de um projeto que antecede o nosso nascimento nesse planeta, que é uma visão espírita, somos reencarnacionistas, a vida não é um acidente de percurso. Houve um projeto, um projeto reencarnatório na nossa crença. E isso antecede a nossa chegada. Quando a gente se mobiliza, se esforça para ser o melhor emprego do nosso tempo e da nossa energia nesse plano, a gente tá realizando um trabalho que não é só em nosso benefício.

A gente tá honrando todos os que trabalharam antes, começando por nossos pais, nossas famílias, aqueles que aqui no planeta cuidaram de nós e antes da gente reencarnar, aqueles que também cuidaram do planejamento que antecede a nossa vinda para cá. Isso numa visão mais espírita, numa visão das culturas afro-brasileiras, tem toda uma tradição por trás que precisa ser referenciada. Eu vou encerrar aqui o o a minha reflexão sobre a importância da gente pensar quem nós somos a partir do de quem nos acompanha antes, né? Quem antecede a nossa jornada. Tem muita gente que gasta uma grana para saber quais são as suas raízes eh genealógicas, né?

Minha árvore, mas assim, com muita expectativa de saber se tem alguma família nobre da Europa. Ah, eu quero saber se tem alguma realeza na minha árvore. Eu quero saber se algum rei, algum príncipe. [risadas] Eu nunca gastei um centavo, nem vou gastar. fazendo essa pesquisa, o fato de eu me olhar no espelho e me ver branquela, eu falo: "Vai, cara, os colonizadores portugueses, socorro, eu não quero saber dessa parte europeia da minha ancestralidade, mas eu desconfio que eu tenho sangue indígena." É muito comum na mistura, na miscelânia étnica do Brasil, a gente ter sangue negro e sangue indígena.

Se eu tivesse a descoberta na pesquisa genealógica que atrás, na minha ancestralidade tem Caiapó, Suruí, Mundurucu, Crenc, Tupi, cara, valeria a pena o investimento. Seria a parte que eu mais enalteceria da minha ancestralidade. Sem brincadeira, mas não vou fazer isso porque seja qual for a cor de pele, eu sou um espírito imortal animando um corpo. antes da ancestralidade genealógica orgânica, tem uma ancestralidade espiritual e tem um grupo, segundo os espíritas, na nossa crença afim, são grandes grupos, né, que se que tem afinidades e vão constituindo exatamente esse encontro no plano espiritual e por vezes o reencontro no plano da matéria. Eu tô tagarela hoje, olha, já são 15 paraas 10.

Eu tenho 15 minutos para passar as perguntas de vocês exatamente relacionadas ao tema da nossa eh se é motivo de vergonha ou de constrangimento ser latino. Foi a pergunta que a gente fez e que colocamos no stories. Eh, como é que você se sente sendo latino? Você se sente menor? Você se sente constrangido? Você se sente inferior? Foi a pergunta que fizemos. Eu acho que você já sabem a minha resposta aqui pelo que já falamos no papo, mas vamos lá. J Calafate mandou a pergunta que a Ariane separou pra gente aqui as perguntas na nossa triagem. Devemos sempre nos orgulhar de nossas origens? Olha, não, eu não tô falando de orgulho, eu tô falando de reconhecimento. É diferente.

Porque, por exemplo, eu vou dar um exemplo. Você pode vir de uma família de desmatadores da Amazônia ou de outro lugar do Brasil. Ah, minha família, meus avós, meus bisavós vieram para cá, começaram a detonar para plantar café ou para plantar cana, sei lá eu o quê. Você pode olhar para trás e dizer: "Eu não tenho propriamente orgulho, mas é importante eu saber disso. Até para você se situar dentro da tua história familiar e dizer: "Eu eu tenho a chance de reverter ou compensar esse impacto. Eu posso não estar envolvido com projetos de reflorestamento, mas eu posso estar plantando café ou cana hoje com inúmeros cuidados ambientais que meus ancestrais não tiveram.

Então, reconhecer as suas origens. E aí quando, por exemplo, do ponto de vista reencarnatório, eu nasci no Brasil, eu sou carioca nessa encarnação. Do meu ponto de vista, isso também não é obra do acaso. Eu não caí aqui por acaso. Então, eu não tenho nenhuma vontade de morar em outro país. Eu nunca batalhei para ter passaporte ou cidadania em uma nação que não fosse o Brasil. Eu só consigo me ver aqui trabalhando, produzindo, contribuindo, ajudando da minha maneira, porque eu sou daqui. Então essa questão das origens, esse é o meu lugar no mundo, é o lugar que eu vim, é o lugar que eu cresci, onde eu tenho as minhas raízes fincadas nessa cultura.

Tem coisas que eu gosto, tem coisas que eu não gosto, mas eu sou daqui. E sendo daqui, há algo que eu possa fazer para que esse ambiente, essa conjuntura, essas circunstâncias sejam as melhores possíveis. Porque se eu tiver algo a fazer, por que não fazer? É para isso que eu tô aqui. Eu tô aqui para isso. É a minha visão. Você não precisa concordar. Ah, André, quer dizer que quando muda de país, então você tá errado? Eu não disse isso. Cada um com seu cada um. Você pode ter uma identificação enorme com outro país e você pode se sentir feliz produzindo, trabalhando, ajudando outro em outro lugar do mundo. Isso é assunto teu. Eu não tenho nada a ver com isso.

Agora, se você é brasileiro e foi para outro país, você tá levando o Brasil para lá. Você tá levando um jeito de ser, um olhar, uma sensibilidade, uma cultura para outro país. Bingo, tem algo aí. que não é obra do acaso na minha opinião. Sônia Fajar do Reis. André, conseguiremos ver as pessoas como irmãos, sem importar origem e condição social? Bom, é isso que a gente almeja há milênios. As correntes religiosas, a maior parte delas, não todas, explicitam essa meta. Nós temos a ilusão da diferença orgânica, porque o sangue é vermelho de todo mundo. E quando a gente desencarna, somos todos, somos todos espíritos imortais.

Não importando do outro lado da vida, qual foi a tua etnia, que idioma você falou, que cultura você trouxe, nada disso importa. Importa quem nós essencialmente somos. E isso independe idioma, cor de pele, tipo de cabelo, se tem cabelo, não tem cabelo, se é liso, se é duro. Não faz a menor diferença do ponto de vista espiritual. Andrea Mendes_Q, quando começou e por esse ódio aos latinos? Bom, essa é uma pergunta que eu acho que eu não tenho conhecimento suficiente para responder à altura, mas vamos combinar. Vamos lá. Os colonizadores ingleses nos Estados Unidos barbarizaram os indígenas, os povos originais, trucidaram, mataram, humilharam, torturaram.

Aí você pega a mão de obra escravizada da África e você expulsa os latinos de boa parte do oeste, principalmente americano, como eu falei no início, onde hoje é Califórnia, Texas, tem até o Novo México, não é? Tem um estado americano, Novo México, aquela região. Os mexicanos foram expulsos do seu lugar original. A geopolítica da região fronteira foi imposta pelos americanos, pelos estadunidenses. Olha aí, começar a me policiar para falar certo. Os estadunidenses expulsaram os mexicanos, expulsaram os indígenas, impuseram mão de obra escrava. os hispânicos, que é como eles denominam quem é da América Latina e vale pro Brasil. Brasil não fala espanhol, mas nós somos hispânicos por lá.

Nós somos os de fora, os outsiders, né? Já representam 20% da população americana. Isso vem crescendo, né? E o fato dos organizadores do Super Ball aceitarem por contrato que o Bad Bunny fizesse o show inteiro em espanhol mostra a força dos hispânicos, inclusive do ponto de vista de mercado naquele país. Tô falando de negócios, tô falando de oportunidades que você abre para quem é hispânico. E isso incomoda os supremacistas brancos, como eu falei.

Haverá nos Estados Unidos aqueles que não tm nenhum pudor de dizer aqui para ser americano, eles falam assim americano, não fala estadunidense, para ser americano de verdade tem que ser branco, louro, olho azul, gostar de futebol americano, gostar de fried chicken, frango frito, né? E ter certos hábitos. Isso faz de você um um americano, como eles falam, típico. Isso é preconceituoso, isso é segregacionista e isso flerta com a ideia da supremacia branca, como eu falei, do meu ponto de vista, eh, recoutinho, o constrangimento em ser latino vem do olhar do outro ou do olhar que aprendemos a ter sobre nós os dois. É cultura.

Quando você tem sobre você um olhar inferior, quando você se olha no espelho e diz, você é inferior, quando você tem a autoimagem da inferioridade, você já se colocou por vontade própria num lugar que não te pertence. E quando os outros te enxergam assim, do meu ponto de vista, é problema dos outros. vai perguntar pro Bad Benny, para usar o exemplo da moda, se ele se sente inferior por causa do olhar dos outros. Que que você acha que ele vai responder? A resposta dele foi no show do intervalo do Super Bowl. Sabe aquela música aqui do Brasil? Tô nem aí, tô nem aí. Isso não lhe diz respeito.

Comparando com uma situação que é comum do ponto de vista espiritual, se uma pessoa tem por você um sentimento hostil, isso não te aflige, desde que você não tenha nenhuma afinidade ou sintonia com a razão pela qual essa pessoa lhe odeia ou tem raiva de você. Você não tá nessa frequência. Então esse sentimento não lhe alcança. Agora se você fica muito sintonizado e preocupado e eventualmente começa a verificar se aquela pessoa não tem razão. Ai meu Deus, que que vai acontecer comigo? Essa pessoa me odeia. Isso não é o problema seu se você não reconhece nesse sentimento nenhuma verdade.

Se a pessoa tem motivos para lhe odiar, aí você tem a chance de reconfigurar a relação procurando essa pessoa, pedindo perdão, procurando compensar um erro que eventualmente você cometeu e que justificou aquele sentimento hostil. Agora, não sendo assim, toca a vida. Isso não lhe atinge.

Então, a gente precisa ter muito cuidado aqui para reconhecer o seguinte: qualquer percepção sua de que você é inferior a alguém, pela razão que for, cor de pele, idioma, crença religiosa, corpo físico que não tá atendendo as expectativas de alguém, você já se colocou num patamar que lhe fragiliza, porque o que mais importa é como você se percebe, como você se sente, qual é a prateleira que você se coloca na história, porque é essa que vai definir o rumo das coisas. Os outros são os outros. Não se mea pela régua dos outros. Você precisa, tudo começa pela autoestima. Autoestima não é egoísmo nem orgulho. Autoestima é reconhecer o valor que você tem.

A oração, mais a única oração que Jesus nos ensinou, né? O Pai Nosso. eu queria falar do mandamento mais importante de Jesus, eternizado pelos evangelistas. Ama o próximo como a ti mesmo. Ame-se. Olha como é importante isso. Ama o próximo como a ti mesmo. Porque se você não se ama, não se respeita, se você não tem autoestima, você perde uma condição de saúde, de equilíbrio, de serenidade, de sensatez e de doar-se para outras pessoas. É profundo para burro isso. É disso que se trata. Linda as imagens dos imigrantes assistindo nos Estados Unidos, assistindo ao show do Super Ball, do Bad Bunny ao vivo, com o olho brilhando, dizendo: "Eu sou importante, esse governo do Trump não me define".

A ação truculenta, arrogante, violenta, ilegal mesmo do ICE, dos agentes de migração não explicam quem eu sou. Eu não sou um bandido, eu não sou alguém inferior. Renato Anderline, Évora. Nós latinos nos valorizamos menos que os gringos? Historicamente sim, penso eu. Historicamente sim. Aí tem uma outra um jogo de forças do hemisfério norte rico denominado Primeiro Mum, que se coloca na condição de lideranças globais, determinando os rumos do que vem a acontecer no resto do planeta. Ou você faz o que eu quero que você faça ou a gente vai para cima de você com armas ou com tarifas. E aí é uma imposição. É o que se convencionou chamado a lei do mais forte.

Se você não é mais forte, você é menor, você é inferior, você vai comer na minha mão. Então sim, existe uma, isso não é de agora, tá gente? Isso é história. A gente precisa ter sempre o cuidado de valorizar. E vou encerrar com essas palavras que já tá dando uma hora de papo. O que que é a Organização das Nações Unidas surgida no pós-guerra após o banho de sangue, que foi a Segunda Guerra Mundial? Foi a tentativa de você dar valor? Porque na Assembleia Geral das Nações Unidas todos os chefes de estado tm o mesmo tempo na tribuna. Todos os votos na Assembleia Geral das Nações Unidas tm o mesmo peso. Estados Unidos e El Salvador tem o mesmo peso. Alemanha e Honduras tem o mesmo peso.

Inglaterra e Etiópia tem o mesmo peso. Isso é de um significado, é um avanço civilizatório monumental. A gente precisa se dar conta disso. Papo das 9 chegando ao fim. So latinoamericano e nunca miano. E nunca me engano. So latinoamericano e nunca me engano. E nunca me engano. [sem fala]

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