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As muitas facetas do carnaval | Papo das 9 #1004

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

[aplausos] Gira, gira meu mundo, deixa a vida girar. No final dessa gira só o amor encontrar. uma nova era. Uma nova era. O sol iluminará num facho de quimera. A luz, a luz nos alcançará. Que maravilha, ó. Que maravilha é o jardim ao qual iremos retornar. Retornar nas previsões para a era de Aquários. A paz, a paz sobre nós reinará. E dizes outra vez nas previsões para a era de Aquários, a paz, a paz sobre nós reinará. E o homem, o homem com a sua expulsão, saiu do Éden a explorar nossos planetas, desenvolvendo a arte e a ciência, impulsionando o poder da razão. Para elevar novos segredos que descobriam a mãe natureza. No oriente, a força mágica dos astros era a obra da divindade.

E o homem confiante conquistava o caminho da prosperidade. A chama brilha, a chama brilha, brilha a chama do progresso com o futuro que virá. Está bem perto o paraíso com a conquista do universo. E a vila Isabel, a vila Isabel se faz presente num vendaval de alegria, cantando em mestre, cantando em verso e pros dia a dia. Gira, gira meu mundo, deixa a vida gira. Final desta gira, só o amor encontrar. Gira, gira meu mundo, deixa a vida girar. No final dessa gira, só o amor encontrar uma nova era. Vai. Bom, década de 1980, mais pro início do que pro fim. 1981, eu comprei um LP de vinil disco.

A garotada não sabe o que é isso, com os sambas de enredo do Rio de Janeiro, das escolas do grupo especial. Não tinha sambódromo ainda, os sambas eram melódicos, a cadência era mais lenta, não era correria. E eu memorizei praticamente todos os sambas de enredo desse disco. Esse é apenas um. Eh, cantei aqui esperando o pessoal ir chegando. A gente vai falar muito de carnaval hoje. Acho importante falar de carnaval. Acho que o Papa das 9 ele abre espaço para reflexões, onde a gente consiga refletir sobre temas do momento. Sexta-feira pré-carnaval já é carnaval. E aí? E nós no carnaval, né? No stories no Instagram, eu já tô dando spoiler aqui porque a gente só vai ver isso daqui a pouco.

Eu a gente falou: "Olha, as muitas facetas do carnaval". O carnaval historicamente é uma festa profana que subverte a ordem estabelecida, subverte as convenções sociais e os condicionamentos de relacionamento entre nós. Então, as origens históricas do carnaval aludem as bacanais, a Saturnalha, né? a deferência, digamos assim, a exaltação dos sentidos humanos e do prazer absoluto. Bom, naturalmente, quando a gente diz é uma festa profana, tá na contramão do sagrado. E aí, eh, a chamada moral e bons costumes, ninguém no carnaval, historicamente, na origem da festa, tá minimamente preocupada com isso. Vamos chutar a bola pros dias de hoje. Como é que a gente se situa no carnaval?

Eu vou manifestar apenas uma opinião sem ter qualquer pretensão de estar falando uma verdade absoluta. São muitos os carnavais, inclusive os carnavais que inspiram grupos religiosos. Você vai encontrar por aí, se você procurar, você vai achar bloco de carnaval evangélico, bloco de carnaval católico, bloco de carnaval espírita, a Tom Maior, que é uma escola de samba de São Paulo. Eu soube isso hoje pelo meu amigo José Damião da Rádio Boa Nova, onde a gente participa sextas-feiras de manhã, comentarista voluntário.

Aí o Daniel ao vivo falou: "Você sabia que Chico Xavier e Uberaba serão homenageados na avenida pela Tom Maior?" Eu disse pro Damião, onde estiver, Chico Xavier não estará constrangido nem triste com essa homenagem. Ah, mas é carnaval. Vamos lá. São muitos os carnavais. Se Deus é alegria ou se Deus quer alegria em nossos corações, abre esse espaço para certos carnavais. Olha só o cuidado que eu tô tendo aqui, certas situações de carnaval aonde você consegue de alguma forma promover a alegria, o contentamento, sem necessariamente resvalar naquilo que seriam os riscos ao seu equilíbrio.

Eu já tô trazendo pro eixo do debate que é, seja você quem for, acreditando no que você acredita, corrente filosófica, religiosa ou sendo ateu, agnóstico, o que seja. O que eu desejo para você é estar pleno aonde você estiver, de forma consciente, serena, fazendo o que você entende ser o certo para você. Você retira o religioso é uma boa ideia. Você curte isso durante o carnaval, vá inteiro para lá, aproveite ao máximo essa experiência e seja feliz com equilíbrio. Seu livre arbítrio determinou aquilo para você, gol.

Porque não raro tem muita gente, não vou dizer muita gente que eu não sei quantos, mas eu tenho a convicção, já ouvi relatos de gente que vai para retiro espiritual a contragosto, porque ainda é menor de idade, ou é de uma juventude lá religiosa que os amiguinhos vão, ah, tá, vamos, mas não tô a fim disso aqui. E fica sintonizado com bloco de carnaval, fica sintonizado com a folia. não vai funcionar o retiro espiritual e você vai tá eh energeticamente vinculado a outra coisa. Da mesma forma quando a gente fala: "Eu vou pro bloco, eu vou curtir carnaval". Quando eu falo assim: "Seja pleno, seja consciente do que você tá fazendo e seja feliz.

Você pode curtir carnaval sem necessariamente buscar no entorpecimento dos sentidos com uso de drogas lícitas ou ilícitas, precipitar ocorrências que podem ser muito dolorosas e nefastas em relação à tua saúde física, sua saúde mental, psicológica e espiritual. Da mesma forma, você pode, por gostar e ter afinidade com o carnaval, você pode se divertir em algum lugar onde o carnaval esteja sendo festejado, sem sintonizar, porque haverá opções de você não sintonizar com a na direção da promiscuidade no sentido de pegar todo mundo. Ninguém é de ninguém. Tô aqui para curtir adoidado com a licença que o carnaval me deu. Eh, porque isso precipita riscos, isso traz consequências.

Isso haverá em algum momento de colocar você em sintonia, assim como as drogas lícitas ou ilícitas. Forças, inteligências dos desencarnados afinados com essa vibração que vão reconhecer em você um veículo. Eu diria uma presa fácil, um aliado na consecução desse projeto. Então vamos lá de novo. É apenas uma opinião. Eu me posiciono aqui em favor do carnaval como um baita teste pro seu livre arbítrio. Seja qual for a sua escolha, assuma essa escolha e seja feliz. Ser feliz não é se esbaldar na folia. Deixa a vida me levar. Onde isso parar, estarei eu sem o controle mínimo da situação. Não abdique do leme. Seja o timoneiro da, se me entende, né?

É preciso saber o que você tá buscando, traçar a sua rota de acordo com o objetivo traçado, escolhido, e ser coerente com aquilo que você acha ser o certo. Porque essa história de você dizer, no carnaval eu vou abrir um parênteses, vocêou algo completamente diferente do que eu sou de verdade. Essa fratura exposta na sua personalidade, no seu jeito de ser, pensar, sentir e agir, pode trazer consequências dolorosas, penso eu. Aí tem outras reflexões que eu faço, mas a gente pode fazer mais à frente quando eu abrir aqui paraas questões que vocês colocaram. generosamente. Tá bom, vamos lá. Ó, aqui tem gente falando: "Ótima tática cantar a Valsp. Ótima tática cantar enquanto trigueirenses entram. [risadas] Eu posso afugentar lá o povo que me vê cantar.

Ixi, que que eu vim fazer aqui?". Vamos lá, então. Vamos pedir ajuda aqui aos nossos amigos invisíveis, os nossos companheiros de jornada no plano espiritual, as pessoas que velam por nós, nos orientam, nos assistem, nos dão conselhos, mas respeitam o nosso livre arbítrio. Que é uma dessas mensagens do livrinho possa nos inspirar no dia de hoje, pré-carnaval, né? pela forma que for, que eu seja uma ferramenta útil, um instrumento maleável, um meio adequado para esse propósito. Vamos ver o que vai dar. Opa, abri aqui, ó. 44. Sua irritação solucionará problema algum. Medite na grande vantagem de não irritar-se para não prejudicar a sua saúde.

Se você não se irritar, seu interlocutor voltará aos poucos à serenidade e todos poderão se entender. Seja calmo, pense bastante antes de falar e não se irrite, porque a irritação não pode solucionar nenhum problema. Eu, obviamente, depois de falar o que eu falei, compartilhando impressões sobre diferentes modelos de carnaval ou de aproveitamento do seu tempo e da sua energia durante feriadão, eu faço uma relação com o carnaval no seguinte sentido. Tem gente que se irrita com carnaval, tem gente que se irrita com a proposta de não curtir carnaval. As pessoas, por vezes, na falta de pretexto para brigar, rapidamente são criativas e descobrem o motivo para se desentenderem.

Então, não se irritar com a escolha do outro é um bom caminho. Cada um que viva de conformidade com sua vontade, como disse no exercício do seu livre arbítrio. Evidentemente haverá lares aonde a o estresse surgirá quando pais, por exemplo, ficam preocupados com os filhos nos blocos. Eu já passei por isso com as minhas filhas. A gente tentou organizar, portanto, regras para esse carnaval, onde menores de idade se entusiasmam com a folia, como evitar problemas que eles existem. E eu aqui no Rio várias vezes testemunhei menores de idade, especialmente do sexo feminino, por isso não esqueço, completamente embriagadas na rua.

Por vezes, eu não vou chamar de como alcoólico, porque eu não sou médico. Como alcoólico é uma gradação de embriaguez perigosa, bastante ameaçadora a sua resiliência. Mas po meninas deitadas na sarjeta. Essa é uma situação lamentável porque assim como há pessoas de bem, há pessoas mal intencionadas em qualquer aglomeração humana. E é possível, e não raro acontece, de meninas, mulheres, por vezes até maiores de idade, serem alvo de certas violências em blocos de carnaval por parte de pessoas mal intencionadas.

Alguns blocos se organizam para evitar esse tipo de abordagem, esse tipo de assédio, blocos menores, mais familiares, de moradores, você fica, tem um vigiando o outro, sabe, positivamente, dizendo assim: "Eu conheço esse povo, então eu tô cuidando aqui, eu tô de olho. Se a filha do meu vizinho, se a colega da minha filha na escola, se eu perceber que é algum problema, eu tô chegando junto. Nos megablocos, isso já fica complicado. Aglomeração é sempre um problema logístico.

Semana passada, Ivete Sangalo em São Paulo, estreando no carnaval de rua em São Paulo, interrompeu, salvo engano, por 40 minutos o bloco dela, porque tinha uma multidão que tava ficando asfixiada no lugar aonde marcaram a passagem do trio elétrico. Ela percebeu encrenca, ela parou, falou: "Opa, não vou seguir em frente porque agora eu tô percebendo. Ela é veterana, ela conhece. pelo amor de Deus, ela percebeu o problema. Então, a irritação, quando a gente abre aqui falando, sua irritação não solucionará problema algum, é negociar com os filhos. Vamos ver aqui.

Em vez de sozinho, em vez de vocês duas, só vocês três, vamos pensar num grupo que possa eventualmente eh ir junto com a combinação de todos se monitorarem e vigiarem para ver se alguém eventualmente está em apuros. Essa é uma questão que pode ser negociada. Da mesma forma, a recomendação dos pais ou responsáveis quanto ao consumo de bebida, né? A gente no Brasil, é, é terrível isso. Eu li essa semana uma reportagem muito interessante sobre a maneira mais incisiva com que algumas escolas estão tratando do risco do alcoolismo, abrindo espaço em sala de aula para divertir sobre bebida, porque é uma droga social. que muitas vezes os próprios pais estimulam os filhos, ainda menores de idade a terem uma experiência dando uma bebericada aqui na cerveja, uma bebericada no vinho.

Eh, não vou entrar nos pormenores agora, não é o caso. Nem quero passar a ideia de puritanismo, mas a gente precisa estar muito atento, porque álcool é droga. O alcoolismo é um problema de saúde pública no Brasil. E aí no carnaval nós temos a combinação de bebida e embriaguez ao volante, ou seja, a pessoa representa risco para si própria e para os outros. Então existe uma certa tensão subjacente ao carnaval quando você tá em família ou quando você é casado. Olha só a situação, um gosta, outro não gosta de carnaval. Tem que negociar aí como é que faz, como é que organiza sem irritação. Medite na grande vantagem de não se irritar para não prejudicar sua saúde.

Se você não se irritar, seu interlocutor voltará aos poucos à serenidade e todos poderão se entender. Seja calmo, pense antes de falar, não se irrite, porque a irritação não pode solucionar problema algum. Então, buscar as soluções de forma serena, tranquila, calma, sem se irritar, sem elevar o tom de voz, sem impor as coisas, isso faz toda a diferença, penso eu, não é? E a irritação, a energia da raiva, ela consome muita energia. E aí, amigo, né? É interessante. Eu vi isso do Sérgio Beman, ex-presidente do IBGE, economista, é um amigo que eu tenho aqui no Rio, Sérgio Bessem.

Ele é um um estudioso e ele disse: "André, você conhece a origem da expressão não haja de cabeça quente" ou quando alguém faz alguma besteira, coisa tal, ih, tava de cabeça quente? Ele falou, só que ele puxou a sardinha pro lado do aquecimento global, porque a temperatura elevada e nós estamos ainda no verão, ela precipita mudanças importantes do ponto de vista do metabolismo. Nós ficamos mais irritadiços. É interessante isso. Existem estudos mostrando isso. Eh, as estatísticas policiais, dias frios são dias de baixo registro de crimes. É um dia mais tranquilo pra polícia.

Dias muito quentes, as estatísticas, e é um tanto óbvio, as pessoas vão sair, vão confraternizar, no calor, você vai beber. E aí tem outro alerta em relação ao carnaval envolvendo bebida, porque o álcool desidrata. O álcool desidrata. Você fica só: "Não, eu tô me, eu tô hidratando." Não, você tá desidratando? Então, prestar atenção nas anomalias decorrentes do excesso de bebida que tem vários alcances. Um deles é esse. Aliás, hoje sai uma reportagem interessante mostrando estudos, foi no jornal Globo. Quem faz uso de caneta emagrecedora tem que tomar muito cuidado com a bebida.

Olha só, porque não dá met a substância que você tá inserindo no corpo para reduzir apetite e perder peso, ela traz combinações perigosas, não favoráveis à tua saúde quando você vira lata, né? Então, prestar atenção nessas coisas. Eh, estamos falando de irritação. O carnaval vai passar como sempre passa. Então, que você passe por esse feriado da melhor maneira possível diante das circunstâncias. É interessante, tem prefeito por aí. O Brasil tem mais de 5.00 cidades. A maioria absoluta dos municípios é pobre, inadimplente, vive de repasse do INSS. eh bolsa família, bolsas assistenciais, porque o município não tem recursos próprios para fazer o básico.

Existem municípios que bancam festa de carnaval, como bancam show, como bancam outras coisas, não é só carnaval, não, sem ter dinheiro para isso, sobrando. Faz uma média com eleitorado. minha cidade, eu faço todo ano uma festa de arromba e aí depois não paga direito em dia, professor, médico, etc. Do meu ponto de vista, tem sempre uma escala de valores que definem prioridades. Se a grana tá curta, se aqui em casa, meu orçamento, a grana tá curta, eu vou eleger prioridades. Não pode faltar comida, não pode faltar luz, não pode faltar água, né? Se eu atrasar o condomínio um mês, eu sou despejado. Talvez não. Então segura o condomínio que eu tô com a corda no pescoço. Vou tocar.

O brasileiro sabe, a maioria das famílias brasileiras é inadimplente. E aí você faz as escolhas. O brasileiro sabe fazer isso porque é o dia a dia da gente no Brasil, a maioria absoluta das famílias. Eu preciso priorizar os gastos porque eu não tenho dinheiro para tudo, certo? Então eu entendo quando um prefeito diz assim: "Aqui na minha cidade não vai ter carnaval". Por quê? Porque eu não tenho dinheiro para bancar isso. Por outro lado, eu tenho minhas, é, é uma opinião minha pessoal. Megablocos financiados por cervejarias determinam uma combinação que me parece complicada, porque no Brasil, com ou sem carnaval, existe uma permissividade no consumo de bebidas.

Menores de idade bebem, compram bebida. Em outros países não é assim, tá? Isso não é uma regra do universal. Isso é no Brasil. O Brasil é um país permissivo em relação à bebida. Eh, então, cervejaria financiando megabloco. Eu não consigo ver por vezes uma prefeitura que quer demonstrar que tá fazendo carnaval de rua para todo mundo. Venha para cá porque aqui tem carnaval. Aí você tem cervejaria bancando bloco. Eu não consigo imaginar os agentes de saúde do município estimulados a verificarem excessos alcoólicos.

Eu não, eu posso queimar minha língua e você vai dizer: "Não, mas aqui na minha cidade, embora esteja havendo esse vínculo cervejaria financiando megabloco, os agentes de saúde estão espalhados trabalhando no carnaval para socorrer e ficar ali ligado em quem tá eh em risco de perder os sentidos na rua, já tá ali sem, tem um ditado horroroso que eu não vou vou dizer aqui que fala de não sei que de bêbado não tem dono porque é complicado, você fica desgovernado. Eh, tem que ter, penso eu, as autoridades têm que aumentar a fiscalização sobre motoristas, operação lei seca, tem que botar esse bloco na rua dos agentes fiscalizando quem tá dirigindo embriagado.

E acho que deveria ter a gente de saúde dando uma olhada nas situações aonde a garotada, principalmente, mas não apenas, esteja se cedendo, né? Isso é, como já disse, traz questões bom, eh, muita coisa para falar sobre carnaval. Você sabe que um dos problemas mais incômodos das cidades é o barulho, é o ruído. Eu tenho uma tese sobre isso que eu acho que quando você tem moto que tira o filtro e faz barulho, o vizinho que bota sempre o som lá nas alturas, sem se importar com quem tá à volta. Quando você tem no trânsito todo mundo buzinando o tempo todo sem se dar conta de que tem regra para usar buzina no trânsito e por aí vai. Ruído, ruído, ruído. Você vai paraa praia, leva caixa de som.

Ruído, ruído, ruído, ruído, ruído. Do meu ponto de vista, eu entendo que essa é uma sociedade doente, aonde o ruído tenta eh ser uma cortina de fumaça. Sabe aquela coisa assim? Eu tô tão intranquilo internamente, eu tô tão indiferente a tanta coisa importante, eu tô num momento tão fechado em mim, com coisas que não promovem serenidade, tranquilidade, paz, que o ruído externo passa a ter uma correspondência com o ruído interno. Não vou generalizar, mas em boa parte dos casos entendo que essa correlação exista. Então, mais uma vez, a frase que eu amo de paixão do Cristo na morte. Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.

Há aqueles que vão procurar na folia, no furdunço do carnaval do ruído, saindo em todos os blocos, dormindo pouco, se alimentando mal, bebendo, mas vou curtir, curto tudo isso. É uma distração, é uma dispersão, é uma alienação que é uma válvula de escape para tudo aquilo que não tá legal, tudo aquilo que é frustrante, tudo aquilo que causa angústia, tudo aquilo que causa ansiedade. A pessoa liga a chave do Danice. Não é bem danice que eu queria falar, não. o dane. E isso, como tudo na vida tem consequências. Tudo na vida tem consequências. para cada ação tem uma reação. Agora, quando você potencializa isso na escala dos milhares ou dos milhões, a gente tem que ter essa eh noção.

Semana passada aqui no Rio houve um debate em Santa Teresa, que é um bairro muito aprasível, bucólico, que fica todo situado em área de encosta no Rio de Janeiro, perto do centro do Rio. É no centro Santa Teresa, dividindo zona sul e o centro da cidade. Você tinha duas vizinhas, uma estendeu uma faixa, a outra estendeu outra. E isso foi parar na primeira página do jornal, uma das vizinhas dizendo assim: "Carnaval tem regra, vamos respeitar as regras." E a outra vizinha dizendo assim: "Carnaval é tradição, é cultura, vale tudo". que tava subjacente ao debate, tem os blocos que precisam ser numa cidade grande como o Rio de Janeiro, inscritos e licenciados pela prefeitura que organiza o horário de saída, organiza a limpeza depois do bloco das ruas, organiza os ambulantes que vão trabalhar naquela área onde o bloco foi licenciado e vai passar.

E existem os blocos que não avisam a prefeitura que vão sair e faz parte da brincadeira. Diz assim: "Eu não vou pedir licença não, a gente vai se reunir e vai fazer na hora que a gente quiser, no horário que a gente quiser." A gente teve um debate lá em casa, houve quem dissesse: "Mas isso é da da tradição, é da cultura". Eu falei: "Não, isso não é desculpa. O carnaval ele precisa ser atraente pro Fulião e respeitoso com o não Fulião. Então quando você avisa antes autoridades, pedimos licença para sair no bloco do dia tal, no horário tal, você tá permitindo que a cidade se organize para aquilo. Eh, guarda trânsito, vias de acesso interrompidas, policiamento, limpeza, avisa os catadores.

Vamos fazer o nosso arranjo. Quando isso não acontece, você também tem consequências e não são boas. Ou seja, você vai embaralhar o trânsito, você vai deixar a cidade naquela parte onde aquele bloco que não avisou antes, saiu e deixou sujeira. Não haverá policiamento, é ruim para todo mundo, principalmente pros fulões. Então assim, defender isso dizendo que tudo em nome da tradição vale a pena, eu eu, minha opinião, não não vejo sentido, não. Acho que esse debate prospere. Então, vamos lá. Sugestão de leitura pro carnaval. Vocês vão se surpreender. Vocês vão se surpreender.

Qualquer livro, se você obviamente não tiver nos blocos, né, não tiver curtindo o carnaval, qualquer livro bom no feriado de carnaval você vai conseguir ler. Ele essa meta. Vou ler um livro durante o carnaval. Escolha um livro legal assim que te o assunto te apeteço, o autor seja um autor que você tenha predileção. Estão falando bem desse livro. Esse cara já foi premiado com o jabuti. Poxa, esse é Nobel de literatura. Poxa, esse é desconhecido, mas tá todo mundo dizendo que tá arrebentando. Leia. Faça do feriado algo produtivo para você e não fique refém da folia dos outros. Que tem gente que se culpa. Ah, eu tenho algum problema porque eu não gosto de carnaval. Pelo amor de Deus, né, gente?

Não, eu brinquei dias atrás no papo das dizendo: "Tem algumas músicas maravilhosas que podem ser usadas de forma estigmatizante. Quem não gosta de samba, bom sujeito, não é? Ou tá ruim da cabeça, o doente do pé. Você não vai achar que você eventualmente, por não gostar de samba, é ruim da cabeça ou doente do pé. Não é disso que se trata. Da mesma forma na Bahia, atrás dos do trio elétrico, só não vai quem já morreu. Você pode não gostar de de carnaval, de trio elétrico e não se sentir obviamente mal por não estar na folia. Cada um com seu cada um, gente, pelo amor de Deus. Eu, hein. Para com Wilson. Deixa Dilson. Tá, Nelson. Isso é da época [risadas] da adolescência.

Para com Wilson, Tá, Nelson. Vamos lá. Então, nossa querida Ariane fez aqui a identificação de perguntas enviadas por vocês a partir do debate sobre carnaval que a gente tá fazendo hoje aqui. Até porque domingo não vai ter papo das 9 porque vai ter um mega bloco aqui na minha rua. Eu até tenho uma opinião de que eu acho que mega blocos no lugar, no perímetro onde eu tô não deveriam. Eles nem consideram mega bloco, não. Mega bloco tá indo pro centro da cidade. Mas quando você bota milhares de pessoas numa rua tombada pelo patrimônio que tem que botar proteção pros canteiros, senão eles serão trucidad e depredados. Tem algo errado aí na minha opinião, mas tudo bem. Vamos lá. Perguntas.

Luís Eustáquio Silva. Será que no carnaval as pessoas se mostram como realmente são? Bom, pode ter acatar-se, né? Você fala assim: "Eu estou sempre premido pelas circunstâncias a obedecer o meu chefe na repartição, no meu trabalho. Eu procuro fazer aqui outras coisas que lhe causam eventualmente algum cansaço ou algum tédio. E aí no carnaval pode ter aqueles que dizem agora que que seria uma polaridade. Quer dizer, você eventualmente vive nos na sua rotina numa situação de contrição, de tamponamento do seu ser e não se e não é uma crítica isso. De repente não é fácil mudar essa situação. E no carnaval a pessoa diz: "Agora dá "Agora dá licença que eu vou fazer o que eu eu quiser".

E aí vira uma catarse, vira uma uma um uma um uma suposta libertação de sentimentos que suposta libertação de sentimentos que ficam guardados ali, que encontram na folia um fio terra, uma válvula de escape. Pode ter essa situação? Pode. Não diria que se mostram como realmente são. Eu eu acho isso muito profundo são. Eu eu acho isso muito profundo assim. Não, não sei dizer se elas se assim. E no carnaval a pessoa diz: mostram como realmente são. Elas mostram uma faceta. Nós temos várias personalidades.

Já falei aqui de uma rota terapêutica na área da psicologia que procura ver, se for comigo, por exemplo, o lado do André criança, o lado do André eh mais rebelde, o lado religioso do André, o lado romântico do André, o lado carente do André, o lado trabalhador do André, o lado malandro do André, o lado, os lados, todos nós temos facetas. Então você diz assim, será que as pessoas mostram como realmente são? Nós somos o que somos nas nossas múltiplas facetas. É a resposta que eu entendo que eu deveria dar assim dentro de uma percepção dessa questão, sabe? Gerváo Neto 100. Olha, Campos dos Goitacas aí, gente. Por que tanto preconceito, julgamentos e até falas agressivas em relação ao carnaval?

Bom, vamos lá. Historicamente, sendo uma festa profana, o Brasil sendo um país profundamente religioso e até pouco tempo atrás a religião oficial era católica. Você tinha toda uma estigmatização do carnaval pelas lideranças espirituais, não apenas dentro do catolicismo, a bem dizer, estigmatizadas, né? E e isso deixou esse resquício cultural também de se você é do povo de Deus, você não pode entrar num bloco. Se você segue essa tradição religiosa, você não pode gostar de carnaval. Isso para mim, pelo menos, tá muito claro. As narrativas, os discursos estigmatizando o carnaval. Mas como eu disse, existe por aí bloco católico, bloco evangélico, bloco espírita.

A Tom Maior de São Paulo vai homenagear no desfile esse ano Chico Xavier e Uberaba. Então, eh, sabe, a gente projeta nos outros o que a gente sente, né? Tem isso também, viu, Gvoso? Ah, é possível que a gente também na hora de fazer juízo de valor do carnaval projete no carnaval fantasmas, sombras e até de maneira invertida desejos. Sabe aquela coisa de uma pessoa que se apresenta perante o público como heterossexual e estigmatiza os gays? Mas estigmatiza com ódio, eh, manifesta absoluto desrespeito à sexualidade alheia. Vale a pena a gente estudar esse assunto porque ele é muito atraente na área da ciência psicológica.

Há a possibilidade de quem, estigmatizando homossexuais, tenha intimamente questões mal resolvidas com a própria sexualidade. É disso que estamos falando. Então, por vezes, penso eu, é possível que muitas das pessoas que falam muito mal de carnaval, intimamente podem ter um desejo reprimido de estar ali. Não é uma regra geral, mas é possível. Tati Melinho, o Espiritismo vê o carnaval com bons olhos. Olha, o espiritismo até onde eu entendi, eu julgo ter entendido a doutrina, não estigmatiza o carnaval. O espiritismo enaltece o livre arbítrio e a consciência.

O espiritismo entende que nós precisamos realizar a reforma íntima, descobrir quem nós somos e sermos fiéis à verdade tal qual ela se revela para nós. Que você seja coerente. Você pode estar num bloco de carnaval absolutamente íntegro, feliz, consciente e sem se deixar eventualmente contaminar com outras variáveis que estão ali. Eu acredito nisso. Ou você pode não estar num bloco de carnaval, não ter afinidade com carnaval, aproveitar o feriado de outra forma no retiro espiritual, sem ficar incomodado. Ai, o carnaval atrapalha a vibração, atrapalha o equilíbrio. Esse é o mundo de provas e expiações.

A gente gosta de cobrar a perfeição nos outros e não enxerga o nosso posicionamento na escala evolutiva. Então, que cada um se preocupe com o seu caminho, que faça o o que julga ser o melhor para si, sem patrulhar os outros. Isso seria o ideal. O espiritismo adverte para os riscos tanto do da dispersão, da alienação, da inclinação para o entorpecimento dos sentidos ou a promiscuidade sexual. OK?

Você vai ter esses alertas, mas não são menos importantes do que os alertas de você se apresentar perante a sociedade como religioso, comprometido com a ética moral, mas cultivar hábitos secretos, sigilosos seus, que contradizem esse posicionamento pros outros, assim, ah, fulano é uma pessoa de bem, fulano é caridoso. Ele ajuda a instituição religiosa. Ele não falta a uma missa ou a um culto ou a uma sessão, palestra pública espírita. Fulano é exemplo paraa comunidade.

Espiritismo adverte que essas pessoas que têm a preocupação de se posicionar publicamente como alguém crente, obediente às normas religiosas, praticante dos bons costumes, fazendo estrepolias, eventualmente muito mais danosas a si próprio, do que seria pular carnaval, se é que me entende. Então, a gente vai ter aqui o cuidado de não julgar pelas aparências e entender que quando a gente fala carnaval, a gente tá espremendo tudo num conceito só. Você pode ter um bloco familiar da vizinhança de uma rua que brinca mesmo. É, brinca é é uma brincadeira cantando na rua, se divertindo. Que malá. Ou você pode estar com um grupo de amigos que curte o batuque, um ritmista, gosta lá de gosta.

Aí você vai dizer: "Não, mas não pode porque Deus não quer". Eu não consigo ver lógica num pensamento que alcança uma pessoa que não respeita o próprio coração e não se garante nos seus princípios e valores em lugares aparentemente, segundo os outros, ameaçadores. Entende o que eu digo? Eu vou dar um exemplo bobo aqui, tá? É bem, é uma analogia que não é feliz, mas é a que me ocorreu. Eu não gosto quando eu vou no Maracanã, que eu gosto de ver o meu time no Maracanã jogando. Tem cantos da torcida que eu não sigo, eu não gosto porque são cantos preconceituosos, são cânticos de guerra. Eu não canto, eu não endosso.

Se eu vejo na saída do estádio ou na chegada um grupo de torcedores eventualmente do meu time cercando alguém com camisa de outro time para ameaçar ou coisa e tal, eu não aprovo isso. E se eu puder eu vou denunciar, vou chamar a polícia. Ó, tem um cidadão em perigo ali. Vocês entendem? Ah, estádio de futebol é coisa para pessoas pouco evoluídas. Olha aí as torcidas organizadas. Futebol é perda de tempo, cara. Cada um com o seu cada um e cada um se posicionando dentro do tabuleiro, sendo coerente com seus princípios e valores, Recoutinho. É possível o carnaval revelar e ao mesmo tempo, esconder as desigualdades sociais?

Essa é uma questão interessante do meu ponto de vista aqui no Rio de Janeiro, porque o samba nasceu aqui, tá no morro de do Estácio. Aquele bumbum paticum dum gurundum. O nosso samba, minha gente. É isso aí. Bum bum bum bum. Paticum bum pro gurundum. Contagiando a marque de sapuc. Eu enfeitei, enfeitei meu coração. Enfeitei meu coração de confete e serpentina. Minha mente se fez menina num mundo de recordação. Aí vai embora. Aí tem a parte que eu ia cantar aqui do Mor está de não sei quê. Se fez uma cuica de outra de uma barrica, se fez uma cuica de outra barrica, um surdu de marcação com recu pandeiro e tamborim e lindas baianas. O sambá ficou assim. Então assim, vamos lá.

O samba já foi associado a marginais. Você lembra daquela música da Não deixa o samba morrer, não deixa o samba acabar. O morro foi feito de samba, de samba pra gente cantar. É como blues nas colheitas de algodão do Mississippi, com os brancos racistas açoitando, torturando, explorando a mão de obra negra, escravizada. Ncio blus, que é o cântico da tristeza e do cultivo daquele povo. O samba veio debaixo e a o carnaval associado ao samba é uma manifestação cultural que não veio das elites. O samba no Brasil tem essa característica do que vem de baixo para cima.

Então, nesse sentido, quando você tem desfile de escola de samba, quem tá na avenida predominantemente é a comunidade, quem tá batendo palma porque teve grana para pagar o ingresso são as elites. Então, eu tô respondendo aqui a tua pergunta dentro de uma perspectiva eh de uma cultura desse carnaval que quem tá brilhando no espetáculo é o pobre. Vamos colocar assim. Quem tá no centro, no miolo da festa, é a comunidade invariavelmente de baixa renda, sofrida. É uma visão. A outra questão, quando você fala de igualdade social, desigualdade, justamente por ser uma festa ou uma tradição que subverte a ordem, essa hierarquia econômica não prevalece.

Então, quem tá lá no bloco, quem tá na rua, quem tá num cordão, quem tá seguindo o trio elétrico ali, amigo, tá todo mundo no mesmo barco, penso eu. Penso eu. Cristina Matias, você não acha que o carnaval tira o foco do que realmente tá rolando na vida real? Não tira totalmente o foco. Agora, quem disse que isso é totalmente ruim, né? Você não precisa de vez em quando, Cristina, de uma trégua. Você não precisa de uma fazer um distanciamento do que é real e que causa tanta preocupação, dor, sofrimento. Eh, o Jamil Chad, eh, colega jornalista top, saiu da Walta agora na UCL do meu amigo Chico Pinheiro.

Ele numa das últimas postagens traz uma foto de um campo de futebol em Gaza e os palestinos jogando bola. Aí você vai dizer: "Como é que esse povo arruma tempo para jogar bola diante de tanta barbárie, massacre humanitário, violência, tanta criança morta? Tem um campo de futebol em Gaza hoje. Aí tem o povo jogando uma pelada lá. Aí a gente vai dizer: "Pô, mas vocês, isso aí não dispersa vocês no sentido de não estarem lutando por justiça, não estarem reivindicando eh a paz e denunciando o arbítrio e a violência? Cara, eu se tivesse em Gaza e visse um campo de futebol, eu ia lá para jogar ou para assistir a pelada. ia me fazer bem e isso aí. Tá bom. Então vamos lá. É uma opinião.

Vocês não precisam concordar comigo, tá? Sempre digo isso. JJ Siqueira pergunta se o carnaval de rua é um risco para a nossa energia espiritual. Olha, a nossa energia espiritual depende basicamente da gente. Então, eu entendo que cada um precisa ter a responsabilidade de zelar pela própria sintonia, cuidar da própria vibração com ou sem bloco de carnaval. Porque se eu entendo que o bloco de carnaval tem o poder de me desequilibrar, eu pergunto: "O problema é o bloco ou sou eu? Eu entendi o alcance da pergunta. Eu só tô querendo pensar junto com vocês a parte que nos cabe na hora de você dizer: "O problema é a pornografia". Não, mas você tá acessando a pornografia? Não.

O problema são as drogas. você, a gente precisa ter sempre esse cuidado. Eu já falei aqui, bloco de carnaval, eu já falei da das questões envolvendo patrocínio de cervejaria, não alvarar da prefeitura, escolher lugares mais abertos e não confinados para não haver risco para as pessoas. Eu tô defendendo o que no carnaval não faz muito sentido, que o carnaval subverte a ordem. Eu tô defendendo ordem no galinheiro. Tô falando mesmo no carnaval é preciso haver alguma regra. algum eh regramento para você mitigar, reduzir riscos e danos. É a minha opinião. Agora, a existência do carnaval ameaça, né? Como é que é aqui a pergunta? O carnaval de rua é um risco paraa nossa energia espiritual? depende da gente.

Voltando à questão, a pornografia é um risco para pra nossa energia espiritual. É se você consome e as drogas são um risco paraa nossa energia espiritual. É se você consome ou são, né, as drogas, se você consome e a forma como você consome, porque mais uma vez, droga não é, não são só as drogas ilícitas. Cerveja é uma droga. Um cigarrinho é uma droga. Ah, mas é só um cigarrinho. Ah, mas é só um copinho de cerveja. Ué, droga é uma substância que tem o poder de alterar o funcionamento natural do seu sistema nervoso. Então, do ponto de vista energético, sistema nervoso define qualidade da sintonia. É isso, gente. Eu não tô aqui fazendo juízo de valor.

Eu tô dizendo o que eu aprendi com base na ciência, o que é e o que não é. Entende? Ah, tô incomodado com o bloco de carnaval que vai passar na minha rua. Sai da tua rua, sai de cá. Ah, é chato. É chato. Mas se vai te fazer bem a distância do bloco, realiza esse movimento. Cuide-se, preserve-se da sua sintonia, né? Não, não são respostas fáceis. Cada caso é um caso. Carnaval de rua, a gente coloca isso num sentido genérico, assim, né? Como se todo carnaval de rua fosse igual.

Já disse aqui, tem bloco católico, tem bloco espírita, tem bloco evangélico, tem carnaval de rua com um grupo menor de pessoas que são famílias que se conhecem, vizinhos que se curtem e fazem um bloquinho lá para curtir, sabe? É uma coisa pequena. É uma coisa que não, do ponto de vista da do número, né, de pessoas, não tem patrocínio. É, é complexo. A gente, eu, eu fujo das respostas simples, que são aquelas que as pessoas normalmente querem ouvir, né? Porque o mundo é complexo, nada é apenas é isso aqui. Não tem, tem a conjuntura. Ana Paula Ficha, eu sentindo tua falta nos comentários na Globo News. Quando voltas? Eu tô com outras missões dentro do canal da Globo, na Globo News.

Eu tô no Cidades e Soluções. Sábado, 9:30 da noite, domingo reprise, não, pera, sábado, 9:30 da noite e à tarde também a reprise da semana anterior, 2 da tarde, 1:30 da tarde, acho que é isso. E no ponto às quartas-feiras, por volta das 8 da manhã. Eh, estudi em pauta quando agora a regra lá, enquanto eu não realizar os trabalhos que me deram, eu vocês quando tiver uma notícia quente, eles me chamam, eu participo rapidinho. Obrigado pela pelo comentário, Ana Paula. Adrin Correa, Adriana Correia do no seu sentir do Rio Grande do Sul, no teu sentir carnavalizar é sair do promo moral e ético. É, pois é, são as palavras, né?

Eu vou responder depois de tudo que eu falei o seguinte: Não necessariamente. Depende do que você tá chamando de carnavalizar, né? A gente às vezes fala de carnaval como se fosse um monstro com eh venenoso, com garras afiadas, que tá pronto para te destroçar. E eu não sei, se me lembra às vezes a igreja ao longo de séculos determinando que o prazer é um sentimento associado à culpa. Então, o gozo da mulher ou do homem numa relação sexual é pecado. Fazer amor e ter prazer é pecado. O sexo é paraa reprodução, né? Então, essas leituras, por vezes estereotipadas, me incomodam um pouco.

Eu acho que a gente tem que ter um cuidado para não resvalar no puritanismo, porque em nome de Deus ou de Jesus já se matou muita gente nas cruzadas e por acusação de feitiçaria, especialmente as mulheres, milhares de mulheres morreram queimadas porque não se enquadravam exatamente ente na moral e na ética que os líderes religiosos dentão entendiam que era o único caminho possível. Não é simples, viu, minha amiga, não é simples.

Débora Campos pergunta: "Como estar no carnaval e manter a frequência vibracional positiva?" Olha, a gente pode perguntar isso para quem querendo curtir o carnaval, realizou uma escolha que não seja compatível com entorpecimento dos sentidos, nem com a promiscuidade sexual. A pessoa que tá querendo simplesmente brincar, gosta dos sambas de carnaval e gosta de pular carnaval. Aí você vai dizer: "Ah, mas isso é contra o quê?" Se sentir feliz realizando uma escolha consciente, que é é disso que se trata. Carnaval é um teste para o livre arbítrio. Se você escolhe pular o carnaval, esteja lá na sua plenitude, senhor ou senhora da razão, sabendo o que lhe convém, né?

Como disse Paulo, tudo posso, mas nem tudo me convém. Quando você chega à conclusão de que pular carnaval lhe convém, teu nível evolutivo, a sua, seu estoque, sua bagagem de conhecimento, de sabedoria, não se opõe à experiência de você escolher um lugar para pular o carnaval. Seja feliz e pule, pô. Seja você sem ficar vinculado aos outros, sem se medir pela régua dos outros. No meio espírita, a questão fundamental é sintonia. A gente já falou isso aqui. A sintonia, a embriaguez atrapalha a sintonia, atrapalha o determinismo de encontrar no carnaval a oportunidade de predar vítimas do ponto de vista sexual. Você já estabeleceu antes de entrar no bloco uma sintonia. >> [risadas] >> E o bloco meio que sendo o lugar de ninguém, porque o o o carnaval, por definição, é a subversão à ordem.

Temos uma questão, mas veja, cada situação, cada caso tem a sua análise específica. Alô, Centro Espírita Fraternidade, São Paulo, lá de Lorena. Beijo. Pediram, eu tô dando. Opa, sim. Bora. Quem mais? Célia W Pinho. Ih, gente, 10 horas. Eu vou ter que agora fazer o dela. Se cair a Instagram é porque ele só deixa uma hora, tá? O papo. Eu vou fazer o pergunta da Célia. O que fazer para minimizar o lixo nas praias por onde os blocos infernais, ela que disse, passam. Isso é assunto da prefeitura. Quem cuida de lixo é prefeito. Coleta, transporte e destinação final de resíduo.

Cobre do prefeito se ele autorizou o carnaval na praia, ele é o responsável por orientar a população a não emporcalhar a praia, atrair catadores e tornar a atividade do catador remunerado pela prefeitura para fazer o dever de casa. Tudo isso conta ponto na história. Não haverá papo das 9 domingo porque haverá um mega bloco aqui nas imediações. Eu não vou concorrer com mega bloco aqui com vocês. Vocês não merecem nem eu. Seja dentro ou seja fora do carnaval, que esse feriado seja o melhor possível para você na plenitude da sua escolha consciente. Fiquem com Deus. Tudo de bom. Até a quarta-feira de cinzas.

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