Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Olá, que saudade. Muito bom dia. Depois de uma semana atribulada de trabalho, Estamos de volta, papo das nove, direto do meu cafofo em Laranjeiras, num dia de sol, com céu azul por aqui no Rio de Janeiro, mas friozinho, essa madrugada fez frio. e eu procurei escolher um tema bem instigante para celebrar essa volta depois de uma semana distante de vocês, que me parece um prato cheio pra gente refletir sobre o momento, cada momento vivo nesse plano, nesse planeta, nessa encarnação. Eu elenquei aqui 10 escolhas que podem destruir uma vida, arruinar uma encarnação. É um tema instigante.
Eu poderia escolher várias escolhas, centenas de escolhas, se tempo houvesse pra gente fazer essa pesquisa, esse levantamento. Portanto, não vou arbitrar que essas 10 que eu escolhi sejam as mais importantes para todos. Provavelmente não. Muito provavelmente não, mas são as minhas, [roncando] né? 10 escolhas que podem arruinar uma vida. Pra gente pensar muito naquela assertiva de Jesus no Evangelho do Vigiai e orai. Porque quando a gente tem uma postura invigilante, quando a gente não tá prestando atenção no alcance de cada palavra, [roncando] de cada pensamento, de cada sentimento, a gente pode precipitar ações que determinam rotas arriscadas, perigosas e eventualmente desastrosas.
Eu vou começar minha lista falando do que para mim tem sido um assunto cada vez mais importante. Essa semana, um grupo de artistas brasileiros juntos viralizaram uma denúncia, um vídeo que mostra o apelo para que tenhamos no Brasil uma regulação mais forte e muita atenção em relação aos jogos, às bets. Então tô colocando aqui primeira escolha que pode destruir uma vida são as apostas invigilantes, as apostas recorrentes que podem comprometer e tem comprometido o orçamento doméstico de milhares de lares no Brasil.
Já houve aqui num papo das 9 de domingo, não faz tanto tempo, o compartilhamento de dados da CNC, Confederação Nacional do Comércio sobre a inadimplência das famílias brasileiras e como isso está também, não apenas, mas também profundamente associado ao vício dos jogos. Aí você vai dizer: "André, mas o Brasil sempre teve jogos, loteria, Mega-Sena, jogo do bicho, que não é propriamente o jogo legalizado, mas existe." Eh, e por que as Bets agora estão na crista da onda e alvo de campanhas que procuram mostrar a malignidade desse negócio? Você não sai de casa para apostar, você está com o celular à mão, você consegue muito rapidamente realizar as apostas. Ponto um, acessibilidade das bets.
Ponto dois, elas têm como divulgadores, né, influencers, influenciadores digitais e ou personalidades famosas, né, que construíram sua reputação no futebol, nos esportes, [limpando a garganta] na cultura, na música, o que seja, e hipotecam seu prestígio aos jogos online. Entre outras questões, nós tivemos no Congresso a consolidação de uma bancada pró-bets, que impede qualquer tipo de legislação mais restritiva ou cobrança de impostos mais alta, que possa justificar, se é possível justificar a existência dos jogos online no Brasil. Então, é só pra gente ter um panorama. Eh, não quero repetir os dados que eu já dei CNC, da pesquisa CNC, mas vou trazer outros aqui.
Uma pesquisa realizada pelo Senado Federal. 13% da população brasileira já realizaram apostas online. São 22 milhões de pessoas. É muita gente, sendo que mais da metade, 52% ganham até dois salários mínimos. E aí temos uma realidade muito constrangedora, o Felipe Nunes, que tá à frente da Quaest, que é um instituto de pesquisas importante aqui do Brasil. Numa entrevista, a nossa colega jornalista Natuza Nery disse semanas atrás que eles identificaram uma situação recorrente de homens que não apostam recorrentemente, mas não dizem isso para as mulheres.
No final do mês, o orçamento doméstico fica comprometido porque certas despesas importantes, como aluguel, [roncando] como mensalidade escolar, qualquer outra despesa recorrente, não conseguem, não podem ser pagas porque o dinheiro que estava guardado para isso foi usado em apostas. Então, é muito importante a gente ter, eu acho, a noção de que sim, essa recorrência, essa vulnerabilidade nas apostas é uma escolha que pode arruinar uma encarnação. E isso é muito sério. Eh, existe um serviço, para você ver o tamanho da encrenca que foi inaugurado pelo Sistema Único de Saúde chamada Meu SUS Digital.
Então, quem precisar de ajuda, quem quiser alguma orientação gratuita sobre que caminhos procurar para tentar se livrar das bets, para tentar ter o controle daquilo que está ocorrendo, a revelia, né, da a pessoa não, por vezes ela não tem o controle, aquilo se transformou num vício, [roncando] chama-se ludopatia, né? É uma patologia, um transtorno. Você não consegue, por vezes, controlar-se e isso vai requerer ajuda profissional. Então, existe o meu SUS digital, é um aplicativo que abre caminho para essa assistência ou os centros de atenção psicossociais, os CAPS. OK?
Então, eu tô aqui com uma lista eh que eu produzi, que não é a lista, digamos, já disse aqui, vou dizer de novo, a única lista possível, nem os 10 casos mais importantes. São os que me parecem mais relevantes, eh, 10 escolhas que podem destruir uma vida, arruinar uma existência, levar a uma ao fracasso de uma encarnação. Segundo ponto que eu queria destacar depois das bets, alcoolismo. Aí você vai dizer: "André, mas tantas drogas por aí que alguém vai julgar piores do que o álcool, que deveriam determinar mais atenção? Por que que você não colocou as drogas em geral como uma um problema que ameaça uma encarnação?" Porque o álcool é uma droga tolerada, uma droga social, como se diz. >> Eh, bebo socialmente, né? a gente banaliza os riscos do álcool.
O alcoolismo é algo gravíssimo no Brasil, mas isso não é divulgado, isso não é compartilhado. Eh, para outras drogas, a gente tem sempre uma eh vigilância muito grande, uma denúncia muito estampada assim nas campanhas. O álcool ele é tolerado. Pior, ele é estimulado. Muitos pais normalmente estimulam os filhos a beberem, ainda que seja um pouquinho só para e é como se fosse um rito de passagem, né, para um adolescente. Às vezes tem pai que dá pra criança, permite dar uma bicadinha numa cerveja, num vinho, num whisky, como se aquilo fosse já uma um preparo para algo que precisa ser entendido como socialmente interessante.
Porque quando você diz que bebe, você passa a ser inserido em grupos aonde quem não bebe é discriminado. Eu já vi várias situações do estranhamento causado por alguém que diz que não bebe. É muito interessante que a gente preste atenção em toda uma cultura que precipita a gente na direção do álcool. E aí você vai dizer: "E daí, “André, que problema há em relação ao álcool?” Bom, cada um haverá de fazer as escolhas que lhe pareçam as mais importantes. Eu só queria manifestar a minha opinião. Vou fazer a comparação aqui com a maconha. Eh, se fosse para comparar, a maconha é igualmente uma droga que traz riscos. Isso está suficientemente comprovado.
Mas o álcool determina muito mais mortes ou internações, mas muito mais óbitos em internações do que a maconha. E isso também está bem fundamentado, até porque o álcool determina, por vezes, padrões de comportamento e que a pessoa fica mais violenta, mais agressiva. Eh, portanto, ela representa risco para si e para os outros. E o álcool também determina inúmeros [roncando] acidentes de trânsito, que na verdade não são juridicamente acidentes, posto que a pessoa alcoolizada quando entra num carro da partida e dirige, do ponto de vista legal, ela é responsável pelo que faz. Ela tem a carteira de habilitação, ela recebeu todas as instruções para saber o que pode e o que não pode.
Dirigir embriagado não pode. Não pode. Então, eh, os dados mais recentes que eu apurei dão conta de que no Brasil as internações por alcoolismo estão crescendo. São quatro pessoas hospitalizadas por hora no país, segundo dados publicados no ano passado. Anuário Álcool e Saúde dos Brasileiros, Panorama 2025, do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool ou CISA, a partir de dados do IBGE e do SUS. Então, gente, eh quatro internações por hora no Brasil motivadas por alcoolismo, não é algo trivial. E [roncando] aí vem os dados sobre taxa de óbito por 100.000 habitantes. 11 estados tem a taxa de óbito [roncando] acima da média nacional.
Neste ranking, os que se destacam negativamente mais pelos indicadores de pessoas que morrem, de alguma forma, o álcool está associado a esse óbito. Piauí, gente, em primeiro lugar, Bahia, Espírito Santo e Tocantins. Então, se você é do Piauí, da Bahia, do Espírito Santo e Tocantins, saiba que nesses estados os dados mostram que há o número mais alto de óbitos associados ao alcoolismo. Quando você vira a página e sai do óbito e vai paraa internação, quando a pessoa precisa ser internada, porque ela tá ou como alcoólico ou de alguma forma uma uma cirrose crônica, enfim, seja uma internação causada, motivada pela ingestão de álcool. Eh, oito estados possuem índice superior à média nacional.
Na liderança estão, olha que interessante, os três estados do sul do país. Pela ordem, Rio Grande do Sul lidera o ranking de internações. Em segundo lugar, Paraná. Em terceiro lugar, Santa Catarina. Internações por alcoolismo. [roncando] Por alcoolismo. São muitos os dados. Eu não vou ficar falando só disso. Para mim a situação cultural, porque é uma droga lícita. Você pode comprar qualquer bebida alcoólica no supermercado da esquina, no botiquinho da tua rua, por vezes na padaria, tá lá. E eh não há a vigilância como deveria em relação à proibição, que é o que tá na lei de venda de bebida alcoólica para menores de idade, [roncando] né? A gente vê, eu não quero ser careta aqui, tá?
Não quero ser moralista, pelo amor de Deus. Mas a gente vê no carnaval uma, eu diria, liberalidade assim de adolescentes ingerindo bebida alcoólica. E eu já vi, ninguém me contou, em vários carnavais aqui no Rio de Janeiro, adolescentes deitados na rua, chapados de álcool. É uma coisa, se se é minha filha no estado que eu vi várias adolescentes já deitadas no meio fio, isso representa risco não só paraa saúde delas, mas paraa integridade física. Porque alguém mal intencionado, um grupo de meninos ou homens mal intencionados Vê uma menina bonitinha ali que não está entendendo o que está acontecendo Está meio anestesiada na sarjeta e ao risco de crime sexual, de abuso sexual, né? a a violência imposta contra alguém que não tá não tá consentindo porque não tá lúcido.
Então, é muito sério isso. Eu tô colocando aqui no ponto dois, na minha lista, das 10 escolhas que t o potencial de destruir uma vida, arruinar uma encarnação, eh, o alcoolismo. Então, quem está em situação de alcoolismo, quem é alcoólatra, quem é dependente de bebida alcoólica, precisa de ajuda. Alcoólicos anônimos ajuda. Eh, pedir informações sobre onde encontrar assistência profissional médica para se livrar do álcool é algo fundamental. [roncando] Eu me lembro quando era pequeno as pessoas se frequentavam mais as famílias, né, visitas assim, um na casa dos outros, etc.
Uma vez lá em casa, eh, as pessoas estavam na sala, meus pais receberam amigos e era tradicional você oferecer as pessoas que que vocês querem beber, água, refrigerante ou vinho ou isque, tinha isso. E uma pessoa que estava na festa não estava bebendo nada, um homem. E a mulher estava na cozinha ajudando minha mãe. Num dado momento, eu passei pela cozinha e vi isso: ela a lavar os copos onde havia cerveja, onde havia uísque. Lavar os copos. Por quê? E ela disse: "Porque meu marido sente o cheiro, ele é alcoólatra, ele está em tratamento, ele não está mais bebendo, mas ele sofre quando sente o cheiro do álcool". É uma coisa muito séria. Dependência química é uma coisa muito, muito séria.
Então, eh, a gente precisa ter coragem de dizer: "Não, você não quer beber?" "Não, não vou beber". "Não, mas não vai beber". Mas você não quer beber. ou se você bebe, tenha a clareza de até onde lhe é conveniente beber, [roncando] porque tem consequências, né? Tudo na vida tem consequências. Terceiro ponto que eu queria aqui destacar na minha listinha das 10 questões importante da gente tá ligado dentro daquele vigiai e orai, [roncando] é a culpa. A gente fala muito da culpa aqui no Papo das 9. Portanto, eu não vou me alongar nesse quesito que tem sido recorrente na nossa troca aqui de informações. A culpa claramente é porta de entrada para depressão. A culpa determina um efeito paralisante.
A culpa coloca a gente no fundo do poço, na velocidade da luz. Quando você se sente culpado, você fica entregue à autoflagelação moral. Você vira um juiz ou uma juiz implacável de si mesmo ou de si mesma, condenando-se reiteradamente. [roncando] Essa é uma armadilha terrível, psicológica e espiritual. Então, para quem é espírita aqui, peço licença, se você não for, não tem nenhum problema, nem precisa acreditar no que eu vou dizer, mas enfim, para mim faz sentido.
Na série psicológica de Joanna de Ângelis, psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, nós vamos ter diferentes livros que abordam a questão da culpa como sendo um sentimento eh abominável que abre caminho sim para a depressão. Inclusive no livro Viver é a Melhor Opção, a prevenção do suicídio no Brasil e no mundo, que lançamos há 11 anos. último capítulo do livro é quando a gente fala da visão espírita sobre suicídio e lá está uma das reflexões de Joana de Ángeles sobre a depressão, falando que ela tem origem exatamente na culpa de alguma questão relacionada normalmente a vidas passadas.
Portanto, a pessoa que, do nada, ela não percebe nenhuma razão para se sentir deprimida, ela está lá aparentemente saudável, de bem com a vida, e, de repente, surgem fatores que podem precipitar o de humor, que é a depressão. Então, Joana diz, não raro, não é generalizar as situações, isto está associado a uma culpa do passado em que você está fragilizado moralmente. [roncando] Então, trabalhar a culpa é muito importante com ajuda especializada, de preferência, com terapia e perceber que a culpa em nada soma, em nada agrega, em nada ajuda. Mesmo quando a pessoa diz: "Mas eu errei, eu tô me purificando com a culpa".
É outra revelação para quem é espírita muito importante que a culpa não significa, em nenhuma hipótese o início de um resgate. Eu não gosto dessa expressão, mas muita gente usa: “Estou pagando pelos meus erros.” A culpa, você não paga nada. Não iniciou ainda a restauração daquilo que foi causado a partir de um erro cometido. A culpa não agrega nada. Quando você se livra da armadilha da culpa, aí sim você começa a ter a oportunidade de resgatar as dívidas do passado. Nós temos sim direito ao arrependimento, que não é sinônimo de culpa.
O arrependimento significa se dar conta do erro e procurar repará-lo ou compensá-lo, sem culpa, [roncando] que todos erramos, todos sem exceção, todos somos errantes. Nós somos imperfeitos. Como diz o meu amigo de Campos dos Goytacazes, adorei o Gervásio falar: “Já que somos imperfeitos, que sejamos imperfeitos úteis.” [limpando a garganta][risadas] Achei muito legal essa sacação. O que seria ser um imperfeito útil? Eu não tenho ainda a perfeição como atributo, mas em como espírito imperfeito eu posso ser alguém útil, eu posso tentar fazer o meu melhor. E nessa tentativa, quando o assunto é culpa, [roncando] se livra desse peso.
Pro teu balão subir, você tem que se livrar desse peso, esse saco de areia que faz com que você não alcance a altitude. Se livra desse peso, toca a tua vida. E a beleza da gente acreditar em Deus e na imortalidade da alma é que nós sempre teremos outras oportunidades para acertar. Portanto, o erro ele acontece e a gente vai ter a oportunidade de em outras circunstâncias reparar esse erro. Toca vida, bola para frente. Não adianta ficar chorando, leite derramado. Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima. E ninguém tem o direito de te julgar, porque quem te julga também erra. Esse é o ponto. Ninguém tem o direito de julgar você. Se não errou nessa vida, errou em outra. Errou feio.
Todos nós que estamos nesse planeta temos em comum o fato de termos errado. E errar não é feio. Quando é da a sua condição espiritual que determina essa incapacidade de agir com acerto sempre. Somos todos nós assim. Errar não é feio. Feio é não reconhecer o erro e não se esforçar por repará-lo. Vamos pro quarto ponto. Quarto ponto dos 10 que eu tô destacando hoje aqui arbitrariamente, a culpa é minha, pode não ser a lista preferida de vocês, mas é que me ocorreu 10 escolhas que podem destruir uma vida, arruinar uma encarnação, prejudicar bastante uma existência. é a gente não ter o cuidado necessário com a autoestima. Autoestima é muito importante.
E aí quando você não tem autoestima, você começa [roncando] a se fiar pela opinião dos outros, a se medir pela régua dos outros. Então, quando alguém te xinga, quando alguém faz uma observação crítica que eventualmente não guarda a relação com a realidade, alguém lhe calunia, alguém fala algo de você que não é correspondente à realidade dos fatos, né? A pessoa quando tem baixa estima, ela fica vulnerável, ela começa a achar que, poxa, se a outra pessoa tá achando isso de mim, é porque eu sou assim mesmo, pô. Se o outro falou isso de mim, é porque eu sou assim mesmo.
Ou quando você abdica de ter seus próprios sonhos, seus projetos, sua ideia do que deve ser feito a partir da tua energia, do emprego, do teu tempo, aí chega alguém e diz assim: "Isso aí não, não é impor". Ih, André, besteira isso daí que você tá querendo fazer. Ih, André, vai perder tempo com isso. Tanta coisa importante para você fazer, vai ficar aí fazendo isso. Você entende o que eu digo? lindos projetos, eu diria mais projetos absolutamente necessários que a gente veio pronto para fazer nessa existência, podem ser liquidados antes de acontecer, porque alguém que você dá mais atenção do que deveria acha, acha que aquilo é besteira, que aquilo não tem importância, não tem valor.
Inacreditável que tantas coisas lindas, maravilhosas, importantes, urgentes, necessárias deixem de ter lugar na vida da gente apenas e tão somente porque outra pessoa boicotou o teu sonho, o teu projeto, aquilo que você tava pronto para realizar. Eu gosto muito de fazer a associação como principal mensagem de Jesus no Evangelho. Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Amar o próximo como a ti mesmo. Então é interessante que Jesus tenha relacionado a importância de amar o próximo como a gente ama a nós mesmos. [suspirando] Porque amar-se é uma condição fundamental paraa saúde mental e para sua resiliência psíquica, emocional. [roncando] Eu me lembro uma vez em Teresópolis, isso já tem quase 40 anos, faz tempo.
Divaldo Pereira Franco, médium, foi fazer uma palestra em Teresópolis. Eu estava lá ainda estudante de jornalismo, portanto tem mais de 40 anos isso, para fazer uma entrevista para um jornalzinho que a gente criou, a Mocidade Espírita Joana de Ângelis, para a escola que hoje é em Japeri, mas na época não existia o município de Japeri. O município de Japeri foi criado a partir do território de Queimados. Então, a escola ficava em Queimados, Baixada Fluminense. E eu fui lá para acertar uma entrevista com o Divaldo gravada, né? Eu [roncando] tenho até uma foto aqui em casa desse encontro que eu gravei entrevista com ele, mas seria a última coisa que ele faria em Teresópolis comigo.
E aí o Divaldo se permitia, por vezes, no final das palestras fazia uma fila, tinha um grupo de pessoas que queriam falar com ele. Eu me lembro de uma senhora, eu não vou entrar em detalhes do que ela falou pro Divaldo, mas todo mundo escutava, todo mundo tava volta ali, ela falou: "Divaldo, minha vida tá assim, tá assada, eu não sei o que que eu faço porque tem isso, tem aquilo". Ela falou assim, sei lá, uns 5 minutos. Divaldo, pacientemente ouvindo. Aí quando essa senhora terminou de falar, o Divaldo olhou para ela e falou: "Minha filha, ame-se. “Ame-se.” E não falou mais nada.
Aí a senhora ficou meio decepcionada, assim: “Pô, falei tanta coisa, esperei…” Ela estampou a decepção, assim: “Mas, Divaldo…” “Ame-se, ame-se.” E eu achei aquilo tão interessante, né? Porque por trás da resposta estaria ali um sinal que Divaldo achou por bem dar de que aquela senhora tava com algum problema no campo exatamente da autoestima, do autorrespeito. Isso me marcou. Eu vi ali uma resposta muito curta, mas de muita sabedoria, que resume um aspecto importante das nossas vidas. Então, não se meça pela régua dos outros. Não deixe de realizar aquilo que lhe pareça o certo.
Se isso lá na frente se revelar um equívoco, é melhor que você erre, todos nós erramos, pelas escolhas que nós tomamos do que você errar porque deu ouvido lá pro pro outro. Vai nessa que você vai bem. Aí dá errado, você vai culpar o outro. Você não, você tem que se culpar porque você resolveu priorizar a escuta de alguém. por pura insegurança, né? Porque é conveniente você não ter que assumir responsabilidade. Eu não sei o que fazer, me ajuda. Aí o outro dá um toque, você fala: "Ótimo, porque a escolha não foi minha, o outro me recomendou, se der errado, foi o outro que fez". A gente gosta de não ter o ônus da escolha, que alguém escolha por nós.
E isso, do ponto de vista espiritual traz consequências. Porque um dos aprendizados mais importantes de cada encarnação vem do livre arbítrio soberano, em que a gente vai realizar escolhas e vamos assumir a responsabilidade por elas. Mais uma vez, se a escolha não for acertada por uma razão qualquer, bola pra frente, porque você precisa exercitar a partir da escolha a compreensão das consequências. Sejam elas positivas ou não, são suas escolhas. Parabéns.
Pior, repito, é se fiar nos outros para decisões importantes com as quais eventualmente no seu íntimo você não sente que aquilo seja o caminho, que aquilo seja interessante, empolgante, desafiador, como você gostaria, e se acovarda para não ter o ônus escolha. Chegamos no meio do caminho, quinto ponto de 10. de escolhas que podem destruir uma vida, arruinar uma encarnação. É a ganância. A ganância, do meu ponto de vista, a gente tá vindo da semana do meio ambiente que se encerra hoje. Para mim todo [roncando] dia é dia do meio ambiente, mas enfim. Eh, a ganância tá destruindo o planeta, a ganância tá arruinando os estoques de água doce limpa, de solo fértil.
A ganância tá determinando o avanço da desertificação, tá? determinando a destruição do verde, da fauna, da flora, a crise climática. A ganância tá determinando a poluição descontrolada com o lixo que não se degrada com facilidade. Enfim, a lista é grande. A ganância tem determinado as guerras em curso. Não vou fazer essa leitura geopolítica aqui, mas as ações militares que têm lugar hoje no planeta, principalmente pelas forças militares dos Estados Unidos, de Trump, de Israel, de Netanyahu, de Vladimir Putin na Rússia, elas têm exatamente a perspectiva da amplificação do poder geopolítico, da ocupação de territórios e de negócios que possam ser feitos a partir disso. A ganância.
Não estou simplificando, mas é a minha opinião. Então, eh, muitos de nós criticamos os gananciosos, mas quando a gente alcança uma condição de poder acumular bens e posses, nós deixamos as nossas críticas escondidinhas e replicamos a ganância que nós criticamos, né? A gente vai ambicionando coisas que tem preço, mas não tem valor. Tem uma diferença de preço para valor, né? São coisas que tem preço, mas não tem valor. E aí aludimos novamente a passagem do evangelho em que Jesus denuncia o risco da gente guardar para que a gente preste atenção em quais são os tesouros do céu que as traças não corroem, que a ferrugem não destrói. Porque é disso que se trata.
A vida passa muito rápido e a gente aqui se deslumbra com a matéria e vai naquela onda do consumismo do Black Friday, de ambicionar mais, mais, mais e mais, né? Aquela música linda da Rita. Rita tem um repertório fantástico, ela e Roberto, mas antes do Roberto de Carvalho, ela também já tinha músicas emblemáticas. Mais uma canção da Rita Lee que tem o refrão que diz assim: “Quanto mais tem, mais quer. Quanto mais tem, mais quer. Quanto mais tem, mais quer.” tem, mais quer Ei, pé de chinelo Até parece que o sangue é azul É uma crítica irônica, corrosiva A essa ambição desmesurada desmesurada, né? Ela não tem limites e ela justifica atrocidades no campo pessoal, na ética. É muito importante.
E isso alcança, inclusive, lideranças espirituais. Alcança alguns segmentos religiosos. que falam de prosperidade como um princípio importante da vida da gente, mas essa prosperidade muito fortemente atrelada à matéria e à acumulação de bens e posses. Obviamente, é uma outra informação egressa do espiritismo que eu acho maravilhosa, que é nada que nós entendamos ser possuidores na matéria, tudo aquilo que tá no teu nome, tua casa, teu carro, sua poupança, os recursos que você tem lá em CDB e outras coisas, aquilo que é patrimônio, né? Ah, tem um terreno, não sei aonde, tem, sei lá, o qualquer coisa.
Tudo isso que você declara, ou deveria declarar, no imposto de renda — você não vai ser sonegador, pelo amor de Deus, não sonegue —, quando você tem patrimônio e diz: “Tudo isso é meu.” Bom, tudo isso à luz do Espiritismo lhe foi confiado por empréstimo para que você nessa encarnação, tendo esses recursos ao seu alcance, faça o melhor uso deles. E aí tem uma, o que que seria o melhor uso deles? É você [limpando a garganta] não esquecer de quem você pode ajudar de alguma forma, eh, dos investimentos que sejam criteriosos, propagando o bem, né? que você de alguma forma descubra meios de entender o significado e o sentido de uma mensagem que tá no Evangelho Segundo Espiritismo intitulada a utilidade providencial da riqueza.
Portanto, não é crime ser rico. Crime aos olhos de Deus. Quem achar que aquilo lhe pertence e você desenvolveu uma paixão e um apego a isso, que impede a sua generosidade, a sua caridade, a sua visão de poder contemplar quem nada tem ou pouco tem. Em bom português, nós não somos proprietários rigorosamente de nada, porque nada levaremos deste mundo. Quando você e eu desencarnarmos, isso vai acontecer, tá? que ainda não se deu conta, chegará um momento em que a gente não estará mais aqui. Só é nosso efetivamente o que a gente consegue levar pro plano espiritual, o que te acompanha, o que dá para o que cabe na bagagem.
E todos esses bens não vai levar, não leva, portanto não lhe pertencem, entendeu? É só pra gente se dar conta. Outro aí é o sexto da minha lista de 10. Uma escolha que pode comprometer muito a nossa atual existência, desnecessariamente por invigilância, que é ingratidão, né? É ingratidão honrar pai e mãe, né? Um dos mandamentos, porque ninguém é nada sozinho. Tem muita gente que diz assim: "Eu cheguei onde cheguei sozinho". A gente entende esse orgulho porque às vezes a pessoa ralou muito contra tudo e contra todos, mas ela não tá sozinha.
Sempre há alguém, eu diria alguén que estão na retaguarda, nos dão suporte ou nos colocaram no mundo, pai e mãe, amigos, colegas de trabalho estranhos, pessoas que surgem na nossa caminhada e permitem que a gente siga em frente. A ingratidão é um sentimento horroroso e ela pesa na balança, porque o sentimento de gratidão é um sentimento cósmico, universal, porque todos nós estamos interligados, somos interdependentes, estamos interconectados. Perceber essas conexões é algo muito importante do ponto de vista espiritual. E a ingratidão sugere uma falta, eu diria, de noção de como cada um de nós depende e muito dos outros em vários aspectos. [roncando] Portanto, o sentimento da ingratidão, ele se ela ele se confunde com orgulho, né?
E o egoísmo fica uma coisa assim meio eu e eu como se eu fosse autônomo. Tudo o que eu faço depende apenas e tão somente de mim. Tudo que eu fiz foi por meu esforço, meu trabalho. Cuidado com essa retórica, cuidado com essa narrativa, porque ela não expressa uma realidade. Se você examinar com muito carinho e muita atenção como você chegou até aqui, você terá dificuldade de acessar todas as pessoas conhecidas ou estranhas que chegaram de repente na hora certa para fazer ou falar alguma coisa que dê um clique e permitiu você seguir sua jornada. Outro ponto, sétimo ponto. Estamos chegando no final. Faltam agora quatro. Com sete faltam três.
Sétima escolha que pode determinar o fracasso de uma existência é negligenciar a própria espiritualidade, ou seja, negligenciar o sentido da vida, que nós não somos subprodutos do acaso. Quem sou eu? De De onde vim? Para onde eu vou? O papa Leão XIV está nesse momento na Espanha e deu uma entrevista muito interessante, porque, enquanto está na Espanha, ele está dividindo as atenções com Bad Bunny, que é aquele que fez o show do intervalo do último Super Bowl. Bombou o Bad Bunny. Eu não tenho muita afinidade com a música dele, mas reconheço uma liderança positiva de contestação à opressão cultural, opressão pelo uso da força militar, opressão contra os imigrantes a partir do governo Trump.
Ele bateu de frente com o governo Trump sem beligerância, sem ofender ninguém, mas procurando resgatar a nossa como somos interdependentes. Então ele fez uma brincadeira, o Papa, Leão XIV, sobre a popularidade do cantor Bad Bunny. Ele reconheceu a imensa popularidade do artista. E assim, isso é maravilhoso, tudo bem. O meu objetivo na Espanha é fazer com que a garotada que curte hoje, não apenas só o Bad Bunny, mas está muito entretida com os assuntos de tempo de tela, algoritmo, as questões do mundo, também prestem atenção nos assuntos espirituais. uma reflexão interessante sobre Queira Deus que eu possa também, tal como o Bad Bunny Ser minimamente interessante para a juventude Por lembrar das questões da espiritualidade E quais E quais são as questões da espiritualidade?
A vida passa rápido, nós estamos no planeta de passagem, Deus existe, a morte não existe. Isso todas as religiões falam. O catolicismo vai ter as suas singularidades, falando de uma vida, uma existência única, que o espiritismo tem outra visão, somos reencarnacionistas, mas da relativização da importância da matéria. A gente não se deslumbrar com a matéria, como infortunadamente se vê em boa parte também da juventude, mas quem não é jovem também fica refém, por vezes, dessa visão.
Então, o papa está trazendo exatamente agora na Espanha um dos temas que eu coloquei aqui no meu top 10, ou seja, negligenciar a própria espiritualidade pode significar desperdício de tempo e energia numa encarnação. Porque por vezes mesmo pessoas religiosas, profundamente religiosas, inclusive dentro do espiritismo, desencarnam em situação muito ruim do ponto de vista e moral, acometidas de um desconforto brutal, por quê? Porque tiveram acesso a todas as informações alusivas àquela tradição espiritualista, àquela região. Mas elas não conseguiram avançar um milímetro sequer. sequer do ponto de vista pessoal. Elas tinham a imagem de pessoas espiritualizadas.
Elas recitavam de cor e salteado passagens inteiras de escrituras ligadas à sua tradição. É Foram boas oradoras. escreveram livros, eh, doaram recursos aqui ou ali para alguém. Mas do ponto de vista da evolução espiritual daquela criatura, o avanço se houve foi muito tímido. Então veja, não é o externo, não é a imagem, não é a propaganda, não é a publicidade. A gente tá falando de algo da sua intimidade. quanto cada um de nós, a partir de uma ideia religiosa, você pode não ter vinculação com nenhuma religião, mas você tem a sua visão do transcendente, a sua visão do lado místico. É disso que se trata, é disso que o papa está falando. Eu acho muito interessante.
O papa está, assim, positivamente me surpreendendo. Depois do furacão que foi Francisco, Leão XIV está mostrando suas credenciais, sabe? Eu acho isso muito, muito importante Então O Papa Leão XIV expressou compreensão sobre a sensação de vazio E a falta de propósito Que muitos jovens enfrentam atualmente Ele que a viagem à Espanha tem como um de seus objetivos Dialogar com esse público E estimular reflexões sobre questões como o sentido da vida Espiritualidade e esperança Viva o Viva o papa leão, leão, leão, leão.
Eu tive na Itália a convite da igreja em Castel Gandolfo ano passado, três dias de estudos, reflexões, debates em Castel Gandolfo, residência de verão dos Papas, na celebração de 10 anos da encíclica Laudato si’. E lá estivemos no mesmo ambiente com o papa Leão XIV. Bom, seguindo adiante, eh, negligenciar a oportunidade de ajudar. Isso pode arruinar uma encarnação, isso pode ser algo muito ruim, porque a gente veio ao mundo para evoluir.
E [roncando] quando a gente tem a oportunidade de ajudar, de praticar a caridade, de prestar atenção em quem tá em situação aflitiva, de exercitar a compaixão, que é se colocar no lugar do outro, a misericórdia, a gente se identificar com alguém que está numa situação aflitiva e procurar mitigar, reduzir essa dor. Essa é uma das principais razões pelas quais estamos encarnados. Então, quando a oportunidade passa e você não se apropriou dela, não é que você não tenha outra oportunidade, é que a gente não sabe por quanto tempo estaremos aqui. Hoje eu tô falando com vocês, amanhã eu posso não estar aqui. Esse é um fator importante, o fator tempo. Não temos todo o tempo do mundo.
Então, me lembrei da música do Renato Russo, do Legião. É, a gente precisa fazer. Quando surge o ensejo, aparece a oportunidade, agarre-a, faça acontecer. Esse é um bom lema que nós no mundo onde há tanta dispersão, alienação, distração, a gente não presta atenção nas coisas. Se o acaso não existe, o destino vai trazendo pra gente oportunidades pra gente poder desenvolver esse exercício, esse amor, o amor, o amor exercitado. Isso é muito importante. Penúltima da lista de 10, escolhas que podem trazer muitos problemas numa encarnação. Negligenciar a alegria e o prazer é uma coisa importante, porque é o que é o combustível da vida, né? Alegria, o prazer. Jesus gostava das bodas, das festas.
Ele frequentava as reuniões sociais. Quando a festa estava fraca de comida e bebida, ele multiplicava pão e vinho. É o que está nas escrituras. Claro, tinha uma mensagem moral evangélica, mas ele estava socializando, estava ali junto, estava curtindo a oportunidade de estar com os outros, celebrar a vida. Enfim, a gente não deveria vibrar na frequência da tristeza, da desesperança, do desânimo e do desalento. A gente precisa de luz. Alegria é luz. Prazer é luz. O prazer sexual, por exemplo, para citar apenas um exemplo de prazer, tentaram durante muitos séculos — e evocaram a religião para isso — desconstruir o direito ao prazer sexual.
Entretanto, o prazer sexual não foi inventado pelo homem ou pela mulher, é de Deus. Isso é inerente à nossa condição humana. E, na espiritualidade, é a visão espírita. Quando indagam a espiritualidade maior: “Tem sexo aí? Como é que é do lado de lá?” E, grosso modo, a informação é de que existem coisas mais prazerosas do que o sexo. Ou seja, o prazer é inerente à vida. O prazer de degustar, essa viagem que eu fiz para o Rio Grande do Sul essa semana para gravar uma reportagem, aonde eu estava, eu vim quintal com pé de eh limão galego, pé de goiaba.
Eu perguntei: "Tem pitanga?" Aí me lembrei porque eu tenho essa loucura por pitanga colhida do pé, porque meu avô Abel tinha uma casa em Peruíbe, no litoral de São Paulo, que tinha uma pitangueira no quintal e eu adorava. Suco de pitanga e pitanga colhida no pé. Adorava. Isso ficou comigo. É um prazer. É um prazer. Então, o prazer de comer, o prazer de conversar, o prazer de dançar, esses prazeres, cada um vai ter isso na sua resolução, maior ou menor. Não tô dizendo que todo mundo tem que gostar de tudo isso, mas tem alguma coisa que você gosta e dê vazão. Sinta prazer. Não é feio sentir prazer. O prazer nos conecta com o lado muito bonito da vida e de Deus.
Por último, mas não menos importante, escolhas que podem destruir uma existência: o suicídio. Porque ninguém vem ao mundo com o destino traçado na direção do autoextermínio. O autoextermínio é uma decisão unilateral. E, do meu ponto de vista, dado que através do espiritismo nós temos a possibilidade de comunicação com o plano espiritual, invariavelmente precipitar o retorno à pátria espiritual gera um desconforto que tende a ser maior ou menor, dependendo de cada criatura no plano espiritual, porque as condições que determinam o suicídio são distintas. Haverá pessoas acometidas de graves patologias de ordem mental e haverá pessoas absolutamente sãs.
Cada caso é um caso, mas é muito importante a gente entender o sentido da vida e como a dor e o sofrimento fazem parte, por vezes, do nosso roteiro, em maior ou menor intensidade, mas todos temos dor e sofrimento em maior ou menor grau e todos temos, por vezes, no campo da dor e do sofrimento, experiências muito difíceis e que não deveriam justificar apressadamente a decisão de tentar calar essa dor através do autoextermínio, porque a vida não cessa. E o tempo que nós temos aqui é um tempo de aprendizado também. Muitos não acreditam nisso, eu respeito, mas eu acredito. Para lidar com certos gêneros de dor e sofrimento, é um aprendizado, é um aprendizado difícil, duro.
Então, é muito importante que a gente entenda que a vida não cessa, que todos temos uma segunda chance. Aqui eu me reporto a familiares e amigos de quem fez a passagem pelo suicídio. Haverá uma outra oportunidade. A vida segue. Deus não seria soberanamente justo e bom se não desse a todos nós indistintamente. Não outra chance, várias outras oportunidades. Acontece que eu tô falando de escolhas que podem determinar o fracasso de uma encarnação. Que a gente possa sempre escolher a vida. a vida, ainda que teimosamente, teimosamente, na época da pandemia, eu falei isso aqui, quando você não tem nenhum motivo para se sentir feliz, procure teimosamente esse motivo para você dizer: "Bom, estamos aqui.
Há algo que eu possa absorver, usufruir, degustar, experimentar, que pese positivamente na balança. E a gente pode construir essa resiliência mental com ajuda profissional. Por isso que eu sempre falo bem dos psicólogos, dos terapeutas, até dos psiquiatras. é um recurso a mais que na maior parte da história da humanidade não havia, não tava disponível. nos últimos cento e poucos anos começou a haver a possibilidade da gente contar com esse apoio psicoterápico e com eventual uso de certas medicações recomendadas com muito cuidado e critério profissionais pra gente se sentir melhor dependendo do tipo de problema que se tenha. Cada caso tem a sua singularidade.
Então, que a gente lute pelo direito de viver da melhor forma possível, usufruindo tudo o que a vida permite. Já mencionei aqui no papo das ve uma imagem que me deixou muito tocado, muito impactado e muito grato no meio daquele pesadelo causado pelo ataque militar reiterado, com o cometimento de vários crimes de guerra, aniquilando mulheres, idosos, crianças, paramédicos, não permitindo a entrada da imprensa ou das organizações não governamentais que prestam assistência no território de Gaza. Vem de Gaza a imagem, no meio desse pesadelo completo, desse absurdo cometido pelas forças de Netanyahu, com a oposição de muitos judeus, é bom dizer, e de rabinos, só para a gente fazer essa ressalva. [roncando] Eh, um campo de futebol com os palestinos jogando bola.
Aí haverá alguém que diz assim: "Como é que eles arrumam um tempo para jogar bola no meio desse descalabro humanitário? Eles estão procurando ser feliz. Dá para jogar bola? Vou jogar bola. Gosto de jogar bola? Futebol. Vamos que vamos. Entende o que eu digo? Faça por onde? Ajuda-te que o céu te ajudará. Vamos que vamos paraa frente aqui se anda. Sigamos com força, coragem e fé para sermos completistas, seguirmos nessa existência até o dia em que a natureza, Deus, uma força cósmica superior, o arquiteto do universo, o nome que você queira dar, determine que o nosso tempo de vida na Terra expirou. que a gente procure levar a sério e praticar o que Jesus disse. Vigiai e orai. Presta atenção.
Se liga na missão. [risadas] Se liga na missão. Ótimo domingo. Fiquem com Deus. O papo ficará arquivado no YouTube, no nosso querido Instagram. Será transformado em partículas infinitesimais de éter. Nada restando no Instagram, mas ficará arquivado no YouTube. Fiquem com Deus, tudo de bom. Até a próxima.


