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O que esperar de um pai? | Papo das 9 #1062

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Vamos chegando, chegando, chegando. Vamos chegando, vamos chegando, vamos chegando, vamos chegando, vamos chegando. Tá começando o papo das 9 especial de domingo, dia dos pais, que é uma data comercial celebrada no Brasil, escolhida caprichosamente pelo setor varejista do comércio décadas atrás. para estabelecer no calendário, exatamente no mês de agosto. Depois das celebrações — vem lá Natal, Páscoa, Dia das Mães —, aí ficava uma meiuca meio desamparada do ponto de vista de uma data que deveria ser atraente pro comércio. Criaram o Dia dos Pais. Aí você vai dizer: "Ah, André, para você vai ficar falando mal do Dia dos Pais, porque foi uma data criada pelo comércio".

A história é interessante, mas eu não vou entrar em detalhes aqui, que não é o meu foco. Não, eu só tô referenciando a data e, como sempre fazemos no Papo das 9, no Dia dos Pais — cai sempre no domingo, né, segundo domingo de agosto —, domingo é dia de Papo das 9 há mais de 6 anos, nós aproveitamos essa sincronicidade para lembrar o que é ser pai. Na largada desse papo, eu vou já dar minha opinião. Você pode não concordar. Seja você pai biológico, pai adotivo, né? Pai que. se casou ou se ajuntou com uma mulher que trouxe seus filhos e virou pai. Eh, pai que planejou ser pai, pai que não planejou e virou pai. Não importa.

Eu já vou dar spoiler aqui do rumo da nossa prosa ser pai, que o título da live é paternidade é missão. Sim, paternidade é missão. É uma baita responsabilidade, pois que nesse olhar espiritualista, a vida tem um propósito. Todos nós. humanos quando estamos nesse planeta, eu sou reencarnacionista, então quando a gente retorna ao planeta, a gente retorna com essa demanda de evoluir. E a evolução passa principalmente por um processo de reeducação. E a reeducação do espírito impreterivelmente passa pela influência que pais ou responsáveis exercem sobre crianças, especialmente nessa fase de 0 a 6 anos, quando essas criaturinhas são. esponjas ambulantes.

E aí a gente vai ter essa missão, pai e mãe, ter essa missão. Mas hoje é dia dos pais, então meu recorte hoje são os pais. É, é missão. Não dá para fingir que não é. Não dá para ficar às vezes se auto eh, penitenciando, né? Ah, eu não sou uma pessoa boa. É melhor que ela ou ele, minha filha ou meu filho, não tenha contato comigo, que eu não sou flor que se cheire, eu não sou alguém que preste. Então, tô fazendo um favor para ele ou para ela, mantendo a distância. Sabe essas, eu diria, eh, alegações. estapafúrdias, né, que claramente, do meu ponto de vista configuram escapismo. Então, pai, em qualquer circunstância, como disse, é missão, é responsabilidade. largada, contrariando o que eu faço.

De repente eu faço minhas digressões, depois a gente cai na doutrina espírita. Eu vou compartilhar com vocês, porque eu acho que esses princípios são comuns a várias tradições e religiões. No livro dos espíritos, tá aqui a edição que eu ganhei da minha avó em 1988. Dedicatória dela. O livro tá tão velhinho que a página até sai. Tá aqui a dedicatória da vó Gabriela, querida. Janeiro de 88, tá aqui. Aí a gente vai para a questão essencial sobre esse assunto que é a número 582. São perguntas e respostas. Kardec fez uma entrevista, né, com a espiritualidade maior, organizou as respostas, publicou o livro.

A pergunta foi: "Pode se considerar como missão a paternidade?" A resposta é sem contestação possível uma verdadeira missão é ao mesmo tempo, grandíssimo dever e que envolve mais do que o pensa o homem,. a sua responsabilidade quanto ao futuro. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem. e lhes facilitou a tarefa, dando àquele uma organização débil e delicada que o torna propício a todas as impressões. Muitos há, no entanto, que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim, de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho.

Se este vier a sucumbir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o que lhes estava ao alcance, para que ele ou ela avançasse. na estrada do bem. Assim, na boa, é uma informação clara, objetiva, direta, sem rodeios. Paternidade é missão. Há pais invigilantes que não priorizam a educação, a formação dos filhos, não compartilham atenção, afeto, carinho, não prestam atenção na pedagogia da atitude, do exemplo, que é que fica. Essa é determinante, porque não faz sentido. A criança percebe, você tá falando uma coisa e tá fazendo outra.

Na balança da influência para com os filhos, haverá de prevalecer o que você faz. É óbvio, né? Faça o que eu faço, não faço o que eu digo. Então é assim, é acachapante, né? Eu devo dizer para vocês aqui, em tom confidencial, eu tive a sorte — sorte em modo de dizer, que espírita não acredita em sorte e azar. Eu tive o privilégio de nessa encarnação ter um pai que cuidou de mim, me amou e deu o melhor de si para que eu pudesse ter ser uma pessoa legal. Eh, o fato de ser meu pai biológico ou não, com toda a franqueza, você vê que eu nem tô fazendo essa distinção, porque pai verdadeiro é o que cuida. O pai biológico pôs no mundo. Agora, pai que é pai é quem cuida.

E você vai me perguntar: "Mas ele foi perfeito?" Aí eu vou te dizer assim, muito serenamente, nenhum de nós é perfeito? Aí eu me lembro do Renato Russo no Legião Urbana, trecho da música que a gente vive recitando aqui porque é muito profundo e filosófico. Você culpa seus pais por tudo. Isso é absurdo. São crianças como você. O que você vai ser quando você crescer? Não dá para a gente exigir dos pais perfeição, mas a gente precisa reconhecer o esforço, o sacrifício, a renúncia deles para conosco, porque isso não tem preço, isso é uma coisa maravilhosa e. Isso é missão. Feliz dos pais… Hoje eu tô falando de pais no plural, que poderia ser pai e mãe.

Vale para mãe também, mas hoje é Dia dos Pais. Como é importante a gente ter a clareza desse desafio. Por que que é um desafio? Porque o filho não vem ao mundo com manual de instrução. Muitas das situações vividas na relação pai e filho são vivenciadas sem o amparo da certeza absoluta de que aquilo que o pai tá fazendo é a melhor solução. Ainda assim, os erros fazem parte. A gente não tem que se cobrar ser um superpai perfeito. A gente erra e muito. Agora, que esses erros não. nos abatam e que a gente perceba-se na condição de imperfeito, realizando o melhor ao nosso alcance e constatando o erro, não ter nenhum problema de pedir desculpas, de reparar esse erro, de de abrir o jogo com o filho ou a filha de. papai exagerou, papai não não fez uma coisa legal.

Então, a gente vai conversar porque eu preciso aqui pedir desculpas e dizer que eu tô atento e vou fazer a melhor, o melhor ao meu alcance. Da mesma forma, me parece que alguns pais vale paraas mães também, mas eu tô falando hoje do pai, pai. E isso é um problema. Aliás, são vários desafios do nosso tempo. Um deles é o pai que eh tem medo de contrariar os filhos e tem medo porque acha que assim vai perder o afeto e o respeito deles. Alguém já disse, eu não tô lembrando o o autor dessa frase, mas é uma frase conhecida. Os pais não têm que ser amigos dos filhos. Os pais t que ser pais. Isso significa saber dizer não. Isso significa contrariar por vezes o interesse e o desejo dos filhos.

Isso significa, por vezes, gerar por parte do filho ou da filha alguma antipatia. O filho ou a filha ficam de mal. Ah, porque você tá pegando no meu pé. Ah, porque você não deixou fazer isso ou aquilo, mas o pai da fulana, o pai do cicrano, deixa. E aí, [risadas] para facilitar as coisas, tem pai por aí que libera geral. E isso já está bastante provado. São muitas as evidências do problema ainda maior, que é ser um pai complacente, que atende a todos os desejos e vontades dos filhos. Porque isto pode ser e. invariavelmente é interpretado pelo filho ou pela filha como uma falta de atenção, uma uma desatenção que é confundida também ou interpretada como falta de amor ou de afeto.

Eu já contei, vou contar de novo. São fatos que ocorreram na minha vida que eu não tenho por que não compartilhar e, eventualmente, repetir isso. Fazendo palestra sobre prevenção do suicídio no interior de São Paulo, eu conheci um psiquiatra jovem que estava fazendo um projeto muito interessante, com permissão de diretores de escolas e de pais de alunos para realizar entrevistas com esses alunos, guardando o sigilo da identidade dos alunos, visando um projeto dele, salvo engano, uma. dissertação de doutorado, em que ele realizava as entrevistas para verificar como estava a saúde psíquica e emocional desses alunos.

Ele se surpreendeu e compartilhou comigo isso: uma grande quantidade de meninas que se automutilavam, se cortavam, se cortavam na perna, aqui próximo da virilha, se cortavam na barriga, se cortavam em lugares onde era difícil pro pai ou pra mãe perceber de imediato, porque são áreas mais cobertas de roupa, digamos assim. Você só vai ver se o menino ou menina ficar sem roupa. E na conversa com esses meninos e principalmente meninas, porque a recorrência disso da automutilação era muito maior entre meninas, segundo ele.

Investigando a razão pela qual isso acontecia, esse psiquiatra disse: ‘André, é cedo para eu afirmar categoricamente isso, mas eu já tenho dados que revelam que, em boa parte dos casos, essas meninas querem chamar a atenção dos pais pela automutilação. Não se sentem suficientemente amadas, amparadas, alvos de atenção. e por isso, inconscientemente tentam calar essa dor com a automutilação ou fazem com que a automutilação, de alguma forma seja percebida em algum momento para que essa atenção apareça e venha à tona,. né? Eh, eu disse que eu tive nessa encarnação o benefício, o privilégio de ter um pai que cuidou de mim, que me amou, bem como a meu irmão Daniel.

Mas nesta encarnação também eu tenho muitos amigos e conhecidos, não são poucos, muitos amigos e conhecidos que não tem pai presente. ou são filhos e filhas de pais, portanto, ausentes ou desconhecidos. Então eu vou aqui para a primeira estatística atualizada para embasar no Dia dos Pais algo que me parece da maior relevância num país como o Brasil. Desde 2016, portanto, no extrato de 10 anos, 1 milhão e 700 mil nascidos no Brasil, brasileirinhos e brasileirinhas, foram registrados em cartório quando da certidão de nascimento foi emitida. apenas com o nome da mãe.

Então, vamos lá: em 10 anos, 1 milhão e 700 mil crianças foram registradas em cartório apenas com o nome e o sobrenome — não o nome, o sobrenome das mães. Isso dá uma média de 170 mil brasileirinhos e brasileirinhas por ano que não têm pai reconhecido. Pai ausente, pai desconhecido. Não, não… não sei quem é o pai, não é nem ausente, é desconhecido. Então, veja, isso representa 6% do total de nascimentos. Provavelmente há aí subnotificação. O número deve ser maior porque por várias questões, várias. Eu mesmo também conheço casos. de meninos ou meninas que têm na certidão de nascimento o nome de um pai, mas é um favor de alguém que quis colocar ali o nome para a criança não ficar sem um pai registrado, que é um gesto de. amor também, do companheiro da mãe ou de alguém que diga: ‘Não, pode botar meu nome aí, pode botar como pai.’ É bonito isso.

Mas, enfim, o que leva um homem a negligenciar a paternidade? Excetuando-se os casos em que as mulheres escondem do pai — isso acontece também — a informação de que ele é pai. Então não é culpa dele não estar próximo, porque ele não sabe que gerou um filho. Isso acontece. É desprezível, talvez nessa estatística, mas acontece. Na imensa maioria dos casos, nós temos, portanto, homens que não se sentem responsáveis pela fecundação, que é uma covardia. Você que teve esse filho, você que não se preveniu, transfere para a mulher o ônus da contracepção, né? Você que devia se proteger tomando pílula, deh, a culpa é tua. Começa a covardia aí. Outra, a mulher engravida e ele fala: "É meu filho mesmo".

A mulher jura de pé junto: "Não, eu tô com você". E ele já coloca dúvida aí na hipótese de fazer o teste de DNA, vai descobrir em algum momento rota de fuga, né? É muito comum isso, a covardia dos pais. Quando os filhos vêm com algum. problema de qualquer natureza, físico ou mental, que constitui um desafio de amor redobrado, de renúncia redobrada. Aí a estatística é implacável. Eu nem me preocupei em pegar, mas a imensa maioria. dos meninos e meninas que vêm a esse mundo com algum dano físico ou mental, é a mãe que vai cuidar; o pai pica a mula. É uma coisa horrorosa. Então, temos uma questão aqui que envolve, como disse, essa live é sobre faz uma pergunta. Paternidade é missão?

Sim, é missão para nós espíritas é missão, mas não estamos sozinhos nessa convicção, nessa crença. É abominável. Me desculpe, eu não gosto de fazer juízo de valor. Cada situação tem a sua singularidade. Mas todas as vezes que eu tive a chance de conhecer alguém, ou alguém já conhecido, homem, que coloca para mim, de maneira bem… digamos como se fosse uma confidência, a dúvida sobre estar presente, ser um pai que comparece ou mesmo assumir uma paternidade não planejada de uma gravidez que não foi prevista. A minha posição sempre com muito respeito, porque eu não tô na pele dele, mas sempre foi, é seu filho,. assuma, é sua filha, cuide, não negligencie isso.

Isso vai te custar caro se você fingir para si mesmo que não é uma questão grave evadir-se dessa realidade familiar. Porque ainda que, olha o que. eu vou dizer, uma gravidez não prevista, né? E aí o o menino, a menina às vezes são muito jovens. Bom, mas agora que que a gente faz? Porque a gente nem se conhece direito. Não consigo me imaginar constituindo família com você. Uma saída honrosa para essa história, OK? É, compreende-se, a gente não se conhece o suficiente, mas o filho ou a filha que virá pode ter o pai que não more comigo, que não esteja no. dia a dia, dormindo na mesma casa, se relacionando afetivamente, intimamente com a minha mãe, mas é meu pai. é uma é uma possibilidade que precisa ser aventada, precisa ser colocada como uma opção.

Então, é disso que estamos falando, né? Ser pai é assumir responsabilidades, especialmente num país onde há tantas certidões de nascimento com pais desconhecidos, pais ausentes. Aí vem a questão fundamental da paternidade. Hoje é dia dos pais. Vamos pensar nisso. Tem um filho, tenho uma filha. Que que a natureza espera de mim? O para para que serve um pai? Primeira função e a mais importante de todo pai é a educação. A educação começa dentro de casa. Portanto, mais importante que a escola, é preciso dizer isso, mais importante que a escola é o tempo que a criança dentro de casa haverá de receber de forma objetiva ou. subjetiva orientações a partir do que se diz e a partir do que se faz.

A pedagogia da atitude do exemplo. Receberá a criança aulas informalmente, mas é uma aula. A criança tá lá aberta, absorta. Hoje… Ah, que pena, eu não trouxe aqui o tablet, mas hoje tem um artigo no Globo, do pediatra Daniel Becker, feríssimo, que fala como o bebê realiza atividades cerebrais, sinapses, os neurônios atuando numa intensidade que o Daniel coloca isso como uma fase que jamais se repetirá ao longo da existência. E esse eh esse ponto de fervura no desenvolvimento dos neurônios e das conexões é o que torna para bebês, para as crianças tão simples o aprendizado de qualquer coisa. aprendizado do idioma, aprendizado da música, aprendizado de uma atividade esportiva.

Portanto, a criança tá aberta, abertíssima. É a fase da vida que a aprendizagem se dá de maneira mais fluídica e que o pai tá ali para ajudar, para ajudar. Então essa educação começa dentro de casa. Claro, depois o ideal é o cuidado de escolher uma boa escola quando se tem a chance de escolher, né? Ainda que seja uma escola eh conciliando proximidade de casa e uma boa ah um bom corpo docente, uma boa fama da escola de oferecer o melhor, seja ela. pública ou privada. Mas o que é interessante é que é aí que a gente precisa ter muita atenção, repito, da da idade de 0 a 6 anos. Por quê? Porque o primeiro desafio, me parece, é o casamento resistir. Porque a paixão, os amantes, né?

Aí de repente aparece filho. Claro que há algum arrefecimento na rotina do casal, na intensidade da paixão ali, coisa e tal, porque o filho vai reclamar atenção, vai chorar de noite, a a vai. vai ter as atenções com pediatra, as preocupações dessa fase. Então, o primeiro teste pro casal é manter o pique ou entender. Bom, com filho a coisa mudou um pouco. Agora não precisa também a gente ficar achando que o modelo de relacionamento que vale era apenas quando a gente não tinha filho. Reconfigura o software, faz de outro jeito, toca a vida e pode ser até mais prazeroso, porque aí tem o plus da família, a curtição de ter ali a prole.

Mas enfim, cada caso é um caso, é importante estar ciente disso. Agora, o mais importante é a pedagogia da atitude. Eu vou dar exemplos aqui, tá? Vamos lá. pai ou mãe, mas hoje eu tô falando dos pais, dia dos pais. O pai, veja você que não tá prestando atenção, que o filho tá olhando, tá observando e tá tendo o pai como referência, não tem. como não ser assim, o pai como referência. Aí você tem os pais abusivos, os pais tóxicos, os pais que maltratam as companheiras, as mães e a e por vez, né? Então, quando a gente fala de violência doméstica, qual é a estatística? Oito em cada 10 agressões dentro de casa são cometidas por homens. Então, temos aqui pais que replicam valores equivocados. da sociedade patriarcal, onde o pai é quem manda, é o chefe da família, ele que diz o que é e o que não é.

E quando é contrariado, ele vira um animal. agressivo, irracional, que rosna e que morde. Ele se transforma quando é contrariado. Ele é capaz de matar. Não tô exagerando. Vocês têm conhecimento. Essa semana completou-se 20 anos da Lei Maria da Penha. Muitos pais foram absolutamente irresponsáveis e continuam sendo a partir da tentativa de feminicídio ou das agressões físicas. e verbais cometidas contra as companheiras, as as mães e contra os filhos. Então isso é muito sério num país como o Brasil falar do dia dos pais é falar do dia do pai que não replicará para o filho ou para a filha a cultura predatória do machismo, a cultura nefasta e tóxica do. patriarcado, do homem que nasceu com aquilo roxo e que por ser homem se acha o rei da cocada ou o detentor do poder.

Nenhuma lei muda isso de uma hora para outra. A Lei Maria da Penha, assim como depois a lei do feminicídio, sinalizam que o Estado, o poder público, elevando as penas, sinaliza pra sociedade: ó, não toleraremos. Código Penal tá de olho em você, mas essa é uma mudança de cultura e não se muda cultura por decreto ou medida provisória. A educação muda cultura. Então o pai ele precisa ser dentro de casa alguém que não replique essa violência doméstica e que se recolha ao seu papel, que não é desprezível, mas não é do macho alfa. O. macho alfa. Porque aí temos um problema. Esse problema está diagnosticado, esse problema está contemplado em estatísticas policiais.

Esse problema tá colocado quando, especialmente as companheiras, mas também os filhos, tem a lembrança assim dolorosa do pai que incorreu no cometimento de violências,. achando que aquilo era absolutamente natural, não é? Portanto, no dia dos pais, é importante a gente lembrar, o bom pai é aquele cuja autoridade não se mede pelo volume de voz, pelos decibéis, dos gritos,. da ira. Não se mede autoridade pelo berro. Também não se mede autoridade pelo uso da força física, pela capacidade de baixar o cacete. Essa autoridade, ela… autoridade de verdade não se impõe, ela é conquistada. Ela não se impõe, ela é conquistada pelo respeito. Esse é o desafio.

Um outro ponto: quando a gente fala num país com tantos alcoólatras, eu fiz essa pesquisa de novo, quando você faz o recorte assim, nós temos o problema do alcoolismo no Brasil e o hábito de beber se pega desde cedo. Normalmente são os pais que banalizam o uso do álcool e a criança vai aprender que, ah, ser homem é beber, eu tenho que beber para ser alguém que chegou no nível lá de construção da própria. masculinidade ou da própria maioridade, né? No segmento que bebe praticamente todo dia, os beberrões assumidos e que não se consideram alcoólatras — porque alcoólatra não se considera dependente químico —, mas tecnicamente estão bebendo demais.

10% daqueles que bebem quase todo dia, se não todo dia, são homens. 2% mulheres. Então veja a prevalência dos homens no hábito de beber além da conta. E isso influenciando dentro de casa ou fora de casa, o menino, a menina tá vendo o pai beber, beber, beber, beber, beber e banaliza aquilo. Não, não tem problema não. Meu pai bebe quase todo dia. Qual o problema? Isso vale para qualquer droga. A gente precisa ter essa atenção. A garotada tá de olho. Você precisa ser um exemplo. Você é referência pro seu filho ou para a sua filha. Se liga. Quando a gente vai aqui pro terror, gente, o terror das bets, socorro. Como é que isso virou um câncer e metástase na sociedade brasileira? a frouxidão das autoridades lá no governo Temer, que lançou e validou as apostas online.

No governo anterior, do Bolsonaro, não se regulamentou nada, vieram com tudo as bets. Aí agora, no atual governo se tentou taxar. É o mínimo que se dá para fazer. Aquilo foi lei aprovada, sancionada, já tá aí. Que que a gente faz? Vamos taxar aí. O Congresso não deixa taxar no nível que deveria ser. E isso tá sangrando as famílias brasileiras. Essa semana saiu um número. Eu não quero, assim, já que a memória desse número não tá clara, mas, salvo engano — quem viu essa pesquisa me corrija aqui —, 56 bilhões de reais subtraídos dos jogos de azar online, das bets, das famílias brasileiras. Se vocês tiverem esse dado, me confirmem, por favor. Tá uma fábula.

Aí você vai dizer: ‘André, mas hoje é Dia dos Pais. Por que que você tá falando isso?’ Porque 70% dos usuários de bets são homens. De cada 10 apostadores online, sete são homens e não raro são pais. E quando jogam o dinheiro que deveria ser para pagar aluguel, supermercado,. creche ou escola dos filhos, material escolar, etc, etc. Não tá sobrando porque esse dinheiro evaporou. Evaporou não, foi pro bolso das empresas que operam o mercado das bets. É jogo de azar. Por que que tem esse nome? Porque a probabilidade de você ganhar, que você espera ganhar é absolutamente desprezível, é improvável, você não vai ganhar. A. maioria absoluta dos apostadores não vai ganhar algo que vale a pena, vai gastar mais do que ganhar e quando perder, perde muito, porque faz falta no orçamento doméstico.

Então, temos aqui uma situação que envolve no dia dos pais lembrar você que é pai, mas você que não está conseguindo se livrar do vício em jogos, o nome disso é ludopatia. Procure ajuda agora, porque não é só um problema seu, cara. É um problema pra sua família. E você tá dando um péssimo exemplo pro teu filho que vai achar interessante. A garotada é curiosa por natureza. Pai, que que você tá fazendo aí? Tô jogando. Ah, deixa eu jogar também. Tem um aspecto lúdico do jogo, né? Eu sou do tempo. Olha só, quando a gente completa 60 anos, você começa a dizer essa frase horrorosa. Eu sou do tempo, não tinha internet. Quando eu era criança, a gente tinha os jogos de tabuleiro,. aqueles jogos, joguinho, eh, eh, detetive, war, banco imobiliário, que mais, gente?

Tinha vários joguinhos assim que você reunia família, amigos para jogar. Não tava valendo dinheiro. Aquilo ali é lúdico. É uma brincadeira. É uma brincadeira. Hoje o vício em jogos precipita o risco suicida. Eu não tô exagerando. Pessoa se endivida, não consegue ver luz no fim do túnel e fala: "E agora que que eu faço?" Aí é impulsividade. Você não consegue esperar, não consegue se dar tempo de procurar ajuda, de ver como resolver a situação, se desespera e aí ocorre uma tragédia. Não é o desejável. Então, dia dos pais, não jogue. Se você não tem força para parar de jogar por você, pare pelo seu filho. Isso é muito importante.

Outro dado que eu queria chamar atenção no papo das 9 de hoje, que é o seguinte. Cadê? Ah, tá aqui. na sociedade patriarcal com valores machistas, muitos pais. Vale paraas mães também, mas eu tô falando de pai porque é dia dos pais. A possessividade em relação aos filhos é meu filho, como se fosse assim: meu carro, meu apartamento, meu cachorro, meu filho. Você exala. possessividade. Filho meu não faz isso. Filho meu é assim. Aí a gente tem que lembrar uma obra seminal. É uma obra escrita por um pesquisador, profundo conhecedor do idioma inglês, fez várias traduções, um autor prolífico, maravilhoso, que eu tive o prazer de conhecer,. já fez a passagem.

Hermínio Miranda, nossos filhos são espíritos. Então, no dia dos pais é minha obrigação sugerir a leitura. Vale para as mães também, mas hoje é dia de lembrar dos pais. Embora esse livro tenha sido dedicado pelo Hermínio às mães, porque essa relação de possessividade é maior em relação a quem gera, né, quem engravida, quem sente, estabelece uma ligação que não é só física, é emocional, é espiritual, é transcendental, com a criatura que vai crescer ao longo da gravidez, no ventre. E depois. Hermínio escreveu esse livro em 1995 e dedica às mães. Mas, obviamente, cabe muito, mas muito, pros pais. Então, primeira questão, né?

Você vê nos seus filhos, por vezes, atenção, pais, características que você fala: "Esse me puxou, esse puxou a mim, esse é da minha lavra, é igualzinho a. mim". [limpando a garganta] Aí que que vem no livro, que é uma constatação, não precisa ler esse livro para saber do que eu vou falar, mas a gente não custa lembrar. Os filhos não herdam características psicológicas como inteligência, dotes artísticos, temperamentos, bom ou mau gosto, simpatia ou antipatia, doçura ou agressividade. Somente as características físicas são geneticamente transmissíveis. Vou repetir. Somente as características físicas são geneticamente. transmissíveis. O resto é mimetismo.

De repente pega um trejeito do pai falar de colocar a mão assim, colocar a mão assado, uma inflexão de voz, aquilo aprendeu ralando ali, vendo na convivência, você. vai pegando a manha, né? [risadas] entende? se aprendeu vendo ali, não é uma característica herdada geneticamente, muito menos espiritualmente. Eu vou colocar os tópicos que, quando eu li o livro, eu fiz o meu resuminho do livro aqui, que é interessante pra gente reduzir, assim, esse estoque de possessividade. É meu filho, como se fosse uma propriedade minha. É meu filho. É do meu jeito. Ele é igual a mim. Ele veio de mim. Ele faz tudo que eu faço. Cuidado. Os pais produzem apenas o corpo físico, não o espírito, não a alma deles.

Os filhos já existiam antes. Os filhos têm o próprio passado espiritual, tem a própria história, o próprio roteiro. evolutivo. Então, aí vem aspas aqui para ele. Criança é um espírito que nos foi confiado por algum tempo. São seres em evolução como nós mesmos e aos quais estamos ligados por alguma razão. Então, mais uma vez, alargando o foco e pegando a perspectiva espiritual dentro da cosmovisão espírita. pode não ser a sua, não tem problema. Mas nós. espíritas entendemos que essa relação ela tem efetivamente o seguinte objetivo. Essa criaturinha que vem, como tá na questão 582 do livro dos espíritos, que eu abri o papo das 9 hoje falando dela.

Essa criaturinha vem com a imagem da doçura e da fragilidade. Todo bebê é fofinho. Todo bebezinho desperta em nós essa vontade de fazer. Isso não é à toa, é a natureza na sua sabedoria, determinando que aquela criaturinha que vai demandar tanta atenção, tanto afeto, tanto tempo, tanta energia, tanto trabalho, tanto sacrifício, tanta renúncia, [risadas] os pais, eu tô falando do dia dos pais hoje, pai, presta atenção, tenha saudade, tenha vontade de estar perto, de pegar no pezinho, de botar aquela coisa fofinha aqui. Por quê? Porque dá trabalho, é é uma como se fosse assim uma compensação,. uma atratividade. O bebê ele é um chamariz e de afeto pela fofuchice dele. O bebê demanda isso.

Instintivamente a gente não deveria, porque alguns pais, homens negligenciam isso. negligenciam. Então, a criança pela ótica espírita tem que fazer o reaprendizado da vida. Nós não nos lembramos do nosso passado espiritual. Há um véu que encobre esse passado. Temos as ideias inatas, as nossas inclinações que ao longo da vida vão se manifestando, vão aflorando. E isso é uma característica da sua individualidade construída ao longo de sucessivas reencarnações. Agora você não. lembra. A maioria absoluta das pessoas não lembra. E aí temos uma situação que é por que reencarno? para ter a chance de dar novos passos na direção certa. E quem vai me ajudar?

Quem vai me ajudar a fazer dessa vez as escolhas mais certas possíveis? Papai e mamãe são os primeiros da lista, especialmente voltando ao ponto da infância, que é o período estratégico da assimilação e da aprendizagem de valores, princípios, que que é certo, o que que é errado. Papai me ensinou que isso é assim, isso é assado. Portanto, a criança tem que fazer esse reaprendizado da vida nas condições em que renasceu: numa família rica, numa família pobre, com saúde, doentinha, com maiores habilidades e aptidões para realizar que tarefas? Quais são as suas, eu diria, seus talentos? pegando carona na parábola dos talentos de Jesus que você vai aprimorar e desenvolver. Cada. encarnação traz, portanto, uma possibilidade diferenciada, e isso faz toda a diferença.

A responsabilidade dos pais em acolher o espírito que chega é uma responsabilidade. Eh, temos aqui outros dados. Livro dos espíritos, retorno à vida corporal. Pergunta 339. A infância é caracterizada pelos instrutores como um tempo de repouso para o espírito, encarnando-se com o fim de aperfeiçoar-se. O espírito é mais acessível durante esse tempo. As impressões que recebe e que podem ajudar seu adiantamento, para o qual deve contribuir os que estão encarregados da sua educação. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir suas más tendências. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão que responder.

Então, a gente tá falando aqui da importância de uma visão mais abrangente, mais larga do exercício da paternidade. Nossos filhos são espíritos. Eles eventualmente são mais longevos, mais sábios, mais experientes,. mais rodados, têm mais quilometragem do que eu e você juntos. [roncando] E a gente tá aqui para não atrapalhar, [risadas] fazer o que tá ao nosso alcance. Nós não somos perfeitos, mas podemos fazer o melhor ao nosso alcance se o quisermos. E isto, esta é a expectativa, não só tem um grupo aí, é interessante essa visão do espiritismo que eu acho bem bem arredondada, [roncando] né?

Hoje você pode ser pai, isso acontece com alguma frequência, de um espírito que você já teve contato em outras vidas, em diferentes situações. Pode ser um filho ou uma filha que que em vida em alguma vida anterior foi uma pessoa muito importante, foi um grande amigo, foi uma pessoa com quem você. teve uma relação mais íntima, de troca, foi uma pessoa que foi aliada, foi importante para te ajudar de alguma maneira. E aí. surgiu um ensejo de, nessa encarnação, essa pessoa vir na forma de filho, mantendo contato, reforçando aliança, crescendo junto, enfrentando os desafios de mãos dadas. Estamos juntos pro que der e vier.

Existem situações adversas dentro do círculo familiar em que aquele que está na condição de filho ou filha não necessariamente é um espírito que eh seja uma relação fluídica assim de. leveza, de um contato gostoso, eh de uma proximidade que dá prazer. Pode ser alguém. E olha o que eu vou dizer, porque é muito importante na cosmovisão espírita, alguém com quem você precisará ter alguma paciência para. reatar laços, estabelecer um contato que nessa vida tudo conspira se houver essa determinação, esse espírito de sacrifício e renúncia para um entendimento. possível, porque pode ser alguém com quem você se desentendeu profundamente numa outra existência, eventualmente um desentendimento grave e que a providência divina colocou no mesmo círculo familiar. pelos laços de sangue, essa criaturinha junto, como se fosse assim: "Vocês se desentenderam naquela vida ou em várias encarnações agora tá Tá na hora de acabar com essa lenga lenga.

Vamos estabelecer aqui um ambiente onde esse essa proximidade facilite um entendimento, facilite o entrosamento. É muito interessante como pais. Eu vou colocar [roncando] a mãe aí também, mas hoje eu só tô falando de pai, que é dia dos pais. Quando se pergunta assim, você tem um filho ou uma filha que você gosta mais? Qual é a resposta politicamente correta? Não, eu amo todos igualmente. São todos meus filhos e às vezes a família é grande. O que, na verdade, do ponto de vista da lógica e da razão, é perfeitamente possível e compreensível: que o pai tenha, eventualmente, mais sintonia, sinergia, que a relação seja mais leve e prazerosa com um ou outro ou com alguns em detrimento de outros.

Isso não faz desse pai ou dessa mãe pessoas, digamos, abomináveis. [risadas] O amor por todos está colocado, mas as afinidades elas são espontâneas,. elas são naturais. E aí temos uma questão interessante que é justamente esses laços de afinidade que por vezes são construídos em experiências de contato anteriores. Gente, vocês estão vendo? Eu tô falando no dia dos pais de missão. Eu tô falando de responsabilidade. Eu tô falando de algo que atende não apenas ao interesse de quem é pai, de quem é filho, mas de todo grupo familiar e da humanidade. Porque se a família é um núcleo, uma célula da sociedade, como a gente gosta de dizer, e se você aprende bem em. casa, você replicará isso na sociedade, é importante dizer também.

A gente vai aqui lembrar que todo pai que cumpre missão, fazendo a sua parte da melhor maneira possível, ele tá ajudando a humanidade. Eu não tô exagerando, não são palavras bonitas e poéticas. Um pai que cumpre missão educando com amor seus filhos, tá ajudando a humanidade. E aqui é importante a gente dizer, no dia dos pais, se você é pai, tá muito frustrado, muito triste, muito desiludido, porque apesar de todos os seus esforços, sacrifícios e renúncias, você tem filhos ou um filho, uma filha. que enveredou para um lado muito sombrio, de escolhas muito controversas, eventualmente na direção das drogas, eventualmente na direção do cometimento de crime.

A questão aí é: se você fez o que tava ao teu alcance, em que a vida se transformou pelas escolhas que seu filho ou sua filha tomaram? É responsabilidade deles, do filho e da filha. É o que eu tô dizendo. Nosso contrato como pai vai até a página dois. Eu recebi, eu vou cuidar, vou dar amor, vou dar carinho, vou dar estrutura, vou dar sustentação material, vou oferecer a melhor alimentação possível, a melhor educação possível, a melhor assistência médica possível. Vou contrariar o meu filho ou minha filha quando achar que eu. tô fazendo o certo, ainda que ele fique de birra, que não diga que não me ama mais, [risadas] não me quer [limpando a garganta] mais, me decepção, se é o pior pai do mundo, [risadas] vou fazer o que me cabe.

Depois, quando esse menino essa menina crescerem e começarem a tomar as próprias rédeas da vida, assumir o próprio destino, entendendo que o livre arbítrio é soberano, se der ruim nesse caminho,. a escolha do filho ou da filha foi feita. Você não é responsável por isso. Importante dizer: vai aqui a minha homenagem, no dia de hoje, a pais de encarcerados. [roncando] Brasil já tem quase 1 milhão de pessoas encarceradas, fora as outras que estão soltas por aí, muitas delas de colarinho branco no mundo da política [risadas] ou pessoas que não são da política, mas. estão muito bem de vida às custas de ilícitos. Eu acho muito mais grave, tá? Com todo respeito, um camarada que tá preso…

Não dá para ficar comparando assim, mas o cara tá preso porque roubou o estepe de um carro, tá? E é reincidente porque antes tinha roubado uma margarina no supermercado. Aí tem o outro que tá desviando milhões aí de merenda escolar, entendeu? Eu, na minha imperfeição, eu faço mesmo estudos comparativos e digo: "Isso é muito mais grave do que aquilo". Então, tem os encarcerados e tem os que estão soltos. Emmanuel, pela psicografia de Chico Xavier, já disse certa vez, escreveu que os encarcerados são aqueles que foram flagrados no cometimento de ilícitos.

Então, a minha homenagem ao pai, aos pais de pessoas que estão encarceradas ou são criminosas que estão soltas e que você se sente muito triste. porque você fez o que pôde, mas não conseguiu livrar o seu filho ou sua filha de escolhas que comprometeram muito a atual existência desse filho ou dessa filha. Você fez a sua parte, você não tem o controle de tudo. Os nossos filhos são espíritos, como disse Hermínio Miranda, você certamente inoculou neles princípios e valores norteadores da ética, do caráter, da moral, que não foram ainda suficientes para driblar. um ambiente tóxico de sucessivas experiências no cometimento de delitos.

Mas quem sabe, nessa encarnação, mesmo com a imagem da foto apontando algo triste, no filme, essa essa encarnação pode determinar a inflexão da curva do cometimento de ilícitos, porque ficou guardado em algum lugar dessa criança: meu pai me ensinou o que é certo. Eu não posso dizer que não sabia. Eu tô arrependido do que eu fiz porque não faltaram avisos. Eu aprendi dentro de casa como a gente deve ser uma pessoa, um cidadão ou uma cidadã que respeita as regras, respeita as leis, que entende a importância de fazer o certo e de não fazer o errado. E tudo isso pesa na balança, meus amigos. É um prazer estar aqui hoje com vocês. Um beijo no coração das minhas filhotas Larissa e Raquel.

Estão no meu coração. Privilégio de nessa vida tê-las encontrado. E vamos em frente com força, coragem e fé. Beijo em todos os pais. Não é fácil, mas missão dada é missão cumprida. [risadas] Tudo de bom. Valeu. Obrigado.

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