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Soprando velinhas num planeta em crise | Papo das 9 #1059

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Bom dia ao vivo. 9 horas em ponto. Horário de Brasília, papo das 9 de domingo com vibração de aniversário. caso, o meu, que não é hoje, será celebrado essa semana, quinta-feira. Todo aniversário tem a sua nobreza, seu brilho, sua para todos nós, imagino. O seu valor, mesmo aqueles que não têm vontade de celebrar ou comemorar, Mas é uma data que não passa em branco Agora, fazer 60 anos anos, que é o meu caso, mexe comigo. Eu estaria faltando com a verdade se não dissesse isso para vocês. E por que que mexe comigo? Por vários motivos. O primeiro deles é que eu me lembro que, quando eu era criança e até adolescente, perguntavam: ‘O que você quer ser da vida?’ Essas perguntas, né? ‘O que você vai fazer da vida?

O que você vai ser quando crescer?’ Quando você olha para a frente, quando eu olhava para a frente, eu imaginava, cara, 60 anos eu vou ser velho, velho. Acho até que a minha percepção de velhice era anterior à idade de 60 anos. 50 anos já é coroa. 50 anos já já é para curtir [risadas] o que sobrar. da vida. Olha a olha a cabeça da gente. Então vou repetir aqui para ficar claro. Na minha infância e na minha adolescência eu me lembro que 60 anos era idade de velho.

Aí eu chego aos 60 e quebro a cara Porque eu não me sinto velho Não sou jovem, sei disso Não tenho mais a mesma disposição ao fôlego O corpo muda, sei disso Mas não me sinto velho Entretanto [risadas] esse é o lado bom de chegar aos 60, [risadas] eu passo a ter alguns privilégios que estão previstos no Estatuto da Pessoa Idosa. Eu tô rindo porque eu tenho que me acostumar com isso. Eu eu eu realmente não me sinto assim, mas a vida é assim. Então, para mim, particularmente, duas coisas vão valer muito a pena, que é pagar meia-entrada no cinema. Eu acho até que eu vou ver o filme Odisseia depois de quinta-feira para pagar meia, porque cinema é caro. [risadas] ter prioridade em algumas situações como, por exemplo, viagens de avião, que é uma coisa que eu não tenho direito ainda.

E E aí eu vou entrar naquela filinha esperta. Dá licença que o vovô tá chegando. Eu nem sou avô ainda, mas enfim. Eh, essa é uma questão que eu tô trabalhando comigo. Como é que é chegar aos 60 sem se sentir, eu diria,. plenamente encaixado na expectativa que eu tive na parte inicial da minha vida do que era ter 60 anos quando essa idade chegasse. Uma outra questão que mexe comigo, e isso é muito da minha intimidade, meu pai faleceu num acidente de trânsito aos 60 anos. Então, para muita Isso que eu vou dizer agora não faz a menor diferença para muita gente. Para mim, eu acho que eu preciso entender as camadas mais profundas do meu psiquismo, o que significa eu ter mais idade que o meu pai.

Porque eu vou passá-lo, né? Se eu chegar até sexta-feira, porque quinta-feira completo 60, eu bato a idade que o meu pai chegou. Ter mais tempo de vida nessa dimensão do que meu pai, eu repito, é uma coisa que eu preciso elaborar na minha cabeça, faz parte. Eh, a outra coisa que eu acho importante é que não apenas eu, mas os brasileiros em média e a humanidade estão vivendo mais. Estão vivendo mais. Isso é estatística. e estão vivendo mais por várias razões. Há mais programas de assistência social, né? Há mais leis protetivas dos direitos das pessoas a partir de determinada idade. No Brasil a gente tem, como disse, o Estatuto do Idoso. Nós temos mais informações sobre alimentação.

No Brasil, nós temos o privilégio do SUS, que é a vacinação. A gente tá no inverno, muita gente que não se vacinou contra a gripe fica exposta, não vou dizer a óbito, isso é em casos mais agressivos do vírus, mas você fica sequelado. Ter gripe em idade avançada, avançada que eu digo é bem mais que 60, tá? Dá licença, [risadas] é um problema. Então, vacina, programas. assistenciais, orientação sobre alimentação adequada, a evolução no campo das medicações. Então, tudo isso eleva a expectativa de vida. Aí a questão é, o que você vai fazer no segundo tempo? Como é que você entra em campo no segundo tempo? Que o meu segundo tempo começou depois dos dos 50 anos. Eu fiz essa conta de chegada, né?

Eu falei assim: cheguei aos 50, então agora é olhar para a outra metade da ponte. Se eu chegar a 100, que não é a regra na minha família, nem por parte de pai, nem por parte de mãe, todo mundo a mula de volta. Antes. Mas hipoteticamente. Estou me cuidando. Minha alimentação, não faço uso de drogas, etc. Procuro dormir bem, procuro… eh não puxar muito o burrico, né? Respeitar os meus limites. Eh, nesse sentido, quando a gente tá falando de longevidade, como é que a gente entra em campo pro segundo tempo, né? E aí o segundo tempo produtivo. Quer dizer, boa parte das pessoas que dobra o Cabo da Boa Esperança, vamos dizer assim, tem atividades produtivas.

Nem precisa ser o trabalho formal assalariado, mas está ocupando a mente com aquilo que precisa ser ocupado, do contrário, mente vazia, oficina do diabo, a coisa não dá certo. Eu me lembro, isso já tem muito tempo que eu fiz reportagem, tem muito tempo mesmo, tem mais de 20 anos, quando grandes empresas empresas do Brasil, me lembro na época da Petrobras, começaram a atentar pro fato de que a aposentadoria virou um problema para boa parte de seus funcionários, que tinham a utopia de que, quando se aposentassem, aí sim iam ser felizes, iam curtir a vida com dinheiro. pessoas que tiveram um bom nível de salário, se prepararam para aposentadoria e chegaram nessa fase da vida, eu diria, podendo usufruir.

Mas eu me lembro da Petrobras, não era a única empresa. Hoje é uma regra em grandes corporações, até onde eu sei, parte das grandes corporações, preparar o funcionário para a aposentadoria. Por quê? Porque ele se aposenta ainda cheio de vitalidade, cheio de amor pra dar, e não se sente o aposentado que era a expectativa dele lá atrás, de dizer: ‘Agora é só curtir a vida adoidado.’ o ócio cansa e a mente precisa se sentir ocupada de alguma forma, que não seja o trabalho que você vinha fazendo, mas que seja outra coisa. Então, Então, as empresas começaram a preparar o seu quadro funcional para esse momento, porque as pessoas não estavam preparadas.

E aí eu olho assim, vamos pegar aqui, eu gosto muito dos exemplos do da classe artística. é que tem gente que já chegou a muito mais do que 60? Você pega… Eu fiz essa pesquisa de manhã para apurar os dados. Você pega… Nem Mato Grosso, cara, com aquele corpite, aquele gingado, aquele rebolado. Ney Matogrosso tá na pista, meu irmão. 83 anos. Você pega Caetano Veloso também, 83 anos. Tá aí, tá aí, cabeça boa, fazendo show, ligado na vida política nacional etc. Ele tá aí. Gilberto Gil, 84. Ano passado, 2025, eu fui a dois shows de despedida do Gil. Duvido que Gilberto Gil abandone de vez os palcos.

Ele provavelmente vai deixar de lado as turnês, que turnê é uma coisa muito desgastante, mas os palcos não. Ary Fontoura virou uma figura, assim, muito atraente pros jovens. Ele começou a se comunicar bem com os jovens nas redes já há alguns anos. O Ary Fontoura, ator, tem 93 anos. 93 anos. e lá se mostrando na academia, fazendo os exercícios, contando piada, virando meme, porque o Ari Fontoura se tornou alguém que certamente quando. lembra que tem 93 anos, deve ter a perplexidade que eu tô tendo me aproximando dos 60. Eu não tô me sentindo plenamente encaixado na expectativa que eu já tive de chegar a essa faixa etária numa outra condição.

Bom, isto posto, eu vou tentar aqui resumir uma visão espírita do envelhecimento, porque isso é importante. A gente ter uma visão espiritualizada e eu vou pegar a carona no espiritismo. Para nós espíritas… Opa, caiu meu tablet. Caiu, mas não quebrou. Deus é Pai. Para nós espíritas, a passagem pela matéria implica na sujeição às leis dessa dimensão que implicam no desgaste inexorável das peças. E isso significa que o nosso ciclo de vida por aqui tem prazo de validade. Por mais saudável que você seja do ponto de vista físico e mental, etc. Nós estamos aqui de passagem. Chegará o momento em que nós vamos. retornar à pátria espiritual. Então, o envelhecimento ele é apenas um fenômeno orgânico.

Portanto, quando se diz o ditado assim: "Ser jovem é um estado de espírito, juventude é um estado de espírito, essa palavra encerra uma verdade filosófica. muitos aqui. Eu eu acompanho por vezes, eu não fico muito ligado nisso, mas às vezes a gente, a Ariane, que é a nossa mentora aqui das tecnologias digitais e me dá essa força, ela por vezes dá um retorno assim: "André, você já viu aqui. mapa das pessoas que estão acompanhando o Papo das Nove. Já tem um tempo que eu vi isso, mas quando eu vi, nós tínhamos a prevalência de adultos. Poucos jovens, até 25, poucos A partir de 25, a curva da nossa audiência, do ponto de vista da faixa etária, começa a subir vertiginosamente.

Entre 40 e 59 É por aí E depois de 59 tem também uma faixa faixa boa. Então, como eu tenho uma plateia de velhinho aí também, e tem muita gente aqui batendo comigo na faixa etária, eu presumo que o que eu tô falando aqui guarda um profundo entendimento de quem tá chegando, como eu, em 60 ou já curvou, já passou dessa curva, né? Então, quando a gente fala de espiritismo, a gente tá falando do seguinte: somos reencarnacionistas, acreditamos que temos uma mesma identidade espiritual, cada um tem a sua, mas a cada encarnação temos uma. personalidade distinta, experimentando, portanto, nessas eh incursões na carne diferentes experiências, diferentes oportunidades de evoluir a partir. de situações que não se repetem totalmente.

Você tem o gênero sexual, a cor de pele, o nível de renda, aptidões e valências em cada encarnação,. a cultura em que você tá inserido, o momento histórico em que você tá inserido, quem é seu pai, quem é tua mãe, que educação você recebeu, etc, etc. Então tudo isso vai determinando uma singularidade em cada encarnação. E aí nós temos em cada encarnação a repetição do seguinte fenômeno da nossa crença, tá? Você não precisa acreditar nisso. No momento em que você encontra-se vinculado à sua mãe no ato da concepção do espermatozoide que fecunda o óvulo e pá, dá-se o. engate.

O processo da gestação vai determinando o apagamento da consciência do espírito imortal até que ele no parto, no nascimento, saindo do ventre da mãe, inicie mais uma. com o apagão das vidas passadas, porém não é um apagão absoluto, toda a sua rodagem, quilometragem, experiência acumulada ao longo de outras vidas Vão se manifestando na linha do tempo Lenta e progressivamente Pelas ideias inatas e pela pela forma como você constrói a sua autonomia. Então, eu tô resumindo criminosamente, mas é por aí. E cada etapa da vida física… É aí que eu queria chegar. O papo de hoje tá inspirado no meu aniversário. Nessa semana vou completar 60.

E aí temos, assim, o Andrezinho, quando era um girino no ventre de dona Márcia, fecundada pelo professor Durmeval. Ele ainda tinha, portanto, essa vitalidade no plano espiritual. À medida que a gestação progride, o meu espírito imortal, que hoje é André, mas eu não sei que nome eu tive ou que nome eu gosto de usar no plano espiritual, começou então a ter esse essa apagamento da consciência e vapo da fase girino. Eu não me lembro conscientemente, mas eu registrei, olha. da vida Todas as alegrias E todas as tristezas Da minha mãe no ventre dela Terapia de vida passada Permitiria acessar essas memórias Não tenho interesse em fazer isso Não tenho razão Para fazer isso isso.

E não faria isso por curiosidade. Os bons terapeutas não fazem regressão por curiosidade. Precisa ter uma razão terapêutica para isso. Depois da minha infância, a infância a gente vai ter algo muito muito delicado no período de. 0 a 6 anos. Isso não é espiritismo, isso é ciência pedagógica. Nós somos esponjas ambulantes absorvendo tudo que vai à volta num nível de dependência enorme dos pais ou responsáveis. Então, um momento da vida que a gente é eh a gente vai percebendo e descobrindo o que é e o que não é, o que se faz e o que não se faz. E se tivermos o privilégio de termos pais ou responsáveis atentos,. eles determinarão uma orientação ética do que é certo e do que é errado, não apenas por palavras, mas por exemplos.

Aí depois as outras fases da vida todas,. nós vamos experimentando num corpo de carne que sente calor, sente frio, sente fome, sente sede, precisa dormir, precisa acordar, adoece, poderá registrar acidentes, ranhuras,. fraturas, talvez doenças mais graves. O corpo que tá vinculado célula a célula ao espírito imortal em cada fase da existência também poderoso aliado desse processo de. aprendizagem. O corpo tem memória. O corpo é o veículo carnal do espírito imortal. Nós vamos aprendendo os limites do corpo. Nós vamos aprendendo que cuidar bem do corpo permite certas coisas que cuidar mal do. corpo não permitem, né? As escolhas.

Quando a gente sai dessa fase da infância, entra na adolescência, hormônios em ebulição, muda a voz pelos pubianos, desejo sexual, o pé fica desse tamanho, o nariz. A orelha Você começa a ser uma metamorfose ambulante E tem que saber lidar com isso É um aprendizado O corpo O corpo na adolescência principalmente. Eu me lembro muito bem da minha perplexidade nesse período e era meio divertido para mim ver um corpo que tá se transformando, né? Tá se transformando. Aí você vai ganhando. estatura, você começa a ficar batendo em altura com teu pai. Eu e Daniel, meu irmão, ultrapassamos papai em tamanho. A gente aí, pai, aí pai, já a gente começa. É, é, é divertido. O. corpo vira um parque de diversões.

Você vê pode virar um parque de diversões no sentido de você acompanhar sem muito estresse esse processo. E aí vem a juventude e as pressões da sociedade para você se encaminhar na vida e responder pelos seus atos. Escolher uma profissão legalmente não ter mais papai, mamãe ou responsável. respondendo por ilícitos. é você que vai responder pelos erros que cometer num corpo que vai crescendo e que vai começando a registrar. E isso é interessante comigo. Foi a partir dos 30 para os 40, eu vi que uma noite mal dormida não era porque eu fui numa festa, porque eu vi um show, cheguei tarde, encontrei amigos, cheguei em casa de manhã, já o dia raiando. Aí você. fala: "Não, beleza, eu durmo 3 horas e tô pronto para outra".

Já foi assim antes, agora não é mais. Então, tem gente que aguenta o tranco já no zenta. Usenta para mim significar um ponto de não retorno, [risadas] um ó, não dá mais para ser o que era. Se liga na missão, o corpo já não é o mesmo. E isso vai na linha do tempo se. mais claro. Nessa fase da minha vida, por exemplo, eu já tenho plena noção de que não importa o quanto eu cuide de mim mesmo, há questões inexoráveis ligadas ao avanço, à à progressão da faixa etária. Ou seja, eu preciso estar mais cuidadoso em relação à alimentação, eu preciso estar bem atento em relação à qualidade do sono, eu não posso mais virar a noite impunemente. Certas viagens… A gente tá vindo agora de uma… eh rotina bem bem demandante de energia.

Nós viajamos para fazer a série que estreia amanhã no Jornal Nacional. Já vou fazendo aqui a nossa divulgação de uma série que ficou bem legal sobre temas ambientais e climáticos: terras raras, data center, ponto de não retorno, adaptação. Cara, a gente viajou quase 20 mil quilômetros por várias cidades brasileiras, com estirões inacreditáveis. Por exemplo, eu fiz uma viagem de carro entre Goiânia e Querência, entre o estado de Goiás e o estado de Mato Grosso, de quase 800 km, 796 km para ir, 796 km para voltar. Isso. Um um estirão de um dia para ir, um dia para voltar. Cansa. Aí você diz: ‘Não, beleza, uma noite bem dormida de sono, tá pronto para outra.’ Não.

Até tá pronto para outra, mas você não tá 100% como tava antes da viagem, precisa de um de um tempo. Então, vamos lá, onde eu quero chegar. Nessa fase da vida, a gente começa a encarar situações muito evidentes de que daqui para a frente a tendência. é que a gente vá se deparando com limitações maiores do ponto de vista dos sentidos físicos, né? Rapidez de raciocínio, e muita gente consegue manter isso aceso. Deus queira que eu consiga continuar assim por muito tempo. Acuidade intelectual, memória, mas a tendência é isso ir ficando um pouco mais difícil em relação ao que já foi já foi. É, a gente vai se deparar com a progressiva perda da vitalidade da força física, né? a gente vai se deparar com a necessidade de estar mais atento à capacidade de suporte do teu corpo, que não é o mesmo.

Ah, eu não gosto de fazer musculação. Isto é irrelevante, você precisará fazer, porque toda a estrutura do corpo muscular é o que vai garantir também qualidade de vida nesse tempo que resta. Eu brinco com dona Nádia, dizendo assim: ‘Nádia…’ Nádia bate comigo, assim, na faixa etária. Eu falo assim: ‘Nádia, a gente tem que treinar pra levantar e sentar sozinho, rápido, tranquilo, assim, sem estresse.’ Senta e levanta, sem precisar botar a mãozinha. ‘Ai, levanta. Ai, ai, ai…’ [risadas] Não, não, não. Senta e levanta sozinho. Estrutura de perna, faz leg press, press, bota carga na musculatura da panturilha, da coxa, todos aqueles músculos da perna. Bota peso, bota carga pra segurar o rojão.

Da mesma forma, abre e fecha a janela. Todos os movimentos do dia a dia que você faça, vai ter que trabalhar a carga muscular. Não tem jeito. Eu aprendi isso. Não importa o quanto eu ache a academia desinteressante. Tem gente que adora, respeito. Eu tô ali de passagem, [risadas] querendo que passe rápido. E nada contra quem tá na academia, que ajuda a gente a passar esse tempo de uma forma mais legal, quando a gente tem pessoas interessantes por ali que puxam conversa, coisa e tal. Aí é beleza. Viva a companhia agradável das academias. Porque ficar levantando peso parece que é algo que afronta a nossa natureza. Mas a nossa natureza humana precisa carregar peso, ó.

Precisa Desculpa É o que temos para hoje Então Então, eh, a gente vai se deparando com essas situações e o processo de envelhecimento, eu não sei se vocês concordam, ele implica numa lição de humildade. a humildade de você reconhecer que certas tarefas, certas questões, certos projetos, certas ambições, certos planos, você até continua cultivando, mas você vai ter que reconhecer. ou eu não dou conta,. a pouco Acho que isso vai acontecer comigo Eu gostaria de fazer tanta coisa Mas nem tudo que eu gostaria de fazer Eu acho que eu consigo fazer bem Isso vai chegar O momento É melhor você não se iludir As pessoas ficam se iludindo Dizendo dizendo: "Eu vou até o final da minha vida fazer tudo que eu quero".

OK? Eh, eu acho legal e eventualmente até consegue, quem sabe. Eh, mas eu acho que não é um demérito você reconhecer a passagem do tempo. e aprender a lidar com as suas novas limitações. Isso é uma lição de humildade. Se alguém lhe oferece ajuda para carregar um peso que ficou mais pesado do que pesava antes e você por orgulho diz: "Não, eu consigo carregar. isso sozinho.’ Isso é orgulho besta. Depois você vai ter lá uma vértebra que saiu do lugar porque você carregou mais do que deveria, ou você vai ter uma hérnia de disco porque você, por orgulho, não aceitou a ajuda. Percebe o que eu digo?

A pessoa que não tá enxergando direito perguntar para a outra: ‘Vem cá, o que tá escrito ali?’ ‘Não, não vou perguntar, que bandeira. Eu não tô enxergando direito.’ Por que esse orgulho, né? Eu acho que é um exercício de desapego. Desapego é uma palavra boa pra gente falar sobre isso. É muito espiritual. Os budistas falam muito de desapego, né? Impermanência. A impermanência que remete ao desapego. A gente não se apegar às coisas de uma forma visceral. Você ter uma relação, eventualmente, de valorizar pessoas, objetos, OK? Mas entender que o tempo por aqui é que nem ampulheta, a areia vai passando.

Vai chegar uma hora que nada do que tá perto, nada do que você julga ser seu, será mais relevante ou importante para a sua nova etapa existencial fora do corpo, gente, né? E preparar o terreno pros que estão ficando, incentivar as novas gerações, novas lideranças. a gente vê na política brasileira uma dificuldade enorme. conversando isso com uma amiga hoje de manhã cedo a renovação de quadros na área da política jovens lideranças que não tem oportunidade, não tem chance não são estimuladas a exercer essas funções na política política.

Então, eu acho que é dever de todo o idoso entender que ele tem uma missão importante, que é o de transferir conhecimento, aquilo que ele aprendeu, sem nenhuma arrogância ou vaidade, disponibilizar. pros que estão chegando. É a passagem do bastão, como se diz. os povos originários, as comunidades indígenas dispensam normalmente porque a gente fala indígena acho que toda etnia é igual toda cultura é igual a riqueza do Brasil com centenas de etnias em boa parte desse imenso país ainda bastante protegidas essas culturas mas um traço comum a boa parte delas não vou dizer todas porque seria pretencioso de minha parte posto que eu não sou não sou indigenista, mas os indigenistas que eu conheço e os livros que eu li, que reportam esse conhecimento ancestral e essas tradições dos povos indígenas do Brasil, mas não é só no Brasil que acontece isso, a figura. do idoso na tribo é exaltada, é um talismã, é uma referência, é O, eh, eu ia falar uma palavra que tá muito em voga no mundo digital,. que você usa no mundo digital, mas isso é o oráculo.

É aquele que tem a partir da experiência a oportunidade de compartilhar informações que reduzem riscos, risco de dar errado. Tem um ditado que. virou um clichê que é nada supera a experiência. Os jogadores de futebol veteranos, para quem gosta de futebol e eu gosto, eles já não correm como corriam antes, mas a bola chega até eles porque eles conhecem o esporte num nível que o posicionamento. em campo faz toda a diferença. Messi na última Copa do Mundo, ele foi muito observado por todos que seria a sua última Copa e ele é um jogadorzaço, mas não apenas pelo talento que possui, ele ainda tem. fôlego, ele ele correu nessa Copa, ele disputou partidas inteiras com prorrogação, mas o Messi em momentos do jogo que as pessoas diziam: "Cadê o Messi que sumiu?

Cadê o Messi que tá Não pega na bola, mas ele tá. posicionado em campo de um jeito que a bola chega até ele. Ele não precisa correr atrás da bola, se é que me entende. Não é só uma questão de esquema tático, porque o jogo é dinâmico. Você vai descobrir um lugar do campo em que a bola vá chegar a você e você possa fazer. a diferença. Isso é experiência. Isso é experiência, entende? Então, eh, o que nós estamos falando aqui é que os povos originários têm um reconhecimento pelo idoso que na sociedade dos não indígenas. nós estigmatizamos os mais velhos. O etarismo é isso, né?

Você começar a olhar com desdém, começar a fazer brincadeira de mau gosto, é começar a discriminar, é começar a levantar dúvidas sobre a capacidade daquela. pessoa ser útil. Eu sou torcedor do Fluminense, como vocês sabem, o Fluminense vai entrar em campo hoje contra o Grêmio no Rio Grande do Sul. Tenho muitos amigos gaúchos e fico com o coração apertado com a questão climática. Eu estive meses atrás em Muçum, uma das cidades mais castigadas. Dois anos e meio atrás, Muçum teve três enchentes consecutivas no intervalo de sete meses. A última foi… última grande foi aquela que pegou o estado todo em 2024. Portanto, o Rio Grande do Sul tá no meu coração.

Tô sempre em sintonia com as questões gaúchas no que diz respeito [suspirando] a meio ambiente e clima. Aí eu fiz esse aposto e esqueci o que que eu tava falando do Rio Grande do Sul. Tava falando de Muçum, tava falando de… Ah, Fluminense vai entrar em campo hoje contra o Grêmio em Porto Alegre. Fluminense tem dois jogadores mais veteranos, Thiago Silva e o Hulk, um na defesa, um no ataque. Os dois juntos somam mais de 80 anos. Somam mais de 80 anos Estão jogando futebol Num time da primeira divisão E estão performando Aí você vai dizer Ah!

Porque é do meu tempo lá atrás Quando eu dizia 60 anos é velho No meu tempo tempo lá atrás, quando eu comecei a ir a jogo de futebol, 40 anos só goleiro, um ou outro chegava nessa idade disputando ã em time da elite, time de ponta. Hoje em dia, ó, tem muito veterano por aí. jogando bola. Por quê? Porque você reconhece o valor da pessoa que já não corre como antes, não consegue treinar exaustivamente como antes, mas quando entra em campo dá conta do recado, cara. Dá conta do recado e deixa muito garoto ali olhando. para aprender como é que faz. É disso que eu tô falando, né? Então, deixa eu pegar aqui. Fiz aqui uma pesquisa pra gente dar tratos à bola nos conteúdos espíritas.

Eu sou espírita, eu vou beber da fonte espírita, que traz algumas informações que são comuns a outras tradições do ponto de vista da ética. Eh, como é que a gente percebe a figura do idoso na sociedade, né? Então, primeiro é reconhecer o valor do idoso a partir do respeito que se deve ter por ele. E o respeito se dá em duas frentes, respeito no trabalho e respeito em família. Então, a questão 685, Kardec indaga a espiritualidade. Tem o homem o direito de repousar na velhice? A resposta sim. Que a nada é obrigado, senão de acordo com as suas forças. Então, veja, tem direito, ele não é obrigado a nada, a não ser aquilo que seja compatível com as suas forças.

Então a espiritualidade diz assim: ‘É idoso, mas se tá se sentindo à vontade para produzir, trabalhar, realizar alguma tarefa que seja útil, fica à vontade, porque isso é bom. Isso não é ruim, não. Aí vem o complemento. Mas o que há de fazer? Que há de fazer o velho que precisa trabalhar para viver e não pode O Aí vem o complemento, a resposta. deve trabalhar para o fraco Não tendo este, família, a sociedade deve fazer às vezes desta. É a lei da caridade. Então veja, a loucura do mundo hoje é, loucura não, o desafio.

A humanidade está envelhecendo, mas todas as pessoas pessoas que envelhecem, envelhecem com a devida assistência, amparadas pela família, tendo acesso a medicações, a terapias, cuidados médicos necessários. Então, é. nosso dever enquanto sociedade dar essa assistência. É isso. Isso aqui é do século XIX, O Livro dos Espíritos, cara, quando não existia Ministério da Previdência, aposentadoria e pensão para não tinha isso. No século XIX não tinha. Hoje a gente tá vendo que parte dos países e o Brasil é um desses países, não apenas tem o Estatuto do Idoso, mas tem uma legislação que lembra dos direitos. de quem já não trabalha. Ainda assim, nós temos muita, muitas histórias tristes, né?

Muitas histórias tristes. No movimento espírita há muitos asilos mantidos por instituições. ligadas ao espiritismo uma delas fica no lar de Frei Luiz em Jacarepaguá que eu conheço então tem esse reconhecimento do que é possível fazer para reduzir cargas de dor e sofrimento pelo abandono do idoso do idoso ou por uma situação de fragilidade no campo da saúde. Aí não tem plano de saúde, que é outra questão, assim, de tirar o sono de boa parte dos idosos que não conseguem pagar plano de saúde, que tá pela hora da morte.

Graças a Deus, no Brasil, nós temos o Sistema Único de Saúde, que, como disse o meu amigo pediatra aqui do Rio de Janeiro, num artigo publicado hoje no Globo, Daniel Becker, é uma conquista civilizatória, o SUS, cara. Porque se tá ruim com SUS, muito pior sem ele. E com SUS a gente tá, enfim, eu sou suspeito para falar porque eu sou jornalista, já vi de perto que que é aqui no meu bairro tem o Instituto de Cardiologia, o Hospital do Coração. Aqui vem gente de tudo que é canto do Brasil para ser operado de graça com cirurgia complexa. A Larissa, minha filha, tá fazendo residência no hospital de pediatria do Fundão, da Ilha do Fundão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

É hospital de referência em pediatria. A maioria absoluta dos pacientes é de baixíssima. renda, com casos complexos que lembram aquelas séries médicas, tipo House, que você tem até dificuldade de descobrir o diagnóstico. Criança tá vomitando sangue, ninguém sabe o que é, faz exame e papapá, e chamam os papas para discutir rotas. como é que a gente faz isso de graça. Teve um correspondente do Washington Post Que virou notícia no passado Que ele, aqui no Brasil, cobrindo o Brasil Sofreu um corte profundo na testa Chamaram a ambulância, levaram ele Para um hospital, do hospital levaram levaram ele em outra ambulância para outro hospital que é referência.

No final ele tava todo medicado, todo tratado e ele perguntou quanto custa. Isso é verdade, gente. Faz essa pesquisa depois. Correspondente do Washington Post elogia a saúde brasileira, elogia o SUS. Aí o pessoal riu, né? ‘Quanto custa?’ ‘Não custa nada. Isso aqui é SUS, isso aqui é saúde pública.’ E o cara fez uma matéria pro Washington Post, dizendo: ‘O que me aconteceu no Brasil? Por que a saúde pública do Brasil merece destaque?" Bom, cuidar dos idosos, tá? Eh, no Evangelho Segundo Espiritismo, a gente vai ver outro traço aqui da abordagem em relação aos idosos. Honrar a seu pai e a sua mãe não consiste apenas em respeitá-los.

É também assisti-los na necessidade, é proporcionar-lhes repouso na velhice, é cercá-los de cuidados, como eles fizeram conosco na infância. Essa é uma ética que extrapola o espiritismo. Essa é uma ética humanista. Essa é uma ética. comportamental que implica em respeito, em gratidão pelos sacrifícios que nós, quando éramos bebês, impusemos aos nossos pais ou responsáveis. Quando eles envelhecem, a gente precisa estar junto de alguma. forma, pelo amor de Deus. Vamos lá. Chico Xavier, no livro O Evangelho de Chico Xavier, capítulo 318, fala da velhice.

Ele diz, devemos nos preparar para a velhice, para o período de esgotamento das energias físicas, que por vezes significa significa também limitações no campo da vida intelectual. Precisamos adquirir sabedoria. Sabedoria que nos substitua a impossibilidade, mais tarde de grandes voos na conquista de mais amplos. conhecimentos. O homem que sabe envelhecer é uma luz para a comunidade. Bonito isso, né? O homem de humanidade, homem ou mulher, que sabem envelhecer são luzes para a comunidade.

Aí tem aqui Emmanuel pela psicografia do Chico Obras diversas Nossa Nossa personalidade, enquanto somos jovens, é semelhante à pedra preciosa por lapidar, mas o tempo dia a dia nos desgasta e transforma até que um novo entendimento da vida nos faça brilhar o coração. Eu vou me reportar aqui aos idosos. Eu vou, eu não sou idoso ainda, eu vou entrar na categoria dos sessentinha em na quinta-feira. Mas assim, vocês já perceberam mudanças importantes na personalidade de vocês com o avanço da idade? Como é que a gente vai mudando? O o desejável é que mude, né? E isso deveria ser a regra. Muita gente não percebe.

Não é deixar de ser eventualmente dinâmico, ter o espírito de um jovem, coisa e tal, mas é você mudar o entendimento das coisas. é você responder a certos estímulos positivos ou negativos de uma forma menos impulsiva, mais madura. Até no relacionamento amoroso, no campo da intimidade, tudo isso passa por alguma, eu diria, transformação que pode implicar até em mais prazer, dependendo da maneira como isso é percebido por quem tá. participando desse jogo amoroso. Então, tudo isso faz parte de um processo que a gente precisa estar aberto para lidar. A gente precisa estar aberto para lidar com isso.

Quando você tem preconceito, sabe aquela coisa da negação, pessoa tá envelhecendo e diz: "Não, eu sou jovem, sempre fui jovem, eu continuo sendo jovem, eu penso como jovem, eu faço aconteço." A pessoa vive nessa, né? vai,. vai tocando a vida, tendo uma um sentimento de repulsa por qualquer constatação óbvia de que você já não é o mesmo. Eu não sei. Me dá. vontade de dizer, sai dessa. Eu me lembro, minha mãe, ela desencarnou com 70 anos no ataque cardíaco fulminante. Eh, saudade dela. Eh, meu pai também, mas ela partiu há menos tempo. Eh, mamãe tinha o cabelo grisalho, né, cara? E ela pintava o cabelo.

Aí ela deixou de pintar o cabelo e ela fazia hidromassagem, tinha pele bem moreninha assim, tostada de sol. E ela quando deixou o cabelo ficar branco com a pele tostada de sol, eu falei: "Mãe, você tá gata?" Ela riu, assim. Eu falei: ‘Mãe, você tá bonita.’ Por várias razões. A primeira delas é que esse contraste do cabelo branco com a pele bronzeada te deu te deu um ar sexy, assim, você ficou bonitona. Segundo que você parece tá, ao estar despreocupada com a tintura do cabelo, você relaxando, sendo você quem é, você transparece, a tua energia ficou. mais atraente.

Eu brinco com o cara que corta o meu cabelo, o Cláudio, que os meus amigos já estão ou muito calvos ou grisalhos e ninguém acredita que eu não pinto o cabelo. Aí ele falou:. "André, ele riu, falou assim: "Se você quiser, eu gravo um vídeo". Falou: "Não, besteira, deixa rolar". Eu acho que eu tenho sangue indígena, viu? Eu adoraria. Um dia eu vou perder tempo e caraminguar pra tentar rastrear no meu DNA Se eu tenho sangue indígena, adoraria que esse cabelão preto aqui, cabelão não, que também, ó, as entradinhas, mas que o cabelo ainda preto meu, eu tenho aqui os resquícios do grisalho nas laterais principalmente, tem a ver com sangue indígena. Sério mesmo. Mas vamos. lá, seguindo aqui na toada espírita.

Olha que linda aqui. Joana de Ângeles, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco. Envelhecer é um fenômeno biológico natural pelo qual passa tudo quanto existe. O animal humano, no entanto, nem sempre sabe envelhecer. Ilude, Ilude, iludecer como se a juventude fosse de natureza eterna. A maturidade e a velhice representam o momento da síntese existencial, quando os valores do espírito. sobrepõe-se às paixões da matéria. Ai, Joana, que alegria. Assim, as palavras que vão elucidando questões existenciais que por vezes a gente ou tem dificuldade ou não tem coragem de enfrentar, né?

Então, não sei se é um ditado popular ou se é uma frase recorrente por aí que diz assim: "Envelhecer é a melhor hipótese". [risadas] Isso é muito Brasil, né, cara? O humor com que a gente lida com as situações. Envelhecer é a melhor hipótese. Por quê? Porque qual é a outra hipótese? É você partir dessa pra melhor antes. Então, quem envelhece… E aí eu acho que tem uma bênção divina divina quando você consegue envelhecer com dignidade. Eu não tô dizendo livre de algum perrenque na área da saúde, algum problema qualquer, mas envelhecer com dignidade significa você ter direito à alegria, você se sentir útil, você participar das questões da tua família, do teu. país, ir votar.

O meu primeiro voto foi com a minha avó Olívia. Ela não tinha mais a obrigação de votar. Vovó Olívia, Olívia de Barros Lima. Nesse mês de julho, ela completaria 100 anos. Vovó Olívia, mãe da minha mãe. E aí quando o Brasil voltou a ter direito a voto, saindo dos anos de chumbo da ditadura militar, eu tava todo empolgadão, né, cara? Mas eu não tinha idade para votar. E aí a minha avó vendo minha empolgação, falou: "Meu neto, eu vou com você". Não era urna eletrônica ainda, hein? Era, ó, eu vou com você e você diz quais são os seus votos e eu vou lá com.

Cara, eu fiquei tão feliz, eu me emociono lembrando disso hoje Foi uma generosidade dela e a gente foi aqui num colégio perto de casa a gente entrou junto na cabine e ela, vamos lá vereador prefeito prefeito. E aí fomos indo pá p pa pá pá pá pá p pá. E eu dizendo para todo mundo… A Andreia tá dizendo que hoje é Dia da Avó. Olha, todos os meus avós, inclusive aquela que eu adotei, vovó Gabriela. Então, vovó Olívia franqueou o voto a mim. Olha que gesto, olha que legal, né? cara? Eu achei muito bacana.

E eu não posso deixar de falar, porque é algo que tá presente na minha pesquisa sobre suicídio, que historicamente nós temos a maior incidência de autoextermínio ou tentativas de suicídio entre pessoas De idade muito avançada e a razão seria exatamente a forma como essa pessoa começa a ficar encapsulada sem sem interação social, porque perdeu muita gente da família, da faixa de idade dela ou os amigos, aí não tem mais tanta interação social, começa a depender dos outros para sair de casa para fazer um passeio, para fazer uma. viagem e não quer dar trabalho, aí começa a perder qualidade de vida, etc, etc, etc.

Eu preciso dizer, viver é a melhor opção, vamos buscar, na medida das nossas possibilidades e forças, todos os caminhos possíveis para a gente… gente valorizar cada minuto nesse planeta, extrair da vida o que a vida tem de melhor, buscar graça, buscar prazer, buscar a aventura no sentido mais nobre. do termo, sabe? a aventura de fazer novos amigos, de procurar contato com novas pessoas, experiências, tudo isso faz a diferença pra gente. acordar com alguma motivação e dizer: "Hoje eu vou fazer alguma coisa diferente. Hoje eu vou fazer algo que eu não costumo fazer todo dia.

Hoje eu vou emprestar o meu tempo e a minha energia para mudar a vida de alguém, para levar um consolo, para levar uma palavra amiga, para fazer algum tipo de movimento nas redes sociais, pedindo ajuda para. quem tá numa situação ainda mais complexa e difícil do que a minha. Vocês percebem o que eu digo assim, buscar alegria naquilo que é possível. Essa semana, no Papo das 9, a gente falou sobre uma frase do humorista, comediante Paulo Gustavo, que desencarnou durante a pandemia — a vacina não chegou a tempo para ele —, que dizia que rir é um ato de resistência. Essa frase é profunda.

Ela tem um componente filosófico maravilhoso no sentido da gente, mesmo quando a vida traz dor, traz sofrimento, você, por rebeldia, numa coragem, diante de uma circunstância eventualmente difícil, dolorosa. Veja se não é cabível, por vezes, você tentar fazer a leitura dessa situação de uma forma a não se vitimizar, né? O Papo das 9 de hoje, que é inspirado nessa data aí, essa efeméride, sessentão, esse sexagenário que vos fala — isso é piada [risadas] —, soprar velinhas num mundo em crise. E aí eu quero encerrar o Papo das 9 lembrando uma crença profunda que eu tenho, que eu já compartilhei com vocês.

Nós espíritas acreditamos que eh existe vida antes da encarnação e haverá vida depois da desencarnação. Estamos aqui de passagem. E aí você depara com o mundo. que parece de cabeça para baixo, guerras, conflitos, o imperialismo que volta a tocar trombetas por aí, a desigualdade, o racismo, a xenofobia, o feminicídio. Ih, a lista é grande. Aí. você fala: "Que mundo é esse? Que mundo é esse?" E aí você começa a ficar triste e dizer: ‘Tá tudo errado, eu não devia estar aqui. Eu não quero estar aqui, eu não tenho prazer em estar aqui. Olha só como é que estão as coisas.’ Gente, quem tá vivo tá em missão. Eu acredito nisso piamente.

A gente chegou nesse plano, nesse momento, não foi por um acidente de percurso. Não é obra do acaso. Deus não joga dados. A gente tá aqui exatamente porque a gente merece estar aqui, para transformar limão em limonada, pra gente sinalizar rumo e perspectiva trevas, aonde haja desânimo, desalento, aonde as coisas não estejam fluindo que a gente seja o sal da terra o sal da terra que a gente empreste sabor aonde as coisas estão em soças faça do jeito você não vai agradar a todo mundo nem todo mundo vai concordar com você aquela música eternizada na voz do The Voice Frank Sinatra que ele fala do meu caminho My Way My Way way. Essa é música de velho. [risadas] Eu vou homenagear os velhos do Papo das 9 que nem eu.

Mas a música My Way, do Frank Sinatra, quer dizer, não é dele, né? Ficou ficou eternizada na voz dele em certa medida expressa, o que eu acho que deveria ser a tônica da vida. a gente é uma adaptação lírica em inglês de uma canção francesa a falta de cultura do André obriga a gente a fazer essa consulta Eh, o que que diz a letra? Tomara que eu não me arrependa da tradução, mas eu me lembro que a tradução, olha, vamos lá, olha a tradução. E agora o fim, você começar uma letra de música diz cantando e agora o fim está próximo. [risadas] Então eu encaro a cortina final. Meu amigo, eu vou esclarecer. Eu irei expor meu caso do qual tenho certeza. Eu vivi toda uma vida inteira.

Eu viajei todas e cada uma das estradas e mais, muito mais que isso, eu fiz do meu jeito. I did it my way. Arrependimentos eu tive alguns, mas ainda assim tão poucos para mencionar. fiz o que tinha que fazer e persisti, sem exceção Eu Eu planejei cada caminho do mapa, cada cuidadoso passo ao longo da estrada e mais, muito mais que isso, eu fiz do meu jeito. I did it my way. Sim, teve horas. Sei que você sabia quando eu mordi mais do que podia mastigar, mas entretanto, quando havia dúvidas, eu engoli e cuspi fora. Eu encarei tudo e. permaneci de pé e fiz do meu jeito. And I did it my way. Eu amei, eu sorri, eu chorei, tive minhas falhas, minha parte de derrotas. E agora, enquanto as. lágrimas caem, eu acho tudo tão incrível e pensar que eu fiz tudo isso e talvez eu diga: "Não de uma maneira tímida, oh não, eu não, eu fiz do meu jeito." que um homem, o que ele conseguiu, se não ele mesmo, Então ele não tem nada Para dizer as coisas que ele sente de verdade E não as palavras de alguém que se ajoelha Os Os registros mostram que eu recebi os golpes e fiz do meu jeito.

Sim, era meu jeito. das nove eu perdi a conta De quantas vezes eu disse Não se meça pela régua dos outros Não queira agradar ninguém por princípio Faça Faça o que lhe parece ser o certo. Aja de acordo com a própria consciência. Não negligencie a sua essência, os seus valores e os seus princípios. Faça o que você sabe ser o certo. Faça do seu jeito. Gratidão por todo o carinho, pela companhia. Até a próxima, se Deus quiser.

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