Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Aê! Bom dia a todos vocês, onde vocês estiverem, com quem vocês estiverem passando pelo momento. Feliz ou desafiador que você esteja passando. Seja bem-vindo, seja bem-vinda. Tá começando mais um Papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafofo aqui em Laranjeiras. Eu tô muito feliz, tem muita coisa para ser dita hoje, espero que seja também do interesse de vocês, mas vou começar com agradecimento do fundo do meu coração. Eh, abrir aqui a janela que o tempo tá nublado, tá meio fechado. Dá licença, deixa eu abrir mesmo aqui. Mexer aqui na configuração das cortinas. Iluminação natural. Quando tá sol tem que ter cortina. Quando tá assim o tempo meio dublado, a gente dá uma uma abertura.
Então, vamos lá. Eu só faço aniversário semana que vem, 60 anos, mas as os festejos já começaram por conta da memória de amigos muito queridos e e é um grupo de amigos ou de amigas muito especial que se formou nos primeiros meses do Papo das 9 há mais de 6 anos no Instagram. por ocasião das dos comentários, das mensagens, as pessoas começaram a trocar entre elas o Papo das 9 rolando e elas estabelecendo outras conexões. E isso determinou uma rota paralela muito bonita de congraçamento, de articulação, formação de laços de amizade.
Então, tem um grupo do Papo das Nove de amigas e esse grupo fez chegar a mim, obviamente foi uma surpresa maravilhosa, uma caixa, eh, uma caixa que tinha alguma coisa dentro e o que tava dentro foi essa escultura. Eu vou dar aqui o crédito de quem esculpiu. Olha que coisa linda, gente. Olha que coisa linda. Isso aqui é Francisco de Assis, né? Se não deu para perceber, Tem um cachorrinho aqui, tem as pombinhas aqui em cima. Francisco tá aqui com aquela, tem uma um símbolo, né? Os franciscanos usando aqui. Olha que coisa, isso aqui é uma escultura maravilhosa, gente, que foi feita, e tá cheirosinha aqui. Eu não sei se é da madeira ou colocaram um perfuminho. Então, deixa eu dar o crédito.
Esse grupo, eu vou dar o nome aqui das amigas que se formaram. Uma carta que eu não vou ler porque não sou digno dessas palavras tão bonitas, né? uma manifestação explícita de carinho tão bonita. Não vou ler, não, fico constrangido. Aí eu disse: “Feliz aniversário.” Não é hoje, é semana que vem. Com todo carinho — mas elas sabem disso —, com todo carinho e gratidão das amigas do Papo das 9.
Então tem Adriana Argolo, do Rio de Janeiro; Viviane, de São José do Rio Preto, São Paulo; Elisabeth, de Canoas, no Rio Grande do Sul; Adriana, de BH; Leandra Paulista, em Garibaldi, Rio Grande do Sul; Jeane, de Sobradinho, na Bahia; Concita, da Bahia; Cristiane, de Canoas, Rio Grande do Sul; Fabiana, de Rio Grande, no Rio Grande do Sul; Jeane de Cruz Alta, Rio Grande do Sul; Bernadette, de Senhor do Bonfim, na Bahia; Ana Luísa, de São Paulo; Isabel Maranhense, de São Paulo; Lúcia, Recife, Pernambuco; Letícia, Rio Verde, Goiás. E a saudação final é paz e bem. Que a saudação franciscana, ó. Ó, sintam-se abraçadas, beijadas. vocês têm um amigo aqui, eu fico muito feliz com essa esse acolhimento.
E aí a Leandra Ogliari explica também, tem uma carta falando qual foi a ideia, como surgiu a ideia de presentear-me com a imagem esculpida em madeira de Francisco de Assis, que já tá no lugar especialíssimo no Jardim do Senhor Jesus, que eu tenho lá uma imagem que eu ganhei da minha mãe, eh, no ano que ela desencarnou e ela desencarnou num dia de São Francisco. essa história interessante que fica para lá, mas esse esse Chiquinho vai ficar mais pertinho de mim aqui do Papo das [som indistinto] Já escolhi um lugar maravilhoso para ele. E a Leandra lembra aqui que a Cris, de Canoas, que tá na relação aqui das amigas, eh sugeriu o a imagem de São Francisco como presente.
Esse trabalho é feito com madeira de demolição que o torna ainda mais especial, entalhado São Francisco à mão. O artesão se chama Pedro, é de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha. Que maravilha. Parabéns, Pedro, pelo seu talento. aqui Responde Trecoscomarte Arroba Trecoscomarte Aqui Tá aqui, gente. Olha que maravilha, gente. Não tô bem acompanhado hoje aqui com vocês, com a o grupo de amigas presente celebrando o aniversário que será a semana que vem, tá? E tá aqui a carta maravilhosa. Muito, muito, muito, muito obrigado. Sem palavra, gente, para agradecer. Presente para mim, pra gente se sentir assim tocado profundamente por um presente, ele tem que ter algumas variáveis respeitadas.
O primeiro deles não é o valor do presente, valor econômico, não é quanto custou, não, mas é esse valor emocional, sentimental. E a história do presente também me cativou. Tem uma uma historinha para chegar até a imagem, a imagem chegar até a mim e que ele seja útil, né? A utilidade é um é um recurso importante para para qualquer presente. E eu adoro a energia que tá inserida na imagem de Francisco. Ó, muito obrigado. Paz e bem. Paz e bem. Então, vamos em frente. Eu vou aqui começar com ele. Minutos de sabedoria. Que imagem haverá de nos trazer hoje?
Pedindo ajuda então aos amigos invisíveis que se dignam de vir até nós, que somos realmente limitados, imperfeitos, temos nossos momentos difíceis, estamos encarnados para buscar essa iluminação, buscar um sentido luminoso paraa nossa vida. Então, que eles possam nos ajudar. Amém. e a quem nos acompanha ao vivo e quem haverá depois de acessar o Papo das 9 gravado, né? O que que a gente vai encontrar hoje? Que eu seja uma ferramenta útil, um instrumento maleável, um meio adequado para esse propósito. Então, aonde aonde aonde aonde aonde? 159. Não se esqueça de que somos o reflexo daquilo que pensamos. O pensamento plasma nossa vida de amanhã.
Aproveite, portanto, o momento que passa, a fim de construir um amanhã risonho. Plante em torno de você as sementes de otimismo e bondade, para que possa colher amanhã os frutos do amor e da felicidade. Se somos escravos do ontem, somos os donos do amanhã. Não tem como não bater o olho aqui e destacar na minha reflexão a terceira frase que diz: "Aproveite o momento que passa a fim de construir um amanhã risonho." Por que que eu bati o olho no risonho e deu aquele clique?
Porque a pergunta que nós deixamos no Instagram, no stories para nossa reflexão hoje, eu já vi vários comentários ali, foi aquela afirmação do ator e humorista Paulo Gustavo, talentosíssimo, que partiu jovem desse mundo, no auge da Covid, porque a vacina não chegou a tempo. E ele disse certa vez: "Rir é um ato de resistência". que eu pedi para vocês comentarem, a gente vai compartilhar os comentários de vocês já já. Então, tá aqui, aproveite, portanto, o momento que passa a fim de construir um amanhã risonho. Então, o que tá sendo dito aqui é a importância desse pensamento que é não é uma abstração. Quando a gente pensa, a gente estabelece uma sintonia.
A energia mental ela tá, ela tem uma qualidade. Essa qualidade é definida pelo gênero de pensamento que nós plasmamos. Plasmar é um verbo muito recorrente na doutrina espírita. Minutos de sabedoria editado pela vozes desde a primeira edição, lá se vão quase 70 anos, que é uma editora católica, mas a mensagem é de sabedoria. E não é exclusividade do espiritismo usar o verbo plasmar, mas ele é muito recorrente nos textos, artigos, livros, espíritas. Então nós plasmamos o tempo todo uma energia a partir da força do pensamento. Você precisa saber o que passa aqui dentro para nunca mais se esquecer. Você vai entender a força de um pensamento. Cidade Negra. Banda de reggae lá de Belford Roxo.
Tony Garrido, mas antes dele teve outro vocalista também, vem das antigas. Eu acho que o Cidade Negra não está mais tocando junto. Se vocês souberem, me digam. Sou fã deles. Uma vez encontrei o Tony Garrido no aeroporto, em algum lugar, não me lembro aonde. Dei de presente para ele o Espiritismo e Ecologia. Ele veio com palavras bacanas sobre o meu trabalho. Eu falei: “Eu sou teu fã, cara, teu e do Cidade Negra.” Papo vai, papo vem: “Toma, toma o livrinho.” A força do pensamento, né? Tanta música bonita que fala do pensamento, né?
E a gente precisa entender que essa é uma sabedoria milenar, a reflexão sobre de que maneira eu promovo minha saúde, meu equilíbrio, meu bem-estar a partir da noção de que eu tenho o poder de escolher, selecionar, focar a minha mente naquilo que vai fazer diferença para mim mesmo ou principalmente nos momentos difíceis. A gente tem sempre um poder discricionário, né? de definir como a gente lida com as circunstâncias à nossa volta. Ortega y Gasset, pensador que imortalizou a frase: “O homem é o homem e suas circunstâncias.” As circunstâncias influenciam diretamente nosso modo de pensar e sentir, mas nós não somos reféns das circunstâncias.
O de de que maneira você responde as circunstâncias é o que define cada um de nós, né? cada um de nós. Então, que sejamos dignos dessa informação, que ela vale muito. Essa informação vale muito. Eh, vou dar um exemplo trivial aqui que me ocorreu. Já comentamos no papo das nove a quantidade de farmácias que existem espalhadas pelo país. Aqui na minha rua, se você Eu já fiz aqui o compartilhamento dos dados, agora não me lembro de cabeça quantas farmácias próximas de mim tem no perímetro, sem eu precisar andar muito, assim, ó.
Então, por vezes, a gente abdica de eh promover a saúde a partir de uma conduta mental, porque muito da nossa qualidade de vida física tem origem na cachola aqui, mas aqueles de nós que abdica desse poder, que renuncia a essa capacidade de cultivar bons pensamentos para se beneficiar conduta vai logo procurando na farmácia livre vai logo procurando em drogas lícitas ou ilícitas se é que me entende Ah, não tô sabendo lidar com isso. Ah, eu tô sofrendo por causa daquilo. Vou buscar o entorpecimento da mente. Não, a mente tem que est lúcida, ela tem que tá lá, eu diria, pronta para ser acionada. é um computador de bordo fantástico, porque aqui a inteligência não é artificial, ela é muito mais poderosa no sentido de conseguir produzir efeitos sensoriais, concretos de bem-estar, de serenidade, calma, lucidez, temperança, equilíbrio.
A mente, a mente comanda e tudo obedece. Uma vez eu fiz um Papo das 9 especial de domingo com esse tema: a mente comanda e tudo obedece. Olha aí o pessoal chegando. Marilene Tabanês, olha só. Vamos lá. Ela falou o nome da cidade e aí saiu: “tatá, tatatá, passa quatro.” Achei o nome bonitinho. Vamos lá. Essa é a minha primeira reflexão de bate pronto da mensagem 159. Cuidado com o que você pensa. Isso pode ser algo de bom ou algo de ruim para você. Vamos lá, seguindo nosso caminho, nosso caminhar, caminhades, enfim. É, mas enfim. Se liga no caminhador, o pensador. Olha aí o meu amigo César Braga Said, que a gente abriu espaço para ele.
Foi a primeira vez que eu abri a página, o feed do Instagram para reproduzir. Coloquei isso no stories também. O próprio César eh, muito preocupado com as invasões que tiveram lugar na Escola Espírita Joana de Ângelis. Duas invasões essa semana, com subtração de alimento, com prejuízos causados à escola. E aí nós pedimos ajuda aqui quarta-feira. Quero agradecer toda a ajuda que vocês deram, porque em bom português as doações suplantaram o prejuízo da escola. Olha que barato.
Então, quero agradecer quem se sensibilizou pelo absurdo de ter alguém que promove um dano material a uma escola que tem essa missão de levar educação em tempo integral, com refeições, lanches, todo santo dia para 240 alunos em Japeri, na Baixada Fluminense. E a pessoa ainda furta duas vezes, arromba a porta, levou ainda o carrinho de mão. Ele furtou e levando o carrinho de mão, o que que deu para levar? Aí a escola teve que se providenciar câmeras de segurança com recurso que não tava carimbado, orçamento duro, porque a escola vive de doações.
César Braga Said, olha você aqui e a adorável companheira Silvia Said, os dois muito versados assim como autores, palestrantes e professores de técnicas de meditação, mindfulness. Então, o livro Cultive-se traz uma singularidade que eu acho bem interessante, que é o seguinte: deixa eu abrir aqui ao acaso, fazer que nem Minuto de Sabedoria. Abri aqui, ó, capítulo 15. A gente está falando do pensamento que pode te deixar para baixo. Olha o capítulo que eu abri ao acaso. 15. Você se sabota? Você se sabota? Aí tem o destaque do Evangelho Mateus. Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar em soço, com o que salgaremos? E aí vem a dissertação que eles fazem sobre o assunto.
Eles falam literalmente de autossabotagem. Como é que a gente pode ser o nosso maior inimigo? Como é que a gente pode sabotar um projeto reencarnatório sem se dar conta de como nós estamos trilhando um caminho absolutamente equivocado? E aí vem as páginas na coloração verde, ao final de cada capítulo, com uma espécie de recomendação de exercício ou reflexão adicional. Você já ouviu falar em pose de poder? Sugerimos que você experimente uma delas. Com os olhos fechados, se conscientize do seu corpo e foque brevemente cada parte dele. Em seguida, de pé, com as pernas afastadas, posicione suas mãos cerradas na altura da cintura. Abra o peito e eleve ligeiramente o queixo.
Conecte-se com o apoio dos pés e com a estabilidade e a presença de todo o corpo. Permaneça nessa posição entre 1 e 5 minutos. Essa é a postura do superherói. Esteja atento às impressões. Quem sabe você possa repetir a experiência nos próximos dias para chegar à suas próprias conclusões. E aí vem um lembrete falando assim: “A psicóloga e professora de Harvard Amy Cuddy obteve resultados interessantes em suas pesquisas sobre linguagem corporal. Ela afirma que cinco minutos em postura de poder, que é essa que foi descrita aqui, pode aumentar a produção do chamado hormônio do empoderamento, testosterona, e reduzir os níveis de hormônio do stress, cortisol.
Tá aí um capítulo que é esse que denuncia o risco da autossabotagem, trazendo boas reflexões e trazendo recomendações de exercícios. Cultive-se. César Said e Silvia Said. InterVidas. E agora eu vou fazer um pedido, um pedido muito especial, tá? Um pedido muito especial. Vocês sabem que esse momento do Papo das 9 ou a gente sugere algo que mereça uma boa reflexão ou a gente pede ajuda. Poucas vezes eu vim aqui pedir por alguém numa situação realmente muito, muito, muito demandante de atenção, uma situação aflitiva. Eu tô falando de um jovem músico aqui da Baixada Fluminense, ele mora em São João de Meriti, Guilherme Xavier Salgueiro. [suspira] O Guilherme é conhecido no meio, tá?
Ele é um excelente baixista e teve que suspender os trabalhos agendados. Ele trabalha como autônomo porque perdeu quase totalmente a visão dos dois olhos pelo agravamento da diabetes. A diabetes ela quando avança, ela pode determinar sequelas irreversíveis. No rim, ferimentos nas extremidades que podem resultar em amputações. E na vista, o Guilherme não tem plano de saúde. Ele teve uma hemorragia forte nos dois olhos. Ontem, com a ajuda de amigos, ele procurou ajuda no SUS porque não tem plano de saúde. O SUS colocou ele naquela lista vermelha do SISREG. Você entra na fila dos atendimentos necessários, mas você tem que aguardar ser chamado.
E o caso dele é tão urgente e grave que um grupo de amigos se cotizou para ajudá-lo a fazer um exame ontem. Eu tô pedindo hoje, eu vou pedir ajuda porque vocês vão entender a história toda. O oftalmologista que atendeu o Guilherme fez um exame, detectou a gravidade das lesões na retina. Um dos olhos, provavelmente é quase certo que haverá a demanda de uma cirurgia. O outro, a muito custo, ele conseguiu fazer uma intervenção a laser para tentar melhorar a qualidade da percepção visual. Ele não tá enxergando. Ele não tá enxergando. Isso por si é gravíssimo. Agora ele precisa ter um endocrinologista para chamar de seu, porque ele precisa ter um controle extremamente firme da diabetes.
Só que tem um detalhe a mais para você ver por que o pedido de ajuda ao Guilherme se justifica. Não se trata apenas de alguém [som indistinto][limpa a garganta] jovem músico, que deixou de trabalhar ah quase 10 dias porque não tá enxergando devido a um quadro grave de diabetes que atingiu a retina. Ele cuida de uma mulher cuja saúde é ainda mais frágil do que a dele, está acamada, não se desloca sozinha, precisa da ajuda do Guilherme para quase tudo. É a Mônica. É um quadro, gente, é daqueles assim. E tem dois filhos adolescentes. Então, temos aqui um um quadro muito aflitivo.
Dinheiro não resolve todos os problemas do mundo, mas em situações emergenciais o dinheiro traz a possibilidade da pessoa passo a passo enfrentar uma jornada, no caso do Guilherme, terapêutica, que precisa ter lugar. Precisa ter lugar agora. Então eu vou compartilhar o Pix do Guilherme Xavier Salgueiro, tá? Porque ele precisa de ajuda, ele precisa de suporte, porque enquanto ele não trabalha e ele é o arrimo da família, ele precisa desse ajuda, desse suporte, precisa de um endocrinologista, Precisa da sequência ao tratamento dos olhos. para tentar reverter um cenário, oxalá, passageiro de perda da visão.
Então vamos Então vamos lá: Pix do Guilherme, agradecendo de antemão às pessoas que puderem ajudar com qualquer valor. 21 99131 8846. É um telefone celular, o dele: 21 99131 8846. É o Pix. de alguém que tá precisando muito da ajuda de quem possa fazer esse favor, né? Se coloque no lugar de alguém nessa situação. Você tem que cuidar de você, mas a as demandas do lar, as demandas de trabalho, você vai priorizando outras coisas. Aí a diabetes escalou, a visão faltou, não tem plano de saúde, é músico, trabalha como autônomo e vai ter aí que se virar sobre como fazer. Eu vou repetir aqui o Pix, muita gente não pegou, vocês pedem para eu colocar aqui, eu sou, não sou muito versado nessa arte.
Depois vai ficar no stories no Instagram também, Mas é simples, gente: é um celular. Lápis e papel na mão, ou caneta e papel na mão, uma colinha na mão. Vai: clique, clique, clique. 21 99 131 88 46. OK. Sigamos. Vamos em frente. Vamos em frente. Bom, eh eh eu ia falar agora algumas algumas notícias, eu vou vou dar notícias aqui, gente. Olha só, notícias notícias da minha agenda, porque é possível que vocês, onde vocês estiverem, queiram acompanhar.
Eu tive a honra de participar pela primeira vez como convidado, como conferencista da reunião anual da SBPC, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que vem a ser, na minha opinião, a principal entidade representativa dos cientistas do Brasil. A reunião anual da SBPC tá acontecendo na Universidade Federal Fluminense em Niterói. Estarei lá quarta-feira às 10 da manhã para fazer uma conferência sobre o tema mídia brasileira diante da emergência climática. dois pontos, omissão ou protagonismo. [risadas] Espero que eles sejam pacientes comigo, [risadas] porque do meu ponto de vista, não quero dar spoiler, quando você fala mídia brasileira, eu não gosto do emprego da palavra mídia no singular, tem mídias, várias.
Então, começa por aí. Cada mídia tem a sua, o seu recorte, a sua abordagem, sua linha editorial. Começa por aí, né? Mas eu entendi a provocação e vamos que vamos. E é aberto ao público, assim me disseram. Então, quem quiser estar no campus da Universidade Federal Fluminense, eh, eu vou publicar depois porque o campus é enorme, tem um lugar lá na Cantareira, que é onde eu vou estar, 10 da manhã, próxima quarta-feira. fazendo essa conferência sem ser amanhã, sábado, outro sábado. Alô, Recife, Simesp, tô chegando. Adoro o SIMESP, adoro Pernambuco, adoro participar de um evento que é o número um em termos de frequência de público em Pernambuco, um evento espírita, né? Um evento espírita.
E lá abordarei o tema a dor do mundo e a responsabilidade espiritual de cada um. Olha que legal. Eh, não vou dar aqui a data porque tá muito cedo. Confirmei essa semana, mais precisamente ontem, a minha participação da Bienal do Livro de São Paulo. Alô, São Paulo. Tô chegando em setembro, vai ser numa sexta-feira às 15 horas. Ao meio-dia eu vou participar de um evento com o doutor Paulo Saldiva. Eu não tenho roupa para participar de um evento com o doutor Paulo Saldiva, da USP. Adoro o Saldiva, o cientista número um do Brasil em medição da qualidade do ar e os impactos sobre nossa saúde. Estarei com ele na Bienal. Obrigado, Bienal. Que que alegria!
E depois lançarei o arte de seguir em frente na Bienal em São Paulo. E todos os livros meus vão estar lá, mas avisarei mais paraa frente. Lá a Emília, quando é que vai ser no Recife? Sem ser esse fim de semana, o outro. Estarei no sábado fazendo palestra e, no domingo, participando de uma roda. Uma roda de de conversa. Salvo engano, é isso que tá programado no domingo. E é isso que eu tinha para dizer. É isso que eu tinha para dizer. Agora vamos às opiniões, questionamentos, críticas, reflexões feitas por vocês. Quando eu perguntei, eu perguntei, ó, deixei a seguinte indagação para vocês na rede social. Não vai abrir, não é? É, é isso mesmo. É, olha que eu pego você. Ah, tá.
Eu perguntei, rir é um ato de resistência? Reproduzindo aqui uma frase imortalizada pelo ator e humorista Paulo Gustavo, muito talentoso, fez aquela série de filmes do como mamãe. Mamãe, como é que é o nome? Mamãe é perfeita. Minha Mãe É uma Peça. Quem se lembra do nome do filme? Olha que mico, a gente não tem roteiro aqui, tem que se basear na memória. Minha memória não vive reprisando, que é um sucesso. Uma mãe que ele faz toda possessiva com os filhos. E o Paulo Gustavo imortalizou. Minha mãe é uma peça. Obrigado, Marilene Leite. Obrigado. Minha mãe é uma peça um. Minha mãe é uma peça dois. Minha mãe é uma peça três. O Paulo Gustavo imortalizou essa frase: "Rir é um ato de resistência".
Essa frase ela tem uma profundidade filosófica imensa, mas eu quis deixar em aberto o que que vocês acham dessa ideia, né? De que rir é um ato de resistência. Então a vocês mandaram aqui, ó, várias questões. Eu vou ser bem breve para dar tempo de todos vocês participarem. Cacosme. Sim, para mulheres gargalhar é um ato de resistência em tempos de misoginia. Você sabe que na Idade Média, quando a Inquisição queimava bruxas, entre aspas, eh porque era uma um ato claro de misoginia, membros da igreja que eram eh sociopatas, mas não suportavam mulheres. E a o riso estridente de mulher era sinal de bruxaria na Idade Média. Só para bater aqui junto com a reflexão da Caosm.
Blanche Ferreira, com toda a informação que temos, como ainda temos comediantes usando o preconceito como piada, essa é uma questão bem importante, está em aberto. Se para fazer rir, a gente precisa, eu diria, replicar ofensas ou formas que são consideradas ofensivas contra certas pessoas. a pessoa muito gorda, a pessoa muito magra, a pessoa que é ã preta, a pessoa que é pobre, a o o estereótipo do islâmico, estereótipo do judeu, é uma coisa muito complicada. Eu, de minha parte acho, eu admiro os humoristas que não precisam recorrer a isso. Eu acho isso apelativo. É apenas uma opinião. Não tô defendendo censura.
Tô defendendo o cuidado que mesmo o humorista precisa ter para ganhar a vida sem replicar, sem reproduzir. Ah, não foi minha intenção. Eu tô lá para divertir. O cara pagou ingresso para me ver. Mas ele vai levar dali inspiração que você deu para divertir através da ofensa. É a minha opinião. Velof. Rir nutre a alma e é um direito divino. Bonito. Meu parceiro Alê Alexandre Anselmo, cara, de São Paulo. de resistência e existência rir Rir é como ajustar a camiseta embaixo da blusa. Rir é pertencer. Que lindo, Alê. É isso aí. Cíntia Lopes: “Sim, libera ocitocina e temos mais força interna.” Vinícius Reis: “Ainda existe algum motivo para rir nos dias de hoje?
Diria que é mais fácil rir de nervoso.” Eu não sei se o Vinícius está sendo aqui irônico ou não, mas eu tive esse comportamento hoje — não o riso de nervoso. Fiz um exame médico que é peri periódico, exame periódico na empresa onde eu trabalho. E tem uma hora que a médica perguntou assim: "E saúde mental? Você, desculpa, não perguntou sobre saúde mental, mas a pergunta alud saúde mental. Eh, e como é que tá a cabeça? [risadas] Você sabe logo onde a pessoa quer chegar, né? Como é que tá a cabeça? Eh, como é que tá? Acho que ela falou saúde mental, não foi a primeira pergunta, mas veio no embora. Como é que tá a tua cabeça? Como é que tá a saúde mental?
Aí eu olhei para ela, falei assim: "Olha, se eu disser que tá tudo bem o tempo todo, eu tô mentindo. No mundo como tá hoje, a gente tem que lidar com fatores assim muito desafiadores de manter o prumo, manter o humor, manter." Aí eu vi que ela começou a me olhar assim, falei: "Ixe, eu vou eu vou me eu vou dar aqui pretexto para ela me colocar aqui numa lista de de de funcionários da casa que precisam tá sendo alvo de atenção." Eu não sei se ela tava entendendo o que que eu tava falando. Falei assim: "Não, eu tô bem dentro das possibilidades, tô tocando a vida". E só quero deixar claro que quando a gente fala tô bem não significa desprezar tudo de ruim que me acontece à volta.
Se lembra da história do homem, é o homem e suas circunstâncias. Então o que o Vinícius tá dizendo aqui, eu tô decodificando. Como assim? Ninguém vai ter a pretensão de ficar super bem o tempo todo, rindo de tudo. Não é isso. Isso nem é humano, do meu ponto de vista. Agora você ter como meta a leveza, você se permitir achar graça, você ter um espaço que você cultive dentro de você o humor e principalmente você se permitir rir quando surgir um ensejo? Acho fundamental, tá, Vinícius? Fundamental. Sônia Fajar do Reis, André, como ser confiante, esperançoso e até alegre em meio às dificuldades da vida?
Ora, principalmente entre as dificuldades da vida é que esse estado [limpa a garganta] de espírito se torna relevante. É fácil rir quando tá tudo indo bem. É fácil achar graça quando tá tudo de boa. O grande barato é você achar graça, é você ter humor quando a situação não vai bem. R de si mesmo. Eu acho isso uma sabedoria. Quando algo não vai bem, você acha graça. Uma vez, gente, foi em 2002, olha como tem tempo, 24 anos atrás, eu tava cobrindo a Copa do Japão e da Coreia do Sul. E a gente tava com a grana apertada, né, a equipe de TV, porque foi cara aquela viagem. Então, o coordenador da equipe tava com dinheiro contadinho para hotel, transporte, alimentação, aquela coisa toda.
E a gente chegou atrasado, porque no Brasil o trem atrasa. No Japão não atrasa 1 segundo. A gente chegou, sei lá, 1 minuto, 2 minutos depois do horário, perdemos o trem. Teria que pagar passagem para todo mundo de novo. Pois bem, éramos um grupo de cinco ou seis pessoas. Um de nós, não me lembro o que, começou a rir. F, i, [risadas] lascou-se, vão ter que pedir mais dinheiro pro Brasil. Aí começou uma gargalhada e o chefe da equipe deu uma bronca em todo mundo. Fal assim: "Vocês estão achando graça? É, vocês estão achando graça?" Aí começou a descarregar lá a atenção dele falando assim: "Eu tô, eu tô ferrado que eu vou ter que agora explicar como é que a gente vai ter que pedir dinheiro.
Já estamos aqui no limite do orçamento." Mas aquele riso foi maravilhoso, foi terapêutico. Assim, eu vou ficar, vou chorar o leite derramado. Eu não vou chorar o leite derramado. A vida segue. Claro que a gente não vai ser irresponsável dizendo assim, [risadas] mas naquele momento foi a resposta, foi aquela resposta. Renata Pedrosa, ou Pedrosa, penso que existe o tempo até para sorrir, como dizia Salomão em Eclesiastes. Eclesiastes é perfeito, é maravilhoso. Tempo de rir, tempo de chorar, tempo de plantar ou semear, tempo de colher. Tempo de paz, tempo de guerra. guerra. Tem tempo para tudo, inclusive para rir. Mline. Pessoa amo esse papo.
Selma Queiroz 2018: “Estou tentando lembrar quando foi a última vez que sorri do fundo da minha alma.” #nastorrir. Não basta nada. A gente é um mix de sentimentos e ser humano significa experimentar todos esses sentimentos. Mas rir, e isso tá claramente comprovado por evidências científicas. faz um bem danado para tua saúde. Uma gargalhada por dia opera milagres do ponto de vista metabólico. Eu não tô exagerando. Então, permita-se, Selma, permita. Não é possível que não haja alguém, não haja uma comédia que você já assistiu, não haja um amigo ou um colega de trabalho que é mais engraçadinho que você. às vezes se reprime, diz: "Ah, não quero rir no trabalho." Veja em que medida ou as coisas não têm graça, ou talvez você não esteja se permitindo curtir os momentos engraçados.
Eu acho que isso pode ser um caminho pra gente [som indistinto] desopilar o fígado e fluir mais. paz_estrela_sol: “Diante de um planeta prestes a explodir, com a crise climática sem controle…” Vida. Ato de salvar vida. Eu não entendi a posição em relação ao riso aqui. Cristina Matias 21. Rir alivia a alma. Se estiver triste, coloque um filme de comédia. Dance. Faça o dia nublado, o sol. Faça do dia nublado sol. Eu quero lembrar aqui que o brasileiro ele tem uma singularidade que é o seguinte: a gente consegue fazer piada das desgraças e dos desastres, o que nem sempre é politicamente correto. E nós somos os reis dos memes.
Eh, alguém vai dizer: "O povo brasileiro é maleducado, é um povo infantil, mas sabe aquele lado quinta série que te redime? Eu vou confidenciar para vocês aqui porque eu tô saindo. Eh, aliás, esqueci de avisar. Vou avisar agora e no final. Segunda-feira estreia aquela série do Jornal Nacional que consumiu meses de trabalho, falando de temas absolutamente relevantes como terras raras, como construção de data center, como ponto de não retorno no Pantanal e na Amazônia, como adaptação à crise climática. Então, segunda-feira no Jornal Nacional, tá gente? Começa. E aí, muito tempo de ilha de edição, muito tempo. Eu tô falando horas e horas.
Quem tá na ilha de edição para aliviar o estresse, às vezes fala muita bobagem. Dá vontade de falar bobagem. Eh, e é falar besteira. Então é o lado que eu chamo de lado quinta série. Tem uma hora que você tá falando uma algo que você lembra do teu filho adolescente. Se você tiver filho adolescente. Tô falando que nem ele. E veja, não, não se policie, não se sabotee. Como disse o César e a Silvia no livro Cultive-se, não se sabote. Permita-se. Ah, Deus não gosta de piadinha sobre isso ou aquilo. Se as pessoas souberem que eu falei isso desse jeito, assim, eh, cada um sabe de si. Eu não me iludo em relação às minhas imperfeições.
Se eu ainda me permito ter um lado em situações extremas como essa, quinta série, para se divertir. Você vai criar um momento ali falando uma besteira. Por exemplo, vou vou abrir o jogo aqui. [som indistinto] Quem tava comigo na ilha de edição testemunhou isso. Só tinha duas cadeiras confortáveis e uma bancada de madeira lisa que virou meu assento. Então, as duas mulheres que estavam ocupando as cadeiras, naturalmente, eu não vou sentar no lugar delas, eu falei: "Não, fica aí coisa e tal". horas sentado naquela naquele imóvel de madeira lisa, castigaram o meu traseiro. E aí veio lá do quinta série, tipo piadinha infame. Será que o plano de saúde cobre é reconstituição do nosso fundilho?
É uma piada sem graça eu contar aqui, [risadas] fazia sentido. Vamos lá. Rafinha Teixeira Haro: “Rir não é o melhor remédio? Ou tem uma resiliência por trás?” Não, rir ajuda a gente a ser resiliente, é a minha opinião, mas é por aí. Marias e Israel, rir é sempre expressão da alegria do viver, não é mesmo, cara? R é simplesmente rir. A gente não tem que seria triste a gente pensar quando tá rindo, entendeu? Rir, penso eu, rir tem que ser um ato espontâneo, tem que ser uma coisa leve assim, de bate pronto. As crianças nos ensinam a rir. As crianças nos ensinam resiliência. Aprenda com as crianças. Como é que elas conseguem descobrir eh em momentos muito esquisitos, hostis? Elas brincam.
Elas brincam. Elas vão descobrir. Você leva uma criança porque não tem com quem deixar para um velório e diz assim: "Fica lá fora, filho, que eu tô aqui. Fica lá fora, espera o papai lá." Quando você sai, tá ela brincando no cemitério contra as crianças. Você vai recriminar, vai dizer: "Não brinca aqui porque é feio". é criança, tá descobrindo, tá lidando de forma lúdica com uma situação que ela não tá compreendendo, provavelmente na sua inteireza, e se tiver compreendendo alguma coisa, não tá achando que o que ela tá fazendo é ofensivo ou desrespeitoso. Sueli.cardeal: Rir é um ato de resistência, mesmo que seja um riso nervoso. Riso nervoso faz parte. Se for um riso, faz parte.
Melhor do que um choro nervoso, você não acha, né? lu.m.spatacama: “Não é de nervoso. Ser feliz é resistência.” Amo o Papo das 9. Enedina Silveira: “Resistência à vida. Adoro dar gargalhadas, faz bem pra alma.” É isso. Elô 51 Matias: “Sabedoria do querido PG que tento levar pra vida sempre.” Por ignorância, me desculpe, eu não sei o que é PG. Alguém sabe? Me dá uma Tem alguém aqui falando do riso irônico. Deixa eu ver se eu consigo… Não, não peguei o nome. O riso irônico. Ó lá, é o Sérgio, né? Existe riso irônico. É o riso irônico. A ironia. Olha como não é simples isso, tá? A ironia pode ser genial e ela pode ser determinar humor, ela pode, é uma ironia que traz um talento para fazer rir.
Agora, a ironia nem sempre é assim, né? O riso irônico nem sempre é uma expressão de humor, por mais contraditório que seja. Ah, PG é Paulo Gustavo. Pô, André, você abre falando Paulo Gustavo e não faz associação com PG. Obrigado. Então, a Elô falou: "Sabedoria do querido Paulo Gustavo que tento levar pra vida". Obrigado, Elô. Rafs2806: “Rir incomoda. Rir é enfrentar o medo de viver e ainda compartilhar amor.” Bonito isso. PFT: “Sim, porque as palavras do sábio em silêncio devem ser ouvidas”, disse o Senhor Jesus. Cláudia Barros 0302: “André, vamos de ‘Viver e não ter a vergonha de ser feliz’.” R é resistência, sim. Ô, que lembrança boa do Gonzaguinha. Viver. e não ter a vergonha de ser feliz.
E Gonzaguinha foi autor e compositor de músicas muito cabeça, muito politizadas. não tem cara de babaca E ele E ele se permitia escrever letras como essa, não ter a vergonha de ser feliz. É isso. Para passar a mão nela. É… A gente não… É… É, sim, rir funciona como combustível. Pode comentar. Já falamos aqui. O riso nos energiza ou nos descarrega naquilo que precisa sair. A gargalhada, por vezes, é exaustiva, né? Você tem uma crise de riso cansa. O teu metabolismo, você chora de ri, dói a barriga. Você tá lá no eh o corpo tá fazendo um movimento que consome energia, mas você sai dessa melhor do que entrou. Então a risada energiza, ela recarrega, ela retempera.
Eu acho isso um ato terapêutico, não é só um ato de resistência. Rir é um ato terapêutico também, né? Tem alguém perguntando se riso é igual a sorriso, se rir é como sorrir. Não, eu acho que eu posso sorrir sem achar graça, eh, sem tá ali, eu diria, numa extroversão da diversão, do humor. posso rir Eu posso tentar ser simpático com sorriso Não necessariamente tem humor embutido Cris Caetano da Silva Eu preciso abafar a tristeza com alegria Não há outra opção. Aí ela cita o autor Einar, do filme Meu Nome é Agneta. É uma É uma citação interessante. Regina Capela Silva lembra que rir é o melhor remédio, que é um ditado que faz todo sentido.
Renata Évora: Como sorrir em meio ao caos no qual o mundo se encontra? Não é desrespeitoso sorrir num mundo onde há desumanidades, desastres, tragédias. Porque os desastres, as tragédias ocorrem desde que o mundo é mundo. Sempre houve desumanidades, desastres e tragédia. Sempre, Renata, sempre. Então é o seguinte, por essa lógica a gente não pode rir nunca. Enquanto houver alguma coisa ruim ou mal resolvida no planeta, eu não posso rir. É uma escolha, mas acho que ela não favorece nem você, nem o mundo.
Porque nesse momento na Faixa de Gaza na Cisjordânia, nesse momento na Venezuela, eh, nesse momento no Irã, nesse momento é nas áreas bombardeadas na Ucrânia, na Rússia, onde há muita, muita dor, sofrimento, dor, tem gente rindo. E não é o riso eh do insano, né, da pessoa que perdeu a consciência. muito menos um riso desrespeitoso. É um riso como ato de resistência. É um riso que promove bem-estar, é um riso que promove [suspira] o alívio. Por isso que quanto mais difícil a situação, mais importante é a gente ter um momento que seja de descompressão, descompressão na alma. meu Deus.
Cláudia, minha mulher, estava contando dias Dias atrás a gente foi passear, andar, fomos longe, saímos daqui de Laranjeiras, fomos no aterro do Flamengo, voltamos pela praia de Botafogo. E ela lembrou um episódio ocorrido durante os anos de chumbo no Brasil, num presídio lá pros lados de Niterói. A gente estava na Baía de Guanabara, dava para avistar o presídio e falou assim: “Ó, essa história é real.” Ela lembrou. Tá documentado. Você tinha no presídio os presos políticos e você tinha no presídio os criminosos por corrupção naquele presídio. E aí tinha a hora do banho de sol, dava para jogar bola dentro do presídio ali.
Aí alguém propôs assim: "Vamos fazer o seguinte, um time é o de preso político, o outro time é de preso por corrupção. [risadas] Aí o povo que foi preso por corrupção não queria não. Não vou ficar nesse time não. Eu tô do lado de cá. Não, cara, mas você foi preso por corrupção. Você não. Então não deu certo de E o pessoal caiu na gargalhada no presídio. No presídio nos anos de chumbo. Cláudia Aguiar 311: “No mínimo, rir é um ato de resistência psíquica.” Muito bem lembrado. A gente tá falando do corpo, mas aqui mente s, corpo insano. A gente tá na conexão. stefania.almb: “A alegria não seria a melhor maneira de ser grata a Deus por tudo?” Ué, mas o riso não tem alegria?
A gente não se alegra no riso? Eu acho que o riso compreende o momento de essa descompressão nos faz alegres. O riso não é tristeza, o riso é alegria, né? Maria Lúcia Moura, gosto de ter um olhar bem humorado para as coisas, mas rir de tudo é desespero, diria Frejar. Gente, não dá para rir de tudo, não dá para chorar de tudo, não dá para comer todas as coisas gostosas que a gente eh saliva quando lembra que existe. Eh, quem gosta de fazer esporte não é para fazer exercício ou praticar esse esporte o tempo todo, assim, na boa, não é um lugar comum. Ninguém vai fazer o que gosta o tempo todo. Sexo o tempo todo não faz bem.
Eh, você pode dizer assim: "Adoro viajar, viajar o tempo todo, passar só". Poucos aguentam o tranco de passar uma vida inteira viajando, eh, de assim como se fosse um node. Tem uma hora que você tem que parar e dizer: "Cara, eu tenho que criar a raiz, tenho que encontrar os meus, o lugar que eu tenho a sensação do pertencimento." Então, assim, não é rir de tudo, certo? Assim, Edna, Edna Vieira Gonçalves, rir dos perrengues da vida pode não só pode como deve. Eu acabei de falar que é interessante quando a gente aprende a rir de si mesmo.
Sabe aquela pessoa que tropeça e cai na rua, em vez de ficar resmungando, xingando, se lamentando, fala: "Dá uma risada: "Meu Deus do céu, que que ridículo aquilo. [risadas] Caí de maduro. E a vida segue. A vida segue. Você reúne a família em casa, prepara um prato, o prato queimou no forno. Você pode chorar. Você pode servir pra gente. Fiz com maior carinho, mas acho que vocês não vão querer comer isso. E as pessoas vão rir. Vamos encomendar alguma coisa, tá tudo certo, a vida que segue. Ué, transformar limão em limonada, cara, isso é sabedoria.
E rir é uma um exercício espiritual, é um exercício de mental de saúde psíquica como foi dito Raquel Pancera diz com toda certeza rir é um ato de resistência Márcia Márcia Guim: “Rir tá difícil.” É, rir tá difícil, por isso que é precioso, né? Se fosse fácil rir, a gente não dava tanto valor. O momento do riso é um momento precioso, justamente porque não tá fácil. Não é forçar o riso, é estar aberto para experiência de achar graça. Jéssica M. Godoy com certeza ser o puro suco do deboche também. Deboche. Deboche como ironia, eu acho que tem o momento e o lugar certo.
E para isso ser entendido como algo salutar, tem que ter arte, porque não é qualquer ironia, como foi dito antes, ou qualquer deboche que a gente vai entender que vai na direção do que a gente tá falando. Olha, tem alguém lembrando o filme A Vida é Bela, daquele italiano que ganhou o Oscar, aquele humorista italiano que vai parar num campo de concentração dos alemães na Segunda Guerra Mundial e leva o filho pequenininho. E ele não quer que o filho entenda o que tá acontecendo ali, que é muita dor, muita é morte, é tortura. Então ele diz que tem um jogo ali, tem um jogo e é um jogo de esconde esconde. Então ele começa a brincar de esconde esconde, não é isso? O filme A vida é bela.
Carmen, Carmen Câmara. O filho passa por essa experiência sombria, terrível, até que os aliados cheguem ao campo de concentração e libertem os poucos sobreviventes. O pai do menino não sobreviveu. Ele tá lá se divertindo. Tá lá se diver porque o pai criou um game, um jogo durante o suplício da prisão num campo de concentração. Boaro, neuropsicopedagoga. Alagamentos e enchente no Rio Grande do Sul. Olha, essa é uma questão preocupante Como tantas outras que eu poderia nominar aqui rápido Quem é jornalista tem a obrigação de estar bem informado Pode ter certeza que eu conseguiria Sem pestanejar, relacionar pelo menos pelo menos 20 ou 30, sem gaguejar e sem repetir.
20 a 30 graves problemas, porque passamos nós no Brasil e no mundo. Mas isso não me impede que eu repita. É bonita, é bonita e é bonita viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a certeza de ser um eterno aprendiz. Ah, meu Deus, eu sei, eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita. É bonita, é bonita e é bonita. domingo Se Deus quiser


