Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Olá, bom dia. Bom dia. Bom dia. Meu dia começou cedo, mas eu tô aqui tão feliz de ter tanto verde compondo esse cenário do Papo das 9 de hoje. inverno a gente consegue ter uma, eu diria, definição da paisagem, né? Fica translúcida a paisagem. O sol do inverno, o céu do inverno, a luminosidade do inverno tem algo mágico. E eu tô tão assim feliz com o fato de poder compartilhar com vocês aqui a energia das cores da vegetação. Embora aqui você esteja vendo, isso aqui é nil de passarinho, né? Uma uma praga, né? Isso daqui vai car comendo. É uma é uma praga oportunista. erva-de-passarinho. Chama erva de passarinho.
Mas temos aqui uma frondosa centenária amendoeira que é uma espécie proibida no Rio de Janeiro. Mas essa veio antes, foi plantada antes, antes dessa proibição existir. Ela é majestosa numa rua arborizada. Olha a cor do céu, cara. Olha esse azul, gente, que ele tá vendo aqui, ó. Aqui tem uma fresta do azul. E aqui tem o nosso jardim do Senhor Jesus, né? Vocês sabem essa imagem de Jesus, eu já falei no papo das, é uma pintura mediúnica do movimento espírita de Camaçari na Bahia, quando anos atrás fui para lá fazer o lançamento do livro. Isso foi 2009. para 2010 por aí, já tem tempo. O lançamento do livro Espiritismo Ecologia foi engraçado porque teve o lançamento sem o livro.
O livro não chegou a tempo do lançamento por lá. Eu tô rindo agora que eu fiquei bem bem bem mexido com essa história. E antes da gente estar por lá fazendo esse trabalho, seria uma palestra, abrindo para pergunta, coisa e tal, aconteceu mesmo sem o livro. Eh, foi interessante porque antes do evento houve uma reunião dos trabalhadores da casa e uma pessoa dotada dessa mediunidade específica de conseguir interligar com alguém que tem o dom da pintura.
Então se pinta com as mãos no intervalo de alguns segundos e aí se fez uma celebração e a ideia era resumir numa pintura o espírito do trabalho que se desenrolaria em Camaçari a partir do livro Espiritismo Ecologia, que é um livro que fala de vida, da proteção da vida, da necessidade da gente cuidar bem da nossa casa planetária, que Lutuque tá reunido na obra. E a pintura que foi feita por Velázquez, pintor espanhol, foi essa, de Jesus. Ao final do encontro me deram a pintura. Eu falei: “Gente, eu estou com medo de amassar isso no avião.” Aquela coisa de ficar levando um canudo, né? Assim. E eu não queria levar enrolado porque isso poderia implicar em desgaste das tintas.
Generosamente, os amigos de Camaçari fizeram chegar ao Rio de Janeiro, com toda a proteção, a tela estendida, sem estar enroladinha. E está lá na parede, o Jardim do Senhor Jesus, onde as plantinhas estão ali ornando, ornamentando o mestre. Vamos então. Opa, quase que caiu aqui a pilha de livro. Vocês estão vendo aqui atrás? Tudo harmonioso, tudo bonito. aqui mais próximo de mim, aí já tem uma pequena bagunça. Sobre a pilha de livros, Minutos de Sabedoria. Aonde abriremos hoje?
Aonde os amigos invisíveis que a gente evoca pede a presença e inspiração para começarmos um dia já interligados aqui com uma ideia, um conceito que a gente possa fazer a partir da mensagem edific alguma digressão, alguma divagação inspiradora. Para onde vamos? Para onde vamos? Que eu seja aqui um instrumento adequado, um meio fiel, uma ferramenta aberta, sensível a essa inspiração, a esse propósito com a ajuda dos amigos espirituais. Então, vamos abrir aonde? Abrir aonde? Abrir aonde? Opa. Opa. Abre aqui. 12. Não aceite maus conselhos. Não se deixe sugestionar por palavras de desânimo. Sempre existe uma saída para qualquer problema, por mais complexo e difícil que nos pareça.
A força divina que rege os universos está dentro de nós. Ligue-se ao pensamento universal de bondade e amor e vencerá todos os obstáculos. A frase poderosa dessa mensagem é: "A força divina que rege os universos está dentro de nós." É algo que nós ainda não entendemos suficientemente, porque historicamente nas diversas culturas humanas que creem numa força superior, vamos chamar de Deus, a gente quando fala de Deus, a gente procura Deus fora. Não é assim com você? A gente procura Deus fora, isso vem, é um atavismo espiritual, isso atravessa os séculos. Para nós, aqueles de nós que somos reencarnacionistas, isso vem de longe. É uma coisa que vai se repetindo.
Então você fala de Deus, você olha pro alto assim, Deus, Deus, Deus. E o que Pastorino resume com muita elegância, diz o seguinte: "A força divina que rege os universos está dentro de nós, porque Deus, ele está em tudo e ele está na criação também. Nós estamos aqui dotados dessa centelha divina, que é a expressão que os espíritas gostam de usar. É muito poético, né? Essa centelha divina tá dentro de nós. Então, quando a gente fecha para balanço para fazer uma meditação, hoje eu consegui fazer uma meditaçãozinha de manhã na cadeira de balanço herdada dos meus avós maternos. essa cadeira deve ter no mínimo, sempre cadeira, uns 100 anos, cadeira de balanço de madeira de lei, veio parar aqui em casa quando minha mãezinha fez a passagem, estava na casa dela, veio para cá.
E eu E eu gosto de sentar na cadeira de balanço, pegar energia, madeira, trem, enfim, os objetos, né? Eles trazem a energia de quem impregnou o objeto dessa energia. Eu gosto de imaginar, em aproximadamente 100 anos — é viagem minha, mas é a minha viagem —, tá? dar licença. Eu gosto de me sentir como mais um tripulante dessa cadeira. Essa cadeira tem história e eu tô fazendo parte dela hoje. E aí eu começo a não querer atormentar minha mente com nenhum nenhuma palavra, nenhuma ideia. Eu eu fecho os olhos e vejo o que que vem e procuro sintonizar com a minha respiração e vendo o que vai dar.
Eu devo dizer para vocês que ali temos uma experiência, ainda que muito tímida, muito rudimentar, dessa força que habita dentro de nós, sem que você conduza o pensamento, sem que você se deixe levar por ideias que estejam ali orbitando. Quando você mergulha nesse vazio, né, quando você tenta promover um silêncio íntimo ali do meu ponto de vista, eu tô expressando apenas uma opinião, gente, querendo convencer ninguém de nada, pelo amor de Deus, mas eu acho que esse é um momento muito especial de preparo para fazer uma conexão. E o que tá sendo dito é: "Não aceite maus conselhos. Não se deixe sugestionar por palavras de desânimo.
Sempre existe uma saída para qualquer problema, por mais complexo e difícil que nos pareça. Aí temos outra informação relevante além dessa de Deus onipresente. Deus está dentro de nós. ao alto, nosso coração está em Deus tem uma parte da missa que fala disso nós Nós estamos no ano eleitoral, gente, e isso potencializa, inclusive com pagamento. Pagamento é um negócio para os provedores de conteúdo potencializarem a distribuição de mensagens, visando objetivos. eleitorais, nem sempre nobres. Por exemplo, em vez de você ser um proponente de ideias, apresentar propostas, você consumir tempo, energia e dinheiro espalhando fake news.
Ou seja, você vai depredar a reputação, né, a credibilidade do seu adversário. Isso tem consequências, tá? Aí eu tô falando do ponto de vista espiritual, não se passa pelo mundo fazendo coisas como essa impunemente. A lei eleitoral pode não te pegar, você pode parecer inocente aos olhos da sociedade, mas isso tem consequências. ludibriar a opinião pública a partir de uma estratégia de saturar as redes sociais. E as big techs também t responsabilidade com isso, porque ganham dinheiro monetizando a distribuição de fake news. Não tem nenhuma responsabilidade pelo conteúdo que está sendo ali pulverizado. dificultam e fazem um lobby danado para não haver leis mais rígidas de distribuição de conteúdos inverossímeis, conteúdos que não estão fundamentados ou respaldados na realidade e que resvalam no crime tipificado no Código Penal de calúnia e difamação.
São os tempos que a gente vive. Então eu tô fazendo a associação do que tá dizendo o Pastorino. Não aceite maus conselhos. Não se deixe sugestionar por palavras de desânimo. Sempre existe uma saída para qualquer problema, por mais complexo e difícil que nos pareça. Então, feliz daquele que consegue não ser porta-voz do caos, do apocalipse, do negacionismo, do derrotismo, que faz a promoção de um terrorismo verbal, tentando com isso amedrontar as pessoas e fazê-las com que, a partir do medo haja uma adesão a uma proposta que não foi muito bem colocada. você faz, na verdade, a construção de um cenário sombrio, por vezes, para tentar emplacar uma candidatura, né?
Isso não é só no Brasil, é no mundo. Eu acho que é do jogo quem está na condição de oposição em qualquer governo, em qualquer momento da história de um país democrático, que a oposição valorize o o copo, a metade vazia do copo. Isso é do jogo da política. Eu eu não tô problematizando isso. Eu acho apenas que quem está na condição de oposição, seja qual for a ideologia, a corrente política, além de ressaltar a metade vazia do copo, que é do jogo, a gente precisa ter oposição vigilante. O papel da oposição é esse, dizer o que ainda não funciona, o que ainda não dá certo, o que tá pendente, a oposição tem que fazer isso.
Agora, quando você de má-fé divulga conteúdos que são eh resvalam na fake news ou são fake news, quando você se esmera em depredar, como disse, a reputação, a biografia, a credibilidade de alguém, aí isso não é política. É isso que eu tô querendo dizer. Não dá para banalizar isso na política. Isso não é a boa política, né? Então, é perfeitamente possível, por exemplo, num debate eleitoral, e isso aconteceu nas eleições para o governo do estado de São Paulo, quando tivemos o Tarcísio de Freitas e o Fernando Haddad, debatendo e isso E isso foi exaltado à época, porque eles conseguiram se degladiar apenas no campo das ideias, evitando ataques pessoais.
Eles se cumprimentavam no início do debate, se cumprimentavam no final do debate. Deus queira que esse ano isso se repita. Por quê? Porque isso é uma lição de civilidade. Ganhar ou perder faz parte. E e a tua vida não tá em jogo ali. Ali você está na condição de candidato. Você se você aceitou essa missão. Você vai reunir argumentos que levem o eleitor a entender que você é o melhor e você vai tentar apontar os pontos fracos do seu oponente no campo das ideias, não no nível pessoal. No nível pessoal, do meu ponto de vista, isso é covardia. É como você ter uma uma luta, porque até na luta tem regra, não tem mais aquela história de vale-tudo.
Até o Ultimate Fighting tem regra, no boxe tem regra, no taekwondo tem regra, no jiu-jítsu tem regra, no judô tem regra, no karatê tem regra. Portanto, qualquer confronto tem regra. Tem regra. Quando você parte pra baixaria e quando você desrespeita o indivíduo, não tá denunciando o equívoco das ideias. Você não tá querendo apresentar a melhor forma de governar. Você está apenas e tão somente usando de recursos que são desleais e que extrapolam o regramento. Aí é covardia. É covardia do meu ponto de vista. Fiz aqui o compartilhamento apenas das ideias que me ocorreram ao abrir a mensagem número 12, que fala: "Não aceite maus conselhos. Não se deixe sugestionar por palavras de desânimo.
Foram as primeiras ideias da mensagem 12 e que eu trazendo pro momento atual me deu vontade de fazer a correlação com, deixa eu botar aqui, pronto. A correlação com o Brasil e com o ano eleitoral. Tá bom? Eh, deixa eu sugerir aqui um livro que eu acho importante. Vocês sabem que, aliás, eu tenho uma notícia importante. Eu vou destacar isso também na sexta-feira, vou destacar isso nas minhas redes sociais.
Tudo indica — o martelo vai ser batido amanhã ou sexta —, mas tudo vai na direção de que a série especial que justificou tantas viagens, tantas ausências aqui no Papo das 9, para gravar essa série especial que vai ao ar no Jornal Nacional, essa série vai ser exibida semana que vem, tá gente? Então eu conto com a audiência de vocês até para vocês criticarem, fazerem observações ou alguns comentários que possam ser eh em favor [risadas] do trabalho que a gente tá finalizando, tá? De Então, é, eu queria dizer isso. E aí andando pelo Brasil, por tudo que é canto, a gente constatou o que aparece nesse livro.
Uma coisa é você saber por imagem de satélite, por dados da Embrapa, qual é a quantidade de pastagens degradadas no Brasil. Ah, isso dá mais ou menos um estado de Minas Gerais, que é um estado gigante, com o solo degradado por pastagens degradadas, né? Aí tem um livro da Marina Rossi, que é jornalista. É um É um livro muito bom que eu aconselho vocês que queiram ter mais informações sobre o que é o Brasil, saindo da bolha e tendo a noção de que a informação nos traz melhores condições de entender que escolhas devemos fazer no dia a dia. Cerco. A Amazônia invadida pelo gado da colega Marina Rossi. Na capa aparece aqui. A maior floresta tropical do planeta está virando pasto.
Este livro, reportagem, mostra como o boi chegou ao seu prato e ao centro da destruição da Amazônia. Aqui, Aqui na orelha, trechos do que tá sendo dito apresentando o livro. O boi do desmatamento, com a expansão da monocultura da soja, aproxima a floresta do ponto de não retorno. Mas poucos querem falar sobre isso e enquanto fingem não ver a qualidade de vida das crianças, encolhe. Então, o livro mostra que cada quilo de carne na bandeja do supermercado parece limpo e asséptico, mas a história para chegar até lá é suja, muito suja. E essa história suja com frequência começa na Amazônia. Só em São Félix do Xingu, no Pará, dois milhões e meio.
São Félix do Xingu é o município do Pará, gigantesco município. Lá tem 2.500.000 1 bois que pastam naquilo que um dia foi uma floresta. bois para cada humano de São Félix do Xingu, é a proporção. E não E não é coincidência que as terras indígenas ao redor estão entre as mais desmatadas. Os arrotos da boiada que faz do Brasil o maior exportador de carne do planeta emitem metano. Isso explica porque São Paulo, com a maior frota de carros do país, está em 13º lugar entre os maiores emissores de gases que agravam o aquecimento global.
São Paulo, que tem a maior frota automobilística do país, jogando fumaça e aquecendo o planeta, tá em 13º lugar no ranking das cidades brasileiras que mais contribuem para aquecimento global. Quem lidera esse ranking? Altamira, São Félix do Xingu e Porto Velho. N por causa da pecuária, nunca foi tão urgente falar da pecuária num país em que o Congresso passa a boiada, não apenas por compaixão pela floresta e por seus povos, mas porque queremos viver e queremos que as crianças vivam. Ler esse livro é um excelente começo, diz aqui a Eliane Brum, a jornalista mais premiada do Brasil. Existe esse ranking? Eliane Brum, disparada, a jornalista que mais recebeu prêmios no Brasil e no exterior.
Eliane Brum tem esse compromisso com a questão ambiental. mora no Pará em Altamira decidiu ir para lá, ela não era de lá ela morava em São Paulo e Eliane Brum que está à frente de um grupo que resolveu criar a Sumauma, que é uma agência de notícias, vamos chamar assim, tem o site da Sumauma que eu recomendo, etc, que faz um trabalho de transformação de assuntos que estão ausentes da grande mídia mídia em pauta jornalística. Eliane Brum assina o prefácio, e meu amigo Cláudio Angelo, do Observatório do Clima, aqui na orelha, na quarta capa do livro, diz assim: “Uma grande reportagem sobre o caos fundiário da Amazônia, principal motor do desmatamento.
O cerco, a Amazônia invadida pelo gado." Vamos deixar claro aqui. O gado não tem nada a ver com isso. A gente não tá estigmatizando o boi, o boi em si. O boi sofre para burro, né? Os animais que são criados, engordados e abatidos não têm uma vida digna. Esse é um dilema jurídico, porque as leis brasileiras garantem o bem-estar animal e isso vem progredindo, mas ainda permitem certos protocolos de criação, transporte e abate animais, que são um pesadelo e permitem rodeio, vaquejada e outras tradições. que por serem tradições, os tribunais superiores acham que isso tem o direito de continuar acontecendo.
Então, a área da assim, não é simples arbitrar decisões no do ponto de vista jurídico quando você tem os interesses difusos. Os interesses difusos. Sabe? Então, mas eu tenho posicionamento nesse assunto, como eu procuro ter aonde eu me sinto confortável de manifestar publicamente. Eu sou contra rodeio, eu sou contra vaquejada, eu sou contra animais em circo. Teve deputado aí querendo ressuscitar isso no Mato Grosso, eh, pelo simples fato de que nós podemos fazer melhor em favor dos nossos [limpa a garganta] irmãozinhos do reino animal. A gente não é dependente, não. Ah, se não tiver rodeio, como é que eu fico? Ah, se não tiver vaquejada, como é que eu fico?
Ah, se não tiver animal em circo, como é que eu fico? Você vai ficar bem. E os animais vão ficar melhores ainda. [risadas] É disso que se trata, né? É disso que se trata. Mas eu não vou agora entrar nesse pormenor. Tô compartilhando com vocês opiniões. Você não precisa concordar comigo. Eu sempre gosto de dizer isso. Aqui a gente tem ideias e compartilha as ideias procurando fundamentá-las minimamente. É o papel que me cabe numa sociedade que não pode ser movimento de manada. Que a gente não reflita, que a gente não pense, que a gente não tenha alguma algum nível de informação sobre um assunto que não é trivial. Ele não é desimportante, é um assunto relevante.
O Brasil tem mais boi no pasto que brasileiro. Isso tem consequências. A Amazônia passou a ter rebanhos monumentais onde havia floresta. E essa é uma questão sobre a qual há consequências. Então a gente precisa estar antenado. Senão você passa pela vida meio como massa de manobra, né? Você fica meio teleguiado assim. fica leitor de mensagens de WhatsApp ou de rede social, que é o pior cenário do mundo. Aliás, depois eu falo disso, não posso esquecer. Posso esquecer, não vou esquecer, não. Preciso compartilhar com vocês uma nota triste, mas a vida segue, a gente precisa tocar a vida.
Eu publiquei isso no meu Instagram ontem: a mensagem do meu amigo, parceiro e irmão César Braga Said, pedagogo, diretor da Escola Espírita Joana de Ângelis, em relação a um episódio muito triste, que foi a invasão da escola lá em Japeri, na Baixada Fluminense, eh, duas vezes invadida a escola, duas vezes, de sábado para cá. E na invasão, que que aconteceu? Ah, não se identificou o invasor, mas ele arrombou a porta, ele levou o carrinho de mão e ele subtraiu a dispensa da escola, que obviamente está nesse momento em recesso de férias, mas os alimentos ficam no estoque. O ladrão levou muita coisa. Foi um prejuízo grande, dois dias de invasão.
Aí a escola que tem eh a sua despesa sempre eh ou nem sempre compatível com a receita, uma escola que vive de doações. Eh, essa escola teve que reservar recursos em caráter emergencial. Eu conversei com o César ontem para colocar câmeras de segurança, porque não é possível uma escola que vive de doações ficar a mercê de quem arromba a porta, abre a dispensa e leva comida do jeito que isso aconteceu de sábado para cá em duas oportunidades diferentes, tá? Então, a gente tá aqui primeiro para tocar a vida. Aconteceu. Aconteceu. E aí, que que a gente faz? Bom, a gente vai pedir ajuda.
É, para quem se sentir à vontade, muitos de vocês ajudaram em outras oportunidades, inclusive a Escola Espírita Joana de Ângelis. Mas, quem quiser, o César estima em cinco mil reais o prejuízo, contando com três mil e quinhentos reais do em câmera de segurança, juntando a porta arrombada e juntando a soma dos alimentos que foram subtraídos. Eh, houve, portanto, uma despesa extra que não tava prevista. A escola a duras penas tenta fechar no azul. Então, quem puder, eu estou procurando aqui, eu estou olhando para baixo, desculpa, não gosto de ficar falando olhando para baixo. Mas eu estou querendo pegar o PIX da Escola Espírita Joana de Anjos que sempre tá à mão e agora eu não tô encontrando.
Cadê o Pix? Deixa eu pegar aqui. Vocês dão licença? Me dão uma licencinha, que eu acho que deixei aqui escrito na mesa. Peraí, um momento. Estou chegando. Já, já tô aí. Não abandonei vocês. Só tô querendo checar uma informação, tá claro? OK. Vamos lá. Cadê o Pix? Onde está o Pix? Caramba! Quando a gente quer o Pix, o Pix não aparece. Sabe o que que eu acho? Eu acho que quando isso acontece, eu acho que quando isso acontece tem um sentido. Sabe qual é o sentido? Vai lá na página da instituição espírita Joana de Ângelis na no Instagram e dá uma olhada. Não vai na minha, não. Vai ver você ou na minha. Ah, minha página no a minha página eu coloquei lá. André, você também, hein?
Pagando mico ao vivo, hein, cara? Que coisa feia, pelo amor de Deus. Então, a gente vai fazer o quê? A gente vai lá na página do André, enquanto tem bateria aqui. Olha aí o Pix. Vamosora. 29.655.727/0001-99. Vou repetir: é o CNPJ da escola. 29.655 727/0001-99. Então, no mundo de provas e expiações, a gente sabe que quem faz o bem, quem faz a diferença, são 240 alunos em tempo integral, com professores remunerados, eh, refeições e lanches por conta da instituição. Quem faz esse trabalho no mundo de provas e expiações fica sujeito a esse tipo de coisa, porque por aí vai ter gatuno que rouba merenda de criança, como aconteceu na escola de sábado para cá.
Vai ter gatuno que rouba remédio de hospital, que rouba os utensílios de orfanatos, de asilos. A pessoa não quer nem saber. É, é dói o coração, né? Porque roubar já é algo muito moralmente condenável. Agora, dependendo de quem se rouba, o que é moralmente condenável pode se tornar ainda mais triste e dramático. Então, assim, Japeri é um dos municípios do estado do Rio de Janeiro com menor índice de desenvolvimento humano, IDH.
E Japeri é um lugar que precisa ter um projeto com esse escopo, porque a educação é que permite essa chance de você, com uma boa formação pleitear coisas melhores na vida, inclusive trabalho, inclusive melhores salários, inclusive melhoras melhores oportunidades no mercado. Então, uma coisa é você ficar distribuindo que isso não é desimportante, isso tem o seu valor. Distribuir comida, distribuir agasalho, distribuir Afeto Livros Sopão Tudo isso tem o seu valor O Brasil tem muita gente em estado de indigência Só de pessoas em situação de rua Como vimos na live com o padre Júlio Lancelotti São mais de 350 mil brasileiros brasileiros em situação de rua, que é uma situação de indigência.
Então, a campanha do agasalho tem valor? tem valor. A campanha eh da quentinha, do sopão, da refeição servida na rua tem valor. Tem valor eh o atendimento fraterno, que é o que nós espíritas costumamos chamar uma conversa, um abraço, tentar ajudar a pessoa a providenciar documentação, ajuda, ajuda. Tudo isso, só quem tá numa situação de indigência absoluta sabe o valor que tem isso. Agora, isso muda a pessoa. A pessoa deixa de ser pobre ou miserável ou de estar num estado de indigência porque isso acontece. Não. O que que muda a situação dessa pessoa na vida? o que que faz com que ela tenha alguma chance de elevar-se socialmente do ponto de vista das oportunidades e abraçando as oportunidades, galgar passos importantes na direção da sua redenção a partir do mérito próprio, a partir do próprio esforço.
Então, a escola tem esse fundamento, a escola tem essa função social. E é lamentável que em Japeri exist, E isso o César Said, no vídeo que gravou — o diretor da escola —, ele estava realmente indignado, porque falou: “A gente está aqui já quase 50 anos fazendo gratuitamente, com base em doações, um serviço que é do bem e que é reconhecido pela comunidade. Como é que isso vai acontecer? A partir de um membro provavelmente da comunidade, percebe? Porque não é possível que essa pessoa tenha vindo de tão longe para subtrair uma escola em Japeri.
Desculpem aqui a o tempo que esse assunto ocupou, mas é realmente quem conhece esse projeto sabe que ele invariavelmente tá sempre no limear entre receita com doação e despesa e invariavelmente fecha o ano no vermelho, ano passado fechou No vermelho 2025 não foi fácil Porque aí na virada do ano tem que pagar 13º de professor Tem Tem inflação dos alimentos, vem o o supern aí. E, acontecendo o que está previsto, haverá algum abalo no preço de alguns alimentos, porque, na agricultura, evento climático extremo tem impacto, tem perda de safra. Deus queira que não seja algo tão avassalador, mas isso poderá ter impacto sobre a inflação dos alimentos. Quem paga a conta mais salgada é o mais pobre.
Agora vai alimentar 240 crianças. todo dia com base em doação. Aí como é que você reage quando de sábado para cá duas invasões na escola para levar comida? E o César disse na gravação dele, quando bate alguém aqui na escola que a gente vê que tá numa situação difícil, que tá com fome, tá numa situação de fragilidade social, a gente acolhe, a gente chama para fazer uma refeição aqui dentro, a gente conversa. É uma escola espírita. O ensino é laico. O projeto pedagógico, ele não traz o componente doutrinário. Agora, a abordagem, ela tem esse fundamento que é o amor cristão, é a caridade ativa. É disso que estamos falando. Estamos falando de caridade ativo.
Portanto, Jesus foi crucificado entre dois ladrões. Então, por favor, se você se diz cristão, não defenda a tese do bandido bom ou é bandido morto. Se você é cristão, não defenda a tese da pena de morte. Não defenda a tese da tortura. Não defenda a tese da aplicação da violência contra quem comete isso. Eh, apenas precisamos responder à violência com as medidas possíveis. aplicação da justiça, reforço na segurança. E é isso que a escola teve que fazer um investimento extra de 3.500 reais para comprar 15 câmeras para você ter meios de se proteger de quem não respeita respeita uma obra social que já está lá há tanto tempo.
Então, última vez: Pix da instituição, 29.655.727/ ao contrário, 001 99. Escola espírita agradece. Vamos que vamos. Seguindo em frente. Olha que notícia interessante. Vou sair de novo aqui porque olha só meu tablet. Não dá para ver aqui a bateria? Acho que não, né? Tá dando reflexo. Eu vou ter que botar uma chupeta aqui, eh, fazer uma ligação direta. Só um minutinho. Segura a onda aí, que hoje o André está terrível. Nossa, ele está saindo toda hora de frente do vídeo para fazer alguma coisa. Eu estou com uma extensão aqui que vai lá na parede lá longe. Agora sim, eu tô seguro que tá carregando. Tá carregando, bichinho. E e simbora. Aonde eu vou? Ah, eu vou na notícia. Qual é a boa notícia?
A boa notícia para mim é boa notícia. Para mim é a resposta que precisa existir contra a banalização do uso das redes sociais em relação a crianças e adolescentes. A França é o primeiro país da União Europeia a proibir redes sociais para menores de 15 anos. Foi uma votação acachapante na Assembleia Nacional, que é o parlamento deles. 279 votos a favor e 81 contra. É É o primeiro país da União Europeia a fazer isso. O Reino Unido, né? A Inglaterra saiu da União Europeia. A Inglaterra aprovou, mas aprovou para entrar em vigor em 2027, ano que vem. A França não já determinou É, essa é a medida para já. O Reino Unido aprovou para menores de 16. Só entra em vigor, como eu disse, no início de 27.
A França aprovou para menores de 15. E aí temos o texto da lei francesa, incluiu a proibição de celulares no ensino médio, assim como já ocorre no ensino fundamental. Lembrando que, antes da França, antes da Inglaterra, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Então, temos aqui uma notícia que precisa ser compreendida na sua abrangência, tá gente? Está mais do que provada a mazela, ou as mazelas, causadas pela recorrência do tempo de tela todo santo dia por crianças e adolescentes: o prejuízo na aprendizagem, o prejuízo na memorização das lições e os riscos a sanidade mental.
São muitos os casos de psicopatologias, especialmente transtorno de ansiedade, especialmente depressão, de crianças e adolescentes que deixam de ser crianças e adolescentes, de se socializar. Esse é o período da vida. Vamos combinar que você tá mais recheado de oportunidade de fazer amigos. A interação social alcança no período da vida da maioria absoluta das pessoas, inclusive da minha. Eu quando era criança e eu quando era adolescente, eu tinha amigo assim, ó, amigo de ver todo dia, de conviver, de jogar bola, de ir a show, festa, de ih. A gente se reunia todo dia, ainda que não tivesse nada para fazer, o povo se reunia. Tinha até aquela brincadeira, né, que adolescente só anda em bando.
Adolescente só anda junta. Agora a gente tá tendo uma nova geração e isso é é obviamente resultado da popularização das redes sociais entre crianças e adolescentes que você deixou de ter interação social e isso tem impacto sobre o aprendizado de ser gente. Criança precisa aprender a ser gente em contato, em relação com os outros, no mundo real, não no mundo virtual. É disso que estamos falando. França, portanto, aprovou a proibição de crianças e adolescentes com menos de 15 anos fazerem uso no ensino básico, no ensino médio de rede social e fora da escola, obrigou as plataformas digitais a terem meios mais rígidos de aferição de quem tá ali naquela rede social.
E aqui vamos deixar muito claro, não adianta só lei, não adianta só se for à escola ter a norma da proibição. É muito importante que os pais, os pais ou responsáveis façam a parte que lhes cabe. Eu tenho amigos meus, amigos que já conversaram comigo dizendo: "André, é impossível. Lá em casa a gente não consegue segurar o rojão porque todo mundo tem na idade do meu filho, na idade da minha filha. Aí eu fico assim desconfortável dizendo: "Olha, para mim é chato ter que falar isso porque você que tá sentindo na pele essa situação. Agora pensa no que você tá fazendo, porque não dá para dizer que não tem o que. Você não pode dizer eu não tenho o que fazer. Sempre há algo que fazer.
Ainda que seja ler o livro. O Jonathan Haidt escreveu um livro maravilhoso sobre esse assunto, falando exatamente desse risco comprovado do tempo de tela para crianças e adolescentes. Porque quem semeia vento tempestade. Não há aqui loteria, não é uma coisa que acontece sem o amparo de observação, de constatação, de boas amostragens com muitas crianças e adolescentes vítimas de uma situação que tem deixa sequelas profundas, graves. É por isso que a Austrália proibiu, é por isso que o Reino Unido proibiu, é por isso que a França acaba de proibir. É por isso que o Brasil, há quase dois anos — tem quase dois anos já —, proibiu nas escolas o uso de celulares, salvo para uso didático. você usar o celular em sala de aula com um propósito que está vinculado a um projeto pedagógico.
Senão não é pro menino ou pra menina ficar lá passeando nas redes. Tem muitas coisas. Eu nem vou falar dos assuntos escabrosos que são adultos que manipulam crianças e adolescentes nas redes sociais, ameaçam de matar o pai, a mãe, coisa e tal, se não ficar nu ou nua, se não fazer nudes, se não torturar animais para eu ver, se não fizer o que eu tô mandando. É muito complicado a gente fechar os olhos ou fingir que não tá acontecendo. Tá acontecendo. Então, faça a sua parte. Se você é pai ou responsável, procure municiar seus filhos de alternativas interessantes. Não é só proibir, é dizer assim: "Não, vamos ler um livro, não, eu vou te deixar acessar a rede social 2 horas por dia em casa.
Eu não sei. Bota no mínimo um outro aplicativo no teu celular enquanto pai ou mãe para monitorar o que tá acontecendo no celular do teu filho ou da tua filha. alguma coisa. Não, não, não deixa isso correr frouxo, porque as consequências acontecem. E isso é o que tá dizendo quem se debruça sobre o assunto, quem conhece, quem está ligado à área da psiquiatria, da psicologia, quem realiza estudos ligados a instituições acadêmicas ou científicas, ou por governos que se interessam em fazer um mapeamento rigoroso, rastreamento dos problemas, os dados estão aí. Os dados estão aí. Desculpa veemência que tem gente que ouve por aqui, sai por aqui. Ah, agora é tarde.
Ah, não há o que fazer, senão meu filho, minha filha vai ficar contra mim. OK, você já recebeu informação. O que você vai fazer da informação é assunto teu. Não vou me meter nisso. Agora se liga na missão. Cada época traz para pais ou responsáveis algum desafio. Um dos maiores desafios do nosso tempo na área da educação é como educar os filhos para o uso da internet, o uso da inteligência artificial, o uso das redes sociais. Deixar correr frouxo é a pior das alternativas. É a pior das alternativas. Outra coisa, deixa eu falar aqui um pouquinho.
Eh, vocês devem tá acompanhando o que houve de domingo para cá com o final da Copa do Mundo, debates intensos e acalorados por vezes envolvendo a Argentina, tivemos a Espanha se consagrando campeã, vencedora da Copa do Mundo nos Estados Unidos. e tivemos algumas questões muito delicadas que foram foram debatidas nas redes sociais sobre o comportamento muito recorrente de torcedores da Argentina, não mascarando, não disfarçando um racismo, o que não quer dizer que não haja racismo, por exemplo, na Espanha, o que não quer dizer que não haja racismo no Brasil, porque esse debate às vezes ele ele vem com outras camadas assim que são bem-vindas, análises mais profundas, mas no universo do futebol tá muito claro para mim que essas manifestações são mais ostensivas e recorrentes por parte dos torcedores da Argentina e não é de hoje.
Eh, o que que também aconteceu e que traz uma reflexão sobre postura? Vou sair do racismo, já debatemos muito isso. Vocês devem ter visto o comportamento de alguns jogadores, isso também não é novo, mas precisa ser debatido, da catimba e principalmente da deslealdade de jogadores, não apenas da Argentina, mas com a seleção da Argentina. Infelizmente isso acontece muito frequentemente, que é, por exemplo, as agressões fora do lance na final da Copa do Mundo com todas aquelas câmeras, jogadores argentinos, destacaria aqui o Paredes, que foi absolutamente desleal com seus companheiros de profissão, que estavam vestindo a camisa da Espanha.
Inclusive, quando o juiz deu o apito final, ele partiu para cima de um de um outro jogador, agrediu outro jogador. Isso é desleal. O Messi, eu preciso falar isso porque senão vai dizer assim, tá pegando o pé da Argentina por causa do racismo. Racismo tem no Brasil. Não, a Argentina tem uma questão que eu acho que envolve reeducação. Vem o novo ciclo, sem o Messi, contra o técnico. Eu espero que a a seleção da Argentina entenda como pega mal você ter essa deslealdade com outros jogadores agredindo fora do lance, quando o juiz não tá vendo, dá uma cutucada, dá um soco, dá uma cotovelada. Eh, ou então o que fez o Messi. O Messi não precisa fazer isso.
O Messi já é alguém que tá na prateleheira de cima da história do futebol mundial. O Messi é alguém que não deve nada a ninguém. Ele é um talento. Como dizem, o Messi é de outro planeta. OK. Alguém com a biografia do Messi, se despedindo de Copa do Mundo, não deveria ter simulado — simulado, não —, tentado, e isso é desleal, cavar junto ao juiz o cartão vermelho para aquele lateral esquerdo que tem um nome curioso, Cucurella, Cucurella, que tem um cabelão. Quando o jogador da Argentina foi expulso naquele lance muito violento, ele recebeu, na verdade, o segundo amarelo e foi expulso, o lateral esquerdo da Espanha rapidamente fez assim para dizer que tinha ferido a boca. Que que fez o Messi?
Mess percebeu, falou assim: "Eu vou é dizer que ele tapou a boca e falou alguma coisa para mim que nessa Copa é punido com cartão vermelho esse tipo de atitude. ao Vini Junior que na Espanha incitou uma luta contra o racismo e foi ofendido em campo no campeonato espanhol, ele pelo Real Madrid e um argentino jogando por outro time xingou com xingamento racista o Vini Júnior e outros jogadores em campo ouviram e testemunharam em favor do Vini Júnior do Vini Júnior. Ele tapou a boca para falar um palavrão racista. Esse jogador argentino foi condenado, uma condenação leve, uma pena leve, dois jogos de suspensão, alguma coisa assim. E a FIFA adotou esse protocolo.
Se na Copa do Mundo você fizer isso e falar qualquer coisa, você é expulso. Pois bem, o Messi vendo que o cara falou: "Olha, ele feriu a boca". Ah, ele tapou a boca, seu juiz. Aí começou a inflar os outros jogadores da Argentina a pedir expulsão. É feio isso. Isso é feio. Na boa, a Argentina não precisa disso. A Argentina tem muito futebol, muito talento e principalmente muitos argentinos éticos. A maioria dos argentinos, penso eu, não compactua com isso, não acha isso bom de ver. Esse é um um ranço da competição.
Quem [som indistinto] joga futebol aprendeu a fazer catimba, aprendeu a jogar com deslealdade, se for o caso, e aprendeu a tentar manipular o jogo com fatores que ah afrontam a boa prática desse esporte bretão. resultado. É isso que eu queria, eu queria chegar aí. Deixa preconceitos e idiossincrasias de lado e reporte apenas os fatos. Os fatos vão na direção de uma maior, e isso foi interessante de observar, penso eu, uma maior intolerância de outras nações, torcedores de outros países. É a minha opinião. Eu tô observando isso como saldo da Copa dos Estados Unidos. uma maior, eu diria, um sentido maior de não aceitação, nem da catimba, nem da deslealdade, muito menos de manifestações ofensivas no campo do racismo.
E isso é bom. Então, Deus queira que os argentinos em 2030, na Copa de Portugal, Espanha e Marrocos, possam jogar limpo, porque eles não precisam jogar sujo, que eles jogam muita bola, muita bola. Argentina é uma escola de futebol, cara. Eles não precisam da catimba, eles não precisam da deslealdade e principalmente desse ato tão incorporado na cultura de alguns argentinos que são muito ofensivos quando fazem a pantomima, a coreografia de macaco, apontando para quem é de outra cor que não a cor branca, como se eles não fossem sul-americanos, como se eles não fossem latino-americanos, entende? A Emília tá lembrando aqui outro gesto muito desleal.
Os argentinos na cerimônia de entrega da Copa do Mundo para os jogadores da Espanha, viraram de costas para ficar de frente paraa arquibancada, onde tava a torcida da Argentina. Assim, eh, você numa final de Copa do Mundo fazer isso, você tá literalmente dando uma banana para esportividade. O jogo acabou, tem um vitorioso, o próprio técnico da Argentina reconheceu, Messi também, que a Espanha foi melhor, mereceu o título, vai ficar de costas na cerimônia de premiação. A modo de quê? Como diria minha avó, a modo de quê?
É mais um exemplo, eu diria, me perdoem a expressão, incivilidade no esporte de uma escola muito importante referencial de futebol no planeta, que é o futebol argentino, gente. É o futebol argentino. Então, a gente precisa ter esse… Estou até lembrando aqui: quando o goleiro da Espanha recebeu o prêmio de melhor goleiro, muita gente lembrou quando o goleiro da Argentina, dessa Copa, na Copa anterior, no Catar, recebeu o mesmo título. Ele botou no órgão genital o troféu, como se o troféu fosse uma um órgão genital potencializado, digamos assim, no meio da cerimônia. Foi uma coisa assim, eu diria, igualmente surpreendente para o mal, né?
Você tem que ter um uma liturgia, tem um jeito de você dizer: "Opa, né?" E para terminar aqui também falando de modos, nós temos um octogenário chamado Donald Trump, que não se emendou e quis aparecer na foto. No momento em que se ergue o troféu, os torcedores vibram, os jogadores esfusiantes se unem ali. Triunfo. Quem queria aparecer na foto? Donald Trump. Que que a FIFA fez? Que que a Federação Espanhola fez e foi o máximo? Tirou o Trump da foto na marra. O Trump ficou no cantinho. Rodri, que é o capitão, ficou esperando ele sair. “Vai sair, não? E aí, vai ficar aí?” O Trump ficou meio à margem, mas aparece. A foto pega todo mundo que estava no palco.
O Trump está aqui na foto oficial da FIFA e da Federação Espanhola. Trump, catapultaram o Trump. O Trump não existe nessa foto, graças a Deus, ele não entra para a história como alguém que tentou pegar carona na foto dos outros. Agora, é um papel que um presidente dos Estados Unidos deveria se prestar? prestar. Você entende o que eu digo? Cadê a civilidade? Cadê a boa educação? Cadê a noção de que você não tem o que fazer ali, cara? Não tem o que fazer ali mesmo. Enfim, vida que segue. Desabafei, falei o que eu você fica perplexo, você fala assim: "Não acredito que ele vai fazer isso." Fez. Não acredito que ele tá fez. Então, como diria Paulo, o apóstolo, tudo posso, mas nem tudo me convém.
Dito isso, parabéns à Espanha. Nunca numa final da Copa uma seleção não conseguiu endereçar um chute a gol. Foi o que aconteceu com a Argentina. Mérito da Espanha, realmente mérito. E eles são anfitriões na Copa de 2030. Já viu, né? Já viu que nos espera, [risadas] gente? Ótima quarta-feira até sexta, se Deus quiser. Vamos em frente com força, coragem e fé. Valeu,

