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Qual o tempo de vida em cada encarnação? | Papo das 9 #1056

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Olá, pessoal, muito bom dia. Tá começando mais um Papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafofo em Laranjeiras, num dia particularmente bonito de inverno no Rio de Janeiro. Sol forte, calor, céu azul. E vamos abordar um tema que me pareceu interessante, embora por mim, naturalmente, eu só me planejei para abordar esse assunto mais à frente por ocasião do setembro amarelo, né? setembro, o mês da valorização da vida e da prevenção do suicídio. Entretanto, nós tivemos eh esta semana uma notícia que inspirou no Papo das 9 de quarta ou de sexta-feira, anteontem, uma abordagem nossa aqui sobre a decisão do parlamento francês de aprovar eh o suicídio assistido. Eu vou explicar o que é isso.

Não é a mesma coisa que eutanásia. E é interessante que isso esteja acontecendo na França, terra de Allan Kardec, do professor Hippolyte Léon Denizard Rivail. O Espiritismo no século XIX emprestou fundamentos à tese de que seja o suicídio, seja a eutanásia, eh nós deveríamos entender a vida como algo que pudesse justificar um maior cuidado, uma maior cautela, uma maior atenção para não nos deslumbrarmos com a ideia de que quando a vida não tiver legal, quando a minha saúde não tiver boa, quando eu tiver passando por um momento muito difícil, eu aciono mecanismos que cessem a vida física nesse plano, né? Eh, obviamente não é só a Doutrina dos Espíritos.

As principais correntes religiosas do mundo, as principais filosofias espiritualistas convergem na direção de que não seria algo eh positivo do ponto de vista da sua jornada espiritual. Eu não vou agora me deter nesse assunto. A razão dessa live é: existe um tempo pré-determinado de vida na Terra para quem é espiritualista. Ser espiritualista significa acreditar na vida após a morte e numa força superior. Esse tempo de vida na Terra já foi predeterminado, né? E o que significa a gente driblar ou realizar movimentos que vão numa direção contrária ao que eventualmente foi estabelecido antes. Então vamos lá. Aonde a gente, por onde começamos?

Então, eu queria começar deixando muito claro que esse é um assunto extremamente delicado e complexo que foge totalmente a qualquer [som indistinto] generalização, né? com todo mundo é igual, com todo mundo é do mesmo jeito. E isso é algo que sabota o que no caso a Doutrina dos Espíritos tem de mais valioso, que é uma visão sistêmica com um elevado grau de complexidade para tentar pormenorizar e detalhar uma visão do que seria o sentido da vida da gente medido pelo tempo de existência nesse plano. Então, vamos tentar aqui por camadas eh decifrar ou ah meditar aqui juntos sobre alguns princípios caros ao espiritismo.

Primeiro, eh, do nosso ponto de vista, e você não precisa concordar, eu vou tentar resumir aqui de uma forma bastante eh objetiva e sintética. espíritas são reencarnacionistas e são cristãos. Para nós, portanto, a vida antecede a experiência pela Terra e sucede. Estamos aqui de passagem, já trilhamos algumas experiências reencarnatórias antes. Estamos encetando nossa jornada evolutiva sem prejuízo de uma identidade espiritual, que é a mesma. Mas cada encarnação enseja uma persona distinta.

E isso tem o propósito de enriquecer nosso conhecimento, nossa experiência, como a gente lida com as nossas limitações e imperfeições, como a gente, enquanto homem numa encarnação com uma inclinação machista, experimenta a vida enquanto mulher, como a gente enquanto pertencente a uma determinada cultura que é xenófoba. Nós somos os melhores, os outros são inferiores, os outros são nossos inimigos. Como é que a gente se vê de repente na pele de alguém que pertence a uma outra cultura dita inferior que na verdade tem a sua riqueza, tem o seu valor?

Então, nós somos, em certa medida, essa é uma visão espírita da reencarnação, instigados a vivenciar diferentes personas em diferentes lugares, sujeitos a diferentes culturas, com maior ou menor saúde naquela vida, com maior ou menor eh estoque de recursos materiais, eu sou rico, eu sou pobre, eu vou me virando. as habilidades específicas de cada encarnação. Tudo isso constitui, portanto, um projeto, essa é uma palavra boa, né, de Deus para nós. A vida não seria obra do acaso. A vida tem um propósito. A nossa passagem pelo planeta guarda um significado que nos escapa em boa parte dos casos. Muitos de nós não t interesse ou não tá sintonizado com essa abordagem.

Portanto, você pode colocar isso como uma questão de fé, não tem problema nenhum. Cada um acredita no que quiser. Eu tô compartilhando aqui uma visão, eu diria, em certa medida, sim, mística, religiosa e transcendental. Tá bom? Então, vamos lá. Eh, e o tempo de vida por aqui para nós espíritas, há uma um planejamento prévio que determina o estoque de fluido vital que animará o corpo plugado no espírito imortal. Há uma acoplagem. Encarnação é isso. É o espírito imortal acoplado ainda na gestação ao corpúsculo de um feto. Ao longo da gestação, essa, eu diria, adesão, essa acoplagem vai progredindo. O espírito imortal lenta e progressivamente vai perdendo os sentidos.

E há, por ocasião do renascimento num outro corpo de carne, a chance de recomeçar. Ele invariavelmente, não é uma regra absoluta, nada é, não vou generalizar nada, não tem a memória das vidas passadas, mas ele tem eh as ideias inatas, ele traz a bagagem das vidas passadas eh a partir de certas inclinações, certas aptidões, certas formas de perceber as coisas. Isso já vem, isso já tá na bagagem. E a ideia da reencarnação justamente é poder, através do processo da educação, começando pela família, escola, eventualmente universidade, você ter a chance de burilar conhecimento, sabedoria e realizar as escolhas certas. Então, vamos lá. tempo de vida na Terra.

Esse estoque de fluido vital, ele é predeterminado. Ah, o André vai viver x anos, tá? Eu não sei quanto tempo eu vou viver nessa encarnação, mas a minha crença é de que sim, há um estoque de fluido vital que lá atrás, antes da minha reencarnação, foi determinado. E daí eu vou viver exatamente aquele tempo. Não, não é um determinismo eh que não permite ajustes. E aí entra um conjunto de variáveis. A primeira delas é como se dá a autogestão. A autogestão, porque tudo na matéria se desgasta. Há uma entropia, é um maquinário orgânico sofisticado que tem prazo de validade.

Por mais saudável que uma pessoa seja que cuida da alimentação, que faz exercícios, que cuida da cabeça e tá lá tocando a vida, há um desgaste das peças, o envelhecimento é um processo inexorável da natureza. haverá em algum momento o colapso orgânico de forma súbita ou lenta e progressivamente. Essas engrenagens vão deixando de funcionar de maneira adequada. É uma explicação possível. Eu tô dando aqui a síntese do que eu julgo ter entendido da doutrina espírita. Então, o envelhecimento é um processo inexorável. Não, você não consegue burlar isso, reverter isso. Há quem tente. Tem segmentos da ciência que tentam assim: "Não, eu quero a vida eterna na Terra, eu quero viver séculos".

Bom, eh, o fato é que tudo na matéria se desgasta. Tudo da matéria vai se [som indistinto] eh desgastando até o momento do colapso. Bom, aí você tem um estoque de fluido vital que foi predeterminado. Se eu cuido bem da carcaça, se eu cuido bem da cabeça, se eu faço o dever de casa, do ponto de vista da promoção da minha saúde, esse tempo pode ser estendido. em certa medida, eu posso ter eh, eu diria, a chance de conjugar o autocuidado com outro fator que na doutrina espírita está colocado, que é dependendo do trabalho que você realiza, dependendo do momento em que você realiza esse trabalho, dependendo do alcance, eu não tô falando de número de pessoas, eu tô falando no seu círculo da importância do que você tá fazendo naquele grupo.

Pode haver uma moratória, uma extensão do prazo, uma prorrogação do tempo de vida na Terra em que pese o planejamento ter sido outro. Ah, ele planejou viver 100 anos, pô. mas ele chegou aos 100 anos numa condição eh de trabalho de contribuir apesar de um século pesar na carcaça para algo que beneficia terceiros, algo que gera impactos positivos que dentro das circunstâncias daquele capítulo da vida do espírito imortal são tão valorizados pelo plano espiritual que há O ensejo é o que nós acreditamos de você prorrogar. Eu vou dar um exemplo aqui que é muito debatido entre espíritas.

Francisco Cândido Xavier, o grande médium, teria sido um caso de vida na Terra estendida por conta do reconhecimento de um trabalho que, no entender da de quem estava, digamos, à frente desse projeto envolvendo o Chico Xavier, deveria ser prorrogado. Há também na literatura espírita relatos, e aí vai numa outra direção, de um estoque de fluido vital previsto para aquela criatura, para que ela vivesse X anos de vida na Terra.

Entretanto, essa criatura que já encontrava-se do ponto de de vista ético e moral numa situação de profundo endividamento perante si própria, de comprometimento do seu destino, que por vezes há situações em que eh o retorno à pátria espiritual pode ser precipitado para cessar a o cometimento de erros em série que vão agravando uma situação já deplorável do ponto de vista ético e moral daquela pessoa. Então, é interessante, no livro Memórias de um Suicida, Ivone Pereira reporta algo curioso, que é esse estoque de fluido vital, portanto é a pilha alcalina que faz a gente estar aqui conectado nesse plano, nessa carcaça, nessa vida.

Quando uma pessoa, pelo livre arbítrio, decide invariavelmente numa situação de perturbação, né, de profundo sofrimento, não apenas, mas principalmente nessas circunstâncias, é o que está por trás da ideação suicida, né? mesmo as pessoas que agem de forma fria e calculista vivem um conflito. Não é não é não é algo trivial, não é algo simples determinar o colapso orgânico por livre espontânea vontade.

Bom, Dona Ivone Pereira, no livro Memórias do Suicida, reporta que quando você então, entre aspas, rasga o contrato e precipita o retorno à pátria espiritual, Esse esse tempo residual que tava previsto de estoque de fluido vital para permanecer naquele tempo, eh, neste plano, ele Ele não desaparece. Ele não desaparece. E ele vai determinar um desconforto no espírito imortal que na condição de encarnado precipitou o retorno à pátria espiritual pelo suicídio. A sensação, porque o fluido vital anima o corpo acoplado ao espírito, comete-se o suicídio. Essa desacoplagem não se dá de forma imediata. E o estoque de fluido vital residual, vamos chamar assim, continua determinando, segundo Yvonne A.

Pereira, as sensações de um corpo que já não tem vida e que tem pelas leis da vida outra condição, vai se transformando em outra coisa. E essa sensação, obviamente não é nada boa, nada prazerosa. Isso não é castigo de Deus, isso não é, Isso é a natureza. Quando você coloca o dedo numa vela acesa, uma criança que fica entretida com a chama da vela e ela, curiosamente, é interessante como as crianças repetem esse, tem esse comportamento. Você fica curioso com a chama e vai colocando o dedinho, vai se queimar. Aí você vai dizer: "Viu Deus castigou você".

Não, o encontro de uma estrutura de carbono irrigada de nervos, que é um dedo, num elemento da natureza que pode destruir estruturas de carbono, como o nosso dedo, o encontro gera dor. A dor é a resposta ao encontro de um dedo humano com o fogo. Não é castigo. É só para pontuar algo que eu acho importante aqui. Então vamos lá. Então, estamos falando do estoque de fluido vital que vai determinar um projeto. O projeto não necessariamente será cumprido ipsis litteris, como foi concebido. Existem aí uma margem de manobra. É isso que eu tô falando.

Eh, a gente também usa, nós espíritas entendemos que há uma forma de você também encurtar a passagem pela Terra, não apenas pelo suicídio, que é o emprego de algum método violento que cessa a vida na Terra, mas existe algo que a gente chama de suicídio indireto, tá no livro Viver é a Melhor Opção. página 166, eu escrevi o seguinte O Espiritismo nos alerta para o risco de podermos ser suicidas inconscientes ou indiretos Isso Isso acontece quando realizamos ações que minam as funções vitais do nosso corpo físico, antecipando precocemente o nosso retorno à pátria espiritual.

Aí eu faço aqui menção ao livro O céu e o inferno, em que Allan Kardec diz o seguinte, abre aspas, o suicídio não consiste somente no ato voluntário que produz a morte instantânea, mas em tudo quanto se faça conscientemente para apressar a extinção das forças vitais. Fecha aspas. Que que significa isso? Hábitos e comportamentos que depredam a vida orgânica, que sabotam saúde. Então, por exemplo, o tabagismo reconhecidamente não favorece o bom funcionamento do do corpo, não é só do sistema respiratório, né? Eh, quando a gente fala das drogas ilícitas, né? Então, a gente tá falando aqui de qualquer dependência química relacionada a qualquer substância que vai depredando o seu sistema nervoso.

Isso não favorece longevidade, não favorece saúde. E há um princípio cumulativo que vai depredando as melhores condições de saúde física e ou saúde mental. Os excessos de alimentação. Isso é muito interessante porque a pessoa não é, ela não se considera suicida, pelo contrário, ela ela deve adorar viver assim: "Eu sou um bom vivã, eu quero viver o máximo, eu quero curtir demais a vida, eu adoro a vida". Só que ela pode descuidar-se em aspectos que sabotam e depredam a própria existência. Então o a gula, a gula é um dos pecados capitais, né? É interessante isso.

O excesso de alimentação gera desequilíbrio, desequilíbrios orgânicos importantes que podem apressar a entropia, o desgaste dessas engrenagens orgânicas que sustentam a vida. Então veja, tá muito próximo de nós assim o risco, entre aspas, de por invigilância, digamos assim, não prestarmos atenção naquilo que favorece a saúde, o equilíbrio da mente, do corpo, pra gente seguir adiante ou a maneira como nós vamos depredando a máquina orgânica. Ah, André, mas a vida não tem um tempo já estabelecido pelo plano superior, o tempo de vida na Terra já não tá definido. É um projeto. [risadas] A execução do projeto implica em circunstâncias e variáveis que nos alcançam e no livre arbítrio, as escolhas que a gente faz, né?

Por exemplo, algo que no Brasil, eu já falei isso muito aqui no Papo das 9, não é lembrado com a devida recorrência. O alcoolismo. Quer dizer, a gente tem milhões de pessoas que não se encontram saudáveis pelo hábito de ingerir álcool, diversas bebidas alcoólicas que são fáceis de adquirir e comprar. Mesmo na condição de menor de idade, quando a lei proíbe que crianças e adolescentes comprem bebida alcoólica. Isso não é um problema no Brasil. Eh, nós temos a banalização do uso do álcool de uma maneira que precipita riscos e isso tem consequências e isso tem efeitos, né?

Então, nós É interessante Mesmo a pessoa, eu estou me lembrando agora do rapaz que semanas atrás Era um fisiculturista, ele malhava Participava participava de eh competições em que essa massa corporal musculosa, bem torneada, era julgada pelos, né, árbitros da competição. E ele fazia uso de substâncias, que isso no Brasil também se transformou num baita problema que, não obstante fazerem inchar os músculos, tem consequências metabólicas terríveis. Então, veja, a pessoa não tá pensando em se matar, ela não tá ali dizendo: "Eu não quero mais viver". Ocorre que nós somos os administradores de nós mesmos. Nós somos os gestores das nossas próprias vidas.

E isso implica numa série de cuidados que, uma vez tomados de vão determinar uma passagem pela Terra com melhores condições de navegabilidade, sem precipitar o risco do retorno precoce à pátria espiritual. E eu cito como exemplo um personagem conhecido para quem já leu o livro bestseller, Nosso Lar. foram ver Nosso Lar é do personagem André Luiz que é pseudônimo de um médico portanto alguém que existiu na primeira metade do século passado na cidade do Rio de Janeiro de onde eu onde eu falo com vocês.

E eu vou resumir aqui um trecho de Nosso Lar, eh, que diz o seguinte: "Mesmo na condição de médico, ele se descuidou em relação aos males do tabagismo, ao adotar um estilo de vida desregrado e boêmio, e na recorrência com que perdia o autodomínio para dar vazão a explosões de cólera". percebeu-se em situação aflitiva. E no plano espiritual, entidades igualmente desequilibradas o chamavam de suicida. E ele não entendia porque que chamavam ele de suicida. É interessante. Ele não tinha consciência de que ele foi o responsável pelo desencarne precoce de si próprio. E aí, pelo tempo da Terra, 8 anos depois do desencarne, isso não é que vá acontecer com todo mundo. A generalização é terrível.

Aí tem gente que diz assim: "Ih, então quem fuma vai passar 8 anos no umbral". Ih, quem tem vida boêmia vai ter uma temporada nefasta. Gente, por favor, é muito complicado. Nós vamos, por preguiça de estudar, replicando a situação específica de alguns personagens da literatura espírita, dizendo: "Se aconteceu com ele, vai acontecer com todo mundo, vai acontecer igual". é nada disso isso é André Luiz, pseudônimo desse médico tem as circunstâncias kármicas dele e tem várias situações que eventualmente nem foram mencionadas na obra psicografada por Chico Xavier, que conspiraram em favor da da experiência post mortem do corpo no plano espiritual. Então, vamos lá. quando eh já eu diria consciente de sua situação, resgatado eh nesse ambiente aonde espíritos que traziam culpa, remorso, essa consciência pesada transitavam, André Luiz foi levado para um posto médico no plano espiritual, onde ouviu de Henrique de Luna, do Serviço de Assistência Médica de Nosso Lar. do corpo somático possuem incalculáveis reservas, segundo os desígnios do Senhor O meu amigo, no entanto, falando para André Luiz Eludiu excelentes oportunidades, desperdiçando preciosos patrimônios da existência física A longa tarefa que lhe foi confiada pelos maiores da espiritualidade superior Foi reduzida a meras tentativas de trabalho que não se consumou.

Todo Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontestável. Então, vejam o emprego da palavra suicídio num contexto que nós normalmente não utilizamos e a importância da autogestão para que tenhamos de fato melhores recursos de navegabilidade nesse plano. Deixa eu pegar aqui. Ui, isso aqui é o meu roteirinho para hoje. Parte das coisas eu planejo, parte das coisas que eu falo não planejo. O que é um exemplo do que eu tô querendo dizer sobre tempo de vida na Terra? Tem um projeto, tá aqui meu projeto do Papo das Nove.

Você vai perguntar: ‘André, você tá seguindo à risca o projeto?’ Eu vou dizer: ‘Definitivamente não.’ [risadas] A vida é assim. Você tem um projeto e você vai seguir esse projeto de acordo com o momento, com a conveniência, com as circunstâncias, com as inspirações. Isso pode ser para o bem ou para o mal seu. E o tempo de vida na Terra sofre exatamente os efeitos ou as consequências das escolhas soberanas que você com o seu livre arbítrio haverá de tomar. Então vamos lá. Tempo de vida na Terra. Aí a gente vai entrar numa parte que é extremamente complexa, demanda tempo e disponibilidade paraa gente estudar e compreender.

Vamos lá As perguntas Tem uma sequência no livro dos espíritos No capítulo 10 da lei de liberdade Questão Questão 851, fatalidade. A pergunta endereçada ao plano superior foi: haverá fatalidade nos acontecimentos da vida? conforme ao sentido que se dá a esse vocábulo? Quer dizer, todos os acontecimentos são predeterminados? E neste caso, o que vem a ser do livre arbítrio? Essa é uma pergunta chave, porque nós vamos ter aqui a chance de compreender o que é predeterminado, o que que a gente coloca na conta do destino e o que diz respeito ao meu papel inserido na existência, plugado na vida física, aonde eu tenho margem de manobra a partir das escolhas que eu faço. Esse é um ponto capital, né?

Um ponto capital. Eu já vou aqui abreviar a minha compreensão do que está dito, porque Kardec é muito sofisticado, muito cuidadoso no emprego das palavras endereçadas das questões do plano espiritual e a resposta da espiritualidade é igualmente cuidadosa, muito bem elaborada, mas eu diria que a vida é um mix de destino e livre arbítrio. Eu já vou dar spoiler aqui da minha compreensão. Nós participamos do futuro. O futuro ele tá desenhado, previsto, pré-estabelecido. A gente precisa ter muito cuidado no exame dessa questão, porque cada caso tem a sua singularidade, mas em todos os casos o livre arbítrio participa diretamente do desenrolar das questões. Então vamos lá. Resposta.

A fatalidade existe unicamente pela escolha que o espírito fez ao encarnar desta ou daquela prova para sofrer. Escolhendo-a, instituiu para si uma espécie de destino que é a consequência mesma da posição em que vem a achar-se colocado. provas físicas, pois pelo que toca as provas morais e as tentações, o espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou Ao vê-lo fraquejar, um bom espírito pode vir a seu auxílio, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar-lhe a vontade. Um Um espírito mau, isto é, inferior, mostrando-lhe, exagerando aos seus olhos um perigo físico, o poderá abalar e amedrontar.

Nem por isso, entretanto, a vontade do espírito encarnado deixa de se conservar livre de quaisquer peias. Interessante como a resposta à pergunta sobre fatalidade levou essa espiritualidade superior a lembrar de como nós determinamos o nosso destino. Nós desenhamos no horizonte o que virá a acontecer. Isso é muito, muito interessante. Eh, Questão 853. Algumas pessoas só escapam de um perigo mortal para cair em outro. Parece que não podiam escapar da morte. Não há nisso fatalidade?

A resposta: ‘Fatal, no verdadeiro sentido da palavra Só um instante da morte o é Chegado esse momento, de uma forma ou de outra A ele não podeis furtar-vos Seguindo frente Pergunta Qualquer que seja o perigo que nos ameace Se a hora da morte ainda não chegou, não morreremos? a resposta espiritualidade é não não perecerás e disso milhares de exemplos quando porém soe a hora da tua partida nada poderá impedir que partas Deus de antemão de que gênero será a morte do homem e muitas vezes seu espírito também o sabe por lhe ter sido isso revelado quando escolheu tal ou qual existência.

Quando Quando se fala aqui dos muitos exemplos de pessoas que se expuseram ao risco dado como certo de morte, isso não aconteceu. Me lembro dos muitos casos de operários da construção civil que caíram de alturas importantes do alto de um prédio. Aí bateu no galho de uma árv e caiu no chão ou bateu no toldo de uma lojinha de uma barraquinha e caiu no chão e que fraturou uma costela ou saiu andando. São tantos os casos assim absolutamente impressionantes. ou uma pessoa de maior ou menor idade que estava numa cadeira se distraiu e caiu da cadeira e teve uma lesão séria e desencarnou.

Então, são muitos os exemplos que extrapolam a lógica e que sugerem que, de fato, existem circunstâncias que determinam o que a gente vulgarmente chamou de fatalidade. Aquele era o momento, aquele era o lugar. Agora veja algo importante que tá aqui colocado num outro trecho, espiritualidade é de Kardec, faz o resumo teórico do móvel das ações humanas. Diz ele, a fatalidade não é uma palavra vã, existe na posição que o homem ocupa na Terra e nas funções que ele desempenha em consequência do gênero de vida de vida que seu espírito escolheu como prova, expiação ou missão. Ele fatalmente todas as vicissitudes dessa existência e todas as tendências, boas ou más, que lhe são inerentes.

Aí, acaba a fatalidade, pois da sua vontade depende ceder ou não a essas tendências. Os Os pormenores dos acontecimentos, esses ficam subordinados às circunstâncias que ele próprio cria pelos seus atos, sendo que nessas circunstâncias podem os espíritos influir pelos pensamentos que surgiram. Gente, não é simples, não é fácil de entender, mas tá muito claro aqui que nós não somos refém das circunstâncias. Eu vou dar um exemplo, algo que justificou inclusive uma atualização no livro Viver é a Melhor Opção, uma descoberta relativamente recente da ciência médica de que os genes da depressão, do transtorno de humor podem ser herdados geneticamente, OK? os genes da depressão poderiam ser transmitidos de uma geração para outra.

Isso é uma descoberta relativamente recente. Olha onde eu quero chegar sobre destino e livre arbítrio. Em sendo assim, eu eu tenho uma herança genética relacionada à depressão. Eu quando me deparei com essa esse estudo que confirma essa herança da carga genética, eu falei que curioso. Eu não, nunca tive depressão. E aí eu fui consultar os especialistas que já me servem de fonte, já me ajudaram muito na confecção do livro Viver é a Melhor Opção. E eles não são espíritas, tá? [risadas] São da ciência da Terra. [risadas] E aí a questão é a seguinte, não há um determinismo de que uma pessoa que tenha a carga genética herdada e seus progenitores ou que venham de trás.

Não há um determinismo de que eu venha ter depressão. Tem toda uma conjuntura que envolve aí variáveis, fatores que podem determinar a eclosão do transtorno de humor ou não. E parte disso, e cada caso é um caso, a gente não vai dizer que depressão é uma escolha. Eu tenho que ter cuidado com o que eu tô falando aqui. Mas o estilo de vida e a maneira como você responde aos estímulos, a maneira como você reage às circunstâncias podem ser podem ou podem, que eu tô falando, determinantes da eclosão ou não do transtorno de humor, que bem dito, não é igual em cada pessoa. Não existe depressão, existem depressivos. Cada depressivo tem a sua singularidade.

E mais, existe depressão leve, depressão moderada, depressão grave. Não é um assunto simples, não é um assunto trivial. Aonde eu quero chegar aqui. Você não necessariamente, por ter a carga genética da depressão, haverá de ser depressivo. Bingo. OK? Ou manifestar em algum momento da sua vida. depressão, mas ela tá ali, ela tá ali. Outra coisa que eu acho interessantíssima na forma como o espiritismo faz a leitura do momento da morte. Ah, o momento da morte estava escrito, ia ser daquele jeito, naquele momento, naquele lugar. É assim? Não necessariamente. André, dê exemplos. Vamos lá.

Eh, uma pessoa que cede a tentação da bebida, entra embriagada no carro, dá partida e sai em alta velocidade num gesto translocado e que precipita eventualmente um acidente fatal. Você vai dizer: "Tava escrito e acontecer desse jeito?" Não, André, mas não tô entendendo. Bom, o que no espiritismo a gente costuma falar sobre gênero de morte? Eh, em primeiro lugar, suicídio jamais é algo previsto. Não tá no mapa reencarnatório de ninguém se matar. Ponto. Isso é muito interessante. Agora existirão pessoas num contexto reencarnatório que poderão ser, eu diria, desafiadas a reforçar o apreço pela vida, dado que elas trazem emocionalmente uma, vou chamar aqui de vulnerabilidade. ideação suicida.

Um grupo de risco importante é aquele que já cometeu suicídio em vidas passadas, portanto, já se fragilizou diante de um desafio, diante de um problema, diante de uma circunstância dolorosa e precipitou o retorno à pátria espiritual por esse meio. Obviamente isso a gente não vai entrar nos detalhes hoje. O papo hoje não é sobre suicídio, é sobre tempo de vida na Terra. Eh, sobrevém a vida após a morte física. Você não mata a dor, você não mata o problema, você extingue as forças vitais do corpo físico. O que significa que o problema continua. E o que significa que o problema é agravado pela dor que você causa a quem ama, gosta, tem amizade e a dor dessas pessoas lhe alcança.

Eu não vou entrar em todos os detalhes aqui do por que viver é a melhor opção e porque que o suicídio invariavelmente não é uma escolha que favoreça aquele [som indistinto] que o comete. O suicídio não tá no planejamento de ninguém. Ah, porque tava lá previsto. Não, não tava, não tava, não tava, não tava. Essa pessoa que entrou no carro bêbada e se espatifou e provocou a própria o próprio desencarne. Isso não necessariamente estava previsto. O que que pode estar previsto? Ah, presta atenção, porque isso é algo que não é simples de explicar, mas é o que faz sentido com a doutrina espírita. A probabilidade de uma pessoa vir a ter um desencarne violento existe.

Olha, uma probabilidade maior em algum momento da sua vida mais para lá do que para cá, de ocorrer um desencarne por meio violento. Isso para mim faz sentido. Eh, ah, vamos dar um exemplo aqui até pessoal. Eu perdi meu pai num acidente de trânsito violento. Ele foi atropelado. Tá aí você vai dizer: "André, você acredita que Deus queria que naquele dia, naquele horário, daquele jeito, seu pai desencarnasse?’ Eu não acredito que tenha havido uma fatalidade nesses termos absolutos, mas eu acredito que, por alguma razão, o desencarne violento do meu pai guarda a relação com a última experiência reencarnatória que ele teve enquanto meu pai.

Eu como espírita penso que fazendo a correlação entre o que o espiritismo diz e o que houve com meu pai, eu faço essa conexão. Eh, o que não quer dizer que toda pessoa atropelada tenha uma alta probabilidade de estar por esse gênero de morte conectada com o seu contexto. É incrível, mas é verdade. Existem gêneros de morte que ocorrem por imprudência, por invigilância, não estavam previstos e acabam acontecendo. E quando acontecem, mais uma vez, e foi o que eu li para vocês, mais de uma resposta no Livro dos Espíritos, quando a gente fala destino e o destino é uma fatalidade. As respostas que eu trouxe aqui para vocês do capítulo 10 do Livro dos Espíritos trazem essa informação.

Livre arbítrio que provoca as situações futuras. nós plasmamos, nós desenhamos, nós projetamos o nosso destino. Aí vem alguém e lembra assim: "Mas os desencarnes coletivos, né, os resgates coletivos, eles acontecem?" Acontece. Aí a gente vai ter esse repertório de situações que precisam ser consideradas caso a caso e que todas elas contemplam aspectos de uma realidade que para nós espíritas faz sentido. Faz sentido. Então, por isso que eu tô dizendo o o para quem tá procurando respostas rápidas, simples, né, no embalo do tempo e da velocidade das redes sociais, o espiritismo vai ser algo muito desafiador, porque não há não há essa, eu diria, resposta que caiba para todas as situações.

Quer ver um exemplo? No livro O céu e o inferno, que é uma das cinco obras básicas que estruturam a doutrina, né? Você você usa a palavra doutrina. Doutrina é um conjunto de informações vasto que alcançam diferentes gradientes de conhecimento e que procuram evidenciar ou dar sustentação a uma tese, a uma visão de mundo, do universo, de Deus. É algo muito amplo e complexo. Não dá paraa gente, ah, toda vez que acontece isso é por causa disso, acabou. Não, o universo não é medíocre. Deus não é decodificado de maneira tão simplória.

Então, voltando aqui ao livro O Céu e o Inferno, é um capítulo com depoimentos em que o Espiritismo experimental do século XIX, com evocações, Kardec tinha o amparo da espiritualidade maior e uma diretriz inspirada na metodologia científica de fazer uma série de entrevistas, de consultas com pessoas que já haviam feito a passagem eh pro plano espiritual sobre a situação delas por lá. E um capítulo do livro O Céu e o Inferno reporta apenas a situação espiritual de suicidas. Vale a pena ler. Por quê? Porque você vai ver ali depoimentos que têm singularidades. Pra gente que aprendeu isso é muito, eu diria, revelador de uma dificuldade que a gente tem de entender as singularidades de cada caso.

Esse capítulo do livro Céu e Inferno traz experiências distintas de pessoas que só tm comum o fato de terem precipitado o retorno à pátria espiritual. Você vai ter de tudo para todos os gostos ali. Todas estão com algum nível de perturbação e sofrimento. Alguns mais, outros menos. E por que alguns mais, outros menos? Que alguém haverá de dizer: ‘Ué, o suicídio não é um crime aos olhos de Deus?

E o suicida vai sofrer de uma forma indescritível.’ Eh, como disse, se você tomar por base os depoimentos que estão reunidos no livro Céu e o Inferno, nós temos sofrimentos muito comoventes e nós temos pessoas que, não obstante o momento difícil, de percepção de que o suicídio não resolveu os problemas como se imaginava, não compartilham da mesma dor do coleguinha, porque é outro contexto, são outras circunstâncias, né? Então, me lembro de um depoimento, por exemplo, de um pai na França em guerra, casado com a mãe, e tinha um filho.

Se pelas leis de França naquela época, no período da guerra, a lei fosse aplicada àquela família, o pai ficaria em casa por ser o provedor e o filho iria pra guerra por ser mais jovem. Mas se não houvesse a figura do pai, o filho ficaria em casa para cuidar da mãe e ser o provedor. E, num desenho jurídico, o pai então resolveu se matar para livrar o filho de ir pra guerra. Ele fez isso com essa intenção. Quebrou a cara, né? Quer dizer, ele, no plano espiritual, percebeu que não foi uma boa ideia. Não foi uma boa ideia. [suspira] Mas descreveu isso de uma maneira que deu a entender, pelo menos a mim enquanto leitor, um gradiente de sofrimento distinto, não semelhante ou não parelho com outros.

Então, cada caso é um caso e o que há de mais lindo é que Deus, que é amor, né? a providência divina, que é uma expressão linda e que mostra exatamente como o universo não é cartesiano, não é um algoritmo movido por um robozão no gênero Matrix, não existe amor. Deus nos ama incondicionalmente, independentemente das escolhas que fizermos, por mais deploráveis que sejam as escolhas. serial killer. Deus ama o serial killer. Um estuprador recorrente, implacável, covarde, violento. Deus ama essa criatura. Deus é amor, nos ama indistintamente.

E a lei de causa efeito é essa que determina de forma muito sintética, que todo bem que nós determinemos na direção do outro, do mundo, da coletividade, dos vizinhos, da cidade, do planeta, se volta na sua direção. E todo mal que você cause ao semelhante, todo mal que você cause ao planeta, todo mal que você cause a qualquer criatura, se volta contra você. Então esse Deus que é amor é o Deus que determina que a aprendizagem na busca pela utopia da felicidade absoluta. Eu quero ser feliz, ou seja, eu quero ter a alegria indescritível, a paz dominante, a leveza de espírito. Quero tudo de bom para mim. Isso seja uma conquista. Isso não é dado. Deus me dê a felicidade.

Deus haverá de estimular, encorajar cada um de nós, se a gente pede, a realizar as escolhas mais acertadas na busca por esse objetivo. A reencarnação se insere nesse contexto. Quando a gente desencarna, a gente vai ficar, é outra informação do espiritismo que eu acho muito interessante. Nós vamos estar situados em algum lugar da espiritualidade que tem várias camadas, aonde encontremos as pessoas afins. Se eu sou do bem, se eu não sou do bem, se eu tô no nível intermediário, eu vou encontrar os afins. Na terra não. Aqui é o entrechoque dos diferentes níveis evolutivos. Aqui é a escola. Você estuda para passar de ano, vai pra prova. A prova é aqui. A prova é aqui.

Com todos os senões, todas as situações que você eventualmente se vitimiza, se declara vítima. Ai, que injustiça. Por que que foi acontecer comigo agora e desse jeito, Senhor? Que Deus é esse que permite que os bons morram e os maus fiquem por aí? Essa é uma coisa que eu canso de ouvir. Pessoal dizendo: "Que Deus é esse?" Fulano era bom para burro, ajudava um monte de gente, desencarnou, morreu. E o outro lá que é um presepeiro, faz um monte de maldade com um monte de gente. Que Deus é esse que permite isso, cara? A pergunta é sensacional. Pesquisa. Em vez de ficar eh ia falar blasfemando, em vez de ficar pregando contra Deus, corre atrás do prejuízo.

Vai ver, existe alguma explicação para isso. O que que a filosofia, o que que as religiões dizem sobre isso? Vai procurar respostas na tradição que você achar que deve. Não precisa ser naquela que eu publicamente me declaro aqui. Não precisa ser. Agora a gente vai entender que o tempo de vida na Terra é um projeto. Esse projeto é maleável e a execução desse projeto depende de nós, de cada um de nós, de como a gente procede, de como a gente se cuida, de como a gente se envolve com situações, projetos, causas, como é que a gente abraça [som indistinto] esse mundo, como é que a gente se prepara paraa prova. Não é isso? É uma maneira, você não precisa concordar com tudo que foi dito hoje aqui.

A ideia é que a gente eleve o nível de informação e, se possível, faça as escolhas mais apropriadas pro nosso dia a dia. O último comentário: o suicídio indireto aprovado na França essa semana compreende o direito, vai passar pelo Conselho da Constituição para ver se é constitucional, deve passar, penso eu. E eles estão legalizando a eutanásia, que significa a pessoa não participar da própria morte, mas autorizá-la num estado de desengano pela medicina.

E o suicídio indireto significa a própria pessoa portadora de uma dor considerada acionar um dispositivo com a presença de um profissional de saúde assinando documentos dizendo que está agindo de conformidade com sua consciência e uma junta médica provar que ela de fato é portadora de uma dor incrível eu preciso dizer para vocês vocês, nem eutanásia, nem suicídio indireto, muito menos o suicídio clássico, são considerados pela doutrina espírita medidas que favoreçam a condição desse espírito imortal. A dor é subjetiva. Cada um de nós tem uma experiência, uma forma de responder à dor. A melhor saída não é o autoextermínio via suicídio indireto. A melhor saída seria os cuidados paliativos. esgotar as possibilidades da medicina, permitir que eu não tenha dor e sofrimento na minha jornada, ainda que ela seja extremamente limitante, extremamente dolorosa do ponto de vista físico, emocional.

Mais uma vez, na nossa crença, você não precisa concordar, nós estamos ali lidando com uma situação que não é desprovida de algum sentido e que a gente lide da melhor forma possível e a melhor forma não necessariamente é se submeter aos às rotas terapêuticas, em boa parte dos casos invasivas e dolorosas, mas eu não vou lutar contra essa esse mal, essa doença que já tá mais do que fundamentada, irreversibilidade, não dá para retroagir. É uma é uma questão de tempo, o colapso, mas eu não quero sentir dor e sofrimento. Eu quero desencarnar com dignidade. Eu quero cessar a dor e o sofrimento que esse mal provoca. Existem muitos espíritas envolvidos com hospice ou cuidados paliativos. por acaso conheço um grande amigo Agora médico aqui do Rio de Janeiro Que mantém uma instituição Aqui nessa cidade Com esse perfil E acho isso Extremamente inteligente Nada Nada eh incompatível com o que prevê o espiritismo, porque eu não tô precipitando o meu desencarne.

Eu estou desencarnando com dignidade, de preferência, sem dor ou sofrimento, esgotando as possibilidades da medicina me socorrer. É uma opinião para a nossa reflexão. Cuidem-se bem. Boa encarnação para todos. É um privilégio estar com vocês nessa vida aqui agora, trocando ideias e experiências, reflexões com todos. até quarto, se Deus quiser.

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