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Considere os cuidados paliativos | Papo das 9 #1055

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Olá, muito bom dia. Sextou Papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafofo, em Laranjeiras. Por aqui o céu abriu, tá limpo, sol chegando, o céu azul, calor. Mas eu sei que os nossos irmãos, amigos do Rio Grande do Sul, a previsão é de chuva, chuva forte, frio. O Brasil é imenso, é um país continental, o clima que se revela de diferentes formas no mesmo dia. e crise climática, também por aqui, é curioso, se revela de uma forma mais aguda, com diferentes gêneros de impacto em nosso território. Eu quero começar agradecendo a acolhida de vocês, a repercussão da live com padre Júlio Lancellotti. Exibimos ontem no YouTube e aqui no Instagram. Tanto no YouTube quanto no Instagram, a conversa foi salva.

E em resumo, para quem não assistiu, vale a pena assistir, padre Júlio faz um alerta sobre a falta de políticas públicas que mirem a situação de mais de 350.000 brasileiros que estão em situação de rua. Apenas em São Paulo, 80.000 pessoas. Padre Júlio destaca a necessidade primeira de dar água. Região Sudeste, que é a mais densamente povoada, onde tem mais população em situação de rua, não tem, na maioria absoluta das cidades, bebedouros públicos. Então, é um apelo que teve repercussão, teve ressonância. Eu sinceramente espero que especialmente o poder público municipal, prefeitos, façam a parte que lhes cabe.

Quer dizer, independentemente das rotinas que estão estabelecidas para acolher, assistir, encaminhar pessoas em situação de rua para abrigos, né? [suspira] Normalmente esse serviço não é bem feito. Eu não quero generalizar, mas não funciona muito bem. O que tá se pedindo a partir da voz de um religioso que há décadas está à frente da Pastoral do Povo da Rua é atenção para com aqueles que são os mais vulneráveis. Também queria destacar que parte expressiva dos Estados Unidos encontra-se no Nordeste.

Na verdade, não é a maior parte dos Estados Unidos: Nordeste dos Estados Unidos onde está por exemplo Nova York encontra-se sob efeito de uma fumaça tóxica dos incêndios florestais no Canadá então Então, isso tudo é prenúncio do que vem por aí com o Super El Niño, com o agravamento da seca na região Centro-Oeste, alô Pantanal e na região norte, alô Amazônia. Então, a necessidade de termos aqui máxima atenção com o risco de queimadas sem controle. É o mundo que a gente tá vivendo e a gente precisa estar atento a essas mudanças para não agravar os impactos causados por fenômenos que não estão ocorrendo a revelia da nossa eh escolha. Eh, não é o vontade de Deus.

Aliás, o padre Júlio disse isso ontem. Não foi Deus quem escolheu o aquecimento global ou o Super El Niño. Isso não tem nada a ver com Deus. Isso é decorrência de impactos causados pela nossa espécie que determinam mudanças no ciclo da chuva, dos eventos climáticos extremos. E aí? E aí? Alô, Pastorino, fazendo conexão, chamando [som indistinto] os amigos invisíveis para participarem desse momento para mim sempre solene de evocação do plano espiritual daqueles que possam nos socorrer, nos acudir, reconhecendo algo mais do que as nossas muitas limitações e imperfeições, mas o nosso propósito de corrigir o rumo, estabelecendo uma boa sintonia. Sem boa sintonia fica difícil corrigir o rumo.

A sintonia vindo de uma breve meditação ou reflexão inspirada numa página que traga uma mensagem eficaz. Então, que eu seja aqui um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse propósito. E aonde vamos abrir? Para onde vai o dedinho? Aonde vai hoje o nosso pensamento. 288. Não acumule em seu coração desejos de vingança, detritos do mal. Jogue-os fora, relevando e esquecendo que lhe fizeram de mal em palavras, atos, maledicências, calúnias e injustiças. Esqueça. Uma única pessoa lucrará com seu perdão. Você mesmo, que libertará seu coração do peso da mágoa e do ódio. Seja inteligente, perdoe e esqueça para ser feliz.

Sinceramente, é uma das recomendações mais sábias do evangelho de Jesus. perdoa não sete, mas setenta vezes sete. E muitas pessoas ainda acham que perdoar beneficia quem é perdoado. Eh, e esse mecanismo do perdão, ele é tão sofisticado e tão efetivo, porque quem perdoa se liberta do peso enorme, de um sentimento amargo que pode gerar uma mágoa profunda ou isso derivar, como foi dito na mensagem 288, para um sentimento de vingança, o que só agrava a situação. Então, bem direto ao ponto, se você tiver se sentindo na condição de injustiçado, prejudicado pela ação de alguém, que você a partir desse episódio passa a alimentar em seu coração essa energia pesada, tóxica. da não aceitação do fato e pior que isso, o desejo de retaliar, desejo de se vingar pela razão que for.

O que essa mensagem traz com muito foco, com muita clareza, é o seguinte: perdoe, porque o perdão haverá de beneficiar uma única pessoa, você mesmo, porque você haverá de se libertar exatamente de um sentimento que, não obstante ser tóxico, pesado, pode lhe comprometer a existência. Isso é muito sério, porque a pessoa, por vezes nessa situação, se permite a retaliação, a vingança na suposição de que tem esse direito. Ocorre que, na nossa visão inspirada no espiritismo cristão, há duas questões a se considerar. Uma, não somos vítimas de nada. Tudo que nos ocorre, tudo que acontece conosco, ainda que a gente não saiba qual é a causa, por que aconteceu logo comigo?

Eu que sou tão bom, eu que faço tanto bem, eu que sou uma pessoa que trata todo mundo com respeito, eu que tratei ele ou ela sempre com máximo carinho, máxima atenção e ele ou ela me faz isso, me apronta essa? Ah, não, isso não vai ficar assim, não. Bom, a visão espírita sobre esse assunto é Não seria surpresa se, não seria mesmo, você vier a descobrir que aquilo que lhe aconteceu de muito ruim, de nefasto, tenha uma explicação.

Seja, por exemplo, a lei de causa e efeito ocorrendo, motivada por algo do passado que a gente não se lembra e que, por razões que a gente também não tem o domínio dos fatos, a gente não sabe como se dá a intricada teia da lei de ação e reação balsamizada pela providência divina. Estamos aqui para evoluir. Essa é a síntese da visão espírita. E a dor e o sofrimento fazem parte, por vezes aceleram o processo na aquisição de conhecimento e sabedoria. Então, primeiro ponto dos dois, se você se sente injustiçado e se vitimiza, cuidado. É bastante provável que isso que lhe tenha acontecido, bastante provável, eu tô sendo aqui muito gentil e educado. Eu acredito piamente nisso.

Isso está inserido num contexto espiritual que nós usualmente não sabemos o porquê, mas é bom a gente se ligar que há um porquê. Há um porquê. Segundo ponto, olha pra frente. Ah, não, eu vou me vingar. Ah, não, eu vou retaliar. Ah, não, eu vou fazer a minha parte. Não vou ficar no prejuízo. Ninguém faz isso comigo. Vai ficar assim não. Bom, aí temos o livre arbítrio soberanamente escolhendo realizar algo que prejudique o outro. Ah, mas o outro me prejudicou. Bom, o outro se lhe prejudicou, já semeou algo e vai colher o resultado. Quem realiza algo de bom verá a energia da bondade se voltar na sua direção. Quem semeia algo de ruim, haverá de ver o efeito dessa semeadura retornar a si.

Se você gosta da brincadeira de dizer: "Ah, é, pisou no meu pé, me sacaneou, me prejudicou, agora vai ver o que é bom para tosse. Você deliberadamente tá escolhendo algo que pela mesma lei de causa e efeito haverá de se voltar na sua direção. Se for algo ruim, contra você. Se for algo bom, em seu favor. Liberte-se disso. Não permita que uma situação que já é ruim se agrave, porque aí estamos falando de algo que extrapola a linha do tempo de uma encarnação na Terra. Uma vingança poderá desdobrar consequências que atravessam várias existências. Isso é muito sério. Isso é muito sério. Fica aqui então a partir da minha reflexão.

Você pode não concordar com a forma como eu aqui de improviso fiz a minha reflexão sobre a mensagem 288. Cada um tem o direito de fazer a sua, se concorda ou não. O importante é a gente exercitar o pensamento que remete a questões filosóficas e existenciais, para não dizer espirituais. Eu acho isso muito importante. Eu tava falando de clima, tava falando da live com o padre Júlio, preocupadíssimo com a ausência de políticas públicas que socorram população em situação de rua por ocasião do Super El Niño, que é um evento climático extremo. Tava falando aqui da neblina, do cheiro de fumaça que alcança boa parte do Nordeste, dos Estados Unidos por conta das dos incêndios no Canadá. muito seco, muito calor, a floresta pega fogo ou alguém que colocou fogo não tem o controle sobre o processo.

Qual é o livro que eu vou indicar para hoje? É livro infantil, gente. Porcalhões do clima. Aí na capa tem um picolé bonitão aqui, ó, derretendo. E aí a quarta capa explica o que é o livro. Eduque seu filho com graça, com leveza sobre o que está acontecendo de mais importante no tempo dele ou dela, filho ou filha, que é a crise climática. É a É a maior crise do nosso tempo. Aí tem aqui, na pinguilândia está ficando cada vez mais quente. O picolé de framboesa derrete muito mais rápido do que os pinguins conseguem comê-lo. Eles Eles precisam fazer alguma coisa. Então decidem falar com quem está causando todo esse problema e partem para a Porcolândia. É interessante o porquinho, tadinho.

Ele aqui simbolicamente expressa os vilões do clima. E a editora lembra aqui o seguinte: no clássico Fazenda dos Animais de George Orwell, os porcos são elite também. Interessante essa vilania dos porquinhos que são tão fofinhos, seres tão inteligentes e tão cruelmente tratados por nós na produção de proteína animal. Então vamos lá. Porcalhões do Clima significa aqui, ó, o reino dos pinguins. Ó lá, cadê? Cadê os pinguins? Ó os pinguins com os picolés derretendo, o gelo derretendo. Tá tudo derretendo. Os pinguins decidem fazer alguma coisa aí. Tá aqui, ó, o professor com barba, tá vendo? Do reino dos pinguins, explicando.

Ah, antigamente era assim, agora ficou assado por causa da emissão de gases de efeito estufa. E a culpa é de quem? Principalmente daqueles que estão eh determinando um consumo voraz de produtos ou serviços que implicam emissão de gases de efeito estufa, andam mais de carro ou de avião, compram mais produtos. Aí os pinguins resolvem partir, ó, em direção a Porcolândia, a elite do mundo. O pessoal que tá lá, ó, comendo para bordo, proteína animal, que também emite gases de efeito estufo. Tá lá, ó, fábricas queimando combustíveis fósseis, agravando a situação. E aí começa, eu não vou dar spoiler como é que termina essa história. Proteção ambiental contra carvão mineral, manifestação na rua.

Gente, contra fatos não há argumentos. É a ciência quem diz: "Nós somos a civilização que tá destruindo o clima desde a revolução industrial, tem mais de 200 anos, queima de carvão, mineral, petróleo e gás, desmatamento, produção de proteína animal especialmente, mas não apenas a carne bovina. Os bois arrotam metano, metano aquece o planeta. O Brasil tem mais boi no pasto do que brasileiro. Por aí vai. Então, temos um problema. Alô, Hilston. Temos um problema. Qual é o problema? Nós. O problema somos nós. Tem solução? Tem. Não é assim, mas tem solução. Qual é? Reduzir imediatamente a emissão de gases e estufa.

Agora, inclua seu filho, seu neto, seus afiliados, crianças ao seu redor, na consciência sobre a necessidade da gente corrigir o rumo. Não deixa o picolé derreter mais rápido do que o tempo que a gente precisa para comer, saborear. Então, a Pinguinlândia invade a Porcolândia em busca de soluções. Guardadas as proporções, precisamos fazer a nossa parte. Amém. Enquanto reza, vai fazendo. Não adianta só rezar, não adianta pedir a Deus, Jesus, Maria, José. Não, não adianta. Ajuda, mas não adianta. A gente reza pedindo que Deus, Jesus, espíritos superiores, o santo da sua predileção, a força cósmica superior nos inspire e nos encoraje, nos ajude a fazer o que a gente precisa fazer.

É esse o ponto, porque Deus delega, Deus terceiriza. E a gente precisa fazer parte da solução. A gente é parte do problema. Imagina, ah, eu quero um mundo melhor. Jesus, Deus, faço um mundo melhor. Combate, Senhor, a corrupção. Cara, é ano eleitoral. Quem combate a corrupção somos nós. Vote certo. Ajude a combater o aquecimento global. Que que você e eu estamos fazendo no dia a dia para tentar alcançar esse objetivo de combater o aquecimento global? Traz paz pro nosso planeta. Que que eu e você estamos fazendo no dia a dia para instituir a cultura de paz? Então eu entendo que Deus ele aguarda de nós a coragem de fazer o que é necessário. Nós precisamos ser os agentes da mudança.

Isso pode ser inspirado em Deus para quem acredita. Reza e pede o quê? Força, coragem, fé. Eu quero me dê forças para fazer o que eu sei que eu preciso fazer. Me dê forças para dobrar minhas mais inclinações e avançar na senda evolutiva. Me dê forças para mudar o script naquilo que me compete, naquilo que me é possível, não é isso? Então, recomendamos Porcalhões do Clima, Julia Neuhaus e Till Penzek, editora Piu, P-I-U. Ai ai, bata. Ai, ai, ai. Vamos em frente. Sugestão hoje não é de doação, é de reflexão. Aliás, eu agradeço muita gente que fez menção a Pastoral do Povo da Rua do padre Júlio e ajudou com que pôde essa pastoral a seguir em frente.

Muita gente disse: deixa eu dar a minha recomendação a Copa do Mundo vai terminar domingo com Espanha e Argentina tanto Duas grandes seleções que mereceram chegar à final. Vai ser um jogaço. Não perco mesmo. Agora deixa eu fazer um recorte aqui meu livre para chegar onde eu quero chegar na recomendação para vocês. Tanto Espanha quanto Argentina têm racismo e o Brasil, explícito. São países racistas. Vou citar esses dois que estão na final e o nosso. Todos esses países têm racismo. Brasil, Espanha e Argentina. Do ponto de vista da legislação vigente, o Brasil é o país mais avançado no combate ao racismo institucionalmente. Racismo no Brasil é crime inafiançável.

Tem aí uma questão jurídica: quando é racismo ou injúria racial. Então, injúria racial é mais suave e doce, a pena. Racismo, como disse, prendeu em flagrante, babau. O Brasil é o país mais avançado. O Brasil também é o país que tem muito mais negros na sua população. É obrigação o Brasil fazer, na minha opinião, o que tem feito lenta e progressivamente no sentido de criar um ambiente de tolerância zero para o racismo. É essa meta, né? Não basta ser contra o racismo, é preciso ser antiracista. Já disse uma grande ativista americana nessa área. Então vamos lá. Espanha e Argentina na final. Eu vou fazer uma breve reflexão aqui.

A FIFA falhou quando não aplicou com a devida rigidez a devida sanção a torcedores que precisavam ser interditados nos estádios da Copa. Os da Argentina foram vistos reiteradas vezes dentro do estádio, eh, cometendo crime de racismo pela lei do Brasil. Os Estados Unidos não é assim, mas pelas regras que a FIFA mesmo abraçou, não se dialoga, não se argumenta, não há espaço pro racismo no futebol. Isso é a FIFA quem tá dizendo já há alguns anos. Então, vamos lá. A FIFA falhou ao não estabelecer a devida sanção de interditar torcedores, no caso da Argentina, que foram flagrados com maior frequência nessa Copa, cometendo eh o racismo. OK, falhou.

Os jogadores da Argentina, Messi à frente, do meu ponto de vista, falham Quando não se manifestam publicamente no sentido de inibir torcedores que façam Dentro ou fora do estádio, manifestações racistas Por serem ofensivos ofensivas a quem não é branco. No caso, a Espanha, como disse, tem racismo. E aí vem o detalhe da história que eu queria falar. Vini Júnior, nascido e criado em São Gonçalo, se notabilizou no Flamengo, foi vendido para o Real Madrid Continua no Real Madrid numa luta solitária solitária bateu de frente com os racistas espanhóis espanhóis quando presenciava dentro ou fora de campo, nos jogos da Liga Espanhola ou da Copa, né, das confederações. quando ele testemunhava racismo dos torcedores ou de colegas jogadores ele parava o jogo, denunciava e isso resultou vou apressar a história que é longa em medidas inéditas sem precedentes por parte da Federação de Futebol da Espanha Espanha, que, pressionada — não foi porque ela quis —, foi pressionada a adotar pela primeira vez protocolos de punição e sanção contra clubes ou torcedores ou jogadores que cometessem racismo. [limpa a garganta] Vini Júnior é responsável por isso.

Vini Júnior, jogador brasileiro negro. Na Espanha, portanto, ficou mais difícil, pelas regras de lá, ter manifestações racism racistas vinculadas ao futebol. Na Argentina não tem nada disso. Aonde eu quero chegar? A Copa vai terminar domingo e ela deixou um buraco na incoerência da FIFA do meu ponto de vista em não punir exemplarmente com com a interdição nos estádios, pelo menos, de torcedores racistas. Falhou.

E ainda a tempo dos jogadores da Argentina, penso eu, recomendarem a seus torcedores que não sejam flagrados, que não cometam, porque publicamente isso ganha ressonância ainda pior reservadamente é muito ruim você usar a camisa da seleção argentina pagou no último jogo mais de 20 mil reais na equivalência do câmbio, no mínimo para assistir o jogo da Argentina Contra a Inglaterra, no mínimo, 20 mil E aí E aí aparece na televisão, aparece na câmera do estádio imitando macaco. Não dá, não dá, não dá, não dá, não dá. E aí, obviamente, os jogadores da Argentina sabem disso. Obviamente eles deveriam se pronunciar, na minha opinião.

Então, meu recado aqui, estamos vivendo um tempo, eu e vocês, em que o que era tolerado, o que era normal, o que era comum, o que se justificava como cultural, o que se dizia que era: "Ah, isso aí é da tradição, isso a gente não quer machucar ninguém, não." Ah, leva na brincadeira, ó. Esse é o, esse é o sinal, ó, racismo aqui não. Então, que a próxima Copa de 2030, a partir da nossa pressão no mundo. E Vini Júnior é um exemplo, não se calou. Sofreu para burro, mas não se calou. Apareceu até um boneco dele pendurado numa forca, numa ponte de uma cidade da Espanha que eu não me lembro o nome. Ele mexeu no vespeiro, mas tá lá incomodando o racista. Então, que a gente não deixe de se manifestar.

Transição planetária não se faz com prece só. Gente, eu tô falando aqui, a prece ajuda hora que melhora, mas não muda efetivamente a situação à nossa volta. Nós precisamos fazer a nossa parte. Tolerância zero para racismo no Brasil e no mundo. Tolerância zero para o racismo em Copa do Mundo. Tolerância zero para o racismo em Olimpíada. Tolerância zero para o racismo em qualquer circunstância, em qualquer lugar, envolvendo qualquer pessoa. Falou, tá? Beleza? Vamos lá. Deixa eu falar de outro assunto antes de chegar no tema de hoje, cascudo, que foi a aprovação pelo Parlamento da França do suicídio assistido e eutanásia. Antes da gente chegar lá, deixa eu falar aqui do tarifaço de 25%. infame.

Apesar de uma relação comercial superavitária com o Brasil, Estados Unidos mentem descaradamente, ignoram relatórios absolutamente claros, dados aferíveis. É constrangedor. Os negociadores dos Estados Unidos não tinham o que falar, mas a decisão veio de cima, veio de Trump. tarifácio de 25% sobre calçados, etanol, madeira, máquinas e equipamentos. Segundo o Ministério da Indústria e Comércio do Brasil, com aval do Itamaraty, isso vai atingir 18% das exportações brasileiras, não vai mudar o crescimento do Brasil.

Quer dizer, o PIB do Brasil não vai ser afetado por esse tarifaço, mas ele é muito ruim, ele é muito devastador para esses segmentos que foram diretamente atingidos de forma Infame, sem motivação técnica e com recursos de imperialismo explícito. Para justificar o tarifácio, sem argumentação técnica, o governo Trump disse que o PIX atenta contra a livre livre concorrência. Isso é uma mentira deslavada. O Pix aumentou a bancarização do Brasil, porque, para ter Pix, precisa ter dinheiro em banco. Os bancos agradecem. Ah, então quem não gostou? Quem não gostou foram os cartões de crédito de bandeira estadunidense, Visa e Mastercard à frente. Eles não gostaram.

E o governo Trump resolveu punir um país para satisfazer bandeira de cartão de crédito, mas não apenas. Alegou, e isso é outra mentira, essa área eu acompanho ainda mais de perto. Alegou que o desmatamento ilegal também promove a concorrência ilegal com madeireiras americanas. Hã? Assim, nós temos um problema de desmatamento que vem sendo… Acompanhe os dados de satélite do INPE, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. O declínio absurdo da taxa de desmatamento no Brasil. Mas a madeira exportada é outra história. Quem desmata no Brasil tá querendo limpar a terra para plantar capim e criar gado, ou para plantar soja, mas principalmente gado. Não é para vender madeira.

Agora, a venda de madeira no Brasil pros Estados Unidos é certificada. Os caras mentem, mas assim, desculpa, é duro que eu tô falando, eu sei, você não tá acostumado a ver eu falar nesses termos, mas eu preciso dizer quando é. É mentira. É mentira. E agora começa a surgir o papo de bastidor. Eles queriam impor eh, como é que se diz? isenção de taxação para certos produtos americanos, como o etanol deles, que é de milho. Eles queriam um mercado livre, sem alíquota de imposto, o que significa depredar o setor sucroalcooleiro do Brasil. O Brasil disse: “Não”. A Europa arregou. Países europeus falaram: “Tá bom, você tá pedindo, eu vou obedecer”.

O Brasil falou: “Não, não, não, isso é ruim pra nossa indústria. Vamos conversar”. Foram 30 reuniões em nível ministerial, em nível presidencial e em nível técnico. Os Estados Unidos de Trump, decisão política, entendeu que não deveria dar moral para qualquer pleito do do governo brasileiro, o que configura para mim uma decisão política. Brasil é o único país da América do Sul Que não está alinhado com o governo Trump Essa é uma verdade dolorosa Para Trump Para o topete dele E isso Essas medidas Que ele gostaria de implantar no Brasil Claramente claramente, claramente afrontam a nossa soberania. mexeu com Pix, mexeu com a gente.

Tem 49 países do mundo querendo replicar o Pix, porque o Pix é impressionante. Você pega os dados do Pix: como é que ele é rápido, prático, não tem taxação, viabiliza as trocas comerciais, econômicas, a economia agradece o Pix. Agora os cartões de crédito deixam de faturar. Problema dos cartões de crédito, a vida anda. Quando inventaram máquina digital de fotografar, as máquinas com filme de rolo rodaram. Acabou a inovação. Certo? Agora tem carro elétrico. Os motores a combustão estão perdendo espaço no mercado. A vida é dura. Inovação. Ué. Aí na hora que vem um Pix, ele diz: "Não, pera aí, Pix vai vai complicar a gente aqui.

A gente quem não é o governo dos Estados Unidos são os cartões de crédito e débito. Se liga, se liga. Eu, particularmente, olha, por muito menos do que esse tarifaço de 25% anunciado agora, o Canadá boicotou o produto dos Estados Unidos, tá? Só queria dizer isso. Passou a ter supermercado no Canadá que tinha as prateleiras dizendo: “Isso aqui é nosso, é do Canadá, isso aqui é dos Estados Unidos, isso aqui é deles, discriminando, dizendo assim: "Porra, se não me tratam com respeito, se não agem com ética, se empurram guela abaixo tarifaço, por que que eu devo estender o tapete vermelho e dizer: "Venha, ocupe esse mercado consumidor que é invejável do Brasil.

O Brasil é um país muito ainda vulnerável do ponto de vista social, mas quem tem dinheiro para gastar no Brasil também não é um contingente pequeno. Um economista do Brasil, da época do Plano Real, Edmar Bacha, chamou isso de Belíndia. É uma mistura de Bélgica com Índia. Então, tem uma parte do Brasil que tem poder aquisitivo. É essa turma que tem cartão de crédito e débito. É essa turma que aprendeu a usar o Pix. [risadas] Eu, hein? Ai, ai, ai. Ó, soberania é uma coisa que a gente tem que lutar para defender, porque quando a gente perde para recuperar depois leva tempo. É inacreditável que existam brasileiros que não vem problema na subserviência a Trump.

Esse ano na Argentina, no dia do aniversário, agora gente, foi 4 de julho dos Estados Unidos, O governo Milley, que é assim com Trump, fez em Buenos Aires um espetáculo de drone iluminando céus de Buenos Aires, só com figuras enaltecendo a história dos Estados Unidos. O cara fez uma festa regada com recurso público para homenagear os Estados Unidos de Trump. É algo inacreditável. Inacreditável. Inacreditável. Mas enfim, vamos lá. Qual é o assunto de hoje?

O assunto de hoje é eh eh eu quero debater aqui, embora provavelmente no setembro amarelo, daqui a pouco, né, já estamos em julho, agosto, setembro, nós teremos o ensejo, né, de debater esse tema que foi a aprovação pelo parlamento francês do suicídio assistido e da eutanásia. Isso agora vai pro Conselho Constitucional da França para eles verificarem se o que o parlamento aprovou. A Constituição Francesa tem alguma oposição a isso. Até onde eu vi, os analistas dão como certo que esse conselho não vai impedir. Então, aonde eu quero chegar? Aonde eu quero chegar?

Eu quero aqui pegar dados sobre como neste século, de 2002 para cá, multiplicou-se exponencialmente o número de países na América América do Sul, na América do Norte, na Europa, especialmente no ocidente, mas também em alguns países do Oriente. A legalização do suicídio assistido e da eutanásia. É algo impressionante, especialmente no ocidente. Nem vou relacionar todos os países aqui que não me interessa fazer isso agora. Aonde eu quero chegar primeiro, qual é a diferença entre suicídio assistido e eutanásia? eutanásia, a pessoa não participa diretamente do procedimento que resultará no óbito dela.

Então, a eutanásia tem que ser autorizada pela própria pessoa ou por pessoas da confiança de quem tá acamado, quem tá debilitada, para determinar o desligamento do aparato, máquinas, drogas, enfim, que mantém a pessoa viva. Suicídio assistido, a própria pessoa tem que acionar o mecanismo com a assistência de um profissional de saúde. assistido Seria permitido Pela regra geral dos países Tem uma ou outra diferença Entre uma nação e outra Que já aprovaram isso Se precisa Se precisa constatar com a ajuda De uma junta médica Que a pessoa está em sofrimento indescritível Dentro de uma perspectiva de não cura Então Então, não tem cura, não tem como aliviar minha dor.

Eu tô aqui num sofrimento indescritível. Eh, aonde eu quero chegar e eu quero debater isso com vocês à luz do espiritismo. Eh, nós espíritas temos a clareza de que tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido não atendem as expectativas do ponto de vista espiritual do que seja a nossa passagem pela Terra. O suicídio assistido ou a eutanásia precipita o retorno à pátria espiritual. E daí, André? E daí que esse retorno não deveria ser arbitrado ou determinado por nós. O que nós podemos fazer, isso não afronta o espiritismo diante de uma doença extremamente, eu diria, ah, agressiva e que não há perspectiva de cura.

Eu posso, e isso não é um problema do ponto de vista espírita, no meu entendimento, recusar recusar os protocolos médicos mais invasivos e também dolorosos, optando pelos cuidados paliativos. Cuidado paliativo é a medicina não interceder no avanço da doença, posto que é incurável, posto que chegou num nível não há o que fazer. E eu escolho os cuidados paliativos: todas as medicações, todas as substâncias, os remédios, eventualmente até morfina, que reduzam, a zero, qualquer desconforto com a progressão daquela doença.

Que eu seja monitorado, que eu seja assistido, Mas eu não quero ser uma cobaia de experimentos que ficam eventualmente ente determinando cirurgias sucessivas ou eu fico eh imobilizado num hospital sem ter a perspectiva de fazer o que eu quero nos dias que me faltam, nos dias que me restam. Isso não é um problema à luz do espiritismo. Eu não estou precipitando meu retorno à pato espiritual. Eu estou vivendo com dignidade os dias que me faltam. é diferente. Bom, eu pedi para vocês manifestarem opiniões sobre esse assunto. Gentilmente, muitos de vocês eh participaram da enquete pelo stories, que é onde a gente anuncia aqui, ó. Aqui estão os quadradinhos com as participações de vocês.

Eu, pela ordem aqui, você justo, não li antes, justamente para ter essa espontaneidade. Talita underline D. A. Pires: qual é o limite para o sofrimento? O livre-arbítrio irá determinar a escolha, não a norma legal. Pois é, tem um componente aí desse debate que é o seguinte: o sofrimento ele é subjetivo. Por exemplo, dizem que homens sofrem mais do que as mulheres por questões que as mulheres, por exemplo, uma gripe, uma topada na mesa, o homem da berros diz assim: "Ai, ai, ai, ai, ai." Mulheres tendem a ter uma reação, uma resposta a situações dolorosas, mas eu diria contidas. Dizem que o homem é mais frouxo para dor. É isso que eu tô querendo dizer.

Tô pegando um exemplo até divertido do nosso folclore aqui, eh, em relação aos gêneros, mas para dizer o seguinte, existe um componente subjetivo da dor. Não é possível colocar todo mundo na mesma régua para medir dor. O que faz eu chorar de dor, a mesma dor pode fazer alguém dizer: "É, tá desconfortável, não tá legal, mas eu vou levando". Então existe existem mecanismos distintos de resiliência, de capacidade de suporte ou de saber lidar com situações de dor. Isso para mim faz sentido. Então estabelecer formalmente o limite pro sofrimento é complicado. Não tô aqui querendo dizer que não existam e existem doenças ou patologias extremamente dolorosas e desconfortáveis.

Mas, ainda assim, penso eu, no século XXI dispomos de alguns recursos para tentar, no mínimo, atenuar, aplacar, reduzir o impacto dessa dor. Esse é um assunto controverso e polêmico. Não é simples, não há respostas simples, mas a gente precisa ter aqui dentro do viés espiritual essa clareza. Muitas tradições, muitas religiões, muitas filosofias espiritualistas entendem que a vida é sagrada e que a dor e o sofrimento não devem ser suprimidos a partir do ato do autoextermínio. O autoextermínio, leia-se suicídio, não significa, nesses termos, uma solução. Vamos lá. Zin 2511 diz que é totalmente contra o suicídio assistido.

Braga 8202: O super idoso passa o dia tomando remédio e fazendo tratamento. Isso é evolução? É uma pergunta. Eu entendo o sentido da pergunta. Você tá fazendo esse questionamento e eu sou um espírita. Eu vou dar a minha versão aqui sem querer dizer que isso é uma verdade inquestionável. A vida na Terra passa rápido. No relógio da espiritualidade é uma fração de tempo. Aqui quando você me pergunta o super idoso passa o dia tomando remédio e fazendo tratamento, isso é evolução? Se você considerar que ali embaixo daquela daquele corpo envelhecido, há um espírito imortal.

E essa experiência de tomar remédio, fazer tratamento, implica numa eh elaboração íntima que o super idoso, que você tá chamando, tem que fazer o tempo todo, sublimando a dor e o sofrimento, exercitando a paciência, lidando com as situações de resignação. Não há como eu mudar isso, eu vou enfrentar. Não há o que fazer, que que eu faço? Eu vou descobrir uma rota que seja de dignidade para mim, mas que não seja confundida com autoextermínio. Eu vou lidar com isso da melhor maneira possível. Eu vou lidar com essas circunstâncias com as condições que eu tenho à mão, porque senão a gente vai justificar o escapismo em qualquer circunstância que nos pareça sem solução.

Se não tem solução, acabou a vida. Se não tem o que fazer, acabou a vida. É disso que se trata quando a gente tá falando de espírito imortal. de propósito da vida na Terra. Quanto mais tempo de vida na Terra, mais problemas de saúde em média a gente vai acumulando. Saber lidar com novas limitações, novas dores, novas situações difíceis, sim, é evolução, do meu ponto de vista, não precisa ser o seu, tá Braga. imperio.uniformes: “Por que que é mais fácil apoiar em matar-se do que apoiar para viver, principalmente com a tecnologia?” Tá aqui a opinião. Santos Carminha 54. Suicídio sempre, não tem outra verdade. Lamentável. Não entendi se é contra ou a favor, para ser sincero, o posicionamento.

Rafinha TR Teixeira: “Raro, o suicídio assistido não incentiva o suicídio provocado, não dá gatilho”. Eu acho que banalizar o suicídio pode ser algo que, no entendimento de alguns, signifique uma permissão, né? É uma questão que a gente precisa refletir. Eu preciso refletir sobre isso. Talvez seja gatilho, sim, o noticiário sobre isso. Agora, a abordagem do tema não, desde que seja feito com responsabilidade, é o que eu tô fazendo aqui. Aliás, isso tá no meu livro que eu lancei há 15 anos. Falar sobre o suicídio não é gatilho para novos suicídios. Depende da forma como se fala e o propósito, o cuidado que se tem na abordagem do tema.

Sônia Fajardo Reis: “André, mesmo com sofrimento, não é melhor tratamento paliativo e esperar o tempo de Deus?” Falamos disso aqui, é exatamente isso. Cuidado paliativo para mim é algo acessível. Não afronta a vida como valor, como princípio, defesa da vida e respeita o tempo da vida da gente na Lua underline metal 14: “Uma forma humanitária de tirar a dor que só será prolongada”. É a visão dela ou dele, Lua. Eu discordo amorosamente, porque a vida não termina, a gente se liberta do corpo. E depois a gente vai aprender na espiritualidade que o tempo que a gente subtraiu na Terra é um tempo que pesa no plano espiritual. É disso que se trata na nossa crença.

Verônica Coelho Galvão demonstra a falta de fé do lugar onde nasceu o espiritismo, a França. Pobres Espíritos. Lu M. Espatacan. Sabia que a Bíblia não menciona nada disso, gente? A Bíblia no a Bíblia, dependendo de que parte da Bíblia foi escrita há 4, 5000 anos atrás, né? Você querer que a Bíblia fale sobre tudo nos detalhes, né? É como querer que a Constituição aborde todas as questões do dia a dia da sociedade, não. Você tem princípios e valores, você tem um norteamento ético. Agora, a Bíblia não fala de inteligência artificial, pô. Ué, a Bíblia não fala de craque. quem usa craque assim, mas os princípios e valores da Bíblia promovem reflexões que permitem algum embasamento no trato das coisas modernas que não foram abordadas não apenas na Bíblia, mas nas escrituras sagradas de todas as tradições, penso eu.

Ludmilla Artex diz que aprova. Só diz assim: “Aprovo”. Lorena Mossa: “Não tenho opinião formada, mas penso na possibilidade de reduzir os números”. A informação ajuda a gente a se posicionar se você achar que é importante entender do que se trata esse projeto aprovado na França, tá? Eliana 5500 direito a partir com dignidade Não ficou claro se tá falando, tá falando suicídio assistido. Eu acho que isso se aplica a cuidados paliativos. ainda é madrugada na transição planetária haverá muito primitivismo moral a ser exposto Enedina Silveira Cada país com a sua evolução Adriana Controle, dor, suporte psicológico na medicina paliativa Reduz a prática assistida de suicídio A Adriana está resumindo muito bem algo que nós estamos chamando aqui de aqui de cuidado paliativo.

Cuidado paliativo é não se submeter a intervenções dolorosas, eventualmente cirúrgicas, eventualmente em série, sem a perspectiva da cura. Cuidado paliativo é, posto que eu não tenho cura e essa doença me castiga o corpo, eu quero esgotar todas as possibilidades terapêuticas no campo das drogas e das terapias benfazas que possam reduzir, mitigar, minimizar ao máximo, se possível reduzir a zero o sofrimento que eu tenho. Podcast Comunicação Positiva: “No país em que a doutrina espírita nasce, será que eles já ouviram falar de Allan Kardec?” Triste.

A igreja, o cristianismo, de uma forma geral, se tornou a fé cristã árida na Europa, incluindo França, pelas mazelas acumuladas da igreja, Cruzada Inquisição, eh, Fogueira das Bruxas, eh padres pedófilos, deslumbramento com poder e a riqueza de representantes da igreja. Então assim, é muito compreensível que na França, quando surgiu o Espiritismo no século XIX, se dizendo cristão, ele tenha determinado em algumas alguns segmentos da sociedade francesa a versão. Eu não não li e não gostei. Não li e não gostei.

Realmente é impressionante como se maculou o legado do evangelho com práticas criminosas de perseguição, tortura, corrupção, enriquecimento ilícito, violência sexual, representantes do cristianismo ou auto intitulados representantes do evangelho na Terra igreja naquela época, né? Rafael de Titi: “Tenho parentes vegetando”. “Sou a favor da morte assistida”. Bom, eu, assim, “vegetando” não me dá a clareza do que se trata. Suponho que sejam pessoas que estão desacordadas inconscientes, sendo mantidas vivas por aparelhos. É uma leitura que eu não posso afirmar porque você não detalhou. Sou a favor da morte assistida.

Aí tem um ponto de exclamação e um de interrogação que me deixou também no em cima do muro em relação ao sentido da tua ah colocação. Ficou aqui confuso para mim, Rafael, desculpa. Lou Borges sou reencarnacionista mas não seria um ato humanitário cada um Cada um pensa como desejar. Se a gente começar a entender que toda dor e sofrimento precisam ser cessados e a sensação de dor e sofrimento são atos humanitários, nós temos um problema. Temos um problema. Já falamos aqui da subjetividade da dor extrema. É difícil medir limite de dor. É difícil. E mesmo na suposição de que aquela dor seja excruciante, temos, penso eu, a possibilidade de fazer uso dos cuidados paliativos.

Agora, quando você alega assim, é um ato humanitário me libertar dessa dor, isso pode justificar outras interpretações de atos humanitários para livrar dor. Eu tenho medo disso. Eu acho que isso é muito complicado. E moralmente falando, já vivemos numa sociedade em que, principalmente os mais jovens, não sabem como lidar com a dor e o sofrimento. Estão destreinados, estão inaptos a enfrentar situações difíceis. A impulsividade é um fator de risco suicida. As pessoas não sabem lidar com o sofrimento. É disso que se trata. não se permitem sofrer. Isso é muito sério.

Então, o suicídio assistido está sendo agora na França aprovado em alguns países aonde talvez uma cultura emergente que se tornou absolutamente intolerante a qualquer ferramenta, mecanismo, tecnologia, suporte terapêutico que reduza dor e sofrimento. Cam Lopes fala: “Um horror. Regressão, de volta à barbárie”. Cláudio Rinco: “Se não levarmos em consideração crença religiosa, essa lei não é adequada”. Ele tá colocando uma questão interessante. Do ponto de vista religioso, do ponto de vista da crença, tá muito claramente configurada a impropriedade tanto do suicídio assistido quanto da eutanásia.

Agora, é interessante, eu vou até pesquisar isso: se existem médicos especialistas em ciência médica que, não tendo uma fé, uma crença, como eles se posicionam em relação a esse assunto? Porque eu acho que existem outros escrúpulos da medicina para não pr você faz o juramento de Hipócrates, você diz assim: "Eu vou fazer o meu melhor para tornar a vida da pessoa digna". A pergunta é: a dignidade está na morte ou na vida? Ah, mas eu queria viver com saúde plena. Não sendo possível a saúde plena, você aceita os instrumentos do cuidado paliativo para, se possível, zerar, se não atenuar o máximo desconforto? Essa é uma pergunta, eu acho fundamental, fundamental, minha opinião.

Fê.Pedersoli: “Sou contra por saber que o espiritismo condena e tudo tem o seu propósito”. Legal, Fê. Agora eu preciso aqui lembrar: eu entendi o que você falou, mas vou pegar carona na sua pergunta. Kardec, na introdução de O Livro dos Espíritos e também do livro O Que É o Espiritismo, é muito assertivo quando diz assim: “Desconfie de tudo, inclusive do que virá nas páginas desse livro”. Procure pensar com a própria cabeça, raciocine, tenha um pensamento crítico, desenvolva o seu senso crítico. Porque uma das coisas que eu acho mais interessante na doutrina espírita é que ela traz informações e se permite o questionamento. Ao contrário de certas tradições religiosas que trazem um dogma.

Isso não é não é suscetível a questionamento. Isso é o que é aceita, né? Espiritismo, ele traz essa porta aberta, sendo uma filosofia espiritualista pro livre pensar. Tem que fazer sentido, tem que a pecinha tem que encaixar uma com a outra, né? Nara Fagundes Pereira Diz assim, não aprovo Pois somos espíritas Ok OK, né? Agora o espiritismo ele tem que fazer sentido, porque eu não aprovo porque sou espírita, mas eu não pensei no assunto. A Nara, eu entendi. Tá, Nara? Só tô pegando carona no que você falou. [som indistinto] Eh, não sei se vocês estão entendendo o que eu quero dizer. Ah, eu sou espírita, então eu sou contra. Não, eu sou espírita.

Acessei informações que fazem sentido para mim e por isso sou contra, entende? Porque senão a gente vai fazendo essa ligação direta assim, não, porque fulano disse isso, então é assim. Não, ele disse, ok, faz sentido. Você eh compreendeu de que maneira as peças aí estariam encaixadas? Porque se você não compreendeu, mas foi na fé, não é fé raciocinada, né? Então, tenhamos aqui eh o cuidado de permitir o debate. O debate, mesmo que você não concorde com boa parte das coisas que eu falei aqui eventualmente, eu acho que a natureza humana ela ela se beneficia da diversidade de pensamentos quando a gente consegue refletir sobre diferentes ângulos, uma mesma questão.

E isso nos enriquece, isso empodera argumentos, isso traz luz para análise das questões sobre as quais a gente deve se permitir Eu sou um naturalista. Eu gosto de meio ambiente, gosto de ecologia, gosto da ideia de que uma folha só se desprende do alto do galho de uma árvore frondosa no momento exato em que a natureza determina que isso aconteça. Tudo tem hora certa. Eclesiastes, Antigo Testamento. A hora de rir, a hora de chorar, a hora da paz, a hora da guerra, a hora de semear, a hora de colher, a hora de viver. A hora de morrer. Fiquem com Deus. Tudo de bom. Domingão, Papo das 9 ao vivaço, se Deus quiser. Valeu, gente. Fiquem com Deus.

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