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O que fazer num mundo à deriva? | Papo das 9 #1054

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Olá, muito bom dia a todos. Que a energia dessa quarta-feira seja mais luminosa, pura, inspiradora. radiante, inebriante, que nos projete na direção do que há de melhor. Caminhos abertos, mente aberta, corpo saudável e a gente tocando a vida na medida do possível com os recursos ao nosso alcance. É o que eu desejo para todos vocês. Tá começando mais um Papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafofo, em Laranjeiras.

Eu quero aqui já na largada lembrar que amanhã, quinta-feira, teremos excepcionalmente um Papo das 9 gravado, transmissão no YouTube também aqui pelo Instagram de uma conversa com o padre Júlio Lancelotti, da paróquia São Miguel Arcanjo, que está há décadas à frente da Pastoral da Rua, o povo da rua, e que vai compartilhar conosco uma preocupação muito bem fundamentada com a situação situação das pessoas que são as mais vulneráveis do Brasil, do ponto de vista social, que são as pessoas em situação de rua diante do Super El Niño que se avizinha. Então, eu não quero dar spoiler, mas o padre manifestou perplexidade diante da ausência de políticas públicas que alcancem esse segmento.

São mais de 300 mil pessoas no Brasil. Apenas em São Paulo, nós temos 80 mil pessoas nessa situação e elas estão sem qualquer desenho de projeto ou de política que diante de um evento climático extremo dessa magnitude, precisa haver esta direção. Padre Júlio nos traz, penso eu, de uma forma muito clara, principalmente para aqueles que se dizem cristãos e os que não são cristãos ou não têm religião, mas se dizem humanistas, se dizem pessoas preocupadas com quem mais sofre, enfim, quem está em situação de vulnerabilidade, a gente fala muito e faz pouco em relação a quem mais precisa desse socorro, dessa assistência. Então, vale a pena. Imperdível, tá? Não quero dar spoiler.

Papo das 9 especial, quinta-feira. Hoje estamos ao vivaço aqui, ó. São exatamente 9 e 3 da manhã, horário de Brasília. Amanhã, 9 horas, já tem o povo do YouTube lá se inscrevendo, que já tá chamada. você se inscreve e recebe o aviso quando começar a transmissão. Recomendo. Vamos lá, começando então papo das sempre à procura de mensagens edificantes, inspiradoras que de aquele saudável saculejo, cara. Porque todo dia que que muitos de nós fazemos? preces protocolares, uma mentalização meio preguiçosa e a vida segue. Para nós espíritas em particular, sintonia é uma palavra muito importante na nossa cosmovisão, no entendimento da gente sobre como as coisas funcionam.

Então aqui de manhã na largada, o nosso propósito é fazer uma [limpa a garganta] preparação para uma sintonia forte, porque é essa que vira o jogo, é essa que funciona e porque somos muito imperfeitos, nossa mente é muito dispersa, ancorar o pensamento numa mensagem, opa, objetiva, uma mensagem curta, que dê tempo da mente se fixar na ideia chave. e que nos guie e a gente ancore o pensamento numa ideia chave que inspire a gente durante o dia. Que que você acha? É o que a gente vem fazendo há mais de 6 anos aqui. Então vamos lá. pedindo ajuda, o socorro, a assistência dos amigos invisíveis quando reconhecem em nós o bom propósito de fazer alguma coisa positiva, mudando positivamente a nossa psicosfera, o nosso campo eletromagnético.

Então, que a gente encontre aqui essa boa sintonia, que eu seja uma um bom mediador aqui, uma ferramenta útil, um instrumento adequado para esse fim. Então… Alô, Pastorino. Alô, pessoal que acompanha o Papo das 9, nossa egrégora, nossa egrégora. Eita! Para onde vamos? Para onde vai o dedinho? Foi para cá. 270. O que diz? Mantenha aceso seu ideal de felicidade. Trabalhe visando o bem próprio e o bem da humanidade. Mas não tem apenas a preocupação de acumular riquezas que os vermes destróem e a ferrugem consome. Acumule riquezas duradouras constituídas dos benefícios que presta a seus irmãos, porque amanhã você receberá de todos a alegria da vitória auxiliada por você.

A alegria do bem que se realiza é o maior tesouro que podemos obter. Aqui, Pastorino, esse livro, ele foi escrito há 70 anos por um espírita, mas publicado por uma editora católica que é a Vozes. Ele tem uma mensagem, portanto, humanista, espiritualizada, que transcende as fronteiras das religiões. Mas aqui claramente ele pega eh um trecho dessa mensagem alude ao evangelho quando diz que a gente não deveria ter a preocupação apenas de a preocupação de acumular riquezas que os vermes destróem e a ferrugem consome. Essa é uma alusão, uma passagem do Evangelho em que Jesus demonstra que, no reino dos céus, os bens materiais não têm nenhum valor ou importância.

Porque, ao desencarnarmos, ao fazermos essa transição para uma outra dimensão livre dos despojos carnais, libertos da matéria, nós não conseguiremos levar, isso é motivo de muito sofrimento para quem tem apego à matéria, porque você não consegue levar, não cabe na bagagem, isso fica Então, é o que a gente já disse aqui, nada nesse plano rigorosamente nos pertence de fato. Nada daquilo que você amealhou como patrimônio. Eu tô falando de tudo, gente. Tô falando se você tem na sua lista de bens imóvel, veículos, nem que seja uma bicicleta com o carro, roupas, móveis, propriedades, poupança, CDB, aplicações. nem o nosso corpo físico de fato nos pertence, porque no momento da libertação da matéria esse corpo fica, portanto, ele nos foi útil, muito útil esse veículo carnal durante o tempo que estamos aqui.

Os acessórios materiais, quando não são motivo para ostentação e acumulação, quando você possui algo que tem utilidade e serventia, igualmente tem uma função nobre. O resto eh fica por aí disperso. E quando a gente desencarna, nada disso, nada disso haverá de nos acompanhar. Veja o sofrimento das pessoas que consagram a vida inteira a acumular bens e posses, a progredir materialmente, tendo isso como única meta no momento derradeiro do desencarne. Isso é muito sério, tá? Esse é um assunto que, particularmente, nós espíritas construímos elementos de convicção para entender que isto é sinônimo de muita dor, muito sofrimento, perda de tempo e energia, né?

Então, no evangelho existem várias passagens quando o mestre fala que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico ir pro reino dos céus. Camelo seria uma corda grossa, não é um animal. Ele já fazia essa, eu diria, advertência, né? Nas na literatura espírita a gente também lembra de obras que mostram a desilusão de pessoas que, por terem muitos bens na Terra, acham-se dignas de, no plano espiritual continuar tendo uma posição de destaque pelos bens que possuem. Essa coisa do status de uma sociedade que exalta as pessoas bem-sucedidas materialmente do lado de lá passa a borracha. Não é assim que funciona.

Essa advertência é feita de várias maneiras, de várias formas e é muito interessante. E aí temos a necessidade de manter o ideal de felicidade. É justo isso. A gente a gente deve ter como meta ser feliz. Onde encontrar a felicidade? Trabalhe visando ao bem próprio e ao bem da humanidade, mas não tem a preocupação de acumular riquezas que os vermes destróem, a ferrugem consome. Acumule riquezas duradouras, constituídas dos benefícios que presta a seus irmãos, porque amanhã você receberá de todos a alegria da vitória auxiliada por você. Eu também me lembro de uma obra psicografada por Francisco Cândido Xavier, que é bestseller, talvez ainda seja. livro mais vendido do Brasil Conectado com a doutrina espírita Que é Nosso Lar, que virou filme Editado pelo espírito André Luiz Que é pseudônimo de um médico Que viveu no Rio de Janeiro na primeira metade do século passado que era alguém que embora fosse médico Descuidou da própria saúde Era um boêmio, gostava de beber gostava de uma farra com as mulheres contraiu sífilis isso ele tendo família, mulher, filhos e e eh desencarnou por conta de um problema grave no aparelho digestivo, né?

E ele no plano espiritual vai se deparar com essa realidade que ele desconhecia e ignorava. Ele não dava bola pros assuntos espirituais. E aí, gente, o que que aconteceu que é interessante para quem acredita? E quem se fia na mediunidade exemplar de Francisco Cândido Xavier, nessa obra, em Nosso Lar, que é uma cidade espiritual, as preces endereçadas aos desencarnados… Você é desencarnado, aí alguém lembrou de você com muito carinho, isso chega até você e isso lhe causa bem-estar. Tô resumindo a história.

E aí temos André Luiz não recebendo nem da família o endereçamento dessa, eu diria, gratidão, um pensamento de gratidão, uma prece que ah funciona como um bálsamo no plano espiritual, te dá um alento, te dá um up, Exceto, olha que coisa, uma senhora que certa vez levou no consultório dele o marido que tinha problemas de saúde, mas não tinha dinheiro para pagar a consulta. E a secretária do André Luiz é [limpa a garganta] que deu um jeitinho de encaixar entre uma consulta e outra o atendimento a este senhor, marido dessa senhora.

André Luiz meio contra gosto de, pô, agora eu não vou fazer a desfeita de não atender, mas não queria fazer, eu não achava importante, mas atendeu que a secretária meio que [risadas] encaixou para desencaixar é complicado. E atendeu esse senhor, tá? Esta mulher, a esposa desse senhor, ficou tão agradecida pelo gesto, ainda que meia contra gosto de André Luiz em atendê-lo, que muitos anos depois o marido dessa senhora já falecido, André Luiz já falecido, essa mulher encontrava tempo. Tá sem som? Ah, tá sem som. Como assim tá sem? Só no… Mas eu tô vendo pessoas. É, tá sem som. Tá todo mundo reclamando. Tá sem som. Não é possível. Sem áudio Olha, sem áudio no Instagram Youtube YouTube aqui.

Não sei o que que tá acontecendo. Vocês estão me ouvindo agora? Alô, alô, vocês estão me ouvindo agora? YouTube tá OK? Tá sem som no Instagram? Instagram voltou? Não? Todo mundo tá falando que não. É estranho, porque aqui eu já modulei, ó. Vai para o YouTube, porque no YouTube tá normal, com som. Desde o início que tá sem som. Eu achei que era meu celular, não é? O pessoal tá reclamando que não tem som. Só um pouquinho, gente. Tô interrompendo aqui rapidinho. Deixa eu ver aqui, ó. Tô desplugando. Eu tô rigorosamente… Eu vou recomeçar, OK? Vou recomeçar, Nádia? Sim, eu vou recomeçar. Você me diz aí como é que vai ser, por favor. Tá. Tem um povo que acompanha a gente também lá.

Aqui são 617 agora. Lá também tinha um catatal. Então vamos lá. Deixa eu ver o que que tá acontecendo, porque aqui nas ferramentas tá tudo rigorosamente OK, coisas que só acontecem ao vivo. E a gente, ó, vai tirar de letra porque a gente faz o que pode na boa vontade. Quando dá, dá. Quando não dá, não dá. E a vida segue. Então, vamos ver. Dona Ná, vê agora a conexão. Alô. Continua sem som. Aí fica falando: “Partiu, partiu tudo”. Continua… Essa nova transmissão continua sem som. Sem som. Que estran que loucura. Ainda sem som, né, gente? Tão ouvindo? YouTube, eu já vi. Obrigado, pessoal. Aí tá tudo OK. Deu certo? Voltou o som? Vocês estão ouvindo agora? Estamos te ouvindo.

Obrigado ao pessoal que falou: “Desliga e liga de novo”. Fechou. [risadas] É, a vida é assim. A vida é mesmo assim. Dia e noite [canto] e não e sim. Tã. Eu te amo calado como quem ouve uma sintonia. De silêncio e de luz Estou sabendo, o povo já está presente aqui Olha lá o povo chegando, aracaju Aracaju, Brasília. Ih, que legal. Acho um barato isso, gente. Obrigado, viu? Desculpa aí. falhas técnicas aleatórias à nossa vontade. O aparelho tava direito, o Wi-Fi anda larga bombando e a gente aqui, eu vamos voltar aqui a a vaca fria.

Eh, eu tava falando de de Nosso Lar, que é uma personagem de André Luiz, que via todo mundo, boa parte dos habitantes dessa cidade espiritual, recebendo a bênção da lembrança, de uma prece, de um carinho irradiado por quem tava encarnado. de André Luiz naquela secura, porque ele não teve eh na família dele nenhuma iniciativa de promoção, eu diria de um lado mais espiritualizado. Ele não achava isso importante. Teve uma vida completamente desregrada. Só que, certa vez, por intermédio da secretária dele no consultório, abriu-se caminho para atender uma pessoa que não podia pagar.

E a mulher dessa pessoa ficou eternamente grata a André Luiz, e foi ela que endereçou a ele, na condição de desencarnado, uma prece. E essa prece foi algo que ele registrou como extremamente prazeroso, uma um alento de uma pessoa que ele mal conhecia, mas que não esqueceu o gesto, muito pelo mérito da secretária dele, que ele não tinha o hábito de abrir caminho para atender quem não pudesse pagar a consulta. Então, estamos dizendo isso porque a mensagem de hoje, povo do Instagram, eu fiquei 5 minutos tagarelando aqui sem áudio.

Nós abrimos da página 270 que fala que a gente precisa mantenha o seu ideal de felicidade, trabalho visando ao bem do próximo e da humanidade, mas não se preocupe apenas em acumular riquezas. Não tem apenas a preocupação de acumular riquezas. Que os vermes destróem a ferrugem consome. Isso é uma alusão ao evangelho. Acumule riquezas duradouras constituídas dos benefícios que presta a seus irmãos. Porque amanhã você receberá de todos a alegria da vitória auxiliada por você. A alegria do bem que se realiza é o maior tesouro que podemos obter.

Então, está dado aqui o recado de como faz a diferença, como realmente isso do ponto de vista da espiritualidade, não é só o espiritismo que preconiza o exercício das virtudes como algo libertador, a superação das imperfeições, a o firme propósito da gente enfrentar os nossos lados sombrios que todos temos, né? Como é que a gente aproveita o tempo nesse planeta e a energia, a saúde que a gente disponha para investir nessa direção? É isso. É isso. Tá dado o recado, mensagem 270. Alô, alô, Pastorino. Gratidão, querido.

Vamos em frente que eu vou recomendar um livro que eu tô lendo, porque eu normalmente recomendo livros que eu já li ou livros que eu não li porque estão na fila, e, gostando, eu recomendo. Esse eu tô lendo, já tô na página 95. Comecei dias atrás. Comecei anteontem. Olha o título: O Louco de Deus no Fim do Mundo. O louco de Deus no fim do mundo. Tá aqui o desenho na capa do papa. Tem um papa aqui. Alguém com roupa de papa. E aqui tem alguém com pinta de imperador ou um guerreiro mongol.

Então, o resumo da ópera, isso não é romance Isso é uma história real E o livro é do Javier Cercas Que deve estar felicíssimo com a classificação da Espanha ontem para a final da Copa do Mundo Javier Cercas é um escritor escritor dos mais importantes da Espanha, conhecido mundialmente, eventualmente escreve artigos para jornais. E a história é a seguinte, ele é até o convicto, um crítico profundo de problemas históricos da igreja e no papado de Francisco, saudoso Francisco, cardeal argentino Bergoglio, a Cúria, a secretaria de comunicação do Papa, convidou Javier Cercas para acompanhar o Papa numa viagem à Mongólia, um país onde só existiam, na época da visita, 1.500 católicos.

A maioria absoluta não seguia o cristianismo católico ou qualquer outro segmento cristão. Então, o Javier Cercas fica perplexo, dizendo assim, vocês sabem quem eu sou? O que eu Que que eu já escrevi? Que que eu penso? Como é que eu não tenho nenhuma afinidade com a ideia de um Deus? Eu sou ateu, eu não acredito nessas coisas. E ele nós sabemos, mas o senhor é uma pessoa que escreve muito bem. O senhor tem eh, eu diria, eh, uma imagem eh de alguém que tem convicção no próprio pensamento, na própria maneira de perceber e sentir as coisas. Então, nós gostaríamos muito que o senhor acompanhasse o papo e fizesse o que… Escreva o livro que o senhor quiser.

A gente só gostaria que você documentasse, a seu modo, a viagem. Eu não vou dar spoiler, eu vou chegar até onde eu cheguei, porque nem o Papa sabia dessa proposta. Aí os responsáveis pela comunicação do Papa falam: “A gente vai falar com ele ainda, mas a decisão aqui é nossa, nós temos essa prerrogativa”. E aí ele diz assim: "E, eu tô acionando essa ideia muito maluca, mas pensando bem, eu vou aceitar se o papa conseguir falar comigo 5 minutos apenas, eu e ele. Não preciso mais do que isso, porque eu tenho uma pergunta para fazer para ele e eu acho que essa pergunta justifica a minha viagem". Aí eles ficam curiosos. Ah, é? Mas o que você gostaria de perguntar?

E aí ele conta a história da mãe dele, Javier Cercas, que a mãe dele é católica, convicta, e a pessoa que a mãe dele mais amou no mundo foi o marido, o pai do Javier, a ponto de, certa vez, ele diz no livro, a mãe ter dito pros quatro filhos, Javier um deles: “Amo muito vocês, mas amo mais, amo mais o pai de vocês”. Não sei se é uma coisa que mãe deve dizer para filho, mas ela disse pros filhos. E quando o pai do Javier morre, a mãe fica destroçada, como naturalmente acontece quando você tem a perda de um ente querido, mas ele fica muito penalizado e vê que depois do luto, o consolo dela é dizer: “Quando eu partir, haverei de encontrar o meu amor”.

Então ela construiu a convicção de que quando chegasse o momento da morte, ela encontraria no além grande amor da vida dele, dela, que é o pai dele, Javier Cercas. E aí o Javier diz assim: "Eu topo fazer essa viagem, se eu tiver a chance de perguntar pro Papa, a sós, se a minha mãe vai encontrar mesmo o meu pai. Eu quero ouvir dele o que ele tem a dizer sobre o que a minha mãe dá como certo. Minha mãe vai encontrar mesmo meu pai? Olha a história. Essa é uma história real. Então eu tô lendo o livro.

Esse livro me foi recomendado por um funcionário de uma livraria que abriram aqui na esquina da minha rua e que eu cheguei lá semanas atrás que eu tava naquela batida violentíssima de viagem para tudo que é canto, viagem longa, de avião, de carro, espera em aeroporto, aquela coisa toda. E eu já tinha lido o livro que eu tinha me proposto a ler nas viagens, queria um outro. E aí o rapaz falou assim: “Mas que gênero de livro você quer?” Aí eu falei assim: “Eu quero um livro que eu não consiga parar de ler”. Aí ele falou: “É esse aqui: O Louco de Deus no Fim do Mundo, Javier Cercas”.

Eu devo dizer a vocês que eu engatei uma leitura bem interessante no tempo que eu tenho, que agora pararam as viagens, mas eu eh com o resultado da minha do meu investimento nesse livro. Então, o louco de Deus no fim do mundo é um livro que você não consegue parar fácil de ler, muito bem escrito. Javier Cercas, de fato, faz por merecer todos os prêmios, toda a fama e ele é, eu diria, como um ateu convicto que tem um certo, uma certa ironia, um certo sarcasmo, mas se reporta a figura de Francisco com muito respeito. Não quero dar spoiler assim.

E o livro abre janelas para revelar aspectos biográficos da igreja, a história da igreja, da figura do Papa Francisco, quando era padre, depois cardeal na Argentina. Então é bem bem bem interessante, bem interessante. Tem aqui na quarta capa, olha só, aspas pro autor: “Sou ateu, sou anticlerical, sou um laicista militante, um racionalista, quanto mais, um ímpio rigoroso. Mas aqui estou eu, voando pra com o ancião vigário de Cristo na terra, pronto para interrogá-lo sobre a ressurreição da carne e a vida eterna. É por É por isso que embarquei nesse avião, para perguntar ao Papa Francisco se minha mãe vai rever o meu pai após a morte e para levar a resposta dele à minha mãe.

Aqui está um louco sem Deus perseguindo o louco de Deus até o fim do mundo. Tá bom? Fica a dica. Agora, sugestão de de ajuda, de doação. Faz tempo que eu não dou aqui uma sugestão de ajuda. Como eu disse para vocês, povo do Instagram tava mudo porque o som não saía. Aí deram a saudável dica aqui de recomeçar. Agora tá todo mundo ouvindo. Ah, está pedindo para repetir o nome do livro? Gram da Mary O louco de Deus no fim do mundo Javier Javier Cercas. Tá bom. Vamos lá. Editora Record. Fizemos. Olá, deixa eu contar a história do início que é importante. Semana passada fez contato comigo o padre Júlio Lancellotti, dizendo: “André, você vem a São Paulo?” Eu falei: “Padre, não tá prevista.

Eu viajei muito por aí, já fui inclusive a São Paulo, mas não tá prevista a minha ida nas próximas semanas”. Ele falou: “Quando puder, venha. A gente precisa conversar, você precisa ver o que tá acontecendo”. Aí eu falei: “Padre, se não se importa, o que tá acontecendo? O senhor pode adiantar?” ele ele está muito preocupado. Aí começamos a conversar com a situação das pessoas em situação de rua diante do advento do Super El Niño. eu estou querendo fazer uma reportagem sobre isso eu preciso primeiro fechar, envelopar a série que vai ao ar no Jornal Nacional daqui a duas semanas que consumiu bom tempo de viagem nos últimos meses e aí conversando conversando com ele, eu sugeri: “O senhor não quer adiantar as suas preocupações numa conversa comigo, que a gente pudesse gravar e exibir nas minhas redes?” E ele, de pronto, aceitou.

Gravamos a conversa. Essa conversa tá maravilhosa, excelente. Vai ao arhã, 9 da manhã no YouTube. Já tem gente se inscrevendo lá porque o vídeo já tá lá, ele não tá disponível ainda. A gente abre a janela do vídeo, 9 da manhã, amanhã. E aí, no YouTube, a Ariane, nossa anja da guarda aqui das comunicações platafórmicas, disse que vai tentar também reproduzir, às 9 da manhã, no Instagram. gente tá com essa YouTube é certo, Instagram a gente tá acreditando que vai dar também. Então, eh, a conversa fluiu. Padre Júlio trouxe as preocupações legítimas e bem fundamentadas, porque vocês vejam a quantidade de gente que perdeu a vida na Europa e não era gente só em situação de rua pelo calor.

O Brasil tem mais de 300 mil pessoas em situação de rua. 80 mil delas — a maior parte — em São Paulo, onde o padre Júlio tem, Na paróquia São Miguel Arcanjo, a Pastoral do Povo da Rua há décadas oferecendo ajuda. E esquece Super El Niño no dia a dia já é complicado. O que que é Super El Niño na região Sudeste, onde tem a maior parte da população em situação de rua? Onda de calor muito acima da média. O que que é onda de calor? Onda de calor são temperaturas no mínimo 5 graus acima da média da estação. A gente tá projetando o Super El Niño no auge no verão de 2027. Começa provavelmente no final desse ano e avança no verão de 2027.

Então, você pega uma temperatura já estupidamente alta em tempos de aquecimento global, coloca mais 5º no mínimo acima da média por um período não inferior a 5 dias. Gente, população em situação de rua já é vulnerável, já tem muitas dificuldades no dia a dia de diferentes gêneros. O calor extremo é devastador. Eu, na live com o padre Júlio, lembrei de uma experiência que eu tive na Gastromotiva, um projeto, não sei se existe ainda, na Lapa, aqui no Rio de Janeiro, que oferece refeições à população em situação de rua, refeições feitas por chefs de cozinha que aproveitam raspas e restos da Ceasa e transformam aquilo em pratos não só saborosos, mas pratos assinados por chefs de cozinha.

É um projeto muito interessante e as pessoas podem voluntariar-se para serem garçons, ajudarem a servir as pessoas em situação de rua. Eu levei minhas filhas pra gente fazer o trabalho de garçom voluntariamente. Larissa e Raquel. Aliás, hoje é aniversário da Raquel, 26 aninhos. Ela tá fora do Brasil. Meu amor, Força, coragem e fé. Tamo junto. Sigamos. Falei com ela, já mandei meu minha mensagenzinha. Então, sabe o que que a gente viu nesse dia? Antes de servirem os pratos, você serve com água. E essa população em estação de rua, invariavelmente, não está hidratada, não bebe água suficiente, porque não existem bebedouros públicos com facilidade por aí.

E nem todo mundo gosta de servir água paraa população em situação de rua. E quando dá água não é água gelada, não é água fresquinha, é água ali da bica, aquela coisa. Então, padre Júlio tem muitos motivos para estar extremamente preocupado. Eu vou dar aqui, e pedir autorização a ele para fazê-lo, o Pix da Paróquia São Miguel Arcanjo, onde funciona a Pastoral do Povo da Rua, que por décadas, tendo o padre Júlio à frente, oferece ajuda possível a essa população. Então, quem quiser ajudar o padre Júlio Lancellotti a dar sequência… Mas veja: o padre Júlio Lancellotti não consegue dar conta, em São Paulo, de 80 mil pessoas em situação de rua.

Eu tô falando de uma ajuda pontual paraa Pastoral do Povo da Rua. A live que será exibida amanhã, 9 da manhã aqui no YouTube e no Instagram com padre Júlio, ele mostra a importância do poder público, das empresas e de cada um de nós. Ele diz o que cada um de nós pode fazer. E é muito bonita a passagem da conversa amanhã em que ele faz esse essa analogia entre o desafio que tá colocado pelo Super El Niño na assistência à população em situação de rua e o teste paraa nossa humanidade. E se você se diz cristão, o teste pro seu cristianismo.

Como é que a gente se posiciona no momento de crise climática nesse nível, com os nossos valores e princípios inspirados supostamente no evangelho, ignorando a realidade de quem tá nessa situação de indigência? Isso é muito sério. Então, vamos lá. Pix da Pastoral do Povo da Rua. Anote aí: 63, 089, 825, 0007, 96. Faz sentido para vocês? 63, 089, 825, 0007, 96. É o Pix, na verdade é CNPJ, que vocês vão ver lá quando fizer o Pix. Paróquia São Miguel Arcanjo. É o lugar certo para a destinação do recurso, visando dar a assistência à Pastoral do Povo da Rua. Vou repetir uma última vez, tá bom? Que é muito numerozinho. 630898. 630898. 250097 250097 96 alô Alô, padre Júlio. Tamo junto, padre Júlio.

Eita! Eu entendo que poucas pessoas exemplificam tão bem o exemplo de renúncia, fidelidade absoluta no exercício da caridade ativa a quem mais precisa, poucas pessoas. Graças a Deus, eu acho, algumas eu conheço e tenho o privilégio de ser contemporâneo. Padre Júlio é uma dessas pessoas. Padre Júlio é uma dessas pessoas. Muito bem. Bem, aí a gente chega aqui no momento do papo das em que vocês via stories no Instagram participaram da nossa enquete quando a gente lembrou que o assunto hoje seria o que devemos fazer no mundo a deriva. Olha que pergunta sapeca que eu mandei para vocês. O que devemos fazer num mundo a deriva? Por que que eu escrevi isso?

Porque, por vezes, a sensação é assim: voltou a ter o combate, os combates entre Estados Unidos e Irã. Tinha selado lá um cessar-fogo, encaminhado o acordo de paz. O pau voltou a comer ali. Ai, Jesus. Aumentaram os combates entre Ucrânia e Rússia. A Ucrânia respondendo aos ataques da Rússia, que é o país invadido. Nós vendo Trump trampeando por aí. Eu não vou entrar nos detalhes, todo dia tem. É como se diz em Minas Gerais, cada enxadado é uma minhoca.

Ele não para de realizar ações com a caneta de presidente presidente dos Estados Unidos que atentam contra o clima, o meio ambiente, os direitos humanos, os direitos dos imigrantes, um ambiente de paz, eh, um ambiente comercialmente justo, saudável. Nada, ele vai na contramão. E estamos aí na situação do Brasil testemunhando uma corrupção em diferentes níveis de de penetração na República Federativa do Brasil, em todos os poderes da República. Aqui no meu Rio de Janeiro, outra vez a gente emprega o ditado mineiro: cada enxadada, uma minhoca. Tem sempre um deputado, [risadas] ex-deputado, ex-secretário, ex-governador. Tá todo mundo meio enrolado demais com facções do crime organizado, etc.

Então veja, você faz lá a sua salada mista e por vezes você pode chegar à conclusão que de fato estamos passando por um momento muito singular, muito especial e desafiador. Por isso eu fiz a pergunta: o que podemos fazer no mundo a deriva, que é uma provocação filosófica. Então vamos lá. Tem várias a participação de vocês sempre muito generosa naquele quadrinho que tem pouco espaço para escrever, eu sei. Verônica Coelho Galvão: “Rezar e acreditar que o Cristo planetário, Jesus, tem tudo sob controle, ou podemos fazer mais?” Olha, Verônica, rezar ajuda para burro. A gente tem que rezar, sim. A gente tem que ajudar a mudar essa psicosfera.

Mas você sabe, o povo do Papo das 9 sabe que quando a gente fala de reza para resolver problema, eu gosto de lembrar do provérbio africano que diz: "Enquanto reza, vai fazendo". Porque Deus delega, Deus terceiriza. Jesus também. Jesus confiou em 12 apóstolos e até hoje ele aguarda de nós um gesto, uma vontade, uma decisão, uma escolha. Porque evolução para valer é aquela que você escolheu. Não é que você pediu para as coisas acontecerem, porque aí a coisa, se a religião, entre aspas aqui, porque não é entre aspas, o sentido religioso do relig. Então eu acredito em Deus, eu vou pedir para esse Deus consertar tudo. É lícito pedir, mas tão lícito quanto pedir é fazer a sua parte, tá?

É minha opinião, Verônica. Verimar de Jesus Acredito que começar pelas orações Pergunta de Pergunta difícil. Por onde você acha que devemos começar? Olha, Verimar, começar pelas orações não é uma ideia não, mas como você bem disse, isso é o ponto de partida. A gente precisa se reconhecer no tabuleiro como agentes da mudança, no perímetro em que estivermos circulando, dentro de casa, na vizinhança, na tua rua. na tua cidade, no teu ambiente de trabalho, eh, entre amigos, no clube que você frequenta, se você frequenta algum clube, onde você tiver, com quem você tiver, se perceber como alguém que em surgindo o ensejo diante das circunstâncias, haverá de funcionar como o elo de ligação entre a desesperança, o desânimo e o desalento, fazer uma ligação direta com a esperança, o ânimo, o alento, realizando aquilo que evangelicamente foi resumido por Jesus como o exercício do amor, na sua expressão mais profunda, que é o amor renúncia, o amor do perdão, o amor da caridade ativa, ajudando, socorrendo quem esteja numa situação efetiva. amente muito difícil.

Cada um com seu cada um, cada um dando passo do tamanho da perna, mas fazendo a sua parte. Sandra Basílio 1: “André, indique a série da Netflix A Vida no Nosso Planeta”. Você indicou. Netflix é concorrente, não posso ficar fazendo aqui… Mas já passei a tua dica, tá bom? A Vida no Nosso Planeta. Aí tem a continuação da Sandra aqui. Para nos manter existindo enquanto espécie é preciso consciência coletiva. Boa. A gente precisa entender que planeta é esse. As pessoas, o analfabetismo ambiental é uma chaga que macula as nossas chances de sobrevivência. A gente não respeita os limites do planeta e a gente não entende como, enquanto eh a gente não é proprietário de nada. a gente tá aqui de passagem, já falamos isso hoje.

Então você é locatário, né? Você tá aqui de passagem, não lhe pertence, você tá aqui ocupando um espaço temporário. Então, que esse espaço seja ocupado com inteligência e que a gente não saia da locação deixando ela pior do que quando a encontramos, porque aí fere o contrato de locação. A gente tem que entregar no mínimo nas mesmas condições, não em condições piores. A Sandra mandou outra, ó: “O planeta tem suas eras naturais. Os humanos são meros animais, porém temos que ter consciência”. Pimba. Sônia Fajardo Reis: “André, como despertar valores espirituais nesse mundo material para mudar o rumo errado atual?” Ô, Sônia, o mundo é muito grande. Mudar o mundo é uma tarefa hercúlea.

Eu entendo que nós devemos ter a saudável ambição de nos modificarmos. E ao nos modificarmos, a gente já estará fazendo algo muito relevante para inspirar a mudança dos outros. [som indistinto] Porque creia, a reforma íntima inspira os outros a partir do exemplo, da atitude, não por palavras, pelo exemplo, a fazerem o seu dever de casa também. É o que eu acredito. Gaia Tur: “Fazer o nosso melhor onde meu braço alcançar, ajudando os mais necessitados sempre”. Tá aí um lema profundamente cristão. Enedina Silveira: “Ter fé”. Então, o que nos cabe fazer no mundo à deriva? ter fé. Fé. Perfeito. E a fé que inspira atitude, né? A fé que se manifesta, né?

Ela nasce dentro, mas ela se desdobra para fora, né? Cintian Lopes: “Confiar e tentar fazer o certo, ética, moral, espiritualmente, e relaxar”. Interessante ela ter acrescentado o relaxar, né? Porque realmente quando a gente tá pilhado, a sintonia não é boa. Quando você tá muito nervoso, ansioso, angustiado, né? Não vai ajudar. Interessante a a Cíntia ter colocado relaxar, né? Mais uma vez recorrendo à figura inspiradora de Jesus, ele tinha os momentos de meditação e prece e os discípulos respeitavam esse momento. Ele se recolhia.

Então a gente precisa desse, eu diria, momento de trégua, né, na correria do dia a dia, encontrando um eixo na nossa no nosso silêncio interior, descobrir aí esse, essa sintonia saudável e necessária para realização das escolhas e o preparo emocional, o preparo mental para seguir em frente numa zona de equilíbrio. Então é interessante a Cíntia ter falado de relaxar. Lua underline metal 14: “Devemos orar, é o que nos resta”. Já falamos disso aqui. Enquanto hora vai fazendo. Dânia Diniz. Não perder a fé. Não perder a fé é fundamental e a fé balança porque nós somos imperfeitos.

É aquela história, você tá num dia com céu fechado, como os últimos dias aqui no Rio de Janeiro, frio, tempo nublado, chuva, o sol tá brilhando do lado de cima das nuvens. lembro quando eu fazia repórter aéreo Eu fui o primeiro repórter aéreo da TV Globo em 1993, fiquei quase um ano voando todo dia e nos dias de inverno quando tinha essa inversão térmica e ficava aquela colcha de nuvens bem rente a cidade a gente subia o helicóptero helicóptero e ficava em cima das nuvens, parecia um colchão e o corcovado, cara. imagem fechava o jornal rolando os créditos o mordo corcovado com o redentor de braços abertos sobre a colcha de nuvens uma imagem que este que vos fala viu presencialmente.

É uma É uma coisa maravilhosa. Então, não perder a fé significa a gente se lembrar. Acima das nuvens o sol brilha. Haja o que houver. É saber que a luz continua sendo projetada na sua direção, ainda que você não a perceba, penso eu. Luís Eustáquio Silva: “Precisamos de uma bússola”. Essa bússola seriam os ensinamentos de Jesus, para quem acredita em Jesus, quem é cristão. Sim. Agora, eu sou… eu tenho a convicção de que não necessariamente apenas os cristãos têm uma bússola. Eu acho que essa bússola ética e moral, ela pode ser empoderada por uma religião ou não.

Você pode, sem nenhuma religião, ter a sua bússola ética e moral por formação, por convicção íntima, uma visão humanista, aonde a figura de Deus nem tá presente, muito menos de Jesus, mas a bússola tá lá. Quantos cristãos se dizem cristãos e não dão um bom exemplo inspirado nessa bússola. Só pra gente ter aqui uma uma linha de raciocínio que sustenta o que eu tô falando, tá? Zin 2511 diz: “Oração e se posicionar”. “Concordas? Fale sobre”. Ih, já falei um monte e concordo com você. Se posicionar significa atuar no mundo. Atuar. E veja, as palavras são importantes. Eu não vou desmerecer as palavras, mas falar é fácil.

Quando você compara o falar com o agir, é preciso ser bom, é preciso ajudar o próximo, é preciso ajudar a população em situação de rua. OK? Lindo, maravilhoso, bacana. A pergunta é: e a coerência? Você pratica o que você fala? Isso é muito doloroso [risadas] para muita gente. Você pratica o que você fala, você pratica o que você diz acreditar. É isso que eu digo. Nós somos seres imperfeitos, temos nossas limitações. A gente não vai se cobrar santidade, mas a gente precisa ter vergonha na cara para dizer: "Ainda que eu não consiga falar a língua dos anjos, né?

Ainda que eu não consiga estar num patamar angelical, muito longe disso, há algo que eu possa fazer nessa direção de uma luz benfazeja, me sentindo bem, porque a gente, quem ajuda o outro tá se ajudando. A caridade ela é genial, porque você acha que tá ajudando o outro, mas você tá propiciando a a você mesma condição maravilhosa de saúde mental, saúde emocional, porque você se sente útil, você se percebe fazendo a diferença na vida de alguém. Quem faz trabalho voluntário sabe o que eu tô falando. Trabalho voluntário, a recompensa está no ato de atuar voluntariamente em favor de uma causa, de outra pessoa, o que seja.

Você se sente bem, você se sente útil e isso te empodera, isso muda a tua vibração, isso eleva a tua frequência, isso traz a simpatia do plano espiritual vinculado ao bem. É poderoso isso. É sério, gente. Isso é muito sério. Cláudia Aguiar 311: “Escolher a direção do seu coração e remar forte para lá”. Olha que bonito. Escolher a direção do seu coração e remar forte para lá. É simbolicamente quando você fala ouça o seu coração, você tá ouvindo você. Você tá ouvindo o seu eu profundo, né? Então, seguir esse caminho é uma recomendação de muitos sábios. Não deixe de prestar atenção aos reclames que brotam do fundo do seu coração, porque ali está a sua verdade, ali tá você em essência.

Então, quando a gente vai na contramão do que a voz do coração diz, a gente é que nem uma plantinha que vai murchando por desidratação, né? Ela vai perdendo o viço, ela vai perdendo o brilho nos olhos da gente fica opaco, né, Cláudia? Rafael de Titi: “Seja um provedor de bons pensamentos, boas palavras, boas ações, boas atitudes”. Pronto, é emanação do bem por todos os poros. Aí, Rafael Vinícius underline Reis underline 81: “Acho que abstrair e fingir demência, ele já tá indo ladeira abaixo mesmo”. Não entendi. Ah, tá, deve estar falando… Bom, acho que ele tá falando de alguém. Nem vou dizer quem, que eu não quero ser injusto.

Edna Vieira Gonçalves: “Acredita também que devemos amar mais o próximo?” Então, vamos lá. Do ponto de vista cristão, esse é algo fundamental. O maior mandamento ou a maior lição de sabedoria de Jesus foi ama o próximo como a ti mesmo. Significa eu sou diferente, eu penso diferente. Nós não somos pessoas que agem mimeticamente reproduzindo uma ou que faz a outra automaticamente. Temos as nossas singularidades. Mas você é um irmão em humanidade e estando você em alguma situação aflitiva que eu possa interceder, por que não? o que me impede de ajudá-lo, de inspirá-lo, de facilitar sua vida. E aí tem outras decorrências desse exercício da caridade, que é a lei de causa efeito.

Todo bem que você fizer ao outro volta-se para você, assim como todo mal que você venha a realizar prejudicando o outro, igualmente pelo efeito bumerangue lhe alcançará. Então, não é uma questão apenas de perceber como isso nos faz bem. É entender que quando a gente introjeta isso no dia a dia, a vida fica mais leve, as coisas fluem de uma maneira mais prazerosa. Fakiro Segler só escreve assim: “Rezar”. Já falamos disso. Cláudia Barroso 0302: “André, não seria nós segurarmos na fé, esperança e na caridade?” Bem resumido, Cláudia. Falamos disso aqui. Marisa Rope, penso que não devemos desanimar e fazermos nossa parte para contribuir pro reequilíbrio do planeta. Não desanimar nunca.

De vez em quando vai ter um desalento, um certo desânimo. Não, não, não deixe ele se criar. Ele pode se instalar, como disse, nós somos limitados, imperfeitos. Vai ter a hora do desânimo. Eventualmente sim, que seja breve, porque a vida pede passagem. Recoutinho: “Será que segurar firme na esperança e fazer o bem onde estivermos é uma boa estratégia?” Sim, acho maravilhosa a sua síntese. Paz underline estrela underline sol: e informações a todos Para lutar e mudar o rumo para viver Sim Sim, esclarecimento, informação, mas a gente também precisa ser o agente da mudança em outras frentes. Compartilhar informação é fundamental. Informação muda o mundo. Informação promove paz.

Informação ensina o amor. Informação nos livra de doenças. Informação nos faz repensar a ideia do suicídio. Informação salva vidas. Eu digo isso no livro Viver é a melhor opção. Eh, portanto, a informação ajuda, ela é fundamental, mas não basta. Jesus compartilhou muita informação no evangelho. Se Jesus fosse apenas um repassador de informação, não seria quem foi imortalizado na história, por ter, além de compartilhado informações, exemplificado o que ele informou, né? Vera underline Peres underline: underline, devemos nos unir e nos defender com todas as nossas forças. Sim, nos defender, digamos, dos ataques psíquicos que sabotam a nossa resiliência emocional, espiritual, né?

Nos defender do pessimismo, nos defender do desalento e do desânimo. Regiane Santos 7988: “Amo suas colocações no Papo das 9”. Tati Melinho: “Diante de tantas previsões ruins, minha fé tem se enfraquecido. Nem sei o que pensar”. Tati, nesse momento eu me irmando com você, porque veja, eu sou jornalista, né? A gente vive de informação, é uma saraivada de informação ruim. O que que a gente tem que fazer? Detox. Tem muita coisa boa acontecendo que não vira notícia.

Tem muita gente trabalhando e operando no bem que não aparece nas manchetes dos jornais, dos telejornais, muito menos nas redes sociais, que é um antro de toxicidade monumental, umas mais do que outras, depende da, algumas redes são mais tolerantes, outras menos. Tem muita coisa, eu diria, negativa circulando por aí que causa abatimento. E isso pode depredar a fé, mas a gente precisa reagir. Tati, esse Papo das 9 de hoje foi pura, um puro exercício de reação ou resiliência, fazer a nossa parte. E, fazendo a nossa parte, eu sugiro a vocês amanhã, 9 da manhã, Papo das 9 extra, fora do dia usual, quinta-feira.

Amanhã, 9 da manhã, começa a transmissão no YouTube e faremos, se tudo der certo, também via Instagram a transmissão do papo com padre Júlio Lancellotti sobre a assistência e o socorro que se fazem necessários aos mais vulneráveis, que são as pessoas em situação de rua. Ele é uma autoridade no assunto. Ele tá muito preocupado com a proximidade do Super El Niño. Ninguém tá falando disso. A gente fala do impacto do Super El Niño sobre lavoura, prejuízo na produção de alimento. Em alguns lugares do Brasil, risco de muita chuva e enchente.

Em outros lugares do Brasil, como é São Paulo, onde tem 80 mil pessoas em situação de rua, ondas de calor terríveis, acima da média, seca na região amazônica e no Pantanal, propensão a queimadas. falando um monte de coisa. Ninguém falou até agora sobre a situação dos mais vulneráveis. Padre Júlio falou, ouçam, Padre Júlio, amanhã, 9 da manhã, YouTube, Instagram. Fiquem com Deus. Obrigado pela atenção. Até a próxima sexta-feira, ou melhor, até amanhã, 9 da manhã. Valeu,

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