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A força do um | Papo das 9 #1027

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tá aqui no meu cafofo direto de Laranjeiras, no Rio, iniciando mais um papo das especialíssimo, que não é ao vivo, porque eu estou tudo dando certo neste momento, fazendo uma palestra beneficente em Cepetiba, na zona oeste do Rio, que não é perto daqui. E eu fico muito feliz de aprender a confiar na minha intuição. Eh, e a minha intuição determinou que eu devesse hoje reforçar um esforço que me comooveu na luta sem violência, mas é uma luta do Papa Leão X que se percebeu alvo [roncando] da ira do seu compatriota, porque ele também é estadunido. o presidente daquele país, Donald Trump, e o Papa sendo questionado sobre o seu empenho em favor da paz. Logo, ele que tem esse dever, todo papa quando é escolhido pro exercício dessa função, obviamente entre os muitos encargos de um chefe da Igreja Católica está a defesa intransigente da paz.

E isso despertou a ira de Donald Trump. Então, eu tô aqui, em primeiro lugar, preciso deixar claro, eh, me sentindo muito solidário ao Papa que sozinho não pode nada. Veja, eu nem sou católico, mas eu entendo que esse chamamento ele nos alcança a todos. E eu hoje, seguindo a minha intuição, como disse, entendo [limpando a garganta] que devo realizar aqui o compartilhamento de algumas ideias inspiradas num livro. Eu já fiz menção a esse livro e já fiz essa abordagem aqui no Papo das 9 anos atrás, mas agora ela ganha uma nova contextualização, um novo sentido.

O livro chama-se Fonte Viva, psicografado por Francisco Cândido Xavier, editado por Emanuel, com passagens evangélicas, passagens do Novo Testamento. E uma delas inspirou, foi tão arrebatadora para mim a primeira vez que eu li, que eu me inspirei na mensagem 161. no esforço comum para fazer o livro A força do um. E no meu entendimento, a construção de uma cultura de paz tão necessária em função das guerras, dos conflitos que acontecem no mundo com o cometimento de vários crimes tipificados no direito internacional que ocorre a revelia de qualquer bom senso, de qualquer juízo. E nós estamos no Brasil no início de um ano eleitoral.

Então, as palavras mais duras e os antagonismos, né, eles começam a florescer e são flores mal cheirosas, né, da política que se faz com fígado. E outras ocorrências do dia a dia. Semana passada a gente compartilhou aqui os dados [limpando a garganta] de uma pesquisa nacional realizada pelo IBGE que mapeou a tristeza dos adolescentes de 13 a 17 anos vivendo no mundo com essas características, né? É um momento turbulento, é um momento complicado e eu tô aqui compartilhando com vocês esperança e tentando junto com vocês aqui construir um sentido para um engajamento, uma militância em favor da cultura de paz. E a gente tem um poder que a gente não deveria eh ignorar.

A gente não deveria ignorar. Então, Emanuel pega uma mensagenzinha, um trechinho da segunda carta de Paulo aos Coríntios. Paulo, divulgador do cristianismo, fazia isso eh de viva voz, presencialmente, em viagens no lombo de cavalo ou de burro ou a pé. a logística era muito complexa naquela parte do mundo, naquele período, mas também através de cartas. Então, em relação aos habitantes de Corinto, né, ele esteve presente ali fundando um núcleo do cristianismo e depois se comunicou por cartas.

Ele foi alguém na área da comunicação muito sofisticado, Paulo, para sua época, midiático, usando as mídias ao seu alcance. No esforço comum, o trecho dessa segunda carta aos Coríntios diz: "Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda? Que é algo muito inspirador?" Dá para entender porque que Emanuel pegou esse trecho e fez a sua pequena digressão que é poderosa, pelo menos para mim. A gente vai aqui citar alguns trechos, porque o fermento é uma substância que tem um poder. Um pouquinho de fermento altera o formato, volume de uma massa.

Então isso é um poder. Se você tivesse que traduzir isso numa outra linguagem, numa outra frase, eu diria: "Com pouco se faz muito". ou não menuspreze a força que aquilo que parece insignificante ou desprezível possui. Isso é muito inspirador. E aí vem Emmanuel dizendo, eu vou vou ler apenas o início da mensagem, depois eu vou separar alguns tópicos.

Não nos esqueçamos de que nossos pensamentos, palavras, atitudes e ações constituem moldes mentais para os que nos acompanham. Cada dia, por nossa vez, sofremos a influência na construção do próprio destino. E como recebemos conforme atraímos e colhemos segundo plantamos, é imprescindível saibamos fornecer o melhor de nós, a fim de que os outros nos proporcionem o melhor de si mesmos. Basicamente, até aqui essa mensagem na sua abertura fala do poder da comunicação, que é a minha área profissional. Por isso que talvez tenha mexido tanto comigo essa mensagem, porque fala de diferentes meios de comunicação, né?

A gente se comunica pelo pensamento, a gente se comunica pelo sentimento, a gente se comunica pelas palavras proferidas, pelas palavras escritas e nós teremos o resultado dessa comunicação a partir exatamente do teor, do sentido dessa comunicação. é um movimento de bate e volta, de vai e vem, de ação e reação, de causa e efeito, que é um tema particularmente caro aos espíritas que falam sempre da lei de causa e efeito. Então, vamos fatiar e vamos junto. Para onde vão [risadas] as divagações de Emanuel? Todos os teus todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam.

Falamos aqui já várias vezes, todas as correntes espiritualistas, ou seja, todas as correntes de fé que acreditam que a morte não existe, existe uma outra dimensão, acreditam em Deus. Para essas correntes faz sentido o que tá dito aqui. Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam. Ou seja, o pensamento não é uma abstração, ele tem força e direção. E a gente renuncia ou distraídamente não foca, não presta atenção exatamente na capacidade que temos de interferir na realidade das coisas a partir da força do pensamento.

Uma palavra muito cara aos espíritas é psicosfera recorrente nas obras de André Luiz, autor espiritual que através também de Chico Xavier ditou vários livros e mensagens que é psicosfera. Psicosfera é o campo eletromagnético irradiado por todos os seres vivos do reino vegetal, do reino animal e do reino ominal. Então, é a pulsação da vida determinando consequências energéticas, vamos chamar assim, sendo que em no caso do rei nominal, somos nós, essa psicosfera, esse campo eletromagnético é muito mais sofisticado, porque ele é resultado exatamente da frequência e da intensidade de certos pensamentos e sentimentos. existir significa irradiar uma energia. Quando você pensa e quando você sente, você tá elaborando uma energia que vai ter um certo grau de maior luminosidade ou de não luminosidade, terá a expansão dessa irradiação magnética do ponto de vista da sua do seu alcance, maior ou menor.

a textura, a configuração física, não plano denso, mas no plano espiritual, onde essa psicosfera chega a ter um cheiro, chega a ter um odor, dependendo da qualidade da depuração dessa irradiação, ela se torna mais atraente ou menos atraente. Então, veja, é muito interessante esse estudo. Então, quando Emmanuel fala, todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam, nós estamos falando exatamente daquilo que a sabedoria popular já reconhece, né? Quando você diz assim: "Ih, eu nunca vi aquela pessoa, mas cheguei perto dela, não me senti muito bem. Essa pessoa não me parece muito interessante de estar junto, sentir uma coisa estranha.

>> [roncando] >> né? Meu santo não bate com o santo daquela pessoa. São várias as formas de nominar uma impressão. Essa impressão pode ter várias causas. Uma delas seria exatamente a percepção.

Todos temos algum grau de mediunidade de que ali encontra-se um campo eletromagnético que nos é antipático, nos é por vezes hostil. Essa é uma leitura que se pode fazer do poder do pensamento. Nós também vamos aqui mapear a lei de causa efeito, porque se eu vibro numa determinada frequência, como um rádio, né, você tá vibrando uma determinada frequência, você vai atrair aqueles que também, pela lei da sintonia encontram na sua frequência uma afinidade. Isso pode ser ótimo quando você tá vibrando uma boa frequência. Quando você consegue emanar alguma coisa positiva, você vai atrair também forças que estão comprometidas, estão sintonizadas, estão na mesma vibe.

Agora, quando a gente tá vibrando numa frequência baixa, nós estamos igualmente eh correndo o risco de termos à nossa volta quem se identifique, quem se afinize com essa vibração e isso não nos favorece. Então veja, tudo isso conspira em favor da sua paz interior e da paz que você determina ao seu redor a partir exatamente do pensamento. Eu queria lembrar aqui do do ma olhado, né, que no Brasil eh mais uma vez a sabedoria popular chama de ma olhado, uma energia que você projeta na direção do outro. alguns bebês que são mais totalmente indefesos inocentes em relação eventualmente a uma irradiação dessa eh energia, certo? Um bebezão bonito, coisa e tal, que alguém olha com inveja.

É o o mal olhado assim dito, né? Pela sabedoria. Eu tô chamando de sabedoria porque para os espiritualistas, de uma forma geral, uma olhada encerra uma lei da física. Ou seja, você pode irradiar coisa boa ou você pode irradiar coisa ruim, né? E isso vai ter a sua correspondência no mundo eh tangível, no mundo material.

Eh, quando a gente fala de obsessão, que é um tema muito popular nas instituições espíritas em particular, um obsessor que procura atasanar tua vida, lhe prejudicar. Eh, em linhas gerais, a gente tá falando de uma possibilidade de alguém que foi prejudicado por você ter ali a oportunidade de devolver a gentileza, procurando prejudicá-lo. Agora, eh, isso só acontece por afinidade. Isso só acontece quando nós estamos desguarnecidos, nós estamos com a porteira aberta ou nós temos intimamente uma culpa, um remorço de algo que fizemos num passado mais ou menos distante e que nos deixa com a consciência intimamente pesada, ainda que você não se lembre, não seja uma coisa consciente, mas é um estado de vulnerabilidade psíquica causado por uma culpa. Joana de Angeles, na psicografia de Edivaldo Pereira Franco fala que a depressão ela tem origem, em boa parte dos casos, exatamente numa culpa do passado que determina esse estado de vulnerabilidade, né?

Então, quando a gente fala, recapitulando a frase do Emanuel, todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam. Primeiro protocolo de resposta diante de uma eventual obsessão que alguém sofra é orar pelo obsessor. Eh, pedir desculpas. Eu não me lembro exatamente o que fiz. Eu não sei exatamente porque você me persegue, mas se você o faz, é porque você tem os seus motivos e eu estaria eh eu seria a resposta para essa perseguição.

E eu, sem me lembrar exatamente do que fiz, eu lhe peço desculpas e que entenda que eu hoje sou outra pessoa. Eu não consigo desejar mal a ninguém. Eu não quero prejudicá-lo ainda mais. Eu espero que você entenda o que eu tô dizendo, porque é de coração. Essa é uma forma ou uma das estratégias de você lidar com um cenário, uma circunstância em que a obsessão ocorra.

E da mesma forma o poder da mente, o poder do pensamento, quando a gente fala do culto do evangelho no lar, uma vez por semana, dia e hora marcado, abre-se a a casa ou vai-se lendo em sequência. o Evangelho Segundo o Espiritismo. ou se você quiser fazer de outra forma, abrir uma página de um livro com mensagens edificantes e [limpando a garganta] procura de alguma maneira sintonizar com essas palavras, eh se nutrir das ideias correlatas a essa mensagem e obviamente com o intuito de se harmonizar e harmonizar o seu ambiente doméstico. Isso tem força, isso tem consequências. muito positivas.

Inclusive no os relatos da literatura espírita dão conta de que, por vezes, amigos espirituais, sabendo que tem data e hora marcados pro culto, é importante ter essa disciplina para ver essa sincronicidade com o plano espiritual e aqueles que o assistem. amigos espirituais se beneficiam dos fluidos. Eh, essa irradiação, ela vira um nutriente ou um elemento, uma substância que pode ser produzida a partir dessa conjugação de movimentos. Eu leio uma mensagem edificante, eu procuro sintonizar com a ideia embutida ali e eu numa prece agradeço a vida, a saúde, o meu lar, a minha família, os meus amigos. Peço por todos aqui, peço por todos os vizinhos, todas as pessoas dessa cidade, do meu estado, do meu país, desse planeta.

Isso quando é feito, qualquer prece feita com coração, ela tem um poder e o pensamento é o condutor desse processo. E a prece chega onde deve, ela tem alcance, ela traz efeitos práticos. Razão pela qual, quando a gente fala da construção de uma cultura de paz, eu entendo que no checklist do dos procedimentos que a gente deveria adotar em favor dessa cultura de paz, está essa irradiação positiva, essa produção de luz, é do que se trata. Então, amigos espirituais se apropriam disso e levam de há necessidade. Há relatos no culto do evangelho no lar quando isso acontece.

Da mesma forma os praticantes de meditação das suas mais variadas formas. Existe meditação, prestando atenção apenas na respiração com olhos fechados. Existe meditação em que você vai ter um protocolo de acionar a mente em torno de um mantra para distrair a mente e deixar que essa imersão no vazio, que é onde se dá esse encontro com uma o seu eu interior, sem agitação, dia a dia, à volta, seja qual for a prática meditativa, Ela também produz efeitos. É a mente atuando em favor desse equilíbrio e dessa harmonia que são irradiados. Você percebe a diferença quando você tá do lado de uma pessoa que parece de alguma forma boa, interessante, atraente.

E você às vezes fica, não, mas por que que essa pessoa me passa uma coisa boa? De onde vem essa minha simpatia que eu não consigo explicar de forma objetiva? As pessoas equilibradas, serenas, que estão em harmonia, elas emanam uma energia que nos atrai. É como se fosse exatamente esse banho de paz. Você fala: "Opa, um bálsamo, aquele ventinho fresco numa tarde de mormaço e calor.

Eh, [suspirando] portanto, um pouco de fermento levando a massa toda. Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam. O pensamento define o teu coeficiente de paz e o teu pensamento define a possibilidade de nos meios em que você circula, dentro de casa, no trabalho, na rua, no clube, no ponto de ônibus, no elevador, aonde você tá, você de alguma forma contaminar positivamente as pessoas desse equilíbrio. Seguindo em frente, que que diz Emanuel? Todas as tuas palavras gerarão impulsos nos que te ouvem.

Então é interessante porque a palavra, o que é? A palavra é um som. Um som. A palavra proferida que encerra uma ideia. Então veja, a palavra ela traz um uma informação, mas não é só a palavra com a informação que interessa.

É como você modula a sua voz, como você embala essa palavra. Um bebê inquieto que não consegue dormir, você vai lá e nana nenê que a cuca vem pregar cá. Papai, mamãe vai em no embalo meio heav metal. Não vai dar certo. [canto] Papai vai.

Esqueci a música. Faz tanto tempo [risadas] que já se cantou isso. Provavelmente para mim. Então não é só a palavra que traz a informação, é a moldura. É como você envaza a palavra.

Palavras encerram pacotes de energia. Eu falei agora a pouco da meditação que pode ter um mantra. Um mantra é uma palavra que traz uma informação e ela pode ser envolta na modulação da voz ou com uma música por trás. Ela pode ali encaixar diferentes informações, o sentido da palavra e a energia que eu tô emprestando a ela. Vocês entendem o que eu digo?

A gente tá falando aqui da força das palavras. Por exemplo, no adestramento militar, a palavra é uma palavra chave para comando. Na hierarquia da dos militares, que é um princípio claro, hierarquia, disciplina, você vai forjando a voz de comando através da palavra, sentido, descansar a palavra. Qualquer treinamento, qualquer adestramento traz na força da palavra uma informação cirúrgica precisa. As palavras podem servir de alento e podem derrubar uma pessoa.

Eu sempre gosto de evocar esse essa memória. Você, se quiser, tente lembrar agora de um momento da sua vida em que alguém, não importa se próximo ou estranho, disse para você uma palavra num determinado momento que você não tava bem. Você não tava legal. E essa palavra te sustentou, essa palavra te ajudou a seguir em frente. É a força da palavra, a ideia que ela encerra e a energia que a gente empresta, moldurando e moldurando essa energia.

Uma palavra como força, coragem, fé, vai dar certo, tô contigo. Isso também passa. Essa do Chico são palavras consoladoras, são palavras alentadoras, são palavras que têm força positivo. Da mesma maneira, no outro campo vibracional existem palavras que vão ser devastadoras, palavras que tornam a nossa autoestima farelo. São palavras que procuram desconstruir uma vontade, um desejo ou a sua capacidade de se manter bem em equilíbrio e harmonia.

Nem vou proferi-las aqui, mas existem pessoas, estamos falando tudo isso que eu tô falando aqui, eu tô dentro ou inspirado na construção da cultura de paz. Quem quer a paz precisa praticar a paz no dia a dia. Eh, eu quando vou, por exemplo, num estádio de futebol torcer pro meu time, eu não canto. Portanto, eu não profiro palavras, não canto nem repito cânticos ou brados, coura, que trazem um sentido violento, estigmatizante, que antagoniza num nível bem tóxico o torcedor do outro time. Então você procura eh desmoralizar, você procura ridicularizar.

E eu sinceramente não replico esses cânticos por uma questão de foro íntimo. Eu não eu não fui ali para depredar o direito do outro torcedor torcer pro outro time. Eu tô ali para torcer pelo meu. Aliás, futebol às vezes é um atraso de vida. Nesse sentido, eu confesso que na próxima encarnação não quero ver torcendo para nenhum time, não.

Eh, cansa, [risadas] drena muita energia da gente. Mas vocês entendem o que eu digo. Eh, no, no Brasil, acho que não sei se é uma norma da FIFA, por exemplo, cânticos homofóbicos, o juiz de futebol, ele pode interromper a partida, já aconteceu. Ele pode dizer: "A torcida não pode fazer isso". ou cânticos racistas.

Você inclusive tem punições previstas para torcedores que vocalizam racismo. Palavras, aquela música bonita da Cásia Hé, né? Palavras tão lindas, palavras detas, palavras, as palavras. E Emanuel tá encaixando aqui o pouco de fermento que leveda a massa toda. Eh, não tem uma parte da missa católica que fala: "Mas direi uma palavra e serei salvo".

Não tem uma na liturgia da missa tem lá uma parte que exalta exatamente o poder dessa palavra. Portanto, quando você faz o que eu tô fazendo aqui, a gente tá conversando, para mim é uma responsabilidade enorme as palavras que eu uso, transportando mensagens ou ideias e tentando formular aqui [limpando a garganta] uma proposta de compreensão da importância da paz ser ativa. A paz não é passiva, a paz exige um trabalho. Então, é o trabalho mental, já falei do pensamento citado por Emanuoso com o emprego das palavras. Uma palavra dita de forma invigilante pode causar uma tragédia, pode provocar uma guerra, pode determinar a separação de um casal, pode fazer com que um filho ou uma filha adolescente, no momento difícil se sintam no fundo do poço.

Você não presta para nada, você só me dá trabalho, seu aborrecente. Isso pode chegar mal num momento que já é ruim e isso pode ter consequências duras, muito difíceis. Então, cuidado com a Como é que a gente usa esse recurso? Aí a gente segue na mensagem de Emanuel no Fonte Viva. Todas as tuas frases escritas gerarão imagens nos que te leem.

Então tem aquela, eu adoro essa, esse ditado, acho que é um ditado popular, não escreva com fígado, né? O fígado é parte do corpo, aonde a gente costuma registrar a produção de toxinas que comprometem as funções hepáticas quando nos deixamos levar pelo ódio, pela ira, pela raiva. Pessoas raivosas podem ter problemas e há uma certa recorrência em problemas hepáticos. Não escreva com fígado, ou seja, não escreva sem pensar. Você tá se sentindo desequilibrado, você tá alterado, você tá vibrando numa frequência bem pesada e ruim, não escreve nada para sua própria proteção.

Aí tem outro ditado que diz assim: "O print é eterno". Significa a pessoa invigilantemente publica numa rede social, olha, tá me vindo a cabeça tantos políticos que já fizeram isso. Você posta aí, a reação é péssima, que que você faz? Opa. Deletei, tirei.

Aí vem alguém e diz assim: "O print é eterno". Alguém já foi lá e e vai lembrar para sempre que aquilo foi dito por escrito. Então veja, as palavras elas escritas, elas ganham um tom documental, porque a palavra proferida ela se dissipa no éter. A palavra escrita, ela vira um documento, ela tem um tom documental, ela vira um registro. Você sabe que num pedaço de guardanapo, num bar ou numa lanchonete ou num restaurante, você pode escrever ali e assinar um testamento.

Você pode determinar uma vontade sua expressa num pedaço de papel. As circunstâncias podem ser as mais impróprias para isso, mas aquilo pode ter a força de um desejo sacramentado pela justiça, juramentado em cartório. Tem a tua assinatura, aquilo pode virar um documento. As palavras escritas têm força. E a gente vai ver, Jesus não escreveu nada.

O único legado de Jesus foi a oração Pai Nosso. O resto são palavras escritas no Novo Testamento. A memória do cristianismo, da boa nova, do evangelho, é aquilo ali. São as palavras escritas. E aqui a nossa reverência e deferência aos muitos livros de dois dos maiores médiuns da história, Francisco Cândido Xavier, que deixou dezenas de obras psicografadas em que ele foi o meio, renunciando a qualquer autoria, mas graças a ele, Autores espirituais tiveram a chance de compartilhar informações, ideias, mensagens edificantes, consoladoras.

Esses livros estão aí. Esses livros estão aí. Chico encarnou em 1910 e desencarnou no ano de 2002. Lá se vão 24 anos. As obras de Chico tão aí.

Edivaldo Pereira Franco. Muitas dezenas de livros psicografados e que servem. A série psicológica de Jona de Angeles é particularmente interessante até para quem não é espírita, mas está enveredando na área da psicologia, da psiquiatria. São obras, palavras escritas que deixaram esse legado maravilhoso. Um pouco de fermento leveda a massa toda.

Então, quando a gente fala da construção de uma cultura de paz, em alguma medida ela passa pelas palavras escritas, especialmente nas redes sociais. Aí é um capítulo muito especial do que eu tenho para dizer para você hoje. Fortunadamente, as redes sociais se tornaram veículo do que há de pior nas manifestações por escrito, não apenas os vídeos. Vamos falar aqui do que você escreve ou do que você repassa, que foi escrito por alguém e você funciona como um neurotransmissor de um sistema que fica estressado e pode colapsar quando há a saturação de mensagens deletérias, tóxicas que propagam mensagens de ódio, de intolerância e de preconceito. Isso é muito triste.

Isso nos individa espiritualmente. As pessoas por vezes acham: "Ah, eu só repassei". Não existe neutralidade no universo. Eu só repassei. Dependendo do que você tá repassando, você estará em situação difícil perante sua própria consciência.

Porque você pode ter repassado para um grupo, ainda que pequeno, de seguidores ou de pessoas que você quis repassar, que haverá de replicar aquilo para outros grupos. E pode haver uma progressão geométrica de uma mensagem que você julgava assim significante [limpando a garganta] na propagação e que alcançou escala, toda. E essa massa pode ser boa de comer ou pode ser intragável. A gente tem que ter esse cuidado. Emanuel chama atenção para isso.

Também diz ele, todos os teus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam. Jesus não seria referência para bilhões de pessoas, porque mesmo quem não é cristão reconhece o mérito, a nobreza, o valor de Jesus. Jesus [roncando] não seria quem é hoje, se fosse apenas pelas palavras proferidas. e eternizadas pelos evangelistas no Novo Testamento. A força desse legado reside não apenas nas palavras, nas lições do mestre, mas no fato dele ter praticado o que ensinou, a força do exemplo, a pedagogia da atitude.

Então, falar é fácil. Difícil é no dia a dia aquilo que a gente fala se materializar em atos. Então, Emanuel tá chamando atenção que todos os nossos atos são modelos vivos, influenciando os que nos cercam. Isso no plano da matéria, isso no plano espiritual. Você tá sozinho numa rua deserta e você vê ali um cachorro agonizando.

Vamos supor, madrugada ninguém na rua. E você que já tá com a grana curta, se sensibiliza com a cena, tenta recolher da forma mais confortável possível esse animal, coloca numa caixinha, coloca numa sacola, leva na mão. até uma clínica veterinária 24 horas por dia, que não é pública, vai cobrar uma grana, se explica que tá duro, mas que você não suportou ver aquele animal agonizante que você quer pagar e tenta negociar parcelas com aquele veterinário de plantão. Ninguém tá vendo isso no plano da matéria, no plano espiritual, creiam, nós nunca estamos sóiss. Esse gesto é entendido como um gesto que permite o exercício do amor, do afeto, da autodoação.

No caso, para um ser vivo que estava em situação desesperadora. Isso é o exercício da caridade. Esse é o amor que não é restrito apenas àeles que você gosta da tua família, dos teus amigos, nem se circunscreve apenas no seu ah entre os da sua espécie. Eu acho isso muito interessante porque expressa exatamente o que Manuel tá falando. Os gestos da gente no dia a dia são inspiradores para o bem ou para o mal.

daqueles que nos odeiam. E se eu sou espiritualista, eu não tô reportando apenas os encarnados, eu tô falando dos desencarnados, né? Eh, eu já testemunhei duas situações comigo eh interessantes. Uma delas no Rio de Janeiro que não se respeita sinal fechado. Tarde da noite eu resolvi parar num sinal antes de meia-noite, vai 11:45 por aí.

Voltando do trabalho, quando eu apresentava o jornal das 10 na Globo News, no Cosmo Velho aqui pertinho, eu parei num sinal. Atrás de mim tinha um carro em alta velocidade que achou que eu ia passar adiante. Eu parei no sinal e o carro do lado parou e o motorista olhou para mim de uma forma meio contrariada. Não foi legal aquele olhar, não. Foi um mal olhado mesmo.

Eu fiquei me perguntando, eu não conheço esse cara, eu não fechei ele, ele tava lá atrás, mas ele ficou chateado por aí me veio a ideia, pode não ser isso, mas foi o que me ocorreu, a única explicação possível. Esse cara tá chateado porque eu parei no sinal. De alguma forma, o meu gesto fez com que ele se sentisse um pouco desconfortável, constrangido de passar direto. É raro, mas acontece. Aconteceu.

Um outro gesto que eu já cansei de ver por aí, perceber. E às vezes nem sou eu pegando o lixo dos outros no chão e colocando na lixeira, porque esse gesto causa constrangimento. Eu quando pego o lixo no chão, às vezes eu percebo meio assustado que tem gente que fica, para o que tá fazendo e olha, tipo assim, que que você tá fazendo? E eu já vi outras pessoas recolhendo o lixo no chão, na calçada, e percebo com mais nitidez ainda a reação que isso causa. Isso causa constrangimento, porque é alguém que tá fazendo algo que a tua consciência diz, ele ele tá fazendo o que é certo e eu não prestar atenção nisso não é algo que me favoreça.

Então, quando a gente fala ou reflete sobre o que tá sendo dito aqui, todos os seus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam. Olha o que eu vou dizer agora, porque é o que nos alcança a todos, a começar por mim. Aqueles que se dizem cristãos, seja você evangélico, católico, espírita, mas não seguem Jesus como modelo vivo, né? Porque Jesus não ensinou a gente a recitar as bemaventuranças. Ah, esse é o objetivo.

Eu quero que vocês decorem as bem-aventuranças. Eu quero que vocês decorem o Pai Nosso. Eu quero que vocês decorem as parábolas que eu deixei. Não, isso é absolutamente insignificante. Você pode ignorar inclusive a existência de Jesus.

Mas se você no dia a dia pratica o que ele ensinou sem saber que ele passou pela Terra, você tá em algum lugar do mundo, numa ilha do Pacífico, onde o cristianismo não não tá [risadas] culturalmente instituído, não tem nenhum cristão na ilha, mas você pratica o bem nos termos que o evangelho preconiza, é isso que interessa, né? O desencarne da gente é a minha percepção dessa questão. O desenvolvimento intelectual, ele faz parte da jornada evolutiva de todos nós. A gente precisa ter conhecimento, robustecer a sabedoria, ter uma noção cada vez mais avolumada de como funcionam as engrenagens do universo. Isso por etapas a gente chega lá.

Mas o o que faz assim a diferença é como a gente no dia a dia se livra da chaga do egoísmo. Do egoísmo que é o pai de todas as imperfeições. Todas as outras vem a reboque. Egoísmo significa: "Eu me priorizo num nível que o resto não existe ou o resto é desimportante." Então, o evangelho de Jesus remete a ao exercício do olhar, da percepção, da empatia, da compaixão, da misericórdia e da caridade. Eu vou prestar atenção no que vai à volta.

Bom, nós quando nos dizemos cristãos, eu no caso quando falo eu sou espírito, olha a responsabilidade, porque os meus atos eles estão associados ao que eu digo, acreditar. Essa essa é a grande questão. A perfeição não é desse mundo. Todos nós somos imperfeitos, mas a gente não vai ficar se escorando nas nossas imperfeições para usá-las como álibe. Ah, eu sou cristão, mas sabe como é que é, né?

Eu não tenho sangue de barata. Ah, Deus que me perdoe. Mas esse esse aí tinha que morrer. As coisas que a gente ouve cristã cristãos falando, a gente ouve pessoas de diferentes linhas do cristianismo falar, né? Bandido bom e bandido morto.

É um slogan que alcançou imensa popularidade. Eu tenho certeza que boa parte dos brasileiros acredita que bandido bom é bandido morto. Esquece que Jesus foi crucificado com dois bandidos, dois criminosos. a quem ele não desejou o mal. E um desses criminosos que foi crucificado porque reconheceu-se como um bandido.

Ele falou: "Eu sei porque que eu tô aqui, mas esse esse não não merece estar aqui falando de Jesus, né? Jesus olhou para ele e reconheceu nele as condições para alcançar o reino de Deus. A gente tem que ter muito cuidado quando embarca na canoa furada de pessoas que se dizem cristãs e estão fomentando o ódio, a intolerância e o preconceito. Isso é muito sério, muito sério. Então, ah, quando a gente fala dessa necessidade da gente buscar uma coerência, eu na linha de fé me identifico com essa corrente, significa que o pressuposto é: eu vou me esforçar para fazer o que tiver ao meu alcance, buscando essa coerência.

Coerência é uma palavra que resume muita coisa no exercício espiritual, porque tem muita gente espiritualmente correta. Eu sou um católico correto, catolicamente correto, evangelicamente correto, espíritamente correto, que é você ter assim o simulacro de alguém comprometido, mas no dia a dia, no fundo, no fundo, você não tem esse esforço que tá ou deveria estar mais bem assentado ou consolidado. E aí tem outro trecho que eu vou destacar aqui que eu acho lindo. Somos uma equipe de trabalhadores agindo em perfeita interdependência. Da qualidade do nosso esforço, nasce o êxito ou surge o fracasso do conjunto?

Quantas vezes vocês me viram falar aqui, lembrando que o espiritismo ratifica? Nós somos seres sociais. Espiritismo e e a sociologia são egressos do mesmo período histórico, segunda metade do século XIX. Eh, portanto, espiritismo, sociologia, a biologia, nós somos seres sociais. Significa dizer que nós vivemos em sociedade e significa afirmar que se não tiver bom para todo mundo, não tá bom para ninguém.

a as elites que desprezam o problema da desigualdade, que produz miséria, pobreza, exclusão, e a violência que emana dos grotões aonde o desprezo pelas necessidades básicas dessas comunidades prevalece. Portanto, as elites que não aceitam a responsabilidade que tem de defender inclusão social, oferta de oportunidades de estudo e de trabalho para os menos favorecidos, sim, bolsas assistenciais, porque quem tem fome tem pressa. Não adianta você ficar ditando regras aonde há insegurança alimentar. A Jesus repartiu o pão reconhecendo ali uma emergência. Não adianta eu falar para quem tá com o estômago roncando.

Então a gente precisa ter essa sensibilidade de perceber que a gente precisa equacionar os elementos que estão assimétricos. A gente precisa viver numa sociedade justa. A desigualdade não é desse mundo por vontade de Deus. Isso tá colocado na parte três do livro dos espíritos da leis das leis morais na lei da igualdade. A desigualdade não é de Deus, a desigualdade é dos homens.

E não é desejável que a desigualdade se perpetue. Então, quando Emanuel fala disso, tudo isso, gente, é pra gente tá falando de paz, construção da cultura de paz. Eu quero lembrar aqui uma frase eternizada do Câmara Cascudo, que foi um intelectual, jornalista, historiador do Rio Grande do Norte, Poteguar. Eu sou apenas uma célula, uma pequenina célula que procura ser útil na fidelidade da função. Eu acho isso lindo, lindo, lindo.

É uma das 10 frases mais bonitas que eu já garimpei por aí na vida. Eu sou apenas uma célula, uma pequenina célula que procura ser útil na fidelidade da função. A frase de Câmara Cascudo poderia se desdobrar no entendimento do que seja a física quântica de um universo que é um conjunto de fenômenos interligados, interdependentes, que interagem o tempo todo. A ideia de uma totalidade integrada faz sentido paraa física quântica, como faz sentido para quem crê em Deus. Se Deus é onipresente, Deus está presente na sua obra.

na criação. Então, a totalidade integrada, ela está por aí, nos conectando com tudo. Então, em sociedade, a gente deveria ter a noção de que, por mais que não seja os a sua vontade, parte dos problemas da sociedade te desafia como me desafia. A gente não vai só delegar aos governos a responsabilidade de consertar as coisas. Se de uma preguiça cidadã incrível e nem o lugar do mundo onde a sociedade deixou só o governo tomar conta.

Não, o governo tem que resolver o problema das crianças, dos idosos, dos doentes, dos incapacitados. o problema do desemprego, problema dis Claro que o governo tem responsabilidade, mas o governo não faz tudo em nenhum lugar do mundo, nem nos lugares mais bem eh resolvidos, como os países nórdicos, Suécia, Dinamarca, vai lá paraa Suíça. Não, não, não, não, não. A sociedade precisa ter protagonismo, ela precisa ter voluntariado, ela precisa ter a disposição e a iniciativa de reconhecer. Se o governo não pode tudo, quem vai dar conta da parte que o governo não consegue resolver?

Nós. Nós. Esse é um ponto para mim capital da construção da cultura de paz. A gente precisa fazer as coisas acontecerem. Isso é fundamental, Então, tem gente que delega governo, não, o governo tem que resolver.

Se o governo não resolve, culpa dele. Ou então entrega para Deus, fala assim: "Eu tô orando todo dia, eu tô pedindo." Aí é com Deus. Deus tem que resolver. Eu não tenho como resolver, eu entrego para Deus. Mais uma vez, o nosso provérbio preferido do continente africano, lindo, enquanto ora ou enquanto reza, vai fazendo, porque Deus delega, Deus terceiriza.

Deus nessa, nesse entendimento, digamos assim, é uma forma de você entender Deus. Não é a única, tá longe de ser. E eu não vou dizer que é a expressão da verdade. Faz sentido para mim. Deus delega, Deus terceiriza, a gente é peça.

Ó aqui o Camara Cascuda, eu sou apenas uma célula, uma pequenina célula que procura ser útil na fidelidade da função. A a evolução espiritual, ela preconiza uma expansão da consciência nessa direção. Eu tô seguindo em frente para me tornar uma pessoa consciente no sentido mais pleno da palavra, me reconhecendo como uma parte. É o fermento que leveda a massa toda. Não é possível, do ponto de vista da física, explicar um oceano sem a importância estratégica de cada gota d'água.

Cada gota d'água encerra a ideia do oceano. Então, a gente tem um protagonismo que a gente não deve renunciar. Nós somos a força do um. A força do um, que esse capítulo que é o 161, do livro Fonte Viva, escrito por Emanuel pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, inspirou o livro A força do um, que foi hoje, digamos, essa essa parte da fonte viva escrita por Emanu psicografada por Chico, muito inspiradora para mim por várias razões. Primeiro que a gente tá falando o tempo todo de comunicação.

Comunicação pelo pensamento, comunicação pela palavra proferida, comunicação pela palavra escrita, comunicação pelo gesto, pelo ato, pela atitude e o entendimento da comunicação em rede, que é uma expressão bem moderna falar de estamos aqui, criamos um uma rede, trabalhamos em rede, network, então que a gente se sinta responsável pela construção de uma cultura de paz, porque a paz exige movimento, trabalho. A paz é trabalhosa. Ah, eu não falei nada na discussão, eu não fiz nada. Não, você fez um trabalho de se calar para não retroalimentar um uma disputa de narrativas num tom elevado de desequilíbrio. Uma quem quem vai provar que é dono da verdade?

[suspirando] Calar-se numa discussão é um ato de coragem e é um trabalho, um trabalho em favor da paz. Não ser impulsivo, não replicar essa dinâmica doentia da sociedade. Ah, eu dou um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair. As pessoas têm orgulho de serem beligerantes. Isso é terrível.

a má influência que tá vindo de lideranças políticas ou empresariais que se manifestam em favor de medidas que so muito hostis. São palavras carregadas de toxinas que trazem ideias associadas que não são boas pra gente se resolver como sociedade ou como espécie. Eu vou encerrar lembrando mais uma vez da profusão monumental de declarações dos astronautas que estiveram recentemente no espaço, na missão que levou mais longe uma tripulação de uma espaçonave, dando a volta à lua. e regressando à Terra, overview effect, o efeito de uma visão geral. Eles lá do alto tiveram, eu diria, é uma opinião minha, uma visão mística da realidade.

Eles perceberam a nossa pequenez e a nossa fragilidade no universo. E eles reiteradas vezes sendo norte-americanos, estadunidenses da NASA, que é a agência espacial americana, que é uma agência federal vinculada a Casa Branca, onde está sentado um senhor da guerra, um acelerado, uma pessoa que tem uma compulsão por palavras, atos, ideias, sentimentos que são extremamente tóxicos e muito, eu diria, questionados por aliados, por ele elitores dele. Ele tá em rota de colisão, inclusive com as pessoas que o projetaram na direção do poder. Esses astronautas são funcionários dele e lá do alto não hesitaram em dar várias declarações em favor exatamente da união, da percepção de que nós precisamos juntos consertar os problemas que nos atingem nesta nave azul imersa num universo que não oferece as mesmas condições de habitabilidade do que a Terra. Eu fiquei muito tocado com várias dessas declarações.

Acho que rende uma um Papo das 9 exclusivo aqui pra gente pegar cada frase que esses astronautas compartilharam mostrando embcimento. Eles dizem assim: "Eu ainda não consegui elaborar o que eu vi, senti e pensei no espaço." A última entrevista coletiva com dois dos quatro astronautas, um deles falou: "Me pergunta isso mais paraa frente que eu não tenho como responder. Eu ainda estou impactado por essa experiência." E eles trouxeram uma mensagem de paz, que a gente não precise descobrir que a paz só seria resultado de uma exploração do universo habitando outras moradas. Só a elite do planeta teria cacife para fazer uma mudança de CEP espacial. A gente tem que se entender aqui.

Essa é a nossa casa e que a gente faça isso já. Fiquem com Deus. Tudo de bom. Até a próxima.

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

tá aqui no meu cafo direto de Laranjeiras, no Rio, iniciando mais um papo das especialíssimo, que não é ao vivo, porque eu estou tudo dando certo neste momento, fazendo uma palestra beneficente em Cepetiba, na zona oeste do Rio, que não é perto daqui. E eu fico muito feliz de aprender a confiar na minha intuição. Eh, e a minha intuição determinou que eu devesse hoje reforçar um esforço que me comooveu na luta sem violência, mas é uma luta do Papa Leão XIV que se percebeu alvo [roncando] da ira do seu compatriota, porque ele também é estadunidense. o presidente daquele país, Donald Trump, e o Papa sendo questionado sobre o seu empenho em favor da paz.

Logo, ele que tem esse dever, todo papa quando é escolhido pro exercício dessa função, obviamente entre os muitos encargos de um chefe da Igreja Católica está a defesa intransigente da paz. E isso despertou a ira de Donald Trump. Então, eu tô aqui, em primeiro lugar, preciso deixar claro, eh, me sentindo muito solidário ao Papa que sozinho não pode nada. Veja, eu nem sou católico, mas eu entendo que esse chamamento ele nos alcança a todos. E eu hoje, seguindo a minha intuição, como disse, entendo [limpando a garganta] que devo realizar aqui o compartilhamento de algumas ideias inspiradas num livro.

Eu já fiz menção a esse livro e já fiz essa abordagem aqui no Papo das 9 anos atrás, mas agora ela ganha uma nova contextualização, um novo sentido. O livro chama-se Fonte Viva, psicografado por Francisco Cândido Xavier, ditado pelo espírito Emmanuel, com passagens evangélicas, passagens do Novo Testamento. E uma delas inspirou, foi tão arrebatadora para mim a primeira vez que eu li, que eu me inspirei na mensagem 161. no esforço comum para fazer o livro A força do um.

E no meu entendimento, a construção de uma cultura de paz tão necessária em função das guerras, dos conflitos que acontecem no mundo com o cometimento de vários crimes tipificados no direito internacional que ocorre a revelia de qualquer bom senso, de qualquer juízo. E nós estamos no Brasil no início de um ano eleitoral. Então, as palavras mais duras e os antagonismos, né, eles começam a florescer e são flores mal cheirosas, né, da política que se faz com fígado. E outras ocorrências do dia a dia.

Semana passada a gente compartilhou aqui os dados [limpando a garganta] de uma pesquisa nacional realizada pelo IBGE que mapeou a tristeza dos adolescentes de 13 a 17 anos vivendo no mundo com essas características, né? É um momento turbulento, é um momento complicado e eu tô aqui compartilhando com vocês esperança e tentando junto com vocês aqui construir um sentido para um engajamento, uma militância em favor da cultura de paz. E a gente tem um poder que a gente não deveria eh ignorar. A gente não deveria ignorar. Então, Emmanuel pega uma mensagenzinha, um trechinho da segunda carta de Paulo aos Coríntios.

Paulo, divulgador do cristianismo, fazia isso eh de viva voz, presencialmente, em viagens no lombo de cavalo ou de burro ou a pé. a logística era muito complexa naquela parte do mundo, naquele período, mas também através de cartas. Então, em relação aos habitantes de Corinto, né, ele esteve presente ali fundando um núcleo do cristianismo e depois se comunicou por cartas. Ele foi alguém na área da comunicação muito sofisticado, Paulo, para sua época, midiático, usando as mídias ao seu alcance. No esforço comum, o trecho dessa segunda carta aos Coríntios diz: "Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?

Que é algo muito inspirador?" Dá para entender porque que Emmanuel pegou esse trecho e fez a sua pequena digressão que é poderosa, pelo menos para mim. A gente vai aqui citar alguns trechos, porque o fermento é uma substância que tem um poder. Um pouquinho de fermento altera o formato, volume de uma massa. Então isso é um poder. Se você tivesse que traduzir isso numa outra linguagem, numa outra frase, eu diria: "Com pouco se faz muito". ou não menuspreze a força que aquilo que parece insignificante ou desprezível possui. Isso é muito inspirador. E aí vem Emmanuel dizendo, eu vou vou ler apenas o início da mensagem, depois eu vou separar alguns tópicos.

Não nos esqueçamos de que nossos pensamentos, palavras, atitudes e ações constituem moldes mentais para os que nos acompanham. Cada dia, por nossa vez, sofremos a influência na construção do próprio destino. E como recebemos conforme atraímos e colhemos segundo plantamos, é imprescindível saibamos fornecer o melhor de nós, a fim de que os outros nos proporcionem o melhor de si mesmos. Basicamente, até aqui essa mensagem na sua abertura fala do poder da comunicação, que é a minha área profissional. Por isso que talvez tenha mexido tanto comigo essa mensagem, porque fala de diferentes meios de comunicação, né?

A gente se comunica pelo pensamento, a gente se comunica pelo sentimento, a gente se comunica pelas palavras proferidas, pelas palavras escritas e nós teremos o resultado dessa comunicação a partir exatamente do teor, do sentido dessa comunicação. é um movimento de bate e volta, de vai e vem, de ação e reação, de causa e efeito, que é um tema particularmente caro aos espíritas que falam sempre da lei de causa e efeito. Então, vamos fatiar e vamos junto. Para onde vão [risadas] as divagações de Emmanuel? Todos os teus todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam.

Falamos aqui já várias vezes, todas as correntes espiritualistas, ou seja, todas as correntes de fé que acreditam que a morte não existe, existe uma outra dimensão, acreditam em Deus. Para essas correntes faz sentido o que tá dito aqui. Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam. Ou seja, o pensamento não é uma abstração, ele tem força e direção. E a gente renuncia ou distraídamente não foca, não presta atenção exatamente na capacidade que temos de interferir na realidade das coisas a partir da força do pensamento.

Uma palavra muito cara aos espíritas é psicosfera recorrente nas obras de André Luiz, autor espiritual que através também de Chico Xavier ditou vários livros e mensagens que é psicosfera. Psicosfera é o campo eletromagnético irradiado por todos os seres vivos do reino vegetal, do reino animal e do reino ominal. Então, é a pulsação da vida determinando consequências energéticas, vamos chamar assim, sendo que em no caso do reino hominal, somos nós, essa psicosfera, esse campo eletromagnético é muito mais sofisticado, porque ele é resultado exatamente da frequência e da intensidade de certos pensamentos e sentimentos. Então, existir significa irradiar uma energia.

Quando você pensa e quando você sente, você tá elaborando uma energia que vai ter um certo grau de maior luminosidade ou de não luminosidade, terá a expansão dessa irradiação magnética do ponto de vista da sua do seu alcance, maior ou menor. a textura, a configuração física, não no plano denso, mas no plano espiritual, onde essa psicosfera chega a ter um cheiro, chega a ter um odor, dependendo da qualidade da depuração dessa irradiação, ela se torna mais atraente ou menos atraente. Então, veja, é muito interessante esse estudo.

Então, quando Emmanuel fala, todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam, nós estamos falando exatamente daquilo que a sabedoria popular já reconhece, né? Quando você diz assim: "Ih, eu nunca vi aquela pessoa, mas cheguei perto dela, não me senti muito bem. Essa pessoa não me parece muito interessante de estar junto, sentir uma coisa estranha. [roncando] né? Meu santo não bate com o santo daquela pessoa. São várias as formas de nominar uma impressão. Essa impressão pode ter várias causas. Uma delas seria exatamente a percepção. Todos temos algum grau de mediunidade de que ali encontra-se um campo eletromagnético que nos é antipático, nos é por vezes hostil.

Essa é uma leitura que se pode fazer do poder do pensamento. Nós também vamos aqui mapear a lei de causa efeito, porque se eu vibro numa determinada frequência, como um rádio, né, você tá vibrando uma determinada frequência, você vai atrair aqueles que também, pela lei da sintonia encontram na sua frequência uma afinidade. Isso pode ser ótimo quando você tá vibrando uma boa frequência. Quando você consegue emanar alguma coisa positiva, você vai atrair também forças que estão comprometidas, estão sintonizadas, estão na mesma vibe.

Agora, quando a gente tá vibrando numa frequência baixa, nós estamos igualmente eh correndo o risco de termos à nossa volta quem se identifique, quem se afinize com essa vibração e isso não nos favorece. Então veja, tudo isso conspira em favor da sua paz interior e da paz que você determina ao seu redor a partir exatamente do pensamento. Eu queria lembrar aqui do do mau-olhado, né, que no Brasil eh mais uma vez a sabedoria popular chama de mau-olhado, uma energia que você projeta na direção do outro. alguns bebês que são mais totalmente indefesos inocentes em relação eventualmente a uma irradiação dessa eh energia, certo? Um bebezão bonito, coisa e tal, que alguém olha com inveja.

É o o mal olhado assim dito, né? Pela sabedoria. Eu tô chamando de sabedoria porque para os espiritualistas, de uma forma geral, uma olhada encerra uma lei da física. Ou seja, você pode irradiar coisa boa ou você pode irradiar coisa ruim, né? E isso vai ter a sua correspondência no mundo eh tangível, no mundo material. Eh, quando a gente fala de obsessão, que é um tema muito popular nas instituições espíritas em particular, um obsessor que procura atasanar tua vida, lhe prejudicar. Eh, em linhas gerais, a gente tá falando de uma possibilidade de alguém que foi prejudicado por você ter ali a oportunidade de devolver a gentileza, procurando prejudicá-lo.

Agora, eh, isso só acontece por afinidade. Isso só acontece quando nós estamos desguarnecidos, nós estamos com a porteira aberta ou nós temos intimamente uma culpa, um remorço de algo que fizemos num passado mais ou menos distante e que nos deixa com a consciência intimamente pesada, ainda que você não se lembre, não seja uma coisa consciente, mas é um estado de vulnerabilidade psíquica causado por uma culpa. Joanna de Ângelis, na psicografia de Divaldo Pereira Franco fala que a depressão ela tem origem, em boa parte dos casos, exatamente numa culpa do passado que determina esse estado de vulnerabilidade, né?

Então, quando a gente fala, recapitulando a frase do Emmanuel, todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam. Primeiro protocolo de resposta diante de uma eventual obsessão que alguém sofra é orar pelo obsessor. Eh, pedir desculpas. Eu não me lembro exatamente o que fiz. Eu não sei exatamente porque você me persegue, mas se você o faz, é porque você tem os seus motivos e eu estaria eh eu seria a resposta para essa perseguição. E eu, sem me lembrar exatamente do que fiz, eu lhe peço desculpas e que entenda que eu hoje sou outra pessoa. Eu não consigo desejar mal a ninguém. Eu não quero prejudicá-lo ainda mais. Eu espero que você entenda o que eu tô dizendo, porque é de coração.

Essa é uma forma ou uma das estratégias de você lidar com um cenário, uma circunstância em que a obsessão ocorra. E da mesma forma o poder da mente, o poder do pensamento, quando a gente fala do culto do evangelho no lar, uma vez por semana, dia e hora marcado, abre-se a a casa ou vai-se lendo em sequência. o Evangelho Segundo o Espiritismo. ou se você quiser fazer de outra forma, abrir uma página de um livro com mensagens edificantes e [limpando a garganta] procura de alguma maneira sintonizar com essas palavras, eh se nutrir das ideias correlatas a essa mensagem e obviamente com o intuito de se harmonizar e harmonizar o seu ambiente doméstico. Isso tem força, isso tem consequências. muito positivas.

Inclusive no os relatos da literatura espírita dão conta de que, por vezes, amigos espirituais, sabendo que tem data e hora marcados pro culto, é importante ter essa disciplina para ver essa sincronicidade com o plano espiritual e aqueles que o assistem. amigos espirituais se beneficiam dos fluidos. Eh, essa irradiação, ela vira um nutriente ou um elemento, uma substância que pode ser produzida a partir exatamente dessa conjugação de movimentos. Eu leio uma mensagem edificante, eu procuro sintonizar com a ideia embutida ali e eu numa prece agradeço a vida, a saúde, o meu lar, a minha família, os meus amigos.

Peço por todos aqui, peço por todos os vizinhos, todas as pessoas dessa cidade, do meu estado, do meu país, desse planeta. Isso quando é feito, qualquer prece feita com coração, ela tem um poder e o pensamento é o condutor desse processo. E a prece chega onde deve, ela tem alcance, ela traz efeitos práticos. Razão pela qual, quando a gente fala da construção de uma cultura de paz, eu entendo que no checklist do dos procedimentos que a gente deveria adotar em favor dessa cultura de paz, está essa irradiação positiva, essa produção de luz, é do que se trata. Então, amigos espirituais se apropriam disso e levam de há necessidade. Há relatos no culto do evangelho no lar quando isso acontece.

Da mesma forma os praticantes de meditação das suas mais variadas formas. Existe meditação, prestando atenção apenas na respiração com olhos fechados. Existe meditação em que você vai ter um protocolo de acionar a mente em torno de um mantra para distrair a mente e deixar que essa imersão no vazio, que é onde se dá esse encontro com uma o seu eu interior, sem agitação, dia a dia, à volta, seja qual for a prática meditativa, Ela também produz efeitos. É a mente atuando em favor desse equilíbrio e dessa harmonia que são irradiados. Você percebe a diferença quando você tá do lado de uma pessoa que parece de alguma forma boa, interessante, atraente.

E você às vezes fica, não, mas por que que essa pessoa me passa uma coisa boa? De onde vem essa minha simpatia que eu não consigo explicar de forma objetiva? As pessoas equilibradas, serenas, que estão em harmonia, elas emanam uma energia que nos atrai. É como se fosse exatamente esse banho de paz. Você fala: "Opa, um bálsamo, aquele ventinho fresco numa tarde de mormaço e calor. Eh, [suspirando] portanto, um pouco de fermento levando a massa toda. Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam.

O pensamento define o teu coeficiente de paz e o teu pensamento define a possibilidade de nos meios em que você circula, dentro de casa, no trabalho, na rua, no clube, no ponto de ônibus, no elevador, aonde você tá, você de alguma forma contaminar positivamente as pessoas desse equilíbrio. Seguindo em frente, que que diz Emmanuel? Todas as tuas palavras gerarão impulsos nos que te ouvem. Então é interessante porque a palavra, o que é? A palavra é um som. Um som. A palavra proferida que encerra uma ideia. Então veja, a palavra ela traz um uma informação, mas não é só a palavra com a informação que interessa. É como você modula a sua voz, como você embala essa palavra.

Um bebê inquieto que não consegue dormir, você vai lá e: [canto] “Nana, neném, que a Cuca vem pegar.” Papai, mamãe… Num embalo meio heavy metal, não vai dar certo. [canto] “Nana, neném, que a Cuca vem pegar. Papai vai…” Esqueci a música. Faz tanto tempo [risos] que já se cantou isso. Provavelmente para mim. Então não é só a palavra que traz a informação, é a moldura. É como você envaza a palavra. Palavras encerram pacotes de energia. Eu falei agora a pouco da meditação que pode ter um mantra. Um mantra é uma palavra que traz uma informação e ela pode ser envolta na modulação da voz ou com uma música por trás.

Ela pode ali encaixar diferentes informações, o sentido da palavra e a energia que eu tô emprestando a ela. Vocês entendem o que eu digo? A gente tá falando aqui da força das palavras. Por exemplo, no adestramento militar, a palavra é uma palavra chave para comando. Na hierarquia da dos militares, que é um princípio claro, hierarquia, disciplina, você vai forjando a voz de comando através da palavra, sentido, descansar a palavra. Qualquer treinamento, qualquer adestramento traz na força da palavra uma informação cirúrgica precisa. As palavras podem servir de alento e podem derrubar uma pessoa. Eu sempre gosto de evocar esse essa memória.

Você, se quiser, tente lembrar agora de um momento da sua vida em que alguém, não importa se próximo ou estranho, disse para você uma palavra num determinado momento que você não tava bem. Você não tava legal. E essa palavra te sustentou, essa palavra te ajudou a seguir em frente. É a força da palavra, a ideia que ela encerra e a energia que a gente empresta, moldurando e moldurando essa energia. Uma palavra como força, coragem, fé, vai dar certo, tô contigo. Isso também passa. Essa do Chico são palavras consoladoras, são palavras alentadoras, são palavras que têm força positivo.

Da mesma maneira, no outro campo vibracional existem palavras que vão ser devastadoras, palavras que tornam a nossa autoestima farelo. São palavras que procuram desconstruir uma vontade, um desejo ou a sua capacidade de se manter bem em equilíbrio e harmonia. Nem vou proferi-las aqui, mas existem pessoas, estamos falando tudo isso que eu tô falando aqui, eu tô dentro ou inspirado na construção da cultura de paz. Quem quer a paz precisa praticar a paz no dia a dia. Eh, eu quando vou, por exemplo, num estádio de futebol torcer pro meu time, eu não canto.

Portanto, eu não profiro palavras, não canto nem repito cânticos ou brados, coura, que trazem um sentido violento, estigmatizante, que antagoniza num nível bem tóxico o torcedor do outro time. Então você procura eh desmoralizar, você procura ridicularizar. E eu sinceramente não replico esses cânticos por uma questão de foro íntimo. Eu não eu não fui ali para depredar o direito do outro torcedor torcer pro outro time. Eu tô ali para torcer pelo meu. Aliás, futebol às vezes é um atraso de vida. Nesse sentido, eu confesso que na próxima encarnação não quero ver torcendo para nenhum time, não. Eh, cansa, [risadas] drena muita energia da gente. Mas vocês entendem o que eu digo.

Eh, no, no Brasil, acho que não sei se é uma norma da FIFA, por exemplo, cânticos homofóbicos, o juiz de futebol, ele pode interromper a partida, já aconteceu. Ele pode dizer: "A torcida não pode fazer isso". ou cânticos racistas. Você inclusive tem punições previstas para torcedores que vocalizam racismo. Palavras, aquela música bonita da Cássia Eller, né? Palavras tão lindas, palavras pequenas, palavras, as palavras. E Emmanuel tá encaixando aqui o pouco de fermento que leveda a massa toda. Eh, não tem uma parte da missa católica que fala: "Mas direi uma palavra e serei salvo". Não tem uma na liturgia da missa tem lá uma parte que exalta exatamente o poder dessa palavra.

Portanto, quando você faz o que eu tô fazendo aqui, a gente tá conversando, para mim é uma responsabilidade enorme as palavras que eu uso, transportando mensagens ou ideias e tentando formular aqui [limpando a garganta] uma proposta de compreensão da importância da paz ser ativa. A paz não é passiva, a paz exige um trabalho. Então, é o trabalho mental, já falei do pensamento citado por Emanuoso com o emprego das palavras. Uma palavra dita de forma invigilante pode causar uma tragédia, pode provocar uma guerra, pode determinar a separação de um casal, pode fazer com que um filho ou uma filha adolescente, no momento difícil se sintam no fundo do poço.

Você não presta para nada, você só me dá trabalho, seu aborrecente. Isso pode chegar mal num momento que já é ruim e isso pode ter consequências duras, muito difíceis. Então, cuidado com a palavra. Como é que a gente usa esse recurso? Aí a gente segue na mensagem de Emmanuel no Fonte Viva. Todas as tuas frases escritas gerarão imagens nos que te leem. Então tem aquela, eu adoro essa, esse ditado, acho que é um ditado popular, não escreva com fígado, né? O fígado é parte do corpo, aonde a gente costuma registrar a produção de toxinas que comprometem as funções hepáticas quando nos deixamos levar pelo ódio, pela ira, pela raiva.

Pessoas raivosas podem ter problemas e há uma certa recorrência em problemas hepáticos. Não escreva com fígado, ou seja, não escreva sem pensar. Você tá se sentindo desequilibrado, você tá alterado, você tá vibrando numa frequência bem pesada e ruim, não escreve nada para sua própria proteção. Aí tem outro ditado que diz assim: "O print é eterno". Significa a pessoa invigilantemente publica numa rede social, olha, tá me vindo a cabeça tantos políticos que já fizeram isso. Você posta aí, a reação é péssima, que que você faz? Opa. Deletei, tirei. Aí vem alguém e diz assim: "O print é eterno". Alguém já foi lá e e vai lembrar para sempre que aquilo foi dito por escrito.

Então veja, as palavras elas escritas, elas ganham um tom documental, porque a palavra proferida ela se dissipa no éter. A palavra escrita, ela vira um documento, ela tem um tom documental, ela vira um registro. Você sabe que num pedaço de guardanapo, num bar ou numa lanchonete ou num restaurante, você pode escrever ali e assinar um testamento. Você pode determinar uma vontade sua expressa num pedaço de papel. As circunstâncias podem ser as mais impróprias para isso, mas aquilo pode ter a força de um desejo sacramentado pela justiça, juramentado em cartório. Tem a tua assinatura, aquilo pode virar um documento. As palavras escritas têm força. E a gente vai ver, Jesus não escreveu nada.

O único legado de Jesus foi a oração Pai Nosso. O resto são palavras escritas no Novo Testamento. A memória do cristianismo, da boa nova, do evangelho, é aquilo ali. São as palavras escritas. E aqui a nossa reverência e deferência aos muitos livros de dois dos maiores médiuns da história, Francisco Cândido Xavier, que deixou dezenas de obras psicografadas em que ele foi o meio, renunciando a qualquer autoria, mas graças a ele, Autores espirituais tiveram a chance de compartilhar informações, ideias, mensagens edificantes, consoladoras. Esses livros estão aí. Esses livros estão aí. Chico encarnou em 1910 e desencarnou em 2002. Lá se vão 24 anos. As obras de Chico tão aí.

Divaldo Pereira Franco. Muitas dezenas de livros psicografados e que servem. A série psicológica de Joanna de Ângelis é particularmente interessante até para quem não é espírita, mas está enveredando na área da psicologia, da psiquiatria. São obras, palavras escritas que deixaram esse legado maravilhoso. Um pouco de fermento leveda a massa toda. Então, quando a gente fala da construção de uma cultura de paz, em alguma medida ela passa pelas palavras escritas, especialmente nas redes sociais. Aí é um capítulo muito especial do que eu tenho para dizer para você hoje. Infortunadamente, as redes sociais se tornaram veículo do que há de pior nas manifestações por escrito, não apenas os vídeos.

Vamos falar aqui do que você escreve ou do que você repassa, que foi escrito por alguém e você funciona como um neurotransmissor de um sistema que fica estressado e pode colapsar quando há a saturação de mensagens deletérias, tóxicas que propagam mensagens de ódio, de intolerância e de preconceito. Isso é muito triste. Isso nos endivida espiritualmente. As pessoas por vezes acham: "Ah, eu só repassei". Não existe neutralidade no universo. Eu só repassei. Dependendo do que você tá repassando, você estará em situação difícil perante sua própria consciência.

Porque você pode ter repassado para um grupo, ainda que pequeno, de seguidores ou de pessoas que você quis repassar, que haverá de replicar aquilo para outros grupos. E pode haver uma progressão geométrica de uma mensagem que você julgava assim significante [limpando a garganta] na propagação e que alcançou escala, um pouco de fermento levando a massa toda. E essa massa pode ser boa de comer ou pode ser intragável. A gente tem que ter esse cuidado. Emmanuel chama atenção para isso. Também diz ele, todos os teus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam.

Jesus não seria referência para bilhões de pessoas, porque mesmo quem não é cristão reconhece o mérito, a nobreza, o valor de Jesus. Jesus [roncando] não seria quem é hoje, se fosse apenas pelas palavras proferidas. e eternizadas pelos evangelistas no Novo Testamento. A força desse legado reside não apenas nas palavras, nas lições do mestre, mas no fato dele ter praticado o que ensinou, a força do exemplo, a pedagogia da atitude. Então, falar é fácil. Difícil é no dia a dia aquilo que a gente fala se materializar em atos. Então, Emmanuel tá chamando atenção que todos os nossos atos são modelos vivos, influenciando os que nos cercam. Isso no plano da matéria, isso no plano espiritual.

Você tá sozinho numa rua deserta e você vê ali um cachorro agonizando. Vamos supor, madrugada ninguém na rua. E você que já tá com a grana curta, se sensibiliza com a cena, tenta recolher da forma mais confortável possível esse animal, coloca numa caixinha, coloca numa sacola, leva na mão. até uma clínica veterinária 24 horas por dia, que não é pública, vai cobrar uma grana, se explica que tá duro, mas que você não suportou ver aquele animal agonizante que você quer pagar e tenta negociar parcelas com aquele veterinário de plantão. Ninguém tá vendo isso no plano da matéria, no plano espiritual, creiam, nós nunca estamos sós.

Esse gesto é entendido como um gesto que permite o exercício do amor, do afeto, da autodoação. No caso, para um ser vivo que estava em situação desesperadora. Isso é o exercício da caridade. Esse é o amor que não é restrito apenas àeles que você gosta da tua família, dos teus amigos, nem se circunscreve apenas no seu ah entre os da sua espécie. Eu acho isso muito interessante porque expressa exatamente o que Manuel tá falando. Os gestos da gente no dia a dia são inspiradores para o bem ou para o mal. daqueles que nos odeiam. E, se eu sou espiritualista, eu não tô reportando apenas os encarnados; eu tô falando dos desencarnados, né? Eu já testemunhei duas situações comigo interessantes.

Uma delas, no Rio de Janeiro, que não se respeita sinal fechado. Tarde da noite eu resolvi parar num sinal antes de meia-noite, vai 11:45 por aí. Voltando do trabalho, quando eu apresentava o jornal das 10 na Globo News, no Cosmo Velho aqui pertinho, eu parei num sinal. Atrás de mim tinha um carro em alta velocidade que achou que eu ia passar adiante. Eu parei no sinal e o carro do lado parou e o motorista olhou para mim de uma forma meio contrariada. Não foi legal aquele olhar, não. Foi um mal olhado mesmo.

Eu fiquei me perguntando, eu não conheço esse cara, eu não fechei ele, ele tava lá atrás, mas ele ficou chateado por aí me veio a ideia, pode não ser isso, mas foi o que me ocorreu, a única explicação possível. Esse cara tá chateado porque eu parei no sinal. De alguma forma, o meu gesto fez com que ele se sentisse um pouco desconfortável, constrangido de passar direto. É raro, mas acontece. Aconteceu. Um outro gesto que eu já cansei de ver por aí, perceber. E às vezes nem sou eu pegando o lixo dos outros no chão e colocando na lixeira, porque esse gesto causa constrangimento.

Eu quando pego o lixo no chão, às vezes eu percebo meio assustado que tem gente que fica, para o que tá fazendo e olha, tipo assim, que que você tá fazendo? E eu já vi outras pessoas recolhendo o lixo no chão, na calçada, e percebo com mais nitidez ainda a reação que isso causa. Isso causa constrangimento, porque é alguém que tá fazendo algo que a tua consciência diz, ele ele tá fazendo o que é certo e eu não prestar atenção nisso não é algo que me favoreça. Então, quando a gente fala ou reflete sobre o que tá sendo dito aqui, todos os seus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam. Olha o que eu vou dizer agora, porque é o que nos alcança a todos, a começar por mim.

Aqueles que se dizem cristãos, seja você evangélico, católico, espírita, mas não seguem Jesus como modelo vivo, né? Porque Jesus não ensinou a gente a recitar as bemaventuranças. Ah, esse é o objetivo. Eu quero que vocês decorem as bem-aventuranças. Eu quero que vocês decorem o Pai Nosso. Eu quero que vocês decorem as parábolas que eu deixei. Não, isso é absolutamente insignificante. Você pode ignorar inclusive a existência de Jesus.

Mas se você no dia a dia pratica o que ele ensinou sem saber que ele passou pela Terra, você tá em algum lugar do mundo, numa ilha do Pacífico, onde o cristianismo não não tá [risadas] culturalmente instituído, não tem nenhum cristão na ilha, mas você pratica o bem nos termos que o evangelho preconiza, é isso que interessa, né? O desencarne da gente é a minha percepção dessa questão. O desenvolvimento intelectual, ele faz parte da jornada evolutiva de todos nós. A gente precisa ter conhecimento, robustecer a sabedoria, ter uma noção cada vez mais avolumada de como funcionam as engrenagens do universo. Isso por etapas a gente chega lá.

Mas o o que faz assim a diferença é como a gente no dia a dia se livra da chaga do egoísmo. Do egoísmo que é o pai de todas as imperfeições. Todas as outras vem a reboque. Egoísmo significa: "Eu me priorizo num nível que o resto não existe ou o resto é desimportante." Então, o evangelho de Jesus remete a ao exercício do olhar, da percepção, da empatia, da compaixão, da misericórdia e da caridade. Eu vou prestar atenção no que vai à volta. Bom, nós quando nos dizemos cristãos, eu no caso quando falo eu sou espírito, olha a responsabilidade, porque os meus atos eles estão associados ao que eu digo, acreditar. Essa essa é a grande questão. A perfeição não é desse mundo.

Todos nós somos imperfeitos, mas a gente não vai ficar se escorando nas nossas imperfeições para usá-las como álibe. Ah, eu sou cristão, mas sabe como é que é, né? Eu não tenho sangue de barata. Ah, Deus que me perdoe. Mas esse esse aí tinha que morrer. As coisas que a gente ouve cristã cristãos falando, a gente ouve pessoas de diferentes linhas do cristianismo falar, né? Bandido bom e bandido morto. É um slogan que alcançou imensa popularidade. Eu tenho certeza que boa parte dos brasileiros acredita que bandido bom é bandido morto. Esquece que Jesus foi crucificado com dois bandidos, dois criminosos. a quem ele não desejou o mal.

E um desses criminosos que foi crucificado porque reconheceu-se como um bandido. Ele falou: "Eu sei porque que eu tô aqui, mas esse esse não não merece estar aqui falando de Jesus, né? Eh, Jesus olhou para ele e reconheceu nele as condições para alcançar o reino de Deus. A gente tem que ter muito cuidado quando embarca na canoa furada de pessoas que se dizem cristãs e estão fomentando o ódio, a intolerância e o preconceito. Isso é muito sério, muito sério.

Então, ah, quando a gente fala dessa necessidade da gente buscar uma coerência, eu na linha de fé me identifico com essa corrente, significa que o pressuposto é: eu vou me esforçar para fazer o que tiver ao meu alcance, buscando essa coerência. Coerência é uma palavra que resume muita coisa no exercício espiritual, porque tem muita gente espiritualmente correta. Eu sou um católico correto, catolicamente correto, evangelicamente correto, espíritamente correto, que é você ter assim o simulacro de alguém comprometido, mas no dia a dia, no fundo, no fundo, você não tem esse esforço que tá ou deveria estar mais bem assentado ou consolidado.

E aí tem outro trecho que eu vou destacar aqui que eu acho lindo. Somos uma equipe de trabalhadores agindo em perfeita interdependência. Da qualidade do nosso esforço, nasce o êxito ou surge o fracasso do conjunto? Quantas vezes vocês me viram falar aqui, lembrando que o espiritismo ratifica? Nós somos seres sociais. Espiritismo e e a sociologia são egressos do mesmo período histórico, segunda metade do século XIX. Eh, portanto, espiritismo, sociologia, a biologia, nós somos seres sociais. Significa dizer que nós vivemos em sociedade e significa afirmar que se não tiver bom para todo mundo, não tá bom para ninguém. a as elites que desprezam o problema da desigualdade, que produz miséria, pobreza, exclusão, e a violência que emana dos grotões aonde o desprezo pelas necessidades básicas dessas comunidades prevalece.

Portanto, as elites que não aceitam a responsabilidade que tem de defender inclusão social, oferta de oportunidades de estudo e de trabalho para os menos favorecidos, sim, bolsas assistenciais, porque quem tem fome tem pressa. Não adianta você ficar ditando regras aonde há insegurança alimentar. A Jesus repartiu o pão reconhecendo ali uma emergência. Não adianta eu falar para quem tá com o estômago roncando. Então a gente precisa ter essa sensibilidade de perceber que a gente precisa equacionar os elementos que estão assimétricos. A gente precisa viver numa sociedade justa. A desigualdade não é desse mundo por vontade de Deus.

Isso tá colocado na parte três do livro dos espíritos da leis das leis morais na lei da igualdade. A desigualdade não é de Deus, a desigualdade é dos homens. E não é desejável que a desigualdade se perpetue. Então, quando Emmanuel fala disso, tudo isso, gente, é para a gente tá falando de paz, construção da cultura de paz. Eu quero lembrar aqui uma frase eternizada do Câmara Cascudo, que foi um intelectual, jornalista, historiador do Rio Grande do Norte, potiguar. Eu sou apenas uma célula, uma pequenina célula que procura ser útil na fidelidade da função. Eu acho isso lindo, lindo, lindo. É uma das 10 frases mais bonitas que eu já garimpei por aí na vida.

Eu sou apenas uma célula, uma pequenina célula que procura ser útil na fidelidade da função. A frase de Câmara Cascudo poderia se desdobrar no entendimento do que seja a física quântica de um universo que é um conjunto de fenômenos interligados, interdependentes, que interagem o tempo todo. A ideia de uma totalidade integrada faz sentido para a física quântica, como faz sentido para quem crê em Deus. Se Deus é onipresente, Deus está presente na sua obra. na criação. Então, a totalidade integrada, ela está por aí, nos conectando com tudo.

Então, em sociedade, a gente deveria ter a noção de que, por mais que não seja os a sua vontade, parte dos problemas da sociedade te desafia como me desafia. A gente não vai só delegar aos governos a responsabilidade de consertar as coisas. Se de uma preguiça cidadã incrível e nem o lugar do mundo onde a sociedade deixou só o governo tomar conta. Não, o governo tem que resolver o problema das crianças, dos idosos, dos doentes, dos incapacitados. o problema do desemprego, problema dis Claro que o governo tem responsabilidade, mas o governo não faz tudo em nenhum lugar do mundo, nem nos lugares mais bem eh resolvidos, como os países nórdicos, Suécia, Dinamarca, vai lá para a Suíça.

Não, não, não, não, não. A sociedade precisa ter protagonismo, ela precisa ter voluntariado, ela precisa ter a disposição e a iniciativa de reconhecer. Se o governo não pode tudo, quem vai dar conta da parte que o governo não consegue resolver? Nós. Nós. Esse é um ponto para mim capital da construção da cultura de paz. A gente precisa fazer as coisas acontecerem. Isso é fundamental, né? Então, tem gente que delega governo, não, o governo tem que resolver. Se o governo não resolve, culpa dele. Ou então entrega para Deus, fala assim: "Eu tô orando todo dia, eu tô pedindo." Aí é com Deus. Deus tem que resolver. Eu não tenho como resolver, eu entrego para Deus.

Mais uma vez, o nosso provérbio preferido do continente africano, lindo, enquanto ora ou enquanto reza, vai fazendo, porque Deus delega, Deus terceiriza. Deus nessa, nesse entendimento, digamos assim, é uma forma de você entender Deus. Não é a única, tá longe de ser. E eu não vou dizer que é a expressão da verdade. Faz sentido para mim. Deus delega, Deus terceiriza, a gente é peça. Ó aqui o Câmara Cascudo, eu sou apenas uma célula, uma pequenina célula que procura ser útil na fidelidade da função. A a evolução espiritual, ela preconiza uma expansão da consciência nessa direção.

Eu tô seguindo em frente para me tornar uma pessoa consciente no sentido mais pleno da palavra, me reconhecendo como uma parte. É o fermento que leveda a massa toda. Não é possível, do ponto de vista da física, explicar um oceano sem a importância estratégica de cada gota d'água. Cada gota d'água encerra a ideia do oceano. Então, a gente tem um protagonismo que a gente não deve renunciar. Nós somos a força do um.

A força do um, que esse capítulo que é o 161, no esforço comum do livro Fonte Viva, escrito por Emmanuel pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, inspirou o livro A força do um, que foi hoje, digamos, essa essa parte da fonte viva escrita por Emmanuel psicografada por Chico, muito inspiradora para mim por várias razões. Primeiro que a gente tá falando o tempo todo de comunicação.

Comunicação pelo pensamento, comunicação pela palavra proferida, comunicação pela palavra escrita, comunicação pelo gesto, pelo ato, pela atitude e o entendimento da comunicação em rede, que é uma expressão bem moderna falar de estamos aqui, criamos um uma rede, trabalhamos em rede, network, então que a gente se sinta responsável pela construção de uma cultura de paz, porque a paz exige movimento, trabalho. A paz é trabalhosa. Ah, eu não falei nada na discussão, eu não fiz nada. Não, você fez um trabalho de se calar para não retroalimentar um uma disputa de narrativas num tom elevado de desequilíbrio. Uma quem quem vai provar que é dono da verdade? [suspirando] Calar-se numa discussão é um ato de coragem e é um trabalho, um trabalho em favor da paz.

Não ser impulsivo, não replicar essa dinâmica doentia da sociedade. Ah, eu dou um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair. As pessoas têm orgulho de serem beligerantes. Isso é terrível. a má influência que tá vindo de lideranças políticas ou empresariais que se manifestam em favor de medidas que so muito hostis. São palavras carregadas de toxinas que trazem ideias associadas que não são boas para a gente se resolver como sociedade ou como espécie. Eu vou encerrar lembrando mais uma vez da profusão monumental de declarações dos astronautas que estiveram recentemente no espaço, na missão que levou mais longe uma tripulação de uma espaçonave, dando a volta à lua. e regressando à Terra, eh, overview effect, o efeito de uma visão geral.

Eles lá do alto tiveram, eu diria, é uma opinião minha, uma visão mística da realidade. Eles perceberam a nossa pequenez e a nossa fragilidade no universo. E eles reiteradas vezes sendo norte-americanos, estadunidenses da NASA, que é a agência espacial americana, que é uma agência federal vinculada a Casa Branca, onde está sentado um senhor da guerra, um acelerado, uma pessoa que tem uma compulsão por palavras, atos, ideias, sentimentos que são extremamente tóxicos e muito, eu diria, questionados por aliados, por eleitores dele. Ele tá em rota de colisão, inclusive com as pessoas que o projetaram na direção do poder.

Esses astronautas são funcionários dele e lá do alto não hesitaram em dar várias declarações em favor exatamente da união, da percepção de que nós precisamos juntos consertar os problemas que nos atingem nesta nave azul imersa num universo que não oferece as mesmas condições de habitabilidade do que a Terra. Eu fiquei muito tocado com várias dessas declarações. Acho que rende um Papo das 9 exclusivo aqui para a gente pegar cada frase que esses astronautas compartilharam, mostrando embevecimento.

Eles dizem assim: "Eu ainda não consegui elaborar o que eu vi, senti e pensei no espaço." A última entrevista coletiva com dois dos quatro astronautas, um deles falou: "Me pergunta isso mais para a frente que eu não tenho como responder. Eu ainda estou impactado por essa experiência." E eles trouxeram uma mensagem de paz, que a gente não precise descobrir que a paz só seria resultado de uma exploração do universo habitando outras moradas. Só a elite do planeta teria cacife para fazer uma mudança de CEP espacial. A gente tem que se entender aqui. Essa é a nossa casa e que a gente faça isso já. Fiquem com Deus. Tudo de bom. Até a próxima.

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