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O que te faria feliz de verdade? | Papo das 9 #1026

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com uma declaração forte do Papa Leão 14, que com a qual eu concordo totalmente e quem acompanha o Papa das já me viu me posicionando aqui enquanto cristão, no sentido oposto à alienação quanto aos abusos que estão sendo cometidos por alguns dirigentes de países que estão promovendo guerras no mundo. O que disse o Papa ontem? O mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos. Olha que declaração forte vinda de um líder religioso da envergadura do Papa Leão X. O o mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos e ele emendou uma ele pediu uma mudança decisiva de rumo.

É sabido que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tá muito incomodado com a defesa, que é o que se espera de um papa, de qualquer líder religioso, intransigente da paz. O papa não inventou isso. É o que se espera de um papa, que ele se posicione defendendo a paz, defendendo o cessafogo, defendendo o diálogo, defendendo diplomacia, defendendo que se respeite o direito internacional, defendendo que não se destrua com bombas, com mísseis, com drones suicidas, orfanatos, creches, escolas, que não se explodam, hospitais e ambulâncias que não se matem indiscriminadamente, civis inocentes, bebês, crianças, idosos, pessoas acamadas, civis. Mesmo numa guerra existe regra. Quando a gente fala de direito internacional, a gente tá falando de regras consolidadas após a Segunda Grande Guerra Mundial, lá se vão mais de 70 anos.

Isso tá sendo solapado. Então, o Papa Leão 14 faz o que se espera de um papa. Não, isso não é possível de admitir, isso é inadmissível. E aí Donald Trump escolheu alguém para bater de frente. E aí tem outra questão de bastidor que o papa, sendo natural dos Estados Unidos, é um papa norte-americano, mais popular hoje do que Donald Trump naquele país, incomoda esse narcisismo, essa egolatria explícita do atual mandatário dos Estados Unidos.

E o papa resolveu eh o papa não, Donald Trump resolveu escolher o Papa como alvo e obviamente é uma manobra desastrada porque não o favorece nem junto aos seus. Eu como espírita, não sendo papa, mas sendo um cidadão do mundo, tendo esse espaço com vocês, quantas vezes eu disse que nos eu revelei, confidenciei até algo da minha intimidade nas minhas preces matinais já alguns meses, eu tenho pedido encarecidamente a Deus que desarme os senhores das guerras. é literalmente o que eu peço, que desarme os senhores das guerras. E eu estou, obviamente, nessa, nesse momento da minha prece, endereçando a minha vibração na direção dos espíritos de luz que estejam em condições de se acercar e de se aproximar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do premier jairelense Benjamim Netaniarro e do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Esses três estão no meu radar do ponto de vista de serem, do meu entendimento, agentes da destruição sistemática da legislação internacional, do direito internacional e da afronta ao aquilo que se consolidou como uma norma que é proteger os civis mesmo numa guerra.

Bom, repetindo então a frase do Papa que me causou assim uma um impacto positivo, porque o Papa não toma partido do no sentido de política partidária, ele não se posiciona. Um papa não pode defender numa eleição o candidato A em detrimento do candidato B. Um papa não pode dizer que é simpatizante de uma corrente política ideológica A em detrimento da corrente política ideológica B. Mas o Papa tem como missão, é dever do Papa na tradição dos católicos, ser um guardião dos princípios e valores do evangelho de Jesus. É o que se espera do Papa.

E o Papa não se curvou diante das intimidações de Trump e disse: "O mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos e pediu uma mudança decisiva de rumo." Muito bem. Tudo isso para dizer, meus amigos, e me perdoem, eu tô começando o Papo das 9 e dando essa ênfase a esse assunto que eu acho importante. Não é só a questão de quem está no poder, é quem dá sustentação àqueles que chegaram à condição de chefes de estado com um arsenal bélico portentoso e tem usado armas e munições para destruir direitos de existir dos civis. Como eu já falei, é muito perigoso. Eu vou falar como brasileiro, ter no meu país quem não veja um problema a maneira como essas guerras estão sendo conduzidas.

quem defenda esses tiranos da forma como eles vêm se posicionando de maneira muito assintosamente contra valores e princípios que um cristão ou dito cristão defende. Então fica ligado, democracia permite tudo. até quem ache, Netaniarro e Putin estão no seu direito de fazer o que fazem. Entretanto, é flagrantemente contraditório que eles façam o que estão fazendo sem que uma pessoa minimamente sensata, movida pela boa vontade, examine quais são os princípios e valores do cristianismo. E isso não significa defender ramás, resbolar ou o regime dos aatolás, porque aí é o debate rasteiro de rede social.

Se você critica essa corrente, você então é adepto da outra. Não, por favor. Isso daí é, com todo respeito, isso é uma covardia intelectual, você querer demolir a argumentação de alguém que em defesa da paz diz: "Vamos resolver as disputas no território da diplomacia". Ou se você tá flagrantemente querendo implodir um regime político que é hostil, é covarde, que persegue opositores, que mata, que prende, como se fez na África do Sul? Vocês acompanharam isso?

o regime infame do apartide, você teve um imenso bloqueio comercial e cultural da África do Sul até que eles roessem a corda e a minoria branca entendesse que não dava mais para oprimir os negros da forma institucional como faziam. Então a gente tem que ter muito cuidado na hora de se omitir, sabe? deliberadamente, dizendo: "Não, isso não é assunto da da religião. Religioso não pode se meter em assunto de política." Vamos deixar claro isso que durante os últimos anos de Papo das 9, a gente consumiu algum tempo aqui, deixando claro o seguinte: política partidária não deve invadir o espaço aéreo de nenhuma tradição religiosa. Na minha opinião, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Agora, quando você tem dentro de uma estrutura de poder a vilania, a tirania, a opressão e o desrespeito a direitos básicos, é dever do religioso, seja ele quem for, na tradição que for, denunciar o arbítrio, denunciar a opressão e a violência. é a minha opinião. O Papa, portanto, fico feliz dele ter esse posicionamento corajoso. Ele tá pagando um preço caro do ponto de vista emocional, porque o irmão dele nos Estados Unidos, já disse que ele é estadunidense, nascido nos Estados Unidos, o Papa. O irmão dele tá sofrendo ameaças nos Estados Unidos, ameaça de morte.

Para você ver como eu diria, usa-se a política nos Estados Unidos. Hoje, do meu ponto de vista, eu não tenho essa dúvida, nenhuma dúvida, para atender a interesses personalíssimos que vão contra direitos coletivos. E se faz isso da forma mais desastrada possível. Ontem, Pete Hexet, secretário de defesa, numa cerimônia com militares e familiares de militares dos Estados Unidos, recitou como se fosse uma prece, uma passagem que não existe na Bíblia e que foi extraída do filme Pulp Fiction, do Quentin Tarantino, um filme violentíssimo que um personagem que era um matador de aluguel do filme, antes de matar uma criatura a sangue frio, recita essa prece que Quentin Tarantino colocou no roteiro, fazendo muitas mudanças num trecho de uma oração que existe na Bíblia, mas com várias alterações. O senhor Pete Henet fez o transplante do roteiro de Pop Fiction.

Ele não sabia. Diz que não sabia. Ah, o militar me deu isso daqui, achei bonito. Olha a cabeça da criatura assim. Não, não faz sentido a gente atribuir credibilidade ou valor a esses extremistas, porque o senhor Pit Hexer também tem uma um crucifixo, um crucifixo estampado no peito que alude às cruzadas.

Alude às cruzadas. Para quem não sabe, vai estudar o que foram as cruzadas. As cruzadas foram um dos maiores, senão o maior erro da história milenar da Igreja Católica, eliminando por princípio que não fosse cristão, que foi considerado infiel, herege, pessoal tá dizendo que o Instagram ficou mudo. Eu vou recomeçar o Insta, tá, pessoal? Vou cortar o Instagram, OK?

Vou cortar e vou recomeçar. Vou cortar [risadas] e vou recomeçar. Até já vou voltar. Vamosora que a vida é assim. Aí a gente concluir aí eu volto para cá.

Olha lá. Eita, que bom. Vamos lá. Opa, volta para cá. É tudo ao vivo assim.

A vida é assim. A vida não traz roteiro prévio e a gente faz o que dá para fazer. Então, significa recomeçar o Papo das 9. Agora você está ao vivo. Voltamos.

Sejam todos bem-vindos de volta. Estamos aqui para recomeçar o Papo das 9 onde estávamos. OK. Maravilha. Vamos lá.

Estamos conversado. Então, o cristão se posiciona. Jesus se posicionou sabendo que seria crucificado pelo que defendeu. Ele foi crucificado não pelos hereges, não pelos infames, os infiéis. Ele foi crucificado pelos doutores da lei, sendo ele judeu, mas dizendo coisas que incomodaram os sacerdotes da época, não é isso?

Então, vamos lá. Vamos abrir aqui o livrinho, vendo o que vai dar o livrinho, pedindo ajuda aos amigos invisíveis para que nos inspirem, estejam por perto na hora de escolhermos aleatoriamente, mas o acaso não existe, uma mensagem que seja propícia para essa sexta-feira. Vamos para onde? De que jeito? Vamos para onde?

que eu seja um instrumento maleável, um meio adequado, uma ferramenta útil para esse propósito. Opa, olha só onde eu abri, gente. Pelo amor de Deus, vocês são testemunha. Mensagem 32. Acate com respeito todas as religiões.

Que loucura. Cada homem tem o direito de escolher o caminho que prefere. Respeite a liberdade de crença dos outros, tanto quanto aprecia que respeitem a sua. Não discute, nem procure tirar ninguém do caminho em que se acha, a não ser que seja procurado para isso. Respeite para ser respeitado.

em bom português, esses senhores da guerra, principalmente Donald Trump e Benjamin Netaniarro são apoiados e são sustentados por uma retórica, uma narrativa que coloca a religião como elemento importante para marcar a diferença em relação a quem se quer destruir. E isto é abominável. Eh, o Papa esteve essa semana na Argélia, visitou mesquitas, esteve em contato com lideranças de outras tradições e deu nesta visita um exemplo contundente, acachapante de que acreditar no outro Deus não faz de você um inimigo, de quem pensa diferente, quem sente diferente. Pelo contrário, há a possibilidade de você se irmanar na fé. Acreditamos em formas diferentes de Deus, diferentes tradições, mas nós acreditamos numa força superior que tem valores e princípios muito caros e que são convergentes na direção de uma ética.

Aí alguém por ignorância vai dizer: "Ah, mas os islâmicos matam quem sente diferente?" Informe-se sobre isso, porque todo mundo, todo mundo, muita gente acha, isso foi muito fortemente propagado por filmes de Hollywood que mostravam terroristas islâmicos em tudo que é canto. Bom, você sabia que existem terroristas cristãos? [limpando a garganta] Você sabia que existem terroristas budistas? Porque a gente precisa ter informação. O terrorismo é uma deturpação de princípios que são muito claros no entendimento das respectivas escrituras de cada tradição.

É uma deturpação. Eu diria até vou usar uma palavra dura, é um câncer no tecido que dá sustentação aos valores mais nobres de cada religião. Então não adianta, a gente tá no Brasil, eu fico falando do Oriente Médio, Golfo, Péssico, Trump, Netaniarro. Eu já falei, essa semana vou falar de novo porque a página bateu aí. Eu tô no Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro é um lugar aonde comunidades dominadas por certos traficantes ou certos milicianos que aderiram a uma linha do cristianismo neopentecostal radical se sentem no direito e são estimulados pelos respectivos pastores a perseguir as tradições afro-brasileiras que são entendidas como heréticas. como sinônimo do mal. E aí validam esses criminosos a destruição de terreiros, a destruição de objetos de culto e a expulsão dos seguidores dessas tradições das respectivas comunidades. Eu venho denunciando isso há muito tempo, como jornalista, fazendo matéria e aqui em outras frentes aí, palestras, enfim, a gente diz: "Olha, eu sou espírita estudioso de Kardec. é a linha que eu me identifico mais, mas isso não justifica uma eventual omissão minha em relação à violência cometida contra seguidores de outras tradições.

E eu como espírita tenho o dever de abrir o verbo, de falar contra essa covardia, contra esse arbítrio, porque sou brasileiro e um dos trunfos do Brasil, pelo menos do ponto de vista constitucional, é defender na carta magna o a liberdade de credo. Cada um acredita no que quiser, ou se quiser, não acredita em nada. e não pode ser perseguido, não pode ser objeto de qualquer gênero de violência por ter esse posicionamento. É muito sério isso. A gente precisa estar atento.

A gente fica falando da guerra do outro lado do Atlântico, do outro lado do mundo. Existem guerras acontecendo aqui das mais variadas, nas mais variadas facetas. Uma delas é a guerra religiosa em nome de Jesus. Mais uma vez, Jesus onde estiver, certamente não está tranquilo, não está feliz, porque o que se fala de barbaridade em nome dele, o que se faz de deturpação do evangelho que seus discípulos eternizaram nas narrativas que estão no Novo Testamento, é uma é um absurdo. É um absurdo, sabe?

Então a gente tem que ter atenção. Atenção. Pratica isso no seu dia a dia, né? A minha mulher, eu já disse aqui, é agnóstica, a gente tá junto há 18 anos. Dona Nádia, que a gente já tem também há mais de 20 anos por perto, é evangélica.

E nós estamos aqui no no no nicho familiar, praticando exatamente o respeito múo pelas diferentes formas de crer ou descrer. E isso é assunto de cada um. Quando você impõe ao outro uma corrente de fé, quando você tenta assintosamente converter o outro, isso é de uma violência e e isso é de uma disfaçatez inominável. Então tem esse cuidado. E quando seu filho ou sua filha, seu neto ou sua neta ou mesmo sua mulher ou seu marido mudam de religião, isso não é uma traição a você.

Poxa, mas eu não te ensinei assim. Poxa, mas a você não era assim. Eu gostava de você antes. Você vai colocar isso como um fator impeditivo de uma relação saudável? Tanta gente que converge no campo da fé, numa relação íntima, se dá mal por tantos motivos, aí você vai colocar a culpa na trão, porque ele ela não acredita no que eu acredito.

Não, ele não acredita no que eu acredito. Aí isso é motivo de dissenso. Por quê? Porque uma pessoa ateia, materialista ou agnóstica, pode dar lições constrangedoras de humildade, simplicidade, amor ao próximo, caridade, que você no seu espiritismo, no seu catolicismo, no seu protestantismo, não chega perto. Então, a gente tem que ter muito cuidado com essas análises rasteiras, superficiais, esse julgamento inclente do outro sem prestar atenção no que você tá fazendo.

Tudo que resvala no radicalismo, no fanatismo, né, nessa nesse fundamentalismo, flerta o tempo todo com a violência. Presta atenção no que eu tô dizendo. Tem gente banalizando o extremismo, dizendo: "Ah, só assim que resolve." Esse essa é a solução. A história de forma constrangedora, a história, a gente tem que aprender com a história, com o que já aconteceu, não funciona, não dá certo e paga-se um preço enorme. Tá aqui mensagem 32, pastorino arrebentando hoje nessa sexta-feira.

Eita pá. e e a sincronicidade que a gente tá tendo aqui de abrir ao acaso a página sobre um assunto que está colocado aqui. Está colocado. Bom, sugestão de livro. Eu procurei a versão em português, não achei, então não me critique.

Eu vou mostrar a versão em inglês, mas esse livro está disponível há décadas em português. É só para ter um livro na mão. Fernão Capelo Gaivota, na versão inglês, Jonathan Livingstone Seagle. do Richer Bar. Fernão Capelo Gaivota é um livro que todos nós precisamos, mas a razão pela qual eu tô indicando é você dar de presente pro adolescente mais próximo de você, da sua família, do seu círculo próximo ou para alguém que você acha que merece ler o livro, porque foi um livro que marcou a minha adolescência, é um livro que continua atualíssimo.

Eh, cada um vai ter a sua interpretação do livro. Mas é uma gaivota rebelde que não segue o movimento de manada do seu bando. Ela procura fazer voos que são diferentes. Ela procura explorar os recursos que a as asas dão a ele como gaivota, dando rasantes, fazendo mergulhos. Por vezes ele se estrepa, se machuca, mas ele faz aquilo que ele entende ser o certo a despeito do preconceito da maioria.

que olha para essa gaivota e diz: "I essa gaivota aí tá toda errada. Ela não merece nosso respeito, ela não merece nossa consideração. E essa gaivota que é o Fernão Capelo, é expulsa a gaivota do seu coletivo, da sua comunidade, porque contraria todas as regras. Contraria [risadas] todas as regras. Entretanto, Fernand Capelo, ele não tá incomodando ninguém, ele não tá perseguindo ninguém, ele não tá afrontando direito de ninguém do bando, ele tá fazendo do jeito dele o que ele acha ser o certo.

Então, eu não vou contar o final do livro. Eu vi o filme também com trilha sonora do New Diamond. Eu adorei o filme e quando eu fiz a minha primeira comunhão, que eu estudei em colégio católico, meu pai já disse aqui várias vezes, quase foi padre, me deu de presente o disco na versão vinil. Eu guardo até hoje o disco. Eu não tenho nem mais como tocar disco aqui em casa.

Não tenho mais agulha para vitrola, não tenho isso. Mas eu guardei o disco com muito carinho que papai fez uma mensagem tão bonita. endossando assim a minha coragem de ser também um fernão, que eu me espelhasse no Fernão, que eu descobrisse com alegria os voos [roncando] que fossem compatíveis com a minha vontade, que eu que eu descobrisse esse potencial. Tão bonita a mensagem do meu pai. E o livro, portanto, ficou registrado no meu coração e eu resolvi indicar hoje porque quem não viu, por favor, assista.

o Papo das 9 do último domingo que tá no YouTube falando da geração mais triste da história. Nós falamos aqui, reportamos todos os dados e fizemos as nossas reflexões sobre uma pesquisa do IBGE junto a 118.000 1 alunos brasileiros e brasileiras de 13 a 17 anos, de mais de 1600 escolas públicas e privadas espalhadas pelo Brasil. E os resultados são muito inquietantes, muito perturbadores da quantidade de meninos e meninas nessa faixa etária que estão tristes, estão desiludidos com a vida. Parte numerosa deles já realizou automilação. Parte numerosa deles pensa que a vida talvez não vale a pena ser vivida.

Parte numerosa dele sofre demais com o aparente descaso dos pais ou responsáveis. Parte numerosa deles sofre com bullying nas escolas. Então é um espelho. Essa pesquisa reflete uma realidade que alcança os adolescentes do Brasil. Eu acho esse livro Fernão Capelo Gaivota, um livro espetacular nessa fase da vida.

É para qualquer um ler, mas nessa fase da vida, das descobertas do adolescente que tá construindo a sua autonomia, tá descobrindo que papai e mamãe são as pessoas mais importantes da minha vida, mas não são perfeitos, eles também erram, que eu tenho direito a minhas opiniões, que eu tô me transformando, eu tô começando a ter desejo sexual, eh, pelos pubianos, barba, meu pé aumentou de tamanho, meu meu nariz, meu rosto tá mudando. É uma mutação relativamente rápida de criança para jovem, né? Adolescência é hormônios em ebulição. Então, algum desconforto com o próprio corpo acontece, alguma desilusão em relação às expectativas que tinha para com pais ou responsáveis pode acontecer. E tudo isso faz parte.

A questão é quando tudo isso eventualmente justifica uma um desinteresse pela vida, um desprezo pela própria existência. Aí a gente tem que parar, refletir e pensar que que é possível fazer dentro de casa, na escola em que meu filho ou meu neto estudam, defender uma política pública. A gente tá no ano eleitoral, qual é a perspectiva que os candidatos a governo do estado, a presidente da República? Eh, aliás, não haverá nenhuma candidata à mulher? É triste isso.

Num país de maioria de mulheres e numa pesquisa do IBGE essa para adolescente que mostra que o sofrimento das adolescentes do sexo feminino é muito superior ao sofrimento dos adolescentes do século do sexo masculino. É uma coisa muito acachapante o Brasil não ter mulheres que sejam protagonistas e que defendam de viva voz em primeira pessoa os direitos de uma, eu vou chamar categoria, de um lado da história. Porque por mais que eu, André, seja sensível às questões que alcançam o universo feminino, como homem, eu não vou conseguir ter, eu diria, a profundidade eh, a a atenção tão acurada para certos detalhes que uma mulher quando fala dos direitos da mulher tem, porque ela sente na pele. Esse é o ponto. Fernão Capelo Gaivota é o livro que estamos recomendando com ênfase aqui.

Como disse, para quem tá acionando agora o canal, tá em inglês porque eu não achei a minha versão em português. O livro é lindíssimo, Richar B. Bom, sugestão para hoje. Seja um militante em favor da cultura de paz. Vou repetir a minha sugestão para hoje.

Seja você um militante em favor da cultura de paz. Paz dentro de casa, paz na vizinhança, paz no seu trabalho, paz no trânsito, paz no trato com população em situação de rua. Vocês viram o episódio lá onde aconteceu, gente? Foi em Belém. foi em Belém de estudantes.

Me ajudem quem lembrar dessa história, ganhou repercussão essa semana, se divertindo, aplicando choque elétrico em pessoas em situação de rua. Todos os arruaceiros com a vida ganha, classe média ou classe média alta, todos branquinhos como eu, se divertindo, indo pra rua. Isso foi premeditado usando um equipamento que dá choque, né, no outro. E é perturbador esse choque. Esse choque é não é só doloroso.

Ele pode levar a pessoa à morte, pode ficar inconsciente. Se ficar dando esse choque pode ter problemas. Eles aplicando esse choque em pessoas em situação de rua e se divertindo com isso. Paz, paz em relação a tudo que nos alcança. que nós possamos ser agentes da paz, que nós possamos desarmar a índole violenta, que a gente possa, por palavras, por atos, por pensamentos, por sentimentos, de alguma forma bloquear os estímulos para irradiar sentimentos negativos, que a gente seja aberto bons canais para irradiar paz, amor, cura, equilíbrio, tranquilidade, serenidade, esperança, coragem de seguir em frente, perseverança, persistência, não entregar os pontos, porque hoje eu não consegui fazer bem feito ou hoje aconteceu uma coisa horrorosa, eu não vou ter força para continuar.

A gente precisa ter resiliência. é uma característica fundamental na arte de seguir em frente. Aliás, já que eu tô mostrando o livrinho, deixa eu dizer que esse domingo eu vou est em uma palestra beneficente lá pros lados de CPiba, aqui no Rio de Janeiro, em favor do abrigo doce morada, que eu falei no papo das anterior, que acolhe idosos e crianças em situação de vulnerabilidade social. O site é abrigodocoocemorada.org.br. Para quem quiser conhecer esse trabalho, farei uma palestra, haverá livros por lá no próximo domingo, 10 da manhã, no sítio Arte da Terra, fica na estrada São Tarcísio, 1591 em Cetiba, sítio Arte da Terra, estrada São Francisco, 1591.

Cepetiba não é tão simples de chegar para quem tá saindo de onde eu vou sair, é uma viagenzinha. Eu já tive lá nesse sítio fazendo outras palestras beneficentes. O dono ou a dona do sítio empresta o lugar para essas atividades e diferentes grupos, principalmente não apenas, mas ligados ao movimento espírita, se articulam para isso. Então, a arte de seguir em frente, palestra beneficente, domingo, 10 da manhã. no sítio Arte da Terra, estrada São Tarcío 1591, CPA.

Pronto, #prontofalei. Agora sim, vamos às perguntas de vocês, porque eu fiz uma perguntinha com a ajuda da nossa querida Ariane lá no stories, que olha, a participação de vocês foi mega blaster, é impressionante. É um tema que bombou. Muita gente, muita gente participou. Deixa eu mostrar aqui porque eu gosto de mostrar.

Tem aquele ditado que eu não gosto, não é um ditado ambientalista, mata a cobra e mostra o pau. Eu não gosto desse ditado, mas eu queria, olha só a participação de vocês aqui, ó. Tá dando para ver cada caixinha dela? Tá dando reflexo. Não, não, pera aí, não apareceu.

Eita, André. Eita, André. Que que é isso? Tá vendo no meio aqui, ó? Cada caixeta dessa aqui é uma pergunta que vocês mandaram.

Tem muita pergunta, muita. Ou questões, ideias que vocês defendem. Eu acho isso muito legal porque a pergunta promove uma reflexão e essa reflexão é bemfazerja. Eu sou filho de pai e mãe filósofos. Quando você pensa, você tá filosofando, quando você faz uma reflexão sobre qualquer assunto, você tá acionando os mecanismos da sua filosofia, do seu modo de pensar, refletir, aprofundar uma questão.

Então, vamos lá. Vinícius_line, Reis_81. Tristeza não tem fim. Felicidade sim. É, o poeta no momento difícil, certamente compôs a música tristeza felicidade.

Sim, os versos inspiram a música, mas a realidade não é essa. E quando você é espírita e quando você tem uma visão reencarnacionista e quando você situa nessa encarnação, nesse planeta, dentro de uma cosmovisão inspirada no espiritismo, você vai ver a tristeza, ela é diretamente proporcional ao nosso nível evolutivo, ao estoque de imperfeições que a gente ainda possui e as circunstâncias da vida que fazem parte, que a maturidade emocional, espiritual de cada um lida com situações adversas de maneiras distintas. Portanto, digamos, há situações que podem deixar uma pessoa triste, mas uma mesma situação em relação à outra pessoa, ela pode reagir de uma maneira que não seja propriamente a tristeza, mas seja uma resignação positiva, dizendo: "Eu já aprendi a lidar com isso, não é legal, mas isso não vai me abater, isso não vai me abalar". Tá. Mariaúcia Moura, seria feliz se conseguisse manter sempre a serenidade.

Mas como? Olha, a gente não vai ficar frustrado porque a gente não consegue manter sempre a serenidade, porque nós somos imperfeitos e a gente não vai ter aqui condição de alcançar a perfeição no estalar de dedos. Então, a perfeição é uma conquista. Dizem os espíritas que normalmente leva muito mais do que uma ou duas ou três existências. É um processo evolutivo, né?

E a gente vai ter que ter essa paciência. Você não precisa condicionar sua felicidade a manutenção perene da serenidade, senão é uma autocondenação. Posto que não é possível estar sereno sempre, nunca serei feliz. Eu não concordo com isso, tá, Maria Lúcia? Mas é minha opinião, Afim Teixeira Teixeiraro.

O que é ser feliz de verdade no mundo imperfeito? Isso é uma boa pergunta e cada um haverá de ter a sua resposta. Para mim feliz é ter a consciência tranquila. E consciência tranquila bate aí com a resposta, com a pergunta anterior, com uma serenidade possível. A gente, digamos, ter a consciência tranquila de est fazendo tudo ao nosso alcance.

Isso para mim seria um sinônimo de felicidade. Eu tô conseguindo fazer o que está ao meu alcance. Eu posso não mudar o mundo. Eu posso não mudar a realidade da minha família, do meu trabalho, onde eu acho que poderia ser diferente. Eu posso não ter o poder de fazer do meu jeito.

Tô me lembrando de uma música do Rush, uma banda canadense, que eu vou ver o show com o meu irmão. Nós somos fãs do Rush. [roncando] Se eu pudesse mover a minha varinha mágica do do disco Presto, não tem varinha mágica, tá? Com todo respeito aos fãs do Harry Potter, são numerosos, não tem varia mágica, tem evolução. E evolução é mérito, pessoal, intransferível.

Evolução é ralação, é sangue, suor e lágrimas. no sentido não violento, tá? É sangue, porque às vezes a evolução implica em episódios que são particularmente dolorosos de um acidente, de uma doença, de uma um flagelo qualquer que você ao passar por isso está de alguma forma seguindo em frente. Tá bom? O Luiz Eusta vai na mesma vibe.

Luiz Eustac Silva, como ser minimamente feliz no mundo de provas e expiações? Já falamos aqui, é possível ser feliz nas condições mais hostis. Eu me lembrei e falei já aqui mais uma vez, a violência absurda imposta pelas tropas israelenses sob o comando de um radical extremista chamado Benjamim Etaniarro dizimou Gaza matando muitas crianças, muitas mulheres, muitos idosos, médicos, professores, religiosos. Ih, uma coisa horrorosa. Crime de guerra na opinião de muitos especialistas.

E semanas atrás viralizou uma imagem de um pessoal que no meio daquela devastação toda empurrou entúho para cá, empurrou destroços para lá, fez um campinho de futebol e foi jogar uma pelada. Aí você vai dizer: "Esse pessoal tá doido de jogar bola no meio de tanta destruição?" Não, eles estão absolutamente lúcidos, porque alegria é nutriente paraa vida. A gente precisa distrair a cuca, a gente precisa ter momentos de trégua, a gente precisa fazer a nossa parte em favor da nossa saúde mental. Então, jogar bola em Gasa tem tudo a ver. Eu, se tivesse em Gaza, estaria ali pedindo para entrar em campo.

Eu tô concentrado no jogo, eu tô jogando bola, eu tô esquecendo naquele momento dos horrores que eu passei. Portanto, isso vale paraas condições mais difíceis e hostis, né? Eu tô pegando um exemplo bem contundente, tá, Luiz Eustáquio. Eu tô falando que a gente pode ter momentos de alegria, a gente deve ter momentos de felicidade, porque a gente vive melhor assim. E Deus é amor, Deus é alegria.

Aquela herança, me perdoem a franqueza, é uma opinião minha, que vem muito de uma Igreja Católica Medieval, que já se dissipou, mas já foi um legado muito ruim de séculos de entender que o riso, o humor são contrários ao evangelho de Jesus. Porque Jesus sofreu por nós. Foi o cordeiro de Deus que foi flagelado para nos garantir a vida eterna. Aí você fica cultivando a máxima culpa, né? E a culpa é devastadora.

Jona de Angângeles, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco fala que a culpa é um sentimento paralisante que não agrega em nada a nossa jornada evolutiva. Tem gente que acha que sentir culpa você tá se redimindo do erro. Tá não, não tá não. A culpa paralisa a alma e não significa resgate de nada. Se a gente admite que errou, a culpa não é uma um contrapeso.

A gente precisa reparar o erro. Esse é o ponto. Adriana Correia, minha amiga do Sul. Igualdade, liberdade e fraternidade seriam primos da felicidade. Você tá resgatando aqui os princípios da Revolução Francesa, né?

liberdade, igualdade e fraternidade do Iluminismo que venceu a inquisição, venceu o período trevoso da Idade Média, onde a Igreja, que era a liderança religiosa também era a liderança política, opulenta, corrupta, que dizimou as mulheres nas fogueiras, condenando como bruxas e por aí vai. Então, eh, o ideário iluminista encontrou a sua síntese nos no lema da Revolução Francesa, Liberdade, Igualdade e Fraternidade, em que pese as diferentes fases da Revolução Francesa, que também se precipitou na direção da violência com banho de sangue que tingiu de vermelho o rio Sena, com as decaptações em série, Guilhotina, quem inventou a guilhotina foi um francês, né? Não sei que barão, não sei da Não, era alguém da nobreza, guilhotã. É, acho que sim. Vamos lá.

Então, são primos da felicidade no sentido da gente tá propiciando um ambiente menos tóxico, menos violento, né? Acho que sim. Adriana Sônia Fajar do Reis. É possível vencer o egoísmo e ser feliz com a felicidade do outro? Eu acho que esse é um caminho cristão.

A gente eliminar o egoísmo significa a gente prestar atenção no que vai à volta. Se você consegue ser feliz porque o outro tá feliz, se você consegue se sentir alegre porque viu alegria no outro, você tá se humanizando, você tá se tornando uma pessoa melhor. A tua sensibilidade tá indo numa direção que é aquela que o norte magnético da bússola do evangelho aponta. Na minha opinião, Renata Pedrosa pergunta se a felicidade é uma conquista diária, um estado de espírito. É uma conquista diária e é um estado de espírito.

A tua pergunta trouxe a resposta: nada a acrescentar. É uma conquista diária e é um estado de espírito. Débora de Marco, minha amiguinha, tudo bem, Débora? Felicidade é só no futuro ou pode ser também no presente? Felicidade plena é no futuro, na minha crença.

A plenitude da felicidade, a felicidade que ocupa todos os espaços do seu ser e não é demovível. Ela não está sujeita a nada que possa prejudicá-lo ou prejudicá-la. Porque essa felicidade plena, ela ocorre quando não temos mais imperfeições, não temos mais egoísmo, orgulho, vaidade, inveja, ganância. Não somos reféns de nenhum vício, sexo, drogas, jogos. Quando você consegue navegar pelo mundo livre de qualquer amarra, e isso faz a diferença do ponto de vista de um sentimento que a gente não conhece, entendeu, Débora?

Na minha crença, eu, André, não sei o que é felicidade plena. Eu tenho momentos rasgos assim de felicidade e e isso é fantástico. Mas a felicidade plena, do meu ponto de vista, não é desse mundo, aliás, do ponto de vista espírita. Se o Fernandes Ferreira, é possível ser feliz em um mundo em guerra? A felicidade plena, não, como eu disse, mas como disse também, em lugares devastados pela guerra, há momentos em que você se permite estados de esperança, de alegria, de felicidade.

Felicidade por uma bomba não ter destruído você e sua família. Olha que absurdo. Mas é, você vai dizer, é a metade cheia ou metade vazia do copo. A bomba destruiu a tua casa. Você vai falar: "Ai, que desgraça, perdi tudo".

Ou alguém vai lembrar você: "Minha irmã, é terrível que a casa tenha sido destruída, mas pensa numa coisa. Você e tua família poderiam estar agora dentro de sacos com aquele zíper sendo encaminhados para valas coletivas, porque você está viva, você sobreviveu, você não tava em casa com a sua família nesse momento. Você percebe? Tudo é uma, tudo é uma, é dentro da perspectiva que você vai perceber aonde tá a felicidade, aonde tá a desgraça. Portanto, mesmo em momentos de profunda desgraça e infelicidade, há uma pessoa, vou dar outro exemplo, uma pessoa em sofrimento, acometida de uma doença muito dura, muito difícil, desencarna.

Aí você vai lamentar dizendo: "Puxa, ela desencarnou. Que perda, vou sentir muita falta. Que saudade! É compreensível. É assim que nós somos.

Entretanto, se você quiser ter uma outra leitura desse momento, você vai dizer: "Nossa, ela se libertou de um corpo que tava pagando um preço muito alto para permanecer viva. Ela tava em sofrimento e esse sofrimento não tinha mais solução. Então, temos aqui uma libertação, um livramento, como se diz popularmente. E esse livramento, ele pode ser, digamos, uma, você pode ter uma leitura sensata, lúcida, do que significa para quem estava num corpo doente não ter mais aflição dessas limitações. Aí muda a perspectiva.

Eu tô dando alguns exemplos aqui. Tudo depende do ângulo de percepção da gente, penso eu. Recoutinho. André, é possível ser feliz sozinho? Engraçado.

A segunda música tristeza não tem fim. Felicidade sim. Aí tem aqui outra citação do poeta, eh, se perguntando, é possível ser feliz sozinho? Eu vou responder dentro da minha perspectiva aqui. Nós já somos sozinhos.

Independente da quantidade de pessoas por perto que você ama, quer por perto, sente saudade, se sente melhor, mais segura, mais confortada, tendo gente por perto. Nós somos essencialmente sozinhos. Você veio ao mundo sozinho. Você passa pelo mundo cercado de gente, mas tem muitos momentos em que é você com você. Você vai ter que tomar decisões, você vai lidar com experiências, você vai sofrer ou vai se alegrar a partir de experiências suas e você vai desencarnar igualmente no movimento solitário.

Veja, a solidão ela não é por princípio ruim. O problema é você se sentir sozinho em sofrimento, Porque nós temos uma condição existencial que nos coloca frente à frente com uma realidade inexorável. Do meu ponto de vista, você pode transitar pelo mundo, repito, cercado de pessoas muito queridas que estão sempre por perto, mas é uma jornada solitária. Ninguém sente o que você sente, ninguém pensa exatamente como você. E isso não é propriamente ruim.

Essa é uma questão de você se posicionar na vida. Assim, eu vou sofrer porque ninguém me compreende totalmente, porque o que eu tô escolhendo para mim os outros não concordam. Eu acabei de recomendar o livro Fernão Capelo Gaivota. No capelo gaivota é um livro que fala não apenas da opção, mas da necessidade de você assumir quem você é e ser feliz sendo quem você é, com o lado bem resolvido e também com o lado mal resolvido. Ser você, assuma quem você é.

E isso não é simples, isso não é fácil e isso remete a um estado de solitude, mas a solidão ela faz parte. Agora você pode sofrer em momentos que você tá querendo ter companhia e não tem, você gostaria de conversar com alguém e não tem com quem conversar. Isso eu entendo. Mas é possível ser feliz sozinho assim. Eu conheço algumas pessoas, inclusive da minha família, que perderam cônjuge, perderam companheiro, perderam a companheira de muitos anos, já estão na condição de idosos e conseguiram, digamos, reconstituir a rotina, refazer a vida sem necessariamente estar junto de outra pessoa no relacionamento íntimo, mas cultivando amizades, fazendo cursos, reservando momentos assim para fazer exatamente que Você quer?

Eu quero, quero fazer hidroginástica. Agora vou me matricular num curso de artes plásticas. Agora vou fazer não sei o quê. Agora eu vou doar meu tempo nessa creche. Agora eu vou trabalhar na biblioteca comunitária.

Agora eu vou ajudar na minha instituição religiosa a arrumar a sala depois de uma palestra ou vou me preparar para dar uma palestra porque estão faltando palestrantes. A vida é feita de escolhas. As melhores escolhas nos precipitam numa direção muito legal de satisfação por estar fazendo o que é possível ao seu alcance. É a consciência tranquila de que falei há pouco, ó. Fiquem com Deus, tudo de bom.

O papo das fica estocado no YouTube. Se você quiser lá, ó, receber os vídeos, quando sair o vídeo, clica, entra no time. Tamo junto. Se quiser enviar para alguém, é, via YouTube, Instagram, você sabe, a gente transmite, mas não segura aí. Instagram eh, não é o lugar para isso.

O ideal a gente faz isso no YouTube, tá bom? Domingo ao vivo, não haverá Papo das 9. Eu vou tentar amanhã gravar e ficar disponível no YouTube. Ariane, eu vou te dizer ainda hoje, se possível, se eu vou deixar gravado. Aí a gente produz um cartaz e o povo acompanha pelo YouTube o papo sempre com muito carinho, muito cuidado, muito amor que a gente deixa.

Se tiver dica pro Papo das 9 de domingo, manda para mim. Manda para mim. Fiquem com Deus. Tudo de bom.

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

com uma declaração forte do Papa Leão XIV, que com a qual eu concordo totalmente e quem acompanha o Papa das já me viu me posicionando aqui enquanto cristão, no sentido oposto à alienação quanto aos abusos que estão sendo cometidos por alguns dirigentes de países que estão promovendo guerras no mundo. O que disse o Papa ontem? O mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos. Olha que declaração forte vinda de um líder religioso da envergadura do Papa Leão XIV. O o mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos e ele emendou uma ele pediu uma mudança decisiva de rumo.

É sabido que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tá muito incomodado com a defesa, que é o que se espera de um papa, de qualquer líder religioso, intransigente da paz. O papa não inventou isso. É o que se espera de um papa, que ele se posicione defendendo a paz, defendendo o cessafogo, defendendo o diálogo, defendendo diplomacia, defendendo que se respeite o direito internacional, defendendo que não se destrua com bombas, com mísseis, com drones suicidas, orfanatos, creches, escolas, que não se explodam, hospitais e ambulâncias que não se matem indiscriminadamente, civis inocentes, bebês, crianças, idosos, pessoas acamadas, civis. Mesmo numa guerra existe regra.

Quando a gente fala de direito internacional, a gente tá falando de regras consolidadas após a Segunda Grande Guerra Mundial, lá se vão mais de 70 anos. Isso tá sendo solapado. Então, o Papa Leão XIV faz o que se espera de um papa. Não, isso não é possível de admitir, isso é inadmissível. E aí Donald Trump escolheu alguém para bater de frente. E aí tem outra questão de bastidor que o papa, sendo natural dos Estados Unidos, é um papa norte-americano, mais popular hoje do que Donald Trump naquele país, incomoda esse narcisismo, essa egolatria explícita do atual mandatário dos Estados Unidos.

E o papa resolveu eh o papa não, Donald Trump resolveu escolher o Papa como alvo e obviamente é uma manobra desastrada porque não o favorece nem junto aos seus. Eu como espírita, não sendo papa, mas sendo um cidadão do mundo, tendo esse espaço com vocês, quantas vezes eu disse que nos eu revelei, confidenciei até algo da minha intimidade nas minhas preces matinais já alguns meses, eu tenho pedido encarecidamente a Deus que desarme os senhores das guerras. é literalmente o que eu peço, que desarme os senhores das guerras.

E eu estou, obviamente, nessa, nesse momento da minha prece, endereçando a minha vibração na direção dos espíritos de luz que estejam em condições de se acercar e de se aproximar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do premier israelense Benjamin Netanyahu e do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Esses três estão no meu radar do ponto de vista de serem, do meu entendimento, agentes da destruição sistemática da legislação internacional, do direito internacional e da afronta ao aquilo que se consolidou como uma norma que é proteger os civis mesmo numa guerra.

Bom, repetindo então a frase do Papa que me causou assim uma um impacto positivo, porque o Papa não toma partido do no sentido de política partidária, ele não se posiciona. Um papa não pode defender numa eleição o candidato A em detrimento do candidato B. Um papa não pode dizer que é simpatizante de uma corrente política ideológica A em detrimento da corrente política ideológica B. Mas o Papa tem como missão, é dever do Papa na tradição dos católicos, ser um guardião dos princípios e valores do evangelho de Jesus. É o que se espera do Papa.

E o Papa não se curvou diante das intimidações de Trump e disse: "O mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos e pediu uma mudança decisiva de rumo." Muito bem. Tudo isso para dizer, meus amigos, e me perdoem, eu tô começando o papo das 9 e dando essa ênfase a esse assunto que eu acho importante. Não é só a questão de quem está no poder, é quem dá sustentação àqueles que chegaram à condição de chefes de estado com um arsenal bélico portentoso e tem usado armas e munições para destruir direitos de existir dos civis. Como eu já falei, é muito perigoso. Eu vou falar como brasileiro, ter no meu país quem não veja um problema a maneira como essas guerras estão sendo conduzidas. quem defenda esses tiranos da forma como eles vêm se posicionando de maneira muito assintosamente contra valores e princípios que um cristão ou dito cristão defende.

Então fica ligado, democracia permite tudo. até quem ache, Netaniarro e Putin estão no seu direito de fazer o que fazem. Entretanto, é flagrantemente contraditório que eles façam o que estão fazendo sem que uma pessoa minimamente sensata, movida pela boa vontade, examine quais são os princípios e valores do cristianismo. E isso não significa defender ramás, Hezbollah ou o regime dos aiatolás, porque aí é o debate rasteiro de rede social. Se você critica essa corrente, você então é adepto da outra. Não, por favor.

Isso daí é, com todo respeito, isso é uma covardia intelectual, você querer demolir a argumentação de alguém que em defesa da paz diz: "Vamos resolver as disputas no território da diplomacia". Ou se você tá flagrantemente querendo implodir um regime político que é hostil, é covarde, que persegue opositores, que mata, que prende, como se fez na África do Sul? Vocês acompanharam isso? o regime infame do apartheid, você teve um imenso bloqueio comercial e cultural da África do Sul até que eles roessem a corda e a minoria branca entendesse que não dava mais para oprimir os negros da forma institucional como faziam. Então a gente tem que ter muito cuidado na hora de se omitir, sabe? deliberadamente, dizendo: "Não, isso não é assunto da da religião.

Religioso não pode se meter em assunto de política." Vamos deixar claro isso que durante os últimos anos de papo das 9, a gente consumiu algum tempo aqui, deixando claro o seguinte: política partidária não deve invadir o espaço aéreo de nenhuma tradição religiosa. Na minha opinião, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Agora, quando você tem dentro de uma estrutura de poder a vilania, a tirania, a opressão e o desrespeito a direitos básicos, é dever do religioso, seja ele quem for, na tradição que for, denunciar o arbítrio, denunciar a opressão e a violência. é a minha opinião. O Papa, portanto, fico feliz dele ter esse posicionamento corajoso.

Ele tá pagando um preço caro do ponto de vista emocional, porque o irmão dele nos Estados Unidos, já disse que ele é estadunidense, nascido nos Estados Unidos, o Papa. O irmão dele tá sofrendo ameaças nos Estados Unidos, ameaça de morte. Para você ver como eu diria, usa-se a política nos Estados Unidos. Hoje, do meu ponto de vista, eu não tenho essa dúvida, nenhuma dúvida, para atender a interesses personalíssimos que vão contra direitos coletivos. E se faz isso da forma mais desastrada possível.

Ontem, Pete Hegseth, secretário de defesa, numa cerimônia com militares e familiares de militares dos Estados Unidos, recitou como se fosse uma prece, uma passagem que não existe na Bíblia e que foi extraída do filme Pulp Fiction, do Quentin Tarantino, um filme violentíssimo que um personagem que era um matador de aluguel do filme, antes de matar uma criatura a sangue frio, recita essa prece que Quentin Tarantino colocou no roteiro, fazendo muitas mudanças num trecho de uma oração que existe na Bíblia, mas com várias alterações. O senhor Pete Hegseth fez o transplante do roteiro de Pulp Fiction. Ele não sabia disso, não. Diz que não sabia. Ah, o militar me deu isso daqui, achei bonito.

Olha a cabeça da criatura. Assim, não faz sentido a gente atribuir credibilidade ou valor a esses extremistas, porque o senhor Pete Hegseth também tem uma um crucifixo, um crucifixo estampado no peito que alude às cruzadas. Alude às cruzadas. Para quem não sabe, vai estudar o que foram as cruzadas. As cruzadas foram um dos maiores, senão o maiores erros da história milenar da Igreja Católica, eliminando por princípio que não fosse cristão, que foi considerado infiel, herege, pessoal tá dizendo que o Instagram ficou mudo. Eu vou recomeçar o Insta, tá, pessoal? Vou cortar o Instagram, OK? Vou cortar e vou recomeçar. Vou cortar [risadas] e vou recomeçar. Até já vou voltar.

Vamos embora, que a vida é assim. Aí a gente concluir, aí eu volto para cá. Olha lá. Eita, que bom. Vamos lá. Opa, volta para cá. É tudo ao vivo assim. A vida é assim. A vida não traz roteiro prévio e a gente faz o que dá para fazer. Então, significa recomeçar o papo das 9. Agora você está ao vivo. Voltamos. Sejam todos bem-vindos de volta. Estamos aqui para recomeçar o Papo das 9 onde estávamos. OK. Maravilha. Vamos lá. Estamos conversado. Então, o cristão se posiciona. Jesus se posicionou sabendo que seria crucificado pelo que defendeu. Ele foi crucificado não pelos hereges, não pelos infames, os infiéis.

Ele foi crucificado pelos doutores da lei, sendo ele judeu, mas dizendo coisas que incomodaram os sacerdotes da época, não é isso? Então, vamos lá. Vamos abrir aqui o livrinho, vendo o que vai dar o livrinho, pedindo ajuda aos amigos invisíveis para que nos inspirem, estejam por perto na hora de escolhermos aleatoriamente, mas o acaso não existe, uma mensagem que seja propícia para essa sexta-feira. Vamos para onde? De que jeito? Vamos para onde? que eu seja um instrumento maleável, um meio adequado, uma ferramenta útil para esse propósito. Opa, olha só onde eu abri, gente. Pelo amor de Deus, vocês são testemunha. Mensagem 32. Acate com respeito todas as religiões. Que loucura.

Cada homem tem o direito de escolher o caminho que prefere. Respeite a liberdade de crença dos outros, tanto quanto aprecia que respeitem a sua. Não discute, nem procure tirar ninguém do caminho em que se acha, a não ser que seja procurado para isso. Respeite para ser respeitado. em bom português, esses senhores da guerra, principalmente Donald Trump e Benjamin Netanyahu são apoiados e são sustentados por uma retórica, uma narrativa que coloca a religião como elemento importante para marcar a diferença em relação a quem se quer destruir. E isto é abominável.

Eh, o Papa esteve essa semana na Argélia, visitou mesquitas, esteve em contato com lideranças de outras tradições e deu nesta visita um exemplo contundente, acachapante de que acreditar no outro Deus não faz de você um inimigo, de quem pensa diferente, quem sente diferente. Pelo contrário, há a possibilidade de você se irmanar na fé. Acreditamos em formas diferentes de Deus, diferentes tradições, mas nós acreditamos numa força superior que tem valores e princípios muito caros e que são convergentes na direção de uma ética.

Aí alguém, por ignorância, vai dizer: “Ah, mas os islâmicos matam quem pensa diferente?” Informe-se sobre isso, porque todo mundo, todo mundo, muita gente acha, isso foi muito fortemente propagado por filmes de Hollywood que mostravam terroristas islâmicos em tudo que é canto. Bom, você sabia que existem terroristas cristãos? [limpando a garganta] Você sabia que existem terroristas budistas? Porque a gente precisa ter informação. O terrorismo é uma deturpação de princípios que são muito claros no entendimento das respectivas escrituras de cada tradição. É uma deturpação. Eu diria até vou usar uma palavra dura, é um câncer no tecido que dá sustentação aos valores mais nobres de cada religião.

Então não adianta, a gente tá no Brasil, eu fico falando do Oriente Médio, Golfo, Péssico, Trump, Netaniarro. Eu já falei, essa semana vou falar de novo porque a página bateu aí. Eu tô no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro é um lugar aonde comunidades dominadas por certos traficantes ou certos milicianos que aderiram a uma linha do cristianismo neopentecostal radical se sentem no direito e são estimulados pelos respectivos pastores a perseguir as tradições afro-brasileiras que são entendidas como heréticas. como sinônimo do mal. E aí validam esses criminosos a destruição de terreiros, a destruição de objetos de culto e a expulsão dos seguidores dessas tradições das respectivas comunidades.

Eu venho denunciando isso há muito tempo, como jornalista, fazendo matéria e aqui em outras frentes aí, palestras, enfim, a gente diz: "Olha, eu sou espírita estudioso de Kardec. é a linha que eu me identifico mais, mas isso não justifica uma eventual omissão minha em relação à violência cometida contra seguidores de outras tradições. E eu como espírita tenho o dever de abrir o verbo, de falar contra essa covardia, contra esse arbítrio, porque sou brasileiro e um dos trunfos do Brasil, pelo menos do ponto de vista constitucional, é defender na carta magna o a liberdade de credo. Cada um acredita no que quiser, ou se quiser, não acredita em nada. e não pode ser perseguido, não pode ser objeto de qualquer gênero de violência por ter esse posicionamento.

É muito sério isso. A gente precisa estar atento. A gente fica falando da guerra do outro lado do Atlântico, do outro lado do mundo. Existem guerras acontecendo aqui das mais variadas, nas mais variadas facetas. Uma delas é a guerra religiosa em nome de Jesus. Mais uma vez, Jesus onde estiver, certamente não está tranquilo, não está feliz, porque o que se fala de barbaridade em nome dele, o que se faz de deturpação do evangelho que seus discípulos eternizaram nas narrativas que estão no Novo Testamento, é uma é um absurdo. É um absurdo, sabe? Então a gente tem que ter atenção. Atenção. Acate com respeito todas as religiões. Pratica isso no seu dia a dia, né?

A minha mulher, eu já disse aqui, é agnóstica, a gente tá junto há 18 anos. Dona Nádia, que a gente já tem também há mais de 20 anos por perto, é evangélica. E nós estamos aqui no no no nicho familiar, praticando exatamente o respeito mútuo pelas diferentes formas de crer ou descrer. E isso é assunto de cada um. Quando você impõe ao outro uma corrente de fé, quando você tenta acintosamente converter o outro, isso é de uma violência e e isso é de uma disfaçatez inominável. Então tem esse cuidado. E quando seu filho ou sua filha, seu neto ou sua neta ou mesmo sua mulher ou seu marido mudam de religião, isso não é uma traição a você. Poxa, mas eu não te ensinei assim.

Poxa, mas a você não era assim. Eu gostava de você antes. Você vai colocar isso como um fator impeditivo de uma relação saudável? Tanta gente que converge no campo da fé, numa relação íntima, se dá mal por tantos motivos, aí você vai colocar a culpa na religião, porque ele ela não acredita no que eu acredito. Não, ele não acredita no que eu acredito. Aí isso é motivo de dissenso. Por quê? Porque uma pessoa ateia, materialista ou agnóstica, pode dar lições constrangedoras de humildade, simplicidade, amor ao próximo, caridade, que você no seu espiritismo, no seu catolicismo, no seu protestantismo, não chega perto.

Então, a gente tem que ter muito cuidado com essas análises rasteiras, superficiais, esse julgamento inclemente do outro sem prestar atenção no que você tá fazendo. Tudo que resvala no radicalismo, no fanatismo, né, nessa nesse fundamentalismo, flerta o tempo todo com a violência. Presta atenção no que eu tô dizendo. Tem gente banalizando o extremismo, dizendo: "Ah, só assim que resolve." Esse essa é a solução. A história de forma constrangedora, a história, a gente tem que aprender com a história, com o que já aconteceu, não funciona, não dá certo e paga-se um preço enorme. Tá aqui mensagem 32, Pastorino arrebentando hoje nessa sexta-feira. Eita pá. e e a sincronicidade que a gente tá tendo aqui de abrir ao acaso a página sobre um assunto que está colocado aqui.

Está colocado. Bom, sugestão de livro. Eu procurei a versão em português, não achei, então não me critique. Eu vou mostrar a versão em inglês, mas esse livro está disponível há décadas em português. É só para ter um livro na mão. Fernão Capelo Gaivota, na versão em inglês, Jonathan Livingston Seagull. do Richard Bach. Fernão Capelo Gaivota é um livro que todos nós precisamos, mas a razão pela qual eu tô indicando é você dar de presente pro adolescente mais próximo de você, da sua família, do seu círculo próximo ou para alguém que você acha que merece ler o livro, porque foi um livro que marcou a minha adolescência, é um livro que continua atualíssimo.

Eh, cada um vai ter a sua interpretação do livro. Mas é uma gaivota rebelde que não segue o movimento de manada do seu bando. Ela procura fazer voos que são diferentes. Ela procura explorar os recursos que a as asas dão a ele como gaivota, dando rasantes, fazendo mergulhos. Por vezes ele se estrepa, se machuca, mas ele faz aquilo que ele entende ser o certo a despeito do preconceito da maioria. que olha para essa gaivota e diz: "I essa gaivota aí tá toda errada. Ela não merece nosso respeito, ela não merece nossa consideração. E essa gaivota que é o Fernão Capelo, é expulsa a gaivota do seu coletivo, da sua comunidade, porque contraria todas as regras. Contraria [risadas] todas as regras.

Entretanto, Fernão Capelo, ele não tá incomodando ninguém, ele não tá perseguindo ninguém, ele não tá afrontando direito de ninguém do bando, ele tá fazendo do jeito dele o que ele acha ser o certo. Então, eu não vou contar o final do livro. Eu vi o filme também, com trilha sonora do Neil Diamond. Eu adorei o filme e quando eu fiz a minha primeira comunhão, que eu estudei em colégio católico, meu pai já disse aqui várias vezes, quase foi padre, me deu de presente o disco na versão vinil. Eu guardo até hoje o disco. Eu não tenho nem mais como tocar disco aqui em casa. Não tenho mais agulha para vitrola, não tenho isso.

Mas eu guardei o disco com muito carinho que papai fez uma mensagem tão bonita. endossando assim a minha coragem de ser também um fernão, que eu me espelhasse no Fernão, que eu descobrisse com alegria os voos [roncando] que fossem compatíveis com a minha vontade, que eu que eu descobrisse esse potencial. Tão bonita a mensagem do meu pai. E o livro, portanto, ficou registrado no meu coração e eu resolvi indicar hoje porque quem não viu, por favor, assista. o Papo das 9 do último domingo, que está no YouTube, falando da geração mais triste da história.

Nós falamos aqui, reportamos todos os dados e fizemos as nossas reflexões sobre uma pesquisa do IBGE junto a 118 mil alunos brasileiros e brasileiras de 13 a 17 anos, de mais de 1600 escolas públicas e privadas espalhadas pelo Brasil. E os resultados são muito inquietantes, muito perturbadores da quantidade de meninos e meninas nessa faixa etária que estão tristes, estão desiludidos com a vida. Parte numerosa deles já realizou automutilação. Parte numerosa deles pensa que a vida talvez não vale a pena ser vivida. Parte numerosa dele sofre demais com o aparente descaso dos pais ou responsáveis. Parte numerosa deles sofre com bullying nas escolas. Então é um espelho.

Essa pesquisa reflete uma realidade que alcança os adolescentes do Brasil. Eu acho esse livro Fernão Capelo Gaivota, um livro espetacular nessa fase da vida. É para qualquer um ler, mas nessa fase da vida, das descobertas do adolescente que tá construindo a sua autonomia, tá descobrindo que papai e mamãe são as pessoas mais importantes da minha vida, mas não são perfeitos, eles também erram, que eu tenho direito a minhas opiniões, que eu tô me transformando, eu tô começando a ter desejo sexual, eh, pelos pubianos, barba, meu pé aumentou de tamanho, meu meu nariz, meu rosto tá mudando. É uma mutação relativamente rápida de criança para jovem, né? Adolescência é hormônios em ebulição.

Então, algum desconforto com o próprio corpo acontece, alguma desilusão em relação às expectativas que tinha para com pais ou responsáveis pode acontecer. E tudo isso faz parte. A questão é quando tudo isso eventualmente justifica uma um desinteresse pela vida, um desprezo pela própria existência. Aí a gente tem que parar, refletir e pensar que que é possível fazer dentro de casa, na escola em que meu filho ou meu neto estudam, defender uma política pública. A gente tá no ano eleitoral, qual é a perspectiva que os candidatos a governo do estado, a presidente da República? Eh, aliás, não haverá nenhuma candidata à mulher? É triste isso.

Num país de maioria de mulheres e numa pesquisa do IBGE essa para adolescente que mostra que o sofrimento das adolescentes do sexo feminino é muito superior ao sofrimento dos adolescentes do século do sexo masculino. É uma coisa muito acachapante o Brasil não ter mulheres que sejam protagonistas e que defendam de viva voz em primeira pessoa os direitos de uma, eu vou chamar categoria, de um lado da história. Porque por mais que eu, André, seja sensível às questões que alcançam o universo feminino, como homem, eu não vou conseguir ter, eu diria, a profundidade eh, a a atenção tão acurada para certos detalhes que uma mulher quando fala dos direitos da mulher tem, porque ela sente na pele.

Esse é o ponto. Fernão Capelo Gaivota é o livro que estamos recomendando com ênfase aqui. Como disse, para quem tá acionando agora o canal, tá em inglês porque eu não achei a minha versão em português. O livro é lindíssimo, Richard Bach Bom, sugestão para hoje. Seja um militante em favor da cultura de paz. Vou repetir a minha sugestão para hoje. Seja você um militante em favor da cultura de paz. Paz dentro de casa, paz na vizinhança, paz no seu trabalho, paz no trânsito, paz no trato com população em situação de rua. Vocês viram o episódio lá onde aconteceu, gente? Foi em Belém. foi em Belém de estudantes.

Me ajudem quem lembrar dessa história, ganhou repercussão essa semana, se divertindo, aplicando choque elétrico em pessoas em situação de rua. Todos os arruaceiros com a vida ganha, classe média ou classe média alta, todos branquinhos como eu, se divertindo, indo pra rua. Isso foi premeditado usando um equipamento que dá choque, né, no outro. E é perturbador esse choque. Esse choque é não é só doloroso. Ele pode levar a pessoa à morte, pode ficar inconsciente. Se ficar dando esse choque pode ter problemas. Eles aplicando esse choque em pessoas em situação de rua e se divertindo com isso. Paz, paz em relação a tudo que nos alcança. que nós possamos ser agentes da paz, que nós possamos desarmar a índole violenta, que a gente possa, por palavras, por atos, por pensamentos, por sentimentos, de alguma forma bloquear os estímulos para irradiar sentimentos negativos, que a gente seja aberto bons canais para irradiar paz, amor, cura, equilíbrio, tranquilidade, serenidade, esperança, coragem de seguir em frente, perseverança, persistência, não entregar os pontos, porque hoje eu não consegui fazer bem feito ou hoje aconteceu uma coisa horrorosa, eu não vou ter força para continuar.

A gente precisa ter resiliência. É uma característica fundamental na arte de seguir em frente. Aliás, já que eu estou mostrando o livrinho, deixa eu dizer que, neste domingo, eu vou estar em uma palestra beneficente lá para os lados de Sepetiba, aqui no Rio de Janeiro, em favor do abrigo doce morada, que eu falei no papo das anterior, que acolhe idosos e crianças em situação de vulnerabilidade social. O site é abrigodocemorada.org.br. Para quem quiser conhecer esse trabalho, farei uma palestra, haverá livros por lá no próximo domingo, 10 da manhã, no sítio Arte da Terra, fica na Estrada São Tarcísio, 1591, em Sepetiba, sítio Arte da Terra, estrada São Francisco, 1591.

Cepetiba não é tão simples de chegar para quem tá saindo de onde eu vou sair, é uma viagenzinha. Eu já tive lá nesse sítio fazendo outras palestras beneficentes. O dono ou a dona do sítio empresta o lugar para essas atividades e diferentes grupos, principalmente não apenas, mas ligados ao movimento espírita, se articulam para isso. Então, a arte de seguir em frente, palestra beneficente, domingo, 10 da manhã, no sítio Arte da Terra, Estrada São Tarcísio, 1591, Sepetiba. Pronto, hashtag pronto, falei. Agora sim, vamos às perguntas de vocês, porque eu fiz uma perguntinha com a ajuda da nossa querida Ariane lá no stories, que olha, a participação de vocês foi mega blaster, é impressionante.

É um tema que bombou. Muita gente, muita gente participou. Deixa eu mostrar aqui porque eu gosto de mostrar. Tem aquele ditado que eu não gosto, não é um ditado ambientalista, mata a cobra e mostra o pau. Eu não gosto desse ditado, mas eu queria, olha só a participação de vocês aqui, ó. Tá dando para ver cada caixinha dela? Tá dando reflexo. Não, não, pera aí, não apareceu. Eita, André. Eita, André. Que que é isso? Tá vendo no meio aqui, ó? Cada caixeta dessa aqui é uma pergunta que vocês mandaram. Tem muita pergunta, muita. Ou questões, ideias que vocês defendem. Eu acho isso muito legal porque a pergunta promove uma reflexão e essa reflexão é benfazeja. Eu sou filho de pai e mãe filósofos.

Quando você pensa, você tá filosofando, quando você faz uma reflexão sobre qualquer assunto, você tá acionando os mecanismos da sua filosofia, do seu modo de pensar, refletir, aprofundar uma questão. Então, vamos lá. Vinícius Underline, Reis Underline 81 Tristeza não tem fim, felicidade sim É o É, o poeta no momento difícil, certamente compôs a música tristeza felicidade. Sim, os versos inspiram a música, mas a realidade não é essa.

E quando você é espírita e quando você tem uma visão reencarnacionista e quando você situa nessa encarnação, nesse planeta, dentro de uma cosmovisão inspirada no espiritismo, você vai ver a tristeza, ela é diretamente proporcional ao nosso nível evolutivo, ao estoque de imperfeições que a gente ainda possui e as circunstâncias da vida que fazem parte, que a maturidade emocional, espiritual de cada um lida com situações adversas de maneiras distintas.

Portanto, digamos, há situações que podem deixar uma pessoa triste, mas uma mesma situação em relação à outra pessoa, ela pode reagir de uma maneira que não seja propriamente a tristeza, mas seja uma resignação positiva, dizendo: "Eu já aprendi a lidar com isso, não é legal, mas isso não vai me abater, isso não vai me abalar". Tá. Mariaúcia Moura, seria feliz se conseguisse manter sempre a serenidade. Mas como? Olha, a gente não vai ficar frustrado porque a gente não consegue manter sempre a serenidade, porque nós somos imperfeitos e a gente não vai ter aqui condição de alcançar a perfeição no estalar de dedos. Então, a perfeição é uma conquista.

Dizem os espíritas que normalmente leva muito mais do que uma ou duas ou três existências. É um processo evolutivo, né? E a gente vai ter que ter essa paciência. Você não precisa condicionar sua felicidade a manutenção perene da serenidade, senão é uma autocondenação. Posto que não é possível estar sereno sempre, nunca serei feliz. Eu não concordo com isso, tá, Maria Lúcia? Mas é minha opinião. Rafinha Teixeira, Teixeiraro. O que é ser feliz de verdade no mundo imperfeito? Isso é uma boa pergunta e cada um haverá de ter a sua resposta. Para mim feliz é ter a consciência tranquila. E consciência tranquila bate aí com a resposta, com a pergunta anterior, com uma serenidade possível.

A gente, digamos, ter a consciência tranquila de est fazendo tudo ao nosso alcance. Isso para mim seria um sinônimo de felicidade. Eu tô conseguindo fazer o que está ao meu alcance. Eu posso não mudar o mundo. Eu posso não mudar a realidade da minha família, do meu trabalho, onde eu acho que poderia ser diferente. Eu posso não ter o poder de fazer do meu jeito. Tô me lembrando de uma música do Rush, uma banda canadense, que eu vou ver o show com o meu irmão. Nós somos fãs do Rush. [roncando] Se eu pudesse mover a minha varinha mágica do do disco Presto, não tem varinha mágica, tá? Com todo respeito aos fãs do Harry Potter, são numerosos, não tem varia mágica, tem evolução.

E evolução é mérito, pessoal, intransferível. Evolução é ralação, é sangue, suor e lágrimas. no sentido não violento, tá? É sangue, porque às vezes a evolução implica em episódios que são particularmente dolorosos de um acidente, de uma doença, de uma um flagelo qualquer que você ao passar por isso está de alguma forma seguindo em frente. Tá bom? O Luiz Eusta vai na mesma vibe. Luiz Eustac Silva, como ser minimamente feliz no mundo de provas e expiações? Já falamos aqui, é possível ser feliz nas condições mais hostis.

Eu me lembrei e falei já aqui mais uma vez, a violência absurda imposta pelas tropas israelenses sob o comando de um radical extremista chamado Benjamin Netanyahu dizimou Gaza matando muitas crianças, muitas mulheres, muitos idosos, médicos, professores, religiosos. Ih, uma coisa horrorosa. Crime de guerra na opinião de muitos especialistas. E semanas atrás viralizou uma imagem de um pessoal que no meio daquela devastação toda empurrou entúho para cá, empurrou destroços para lá, fez um campinho de futebol e foi jogar uma pelada. Aí você vai dizer: "Esse pessoal tá doido de jogar bola no meio de tanta destruição?" Não, eles estão absolutamente lúcidos, porque alegria é nutriente paraa vida.

A gente precisa distrair a cuca, a gente precisa ter momentos de trégua, a gente precisa fazer a nossa parte em favor da nossa saúde mental. Então, jogar bola em Gasa tem tudo a ver. Eu, se tivesse em Gaza, estaria ali pedindo para entrar em campo. Eu tô concentrado no jogo, eu tô jogando bola, eu tô esquecendo naquele momento dos horrores que eu passei. Portanto, isso vale paraas condições mais difíceis e hostis, né? Eu tô pegando um exemplo bem contundente, tá, Luiz Eustáquio. Eu tô falando que a gente pode ter momentos de alegria, a gente deve ter momentos de felicidade, porque a gente vive melhor assim. E Deus é amor, Deus é alegria.

Aquela herança, me perdoem a franqueza, é uma opinião minha, que vem muito de uma Igreja Católica Medieval, que já se dissipou, mas já foi um legado muito ruim de séculos de entender que o riso, o humor são contrários ao evangelho de Jesus. Porque Jesus sofreu por nós. Foi o cordeiro de Deus que foi flagelado para nos garantir a vida eterna. Aí você fica cultivando a máxima culpa, né? E a culpa é devastadora. Joanna de Ângelis, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, fala que a culpa é um sentimento paralisante, que não agrega em nada à nossa jornada evolutiva. Tem gente que acha que, ao sentir culpa, você está se redimindo do erro. Tá não, não tá não.

A culpa paralisa a alma e não significa resgate de nada. Se a gente admite que errou, a culpa não é uma um contrapeso. A gente precisa reparar o erro. Esse é o ponto. Adriana Correia, minha amiga do Sul. Igualdade, liberdade e fraternidade seriam primos da felicidade. Você tá resgatando aqui os princípios da Revolução Francesa, né? liberdade, igualdade e fraternidade do Iluminismo que venceu a inquisição, venceu o período trevoso da Idade Média, onde a Igreja, que era a liderança religiosa também era a liderança política, opulenta, corrupta, que dizimou as mulheres nas fogueiras, condenando como bruxas e por aí vai.

Então, eh, o ideário iluminista encontrou a sua síntese nos no lema da Revolução Francesa, Liberdade, Igualdade e Fraternidade, em que pese as diferentes fases da Revolução Francesa, que também se precipitou na direção da violência com banho de sangue que tingiu de vermelho o rio Sena, com as decaptações em série, né? Guilhotina. Quem inventou a guilhotina foi um francês, né? Não sei que barão, não sei… Não, era alguém da nobreza, Guillotin. É, acho que sim. Vamos lá. Então, são primos da felicidade no sentido da gente tá propiciando um ambiente menos tóxico, menos violento, né? Acho que sim. Adriana Sônia Fajar do Reis. É possível vencer o egoísmo e ser feliz com a felicidade do outro?

Eu acho que esse é um caminho cristão. A gente eliminar o egoísmo significa a gente prestar atenção no que vai à volta. Se você consegue ser feliz porque o outro tá feliz, se você consegue se sentir alegre porque viu alegria no outro, você tá se humanizando, você tá se tornando uma pessoa melhor. A tua sensibilidade tá indo numa direção que é aquela que o norte magnético da bússola do evangelho aponta. Na minha opinião, Renata Pedrosa pergunta se a felicidade é uma conquista diária, um estado de espírito. É uma conquista diária e é um estado de espírito. A tua pergunta trouxe a resposta: nada a acrescentar. É uma conquista diária e é um estado de espírito.

Débora de Marco, minha amiguinha, tudo bem, Débora? Felicidade é só no futuro ou pode ser também no presente? Felicidade plena é no futuro, na minha crença. A plenitude da felicidade, a felicidade que ocupa todos os espaços do seu ser e não é demovível. Ela não está sujeita a nada que possa prejudicá-lo ou prejudicá-la. Porque essa felicidade plena, ela ocorre quando não temos mais imperfeições, não temos mais egoísmo, orgulho, vaidade, inveja, ganância. Não somos reféns de nenhum vício, sexo, drogas, jogos. Quando você consegue navegar pelo mundo livre de qualquer amarra, e isso faz a diferença do ponto de vista de um sentimento que a gente não conhece, entendeu, Débora?

Na minha crença, eu, André, não sei o que é felicidade plena. Eu tenho momentos rasgos assim de felicidade e e isso é fantástico. Mas a felicidade plena, do meu ponto de vista, não é desse mundo, aliás, do ponto de vista espírita. Sil Fernandes Ferreira, é possível ser feliz em um mundo em guerra? A felicidade plena, não, como eu disse, mas como disse também, em lugares devastados pela guerra, há momentos em que você se permite estados de esperança, de alegria, de felicidade. Felicidade por uma bomba não ter destruído você e sua família. Olha que absurdo. Mas é, você vai dizer, é a metade cheia ou metade vazia do copo. A bomba destruiu a tua casa.

Você vai falar: "Ai, que desgraça, perdi tudo". Ou alguém vai lembrar você: "Minha irmã, é terrível que a casa tenha sido destruída, mas pensa numa coisa. Você e tua família poderiam estar agora dentro de sacos com aquele zíper sendo encaminhados para valas coletivas, porque você está viva, você sobreviveu, você não tava em casa com a sua família nesse momento. Você percebe? Tudo é uma, tudo é uma, é dentro da perspectiva que você vai perceber aonde tá a felicidade, aonde tá a desgraça. Portanto, mesmo em momentos de profunda desgraça e infelicidade, há uma pessoa, vou dar outro exemplo, uma pessoa em sofrimento, acometida de uma doença muito dura, muito difícil, desencarna.

Aí você vai lamentar dizendo: "Puxa, ela desencarnou. Que perda, vou sentir muita falta. Que saudade! É compreensível. É assim que nós somos. Entretanto, se você quiser ter uma outra leitura desse momento, você vai dizer: "Nossa, ela se libertou de um corpo que tava pagando um preço muito alto para permanecer viva. Ela tava em sofrimento e esse sofrimento não tinha mais solução. Então, temos aqui uma libertação, um livramento, como se diz popularmente. E esse livramento, ele pode ser, digamos, uma, você pode ter uma leitura sensata, lúcida, do que significa para quem estava num corpo doente não ter mais aflição dessas limitações. Aí muda a perspectiva. Eu tô dando alguns exemplos aqui.

Tudo depende do ângulo de percepção da gente, penso eu. Recoutinho. André, é possível ser feliz sozinho? Engraçado. A segunda música tristeza não tem fim. Felicidade sim. Aí tem aqui outra citação do poeta, eh, se perguntando, é possível ser feliz sozinho? Eu vou responder dentro da minha perspectiva aqui. Nós já somos sozinhos. Independente da quantidade de pessoas por perto que você ama, quer por perto, sente saudade, se sente melhor, mais segura, mais confortada, tendo gente por perto. Nós somos essencialmente sozinhos. Você veio ao mundo sozinho. Você passa pelo mundo cercado de gente, mas tem muitos momentos em que é você com você.

Você vai ter que tomar decisões, você vai lidar com experiências, você vai sofrer ou vai se alegrar a partir de experiências suas e você vai desencarnar igualmente no movimento solitário. Veja, a solidão ela não é por princípio ruim. O problema é você se sentir sozinho em sofrimento, né? Porque nós temos uma condição existencial que nos coloca frente à frente com uma realidade inexorável. Do meu ponto de vista, você pode transitar pelo mundo, repito, cercado de pessoas muito queridas que estão sempre por perto, mas é uma jornada solitária. Ninguém sente o que você sente, ninguém pensa exatamente como você. E isso não é propriamente ruim. Essa é uma questão de você se posicionar na vida.

Assim, eu vou sofrer porque ninguém me compreende totalmente, porque o que eu tô escolhendo para mim os outros não concordam. Eu acabei de recomendar o livro Fernão Capelo Gaivota. No capelo gaivota é um livro que fala não apenas da opção, mas da necessidade de você assumir quem você é e ser feliz sendo quem você é, com o lado bem resolvido e também com o lado mal resolvido. Ser você, assuma quem você é. E isso não é simples, isso não é fácil e isso remete a um estado de solitude, mas a solidão ela faz parte. Agora você pode sofrer em momentos que você tá querendo ter companhia e não tem, você gostaria de conversar com alguém e não tem com quem conversar. Isso eu entendo.

Mas é possível ser feliz sozinho assim. Eu conheço algumas pessoas, inclusive da minha família, que perderam cônjuge, perderam companheiro, perderam a companheira de muitos anos, já estão na condição de idosos e conseguiram, digamos, reconstituir a rotina, refazer a vida sem necessariamente estar junto de outra pessoa no relacionamento íntimo, mas cultivando amizades, fazendo cursos, reservando momentos assim para fazer exatamente que Você quer? Eu quero, quero fazer hidroginástica. Agora vou me matricular num curso de artes plásticas. Agora vou fazer não sei o quê. Agora eu vou doar meu tempo nessa creche. Agora eu vou trabalhar na biblioteca comunitária.

Agora eu vou ajudar na minha instituição religiosa a arrumar a sala depois de uma palestra ou vou me preparar para dar uma palestra porque estão faltando palestrantes. A vida é feita de escolhas. As melhores escolhas nos precipitam numa direção muito legal de satisfação por estar fazendo o que é possível ao seu alcance. É a consciência tranquila de que falei há pouco, ó. Fiquem com Deus, tudo de bom. O Papo das 9 fica estocado no YouTube. Se você quiser lá, ó, receber os vídeos, quando sair o vídeo, clica, entra no time. Tamo junto. Se quiser enviar para alguém, é, via YouTube, Instagram, você sabe, a gente transmite, mas não segura aí. Instagram eh, não é o lugar para isso.

O ideal a gente faz isso no YouTube, tá bom? Domingo ao vivo, não haverá papo das 9. Eu vou tentar amanhã gravar e ficar disponível no YouTube. Ariane, eu vou te dizer ainda hoje, se possível, se eu vou deixar gravado. Aí a gente produz um cartaz e o povo acompanha pelo YouTube o papo sempre com muito carinho, muito cuidado, muito amor que a gente deixa. Se tiver dica pro papo das 9 de domingo, manda para mim. Manda para mim. Fiquem com Deus. Tudo de bom.

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