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Ainda é possível construir um mundo de paz? | Papo das 9 #1025

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Quarta-feira por aí para você. Como é que tá o teu coração? Como é que tá a tua cabeça? Dormiu bem? Essa fase da vida como é que tá sendo? A gente de manhã, em tese, tendo o privilégio de uma noite de sono minimamente restauradora, se sente mais à vontade para sem o agir todo dia, que ainda não chegou na sua intensidade. Para muita gente, eu acordo muito cedo e boa parte, milhões e milhões de brasileiros acorda muito cedo. Então, nesse horário, o dia já começou e já tá a pleno vapor para uma fatia numerosa de brasileiros e de brasileiras. Mas ainda assim, eu quero dizer que na parte da manhã é quando a gente em tese, se sente mais sereno, tranquilo, com a mente desanuviada.

E se não é assim, é porque a gente já tá com HD, já tá com o nosso arquivo saturado de informação, já tá na hora de fazer alguma, realizar alguma ação que aumente o esforço que o sono não tá dando conta para limpar o HD, dar um reset. [roncando] Então, mais uma vez, o nosso propósito aqui no papo das é uma força auxiliar desse movimento, né? Todos nós, sem exceção, a começar por mim, precisamos de uma trégua e Precisamos ter algum foco, não sermos teleguiados, não sermos robotizados pela rotina, autômatos, agindo sem pensar e sem ter a consciência do que nos interessa de fato fazer, para que que lado o coração aponta.

Nossa, eu comi uma coisa de [risadas] passei fio dental, mas tem alguma coisinha aqui que ficou. [risadas] Então o papo das tá aqui para isso [limpando a garganta] e a gente vai usar nossa força auxiliar aqui no minuto de sabedoria, ó, pedindo ajuda aos amigos invisíveis, que eles sejam caridosos com a gente, que a gente possa aqui na nossa rede acessar uma informação inspiradora por si e que a nossa reflexão potencialize essa inspiração. Então, que eu seja uma ferramenta útil, um instrumento maleável, um meio adequado para alcançarmos esse objetivo. Vamos abrir aos. eu quando abro assim só dá tempo de ler a primeira frase. Eu já faço meu juízo de valor.

Eu acho da maior importância essa reflexão hoje. Por algum motivo, hoje vamos falar sobre isso. Mensagem 32. Acate com respeito todas as religiões. Cada homem ou mulher tem o direito de escolher o caminho que prefere. Respeite a liberdade de crença dos outros, tanto quanto aprecia que respeitem a sua. Não discuta, nem procure tirar ninguém do caminho em que se acha, a não ser que seja procurado para isso. Respeite para ser respeitado. Eu quero fazer um paralelo aqui. Esse livro foi escrito em 1960. no Brasil oficialmente era um país católico e vem de longe, nas fileiras, não apenas do catolicismo, mas de outras tradições, um preconceito muito fortemente arraigado contra outras tradições, especialmente as tradições afro-brasileiras, candomblé, Umbanda, mas não somente.

Eu tive uma passagem por um colégio católico na minha infância e eu me lembro que até os protestantes, era assim como a gente chamava, não usava-se a nomenclatura, pelo menos que eu me lembre, evangélico, falava-se protestante. Era uma assim, havia uma aura de desconfiança ou segregação de alguns alunos em relação a quem não fosse católico numa escola católica. Claro que a escola não tinha nada a ver com isso. Isso é uma cultura. Então, quando o Pastorino escreveu esse livro, os espíritas estudiosos de Kardec, como eu, em 1960, eram alvo de um patrulhamento religioso terrível.

Nós éramos o povo, botava tudo na conta da macumba e da curimba, que são expressões muito agressivas e preconceituosas, que hoje, lamentavelmente, eu diria que ainda há. Inclusive nas fileiras do Espiritismo, quem quem usa essa terminologia para estigmatizar quem não é da linha espírita e segue as tradições afro-brasileiras. Então, eu sou do estado do Rio de Janeiro. Aqui nós temos a vinculação de alguns criminosos que estão à frente das suas facções. Isso já foi assuntado na literatura, tem livro sobre isso, se converteram a uma determinada corrente religiosa, invariavelmente neopentecostal, na maior parte dos casos, que segue uma linha. portanto portanto, que estigmatiza de tal maneira, orientados por pastores, as denominações afro-brasileiras que nas comunidades aonde eles dominam, com o jugo de armas pesadas, intimidações, entre outras violências.

Eh, esses criminosos determinam a destruição dos terreiros, dos objetos de fé e, por vezes, a proibição dos seguidores dessas tradições usarem suas roupas, sua indumentária característica. É algo asfixiante, criminoso, ilegal. A Constituição Brasileira é muito clara quando assegura o pleno direito à opção religiosa, a sua linha de credo, o direito de não ter nenhuma religião, não ter nenhum credo e tendo ou não religião, seja qual for, não ser perseguido, patrulhado ou discriminado por isso. Essa é a carta magna, essa é a regra. Agora, a questão trazida por Pastorino sugere que vem de muito tempo uma predisposição a estigmatizar. E isso não combina com religião.

Religião reporta a ideia de um Deus. Esse Deus é amor. Esse Deus é amor. E a gente não vai aqui eh fazer malabarismo teológico para sustentar que o Deus de amor, que é o Deus de todos, não apenas de alguns, justifique ou embase qualquer ação violenta. E a discriminação é uma violência, o preconceito é uma violência, a intolerância é uma violência. Tudo isso precipita o ódio. Tudo isso precipita uma relação de antagonismo muito perigosa. Então eu acho que o que tá colocado aqui, ACAT, com respeito todas as religiões, traz inúmeras possíveis leituras. Uma delas é essa que eu tô fazendo. A outra é a gente entender nenhuma religião.

É uma opinião minha, não é a primeira vez que eu manifesto de público. Nenhuma religião contém toda a verdade universal, a totalidade integrada, a noção mais avançada, perfeita de Deus. Nós não temos como compreender totalmente Deus. Deus para nós, quando muito temos uma pálida ideia do que seja essa força cósmica que antecede e cria todas as formas, o espaço infinito, as manifestações de vida inteligente ou não.

Portanto, nós precisamos nos recolher a nossa insignificância e admitir que todas as tradições e todas as religiões, sem exceção, dominam faceta, uma parcela, uma fração de uma realidade extremamente sofisticada e complexa da qual nós temos quando muito uma pálida ideia que não é possível de expressar em palavras. Não é possível expressar em palavras. Isto posto, todas as religiões têm o seu valor, todas as religiões têm o seu mérito, todas as tradições merecem existir. E quem é você ou quem sou eu para patrulhar, para estigmatizar, para criticar qualquer linha de fé? Isso é abominável, isso é ultrajante, isso é infame, isso é ilegal.

E eu lamento muito que algumas linhas religiosas fomentem a fé delas a partir do medo que os fiéis, os seguidores dessa determinada linha de fé ou linha religiosa devem ter de outras. Vocês você fomentar a sua fé pelo medo das outras. Então você tem que acreditar no Deus dessa religião para se proteger do diabo da outra religião. Eu sinceramente acho isso algo muito cruel, covarde, que tem justificado perseguições violentas quando não atentados contra o estado democrático de direito, o direito de cada um ser quem se é, de acreditar no que bem entender e de não ser patrulhado, não ser objeto de qualquer gênero de perseguição ou violência.

Eu sinceramente já falei muito sobre isso, inclusive em eventos espíritas, instigando meus confrades de fé a se irmanarem na luta contra a perseguição imposta a outras religiões. Há outras religiões. Por favor, gente, o Brasil, cara, não pode acolher, a gente não pode tolerar, a gente não pode passar pano para qualquer qualquer declaração, qualquer convocação, qualquer incitação à violência contra uma outra religião, pelo simples fato de que a sua religião não reconhece o direito da outra existir. Eu, sinceramente, é algo que me tira do sério. Eu eu realmente fico muito triste, transtornado e me posiciono publicamente.

Inclusive, já fiz reportagem paraa TV mostrando o trabalho, por exemplo, de procuradores do Ministério Público que encontram na internet trechos de mensagens em que determinadas lideranças religiosas aparecem no vídeo falando cobras e lagartos de outra tradição. Isso é crime. Isso pode ser tipificado como crime. Ah, André, mas aí também não existe uma lei muito clara. Realmente não existe. Se você tá no seu templo de fé e você manifesta a sua crença e essa crença conflita com a legislação em vigor, há nuances aí que a legislação brasileira ainda não seria suficientemente clara para dizer, mas a fé dele diz aquilo. Você vai dizer que ele não pode professar aquela fé.

É, mas a fé dele tá eliminando, pulverizando o direito do outro, ter a fé que lhe pertence. É um terreno no Brasil sinuoso, porque o lobby religioso no Congresso é muito poderoso e eles tentam não ficar vulneráveis a uma acusação formal de racismo, né, contra outra linha de fé. É um assunto delicado, mas Pastorino não refugou. Acate, com respeito todas as religiões. Cada homem ou mulher tem o direito de escolher o caminho que prefere. Respeite a liberdade de crença dos outros, tanto quanto aprecia que respeitem a sua. Não discuta nem procure tirar ninguém do caminho em que se acha, a não ser que seja procurado para isso. Respeite para ser respeitado. Tá dado o recado. Mensagem 32. eu assim, século 21, 2026 a gente tem que falar sobre isso é algo assim, meio frustrante mas se tem que falar, vamos falar seguindo em frente sugestão de leitura eu já fiz um estudo no papo das nove de domingo anos atrás sobre sobre esse livro editado pela Federação Espírita do Espírito Santo.

Eu vou recomendar esse livro no embalo do Papo das 9 do último domingo, que foi sobre uma pesquisa do IBGE mapeando saúde mental entre adolescentes de 13 a 17 anos no Brasil com uma amostragem de quase 120.000 estudantes de escolas públicas e particulares e a situação não tá boa do ponto de vista da resiliência psíquica emocional dessa garotada.

Eu fiquei muito feliz que ontem eu recebi uma mensagem eh de uma pessoa muito querida que não é espírita, mas é uma doutora muito conceituada no meio médico na área da pediatria e que fez chegar a minha informação de que ela viu a live de domingo passado, em que a gente trabalhou essas informações da pesquisa e procurou dar um encaminhamento para esses dados. E ela disse que gostou do que viu. Fiquei muito feliz. É, é a comunicação que transcende linhas de fé ou de crença e vai na direção de uma ética civilizatória. A gente precisa cuidar melhor, prestar atenção nos nossos adolescentes.

O livro em questão que eu quero indicar chama-se Juventude Interrompida, relatos e alertas dos jovens do além. diversos, prefácio do meu parceiro, brother amigo, Rossandro Klingey é, É o livro que é da Casa Editora O Clarim. Ele resume, é uma seleção de mensagens mediúnicas que foram psicografadas, ditadas, foram ditadas por jovens desencarnados nas mais diversas circunstâncias, inclusive suicídio, mas outras circunstâncias, eventualmente naturais, doenças, acidentes de automóvel que seja. overdose, enfim.

E esses jovens tiveram permissão para se comunicar e um grupo de médiuns ligados à Federação Espírita do Espírito Santo fez o registro dessas mensagens que elas foram agrupadas para fazer o livro. Eh, é um livro muito consolador para quem perdeu filho, filha, neto, neta, porque ratifica com todas as letras que a morte não existe e que essa garotada continua existindo num outro plano, numa outra dimensão. E, por vezes, tem a chance de se comunicar. E através das mensagens, as mais diversas causas, olha só, distúrbios alimentares e conflitos de autoimagem. Aí vem aqui carta da Ana Júlia, as identidades, os nomes foram preservados para não expor as famílias.

Então você muda a identidade, mas a história é absolutamente real. Então vem a mensagem, no caso da Ana Júlia, psicografada pela Médium. Aí tem o nome da Médium, a data da psicografia em reunião mediúnica ocorrida em qual instituição espírita. Aí vem outra carta, carta de Mirela. Tô falando desse capítulo, tá? Que fala dos distúrbios alimentares, cuidados excessivos com autoimagem. fazem o agrupamento das cartas que guardam alguma relação com o tema. Depois vem uma eh um texto de um especialista que vai relatar aqui o que são os transtornos alimentares, dismorfia muscular e imagem corporal. fazer uma digressão sobre o tema que guarda a relação com as mensagens que foram ditadas pelos jovens que tiveram problemas com essa questão.

Então, e as fontes para saber mais livros e artigos, filmes e documentários, links na internet, é espetacular. Aí tem outro capítulo, doenças cármicas. Aí, mais uma vez vem o agrupamento de mensagens de jovens que desencarnaram a partir de patologias que guardam relação com uma um planejamento anterior à encarnação. Aquela patologia estava de alguma forma inserida no contexto daquela existência. Isso não se deu por obra do acaso.

Isso tem uma pertinência dentro de um projeto evolutivo onde a vida na Terra é um uma fração de tempo bastante curta no relógio da espiritualidade para que aquela patologia permita um aprendizado que será extremamente útil, relevante, importante para esse espírito imortal que somos. Então, mais uma vez, é muito importante a gente se dar conta de que todas as crianças, todos os adolescentes que passam pela nossa vida, são criaturinhas que estão aprendendo a ser gente, estão aprendendo a transitar por esse plano.

Se a gente tem alguma condição de facilitar a vida ou minorar os problemas do do ponto de vista da educação, da instrução, da orientação, de um suporte material, de uma dica, de uma ajuda pontual no sentido de, por exemplo, uma mãe desesperada, que o filho se envolveu com drogas, não sabe o que fazer, a gente de alguma forma se irmanar nessa luta e procurar informação, procurar contatos aonde esse menino ou essa menina que se envolveu com drogas poderá ser minimamente, o ideal é que seja da melhor maneira possível assistido, amparado, que haja uma rota terapêutica confiável e séria.

Ah, mas não é meu filho, não é meu neto, não é meu afiliado, mas é um jovem, uma criança, um adolescente que cruzou o teu caminho. Do meu ponto de vista, quando os espíritas dizem assim: "O acaso não existe". Do meu ponto de vista, uma interpretação disso é Deus não joga dados quando você tá na vida e se depara com uma situação agradável ou desagradável, a partir de um contato com uma pessoa conhecida ou desconhecida ou uma situação qualquer que precipita uma outra situação, a gente não vai achar que isso é absolutamente aleatório, que isso tá tá desconectado de tudo. Ah, isso aí foi sorte ou isso aí foi azar. Eu não acredito nisso.

Então nós, por mais que tenhamos nossos problemas, e são muitos, nesse mundo, nesse momento, quem tá encarnado tá lidando com situações de trabalho, de saúde, de perdas, né? de ordem emocional, perda de ente querido, relacionamentos conflituosos, tem de tudo. Essa é a nossa experiência nesse mundo hoje. E eu acho muito interessante no espiritismo a gente ter essa perspectiva.

Olha, isso tem um sentido e eu tenho que entender o que que eu tô fazendo aqui agora e o que que eu posso fazer de maneira inteligente e consciente para que esses problemas eu chame de desafios e esses desafios sejam encarados da melhor maneira possível com serenidade, consciência, sabedoria, juventude interrompida, relatos e alertas dos jovens do além. São dois volumes, esse é o segundo volume. Primeiro volume anterior a esse, naturalmente. Eh, e são cartas do além assinadas pelos jovens que precipitaram o retorno à pátria espiritual. Ou isso já estava no, digamos assinalado como algo que aconteceria.

E isso causa muita dor a familiares, amigos, mas quando chega o momento, chega o momento, né? E a gente tem que, ou seria bom entender o contexto, relativizar e ouvir essas vozes que vem do outro lado da vida, né? Bom, seguindo em frente, minha sugestão hoje, não poderia ser outra, vamos prestar mais atenção nos adolescentes que estão por perto, na nossa família, ou são adolescentes ligados a pessoas próximas de você, familiares, amigos, funcionários, adolescentes que estão por perto. Certo? A pesquisa que eu mencionei e que inspirou o papo das 9 do último domingo tá disponível no canal, meu canal no YouTube.

Aí vale a pena conferir lá os dados da pesquisa realizada com um universo de 118 mil estudantes de 13 a 17 anos. E é impressionante: em mais de 4.160 escolas públicas e privadas do Brasil inteiro. IBGE, cara, IBGE é a referência em pesquisas amplas, que são muito caras de fazer, mas o IBGE faz o investimento na direção das pesquisas que são de utilidade pública e não por acaso é referência porque faz o senso demográfico que é a mais espetacular, abrangente de todas as pesquisas. no Brasil.

Então, quando você vê, por exemplo, o placar dessa pesquisa, a quantidade de adolescentes que se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes, que já tiveram de se vontade de se machucar de propósito, que se sentem irritados, nervosos ou mal humorados por qualquer coisa, que pensam sempre ou na maioria das vezes que a vida não vale a pena ser vivida, que acham que os pais ou responsáveis não entendem suas preocupações, que acreditam que ninguém se preocupa com eles. Vai lá na live do domingo passado e veja os números. E os números ainda mais preocupantes em relação a cada questão dessa que eu mencionei em relação ao público das meninas.

As meninas têm percentualmente no levantamento do IBGE números ainda mais preocupantes do que os meninos. Então o recado de hoje é: fica ligado. Não, não caia naquela banalização clichê, dizendo assim: “Ah, mas é uma idade difícil. Ah, é um aborrecente, não tem isso?” Você começa a fazer piadinha. “Ah, isso aí é isso aí mesmo. Fica macambúzio, fica desse jeito.” A adolescência é o período de fato que temos a mudança do corpo físico, o aparecimento mais exaltado assim do desejo sexual, porque os hormônios estão em ebulição, o pé fica maior, aparecem os pelos pubianos, a voz vai mudando, você tá se transformando, tá se olhando no espelho e falando: "Nossa, tá parecendo barba". né?

Eh, não, não é simples, não precisa ser complicado, mas simples não é. E o que a pesquisa revela é que em boa parte dos casos há problemas. Esses problemas precisam ser percebidos. E se o menino ou a menina tá intimidado, tá desconfortável, não tá à vontade para compartilhar o que lhe apoquenta, pais ou responsáveis tem aí, penso eu, uma responsabilidade. Cativar essa intimidade, sabe? cultivar um ambiente que haja um mínimo de diálogo, mostrar interesse, mostrar que tá perto, mostrar que tá junto ou impor, impor, desculpa, a palavra é dura, mas é essa. Até que os nossos filhos e filhas alcancem a maioridade, eles estão sob sua tutela ou responsabilidade.

Então essa história de eu não quero me indispor com meu filho ou minha filha que é adolescente, então não vou proibir de uma festa de madrugada que é uma festa de adultos, que eu não quero me dispor com ele ou com ela. Não, não vai. Ah, mas todo mundo vai. Todo mundo. Eu não sou mãe. Eu não sou pai de todo mundo. Eu sou mãe. Eu sou pai de você. Você não vai nessa festa. É uma festa que não é para adolescente, não é para gente da sua idade. É uma festa de adulto. É difícil, mas é importante. Eh, esclarecimento sobre drogas, esclarecimento sobre iniciação sexual, regras bem claras e definidas sobre uso de rede social.

A recomendação de alguns autores que eu respeito muito é que rede social só a partir dos 16 anos e com a vigilância tem como programar isso de pais ou responsáveis. Assim, gente, não é fácil, não é simples, mas amor é isso. Amor é fazer o que precisa ser feito. É fazer o que precisa ser feito. Ah, mas ele vai ficar chateado. Ela vai dizer que nunca vai me perdoar por isso. Você eh, eu faço o que eu sei ser o certo. Eu aprendi ser o certo. Eu tô bem orientado ou bem orientada, porque eventualmente você vai procurar ajuda com especialistas, um terapeuta, um psicólogo de família, você vai descobrir um jeito de lidar com situações que podem ser muito desgastantes, ninguém sabe tudo.

Então, a gente vai ter que procurar ajuda para lidar com situações para as quais a gente não se sente seguro. Esse é o ponto. Bom, seguindo em frente. Qual foi? Ah, deixa eu lembrar aqui no meio do papo, depois eu vou lembrar no fim. Farei uma palestra beneficente no próximo domingo, dia 19 de abril, dia dos indígenas. Eita! Eh, beneficente em favor do abrigo doce morada que acolhe idosos e crianças em situação de vulnerabilidade social. Quem quiser conhecer o trabalho do abrigo, vai lá no site abrigo doce morada, tudo junto. Você vai ver para onde tá indo a receita. Eh, dos livros eu já não tenho direito autoral.

Quem comercializar o livro fica com a parte que seria do vendedor que vai pra Doce Morada, aonde? No sítio Arte da Terra, para lançar o livro A arte de seguir em frente. Tem muita arte aí, né? O sítio Arte da Terra em Sepetiba, zona oeste, estrada São Tarcísio 1591. Ela assim não é fácil de achar, [risadas] mas os persistentes poderão encontrar lá o sítio Arte da Terra em Cepetiba, que fica na estrada São Tarcísio 1591. Palestra que farei domingo beneficente às 10 da manhã em favor do abrigo doce morada. Tá bom? E o tema da palestra é justamente a arte de seguir em frente no sítio Arte da Terra. Adorei esse nome. OK. Vamos lá.

Qual é o tema que nós trouxemos com a ajuda da minha amiga anjo da guarda do Papo das 9 aqui, Ariane? Nós perguntamos: "Ainda é possível construir um mundo de paz?" Óbvio que a pergunta é inspirada num certo pessimismo que muita gente tem em relação a um mundo de paz, né? E aí eu pergunto, ainda é possível construir um mundo de paz? Vocês fizeram questionamentos filosóficos maravilhosos. O Rafinha Teixeira, Teixeiraro, Rafinha com PH, pergunta assim: “A paz é um estado de espírito?” Eu achei sensacional. É uma questão importante. Do meu ponto de vista, também é um estado de espírito. Você estar em paz consigo próprio. Não é pouca coisa.

É uma conquista monumental que deve ter levado várias encarnações até você chegar a esse ponto de você estar em paz com você. eh, não ser um espelho das desgraças do mundo, como se você não se permitisse sentir paz, apesar da insanidade que a gente tem visto, que motiva vários conflitos armados, guerras, injustiças, massacres, genocídios, terror. Mas no templo íntimo da tua alma, você pode cultivar a paz. E é desejável que você busque isso até para lidar melhor com essa situação externa que nos abala. Ou de penso eu, se você não tá completamente alienado e desligado das questões mal resolvidas do mundo, isso vai de alguma forma te alcançar.

Melhor que te alcance em equilíbrio, melhor que te alcance num estado de serenidade e harmonia possíveis. Então, Rafinha, a paz também é um estado de espírito. Alexandre Lindenmayer, como administrar as guerras íntimas e promover a paz interior? Olha, eu acho que é um trabalho diário de desarmamento das bombas-relógio que todos nós carregamos, porque você está em paz até o momento que pisa no teu pé, até o momento que você vê algo que te irrita, até o momento que você vivencia uma situação que vai desarmonizar você. Então, a construção da paz é como se fosse a construção de um estado íntimo de saciedade. Você tá bem nutrido, energética, fisiológica e espiritualmente.

Você tá alinhado com bons pensamentos. Você tá vigilante em relação a pensamentos que podem sabotar essa paz interior, é o vigiai e orai do Cristo. Então, administrar as guerras íntimas e promover a paz interior é um exercício diário que tem vários recursos. A prece fundamental, a meditação ajuda bastante, a leitura de mensagens edificantes é espetacular.

Exercícios físicos são inúmeras as evidências que liberam substâncias que trazem saciedade, trazem harmonia quando a gente trabalha o corpo de alguma forma, por incrível que pareça, cuidar do corpo tem reflexo sobre a sua mente, a maior predisposição de você buscar essa harmonização, pensar naquilo que te deixa tranquilo, sereno e em harmonia. Você gosta de ouvir alguma música que vai nessa direção, provoca essa reação em você? Existem lugares aonde quando você vai a esses lugares, eles te inspiram. Seja a natureza exuberante, seja uma lembrança que aquele lugar te traz que é positiva. Tudo isso é construção de uma de um estado de espírito que a gente vai chamar de pacífico.

Eu tô pacificado. Eu tô pacificado. Quando eu falo do vigiar e orar, eu preciso falar do trânsito, que é algo que me perturba no Rio de Janeiro, que virou terra de ninguém em relação ao respeito às regras mais básicas. de convivência no trânsito. E isso por vezes estigmatizando quem tá fazendo a coisa certa. Você ser xingado porque você tá porque você parou no sinal. Você ser xingado porque você não percebeu que alguém tava ultrapassando você pela direita. Normalmente comigo acontece com pessoas que estão usando motocicletas, ultrapassando onde não deveria ser possível ultrapassar, vindo na contramão e você é ocupado. Então eu procuro, eu tô aqui revelando um aspecto da minha intimidade.

Hoje para mim o trânsito virou a zona umbralina da terra, porque eu sou do Rio de Janeiro e aqui é o furdunço. E é muito triste a gente testemunhar isso. É, e as estatísticas mostram a quantidade absurda de jovens. Eu estava falando agora a pouco da gente cuidar dos jovens, da gente se disponibilizar para ajudá-los. A quantidade de jovens todo santo dia que chega quebrado o jovem numa unidade de saúde pública para ser costurado ou todos os ossos serem objeto de cirurgias delicadas e caras. E quem paga é o SUS, ou seja, todos nós para fazer a reconexão de um osso. E não raro, esses jovens, ainda muito, muito jovens, se tornam incapacitados para boa parte dos trabalhos físicos.

Então, podem continuar a viver com uma pensão por invalidez, ainda muito jovens, por uma imperícia, uma imprudência no trânsito, ou dar trabalho para pai, mãe ou responsáveis que vão envelhecendo, porque às vezes não conseguem sair da cama. É muito triste, né? Eu tô falando aqui de construção da paz. Você se prepara para paz, aí pega o carro para ir para algum lugar ou pega uma bicicleta ou pega uma motocicleta, você cai no trânsito. O trânsito não é um lugar pacífico. No Rio de Janeiro, ele atenta contra o seu juízo e a sua serenidade. Não é brincadeira. Não é brincadeira. Vamos [roncando] lá. Lucineia C. Rocha. Gerenciando as emoções. Já é um começo para encontrarmos a paz.

Gerenciar as emoções é um caminho inevitável, inegociável pra gente buscar a paz, porque as emoções podem ser a favor ou contra. E quando a gente tem, e isso é muito, o exercício vai te dando a segurança de gerenciar as suas emoções. O autoconhecimento, penso eu, é o caminho para você descobrir. Ih, eu tô sentindo isso, ó. Esse sentimento tá tomando conta. Que que eu vou fazer agora? Você ter consciência do processo. Porque a maioria das pessoas, eu ouso dizer que seja a maioria, não tem consciência nenhuma. De repente já foi tomada por uma emoção que não lhe favorece, lhe prejudica. Ter consciência das emoções é gerenciar as emoções, porque a consciência é o ponto de partida.

Você observou, mapeou, diagnosticou e haverá de tomar providências. Não, não vou pensar nisso não. Eu sabe, é um diálogo interno. Eu não não devo, não, não quero sentir isso. [roncando] Você vai buscar na prece o refúgio ou você vai buscar ali uma outra eh situação. Não, eu vou sair daqui que aqui eu tô ficando perturbado e nervoso. Tem uma emoção que não tá legal. Vou abrir um livrinho aqui, vou meditar sobre uma mensagem edificante. Eh, Vinícius_line, Reis_81. Um mundo de paz não seria uma utopia. Seria? E a utopia é aquele projeto que você imagina que seja o topo das realizações, ou seja, algo invariavelmente inalcançável, inatingível. É a minha utopia.

Mas, cara, o que seria de nós ser utopia? Eu tenho várias utopias. E eu, como cidadão, ambientalista, professor, jornalista, eu preciso ter uma utopia, eu preciso ter uma expectativa do que eu entendo que seja um caminho que justifique o emprego do meu tempo e da minha energia em alguma ação, alguma atividade, algum trabalho. [roncando] a gente se alimenta de utopia. Isso não é ruim, porque as pessoas às vezes dão uma conotação pejorativa a utopia. Ah, isso é utopia, isso é fantasia, cara. A fantasia ela tá no seu lugar, na alma, no nosso psiquismo. A gente ter a projeção do que seria o mundo ideal é o caminho pra gente alcançar o mundo bom. Ah, não vai ser ainda o ideal, mas tá melhor.

Tá melhor por quê? Porque você trabalhou nessa direção movido pelo quê? Por uma utopia, penso eu. É minha opinião, tá, Vinícius? Silene Rodrigues Albuquerque. Qual a responsabilidade de cada um de nós no cotidiano, no voto, para com o planeta? Eu penso que o tempo todo a gente tá sendo instigado a perceber diferentes níveis de responsabilidade. Responsabilidade sua com você, cuidar bem de você. Responsabilidade sua para com o próximo, cuidar bem do próximo, a tentar. O próximo é aquele que tá no teu perímetro, é aquele que se aproxima, né?

Eu gosto muito de referenciar, porque eu tô muito atento a isso, aos funcionários terceirizados da limpeza que são invisíveis em boa parte dos ambientes de trabalho. É minha responsabilidade percebê-los, cumprimentá-los e isso faz bem para mim. Não tô fazendo isso só por caridade, por eles, é porque eu me sinto mais humano quando eu faço isso. Eu tiro de mim uma carga de brutalidade, que é você não perceber as pessoas que estão ali, estão trabalhando para o seu conforto. É um exercício. Então, eh, que que tem que ser natural até isso alcançar a naturalidade.

A Joanna de Ângelis, pela psicografia do saudoso Divaldo Franco, querido, dizia: "A disciplina antecede a espontaneidade, você vai fazer um exercício espiritual a partir de uma noção de que é preciso fazer, eu preciso fazer, eu preciso fazer". até o momento que você não tem mais o link mental com disciplina, aquilo já está fluindo, aquilo já foi introjetado, aquilo já faz parte do da tua forma de pensar, sentir e fazer. Gol! Amar aprende amando. Amar você aprende amando. É um exercício. E como todo exercício você começa lamentando, né? Ai, pesado.

Lamentando, se você, eu tô fazendo analogia com a academia, você vai começar a fazer exercício, você fala: "Ai, ai, aí depois você começa, opa, já tá fácil fazer". Depois você faz sem pensar. É que nem dirigir automóvel. Você começa dirigindo. Ah, eu tenho que botar um pé na embreagem, a mão direita na marcha, eu tenho que estar aqui ao volante, eu tenho que lembrar de frear, de ajustar retrovisor, coisa tal. Depois de algum tempo, aquilo tudo já tá introjetado. Andar de bicicleta, quando você aprende a andar de bicicleta, não esquece mais. Ah, nunca mais andei de bicicleta. Quando voltar a andar, pode começar até meio, opa, você vai voltar a andar de bicicleta bonitinho. Por quê?

Você não esquece isso, isso tá introjetado. Portanto, Silene, a gente vai fazer a parte que nos cabe em relação a nós, aos outros, ao planeta, a cidadania, cuidar da cidade, cuidar da tal rua, prestar atenção nos assuntos da vizinhança, pensar nos animais abandonados, nas pessoas em situação de rua, na violência urbana, no plantil de árvores. Tá tudo no pacote de um mundo melhor e mais justo, um mundo bom pra maioria das pessoas, se não todas. Viviane. Costa.758: O que podemos fazer hoje para tornar o ambiente ao nosso redor mais tranquilo? Cada um tem o seu ambiente ao redor. Eu não, eu não posso aqui dizer, olha, eu fico inseguro de que que você é.

Eu não sei de onde você é, não sei qual é a sua realidade. As realidades são muito diferentes. Eu tenho privilégio de estar numa parte do Rio de Janeiro que não tem ainda. [risadas] Por mim não vai ter miliciando ou traficante exigindo pagamento de taxa de segurança. Aí você vai me perguntar que que dá para fazer ao nosso redor? Depende do redor, depende do ambiente que você tá. As prioridades não são as mesmas, os contextos são diferentes. Percebe? Mas o fato de você tá fazendo essa pergunta já te coloca num caminho que eu acho bem interessante. Kátia Cavalcante, qual a melhor forma de ensinar paz nas escolas, sabendo que ela é inexistente nas casas dos alunos?

Escola tem, a gente conversou isso domingo passado, tá, Kátia? No papo das 9 falando a pesquisa do IBGE sobre adolescente. A escola tem que ter tolerância zero com bullying. Tolerância zero, não tem que passar pano. aconteceu, investiga, identifica os autores e as vítimas e aplica medidas disciplinares que não sejam para humilhar os responsáveis, seja para educar, mas que seja algo que sinalize essa tolerância zero. Vai ter afastamento, vai ter uma advertência, eventualmente expulsão. Segundo ponto na escola, educar os meninos para reconhecer que as meninas não são inferiores, merecem respeito. Elas precisam ser consideradas iguais do ponto de vista dos direitos.

Eduquem os meninos como se eles se sentissem do outro lado. Se você fosse uma menina, como você gostaria de ser tratada? Como é que a gente desenvolve jogos lúdicos? Porque tem que não é só doutrinar, é você explicar por que somos iguais perante a lei. Por que que as meninas não merecem ser alvo de qualquer tipo de agressão ou violência verbal ou física? Por que que isso é crime? E a escola também ser um lugar que os pais participem. Eu acho isso fundamental.

Eh, os pais de alunos que a escola percebe que trazem problemas de casa, tem um lar desestruturado, violência doméstica, o que seja, é preciso ter muita sensibilidade, muito tato para saber qual o papel da escola no sentido de procurar orientar, esclarecer, ajudar e, se for o caso, denunciar. violência com aplicação de castigos que podem ser percebidos pelo corpo docente, professores ou funcionários da escola, que excedam totalmente o direito do pai ou da mãe fazer o que tá fazendo. Tem literatura sobre isso, tem escolas que seguem isso como se fosse uma um dogma. Assim, a gente não vai permitir, a gente não vai eh tolerar qualquer gênero de violência aqui dentro.

E a gente vai educar essa garotada para um mundo de paz, entender a importância da cultura de paz, não discriminar quem tenha outro, seja de outro gênero, outra cor de pele, outro credo ou religião, outro nível de escolaridade ou de renda, seja de outro país. Não discriminar. Creia. Só isso que eu falei já vai dar pano para manga. Eliane Bailão 13. Paz sem voz não é paz, é medo. Tá citando o rapa aqui. Uma banda que já não existe. Ficar isento das questões sociais é medo ou comodidade? Pode ser uma coisa, pode ser outra. O Brasil não tem uma cultura de participação cidadã como tem os nossos vizinhos argentinos. Que que é participação cidadã?

Você sabe o que que os vereadores da tua cidade tão votando? Você acompanhou já alguma sessão na Câmara dos Vereadores? Tem algum grupo de cidadãos ligados a você que acompanha quais são as leis que precisam existir e você vai defender essas leis ou quais são aqueles projetos que estão sendo apreciados e que precisam ser denunciados porque eles atendem aos interesses de poucos em detrimento dos direitos de muitos. Isso é participação cidadã. É ir pra rua. Não adianta ficar na internet, nas redes sociais, ah, esse governo, ah, esse camarada aí, eh, horroroso, ah, não sei o quê, não adianta. Isso é comodismo. Isso não muda o mundo. Desculpa, não muda o mundo.

O que muda o mundo são as práticas do dia a dia. A gente precisa ter a coragem de fazer a nossa parte onde você tiver, a partir da tua sensibilidade, do que seja urgente, do que seja certo, do que seja errado. Tânia de Oliveira Eitelvan. O mundo só despertará para paz depois de muito sofrimento. Bom, que é aquele ditado que diz? Quando a gente não aprende pelo amor, a gente aprende pela dor. Jesus, tô falando apenas agora da de quem segue o evangelho ou se declara cristão nas mais diversas denominações, católico, evangélico, espírita, o que seja. Jesus passou por aqui há mais de 2000 anos, né, cara? E a gente tá aí, tá aí.

Então, se a gente não aprendeu de verdade a seguir os princípios e valores do evangelho, para mim faz sentido a tese de que a gente só valoriza quando falta, né? Você só valoriza a paz quando não tem paz, só valoriza a saúde quando tá doente, só valoriza o silêncio quando tá debaixo de uma saraivada de ruído que afronta inclusive a lei do silêncio, né? Então a gente precisa de fato crescer, amadurecer como seres sociais que somos. É inadmissível. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Não pode ter tanta gente ainda.

Melhorou nos últimos anos, mas ainda em situação de insegurança alimentar, em situação de rua, não pode ter, na minha opinião, o o comodismo de achar que lugar bom de estudar é escola particular que escola pública não presta. Isso é reforçar a desigualdade feliz do país em que o rico, o filho do rico vai estudar numa escola pública ou particular, porque o nível de ensino é compatível. É compatível em tempo integral. Sinceramente, eu entendo que tem muito por fazer. E quando a gente não faz, corremos sim. A minha tese, o no espiritismo a gente acredita nisso. Quer dizer, a gente precisa fazer a nossa parte para as coisas acontecerem. Não adianta ficar rezando, pedindo para Deus mudar.

Há uma parte que cada um de nós precisa realizar. E o mundo já avançou muito no campo da paz, tá? A gente fica falando de hoje com esses doidivanas aceleradas, obcecadas por violência, desrespeitando direitos e afrontando leis internacionais. Eu tô falando do senhor Trump, do senhor Netaniarro e do senhor Putin para citar apenas três. Eles estão de passagem, mas eles já estão aprontando juntos uma quizumba danada por aqui. O mundo já teve muito mais guerras e conflitos, muito mais mortos em conflitos em outros períodos da história. A gente tem que ter a [risadas] perspectiva histórica. A gente não regrediu. É que a história é assim, ó. É uma montanha russa.

Dá dois passos para frente, um para trás. Dá um paraa frente, dois para trás. Tá assim, ó. Mas na, não gostaria de usar essa expressão, é banalizar demais o tema que é complexo, mas na média a gente tá avançando. Não tenho dúvida nenhuma. Paty Jardim. Estando ainda em um mundo de provas e expiações, merecemos a paz? Cada um merece a paz que fez por merecer. Eu acho que alguns de vocês fizeram perguntas aqui remetendo a paz para um estado íntimo. Eu concordo. O mundo é de provas e expiações. Mas como é que você age, se comporta? Que prioridades você elencou para você no mundo de provas e expiações? Essa é a pergunta.

Porque se você fez as escolhas ditas certas na direção do que a gente tá debatendo aqui, você faz por merecer paz? Sim, você merece porque você trabalhou por isso. Você se autoburilou, você realizou uma reforma íntima, você enfrentou os seus fantasmas, você desafiou as suas imperfeições. Então você fez por merecer a paz possível. Nenhum de nós aqui conhece a paz absoluta, porque isso é incompatível com o nosso nível evolutivo, a paz possível. Tá com calor? Pessoal do movimento “Tá com calor? Plante árvores”. É possível ter a paz entre os humanos sem harmonia com a natureza? Não, não é possível.

Isso está muito evidente, muito claro, porque quando a gente devasta a natureza, a gente determina um estado de escassez do que é fundamental paraa vida. Ar puro ou respirável, terra fértil, água doce e limpa. A destruição da natureza significa que os meios de sustentação da nossa espécie, de outras espécies, ficam inviabilizados. Significa que a gente vai disputar, e essa disputa não é tranquila, não é pacífica, os recursos que sobraram é a história que ensina. Então, a gente precisa entender que a proteção da natureza é uma medida efetiva em favor da paz. se afins enquanto Enquanto não respeitarmos as diferentes religiões e culturas do mundo, não haverá paz? Não, não haverá paz.

A gente precisa. É, é interessante. A pergunta que eu queria fazer aqui é: a quem interessa a beligerância no campo religioso? Pensa nisso. Por que que uma pessoa investida de uma de um cargo de liderança sacerdotal, né? Eu tô à frente desse dessa linha de fé. O que que leva essa pessoa a tentar construir maior empatia para com a própria linha de fé que defende? Usando palavras duras, violentas, estigmatizando outros grupos? Isso não é religião, isso é outra coisa. A gente não pode chamar isso de religião. A gente tá replicando nossos vícios e idiossincrasias, nossos preconceitos. revestidos da fantasia de líder religioso. Isso não não é legal, meus amigos.

10 horas 9:59, papo das chegando ao fim. Força, coragem e fé. Cuidem-se bem da mente, do corpo, do coração, das pessoas próximas, do mundo que você vive. Fiquem com Deus, tudo de bom. Até a próxima. Valeu,

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