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Olá, minhas amigas, meus amigos. Muito bom dia. Quarta-feira entre feriados. Uma semana bem esquisitona do ponto de vista das rotinas do nosso calendário. Eu dei plantão segunda e terça, mas tô de folga quinta e sexta.
Verá por das 9 e sexta-feira. E a vida segue. Feriado de tiradentes, né? Eu queria começar o Papo das 9 fazendo uma reflexão com vocês sobre o os legados, as construções míticas da história. Não sei se você sabe.
Se não sabe, vale a pena pesquisar. Tira Dentes tem a sua aparência, cabelos longos, pretos e barba preta inventada. Ninguém registrou à época o rosto do traidor da coroa, não houve essa preocupação. Então, livremente, os pintores foram desafiados, digamos assim, a fazer um registro. Esse registro não por acaso alude a figura de Jesus.
Se você parar para pensar, não precisa parar para pensar. Se você reparar, a figura de Jesus tá muito consorciada com a figura inventada de tiradentes, com todo um esforço dos eh dirigentes políticos do Brasil à procura de heróis que pudessem ser elevados ao Bastião, né, dos Libertadores da pátria. Vamos. Mas qual é a cara do Tiradente? Não sei.
Ninguém viu, ninguém registrou. Bota uma cara igual de Jesus e a vida segue. Resumindo, é isso. Só pra gente ficar ligado. Se você quiser ir mais além, a própria imagem europeizada, holudiana de Jesus é muito criticada em alguns nichos de historiadores, porque não combinaria com a figura de alguém nascido aquela época naquela região de Nazaré, né?
Então, um cuidado que eu acho que a gente sempre haverá de ter uma saudável desconfiança de certas construções históricas assim que não necessariamente replicam a realidade das coisas. A realidade das coisas. Eh, eu eu também me incomodo um pouco que isso tudo é legado cultural e histórico. Tem um ditado que diz: "A história é escrita pelos vencedores". Olha que frase forte.
Não se atribui com clareza a autoria dessa mensagem. A história é escrita pelos vencedores. Eu sinceramente comecei a ter uma visão muito crítica da maneira como a história deixou como legado através dos nomes de ruas, de avenidas, de praças. Se você prestar atenção, você vai ver que há uma recorrência, uma prevalência de nomes de homens. A maioria absoluta dos nomes de ruas, de avenidas, de praças, quando tem nome próprio, nome de homem, não raro de militares, heróis de guerra.
A única guerra para valer que o Brasil se envolveu mais intensamente, fora a força que os pracinhas deram na luta contra o eixo, né, contra os nazistas, mas que foi muito importante na Itália principalmente, mas a gente teve a guerra do Paraguai. Aí você vai ver aqui, por exemplo, eu presto atenção muito na cidade onde eu tô, né? Onde eu moro, eu vejo nome de rua e de avenida o tempo todo. O que tem aqui de militar da época da guerra do Paraguai não é brincadeira. E se você se debruçar sobre a biografia de alguns militares da Guerra do Paraguai, você vai ver que há episódios que foram registrados por alguns historiadores, como de barbárie.
A gente dizimou o Paraguai. Para quem quiser entender melhor, faça pesquisa. Nós praticamente erradicamos a população masculina do Paraguai. É uma coisa assim terrível, terrível. A guerra do Paraguai foi uma guerra que teve esse engajamento do Brasil e que determinou cenários de devastação e de eliminação sumária dos inimigos predominantemente homens.
Tudo isso para dizer que nem sempre o que é legado, o que é cultura, o que é tradição, a gente deveria se abster de fazer uma análise crítica, uma crítica responsável, tentando entender de fato o que houve, como aconteceu, de que jeito, quem é essa criatura, o que dizem dela, né? [risadas] Não [roncando] é, não é simples não. Todo esse papo começou com o dia de tiradentes. Para quem tá chegando depois, eu comecei lembrando tiradentes, as feições nas pinturas de tiradentes, subindo para ser enforcado no presídio. Aqui no Rio de Janeiro que aconteceu tudo isso.
Aquelas feições não reproduzem o rosto de Tiradente que ninguém sabe como era, ninguém teve o cuidado de registrar a época. E depois que se decidiu estrategicamente elevar o prestígio de tiradentes a esse degrau de herói da pátria, outro nível, tá no bastião dos libertadores da pátria. Mas como é que era o rosto dele? Fizeram aquilo. Aquilo o quê?
a réplica também de uma imagem atribuída a Jesus, que também é controversa. Mas enfim, sigamos em frente. [risadas] É, o mundo não é tão simples quando quanto a gente imaginava, mas a gente procura simplificar com a ajuda de alguns [risadas] algumas mensagens edificantes. Bora pro pastorino. Vamos nessa, nessa ilha da quarta-feira.
entre feriados. Então vamos nessa. Que eu seja aqui um meio adequado, uma ferramenta útil, que eu esteja sintonizado com o propósito mais nobre do papo nesse momento em que a gente vai escolher aleatoriamente, com a ajuda desses amigos, uma página para ser lida e refletida hoje. 264. Jamais desanime.
Embora sua dor pareça insuportável e sem remédio, ela há de terminar e a alegria voltará a brilhar em seu coração. Não há noite eterna, a qual não suceda a luz de um dia radiante. Dos sofrimentos passados, conservamos apenas uma lembrança quase apagada. Assim acontecerá amanhã com os sofrimentos de hoje. Entregue tudo ao tempo que com sua mão compassiva balsamizará todas as suas dores.
Se eu tivesse que resumir o espírito da mensagem do pastorino, seria uma outra frase, essa de Chico Xavier. Isso também passa, tudo passa. E a gente se esquece com facilidade disso. A gente parece muito predisposto a dourar a pílula, como se diz, né? Quando sofremos, esse sofrimento costuma, eu diria, ser superdimensionado.
A gente dilata a perspectiva sombria dessa dor e a gente deixa de lembrar, a gente se esquece com facilidade que estes episódios dolorosos, como sempre ocorreu e sempre ocorrerá, são passageiros. Evidentemente, algumas dores deixam sequelas, mas essas sequelas não necessariamente precisam ser lembranças com o mesmo nível de dor que causaram na largada. Eu vou dar um exemplo. A perda de um ente querido que causa uma dor muito intensa e que tem o seu lugar, ela não pode ser ignorada. E o luto é a resposta em favor da saúde mental pra gente lidar com essa perda.
Eh, a dor da perda de um ente querido também passa. Você pode continuar sentindo falta daquela pessoa, mas de outro jeito. E o tempo tudo cura, tudo resolve, tudo apazigua. E a gente passa a ter em lugar da dor lancinante, depois uma saudade doída e depois uma lembrança gostosa. Então essa dinâmica do tempo, ela conspira em favor da nossa resiliência quando a gente tá atento a isso, porque nós podemos transformar dores passageiras em dores desnecessariamente perenes.
E isso é lamentável, porque você não vai poder culpar ninguém por isso. Você não tem o direito, nem eu, de colocar a culpa em terceiros. Foi ele que me deixou assim. Foi ela que estragou minha vida inteira. Foi ele que Não, não, não.
Nós precisamos prestar atenção na parte que nos cabe. E a parte que nos cabe é fazer o que nos compete fazer em favor da nossa saúde psíquica, emocional, física, espiritual. Tudo isso tá junto e misturado. E quando a gente não consegue se cuidar bem por alguma razão, sozinho tá difícil, não tô conseguindo. Nossa, eu não sei o que fazer, eu não tô me sentindo seguro nem forte para fazer movimentos em favor de mim mesmo.
Procure ajuda. Procure ajuda. A gente vive falando aqui, não é feio sofrer, não é feio desanimar, não é feio ficar desalentado, prostrado, isso é humano. A questão é que isso não pode travar a dinâmica da tua vida, senão fica tudo embaraçado por uma questão de escolha, porque tem gente que escolhe um caminho que seja o mais difícil. Livre arbítrio é isso.
Certas escolhas não são em nosso favor e a gente aprende isso de forma igualmente dolorosa. Mas aprende, em algum momento vai cair a ficha. Mas a gente não precisa passar por essa via cruces na hora que tem um uma encruzilhada. Você vai fazer a escolha. Vou para cá ou vou para lá.
mesmo as escolhas erradas não são definitivas, haverá a oportunidade da reparação, de um reposicionamento, mas a gente precisa ter a inteligência de perceber como cada momento é definidor de rumo e como a promoção do equilíbrio, da harmonia, da serenidade, da lucidez facilitam a tomada de decisão e você não fica refém de circunstâncias desnecessariamente hostis. Tudo isso para dizer, há uma um protocolo, vamos chamar assim, de pequenas ações no dia a dia que favorecem a promoção do equilíbrio, da harmonia, da serenidade, da lucidez. Eh, refletir sobre mensagens como essa edificantes ajudam a gente. Prece meditação ajudam [roncando] a gente. Exercício físico mexer com o corpítio, né?
Porque nós estamos encarnados e o corpo também quando bem tratado, haverá de ajudá-lo nessa empreitada. Porque quando a gente esquece do corpo, ele reclama através da dor ou através de anomalias orgânicas, que aí pode ser algo até grave. Então, e o espírito vai junto, porque o espírito tá encaixado célula a célula no corpo físico. É o nosso veículo, é o nosso equipamento carnal. Cuida bem do jumentinho.
Uma frase atribuída a Francisco de Assis. Cuida bem do jumentinho, porque a nossa carcaça nesse mundo precisa ser bem cuidada também. Percebe? Mensagem 264 foi a minha maneira de refletir sobre ela. Não é a única, nem é a mais acertada, mas é a minha.
Faça sua reflexão do seu jeito, sendo sincero mesmo com as suas ideias, com aquilo que você teve de vislumbrando o entendimento desse assunto. Seguindo em frente, recomendação de livro. Tem tempo, algum tempo, quando esse livro chegou em minhas mãos, eu recomendei, vou recomendar de novo, porque nós estamos vivendo num mundo que tá envelhecendo. A população brasileira tá rapidamente envelhecendo. O que que significa isso?
A pirâmide etária, que década de 60, 70 a base era larga e o cume da pirâmide era estreito, ou seja, muita criança para pouco idoso. Essa pirâmide começou a ganhar outra forma e ela tá com uma base cada vez mais estreita, menos partos, menos nascimentos e as pessoas estão vivendo mais. Então, nós temos o alargamento do topo da pirâmide. A notícia é boa, mas inspira cuidados. Ela é boa porque sim, nós estamos vivendo mais.
E eu não vou dizer melhor, porque depende do lugar, depende das circunstâncias, mas nós temos hoje mais políticas públicas antenadas com a desassistência aos idosos do que tínhamos antes. Eh, e temos mais orientação sobre alimentação correta, necessidade de exercício. Temos programas que viabilizam a aquisição de medicamentos de graça ou a custo baixo. Isso facilita a longevidade. E temos, é uma luta em glória que ainda tá em curso, o entendimento de que a gente não deve estigmatizar o idoso.
Se você pagar um preço por conta do preconceito por envelhecer, como se toda pessoa idosa fosse imprestável, não servisse mais para nada, então não dou bola para ela. Etarismo é uma coisa bem séria. O livro que eu quero recomendar chama-se A coragem de Envelhecer a Ciência de Viver mais e melhor da Dra. Beca com 26. Levi.
Quem é a Dra. Beca Levi? Olha o currículo dela que é considerada a mais renomada especialista em psicologia do envelhecimento da atualidade. Ela publica artigos em importantes veículos de comunicação, como o New York Times, The Wall Street Journal Times, das Spigle, da Alemanha, Guardian da Grã-Bretanha. Ela tem muito prestígio no hemisfério norte, se notabilizou a partir de um trabalho muito focado na saúde, na disposição, na alegria dos idosos.
Ela é pós-doutora em medicina social pela Universidade de Harvard, doutora em psicologia do envelhecimento pela Universidade de Iale, onde leciona na Escola de Saúde Pública. Então, é um livro interessante porque ela compartilha e eu gosto muito de livro, já falei aqui que no em algum lugar do livro você compartilha a bibliografia que foi utilizada na página 233. a página 267, portanto, 34 páginas só com indicação dos das fontes dela. Ela tá afirmando um monte de coisa. Ela vai lá e diz: "Sabe aonde eu eu encontrei essa informação?" E ela fala de inúmeros livros e artigos científicos.
Isso para mim afere muita credibilidade a qualquer obra. E aí na quarta capa vem em A coragem de envelhecer Beca Levi, professora de I tatá, expõe de forma prática e acessível pesquisas revolucionárias que mostram como os conceitos pré-concebidos que temos a respeito da maturidade na cultura ocidental fazem com que nos tornemos idosos mais doentes e deprimidos. E isso tudo diminui em quase 10 anos nossa expectativa de vida. Ou seja, a prostração que muitos idosos sentem é resultado de uma cultura, de um preconceito, do etarismo. Então, sobrevém uma depressão, um desânimo que pode se consorciar com certas patologias, morbidades que podem encurtar a vida da gente em até 10 anos, segundo as pesquisas dela.
E as descobertas da Dra. Beca, Levi demonstram como doenças tipicamente associadas ao envelhecimento, como demência, osteoporose, problemas coronarianos, podem ter a sua intensidade diminuída ou até mesmo ser evitadas essas doenças por meio de uma concepção diferenciada da velice, que precisa ser encarada como uma nova fase da vida duradoura e ativa, e não como uma sentença de finitude. Não é uma obra espiritualista, é uma obra científica assinada por alguém que tem pedigri acadêmico, é uma pessoa reconhecida no meio e que pode ajudar a gente, porque eu já tô entrando no time da terceira idade, a coragem de envelhecer a ciência de viver mais e melhor. E ela compartilha muitos exercícios, dinâmicas. Ela defende políticas públicas para os idosos específico.
É um livro com muita informação, muita informação. E não fica só na teoria. É isso que eu queria dizer. Ela vai lá e diz: "Olha, em função disso que eu pesquisei, sugiro isso, isso, isso e aquilo". Para você que tá passando por essa fase da vida, para você que é gestor público, para você que é gestor de uma empresa privada, [limpando a garganta] se liga, as pessoas estão envelhecendo, mas elas continuam sendo pessoas lindas, que trazem bagagens, experiências, que tem desejos, que tem projetos, que tem vontades, né?
Acho isso muito importante, porque eu sou de uma geração, eu me lembro na minha infância quando uma pessoa chegava aos 50 anos, ih, isso aí tá velho, 60 anos, ih, já é vovô, fica em casa aposentado. Isso mudou totalmente. Isso mudou totalmente. E a gente precisa acompanhar as mudanças que estão em curso, porque estamos vivendo mais e melhor. Quem se cuida, quem tá antenado com os serviços eventualmente gratuitos.
Eu vou falar aqui, por exemplo, me lembrei agora, eh, quantas cidades brasileiras replicaram uma experiência que eu não sei em que lugar do Brasil surgiu de você, normalmente são os prefeitos pagando. uma pessoa que vai para uma praça pública, para um parque, vai pra praia e de graça promove uma aula de ginástica focada para esse segmento. Então, não é só mexer o corpo, é promover a socialização. Aquela galera se aproxima, se conhece, começa a ter uma interação social muito importante, porque à medida que a gente envelhece, a gente vai perdendo o contato com amigos que estão em outra cidade ou que já partiram. Quanto mais idade a gente tem, mais perdas a gente vai acumulando em família e no círculo de amizades.
E isso vai deixando a gente mais sozinho. Quando você tem uma atividade que é promovida de graça, de preferência em praça pública, em algum lugar onde as pessoas já sabem, ah, todo dia 6 da manhã, 6:30, tem que ser cedo. A gente acorda cedo, o pessoal da terceira idade tem muita disposição, acorda cedinho, aí faz uma dinâmica. A dinâmica é boa, como disse, e a interação social é melhor ainda. Eu me lembro de uma experiência aqui da Universidade do Estado do Rio fantástica, longeva, chamada UNAT, Universidade Aberta da Terceira idade, fantástica.
Cursos vários oferecidos para esse segmento. Ah, mas ele já se aposentou, vai fazer curso de quê? Para ele já acabou. Acabou o qu, ô cara pálida, se liga na missão, pô. Fala besteira.
Isso aí é o velho sem filtro que eu acho que eu vou ser, viu? Eu acho que vou dar muita preocupação. Tomara que não. Não, não desejo isso para mim. Mas sabe o o pessoal costuma falar do tiozão do churrasco que enche a cara e fala um monte de besteira ou nem enche a cara, mas fica falando.
Não é isso não. Eu tô falando do sem filtro quando você tem a a eu diria a iniciativa de falar sempre o que você acha das coisas, sem pruridos, sem constrangimentos. Isso pode ser algo positivo, mas pode ser algo complicado, né? principalmente para quem tá perto, que nem criança. Criança é sincerida.
Então, pequenininha entra no elevador, aí a criança puxa a barra da saia da mãe, apontando para quem tá ali, pergunta assim: "Mãe, é homem ou mulher?" Olha que pergunta que não é para ser feito. Quando a criança tá em dúvida, quem quem tá aqui é homem ou mulher? Então é outro tipo de situação, mas é sincero, a criança tá expressando uma uma curiosidade e os idosos sem filtro precisam eh de atenção também. [risadas] Eu acho eu acho um barato, cara. Eu acho um barato.
Enfim, eh, saindo então do livro, vou recomendar aqui mais uma vez a coragem de envelhecer, a ciência de viver mais e melhor da Dra. Beca com dois CS. Beca Levi, editora Princípio Um. Recomendamos toda a obra que ajude você a seguir em frente com muita disposição, alegria, serenidade e leveza. Seja pelo caminho da religião, seja pelo caminho da ciência, seja pelo caminho da filosofia, que você encontre um caminho que faça sentido para você.
Esse é o selo de credibilidade de qualquer caminho, que ele seja um caminho de verdade para você. Não se luda. É uma música bobinha do da década de 1980. Não me luda. Vou te esquecer.
Você me perturba sem perceber. Não me luda. Vou te esquecer. Você me Acho que é assim a letra. Sigamos.
Recomendação de Vou dar um toque hoje. Vou dar um toque. Tem dias que a gente recomenda ajuda a uma instituição. Tem dias que a gente dá um toque. O toque que eu vou dar é o seguinte: seja um bom gestor de si mesmo.
Olha que coisa. Nós precisamos nos administrar bem, porque em última instância nós precisamos ser os responsáveis pela condução do nosso destino. Você vai ter muitos aliados e pessoas que não te querem bem por perto. Você vai ter muitos conselheiros do bem e do mal. Você vai ter pessoas no plano da matéria encarnados.
encarnadas e pessoas desencarnadas também querendo interferir em decisões tomadas por você, mas em última instância você é a responsável ou o responsável pelo que lhe compete fazer na condução dos seus atos, porque existem outras ocorrências aleatórias à sua vontade. Você não tem o controle. E é bom a gente também não ter a pretensão de controlar tudo, porque isso vira um uma patologia, tá? Isso vira um problema. Pode ser até grave a pessoa que sofre porque não tem o controle de tudo que ela gostaria de controlar sobre a vida dos filhos, do marido, o controle das coisas, das rotinas de trabalho, o controle de como a vizinhança deve fazer ou deixar de fazer.
Claro que você não tem o controle. É bom aprender a lidar com essa situação. Quanto mais cedo, melhor. Até para tirar esse fardo, esse estresse. Ah, eu não tô conseguindo fazer.
Mas você não conseguiria. Aquilo não é da sua alçada, não é da sua competência. Então, sai daí. Esse lugar não te pertence. Agora, o que te diz respeito, você não pode abdicar, você não deve desistir de propósito ou por ignorância.
Ah, não sabia que eu podia fazer. Claro que sabe. Sabe o que lhe compete fazer? Que seja feito com discernimento, consciência, com a devida calma. a calma possível, que você faça as melhores escolhas.
E ainda que lá na frente essas escolhas não sejam as melhores, isso não é nenhum problema ou demérito, porque por vezes a gente vai constatar que é errando o que se aprende. Poxa, eu escolhi um caminho que eu achava que ia dar em algo bem interessante, mas não deu. Qual é o lado bom da história? Ótimo. Esse erro eu não vou cometer de novo.
Outros eu poderia até cometer. Esse não, porque errando a gente aprende ou deveria aprender, não é isso? Isso vale paraa eleição, tá? Isso vale para cuidados que todos precisamos ter na hora de votar. Tô falando isso porque estamos no ano eleitoral.
Prestar atenção. Então, autogestão, faça. Tome consciência do da parte que lhe cabe. O que não é da tua alçado competência, deixa para lá. A Deus pertence.
Agora, o que tá no teu radar que diz respeito ao teu perímetro e é algo suscetível à sua atuação e eventualmente você tem a clareza de que precisa fazer ali algum movimento, alguma atuação, alguma intervenção, alguma mudança de rumo, algo precisa ser feito e você precisa fazer. Verifique, é para fazer, é para fazer agora. Que expectativas eu devo ter em relação a uma questão aonde eu posso interceder, entende? Eh, seja um bom gestor de si mesmo para cuidar bem de você, para ter a melhor relação possível, a mais saudável, a mais ética, a mais bonita com as pessoas à sua volta. e cuidar bem da tua casa planetária.
Nesse sentido, os astronautas da missão Artemis 2 deram sucessivas declarações maravilhosas, inspiradoras sobre como eles passaram a ter outras ideias, insites e impressões sobre a vida ao vislumbrarem a terra pequenininha e frágil, imersa na vastidão do universo. Eu acho tão inspiradoras as frases, as declarações dos astronautas. Eu fui pesquisar, já comentei aqui o efeito overview effect, o efeito da visão abrangente, né? Quem vai pro espaço, não precisa nem dar volta à lua, entrou em órbita, viu a terra lá de cima, pesquise isso. Quantos astronautas voltaram diferentes do espaço, diferentes, sentindo as coisas diferentes, reordenando as prioridades, aquilo que era motivo de angústia deixou de ser.
Não, isso não é tão importante. Tem outras coisas mais importantes para fazer aqui. Tudo isso é aprendizado. Só que a gente não precisa, vamos combinar, entrar em órbita, né, para se dar conta de quais seriam isso. Tem a ver com a autogestão, as prioridades da tua vida, o que valor você vai atribuir a certas questões que hoje te angustiam.
Imagine-se em órbita e voltando paraa Terra, aquilo vai continuar depredando lá o teu juízo, a tua autoestima da besteira. Sabe os miladas da existência? Isso tá em alguma passagem. É uma mensagem de um espírito comunicante no Evangelho Segundo o Espiritismo, falando dos miladas da vida. A gente tem a competência de perder preciosa energia e tempo com assuntos que à luz da verdade são absolutamente desimportantes.
Desimportante. Quer ver um exemplo de coisa desimportante que ocupa o tempo de muitas pessoas no Brasil? Não, de vocês. Fofoca na boa, fofoca. Eu fico impressionado com a disposição que muitos de nós temos para perder precioso tempo e energia especulando sobre a vida alheia, fazendo, eu diria, digressões.
Ah, eu acho que ele não devia fazer isso. Ah, acho que eu devia fazer aquilo. Mas você viu aquilo, você soube que não sei o quê. Você aí você fala: "Cara, onde isso vai dar? Pelo amor de Deus, né?
Qual é a utilidade, a pertinência de tanto tempo que a gente gasta com esses miladas da vida alheia? Eu tenho uma teoria sobre isso. Pode estar muito errada a teoria, mas eu acho que a fofoca é uma maneira de você se distrair diante da urgência de prestar atenção em você mesma ou você mesmo. É como se fosse uma válvula de escape. Eu sei que eu preciso encarar situações que reclamam atenção e atitude, me dizem respeito.
São assuntos realmente relevantes. São assuntos que deveriam ter status de urgência, mas você vai na na rota da fofoca, você vai prestar atenção no que o outro tá fazendo, no que o outro tá deixando de fazer. Você viu como o outro tá se vestindo? Você viu com quem o outro falou? Você viu o que que o o carro novo que o outro comprou?
Será que ele tem dinheiro para isso? Você viu que fulano tem o sobrenome e tal? Será que ele é parente de não sei quem? Pelo amor de Deus, para, para e pensa quanto tempo e que energia você dispensa quando faz esse tipo de declaração ou fica ali, sabe? Ah, eu nunca fiz fofoca, mas eu não perco a chance de entrar numa roda de fofoca e ó, sabe quando a orelha faz assim, ó?
Pessoa nunca falou nada, mas tá lá, ó. Conta, conta, conta, conta, conta, conta. [suspirando] Eita, mundão de Deus, quantas encarnações para uma pessoa deixar de ser fofoqueira? Olha, outra pergunta irrelevante, mas tá no meu caderninho de perguntas lá. Aliás, é uma esse esse é um bom exercício.
Quando você desencarnar e tiver a primeira oportunidade de ter por perto, Deus queira que seja rápido, alguém que inspire confiança, o seu guia espiritual, quais são as perguntas que você vai fazer? Essa é uma, esse é um, isso daria um bom Papo das 9 especial de domingo. Quais são as perguntas que você acha que seriam as mais importantes quando desencarnar? Eu tenho assim de bate pronto mais de 10, mas eu não vou replicar aqui com vocês agora não. Jornalista vive de fazer pergunta.
Eu ia fazer uma entrevista com o meu guia. Perguntas sobre mim, obviamente, curiosidades a respeito da minha última encarnação, eventualmente de encarnações anteriores. Eu poderia até perguntar, embora eu tenha aprendido pela literatura espírita que isso não é determinado por você, o momento certo de acessar quem você foi em vidas anteriores, porque há que ter um cuidado, porque isso, essa informação pode de alguma forma determinar alguma desestabilização. São muitos os exemplos assim de pessoas, por exemplo, com quem você se desentendeu radicalmente num passado distante e que estiveram dentro da sua família, na última encarnação, trocando muita intimidade. É algo que você tem que estar preparado, né, para lidar com essa situação.
Para quem é reencarnacionista, pode não ser o caso, isso pode ser um problema irrelevante para você que não é reencarnacionista, isso não é um problema, tá? Entonces, eh, ontem feriado, eu não mandei no stories nenhuma pergunta, então não temos perguntas. Eu vou aqui me debruçar sobre eh um assunto que eu postei hoje de manhã, que é o trecho de uma live que eu participei com movimento Esgoteio da Paraíba, que foi o primeiro programa da nova temporada do Cidades e Soluções, gravado naquele estado. Na verdade, eu gravei em João Pessoa, capital da Paraíba, aonde um grupo de cidadãos e cidadãs se uniu para usar uma rede social, no caso o Instagram, para dar visibilidade a problemas relacionados a esgoto no lugar errado. Esse movimento cresceu para burro.
Ele não apenas hoje reporta questões mal resolvidas na área do saneamento que resultaram numa pressão sem precedentes. Por isso que eu fui a João Pessoa ver de perto uma ação social que gera pressão no andar de cima e andar de cima é obrigado a se coçar pressionado pelo Ministério Público ou por ações judiciais. Isso é muito sério, muito importante, porque a democracia é uma panela de pressão ou também é uma panela de pressão. Quem cala com sente. Tem um monte de coisa que você acha que tá acontecendo errado na tua cidade, no teu estado, no teu país.
A pergunta é: o que você está disposto a fazer para reverter essa situação? Porque ficar em casa reclamando não vai mudar nada. Postagem e rede social não muda o mundo. Pode gerar um network, uma rede de contatos que se articule em favor de um movimento que tenha espaço no mundo real, concreto, não no mundo virtual. E o esgoteio foi pra rua, cara.
vai paraa rua o tempo todo mostrar, denunciar, registrar, participar de audiência pública, convocar a população, se quiser conhecer de perto, eles estão fazendo isso mais recentemente. Quiser fazer uma jornada de visitação a um lugar aprasível, aonde os biólogos, os especialistas do esgotei vão explicar a riqueza daquele bioma, daquele ecossistema. É um trabalho bem legal. Muito bem. Tudo isso para dizer, eu compartilhei hoje de manhã uma postagem no Instagram de um trecho de uma live que eu participei há cinco semanas eh antes desse programa ir ao ar com os amigos do Esgotei que fizeram esse recorte, postaram na rede deles e eu repliquei e coloquei na na minha página no Instagram.
Vale a pena depois dar um confere. Porque tem a ver com o momento que a gente tá vivendo, tá? Eu disse exatamente o seguinte: quem é o secretário municipal de meio ambiente na tua cidade? Você sabe quem é? Quem é o secretário estadual de meio ambiente no seu estado?
Você sabe quem é? Então fica de olho, porque o que eu disse foi a escolha do nome desse secretário ou dessa secretária define muito o rumo, a prioridade, o interesse e a importância que o prefeito, no caso do município, ou que o governador, no caso do estado, dão a questão ambiental. E eu disse, eu conheço muitas secretarias ocupadas em nível municipal ou estadual, lamento dizer, ocupadas essas secretarias por pessoas que foram colocadas ali sem ter traquejo, conhecimento, nem afinidade com a questão ambiental. Aí você vai perguntar: "O que que elas estão fazendo ali?" Ah, essa é a pergunta que vale ouro. Elas estão ali quase como uma figura decorativa do mandatário, de quem a colocou ali, para não incomodar, não atrapalhar.
Aí começam a derrubar árvore na sua cidade, desprezam o uso da bicicleta como meio de transporte, desprezam a reciclagem ou a compostagem do lixo seco e do lixo orgânico. Permitem a especulação imobiliária com mudança do plano diretor, elevação do gabarito, mudança na lei de uso do solo. Aí você fala: "Cadê o secretário de meio ambiente?" que tá lá sem incomodar. Ele não tá ali para fazer a parte dele, o que se espera dele. E veja, é muito importante a gente refletir sobre isso, porque estamos no ano eleitoral.
Não haverá eleição municipal, mas haverá eleição para governadores e para presidente da República. Se você tem algum interesse na questão ambiental, algum interesse na questão climática, você já tem desde já, porque essa campanha não começou formalmente, mas já tá tá acontecendo. que você entenda qual é o compromisso do seu candidato ou da sua candidata com esse assunto. Não espera para ver depois. Eu já disse, eu conheço muitas situações em nível municipal, estadual que essa pasta é ocupada por pessoas que eu não vou julgá-las.
Podem ser pessoas excelentes, podem ser pessoas éticas, podem ser pessoas de bem, mas elas não têm traquejo, conhecimento ou afinidade com o tema. Elas aceitaram ocupar um cargo engrossar o currículo. Agora, esse currículo pode ficar muito sujo, muito manchado num mundo que experimenta uma crise ambiental e climática sem precedentes e que no Brasil, que é um dos países mais vulneráveis a essa crise climática, a gente ter analfabeto ambiental ocupando secretarias de meio ambiente, estaduais ou municipais, é muito sério. Eu vou contar aqui, não é fofoca, não é fofoca, até porque é um assunto que já teve visibilidade quando aconteceu. Eu respeito muito o posicionamento de alguns ministros do meio ambiente que quando convidados pelo presidente eleito para assumir a função, sabiam que o presidente é o dono do cargo e tem todo o direito de dizer: "Fulana ou fulano, eu não quero que você atrapalhe esse projeto, que eu sei que você é contra, mas é um projeto estratégico para mim.
Eu mando em você, que você é meu ministro ou minha ministra, você vai tocar esse esse projeto aí. É duro. Você não faz só o que você quer da vida, no trabalho ou no governo. Você faz às vezes o que tem que ser feito, questões às vezes de sobrevivência política. Eu conheci e na época isso veio à tona, duas situações envolvendo dois ministros do meio ambiente que eu conheço que antes de aceitar o convite pro cargo, tiveram cuidado de levar para o presidente que o convidou uma listinha trazendo todas as situações em que esse ministro ou essa ministra antes de aceitar o cargo, disse: "Eu serei o seu ministro, eu serei a sua ministra, mas eu preciso que o senhor leia o que para mim é innegociável.
Isso daqui, isso daqui, se o senhor resolver fazer o que eu sou contra, eu pego meu chapéu e vou embora." Só pra gente deixar claro que numa relação hierárquica manda quem pode, obedece quem tem juízo. Mas antes de você aceitar o cargo, pelo menos dois ministros que eu conheci, eu posso até dar o nome deles, porque isso foi público à época, um foi o Carlos Mink e o outro foi a Marina Silva. chegaram e disseram: "Isso daqui eu não aceito. Eu não consigo me imaginar validando essas questões aqui. Se o senhor quiser eh que eu seja ministro ou que eu seja ministra, tudo bem, mas eu não vou embarcar nessa." E aí a prerrogativa de manter a ideia de confirmar no cargo, manter o cargo para aquela pessoa é de quem convidou.
Já foi avisada. Já foi avisada. Então, gente, a gente tá precisando, eu diria, de cultura política, entender do que se trata. Não adianta chorar o leite derramado. Ah, tão tirando as árvores da minha cidade.
Ah, porque tão destruindo aqui a política de coleta seletiva de lixo. Ah, porque ninguém tá cuidando das ciclovias. Não temos aqui estímulo ao uso de bicicleta, qualquer coisa na área ambiental. São muitas políticas. Não adianta chorar o leite derramado depois.
Então se liga, haverá sempre candidatos mais comprometidos e candidatos menos comprometidos com essas ideias pelo que eles fizeram, pelos que eles defenderam, pelo que eles realizaram. Tá bom? Buenas. Ah, o Rafael Detite tá dizendo que a política é podre. Olha, Rafael, obrigado, viu?
A gente hoje não se programou para escolher temas com perguntas, mas eu preciso dizer, a política não é podre. A política é necessária, ela é urgente, ela é importantíssima. Algumas pessoas fazem o mau uso da política, então não diria que a política é podre. Algumas pessoas não honram os cargos que ocupam. Isso precisa ser diferenciado, porque a gente generalizar a podridão dizendo toda a política é podre, a gente tá dando munição pro inimigo, a gente tá abrindo a porteira do galinheiro pra raposa.
Porque tudo que o ma político quer é ver a gente dizendo: "Ninguém presta na política, isso não serve para nada, tá todo mundo vendido, é todo mundo corrupto". Creia. É isso que os corruptos querem. É isso que eles querem. A descrença generalizada, nada funciona.
Ninguém que entre na política presta. E aí você cria o ambiente perfeito para quê? Para nada [canto] mudou. Oh oh, nada [canto] mudou. ou ou meu amigo Léo Jaime, aí não muda mesmo.
Por que que não tem gente, não tem tanta gente boa se candidatando? Porque temos a cultura do política é podre, na minha opinião. Não sou dono da verdade. Quanto mais a gente replicar isso, mais esse ambiente vai se tornando progressivamente tóxico e a gente vai se eh desencantando, dizendo: "Não tem jeito, coisa tal". Tudo passa pela política.
Se você virar as costas paraa política, eles tomam de assalto a República e fazem do jeito deles, atendendo aos próprios interesses privadinhos em detrimento dos direitos coletivos, Eh, ó lá, Ângela Palma tá dizendo: "Ainda tem políticos com valores, vamos pesquisar". É isso aí, Ângelo. Eu sou desses também. Aliás, como jornalista, é claro que eu não vou dar nomes, mas eu conheço políticos sérios, honrados, eh, que sofrem por serem ou se sentirem por vezes minoria, né, para certas votações, certos movimentos, eles se sentem minoria. A Bruna Posebon tá dizendo que Jesus foi um grande político.
A política é fundamental. Se a gente entender a política como a manifestação de opiniões, de posicionamentos sobre a vida em sociedade, a gente vai emprestar uma elasticidade semântica à palavra política, porque política a gente só associa político profissional de partido. Fora da política partidária não há política. Fora do político profissional não há política. Isso é falso.
Isso é fake news. Quando você reclama do preço da gasolina, você tá fazendo política. Quando você defende que o Sistema Único de Saúde tenha mais recursos e mais presença na vida das pessoas, você tá Portanto, toda vez que você se posiciona e você conversa com as pessoas dizendo: "Isso tá certo, isso tá errado, tem que fazer isso, não, não pode fazer aquilo, com toda a franqueza, gente. Isso é política. Isso é política.
Então, fazemos política mesmo quando não nos damos conta disso. Agora, é a política a que não tá vinculada a partido, nem a um projeto específico de governo. É uma ideia de gestão, porque a gente vive em sociedade e a política alcança exatamente essa dimensão da vida em sociedade. Arma Estú SL tá falando, falta muito uma educação política. Falta.
Eu já disse aqui, eu tenho uma inveja muito saudável dos argentinos, porque eu percebo no nosso continente o esse país vizinho, ter uma população que tem essa noção da importância da política. Ah, mas eles elegeram Milei ou já elegeram anticorruptos lá do eh de outras correntes ideológicas e etc? Peronistas, né? Você vai dizer, eles talvez estejam com a mesma dificuldade do Brasil. você vai ter um funil com pouca renovação de quadros, de lideranças e aí você tem uma dificuldade de ter representatividade.
Como tá difícil encontrar alguém que pense como eu. Como tá difícil encontrar alguém que traga uma visão eh diferente das coisas que eu tenho visto por aí. Por que que falta renovação faltam novas lideranças? provavelmente, vamos colocar nesses termos, o desinteresse generalizado aqui pela política explique esse círculo vicioso. Na Argentina, provavelmente eu não tô tão antenado com a realidade local, os caciques dos partidos políticos também dificultam a vida das novas lideranças.
É possível. Agora veja, o chefe de estado da Espanha, vocês estão acompanhando esse é um jovem e ele tá brilhando, afirmando qual é o posicionamento da Espanha em relação à política truculenta do TACAP, da do uso da força como método em vez da diplomacia de Donald Trump. É muito bonita a forma como o líder espanhol tem eh com muita serenidade, com muita tranquilidade, baseado em princípios e valores universais de convivência, de solidariedade, de cooperação internacional e de enfrentamento dos problemas sem partir paraa porrada antes de construir uma rota que dá trabalho mesmo de convergência na busca por um acordo possível. Eh, e essa essa indisponibilidade pro diálogo é um dos maiores males da atualidade, na minha opinião. Queridos, tá chegando ao fim o Papo das 9.
Agradeço a participação numerosa hoje para meio de feriado, assim, maor galera participando, ó. Obrigado, tudo de bom. Lembrando que o papo fique estocado no YouTube, no nosso canal no YouTube, vai lá para ajudar a replicar, curtir, endereçar quem você acha que deva receber essa mensagem ou um trecho da mensagem, tá tudo lá no Instagram. Seguimos em frente com força, coragem e fé. Tudo de bom.
Até sexta. estarei por aqui.
Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Olá, minhas amigas, meus amigos. Muito bom dia. Quarta-feira entre feriados. Uma semana bem esquisitona do ponto de vista das rotinas do nosso calendário. Eu dei plantão segunda e terça, mas tô de folga quinta e sexta. Terá Papo das 9 na sexta-feira. E a vida segue. Feriado de tiradentes, né? Eu queria começar o Papo das 9 fazendo uma reflexão com vocês sobre o os legados, as construções míticas da história. Não sei se você sabe. Se não sabe, vale a pena pesquisar. Tira Dentes tem a sua aparência, cabelos longos, pretos e barba preta inventada. Ninguém registrou à época o rosto do traidor da coroa, não houve essa preocupação.
Então, livremente, os pintores foram desafiados, digamos assim, a fazer um registro. Esse registro não por acaso alude a figura de Jesus. Se você parar para pensar, não precisa parar para pensar. Se você reparar, a figura de Jesus tá muito consorciada com a figura inventada de tiradentes, com todo um esforço dos eh dirigentes políticos do Brasil à procura de heróis que pudessem ser elevados ao panteão, né, dos Libertadores da pátria. Vamos. Mas qual é a cara do Tiradente? Não sei. Ninguém viu, ninguém registrou. Bota uma cara igual de Jesus e a vida segue. Resumindo, é isso. Só para a gente ficar ligado.
Se você quiser ir mais além, a própria imagem europeizada, hollywoodiana de Jesus é muito criticada em alguns nichos de historiadores, porque não combinaria com a figura de alguém nascido aquela época naquela região de Nazaré, né? Então, um cuidado que eu acho que a gente sempre haverá de ter uma saudável desconfiança de certas construções históricas assim que não necessariamente replicam a realidade das coisas. A realidade das coisas. Eh, eu eu também me incomodo um pouco que isso tudo é legado cultural e histórico. Tem um ditado que diz: "A história é escrita pelos vencedores". Olha que frase forte. Não se atribui com clareza a autoria dessa mensagem. A história é escrita pelos vencedores.
Eu sinceramente comecei a ter uma visão muito crítica da maneira como a história deixou como legado através dos nomes de ruas, de avenidas, de praças. Se você prestar atenção, você vai ver que há uma recorrência, uma prevalência de nomes de homens. A maioria absoluta dos nomes de ruas, de avenidas, de praças, quando tem nome próprio, nome de homem, não raro de militares, heróis de guerra. A única guerra para valer que o Brasil se envolveu mais intensamente, fora a força que os pracinhas deram na luta contra o eixo, né, contra os nazistas, mas que foi muito importante na Itália principalmente, mas a gente teve a guerra do Paraguai.
Aí você vai ver aqui, por exemplo, eu presto atenção muito na cidade onde eu tô, né? Onde eu moro, eu vejo nome de rua e de avenida o tempo todo. O que tem aqui de militar da época da guerra do Paraguai não é brincadeira. E se você se debruçar sobre a biografia de alguns militares da Guerra do Paraguai, você vai ver que há episódios que foram registrados por alguns historiadores, como de barbárie. A gente dizimou o Paraguai. Para quem quiser entender melhor, faça pesquisa. Nós praticamente erradicamos a população masculina do Paraguai. É uma coisa assim terrível, terrível.
A guerra do Paraguai foi uma guerra que teve esse engajamento do Brasil e que determinou cenários de devastação e de eliminação sumária dos inimigos predominantemente homens. Tudo isso para dizer que nem sempre o que é legado, o que é cultura, o que é tradição, a gente deveria se abster de fazer uma análise crítica, uma crítica responsável, tentando entender de fato o que houve, como aconteceu, de que jeito, quem é essa criatura, o que dizem dela, né? [risadas] Não [roncando] é, não é simples não. Todo esse papo começou com o dia de tiradentes. Para quem tá chegando depois, eu comecei lembrando tiradentes, as feições nas pinturas de tiradentes, subindo para ser enforcado.
Aqui no Rio de Janeiro que aconteceu tudo isso. Aquelas feições não reproduzem o rosto de Tiradente que ninguém sabe como era, ninguém teve o cuidado de registrar a época. E depois que se decidiu estrategicamente elevar o prestígio de tiradentes a esse degrau de herói da pátria, outro nível, tá no bastião dos libertadores da pátria. Mas como é que era o rosto dele? Fizeram aquilo. Aquilo o quê? a réplica também de uma imagem atribuída a Jesus, que também é controversa. Mas enfim, sigamos em frente. [risadas] É, o mundo não é tão simples quando quanto a gente imaginava, mas a gente procura simplificar com a ajuda de alguns [risadas] algumas mensagens edificantes. Bora pro Pastorino.
Vamos nessa, nessa ilha da quarta-feira. entre feriados. Então vamos nessa. Que eu seja aqui um meio adequado, que eu esteja sintonizado com o propósito mais nobre do papo nesse momento em que a gente vai escolher aleatoriamente, com a ajuda desses amigos, uma página para ser lida e refletida hoje. 264. Jamais desanime. Embora sua dor pareça insuportável e sem remédio, ela há de terminar e a alegria voltará a brilhar em seu coração. Não há noite eterna, a qual não suceda a luz de um dia radiante. Dos sofrimentos passados, conservamos apenas uma lembrança quase apagada. Assim acontecerá amanhã com os sofrimentos de hoje.
Entregue tudo ao tempo que com sua mão compassiva balsamizará todas as suas dores. Se eu tivesse que resumir o espírito da mensagem do Pastorino, seria uma outra frase, essa de Chico Xavier. Isso também passa, tudo passa. E a gente se esquece com facilidade disso. A gente parece muito predisposto a dourar a pílula, como se diz, né? Quando sofremos, esse sofrimento costuma, eu diria, ser superdimensionado. A gente dilata a perspectiva sombria dessa dor e a gente deixa de lembrar, a gente se esquece com facilidade que estes episódios dolorosos, como sempre ocorreu e sempre ocorrerá, são passageiros.
Evidentemente, algumas dores deixam sequelas, mas essas sequelas não necessariamente precisam ser lembranças com o mesmo nível de dor que causaram na largada. Eu vou dar um exemplo. A perda de um ente querido que causa uma dor muito intensa e que tem o seu lugar, ela não pode ser ignorada. E o luto é a resposta em favor da saúde mental para a gente lidar com essa perda. Eh, a dor da perda de um ente querido também passa. Você pode continuar sentindo falta daquela pessoa, mas de outro jeito. E o tempo tudo cura, tudo resolve, tudo apazigua. E a gente passa a ter em lugar da dor lancinante, depois uma saudade doída e depois uma lembrança gostosa.
Então essa dinâmica do tempo, ela conspira em favor da nossa resiliência quando a gente tá atento a isso, porque nós podemos transformar dores passageiras em dores desnecessariamente perenes. E isso é lamentável, porque você não vai poder culpar ninguém por isso. Você não tem o direito, nem eu, de colocar a culpa em terceiros. Foi ele que me deixou assim. Foi ela que estragou minha vida inteira. Foi ele que Não, não, não. Nós precisamos prestar atenção na parte que nos cabe. E a parte que nos cabe é fazer o que nos compete fazer em favor da nossa saúde psíquica, emocional, física, espiritual. Tudo isso tá junto e misturado.
E quando a gente não consegue se cuidar bem por alguma razão, sozinho tá difícil, não tô conseguindo. Nossa, eu não sei o que fazer, eu não tô me sentindo seguro nem forte para fazer movimentos em favor de mim mesmo. Procure ajuda. Procure ajuda. A gente vive falando aqui, não é feio sofrer, não é feio desanimar, não é feio ficar desalentado, prostrado, isso é humano. A questão é que isso não pode travar a dinâmica da tua vida, senão fica tudo embaraçado por uma questão de escolha, porque tem gente que escolhe um caminho que seja o mais difícil. Livre arbítrio é isso. Certas escolhas não são em nosso favor e a gente aprende isso de forma igualmente dolorosa.
Mas aprende, em algum momento vai cair a ficha. Mas a gente não precisa passar por essa via cruces na hora que tem um uma encruzilhada. Você vai fazer a escolha. Vou para cá ou vou para lá. mesmo as escolhas erradas não são definitivas, haverá a oportunidade da reparação, de um reposicionamento, mas a gente precisa ter a inteligência de perceber como cada momento é definidor de rumo e como a promoção do equilíbrio, da harmonia, da serenidade, da lucidez facilitam a tomada de decisão e você não fica refém de circunstâncias desnecessariamente hostis.
Tudo isso para dizer, há uma um protocolo, vamos chamar assim, de pequenas ações no dia a dia que favorecem a promoção do equilíbrio, da harmonia, da serenidade, da lucidez. Eh, refletir sobre mensagens como essa edificantes ajudam a gente. Prece meditação ajudam [roncando] a gente. Exercício físico mexer com o corpítio, né? Porque nós estamos encarnados e o corpo também quando bem tratado, haverá de ajudá-lo nessa empreitada. Porque quando a gente esquece do corpo, ele reclama através da dor ou através de anomalias orgânicas, que aí pode ser algo até grave. Então, e o espírito vai junto, porque o espírito tá encaixado célula a célula no corpo físico.
É o nosso veículo, é o nosso equipamento carnal. Cuida bem do jumentinho. Uma frase atribuída a Francisco de Assis. Cuida bem do jumentinho, porque a nossa carcaça nesse mundo precisa ser bem cuidada também. Percebe? Mensagem 264 foi a minha maneira de refletir sobre ela. Não é a única, nem é a mais acertada, mas é a minha. Faça sua reflexão do seu jeito, sendo sincero mesmo com as suas ideias, com aquilo que você teve de vislumbrando o entendimento desse assunto. Seguindo em frente, recomendação de livro. Tem tempo, algum tempo, quando esse livro chegou em minhas mãos, eu recomendei, vou recomendar de novo, porque nós estamos vivendo num mundo que tá envelhecendo.
A população brasileira tá rapidamente envelhecendo. O que que significa isso? A pirâmide etária, que década de 60, 70 a base era larga e o cume da pirâmide era estreito, ou seja, muita criança para pouco idoso. Essa pirâmide começou a ganhar outra forma e ela tá com uma base cada vez mais estreita, menos partos, menos nascimentos e as pessoas estão vivendo mais. Então, nós temos o alargamento do topo da pirâmide. A notícia é boa, mas inspira cuidados. Ela é boa porque sim, nós estamos vivendo mais. E eu não vou dizer melhor, porque depende do lugar, depende das circunstâncias, mas nós temos hoje mais políticas públicas antenadas com a desassistência aos idosos do que tínhamos antes.
Eh, e temos mais orientação sobre alimentação correta, necessidade de exercício. Temos programas que viabilizam a aquisição de medicamentos de graça ou a custo baixo. Isso facilita a longevidade. E temos, é uma luta em glória que ainda tá em curso, o entendimento de que a gente não deve estigmatizar o idoso. Se você pagar um preço por conta do preconceito por envelhecer, como se toda pessoa idosa fosse imprestável, não servisse mais para nada, então não dou bola para ela. Etarismo é uma coisa bem séria. O livro que eu quero recomendar chama-se A coragem de Envelhecer a Ciência de Viver mais e melhor da Dra. Becca, com dois cês, Levy. Quem é a Dra. Beca Levi?
Olha o currículo dela que é considerada a mais renomada especialista em psicologia do envelhecimento da atualidade. Ela publica artigos em importantes veículos de comunicação, como o New York Times, The Wall Street Journal Times, Der Spiegel, da Alemanha, Guardian da Grã-Bretanha. Ela tem muito prestígio no hemisfério norte, se notabilizou a partir de um trabalho muito focado na saúde, na disposição, na alegria dos idosos. Ela é pós-doutora em medicina social pela Universidade de Harvard, doutora em psicologia do envelhecimento pela Universidade Yale, onde leciona na Escola de Saúde Pública.
Então, é um livro interessante porque ela compartilha e eu gosto muito de livro, já falei aqui que no em algum lugar do livro você compartilha a bibliografia que foi utilizada na página 233. a página 267, portanto, 34 páginas só com indicação dos das fontes dela. Ela tá afirmando um monte de coisa. Ela vai lá e diz: "Sabe aonde eu eu encontrei essa informação?" E ela fala de inúmeros livros e artigos científicos. Isso para mim afere muita credibilidade a qualquer obra.
E aí na quarta capa vem em A coragem de envelhecer Beca Levi, professora de Yale, expõe de forma prática e acessível pesquisas revolucionárias que mostram como os conceitos pré-concebidos que temos a respeito da maturidade na cultura ocidental fazem com que nos tornemos idosos mais doentes e deprimidos. E isso tudo diminui em quase 10 anos nossa expectativa de vida. Ou seja, a prostração que muitos idosos sentem é resultado de uma cultura, de um preconceito, do etarismo. Então, sobrevém uma depressão, um desânimo que pode se consorciar com certas patologias, morbidades que podem encurtar a vida da gente em até 10 anos, segundo as pesquisas dela. E as descobertas da Dra.
Becca Levy demonstram como doenças tipicamente associadas ao envelhecimento, como demência, osteoporose, problemas coronarianos, podem ter a sua intensidade diminuída ou até mesmo ser evitadas essas doenças por meio de uma concepção diferenciada da velhice, que precisa ser encarada como uma nova fase da vida duradoura e ativa, e não como uma sentença de finitude. Não é uma obra espiritualista, é uma obra científica assinada por alguém que tem pedigree acadêmico, é uma pessoa reconhecida no meio e que pode ajudar a gente, porque eu já tô entrando no time da terceira idade, a coragem de envelhecer a ciência de viver mais e melhor. E ela compartilha muitos exercícios, dinâmicas.
Ela defende políticas públicas para os idosos específico. É um livro com muita informação, muita informação. E não fica só na teoria. É isso que eu queria dizer. Ela vai lá e diz: "Olha, em função disso que eu pesquisei, sugiro isso, isso, isso e aquilo". Para você que tá passando por essa fase da vida, para você que é gestor público, para você que é gestor de uma empresa privada, [limpando a garganta] se liga, as pessoas estão envelhecendo, mas elas continuam sendo pessoas lindas, que trazem bagagens, experiências, que tem desejos, que tem projetos, que tem vontades, né?
Acho isso muito importante, porque eu sou de uma geração, eu me lembro na minha infância quando uma pessoa chegava aos 50 anos, ih, isso aí tá velho, 60 anos, ih, já é vovô, fica em casa aposentado. Isso mudou totalmente. Isso mudou totalmente. E a gente precisa acompanhar as mudanças que estão em curso, porque estamos vivendo mais e melhor. Quem se cuida, quem tá antenado com os serviços eventualmente gratuitos. Eu vou falar aqui, por exemplo, me lembrei agora, eh, quantas cidades brasileiras replicaram uma experiência que eu não sei em que lugar do Brasil surgiu de você, normalmente são os prefeitos pagando. uma pessoa que vai para uma praça pública, para um parque, vai pra praia e de graça promove uma aula de ginástica focada para esse segmento.
Então, não é só mexer o corpo, é promover a socialização. Aquela galera se aproxima, se conhece, começa a ter uma interação social muito importante, porque à medida que a gente envelhece, a gente vai perdendo o contato com amigos que estão em outra cidade ou que já partiram. Quanto mais idade a gente tem, mais perdas a gente vai acumulando em família e no círculo de amizades. E isso vai deixando a gente mais sozinho. Quando você tem uma atividade que é promovida de graça, de preferência em praça pública, em algum lugar onde as pessoas já sabem, ah, todo dia 6 da manhã, 6:30, tem que ser cedo.
A gente acorda cedo, o pessoal da terceira idade tem muita disposição, acorda cedinho, aí faz uma dinâmica. A dinâmica é boa, como disse, e a interação social é melhor ainda. Eu me lembro de uma experiência aqui da Universidade do Estado do Rio fantástica, longeva, chamada UnATI, Universidade Aberta da Terceira Idade, fantástica. Cursos vários oferecidos para esse segmento. Ah, mas ele já se aposentou, vai fazer curso de quê? Para ele já acabou. Acabou o qu, ô cara pálida, se liga na missão, pô. Fala besteira. [risadas] Isso aí é o velho sem filtro que eu acho que eu vou ser, viu? Eu acho que vou dar muita preocupação. Tomara que não. Não, não desejo isso para mim.
Mas sabe o o pessoal costuma falar do tiozão do churrasco que enche a cara e fala um monte de besteira ou nem enche a cara, mas fica falando. Não é isso não. Eu tô falando do sem filtro quando você tem a a eu diria a iniciativa de falar sempre o que você acha das coisas, sem pruridos, sem constrangimentos. Isso pode ser algo positivo, mas pode ser algo complicado, né? principalmente para quem tá perto, que nem criança. Criança é sincerida. Então, pequenininha entra no elevador, aí a criança puxa a barra da saia da mãe, apontando para quem tá ali, pergunta assim: "Mãe, é homem ou mulher?" Olha que pergunta que não é para ser feito.
Quando a criança tá em dúvida, quem quem tá aqui é homem ou mulher? Então é outro tipo de situação, mas é sincero, a criança tá expressando uma uma curiosidade e os idosos sem filtro precisam eh de atenção também. [risadas] Eu acho eu acho um barato, cara. Eu acho um barato. Enfim, eh, saindo então do livro, vou recomendar aqui mais uma vez a coragem de envelhecer, a ciência de viver mais e melhor da Dra. Becca, com dois cês, Levy, editora Princípio Um. Recomendamos toda a obra que ajude você a seguir em frente com muita disposição, alegria, serenidade e leveza.
Seja pelo caminho da religião, seja pelo caminho da ciência, seja pelo caminho da filosofia, que você encontre um caminho que faça sentido para você. Esse é o selo de credibilidade de qualquer caminho, que ele seja um caminho de verdade para você. Não se iluda. É uma música bobinha da década de 1980, não é? Não me iluda, vou te esquecer. Você me perturba sem perceber. Não me iluda, vou te esquecer. Você me perturba. Acho que é assim a letra. Sigamos. Recomendação de Vou dar um toque hoje. Vou dar um toque. Tem dias que a gente recomenda ajuda a uma instituição. Tem dias que a gente dá um toque. O toque que eu vou dar é o seguinte: seja um bom gestor de si mesmo. Olha que coisa.
Nós precisamos nos administrar bem, porque em última instância nós precisamos ser os responsáveis pela condução do nosso destino. Você vai ter muitos aliados e pessoas que não te querem bem por perto. Você vai ter muitos conselheiros do bem e do mal. Você vai ter pessoas no plano da matéria encarnados. encarnadas e pessoas desencarnadas também querendo interferir em decisões tomadas por você, mas em última instância você é a responsável ou o responsável pelo que lhe compete fazer na condução dos seus atos, porque existem outras ocorrências aleatórias à sua vontade. Você não tem o controle. E é bom a gente também não ter a pretensão de controlar tudo, porque isso vira um uma patologia, tá?
Isso vira um problema. Pode ser até grave a pessoa que sofre desnecessariamente porque não tem o controle de tudo que ela gostaria de controlar sobre a vida dos filhos, do marido, o controle das coisas, das rotinas de trabalho, o controle de como a vizinhança deve fazer ou deixar de fazer. Claro que você não tem o controle. É bom aprender a lidar com essa situação. Quanto mais cedo, melhor. Até para tirar esse fardo, esse estresse. Ah, eu não tô conseguindo fazer. Mas você não conseguiria. Aquilo não é da sua alçada, não é da sua competência. Então, sai daí. Esse lugar não te pertence. Agora, o que te diz respeito, você não pode abdicar, você não deve desistir de propósito ou por ignorância.
Ah, não sabia que eu podia fazer. Claro que sabe. Sabe o que lhe compete fazer? Que seja feito com discernimento, consciência, com a devida calma. a calma possível, que você faça as melhores escolhas. E ainda que lá na frente essas escolhas não sejam as melhores, isso não é nenhum problema ou demérito, porque por vezes a gente vai constatar que é errando o que se aprende. Poxa, eu escolhi um caminho que eu achava que ia dar em algo bem interessante, mas não deu. Qual é o lado bom da história? Ótimo. Esse erro eu não vou cometer de novo. Outros eu poderia até cometer. Esse não, porque errando a gente aprende ou deveria aprender, não é isso? Isso vale para a eleição, tá?
Isso vale para cuidados que todos precisamos ter na hora de votar. Tô falando isso porque estamos no ano eleitoral. Prestar atenção. Então, autogestão, faça. Tome consciência do da parte que lhe cabe. O que não é da tua alçada ou competência, deixa para lá. a Deus pertence. Agora, o que tá no teu radar que diz respeito ao teu perímetro e é algo suscetível à sua atuação e eventualmente você tem a clareza de que precisa fazer ali algum movimento, alguma atuação, alguma intervenção, alguma mudança de rumo, algo precisa ser feito e você precisa fazer. Verifique, é para fazer, é para fazer agora. Que expectativas eu devo ter em relação a uma questão aonde eu posso interceder, entende?
Eh, seja um bom gestor de si mesmo para cuidar bem de você, para ter a melhor relação possível, a mais saudável, a mais ética, a mais bonita com as pessoas à sua volta. e cuidar bem da tua casa planetária. Nesse sentido, os astronautas da missão Artemis 2 deram sucessivas declarações maravilhosas, inspiradoras sobre como eles passaram a ter outras ideias, insights e impressões sobre a vida ao vislumbrarem a terra pequenininha e frágil, imersa na vastidão do universo. Eu acho tão inspiradoras as frases, as declarações dos astronautas. Eu fui pesquisar, já comentei aqui o efeito overview effect, o efeito da visão abrangente, né?
Quem vai pro espaço, não precisa nem dar volta à lua, entrou em órbita, viu a terra lá de cima, pesquise isso. Quantos astronautas voltaram diferentes do espaço, diferentes, sentindo as coisas diferentes, reordenando as prioridades, aquilo que era motivo de angústia deixou de ser. Não, isso não é tão importante. Tem outras coisas mais importantes para fazer aqui. Tudo isso é aprendizado. Só que a gente não precisa, vamos combinar, entrar em órbita, né, para se dar conta de quais seriam isso. Tem a ver com a autogestão, as prioridades da tua vida, o que valor você vai atribuir a certas questões que hoje te angustiam.
Imagine-se em órbita e voltando para a Terra, aquilo vai continuar depredando lá o teu juízo, a tua autoestima da besteira. Sabe os mil nadas da existência? Isso tá em alguma passagem. É uma mensagem de um espírito comunicante no Evangelho Segundo o Espiritismo, falando dos mil nadas da vida. A gente tem a competência de perder preciosa energia e tempo com assuntos que à luz da verdade são absolutamente desimportantes. Desimportante. Quer ver um exemplo de coisa desimportante que ocupa o tempo de muitas pessoas no Brasil? Não, de vocês. Fofoca na boa, fofoca.
Eu fico impressionado com a disposição que muitos de nós temos para perder precioso tempo e energia especulando sobre a vida alheia, fazendo, eu diria, digressões. Ah, eu acho que ele não devia fazer isso. Ah, acho que eu devia fazer aquilo. Mas você viu aquilo, você soube que não sei o quê. Você aí você fala: "Cara, onde isso vai dar? Pelo amor de Deus, né? Qual é a utilidade, a pertinência de tanto tempo que a gente gasta com esses mil nadas da vida alheia? Eu tenho uma teoria sobre isso. Pode estar muito errada a teoria, mas eu acho que a fofoca é uma maneira de você se distrair diante da urgência de prestar atenção em você mesma ou você mesmo. É como se fosse uma válvula de escape.
Eu sei que eu preciso encarar situações que reclamam atenção e atitude, me dizem respeito. São assuntos realmente relevantes. São assuntos que deveriam ter status de urgência, mas você vai na na rota da fofoca, você vai prestar atenção no que o outro tá fazendo, no que o outro tá deixando de fazer. Você viu como o outro tá se vestindo? Você viu com quem o outro falou? Você viu o que que o o carro novo que o outro comprou? Será que ele tem dinheiro para isso? Você viu que fulano tem o sobrenome e tal? Será que ele é parente de não sei quem? Pelo amor de Deus, para, para e pensa quanto tempo e que energia você dispensa quando faz esse tipo de declaração ou fica ali, sabe?
Ah, eu nunca fiz fofoca, mas eu não perco a chance de entrar numa roda de fofoca e ó, sabe quando a orelha faz assim, ó? Pessoa nunca falou nada, mas tá lá, ó. Conta, conta, conta, conta, conta, conta. [risadas] [suspirando] Eita, mundão de Deus. Quantas encarnações para uma pessoa deixar de ser fofoqueira? Olha, outra pergunta irrelevante, mas está no meu caderninho de perguntas lá. lá. Aliás, é uma esse esse é um bom exercício. Quando você desencarnar e tiver a primeira oportunidade de ter por perto, Deus queira que seja rápido, alguém que inspire confiança, o seu guia espiritual, quais são as perguntas que você vai fazer?
Essa é uma, esse é um, isso daria um bom papo das 9 especial de domingo. Quais são as perguntas que você acha que seriam as mais importantes quando desencarnar? Eu tenho assim de bate pronto mais de 10, mas eu não vou replicar aqui com vocês agora não. Jornalista vive de fazer pergunta. Eu ia fazer uma entrevista com o meu guia. Perguntas sobre mim, obviamente, curiosidades a respeito da minha última encarnação, eventualmente de encarnações anteriores.
Eu poderia até perguntar, embora eu tenha aprendido pela literatura espírita que isso não é determinado por você, o momento certo de acessar quem você foi em vidas anteriores, porque há que ter um cuidado, porque isso, essa informação pode de alguma forma determinar alguma desestabilização. São muitos os exemplos assim de pessoas, por exemplo, com quem você se desentendeu radicalmente num passado distante e que estiveram dentro da sua família, na última encarnação, trocando muita intimidade. É algo que você tem que estar preparado, né, para lidar com essa situação.
Para quem é reencarnacionista, pode não ser o caso, isso pode ser um problema irrelevante para você que não é reencarnacionista, isso não é um problema, tá? Entonces, eh, ontem feriado, eu não mandei no stories nenhuma pergunta, então não temos perguntas. Eu vou aqui me debruçar sobre eh um assunto que eu postei hoje de manhã, que é o trecho de uma live que eu participei com movimento Esgotei da Paraíba, que foi o primeiro programa da nova temporada do Cidades e Soluções, gravado naquele estado.
Na verdade, eu gravei em João Pessoa, capital da Paraíba, aonde um grupo de cidadãos e cidadãs se uniu para usar uma rede social, no caso o Instagram, para dar visibilidade a problemas relacionados a esgoto no lugar errado. Esse movimento cresceu para burro. Ele não apenas hoje reporta questões mal resolvidas na área do saneamento que resultaram numa pressão sem precedentes. Por isso que eu fui a João Pessoa ver de perto uma ação social que gera pressão no andar de cima e andar de cima é obrigado a se coçar pressionado pelo Ministério Público ou por ações judiciais. Isso é muito sério, muito importante, porque a democracia é uma panela de pressão ou também é uma panela de pressão.
Quem cala com sente. Tem um monte de coisa que você acha que tá acontecendo errado na tua cidade, no teu estado, no teu país. A pergunta é: o que você está disposto a fazer para reverter essa situação? Porque ficar em casa reclamando não vai mudar nada. Postagem e rede social não muda o mundo. Pode gerar um network, uma rede de contatos que se articule em favor de um movimento que tenha espaço no mundo real, concreto, não no mundo virtual. E o esgoteio foi pra rua, cara. vai para a rua o tempo todo mostrar, denunciar, registrar, participar de audiência pública, convocar a população, se quiser conhecer de perto, eles estão fazendo isso mais recentemente.
Quiser fazer uma jornada de visitação a um lugar aprasível, aonde os biólogos, os especialistas do Esgotei vão explicar a riqueza daquele bioma, daquele ecossistema. É um trabalho bem legal. Muito bem. Tudo isso para dizer, eu compartilhei hoje de manhã uma postagem no Instagram de um trecho de uma live que eu participei há cinco semanas eh antes desse programa ir ao ar com os amigos do Esgotei que fizeram esse recorte, postaram na rede deles e eu repliquei e coloquei na na minha página no Instagram. Vale a pena depois dar um confere. Porque tem a ver com o momento que a gente tá vivendo, tá? Eu disse exatamente o seguinte: quem é o secretário municipal de meio ambiente na tua cidade?
Você sabe quem é? Quem é o secretário estadual de meio ambiente no seu estado? Você sabe quem é? Então fica de olho, porque o que eu disse foi a escolha do nome desse secretário ou dessa secretária define muito o rumo, a prioridade, o interesse e a importância que o prefeito, no caso do município, ou que o governador, no caso do estado, dão a questão ambiental. E eu disse, eu conheço muitas secretarias ocupadas em nível municipal ou estadual, lamento dizer, ocupadas essas secretarias por pessoas que foram colocadas ali sem ter traquejo, conhecimento, nem afinidade com a questão ambiental. Aí você vai perguntar: "O que que elas estão fazendo ali?" Ah, essa é a pergunta que vale ouro.
Elas estão ali quase como uma figura decorativa do mandatário, de quem a colocou ali, para não incomodar, não atrapalhar. Aí começam a derrubar árvore na sua cidade, desprezam o uso da bicicleta como meio de transporte, desprezam a reciclagem ou a compostagem do lixo seco e do lixo orgânico. Permitem a especulação imobiliária com mudança do plano diretor, elevação do gabarito, mudança na lei de uso do solo. Aí você fala: "Cadê o secretário de meio ambiente?" que tá lá sem incomodar. Ele não tá ali para fazer a parte dele, o que se espera dele. E veja, é muito importante a gente refletir sobre isso, porque estamos no ano eleitoral.
Não haverá eleição municipal, mas haverá eleição para governadores e para presidente da República. Se você tem algum interesse na questão ambiental, algum interesse na questão climática, você já tem desde já, porque essa campanha não começou formalmente, mas já tá tá acontecendo. que você entenda qual é o compromisso do seu candidato ou da sua candidata com esse assunto. Não espera para ver depois. Eu já disse, eu conheço muitas situações em nível municipal, estadual que essa pasta é ocupada por pessoas que eu não vou julgá-las. Podem ser pessoas excelentes, podem ser pessoas éticas, podem ser pessoas de bem, mas elas não têm traquejo, conhecimento ou afinidade com o tema.
Elas aceitaram ocupar um cargo para engrossar o currículo. Agora, esse currículo pode ficar muito sujo, muito manchado num mundo que experimenta uma crise ambiental e climática sem precedentes e que no Brasil, que é um dos países mais vulneráveis a essa crise climática, a gente ter analfabeto ambiental ocupando secretarias de meio ambiente, estaduais ou municipais, é muito sério. Eu vou contar aqui, não é fofoca, [risadas] não é fofoca, até porque é um assunto que já teve visibilidade quando aconteceu.
Eu respeito muito o posicionamento de alguns ministros do meio ambiente que quando convidados pelo presidente eleito para assumir a função, sabiam que o presidente é o dono do cargo e tem todo o direito de dizer: "Fulana ou fulano, eu não quero que você atrapalhe esse projeto, que eu sei que você é contra, mas é um projeto estratégico para mim. Eu mando em você, que você é meu ministro ou minha ministra, você vai tocar esse esse projeto aí. É duro. Você não faz só o que você quer da vida, no trabalho ou no governo. Você faz às vezes o que tem que ser feito, questões às vezes de sobrevivência política.
Eu conheci e na época isso veio à tona, duas situações envolvendo dois ministros do meio ambiente que eu conheço que antes de aceitar o convite pro cargo, tiveram cuidado de levar para o presidente que o convidou uma listinha trazendo todas as situações em que esse ministro ou essa ministra antes de aceitar o cargo, disse: "Eu serei o seu ministro, eu serei a sua ministra, mas eu preciso que o senhor leia o que para mim é innegociável. Isso daqui, isso daqui, se o senhor resolver fazer o que eu sou contra, eu pego meu chapéu e vou embora." Só para a gente deixar claro que numa relação hierárquica manda quem pode, obedece quem tem juízo.
Mas antes de você aceitar o cargo, pelo menos dois ministros que eu conheci, eu posso até dar o nome deles, porque isso foi público à época, um foi o Carlos Mink e o outro foi a Marina Silva. chegaram e disseram: "Isso daqui eu não aceito. Eu não consigo me imaginar validando essas questões aqui. Se o senhor quiser eh que eu seja ministro ou que eu seja ministra, tudo bem, mas eu não vou embarcar nessa." E aí a prerrogativa de manter a ideia de confirmar no cargo, manter o cargo para aquela pessoa é de quem convidou. Já foi avisada. Já foi avisada. Então, gente, a gente tá precisando, eu diria, de cultura política, entender do que se trata. Não adianta chorar o leite derramado.
Ah, tão tirando as árvores da minha cidade. Ah, porque tão destruindo aqui a política de coleta seletiva de lixo. Ah, porque ninguém tá cuidando das ciclovias. Não temos aqui estímulo ao uso de bicicleta, qualquer coisa na área ambiental. São muitas políticas. Não adianta chorar o leite derramado depois. Então se liga, haverá sempre candidatos mais comprometidos e candidatos menos comprometidos com essas ideias pelo que eles fizeram, pelos que eles defenderam, pelo que eles realizaram. Tá bom? Buenas. Ah, o Rafael Detite tá dizendo que a política é podre. Olha, Rafael, obrigado, viu?
A gente hoje não se programou para escolher temas com perguntas, mas eu preciso dizer, a política não é podre. A política é necessária, ela é urgente, ela é importantíssima. Algumas pessoas fazem o mau uso da política, então não diria que a política é podre. Algumas pessoas não honram os cargos que ocupam. Isso precisa ser diferenciado, porque a gente generalizar a podridão dizendo toda a política é podre, a gente tá dando munição pro inimigo, a gente tá abrindo a porteira do galinheiro pra raposa. Porque tudo que o ma político quer é ver a gente dizendo: "Ninguém presta na política, isso não serve para nada, tá todo mundo vendido, é todo mundo corrupto". Creia.
É isso que os corruptos querem. É isso que eles querem. A descrença generalizada, nada funciona. Ninguém que entre na política presta. E aí você cria o ambiente perfeito para quê? Para nada [canto] mudou. Oh oh, nada [canto] mudou. ou ou meu amigo Léo Jaime, aí não muda mesmo. Por que que não tem gente, não tem tanta gente boa se candidatando? Porque temos a cultura do política é podre, na minha opinião. Não sou dono da verdade. Quanto mais a gente replicar isso, mais esse ambiente vai se tornando progressivamente tóxico e a gente vai se eh desencantando, dizendo: "Não tem jeito, coisa tal". Tudo passa pela política.
Se você virar as costas para a política, eles tomam de assalto a República e fazem do jeito deles, atendendo aos próprios interesses privadinhos em detrimento dos direitos coletivos, né? Eh, ó lá, Ângela Palma tá dizendo: "Ainda tem políticos com valores, vamos pesquisar". É isso aí, Ângelo. Eu sou desses também. Aliás, como jornalista, é claro que eu não vou dar nomes, mas eu conheço políticos sérios, honrados, eh, que sofrem por serem ou se sentirem por vezes minoria, né, para certas votações, certos movimentos, eles se sentem minoria. A Bruna Posebon tá dizendo que Jesus foi um grande político. A política é fundamental.
Se a gente entender a política como a manifestação de opiniões, de posicionamentos sobre a vida em sociedade, a gente vai emprestar uma elasticidade semântica à palavra política, porque política a gente só associa político profissional de partido. Fora da política partidária não há política. Fora do político profissional não há política. Isso é falso. Isso é fake news. Quando você reclama do preço da gasolina, você tá fazendo política. Quando você defende que o Sistema Único de Saúde tenha mais recursos e mais presença na vida das pessoas, você tá fazendo política.
Portanto, toda vez que você se posiciona e você conversa com as pessoas dizendo: "Isso tá certo, isso tá errado, tem que fazer isso, não, não pode fazer aquilo, com toda a franqueza, gente. Isso é política. Isso é política. Então, fazemos política mesmo quando não nos damos conta disso. Agora, é a política que não tá vinculada a partido, nem a um projeto específico de governo. É uma ideia de gestão, porque a gente vive em sociedade e a política alcança exatamente essa dimensão da vida em sociedade. Arma Estú SL tá falando, falta muito uma educação política. Falta.
Eu já disse aqui, eu tenho uma inveja muito saudável dos argentinos, porque eu percebo no nosso continente o esse país vizinho, ter uma população que tem essa noção da importância da política. Ah, mas eles elegeram Milei ou já elegeram anticorruptos lá do eh de outras correntes ideológicas e etc? Peronistas, né? Você vai dizer, eles talvez estejam com a mesma dificuldade do Brasil. você vai ter um funil com pouca renovação de quadros, de lideranças e aí você tem uma dificuldade de ter representatividade. Como tá difícil encontrar alguém que pense como eu. Como tá difícil encontrar alguém que traga uma visão eh diferente das coisas que eu tenho visto por aí.
Por que que falta renovação faltam novas lideranças? provavelmente, vamos colocar nesses termos, o desinteresse generalizado aqui pela política explique esse círculo vicioso. Na Argentina, provavelmente eu não tô tão antenado com a realidade local, os caciques dos partidos políticos também dificultam a vida das novas lideranças. É possível. Agora veja, o chefe de estado da Espanha, vocês estão acompanhando esse é um jovem e ele tá brilhando, afirmando qual é o posicionamento da Espanha em relação à política truculenta do tacape, do uso da força como método em vez da diplomacia, de Donald Trump.
É muito bonita a forma como o líder espanhol tem eh com muita serenidade, com muita tranquilidade, baseado em princípios e valores universais de convivência, de solidariedade, de cooperação internacional e de enfrentamento dos problemas sem partir para a porrada antes de construir uma rota que dá trabalho mesmo de convergência na busca por um acordo possível. Eh, e essa essa indisponibilidade pro diálogo é um dos maiores males da atualidade, na minha opinião. Queridos, tá chegando ao fim o papo das 9. Agradeço a participação numerosa hoje para meio de feriado, assim, maior galera participando, ó. Obrigado, tudo de bom.
Lembrando que o papo fique estocado no YouTube, no nosso canal no YouTube, vai lá para ajudar a replicar, curtir, endereçar quem você acha que deva receber essa mensagem ou um trecho da mensagem, tá tudo lá no Instagram. Seguimos em frente com força, coragem e fé. Tudo de bom. Até sexta. estarei por aqui.
