Relacionados

É possível mudar o mundo com pessoas indiferentes? | Papo das 9 #1029

Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)

Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

caminhar [canto] ao seu lado. [canto] Uma um piquenique de manhã bem cedo, tato seu corpo. Tchã tchã tchã tchã tch tch tch. É mais que um pique. É um banquete tanto tã para matar minha fome de lenhador, saciar minha sede, aumentar o calor.

Tem que ser um lance legal, tem que ter um certo sabor, muita calma durante loucuras no final. Meu momento é agora. Meu caminho é feliz. Se há uma crise lá fora, não fui eu que fiz. Então viverá um lance legal.

Tem que ter um certo sabor, muita calma durante loucuras no final. Ó, Guilherme Arantes, 50 anos de carreira, né? Acho que o show dele no Rio vai ser em setembro. Já tô ligado desde meu mundo e nada mais, que é uma das preferidas da minha vida. Assim, quando fui ferido, vi tudo mudar, toda aquela paz que eu tinha.

Guilherme Arantes, meu só musicão. Beijo pro Guilherme Arantes. Eu não conheço pessoalmente, adoraria. Acho uma pessoa muito inspirada. Um dos grandes.

Um dos grandes. Vamos lá. Hoje tem muito que dizer. Foi o dia da terra, né? Essa semana nós tivemos o Dia da Terra que inspira parte do Papa das 9 de hoje.

Inspira um saudável ativismo que todos nós deveríamos ter e acalentar, porque não adianta desejar, não adianta sonhar com um mundo melhor, a gente precisa fazer a nossa parte. Então, vamos refletir um pouco sobre isso. Até do ponto de vista terapêutico, é bom arregaçar a manga e fazer, porque isto tem um impacto positivo sobre o seu psiquismo no sentido de você perceber-se útil. Eu tô fazendo o que me cabe. Se vai dar jeito ou não vai, aí já não depende de mim.

No que depende de mim, eu tô fazendo a minha parte. E isso dá um alento, sabe? Isso coloca você assim numa vibe legal, penso eu. Vamos em frente. Alô, pastorino.

Câmbio. Alô, alô, Marciano. Aqui quem fala é da [canto] Terra. Para variar, estamos em guerra. Você não imagina a loucura.

O ser humano [canto] tá na maior fissura porque tá cada vez mais down no R society. Down down down high sideide. Vamosbora, pastor indo. Para onde vamos? Que eu seja um meio adequado, uma ferramenta útil, um instrumento fiel.

a página que abriremos nessa manhã e que ela seja de alguma forma inspiradora de uma reflexão para onde vamos. Ih, para onde vai o dedinho. Ih, bi 253. Não se envergonhe de ser humilde. A humildade consiste no conhecimento perfeito daquilo que somos e podemos, sem fantasiar-nos com qualidades que não temos.

Humildade não é posição de corpo, nem tom. É posição de espírito que sabe o que é e o que pode. E não precisa manifestar-se aos outros. vale para si mesmo. Seja pois humilde.

Essa mensagem me faz lembrar da importância da gente não falsear a realidade, não mentir e não ser, não investir tempo e energia simulando o que não se é. Porque a verdade mais cedo ou mais tarde virá à tona. Se você se apresenta ou se coloca numa prateleira, num lugar da sala onde você não está de verdade, no lugar da sala, não, da mesa, né, em que você não merece estar, isso haverá de causar dor em algum momento para você. Em bom português, você será desmascarado. A natureza é sábia e as dinâmicas do universo nos colocam sempre frente à frente com a realidade inexorável daquilo que somos, daquilo que o mundo é.

Então, é melhor a gente assumir quem a gente é. Eu sou o que eu sou. E isso é, essa é uma informação muito valiosa, você saber quem você é. Porque você vai se escorar e vai se sentir seguro, bem assentado naquilo que é a sua área de domínio, é onde você já aprendeu alguma coisa. E você não vai simular, falsear, mentir, atribuindo-se alguma condição superior por aquilo que você não construiu, não amadureceu, não pavimentou.

Você é o que você é. E todos nós estamos na mesma condição de mais sabermos do que sabermos. Todos somos ignorantes. Todos somos ignorantes. Todos.

Então, eh, arvorar-se numa condição superior, no melhor estilo, você sabe com quem você tá falando, é ridículo, é humilhante. Uma pessoa que precisa dizer isso é uma pessoa que se escora numa imagem, se escora numa condição social ou profissional que não lhe deveria ferir valor. Não se mede a importância de alguém pelo salário que ela tem, pela profissão que ela ocupa, né? eh pelas condições sociais, porque isso não define você totalmente. São características da sua personalidade e da sua condição de vida no momento, mas essencialmente quem você é.

Então, descobrir-se a aventura do autoconhecimento eleva o foco, a lucidez e a percepção de quem nós realmente somos. E nós não somos tudo aquilo que a gente invariavelmente acha que é. Então, esse verniz colocando a gente um degrau acima nos convém. O que eu tô entendendo da mensagem do pastorino é a gente não se envergonhar de ser humilde. Eu fico sempre muito emocionado quando eu vejo [limpando a garganta] os casos que vão parar nos jornais ou nas redes sociais de jovens universitários que são egressos de famílias muito humildes em que pai ou mãe ou uma mãe solteira, uma pãe que é a mãe e pai ao mesmo tempo, o homem picou a mula, eh, ou por alguma razão não pode estar junto.

E aí a mãe que que não teve a escolaridade completa, que trabalha em não sei quantos lugares fazendo faxina ou qualquer [limpando a garganta] outra coisa, consegue formar o filho. Vejam a grandeza dessa pessoa. Como é que você deixa de reconhecer o imenso valor que ela possui? Você vai julgá-la pelo fato dela não ter escolaridade completa, não ter um bom salário, não morar numa casa eh no endereço, num CEP considerado prestigiado. Você vai medir a pessoa com quais indicadores?

Porque o que esta mulher ou uma família de origem muito humilde do ponto de vista dos recursos materiais, conseguir colocar um filho na universidade e garantir a formatura dele, como é que você situa esta pessoa ou este casal, pai e mãe, que não completou a escolaridade, não tem um salário que permita não se endividar no final do mês, mas garante o pagamento dos custos da formação em nível superior do filho ou da filha. Tô pegando um exemplo. É algo gigantesco, é algo enorme, é algo espetacular, Então, as aparências enganam e a gente precisa descobrir a força do exemplo, porque o exemplo constrange. perfeito daquilo que somos e que podemos, sem nos fantasiar com qualidade que não temos. A verdade, você é o que você é com seu seus defeitos e suas virtudes, os defeitos normalmente mais numerosos que as virtudes, porque essa é a nossa condição nesse momento da história, nesse nível evolutivo em que estamos nesse planeta.

E a vida segue sem julgarmos pela aparência e sem procurarmos falsear a realidade para cacifar na imagem que são é construída a seu respeito. É muito complicado isso. Na área ambiental a gente pesquisa o green washing, a maquiagem verde, quando se investe mais em publicidade, dizendo que você é absolutamente respeitoso com o meio ambiente, que você cuida do meio ambiente, que você faz a diferença pro meio ambiente, mas a realidade não é essa. Então, a publicidade tenta construir uma imagem que não se sustenta. Percebe?

É uma distorção, é uma distorção humilhante, vergonhosa, vergonhosa. Cada um dando o passo do tamanho da perna, fazendo o seu melhor e assim vamos construindo essa aura de humildade. Você não precisa ficar exaltando as poucas qualidades que possui todos nós. [risadas] A gente tem que fazer a nossa parte. serenamente.

É isso que tá acontecendo, é isso que eu consegui fazer, é isso que eu sou, respeito. Porque essa é a verdade que me diz respeito. Eu eu eu sou o que eu sou e Deus sabe quem eu sou. Ainda tem essa. Para quem acredita em Deus, quando você falseia a realidade, há algo ali que tá fora de sque, como a gente diz na televisão, fora de sincronia.

E aí dá ruim, não é bom? Vabene, sugestão de livro na semana em que celebramos o dia da terra já passou. Eu vou recomendar um livro que eu já falei dele aqui chamado O livro da Esperança, Jane Godal. e Douglas Abrahams com Gale Hudson, um guia de sobrevivência para tempos difíceis. Ela que é a naturalista mais célebre do mundo, se notabilizou no estudo dos chipanzés, tem inúmeros vídeos dela na África cuidando de chimpanzés que eram massacrados pela captura, caça ou desmatamento ilegal.

Ela que inspirou a criação de parques, de organizações e de fundações de proteção e de conservação do meio ambiente. A primeira pessoa a estudar os chipanzés, eh, usando a metodologia científica. Ela já desencarnou há relativamente pouco tempo. Nas últimas décadas viajou pelo mundo, partilhando seus conhecimentos e graças eh e denunciando as grandes ameaças à humanidade, que segundo ela, são três: mudança climática, destruição da biodiversidade e a desigualdade ambiental. Escreveu vários livros para adultos e crianças.

foi retratada em incontáveis documentários e publicações. Foi mensageira da paz das Nações Unidas e por ser britânica, a honraria do Império Britânico, recebendo a comenda dama do império britânico. Eu acho graça assim, porque soa algo um pouco antiquado, né? dama do império britânico. Deve ser uma tradição longeva que se repete e ainda bem que ela é merecedora, né?

Eu quero saber se todas as damas do império britânico tem esse grau de honra, distinção, mérito que a Jenny Gudal tem. Então eu vou eu vou comentar aqui, olha só a crítica do Financial Times ao livro. Jane não vê o mundo em cor de rosa, mas argumenta com lucidez e convicção que a espécie humana só chegou até aqui porque manteve viva a esperança. E aí ela escreve na orelha do livro o seguinte: "A esperança é um conceito frequentemente mal compreendido. As pessoas tendem a acreditar que ela não passa de um pensamento passivo, um desejo vão.

Eu tenho a esperança de que algo vai acontecer, mas não ajo para que aconteça. Aí diz ela, na verdade, esse é o exato oposto da verdadeira esperança que requer ação e engajamento. Diz ela. Muitos percebem o estado desesperador em que se encontra o planeta, mas nada fazem porque se sentem perdidos e desesperançados. Por isso esse livro é importante, pois vai, assim, espero, diz ela, ajudar as pessoas a perceberem que suas ações, não importa quão pequenas possam parecer, realmente fazem a diferença.

O efeito cumulativo de milhares de ações éticas pode ajudar a salvar e a curar o nosso planeta para as gerações futuras. Lindo, lindo. Então, olha só, o o prefácio tem o título Um convite à esperança. Primeiro capítulo, o que é a esperança? Segundo capítulo, as quatro razões de Jane para ter esperança.

O outro capítulo, a resiliência da natureza, ou seja, a capacidade da natureza resistir às agressões. O capítulo seguinte é: O poder dos jovens. Seguinte, o indômeto espírito humano e o último capítulo, tornando-se mensageira da É lindo o livro e é um livro que traz, portanto, informações relevantes até do ponto de vista terapêutico. Não é, não foi a intenção dela, mas é a minha leitura, porque eu tô me lembrando de um psiquiatra aqui do Rio de Janeiro que eu citei um momentinho que eu esqueci de deixar o material da compostagem que tá dentro de um balde para coleta pelo ciclo orgânico. Tá tocando interfone?

Pera aí. Opa. esquecido. Opa, cheguei. Desculpa.

Olha só que coincidência. Tô falando da necessidade da gente fazer a nossa parte. Abandonei vocês aqui. Desculpem, porque esqueci de deixar aqui na porta do apartamento o balde, aonde eu coloco restos de fruta, legume, verdura, casca de ovo, matéria orgânica que ia já há vários anos não vai mais para terro de lixo, porque isso vai virar adubo à organização ciclo orgânico que define pelo peso do seu lixo orgânico, um valor mensal. Eh, ah, André, mas a maior parte do lixo no Brasil vai parar em aterro e a maior parte do lixo que vai parar em aterro se decompõe sem utilidade ou serventia, apodrece.

E eu tô fazendo a minha parte. Desculpa, eu não tô aqui para falar de mim. Eu tô falando, houve uma coincidência aqui que tocou em telefone, é o, é o seu Rubenilson, meu porteiro, dizendo, ele sempre diz assim: "Olha, não vai esquecer o balde, que de vez em quando eu esqueço de deixar o balde na porta que eles trocam o balde, né? Esperança, a gente faz a nossa parte. Essa história do baldinho, por exemplo, é interessante porque os vizinhos ficam curiosos porque eles vêm buscar o balde.

Aí fala: "Que balde é esse? É para quê? Que que é isso? Ah, dá para fazer isso? Ah, isso vira adubo.

Você vê que as minhas plantinhas aqui atrás, ó, verdinhas, viçosas, com adubo que vem do meu lixo, que eles devolvem para mim. Então, tem um ciclo que me parece fácil, simples de fazer. Eu gostaria que todas as cidades brasileiras fizessem isso. Não é o que acontece, mas aí a Jane Godal fala: "Faça sua parte, seja alguém que pratica o que acredita, que é disso que se trata". É disso que se trata.

Eu vou encerrar aqui a apresentação do livro. Na quarta capa tem um resumo. De onde podemos girar forças quando tudo parece desesperador? Nesse livro, a naturalista mais célebre do mundo trata de uma característica humana fundamental para enfrentar as adversidades, a Com a sabedoria de quem dedicou a vida à natureza, Jane Godal explica porque, apesar da crise climática, da perda da biodiversidade, das turbulências políticas, [roncando] ainda acredita na humanidade na construção de um mundo melhor. Ela apresenta quatro razões para mantermos essa chama viva dentro de nós.

O maravilhoso intelecto humano, a resiliência da natureza, o poder dos jovens e o endômito espírito humano, que são os capítulos que eu falei para você. Ela revisita as memórias como pesquisadora na África, a relação científica de pesquisa com chipanzéis, pequenos e grandes dramas que testemunhou e viveu. Das suas vitórias, das suas derrotas, emergem pistas valiosas para cultivarmos a esperança em nós mesmos e ensinarmos nossos filhos a tê-la. Só assim seremos capazes de superar novamente os momentos difíceis. Meus amigos, eu tava falando aqui antes de correr para abrir a porta, abrir a porta e deixar o balde na porta com matéria orgânica do Dr.

que é um psiquiatra que certa vez eu fazendo reportagem sobre depressão, ele disse uma pérola que eu resolvi publicar no livro Viver é a melhor opção, a prevenção do suicídio no Brasil e no mundo. Essa história já foi dita por mim aqui, mas eu não tenho problema em repetir que o público nem sempre é o mesmo. Enfim, eh, ele disse que tinha uma clientela bastante numerosa de pessoas diagnosticadas com depressão e, por vezes, uma parcela dos seus clientes manifestava impaciência dizendo: "Doutor, eu já tô com o senhor há muito tempo, tô tomando lá o antidepressivo, tô vindo aqui, mas não tá adiantando, eu tô querendo acelerar o passo, tá tá tá brabo o negócio." E ele disse para mim assim: "Quando há essa manifestação de impaciência, eu costumo fazer uma proposta que é a seguinte: "Ah, eu tô entendendo o que a senhora o senhor tá falando. Então eu vou lhe fazer a seguinte recomendação. Reserve uma parte do seu da sua semana.

Podem ser 5 minutos, meia hora, 1 hora por semana. O tempo você define para realizar algum trabalho voluntário. Qualquer um pode ser ajudar pessoas em situação de rua, ajudar animais abandonados, ajudar em projetos de coleta seletiva, a biblioteca comunitária, o orfanato da tua rua, o que você quiser. Dedique parte do seu tempo a isso e depois me diga como é que foi. Aí o Dr.

Bender diz que parte da clientela fica indignada. Eu tô pagando pro senhor resolver os meus problemas e o senhor tá pedindo para eu resolver o problema dos outros. Eu não tenho condição. Eu sou uma pessoa com depressão. O senhor não merece mais a minha consideração a Deus.

E outras pessoas dizem: "Mas doutor, eu tenho depressão". Aí ele fala: "A sua depressão". Porque depressão em certos níveis mais preocupantes, de fato, há o cuidado do psiquiatra, do psicólogo, de recomendar alguma cautela para certas atividades. a pessoa ainda não tá à vontade para fazer esse movimento, mas em boa parte dos casos, o depressivo, ainda que ele não tenha ânimo e não tem mesmo, depressão é coisa séria, transtorno de humor, mas que ele pelo menos, ainda que sem vontade experimente 5, 10 minutos por semana, meia hora por semana, a parcela dos clientes do Dr. Vinder que aceita essa proposta.

Segundo ele, quando volta ao consultório, invariavelmente relata algo surpreendente no sentido de que primeiro nunca agrava a situação da depressão, nunca. E invariavelmente as pessoas relatam certo alívio quando não uma trégua benfazja do transtorno depressivo. que naquele instante em que elas estão pensando em fazer algo de útil para alguém, para alguma obra, para algum projeto, elas esquecem da própria depressão, esquecem do próprio incômodo, da própria dor. E isso é algo que conspira em favor do tratamento. Isso acelera processos.

Isso foi o que o Dr. Ainder falou e eu publiquei isso no livro Viver é a melhor opção. Achei interessante o relato porque de fato todas as pessoas que fazem trabalho voluntário que eu conheço, quando eu falo todas, são todas, tá? Todas, não é uma ou outra. Elas reportam um nível de satisfação que é mais ou menos intenso, mas que invariavelmente implica numa eh como se fosse uma saciedade.

Não, eu consegui me engajar num trabalho que me deu retorno, não um retorno financeiro porque é voluntário. Eu não tenho mais likes e curtidas, porque esse trabalho eu não coloco nas redes sociais, porque ele, na verdade, não é para me projetar nas minhas redes, é um trabalho para me ocupar dignamente, ajudando quem precisa, sem que isso seja objeto de qualquer publicidade. O objetivo não é a publicidade, o objetivo é a autoestima. Eu tô fazendo algo que eu considero importante, isso me ajuda a seguir em frente. Então, veja, cada caso é um caso.

O especialista que cuida da pessoa com depressão, haverá de ver o momento do tratamento se ela está ou não apta, isso é muito importante, a se desdobrar na direção de quem precisa ou de algum projeto que a ocupação do tempo lhe faça bem, eventualmente sem ter contato com dor e sofrimento você pode arrumar uma biblioteca, uma livraria comunitária, você pode ajudar na faxina de uma instituição que você quer ajudar, você não tem contato com outras dores. Você tá consumindo seu tempo e sua energia em algo laboral. Ó lá, a Suel Eli tá falando labor laboraterapia, É algo que mexe com o psiquismo da gente. É algo legal. Tá bom?

Então fica aqui a dica. O livro da Esperança, Jane Godal. em favor desse saudável ativismo, que é a minha recomendação para hoje. Reflita você sobre a importância do ativismo. Muita gente usa a palavra, vou procurar no dicionário, no pai dos burros aqui, o que seria ativismo, que é uma palavra que tem um certo estigma.

você é um ativista, normalmente associada a uma radicalidade, a uma a um movimento apaixonado que tem esse componente do radicalismo, né? Você é um ativista. Pois bem, eu acho o ativismo não apenas necessário, importante e urgente, como acha o ativismo um predicado moral maravilhoso. Se você parar para pensar pensar quais são as pessoas que você mais admira na história, possivelmente boa parte dessas pessoas terão sido ativistas. Jesus Cristo foi um ativista.

Ele percorreu durante 3 anos aquela parte do mundo do Oriente Médio, fazendo pregações na direção do que ele acreditava ser a bússola moral para a humanidade reduzir o estoque de dor e sofrimento que padecia. Ele foi um ativista. Seus apóstolos foram ativistas. São Francisco de Assis quando abandonou, eu tô falando de exemplos assim, eh, bem, eh, escolher a palavra certa, conhecidos e de ruptura das rotinas dessas pessoas para levar à frente e a cabo um ideal. O ativismo é a consagração da sua vida em prol de uma causa.

Não precisa ser igual a Jesus ou a São Francisco que fez o mesmo. Aí você pega Maratmagand, Luther King, Chico Mendes. Assim, a história da humanidade tá, eu diria, plena de exemplos de pessoas que enxergaram lá uma causa justa. nobre e se identificaram a ponto de se pautar por essas causas. São ativistas.

Então, vamos lá. Que que é ativismo? Ativismo é a prática de engajamento direto e ações concretas para promover mudanças sociais, políticas, ambientais ou culturais, engajamento direto, ações concretas, porque é isso que muda o mundo. É isso que muda o mundo. Ah, eu queria um mundo melhor, um mundo mais justo.

Eu queria um mundo de paz. Ótimo, também quero. A pergunta é: o que cada um de nós estaria disposto a fazer para alcançar esse objetivo? Aí é que o bicho pega. Que é claro que é muito mais fácil fazer postagens bonitas dizendo: "Sejamos todos amorosos.

Viva Jesus! Viva Francisco, viva isso, viva aquilo. Chico Xavier foi um ativista. [risadas] Ninguém até hoje chamou Chico Xavier de ativista. Ele foi um ativista porque ele abraçou com tamanho engajamento a causa da mediunidade que ele falava, mediunidade de Jesus, assim, inspirada em Jesus, orientada pelo Espiritismo para entregar-se como instrumento à ação de desencarnados que através dele ofereceriam informações, mensagens, consideradas importantes na crença ali de Chico Xavier, não haveria outra forma de lidar com esta causa que não na condição de ativista.

Ele ele a praticou engajamento direto e ações concretas. Vejam a relevância do ativismo. Ativismo é você fazer o que você acredita. fazer mesmo. Ah, eu queria que fosse assim.

Ah, eu acho que o certo é aquilo. Ah, eu entendo que a gente não deveria mais perder tempo errando desse jeito. OK. A pergunta volta a ser a mesma. O que cada um de nós está fazendo?

Que tempo da tua semana? Nem tô falando do teu dia. Que tempo da tua semana eventualmente você resolveu consagrar aquilo que faz o teu olhinho brilhar, aquilo que faz o teu coração bater mais forte. Porque é disso que se trata. Eh, tem uma frase que eu acho muito interessante, que eu vivo repetindo, mas eu não sei se não é aquele que limpeza do rio é um político que já desencarnou, eh, Ross Perot, ó, Ross Perot, que é um político que já desencarnou e era conservador.

Eu eu não acho que esse político na sua biografia enquanto político seja alguém que esteja acima da média, não. Mas a frase dele é acima da média, [risadas] que ele diz o seguinte: "O ativista não é aquele que diz que o rio está sujo. O ativista é aquele que limpa o rio. Todo mundo vai ter o que falar sobre os problemas do mundo, da tua cidade. essa cidade.

Olha lá quantos fazem de fato algo. Percebe o que eu digo? Eu tô aqui, gente, eu não tô querendo gerar angústia, ansiedade. Eu tô eu tô sugerindo uma reflexão. Eu acho que a gente enquanto humanidade há muito tempo, não é de agora, está sendo instigada a humanidade a perceber que, não obstante as boas intenções que tem o seu mérito, não percebeu ainda essa humanidade que de boas intenções o inferno tá cheio, como diz o ditado popular, de boas ideias, de boas intenções.

O inferno tá cheio. Eu já disse aqui pela psicografia do Chico, que eu citei agora h pouco, André Luiz reporta que a maioria dos desencarnados já na outra dimensão, quando se descobrem desencarnados, ou seja, já não tem o meu corpo físico, eu tô em outra dimensão. Quando compreendem isso, a primeira constatação da maioria dos desencarnados é se arrepender daquilo que deixou de fazer na Terra. É interessante, não é nem se arrepender do que fez, é se arrepender do que deixou de fazer. Então, enquanto você e eu estamos por aqui, enquanto estamos nesse planeta na condição de encarnados, que a gente tenha, experimenta, não custa, experimenta, fica a dica.

A dica é: reflita sobre a importância do ativismo. É isso que vai aparecer, que a Ariane, nossa anja da Guarda Virtual aqui, vai colocar no cartazinho que vai ficar no stories com resumo do papo das no. A gente coloca qual é a mensagem, número da mensagem de minutos de sabedoria, bibliografia indicada, o livro que a gente tá indicando, e doação, sugestão de doação para alguma instituição que mereça crédito ou dica. Hoje eu tô dando a dica, reflita sobre a importância do ativismo. Quem tem criança ou adolescente em casa tem mais um motivo para se engajar em algum projeto, em algum trabalho voluntário, porque isto estará sendo considerado pelo jovem, pela criança, pelo adolescente, pelo jovem que tá vendo teus passos, tá se espelhando no teu exemplo, não é no que você fala.

O jovem não é bobo não. Ele percebe quando você tá falando uma coisa e tá praticando outra. Quando você faz o silêncio, assim, a pedagogia da atitude é constrangedora, porque contra fatos não há argumentos. Contra fatos não há argumentos. As pessoas são o que são.

Eu não gostaria, quando eu desencarnar, Deus queira que eu não tenha a mesma percepção relatada por André Luiz da maioria dos desencarnados. de me arrepender do que eu não fiz. Eu não quero passar por isso. Então, eu faço o que eu acho certo. Eu procuro fazer.

Claro que eu não sou perfeito, mas eu tô com essa régua na minha cabeça o tempo todo. Faça o que sabe ser o certo. Pratique o que sabe ser o certo. Exemplifique para você. Não é você se mostrar pros outros.

Pelo contrário, quando Jesus falou que a tua mão direita não sabe o que faz a esquerda, enfim, é porque esse tipo de movimento para ter valor, ele não pode ser um movimento egóico, publicitário de você. Ele tem que ser algo genuíno que brota de você e se resolve a partir do das não há testemunhas. Não tem ninguém ali para dizer e lá ele fez ou ela fez isso, fez aquilo. Não, não, não é você com você. Nunca estamos sós e o que importa é a aquisição de valores morais e éticos construídos e forjados a partir do exemplo.

Então isso te projeta, isso te empresta uma musculatura espiritual importante para seguir em frente. Sigamos em frente com as perguntas selecionadas pela Ariane, que está lá em Campina Grande, no Planalto da Borborema, na apasível Paraíba. Paraíba masculina, mulher machu pai. Paraíba masculina. Sim, senhor.

Tive João Pessoa esse ano trabalhando para caramba, mas matei as saudades. João Pessoa tá crescendo rápido, cara. Dá um medo, a um frio na barriga. Tomara que não aconteça em João Pessoa que aconteceu em alguns lugares do Rio de Janeiro. Mas vamos em frente.

Qual é o tema da pergunta que vários de vocês mandaram questionamentos ou reflexões? É possível fazer um mundo diferente com pessoas indiferentes? É a pergunta. É possível construir um mundo diferente, com pessoas indiferentes. Aí a Nádia Rodrigues um diz assim: "A indiferença é egoísmo".

Olha, a indiferença. Indiferença é uma palavra que costuma estar associada a algo negativo. Você se manteve indiferente. Aquilo não determinou nenhuma resposta sua. Então, a indiferença costuma ser associada a uma postura de não comprometimento, não resposta, não reação.

Então, a indiferença pode estar associada ao egoísmo. Eu não diria sempre. Eu não diria sempre. Eu tenho que ter esse cuidado e por isso vou buscar novamente no Pai dos Burros qual é o significado da palavra indiferença, que penso eu, costuma estar associada a algo negativo. Ó, dicionário, indiferença é um estado de apatia, desinteresse ou falta de emoção e consideração por alguém ou algo.

Então, de fato, a indiferença costuma ser uma postura muito dura de apagamento. A gente tá no mundo para interagir, a gente tá no mundo para perceber, a gente não tá no mundo no estado letárgico, a gente não tá aqui no modo chuchu, estado vegetativo. A gente tá aqui para ter interlocução, interação, aprender, nos alegrarmos, sofrermos, viver é isso. E a indiferença não nos permite a vida em plenitude. É o que eu acho.

Resumindo aqui um enredo, com a ajuda do dicionário, a indiferença pode ser egoísmo e ela não nos favorece. Como se nós, em vez de fingirmos que aquilo não acontece ou que aquilo não nos alcança, encararmos a situação de alguma maneira. Ainda que a sua resposta seja o silêncio, você não se manteve indiferente. É algo interessante filosoficamente. Eu teria que pensar mais sobre isso.

Cristiane Souza, a pandemia desmascarou as pessoas egoístas e insensíveis? Olha, uma pergunta interessante, do meu ponto de vista, sim, principalmente quem a despeito da orientação pelo isolamento social e a vacinação, orientou seus empregados a trabalharem sem que os patrões se envolvessem com o risco. Você ordenou: "Eu sei de cor as empresas, eu sei os nomes dos empresários, eu sou jornalista, atividade considerada essencial, eu não deixei de trabalhar durante a pandemia". E foi muito evidente a maneira como alguns empresários entenderam que deveriam orientar seus trabalhadores a manterem o pique, apesar da transmissão rápida, dolorosa, fatal, que resultou em mais de 700.000 óbitos no Brasil de quem se expôs ao vírus. Em algum momento da pandemia, os primeiros meses ou quase 2 anos de pandemia, nós ficamos expostos a esse morticídio.

E uma forma de nos protegermos era o isolamento social. Quem caminhou na contramão caminhou errado, segundo a ciência médica. E aí sim, a pandemia pode ter desmascarado quem agiu movido por egoísmo ou insensibilidade. Recoutinho, André, se a indiferença não precisa de fúria, ela pode ser mais perigosa que o ódio. Pode.

Mas assim, são várias as situações ou gradações de indiferença que não dá pra gente generalizar. Percebe? Quer dizer, a indiferença dos Estados Unidos em relação à resposta assimétrica de Israel ao atentado terrorista do Ramaz, criminoso, covarde, viu? Os terroristas do Ramais saindo de Gaza promoveram um ataque sem precedentes contra civis israelenses. O direito internacional deu a Israel o aval paraa retaliação.

Israel teria o direito de retaliar. O que que aconteceu? uma retaliação desproporcional com forças assimétricas, matando dezenas de milhares de crianças, idosos, mulheres civis, bombardeando hospitais, ambulâncias, escolas, igrejas, mesquitas, creches. Foi uma coisa completamente desproporcional. A indiferença dos Estados Unidos de Trump a isso é algo que a história vai cobrar.

Porque se nesse momento que eu tô fazendo o Papo das 9, houve uma trégua nos ataques de Israel ao sul do Líbano por conta do Resbol, que é outro grupo terrorista que está no sul do Líbano, essa trégua só aconteceu porque Trump exigiu de Israel. Israel obedece os Estados Unidos, mas os Estados Unidos fizeram vista grossa. Se quiser colocar nesses termos, a indiferença do governo Trump para com flagelo imposto aos palestinos será cobrado da história. Bom, Giovana Caleia, a indiferença diante do sofrimento alheio é considerada uma falta moral? Olha, sim, para quem é cristão, sim, não tem mais o que dizer, porque o cristianismo evoca em nós a necessidade de exercitarmos a compaixão.

A compaixão é se colocar no lugar do outro. Então, quando tem alguém em sofrimento perto de nós e nós optamos deliberadamente por não nos envolver, cada caso é um caso, cada situação tem a sua singularidade. Mas eu penso que cada situação de sofrimento nas nossas redondezas, na nossa área de convívio, precipita um pensamento que é devo ou não devo me apresentar ou me habilitar para tentar reduzir essa dor e esse sofrimento. Não entendo, é a minha opinião, que todas as pessoas em sofrimento ao nosso redor devem determinar que a gente parecela pessoa, porque senão você, dependendo de onde você está, você não faria outra coisa o dia inteiro, em casa, na rua, no trabalho. Agora, existem momentos em que eu acredito que na falta de uma palavra melhor, eu vou falar Deus coloca na nossa proximidade pessoas pra gente prestar atenção.

É a minha crença, pode não ser a sua. Eu acho que Deus nos precipita, por vezes na direção de quem está em sofrimento, sejam pessoas conhecidas ou desconhecidas, estranhas. E aí, isso não é por acaso, é pra gente tentar quebrar o grilhão, sair da bolha da conveniência da zona de conforto e dizer: "Posso te ajudar? Por que que você tá assim? Que que tá ao meu alcance fazer para te dar uma força?

Ou alguma palavra amiga? Fica assim: "Não, isso vai passar, estamos junto. Que que eu posso fazer? Entende o que eu digo? Não é uma resposta simples, mas o cristianismo nos ensina a não permanecer indiferentes à dor alheia.

Cada um vai entender isso como acha que deve. Sônia Fajar do Reis. André, como aprender a olhar diferente e não ser indiferente às dores dos outros e do mundo? amar se aprende amando. A a gente precisa amor no sentido pleno, tá?

Crístico, assim, que é a gente ser menos egoísta e mais sensível ao que ocorre à volta. Eu acho que a gente precisa exercitar todo dia. É um exercício. Não é uma aquisição que vem através de uma leitura. A leitura é um nutriente intelectual que pode envolver o seu coração e pode te encorajar a fazer algo diferente, o estudo.

Agora, a prática não tem, não tem milagre, não tem varinha de condão mágica. A gente precisa praticar, se aproximar, conversar, sentir. É um exercício. Não é simples, não é fácil, porque nós estamos encastelados nas nossas zonas de conforto e conveniência, né? E ali a gente vai permanecendo e a vida passa rápido e termina a existência.

Você não praticou aquilo que faz a diferença na vida de uma pessoa que tá ligada na importância das virtudes. Porque o que Jesus, penso eu, no Evangelho, estimulou em diferentes momentos, foi o exercício das virtudes, o exercício do perdão. A, o exercício do bom samaritano. Um bom samaritano que socorreu um estranho que foi atacado por ladrões na estrada, levou aquela pessoa para uma estalagem, pagou antecipadamente os dias que ele achou que deveria ser de restauração, né? reequilíbrio, cuidar dos ferimentos, dar de comer e de beber, tratar daquela pessoa que estava sem condição de perceber quem estava cuidando dela.

Então, o bom samaritano fez aquilo que Jesus entende que deveria ser a nossa prática. Você vê como a gente tá em boa parte dos casos, distante das lições claríssimas e transparentes de Jesus. A gente sempre vai ter uma desculpa. Ah, não, não dá agora, não dá, não sei como fazer, não conheço ninguém. Ah, mas vai que eu ajudo essa pessoa, não larga do meu pé.

A gente vai ter sempre uma desculpa. Mas não tem jeito, a gente aprende fazendo. Ana Lúcia Bonfim tá aqui, ó, postando no YouTube o exercício do auto pererdão também. Ela tem razão. Eu, quando eu falo de perdão, a gente precisa se perdoar, não ser tão indiferente às nossas fraquezas e limitações.

Cláudia Barros 0302. André, a indiferença não pode esconder medo? Sim, mas esse medo ele precisa ser enfrentado. Porque existe o medo instintivo. Você na adolescência já teve aquela situação assim, todo mundo pulando eh no rio de um lugar alto, uma ponte, uma pedra, e o rio é meio turvo, você não consegue ver o fundo do rio.

Aí bate o medo. Pô, eu vou pular depois eu bato no lugar errado a cabeça, quebro uma perna. >> [limpando a garganta] >> Vou pular aí. Não, esse medo é bom. Esse medo é o medo instintivo.

Ele te protege. Agora tem um medo que é aquele que precisa ser questionado, precisa ser enfrentado, sabe? É um medo que a gente não deveria dar nutriente. É um medo que deveria ser objeto de muita, muita reflexão para não deixar ganhar fôlego, [roncando] para ele não atrapalhar suas boas deliberações, as suas iniciativas que vão ao encontro dessa reforma íntima. Porque veja, quando a gente fala, principalmente no meio espírita de evolução, não é possível evoluir sendo sempre o mesmo.

Então é uma metamorfose, você quando evolui, você tá se transformando. Você já não é mais quem você era. Isso dá medo em algumas pessoas. Ah, eu vou deixar, mas isso é uma mudança. Eu eu eu eu nunca fiz isso, pô.

Mas se eu começar a fazer isso, vai ser outra rotina assim. paciência, feliz daquele que vai dizer: "Não, mas eu já entendi que para ter uma perspectiva positiva de evolução espiritual no plano da matéria, eu não posso ser o mesmo sempre, porque isso é um sinal de fracasso dessa encarnação. Eu não vim ao mundo para ser sempre o mesmo. Eu não via esse planeta em mais uma encarnação para na hora de partir desse planeta que todos nós estamos de passagem, eu estar igual a quem eu era quando eu vim para cá. Não, eu tenho que eu tenho que adquirir recursos intelectuais e morais.

Então, para nós, a frase que faz muito sentido, fora da caridade não há salvação, que não é uma frase de espírito desencarnado, não. É uma frase de Kardec, fora da caridade não há salvação. Significa dizer que ele na época provocou a Igreja Católica da França que dizia que fora da igreja não há salvação. E Kardec disse, fora da caridade. Não importa a igreja, não importa a afiliação religiosa.

E caridade não é da esmola. caridade é esse exercício de doação de tempo, doação de amor, de energia, de percepção de que você pode ajudar, pode fazer a diferença em favor de alguém ou de uma causa. É o exercício amoroso que eu tô tentando resumir aqui na minha percepção. Ah, Ana Macedo, pessoas indiferentes acabam tendo que aceitar o que é decidido pelo outro. Às vezes, sim, é possível.

Em certas circunstâncias, sim. você abdicou de fazer algo eh em função da tua decisão de permanecer indiferente. Outros, dependendo das circunstâncias, tomarão decisões que influenciarão você que preferiu se omitir. Quer ver um exemplo? Estamos no ano eleitoral.

Eu permanecerei indiferente na hora de votar. Eu não quero votar em ninguém porque eu não acredito em ninguém. Você vai comer na mão dos outros. Quem for eleito e governar você, penso eu, você não terá o direito de reclamar, porque você se absteve, você renunciou a uma participação no processo de escolha. É que nem reunião de condomínio.

Eu não fui na reunião de condomínio. Você permaneceu indiferente a reunião de condomínio. O que for decidido na reunião de condomínio que vai mudar eventualmente a rotina do condomínio que você mora, depois você vai reclamar. Ué, mas você não participou da reunião? Percebe o que eu digo?

Indiferença pode custar caro. Pode custar caro. Rafael Teixeiraro, qual o efeito da diversidade nesse sentido? É um exercício lidar com pessoas indiferentes. A diversidade é da vida, é da natureza e é inerente à condição humana.

Somos diferentes uns dos outros. Agora, quando você pergunta se isso é um exercício para lidar com pessoas indiferentes, é. Tudo é aprendizado aqui, cara. Inclusive, lidar com pessoas que se mantém diferentes faz parte, tá no pacote. Como é que você lida com isso?

Cada circunstância éá de trazer uma reflexão. Cristina Matias 21. A indiferença é o caos humano. A indiferença é quando nada mais importa sem sentimentos. Gente, tem várias situações em que a gente pode reconhecer a indiferença presente, tá?

Caus é uma palavra que eu evito, porque caos para mim é o ápice da desordem. Então, eu sou muito seletivo no uso da palavra caos, mas a indiferença não ajuda. Construir um mundo diferente, que é uma necessidade de sobrevivência da espécie humana, porque nós estamos pensoando uma rota ecocida no agravamento da crise ambiental e climática. Então, para mim tá muito claro, me perdoem a franqueza, eu construí essa convicção e não é achismo. Ou a gente corrige o rumo ou a gente vai comer o pão que o Diobo amassou, já não tá fácil.

Então, a indiferença conspira em favor da entropia, do esgarçamento, da ruptura dos ciclos da natureza e da capacidade da Terra nos prover do necessário. É uma questão de sobrevivência não se manter É uma questão de sobrevivência termos mais ativistas lutando pela água limpa, boa de bebê, proteção dos rios, destinação inteligente dos resíduos, proteção da biodiversidade da fauna e da flora, proteção do clima, transição energética, não termos mais a óleodependência. É interessante o noticiário, deixa eu abrir um parêntese. A gente fala todo dia do estreito de Ormus, a gente se esquece de falar do flagelo da população civil. de Gaza, do sul do Líbano, do Irã, que receberam milhares de bombas na cabeça, mas o estreito de Ormus continua sendo o eixo do noticiário.

Deixa para lá, vida que segue. #prontofalei. Luiz Eustáquio Silva: "Como fazer uma pessoa indiferente se transformar numa pessoa que faça a diferença?" Esse é o papel que essa pessoa tem que ter. Ninguém vai converter ninguém. E se você quiser influenciar essa pessoa, influencie não por palavras, mas por atos.

Porque é fácil você ficar lá, ah, você tá indiferente, ah, você não faz nada, ah, isso e aquilo. E você tá fazendo o quê? Porque quando a gente pratica, o exemplo é arrebatador. Você não precisa falar nada. A pessoa tá tá vendo e isso te coloca num outro patamar do ponto de vista moral.

Você não precisa, o convencimento não deve se dar por palavras. Ele tem que se dar pelas pelos exemplos. É o que eu penso, é minha opinião. Isso é arrebatador. Isso faz a diferença.

Ó, o gablau, última pergunta aqui que o tempo acabou. É possível fazer mudança sem empatia? É, eu posso ser uma pessoa profundamente antipática, mas eu posso fazer a minha parte maravilhosamente. Simpatia é um recurso interessante para você transitar pelo planeta. Eu diria inteligente, efetivo, abre caminhos à empatia, mas há pessoas antipáticas que fazem muito mais e melhor do que pessoas simpáticas que desperdiçam tempo com a sua simpatia.

Acham que a simpatia é tudo? Ah, simpatia resolve meus problemas. Não, simpatia é um adereço. A substância não tá na simpatia. A substância tá no que se faz.

E o antipático pode ganhar [risadas] do simpático na dosimetria da atitude que faz a diferença. Meus amigos, terminando o papo das nueves. Até domingo, se Deus quiser. Fiquem com Deus. Até a próxima.

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Caminhar ao seu lado [canto] Um piquenique de manhã bem cedo, no contato do seu corpo. [continuação do canto] [continuação do canto] é agora, meu caminho é feliz Se há uma crise lá fora, não fui eu que fiz Então viver é um lance legal Tem que um certo sabor Muita calma durante loucuras no final Ó, Guilherme Arantes, 50 anos de carreira, né? Acho que o show dele no Rio vai ser em setembro. Já tô ligado desde meu mundo e nada mais, que é uma das preferidas da minha vida. Assim, quando fui ferido, vi tudo mudar, toda aquela paz que eu tinha. Guilherme Arantes, meu só musicão. Beijo pro Guilherme Arantes. Eu não conheço pessoalmente, adoraria. Acho uma pessoa muito inspirada. Um dos grandes.

Um dos grandes. Vamos lá. Hoje tem muito que dizer. Foi o dia da terra, né? Essa semana nós tivemos o Dia da Terra que inspira parte do Papa das 9 de hoje. Inspira um saudável ativismo que todos nós deveríamos ter e acalentar, porque não adianta desejar, não adianta sonhar com um mundo melhor, a gente precisa fazer a nossa parte. Então, vamos refletir um pouco sobre isso. Até do ponto de vista terapêutico, é bom arregaçar a manga e fazer, porque isto tem um impacto positivo sobre o seu psiquismo no sentido de você perceber-se útil. Eu tô fazendo o que me cabe. Se vai dar jeito ou não vai, aí já não depende de mim. No que depende de mim, eu tô fazendo a minha parte. E isso dá um alento, sabe?

Isso coloca você assim numa vibe legal, penso eu. Vamos em frente. Alô, Pastorino. Câmbio. Alô, alô, Marciano. Aqui quem fala é da [canto] Terra. Para variar, estamos em guerra. Você não imagina a loucura. O ser humano [canto] tá na maior fissura porque tá cada vez mais down no R society. Down down down high sideide. Vamosbora, pastor indo. Para onde vamos? Que eu seja um meio adequado, uma ferramenta útil, um instrumento fiel. a página que abriremos nessa manhã e que ela seja de alguma forma inspiradora de uma reflexão para onde vamos. Ih, para onde vai o dedinho. Ih, bi 253. Não se envergonhe de ser humilde.

A humildade consiste no conhecimento perfeito daquilo que somos e podemos, sem fantasiar-nos com qualidades que não temos. Humildade não é posição de corpo, nem tom. É posição de espírito que sabe o que é e o que pode. E não precisa manifestar-se aos outros. vale para si mesmo. Seja pois humilde. Essa mensagem me faz lembrar da importância da gente não falsear a realidade, não mentir e não ser, não investir tempo e energia simulando o que não se é. Porque a verdade mais cedo ou mais tarde virá à tona.

Se você se apresenta ou se coloca numa prateleira, num lugar da sala onde você não está de verdade, no lugar da sala, não, da mesa, né, em que você não merece estar, isso haverá de causar dor em algum momento para você. Em bom português, você será desmascarado. A natureza é sábia e as dinâmicas do universo nos colocam sempre frente à frente com a realidade inexorável daquilo que somos, daquilo que o mundo é. Então, é melhor a gente assumir quem a gente é. Eu sou o que eu sou. E isso é, essa é uma informação muito valiosa, você saber quem você é. Porque você vai se escorar e vai se sentir seguro, bem assentado naquilo que é a sua área de domínio, é onde você já aprendeu alguma coisa.

E você não vai simular, falsear, mentir, atribuindo-se alguma condição superior por aquilo que você não construiu, não amadureceu, não pavimentou. Você é o que você é. E todos nós estamos na mesma condição de mais sabermos do que sabermos. Todos somos ignorantes. Todos somos ignorantes. Todos. Então, eh, arvorar-se numa condição superior, no melhor estilo, você sabe com quem você tá falando, é ridículo, é humilhante. Uma pessoa que precisa dizer isso é uma pessoa que se escora numa imagem, se escora numa condição social ou profissional que não lhe deveria ferir valor. Não se mede a importância de alguém pelo salário que ela tem, pela profissão que ela ocupa, né? eh pelas condições sociais, porque isso não define você totalmente.

São características da sua personalidade e da sua condição de vida no momento, mas essencialmente quem você é. Então, descobrir-se a aventura do autoconhecimento eleva o foco, a lucidez e a percepção de quem nós realmente somos. E nós não somos tudo aquilo que a gente invariavelmente acha que é. Então, esse verniz colocando a gente um degrau acima nos convém. O que eu tô entendendo da mensagem do Pastorino é a gente não se envergonhar de ser humilde.

Eu fico sempre muito emocionado quando eu vejo [limpando a garganta] os casos que vão parar nos jornais ou nas redes sociais de jovens universitários que são egressos de famílias muito humildes em que pai ou mãe ou uma mãe solteira, uma pãe que é a mãe e pai ao mesmo tempo, o homem picou a mula, eh, ou por alguma razão não pode estar junto. E aí a mãe que que não teve a escolaridade completa, que trabalha em não sei quantos lugares fazendo faxina ou qualquer [limpando a garganta] outra coisa, consegue formar o filho. Vejam a grandeza dessa pessoa. Como é que você deixa de reconhecer o imenso valor que ela possui?

Você vai julgá-la pelo fato dela não ter escolaridade completa, não ter um bom salário, não morar numa casa eh no endereço, num CEP considerado prestigiado. Você vai medir a pessoa com quais indicadores? Porque o que esta mulher ou uma família de origem muito humilde do ponto de vista dos recursos materiais, conseguir colocar um filho na universidade e garantir a formatura dele, como é que você situa esta pessoa ou este casal, pai e mãe, que não completou a escolaridade, não tem um salário que permita não se endividar no final do mês, mas garante o pagamento dos custos da formação em nível superior do filho ou da filha. Tô pegando um exemplo.

É algo gigantesco, é algo enorme, é algo espetacular, né? Então, as aparências enganam e a gente precisa descobrir a força do exemplo, porque o exemplo constrange. Não se envergonhe de ser humilde. A humildade consiste no conhecimento perfeito daquilo que somos e que podemos, sem nos fantasiar com qualidade que não temos. A verdade, você é o que você é com seu seus defeitos e suas virtudes, os defeitos normalmente mais numerosos que as virtudes, porque essa é a nossa condição nesse momento da história, nesse nível evolutivo em que estamos nesse planeta.

E a vida segue sem julgarmos pela aparência e sem procurarmos falsear a realidade para cacifar na imagem que são é construída a seu respeito. É muito complicado isso. Na área ambiental a gente pesquisa o green washing, a maquiagem verde, quando se investe mais em publicidade, dizendo que você é absolutamente respeitoso com o meio ambiente, que você cuida do meio ambiente, que você faz a diferença pro meio ambiente, mas a realidade não é essa. Então, a publicidade tenta construir uma imagem que não se sustenta. Percebe? É uma distorção, é uma distorção humilhante, vergonhosa, vergonhosa.

Cada um dando o passo do tamanho da perna, fazendo o seu melhor e assim vamos construindo essa aura de humildade. Você não precisa ficar exaltando as poucas qualidades que possui todos nós. [risadas] A gente tem que fazer a nossa parte. serenamente. É isso que tá acontecendo, é isso que eu consegui fazer, é isso que eu sou, respeito. Porque essa é a verdade que me diz respeito. Eu eu eu sou o que eu sou e Deus sabe quem eu sou. Ainda tem essa. Para quem acredita em Deus, quando você falseia a realidade, há algo ali que tá fora de sque, como a gente diz na televisão, fora de sincronia. E aí dá ruim, não é bom? Vabene, sugestão de livro na semana em que celebramos o dia da terra já passou.

Eu vou recomendar um livro que eu já falei dele aqui chamado O livro da Esperança, Jane Goodall. e Douglas Abrams com Gail Hudson, um guia de sobrevivência para tempos difíceis. Ela que é a naturalista mais célebre do mundo, se notabilizou no estudo dos chimpanzés, tem inúmeros vídeos dela na África cuidando de chimpanzés que eram massacrados pela captura, caça ou desmatamento ilegal. Ela que inspirou a criação de parques, de organizações e de fundações de proteção e de conservação do meio ambiente. A primeira pessoa a estudar os chimpanzés, eh, usando a metodologia científica. Ela já desencarnou há relativamente pouco tempo.

Nas últimas décadas viajou pelo mundo, partilhando seus conhecimentos e graças eh e denunciando as grandes ameaças à humanidade, que segundo ela, são três: mudança climática, destruição da biodiversidade e a desigualdade ambiental. Escreveu vários livros para adultos e crianças. foi retratada em incontáveis documentários e publicações. Foi mensageira da paz das Nações Unidas e por ser britânica, a honraria do Império Britânico, recebendo a comenda dama do império britânico. Eu acho graça assim, porque eh soa algo um pouco antiquado, né? dama do império britânico. Deve ser uma tradição longeva que se repete e ainda bem que ela é merecedora, né?

Eu quero saber se todas as damas do império britânico tem esse grau de honra, distinção, mérito que a Jane Goodall tem. Então eu vou eu vou comentar aqui, olha só a crítica do Financial Times ao livro. Jane não vê o mundo em cor de rosa, mas argumenta com lucidez e convicção que a espécie humana só chegou até aqui porque manteve viva a esperança. E aí ela escreve na orelha do livro o seguinte: "A esperança é um conceito frequentemente mal compreendido. As pessoas tendem a acreditar que ela não passa de um pensamento passivo, um desejo vão. Eu tenho a esperança de que algo vai acontecer, mas não ajo para que aconteça.

Aí diz ela, na verdade, esse é o exato oposto da verdadeira esperança que requer ação e engajamento. Diz ela. Muitos percebem o estado desesperador em que se encontra o planeta, mas nada fazem porque se sentem perdidos e desesperançados. Por isso esse livro é importante, pois vai, assim, espero, diz ela, ajudar as pessoas a perceberem que suas ações, não importa quão pequenas possam parecer, realmente fazem a diferença. O efeito cumulativo de milhares de ações éticas pode ajudar a salvar e a curar o nosso planeta para as gerações futuras. Lindo, lindo. Então, olha só, o o prefácio tem o título Um convite à esperança. Primeiro capítulo, o que é a esperança?

Segundo capítulo, as quatro razões de Jane para ter esperança. O outro capítulo, a resiliência da natureza, ou seja, a capacidade da natureza resistir às agressões. O capítulo seguinte é: O poder dos jovens. Seguinte, o indômeto espírito humano e o último capítulo, tornando-se mensageira da esperança. É lindo o livro e é um livro que traz, portanto, informações relevantes até do ponto de vista terapêutico. Não é, não foi a intenção dela, mas é a minha leitura, porque eu tô me lembrando de um psiquiatra aqui do Rio de Janeiro que eu citei um momentinho que eu esqueci de deixar o material da compostagem que tá dentro de um balde para coleta pelo Ciclo Orgânico. Tá tocando interfone? Pera aí.

Obrigado. Opa, cheguei. Desculpa. Olha só que coincidência. Tô falando da necessidade da gente fazer a nossa parte. Abandonei vocês aqui. Desculpem, porque esqueci de deixar aqui na porta do apartamento o balde, aonde eu coloco restos de fruta, legume, verdura, casca de ovo, matéria orgânica que ia já há vários anos não vai mais para aterro de lixo, porque isso vai virar adubo graças à organização Ciclo Orgânico que define pelo peso do seu lixo orgânico, um valor mensal. Eh, ah, André, mas a maior parte do lixo no Brasil vai parar em aterro e a maior parte do lixo que vai parar em aterro se decompõe sem utilidade ou serventia, apodrece. E eu tô fazendo a minha parte.

Desculpa, eu não tô aqui para falar de mim. Eu tô falando, houve uma coincidência aqui que tocou em telefone, é o, é o seu Rubenilson, meu porteiro, dizendo, ele sempre diz assim: "Olha, não vai esquecer o balde, que de vez em quando eu esqueço de deixar o balde na porta que eles trocam o balde, né? Esperança, a gente faz a nossa parte. Essa história do baldinho, por exemplo, é interessante porque os vizinhos ficam curiosos porque eles vêm buscar o balde. Aí fala: "Que balde é esse? É para quê? Que que é isso? Ah, dá para fazer isso? Ah, isso vira adubo. Você vê que as minhas plantinhas aqui atrás, ó, verdinhas, viçosas, com adubo que vem do meu lixo, que eles devolvem para mim.

Então, tem um ciclo que me parece fácil, simples de fazer. Eu gostaria que todas as cidades brasileiras fizessem isso. Não é o que acontece, mas aí a Jane Goodall fala: "Faça sua parte, seja alguém que pratica o que acredita, que é disso que se trata". É disso que se trata. Eu vou encerrar aqui a apresentação do livro. Na quarta capa tem um resumo. De onde podemos girar forças quando tudo parece desesperador? Nesse livro, a naturalista mais célebre do mundo trata de uma característica humana fundamental para enfrentar as adversidades, a esperança.

Com a sabedoria de quem dedicou a vida à natureza, Jane Goodall explica porque, apesar da crise climática, da perda da biodiversidade, das turbulências políticas, [roncando] ainda acredita na humanidade na construção de um mundo melhor. Ela apresenta quatro razões para mantermos essa chama viva dentro de nós. O maravilhoso intelecto humano, a resiliência da natureza, o poder dos jovens e o endômito espírito humano, que são os capítulos que eu falei para você. Ela revisita as memórias como pesquisadora na África, a relação científica de pesquisa com chipanzéis, pequenos e grandes dramas que testemunhou e viveu.

Das suas vitórias, das suas derrotas, emergem pistas valiosas para cultivarmos a esperança em nós mesmos e ensinarmos nossos filhos a tê-la. Só assim seremos capazes de superar novamente os momentos difíceis. Meus amigos, eu estava falando aqui, antes de correr para abrir a porta e deixar o balde na porta com matéria orgânica, do doutor Ary Binder, que é um psiquiatra que, certa vez, eu fazendo reportagem sobre depressão, ele disse uma pérola que eu resolvi publicar no livro Viver é a melhor opção, a prevenção do suicídio no Brasil e no mundo. Essa história já foi dita por mim aqui, mas eu não tenho problema em repetir que o público nem sempre é o mesmo.

Enfim, eh, ele disse que tinha uma clientela bastante numerosa de pessoas diagnosticadas com depressão e, por vezes, uma parcela dos seus clientes manifestava impaciência dizendo: "Doutor, eu já tô com o senhor há muito tempo, tô tomando lá o antidepressivo, tô vindo aqui, mas não tá adiantando, eu tô querendo acelerar o passo, tá tá tá brabo o negócio." E ele disse para mim assim: "Quando há essa manifestação de impaciência, eu costumo fazer uma proposta que é a seguinte: "Ah, eu tô entendendo o que a senhora o senhor tá falando. Então eu vou lhe fazer a seguinte recomendação. Reserve uma parte do seu da sua semana. Podem ser 5 minutos, meia hora, 1 hora por semana.

O tempo você define para realizar algum trabalho voluntário. Qualquer um pode ser ajudar pessoas em situação de rua, ajudar animais abandonados, ajudar em projetos de coleta seletiva, a biblioteca comunitária, o orfanato da tua rua, o que você quiser. Dedique parte do seu tempo a e depois me diga como é que foi aí o doutor Aibinder diz que parte da clientela fica indignada eu estou pagando Eu tô pagando pro senhor resolver os meus problemas e o senhor tá pedindo para eu resolver o problema dos outros. Eu não tenho condição. Eu sou uma pessoa com depressão. O senhor não merece mais a minha consideração a Deus. E outras pessoas dizem: "Mas doutor, eu tenho depressão".

Aí ele fala: "A sua depressão". Porque depressão em certos níveis mais preocupantes, de fato, há o cuidado do psiquiatra, do psicólogo, de recomendar alguma cautela para certas atividades. a pessoa ainda não tá à vontade para fazer esse movimento, mas em boa parte dos casos, o depressivo, ainda que ele não tenha ânimo e não tem mesmo, depressão é coisa séria, transtorno de humor, mas que ele pelo menos, ainda que sem vontade, experimente cinco, dez minutos por semana, meia hora por semana. A parcela dos clientes do doutor Ary Binder que aceita essa proposta.

Segundo ele, quando volta ao consultório, invariavelmente relata algo surpreendente no sentido de que primeiro nunca agrava a situação da depressão, nunca. E invariavelmente as pessoas relatam certo alívio quando não uma trégua benfazeja do transtorno depressivo. que naquele instante em que elas estão pensando em fazer algo de útil para alguém, para alguma obra, para algum projeto, elas esquecem da própria depressão, esquecem do próprio incômodo, da própria dor. E isso é algo que conspira em favor do tratamento. Isso acelera o processo. Isso foi o que o doutor Ary Binder falou, e eu publiquei isso no livro Viver é a Melhor Opção.

Achei interessante o relato porque de fato todas as pessoas que fazem trabalho voluntário que eu conheço, quando eu falo todas, são todas, tá? Todas, não é uma ou outra. Elas reportam um nível de satisfação que é mais ou menos intenso, mas que invariavelmente implica numa eh como se fosse uma saciedade. Não, eu consegui me engajar num trabalho que me deu retorno, não um retorno financeiro porque é voluntário. Eu não tenho mais likes e curtidas, porque esse trabalho eu não coloco nas redes sociais, porque ele, na verdade, não é para me projetar nas minhas redes, é um trabalho para me ocupar dignamente, ajudando quem precisa, sem que isso seja objeto de qualquer publicidade.

O objetivo não é a publicidade, o objetivo é a autoestima. Eu tô fazendo algo que eu considero importante, isso me ajuda a seguir em frente. Então, veja, cada caso é um caso. O especialista que cuida da pessoa com depressão, haverá de ver o momento do tratamento se ela está ou não apta, isso é muito importante, a se desdobrar na direção de quem precisa ou de algum projeto que a ocupação do tempo lhe faça bem, eventualmente sem ter contato com dor e sofrimento você pode arrumar uma biblioteca, uma livraria comunitária, você pode ajudar na faxina de uma instituição que você quer ajudar, você não tem contato com outras dores. Você tá consumindo seu tempo e sua energia em algo laboral.

Ó lá, a Suel Eli tá falando labor laborterapia, né? É algo que mexe com o psiquismo da gente. É algo legal. Tá bom? Então fica aqui a dica. O livro da Esperança, Jane Goodall. em favor desse saudável ativismo, que é a minha recomendação para hoje. Reflita você sobre a importância do ativismo. Muita gente usa a palavra, vou procurar no dicionário, no pai dos burros aqui, o que seria ativismo, que é uma palavra que tem um certo estigma. você é um ativista, normalmente associada a uma radicalidade, a uma a um movimento apaixonado que tem esse componente do radicalismo, né? Você é um ativista.

Pois bem, eu acho o ativismo não apenas necessário, importante e urgente, como acha o ativismo um predicado moral maravilhoso. Se você parar para pensar pensar quais são as pessoas que você mais admira na história, possivelmente boa parte dessas pessoas terão sido ativistas. Jesus Cristo foi um ativista. Ele percorreu durante 3 anos aquela parte do mundo do Oriente Médio, fazendo pregações na direção do que ele acreditava ser a bússola moral para a humanidade reduzir o estoque de dor e sofrimento que padecia. Ele foi um ativista. Seus apóstolos foram ativistas.

São Francisco de Assis quando abandonou, eu tô falando de exemplos assim, eh, bem, eh, escolher a palavra certa, conhecidos e de ruptura das rotinas dessas pessoas para levar à frente e a cabo um ideal. O ativismo é a consagração da sua vida em prol de uma causa. Não precisa ser igual a Jesus ou a São Francisco que fez o mesmo. Aí você pega Mahatma Gandhi, Luther King, Chico Mendes. Assim, a história da humanidade tá, eu diria, plena de exemplos de pessoas que enxergaram lá uma causa justa. nobre e se identificaram a ponto de se pautar por essas causas. São ativistas. Então, vamos lá. Que que é ativismo?

Ativismo é a prática de engajamento direto e ações concretas para promover mudanças sociais, políticas, ambientais ou culturais, engajamento direto, ações concretas, porque é isso que muda o mundo. É isso que muda o mundo. Ah, eu queria um mundo melhor, um mundo mais justo. Eu queria um mundo de paz. Ótimo, também quero. A pergunta é: o que cada um de nós estaria disposto a fazer para alcançar esse objetivo? Aí é que o bicho pega. Que é claro que é muito mais fácil fazer postagens bonitas dizendo: "Sejamos todos amorosos. Viva Jesus! Viva Francisco, viva isso, viva aquilo. Chico Xavier foi um ativista. [risadas] Ninguém até hoje chamou Chico Xavier de ativista.

Ele foi um ativista porque ele abraçou com tamanho engajamento a causa da mediunidade que ele falava, mediunidade de Jesus, assim, inspirada em Jesus, orientada pelo Espiritismo para entregar-se como instrumento à ação de desencarnados que através dele ofereceriam informações, mensagens, consideradas importantes na crença ali de Chico Xavier, não haveria outra forma de lidar com esta causa que não na condição de ativista. Ele ele a praticou engajamento direto e ações concretas. Vejam a relevância do ativismo. Ativismo é você fazer o que você acredita. fazer mesmo. Ah, eu queria que fosse assim. Ah, eu acho que o certo é aquilo.

Ah, eu entendo que a gente não deveria mais perder tempo errando desse jeito. OK. A pergunta volta a ser a mesma. O que cada um de nós está fazendo? Que tempo da tua semana? Nem tô falando do teu dia. Que tempo da tua semana eventualmente você resolveu consagrar aquilo que faz o teu olhinho brilhar, aquilo que faz o teu coração bater mais forte. Porque é disso que se trata. Eh, que eu acho muito interessante, que eu vivo repetindo, mas eu não sei se não é aquele que limpeza do rio é um político que já desencarnou, eh, Ross Perot, ó, Ross Perot, que é um político que já desencarnou e era conservador.

Eu eu não acho que esse político na sua biografia enquanto político seja alguém que esteja acima da média, não. Mas a frase dele é acima da média, [risadas] que ele diz o seguinte: "O ativista não é aquele que diz que o rio está sujo. O ativista é aquele que limpa o rio. Todo mundo vai ter o que falar sobre os problemas do mundo, da tua cidade. essa cidade. Olha lá quantos fazem de fato algo. Percebe o que eu digo? Eu tô aqui, gente, eu não tô querendo gerar angústia, ansiedade. Eu tô eu tô sugerindo uma reflexão.

Eu acho que a gente enquanto humanidade há muito tempo, não é de agora, está sendo instigada a humanidade a perceber que, não obstante as boas intenções que tem o seu mérito, não percebeu ainda essa humanidade que de boas intenções o inferno tá cheio, como diz o ditado popular, de boas ideias, de boas intenções. O inferno tá cheio. Eu já disse aqui pela psicografia do Chico, que eu citei agora h pouco, André Luiz reporta que a maioria dos desencarnados já na outra dimensão, quando se descobrem desencarnados, ou seja, já não tem o meu corpo físico, eu tô em outra dimensão.

Quando compreendem isso, a primeira constatação da maioria dos desencarnados é se arrepender daquilo que deixou de fazer na Terra. É interessante, não é nem se arrepender do que fez, é se arrepender do que deixou de fazer. Então, enquanto você e eu estamos por aqui, enquanto estamos nesse planeta na condição de encarnados, que a gente tenha, experimenta, não custa, experimenta, fica a dica. A dica é: reflita sobre a importância do ativismo. É isso que vai aparecer, que a Ariane, nossa anja da Guarda Virtual aqui, vai colocar no cartazinho que vai ficar no stories com resumo do papo das no.

A gente coloca qual é a mensagem, número da mensagem de minutos de sabedoria, bibliografia indicada, o livro que a gente tá indicando, e doação, sugestão de doação para alguma instituição que mereça crédito ou dica. Hoje eu tô dando a dica, reflita sobre a importância do ativismo. Quem tem criança ou adolescente em casa tem mais um motivo para se engajar em algum projeto, em algum trabalho voluntário, porque isto estará sendo considerado pelo jovem, pela criança, pelo adolescente, pelo jovem que tá vendo teus passos, tá se espelhando no teu exemplo, não é no que você fala. O jovem não é bobo não. Ele percebe quando você tá falando uma coisa e tá praticando outra.

Quando você faz o silêncio, assim, a pedagogia da atitude é constrangedora, porque contra fatos não há argumentos. Contra fatos não há argumentos. As pessoas são o que são. Eu não gostaria, quando eu desencarnar, Deus queira que eu não tenha a mesma percepção relatada por André Luiz da maioria dos desencarnados. de me arrepender do que eu não fiz. Eu não quero passar por isso. Então, eu faço o que eu acho certo. Eu procuro fazer. Claro que eu não sou perfeito, mas eu tô com essa régua na minha cabeça o tempo todo. Faça o que sabe ser o certo. Pratique o que sabe ser o certo. Exemplifique para você. Não é você se mostrar pros outros.

Pelo contrário, quando Jesus falou que a tua mão direita não sabe o que faz a esquerda, enfim, é porque esse tipo de movimento para ter valor, ele não pode ser um movimento egóico, publicitário de você. Ele tem que ser algo genuíno que brota de você e se resolve a partir do das não há testemunhas. Não tem ninguém ali para dizer e lá ele fez ou ela fez isso, fez aquilo. Não, não, não é você com você. Nunca estamos sós e o que importa é a aquisição de valores morais e éticos construídos e forjados a partir do exemplo. Então isso te projeta, isso te empresta uma musculatura espiritual importante para seguir em frente.

Sigamos em frente com as perguntas selecionadas pela Ariane, que está lá em Campina Grande, no Planalto da Borborema, na apasível Paraíba. Paraíba masculina, mulher machu pai. Paraíba masculina. Sim, senhor. Tive João Pessoa esse ano trabalhando para caramba, mas matei as saudades. João Pessoa tá crescendo rápido, cara. Dá um medo, a um frio na barriga. Tomara que não aconteça em João Pessoa que aconteceu em alguns lugares do Rio de Janeiro. Mas vamos em frente. Qual é o tema da pergunta que vários de vocês mandaram questionamentos ou reflexões? É possível fazer um mundo diferente com pessoas indiferentes? É a pergunta. É possível construir um mundo diferente, com pessoas indiferentes.

Aí a Nádia Rodrigues um diz assim: "A indiferença é egoísmo". Olha, a indiferença. Indiferença é uma palavra que costuma estar associada a algo negativo. Você se manteve indiferente. Aquilo não determinou nenhuma resposta sua. Então, a indiferença costuma ser associada a uma postura de não comprometimento, não resposta, não reação. Então, a indiferença pode estar associada ao egoísmo. Eu não diria sempre. Eu não diria sempre. Eu tenho que ter esse cuidado e por isso vou buscar novamente no Pai dos Burros qual é o significado da palavra indiferença, que penso eu, costuma estar associada a algo negativo.

Ó, dicionário, indiferença é um estado de apatia, desinteresse ou falta de emoção e consideração por alguém ou algo. Então, de fato, a indiferença costuma ser uma postura muito dura de apagamento. A gente tá no mundo para interagir, a gente tá no mundo para perceber, a gente não tá no mundo no estado letárgico, a gente não tá aqui no modo chuchu, estado vegetativo. A gente tá aqui para ter interlocução, interação, aprender, nos alegrarmos, sofrermos, viver é isso. E a indiferença não nos permite a vida em plenitude. É o que eu acho. Resumindo aqui um enredo, com a ajuda do dicionário, a indiferença pode ser egoísmo e ela não nos favorece.

Como se nós, em vez de fingirmos que aquilo não acontece ou que aquilo não nos alcança, encararmos a situação de alguma maneira. Ainda que a sua resposta seja o silêncio, você não se manteve indiferente. É algo interessante filosoficamente. Eu teria que pensar mais sobre isso. Cristiane Souza, a pandemia desmascarou as pessoas egoístas e insensíveis? Olha, uma pergunta interessante, do meu ponto de vista, sim, principalmente quem a despeito da orientação pelo isolamento social e a vacinação, orientou seus empregados a trabalharem sem que os patrões se envolvessem com o risco.

Você ordenou: "Eu sei de cor as empresas, eu sei os nomes dos empresários, eu sou jornalista, atividade considerada essencial, eu não deixei de trabalhar durante a pandemia". E foi muito evidente a maneira como alguns empresários entenderam que deveriam orientar seus trabalhadores a manterem o pique, apesar da transmissão rápida, dolorosa, fatal, que resultou em mais de 700.000 óbitos no Brasil de quem se expôs ao vírus. Em algum momento da pandemia, os primeiros meses ou quase 2 anos de pandemia, nós ficamos expostos a esse morticídio. E uma forma de nos protegermos era o isolamento social. Quem caminhou na contramão caminhou errado, segundo a ciência médica.

E aí sim, a pandemia pode ter desmascarado quem agiu movido por egoísmo ou insensibilidade. Recoutinho, André, se a indiferença não precisa de fúria, ela pode ser mais perigosa que o ódio. Pode. Mas assim, são várias as situações ou gradações de indiferença que não dá para a gente generalizar. Percebe? Quer dizer, a indiferença dos Estados Unidos em relação à resposta assimétrica de Israel ao atentado terrorista do Hamas, criminoso, covarde, viu? Os terroristas do Hamas saindo de Gaza promoveram um ataque sem precedentes contra civis israelenses. O direito internacional deu a Israel o aval para a retaliação. Israel teria o direito de retaliar. O que que aconteceu? uma retaliação desproporcional com forças assimétricas, matando dezenas de milhares de crianças, idosos, mulheres civis, bombardeando hospitais, ambulâncias, escolas, igrejas, mesquitas, creches.

Foi uma coisa completamente desproporcional. A indiferença dos Estados Unidos de Trump a isso é algo que a história vai cobrar. Porque se nesse momento que eu tô fazendo o papo das 9, houve uma trégua nos ataques de Israel ao sul do Líbano por conta do Hezbollah, que é outro grupo terrorista que está no sul do Líbano, essa trégua só aconteceu porque Trump exigiu de Israel. Israel obedece os Estados Unidos, mas os Estados Unidos fizeram vista grossa. Se quiser colocar nesses termos, a indiferença do governo Trump para com flagelo imposto aos palestinos será cobrado da história. Bom, Giovana Caleia, a indiferença diante do sofrimento alheio é considerada uma falta moral?

Olha, não tem mais o que dizer, porque o cristianismo evoca em nós a necessidade de exercitarmos a compaixão. A compaixão é se colocar no lugar do outro. Então, quando tem alguém em sofrimento perto de nós e nós optamos deliberadamente por não nos envolver, cada caso é um caso, cada situação tem a sua singularidade. Mas eu penso que cada situação de sofrimento nas nossas redondezas, na nossa área de convívio, precipita um pensamento que é devo ou não devo me apresentar ou me habilitar para tentar reduzir essa dor e esse sofrimento. entendo é a minha opinião que todas as pessoas em sofrimento ao nosso redor devem determinar que a gente pare o que está fazendo naquele instante e se consagre totalmente ao socorro daquela pessoa. pessoa, porque senão você, dependendo de onde você está, você não faria outra coisa o dia inteiro, em casa, na rua, no trabalho.

Agora, existem momentos em que eu acredito que na falta de uma palavra melhor, eu vou falar Deus coloca na nossa proximidade pessoas para a gente prestar atenção. É a minha crença, pode não ser a sua. Eu acho que Deus nos precipita, por vezes na direção de quem está em sofrimento, sejam pessoas conhecidas ou desconhecidas, estranhas. E aí, isso não é por acaso, é para a gente tentar quebrar o grilhão, sair da bolha da conveniência da zona de conforto e dizer: "Posso te ajudar? Por que que você tá assim? Que que tá ao meu alcance fazer para te dar uma força? Ou alguma palavra amiga? Fica assim: "Não, isso vai passar, estamos junto. Que que eu posso fazer? Entende o que eu digo?

Não é uma resposta simples, mas o cristianismo nos ensina a não permanecer indiferentes à dor alheia. Cada um vai entender isso como acha que deve. Sônia Fajar do Reis. André, como aprender a olhar diferente e não ser indiferente às dores dos outros e do mundo? Olha, amar se aprende amando. A a gente precisa amor no sentido pleno, tá? Crístico, assim, que é a gente ser menos egoísta e mais sensível ao que ocorre à volta. Eu acho que a gente precisa exercitar todo dia. É um exercício. Não é uma aquisição que vem através de uma leitura. A leitura é um nutriente intelectual que pode envolver o seu coração e pode te encorajar a fazer algo diferente, o estudo.

Agora, a prática não tem, não tem milagre, não tem varinha de condão mágica. A gente precisa praticar, conversar, sentir. É um exercício. Não é simples, não é fácil, porque nós estamos encastelados nas nossas zonas de conforto e conveniência, né? E ali a gente vai permanecendo e a vida passa rápido e termina a existência. Você não praticou aquilo que faz a diferença na vida de uma pessoa que tá ligada na importância das virtudes. Porque o que Jesus, penso eu, no Evangelho, estimulou em diferentes momentos, foi o exercício das virtudes, o exercício do perdão. A, o exercício do bom samaritano.

Um bom samaritano que socorreu um estranho que foi atacado por ladrões na estrada, levou aquela pessoa para uma estalagem, pagou antecipadamente os dias que ele achou que deveria ser de restauração, né? reequilíbrio, cuidar dos ferimentos, dar de comer e de beber, tratar daquela pessoa que estava sem condição de perceber quem estava cuidando dela. Então, o bom samaritano fez aquilo que Jesus entende que deveria ser a nossa prática. Você vê como a gente tá em boa parte dos casos, distante das lições claríssimas e transparentes de Jesus. A gente sempre vai ter uma desculpa. Ah, não, não dá agora, não dá, não sei como fazer, não conheço ninguém.

Ah, mas vai que eu ajudo essa pessoa, não larga do meu pé. A gente vai ter sempre uma desculpa. Mas não tem jeito, a gente aprende fazendo. Ana Lúcia Bonfim tá aqui, ó, postando no YouTube o exercício do auto pererdão também. Ela tem razão. Eu, quando eu falo de perdão, a gente precisa se perdoar, não ser tão eh indiferente às nossas fraquezas e limitações. Cláudia Barros 0302. André, a indiferença não pode esconder medo? Sim, mas esse medo ele precisa ser enfrentado. Porque existe o medo instintivo. Você na adolescência já teve aquela situação assim, todo mundo pulando eh no rio de um lugar alto, uma ponte, uma pedra, e o rio é meio turvo, você não consegue ver o fundo do rio.

Aí bate o medo. Pô, eu vou pular depois eu bato no lugar errado a cabeça, quebro uma perna. [limpando a garganta] Vou pular aí. Não, esse medo é bom. Esse medo é o medo instintivo. Ele te protege. Agora tem um medo que é aquele que precisa ser questionado, precisa ser enfrentado, sabe? É um medo que a gente não deveria dar nutriente. É um medo que deveria ser objeto de muita, muita reflexão para não deixar ganhar fôlego, [roncando] para ele não atrapalhar suas boas deliberações, as suas iniciativas que vão ao encontro dessa reforma íntima. Porque veja, quando a gente fala, principalmente no meio espírita de evolução, não é possível evoluir sendo sempre o mesmo.

Então é uma metamorfose, você quando evolui, você tá se transformando. Você já não é mais quem você era. Isso dá medo em algumas pessoas. Ah, eu vou deixar, mas isso é uma mudança. Eu eu eu eu nunca fiz isso, pô. Mas se eu começar a fazer isso, vai ser outra rotina assim. paciência, feliz daquele que vai dizer: "Não, mas eu já entendi que para ter uma perspectiva positiva de evolução espiritual no plano da matéria, eu não posso ser o mesmo sempre, porque isso é um sinal de fracasso dessa encarnação. Eu não vim ao mundo para ser sempre o mesmo.

Eu não via esse planeta em mais uma encarnação para na hora de partir desse planeta que todos nós estamos de passagem, eu estar igual a quem eu era quando eu vim para cá. Não, eu tenho que eu tenho que adquirir recursos intelectuais e morais. Então, para nós, a frase que faz muito sentido, fora da caridade não há salvação, que não é uma frase de espírito desencarnado, não. É uma frase de Kardec, fora da caridade não há salvação. Significa dizer que ele na época provocou a Igreja Católica da França que dizia que fora da igreja não há salvação. E Kardec disse, fora da caridade. Não importa a igreja, não importa a afiliação religiosa. E caridade não é da esmola. caridade é esse exercício de doação de tempo, doação de amor, de energia, de percepção de que você pode ajudar, pode fazer a diferença em favor de alguém ou de uma causa.

É o exercício amoroso que eu tô tentando resumir aqui na minha percepção. Ah, Ana Macedo, pessoas indiferentes acabam tendo que aceitar o que é decidido pelo outro. Às vezes, sim, é possível. Em certas circunstâncias, sim. você abdicou de fazer algo eh em função da tua decisão de permanecer indiferente. Outros, dependendo das circunstâncias, tomarão decisões que influenciarão você que preferiu se omitir. Quer ver um exemplo? Estamos no ano eleitoral. Eu permanecerei indiferente na hora de votar. Eu não quero votar em ninguém porque eu não acredito em ninguém. Você vai comer na mão dos outros.

Quem for eleito e governar você, penso eu, você não terá o direito de reclamar, porque você se absteve, você renunciou a uma participação no processo de escolha. É que nem reunião de condomínio. Eu não fui na reunião de condomínio. Você permaneceu indiferente a reunião de condomínio. O que for decidido na reunião de condomínio que vai mudar eventualmente a rotina do condomínio que você mora, depois você vai reclamar. Ué, mas você não participou da reunião? Percebe o que eu digo? Indiferença pode custar caro. Pode custar caro. Rafael Teixeiraro, qual o efeito da diversidade nesse sentido? É um exercício lidar com pessoas indiferentes.

A diversidade é da vida, é da natureza e é inerente à condição humana. Somos diferentes uns dos outros. Agora, quando você pergunta se isso é um exercício para lidar com pessoas indiferentes, é. Tudo é aprendizado aqui, cara. Inclusive, lidar com pessoas que se mantém diferentes faz parte, tá no pacote. Como é que você lida com isso? Cada circunstância éá de trazer uma reflexão. Cristina Matias 21. A indiferença é o caos humano. A indiferença é quando nada mais importa sem sentimentos. Gente, tem várias situações em que a gente pode reconhecer a indiferença presente, tá? Caos é uma palavra que eu evito, porque caos para mim é o ápice da desordem.

Então, eu sou muito seletivo no uso da palavra caos, mas a indiferença não ajuda. Construir um mundo diferente, que é uma necessidade de sobrevivência da espécie humana, porque nós estamos percorrendo uma rota ecocida no agravamento da crise ambiental e climática. Então, para mim tá muito claro, me perdoem a franqueza, eu construí essa convicção e não é achismo. Ou a gente corrige o rumo ou a gente vai comer o pão que o Diabo amassou, já não tá fácil. Então, a indiferença conspira em favor da entropia, do esgarçamento, da ruptura dos ciclos da natureza e da capacidade da Terra nos prover do necessário. É uma questão de sobrevivência não se manter indiferentes.

É uma questão de sobrevivência termos mais ativistas lutando pela água limpa, boa de bebê, proteção dos rios, destinação inteligente dos resíduos, proteção da biodiversidade da fauna e da flora, proteção do clima, transição energética, não termos mais a óleo-dependência. É interessante o noticiário, deixa eu abrir um parêntese. A gente fala todo dia do estreito de Ormuz, a gente se esquece de falar do flagelo da população civil. de Gaza, do sul do Líbano, do Irã, que receberam milhares de bombas na cabeça, mas o estreito de Ormuz continua sendo o eixo do noticiário. Deixa para lá, vida que segue. #prontofalei.

Luiz Eustáquio Silva: "Como fazer uma pessoa indiferente se transformar numa pessoa que faça a diferença?" Esse é o papel que essa pessoa tem que ter. Ninguém vai converter ninguém. E se você quiser influenciar essa pessoa, influencie não por palavras, mas por atos. Porque é fácil você ficar lá, ah, você tá indiferente, ah, você não faz nada, ah, isso e aquilo. E você tá fazendo o quê? Porque quando a gente pratica, o exemplo é arrebatador. Você não precisa falar nada. A pessoa tá tá vendo e isso te coloca num outro patamar do ponto de vista moral. Você não precisa, o convencimento não deve se dar por palavras. Ele tem que se dar pelas pelos exemplos. É o que eu penso, é minha opinião.

Isso é arrebatador. Isso faz a diferença. Ó, o gablau, última pergunta aqui que o tempo acabou. É possível fazer mudança sem empatia? É, eu posso ser uma pessoa profundamente antipática, mas eu posso fazer a minha parte maravilhosamente. Simpatia é um recurso interessante para você transitar pelo planeta. Eu diria inteligente, efetivo, abre caminhos à empatia, mas há pessoas antipáticas que fazem muito mais e melhor do que pessoas simpáticas que desperdiçam tempo com a sua simpatia. Acham que a simpatia é tudo? Ah, simpatia resolve meus problemas. Não, simpatia é um adereço. A substância não tá na simpatia. A substância tá no que se faz.

E o antipático pode ganhar [risadas] do simpático na dosimetria da atitude que faz a diferença. Meus amigos, terminando o Papo das 9. Até domingo, se Deus quiser. Fiquem com Deus. Até a próxima. Opa.

Mais vistos