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Você conhece seus limites? | Papo das 9 #1042

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Aê, sejam todos bem-vindos. Tá começando mais uma edição ao vivaço do papo das 9 desta sexta-feira. Sextou, mais uma semana encarnado nesse planeta. Estamos na reta final de maio. Vai começar junho. Semana que vem a semana do meio ambiente. Para mim todo dia é o dia do meio ambiente, vocês sabem. Meio ambiente começa no meio da gente. E é um prazer estar aqui de novo, procurando compartilhar informações que sejam úteis. Nós não vamos aqui nos preocupar com algoritmo que gera engajamento pelo ódio. Não é a nossa praia nunca foi. A gente aqui vai fazer o que tá ao nosso alcance, procurando exercitar o lado mais nobre da comunicação. comunicação a serviço do nosso bem-estar, da saúde psíquica e emocional e da firme resolução de seguir em frente haja o que houver, entendendo que estamos de passagem por esse planeta. otimizar o tempo aqui é uma boa decisão, penso eu. realizar as melhores escolhas ao nosso alcance é outra boa decisão, penso eu, e nos sensibilizarmos para aquilo que esteja ao nosso alcance, no sentido de minimizar, reduzir o imenso estoque de dor e sofrimento neste planeta, neste momento de tanta turbulência, tanta perplexidade, tanta ganância, tanta corrupção, tanta guerra. noticiário repleto de notícias, de informações que de fato geram algum desconforto.

Olha que eu tô sendo bem cuidadoso com as palavras, um baita desconforto. Vamos começar a sanear a nossa psicosfera lendo uma mensagem do livrinho. Nosso companheiro. Alô, Pastorino Câmbio. Chamando aqui os amigos espirituais, os amigos invisíveis para que se compadeçam de nós e nos ajudem na largada dessa sexta-feira. E a sexta-feira começa cedo, tá? Aqui eu já tô algumas horas acordado, mas ainda estamos na manhã de sexta-feira.

Então, que possamos fazer aqui uma saudável meditação, reflexão sobre algum assunto que porventura faça sentido para hoje, pro grupo, me incluindo no grupo, todos nós ao vivo ou depois o povo que vai assistir gravado no YouTube, que a gente consiga ser uma ferramenta maleável, um instrumento acessível. e disponível, um meio adequado para esse propósito. Então, que eu possa abrir aqui, ó, em qual mensagem? Se o acaso não existe, que que vocês prepararam para nós? Vamos lá. Eh, hoje opa, simbora. 63 o que diz? Levante sua cabeça, não fique triste porque vai se aborrecer pelo que disseram de você. Por quanto tempo você continuará se queixando, reclamando?

Vamos, levante sua cabeça, siga em frente. Você é filho de Deus ou filha? Caminhe seguro, porque aqueles que falam de você vão ficar parados atrás sem progredir. E quando eles perceberem, você já progrediu tanto que eles o perderam de vista. Bom, vai aqui, de bate-pronto, a minha reflexão sobre essa mensagem, que não é a melhor, não é a única possibilidade, é a minha. E aqui estimulamos que cada um faça a sua própria digressão.

Muito rapidamente, o que me parece aqui é que Pastorino nessa mensagem procura oferecer suporte, alento, hipotecar força a quem esteja abatido, a quem esteja deprimido, a quem esteja chateado, contrariado, porque soube que alguém falou de si e falou algo que não agradou ouviu diretamente dessa essa pessoa ou soube por terceiros. Então, por que você vai se aborrecer pelo que disseram de você? Então, Pastorino tá aqui procurando sugerir, penso eu, que a gente não se meça pela régua dos outros, que a sua autoestima não seja vulnerável a que os outros pensam de você. Porque isso é de uma sabedoria que é o ditado popular.

Se nem Jesus agradou a todo mundo, quem é você ou quem sou eu para querer agradar todo mundo? Não conseguimos E não deveríamos ter essa pretensão. Aqui cabe, penso eu, a reflexão que sugere que a gente seja autêntico, que seja você, que você tenha essa noção do que ele pareça ser o certo, o errado e as suas escolhas se baseiem nessa ética assim, não, eu não vou fazer isso porque isso não é o certo. Isso não me parece justo, isso não me parece correto. E vou nessa direção porque sim, isso me parece apropriado, isso me parece fazer todo sentido. Não vai agradar todo mundo. Poxa, mas para mim tá tão claro que esse é o caminho a ser seguido. Para você, ótimo. Tem que ficar claro para você.

Agora, outros não entenderão, outros criticarão. Aí vem Pastorino, você é filho de Deus. Caminhe seguro, porque aqueles que falam de você vão ficar parados atrás sem progredir. Aqui me parece que Pastorino tá dizendo que tem sempre alguém que perde muito tempo falando dos outros, criticando os outros, fazendo fofoca. Alô, fofoca, fofoca, fofoca. “Ah, você soube o que que fulano fez? Você soube o que fulano falou? Você viu que horror o que o cara quer fazer?” A pessoa se esmera né, nesse esporte muito popular que é a fofoca. Você fica lá, mas assim, pensa nas horas consumidas por dia eventualmente ou na soma do tempo ao longo de uma encarnação. Porque aí dói.

O retorno à pátria espiritual, da crença dos espíritas, permite que a gente tenha esse despertar numa outra dimensão, lenta e progressivamente, nós vamos recuperando essa lucidez espiritual que emerge da consciência. A consciência tá lá e ela é muito transparente. O que é condizente com as leis de Deus é motivo de leveza, regozijo, alívio. Poxa, eu fiz, eu fiz algo que agora eu percebo que foi realmente o mais apropriado. A consciência reage, ó. Agora, a consciência também vai acusar aquilo que foi mal dito, mal feito, mal pensado, mal sentido e que tem a tua assinatura e aquilo em algum lugar do teu ser vai pesar, né?

E aí, meus amigos, o que Pastorino tá dizendo é que cada um deve cuidar do seu, fazendo que lhe pareça ser o certo. Não perca tempo com fofoca, não se esbalde no prazer de falar mal dos outros, porque as pessoas sentem prazer. No nível evolutivo em que a gente tá, [risadas] há prazer em falar mal dos outros. E quando os outros ficam sabendo que você tá falando mal deles, aí tá a encrenca tá pronta, né? E aí do ponto de vista espiritual a coisa não flui. Então cuida do seu, faz bem o seu, não se meça pela régua dos outros. Autoestima é algo que vai se construindo todo santo dia. Todo santo dia. Autoestima não é egolatria, não é um ego inflado.

Autoestima é o reconhecimento de que você tá longe da perfeição, que você é um ser imperfeito, mas que você igualmente se esforça. se realiza um trabalho silencioso, íntimo, de autoburilamento, onde você vai procurando acertar. E creiam, isso não é pouca coisa. E creiam, uma vida, uma existência na Terra, não é o suficiente pra gente, vapo, zerar o estoque de imperfeições. Então, não acumule novas dívidas, não fique lá se comprometendo ética e moralmente, porque não fez o que devia ter feito. Acabei de perceber que o tablet, que é meu instrumento, minha força auxiliar aqui de consultas, ficou no sofá. Peço licença a vocês para sair da minha varanda florida de Mata Atlântica.

Viva Mata Atlântica. Para buscar meu tablet aqui. Não, eu tô gritando aqui, falando. Você vê como a Nádia é uma pessoa muito especial, né, cara? Eu falando alto aqui, aí ela veio lá: “Alguma coisa?” [risadas] Não, não. Tá tudo bem, tá tudo bem. Viva, dona Nádia. Vamos lá. Então, o que que eu eh gostaria agora, virando a página do Minutos de Sabedoria e entrando na recomendação de livro. Aí eu vou voltar pro minuto de sabedoria. Olha, um beijo aqui na família Pastorino, um beijo na Cristiana, filha de Carlos Torres Pastorino, um beijo na editora Vozes, que gentilmente fez chegar a mim.

Já tem um tempo, mas só hoje eu consegui abrir a caixinha porque a caixinha tava dentro de um pacote e quando a gente tá corrido a gente não abre rápido os pacotes. Agora olha o pacotão que eu ganhei. Dá licença, agora eu vou tirar a onda. Olha o pacote. Carlos Torres Pastorino. Minutos de sabedoria. Gente, é o pacote com a nova edição do livrinho. Oh, coisa linda. E é uma edição comemorativa de 65 anos. Aí tem a versão clássica dessa capa azumarinho, bonita, minutos de sabedoria, 65 anos. Olha que gracinha. Só que o barato é que tem as versões, isso eu achei bacana, coloridas. Ih, que legal. Olha. Ei, minutos de sabedoria. Ah, que legal, né? E não é só um corpinho novo.

Vou ler aqui o encarte que veio na caixinha que eu ganhei de presente. Minutos de sabedoria, 65 anos, com um marco para essa data especial. Compilamos 32 trechos inéditos escolhidos a dedo nos antigos manuscritos do autor. Assim como cada trecho foi escolhido com carinho, esse presente chegou até você porque você também transmite essa energia do amor. Que essas palavras de sabedoria possam te acompanhar nos diferentes momentos da vida, tocando o coração, trazendo consolo, renovando o ânimo. Uma presença gentil, sempre que precisar. Com muito carinho, família Pastorino, editora Vozes. Aê, olha, gente.

Então, o seguinte, para para ficar claro, 32 novas mensagens no livrinho aqui, ó, e com o seu colorido. Tem a versão clássica da capa azul marinho. Só lembrando, esse livro, ele foi escrito por um espírita que foi padre, largou a batina na convicção de que as suas ideias, seus sentimentos, sua visão de Deus, da cosmovisão espiritual, estavam gravitacionalmente inclinadas na direção da doutrina dos espíritos. Embora ele seja espírita, Pastorino conseguiu fazer uma obra universal que alcança até quem é materialista, ateu ou agnóstico.

Pessoas de qualquer credo ou nenhum credo são mensagens de sabedoria, obviamente que falam de Deus, mas falam de Deus com muito respeito em relação aos diferentes credos. E aí nós temos aqui, ó, cartão rosa para você. Cartão amarelinho. Adoro esse amarelo assim meio clarinho. Cartão azul para você. Ó, o árbitro dá cartão minutos de sabedoria. Que legal. Dá para ver que eu tô feliz? Não dá para ver que eu tô aqui muito, muito feliz, porque quem é aqui, ó, acompanha a gente desde o início nessas lives que eram diárias. No início, mais de um ano, todo santo dia 9 da manhã, o livrinho nunca deixou de fazer parte da nossa rotina. graças ao Papo das Nove que eu conheci a Cristiana, filha do pastorino, que é servidora do ICMBio, como eu, é uma ambientalista. e e a chance de conhecer a filha da Cristiana, também envolvida nos projetos, assim, de procurar dar visibilidade ao belo trabalho do — no caso dela, vovô Carlos; no caso da Cristiana, papai Carlos.

No meu caso, onde estiver, espero que o Pastorino receba a minha gratidão por permitir que a gente faça aqui essas digressões a partir do trabalho dele, né? Então, ó, família Pastorino, beijos agradecidos. Adorei o mimo. Quando tiver lançamento aqui no Rio, avisa, né? Depois a gente conversa sobre isso. Acho que dá para fazer um evento celebrando 65 anos de Carlos Torres Pastorino. Sério? Mas enfim, se vocês quiserem conversar sobre isso, estamos apostos. Seguindo em frente. Viva Pastorino! E e quando você vai lá assim, eh, os jornais que publicam a lista dos mais vendidos livros do Brasil, eles separam por categorias ficção, não ficção, não sei o quê, não sei o que lá. E tem lá autoajuda.

Alguns livros falam autoajuda. Entre os dez mais, e no andar de cima está Minutos de Sabedoria. Lindo. Missão cumprida, lindamente cumprida. Grande mestre Pastorino. Vamos lá. Não, eu fico aqui. Pastorino eh deixou um legado muito importante. Quantas pessoas não foram beneficiadas com essas mensagens por aí? Quantas? Quantas? Vamos lá, seguindo adiante, eu preciso pedir a vocês hoje ajuda a uma instituição. É uma instituição que eu já algum tempo aqui atrás pedi doação vive numa montanha russa, porque as doações vêm e vão. E a Associação Casa Recomeçar. Alguém se lembra que eu falei aqui? Fica aqui no Rio de Janeiro, lá pros lados da Freguesia, Jacarepaguá.

É um trabalho muito importante que se desdobra em várias frentes que vão do auxílio à mulher vítima de violência, a assistência da população em situação de rua. São vários os gêneros de assistência, de apoio, de ajuda e tudo isso, né, com base em doações. Então eles recebem roupas e alimentos e fazem chegar a quem precisa. Móveis, teve enchente, tem uma pessoa que foi teve a casa roubada, móveis, livros. material escolar, itens de higiene pessoal. Então assim, é uma coleção, é uma coleção. Eu conversei com a dirigente da casa semana passada porque eu fiquei assustado vendo o que ela disse com todas as letras. Na página no Instagram, quem quiser ir lá é recomecar_doe, que não tem cedilha, né?

Recomeçar underline doe. Eles não tinham mais o doador do aluguel. Tinha alguém que pagava o aluguel da casa de quatro andares que eles ocupam na freguesia de R$ 3.000 por mês. Então existem outros doadores que garantem alimentação, o pagamento de água e luz, o pagamento de voluntários, voluntários, voluntários não tem pagamento, o pagamento dos funcionários com carteira assinada, porque uma obra desse tamanho precisa ter gente que não vai quando dá, que é o voluntário, precisa ir porque é funcionário, eu tenho obrigações profissionais. eu vou dar aqui o Pix porque eu sou fã desse trabalho O que mais me chamou no trabalho a atenção foi o fato de que eles fazem a diferença principalmente na assistência a mulheres desassistidas que são vítimas de maus tratos de marido, são abandonadas à própria sorte por aí.

Então, veja, como disse, existem outras formas de ajudar. E eu vou dar aqui o Pix, que é o CNPJ da Associação e Projeto Social Recomeçar. Olha aí o Pix: 41, 901, 057, 1000 ao contrário: 0001, 49. Vou repetir o Pix da Recomeçar. 41, 901, 057, 0001, 49. No stories do Instagram depois a gente sempre coloca, a Ariane prepara isso, o expediente com o resumo do que falamos aqui no papo das 9, trazendo a página indicada do minuto de sabedoria, o livro, a recomendação de literatura de leitura e três ou alguma uma dica ou alguma ajuda que a gente tá pedindo para alguma instituição que nos pareça séria, responsável, que presta contas, que é reconhecida e faz a diferença. Tá bom?

Seguindo em frente, meus amigos, vamos para as perguntas de vocês. Não sem antes fazer alguns comentários. Me permitam aqui compartilhar uma opinião, é um assunto importante no momento. Nós tivemos ontem uma decisão do Departamento de Estado, do Governo dos Estados Unidos, de considerar as facções criminosas do Brasil, Comando Vermelho e PCC, organizações terroristas. Aí a claque aplaude, achando que agora sim vamos brigar com esse povo que causa tanta dor e sofrimento, tanto martírio, tanta violência, tanto achaque. Vai dar certo porque os Estados Unidos vão ajudar o Brasil a combater isso daí.

Bom, é meu dever como jornalista, e não tô falando disso agora, eu falei isso ao vivo há um ano, no início do segundo mandato do governo Trump, quando ele já estava cogitando a possibilidade de fazer esse movimento. Só para você entender, toda a ajuda internacional, toda a colaboração de qualquer país para desmantelar os criminosos, os bandidos que estão por trás dessas facções criminosas é bem-vinda. Toda ajuda é bem-vinda mesmo, porque não é brincadeira enfrentar esse povo aqui. Agora, é meu dever dizer: os Estados Unidos já declararam 30 facções criminosas espalhadas pelo mundo organizações terroristas. Na prática, o que significa isso? Eu vou explicar de uma forma bem direta.

Para o governo Trump, quando você… E não apenas, tá? Isso é uma doutrina do Estado americano. Quando você considera uma organização terrorista, você tá dizendo o seguinte: “Nós, Estados Unidos, ao percebermos que esta organização terrorista ameaça nossos interesses, dos Estados Unidos, e é disso que se trata essa resolução, nós podemos, se quisermos, promover ações unilaterais, sem qualquer consulta prévia, sem qualquer parceria, sem reportar a nenhum governo aonde esteja situado no país essa organização terrorista para nós, Estados Unidos, realizarmos, por exemplo, uma ação militar.

Aí a pergunta que eu faço é: imagina, de forma atabalhoada, como temos visto a participação dos Estados Unidos em certas operações por aí, resolver baixar em algum lugar do Brasil jogando bomba, matando gente e indo de volta pros Estados Unidos. E o governo brasileiro, sabendo depois, seja qual for o governo brasileiro, o que aconteceu? Não, eu eu vou dizer o que eu penso, a opinião sua pode ser outra. Repito, é apenas uma opinião e já li, já entrevistei, já ouvi muita gente sobre isso. Um, toda a colaboração internacional é bem-vinda para combater as facções criminosas do Brasil.

Dois, não se deve ter a ilusão de que para obter vitória contra as facções criminosas basta partir para o trinômio sangue, porrada e bomba, enfrentamento direto com arma. Nós tivemos, por coincidência, essa semana, anteontem Na Faria Lima, que concentra a maior parte Das empresas ligadas ao mercado financeiro Bancos, fintechs, etc Uma uma operação mostrando o conluio das organizações criminosas com as fintechs, lavando dinheiro, sem que a Receita Federal, o Banco Central consigam rastrear o dinheiro. Algo aproximado, o valor estimado: 26 bilhões de reais. Isto na cidade mais rica do Brasil, num endereço nobre, num CEP andar de cima, aonde o crime organizado está presente.

Então, a gente precisa ter muito cuidado quando a gente fala facção criminosa, a gente está falando de uma organização reunindo bandidos que não estão apenas e tão somente nos guetos. guetos da periferia desassistida pelo estado, aonde a garotada não tem creche, não tem curso profissionalizante e os bandidos se aproveitam disso para regimentar novas forças. Não é só ali. Essa estrutura só se mantém com muito capital de giro. Esse capital de giro não tá na comunidade de baixa renda. É isso que eu tô querendo dizer. Você tem que combater o bandido na favela, tem, mas não pode fazer vista grossa pro engravatado da Faria Lima. É complexo.

O maior fraudador de impostos do Brasil, dono da Refit, aqui do Rio de Janeiro, é foragido da Justiça, tá lá nos Estados Unidos. Governo brasileiro já pediu, escuta, você tá preocupado em combater crime organizado? Esse cara tá aí. Esse cara tá aí. Então, assim, a gente precisa ter esse cuidado de, primeiro, não achar que combate a crime organizado se resolve apenas você no seu país. Toda colaboração internacional é fundamental, é muito importante, acelera o processo com inteligência.

No governo Trump, declarar um grupo de criminosos, um grupo terrorista, abre a porteira para intervenções unilaterais sem os Estados Unidos se sintam minimamente no dever de fazer qualquer consulta ou qualquer plano comum de ação conjunto. Outra coisa que pouca gente tem falado Vai sobrar para o pro mercado financeiro, pros banqueiros, para as fintechs. Por quê? Porque uma das medidas que o governo dos Estados Unidos adota para países onde existam organizações terroristas é congelar fluxo de capital, eventualmente impor sanções comerciais. Então, veja as implicações disso na economia. Então, no ano eleitoral, as pessoas vão surfando na onda do “oba, agora vai! Pau na canalha!

Vamos que vamos! Baixa o sarrafo nesses caras!” E a gente tem que ter a noção das implicações. Eu só tô fazendo aqui essa… E não sou só eu. Acompanhe o noticiário com os setoristas de internacional, os analistas do que ocorre pelo mundo. É, o buraco é sempre mais embaixo, gente. Vamos lá. Perguntas. Há perguntas. Há perguntas. E eu aqui estou inovando, não tendo mais a seleção das perguntas. a gente vai ter ao vivaço eh a oportunidade de eh na frente de vocês fazer essa eh reprodução do que vocês estão mandando. Lembrando que as perguntas, gente, é possível que a gente consiga organizar isso melhor de outra forma.

Eu prometi ainda não preciso dizer para vocês, ainda não consegui conversar com a Ariane sobre uma forma da gente viabilizar, principalmente no YouTube, a participação direta, né, de vocês com perguntas. Mas vamos lá. A pergunta feita foi a seguinte: você conhece os seus limites? Olha que pergunta filosófica que enseja várias reflexões. A pergunta foi direta. Você conhece os seus limites? Isso é um prato cheio pra gente fazer aqui uma um filosofar, um exercício filosófico. Então vamos lá. Rita de Cásia Abreu Ribeiro mandou a seguinte questão: "Acredito que para conhecer os limites precisamos nos conhecer. Quem se conhece?

Eu achei da maior pertinência essa colocação da Rita, porque de fato, penso eu, e acho que a Rita vai nessa direção, nós nos surpreendemos com a gente. Eh, há situações que a gente não tá preparado para lidar, situações ruins ou mesmo situações muito boas. Por vezes a gente fica assim meio atônito porque ou nunca te aconteceu aquilo ou se aconteceu você não tava preparado para que acontecesse de novo daquele jeito. Vamos colocar assim. Então veja, me parece muito pertinente a colocação da Rita quando diz: "Como é que eu vou reconhecer os meus limites se eu ainda não me conheço o suficiente? E a minha suspeita é que nós ainda não nos conhecemos suficiente.

Há pessoas, por exemplo, que ah, eu vou dar um exemplo duro aqui, tá? Que me parece o gênero de dor mais lancinante, que é a perda de um filho. Ninguém deseja isso e ninguém quer que ficar pensando nisso, porque é muito doloroso pensar nisso, quanto mais vivenciar. Eu já vi muitas mães dizendo: "Eu não tô preparado para isso. Eu não tô preparado para isso. Eu já conheci mais de uma mãe que ao perder o filho ou a filha disse: "Minha vida perdeu o sentido. Eu não tenho por viver".

E testemunhei muito feliz que essas mães que no primeiro momento perderam chão, perderam rumo, de alguma forma lenta e progressivamente foram se encontrando consigo próprias, tentando lidar com essa dor de uma maneira da maneira possível e foram recomeçando a sua jornada com esse buraco no peito, mas ressignificando a existência, tentando de alguma forma prosseguir, seguir em frente. Essa pessoa descobriu que o que lhe parecia ser um limite, na verdade, não era. O que lhe parecia ser o ponto final, na verdade era uma vírgula. Nossa, falei muito aqui. Eu vou tentar falar mais rápido para caber todas as questões que vocês estão trazendo.

Lê Rosa, C-P-N-A-S, que eu não sei o que que é: “André, nossos limites devem ser aprimorados?” Isso. O perdão responde. Se ela tá colocando perdão na pergunta, me parece. Me desculpa se não foi isso, Lê. Você tá falando que uma decepção, uma traição, traz uma limitação de perdoar que você quando diz, se o perdão responde, eu acho que o perdão de fato abre portas e caminhos. Não para quem é perdoado. Importante sempre lembrar isso. O grande mérito do perdão não é permitir que o perdoado se sinta bem. O grande mérito do perdão é que você se liberte da dor que lhe oprime o coração diante do que o outro aprontou com você. se libertar disso dizendo, eu não esqueço porque ficou marcado, mas eu perdoo.

Minha vida tem que seguir. Eu não posso ficar sendo corroída por um sentimento que me põe para baixo, me intoxica, me cega. É um limite. Vamos, vamos combinar. A revolta, a cólera, o desejo de vingança são limite que a gente tá se impondo para seguir a vida sem se deter, sem ficar prisioneira ou prisioneiro da dor que outra pessoa causou. Então, quando Jesus, lá reproduzindo um ditado popular dos hebreus à época, “perdoa não sete, mas setenta vezes sete”, é uma forma alegórica de estabelecer que o perdão não deveria ter condições ou o perdão não deveria ter limites, tá? Então, sim, lê, a gente deve seguir, a gente deve fluir, isso seria o desejável.

Sônia Fajardo Reis diz assim: “André, só descobrimos nossos limites quando passamos por situações extremas e difíceis?” Não. Eu estou aqui, por exemplo, imaginando um homem que dentro do machismo cultural e estrutural da nossa sociedade aprendeu a não se emocionar ou não chorar, porque o homem homem não chora, porque o homem é valente, porque o homem é durão. E aí ele tem o nascimento do filho e ele vive uma situação que lhe limita, lhe constrange. Ele se impôs um limite. Eu não vou chorar na frente dos outros. Eu não vou me emocionar mesmo tendo todos os motivos para isso. Eu estou me impondo um limite. Percebe essa questão do limite?

Portanto, claro que as situações extremas, as situações difíceis, é muito evidente que elas trazem questões que nos desafiam nos nossos limites para descobrir como é que você vai desatar um nó, como é que você vai dar um jeito numa situação que lhe causa uma dor paralisante, uma perplexidade que impede a tomada de qualquer providência, sei lá, alguma coisa do gênero. Então você tá certa, mas eu não acho que só nessas circunstâncias trágicas, difíceis, a gente consiga perceber os limites. O limite pode estar colocado na maneira como você não se permite ser feliz, não se permite fluir. [roncando] usufruir do que a vida dá de bom.

Assim, por muito tempo, séculos a fio, a igreja entendia que a alegria ia contra o cristianismo, que a gente deveria sentir culpa, que a gente deveria ter uma postura de tristeza, porque a alegria alegria era subversiva, o prazer era o companheiro do diabo, né? O prazer mundano era algo que não parecia compatível com Deus. Vocês sabem o que eu tô dizendo? Quem viu o filme — eu gosto de citar esse filme, que ele é muito bom — com Sean Connery, o eterno 007, O Nome da Rosa. Esse filme é um livro do Umberto Eco, italiano.

É um filme fantástico, porque mostra como a Igreja escondia uma obra de um grande pensador grego, Aristóteles, que falava sobre a alegria, que não queria que as pessoas tivessem alegria. E Sean Connery vai investigar se essa obra existe mesmo lá nas bibliotecas secretas da Igreja. O filme é espetacular, o livro que inspirou o filme, e o filme também. Então, a gente tá falando aqui que nós devemos, penso eu, estar atentos a situações que revelam nossos limites e que não estão, penso eu, apenas colocados em situações de dor e sofrimento.

Bom, Maria Lúcia Moura: “Meus limites de tolerância para certas coisas eu conheço bem, mas como ampliar ou lidar?” Olha, o autoconhecimento é uma jornada que a gente trilha sozinho ou acompanhado. O acompanhado significa ter alguém com quem a gente possa conversar sobre assuntos da nossa intimidade, assuntos delicados ou a jornada do autoconhecimento também tem lugar quando temos o precioso recurso de um psicólogo ou de uma psicóloga, de um terapeuta que nos ajude através exatamente dessa troca de reportar aspectos da nossa intimidade, nossos medos, angústias, ansiedades ou mesmo os motivos de regozígio, aquilo que nos alegra, que nos faz brilhar os olhos. a gente vai entregando a uma pessoa que precisa ser competente do ponto de vista profissional, ética, né, com traquejo de ao se apropriar dos seus tesouros, no sentido figurado, lhe dar um retorno muito habilidoso de ajudá-la ou ajudá-lo a saber quem você é, porque a minha convicção é que a maioria absoluta de nós não tem a menor noção de quem nós realmente somos.

E isso não nos favorece dentro de uma jornada espiritual Ou se preferir, de uma jornada evolutiva Se conhecer faz parte do processo É a parte mais importante do processo Tá? Então Então, Maria Lúcia, a gente precisa ter metas, a gente precisa ter estratégias, a gente deve eh ter essa conversa conosco mesmos, né? A prece, a meditação ajudam amigos confiáveis com quem a gente possa desabafar e trocar ideias de maneira muito amorosa e responsável. E terapia. Terapia. Aí a Cláudia Barro 0302 Está aqui Você conhece os seus limites? Ela diz, alguns sim, mas por que insistimos Em ultrapassá-los?

Essa é outra questão interessante Certos limites não estão ali por acaso Certos limites devem ser respeitados respeitados. Por exemplo, na adolescência, quem nunca em grupo, movimento de manada, né? Muito perigoso o grupo, aquela horda de adolescentes. Aí alguém diz assim: "Num fim de semana no sítio de um coleguinha, aí vão atravessar uma ponte, tem um rio embaixo, aí o primeiro pula e diz assim: "Quero ver quem tem coragem de pular". A água está turva Você não sabe direito a profundidade Rubens Paiva ficou paraplégico porque foi nessa onda Ele Ele escreveu um livro chamado Feliz Ano Velho, que reporta justamente esse ímpeto, né, de: “Vou pular”. Fui, e aí deu ruim.

Então o limite é certos medos, por exemplo, não são, não existem para ser desafiados. Certos medos têm a sua razão de ser. Certos receios, certas cautelas, certa prudência, né? Tem a sua razão de ser. Não é o limite que deva ser transposto. É o que eu penso. E acho que a Cláudia foi muito feliz aqui em lembrar, certos limites não deveriam ser objeto de nossa teimosia em ultrapassar ou vencer. AFE 114 diz assim: "Estou aprendendo a conhecer os limites". Acho isso lindo. Tem gente que não tá nem aí pros próprios. Tem gente que não dá menor importância para isso que a gente tá conversando aqui. Tem gente que é absolutamente indiferente a tudo isso que a gente atribui valor aqui e faz parte.

A vida segue. Olga Blaut: “Na maioria das vezes, quando passo dos meus limites, o corpo dá sinais”. O corpo dá sinais, é da natureza humana. Isso é muito interessante, porque isso tá dentro de uma cosmovisão espiritual. Assim, o corpo é o templo do espírito imortal. O corpo está inserido na matéria e o corpo, no plano da matéria, a gente vai ter aqui, o corpo sente fome, sente sede, sente frio, sente calor, sente cansaço, o corpo precisa dormir. Então, quando a gente começa a fazer assim uma, como é que se diz? Quando a gente começa a desrespeitar os limites do próprio corpo, teve um rapaz…

Eu não consegui me aprofundar muito nessa história, mas parece que ele era um fisiculturista famoso, um influencer nas nas redes sociais, compartilhando todos os movimentos que ele tava fazendo para ganhar ainda mais musculatura, e ele acabou sofrendo uma morte súbita que sido atribuída a algum problema decorrente de químicos, de insumos químicos. Não sei isso ainda está sendo investigado, mas enfim. A principal suspeita era que o coquetel, o arsenal de produtos usados para ultrapassar os limites da natureza do corpo. Você vai turbinando musculatura usando acessórios químicos. Isso tem consequências. Pode ser uma morte súbita.

Não tô dizendo que foi a desse rapaz, porque me parece que estão investigando. Mas você pode ter problemas hormonais, você pode ter problemas em relação ao aparecimento de nódulos, cistos ou cânceres. O corpo reage, o corpo responde. O corpo de fato nos traz limites que precisam ser considerados e respeitados. Pô, Gervásio Neto 100. Alô, Campos dos Goytacazes. “Bom dia, amigo. Qual a importância de conseguir dizer não?” Dizer não é tão importante quanto dizer sim. Sim e não configuram as possibilidades e algoritmos do nosso projeto evolutivo. O livre- arbítrio é o nosso Waze espiritual.

Você vai programar uma rota e vai perguntar para o dispositivo: “Para que lado eu devo ir?” O dispositivo vai dizer: “Vai por aqui”. Só que ao longo do caminho haverá decisões que o algoritmo não participa, que você que vai dizer se você vai pro lado de cá, vai pro lado de lá, se você dá uma paradinha, se você acelera o passo, livre arbítrio é descoberta de si mesmo. E livre arbítrio também é Gervásio, você sabe disso. Você é um prolífico trabalhador da seara espírita, estudioso, palestrante, envolvido em obra social. Você sabe: a vida não vem com manual de instrução.

Quando eu falo do Waze espiritual, ele aponta um caminho, o caminho da luz, do exercício das virtudes e da sobreposição, da superação das nossas imperfeições. Isso no atacado. Agora, no varejo, é a gente que realiza essas escolhas de forma muito solitária. Porque as pessoas que mais amam você podem te dar dica, mas a responsabilidade da escolha é tua. Então veja, a gente precisa aprender a dizer não, principalmente quando não foi elaborado, quando não é pleno de sentido, mas esse não haverá de causar algum descontentamento, alguma decepção em outras pessoas, mas esse não precisa ser dito porque é o teu direito de se manifestar a respeito de um assunto.

Isso é muito doloroso com pais que tem que dizer não pros filhos que ainda são menores de idade, quando os filhos têm alguma ideia de fazer, ah, eu quero participar, eu quero ir, recebi um convite para ir numa festa que vai começar meia-noite numa região da cidade que é longe e é uma festa de adultos. Aí você fala: "Festa de adultos de madrugada no lugar que você nunca foi." Quem é que tá convidando? Ah, é o fulano que é amigo de cicrana. Aí você, mas pera aí, acho que não. Ah, mas a minha turma toda vai, os pais deixaram. Aí você vai dizer, provavelmente, olha, eu não sou pai dos seus colegas, eu sou seu pai.

Eu vou tentar me informar sobre as circunstâncias dessa festa para saber se eu deixo você ir, e, eventualmente, após a apuração, você fica bem convicto que aquilo ali não é o melhor lugar para você deixar o seu filho ir. E você vai dizer: "Não, e o filho não raro, isso acontece muito. Vai espernear, vai dizer que você é o pior pai do mundo, o pior mãe do mundo. Você não me ama, você não me quer, você não me respeita, eu não sou mais criança. Ih, blá blá bl." Aí você vai dizer: "É por amor que eu tô fazendo isso. Um dia talvez você entenda. Talvez um dia você seja pai e tome uma decisão parecida comigo, com a que eu tô tomando, em relação ao seu filho, meu neto.

É impressionante como a falta de nãos por parte de alguns pais determina tragédias em filhos que se sentem mal amados, desassistidos, se sentem acolhidos a automutilação especialmente de meninas adolescentes ouvi isso Ouvi isso certa vez de um psiquiatra de São Paulo que realiza estudos nessa área. Tem origem exatamente na indiferença dos pais. A filha diz assim: “Posso ir na festa?” O pai nem olha para ela: “Pode, pode, vai, vai. Vai ser feliz”. E aí o pai de repente faz isso na intenção de não contrariar para ser alguém digno do amor da filha. Eu não quero dizer não para ela, para ela continuar me amando, porque o não, ela vai ficar chateada.

Eu não quero que ela fique chateada comigo, pelo amor de Deus. Educação implica, penso eu, quando o assunto é pai e mãe em relação aos filhos. Pai e mãe não tem que ser amigo ou amiga dos filhos. Pai e mãe tem que ser pai e mãe também amigo. Mas não é a principal função de pai e mãe. Qual é a principal função de um pai? É ser pai. E se pai implica em saber dizer não na hora que tem que dizer não. Claro que você vai dizer não sem precisar ser ofensivo, sem gritar, sem humilhar, sem exercer esse poder paternal, pátrio poder, de uma maneira arrogante. Agora você tem que dizer, tem que dizer, você não é fácil. que é fácil, mas é o que se espera de pais, amorosos e vigilantes.

Querer agradar sempre os filhos é maior, como diz o Rio de Janeiro, maior roubada. Feio isso, né? Maior roubada você ser o pai ou a mãe que sempre abaixa a cabeça pros filhos dizendo: "Pode, tudo bem, faz do seu jeito, faz o que você quiser, na hora que você quiser, do jeito que você quiser. Mó roubada. Se liga. Claro, vai dizer sim. Muitas vezes isso vai, mas você é um vai vigilante, é um vai que foi elaborado, é o sim que tem um trabalho de checagem assim, pera aí, ela tá ou ele tá pedindo isso, Tudo bem, não tem problema, não. Vai lá, seja feliz, tá bom, Gervásio? Opa, Edna Vieira Gonçalves: “Em uma viagem de Curitiba ao Rio, um moço perdeu os limites.

O que deveria fazer?” Bom, aí vamos lá. Viagem aonde? No avião, no ônibus, num trem? Trem não, né? O Brasil perdeu o trem. Ai, que delícia seria viajar pelo Brasil de trem. Alguns lugares existe isso. Ainda você tem as regras da companhia, né, para estabelecer ali o convívio harmonioso entre os passageiros. Se aquilo te incomoda, você pode denunciar. Se for num avião, comissário de bordo. Cada caso é um caso. A pergunta ela é aberta, né? E quando você fala numa viagem, alguém extrapolou os limites, toda empresa de transporte de gente ou de carga tem regra. Tem que ter regra. Essa regra nem é definida só pela própria empresa. Existem leis, normas.

Então, o limite tá imposto pela lei, pela regra. Marcos, de Caruaru, Pernambuco: “Como compreender que chegamos no nosso limite e mudar a situação?” Isso é de cada um. Isso é é uma coisa muito pessoal, é muito singular, porque você pode ter percebido que chegou o limite e depois você não respeitou o aprendizado da experiência dolorosa, aonde você descobriu que aquele era um limite, que precisava ser respeitado, entendeu? É uma coisa de cada um. Agora, a gente tem que estar atento a isso. O processo de autoconhecimento implica numa eterna vigilância. Vigiai e orai. Eu tô prestando atenção. Ih, não tá dando mais para fazer isso. Ih, chegou a hora de não repetir mais isso.

Ih, chegou a hora de abdicar, largar. Vou procurar fazer de outro jeito. Eu não vou mais recorrer a essa rotina, a essa situação. É um processo pessoal, individual e intransferível, mas a voz da consciência, ó, não se cala. Então eu vou aqui recorrer a um clichê. Marcos, ouça a voz da consciência. Há quem diga: "Ouça o seu coração". Mas você precisa se ouvir, porque às vezes a gente não tá nem dizendo, a gente tá gritando e não presta atenção. Matias 21 Meu limite termina até onde começo do outro Tudo termina Tudo tem limite, você não acha? Bom, você tá dando a regra número um do convívio social, que não é o limite, é meu direito.

Eu tenho direitos, mas meu direito termina de começo do outro. Eu tenho direito de escutar música na minha casa, mas o meu vizinho tem direito de não escutar a música da minha casa num volume muito alto todo santo dia, principalmente num horário em que as pessoas estão querendo sossego, a chamada lei do silêncio, noite Então veja Os direitos impõem licenças ou seja, eu posso fazer da licença até aonde começa o direito do outro parece Parece simples, mas não é. Eh, e isso é um aprendizado que precisa vir desde cedo, tá? A garotada tem que aprender isso desde cedo na escola e em casa. principalmente em casa, pelo exemplo, não por palavras. Rodrigues, o limite é saber dizer não aos exageros? o limite O limite é reconhecer que não nos convém fazer certas coisas.

Recapitulando, Paulo, tudo posso, mas nem tudo me convém. A sabedoria de saber dizer não para aquilo que toca o seu coração num primeiro momento e, por impulsividade, você tá prestes a fazer algo. Mas, quando você consulta lá o andar de cima, aí você vai ponderando, dizendo: “Mas peraí, aí, será que vale a pena? Será que eu não vou me arrepender? Será que isso não é um projeto de que de antemão eu já sei que vai dar ruim? um processo que envolve consumo de algum tempo e de alguma energia para você chegar a alguma conclusão.

O problema, gente, me parece que as pessoas não estão pensando A gente está virando automato Viva o Papa Leão XIV que trouxe na encíclica, a primeira do papado dele essa semana, uma justa, pertinente e urgente reflexão sobre os desafios da inteligência artificial. Porque a inteligência artificial passou também a representar um risco pro livre-arbítrio. Você começa a delegar à inteligência artificial, certas escolhas que a gente tem que fazer. Você começa, tem situações trazidas pela inteligência artificial, que é você ter o seu amigo virtual como mais confiável.

Certas plataformas que oferecem inteligência artificial criam personagens virtuais com quem você passa a conversar, desabafar e começa a fazer perguntas. Devo ou não devo fazer isso? Inteligência artificial? Devo ou não devo seguir por esse caminho? Inteligência artificial? O que que eu faço da minha vida? Inteligência artificial. Com todo respeito, eu não quero ser careta aqui, mas pensa bem, o que significa você abdicar escolhas que você precisa fazer e por conveniência dizer: "Não, se tem uma inteligência artificial e eu já alimentei ela de dados a meu respeito, ela haverá de decidir por mim". é uma escolha temerária aliás eu renovo aqui o pedido para que vocês leiam a encíclica está disponível de graça em português na internet do Papa Leão XIV eu adoro o nome de encíclica que primeiro vem assim em latim eu não falo mas eu acho chiquérrimo e o latim, quem domina o latim passa a ter digamos a vantagem, penso eu De ter a noção da raiz etimológica De boa parte das palavras palavras em português.

É a raiz latina do português, tá tudo lá, quase tudo, que a gente tem o benefício das etnias indígenas, né, que também enriquecem o nosso vocabulário, e outras. Magnifica humanitas. Magnifica humanitas. Magnífica humanidade sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial. Antes que a inteligência artificial corte o sinal, que já passou de uma hora de live aqui. Beijos, abraços. Domingo, 10 da manhã, estarei lá no lar de Frei Luiz, [suspirando] na Boiuna, Jacarepaguá. Vou tentar deixar gravado, viu, Ariane? O papo das 9 exclusivo no YouTube para domingo, 9 da manhã, Papo das 9 gravado, devido ao meu compromisso no Lar de Frei Luiz, domingão.

Fiquem com Deus, tudo de bom, até a próxima.

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