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Que parlamento é esse? | Papo das 9 #1040

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Muito bom dia a todos vocês, onde vocês estiverem. Um prazer tá aqui ao vivo direto do meu cafofo em Laranjeiras, iniciando mais um papo das 9, que hoje, pela primeira vez, em pouco mais de 6 anos, não me lembro de outra edição do Papo em que eu centrei todas as informações, todo o meu roteiro, todas as minhas intenções para denunciar o mal no Parlamento brasileiro. A maldade tem método, e esse método foi empregado particularmente, não apenas, mas com muito esmero e uma profusão de medidas equivocadas que revelam uma inclinação para para a rapinagem, a pilantragem a partir daqueles que deveriam nos representar numa democracia no parlamento.

É importante deixar claro o que que eu tô querendo falar quando uso a expressão maldade. Vamos lá no dicionário. É a qualidade do que é mal ou a prática de atos cruéis e nocivos a outrem? É exatamente o que houve essa semana. métodos, práticas de atos cruéis e nocivos a outros por parte daqueles que deveriam defender a coletividade, a sociedade. Portanto, a gente também aqui para quem tá estranhando a forma como eu tô me expressando, identificando em mim, na qualidade de espírita cristão, uma distorção, porque numa possível interpretação do evangelho, Jesus disse: "Não julgueis para não serem julgados".

Ora, é preciso ter o devido cuidado para reconhecer em que momentos, em que circunstâncias e de que forma haveremos sim de fazer uso da crítica com um viés edificante e construtivo. próprio Jesus para quem é cristão, o homem mais perfeito que já esteve entre nós, não poupou adjetivos, por exemplo, para criticar a sua época os doutores da lei. Veja, doutores da lei não deixa de ter alusão ao Congresso hoje. Os doutores da lei.

Mas enfim, vamos ver na literatura espírita momentos momentos pela psicografia de Chico Xavier ou Divaldo Pereira Franco, Emmanuel por parte de Chico, Joanna de Ângelis por parte de Divaldo, fazendo uso de palavras eventualmente mais duras para criticar ou situações que precisavam ser denunciadas. E ainda pedindo vênia para justificar o tom das críticas que farei a partir de agora, eu vou pegar carona no Evangelho segundo o Espiritismo, no capítulo 10, item. item 21, quando São dirigidas à espiritualidade maior certas perguntas alusivas exatamente ao suposto direito que teríamos para criticar ou formular críticas. As respostas vêm por um espírito que se autodenomina São Luís.

E são respostas de sabedoria, exatamente colocando em que circunstâncias, por quais razões, qual é a intenção ao formular a crítica. Dependendo de tudo isso, ela sim não apenas é pertinente, mas necessária. Eu vou apenas ler aqui a parte do item 21. Haverá casos em que seja útil revelar o mal alheio? O mal alheio? A resposta de São Luís é uma questão delicada e aqui se deve fazer um apelo à caridade bem compreendida. Se as imperfeições de uma pessoa só prejudicam a ela mesma, não haverá utilidade nenhuma em divulgá-la. No entanto, se podem acarretar prejuízo a terceiros, deve-se preferir o interesse do maior número ao interesse de um só.

Segundo as circunstâncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale cair um homem do que muitos virem a ser suas vítimas. Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes. São Luís, Paris, 1860. Isto posto que boa parte das pessoas que me acompanham aqui tem esse essa ligação mais forte com o espiritismo, com tradições eh religiosas.

Eu preciso justificar porque hoje consagrarei o papo das ve a fundamentação de críticas que eu espero que sejam devidamente contundentes para revelar a rapinagem, a pilantragem de representantes que estão abrigados, travestidos de representantes do povo, mas defendendo interesses privados, pessoais, de pequenos grupos, afrontando direitos coletivos. Então, o professor Raoni Rajão, da Universidade Federal de Minas Gerais, escreveu um artigo primoroso sobre o que houve essa semana no Congresso, destacando um dos projetos que estão associados exatamente ao atropelamento das medidas protetivas do meio ambiente em nosso país. E ele chamou esse artigo de “A maldade tem método”.

Eu achei sensacional. Já fiz contato com ele dizendo: “Parabéns pelo artigo, vou me apropriar desse tema.” for procurar depois no Youtube o título dessa edição do Papo das Nove será esse A Maldade Tem Método eu já tinha escolhido falar sobre isso na sexta-feira e hoje fiquei feliz em ver que a minha colega Miriam Leitão, no jornal O Globo classificou o que houve essa semana de “Semana da Insensatez”, aludindo exatamente a uma sucessão de medidas desastrosas do Congresso de uma forma geral, mas particularmente da Câmara dos Deputados, e não apenas em relação à questão ambiental. Eu vou relacionar aqui as outras questões porque do meio ambiente cuidarei eu aqui com a minha apuração.

Mas a Miriam resumiu muito bem o seguinte. Numa das semanas mais sombrias do Legislativo, os deputados perdoaram as próprias dívidas eleitorais, renegociaram em 15 anos os débitos por descumprimento dessas leis eleitorais, a pagos e se permitiram o disparo de mensagens em massa para assediar o eleitor. Você se lembra? As As fake news disparadas em massa por certas redes sociais têm sido não apenas no Brasil, mas no mundo determinantes do resultado das eleições. As pessoas desinformadas ou que não têm vontade de se informar sobre os rumos da política, os melhores candidatos, a biografia deles, o que que eles estão dizendo, o que que eles fizeram, ficam muito vulneráveis.

As mensagens que recebem, principalmente pelo WhatsApp, não checam a informação. E a as má pessoas, os maus políticos, eu vou usar muito a palavra maldade e mal aqui no sentido que eu reportei no início do papo das 9, produzem fake news em escala industrial pulverizam, disseminam isso nas redes sociais, especialmente no WhatsApp. E isso tem um impacto voraz sobre intenções de votos. [limpando a garganta] Exatamente. Esse segmento que não quer o debate, não quer que o seu candidato tenha a competência de formular propostas, se escora na fábrica de produção de fake news em escala industrial para divulgar nas redes. E a maioria dos deputados aprovou isso, mas não apenas. Tem mais. derrubaram vetos da presidência da República para que sejam permitidos os repasses de recursos de emendas parlamentares durante a campanha eleitoral.

É óbvio que isso não faz sentido. Quando você tem alguém se candidatando a um cargo eletivo, ele não pode, durante a campanha, estar anunciando: “Eu estou liberando hoje verba para a minha comunidade aqui.” senão você torna o eleitor refém de atos circunstanciais. Isso já tem história no Brasil. Ou seja, diz a Míriam: “Liberam o uso de recursos dos cofres públicos para compra de votos.” Então, nada disso, obviamente, é aceitável. É possível que o Supremo Tribunal Federal, que tem o seu nível de desgaste, não por acaso, em algumas decisões, se pronuncie contra. Mas se demorar muito, já estamos aí há poucos meses das eleições e o estrago tá feito.

Eu também quero lembrar o nível de impopularidade de quem no exercício de uma função pública pratica o mal. É uma pesquisa da Quaest que nunca havia sido feita nesses termos. Foi feita com 2.004 entrevistados do Brasil inteiro, por amostragem, e concluiu que 78% dos entrevistados, oito em cada dez brasileiros, consideram que os deputados e senadores atuam mais em benefício próprio do que em benefício do país. Essa pesquisa foi feita entre 8 e 11 de maio. dos entrevistados, 8 em cada 10 brasileiros, entendem que deputados e senadores atuam mais em benefício próprio do que em benefício do país. Isto posto posto.

Vamos aos fatos que eu quero destacar, porque eu estou há mais de 30 anos, há mais de 30 anos, pesquisando, realizando trabalhos como jornalista, eh lecionando uma disciplina criado por mim desde 2004, já são 22 anos, na Pontifícia Universidade Católica do Rio com o objetivo de entender a dinâmica do meio ambiente e do clima no Brasil e no mundo. Esse congresso é nefasto porque porque ele claramente é palco de conflito de interesses. É preciso dizer isso com todas as letras. E, no que tange às questões ambientais e climáticas, prevalece um negacionismo oportunista para, por exemplo, banalizar a ocorrência do super El Niño, que existe uma grande probabilidade de ocorrer ainda esse ano.

Já há mudanças importantes. O El Niño é um fenômeno cíclico, mas o aquecimento das águas do Pacífico, em função do aquecimento global, ocorre numa escala preocupante, aproximadamente, neste momento, seis graus acima da média numa área do Pacífico equivalente a quatro vezes o tamanho do Brasil, país continental. Esse aquecimento das águas produz uma pressão monumental de evaporação. Você vai turbinar eh a presença de vapor d'água na atmosfera e isso determina uma série de problemas que o agro conhece bem.

Os bons agricultores, produtores rurais conhecem a mudança climática e são irresponsáveis à parcela dos produtores rurais que avaliza todas as leis aprovadas esta semana e cada uma delas merecerá de minha parte o que me cabe fazer. Eu sou jornalista, sou professor, sou cidadão, eh, portanto, e sou espírita. Portanto, eu me sinto muito à vontade aqui de compartilhar fatos. Vamos a eles. O que foi aprovado essa semana, que foi auto-intitulada “Semana do Agro”, depredando a boa reputação de alguns empresários do agro que entendem os riscos que eu vou compartilhar aqui. Não vou generalizar, não. Tem gente que gosta de generalizar tudo. Todo político é safado.

Todo jornalista eh não apura direito. Todo ruralista é contra o meio ambiente. Não, não, não vou nessa. Nunca fui. Isso não é razoável. Vamos lá. Projeto de Lei 2.564, aprovado essa semana, de autoria do senhor Lúcio Mosquini, do MDB de Rondônia. Lúcio Mosquini. Guardem esse nome, porque tem uma historinha interessante sobre ele. Ele é o proponente de uma lei que determina mudança nas regras do chamado embargo remoto, onde, por satélite, isso já vem sendo feito há dez anos no Brasil. A partir do Ibama, você consegue detectar a partir de imagens de satélite desmatamento ilegal.

E, quando você detecta o desmatamento ilegal, eu já estive na sala do Ibama, em Brasília, fazendo reportagem sobre isso há uns quatro anos, quase. É muito interessante. Eu vi isso, ninguém me contou. Imediatamente você aciona várias ferramentas de checagem do que está acontecendo ali, do ponto de vista de dados georreferenciados. Onde fica essa propriedade? É terra pública ou se é terra privada quem é o proprietário? ele está em dia com cadastro ambiental rural ele tem licença para desmatar tudo Tudo isso é checado. Se todas essas informações checadas mostrarem que o desmatamento é ilegal, aciona-se o dispositivo do embargo. O que que significa um embargo?

Aquela propriedade entra numa lista suja de propriedades que estão em dívida com a lei. Portanto, esse proprietário não pode, por exemplo, é o grande medo dessa bancada ruralista, ficar sem o crédito agrícola, sem o dinheiro que financia a produção. O que esses deputados não disseram? Porque eles falam assim: “Foi recuperada a dignidade, a gente não pode ser multado por satélite, a gente não consegue recorrer conversando com satélite.” Isso é de uma imbecilidade, porque o embargo remoto funciona igualzinho a motorista como eu, que eventualmente não presta atenção por invigilância na velocidade máxima de uma via expressa que é 60 km/h.

Chegou a 62, 63, pimba, o pardal pisca, filma, filma, não, fotografa a traseira do seu carro com a tua placa e você vai receber em casa uma notificação. Presta atenção no que eu vou dizer, porque é a mesma coisa. você vai receber uma multa, eh, a notificação com a fotografia do teu carro, dizendo data hora e local e dando a você um prazo, isso é muito importante, para que você recorra. Se você ignorar o prazo, a multa será aplicada. O embargo remoto que vem sendo determinante no Brasil paraa redução do desmatamento ilegal em nosso país, ele tem a mesma regra no sentido de que você dá um prazo de 20 dias pro proprietário rural se manifestar. vem funcionando magnificamente.

Eu apurei que no ano passado, se a gente pegar como referência, foi o que eu perguntei, tem algum dado que a gente pudesse destacar para mostrar a eficiência do embargo remoto? E aí o que o seguinte. Nós tivemos no ano passado 3.857 desmatamentos ilegais por satélite, principalmente na Amazônia 3.857 Para Para todos eles, houve a notificação do embargo. Como disse, tem 20 dias de prazo para o proprietário rural se manifestar. Eu pergunto para vocês: vocês sabem quantos proprietários rurais responderam, recorreram ao embargo no ano passado, de 3.857 flagrantes de desmatamento ilegal? Zero, nenhum. Portanto, o embargo é eficiente.

Se eu descumprir uma lei do trânsito, por que que eu vou perder meu tempo recorrendo? Se eu promovi desmatamento ilegal, por que que eu vou perder meu tempo recorrendo? É aquele ditado, contra fatos não há argumentos. Isso é muito importante da gente ter em mente. Mas então, se funciona, se tem o prazo de resposta para o proprietário rural flagrado com imagem de satélite, promovendo o desmatamento ilegal se manifestar, por afinal de contas ele, deixa eu dar o nome do deputado de novo. Vamos lá, senhor deputado. E esse espaço está aberto pro senhor, se quiser fazer contato comigo, porque eu já tornei pública a minha crítica na Globo News, nas minhas redes sociais.

Eu não sou o dono da verdade, mas eu tô parado em fatos. Esse deputado de Rondônia — e isso é muito triste da gente constatar — foi assunto de uma reportagem publicada pela BBC Brasil através do trabalho do meu colega jornalista Leandro Prazeres. Portanto, em abril desse ano — perdão, março, 23 de março de 26. Abril, maio, dois meses atrás —, esse projeto já estava tramitando e o nosso colega Leandro Prazeres descobriu o seguinte: o autor da lei que, na prática, concede tantos prazos e benevolências para o proprietário rural flagrado com desmatamento ilegal ser notificado sem que seja embargado. É isso que eles querem.

É como se eu pratico uma multa no trânsito, mas eu não vou receber a notificação com a multa que vai ser aplicada se eu não recorrer. Não, eles querem a notificação. Diz assim: "Você foi flagrado, explique-se com prazos generosos". E as fontes no Ibama dizem, quando o desmatamento ilegal, esse prazo conspira em favor do infrator, porque ele vai acelerando o processo de devastação, depredação, destruição. Ele vai criar um fato consumado. Eles confiam na letargia da aplicação da lei, que foi o que esse projeto determina. Então, vamos lá. aqui que o meu amigo, amigo não, colega, é amigo, colega, não, eu não tô evocando aqui uma amizade porque eu nem o conheço pessoalmente, mas o nosso colega jornalista Leandro Prazeres publicou uma extensa reportagem na BBC Brasil informando que o autor dessa lei, que é o senhor Mosquini, Lúcio Mosquini, ele lá de Rondônia é empresário produtor rural do interior de Rondônia, tem quatro fazendas que somadas na declaração dele à Justiça Eleitoral valeriam mais de 4 milhões de reais.

Está no mandato consecutivo. E ele tem uma relação próxima com um empresário chamado Sérgio Botelho Teixeira, que foi nas eleições de 2018 doador de 100 mil reais para a campanha do senhor Moschini, tornando-se o maior doador individual da campanha dele em 2018. 2022, quando o senhor Moschini se reelegeu O senhor Sérgio Botelho Teixeira doou 150 mil Nas ocasiões, diz a reportagem da BBC Teixeira não doou para nenhum outro candidato E E, em 2024, há dois anos, este Teixeira, doador da campanha do senhor Mosquini, recebeu a Medalha do Mérito Legislativo em uma cerimônia realizada no Congresso Nacional, por recomendação de Mosquini.

E aí o Leandro Prazeres, na reportagem da BBC Brasil, diz: “Um processo judicial ao qual a BBC News Brasil teve acesso mostra que, em dezembro de 2025, não faz tanto tempo assim, o Ibama multou em cinco milhões e meio de reais uma fazenda no estado do Tocantins, da qual este empresário Sérgio Botelho Teixeira, financiador de campanha do senhor Mosquini, é um dos donos, junto com familiares.” Segundo o Ibama, os donos da fazenda impediram a regeneração da vegetação natural, da reserva legal, ao plantar pasto no local. Então, vamos lá. Se isso não é conflito de interesses, eu não sei o que é.

O problema é que este senhor, nessa mesma neste mesmo projeto, presta atenção no que eu vou dizer, porque isso é importante. Ele não apenas travou a eficiência do embargo remoto, mas ele também determinou — e é uma coisa desastrosa — a destruição dos equipamentos usados em infrações ambientais, como aquelas usadas por garimpeiros ilegais no meio de unidades de conservação. Território Yanomami, a gente viu um monte dessas imagens, balsas caras que custam ou podem chegar a custar 4, 5 milhões de reais, de reais, porque elas reviram o leito do rio. A floresta vai sumindo, toda aquela terra argilosa passa pela máquina, mistura-se mercúrio para ver se ali tem algum metal precioso.

Essas dragas são destruídas pelo Ibama, ou eram até que essa lei fosse aprovada? Ainda vai para o Senado. Está valendo ainda a regra do Ibama. Mas o senhor Mosquini não quer que destrua balsas, dragas, tratores, retroescavadeiras que são apreendidas no meio da floresta em atividades ilícitas. Por que que o IBAMA destrói? Você vai perguntar. Eu já testemunhei uma destruição dessas numa reportagem que eu fiz. Eu perguntei pro fiscal: "Por que que vocês estão destruindo?" E a resposta do fiscal foi: "André, você viu como é longe, como é difícil chegar até aqui. Se eu não vou, se eu não inutilizar esse equipamento, ele vai continuar disponível pro bandido que tá operando.

Então a solução é enquanto Ibama levar essa máquina pesada para algum lugar, algum depósito, a centenas ou milhares de de quilômetros de distância daqui, até que a justiça decida o que fazer. Não funciona assim. Você destrói sim, você inutiliza. Se você for no site do IBAMA, na página do IBAMA no Instagram, você vai ver inúmeras imagens de operações em lugares distantes. A força-tarefa do Ibama desce de helicóptero. Os fiscais de rapel, às vezes, dão uma dura em quem está lá por baixo. É para prender em flagrante quem está ali operando as máquinas.

O pessoal foge quando ouve o ruído do helicóptero, e eles usam dinamite, o IBAMA, para implodir toda a infraestrutura do crime, toda a infraestrutura do crime. E isso é muito importante da gente ter, eu diria, eh a noção de que a gente não pode passar pano para deputado que deveria representar os interesses coletivos e não os próprios interesses. deveria estar atento ao que lhe cabe fazer para seguir a Constituição, principalmente no artigo 225, que é aquele leiam, é fácil, vai lá na internet, não é lei a Constituição toda, não. Se você quiser, pega apenas o artigo 225 da Constituição.

Eu vou encerrar hoje o papo das 9 lendo esse artigo, porque ele é simples, ele é claro, não é uma opção proteger o meio ambiente. é dever do Estado através de todos os seus representantes, poder executivo, judiciário, legislativo e da sociedade proteger o meio ambiente, que é um é um bem comum.

Somos todos nós que estamos dependendo da resiliência da saúde do meio ambiente para ter um clima adequado, para ter o não agravamento do aquecimento global, para ter a proteção das águas, das bacias hidrográficas, o fluxo de evaporação da floresta produzindo chuva, que é tão importante pro agro, é tão fundamental a biodiversidade, quando eu falo também dos serviços ambientais prestados por inúmeras espécies que ajudam a gente a existir e ter qualidade de vida. os polinizadores. Eu tô falando de abelhas, tô falando de morcegos, tô falando de antas, tô falando de vários animais que tem a sua função.

E elas, eles, essas espécies existem e, ao existirem, realizam os chamados serviços ecossistêmicos. Esse projeto horroroso do senhor Mosquini depreda a agilidade da fiscalização e protege as ferramentas usadas pelos bandidos. Isso é um escândalo. Por isso que o professor Raoni Rajão, da Federal de Minas Gerais — perdão, de Minas Gerais, falei Mato Grosso —, ele é da Federal de Minas Gerais, Raoni Rajão. esse projeto como, num artigo intitulado, a maldade tem método. Ele, esse deputado, recebe recurso público para defender os interesses do coletivo e não os próprios ou da sua do seu grupelho validando o crime, protegendo o bandido. Não faz sentido.

Um dado oficial para vocês entenderem o tamanho da encrenca. É um dado oficial, fácil de apurar. 1% dos imóveis rurais do Brasil são flagrados com desmatamento ilegal Eu vou Eu vou responder, não é a regra. O desmatamento ilegal ocorre em apenas 1% dos imóveis rurais do Brasil. Então veja, é uma a menor parcela proprietários rurais flagrados no cometimento de crimes Que tem representação no Congresso e um projeto como esse ganha fermento. A Frente Parlamentar da Agropecuária apoia e outras bancadas também. e ele vira lei. Ainda falta passar pelo Senado. Eu tô dizendo tudo isso porque ainda há tempo de reverter esse processo e a gente precisa tá ligado.

Você achou que foi demais o que eu falei? Te prepara. Esse foi apenas o projeto que teve mais visibilidade nas mídias diante da repercussão horrorosa. E o que me preocupa é que o parlamento já não se intimida com petições online abaixo assinado virtual, reportagens na imprensa. Eles estão se lixando pra opinião pública. parecem absolutamente indiferentes a todos os tópicos denunciados em notas técnicas, porque o senhor Hugo Mota, presidente da Câmara, é corresponsável por isso. Ele avaliza isso quando ele determina que projetos como esse não tramitem pelas comissões temáticas onde haveria o debate. Ele, Hugo Motta, autoriza a votação em regime de urgência.

E ele, Hugo Motta, por vezes aprova, em votação simbólica, projetos de interesse do povo, da sociedade, projetos que mexem com direitos coletivos. Isso é muito sério. Isso é muito sério. Você tá depredando ferramentas que a democracia cria para ver debate. Vamos expor aqui os dados. Por que que o senhor quer acabar inutilizar na prática a eficiência do embargo remoto? Por que que o senhor quer, na prática impedir eh a destruição das máquinas e equipamentos usados do cometimento de crimes flagrados por fiscais concursados do Estado? Isso não faz sentido. Não faz sentido. Então, vamos lá. Esse é apenas um dos projetos. Vamos pro outro.

Existe no Brasil, eu vou usar uma linguagem técnica, mas eu preciso explicar do que se trata, porque um outro projeto tornou absolutamente desprotegido o que era objeto de proteção, que são os campos de altitude e as formações não florestais, que são protegidos porque são biomas sensíveis que ajudam a permitir a vitalidade das espécies animais e vegetais, campos nativos ou campos de altitude. O texto aprovado permite a conversão dessas áreas em pastagens, áreas agricultáveis ou áreas sujeitas à mineração. A gente tá falando de Aproximadamente 50 milhões de hectares. Gente, é muita coisa. Cada hectare, numa conta grosseira, você pode falar de equivalência a um campo de futebol.

48 48 milhões de hectares. A gente está falando de uma fatia enorme do território brasileiro que fica vulnerável a atividades econômicas, sendo esses campos de altitude áreas sensíveis e vulneráveis a qualquer tipo de intervenção. O Observatório do Clima, que eu respeito muito — conheço alguns técnicos de lá —, que não tem propriamente nenhuma afinidade política, partidária ou ideológica. São técnicos, como disse, qualificados e reconhecidos fora do Brasil, que publicam seus estudos em periódicos internacionais revistos pelos pares, que é um termômetro importante para validar a, eu diria, fundamentação científica do que você está afirmando.

Então, o Observatório do Clima estima que as áreas mais vulneráveis seriam no Pantanal, que já, segundo alguns cientistas, teria alcançado o ponto de não retorno desde 2020, quando o ciclo de cheia e de seca — porque o Pantanal respira —, as cheias são cada vez menos cheias, menos área do Pantanal coberta de água. Isso está vindo num crescente. Pantanal fica sujeito ao problema causado por essa lei, que ainda precisa passar pelo Senado. Pampa Gaúcho fica sujeito a intervenções onde não era permitido. O Cerrado brasileiro, que é o bioma mais vorazmente depredado pelo agro, e a Amazônia.

Então, esses campos nativos e formações não florestais, onde havia legalmente a proteção, essa proteção, esse lacre, foi rompido essa semana pelo PL 364, de autoria de um deputado gaúcho do MDB chamado Alceu Moreira. Vou para outro projeto aqui. Vocês estão achando que foram só esses dois? Tem mais dois. Redução da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. Redução de 40% numa gigantesca área que tinha status de Floresta Nacional. Portanto, as normas de proteção eram muito mais rígidas. 40% dessa Floresta Nacional deixaram de ter esse status por esse projeto — vai passar pelo Senado — para virar área de proteção ambiental.

Aí você vai dizer: "Ué, mas área de proteção ambiental o nome diz tá protegido". É, tá protegido, mas de uma forma muito rarefeita. A APA permite vários gêneros de intervenção. O André Lima, meu xará, que ocupa um cargo importante no Ministério do Meio Ambiente, diz, por exemplo, que 80% de Brasília são APA, área de proteção ambiental. É área de proteção ambiental com um monte de loteamento, empreendimento imobiliário, porque a área de proteção ambiental permite certas intervenções. Como eu disse, deixa de ser uma Floresta Nacional essa do Jamanxim.

Um prêmio para invasores de terra, um prêmio para os grileiros, porque o presidente Michel Temer, Michel Temer, quando foi presidente tentou desmanchar a flona, a floresta nacional do Jamanxim. não conseguiu. Quero um escândalo, foi entendido como algo nefasto. Porque quando você determina que uma área deva ser considerada floresta nacional, importante, as pessoas não sabem disso. Unidade de conservação tem várias: Parque Nacional, floresta nacional, reserva extrativista, né? Tem vários tipos de unidades de conservação. Para todas elas há que ter uma fundamentação técnica.

Você tem que justificar nos termos da lei porque aquela área precisa ser protegida e se é floresta nacional no nível top. Não é porque alguém achou, não é porque alguém defendeu, não é porque o presidente de ocasião achou que deve ou não deve, não. Tem que ter embasamento técnico científico. Essa flona do Jamanxim foi criada porque havia fundamentação técnica e científica, e isso foi desconsiderado no projeto do senhor Isnaldo Bulhões Júnior, do MDB de Alagoas. Ele, que era candidato numa das eleições recentes para a presidência da Câmara dos Deputados. O senhor Isnaldo Bulhões Júnior retirou, no seu projeto, 40% da área de uma Floresta Nacional situada no Pará. do Pará, Helder Barbalho, que foi o anfitrião da COP30, que eu participei em novembro do ano passado em Belém, celebrou efusivamente, efusivamente, a a liberação dessa área da Flona para virar APA.

É interessante, né? As situações vão revelando o posicionamento de cada um em diferentes momentos da história. Bom, eh, ah, tem outra aqui, a última das dos quatro projetos. Vocês não aguentam mais, né? Ah, André, Papo das 9, a gente quer energia, a gente quer coisa boa, a gente quer fazer reflexão sobre assuntos espirituais. Esse é um assunto espiritual. E no final do papo eu vou explicar por ele é essencialmente espiritual. Ele diz respeito a valores e princípios. Ele diz respeito à qualidade de vida nesse planeta, as escolhas pelo livre arbítrio soberano que nós fazemos no tempo de vida que estamos na Terra. Esse é um assunto espiritual por excelência. Vamos lá. O PL, projeto de lei 5900.

Aí tem vários autores: Pedro Lupion, do PP do Paraná; Pezenti, do MDB de Santa Catarina; Tião Medeiros, do PP do Paraná; Evair Vieira de Melo, do PP do Espírito Santo; e Luiz Nishimori, do PSD do Paraná. do Meio Ambiente e Agricultura Atribuições que são do MMA, Ministério do Meio Ambiente Passariam a ser do MAPA, Ministério da Agricultura e Pecuária Que atribuições? O O MAPA, Ministério da Agricultura e Pecuária, passa a ter poder de veto de regulações ambientais que estão relacionadas a espécies animais ou vegetais de interesse produtivo. prática, quando o Ministério do Meio Ambiente diz essa espécie precisa ser protegida Essa espécie pertence à lista de animais em extinção.

Essa espécie exótica não pode ser comercializada no Brasil porque sendo uma espécie não pertencente aos biomas brasileiros, não pode ser objeto de produção e comercialização no Brasil. é mais o Ministério do Meio Ambiente que tem o expertise e a formação técnica para definir isso que bate o martelo o Ministério do Meio Ambiente determina algo que vai passar pelo crivo do Ministério da Agricultura e Pecuária Isso Isso é uma aberração. prática. A gente vai ver aqui, por exemplo: a informação que eu obtive de mais de uma fonte é que esse projeto atende particularmente à piscicultura voltada para a produção de tilápia. A tilápia não é uma espécie nativa do Brasil.

A tilápia é uma espécie exótica. Ela já tá aí. Só que o Ministério do Meio Ambiente é rígido quando determina, não pode ter tilápia no meio natural, você não pode tirar a tilápia do tanque onde ela é criada e permitir que ela eh vá passear por aí pelos rios do Brasil. Porque isso aí tem que ter fundamentação técnica, tem que ter estudo da biodiversidade, tem que ter a ecologia aplicada no campo. Você vai provar que a tilápia solta por aí é tão danosa e nefasta quanto esse javali selvagem que está circulando pelo Brasil, que não é uma espécie nativa do Brasil e virou uma praga, porque o nome que se dá é esse. São as pragas oportunistas.

Elas são espécies que se tornam vilãs do meio ambiente e do equilíbrio ecológico. Pois bem, a informação que eu apurei é que, sim, alguns setores da piscicultura, voltados especialmente para a tilápia, não querem que o meio ambiente determine protocolos de proteção rígidos, porque isso tem custo, vai atrapalhar meus negócios, deixa o Ministério da Agricultura legislar ou ter, né, legislar, ter a palavra final sobre isso. E aí você solar pro Ministério do Meio Ambiente, fala assim: "Tchau". Isso é algo que mais uma vez, por que que o professor Raoni Rajão no artigo que denuncia o absurdo dessas leis, fala que a maldade tem método.

É porque isso afronta o artigo 225 da Constituição, afronta direitos coletivos afronta interesse público e responde ao interesse interesse de um ou de outro. Isso realmente é algo que a gente não deveria banalizar. a gente não deveria considerar algo menor, algo que não faz diferença. Eu também ouvi de uma fonte técnica que é, ó, a gente quando escolhe fonte tem que ser gente com eh profundo conhecimento, notório saber, porque eu não vou comer na mão como jornalista de qualquer um, com todo respeito. Então, a gente seleciona a fonte. A minha credibilidade depende da credibilidade das minhas fontes que me ajudam a fazer juízo de valor como jornalista daquilo que eu tô apurando.

Então, veja o absurdo. Quando o Ministério do Meio Ambiente determina que pau-brasil é uma espécie ameaçada de extinção, significa que você tem que proteger o pau-brasil. Aí vem o Ministério da Agricultura e diz: “Não, aquela área tem muito pau-brasil, mas querem construir eucalipto, pinus.” “A gente determina que isso não seja um problema.” E você desmantela todo o embasamento técnico, científico, jurídico, todo o arcabouço que foi construído a duras penas ao longo de décadas para dizer qual a importância de cada espécie e como é que você chegou a essa conclusão. É do Ministério do Meio Ambiente que esses técnicos estão, não é no Ministério da Agricultura e Pecuária.

Bom, aí eu disse, esse é um problema espiritual. A Grazoiro está dizendo que está dando vontade de chorar. Desculpa, viu, mas eu hoje escolhi o Papo das 9 para a gente compartilhar informação por várias razões. Uma delas é o componente espiritual, que eu vou chegar agora. Mas antes nós estamos no ano eleitoral e o ano eleitoral é um ano de escolhas e a gente precisa saber escolher. Porque eh você vai votar para deputado federal, você vai votar para deputado estadual. Vamos lá. nos estados você vai votar para deputado estadual e governador. Eh, você vai votar para deputado, aí já é nível federal, deputado federal, senador, presidente da República.

Cada um desses nomes que você colocar na urna eletrônica, ele pode reduzir estresses e defender aquilo que a gente considera o justo, o certo, o que corresponde às expectativas de quem tem a noção do que é o ético, o moralmente aceito. ou você vai validar a excrescência do conflito de interesses, quem chega lá com a tua ajuda para cuidar apenas do próprio umbigo e dos próprios interesses. É disso que se trata. Eh, por isso que eu tô falando disso hoje aqui no livro Espiritismo e essa é a última versão, a melhor de todas, de pouco mais de um ano e meio atrás, editado pela FEB Editoras. Aqui tem mais ciência do que espiritismo, preciso dizer.

E me orgulho muito de ter constatado, ninguém me contou, num dos lançamentos do Espiritismo e Ecologia, uma pessoa na fila veio com cinco ou seis livros, pediu dedicatória para cinco ou seis pessoas diferentes e aí disse assim, alto e bom som, falou assim: "Você sabe que eu não sou espírita não, né? Aliás, eu não tenho nem religião, mas eu folhei o livro e vi que tem muita informação útil para várias das pessoas que eu vou dar de presente, que não são espíritas, mas se interessam por esses temas à luz da ciência. Fiquei muito envaidecido, estou compartilhando publicamente a minha vaidade, que é um pecado, é uma imperfeição.

Mas eu tô dizendo isso porque a questão ambiental ela não é uma questão ideológica, não é uma questão partidária, ela é uma questão, você pode até dizer que é ideológica em certo sentido, mas o que eu tô dizendo é o seguinte: quem não tá muito preocupado com ideologia, mas quer água limpa, solo fértil, ar puro, não quer viver num planeta onde haja risco de superar o ninho. Não quer viver num planeta que está aquecendo, E o calor mata mais do que o frio e ondas de calor têm dilapidado a saúde, especialmente das pessoas vulneráveis e com comorbidade.

E tudo isso está acontecendo porque a crise ambiental e climática, sem precedentes na história, história da humanidade tem a nossa digital e o nosso DNA. Nós somos os causadores dessa crise sem precedentes. Parlamentares como esses que aprovaram esse pacotão de iniquidades. Essa rapinagem, essa pilantragem precisa ser denunciada. Tudo isso foi pro Senado. Agora pressão no Senado. André, como é que é isso? Eu não vou ensinar padre a rezar. Democracia panela de pressão. Faça contato por rede social, faça contato por e-mail.

Investigue quem são os parlamentares do seu estado ou quem são os parlamentares escolhidos para relatarem os projetos no Senado que foram aprovados na Câmara e que eu citei aqui. Vamos lá. Capítulo 24 do livro Espiritismo ecologia. E eu não tenho um centavo de direito autoral desse livro, é só para dizer isso tudo foi pra Federação Espírita Brasileira. É o livro que eles editaram. lá é essa. E eu não tenho direito autoral sobre nenhum dos livros de minha autoria. Eu cedo para organizações filantrópicas ou humanitárias, você sabe. Então vamos lá. Capítulo 24, Antropoceno e Ecocídio. numa das aulas que eu dou na PUC eu falo desses dois termos termos.

Esses dois termos meus pais e meus avós não conheceram. Eles são muito modernos. Antropoceno significa a era geológica em que as nossas interferências no planeta determinam mudanças. No software do planeta, ele passa a funcionar ou não funcionar adequadamente em função dos impactos antrópicos. antropoceno, a era dos impactos causados pela humanidade, que determinam uma nova forma do clima se comportar, uma nova forma das correntes marítimas, da do ciclo das chuvas, uma nova maneira do planeta, portanto, responder a impactos que nós estamos determinando a desertificação avançada em certos lugares do Brasil e do mundo. Tudo isso tá num pacote de interferência causada por nós.

Nós já sabemos disso. Esse é o ponto. O que o parlamento brasileiro deveria estudar, saber, legislar, se empenhar em fazer o certo. Não vou negar as evidências, não vou negar a ciência e eu não vou ter a desfaçatez de legislar em causa própria. Eu represento uma comunidade, eu represento um coletivo, eu sou deputado federal do Brasil, representando o meu estado, mas meu estado não é um ente à parte do Brasil. A gente não pode ter em situação de poder pessoas que ignoram os riscos que já estão materializados. A outra palavra é ecocídio. São duas palavrinhas novas, neologismos. Antropoceno. Eu já expliquei o que é ecocídio.

Ah, eu vou pegar uma das definições que eu publiquei no livro, mas eu tenho a minha própria aqui. Eh, quando a gente fala de ecocídio, onde é que eu botei a definição? Bam, bambam. É quando temos um gênero de impacto ambiental que é tão avassalador, tem tantos desdobramentos nefastos, que ele não cabe na Lei de Crimes Ambientais. Você precisa ter uma lei do ecocídio. A lei do ecocídio é aquela que alcança os agentes de uma destruição que ocorre numa escala que precisa ser nominada de forma diferente. Sabe aquela história de você eh ter um determinado, por exemplo, no Brasil, que eu sou contra, o camarada se embriaga, dirige bêbado, mata uma pessoa e não vai preso, não fica preso. entendo, mas eu não sou legislador nem o dono da verdade, o Brasil está atrasado, outros países não permitem que esse camarada saia.

Por quê? Não foi um acidente, não foi um homicídio culposo quando não há intenção de matar. Uma pessoa embriagada quando está ao volante, ela necessariamente tem a noção de que ela… ela representa risco para si própria e ela representa risco para terceiros. Se acontece um acidente, ela é responsável por isso. Não foi um acidente.

Guardadas as proporções, a Vale mineradora, tanto em Mariana quanto em Sobradinho, não foi acidente nenhum nem outro é o que diz o Ministério Público Federal a tipificação do crime é homicídio doloso, não culposo as mortes em Mariana, as mortes Brumadinho não foram acidentais no entendimento do Ministério Público Federal houve Houve intenção quando você deliberadamente desprezou os riscos. Esse é o ponto. Ecídio é o seguinte, suicídio, você sabe o que que é? É o ato deliberado de alguém, colapsar a vida orgânica, esse alguém invariavelmente numa situação de perturbação. E o corpo perece. Isso é suicídio. A pessoa escolhe neutralizar as funções vitais.

Obviamente do ponto de vista espiritual isso é um desastre. Agora, quando você fala de ecocídio, a gente tá falando de decisões. É outra interpretação do que seja ecocídio. A soma de decisões que pessoas físicas e jurídicas, governos, empresas, eh, ONGs, igrejas, cada um de nós com seu cada um, não existindo neutralidade no universo. Quando a gente realiza atos no dia a dia que agravam a crise ambiental, por mais inocentes que sejam, nós estamos validando o risco do colapso, o risco da ruptura, do esgarçamento da capacidade do planeta resistir à soma desses impactos, entendeu?

Eh, ah, eu quero comprar essa blusinha que tá vindo da China baratinha para mim, mesmo já tendo 63 blusinhas no meu armário. Primeiro, se a blusa é baratinha, não existe almoço grátis em alguns lugares do mundo, para ser tão baratinha roupinha ela certamente não respeita os protocolos mais rígidos de proteção do meio ambiente e do clima então Então, o tingimento da roupa vai gerar uma poluição específica, danificando os corpos hídricos. Ela pode estar usando uma fonte de energia suja, carvão mineral, que é mais barata, embora seja mais poluente, e ela vai dar meia volta ao mundo para chegar até você. Isso tem custo. Ah, mas só custou X dólares para reais Y. OK.

É direito de cada um comprar o que quiser, mas não existe almoço grátis. ou se preferir outro ditado que eu gosto muito, muito, tem o barato que sai caro. Sem contar — quem me lembrou aqui? Ó, Valnei Ribas —, sem contar as condições de trabalho. Muito bem lembrado. Mão de obra equivalente à escravidão, uma remuneração tosca, o que você está pagando barata não está chegando na ponta aquela pessoa continua numa situação muito de penúria econômica é um subemprego ela não tem garantias trabalhistas ela pode estar em situação de insegurança alimentar então veja o mundo é como mundo é complexo, a gente vai no oba e a gente esquece do que se trata. Esse é um assunto espiritual.

Nós evoluímos através do livre arbítrio. Que escolhas você e eu estamos fazendo como consumidores e como eleitores? O que você compra é em favor ou contra? O meio ambiente. Em quem você vota é a favor ou contra o meio ambiente. O outro capítulo eu coloco aqui o meio ambiente no mundo de regeneração, que na crença de muitos espíritas a Terra já estaria ali se habilitando a ser hospedeira de uma humanidade mais ética. digamos assim. Pois bem, quem tá preocupado com isso não pode ser indiferente aquilo que diz respeito a um código de conduta ético, moral, ambiental e climático. [risadas] Que Deus delega, Deus terceiriza esse planeta.

Porque é interessante dentro do espiritismo, as outras tradições t outras leituras. No espiritismo a gente diz Jesus é o governador da terra. Então a gente diz assim: "Jesus é o síndico, o síndico que se manifeste. Eh, vou rezar pro mundo não acabar, vou rezar pro mundo não colapsar. Vou rezar para continuar tendo água, continuar tendo terra fértil, que o clima não se volte contra mim, que uma chuva forte não provoque enchente, inundação ou deslizamento de terra e de pedra, como a gente tem visto com cada vez mais frequência no Brasil e no mundo. Alô, povo de Juiz de Fora, que eu amo. Vários amigos por lá. Pior tragédia da história de Juiz de Fora no início desse ano.

Alô, povo do Rio Grande do Sul. Pior tragédia da história do Rio Grande do Sul, dois anos e meio atrás. Eu estava lá. Isso não tá acontecendo por acaso. O acaso não existe. A gente não pode ter parlamentares e governantes insensíveis à ciência e a causa nobre, ética, moral, espiritual da proteção da nossa casa planetária. O Brasil é um país megabiodiverso. A gente ainda tem a maior quantidade de espécies animais e vegetais catalogadas pela ciência no mundo.

Quase 20% de todos os animais as espécies vegetais conhecidas e aí eu me deparei essa semana com um dado que me deixou estarrecido você faz o Você faz o levantamento: todos os animais que existem no mundo, apenas 4% são animais silvestres. Que que é animal silvestre? Animal selvagem que ocorre nas matas, ocorre nos mares, nos rios. 4% e o resto é animal de criação. Aí vai ter animal doméstico, cão, gato, etc. E vai ter boi, galinha, suíno, animal comercializado. O Brasil tem mais boi no pasto que brasileiro. Você sabia disso? Eu gosto de brincar às vezes dependendo da plateia, dizendo que o Brasil é um país de chifrudos, porque a maior parte das espécies animais que existe no Brasil é boi.

Tem mais boi do pasto que brasileiro. A gente é o Antropoceno. Você começa a ajustar. Aí você vai dizer: “Ah, André, tadinho do boi.” Não, eu não estou aqui estigmatizando o boi. Eu estou dizendo que a pecuária extensiva, não por acaso, é o maior vetor de desmatamento da Amazônia. Eu estou dizendo, não por acaso, que a agropecuária no Brasil, segundo o Observatório do Clima e o Ministério do Meio Ambiente, é a principal responsável pelas emissões de gases de efeito estufa. Quando você tira a floresta para plantar capim e criar gado, nós já temos um estado de Minas Gerais de pastagens degradadas, abandonadas. O camarada solapou a floresta, plantou capim para engordar boi.

Depois ele não cuidou daquilo, aquilo ficou meio abandonado. Ele abandona e fica o passivo ambiental. Onde há menos árvores, há mais encrenca, há mais problemas de diferentes ordens de grandeza. Então, vejam, o Brasil é um país que sempre foi muito fortemente influenciado por fazendeiros. Faça o estudo da história do Brasil e veja a influência da elite rural no Brasil, colônia, da elite rural na República Velha, política do café com leite, eram fazendeiros. Depois veio Vargas, o início da industrialização, quebrou o ciclo da política do café com leite, Vargas, gaúcho.

E aí teve outra dinâmica nessa história, mas ainda hoje nós temos a influência de fazendeiros e, infortunadamente, considerando as leis aprovadas essa semana na Câmara e que vão para o Senado, maus fazendeiros determinando o rumo de um país inteiro. Vamos ficar ligados. Todo o poder emana do povo e em seu nome será exercido. Primeiro artigo da Constituição Brasileira. Eu encerro, como prometi, falando do artigo 225 da Constituição Brasileira. O que ele diz é isso é cláusula pétrea, tá?

É a do direito ambiental Só para você saber Artigo 225 Todos tem direito ao meio ambiente Ecologicamente equilibrado Bem de uso comum do povo E essencial a sadia qualidade qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. toda a atenção do mundo no Senado Federal, porque é para lá que foram esses projetos horrorosos. Fiquem com Deus, tudo de bom, ótimo domingo. Papo das 9 fica guardado no meu canal no YouTube. Povo do Instagram, se quiser acompanha por lá o que nós falamos aqui hoje. Valeu, tudo de bom.

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