Relacionados

O que fazer com os políticos que vão contra o meio ambiente? | Papo das 9 #1039

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Aê, sextou! Muito bom dia. Tava com saudade de vocês. Passei a semana gravando em São Paulo, um projeto especial de reportagem, uma série que deve ser exibida mais pra frente e sinto falta uma friaca em São Paulo de gosto para carioca nenhum botar defeito. Mas quando você vê paulistano de casaco é porque tá frio lá. Para quem não tem o costume de sentir o frio de lá, o frio, né? E no Rio também, boa parte do Brasil hoje tá frio, a gente vai falar um pouco sobre isso também. Mas eh eu já vou dizendo, eu hoje tô aqui feliz de reencontrar vocês, mas indignado com a Câmara dos Deputados.

Já Não vou falar nesse exato momento sobre isso, mas uma saraivada de projetos equivocados e irresponsáveis que comprometem o futuro e comprometem, desde já, a nossa realidade no presente. E, do meu ponto de vista, está muito claramente configurado o conflito de interesses: deputados votando, se não em causa própria, em favor de quem tenha relação com eles. entenda que as mudanças que eu vou muito rapidamente mostrar aqui são boas para poucos e muito ruins para a ampla maioria da população. Mas eu não vou falar disso agora. Sexta-feira a gente vai começar. O papo das 9 começa com sintonia boa.

E e chama, chama o povo que te acompanha, chama o teu guia, chama o teu mentor, teu anjo da guarda, o nome que você queira dar, chama teu orixá, chama teu santo, chama, chama, pede ajuda, chama. E mesmo quem tem dúvidas, agnóstico, quem é materialista ou ateu, vez por outra, não dá uma vontadezinha de pedir ajuda ao transcendente, pedir ajuda ao além, pedir uma força, uma vibe, uma ajuda. É lícito pedir. A gente pode pedir e deve pedir, porque, por vezes, um conjunto de situações pessoais que envolvem o lugar onde você mora, sua rua, sua cidade, seu estado, seu país, seu planeta, a gente, ó, reza para descer. Hum, hum.

Chama, chama essa ajuda e alinha a tua energia com essa ajuda que vem de outra dimensão. Porque não é Não é só 'vem a mim'; a gente precisa fazer esse movimento, esse esforço. Então, o Papo das 9 começa com um movimento de dentro para fora, em que a gente, de fato, busca a melhor sintonia para receber de coração aberto uma mensagem que eu vou abrir aleatoriamente aqui, mas eu não acredito no aleatório quando a gente tá bem acompanhado e a gente pede ajuda, pede esclarecimento. Então, o acaso não existe.

Peço encarecidamente aos amigos invisíveis que já estão na outra dimensão, em condições de socorrer e ajudar, que se compadeçam esses amigos de nós, percebendo as nossas dificuldades, a nossa ansiedade, a nossa angústia, né? por vezes a perplexidade diante de certas situações. Então, que a gente tenha a condição de refletir sobre algum aspecto da existência e que eu possa ser aqui um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse propósito. Então, onde a gente vai abrir? E onde vamos hoje? Oba! Ih, 244. Deus está em toda parte ao mesmo tempo e, portanto, está também dentro de você, em redor de você, vendo o que você faz, sabendo até o que você pensa.

Se você sofre, é porque a dor lhe trará benefícios futuros, e não por vontade de Deus. Você deixa seu filho sofrer na cadeira do dentista porque este beneficia seu filho, mesmo fazendo com que ele sofra. Deus age assim também conosco. Um beijo para todos os dentistas, todas as dentistas. O que seria de nós ser os dentistas? No meu caso, eu devo muito aos dentistas e aos ortodontistas, porque eu era dentuço. Quando caiu o dente de leite, eu tinha um dente mais para fora. Meus pais tiveram condição de me colocar, fazer um orçamento paraa ortodontia. Então, eu sou grato aos dentistas, sou grato aos ortodontistas. Eu sou numa de uma época que você não tinha flúor na água, cara.

Cara, eu tô ficando velho mesmo, porque eu sou de uma época que não tinha flúor na água, que o flúor Então, eu sou grato aos dentistas, sou grato aos ortodontistas. Eu sou de uma época em que você não tinha flúor na água, cara. Cara, eu tô ficando velho mesmo, porque eu sou de uma época em que não tinha flúor na água. O flúor não é importante para a potabilidade ou purificação da água. O flúor pega carona na água para aumentar a proteção do nosso dente. Assim como iodo no sal é adicionado para evitar certos problemas decorrentes da baixa ingestão de iodo. Então, sou de uma época em que era mais fácil ter cárie. Eu também peguei a época da gasolina com chumbo, cara. Olha que loucura.

Eu tô ficando velho. A gasolina tinha chumbo. Chumbo é um um transtorno, é um veneno. E os túneis do Rio de Janeiro não tinham aqueles exaustores, né? Aqueles ventiladores grandões que fazem com que a fumaça do túnel no engarrafamento, trânsito lento se dissipe. Então, olha, Eu inalei em túneis do Rio de Janeiro criança num fusca 1600, um fuscão azul piscina que que meus pais tinham e que durou uma eternidade, esse Fusca, até ser roubado na rua, né? Eh, furtado e e a gas eu não tinha ar condicionado, abria-se a janela assim com manivela. O cinto de segurança era abdominal e não era obrigatório o uso.

E quando passava no túnel lá, janela aberta inalando fumaça com chumbo, aí ia comer um docinho, coisa e tal, a água não tinha flúor. Então eu vou te contar, é tudo isso pra gente voltar aqui. Desculpa a saída. Vamos voltar pro assunto. Pastorino lembra dos dentistas. Ele poderia ter citado outras profissões, eh, outras situações também, mas ele falou do dentista. Então, é uma comparação interessante. Você depara com a necessidade de levar seu filho querido, sua filha querida pro dentista. Aí o seu filho esperneia: 'Eu não quero ir lá porque, da última vez, foi ruim. Aquela maquininha faz aquele barulho horroroso. Aí ele fura com a broca o meu dente.

Eu não gosto de tomar anestesia porque ele vai furar com a seringa a minha gengiva.' E todo pai, principalmente as mães, tem o coração mole, né? Você fala: 'Mas eu não quero que você sofra.' Mas esse sofrimento faz parte de uma conquista maior. Você vai tirar a sua cárie, vai fazer, eventualmente, um tratamento de canal. Em algum momento isso vai acontecer também. Não é agradável, mas isso é um mal que permite o bem. é um desconforto, uma dor que abre portas para uma experiência bem fazeja de um de um livramento, né? Agora me ocorreu a a dor do parto. A dor do parto é a regra, não é a exceção.

Há registros de mães que dizem que o filho nasce rápido e foi algo absolutamente tranquilo, suportável, sem estresse. Eu não acho, na minha ignorância que isso seja a maioria. Dor parto é uma dor importante, né? Mas é a dor que abre a porta paraa experiência que os homens desconhecem solenemente, mais fantástica na vida de muitas mulheres, que é parir um filho que depois da gestação aparece para você vislumbrar, acolher, abraçar. beijar, dar de mamar. Essa relação da mãe com o filho ou com a filha é uma coisa de outro território no campo amoroso que o homem desconhece, mas começa com uma dor. Uma dor. Então, o que a gente tá falando aqui?

Sem falar dos problemas que eventualmente algumas gestações têm. Então, o que o pastorino tá dizendo é que Deus não está contra nós quando a gente sofre, quando a gente experimenta uma dor. É difícil para nós compreendermos isso. Durante a pandemia, mais de 700 mil óbitos no Brasil, uma coisa horrorosa. Muitos óbitos, mortandade em massa, esperando vacina, hospitais lotados, aquela aquele pesadelo. No Papo das 9 que surgiu durante a pandemia, muitos registros da dor dessa perda. E a gente aqui de alguma forma compartilhando, né, a nossa compaixão, assim, se colocando no lugar de alguém que perdeu seu ente querido durante a pandemia, foi muito difícil, muito doloroso.

Mas para nós, essa dor da perda, ela faz parte. Todos estamos de passagem pelo planeta. Todos somos aqui eh mortais do ponto de vista do instrumento físico, do corpo, que nos é um veículo útil para as experiências que o espírito imortal demanda nesse nessa dimensão. Mas isso não é para sempre. O corpo tem prazo de validade e a dor da perda ela faz parte. A gente já nasce sabendo que vai morrer e a gente já nasce sabendo que a tendência, nem sempre é assim, é que as pessoas de mais idade partam primeiro. Mas por vezes as pessoas com menos idade por motivo de doença ou acidente, qualquer outro motivo, vão na frente. E isso é muito doloroso.

Aí o que alguns de nós falamos, fazemos é praguejar contra Deus. A gente fala que Deus é esse que permite que eu sofra tanto e que eu tenha tanta dificuldade agora porque isso aconteceu. Eu não mereço isso. Que que eu fiz para merecer esse castigo? é algo muito muito condizente com o nível de compreensão da realidade espiritual que não contempla o que o pastorino tá dizendo aqui, que é o sentido da dor e do sofrimento. Tem um livro do Léon Denis, pensador e escritor espírita contemporâneo de Kardec: 'O Problema do Ser, do Destino e da Dor'. Recomendamos.

É muito fácil de ler, assim, um pensador muito inspirado que nos ajuda a compreender e não é o espiritismo o detentor exclusivo de explicações para a dor e o sofrimento. Várias tradições igualmente têm as suas explicações. E quem não acredita em Deus e não tem nenhuma religião, haverá também de ter eventualmente a sua leitura dessa situação. A nossa aqui a partir do livro do pastorino é essa. Deus jamais nos abandona. Deus está dentro, está do lado, está fora. Nós estamos imersos no hálito de Deus. Eu adoro essa expressão. O universo está imerso. A obra da criação, né? Nós estamos imersos. Deus não tá fora.

A gente pode simbolicamente na hora de rezar olhar para cima, falar: Deus, você não precisa olhar para cima porque Deus não está georreferenciado acima. Deus não tá acima. Deus tá em toda parte. Então, quando a gente começou o Papo das 9, antes de abrir a página do 'Minuto de Sabedoria', pede. Você pode pedir: pede ajuda, pede proteção, evoca seus guias, mentores, orixás, santos, como você quiser nomear os fatores de proteção. Pede para Jesus, pede para Maria, pede para São Francisco, pede para Oxalá, sabe? Pede. A gente pede.

Agora, quando os teus desejos, os teus projetos não ocorrerem como você esperava, quando a tua vida caminhar numa direção que você se sente muito frustrado, muito acanhado, muito oprimido, quando você percebe que houve uma situação qualquer no campo da saúde, do emprego, nas relações familiares, uma decepção amorosa, o que quer que seja, um pensamento que é fundamental pra nossa resiliência psíquica, emocional. Isso passa. Viva Chico Xavier, isso também passa. Maravilhoso. Essa dor vai passar enquanto ela não passa, que eu esteja aberto para em vez de praguejar contra Deus, em vez de ficar aqui revoltado, indignado e naquela vibe assim, pronto pra pancada, né?

Injetando adrenalina na veia, dizendo: "Eu tô que tô". Que é aquela música, né, da Simone, né? Cadê meu advogado? Essa parte da música é muito interessante. O nome da música é Eu Tô Que Tô. ‘Eu tô que tô, eu tô que tô.’ Aí tem um dos refrões que ela canta assim: ‘Cadê meu advogado?’ [risadas] Meio que dizendo: ‘Eu tô de um jeito hoje que eu preciso de um advogado.’ A música teve uma bela sacada, a letra. ‘Eu tô, eu tô que tô…’ Ah, é do Kleiton e Kledir. A Débora Santini tá me corrigindo aqui. Obrigado, Débora. A Simone é que eternizou a letra, né? A interpretação, para mim. Ficou muito bom com ela. A música é para cima, mas é engraçada. E… Deus está presente. Deus Deus está presente.

Para quem acredita, faz toda a diferença. Eu não tô sozinho. Deus é testemunha da minha dor e do meu sofrimento. Isso haverá de ter um sentido, ainda que eu não compreenda, que Deus abra os meus caminhos e permita que eu me recupere, que eu descubra um jeito de lidar com essa situação, que eu esteja de alguma forma apto a seguir em frente com força, coragem e fé. Se lembra do nosso mantra? Cadê o nosso mantra? Ih, eu tô cheio de caneca aqui, mas essas não tem. Tô com a caneca aqui, ó, ‘quase 60 anos’, com a bateria que eu já tive, vermelha, ó. Que bonita. Ganhei de aniversário. A minha amiga do Rio Grande do Sul, No Teu Sentir, Papo das 9. aqui, deixa eu ver.

Tem, tem a caneca master aqui, ó. Força, coragem, fé. É assim que a gente vai. É o slogan do papo. Força, coragem, fé. Vamos que vamos. Vamos que vamos. Faz parte. Frio na barriga, hesitação, medo, insegurança. Faz parte. Faz parte. Que Deus é esse que me deixou nessa sinuca de bico? É o Deus que te ama, te protege, te quer bem, mas quer que você aprenda a caminhar com os próprios passos e compreenda. E o pastorino faz analogia com o dentista. Você deixa seu filho sofrer na cadeira do dentista porque este o dentista beneficia teu filho, mesmo fazendo com que ele sofra. Essa analogia é muito, muito pertinente. Ninguém quer sofrer. A gente não quer dor, fato.

Mas quando isso acontece, abre o teu coração no sentido de tentar perceber assim as questões que podem estar associadas a essa experiência ruim e dolorosa. Que que tá embutido aqui como aprendizado? Isso me abate no meu ego, isso abate no meu orgulho ferido. Isso me abala na minha dependência em relação a uma pessoa, minha dependência emocional, minha dependência financeira, um padrão de vida que eu achava que era o único possível para ser feliz. De repente dá para ser feliz com menos. De repente eu consigo ajustar meu orçamento e dizer: "É a minha nova realidade, é o que temos para hoje. Dá para ser feliz assim?" E veja o ser feliz não no sentido pleno da felicidade.

Dá para ir levando, dá para tocar a vida desse jeito? A resposta é sim. Paraa frente, Cristiana, a arte de seguir em frente. Vamos que vamos. Deixa eu sugerir livros. Eu, como disse já na abertura do papo hoje, tô… ‘Eu tô que tô, eu tô que tô, eu tô que tô, eu tô que tô.’ Como é que é a letra? A letra é muito espirituosa. Kleiton e Kledir, né? Olha só, vocês não me deixam cometer gafe, cara. Eu acho isso muito legal. Eu falo uma besteira aqui: ‘A música da Simone.’ Pessoal: ‘Não, Kleiton e Kledir’, orgulho gaúcho, né? Eu Tô Que Tô. Olha lá. Cadê a letra, doutor? Vem cá de qualquer maneira. Balança minha roseira.

Me bate de brincadeira, me chama de traiçoeira, me tranca na geladeira, apaga a minha fogueira, promete qualquer Que eu fico toda faceira Tortura essa brasileira Me arranha com a pulseira Me foca na trepadeira Pendura minha chuteira Menino, mas que zoeira Cadê meu advogado? Eu tô Eu tô que tô. [risadas] Ai, ai, ai, ai, ai. Eu tô que tô. Bom, eu tô que tô. Com quê? Eu tô que tô porque eu não sei o que dizer dessa Câmara dos Deputados. Eu não tenho mais adjetivos. No jornalismo, toda vez que você fica adjetivando, é perda de qualidade jornalística. A gente precisa ter argumentos, a gente precisa ter conteúdo, informação, checada.

Aí você vai com elegância, tentando demonstrar o absurdo que foi, por exemplo, [roncando] uma saraivada de projetos horrorosos que, na prática, tornam o Brasil extremamente vulnerável ao cometimento de crimes ambientais. Eu vou falar deles já, já. Mas, por ora, o que me dá vontade aqui? Em vez de ficar gastando meu vocabulário menos evoluído, o máximo que eu vou é falar da leniência e da irresponsabilidade do presidente da Câmara, Hugo Motta, que permitiu, sem o devido debate nas comissões, a aprovação do requerimento de urgência para projetos muito nefastos, que foram direto para o plenário, e alguns deles aprovados em votação simbólica. Isso, já eu vou falar de alguns deles. É um desastre.

Bom, aí eu não quero ficar aqui, eu quero evoluir. Eu quero evoluir. Então, para evoluir, cumprindo minha função social como jornalista, cidadão, interessado no assunto ambiental, não vou passar pano para isso, mas eu não vou baixar o sarrafo falando o que às vezes dá vontade de falar. Do ponto de vista assim dessa indignação manifestada por palavras duras, é que o mundo já tá tão violento, as pessoas já estão tão carregadas, embora isso renda likes e curtidas, né? O cara se, né, exalta e começa a chutar o pau da barraca. Eu não quero isso. Eu não quero isso. Eu não preciso disso. Graças a Deus. Às vezes, né? Cadê meu advogado?

Às vezes a gente, opa, sai faísca, mas não é a regra, vocês são testemunhas. Então eu vou fazer a recomendação de livros que ajudam ou tem a pretensão de ajudar a criar uma consciência que se traduz em atitudes na direção dos cuidados que precisamos ter com a nossa casa planetária. Alô, Adeilson Sales, meu parceiro. 'O Grito da Terra', para crianças. livros infantis que já vão incutindo nessa garotada o sentido de respeito pela natureza. E que essa garotada, quando crescer e tirar título de eleitor, não cometa a burrada — me perdoe a franqueza — que boa parte dos brasileiros comete, votando no escuro.

Às vezes é voto de cabresto; não pesquisa o currículo do candidato, a biografia dele, que que ele fez ou deixou de fazer, de onde ele vem. Ah, mas ele é bonitinho. Ah, mas ele é indicado pelo cara que eu gosto, que é meu líder. Aí você vota no escuro, babal, cara. Depois esses caras têm mandato, eles têm poder e eles se articulam infortunadamente na atual legislatura, em boa parte dos casos. Eu não vou generalizar. Há leis boas que foram aprovadas, há leis boas. Há projetos interessantes que foram aprovados.

Há projetos interessantes, mas a saraivada de projeto equivocado, que do meu ponto de vista, especialmente os dessa semana, que flagelam a proteção do meio ambiente do clima no Brasil, atendem a interesses privados para prejuízo do bem comum, do coletivo, da sociedade. Bom, aí o grito da terra é um realismo fantástico. O personagem principal se depara com a situação de começar com ouvir os animais, alguns animais que são personagens do livro também e que vão passando na real a encrenca que é ser vivo num planeta que tá sendo depredado pela humanidade. Então é um recado que tá sendo dado de forma inteligente pelo meu amigo Adeilson Sales.

Esse é o que a gente vai, viu, Ariane, colocar no expediente do Papo das 9: qual é a página do Minutos de Sabedoria, qual é o livro indicado e qual é a dica de hoje. Esse a gente coloca. Mas eu não vou me furtar a, mais uma vez, sugerir Espiritismo e Ecologia' também. Isso aqui é para a garotada; isso aqui é para a rapaziada e para a mulherada crescida. Eu fico muito feliz de dizer que, quando lançamos o livro, muita gente que não é espírita comprava e comprou para amigos. Eu fiquei tão lisongeado com isso, porque parece que é um livro que só fala de espiritismo. A maior parte das informações aqui tem fundamentação científica e com as referências. inclusive é acompanhado de um dicionário maravilhosamente elaborado pela minha amiga de Goiás, Cidade de Goiás, Patrícia Mouzinho.

Isso aqui também ajuda a gente a se prevenir da loucura, da cobiça, da ganância que tem justificado esse açodamento: 'Vamos suprimir áreas de proteção, vamos invalidar a fiscalização por satélite.' Olha, eles aprontaram uma quizumba na Câmara dos Deputados essa semana que eu não tenho, como disse, palavras reportar essa situação. Vocês conseguem ouvir o interfone tocando? São, É a matéria orgânica que tá no baldinho, que hoje é dia de coleta. Vocês me dão dez segundos? Pera aí. Opa, pera aí, pô. Pera aí. Opa, pera aí, pô. Pera aí. Cheguei. Aqui a gente fala, escreve, mas pratica. Eu sou lixo zero. Meus reciclados vão para cooperativas de catadores. Meu lixo orgânico vira adubo.

Cara, eu não mando meu lixo para aterro, mesmo sendo aterro sanitário. Não. Então, vamos lá, recapitulando pra garotada. O grito da terra. Pus bem, que nem eu Estudantes, viu? Enem, tem coisa boa aqui pra estudar Espiritismo e Ecologia Sugestão Sugestão, dica, dica para hoje, dica importante. Eu tô vindo, como disse, de São Paulo. Passei a semana lá gravando e cheguei ontem à noite no Rio, uma friaca de dar gosto em São Paulo. De madrugada a temperatura bateu o quê? 8º, 9º, algo por aí. Eh, apurei os seguintes dados, inclusive hoje num telejornal de manhã em rede nacional, esses dados foram divulgados. Eu fui lá e chequei. É isso mesmo.

Temos no Brasil hoje, meus amigos, minhas amigas, 300.000 pessoas em situação de rua. 300.000 pessoas em situação de rua. Para pra pensar. Quatro em cada dez em São Paulo. Aí o pessoal reclama do padre Júlio Lancellotti em São Paulo. Tô sentindo uma falta do padre Júlio Lancellotti nas redes sociais. Como aquele homem é inspirador, como ele faz um trabalho Mas ele foi silenciado pela arquidiocese de São Paulo E E estamos aqui, eu diria, órfãos de um sacerdote que honra Jesus com seu trabalho na pastoral da rua, assistindo quem precisa, mas ele faz o que pode, ajuda muita gente, mas não é o suficiente. Então vamos lá, precisamos prestar atenção.

Estamos numa temporada de frio em boa parte do Brasil, não todo o Brasil. Daqui a pouco inverno, né? Já estamos aí embicados na direção do mês de junho. Vamos prestar atenção no povo da rua. Não tem 'morador de rua'; ninguém quer morar na rua. São pessoas em situação de rua. Aí tem gente que diz assim: "Eu não vou dar nada porque aí a pessoa vai ficando. Pergunta para o teu coração, mentaliza Jesus, se você for cristão, faz uma prece e veja se esse pensamento se sustenta; se não é uma forma de você sabotar o seu lado mais luminoso, aonde o exercício amoroso da compaixão, da misericórdia precisa ter lugar. Ah, mas isso não é assunto meu, já pago o imposto.

O governo que tem que ver o que que faz. Mais uma vez, se é isso que ocorre, mentaliza Jesus, faz uma prece, medita sobre o que você tá falando. Veja se de fato em qualquer lugar do mundo, não apenas no Brasil, você ter pessoas em situação de rua, não é um assunto que justifique a nossa solidariedade, não. Isso é assunto de governo. Estados Unidos tem mais de 40 milhões de pessoas pobres Boa parte delas homeless, sem teto São São muitas as organizações naquele país que é mais rico do mundo, dando assistência à população em situação de rua. Muitas. Pesquisa e veja, muitas.

Governo não dá conta, ainda mais governo egoísta, ególatra, insensível, que ignora pessoas que estão em situação de indigência, né? Quem tá na rua não escolheu tá na rua. São histórias invariavelmente tristes. Você já conversou com uma pessoa em situação de rua? Eu conversei muitas vezes, já fiz reportagem sobre isso, já acessei dados com assistentes sociais. É, é, é assim, cada história tem a sua singularidade. Tem gente que vai tentar sorte numa outra cidade, não consegue emprego, é roubado, perdeu documentos, daqui a pouco tá pedindo ajuda. gente dependente química Ou de álcool, ou de crack, normalmente E que e que fica numa situação de penúria.

Muitas pessoas portadoras de patologias de ordem mental que igualmente estão desgraçadamente abandonadas à própria sorte. Por vezes elas andam seminuas ou nuas nas ruas. Não, elas não estão concatenando, não tem mais ali o amparo da razão. Muito triste, né? Muito triste. Então, é fácil julgar, né? Você passa na rua, vê alguém dormindo na sarjeta, fala assim: 'Esse é um fracassado, esse não se esforçou o suficiente. Esse deveria ter feito mais e melhor para não estar desse jeito.' Ou então, sendo espírita, comete a imprudência por ser reencarnacionista de dizer: "Tá pagando pelo que fez no passado".

Isso é de uma crueldade e de uma incompreensão com o sentido mais luminoso da doutrina dos espíritos. É uma incompreensão. Eu tô sendo elegante no uso das palavras, tá? Você tá moldando o espiritismo sob medida ali dentro de você para que o seu egoísmo não reverbere na direção da tua consciência, gerando alguma culpa ou desconforto. Então você vai com essa retórica dizendo assim: "Ah, esse daí é vagabundo, esse daí é criminoso, esse daí não se esforçou, esse tá pagando pelo que fez no passado, gente. Ai! A gente evolui pelo exercício da caridade. A caridade é o amor desinteressado, genuíno. Amor-renúncia, amor-doação, amor, eventualmente, sacrifício.

É o amor que sai luminoso de dentro de você, percebendo a emergência de algo que precisa ser feito na direção do outro. 300 mil brasileiros em situação de rua, quatro em cada 10 em São Paulo. Se surgir o ensejo de ajudar, ajude. É só isso. Em surgindo o ensejo de você ajudar. Ajudar como pode ser uma bebida quente, uma sopa, um café, um chocolate, pode água. Esse povo passa muita sede na rua, vocês não tm noção. Tem um projeto muito bonito aqui no Rio de reaproveitamento de alimentos descartados porque eles são saudáveis, mas não têm a aparência que interessa no varejo. Uma banana que tá mais madura, um mamão que tá mais amassadinho, verduras, legumes, aí você aproveita isso.

Tem um banco de alimentos. SESC, é um projeto bonito no Brasil todo, e tem a gastromotiva na Lapa. Eu levei minhas filhas lá uma vez, depois de fazer matéria, eu falei, elas têm que ter essa experiência. chefes Chefs de cozinha se revezam para preparar pratos muito saborosos, nutritivos e sofisticados com raspas e restos da Ceasa. E você pode se inscrever para ser garçom. servimos a população de rua no projeto gastromotivo É, é um exercício cristão, é muito bonito, é muito emocionante, é muito tocante, servindo mesmo, como se fosse garçom, dá licença, você quer mais alguma coisa?

E eles, quando eu cheguei lá no dia da gravação, depois a gente foi para Sega Som, eles têm uma uma situação que ficou evidenciada. Eles chegam lá com muita sede, o pessoal do projeto já deixa jarras de água na mesa e é impressionante. Eles chegam sedentos. Não é simples e não é fácil se hidratar na rua em situação de rua. E aí é bacana: os chefs fazendo lá, dependendo do que chega da Ceasa. 'Ah, hoje eu vou preparar…' Como é que é o nome daquele prato espanhol que é uma sopa de tomate? Quem sabe dizer? Tem um nome. É uma sopa de tomate que eu esqueci, um nome bonitinho. Enfim, se vocês eh souberem o nome eh como é que é o nome, gente?

E você tritura os tomates e vira uma sopa salgada gostosa Gaspacho, obrigado. Nossa, quanta gente culta na minha rede. Está caindo uma cachoeira de gaspacho na minha cabeça. É gaspacho, seu paspalho. [risadas] Nossa, um gaspacho espetacular, preparado pelo chef que, voluntariamente, preparou, formatou os pratos, serviu, quando eu fui. Vamos cuidar desse povo. Você não sabe se amanhã sendo reencarnacionista é você que tá lá.

Você não sabe se você hoje, estando numa situação melhor que você tá, não se deveu ao amparo, à solidariedade, ao gesto de amor, carinho e respeito que você numa situação difícil Eventualmente até de rua No passado não muito distante prestaram atenção em você eles socorreram, lhe deram a mão e você conseguiu inflexionar a curva da tragédia pessoal e começou a ir numa outra outra direção. É porque alguém lhe ajudou no momento mais difícil da tua vida. Tá bom. Muito bem. Muito bem. Ah, deixa eu falar então. Eu tô falando de meio ambiente. Eu preciso falar. Vou soltar o verbo. Alô, da licença. Eu tô que tô. Eu tô que tô. Eu tô que tô. Que que eles conseguiram aprovar? Pelo amor de Deus.

Socorro. Esses deputados enlouqueceram. Não, não enlouqueceram, não. Eles estão fazendo realmente o que pretendiam fazer, metodicamente. Então, vamos lá. Vamos começar pelo sensoriamento remoto: satélite que, do espaço, flagra desmatamento ilegal. Eu já fiz reportagem sobre isso em Brasília, mostrando a sala do IBAMA em que primeiro aparece o buraco na na floresta numa área verde e lá da sala do IBAMA você consegue cruzar os dados. Georreferenciados, latitude e longitude da propriedade. É terra pública ou privada? É privada. Tem proprietário rural? Tem. Qual é a situação dele? Ele tá com o licenciamento liberado, autorizado pelo órgão ambiental? Sim ou não?

Ele está em dia com cadastro ambiental rural? Sim ou não? Levanta a ficha. Se ele comete crime ambiental e se constata o flagrante, ele tem a propriedade embargada e 20 dias para apresentar sua defesa. É igualzinho no trânsito da cidade. Quando você comete uma infração no trânsito, ultrapassa a velocidade permitida, passa o sinal vermelho e fotografam a placa do teu carro, né? O carro passa, aí, pega o fundo do teu carro, todo a traseira dele com a placa, dizendo o local e dizendo o horário.

Aí reporta qual foi a infração, reporta a perda de pontos na carteira e o prazo que você tem como motorista para ir lá e dizer: "Não vou pagar isso não, porque isso aí não é o meu carro, clonaram minha placa, sei lá o que que você vai dizer, gente." Ah, os deputados aprovaram essa lei dizendo: "Agora sim vão respeitar o proprietário rural, porque ele quando é autoado, ele não pode falar com satélite". Olha, olha o argumento dos caras. Ele não tem como se defender falando com o satélite. Não é para falar com o satélite.

Ô, você tem 20 dias para procurar o IBAMA e dizer: ‘Só que não, há um erro.’ O satélite é tão eficiente, ele tá, ele é responsável pelo decréscimo em níveis recordes na taxa de desmatamento ilegal no Brasil. Ano passado — eu chequei essa informação ontem — mais de 3.800 desmatamentos ilegais foram flagrados por satélite e justificaram a emissão de autuações. Mais de 3800 desmatamentos ilegais. Embargo, embargo, embargo. Sabe quantos reclamaram? Chuta aí. Quantos reclamaram? Não, isso não é não comigo não. Zero zero reclamação. Ninguém recorreu nem nos 20 dias, muito menos depois. E não recorreu por quê? A minha presunção. É que não recorreu porque não tinha o que dizer.

Bom fazendeiro não tem medo de satélite. Ruralista ético não tem medo de satélite. E aí, apenas para dar aqui a informação apurada pelo meu colega da BBC Brasil, Leandro Prazeres, numa reportagem em março desse ano, o deputado de Rondônia Lúcio Mosquini, de acordo com a BBC Brasil, é o autor do projeto que, agora aprovado na Câmara, anula a eficiência do satélite, porque dá a prerrogativa de, antes de notificar, de autuar, ter que avisar o proprietário para ele ver exatamente o que está acontecendo. É para protelar, adiar. Enquanto isso, a destruição não raro avança. O deputado é empresário, produtor rural do interior de Rondônia.

É proprietário de quatro áreas rurais em Rondônia, e o principal financiador de campanha dele é um empresário, segundo a reportagem da BBC, chamado Sérgio Botelho Teixeira, que doou R$ 100 mil para a campanha dele em 2018, maior doador individual da campanha do deputado. E, em 2022, doou R$ 150 mil. Nas duas ocasiões, o empresário não doou para nenhum outro candidato. E daí?

E daí que esse empresário foi multado por uma infração ambiental numa das fazendas dele no Tocantins, milhões e meio de reais pelo Ibama portanto o financiador de campanha do deputado que propôs A inutilização Do embargo remoto por satélite Como ferramenta De fiscalização fundamental no Brasil Este este deputado é apoiado por um empresário, proprietário rural, que já levou uma multa pesada do IBAMA. Aí você vai dizer: "André, mas isso não configura crime, ele pode apoiar quem ele". Claro que ele pode apoiar quem ele quiser, não é crime eleitoral, você apoia, tá lá no registro doação de campanha.

E também não dá pra gente dizer que o deputado fez o que fez porque foi apoiado por esse empresário nos ter sendo ele quem é. Agora, sabe aquele ditado fabuloso que deveria nortear a consciência das excelências em Brasília? Não basta ser honesto, tem que parecer honesto. Aonde haja suspeição, a reputação, a credibilidade e a honra das pessoas fica abalado. Tá bom? É a minha opinião. Falei, tagarelhei. Eu quando fico com saudade de vocês, eu não paro de falar. Agora vamos às perguntas. Pergunta. Ah, teve outros projetos de que eu não vou falar agora, não.

Se vocês acharem que domingo, no Papo das 9 especial, vale a pena a gente aprofundar a dimensão ética da proteção da natureza, por que a gente deve se engajar, por que que a gente precisa sair da zona de conforto em defesa do meio ambiente? Se vocês acharam, acharem, se não acharem, não tem problema. me sugira outra pauta, mas eu gostaria muito, eu gostaria muito de aprofundar, nessa semana avassaladora que lá em Brasília chamaram de 'semana do agro'. Eu acho isso um desrespeito com os bons ruralistas, com os bons fazendeiros, porque esse agro aí não vai conseguir exportar banana pra Europa desse jeito, muito menos soja, minério de ferro, o que que seja. Opa, vamos sembora. Cadê?

Cadê as perguntas? A gente fez aqui a pergunta no seguinte termo. Vamos lá. Cadê? É só nos stories. O povo do YouTube eu não consigo pegar as perguntas, tá? Olha só, a pergunta foi: "O que fazer com os políticos que vão contra o meio ambiente? Ó a quantidade de… Ih, pera aí que eu… Ih, André, que que você fez, filho? Ver tudo. Olha a quantidade. Cada eh negocinho desse é uma pergunta ou uma um pensamento que vocês mandaram para mim sobre essa questão. O que fazer com os deputados? Aí eu vou reproduzir aqui, ó. lá Eu vi a Cristina caprado Eu comecei Eu comecei por ela, mas não entendi o que ela falou. Saiu do ar.

Ah, ela deve ter visto a minha participação ao vivo ontem no Estúdio i, direto de São Paulo, talvez, mas não sei, porque a gente teve uma queda da transmissão, depois voltou. Silva Leide: ‘O ideal seria demitir já nas eleições de outubro, só que o povo vive’ no mundo de Nárnia. Eu sou obrigado a concordar com ela em relação à leniência com que muitos de nós eleitores nos comportamos como eleitores. A gente não percebe o risco que a gente não precisa gostar de política, você não precisa estar interessado no dia a dia da política.

Agora, quando você não vota com cuidado, com consciência, não escolhe candidatos, porque eles existem confiáveis, você depois vai, não vai dar para chorar o leite derramado. Vivi.Picos_line: 'Primeiro ponto: pessoas com ficha suja ou em processo judicial já não podem ser políticos.' Até isso eles quiseram mudar. Davi Alcolumbre foi um grande defensor da redução da pena imposta pela Lei da Ficha Limpa. Ah, é muito tempo na geladeira. É mentalidade dos caras. Eles acham que a gente pode, digamos, ter uma paciência monumental com quem desonra, quem desonra a confiança do eleitor. Gracinha Rigue: ‘Não vote neles.’ Muita gente falou isso.

A Ângela Urique: 'São uma máfia, donos de terras, fazendas. Difícil ser brasileiro.' Olha, democracia é panela de pressão. Eu entendi o que você falou, tá? Pelo amor de Deus, mas vou aproveitar a tua colocação para emendar o seguinte: A gente tem o direito de reclamar e de se queixar, mas eu não aguento mais ver aquela hashtag que aparece em várias páginas por aí em rede social. Eh, pior congresso da história. Pior congresso da história. Isso não muda o Congresso. Isso se dá vazão a sua indignação. #porcongresso da história. E daí para onde vamos com isso? Hashtag não muda. Se a hashtag determinasse a composição do Congresso, eu iria junto da hashtag. Só que a hashtag não muda o congresso.

Quem muda o congresso é voto. Cristiane Magdalon. Cadeia. Amora TC 1000: ‘Por que não tiram os mandatos de quem luta contra o país?’ Inelegibilidade eterna para eles. É o nosso nível de nosso estoque de paciência, né? Nosso estoque de paciência já chegou no limite há muito tempo. Eu acho que a gente de fato precisa ter fazer chegar aos políticos o desconforto que a gente sente. Pelas redes sociais não tá dando certo. Pelo jornalismo não tem funcionado. A pergunta é de que jeito a gente vai cutucar, fazer chegar o nível de indignação que muitos de nós temos pela razão que for com a classe política que nos representa? Essa é uma questão.

Vittor Miranda, de novo, diz assim: ‘Nada que dê para falar na internet.’ Ele tá dizendo que, se tiver que expor a opinião dele sobre o que fazer com os políticos que agem contra o meio ambiente, isso não é publicável. Alguém entendeu? Cláudia Barros 0302: ‘André, o voto é a nossa forma de dizer não a eles e a prece, pedindo misericórdia.’ É uma postura equilibrada. Sônia Fajardo Reis: 'Por que pessoas sem capacidade e que agem em causa própria são eleitas para cargos relevantes?' Porque tem eleitor que coloca eles lá. É o que eu tô falando. E não tem mágica. A urna eletrônica funciona; quem não funciona é o eleitor.

O eleitor quando é invigilante, não é criterioso, não percebe o que tá fazendo na hora de dar o voto, retroalimenta a corrupção, o cometimento de crime, a prevalência do interesse privado em detrimento do interesse público. Nós somos responsáveis. Esse Congresso não surgiu do nada. Esses deputados não caíram de para-quedas lá, gente. Ah, mas o que eu faço? Conversa com as pessoas à sua volta. Você tem proposição de candidato, você descobrir alguém que merece o voto, uma pessoa digna, justa, ficha limpa, que tem ideias que você compartilha, seja da direita, seja da esquerda. Eu não tô fazendo aqui eh campanha em favor do lado A, lado B, lado C.

Eu tô fazendo campanha em favor do voto consciente. Ah, sim, tô. clau.formis mobilização nacional nas capitais já chega, não aguentamos mais rua Rua continua sendo um fator de pressão importante na classe política. Eles prestam atenção na rua. atenção na rua mas pra gente pra rua é um esforço, aí tem que chamar Caetano Gil, Paulinho da Viola com seus 80 anos ou quase isso É uma geração é uma geração de ouro porque eles têm enquanto artistas posicionamento político. Você pode não concordar direito seu, mas eles fazem a parte deles. revolta, balbúrdia, mas com a justa indignação O que fazer para impedir? Ela pergunta, foi o que eu perguntei Não votar Não votar nele seria um começo.

Certamente o maior medo do político é ver a impopularidade dele resultar em perda de voto. Ou seja, quando ele é flagrado de calça curta, fazendo algo que não deveria e isso chega aonde deve, ele se preocupa muito, muito. Célia W. Pinho: 'Tudo revoltante, mas não vejo solução quando o problema é de moral e ética.' Bom, existem candidatos éticos, existem candidatos que eu diria… moral é uma palavra que às vezes é perigosa, que tem gente moralista por aí que não merece eh ser incluída no grupo que eu tô tentando selecionar paraa Célia. Aqui existe o moralista que se autointitula Homem de Bem. e é capaz das maiores atrocidades. Então, cuidado com o rótulo.

Mas para mudar esse problema ético e moral, a gente precisa redobrar os esforços em favor do voto consciente. É o que eu penso. A mesma Célia tá dando aqui, ó, uma dica: fazer uma divulgação em rede nacional com foto, nomes, origem, partidos. Usem as redes sociais para isso. Quem bota lá hashtag ‘pior Congresso da história’, que eu acho que já deu, né? Assim, não não vai mudar nada. Quem é do Congresso vai achar graça, dizendo assim: "Enquanto colocar lá hashtag piorcongresso da história, não vai me inibir, me constranger, não vai me alcançar".

Eu acho que a gente precisa ter o exercício da cidadania ativa, fazendo o que a gente entende ser o certo em defesa daqueles que nos representam com ética e moral, viu, Célia? Patrícia Aico 1K: 'Fazer uma limpeza no Congresso esse ano.' André Cardoso: 'Cadeia para eles.' Lua_line Metal 14: 'Temos que voltar às ruas e mostrar que o povo é quem paga seus salários e nos devem respeitar.' Já disse aqui: rua, ao contrário de rede social, tem muito mais poder de pressão. Débora Carvalhido: ‘Como convencer eleitores e eleitoras sobre a importância da pauta ambiental?’ Essa é uma boa questão.

Eu acho que começa na escola dos seus filhos, na mobilização sua, no seu condomínio, no clube que você frequenta, na igreja, no centro espírita ou no terreiro que você transita. É um trabalho de formiguinha, de mobilização, de conscientização. a pedagogia do exemplo menos blá blá blá e mais prática faça o que você acredita você como dizia Mahatma Gandhi seja você a mudança que você deseja para o mundo é uma frase frase espetacular. Mahatma Gandhi: 'Seja você a mudança que você deseja para o mundo.' PGC Tita Gomes: 'Eu desejo o pior para eles. Não consigo ter compreensão. Muito ódio.' Não. Aí eu não desejo o pior para ninguém.

Eu desejo justiça, mas uma justiça que contemple a o justo cumprimento da lei e que a gente se desonere do ódio, porque o ódio nos intoxica e nos envenena. A gente não pode ser refém do ódio. A gente não deve perder a batalha contra o ódio. A gente não deve abrigar o ódio. O ódio não é bom, companheiro. Embora isso seja traiçoeiro, o ódio te dá energia. Isso é um problema. O ódio, por vezes, te dá gás, te dá suporte, mas quem paga o preço é você, não o ódio. Quem entende o ódio como um suplemento energético vai pagar um preço muito caro por isso. Rafinha Teixeira Raro: 'Não seria uma maneira escolher um candidato que lute pelo meio ambiente?' Sim, é do que se trata.

Se você acha isso importante, faça a pesquisa e veja quem, por palavras, mas principalmente pela biografia, o que já fez, de onde vem, está vinculado a que outros candidatos, que lideranças… Gustavo Garcia: 'A solução é exonerar e julgar por dolo ao meio ambiente.' Eu também acho, mas eles criam as leis. A gente tá falando de, por exemplo, de Câmara dos Deputados. As leis acobertam crimes ambientais. É, as dessa semana, do meu ponto de vista, acobertam crimes ambientais. Então, eu não posso fazer isso fora da lei. Eu não posso exonerar e julgar por dolo ao meio ambiente, porque a minha lei diz isso. Não, tua lei é a lei de todos. Eles são os legisladores. Aí que mora o perigo.

Eles estão criando um arcabouço jurídico complacente com crime ambiental. Tem uma pessoa que eu não vou expor publicamente que colocou lá hashtag Congresso Inimigo do Povo. Ok, li a hashtag. Não vou dar o nome, não quero constrangir, mas é uma opinião, você pode não concordar. So what? Como diria alguém em inglês. E daí? OK. Congresso inimigo do povo. Ih. algo na direção que a gente queira pela publicação exaustiva viralizando hashtag congresso inimigo do povo avançamos o que? na luta Na luta em favor da ética na política, na luta em favor de candidatos que tenham pudores, pruridos para aprovar [limpando a garganta] o que aprovaram essa semana.

Eu não vou conseguir ler todos eh todas as mensagens. Agradeço, agradeço a participação de todos e todas. Vão me despedindo, não sem antes pedir que vocês me ajudem na pauta de domingo. Se vocês acharem que a gente tem aqui matéria-prima para pensar: o que me cabe fazer no mundo e num país onde a questão ambiental e climática, Super El Niño chegando, e as cidades estão vulneráveis, e os políticos com outras prioridades, etc., etc. Se vocês acharem que vale a pena, no domingo, no Papo das 9 especial, a gente refletir sobre esse assunto, por favor, me digam, me deem esse retorno para eu ter essa certeza. Se não for este um bom tema, por favor, sinalizem.

Manda para mim que assunto você gostaria de ver tratado no Papo das 9 especial de domingo. Tá bom. Eu tô que tô, eu tô que tô. Cadê meu advogado? [risadas] Tudo de bom. Fiquei com Deus. Até domingo.

Mais vistos