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Os 250 anos da independência dos Estados Unidos | Papo das 9 #1051

Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)

Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

E pessoal, muito bom dia. Quem tiver por aí, eu disse que não ia ter Papo das 9 por razões de viagem. É verdade, mas eu não poderia deixar de aproveitar essa banda larga maravilhosa móvel acompanha no veículo. Eu estou no banco de trás com cinto de segurança. À frente o nosso piloto, companheiro da TV Anguera de Goiás, o Wedson.

E aqui Douglas Lima já paramentado com o jogo da seleção brasileira, camisa verde amarela amarela. Nossa, é canarinho bolado que nós estamos porque hoje a nossa meta qual é? Caminho de volta, 786 km que separam. Fomos à Querência, Mato Grosso, Canarana, pernoitamos e vamos paraa Goiânia. É chão para burro.

Nosso plano, portanto, 786 km, gente, de viagem hoje [risadas] no carro e a meta é chegar em Goiânia a tempo de ver a seleção, Copa do Mundo, né? Vem a seleção que nunca ganhou da Noruega. Não sei se você sabia disso. Nunca ganhamos da Noruega. Então, vamos para cima, né?

Vamos para cima. Eh, estamos aqui em missão de trabalho. Eu não posso ainda divulgar eh o que exatamente a gente conseguiu fazer um belo registro do que viemos mostrar aqui para vir de tão longe numa estrada eh nem sempre asfaltada, né? Correndo atrás de uma boa história, porque a história vale a pena. Então, do meu ponto de vista, valeu muito.

A equipe jogou junto, chegou junto. [tosse] [limpando a garganta] E é importante dizer, só para registro jornalístico, né? Pernoitamos em Canarana, uma cidade com pouco mais de 25.000 habitantes, que fazendo pesquisa descobrimos que é a capital brasileira do Gergelim. É onde a gente pernoitou. Muito bem.

Eh, vocês acreditam que na madrugada de hoje e na madrugada ontem, eu não vou dizer a cidade inteira, mas com certeza a boa parte da cidade não deve ter dormido porque teve rodeio com apresentações musicais. Parecia baile funk de Janeiro, nas comunidades também não conseguem dormir quando não tem hora para acabar. E hoje de madrugada, não sei se vocês ouviram, vocês ouviram quando cantou, eu só quero ser feliz, andar tranquilamente na favela onde eu nasci. Você ouviu ou não? >> Ouviu?

>> Porque aí eu falei, eu tô tendo, eu tô sonhando, né? Quer dizer, eu tô no Rio de Janeiro, não [risadas] tocaram em Mato Grosso, uma festa de rodeio que varou madrugada e não tinha janela fechada que conseguisse vedar o Baticum. Eu cheguei até a tocar na janela para ver a vibração do tum tum tum e tocaram essa música também. Eu falei: "É, pois é. Então vamos que vamos no mais, pessoal, fazer um breve registro aqui do 4 de julho, né, ontem, né, hoje é 5, certo?

5 de julho hoje. Ontem foi 4 de julho, dia da independência dos Estados Unidos. E obviamente ressaltar a importância da tradição da fundação dos Estados Unidos lá atrás dos fundadores e de um país que historicamente se notabilizou por acolher imigrantes e ter uma, digamos, expressão cultural muito importante a partir exatamente dessa diversidade étnica e cultural. E eu, cada um tem a sua opinião. É, acho que essa sincronicidade dos 250 anos de história da independência dos Estados Unidos, tendo à frente alguém cuja família também veio de fora, né, mas que se mostrou enquanto também, não apenas agora anfitrião da Copa do Mundo como um dos três países que estão sediando, né, Canadá, Estados Unidos e México.

uma pessoa extremamente é xenófoba, mas com a versão a certos estrangeiros, notadamente aqueles que vem de certos lugares do mundo, ou da África ou de países árabes ou de países pobres. Então, é apenas uma opinião. Cada um tem a sua, eu tenho a minha. Não poderia deixar aqui de manifestar no dia seguinte a essa data da independência dos Estados Unidos, que inspirou outros movimentos mundo afora na direção da libertação do julgo, né, dos colonizadores. Esse repúdio a gente não passa pano, gente.

O mundo é um lugar onde as pessoas precisam ter opinião e se quiserem posicionamento público. Tenho a minha, eu acho Trump extremamente eh nefasto para princípios e valores que uma nação do tamanho e da importância que os Estados Unidos historicamente têm. E entendo que ele não honra as tradições, digamos, mais genuínas, inspiradoras e legítimas de um país que, como disse historicamente, sempre foi muito acolhedor. Mostrar aqui, ó, temos aqui, querido Won, alguma noção de onde nós estamos nesse exato momento. Estamos fazendo aqui um papo das diferentes, tá, pessoal?

Não esperem hoje o Papo das 9 usual. Estamos on the road. Estamos aqui nos deslocando. Diga lá, Mr. Douglas, onde estamos?

>> Estamos na MT326, perto de Barro Alto. Muito bem, estamos numa rodovia estadual do Mato Grosso. Qual o número? >> 326. 326, perto de Mato Alto.

>> Barro Alto. >> Barro Alto. Barro Alto. Aqui, gente, não é um retrato só dessa região, pelo amor de Deus. Mas vocês sabem que o Brasil, quando você pega uma estradona dessa, e a gente tá, repito, fazendo hoje aqui a mesma viagem que fizemos há dois dias de 786 km, indo, ó.

Vapo, vapo, vapo. É impressionante o tamanho desse país, a quantidade de terra com cerca, porteira e em boa parte dos casos ou falta de árvores ou, portanto, um calor medonho. Um calor medonho. E aí vai ter lá o agro, né? enfim, eh, algumas propriedades rurais respeitando fidedignamente o código florestal e a franja verde de preservação, outras nem tanto.

Agora, é muito impressionante como a gente também vê muita pastagem degradada. Então, é, são áreas imensas ou não pastagens, terras assim que não tem ah, aparentemente não estão sendo usadas. O tamanho do Brasil e a utilidade, né, a função. Isso isso é uma expressão que causa por vezes muita controvérsia e polêmica, a função social da terra. Mas eu não vou entrar nesse mérito aqui [risadas] hoje.

Então, estamos aqui fazendo o nosso Papo das 9, aproveitando. Não posso deixar de aproveitar o recurso tecnológico de uma banda larga funcional em movimento, que é um equipamento útil para viagens a lugares ermos onde a gente precisa ter comunicação, porque não tem eh não é o caso daqui dessa rodovia onde a gente tá, mas onde a gente estava antes, notadamente, problemas em relação à mecânica do carro, eh, ou qualquer de qualquer Quer outra natureza. Se você não tem comunicação fluindo rápido, babu, fica muito difícil, fica complicado. Então, estamos aqui a caminho de Goiânia para ver se dá tempo de ver o jogo do Brasil depois de saímos quinta-feira, né, do Rios. quinta-feira, sexta, sábado, hoje é domingo.

Então, muito trabalho, graças a Deus, um privilégio trabalhar com o que a gente gosta, um privilégio maior ainda trabalhar contando histórias que a gente acha que merecem visibilidade, especialmente no ano eleitoral. Isso é muito importante. Função social do jornalismo, né? a gente conseguir trazer à tona no meio da sareivada, né, essa briga de foice no escuro que tem sido o debate eleitoral nos últimos anos ou décadas em alguns lugares do mundo e no Brasil, a dificuldade de você ter o foco nas propostas, quais são os problemas e o que cada candidato pretende fazer para resolver. Eu não sei se é o caso de vocês, eu tenho essa expectativa enquanto eleitor de ver menos pancadaria e mais neurônio, menos músculos e mais neurônios no debate eleitoral.

que faz toda a diferença. E o jornalismo pode ser propositivo, trazendo assuntos que se houver pertinência dos se os candidatos perceberem e o eleitorado principalmente que esses temas são relevantes e precisam estar colocados, que a gente, portanto, coloque isso na linha de frente. Então, tudo isso para dizer o Papo das 9 hoje, por razões óbvias, não acontece como usualmente fazemos. Eh, são 9:13, horário de Brasília, e no Mato Grosso a gente descobriu uma coisa interessante, né? Mato Grosso a gente chegou em, olha que história interessante.

Essa é uma historinha de bastidor assim, cultura inútil, mas guarda com você. Talvez muita gente já saiba. A gente chegou em Canarana, aliás, antes de chegar em Canarana, automaticamente o reloginho, o relógio que aparece no celular foi corrigido uma hora mais cedo. E a gente, opa, maravilha. No dia seguinte tinha encontro marcado com um grupo que nos levaria a um certo lugar pra gente fazer uma certa reportagem, que eu não posso falar ainda sobre ela, lá em Querense.

Muito bem. Aí marcamos 7 da manhã saindo do hotel tomando café 6:30. Aí de manhã cedinho, ontem o nosso anfitrião, que foi buscar a gente lá em Canarana mandou um zap para mim, falou: "Ih, esqueci de te dizer que o horário daqui é o horário de Brasília". Aí eu falei: "Não, você tá errado porque o celular corrigiu, a gente tá uma hora mais cedo". Ele falou: "Não, rapaz, vocês não devem se pautar pelo celular porque o celular tá errado." Moral da história, foi o Douglas, né?

Você que pesquisou, né? Aí o Douglas Lima, nosso sinegra, pesquisou e descobriu. André, olha só, aqui no Mato Grosso, é possível que existam outros lugares do Brasil também. Aqui no Mato Grosso tem a hora, horário de Brasília, que é a regência, né? ou não, não tem o horário que é uma hora mais cedo mesmo.

Horário certo é uma hora mais cedo. Só que tem gente que não gosta do horário mais cedo e deixa na aqui é o horário de Brasília. Então fica a critério do freguês, amigo. E e você que é forasteiro, é turista, é viajante, se prepare para lidar com uma situação dessa. O seu celular vai acusar um horário diferente, mas de repente a cidade onde você tá tá ignorando isso solenemente.

O hotel, inclusive, onde a gente estava, pousada, onde a gente estava, não segue o horário do celular corrigido pela operadora de acordo com as normas mesmo, técnicas de latitude, longitude, passagem do sol, essa coisa toda. Não é incrível isso? A gente levou um susto, né? A gente tomou café mais acelerado, intenso por causa dessa, desse descompasso. Olha lá quantidade.

É isso que eu falo Brasil. Gente, eu já tive em países pequenininhos como Coreia do Sul, Japão. Essa é uma paisagem que você não vê por lá. Você não vê tanta terra assim sem ter, digamos, uma utilidade ou serventia. Não existe.

Não existe terreno baldio. Não que eu esteja chamando isso aqui de terreno baldio, tá? Mas é uma área que você tá aqui vendo o tamanho enorme, tá cercada, tem dono, mas daqui eu não consigo avistar com toda a franqueza eh o qual é o a utilidade, né? Que que tá sendo feito na terra em países como Coreia do Sul, pequenininho, Japão pequenininho, é impressionante como você não vê, simplesmente você não vê eh lugares assim que estejam ao Léo. Não, deixa aí que isso é terra e um dia a gente vê o que que faz.

Você valoriza essa oportunidade. Bom, já tagarelei um monte aqui apenas para mandar aqui um beijo saudoso. Quarta-feira, se Deus quiser, tem Papo das 9 voltando, como a gente costuma fazer, do jeito que a gente gosta. E espero que vocês estejam bem, tá bom? Cuidem-se bem, vamos em frente.

Até a próxima, se Deus quiser, tá bom? Да.

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