Apostas online, ludopatia e solidariedade na estrada | Papo das 9 #1050

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O pessoal, tudo bem? Acho que tá chegando aí o sinal, né? Pela primeira vez em mais de 6 anos. Papo das 9, que hoje não terá chance de acontecer da forma usual. Tá rolando o meu registro aqui ao vivo de uma estrada em Goiás a caminho do Mato Grosso, onde vamos fazer uma reportagem.

No Instagram, a gente avisa lá colocando um cartaz no stories quando não há papo das nove em função de trabalho. Mas hoje aqui eu resolvi fazer um vídeo pros amigos do YouTube para fazer essa esse registro. Então, ó, tô aqui do lado de trás do carro, Willonando, nosso anjo da guarda em Goiás, Douglas Lima, que veio do Rio de Janeiro. E estamos aqui a caminho, como disse, de uma franja da Amazônia, no norte do Mato Grosso, mas não posso dizer. Eh, vou aproveitar que eu tô fazendo uso pela primeira vez desde que o papo das 9 começou há mais de 6 anos.

Eh, ao vivo direto de um cafo numa estrada com carro em movimento que eu não tô dirigindo, tô no banco de trás, tô com sin segurança, tá? Só para ficar bem claro aqui a situação. Eh, vou aproveitar o ensejo era só para dizer isso, justificar, porque hoje, sexta-feira, não teremos o papo das 9, mas eu queria dizer que eu fiquei um pouco chocado, para não dizer muito chocado com uma pesquisa, dando conta que as apostas online triplicaram durante a Copa do Mundo. num país que já consagra 30 bilhões de reais por ano em apostas online. Então, vamos ter ciência do que que tá acontecendo e defender no ano eleitoral é uma boa proposta, penso eu, que haja um amplo debate sobre a pertinência de se proibir publicidade de apostas online.

mesmo motivo que anos atrás se proibiu propaganda cigarro. Guardadas as proporções e o alcance do cigarro e das apostas online, acho que é uma convergência de problemasmo e da ludopatia, que é o vício em apostas. tá muito claramente configurado aqui no Brasil, penso eu. É algo que a gente poderia pensar junto, tá bom, pessoal? Aqui, ó, seguindo viagem ao vivo.

É legal, né, fazer uma transmissão ao vivo durante um deslocamento. Eu nunca tinha feito. Estamos aqui devidamente hidratados, porque a viagem vai ser longa. Serão quanto dou? 786 km, né?

78. 786 km. É, é chão. É chão. É chão para burro.

Mas é por uma, é para contar uma história legal. Jornalista, jornalismo é arte de contar boas histórias. Eu não vou antecipar aqui, mas depois vão inspirar dois programas especiais na Globo News, soluções. E espero que vocês gostem no momento certo a gente fala sobre isso, tá bom? Tempo bom aqui no Sul, assim, a nossa solidariedade aqui.

Estivemos pela série em Musul, no Rio Grande do Sul. Então, há mais uma temporada de chuva, vento, frio e também a nossa solidariedade aos venezuelanos. Estamos acompanhando muito tristes e compadecidos essa esse flagelo, né, de um terremoto e uma enorme dificuldade de se operacionalizar o resgate. Governo da Venezuela muito desprevenido, isso não é um elogio. Eh, previsíveis naquele país, que são os abalos ísmicos.

Parabéns a todos os países, incluindo o Brasil, que se prontificaram imediatamente a enviar socorros. Mas eh é preciso fazer mais. Não não basta ter resgatista, é preciso a reconstrução, principalmente da região de Laguaira, né, que foi a mais atingida, tem que ser com edificações inspiradas em modelos tecnológicos. que permitam que o prédio não caia como um castelo de cartas numalo. Como vimos, existe tecnologia para isso.

Se faltar dinheiro, que se debata um socorro internacional, financiamento com linhas de crédito, com juros de mãe, juros amortizados na linha do tempo, com taxas acessíveis. É isso que se espera, enfim, dentro de uma ética civilizatória, que a gente faça valer essa solidariedade internacional, não apenas no momento do resgate, né? Aliás, vocês viram ontem o resgate da do vigia de um estacionamento, né, num prédio comercial oito dias depois, não foi? oito dias depois ele soterrado, sair vivo. São essas imagens assim que você fala, gente, ser humano, né, resiliente.

E ele conseguiu sobreviver porque no início do tremor ele foi parar debaixo de uma mesa. Ele falou: "Vou me proteger com o que tem aqui". Tinha uma mesa, obviamente essa mesa funcionou como protetor, um anteparo assim pros entulhos, né? Então isso é muito impressionante. Essas em lugares do mundo onde terremotos acontecem, as pessoas ficam debaixo do dos escombros.

No Japão, onde eu estive certa vez e mostramos isso em reportagem, eles modificaram os modelos de construção e a orientação geral é: se há abalo sísmico mais forte, vá para a rua, saia de casa. E se não der para sair de casa, fique debaixo de móveis ou do vão da porta, porque é interessante o vão da porta também para ser um um protetor em caso de terremoto. Gente, eu tô tagarelando aqui, aproveitando que estamos com uma um Wi-Fi bombando. Para quem ligou, estamos numa viagem a trabalho. Hoje é dia de papo das 9.

Estamos na estrada, tá? Eh, no interior de Goiás, a caminho de um lugar da Amazônia, no estado do Mato Grosso, que tem uma borda, Mato Grosso cerrado e tem uma borda de bioma amazônico. É para lá que a gente tá indo para contar uma história bacana que vai ao ar depois da Copa, ó. Próxima. Tudo de bom, tá bom?

Domingo a gente volta provavelmente na estrada também para mandar um alô, um aché.