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Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Olá, bom dia a todos e todas. Sejam todos e todas bem-vindos a mais uma edição ao vivaço do papo das especial de domingo aqui direto do meu cafof em Laranjeiras. Último papo das 9 ao vivo antes do Natal. E eu tô muito entusiasmado com a conversa que teremos hoje aqui, dado que eu particularmente gosto de ouvir palestras, principalmente aquelas ligadas a temas religiosos dentro e fora do espiritismo, que é a minha o território da minha fé, em que se faz o cruzamento dos pontos cardiais daquela religião. daquela filosofia espiritualista, a partir das escrituras, dos textos referenciais, com o mundo real. Você não fica só na teoria falando do amor, do perdão, da compaixão, enfim.
Você vai lá, por exemplo, falar do da importância do perdão, aí você fica lá repetindo trechos do evangelho, cois não. Exemplos concretos, pessoas que de fato ao perdoarem realizaram movimentos libertadores em favor da própria sanidade, da própria saúde. Eu, André, gosto dessa acoplagem da teoria, das ideias referenciais inspiradoras com exemplos práticos do dia a dia. Aonde eu quero chegar? Essa semana eu fiquei muito, muito tocado, vocês sabem, com o silenciamento de padre Júlio Lancelote pela Arquidiocese de São Paulo, que não poderá mais transmitir ao vivo suas missas dominicais.
Ele continuará realizando 10 horas da manhã tem missa, mas sem transmissão ao vivo pela internet e também impossibilitado de fazer o manejo das suas redes sociais. Sobre o pretexto, assim disse o cardeal arcebispo de São Paulo de Luxer de protegê-lo. este episódio junto com vários outros que tiveram lugar em outras áreas, em outros territórios, me inspiraram a fazer o estudo de hoje, que diz respeito a algo que para nós espíritas é muito claro no na nossa fé, na nossa crença, de que o advento do chamado mundo de regeneração, ou seja, um momento em que o planeta terá na maior parte dos encarnados a expressão da boa vontade.
Boa vontade é a expressão literal usada e eu vou falar já já da bibliografia. Ou seja, uma maior predisposição a sermos mais antenados com o respeito, com a tolerância, com o diálogo, com o amor, com projetos coletivos e menos, eu diria, complacentes com a injustiça, com a desigualdade, com a violência, né? Então, estamos falando aqui da crença dos espíritos baseada na nossa literatura básica, no caso, as obras básicas que fundamentam o espiritismo. São cinco, uma delas a Gênese e os dois capítulos finais, Sinal dos Tempos e A Geração Nova, que é objeto hoje da minha digressão, preconizam o que o chamado mundo de regeneração será precedido de um entrechoque vigoroso de ideias antagônicas.
Num lado, aqueles que defendem o avanço, o progresso ético e moral, a necessidade da gente ter valores e princípios que possam reconfigurar rotinas na política, na economia, no cuidado com o meio ambiente, na educação, na saúde, na assistência social. no Código Penal, na maneira como você pensa tudo dentro da perspectiva do avanço e do progresso ético e moral. É preciso fazer muita coisa diferente. Façamos.
A outra corrente dentro desse entrechoque vigoroso de ideias antagônicas seria a corrente que combate as mudanças, que não vê necessidades dessas mudanças ocorrerem, ou porque se locupletam dos problemas que o outro lado denuncia, ou porque, de fato, não percebem nenhuma vantagem na mudança. Então é melhor deixar como está. Não mexe nisso não. Isso não tem jeito. É assim que é. Sempre foi assim. Esse é o nosso jeito de fazer. é a nossa tradição. [risadas] Então, ó, esse entrechoque vigoroso de ideias antagônicas, do meu ponto de vista, está acontecendo no Brasil e no mundo de hoje. Só não vê quem não quer.
O exemplo do padre Júlio Lancelote no silenciamento imposto pela Arquidiocese é apenas um de entrechoque vigoroso de ideias antagônicas dentro da Igreja Católica. não é novidade, mas está alcançando patamares que são, no caso específico desse episódio, muito reveladores de uma pressão subjacente a isso. do meu ponto de vista é um dos indicadores de uma mudança que precisa ter lugar e que haverá de chegar. Porque mais uma vez, e você não precisa acreditar ser espírita, não faz nenhuma diferença você ser ou não espírita, muito menos perceber alguma lógica na no encadeamento das ideias que eu tô fazendo aqui.
Eu sempre gosto de salientar isso porque ninguém é o dono da verdade, mas eu gosto de compartilhar visões que eu procuro fundamentar para inspirar, porque eu tenho esperança a partir da costura das ideias que eu vou compartilhar com vocês. O que estamos testemunhando no Brasil e no mundo e não apenas no campo religioso, é prenúncio de algo que vai acontecer e isso é bom. Muito bem. Sugestão para quem quiser beber dessa fonte que eu bebi. Os dois últimos capítulos da Gênese.
Já falei o nome deles, Sinais dos Tempos e A Geração Nova, em que Allan Kardec de próprio punho e fazendo uma compilação de dados de mensagens que foram confiadas a ele por diferentes médiuns de confiança, ideias afins, os critérios, a metodologia empregada por ele para aferir credibilidade ao que lhe chegava, que é bom dizer Z Kardec foi o primeiro a desconfiar de tudo e descartar mensagens que não estivessem muito bem, eu diria, amparadas pela metodologia que ele desenvolveu de tentar separar o joio do trigo. Isso daqui não tô convicto de que seja de boa fonte. Isso aqui não me parece prudente publicar. Então ele foi muito criterioso nesse sentido.
Vamos tentar entender aqui o que que os espíritas chamam de mundo de regeneração e o período de transição planetária. Então, capítulo 18 da Gênesis, são chegados os tempos. São chegados os tempos, dizem-nos, de todas as partes marcados por Deus, em que grandes acontecimentos se vão dar para a regeneração da humanidade. Ele começa o capítulo dizendo isso. E eu vou fazendo recortes aqui de trechinhos, não vou ler o capítulo todo, então a culpa é minha, a edição é minha. mais para baixo. Isto posto, diremos que o nosso globo, como tudo que existe, está submetido à lei de progresso. Lei de progresso é a lei da natureza.
Você não precisa ser espírita ou religioso para reconhecer que tudo no universo, não apenas no planeta Terra, evolui, se transforma o tempo todo. Então, a lei do progresso é uma lei da natureza. Tudo avança, tudo evolui, todas as formas são mutáveis e é assim que a criação se revela. Outro trecho, de duas maneiras se executa esse progresso, uma lenta, gradual e insensível, por exemplo, as mudanças geológicas. Nós estamos no ano da graça de 2025 depois de Cristo, né? Nosso calendário é cristão. Aí você pega que a Terra é um planeta com quase 5 bilhões, bilhões de anos.
E a Terra já teve várias configurações, já foi toda coberta de água, já teve uma massa de terra toda compacta, pangéia, depois os continentes começaram a se dividir e essas movimentações das placas tectônicas, elas continuam acontecendo. Só que isso não é tangível. A gente não percebe na nossa escala temporal que isso tá acontecendo. Então eu compararia isso. Mudanças lentas. graduais insensíveis. A outra mudança caracterizada por mudanças bruscas, a cada uma das quais corresponde um movimento ascensional mais rápido que assinala mediante impressões bem acentuadas os períodos de progresso da humanidade. Então, existem outras mudanças que são mais sensoriais e perceptivas.
Eu diria que não tá no livro nem mudança geológica, nem o que eu vou falar tentando explicar mudanças mais rápidas. A Revolução Francesa, a Revolução Francesa foi uma mudança enorme do ponto de vista da percepção, principalmente no mundo ocidental, de a necessidade de você reconfigurar os sistemas de poder, não mais monarquias, mas sistemas republicanos. Então, a independência dos Estados Unidos, a independência do Brasil, para citar apenas dois exemplos, foram fortemente inspiradas na Revolução Francesa. Eh, liberdade, igualdade, fraternidade, palavras referenciais para compreensão de valores que deveriam estar impregnados nos sistemas de poder.
Bom, seguindo em frente, outro recorte, eu não vou ler o para todo o texto. A humanidade tem realizado até o presente incontestáveis progressos. Aí o texto vai falando o que de fato eh é inequívoco. É um erro a gente atribuir credibilidade, penso eu, a quem diz: "Esse é o pior momento da história. Nunca se viu nada parecido." Gente, a humanidade já foi o império da barbárie. A gente nunca deixou de ter guerra, conflito, sangrento, disputas fratricidas, sabe? Território sem lei é uma coisa que a gente não tem noção.
Eh, mesmo a violência terrível, abominável e assustadora contra as mulheres no Brasil chamado feminicídio, muitos analistas têm dúvidas se estão ocorrendo mais casos de feminicídio ou os casos de violência contra a mulher que sempre tiveram lugar, agora tem visibilidade. Agora isso passou a ser notícia porque antes era banalizado. É assim mesmo. Então, a época de Kardec, não faz tanto tempo assim, pouco mais de 100 anos, em Paris, cidade luz, berço da civilização, tinha duelo a luz do dia em praça pública. As pessoas se desafiavam, davam lá com a luvinha um tapa com luva de pelica no rosto de quem você tava desafiando e marcava hora e lugar. iam lá os dois escolher as armas, coisas e tal, para se matar no meio da rua.
Aí você vai dizer: "Tá pior hoje". A humanidade sempre teve violência. A história da humanidade é marcada pela brutalidade e nós vimos sim avanços importantes na área da assistência social, de políticas públicas voltadas para contenção ou redução da pobreza, da miséria, da fome, da mortalidade infantil, programas para garantir habitação popular. Não é só no Brasil, não, o mundo. Essa consertação, eu tô, eu não vou ter tempo de falar sobre tudo. Descoberta de vacinas, vacinas de graça que salvam milhões de pessoas, né? Você ter no Brasil SUS, as pessoas não têm noção do que é o Sistema Único de Saúde.
Ficam falando mal, vai paraos Estados Unidos precisar fazer uma sutura que você levou 20 pontos no braço. Eh, por acaso, essa semana alguém da família da gente que mora lá reportou um custo em dólares elevado para fazer uma sutura. Cortou, foi pro hospital. As pessoas não têm noção. Então tudo isso é avanço. Ah, mas a gente ainda tem muita coisa errada. Tem. São aquelas transformações lentas e graduais, temperadas por momentos de mudança abructa. Vamos lá. E aí segue o texto. Já não é somente de desenvolver a inteligência, o que a humanidade necessita, mas de elevar o sentimento. E para isso se faz preciso destruir tudo o que supercite neles o egoísmo e o orgulho. Veja a força das palavras.
É preciso destruir tudo. Eu tô chamando atenção aqui pros pras pistas pra gente entender que tudo tem o seu tempo certo de acontecer. E esse texto começa com chegados os tempos. Tal o período em que Doraavante vão entrar e que marcará uma das fases principais da vida da humanidade. Segue em outro momento. Nesses tempos não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a certa região ou a um povo, a uma raça. Trata-se de um movimento universal a operar-se no sentido do progresso moral. Então, temos aqui um sacolejo, mano, um saco um freio de arrumação. São chegados os tempos, tem que acelerar processo. Outro trecho, eu peço a atenção de vocês pro uso das palavras mais fortes.
Eu tô lendo a Gênese, que é um dos uma das cinco obras básicas da doutrina espírita, cujos dois últimos capítulos, Sinais dos Tempos e A Geração Nova, resume a visão dos espíritas da mudança da transição planetária para o tal mundo de regeneração. E isto é precedido de um entrechoque vigoroso de ideias antagônicas, que do meu ponto de vista isso está acontecendo explicitamente agora. Mas uma mudança tão radical como a que se está elaborando não pode se realizar sem comoções. Há inevitavelmente luta de ideias. Desse conflito forçosamente se originarão passageiras perturbações, até que o terreno se acha aplanado e restabelecido o equilíbrio.
É, pois, da luta das ideias que surgirão os graves acontecimentos preditos e não de cataclismos ou catástrofes puramente materiais. Então, o que tá sendo dito aqui é: o seu coração por conta do que e nós estamos vendo isso no Brasil e no mundo, penso eu, em diferentes frentes. Se você quiser exemplos, eu vou dar agora. E esse é um é uma licença que eu peço a vocês, porque isso não tá escrito no livro, são fatos, são episódios do nosso tempo e que revelam exatamente o que eu tô dizendo, que para os espíritas faz sentido. E eu tô fazendo acoplagem para esse momento da história no Brasil e no mundo. O mundo é muito grande.
Eu não quero ficar pescando por aí os muitos exemplos que temos de lideranças políticas importantes e ególatras, aparentemente senis, obsecadas pelo enriquecimento e pelo desprezo pelo direito de outros povos ou de seus compatriotas que não se enquadram na categoria de cidadão daquele país. perseguições internas e externas, guerras ainda não totalmente sanadas, os discursos beligerantes ainda preponderando diante de um mundo que tem tantas urgências, tantas necessidades da gente encontrar um caminho que seja bom para todos, porque não adianta tá bom para um e não tá bom para outro. a gente tá na mesma bola azul no universo e cada um no seu quadrado não é a solução pra gente resolver os problemas graves que são de todos.
Então, se você pega, por exemplo, aqui no Brasil, eu vou pegar o exemplo aqui do Brasil, porque eu já falei, o mundo é muito grande, entre choque violento de ideias, nessa altura do campeonato, a política brasileira ainda ter importantes lideranças flagradas, com fortunas em dinheiro vivo, em espécie, importantes lideranças da política flagradas com fortunas, em dinheiro vivo, espécie e dando as desculpas mais esfarrapadas do mundo, que qualquer perito, qualquer perito em lavagem de dinheiro haverá de dizer: "Ninguém faz transação de imóvel, ninguém compra carro, ninguém movimenta valores expressivos em dinheiro vivo." Primeiro, porque a gente tá na era do Pix, do Doc, do TED.
Você não vai sair por aí com dinheiro vivo na mala do carro como ex-presidente da Assembleia Legislativa que foi afastado, mas foi protegido pelos pares da casa. Portanto, foi afastado, tá, de torneleira eletrônica, mas não foi mantido preso envolvido com suspeita de favorecer o crime organizado no Rio de Janeiro, mas flagrado. Ele foi pra Polícia Federal com R$ 90.000 na mala do carro. Eu tô dando fatos, isso é inadmissível. a gente chegou num ponto de saturação. A população do Brasil desacredita enormemente dos seus representantes. E isso é ponto de ruptura. Isso é uma coisa grave, porque a gente precisa ter representação. A sociedade ela precisa ter uma organização.
A gente precisa ter quem legisle, quem quem faça leis. A gente precisa ter a fiscalização do poder executivo. A gente precisa ter essa capacidade de viver em sociedade com amparo de gente que se dispõe a nos representar. Essas pessoas não podem estar igualmente cobertas de regalias e penduricálios, ganhando muito mais do que o salário, o teto salarial estabelecido pro serviço público. E aí vale pra gente do poder judiciário.
Eu tô pegando agora outro gradiente de problemas aqui no Brasil hoje, hoje, domingo, se você abrir o jornal, você vai ver juízes do Supremo Tribunal Federal, ou se você quiser colocar isso no singular, você vai ver mais um juiz do que outros, acobertando investigações importantes, retirando a pena imposta a criminosos. O que é algo inadmissível, porque a justiça dos homens, ela só vai ser levada a sério se diante da comprovação do cometimento de crimes, esses crimes sejam devidamente ampurados, respeitado o amplo direito de resposta e se confirmando a ligação daquela pessoa com o crime, que ela seja punida. é o que se espera. Não pode a mais alta corte ser complacente com crimes graves.
Também não pode. É uma opinião de uma parcela da sociedade que eu acho que é essa que quer mudança. não pode ter na mais Suprema Corte essa relação assim de certos magistrados com eh pessoas que são importantes lideranças empresariais ou pessoas que têm suas questões a serem resolvidas na justiça ou grandes eventos que cobram caro para se participar e esse ou aquele juiz ser o organizador do evento convidando e e eu sinceramente é uma inversão de valores. Eu acho que a gente precisa entender mais uma vez mundo de regeneração precedido de um período de transição onde o entrechoque vigoroso de ideias antagônicas tem lugar.
Eu tô aqui expressando a perplexidade de um segmento que me parece numeroso da sociedade que não entende o que tá acontecendo e que exige mudanças, exige um outro padrão ético, um outro padrão moral no exercício de funções públicas. Para terminar esse dar o fecho aqui em relação ao comportamento de certos magistrados, existe delação, existem réus confessos que foram desonerados de pagar multa, apesar de serem réus confessos, porque houve essa complacência assim, não, a gente tá passando a régua aqui, ninguém tem mais culpa no cartório. Então isso é muito ruim pra harmonia social, pra credibilidade da justiça.
Fora os desembargadores e juízes que tem por aí no Brasil inteiro no período de plantão de fim de semana, plantão no judiciário, como aconteceu não só lá, mas na Bahia, um desembargador lá liberou um bandidão ligado a tráfico de drogas e armas. Número um. O número um do crime organizado na Bahia foi solto na assinatura de um desembargador. Isso é intolerável, isso é inadmissível. Nós queremos a justiça sem suspeição. Nós queremos um parlamento brasileiro sem suspeição. Não pode ter emenda Pix, não pode ter recursos públicos que por direitos parlamentares podem determinar, eles têm direito a uma parcela dos recursos do orçamento para encaminhar aonde eles acham que isso é necessário.
Isso tem que ter absoluta transparência. Absoluta transparência. Então, entre choque vigoroso de ideias antagônicas, basta. Não, não, não, não é mais eh tolerável que a pessoa seja ou se diga honesta. Ela tem que parecer honesta. Ela tem que dar o exemplo. Minha profunda admiração por alguns políticos que abdicam de certas regalias, como carro oficial, auxílio moradia. meu profundo respeito. Esses merecem nosso respeito. Esses, no período de transição planetária, fazem juiz ao retorno ao planeta Terra na condição de pessoas de boa vontade. Deixa eu dar outro exemplo. Quando a gente fala aqui lideranças religiosas, né? Essa semana no papo das 9, anteontem, sexta-feira, a gente fez a reflexão.
Se Jesus estivesse entre nós, como seria? Boa parte das pessoas que encaminharam suas perguntas ou questionamentos falaram: "Bom, provavelmente ele seria novamente perseguido, seria novamente incompreendido, porque quando a gente entende Jesus como alguém que há 2000 anos fez o que fez, se você pega o modos operante de Jesus acoplado aos dias de hoje, aonde estaria Jesus?" Jesus estaria na periferia, nas quebradas, falando para os pobres, os miseráveis, os excluídos, os que não tiveram acesso à boa educação, os que são alvo de violências múltiplas, ele estaria por lá. Eh, o que ele diria Jesus sobre seus representantes, autodenominados cristãos de hoje, que enriquecem no mercado da fé?
Eu gostaria de saber a opinião de Jesus sobre isso. Que que significa você fazer da religião um ganhar pão vigoroso para ser um grande empresário com vários negócios? Mas o sustentáculo dos negócios é a sua igreja. Eu gostaria de ouvir a opinião de Jesus sobre isso. Então, veja, quando a gente fala do exemplo do Cristo, o legado do evangelho, né? E a gente se depara com a teologia da prosperidade, vale a pena estudar sobre isso, que é um fenômeno no Brasil como uma multidão de fiéis se entusiasma com a ideia. Isso não é uma crítica. A gente ainda vive num país onde existe liberdade de credo. Mas quando a pessoa diz assim: "Eu quero que Deus preste atenção em mim".
E algumas lideranças cristãs ou ditas cristãs prometem essa atenção de Deus mediante uma colaboração para a instituição que essa liderança organiza. E aí o que é oferecido em contrapartida mediante pagamento é: "Agora sim você se habilita a ter Deus". Lê garantindo prosperidade material e saúde integral. Eu não li isso em nenhum lugar do evangelho. Eu não consigo perceber a vinculação entre essa prática e o evangelho de Jesus, né?
Então, recuperando o exemplo de padre Júlio Lancelote há 40 anos redondos cuidando da população em situação de rua, que é o exemplo dos mais, eu diria, miseráveis, excluídos, não tem alimento garantido, não tem um lar, andam maltrapilhos, estão invariavelmente vinculados a alguma dependência química, algum entorpescente para lidar com aquela realidade hostil ou foram paraa rua por conta dessa dependência química. Os laços de família quando existem estão esgarçados. A pessoa está solitária na sarjeta.
Desde o início desse trabalho na pastoral da rua e antes disso, o padre Júlio já era visto com, eu diria, prevenção em relação a algumas pessoas, porque ele cuidava de crianças soropositivas, né, pessoas portadoras do vírus HIV. quando a Aides era fatal. Hoje nós temos medicações que permitem uma sobrevida maior, bem maior dos soros. Então, o padre Júlio, ele sempre incomodou interesses, do meu ponto de vista. Aí é o entrecho choque vigoroso de 10 de novo.
Quem na condição de padre faz a leitura do evangelho indo ao encontro daqueles que são os mais desassistidos, o que me parece coerente com o evangelho de Jesus, e é perseguido, é ameaçado, é alvo de calúnia, é alvo de difamação de poderosos. Nesse momento que ele foi silenciado pela Arquidiocese, eu dei aqui os nomes de um vereador, do vice-prefeito de São Paulo e de um deputado federal que foram, eu diria, contundentes na perseguição implacável contra padre Júlio, por fazer o que ele faz, achando que ele atrai pobre pro lugar errado, que ele cria cracolândia.
São os absurdos que a gente ouve de quem tem uma política para a população de rua higienista de passar o rodo, usando a expressão popular, não quero gente morando na minha rua, sai daqui, você não é bem-vindo. E assim a gente vai construindo uma sociedade dita cristã de pessoas de bem, que são cristãs e fazem o bem para quem lhes interessa. Quando Jesus quando ensinou a lei do amor, não fez distinção nenhuma nenhuma de quem seria digno do nosso amor. É o amor aberto, incondicional a todos, principalmente os que mais precisam.
Então, essa opção preferencial pelos pobres foi elogiada pelo Papa Francisco Saudoso, que certa vez ligou pro padre Júlio Lancelote, esse episódio é conhecido, e disse: "Tenho acompanhado a sua luta. Permaneça firme, porque você está fazendo um trabalho excepcional. sinta-se acolhido, sinta-se abraçado. E no dia seguinte, essa conversa por telefone com padre Júlio numa missa no Vaticano, uma missa pública na Praça de São Pedro, ele fez menção a essa conversa sem citar o nome do padre Júlio, mas dizendo: "Conversei ontem com o padre italiano, Lancelote. O padre italiano é o Lancelote, que dedica sua vida aos mais pobres. Ele deu publicidade como exemplo pro mundo, por isso ele fez a citação.
Então veja, muda o papa, muda, eu diria, uma situação geopolítica, né? uma visão de qual a missão da igreja e dos sacerdotes. E ao que parece, vamos colocar isso na como uma hipótese, já não existe o mesmo endosso, o mesmo apoio explícito a quem, na condição de sacerdote faz a opção preferencial pelos povos. Mais um entrechoque de ideias vigorosas, antagônicas. Vai prestando atenção no que eu tô falando. Uma outra forma da gente pensar o mundo de hoje, a luz do Espiritismo, vivenciando um momento de tensão por conta desse entrechoque de ideias vigorosas antagônicas, que é o que nós encontramos na literatura espírita como prenúncio do mundo de regeneração.
É como se fosse uma grande eh um momento que é tenso, mas é um momento que precede essa nova condição do planeta. De um lado, aqueles que defendem renovação, inovação, mudança daquilo que tá errado, daquilo que não pode mais ser perpetuado na linha do tempo, daquilo que precisa ser ajustado. E outros que entendem que não há o que mudar, ou se tiver que mudar, não é do jeito que os outros estão dizendo. Tem que ser uma coisa mais, eu diria, perpetuando condições de desequilíbrio, de desigualdade, de indiferença em relação a clamores que não são novos do nosso planeta. Então, deixa eu pegar outro exemplo. Na área da comunicação, o advento das redes sociais é maravilhoso.
A internet veio para ficar. Ninguém tá discutindo isso. Agora é absurdo. Eu vou resumir porque teria muito a dizer que nós temos um grupo de seis ou sete bilionários, as pessoas mais ricas do mundo, a partir dos Estados Unidos, da Califórnia, do Vale do Silício, determinando, por conta das suas redes sociais e ferramentas digitais várias consequências em escala global. a partir dos algoritmos, a partir da programação das suas redes, fomentando o antagonismo, fomentando os ataques, fomentando uma displicência, uma invigilância em relação aos conteúdos que são compartilhados também por crianças, também por adolescentes.
Viva Austrália, o primeiro país a fazer uma experiência que todos os analistas do mundo estão de olho para ver o que vai acontecer por lá com a proibição sumária de adolescentes com menos de 16 anos acessarem redes sociais com penas gravíssimas para quem desobedecer isso. E são as redes sociais que precisam criar ferramentas que assegurem que quem tá acessando tem menos de 16. Parabéns ao Brasil e vários países do mundo que proibiram celular em sala de aula.
São medidas radicais, sim, mas são medidas que foram aquelas possíveis no intervalo de tempo curto para você estancar a sangria de uma epidemia de depressão, uma epidemia de veiculação de conteúdos mórbidos, criminosos, que aludem a pornografia infantil, apologia do suicídio, tráfico de armas e de drogas pelas redes sociais. Então veja, é um entrechoque de ideias vigorosas e antagônicas. É um mundo que a gente tá vivendo num período em que nós espíritas entendemos que é prenúncio de algo que virá e que será melhor. Eu tô aqui como espírita me manifestando de acordo com aquilo que foi passado ainda no século XIX.
Então veja, não assim, as pessoas acham por vezes que ou duvidam de Deus, porque como é que tudo isso tá acontecendo? Cadê Deus? Deus delega, Deus terceiriza. Nós precisamos ser a ferramenta da mudança. Evolução é mérito, pessoal, intransferível. A gente tá sendo convidado a participar desse banquete, esse banquete de ideias, esse banquete de mobilização, de exercício da cidadania, da sua autonomia intelectual. Realize suas próprias escolhas. Não seja massa de manobra. Não siga esse arrastão. Tá todo mundo indo para lá, também vou. Tá todo mundo indo para cá, também vou. Liberte-se das amarras que vem, sabe? a Deus de homem, que cada um de nós tem uma história aí de familiar, profissional, que seja, que você fica às vezes meio obnubilado, né, dizendo assim: "Ah, não, não me conveniente falar isso, não me conveniente pensar isso, não me é conveniente sentir isso, não me é conveniente escrever isso." Se você tá pensando apenas em conveniências o tempo todo, eu entendo o jogo das conveniências, elas têm lugar.
Em algum momento você vai ter sim que pensar em ser conveniente, mas isso não pode ser a regra, porque tem gente que passa pela existência não querendo atritar com nada, nem ninguém, dizendo assim: "Eu não quero confusão, eu não quero tensão, eu não quero isso ou aquilo". Aí quando você, se quiser, a gente tá aí no período pré-natal, quase Natal, Natal, aniversário de Jesus. Aí você, Jesus, ô Jesus, meu modelo e guia. Eu sou cristão, católico, evangélico, espírito, o que for. Cara, se você é cristão, presta atenção em quem foi Jesus. Jesus foi um subversivo.
Jesus ao pensar com a própria cabeça e ao pregar o que pregou na linha evangélica do discurso amoroso em favor do perdão e quebrando expectativas dos doutores da lei que achavam que Jesus, por ser judeu, retroalimentaria as tradições hebraicas, assim do da liturgia da fé, do jeito certo de entrar no templo. É pé direito, é pé esquerdo, lava a mão, come primeiro assim, come primeiro assado. E Jesus, ó, a gente não precisa de intermediário. Se você quiser levar teu pensamento ao Pai, faça você. Procure um lugar onde você tenha a tranquilidade, o silêncio, se refugia nesse lugar para fazer uma boa conexão.
E isso foi apenas um dos muitos exemplos de como Jesus contrariou expectativas e interesses. Então, a gente tá vivendo aqui uma realidade que exige posicionamento, penso eu. Vai mais uma opinião. Você não precisa concordar comigo. Pensamento, sentimento e atitude de acordo com o que você entende ser o certo. Não exija resultados de curtíssimo prazo. Não pense que tudo vai virar algo melhor no seu lifetime, no seu tempo de vida. Aqui nós estamos encarnados nesse mundo nesse momento, penso eu, na condição de semeiadores, de coisa boa, de coisa ruim, mas num período de transição. Eu acho essa uma encarnação estratégica, se você quiser saber minha opinião.
Acho que todos aqueles que estão encarnados no mundo de hoje, do jeito que o mundo tá hoje, a gente tem que dar, eu diria, se reconhecer como agentes importantes de uma semeadura que precisa ter lugar. A gente não veio no mundo a passeio, cara. A gente tá aqui para fazer alguma coisa. Ah, mas eu sou só eu. Eu sou tão insignific Não, ninguém é. qualquer pessoa no seu raio de ação, ainda que você tenha poucos contatos, amigos, colegas de trabalho, não esteja mais trabalhando, não tenha mais saúde, passa boa parte do tempo dentro de casa, acamado no hospital, não sei.
Todos nós temos algo que pode ser feito em favor da justiça, do combate à desigualdade, do combate à corrupção, à ilegalidade, a necessidade da gente estar antenado com o que precisa vir. O que que você acha que precisa mudar do mundo? O que você está fazendo para que essas mudanças possam acontecer? Deixa eu terminar minha listinha que eu fiz com muito carinho, tava falando da comunicação virtual. Também quero falar de outro problema que não é novo, mas no nosso tempo se agravou, que é a banalização dos vícios, né? A banalização dos vícios.
Ou seja, eh, é importante a gente se dar conta, tentando lembrar aqui da frase do Krishna Murt, não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente, disse o filósofo Krishna Murti. Eu acho essa frase muito inspiradora. Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente. Então, uma sociedade doente, do meu ponto de vista, quais são as pistas de que a sociedade é doente? é a gente, por questão ideológica, combater a maconha como a erva do diabo.
Eu não sou um defensor da maconha, eh, mas entendo que o princípio ativo da maconha, o canabidiol, que não é uma droga eh entorpecedora, é um princípio medicamentoso fantástico que muito conservador, reacionário, que falava mal da maconha falou: "Não, mas o canabidiol é bom porque meu filho tem ataque epiléptico". que começou a fazer uso com receituário médico do canabidol, passaram as crises, várias situações assim. Então, a pessoa, sabe aquela coisa do movimento de manada? Maconha, maconha não, maconha não, maconha não. E aí você impede até que o canabidiol chegue a quem precisa. E aí o que que você faz com álcool? Ninguém fala.
O Brasil é um país que tem um grave problema de saúde pública que ninguém se dá conta de que existe, que é o alcoolismo, é a dependência química do álcool. E o álcool é visto predominantemente como uma droga social. Eu bebo socialmente. E é interessante quando você levanta as estatísticas de violência. Se você pegar quem faz uso da erva do diabo, dificilmente você vai ver alguém maconheiro usando a expressão pejorativa de quem faz uso dessa droga. Eu tô falando muito da maconha porque tem a questão ideológica mesmo. As pessoas fazem maconheiro, vai beber tudo bem. Você não vai ver a incidência do cometimento de certos crimes cometidos por quem ingere álcool.
Então é violência no trânsito, dirigindo embriagado, representando risco para si próprio, paraa sua família, pros pedestres, para outros motoristas, ó, assim, ou espancamento da mulher, espancamento do filho, brigas, brigas na rua com quem quer que seja, embriagado. A banalização do álcool é um problema. É um problema que a gente precisa tá ligado. Então tem um entrechoque de ideias aí. A gente precisa ter, eu diria, uma legislação mais dura e penalidades mais severas em relação a quem vende álcool para crianças e adolescentes, em relação a crimes cometidos, por exemplo, no trânsito por pessoas embriagadas.
Eu particularmente defendo uma pessoa que comete uma infração grave no trânsito embriagada, atropelou, alejou, matou, embriagado. Cara, eu não sou legislador, não sou da área da do direito, não sou da área da justiça. Perdeu o carro e perdeu a carteira. e vai ficar em cana até o juiz decidir se o teu se o teu homicídio foi doloso ou culposo, se você foi responsável a ponto de merecer pegar um um chilindró. Ah, André, você tá sendo muito rígido, não deve ser assim. Bom, talvez, mas esse debate não tá colocado como deveria. entre choque de ideias antagônicas e vigorosas, até quando seremos tão tolerantes com o álcool e tão preconceituosos com certos derivados da maconha como canabidiol?
É uma questão. Outra questão que eu queria trazer aqui, os bets, né, as apostas. O Brasil virou o paraíso dos bets e ninguém consegue falar disso abertamente como deveria. É uma vergonha a tributação baixa que incide sobre empresas de apostas, tributação baixa, no meu ponto de vista, e uma, eu diria, ofensiva midiática, vorais, assim, das casas de apostas que vão determinando vícios que estão por trás de novas estatísticas de depressão e suicídio e inúmeros problemas. associados à resiliência econômica de lares de baixa renda, ou seja, a pessoa já tem uma renda miúda, por vezes depende de Bolsa Família, por vezes depende de uma ajuda do estado e torna boa parte disso ou tudo eh com aposta.
Onde isso vai dar? Mundo de regeneração vai ter casa de aposta. Essa é uma pergunta boa. [risadas] A gente precisa pensar, precisa pensar grande, sabe? Pensar assim, o que é justo, o que remete à justiça, o que remete à igualdade. A gente precisa pensar. Por último, mas não menos importante, para encerrar o capítulo dos exemplos, eu tô dando exemplos aqui do entrechoque de ideias vigorosas e antagônicas que precede a chegada do mundo de regeneração. Eu tô me baseando nos dois últimos capítulos do livro A Gênese, um dos cinco livros básicos do Espiritismo. Eu tô falando, gente, eu testemunhei isso.
Eu vou contar para vocês o que tá sendo a minha vida nos dois últimos meses, só para vocês saberem. como jornalista interessado em meio ambiente, eu vou contar para vocês muito resumidamente, eu fui a Belém acompanhar a COP 30. COP 30 explicitou as ideias antagônicas e vigorosas. Temos uma crise climática causada pela queima de combustíveis fósseis. Vamos discutir um mapa do caminho que reduza gradualmente essa dependência? Não foi a voz prevalente na COP 30. Só pode aprovar coisa lá por consenso. Aí não tem jeito. Sempre haverá um país como a Arábia Saudita, dependente química de petróleo, que vai dizer não?
Então veja, estamos vivendo no mundo onde a crise climática é causada por queima progressiva de combustível fóssil. Isso não é uma hipótese, isso é um fato. Nós sabemos o que fazer para reduzir eventos climáticos extremos, sucessão de onda de calor, crises terríveis na área da saúde agravadas ou causadas pelo calor extremo. A maioria da população brasileira e mundial não tem ar condicionado. Vai dormir numa noite quente. A gente já tá verão chegando. Vai ver o que é na maior parte desse país tão quente. O que é não ter ar condicionado dentro de casa, no trabalho, no ônibus, na escola, na universidade. É o terror. E o que que a gente faz para mudar essa situação? Quase nada.
Isso tem que mudar. do meu ponto de vista, é outro entre choque. A gente tá vendo os interesses de alguns grupos no lucro, no dinheiro, prevalecer sobre os interesses coletivos difusos. Aí de Belém para cá, que que houve? Eu já falei aqui, a COP 30 não conseguiu avançar na direção que todos nós entendemos, que é a única direção possível, que é a da redução gradual da dependência de combustíveis fósseis. Aí depois veio o quê? O nosso Congresso demolindo as regras do licenciamento ambiental, apesar de todos os alertas da comunidade científica, apesar de todas as evidências.
E depois o nosso Congresso aprovando uma proposta de emenda constitucional, isso vai ser judicializado também, instituindo o tal do marco temporal, demolindo direitos indígenas que são considerados pelo Supremo Tribunal Federal e a maioria dos juristas. Cláusula pétria, inquebrantável. Eles estavam aqui antes de nós e eles são os protetores do que sobrou de natureza, onde ainda tem mais floresta protegida, mais água limpa de rio, mais biodiversidade preservada, são terras indígenas. Portanto, claro, vem na frente o direito indígena, mas o nosso direito de não sucumbir com a destruição do território indígena que vai bater em São Paulo, vai bater nos grandes centros urbanos. longe da Amazônia.
Então, veja, eu levei três cacetadas na minha consciência planetária quando eu vi como assim a gente, com todas as evidências não consegue discutir o mapa do caminho para reduzir combustível fóssil. Como assim? Com todas as evidências, a gente vai demolir licenciamento ambiental da forma como o Congresso fez? Como assim a gente vai surrupar dos indígenas, dos povos originais do Brasil, o direito à própria terra, que é cláusula pét da Constituição, artigo 231, o direito inalienável à terra dos povos originais. Então, o que que eu tô falando aqui com vocês? ideias antagônicas e vigorosas que precedem o mundo de regeneração.
Voltando pro livrinho, fiz esse preâmbulo para trazer paraa nossa realidade o que me parece algo sensorial, algo que tá acontecendo. E aí ainda no capítulo sinais dos tempos, aparece lá uma referência. O mundo dos espíritos, mundo que vos rodeia, experimenta o contra-choque de todas as comoções que abalam o mundo dos encarnados. Não é só que esse entrechoque vigoroso de ideias ocorre também no plano espiritual. vamos lá. Tornada adulta, a humanidade tem novas necessidades, aspirações mais vastas e mais elevadas. compreende o vazio com que foi embalada, a insuficiência de suas instituições para lhe dar felicidade.
Já não encontra no estado das coisas as satisfações legítimas a que se sente com direito. Despoja-se em consequência das faixas infantis e se lança, impelida por irresistível força para as margens desconhecidas em busca de novos horizontes menos limitados. É a um desses períodos de transformação, ou se preferirem de crescimento moral, que hora chega à humanidade da adolescência chega ao estado viril. O passado já não pode bastar as suas novas aspirações, as suas novas necessidades. Ela já não pode ser conduzida pelos mesmos métodos, não mais se deixa levar por ilusões. Sua razão amadurecida reclama alimentos mais substanciais. É demasiado efêmera o presente.
Ela, a humanidade, sente que mais amplo é o seu destino e que a vida corpórea é excessivamente restrita para encerrá-lo inteiramente. Mais à frente, o progresso intelectual realizado até o presente nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da humanidade. Impotente, porém, ele é para regenerá-la. Enquanto o egoísmo e o orgulho o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer as suas paixões e aos seus interesses pessoais. Razão porque os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir. Mais à frente, a Gênese. Grande por certo é ainda o número dos retardatários.
Mas que podem eles contra a onda que se alteia se não atirar-lhe algumas pedras? Essa onda é a geração que surge, ao passo que eles se somem com a geração que vai desaparecendo todos os dias a passos largos. Até lá, porém, eles defenderão palmo a palmo o terreno. Sabe aquela história de não largar o osso? Haverá, portanto, uma luta inevitável, mas luta desigual, porque é do passado decrépito a cair em frangalhos contra o futuro juvenil. Será a luta da estagnação contra o progresso, da criatura contra a vontade do criador, uma vez que chegados são os tempos por ele determinados.
A terra, no dizer dos espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. Então essa história, o mundo vai acabar, vai ter um terremoto, maremoto. Não, não, não, não, não, não, não. Para os espíritas não. a atual geração, ou seja, essa geração retrógrada, conservadora no mau sentido do termo, de achar que deixa do jeito que tá, Deus resolve. Ah, se é pobre, miserável, tá pagando pelo erro que fez. Tem que limpar a rua com dessa população que fica por aí, que padre Júlio atrai, dando pão, dando alimento, dando cobertor, dando assistência. Sabe o que eu tô querendo dizer? Na minha opinião?
Óbvio, eh, a atual geração desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas. Tudo, pois, se processará exteriormente, como só acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos espíritos que encarnavam na Terra, aí não mais tornarão a encarnar. Essa é uma questão interessante que a literatura espírita traz em diversos momentos. Aqueles de nós que não estivermos habilitados a reencarnar no planeta que está evoluindo ética e moralmente, não regressaremos para cá. No reino de meu pai há muitas moradas. Aqueles que não estiverem graduados, credenciados ética e moralmente para retornar aqui, não retornarão.
É interessante que alguns pensadores espíritas chegam a dizer que por vezes na atual encarnação, alguns irmãos nossos em humanidade desperdiçando a oportunidade de se regenerarem, de realizarem as escolhas certas para si próprios, eles intuitivamente já vivem essa perturbação porque estão intuindo um futuro sombrio. É como se fosse uma perturbação que está relacionada a essa perspectiva de que lá na frente isso vai se voltar contra mim, porque eu não sou juiz disso. Eu não faço juiz a isso. Em cada criança que nascer, em vez de um espírito atrasado e inclinado ao mal que antes nela encarnaria, virá um espírito mais adiantado e propenso ao bem. A época atual é de transição.
Confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermediário, assistimos a partida de uma e a chegada da outra, já se assinalando cada uma no mundo pelos caracteres que lhe são peculiares. tem ideias e pontos de vista opostos às duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém sobretudo das disposições intuitivas e inatas. Torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo, cabendo-lhe fundar a era do progresso moral. A nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior. não se compor exclusivamente de espíritos eminentemente superiores, mas do que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as ideias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração.
Portanto, eu vou encerrar com essa parte do capítulo A Geração Nova da Gênese. A regeneração da humanidade, portanto, não exige absolutamente a renovação integral dos espíritos. Basta uma modificação em suas disposições morais. Essa modificação se opera em todos os quantos l estão predispostos, desde que sejam subtraídos à influência perniciosa do mundo. Meus amigos, daqui a 30 segundos completa uma hora de papo. Fui longe aqui. Agradeço a atenção de todos.
Procurei compartilhar apenas uma percepção de que o que está no livro A Gênesis, nos dois capítulos finais desse livro, que é uma das obras básicas do Espiritismo, guarda a relação com momentos de saturação, perplexidade, a gente não aguenta mais várias questões. Isso não é pra gente ficar triste ou se deprimir. Isso é para reconhecer os sinais de que uma mudança está a caminho. Mas ela só terá lugar da forma como nós desejamos se nós fizermos a nossa parte. Não basta ficar no queixume, na lamentação, na tristeza. A gente precisa fazer a nossa parte. É o que eu desejo para todos. Ótimo domingo. Fiquem com Deus. Até a próxima.

