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As autoridades precisam dar o exemplo | Papo das 9 #985

Minutos de sabedoria
143

Indicação de leitura
Baleia. Autor: Sergio Campante. Editora: Vooinho

Sugestão de ação
Cobre e pressione as autoridades brasileiras! Lute por um País mais justo.

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Muito bom dia a todas e todos. Tá começando mais um papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafofes em Laranjeiras. Hoje eu preciso tomar muito cuidado com a minha voz. Eu fiquei praticamente afônico na segunda-feira, nem fui trabalhar. Ontem voltei ainda um pouco fanho e rouco. Tô medicado, inspectorando, vai dar tudo certo. Tomando aqui um chazinho de gengibre. Ah, nossa, adoro. E hoje eu não podia deixar de me manifestar aqui na largada do Papo das 9 em relação à aquilo que me parece um péssimo exemplo de autoridades importantes que nos representam ou deveriam nos representar em diferentes instâncias de poder.

Não vou resumir todos os casos que me impressionam negativamente, apenas aqueles que eu acho que precisam estar no nosso radar porque afrontam as nossas justas expectativas no exercício de cargos públicos por aqueles que estão de passagem pelo poder. Eu vou começar aqui pelo meu Rio de Janeiro. uma desnecessária demonstração, a meu ver, de desapreço pelo interesse público e pelo risco do crime organizado se infiltrar na política dado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, que por maioria decidiu revogar a prisão determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a partir de uma investigação, a meu ver, bem feita, com um conjunto probatório robusto. que deveria determinar preventivamente, como se deu, a detenção do presidente da casa, Rodrigo Bacelar, suspeito de favorecer a fuga, depois acabou sendo preso de um deputado do Rio de Janeiro, TH Joias, acusado de envolvimento com o Comando Vermelho. a mais importante organização criminosa do estado do Rio, talvez do Brasil, junto com PCC. soltaram na cara dura, desrespeitando, do meu ponto de vista, evidências muito preocupantes que deveriam ter sido objeto de maior atenção.

Não adianta falar contra a violência se você na hora que percebe suspeição de quem ocupa cargo público envolvido com crime organizado, faz o que fez a Assembleia Legislativa, a maioria, não todos, dos deputados estaduais. Eh, Rodrigo Barcelar foi solto, mas o Supremo não permitiu que ele volte a ser presidente da Assembleia Legislativa, está de tornozeleira eletrônica, vai ter que dormir em casa toda a noite e permanecer, teve que entregar passaporte e não poderá se movimentar no fim de semana por aí. Bom, não é o único exemplo que me chamou atenção nos últimos dias.

Nós tivemos por ocasião da final da Libertadores em Lima, no Peru, o episódio envolvendo a carona dada por um empresário do setor privado, no Jatinho, ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Tofoli, e no jatinho estava o advogado do Banco Master, envolvido numa série de falcatruas que, entre outras aberrações, quebraram investimentos vultosos de fundos de previdência, inclusive do estado do Rio de Janeiro, que suspeita, de forma suspeita, com o Banco Master dando sinais de debilidade, houve a decisão de colocar lá uma fortuna que não pertence aos gestores do Fundo de Previdência do Rio, pertence a aposentados e pensionistas.

Esse dinheiro não volta, porque o Banco Master foi mal gerido, mal administrado, com uma série de pessoas importantes da República envolvidas nas falcatruas do banco. O advogado, repito, do banco Master, no jatinho, junto com o ministro do Supremo Tofoli, indo de carona ver Flamengo e Palmeiras em Lima. Que que aconteceu? Poucos dias depois, o ministro Tofol interrompe sumariamente as investigações, trava o andamento dos inquéritos das oitivas e reivindica para si sigilo. Nem outros ministros do Supremo sabem que pé estão as investigações do Banco Master. Tá tudo sob a tutela do ministro Tofre. E aí vem outras revelações de mulheres de ministros.

Ao que parece, inclusive, a esposa do ministro Alexandre de Moraes, que trabalha como advogada, prestando serviços ao Banco Master. E aí houve ministro do Supremo, ao que parece, o próprio Tofan, incomodado com a iniciativa de um colega, o atual presidente do Supremo, né, ministro Faquim, de criar um código de conduta dentro do Supremo Tribunal Federal, tal como acontece em países como a Alemanha. Dá para alguém ser contra código de conduta? Não é estranho? Porque não basta ser honesto, é preciso parecer honesto, principalmente vindo de um poder supremo, porque ninguém mexe com o ministro do Supremo. Então ele tem que parecer também, não basta ser, tem que parecer honesto, penso eu.

Por último, mais ou menos importante, por último, porque eu não vou ficar falando aqui o papo das inteiro, mas são três episódios recentes que me deixaram bem impressionados. Negativamente, ontem nós tivemos mais uma manifestação explícita da inabilidade do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota, em lidar com extremistas ou manifestações extremas que afrontam o regimento da casa. Em agosto, um grupo de parlamentares ocupou a cadeira da presidência da Câmara. por 48 horas, 2 dias, ele não fez nada. Tentou negociar amigavelmente até conseguir chegar na cadeira e sinalizar que atenderia os interesses no momento oportuno daqueles que ali estavam.

Não teve truculência, não teve polícia legislativa, não teve processo, ninguém foi punido até agora. Vida que segue. Ontem o deputado Glauber Braga, que terá hoje seu pedido de cassação aprovado na CCJ votado em plenário, resolveu protestar contra esse processo ocupando a cadeira da presidência da Câmara, o que também vai contra o regimento. Tá errado, ele errou. Mas o tratamento dispensado pelo presidente da Casa Gomota, a Glauber Braga, foi diferente daquele dispensado ao grupo de parlamentares da extrema direita que fizeram o que fizeram durante dois dias no mesmo lugar. Foi grave tirar a imprensa do plenário, foi grave interromper o sinal da TV Câmara, foi grave, com muita truculência. tirar a força da forma como se deu o parlamentar, eh, Glauber Braga, da forma como se deu, sem nenhuma conversa, sem nenhuma negociação, nada, como fez com os outros, e determinar, porque isso tem testemunha, a assessoria dele disse isso, depois se desdisse, que foi ordem dele, cortar o sinal da TV Câmara, tirar de forma truculenta com a polícia legislativa os parlamentares. que estavam ali junto com Glauber Brag e o próprio e baixar o sarrafo na imprensa.

Colegas meus veteranos de cobertura em Brasília dizem: "Eu nunca vi isso aqui". Polícia Legislativa enchotando com violência colegas da imprensa. É grave tudo isso para dizer. Hoje aqui a gente vai muito rapidamente fazer um balanço sobre qual é a expectativa que a gente deve ter em relação as autoridades que ocupam cargos públicos e por que elas precisam estar muito vigilantes no exercício dessa função. Mas agora não, agora fazer um detox no noticiário pesado. Alô, alô, alô. Papo das chegando junto com ele. Tá faltando sabedoria. Tá faltando sabedoria. A gente tá aqui de passagem. A gente não é nada. A gente não é nada.

E quando a gente ocupa um cargo importante de visibilidade no setor público, precisa dar o exemplo nos detalhes, no varejo das coisas. A gente vai falar sobre isso já já, que eu possa então evocar a presença dos amigos invisíveis para aqui, com a ajuda deles, ser um instrumento fiel, um meio adequado, uma ferramenta útil para reproduzir algum pensamento aqui do livrinho que nos inspire no dia de hoje. Serenidade, temperança, equilíbrio, juízo, calma, paciência, sabedoria. 143. Não desanime, não pare no primeiro degrau da ascensão.

Se a dúvida o assaltar, se a tristeza bater a sua porta, se a calúnia o ferir, erga sua cabeça corajosamente e contemple o céu iluminado e tranquilo, embora recoberto de nuvens, você sabe que elas passarão e o céu voltará a brilhar. Siga em frente, que todas as nuvens da existência também hão de passar e voltará a brilhar o sol da alegria. É interessante. Sabe qual é a leitura que eu faço dessa página aberta nesse momento? O meu preâmbulo abrindo aqui de improviso o Papo das 9erminado, talvez em mim também, em parte de vocês, um profundo desânimo, um desalento, uma desesperança. Ah, não tem jeito.

Esse povo quando chega ao poder faz a pronta, determina o que eles acham que é importante, sem considerar princípios e valores éticos e morais que remetem à transparência e a um exercício vida eedigno da função, sem desvio. Aqui vem o não desanime. Aqui vem em de forma bem didática aquela frase do Chico: "Tudo passa e tudo". Isso também passa. Eu tô com vontade de dizer outra coisa além disso, que é muito importante. Por que que a gente não deve desanimar? Por que que a gente deve acreditar que é possível mudar esse jogo? Porque estamos num país aonde há eleições e as eleições têm principalmente a função de premiar os que vão bem com a reeleição e extirpar de cargos públicos. aqueles que a gente acha que não merecem estar ali.

Entre outras questões que eu acho que a gente vai aprumando a percepção da realidade e do meu ponto de vista entendendo que nunca haverá razão para desanimar quando a gente luta em favor de um país melhor e mais justo, usando as ferramentas ao nosso alcance para acionar as pessoas que ocupam cargos públicos e são éticas. Elas existem. Existem bons representantes do Ministério Público, bons representantes do setor judiciário, bons representantes do setor legislativo, bons representantes do setor executivo. Eles precisam ser empoderados, eles precisam ser valorizados e a gente precisa fazer força para que eles sejam a maioria. É isso. A vida é assim.

A gente não veio aqui pro planeta para ficar reclamando, chorando leite derramado. A gente veio para esse mundo, todos nós, sem exceção, penso eu, para fazer, olha, olha, olha aqui, ó, o gengibrinho mágico. A gente veio aqui para fazer o nosso melhor em relação a quê? Reforma íntima. É fácil acusar os outros. O que que você tá fazendo por você e pelos outros também? Vai por aí. Depois, se nós somos seres sociais, estamos inseridos na sociedade, que que a gente tá fazendo para que a sociedade seja um lugar melhor? Felipe Nunes, do Instituto Quest tá lançando um livro, Brasil no Espelho, em que ele mostra que o Brasil tem uma das mais altas taxas de desconfiança mútua.

As pessoas não confiam uma nas outras. eh, nos estudos econômicos e sociais, revela-se que nos lugares do planeta, aonde temos uma elevada desconfiança das pessoas entre si, a nação não prospera nem socialmente, nem economicamente ela trava, você não confia em ninguém. E aí temos essa situação. Acabou de chegar um alerta aqui para mim da Defesa Civil. Quem mora no Rio de Janeiro fica ligado. Alerta de vendaval, tá? É importante a gente tá em tempos de aquecimento global com agravamento dos eventos extremos, você ter conexão com Defesa Civil, você receber alerta para ajudar você a se posicionar nas suas andanças e deslocamentos.

Então, gente, vai passar, mas vai passar mais rápido se a gente se mobilizar. É o que eu tô me fazendo aqui. Eu tô usando um espaço que não foi reservado para falar desses assuntos. No entendimento que que essas ocorrências descritas por mim, eu não resumi todas, tem gente falando aqui do processo de caação vergonhoso do de um dos filhos do Bolsonaro que tá nos Estados Unidos e que vai ser vai ter um mandato interrompido por falta, como se o único problema dele fosse faltar o trabalho. Faltou coragem à Câmara para aplicar, eu diria, a devida punição, não apenas a falta ao trabalho, porque ele não ficou em casa jogando palavra cruzada, né?

O mesmo para Carlos Ambelli, o mesmo pro Ramagem, tem questões, eu não vou entrar aqui no mérito. Ou a redução da pena prevista para quem foi flagrado tramando o golpe de estado, né? Eu não vou entrar por aí, eu já dei o recado no início. A importância das autoridades darem o exemplo, é por aí que nós vamos. Mas antes vou sugerir um livro que eu ganhei de presente da amiga Luciana em julho desse ano. Juliana, desculpa, já estamos em dezembro, mas chegou aqui. E não foi por culpa da do da instituição espírita Jona deângeles, não.

Recebi antes cartinha apresentando um livro que não é da Luciana, é um livro que vem embalado numa rede de pesca eh trabalhada aqui como bolsa, ficou uma bolsa estilosa, bonitona, da positiva e fui uma rede de pesca, diz aqui o cilinho, e dentro veio o livro. Olha que legal. O livro se chama Baleia, texto ilustrações do Sérgio Campante. Cara, é um livro que parece feito de pano. Aí você vai ver aqui, ó, impresso em papel pedra, um tipo inovador de papel amigo do planeta, tem como matériapra o carbonato de cálcio. Pó mineral inorgânico, que não utiliza madeira ou fibras vegetais, dispensa processamento químico ou uso de água em sua produção, evitando assim a poluição do meio ambiente.

Sensacional. Sérgio Campante é mineiro de Belo Horizonte, é pai, designer, ilustrador, surfista nas horas vagas. E aqui tem história de um menino. O título já diz: "Baleia". Mas até ele encontrar ou se é que será que ele encontra? Ele vai praia com o cachorro. Tem 1 situações aqui bacanas no livro. É um livro que fala da importância da proteção da vida, proteção do mar, proteção dos ecossistemas marinhos. Não jogue lixo na praia, se liga na missão. Baleia. Sensacional. Texto ilustrações de Sérgio Campante, presente da nossa companheira aqui do Papo das 9, Luciana, que mandou cartinha.

E olha que legal, quem se interessar por esse gênero de bolsa, fui uma rede de pesca, é o gênero de plástico mais danoso pros seres do mar. Eles se enroscam na rede, engolem rede, é positiva.eeco.br. Quem quiser saber mais, tá? desses utensílios aqui, ó. Positiva.eco.br. Tá dado o recado. Obrigado. Ai, minha voz. Gengibre nela. Vamos lá. Dica. Qual é a dica? A dica é a seguinte. Nós não viemos ao mundo por acaso. Eu não reencarnei nem vocês no Brasil, se vocês forem brasileiros. Se você não é brasileiro, mas mora no Brasil, ótimo. Você não tá aqui por acaso também. Eu não acredito nisso.

Então, enquanto brasileiros de coração ou de origem ou os dois, que a gente lute por um país e mais justo e que a gente não aceite, não tolere, não admita, que quem ocupa cargo público desonre as justas, legítimas expectativas que temos em relação ao exercício de uma função pública. Quem cala consente. A gente não deveria se acomodar diante de graves distorões no exercício da função pública, porque isso nos prejudica individual e coletivamente. Isso não ajuda. Reflita sobre isso. Converse com sua família, com seus amigos, com seus colegas de trabalho. Em vez de ficar só falando mal, mal. O que que a gente pode fazer? Como é que a gente responde? a essas situações.

Democracia é panela de pressão. A gente precisa se manifestar, a gente precisa declarar o desconforto. É a minha opinião. Eu acho que a gente não tá, talvez até o momento dando a devida resposta a uma série de desvios de conduta gravíssimos que estão ocorrendo em diferentes setores. A indignação é o ponto de partida. Onde ela te leva? Não defendo a violência, não defendo vingança, não defendo hipótese alguma. truculência, mas eu defendo firmeza, eu defendo a justa pressão popular, porque isso move o mundo, na minha opinião. Bom, vamos lá. Vamos chegar. Ih, pera aí que o tablet ficou pera aí. Para eu pegar as manifestações de vocês recebidas através de Mr.

Anderson, eu preciso hora apóis acessar por aqui, tá? E por aqui eu tô chegando, deixa eu fazer um registro aqui, outro registro de abuso. O Senado Federal aprovou ontem o marco temporal dentro de uma proposta de emenda constitucional, dilapidando o que alguns juristas consideram cláusula pétria da Constituição de 88, que é o direito inalienável dos indígenas à própria terra. O marco temporal reduz drasticamente esse direito.

Agora essa proposta vai paraa Câmara e nós estamos aqui igualmente em vigilância, denunciando o poder da Frente Parlamentar da Agropecuária, do lobby da mineração, que há muito tempo estão de olho grande nas terras indígenas para dilapidar o capital natural com valor econômico que tá por ali. As terras indígenas são as mais protegidas do Brasil e do mundo. É desguarnecer a proteção das terras indígenas é algo que afronta, em primeiro lugar, o direito inalienável dos povos originais do Brasil à própria Terra.

Em segundo, a qualidade das águas, a biodicidade, o clima, olha a cobice e a ganância que se manifestam através dos representantes do povo no parlamento, movidos por lobis poderosíssimos, que ainda fazem a regência das políticas públicas mais importantes. A gente tem que ter muita atenção. Ai Jesus. É que fase, que fase. Vamos que vamos, Mr. Anderson, qual foi a questão que nós colocamos ontem no story do Instagram? Qual a importância do exemplo dado pelas autoridades? Vamos pensar nisso. Vamos pensar junto nisso. Colocamos no story no Instagram, várias pessoas se manifestaram e enviaram suas colocações ou perguntas.

Regina de São Paulo faz a seguinte pergunta: A liderança da Outom, Regina, a liderança da Outom em qualquer lugar. Quando a gente fala do líder, pode ser um capitão de time de futebol, de vôlei, de basquete, pode ser o patrão ou a patroa, o diretor de uma escola ou de um clube ou de um jornal. Pode ser um presidente, um ministro, um governador, um prefeito, um deputado, é autoridade, é o gerente do banco, é o síndico do prédio, é o comandante do batalhão da Polícia Militar, é o delegado de polícia. Qualquer pessoa investida de autoridade exerce um poder.

Nesse sentido, nessa prateleira de maior visibilidade, ela precisa dar o exemplo, porque o poder, ele precisa ser justo, ele precisa propagar a partir da projeção que a autoridade tem, princípios e valores que inspirem quem está subordinado ou, do ponto de vista hierárquico, abaixo precisa dar o exemplo. A autoridade não tem opção, ela precisa dar o exemplo. Não é fácil isso. Todos somos imperfeitos e todos erramos. E quando erramos na condição de autoridade, pedir desculpas públicas. Não é feio pedir desculpas quando se erra. Várias autoridades, poucas no Brasil, mas muitas fora do Brasil, já pediram desculpas públicas. No Japão é muito bonita assim a a tradição.

A palavra honra é muito cara à cultura nipônica. Então, a deshonra, eles se curvam, eles pedem desculpas várias vezes e não raro, imediatamente anunciam a renúncia. imediatamente anunciam a renúncia. Então, a gente precisa entender quem reencarna, e eu tô falando como espírita, na condição de autoridade, precisa saber o que que tá em jogo no exercício dessa função para o próprio autoburilamento espiritual e as implicações disso nas decisões tomadas que precisam ser justas, benevolentes, equânimes. bem basadas, bem fundamentadas.

Aonde houver suspensão suspeição de que uma decisão de uma autoridade atropelou o direito coletivo em favor do interesse pessoal, temos uma autoridade enfraquecida e junto da do enfraquecimento da autoridade, a instituição enfraquece. Se um presidente do Senado ou da Câmara não valoriza a oportunidade de exercer o poder e não parece, ele pode até ser honesto, mas se ele abre campo para a suspeição, ele enfraquece não apenas a si próprio, mas a instituição. O presidente de um clube de futebol, quando age de forma corrupta, ele não enfraquece a si próprio apenas, ele enfraquece a instituição. É isso que tá em jogo, é isso que a gente precisa refletir, tá? Minha opinião, tá?

Regina Adre Ribeiro, também de São Paulo. Poucos são os que dão exemplo atualmente. Ainda há esperança? às vezes não tenho. Eu acho que eu já comentei aqui, Adre, eh, claro que a esperança e claro que a esperança de algo de melhor acontecer depende também da nossa capacidade de responder aquilo que nos parece errado. A gente precisa fazer a nossa parte. Deus, para quem acredita, delega, terceiriza. E nós temos o livre arbítrio soberano. A gente precisa fazer a nossa parte. A parte mais simples de fazer o que nos cabe é votar com atenção. Não vote em qualquer um.

Pesquise, veja os nomes que te representam e merecem o teu voto e ajuda quem é distraído na hora de votar sobre os riscos de votar em qualquer um. Ajuda, esclareça, faça sua parte. Não é ser prositista, vota no candidato que eu vou votar. É você dizer assim: "Fulano, fulana, tá ligado? Que que significa votar errado? Como é que isso se volta contra você?" Cissa_line Fortuna, devemos deixar de ouvir tantas notícias e mau exemplo para não se contaminar pelo ódio? Eu já publicamente disse isso, já escrevi sobre isso. Claro que você deve evitar notícias quando você percebe que isso tá gerando um desequilíbrio grave no seu psiquismo, no seu lado emocional.

Da mesma forma que vê filme de de terror, de suspense, ou estar num lugar, tá numa rua e tem uma situação que te deprime por alguma razão e você percebe que aquilo tá te fazendo mal e você se sente impotente diante daquela situação, né? Eh, como é que eu poderia dar aqui um exemplo? Você vê uma pessoa truculenta estacionar no lugar errado e você vê que é uma pessoa que é é embrutecida, pode estar armada e você não se sente capaz de denunciar que aquela pessoa tá gerando um problema, atrapalhando a passagem de outras pessoas por ali. Se você não se sente à vontade, eu eu compreendo isso, para fazer essa interpelação, não fica ali sofrendo, sai.

Ah, André, mas cada um faz o que pode, na hora que pode, do jeito que pode. A gente não tá vivendo num mundo de superheróis, mas a gente precisa fazer a nossa parte sempre que possível. Então, faça o que você fizer. Respeite a sua capacidade de suporte, respeite a sua resiliência. É o que eu tenho para te dizer em qualquer circunstância, tá bom? Fabiana Granada, exemplos positivos, mesmo em menor escala, podem mudar o cenário negativo atual? Claro que sim. Jesus era um só, um só. Um mobilizou 12 apóstolos, mudou a história. Você pega Nelson Mandela, Martin Luther King.

Aqui no Brasil, se você quiser pegar, vale a pena pesquisar sobre Chico Mendes, que que aconteceu depois do assassinato do Chico Mendes com movimento ambientalista brasileiro dentro e fora do Brasil. Isso teve muita repercussão à época. Vale a pena estudar a biografia do Chico. Marina Silva é, digamos, a militância da Marina Silva em favor do meio ambiente vem do Chico Mendes. Você tem uma noção, né? Quando a gente fala de pessoas como Mahatm Gand, quando a gente fala do que foi para quem é espírita, a coragem do professor Ipolito Leon Renizar Riv usou o pseudônimo de Allan Kardec numa época que a inquisição ainda estava presente, lançando livros sobre espiritismo.

A força do um é o nome de um livro que eu já lancei. Cada um de nós tem sim um poder de irradiar, inspirar, determinar novas disposições e novas atitudes. Depende de nós, da nossa vontade de fazer. É isso. Resposta é sim. São muitos exemplos de quem sozinho ou um grupo reduzido de pessoas irradia uma onda positiva que se desdobra inclusive na direção do plano espiritual. É uma coisa que registra a combinação de diferentes dimensões. Isso é muito sério. Papo das com toda franqueza, eu escrevi isso no prefácio. Prefácio não, na apresentação do livro Sabedoria no dia a dia, contando a história do Papo das. Nós aqui, eu sempre falo nós, Anders, você tá sozinho? Tô não.

Além do Anderson, da Ariane, do povo da Rente lá em Campina Grande, que dá apoio, suporte técnico, tem uma falange, cara, aqui. Esse trabalho para mim é um trabalho espiritual, com todas as minhas muitas limitações e fragilidades, erros, imperfeições. Eu considero esse um trabalho que tá interligado, porque o que a espiritualidade maior quer da gente não é santidade. São pessoas disponíveis para um trabalho que tenha um escopo mais elevado. Não é um trabalho perfeito, não é um trabalho que tenha a aura de algo iluminado. Não, não, não, não.

Você tá disponível para compartilhar algumas ideias positivas, alguns conteúdos relevantes para que as pessoas estejam cientes, antenadas, conscientes do papel que lhes cabe enquanto seres espirituais mortais nesse mundo e nesse momento. A Leti Designer tá falando: "O Rio deve estar quente, Andrezinho, suando bicas". É que pouco antes de entrar no papo das entrei ao vivo na Globo News sem tá suado com essa camisa. Aí eu falei: "Vou usar ela também no papo". Tá quente mesmo. Desculpa aí a impressão do desconforto, mas tô de boi. É que eu tô tomando, cara, eu tô no Rio de Janeiro quente, tomando chá de gengibre, né? Aí você já viu, né? A combinação, né? É, o negócio aqui tá tá esquisito.

Quente tomando chá quente. Rosiane Bezerra, os representantes do povo representam mesmo o povo. Estamos ainda na barbárie? Não, não estamos na barbárie. O Brasil e o mundo não estão como já estiveram com a prevalência da barbárie. Sou contra isso. Isso é fake news. A gente precisa entender a função, o significado das palavras. Barbária é outra coisa. Ascendemos moralmente que isso é conhecer história. Não é que o mundo não seja ainda palco de barbárie, mas a barbárie não é prevalente no mundo como já foi. Tá? Vamos estudar aqui a querer ver. Eu vou pegar até agora. A gente tem que dar o exemplo, né? Eu tô falando da palavra barbárie.

Então vamos pegar no dicionário, no Pai dos Burros, que que é barbárie? Pra gente entender do que se trata. Isso é sério. Barbarismo, selvageria, qualidade e condição ou estado de bárbaro. Crueldade, desumanidade, ato de extrema violência, erro grosseiro. Isso acontece, mas não é prevalente. Não é a regra geral. É isso que eu tô dizendo. Já foi, já foi. A humanidade já foi um lugar da barbárie, o território do cada um por si e Deus contra todos. Parafraseando uma música dos titães. Tá bom? Agora sim, quando você pergunta os representantes do povo, o povo, gente, é uma a palavra povo, ela expressa algo que não é uniforme. Povo é uma mescla de grupos com interesses difusos.

A democracia tem, penso eu, a nobre função de tentar harmonizar os interesses difusos com elegância, com sobriedade, não com radicalismo e extremismo. O Congresso brasileiro está tomado por posições extremistas e radicalizadas que não favorece a saúde da democracia. Os interesses difusos, eles vão exigir habilidades para você reconhecer que todos têm alguma razão e que a gente não vai impor o tempo todo do nosso jeito. A gente precisa mudar muita coisa. Já foi assim, eu eu tô ficando velho, vou fazer 60 anos em julho do ano que vem.

Eu sou do tempo que você pegava assim um líder da direita, um líder da esquerda, eles se respeitavam, eles conversavam, divergiam, por vezes até de forma bastante eufórica, veemente na tribuna, nos discursos, mas se respeitavam e buscavam através do diálogo, negociações que pudessem chegar a bom termo de acordo com o interesse coletivo. Eu peguei isso. Ainda bem que eu peguei, porque eu posso falar e testemunhar. Ah, é possível voltar a ter isso? É, começa pelo voto consciente, prossegue pelas ferramentas da sociedade para exigir ética, transparência, dignidade. Não faz tanto tempo assim, fomos pra rua fazer o quê? cobrar que o projeto de lei da blindagem, que foi batizado de bandidagem não fosse à frente.

Que que aconteceu? Não foi à frente. As ruas, as pessoas de diferentes colorações políticas foram pra rua dizer: "Não queremos isso". Tô dando exemplos. Cláudia Barros da Tijuca. André, devemos esperar exemplos ou ir atrás deles? Eu vou responder de uma forma, eu diria, coerente com o que eu acredito. A gente precisa formar lideranças. Existem instituições que formam lideranças, jovens que trazem no seu perfil uma personalidade que já traz ali a alma do líder. Essa pessoa precisa ser preparada paraa liderança. Ela precisa ser educada, forjada, instruída. Ela precisa tá apta ao exercício do poder. Então você já tem no Brasil diferentes exemplos de instituições que estão ligadas nisso.

Existe uma crise de liderança que é mundial. mundial, não é só o Brasil, não. líderes à altura do desatar os nós do nosso tempo. Líderes que não sejam autoritários, que não ten um perfil eh, eu diria, egóico, que se coloque como um mensageiro de Deus, um escolhido dos céus. Esse messianismo é a coisa mais nefasta que existe na política. Uma pessoa que se cacifa eleitoralmente porque se diz ungida por Deus. Vai ser padre pastor, vai ser um religioso. Sai da política, cara. Misturar política com religião nesses termos é a coisa mais nefasta, tóxica. que existe, porque a gente vai confundir o direito de cada um professar a própria fé ou ter a sua própria corrente religiosa num país laico, aonde os interesses difusos precisam ser respeitados.

Precisam ser respeitados. Então, que o Brasil seja um país aonde os políticos tenham vergonha de receber certas regalias, de colocar mulher em Tribunal de Contas, de aceitar carona de empresário em jatinho, de votar matérias, seja no na justiça, seja no parlamento, onde haja conflito de interesse. Não, não posso votar essa matéria porque eu já trabalhei para essa empresa ou porque tenho parentes trabalhando nessa empresa. Você vai publicamente dizer: "Eu não vou votar, eu não vou apreciar essa matéria porque ela representa para mim conflito de interesse." Isso é a coisa mais digna que você pode ouvir de um parlamentar ou de um juiz. Como a gente não ouve, né? Como a gente não ouve.

A Mariane Rodrigues tá falando aqui, importante também parlamentar não receber de presente caneta emagrecedora, né? [risadas] É, tem isso também. Então, que a gente faça a nossa parte, sabe? É, é o que nos cabe. Eu acho tão importante, a questão não é ganhar ou perder causas. A importância é você no processo de luta estar do lado certo, que é o lado da tua consciência. Você não ser massa de manobra, não seguir o fluxo da multidão, a marcha da insensatez, sabe aquela coisa? vai no teu o ex espiritual, estabelece a rota convergente com que lhe pareça o justo, o correto, o ético, o sensato, o lado certo.

Eu tô falando tudo isso sem dizer qual é o lado certo, por respeito a você, porque o meu lado pode não ser o lado que você tem maior afinidade ou apreço. O que me impressiona impressiona é o movimento de manada. As pessoas desconectadas vão lá emitindo opiniões e juízo de valor sem ter o interesse de acessar boas fontes de informação. O que que tá acontecendo? Quais são os interesses em jogo? Deixa eu entender melhor do que se trata, que que tá por trás disso aqui? Qual é a biografia dessa pessoa? Por que que isso seria errado? Informação, gente, informação.

Então, meus amigos, façamos a nossa parte da melhor maneira possível, que é isso que explica a nossa presença nesse mundo, nesse país, nesse momento. Vou terminar mais cedo, poupar a voz. Tenho trabalho hoje até às 10 da noite. Fiquem com Deus, tudo de bom. Até a próxima. Valeu,

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