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“Expectativa x realidade” é fator de sofrimento pra você? | Papo das 9 #983

Minutos de sabedoria
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Indicação de leitura
Matou uma, matou todas. Autor: Klester Cavalcanti. Ação Editora

Sugestão de doação
Campanha de Natal da Associação Rio Abrace. Pix: 11.361.411/0001-29

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

and again and do know it's hard to pretend. Oh no, it's raining again. To bad I'm losing a friend. Oh no, it's raining again. Oh my heart ever. You're enough. Some people say to read the signs and walk away. Aí tem o refrão. Come on, you little fighter. No need to get up, tiger. Come on, you little fighter. And get back up again. Super Super Tramp, década de 1980, banda inglesa que eu adorava, adorava. Nunca consegui ver um show deles com a banda completa, mas assisti a um dos membros, o era Anthony Hogson, que veio ao Brasil, que tem a voz fininha do Super Trend. Dream. You can your hand in your head. Oh, agora essa música raining tem tudo a ver com o papo das nova.

Eu vou fazer aqui a tradução. Está chovendo novamente. Ih, meu amor, tá acabando. Tá chovendo novamente. Ruim demais. Eu tô perdendo uma amiga. Tá chovendo novamente. It's raining again. Meu coração vai se consertar. E aí vem, você é velho o suficiente, algumas pessoas dizem, para ler os sinais e ir embora. Apenas o tempo que curador e faz o sol sair novamente. E aí vem o refrão. Vamos, pequeno guerreiro, não precisa ficar mais estressado. Vamos, pequeno guerreiro, fique de pé novamente. Eu acho essa música, eu sempre achei bem bem bem bem bem legal. A letra põe a gente para cima e é isso que nos interessa no Papo das 9 a positividade tóxica.

Positividade tóxica é impor alegria, otimismo, esperança em quem tá no momento ruim e difícil. Isso é ruim. Você forçar a barra, isso é ruim. Isso já tem literatura. Tem gente que pesquisa positividade tóxica. Não é a nossa praia aqui. Aqui o que que a gente faz no papo das? Sejam bem-vindos todos os que estão chegando pela primeira vez. Aqueles que caem sempre tem o povo que chega pela primeira vez. A gente já tá aqui há 5 anos, mais de 5 anos, vai fazer seis desde a pandemia, cara, procurando ocupar esse espaço com a maior dignidade, maior respeito possível, otimizando processo na direção da resiliência psíquica e emocional. Isso não é positividade tóxica.

Isso é conversar sobre coisas que nos dizem respeito. Aqui ninguém tá 100% bem, a começar por mim. A gente não vai exigir das pessoas, eu não exijo isso de mim, que esteja bem com a vida o tempo todo. Agora, a gente pode sim estabelecer uma relação com a vida, principalmente nos momentos difíceis, que nos ajude a transitar, a prosseguir, a seguir em frente. Isso dá para fazer. E é o que a gente tenta fazer aqui e com muita ajuda. Uma delas do nosso querido Carlos Torres Pastorino onde tiver, professor. Obrigado.

Cristiana, minha amiga, filha do Pastorino que eu conheci durante o papo das tá lá em Brasília, deve tá tão assustada quanto eu com essa esse desmonte do licenciamento, né, Cristiana? Que coisa horrorosa. Horroroso que o Congresso tá fazendo com licenciamento ambiental. Mas eu não vou falar sobre isso nesse momento. Agora a gente vai falar da mensagem do dia. Para onde vamos e de que jeito. Um dos baratos assim, isso vem de longe, muito antes do espiritismo. E xingue, cara, 5.000 anos atrás na China, um livro com mensagens, abre-se ao acaso aonde você abrir é para abrir ali mesmo.

Então veja, o bem como que a gente vai fazer aqui, tá compreendido dentro de uma percepção de que quando o propósito é sincero e você abre o seu coração buscando uma informação que possa ajudar de alguma forma a inspirar pensamentos e atitudes, o universo conspira em favor desse propósito. E abrir uma página ao acaso pode ser uma forma de você contactar energias poderosas desse universo na direção de uma consertação, de uma harmonia, de um equilíbrio, de um assentamento positivo, assim pra gente ter a melhor condição de realizar escolhas.

Então vamos lá, que eu possa aqui ser um meio adequado, um instrumento maleável, uma ferramenta útil, abrindo ao acaso livrinho e que os nossos amigos espirituais estejam presentes para que eu consiga realizar esse trabalho da melhor maneira possível. E trabalho aqui não é trabalho, porque no Brasil você fala trabalho, o pessoal já, ih, eu quero aposentadoria, eu quero que chegue logo fim de semana. Trabalho é coisa boa. O maior prêmio que a gente pode ter na vida é se sentir útil. E quando a gente emprega tempo e energia na direção de algo que te faça feliz, isso é trabalho. Eu tô aqui trabalhando de boa, de boa mesmo. E creio ser o maior beneficiado. Adoro fazer isso aqui. Vamos lá.

Para onde vamos? Ih. 33. Idade do Cristo. Vamos lá. Não se impressione com os seus sonhos. Isto poderia levá-lo a extravagâncias ridículas. Viva acordado no bem e os sonhos serão belos e bons. Se alguma característica de verdade lhe for revelada num sonho, aceite-a com simplicidade, mas não se deixe levar a interpretações supersticiosas. Procure sempre o lado bom das coisas. Pastorino menciona a questão dos sonhos. É interessante que é um tema recorrente aqui, por curiosidade de muitas pessoas. Eu vou resumir uma visão que me parece para mim, pode não ser para você, a mais bem fundamentada. Nós quando adormecemos, existem diferentes estágios do nosso sono.

Temos o momento em que em que pese o corpo estar num estado, eu diria, de sonambol, estamos dormindo, o corpo está em recesso, uma pausa no corpo, mas não na atividade cerebral, no nosso psiquismo. E se você for espiritualista, o espírito imortal não dorme. Ele não tem a necessidade do repouso como tem o corpo físico. O espírito não precisa dormir toda a noite como a gente na condição de encarnado precisa. Então, quando a gente dorme, o espírito imortal está lépido e fagueiro. E aí temos duas questões ou duas interpretações possíveis para o fenômeno do sonho. O primeiro deles é uma higienização do nosso psiquismo.

Então, existem processos complexos estudados por psicólogos, psiquiatras, que é a forma como nós promovemos nos sonhos uma depuração da mente. Então, é algo que pode não fazer sentido nenhum para você, pode soar absurdo, uma situação que não faz o menor sentido, mas aquilo guarda relação com alguma arrumação das gavetas do seu psiquismo. Então, não tem nada a ver com espiritualidade, desdobramento. É forno autolimpante. Você lembra dos fornos autolimpantes quando foram lançados? Eu sou velho. Forno autolimpante. Então você tem a sua mente se depurando e o sonho é um processo que ajuda a gente a ter essa, eu diria, depuração.

A outra possibilidade é que o espírito imortal que não precisa dormir desacopla-se do corpo físico e vai tocar a vida em algum lugar mais ou menos interessante, mais ou menos evoluído, com companhias mais ou menos esclarecidas. E quando regressa ao corpo de uma outra dimensão traz o resultado dessa experiência. E aí cada pessoa registra isso de uma forma. Ela pode ter metaforicamente o registro de algo que não aconteceu exatamente como você reteve na memória dessa experiência, mas é uma metáfora, né? Por exemplo, você teve um contato com a sua mãezinha que já fez a passagem e a sua mãezinha traz várias advertências para você dizendo: "Presta mais atenção no que você tá fazendo sua vida.

Você não deveria desperdiçar tanto tempo com aquilo que não é em teu favor." sabe a permissão da espiritualidade para uma mãe ter contato em desdobramento com o filho durante o sono. E aí esse filho ou filha quando acorda pode não ter nenhuma lembrança da mãe, mas vai acordar com uma inquietação em relação à própria vida. Porque o sonho trouxe imagens, metáforas, situações que determinaram essa inquietação. Portanto, não é literal a experiência. A experiência pode ser metafórica ou em alguns casos você tem exatamente a percepção do contato. Tem gente que diz assim: "Sonhei com minha mãe hoje, conversamos um monte. Me lembro de cada frase que ela falou. Me lembro de tudo que ela disse.

Tem gente que tem esse privilégio. Aí você vai dizer, foi uma criação mental, um animismo, né, da pessoa ou houve um contato no plano espiritual? Pode até ser animismo. Pode até ser animismo. Mas nós, do ponto de vista espiritualista contemplamos a possibilidade daquilo ter sido de fato um encontro verdadeiro em outra dimensão. OK? Então, o que Pastorino tá dizendo aqui é: "Não se impressione com seus sonhos. Isso poderia levá-lo a extravagâncias ridículas. Viva acordado no bem e os sonhos serão belos e bons. Se alguma característica de verdade lhe for revelada num sonho, aceite com simplicidade.

Eu acho que ele tá preocupado com o fascínio que algumas pessoas têm pelos sonhos e como elas se pautam no mundo em vigília, né? Já despertei, tô no mundo aqui de novo. Opa, dormi e acordei, tô acordado. Aí você vai tomar decisões eventualmente importantes e definidoras de rumo em função de um sonho que você teve. que você pode eventualmente atribuir um valor exacerbado a esse sonho e isso te prejudica. Acho que Pastorino pretendeu aqui nos alertar para darmos o devido, a devida importância, sem exagero, a lembrança de um sonho. Belê? Seguindo em frente, papo das, vamos para onde? para um livro, gente, é a sincronicidade, né?

Esse livro eu não li ainda, mas me foi presenteado pelo Daniel Souza, que tá à frente do ação da cidadania contra a fome, é filho do sociólogo Herbert de Souza Betinho, que eu tive o prazer de conhecer na década de 80, início da década de 90 e hoje sou amigo do Daniel Filho do Betinho. E tem o lançamento da editora, o Ação da Cidadania, ação editora. Tem um uma editora ou ação da cidadania. E os títulos são todos calibradíssimos, assim, de acordo com a visão desta organização, do que o Brasil precisa se mobilizar para enfrentar em termos de desafio.

Vocês estão acompanhando o noticiário pesado sobre novos e muitos casos horrorosos, escabrosos de feminicídio, que é uma coisa abjeta da covardia, da crueldade e do lado mais, eu diria, menos, né, mais menos evoluído do ser humano, do sexo masculino, que é impor à mulheres suas vontades e seus desejos, transformando a mulher em objeto passivo. Então, um homem que não gostou de ser desprezado pela namoradinha, vai lá e mata. Um homem que acha que a mulher, mãe de seus filhos, deve ser subserviente a seu desejo e sua vontade, bate, tortura ofende na frente dos filhos sua companheira.

Eu não vou entrar nos casos recentes desta semana, todos eles escabrosos, muito impressionantes, de um grau absurdo de violência e de covardia de homens contra mulheres. Isto posto, vou recomendar um livro. Que livro é esse? Matou uma, matou todas. do cler cavalcante. Subtítulo histórias reais de vítimas de feminicídio no Brasil e a luta contra esse mal que assola o país. Vamos combinar, tem algum livro mais atual pra gente ler? É livro desse, acabou de ser lançado, é livro desse ano. Quem é o Cléer Cavalcante? Ele é pernambucano do Recife, jornalista desde 94 e escritor e ganhou, já escreveu cinco livros.

Três dos cinco livros do Clester foram agraciados com prêmio jabuti, que simplesmente é o mais importante prêmio da literatura brasileira. Vamos combinar, ele sabe escrever. Ele ganhou o jabuti pelos livros Viúvas da Terra, o Nome da Morte e Dias de Inferno na Síria. O nome da morte foi adaptado pro cinema e lançado em mais de 20 países, traduzido também para oito idiomas. Ele é o autor brasileiro de livro reportagem mais publicado no mundo. Já apresentei as credenciais do autor. O título, você sabe, é autoexlicativo. Matou uma, matou todas.

Ou seja, o feminicídio é um assunto que deveria mobilizar a sociedade inteira, não apenas as mulheres, mas evidentemente as mulheres têm lugar de fala e autoridade moral para dizer exatamente como a manifestação mais violenta e de onda, covarde e cruel do patriarcado, do machismo se revela. Clester. Eu vou eu vou ler aqui, gente. A orelha do livro resume do que estamos falando. Eu vi, Verônica, o que aconteceu no Recife. Eu não quero relembrar aqui esses casos. Eu vi o que aconteceu em São Paulo. Eu eu eu tô absolutamente chocado. Eu não gosto de reverberar a violência se não houver absoluta necessidade. Esses casos estão aqui, ó, na minha caixola.

Eu quando acesso como jornalista essas informações, não tem como o meu lado humano se ressentir profundamente. Eu me coloco no lugar da pessoa, eu me coloco no lugar da família e dos amigos da pessoa. E sinceramente eu preciso me policiar para que a minha energia mais grosseira não seja endereçada aos criminosos que fazem isso, porque de fato é é revoltante. Mas vamos lá. No Brasil, o simples fato de nascer mulher já é condenação. Nem o tempo, nem a lei conseguiram erradicar uma cultura de ódio e machismo entranhada na nossa sociedade. Os números gritam: "Uma mulher é assassinada a cada 6 horas. Vítima de feminicídio." Que que é feminicídio? É a morte por ser mulher. É o crime de gênero.

A pessoa é ferida ou é morta por ser mulher. Milhares de mulheres morrem todos os anos no mundo em decorrência dessa atrocidade, sufocadas por um sistema que perpetua o machismo e a impunidade. É a ferida aberta de um Brasil onde quatro mulheres tombam por dia, onde as sombras do patriarcado se projetam sobre todos os lares, todas as ruas, todos os tribunais. Em matou uma, matou todas. O premiado jornalista e escritor Cléter Cavalcante vasculha as entranhas desse massacre silenciado. A cada página, o leitor é confrontado com histórias reais que revelam o drama de famílias destruídas, sonhos interrompidos, vidas arrancadas.

Ao retratar episódios emblemáticos e personagens que enfrentam o machismo estrutural, a obra questiona: Por que o lar muitas vezes é o lugar mais perigoso para as mulheres? Como romper o ciclo de violência? Como nós, enquanto sociedade podemos combater esse mal? Que o impacto desse livro nos proporcione força para lutar contra essa cultura? Enquanto uma mulher for assassinada por ser mulher, todas estão em risco e só juntos, com coragem e compromisso, podemos virar essa página sombria da nossa história. Eh, três citações antes do livro começar de três pensadoras mulheres importantes. A primeira dela, Ângela Daves, filósofa norte-americana, que que ela disse?

Eu não estou aceitando as coisas que não posso mudar. Estou mudando as coisas que não posso aceitar. Simone de Bovoá, escritora e ativista francesa, o que ela disse? Que nada nos defina, que nada nos sujeite, que a liberdade seja a nossa própria substância. Terceira e última citação. Anaí Nin, romancista francesa. Eu odeio os homens que temem a força das mulheres. Gente, é grave a situação. Eu tô eu tô me alongando aqui no papo das 9 hoje falando desse tema porque eu tô absolutamente chocado e impressionado com a gravidade da violência de gênero no Brasil. E eu quero manifestar minha opinião que não é de um especialista.

O que me impressiona às vezes é o seguinte: o machismo é replicado pelas mães, mulheres que, como os homens, herdam essa cultura ancestral, perversa, horrorosa, que coloca o homem em posição de destaque, comando e liderança, e a mulher no alguns degraus abaixo, existem lares aonde as mães, e elas não fazem isso propriamente, em alguns casos, por medo do companheiro, não. Elas fazem isso porque elas aprenderam isso em casa, porque o machismo estrutural ele não é apenas uma ameaça para os homens que invigilantemente replicam essa violência. Ela também é uma ameaça para as mulheres. E como em boa parte dos lares brasileiros, isso também é resíduo da sociedade patriarcal.

Quem passa mais tempo com as crianças são as mulheres. Elas, por vezes, impregnadas dessa cultura horrorosa, replicam isso. Então veja, é muito sutil, por vezes, a maneira como essa tradição da violência patriarcal repassada de geração a geração e ela tá presente nas piadas machistas. É muito importante você se dar conta disso. Quando você replica uma piada machista, ah, mulher não tem que andar de carro, tem que pilotar fogão, por exemplo, que é uma piada horrorosa e sem graça machista. Quando você em algum lugar replica uma piadinha que desvaloriza a mulher, isso é de uma violência atrz, porque você banaliza a violência. A piada, ela é uma forma capciosa de você relativizar.

Ah, é só uma brincadeirinha, não leva isso a sério, não. Então, a gente precisa fazer a diferença. E eu tô falando aqui paraas mulheres, eu tô falando aqui para os homens, eu tô falando aqui para você que me escuta. Perceber toda e qualquer oportunidade de agir contra o feminicídio, o patriarcado, o machismo estrutural. Qualquer gênero de violência aqui não é só bater, não é só atropelar, não é só queimar, torturar fisicamente. Isso se revela nas palavras, na humilhação, no xingamento, na depreciação da mulher. Eu não tô falando aqui livre de culpa, porque eu sou homem no Brasil.

Todo homem no Brasil, todo homem no Brasil em algum momento vai descobrir mais cedo ou mais tarde que também o homem que se diz: "Ah, eu sou a favor da causa das mulheres, da igualdade de gênero". mais cedo ou mais tarde, ele vai se deparar com o resquício de machismo estrutural que ele traz dentro dele. Eu tenho plena consciência disso e eu digo para vocês publicamente, eu não tô totalmente livre do vírus do patriarcado, até porque sou filho de paraibano.

Então, tem uma questão também de certas regiões, todas as regiões do Brasil, não é o Nordeste que tem essa singularidade, mas eu tenho a clareza porque eu sei o que eu ouvi e sei o que eu vi por parte de pessoas próximas em relação a algo que elas nem têm consciência que replicam o mal, mas elas replicam o mal, como eu disse, de forma sutil, por vezes é uma piada, uma brincadeira, tá? É muito triste que tantas mulheres paguem com a vida de forma bárbara e cruel pela covardia em forma de violência bruta de homens. E é importante lembrar que o livro do Cléter Cavalcante matou uma, matou todas, da editora Ação, que eu recomendo expressamente para vocês.

Recomendo porque a gente precisa ter informação para saber como se mobilizar e como enfrentar isso. Eh, como falei do livro agora, perdi a linha de raciocínio que eu tava falando, eh, da importância da gente tá consciente, tá ligado e não deixar passar barato manifestações que vão fortalecendo uma cultura da violência. Da violência. E é interessante como dentro das fileiras do cristianismo, em diferentes denominações religiosas, esse patriarcado é fortalecido e ressaltado em nome de Deus, que é um absurdo completo. É um absurdo completo da minha, da minha opinião, é um absurdo completo. Como é que é o nome? Aquela música do Pepeu Gomes, ser um homem feminino não fere o meu lado masculino.

Se Deus é menina e menino, sou masculino e feminino. Beijo Pepê. O PP, um grande guitarrista e compositor. Eu também quero beijar a flor do desejo e do maracujá. Eu também quero beijar. Do farol da barra ao jardim de Alá. Eu também quero beijar na pele morena daquela colá. Eu também quero beijo a flor, mas a flor que eu desejo eu não posso beijar. Aí amor, haja fogo, haja guerra, já guerra que há teu cheiro é o marinheiro do farol da barque a desdegar. [aplausos] Aí amor, haja fogo, haja guerra, haja guerra que há. Eu quero. Vamos lá. Simbora. Para onde vamos? Vamos para sugestão de doação.

Ah, hoje tem de vez a gente não tem mais feito com essa frequência, mas eu preciso sugerir a todos vocês em qualquer lugar do Brasil e do mundo que se liguem na missão em relação a dezembro. Todo dia é dia de valorização da vida. Todo dia é dia da gente fazer o bem. Todo dia é o dia da gente falar do amor, do respeito, da tolerância, do combate ao preconceito, do combate à intolerância, do combate ao ódio, todo dia. Agora, dezembro, Natal, a psicosfera da Terra se modifica na direção do da lembrança do nascimento de Jesus. E aí tem várias campanhas em curso. Eu vou sugerir aqui ajuda a uma delas.

É muita responsabilidade para mim em público sugerir apoio a qualquer projeto, porque é a minha cara que tá aqui e dinheiro não tá sobrando. Mas eu quero sugerir o apoio a organizações que dão suporte às famílias que têm alguém com câncer. Existem em todo o Brasil instituições que ajudam a custear os medicamentos eventualmente não dados pelo SUS, custear internação, alimentação adequada, porque certos gêneros de câncer debilitam a pessoa. Ela precisa de mais nutrientes, aqueles leitinhos especiais. Você sabe o que eu tô falando? Aqui no Rio tem uma instituição que eu apoio e tá em campanha nesse período de Natal. É a Associação Rio Abrace. Quem é do Instagram pode ir lá no Rio Abrac, né?

Rio Abraco. Eles estão com uma campanha de Natal. Eh, nos dias 18, 19 e 20 de dezembro, a Rio Abrace vai entregar 200 kits de Natal. 200 kits de Natal, que não é só comidinha de Natal, tem a nutrição deles pra família que tem criança, ou se é criança, um brinquedinho paraa criança e recursos para essa pessoa poder ir no tratamento. Às vezes não é na cidade, boa parte dos casos que ela mora. Então é o kit. Eu vou dar aqui para quem quiser. Vou dar o telefone, mas vou dar o Pix. O povo adora Pix, né, cara? que Pix é fácil, né, cara? O Donald Trump não gosta do Pix do Brasil, você sabe, né? Porque as instituições financeiras perdem dinheiro quando você não precisa ficar fazendo TED, doc.

Não, eu vou fazer um Pix. Então, o Pix do Rio Abrace é o CNPJ da instituição. 11 361. 411 ao contrário, né? 001 29. Vou contar até cinco para você pegar um papelzinho aí, um lápis, uma caneta. P a flor do desejo e do maracujá. Eu também quero beijar. Vamos lá. Pix 11 361 411 001 29 Rio Abrace. Quem puder ajudar a instituição a oferecer a essas pessoas que estão lutando contra o câncer e precisam de ajuda. Nem sempre a rede pública oferece tudo que aquela pessoa, os familiares precisam. familiar. Tem uma criança, a criança mora lá no interiorzão, o a internação é na cidade. Como é que faz para custear as despesas do acompanhante que eventualmente deixou de trabalhar para est do lado do filho?

Tem muitas histórias, muitas histórias. Quando você se interessa pelos assuntos e você faz pesquisa, conversa com as pessoas, vai ver de perto o que que tá acontecendo, você vê, cara, as pessoas gostam de reclamar da vida, né? Fala assim: "Ah, minha vida podia tá assim, podia tá assado, cara. Você tem saúde, você tem tudo. Você tem o que comer, você tem tudo. Você tem onde dormir, você tem tudo. Tudo que a gente realmente necessita e precisa. E quando a gente tem mais do que o necessário, é quase compulsório do meu ponto de vista, né? É quase obrigação. Eu acho que é obrigação, mas não quero que vocês compartilhem comigo. Acho que é obrigação mesmo a gente ajudar quem precisa.

Então, Rio Abrace. Último, última vez que eu vou repetir o PEX. 11361 411. Aí vem 001 29. A flor do desejo e do marac. Agora fiquei com essa música na cabeça. Vou cantar até o final do dia. Tô lascado. A do deserto do maracujá. Eu também quero ver. Fogar já guerra. Guerra que vai cara o PP. O disco que eu tenho do PP em vinil. Agora já era. Não tenho vitrola para tocar mais. Guardei o disco. Que guitarrista, cara. Tem os guitarristas assim no Brasil, são vários, tá? Vários. Robertinho do Recife, outro grande, né? Pepeu baiano, Robertinho pernambucano, né? Ricardo Silveira aqui no Rio, cara. Top, meu amigo, parceiro Billy Brandão. Cara, tem muito guitarrista bom. Brasil tem muito músico bom.

Uma coisa impressionante. Impressionante. Hélio Delmiro, cara, que já fez a passagem. Baita guitarrista. Hélio Delmiro. Que que é isso? Eita Deus. Vamos lá. Mr. Anderson, direto do Planalto da Borborema, Campina Grande, terra do Que que tem ali? Me diz aí. Campina Grande é terra do quê, né? Quando chega festa junina, cara, que Lufer, Campina Grande e Caruaru, que deixaram de brigar e se tornaram parceiros dos melhores São João do Brasil, não é isso? Vamos lá. Qual foi a perguntinha que a gente botou no stories? Esse é o momento de interação aqui entre nós. Vocês mandam as perguntas, os questionamentos e a gente bate bola aqui.

E eu cito o nome das pessoas e gostaria de saber de onde vocês são, né? É sempre bom saber de onde vocês estão mandando as questões. No story de ontem a gente fez assim: Expectativa e realidade é fator de sofrimento para você. Vou repetir expectativa. Eu tô esperando que aconteça isso. Aí vem a realidade, não é bem aquilo. Aí eu pergunto, é fator de sofrimento para você, expectativa e realidade? Então Mr. Anderson fez aqui a seleção. Vamos a elas. Die camps. Die camps. Vivo uma fase de poucas expectativas, mais sobriedades. Será que isso é algo bom ou ruim? E assim, vamos lá. A gente não vai definir se é bom ou ruim apenas com a informação que você resumiu aqui.

Ter poucas expectativas pode ser algo interessante do ponto de vista de você não se deslumbrar com as ideias de algo que pode acontecer ou não. Sobriedade é uma palavra que eu adoro, porque acho que sobriedade significa lucidez, significa não ficar movido por empolgação. Sabe a pessoa que vibra na empolgação? Ela tá sempre empolgada. Pode, ela pode até viver bem assim, mas eu não vivo bem assim. Eu acho que a sobriedade nos preserva de um desgaste emocional que pode custar caro. A sobriedade é um fator protetor das nossas emoções. Sobriedade. Eu não, eu não tô vulnerável ao deslumbramento com aquilo que eventualmente não vai dar certo, não vai acontecer.

Agora veja, você pode ser uma pessoa sóbria, mas que se permite sim o contentamento, momentos, momentos assim que você se permite uma deliciosa euforia, mas você não fica estacionado na euforia e no êxtase. Percebe? Você tá ali, opa, legal, opa, depois vida que segue, né? Eu tava vendo, por exemplo, ontem na TV o meu Fluminense ganhado do Grêmio no na Arena, né, lá em Porto Alegre. Começou o jogo. Eu eu tenho uma questão pro Fluminense meio esquisita, tá? Eu me sinto às vezes um adolescente, cara, torcendo pro futebol ainda é um uma coisa meio nada sóbria, [risadas] mas eu trabalho a minha sobriedade no futebol.

Veja que interessante, nessa encarnação, o André, eu aqui no na relação estabelecida com o meu time do coração, que é o Fluminense, eu tenho a oportunidade de trabalhar o quê? A contenção das expectativas, da empolgação excessiva. Isso é um exercício espiritual do meu ponto de vista, né? Do meu ponto de vista. Então, ontem eu trabalhei isso, fui trabalhando assim, vamos ganhar, vamos ganhar, depois o Grêmio fez um gol, falei: "Ih, talvez o Grêmio empate". Aí fiquei administrando. [risadas] Se acontecer o que eu não desejo, eu não quero ficar chateado a ponto de dormir com a cabeça inchada. Então, você vai trabalhando isso mentalmente durante o jogo.

Eu me trabalhei, eu percebi claramente que eu me trabalhei. Vocês entendem o que eu digo, né? Olha, Cristiane Souza. Será que a Cristiane Souza, minha amiga do Rio Grande do Sul? Eu acho que é gremista, hein? Não criar expectativa de nada seria uma forma de blindagem contra a decepção. Olha só, gente, é o que eu tô dizendo. Evitar os extremos. Eu não acho que a gente deva assim, eu não quero ter nenhuma expectativa em relacionada. É bom ter expectativa. Não, qual é a sua expectativa? Eu tenho uma expectativa. Agora, essa expectativa não haverá de ser tão intensa a ponto de me fragilizar se eu não alcançar aquilo que a minha expectativa apontava como algo que poderá acontecer.

Deixa eu explicar melhor isso. A gente não pode se desidratar totalmente das emoções, porque senão a gente perde algo que nos é importante, que é a parte humana mesmo. O ser humano, ele tem expectativas e ele haverá de ter frustrações. Vibrar na frequência da sobriedade significa, se eu não tiver realizado aquilo que eu dava como certo ou importante de acontecer, eu não vou cair no buraco negro de uma decepção, de uma frustração que comprometa o meu equilíbrio e a minha serenidade. Agora, eu não posso usar a armadura da sobriedade para ser uma pessoa. E aí, André, você tá com alguma expectativa? Nenhuma, zero. Mas pera aí, como é que como é que você toca a vida sem nenhuma expectativa?

Ah, eu vou levando. Eu também não sei se a gente deve ter esse como meta expectativa zero. Ter expectativas é uma forma da gente se posicionar no mundo. Jesus tinha expectativas em relação ao evangelho e à divulgação do evangelho pelos seus discípulos. Kardec tinha expectativa em relação à forma como a partir da codificação, a partir da produção das obras básicas, o espiritismo pudesse se desdobrar e beneficiar para quem acredita mais pessoas, né? você deseja ter filho, você vai ter a expectativa da procreação. Ah, eu não posso ter expectativa que eu posso perder esse filho para ter uma gestação complicada, coisa e tal. Você entende o que eu digo? Não é ruim ter expectativa.

A questão não é essa. A questão é a dosimetria, usando uma palavra da moda no Supremo Tribunal Federal da sua expectativa, porque tudo em excesso faz mal e expectativa em excesso faz também. Renata Évora: Como saber quando devemos insistir e quando desistir de alcançar nossas expectativas? Não tenho resposta para isso. Cada caso é um caso. Cada pessoa tem a sua experiência e cada situação tem as suas circunstâncias. Seria uma pretensão enorme minha dizer como a gente deveria. Eu não sei fazer isso comigo. Eu vou dar dica aqui pros outros. Com todo respeito, Renata, cada caso haverá de ensejar estratégia sua para lidar com uma dúvida. Devo prosseguir ou devo desistir?

Devo seguir em frente ou devo abandonar esse projeto? O o que eu sugiro para não ficar assim num vazio absoluto de resposta é que você, pelo menos eu tento fazer isso comigo, feche para balanço, né? Todo dia a gente deve ter um momento de refletir sobre as questões que estão no nosso radar. Tem as questões mais inquietantes, estressantes e tem as questões que você vai ruminando, vai dizendo assim: "Eu não consegui ainda saber o que eu vou fazer, mas eu vou continuar pensando no assunto". Mas a gente não deveria deixar de reivindicar o comando das ações que nos cabe fazer. Não terceirizos. faça, sabe? A gente precisa assumir responsabilidade.

Eu posso não decidir hoje, tudo bem, eu não tô preparado para tomar essa decisão agora, não tem problema. Cada um tem o seu tempo. Mas se é uma algo que demanda uma decisão, se é algo que demanda uma escolha, que ela venha no momento oportuno, mas que venha, né? Que a gente não se omita diante daquilo que nos cabe fazer. É minha opinião. Cissa_line fortuna, ter um filho seria a maior quebra de expectativa realidade. Depende. Não sei. Cada mais uma vez é uma pergunta muito específica. Eu não sei se entendi bem a pergunta, né? Ter filho é maior, quebra de expectativa realidade.

Se você projeta no seu filho algo que seu filho depois definitivamente não é, sim, você depositou expectativas como se seu filho fosse um apêndice seu, é parte de mim, então vai ter que ser igual a mim ou vai ter que pensar como eu, sentir como eu ou corresponder às minhas expectativas. Eu acho isso egoísmo. Tem um livro muito bom, Nossos Filhos são espíritos que mostra exatamente quando a cabeça não tá boa, a gente não eh consegue lembrar de todos os detalhes da obra que a gente tá indicando. Então, permitam-me fazer uma breve consulta aqui ao oráculo. Eh, Hermínio Miranda, gente, pelo amor de Deus.

Hermínio Miranda, eu tenho esse livro, já li esse livro, já fiz papo das especial de domingo sobre esse livro, que ele mostra o seguinte: pais têm expectativas em relação aos filhos, mas não se esqueçam, esse filho tem luz própria, tem autonomia de voo. E se você for espírita, sendo reencarnacionista, você tá acolhendo em sua família alguém que tá herdando genes de pai e mãe, mas que traz uma autonomia histórica, espiritual, vai receber instrução, educação, a influência dos pais, tudo isso é muito importante, mas ao longo da vida vai revelando ideias inatas. questões muito próprias de sentir, pensar e fazer. Aí você vai ficar triste porque não correspondeu à suas expectativas.

A minha sugestão para quem queira lidar melhor com isso é: procure fazer a sua parte como pai ou mãe e lidar com o que vier de forma altiva, sábia, altruísta. Fiz a minha parte, mas ele ou ela tem o jeito dela de fazer e pensar e sentir. Pô, mas então como é que fica? Não, não fica. Você tem que cumprir a sua parte. Pai e mãe preparam a pista de decolagem e o filho tem que voar. Ou a filha. Pai e mãe não devem tutelar pro resto da vida os filhos. Tem uma música do Martinho da Vila que eu acho bem legal, cara, que eu me lembrei da música em função das mães que t mais dificuldade às vezes de desapegar dos filhos, né? E os filhos ficam na aba da saia da mãe, isso não é bom.

Então, na aba da saia me fez lembrar a música do Martinho que vá na aba do meu chapéu você não pode ficar. Meu chapéu tem aba curta, você vai cair e vai se machucar. [risadas] Ó o Martinho da vila aí, gente. Então, não tenha muitas expectativas que possam depois se traduzir em baitas frustrações, porque você tem que respeitar a autonomia do teu filho ou da tua filha, pô. É disso que se trata, né? Sônia Fajardo. André, podemos ver expectativas frustradas como sinal de não ser o melhor caminho para a nossa evolução? Com certeza. Isso para mim é claro. E é um processo de amadurecimento espiritual. Você traça rotas.

Você diz assim: "Meu, meu projeto é esse." Eventualmente uma vida inteira esse projeto bate na trave, não sai do papel, você não consegue realizar. Aí você fala: "Deus esqueceu de mim". E aí a gente vai ter muito provavelmente a revelação mais cedo ou mais tarde até nesta vida, enquanto encarnado ou depois do desencarne, que o entendimento dos seus protetores foi de que se aquele projeto que você concebeu e queria ver realizado na Terra acontecesse, isso seria um fator desestabilizador do seu projeto evolutivo. Su ia dar errado. Então, a gente tem humildade de dizer, eu faço a minha parte, não deu certo, talvez não tenha sido o melhor momento de acontecer.

Talvez eu deva, o destino tá sugerindo que eu vá numa outra direção. No livrinho A arte de Segir em Frente, a gente fala muito na largada. O primeiro capítulo é atento aos sinais. Num determinado momento do meu textinho, eu digo assim: "Importa estar atento aos sinais, as pistas que cada momento da existência pode nos trazer em situações inusitadas, encontros inesperados e tudo que puder nos ajudar a seguir em frente. Fique ligado." Eu concordo, Sônia. Recoutinho underline. Acho que o sofrimento vem quando o foco fica preso no que faltou e não no que aconteceu. Irretocável que você falou, é metade cheia do copo e metade vazia.

Tem gente que só presta atenção na metade vazia do copo e vive triste, frustrado, decepcionado. Tem gente que presta atenção na metade cheia e fala assim: "Hoje não aconteceu do jeito que eu queria, mas pelo menos. Mas tem isso daqui também, tem aquilo lá". Eu acho muito bonita a ideia de que no final de um dia que você achou horroroso, você se lembrar de agradecer o seu guia espiritual, porque muito provavelmente aquele dia seria muito mais horroroso, difícil, seria um dia péssimo se não fosse a blindagem, a ajuda autorizada por Deus dele para você se livrar de perrenques ainda maiores. Acho bonito esse reconhecimento, sabe?

Lembre de agradecer seu guia também quando as coisas não dão certo, porque as coisas poderiam dar muito mais errado se não fosse a justa, a pontual, a cirúrgica intervenção deles de verdade. Tatiane Melo, Niterói, adoro quando vocês dizem de onde são, tá? Por caridade, se puder, digam de onde vocês são. A Tatiane disse de Niterói, dizem que criar expectativas é errado, mas eu te pergunto, André, como viver sem ter expectativas? Você consegue? Tatiane, eu comentei isso na pergunta anterior. Concordo com você. Não dá não. Ter expectativas não é ruim. A questão é como você lida com as suas expectativas, quantos nutrientes você tá botando nas expectativas?

Porque se você coloca a expectativa numa prateleheira muito alta, se não dá certo do jeito que você imaginava que deveria, aí o tombo é grande. É disso que se trata. Mas não é ficar desidlindado de expectativas como se fosse um robô. Sou programado para não ter expectativas. Não tenho nenhuma expectativa sobre nada. Sou uma pessoa que não é humana e por isso não sofro. Sabe a calma do Marto? Eu não quero ter a calma do Mar Morto. Eu não quero. Olha a Verônica Coelho do Recife aí, gente. Recife também disse de onde é. A pergunta era: expectativa e realidade, o fator é fator de sofrimento para você?

Aí ela diz assim: "Não mais ao 63, agradeço estar bem, com saúde, ter comida todos os dias, conforto." É interessante ela falar aos 63, porque viu, Verônica? A gente vai reconhecer que avançar, progredir na idade, né, envelhecer, com todos os problemas do envelhecimento, menos força física, começa a prestar atenção nos exames regulares, pressão alta, diabetes, perda progressiva da visão e da audição. Envelhecer é um processo de evolução espiritual para lidar com novas limitações ou dificuldades. Mas é interessante porque aí eu vou atribuir um fator novo nesse debate que é sabedoria. A sabedoria de lidar com as expectativas.

Eu sinceramente acho que quanto mais tempo de vida a gente tem, mais vacinado a gente tá em relação às mazelas de uma super expectativa, sabe? lidar com maior sobriedade, que é a palavra que eu tô hoje destacando aqui com a ajuda da nossa amiga que fez a primeira pergunta, a Daamps. Sobriedade. Sobriedade é algo fundamental, mas ela não deve ser confundida com a robotização do ser, a esterilização do sentimento, né, cara? Porque aí você fica, sabe aquela pessoa que não sofre porque não sente nada? Isso não é humano, isso não é o projeto de Deus para nós. A gente não tá aqui para não sentir nada. Ou a gente não tá aqui para não ter nenhuma expectativa de nada.

Pelo amor de Deus, não é assim que funciona. E gente, há 27 minutos, desculpa interromper a fala dessa forma, há 27 minutos, portanto, 27 minutos atrás, h meia hora, a página do Instituto Espírita Jona deângeles e EJA, que mantém a Escola Espírita Jona deângeles, que eu falei aqui que domingo tem o Café com Trigueiro lá em Nova Iguaçu, evento beneficente para ajudar a instituição a pagar 13º e a garantir uniformes novos para 240 alunos. Olha só, ingressos esgotados. E hoje é quarta-feira, ó. Vocês não falham. Eu agradeço em nome da instituição, tá? Eles estão dizendo aqui: "Conseguimos, pessoal da instituição.

Gratidão a todos que colaboraram para que o evento seja um sucesso de bilheteria, entre aspas. Até domingo, pessoal. Ainda bem que que eu ia falar aqui do evento, procurei o site antes para pegar o cartazinho, só que o cartazinho veio com aquela placa de vermelhona, dizendo: "Acabou, né, proibido, acabou, não tem mais ingresso." Então, agradeço de coração a todos os amigos. Vocês são amigos. Na era digital a gente descobriu novas relações interpessoais. Eu tava lá em Belém na COP 30 durante quase 20 dias. Eu cheguei antes da COP começar a sair depois que ela acabou. Vocês não fazem ideia da quantidade de gente que me procurou dentro e fora da conferência, né? ou na cidade de Belém ou dentro da Blue Zone e da Green Zone falando o papo das Noves.

São amigos, são pessoas que se aproximam, falam, falam alguma coisa muito bonita assim de um momento em que trocaram com a gente aqui, que falaram alguma coisa, que mandaram pergunta ou que ouviram da gente alguma coisa. Eu fico muito feliz. Isso é, sinceramente, eu vou levar dessa encarnação, eu tenho certeza disso, eu vou levar dessa encarnação algumas lembranças muito bacanas, muito bonitas. Certamente uma das lembranças mais bacanas e bonitas é desses encontros aqui com vocês. É um exercício de comunicação voluntário em prol de uma utopia de através da comunicação, portanto, promover algo que faça sentido para mim e pro mundo que eu tô vivendo.

Então, é um exercício amoroso e vocês que estão aí me ajudam. Vocês não sabem o quanto a realizar esse projeto que nasceu sem muitas expectativas. É interessante lembrar, eu já falei disso lá atrás, quando eu comecei, a orientação era: "André, você quer usar todo dia rede social durante a pandemia para dar o recado? Não passa de 3 minutos, porque mais de 3 minutos o pessoal cansa". Eu falei: "Obrigado, vai ser uma hora". Quem quiser acompanha, quem não quiser não acompanha. Eu não tô muito preocupado com a audiência, eu tô preocupado em fazer a minha parte. Eu acho que uma hora durante a pandemia é pouco, porque a gente tava com isolamento social, sem vacina, com mortandade elevada.

E aí terminou a pandemia, mas não terminou a minha teimosia. Continua sendo uma hora. Agora tem os shorts lá no YouTube, os shorts que é a turma do Mr. Anderson, da Rente lá em Campina Grande, Paraíba, faz os recortes de 1 minuto e meio, 2 minutos de momentos do papo das Noves. Então vai lá, curte. Aliás, um beijo aqui, gente. O povo do Spotify, cara, tem muita gente ouvindo a gente, muita gente ouvindo a gente. Muitas pessoas que ouvem a gente no Spotify. E tá nascendo um projeto aí pro Spotify. Já vou dar spoiler aqui, viu, Mr. Anderson? Desculpa, vou já vou vazar aqui.

Foi uma sugestão feita pela Maria Cândida, minha colega jornalista de São Paulo, que faz um trabalho belíssimo, contraarismo. Valeu, Maria Cândida. falou: "Trigheiro, por que que você não faz pílulazinhas do papo das pro Spotify? Já comprei a ideia. Vamos nessa, ó. Beijos, abraços, até sexta-feira, se Deus quiser. Domingo, você sabe, eu vou tentar deixar gravado o papo das 9 no YouTube, mas domingo vai ser dia do Café com Trigueiro. Achei barato esse nome, cara. Obviamente café com trigueiro tem que ter pão, porque trigueiro é trigo, né, cara? Não vale pão de milho, não. Tem que ser pão de trigo. Alô, Nova Iguaçu. É pão de trigo, porque trigueiro é pão com trigo.

Beijos, abraços, fiquem com Deus. Valeu. [sem fala inteligível na unidade]

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