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Estar no mundo nesse momento é castigo ou privilégio? | Papo das 9 #1037

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Olá, muito bom dia. Sextou no Papo das 9. Saudade de vocês. Quarta-feira não deu para eu estar aqui. De vez em quando, nas próximas semanas, é possível que eu não consiga, nos dias úteis, um ou outro, talvez os dois, mas provavelmente vai ser um dia ou outro. Eu sempre vou lembrar a vocês. Eu possivelmente não… Estarei ao vivo por conta de compromissos profissionais, de um projeto editorial que está em curso, mas tudo vai dar certo. O Papo das 9 está na veia, está no coração e é sempre importante para mim estar nessa… live com vocês, porque é uma forma também de eu pensar, refletir com muito cuidado, preparar aqui conteúdos que, do meu ponto de vista são importantes, pertinentes, necessários, especialmente num período de muita turbulência, né?

A turbulência ela é uma palavrachave desse momento da humanidade. E o Brasil, não obstante suas turbulências usuais, estamos no ano eleitoral. E aí já viu, né? Que cuidados a gente deve ter para no meio da correnteza ter a postura mais inteligente de não ser arrastado pela correnteza sem alguma noção da direção, manter-se na superfície vivo, sem que o fluxo das águas defina o teu humor. a tua direção, o que vier acontecer com você, entende? Tem muita coisa em jogo no período eleitoral, assim, no sentido de você ter eh uma autonomia gerencial, autogestão, autogestão, discernimento, cuidado na análise das situações e ter foco. Vamos ver o que que aparece no livrinho hoje em nosso favor. sempre mestre Pastorino, amigos invisíveis, que a gente tem aqui a graça, a bênção de receber essa, na forma de uma mensagem, dica que seja potencialmente útil para aquilo que tá acontecendo nesse momento na vida desse grupo, quem tá aqui ao vivo, quem vai assistir depois gravado no YouTube.

Então, vamos ver onde vai dar isso aqui. Seja uma ferramenta útil, maleável, um meio adequado, um instrumento bastante aberto a essa influência que venha de alguma alma caridosa que nos assista. Ih, lá. Ih, na mosca. 265. Procure cultivar a verdade em relação aos outros e também em relação a você mesmo. Sua verdade nos fará chegar à perfeição, porque ela nos faz conhecer o que é real, o que realmente somos. E só chegaremos a ser perfeitos quando nos conhecermos, a fim de podermos corrigir-nos de nossos defeitos e lançar-nos à conquista das virtudes que nos faltam. Olha, gente… essa é uma mensagem tão valiosa, tão preciosa, porque em bom português, assim me parece, a minha leitura não é a única leitura possível, não é a única interpretação cabível e sugiro que vocês façam de vocês.

É interessante o exercício filosófico aqui e nos enriquece essa divagação sobre o conceito, sobre a ideia. nos ajuda. Isso é exercitar as musculaturas do nosso intelecto e do nosso sentimento. Então, vamos lá. É impressionante como essa mensagem tá bem sintetizada naquilo que parece ser um ponto cardeal de qualquer projeto espiritual ligado ou não à religião. Se não tiver verdade, não é ponto. Se você tivesse que definir isso numa frase, se não tiver verdade, o que que significa isso? seja verdadeiro. Ele tá falando, pratique a verdade. Não minta para você sobre você mesmo. Não minta para os outros sobre você mesmo. Parece simples, mas não é.

A gente aprende desde cedo a conveniência da mentira. Por vezes a gente se empolga com os caminhos que a mentira pode nos levar, as portas que se abrem com a mentira, como a mentira, ela tem o seu lado atraente. E isso no mundo da matéria não é revelado, não. A mentira fica velada. É interessante que no mundo espiritual é diferente o que hoje nós conseguimos esconder uns dos outros. No mundo espiritual, essa capacidade ela não existe. Por exemplo, vou dar um Exemplo para vocês perceberem: na literatura espírita, na obra de André Luiz, você vai ter lá, pela psicografia do Chico, a importância do dirigente de uma casa espírita, especialmente um doutrinador… num trabalho mediúnico de desobsessão.

Por exemplo, vamos colocar esse exemplo, um doutrinador, não necessariamente dirigente da casa, mas alguém que tá ali conduzindo o trabalho de desobsessão com médiuns de incorporação, onde a A espiritualidade da casa vai permitir que alguns irmãozinhos em situação aflitiva possam se manifestar através do médium. Eu já assisti a algumas sessões de desobsessão… e é muito interessante porque o que eu vou dizer aqui eu vi, não é da literatura do André Luiz que é muito reveladora do que eu vou dizer. O que que se pede doutrinador? que ele tenha conhecimento, que ele tenha um sentimento de compaixão, ele se coloque no lugar do espírito sofredor, mas seja muito assertivo na hora de fazer as recomendações.

Olha, meu irmãozinho, o que você tá fazendo tá te prejudicando. Você tá se vingando de alguém que numa vida passada te prejudicou, mas isso não te favorece. Então, entrega a Deus, porque é a lei de causa e efeito. Se a gente causou mal a alguém, não será você o agente da justiça. Deus quer tudo ver, tudo sente, tudo percebe. Haverá de, no momento oportuno e da forma mais correta, determinar o que haverá de acontecer com aquele que te prejudicou. que a tua revolta, tua mágoa e teu ressentimento não sejam a moeda de troca nesse momento.

Por exemplo, né, um doutrinador pode mandar essa e o espírito que tá ali empedernido no ódio, se aí, olha onde eu quero chegar, estamos falando da verdade, sermos verdadeiros. Esse doutrinador que fala bonito, que demonstra conhecimento, coisa e tal, eventualmente ele pode ter uma vida privada, do ponto de vista moral, muito reprochável, usando uma palavra [risos] da época dessas eh obras mediúnicas. condenável. Pode ser uma pessoa que se desvirtuou no caminho da da sexualidade, tendo uma companheira, mas não sendo fiel a ela, pulando a cerca o tempo todo, tendo uma vida, por exemplo, promíscua. Então, a pessoa é doutrinadora, ninguém no plano da Terra sabe da vida privada dessa pessoa, tá?

E ela na casa espírita vai lá dizendo assim: "Meu irmãozinho, olha o amor, olha o respeito, olha isso, aquilo e um espírito desencarnado que tem lá, eu diria, suas ferramentas de observação, percepção em relação também ao doutrinador e diz assim: "Você acha que tá enganando quem? Fica aí me dando conselho, mas você tá precisando ouvir o que você fala, que você não é flor que se cheire, não. Tá pensando que eu não sei o que que você apronta fora daqui. Você entende o que eu digo? E a espiritualidade maior haverá de permitir que essa roupa suja seja lavada no intuito de qualificar os trabalhos da própria instituição. Eu tô dando aqui um contexto do que eu vi certa vez.

Eu vou dizer porque isso já tem muitos anos. Bota aí mais de 30 anos atrás. Eu não vou dar nomes, não vou dizer em qual instituição eu vi isso e não quero entrar em detalhes que sejam… Não vou entrar. Eu sei fazer isso. Eu sei fazer isso. Eu sei preservar fonte. É um exercício jornalístico, profissional. Eu estava acompanhando uma sessão eh de desobsessão e de repente por intermédio de um espírito, um espírito não, de um médium Inconsciente, porque o médium consciente interliga com o desencarnado, mas ele está, de alguma forma, consciente do que está acontecendo. Quando… O espírito se afasta, ele tem a memória do que aconteceu ali, ele acompanhou de alguma forma.

O médium inconsciente simplesmente é uma ferramenta ausente do processo. Ele é tomado… Por um desencarnado que vai se manifestar sem qualquer participação, em qualquer nível, desse… Esse médium. Claro, quando a gente estuda o fenômeno da mediunidade, o fato de haver a incorporação, já há uma combinação ali de energias, fluidos, mas conscientemente esse médium não participa. Então, qual foi a cena que eu vi? Terminada a sessão, incorpora no médium o próprio guia. E o guia fala de quem está ali na condição de médium. O guia do médium… Incorpora e, através do médium, diz para a dirigente dos trabalhos que ela advirta o médium da falta de estudo…

Da consagração do tempo desse médium em atividades que não contribuem para o exercício da mediunidade. Ele elegantemente não entrou em detalhes, mas falou assim: “Eu peço à senhora que novamente chame a atenção…” Dele, porque ele não está fazendo o que nós achamos que ele precisa fazer para o pleno exercício da mediunidade. Ele está consumindo muito tempo em coisas que não são edificantes. Ele não está fazendo o que nós combinamos antes da encarnação… dele que ele faria para próprio benefício. E quem tava ali ouviu, eu por acaso tava. Então foi um puxão de orelha em público, sem entrar em detalhes do que estava incomodando o guia espiritual daquele médium inconsciente.

E aí volta o médium. Aí foi constrangedor. Eu fiquei assim meio constrangido, porque volta… Ele sem saber o que aconteceu. “Quem falou aqui? Falou o quê?” Não sei. Então vamos lá. A mensagem do pastorino é muito clara. Cultivar a verdade em relação aos outros e também a você mesmo. Procure fazer isso. Sua verdade nos fará chegar à perfeição, porque ela nos faz conhecer o que real e verdadeiramente somos. E só chegaremos a ser perfeitos quando nos conhecermos. a fim de podermos corrigir-nos de nossos defeitos e lançar-nos à conquista das virtudes que nos faltam. É para todos nós, gente, para todos nós. Tem um ditado popular espetacular que diz assim: "Mentira tem perna curta".

Mentira tem perna curta, que é o que eu tô falando. Tem uma hora que a máscara cai, que aquilo não se sustenta, aquilo não vai progredir. E nessa hora, por invigilância, a pessoa vai dizer: Deus me abandonou. Que Deus é esse que me deixou nessa situação? Um exame de consciência baseado na verdade poderá trazer informações preciosas. Poxa, pensando bem, eu dei mole. Poxa, eu fiquei ali falseando uma realidade. Poxa, eu me apresentei de um jeito que não correspondia à realidade de quem eu sou. Eu falsifiquei meu currículo. Eu soneguei imposto, né? Eu me apresentei com qualificações que eu não tenho. Eu disse saber de coisas que na verdade eu não sei. É muito triste quando isso acontece.

Isso é compatível com o nosso nível evolutivo, mas o chacoalhão já teve lugar. E hoje, por alguma razão, no Papo das 9, abrimos ao acaso a mensagem 265, que tem o propósito de nos dar esse chacoalhão. Muito cuidado com o que você fala, com o que você escreve. Quais situações em que eventualmente você, sem nenhum constrangimento, haverá de dizer: "Eu não sou assim, eu não tô apto para fazer esse trabalho, eu não sei a resposta". Quantas vezes vocês me viram aqui?

Esse é um exercício que eu tento fazer aqui no nosso dia a dia, no Papo das 9, quando vocês fazem perguntas que diz assim: "Eu não sei a resposta para isso." Eventualmente em certos eventos espíritas, quando tem a parte das perguntas do público, vem alguma pergunta que eu na maior tranquilidade eu digo assim: "Não sei responder a tua pergunta, eu não tenho resposta para isso. Vocês não sabem o alívio que me dá poder falar isso sem nenhum pudor ou constrangimento. Essa é uma forma pequena. Um exemplo, eu diria corriqueiro, né? Assim, eh, não é uma grande questão, mas é uma questão do exercício diário. Do exercício diário, né? Às vezes numa relação conjugal, marido e mulher.

Eu acho tão elegante isso quando a gente eh num casamento, eu tô no meu segundo, né? Espero que seja o útil com a Cláudia. Acordo num dia em que eu não dormi bem ou eu tô preocupado com um monte de coisa e tenho a presença de espírito de dizer para ela: “Meu amor, só para te dizer…” eh, eu não tô num dia muito bom não, porque tá acontecendo isso, isso, isso aquilo. Eu tô tentando lidar com essas situações da melhor maneira possível. Eu tô te dizendo isso porque se por acaso você estranhar Que eu tô mais calado, que eu tô mais soturno, que eu tô meio ensimesmado com as coisas, não tem nada a ver com você. É uma coisa minha com trabalho, com qualquer outra coisa.

Eu entendo isso como um gesto de amor. Eu não sei como vocês veem isso. Eu não tô mentindo, porque tem gente que vai dizer assim: "Tô bem, como é que você tá?" "Tô bem. Tá tudo bem? Tá tudo bem. Aí você pergunta de novo que você tá estranho, fala: "Pô, não enche o saco. Eu já disse que eu tô bem". Vocês entendem o que eu digo? A gente não presta atenção no direito que as outras pessoas têm de ao perceberem porque gostam da gente, que a gente tá diferente. Tem tudo a ver você não querer falar sobre o que te incomoda. Mas eu acho, eu acho uma opinião que talvez vale a pena, por veze dizer assim, dependendo da pessoa, dependendo da relação, quanto mais íntimo, mais importante é isso.

Você dizer assim: "Olha, bem, eu não tô, mas não tem nada a ver com você, não. Coisa minha, estranha, não". Tá, vamos seguir em frente. Seguindo em frente, recomendando o livro, um livro que nos ajuda a ter conhecimento livre de preconceito, entendendo semelhante numa situação Difícil. O Livreiro de Gaza, de Rachid Benzine, autor de Marrocos, cientista político, estudioso do islamismo, dos mais respeitados na… Europa, condecorado com a Ordem Nacional do Mérito na França e também no Marrocos. Em 2024, recebeu o Grand Prix du Roman Métis pelo romance Les Silences des pères. Desculpa, Kardec, o sotaque horroroso. Tentei falar em francês aqui. Estudei em colégio…

Católico durante um tempo em que o ensino do francês era obrigatório. Madame Simon, un gros bisou. E por ser um colégio católico, a gente tinha que aprender a rezar em francês, né? Ave Maria, mère de Dieu, priez pour nous, pauvres pécheurs. Foi o que sobrou da prece Ave Maria que eu me lembro. Esse livro, O Livreiro de Gaza, é tão bonita a maneira delicada como o Rachid Benzine… mostra o que é ser palestino em Gaza. Antes que você diga, é tudo terrorista, isso é tão equivocado, é tudo do Hamas, isso é tão equivocado quanto você for agora na Rocinha e dizer que todo mundo lá tá mancomunado com a facção que domina a rocinha.

Ou aqui no Rio de Janeiro, no complexo do alemão, se dizer: "Não, todo mundo que mora no alemão tá mancomunado com a facção que comanda o alemão". Desculpa, franqueza, isso é ignorância. É ignorância. Eh, só quem não conhece a realidade de comunidades dominadas pelo crime organizado fala uma coisa dessa: o que vale paraa Rocinha e vale pro alemão, vale para Gaza com as suas singularidades. Eu vou ler um trechinho só da orelha do livro. Do êxodo da prisão, do engajamento à desilusão política, do teatro, a descoberta do amor, das crianças que crescem livres, as tragédias que nos arrancam aqueles que amamos.

A voz do livreiro, que é o personagem do livro, nos guia pelos labirintos da sua vida, que é o retrato de um povo que sofreu décadas de ataques e opressão. Num mundo em que as bombas ameaçam ter a última palavra, o livreiro de Gaza nos lembra de que os livros são nossa maior chance de sobrevivência, não para escapar da realidade, mas para habitá-la plenamente. Um testemunho de que nesse cenário desiludido, em meio ao caos, uma pessoa que lê parece a mais radical revolucionária. Linda história, mostrando com muita delicadeza, com muita suavidade, com muita poesia, mas com muita autenticidade e verdade.

Uma realidade extremamente hostil de um território que foi solapado por uma resposta a um ataque terrorista do Hamas, o mais violento ataque terrorista do Hamas em território israelense… Que, na retaliação, o governo Netanyahu apropriou-se do direito de retaliar o ataque de um grupo terrorista para bombardear Gaza, transformar Gaza em destroços, com… Dezenas de milhares de civis mortos, incluindo mulheres, crianças, idosos, jornalistas, destruindo hospitais, ambulâncias… Igrejas ou mesquitas. Uma devastação em que hoje não é mais possível nenhum órgão de imprensa entrar em Gaza. São relatos de que as barbáries continuam. Também na Cisjordânia, mas eu não quero entrar.

É muito doloroso para mim compartilhar conteúdos de uma brutalidade que, particularmente, os judeus sentiram na pele por conta da Segunda Guerra… Mundial. E o alvo principal de Hitler à frente do Terceiro Reich, que foi dizimar a população de judeus, também de ciganos, também de pessoas com deficiência mental ou… física. A gente acha que é só judeu, não. Mas predominantemente a população judaica.

É triste a gente ver que sob o comando de um radical extremista, o Estado de Israel, que sempre se afirmou como a democracia, a única democracia daquela região, não é possível uma democracia sustentar os horrores dessa retaliação que prossegue, estendendo os ataques agora para o sul do Líbano e outras regiões. Daquele país, onde outra facção terrorista, o Hezbollah, ataca Israel, mas o direito de se defender não deveria… Justificar o bombardeio de áreas civis. Essa é a lógica que eu não compreendo.

“Não, a gente bombardeou porque possivelmente ali tinha um, ou tinha mesmo, um terrorista do Hezbollah.” Pô, mas num prédio que tem dezenas ou centenas de pessoas, ou no prédio ou nos arredores, não joga uma bomba porque a gente tem um alvo. Se as pessoas à volta eh não se tocaram de que ali mora ou tem uma célula terrorista ali, o problema é delas dano colateral. É o que dá a entender a justificativa de Israel quando você descobre que bombardeou-se escola, hospital, igreja. E aí vem aquelas imagens horrorosas de soldados destruindo imagens religiosas, um crucifixo, colocando um cigarro numa estátua, num outra imagem de Maria. É o desrespeito. É, é assim, a ruína moral. A ruína moral.

Então, mais uma vez, O Livreiro de Gaza é uma história que eu acho que ajuda a dissuadir mentes invigilantes que rotulam tudo, porque o conforto do ignorante, me permitam dizer isso, é ter o preconceito… e a banalização dos fatos e a generalização do julgamento. Toda pessoa de direita é assim. Toda pessoa de esquerda é assado. Toda pessoa que torce pro Flamengo é assim. Toda pessoa que torce pro Corinthians é assado. Pelo amor de Deus, se você transita por esse mundo, liberte-se. Liberte-se dessas algemas da ignorância que te escraviza, te afasta. da verdade que Pastorino trouxe aqui, sem nenhuma conotação política ou religiosa. Investiga a tua consciência.

Faz sentido o que você tá dizendo, faz sentido que você tá consumindo de informação. Discernimento é tudo, cara. Que a vida é feita de escolhas. Se você não tem discernimento no dia a dia, que escolhas você tá fazendo? Essa é a pergunta que não quer calar, né? A propósito, saindo da recomendação de livro, que hoje é o Livreiro de Gaza de Rachid Benzini da editora Intrínseca, eu vou sugerir para reflexão. É uma sugestão de reflexão. Não sei se vocês vão achar a sugestão boa ou ruim, é a que eu tô com vontade de compartilhar. Minha sugestão é, evite discussões acaloradas, Evite por distração, por invigilância, de repente entrou numa discussão que tá pegando fogo.

Replica-se ali a toxicidade de certas lideranças políticas que influenciam e reverberam a banalização do ódio, do preconceito, né, do estigma. Então, não seja uma vaquinha de presépio. Presta atenção. Nós temos imunidade para combater essa susceptibilidade. Há uma discussão que pode determinar o fim de uma amizade, eh, o encerramento de uma relação saudável que você tinha no ambiente de trabalho. Discussões acontecem. Acontece. Nós somos imperfeitos. A grande questão é até onde você tá disposto a ir naquela naquele desentendimento. Porque o desentendimento ele é da vida. A gente não é obrigado a a a digamos ser sempre ah compreensivo e sempre concordar com tudo. Não é isso que eu tô dizendo?

A recomendação aqui é evite discussões acaloradas, principalmente aquelas motivadas por política. Nós estamos no mês de maio já ingressando em junho. Faltam alguns meses para as eleições. Esse país já recentemente experimentou de forma muito traumática o que que significa na área da política ter o lado A e o lado B. E quem não for do lado A estigmatizado pelo B e vice-versa. E isso determina fraturas expostas no ambiente familiar, no círculo de amizades. Alguns contatos não foram ainda reconstituídos. Essas fraturas não foram totalmente cicatrizadas ou saradas em função de outras eleições recentes. Então, vamos combinar, vigiai e orai.

Tá lá a Sueli Carvalheira sugerindo aqui, ela tá coberta de razão. “Vigiai e orai”, do Cristo. Não entre em roubada. Você não vai conseguir convencer ninguém elevando o tom de voz. para convencer o outro que ele tá errado eh na opção dele, seja qual for ou dela. Agora, se você perceber um ambiente para debater política em que haja respeito e as pessoas se escutem, que é o que não acontece, é o que não acontece. Quanto mais radicalizado for o ambiente do da discussão acalorada, a pessoa só quer saber do que ela tá falando. Ela não escuta o outro. Eh, você vai perder seu tempo aí? Você vai consumir sua preciosa energia aí? Não.

Mas você pode até dizer assim: "Olha, vamos fazer o seguinte, eu não quero discutir esse assunto com você. A sua posição tá clara, a minha também. Se não é possível um entendimento acerca desse assunto, que tal a gente mudar de assunto ou tocar a vida sem resvalar no erro de achar que este assunto que nos tirou do nível de conforto vibracional e Deixou a gente mais aceso, excitado, mudou o tom de voz, pupila dilatada, jugular para fora. Uma reação típica do reino animal, né, quando está preparado para o ataque. Muitos animais, principalmente mamíferos mais próximos de nós, mas não apenas, têm essa reação em situação de perigo: taquicardia. Vamos botar sangue na veia.

Se você precisar lutar ou precisar correr, injeta adrenalina na veia e aí você tem um mecanismo natural, que é instintivo, é do teu instinto, te preparando para a luta. Só que você vai ter esse verniz civilizatório, vai ter a aparência da civilidade, mas você está doido para destruir quem diverge de você, quem pensa diferente. Aí não funciona, cara. Tudo… que a gente tá conversando aqui vai pro vinagre. Então, na boa, quem tem a disposição de conversar abertamente, em alto nível, que faça isso. Agora, vigiai e orai.

A regra no Brasil, especialmente em ano eleitoral, tem sido, tomara que mude, eh colocar as antipatias políticas no patamar de um vale tudo, né, de um MMA, é uma coisa esquisitérrima e que nós precisamos evitar essa armadilha. Amém. Eu tô gostando muito do Papa Leão XIV, tá? Só queria dizer isso. O Papa Leão XIV tem sido um papa à altura do seu tempo, num mundo onde a insanidade de alguns senhores da guerra, notadamente Trump, Netanyahu e Putin, Estados Unidos, Israel e Rússia… [suspira] Haja paciência. E o e o Papa tem sido assertivo. O Papa não se omite. O Papa se dirige a pessoas que não são católicas. também. Ele é um líder político. O Vaticano é um estado, ele é um chefe de estado.

O Vaticano tem um corpo diplomático. Eu acho que isso faz toda a diferença. Você pode ter outra opinião sobre o Papa Leão XIVIV. Cada papa tem a sua personalidade, é um ser humano que tem a sua forma de lidar com as coisas. Não dá para ficar comparando. Ah, eu preferi o Papa Francisco. Ah, eu preferi o Papa Bento XVI. “Ah, eu preferi o Papa João Paulo II.” Cada um com o seu, cada um… Não tô entrando. Veja, não é para a gente tentar entender o que que é estar à frente de uma igreja que tem mais de 1 bilhão de seguidores. O rebanho católico no mundo, rebanho no sentido bíblico, tá gente? Pelo amor de Deus.

E aí você vai ter essa crítica dizendo: "Ah, eu preferia que ele falasse isso, eu preferia que ele fizesse aquilo". a gente não tá na pele dele. Até onde me foi possível fazer esse exercício de compaixão, o Papa tá encarando um momento extremamente difícil e delicado, denunciando as mazelas das guerras e sendo o mensageiro da paz, que é o que se espera dele, mas com palavras assertivas, não é aquela paz de manual assim, irmãos, o amor, o amor, é importante ele falar do amor, mas ele Ele vai lá e dá nome aos bois. Ele vai lá e fala aonde os problemas estão acontecendo e por que os dirigentes desses países precisam fazer o dever de casa.

Sinceramente, tá me me agradando muito o posicionamento político, não é político partidário. Quando Jesus veio ao mundo e fala falou: "Ama o próximo como a ti mesmo". Esse é um ato político. O ser humano é o ser político. A política é o que que eu escolho fazer e porquê. E isso tem impacto social no coletivo. Jesus trouxe uma mensagem de impacto social. Ele não falou só para fulano ou beltrano. “Não, eu só quero falar para pobres e estropiados.” Não, ele falou para o cobrador de impostos. Ele falou para quem não era do segmento mais humilde, quem o procurava, quem se cercava dele, ele tinha algo a dizer. A mensagem era para todos. A revolução moral proposta por Jesus tem um alcance político.

“Ah, André, não entra, não é exatamente isso.” Quando você fala, por exemplo, como o espiritismo fala que é cristão, o espiritismo é o cristianismo redivivo. E a gente na parte três do Livro dos Espíritos fala da lei da igualdade. Todos somos iguais. Jesus nos chamava de irmãos. Ele não falava não, só somos nós aqui que somos irmãos. Não, todos são irmãos. Se todos somos irmãos, temos os mesmos direitos. Vai fazendo, faça essa reflexão. Por que que o espiritismo fala que uma das leis morais é a lei de igualdade? E se o espiritismo é cristão, o que que isso tem a ver com Jesus? Tem tudo a ver. E quando você fala de igualdade, é da boca para fora, você vai fazer por onde? promover um ambiente onde haja igualdade.

Isso é um ato político. Quando você defende que haja dignidade do Estado em relação às pessoas em situação De rua ou as pessoas que não têm moradia, as pessoas que não têm renda suficiente para comer. Aí você diz assim: “Elas que se virem.” Isso não é cristão. “Ah, faça…” por merecer, corre atrás e uma hora aparece. Isso não é cristão. O cristão defende o trabalho. O trabalho edifica o homem e a mulher. Mas se você tá numa situação de penúria hoje, você não vai esperar para dar a devida assistência. Jesus não esperou. A lei do amor, a lei da igualdade, a lei da justiça, tudo isso tá na parte três do Livro dos Espíritos, as leis morais.

Tudo isso tem um alcance político, interfere na vida do coletivo e defende por princípio valores que deveriam, portanto, inspirar pessoas Físicas e jurídicas, setor público, terceiro setor e setor privado. É minha opinião. Eu realmente acho que a gente tem eh que ter esse cuidado, sabe, de fazer a diferença. Ariane, vamos agora com as perguntas selecionadas. Ontem fizemos a seguinte provocação no stories do Instagram. participação foi foi foram muitas participações. Ariane trouxe aqui uma seleção de 11. Vamos, vamos, vai dar tempo, vai dar tempo. Vamos lá. Eu vou responder curtinho. Qual foi? Vou responder. Acho que eu me senti à vontade. A gente não sabe tudo, mas não sabe que sabe.

Estar no mundo nesse momento é castigo ou privilégio? Olha a pergunta. Estar no mundo nesse momento é castigo ou privilégio? Vamos lá. Tati Melinho: “Castigo para uns, privilégio para outros. Por que existe tanta injustiça nesse planeta, André?” Essa é uma pergunta filosófica. Essa é uma pergunta que pode ter uma resposta no campo da tradição… espiritual. Se você pergunta para mim que sou espírita, eu teria uma resposta. Eu não acho que o acaso exista.

Eu acho que estar encarnado nesse planeta nesse momento é um privilégio, porque nós estamos tendo a chance de nos opor ao absurdo, ao caos, à insanidade, ao disputério, a avalanche de corrupção, os desmandos, as guerras, tudo que você diz assim. Mas isso tudo é o horror. O horror. Aí você diz: "Bom, se o acaso não existe, isso os espíritas acreditam, eu tô aqui agora. Eu não tô aqui agora para afundar nessa lama. Eu tô aqui para ajudar a depurar o pântano, a sanear o pântano. Essa é a minha visão, já que você perguntou. E por que que existe tanta injustiça nesse planeta? Na verdade, sempre existiu, não é agora. E já houve mais injustiça nesse planeta do que há hoje, né?

Nós não tivemos, nesse mês de maio, o aniversário da abolição da escravatura ou eu tô errado? Abolição da escravatura. A maior parte da história do Brasil nós tivemos escravizados. Que injustiça maior do que essa? Você se coloca no lugar de um escravizado, que foi a maioria absoluta da população do Brasil: uma elite branca e a maioria escravizada, trazida à força da África. Quem não morria em navio negreiro era açoitado, castigado, uma alimentação de quinta categoria. Na sua dignidade roubada, arrebatada. Tem injustiça maior do que essa na história do Brasil?

Então, veja, a gente tendo a noção da história, a gente vai ver, o mundo sempre foi injusto, mas hoje não seria o o ápice da injustiça, não. Tá bom? Minha opinião pode não ser a sua, Tati. Iara Raboni. É muito despreparo nos sentirmos impotentes diante de tanta loucura. Olha, a impotência ela é uma reação humana e eu diria sensata. Quando você diz assim: "Eu não tenho como euzinho fazer a diferença frente a essa injustiça ou aquela". Agora, a impotência não pode justificar o imobilismo. Vou repetir isso. A impotência não pode justificar o imobilismo, porque eu não posso mudar essa realidade e nada faço.

Porque eu sozinho não consigo construir uma outra rota muito mais interessante, ética, sustentável, respeitosa, pacífica pro mundo, não faço nada. Então a minha opinião é: cuidado na hora da gente se declarar impotente, porque eu não consigo mudar o mundo, para isso ser um álibe, para você permanecer, não você que fez a pergunta, tá, Iara? Eu tô falando no geral, na sua zona de conforto. Eu tô na minha zona de conforto no Manais. Tem uma música do Guilherme Arante que eu gosto muito, mas divirjo da letra quando ele diz assim: "Meu momento é agora, meu caminho é feliz. Se há uma crise lá fora, não fui eu que fiz.

Eh, não fomos nós, mas se nós estamos aqui, não significa que essa crise não seja nossa também e que a gente se mobilize de alguma forma para tentar, no mínimo, fazer com que essa crise não se expanda, penso eu. Tá bom, Iara? Stefânia: “Não seria uma bênção termos a oportunidade de crescer em meio a tantas dificuldades?” Bingo. Eu penso assim, bingo não, não quero mais falar bingo, porque a gente tá no país da ludopatia, dos jogos online, das apostas virtuais, que é uma desgraça monumental. Então, bingo pode associar jogo. Não quero mais falar isso. Sempre que sair, eu vou me policiar e dizer: "Não quero mais falar".

Então, eh, é isso, porque veja mais uma vez, do ponto de vista do cristão, de uma forma geral, ama o próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas. Tem exercício melhor do que o amor desinteressado num lugar onde há tanta demanda de assistência e de ajuda. O espírita fala em caridade. Fora da caridade não há salvação. Esse é um dos países mais desiguais do mundo. É um país que ainda melhorou muito nos últimos anos, ainda tem fome, tem muita miséria, muita gente em situação de penúria, de insegurança alimentar, sem teto, cheio de problema. Aí você vai dizer: "Eu sou espírita". Bom, se você é espírita, você entende que fora da caridade não há salvação.

Portanto, você entende que é preciso se mobilizar. É um privilégio, portanto, estar no lugar do mundo. Qualquer lugar do mundo haverá quem precise de ajuda, que eventualmente não é nem uma ajuda material, uma ajuda em outro nível. No Brasil tem, [risos] como diz em Minas, cada enchadada uma minhoca. Pro lado que se apontar o nariz, haverá a demanda de algum tipo de mobilização. É o que eu acho. Eu sinceramente entendo que é um privilégio. se você é espírita ou se você é uma pessoa que se diz cristã ou se você não tem religião nenhuma, não tem nenhuma ligação com nenhuma tradição espiritualista, mas entende que a demanda por uma intervenção sua em qualquer campo da existência, na direção do outro, de uma causa nobre, de algo que seja, eu diria, digno, isso é o máximo.

É o máximo. Tudo a ver. Braga8202: “O sofrimento pode ser um privilégio? O privilégio pode ser um castigo?” Bom, eu fiz a pergunta do castigo. Estar no mundo nesse momento é castigo ou privilégio? Eu fiz a pergunta porque eu sei que a palavra… castigo faz sentido para muita gente, mas não faz para mim. Ah, André, mas a lei de causa e efeito? A lei de causa e efeito não tem por princípio castigar quem errou, tem por princípio educar. E não é através do castigo. A dor e o sofrimento precisam ser entendidos não como fatores que conspiram contra você. São convites à evolução. A gente se desdobrar na direção da superação, da sublimação, da ressignificação, da reinvenção.

Eu vou fazer diferente, [roncando] eu vou fazer de outro jeito. Não vou ficar chorando leite derramado, eu vou correr atrás do prejuízo. Então, o privilégio é você ter oportunidades evolutivas. Então, se algo de muito ruim lhe acontece, você tem a grandeza espiritual de perceber, Deus não tá me castigando. Eu não tô aqui para sofrer porque Deus quer que eu sofra. Eu tô aqui com uma porta aberta, descortinando um caminho que, se eu prestar devida atenção, haverá de me levar para o lugar, uma situação muito melhor. É como eu faço a leitura dessa história. Marisa Anderline Nunes: “Seria oportunidade de liquidar débitos de provas e expiações?” É. A vida é uma oportunidade, gente.

Para nós, espíritas, a convicção é de que a maior parte da… humanidade não se encontra encarnada. A gente tem oito, mais de 8 bilhões de encarnados no planeta Terra. A população desencarnada é quase o triplo disso. Então, estar aqui nesse momento, para mim, é um privilégio. E eu quero o quê? Que o privilégio é… Você não quer evoluir? Você não quer avançar na senda evolutiva? Esse é o momento e esse é o lugar. Cláudia Barros 0302: “André, a esperança de estar no bom combate nos alavanca.” É uma visão. Você haverá de encontrar pessoas que têm esse espírito, outras não. Mas eu entendo que no na toada da nossa conversa aqui hoje, a tua frase faz sentido para mim.

A esperança de estar no bom combate nos alavanca, nos estimula, nos encoraja. Você fala assim: "Cara, eu posso até não ver o resultado dessa luta. Eu posso desencarnar antes, mas esse é o caminho. Essa é a forma, né, das coisas acontecerem do jeito certo na minha ótica. Eu faço isso porque faz sentido para mim. Ah, mas isso não vai mudar nada para você. Para mim tá mudando. Ah, mas cadê o resultado? O resultado tá dentro de mim. Eu tô me sentindo kit com a minha consciência, fazendo o que eu sei ser o certo. Para mim basta. Claro que o resultado externo é o objetivo, mas não é o maior. O maior objetivo é fazer o que eu sei seu certo.

Uma cidade toda emporcalhada com um monte de gente mal educada jogando lixo no chão. O teu você joga na lixeira ou separa para reciclar ou compostar. E o lixo dos outros, dependendo do lugar que você tá indo, você vai pegar e vai colocar no lugar certo. Por quê? Não é pelos outros. É porque agride a tua consciência, vê a tua cidade, a tua rua suja. Tânia de Oliveira, Van: “Seria um privilégio estar encarnado, visto que podemos evoluir só com amor?” Sim, é um privilégio. Esse é o lugar para aprender a amar. Na espiritualidade, quando a gente desencarna, é a crença dos espíritas, você vai para um lugar onde a tua… vibração lhe elevou. Você vai estar com os seus.

Se você errou muito na terra, você no desencarne, vai estar num ambiente psicosférico, vibracional, compatível com a tua vibração. Se você for uma pessoa que se esforçou, você vai est lá entre os seus. Na Terra você tá entre todos os mais evoluídos nesse aspecto, os menos evoluídos naquele outro aspecto. Aqui nesse furdunzo é que a gente vai buscar um meio de se entender. E isso é exercício evolutivo, na minha opinião, penso eu. Enedina Silveira, ou Edna Silveira: “Não estamos exatamente onde deveríamos estar nessa encarnação, com as pessoas?” Estamos, essa é a minha convicção.

A gente leu mais de uma vez aqui no Papo das 9 uma mensagem do espírito Hammed, do médium Francisco do Espírito Santo, que fala: “Nasceste no lar que precisavas.” Aí ele vai fatiando. Para mim faz sentido. Se Deus não joga dados, se não existe sorte e azar no universo, se a vida tem um propósito, se o o planejamento da encarnação existe, você não vai ficar lá reclamando da vida. Ah, que Deus é esse que me deixou aqui agora desse jeito? Não, não, não. Sônia Fajardo Reis, pode ser castigo e privilégio ao mesmo tempo a vida para aprendermos e podermos ajudar a mudar? Bom, pode sobre essa ótica de acreditar que existe castigo, OK, eu prefiro substituir a palavra.

Eu fiz a pergunta com castigo, por isso que vocês estão falando castigo. Eu sei que faz sentido para muita gente a ideia do castigo. Eh, teologicamente, para mim, castigo é uma palavra que não faz sentido. Lei de causa efeito não é para promover castigo, é para reeducar a criatura. A dor e o sofrimento ajudam a gente a perceber erros de forma mais sensorial e profunda. Mas vamos lá. Sim, a vida é um mix de momentos bons, momentos ruins, momentos muito prazerosos, momentos desesperadores. E a gente vai transitar nessa montanha russa com a devida serenidade, o devido equilíbrio. Momento de alegria. Eu não vou ficar em êxtase o tempo todo querendo que o êxtase seja a regra.

E nos momentos difíceis, eu não vou querer evitá-los a todo tempo, me dopando com drogas lícitas ou ilícitas, querendo fugir da dor como quem foge do diabo da o diabo foge da cruz. Não, o sofrimento faz parte e ainda que ele persista, que eu me perceba muito tempo em sofrimento, vou procurar ajuda. Graças a Deus. Estar encarnado no século XXI significa que, na maior parte da história da humanidade, essa ajuda não esteve disponível, ela não havia sido descoberta. Hoje nós temos os preciosos recursos da psicologia, da psiquiatria, drogas eventualmente receitadas com… responsabilidade para ajudar uma pessoa, por exemplo, em depressão.

Se for o caso, nem todo depressivo precisa fazer uso de medicação, mas nos casos mais graves, a medicação atenua, eu diria, o sofrimento. Fato, não é chute. Então, o que a gente transite por essa montanha russa com a devida dignidade, mais uma vez o vigiai e orai do Cristo ai é muito alentador. E a frase do Chico, isso também passa. Tudo passa. Não se sentir prisioneiro do momento. Todo momento é passageiro. Renata, underline Évora: “Quanto mais se vive, mais contas a acertar.” Não, não penso assim. Eu conheço, graças a Deus, pessoas que viveram muito e viveram bem. eh tiveram privilégio de uma vida longa, podendo usufruir do prazer de uma família que lhe assiste, eh, sendo tratado com respeito e carinho.

Não é que todo o idoso vive essa realidade. Tô dizendo que eu conheço pessoas que viveram muito e por vezes mesmo não tendo conforto material viveram com dignidade e manifestaram muita, eu diria, paz interior. Apesar da idade avançada trazer questões. Sempre tem alguma questão de saúde, um sono que não é restaurador, aquela coisa toda, mas você vive bem. Você não tá ali pagando, a pessoa adora. tá pagando. Se viver muito é porque tem que pagar muito. Não, não, não, não concordo com essa tese. Pelo contrário, eu acho que existem pessoas que têm a bênção da longevidade, a bênção de conhecer o netinho, ver o netinho crescer ou o bisneto ou se sentir à vontade trabalhando.

Pô, mas você já tem 90 e blau, cara. Eu quero trabalhar, dá licença, já não consigo carregar peso como eu carregava antes, mas eu faço minhas atividades e eu me sinto bem assim, eu me sinto útil. Olha que legal, não é bacana isso? Isso não é, ah, tá vivendo muito, é para tem contas a acertar eventualmente no contexto reencarnatório. Sim, longe de ser uma regra. Longe de ser uma regra. Bruno Souza, underline DS: “Sei que estamos aqui para evoluir, mas como evoluir num mundo caótico que te oprime a cada dia?” Bom, se a gente tivesse acesso às vidas anteriores, provavelmente… Deixa eu ver, é o Bruno, né, que perguntou? A tela apagou.

Bruno, Bruno Souza, você ficaria chocado, porque o que você… tá chamando de mundo caótico que te oprima a cada dia é uma realidade espiritual que vem de longe e creia é um mundo que, em comparação a outras fases da humanidade oprime menos a cada dia. A gente não pode ficar botando a culpa no mundo o tempo todo, sabe? A gente tem que se perceber no mundo. Pastorino abriu com muita elegância hoje os trabalhos quando a gente refletiu sobre a verdade. Então a gente faz a nossa parte, viu Bruno? E não se deixa contaminar por aquilo que vem de fora ou justificar os nossos problemas apenas e tão somente por aquilo que vem de fora. Mais uma vez eu quero falar do benefício de uma terapia.

Só quem faz terapia sabe a bênção que é você cuidar do seu psiquismo, entendendo quem você é. Nessa jornada do autoconhecimento que um terapeuta permite que você ingresse. Pode ser através da psicologia, pode ser através da psicanálise, pode ser através da psiquiatria. Esses recursos que estão ao nosso alcance ajudam muito. O trabalho no bem, a caridade é extremamente importante pra saúde mental.

Enquanto o mundo tá lá, se você tem a leitura de que a gente vive num mundo caótico, que oprime a cada dia, por que que você, uma sugestão que faço de coração aberto, não identifica algum trabalho voluntário aonde você, no tempo que você puder, consagrar ele, ah, eu só tenho 10 minutos por semana, meia hora por mês, mas tudo bem, naquele tempo, você tá completamente entretido com algo que te faz muito bem, porque você se sente útil. útil em favor de quem precisa. Precisa. A Edna está falando uma coisa que eu preciso falar. Edna Gonçalves: “Sempre as mesmas pessoas que ele responde.” Vamos lá. Eu já tive essa conversa com a Ariane. Eu já percebi que algumas pessoas perguntam com mais…

Frequência. Falei: “Ariane, a gente precisa sempre ter esse cuidado de pegar as perguntas de quem não costuma fazê-las.” Então, fica aqui a dica, porque a resposta que a Ariane me deu é: “Olha, mas a gente pode até fazer isso…” É que nem todo mundo está tocando no tema. Tem gente que faz contato falando outras coisas.” Então, eu tô sensível a isso para a gente acolher quem se manifesta que não seja necessariamente vinculado à questão precipitada por mim para a gente… debater. Eh, tá bom?

Só para você não ter uma leitura equivocada de que a gente no processo seletivo das perguntas, eu já falei isso com a Ariane, Ariane tá ouvindo agora, é testemunha, o cuidado da gente diversificar, Tá bom? Olha lá, Solange Melo falou: “Talvez minha pergunta não tenha sido tão boa.” Me dá até o cuidado de ir lá no Instagram, Solange. Ou a gente muda a estratégia? Eu não peço para a Ariane fazer a seleção. Eu… Mesmo vou lá na bruta, na veia bruta, para a gente não ter nenhuma dúvida de que a gente tem um enorme respeito por todo mundo que participa. Solange Melo, né, que eu falei. Foi a Solange? Cadê a… Solange? Deixa eu ver aqui. Ver tudo. Foi Solange, foi você que perguntou? Ai, ai, ai.

É SolangeMelo9020. Deixa eu ver a SolangeMelo9020, se ela perguntou aqui, porque eu tô procurando a pergunta lá na página do Instagram, onde, nos stories, nós fizemos. Tem pessoas que fazem mais de uma pergunta também. Cadê a Solange Melo? Você mandou por aqui, Solange? Não. Olha só, eu procurei você aqui, meu amor. Ó, procurei você aqui, não achei. Será que você tá mandando a pergunta pro lugar certo? Tem isso também. O lugar certo é no stories no Instagram, tá bom? Só para ficar claro. Rê Coutinho, você fez mais de uma pergunta, Rê Coutinho. Rê Coutinho é recorrente aqui. O pessoal, quando fala “Rê Coutinho”, já tem ali a memória. Olha, Rê Coutinho, eu me lembro. Olha a Rê Coutinho.

Uma das perguntas da Rê Coutinho. Fez mais de uma. “E se estar no mundo nesse momento for a oportunidade de descobrir quem somos?” É exatamente isso. Sabe outro critério que a gente usa, Rê? Olha a intimidade, Rê. É que às vezes uma pergunta é feita de forma diferente por várias pessoas, e a Ariane escolhe aquela que seja talvez a mais representativa. Então, é uma pergunta de uma pessoa que representa várias outras que fizeram, não do mesmo jeito, mas com a mesma questão, em diferentes gradientes de comunicação. Estarei atento a isso, tá bom? pra gente sinalizar para vocês diversidades.

Tá aqui a Grácia Maria Xavier: “Eu não pergunto, só dou pitaco.” Vamos botar pitaco também, vamos diversificar. Tá dado o recado, viu? Obrigado, pessoal. Até domingo, hein? Domingão, Papo das 9, especialíssimo. Tá na hora. Eu tinha especulado fazer sobre a coragem de ser imperfeito domingo passado, mas foi dia das mães. Opa, vamos falar de Dia das Mães. Então, Domingão, bora. A coragem de ser Imperfeito. Vocês ainda estão a fim de a gente bater esse papo sobre esse assunto nesses termos? O que vocês acham? Podemos? Manda para mim. Tudo de bom. Valeu,

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