Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Olha o desafio. Então, o meu olhar é um olhar que já traz uma dificuldade matricial, original, um vício de origem. Eu não tenho lugar de fala para reproduzir com fidelidade todas todas as questões que eu vou levantar aqui do universo feminino na condição de mãe. Mas eu vou aqui fazer o compartilhamento de situações que me tocam o coração e que me chamam atenção porque precisam vir à tona pra gente ter consciência e virar a chave na direção de um lugar aonde a maternidade seja de fato alvo de muitos cuidados, muitas atenções, porque não é algo trivial. Tem muita coisa em jogo quando a gente fala de uma criaturinha que vem ao mundo através do ventre de uma mulher.
Primeira questão, eu vou fazer homenagens aqui. A lista não contempla todos os gêneros de mãe que eu gostaria de homenagear, mas vai aonde a minha a minha sensibilidade alcança. Eu quero homenagear primeiro as mães que cuidam dos filhos sozinhas. É impressionante os dados mais recentes no Brasil. nós temos hoje aproximadamente 11 milhões de mães que não têm um parceiro, um companheiro, um um marido que ajude. Onze milhões de mães que também são pai. Então, temos pães, né? Eu já ouvi essa expressão. É a mãe que cuida dos filhos sozinha. Onze milhões é mais do que a população de Portugal.
Então, o Brasil tem uma um número de mulheres que são mães que cuidam dos filhos sozinhas superior à população de Portugal. cada pai solo Porque tem o pai Que também cuida dos filhos sozinho mas o número de mães é seis vezes superior que também cuidam de seus filhos sozinhas então veja, é uma realidade estatística estatística e o número não é desprezível. Então, a gente tá falando de mulheres que não obstante, é importante a gente dizer isso, o que que significa cuidar do filho sozinho? que você vai sem um o pai que tem uma obrigação legal.
Você pode não ter um pai casado, pode até não ter um laço de amor, porque às vezes ocorre uma relação sexual fortuita e é literalmente um filho ou uma filha não planejado ou um método contraceptivo não deu certo, sei lá, alguma situação dessas. Ainda que isso ocorra, o progenitor, o pai, ele não pode se furtar da responsabilidade legal de assumir essa criança. Não planejei nem te conheço direito, se for o caso, né, uma relação fortuita, mas é meu filho, então é meu filho e a gente vai explicar para ele. Ele vai crescer num lar onde eu não estarei junto de você porque não não não planejei, não desejo isso, com todo respeito, não é o que eu quero. Pode acontecer, mas o filho é meu.
Então, se é meu filho, cabe-me fazer a parte que me diz respeito, até do ponto de vista legal, não? Eh, e é, nossa, os dados são muito dolorosos. Hoje é o dia das mães. Eu tô aqui fazendo homenagens a certos [limpa a garganta] gêneros de mãe. E o primeiro que me vem à cabeça é a mãe solo, a mãe que cuida dos filhos sozinha. Então são 11 milhões de mães e, nos últimos dez anos, de 2016 para cá, mais de um milhão e meio — na verdade, um milhão e seiscentas mil crianças — não têm nas suas respectivas certidões de nascimento o nomezinho do pai. Não tem o nome do pai, que é uma coisa muito constrangedora do ponto de vista assim da omissão dos pais.
Há situações, não é a regra, mas eu admito que podem haver situações em que a própria mãe diz assim: "Não vou avisar para esse camarada que ele é o pai, não. Eu não vou entrar aqui no juízo de valor se a mãe age de com correção ou não. Cada caso é um caso. Eu não quero botar mão nesse vespiro. Do meu ponto de vista, por princípio, o pai deveria ser informado, sim, mas não vou fazer juízo de valor. O que eu vou reportar é um dados estatísticos. 1 milhão e 600 mil crianças de 2016 para cá, portanto nos últimos 10 anos, não tiveram o nome do pai na certidão de nascimento. A gente A gente tem uma média de 500 registros por dia sem o nome do pai. Eu tenho amigos, alguns, viu?
Alguns amigos, não são poucos, não, que vivem [limpa a garganta] essa realidade de não ter o nome do pai na certidão de nascimento. E devo dizer que isso nunca deixa um legado positivo, fica uma marca de rejeição, um um desconhecimento que custa caro do ponto de vista emocional. Então, pai ausente também na certidão de nascimento é algo que marca de uma forma muito dolorosa e a mãe tá lá para cuidar. para prover materialmente do que precisa, renunciando a seus sonhos, seus projetos, porque o ideal seria ter com quem dividir as tarefas, não tendo, sobrou para mim e aí eu vou ter que me virar, né? Não é simples, não é fácil.
Especialmente quando a gente fala de um país que ainda não tem creche suficiente pra maioria das crianças, significa dizer que essa mãe solo, ela para trabalhar e pagar as contas vai ter que fazer algum malabarismo, deixando o seu filho ou seus filhos com alguém. é uma situação assim eu, com todo respeito, como jornalista que a gente está por aí, batendo a sola do sapato em lugares onde as dificuldades materiais são muito grandes grandes e esses problemas quando ocorrem são muito dolorosos, né? nós registramos, para vocês terem uma noção uma empresa que fabrica papel semente em São Gonçalo foi ao ar esse programa na semana passada que a empresária que veio do terceiro setor de uma organização não governamental que tinha lá suas atividades ligadas ao socioambiental, ela percebeu que em São Gonçalo o número de mulheres que são mães vivendo numa área de baixa renda, desassistida e sem creche é uma questão.
Então, o que que ela fez? Ela passou a contratar mães que não têm com quem deixar os filhos para trabalharem em casa, ajudando a fabricar o tal do papel semente — na verdade, fazendo os envelopes, os encartes de papel semente. Essa é a visão social de um empresário, no caso uma empresária, que tem essa sensibilidade de perceber como se faz. Então aqui um beijo, ó, para todas as mães solo do Brasil. e do mundo e da galáxia, todas as mães solo. A mãe já é por si uma heroína para exercer essa função. Quando tá sozinha na parada, a coisa complica. A segunda homenagem que eu vou fazer aqui hoje são as mães de crianças especiais.
Essas também tocam o coração, mas assim, rápido, eu eu porque é uma realidade que vai consumir muito tempo, muita energia, muita dedicação. Se filho já dá trabalho, os filhos especiais dão mais trabalho. Eu tô falando de filhos com paralisia cerebral ou com alguma sequela de ordem motora. Eh, filhos dos mais variados espectros do autismo. Assim, você vai ter uma coleção muito numerosa de situações de ordem físico-mental que torna essa criança especial. E aí temos outra demonstração estatística da covardia dos homens. 78% dos pais homens abandonam as mães de crianças com deficiência antes dos 5 anos de idade. Então é um projeto de matrimônio.
Homem e mulher podem casar no papel ou não, estão juntos, tem um filho ou uma filha. vem com alguma questão que vai demandar atenção redobrada porque é um menino ou uma menina especial é uma estatística horrorosa 78% dos pais, dos homens abandonam as mães de crianças com deficiência antes dos 5 anos de idade. Então, como é que fica a vida de uma mulher que não planejou nada disso? Ela não planejou um filho especial e ela não planejou ser abandonada pelo companheiro, que é o pai do filho especial. Então, a vida dá uma guinada.
Essa mãe, ela vai, eu diria, ser digna de todo amparo, todo cuidado, toda assistência, porque ela vai abdicar de muita coisa dela, da vida dela, aonde ser mãe no início, num primeiro momento, a expectativa é: claro, eu vou cuidar dos meus filhos, é, é a prioridade, mas parte da minha vida vai nessa direção, outra parte vai na realização profissional. vai em outros caminhos. Ah, dependendo do nível de deficiência que a gente tá falando, nós estamos reportando uma realidade que vai consumir 100% do tempo dessa mãe, dessa mãe que tá lá, tendo que em alguns lugares do Brasil, sem contar com a devida assistência, a devida infraestrutura, ter o cuidado que merece.
Isso é muito, olha, a gente precisa estar muito atento a isso, porque é uma realidade que grita, que não dá para esperar um dia, percebe? Não, a gente vai ver, vai ser votado no Congresso. Então, não, o prefeito tá pensando em criar algo, o governador tá achando que dá para fazer desse jeito. Não, mas eu tenho que cuidar do meu filho, de minha filha agora, agora, nesse momento. Então, um beijo muito especial. a nossa saudação, a nossa vibração depois das mães solo, as mães de crianças especiais. E se você conhece alguma, compareça, a gente pode e deve ajudar sempre que possível. Eu quero aqui também é uma lista arbitrária. A culpa é minha. Se ficar alguma mãe de fora, a culpa é minha.
Essa lista não tava pronta em nenhum lugar. Eu criei essa lista seguindo o meu coração e ela não tá em ordem de maior ou menor importância, tá tudo junto e misturado. queria homenagear aqui as mães que vivem com pais abusivos, porque é outra situação infortunadamente recorrente, é bastante comum no Brasil isso, e são São mulheres que ao se juntarem a com alguém, um homem no papel ou não, tá morando junto, vai descobrir que o príncipe virou sapo, vai descobrir que dorme com inimigo, vai descobrir a duras penas que aquele sonho de juntar os trapos com alguém que vale a pena fazer esse movimento se revela um pesadelo.
E aí quando tem filho na parada, a coisa se complica por não raro homens abusivos, autoritários replicam a masculinidade tóxica, o machismo estrutural, o que há de mais podre no patriarcado, né? Quer dizer, oprimem a mulher e o abuso que eu tô falando é a violência física. O moral é o assédio que vai eh minando a autoestima da mulher, que precisa cuidar do filho. Eu tô falando das mulheres, mães. Hoje é dia das mães. mães que estão cuidando dos filhos num lar impregnado dessa dessa toxina de um homem que comete abusos, né? Então, o dia das mães, eu me lembro e louvo e homenageio e endereço daqui pra gente vibrar junto na direção das mães casadas com pais abusivos, que elas descubram.
Não tenho nenhuma autoridade para dizer o que essas mães devem ou não devem fazer, mas os especialistas dizem: por mais difícil que seja, você, principalmente, que abdicou do trabalho a pedido desse déspota para cuidar apenas da casa, leia-se do marido, né? Ele quer que a mulher cuide dele, é uma segunda mãe, cuida de mim. Prioridade na sua vida agora é essa. E o nosso filho [risos] vem depois. Às vezes é essa a a ordem das prioridades. Como é que essa mulher faz para sair de casa? Ela não tem recursos próprios. Essa é uma realidade muito comum. Ela achava que seria possível abdicar dos seus sonhos em favor de um projeto aonde ela não eventualmente viu problema por um tempo.
Não vou trabalhar, vou cuidar da casa e do filho. O maridão que eu amo vai dar uma força, a vida segue. Aí o castelo de areia cai. Por isso existem os serviços que a gente não cansa aqui de sugerir que as mulheres nessa situação, pelo menos se informem. Se eu tiver que procurar ajuda, se eu tiver que sair de casa, Para quem eu ligo? Quem pode me ajudar a pensar? Central de Atendimento à Mulher: ligue gratuitamente 180. O serviço é 24 horas. Guarda-se o sigilo, você não precisa se identificar, mas são oferecidos todos os recursos, todas as informações, todos os direitos, todos os serviços ao seu alcance para que você não corra risco de vida, porque é disso que se trata.
Então é muito difícil essa situação. E eu endereço aqui a todas as mães que estão sofrendo com a violência dos companheiros e que resvala na educação dos filhos. Essa é outra questão que me dói para burro coração, porque o filho vai vendo uma situação em casa e os pais são a referência do mundo, né? Educação começa dentro de casa. Então esse filho ou essa filha vai vendo essa assimetria, é o pai carrasco e a mãe abusada. E isso vai sendo uma referência. Isso vai sendo assim: “Não, lá em casa era assim quando eu cresci”. E, não raro, o menino poderá entender isso como a senha para replicar no seu próprio casamento, no futuro.
Ou a menina poderá entender essa situação como a senha para repetir essa situação no futuro, na condição de mulher vítima de abuso. Vai passar pano, vai normalizar: “Ah, homem é assim mesmo. Nenhum homem presta. Então, se eu casei com esse daí e ele resolver abusar de mim, me tratar mal como a minha mãe foi maltratada pelo meu pai a vida inteira, isso é do jogo. É assim que que a vida é, como se isso fosse normal ou como se isso fosse entendido como inevitável. Não, não. Mas eu disse aqui com muito respeito: é fácil eu falar aqui, né?
É fácil pra gente chegar para uma mãe nessa situação e dizer assim: “Sai de casa, sai do jugo desse homem, ele não presta, daqui a pouco você vai pagar com a vida". É fácil pra gente falar quando a gente não tá na pele dessa mãe. Então tem que ter esse respeito. A gente torce para que essa mulher nessa condição consiga se livrar das amarras de um cotidiano extremamente hostil que depreda a autoestima, depreda a saúde física, depreda a saúde mental Depreda tudo Ninguém merece Então um beijo Para todas as mães Que estão passando por isso E que no momento certo Com o amparo de Deus e com a tua força de força de vontade, seja possível virar essa chave. É o que eu desejo.
Eu também quero endereçar aqui um beijo. Tem muita gente nessa situação que, durante a pandemia, acompanhou o Papo das 9 e nos acompanha até hoje por causa disso que eu vou dizer: são as mães enlutadas. O Papo das 9 começou durante a pandemia. Nós tivemos o descalabro do Brasil ser um dos países recordistas em número de óbitos, apesar de termos o Sistema Único de Saúde, um programa vacinal referência no mundo inteiro. Mas a gente vacilou muito na agilidade e alerta para combater a Covid. Então, deu no que deu, mais de 700 mil óbitos. E muitas das pessoas que passaram a acompanhar o Papo das Nove perderam justamente na pandemia os seus entes queridos.
Depois, a gente teve, pela forma como a gente sempre abriu espaço por aqui para falar da importância do luto, para falar das obras, dos livros, das terapias de grupo com mães enlutadas, dos serviços necessários para que… Eu tô falando de atendimento e apoio psicoterápico, eventualmente gratuito. Existem esses serviços em boa parte do Brasil. É importante procurar informação sobre isso. As mães enlutadas, porque, evidentemente, tudo que uma mãe espera é que ela, sendo a vida passageira, que ela parta desse mundo antes do filho. Quando não é assim, a natureza caprichosamente parece inverter a ordem natural das coisas. E a mãe, nenhuma mãe, nenhuma mãe tá preparada para isso.
Então é uma dor, eu conheço aqui no Rio, já falei dela aqui, uma terapeuta especializada no atendimento a mães ilutadas, eu já fiz fiz reportagem no consultório dela, em que gratuitamente ela acolhe várias mães enlutadas que trabalham em grupo para lidar com essa dor. E ela mesma, essa terapeuta, perdeu uma filha adolescente num acidente de helicóptero. E ela, como psicóloga, com essa formação, teve que lidar com uma dor de que o conhecimento dela não a livrou, não a blindou dessa dor. Nem seria possível. E ela, ela quem diz que é uma dor que não cicatriza por completo nunca.
Você consegue tocar a vida, você consegue voltar a achar graça nas coisas, você consegue voltar no devido tempo a respirar sem aquela dor no peito tá tão aflitiva. Agora, existem datas, existem datas como a data do aniversário do filho, como o próprio dia de hoje, o dia das mães. Eu digo isso com muito cuidado, porque eu tô vendo as mensagens, já tem mães aqui se manifestando falando dos filhos que perderam. [limpa a garganta] Eu fico muito emocionado com com vocês, porque na minha família, muito próximo de mim, eu tenho convivido com uma pessoa nessa situação, né, uma pessoa muito próxima e querida minha. Então eu eu acompanho de perto essa dor. É uma dor que vai e volta, né?
E e cada mãe haverá de descobrir uma maneira para enfrentar essa situação. Nesse sentido, me permitam dizer, vou abrir um parêntese. Nem me programei para falar isso, mas eu vou falar. E com todo o respeito à fé de cada um. Quando a gente acredita na vida após a morte, quando você tem alguma religião ou quando você, sem ter nenhuma religião por si própria, acredita que a vida não cessa com o colapso orgânico, é evidente que isso é um baita talento, um baita consolo. Essa pessoa muito próxima de mim, que perdeu o filho da com a minha idade, né? uma pessoa que eu conheci também. Ela não é espírita, mas fez tantas perguntas para mim, assim: “Ele tá vivo ainda? Ele tá bem?
Eu vou encontrar com ele de novo?” É uma situação que me toca tão fortemente o coração, porque não importa se para mim todas as essas respostas são sim. Não importa se eu tenho absoluta convicção de que tudo isso vai acontecer, que o filho dela está vivo, que o filho dela está bem, porque eu conheci esse esse esse cara. E se ela vai revê-lo, é que ela como mãe é um pedaço que se foi. Então, ter esse respeito, essa empatia, não impor a fé aos outros é fundamental.
Mas eu preciso dizer, a perda dos entes queridos de uma forma geral, mas a perda dos filhos em particular permite uma oportunidade da gente investigar se existe alguma resposta para as perguntas que deixam a gente perplexo que Deus é esse que tirou esse filho tão querido de mim? como é Como é possível acreditar num Deus que foi tão desatento, indiferente? egoísta, porque é isso que se ouve e essa negação e essa revolta são as primeiras manifestações. São as primeiras manifestações. E depois isso começa a aplainar, isso começa a ficar num nível de aceitação, resignação.
Resignação é uma palavra muito apropriada, porque a resignação positiva, vamos chamar assim, que foi um dos capítulos do livro A Força do Um, que eu escrevi, e Joanna de Ângelis, pela psicografia de Divaldo Franco fala muito bem sobre isso na série psicológica. É quando há algo que a gente não tem o poder, não tem o controle, não consegue interferir. Aconteceu. Se aconteceu, só me resta aprender a lidar com essa situação da forma mais sábia possível, a mais inteligente possível, ou eu vou enveredar no caminho do ressentimento, da mágoa e da revolta que não ajudam, né? Então eu quero endereçar assim com muito carinho, gente.
Eu eu tô me lembrando, tô falando com vocês, eu tô lembrando de todas as mães enlutadas que eu conheço e que eu me emociono porque eu não tenho o que dizer, não há o que dizer. Eu falei agora há pouco do Divaldo, médium, saudade dele, fez aniversário dias atrás, uma grande pessoa que eu tive o prazer de conhecer de perto. Ele mesmo dizia: “Não há o que falar para uma pessoa enlutada, não há uma palavra mágica. Não há uma situação, eu diria, que consiga dissipar no estalar de dedos aquela dor. Não há”.
Então, a gente vai se oferecer, dizer assim: "Conta comigo, me dê um abraço, eu tô rezando por você, querendo conversar, eu tô aqui, né?" Então, um beijo aqui de coração para todas as mães enlutadas. Nesse dia das mães, seus filhos estão em outra dimensão. Enderece a eles o seu carinho. Converse com eles como se eles estivessem nesse plano. Fale com eles o que você gostaria de falar se eles estivessem aqui agora. Se você conseguir falar com o coração, eles vão ouvir. Porque os laços de amor são imperecíveis. Eles não deixam de existir. E são esses laços que vão reaproximar mãe e filho. Também, eu poderia… É algo muito tocante.
Eu vou passar aqui para outro gênero de mãe que tá na minha lista arbitrária. Me perdoem se faltar alguma mãe aqui na minha listinha que eu tô homenageando hoje. Eh, eu só quero lembrar que a é uma data comercial, é, mas é uma data que permite a gente fazer a lembrança das pessoas queridas que trouxeram a gente para esse plano. Aliás, depois eu falo espiritismo, aonde aparece em detalhes informações boas pra gente entender a relação de mãe e filha. Eu também quero lembrar hoje, homenagear pra gente se tocar das mães que se frustraram ao testemunharem que os filhos se tornaram alguém que comete crime e eventualmente está hoje na condição de encarcerado.
A as mães dos encarcerados, porque a gente vai dizer assim: "Não foi educado como deveria, a mãe falhou". Nunca falam do pai, falam da mãe. A mãe falhou. A questão é aqui ou ali, você vai ver que o mundo não é feito de regras gerais absolutas. aqui ou ali, você vai ver que existem famílias, famílias, vamos dizer assim, de pessoas que são eh, como diria, são pessoas vão ensinar os seus descendentes a cometer crimes aí jeito aí é uma questão do endividamento perante a lei dos homens e as leis de Deus. Agora, eu estou falando das mães, e eu acho que são a ampla maioria, não querem ver seus filhos envolvidos com o crime.
E a gente tem visto, eu sou do Rio de Janeiro, Janeiro, a gente tá numa cidade, num estado aonde o crime organizado, as facções, elas vão expandindo seus domínios e vão tentando seduzir, atrair para seus negócios ilícitos. menores de idade, quanto mais cedo, melhor. Eu já vou recrutando pessoas que eh façam o que a nossa organização entende que seja a melhor coisa. Veja, vocês acham que uma mãe deseja isso pro filho, do fundo do coração? Aqui no Rio há histórias conhecidas.
Eu não vou dizer o nome dos traficantes porque eu não quero dar popularidade a eles, mas eu conheço algumas histórias no plural de traficantes que querem que os filhos estudem em segurança na comunidade, que permitem permitem, veja o mundo que a gente tá vivendo, certos trabalhos ligados a instituições religiosas, ONGs ou até trabalhos bem feitos por governos. que ocupam essas crianças no dia a dia para que elas tenham no momento oportuno as condições de realizar as melhores escolhas profissionais. Então, os traficantes não desejam que seus filhos sejam traficantes. [risos] Eu, essas histórias eu conheço.
Eu só não vou dar nome aqui para você não não haver a interpretação de que o traficante é bonzinho porque quer que o filho seja uma pessoa de bem. Eu não quero trazer essa polêmica. Eu tô dizendo, existe a minha a minha inclinação entender que a maioria absoluta das mães não deseja que os filhos estejam envolvidos em crimes, no cometimento de ilícitos. E elas sofrem muito. A gente falou agora das mães enlutadas. Tem as mães dos criminosos que estão soltos. A mãe sofre porque o crime, eu não botei um filho no mundo para isso.
Já houve, inclusive, vocês se lembram, quando houve a ocupação do Complexo do Alemão, anos atrás, no Rio de Janeiro, que teve aquelas imagens de helicóptero dos bandidos fugindo, vários com arma na mão, tentando escapar. Teve uma mãe que levou o filho. Mas o filho já era menor de idade, mas fazia parte da facção. A mãe não era puxando a orelha, mas era puxando o braço, entregando pros policiais. A mãe de um criminoso ligado à facção dominante do alemão naquela operação. foi isso teve ampla repercussão a mãe entregando para a polícia olha esse aqui é meu filho, ele errou e ele tem que pagar pelo que ele fez é espetacular essa ética da maternidade eu não botei um filho no mundo mundo para engrossar a lista dos bandidos, dos criminosos.
E eu tô trazendo ele para ele pagar nos termos da lei pelo que ele fez. Então, olha, do ponto de vista espírita, são mães que aceitaram que a reencarnação de uma pessoa que precisava de o máximo de atenção, o máximo de carinho, o máximo de afeto e o máximo de orientação, por intermédio dela, viesse a um mundo. E se isso não deu certo por alguma razão, não se deve imputar apenas e tão somente a ela o fracasso desse projeto. Ela por vezes se desdobrou e fez mais do que se esperava. Ela fez a parte dela. Mas o livre arbítrio é soberano e as condições, por vezes são muito hostis. aqui no Rio de Janeiro a gente vê perambulando pelas ruas crianças, pré-adolescentes adolescentes sem que haja nessas comunidades de baixa renda dominadas por facções cursos profissionalizantes atividades atividades esportivas, atividades culturais.
Aqui pertinho da gente, no nosso continente, na Colômbia, há projetos muito bem sucedidos de investimento pesado em comunidades dominadas por bandidos, mas são projetos assim, parece condomínio de luxo. São prédios assim muito bonitos, assinados por arquitetos renomados e dentro tem biblioteca, curso de DJ, curso de produção de vídeo para redes sociais. Você atrai a garotada, você diz assim: “Vem para cá, vamos passar o tempo aqui. Aqui tem monitores, professores, é tudo de graça”. Aprende a fazer algo de bom e de útil para você.
Daqui a pouco você vai ter a chance até de se sustentar ou ajudar sua família com dinheiro ganho honestamente, sem tá por aí perambulando para ser matéria-prima de organização criminosa. Então, feliz das mães que, apesar de toda a dor de ter um filho ou uma filha que errou nos termos da lei, fez o que estava a seu alcance e continua amando essa criança que virou adulto, porque filho é sempre filho, não tem jeito, acreditando que ainda há tempo de corrigir o rumo. Não adianta chorar o leite derramado. A mãe vai continuar sendo mãe até partir desse mundo. Mãe é mãe. Então, persistir, perseverar. Eu vou lá. Eu não sei se ele tá me ouvindo com ouvidos de ouvir, mas eu tô falando.
Ele saiu da prisão. Eu já falei lá com uma pessoa que prometeu dar um emprego para ele na padaria, no shopping, serviço de portaria, de entrega. Ele quis ou não quis, é assunto dele que eu não posso obrigá-lo. Eu, mãe, tô fazendo a minha parte, ó. Um beijo, parabéns por tudo que você faz. Se do lado de lá a coisa não aconteceu, importante é você ter a consciência de que você fez o que tava ao teu alcance. Eh, acho importante aqui enaltecer também a escolha soberana de mães que abdicam de projetos pessoais, abdicam de projetos profissionais para cuidar e educar os filhos.
Eu penso, mas eu aqui sou apenas um homem que não tem útero e que não sabe o que é ser mãe, muito menos o que ser mulher, o que é ser mulher. Mas eu preciso dizer, por vezes, essas mães, sem o julgo do pai, sem que o pai obrigue, às vezes são mães solo, que escolheram ser mãe solo, fala assim: "Não, eu vou abrir o jogo com esse cara. Olha, eu não tô querendo um pai pro meu filho, eu tô querendo um espermatozoide. Não tô dizendo se isso é certo ou errado. Eu tô reportando aqui fatos que acontecem por aí. Projeto de mãe solo. Essa mulher abdica de certos sonhos e certos projetos para ir nessa direção. ou acha ainda mais meritório quando é um filho não planejado, tendo ou não o marido por perto, mas ela resolve acolher levar a cabo um novo projeto determinado pela vinda ao mundo através dela, de uma criatura.
Então existem mães e, engraçado, toda mãe — eu vou dizer que todo pai também, mas a mãe numa proporção muito maior —, quando você tem pai e mãe que estão dizendo: “Tamos juntos para cuidar do filho ou da filha”, É evidente que um projeto familiar compreende um projeto coletivo. Você tá saindo de um roteiro solo, dizendo assim: "Eu tô sozinho no mundo, vou fazer o que eu quiser, a hora que eu quiser, do jeito que eu quiser." Agora, quando você tá dentro de uma família, eh, não é assim que funciona. Então, existem tarefas compartilhadas, divisão de tarefas, vamos colocar assim, o que se espera de cada um para aquela instituição familiar progredir.
Eu não tô falando só materialmente, eu tô falando principalmente enquanto um grupo que constitui uma família e que para que essa família tenha as melhores condições de navegabilidade, equilíbrio, um ambiente de amor e de respeito, uma situação que seja de prosperidade emocional, espiritual, as responsabilidades são compartilhadas. Significa dizer que você não vai fazer tudo que você quer do jeito que você quer, a hora que você quer. Isso significa abdicar de coisas que eventualmente são importantes, mas você diz: "Eu vou adiar esse plano ou eu já botei na cabeça que não vai ser possível tão cedo e talvez não seja mais possível. E isso tem o seu mérito.
Guardadas as circunstâncias e as situações, eu tô aqui reconhecendo o mérito de uma mulher que para ser uma boa mãe, ela abdica de que porque ela quer, não é porque impuseram, não é porque determinaram. Ela diz: "Eu estou conscientemente, deliberadamente, determinando para mim outras escolhas em favor de um projeto coletivo, onde eu ocupo um lugar de destaque como mãe." Eu também quero aqui lembrar são as minhas homenagens no Dia das Mães, às mães que eu acho que precisam ser lembradas, as mães de pessoas adictas, pessoas que são dependentes de drogas, pessoas que são dependentes de jogos de apostas online. Ludopatia, pesquisa isso.
O Brasil tá sangrando em 30 bilhões de reais por mês em apostas online. lá uma mãe que fica lá desesperado porque o marido está jogando escondido Eu estou reportando fatos Recentemente apurados por uma pesquisa Salvo engano da CNC Confederação Nacional do Comércio Que eu fiquei horrorizado Compartilhei no Papo das Nove Durante dia útil Foi quarta ou sexta-feira Aí tem a mãe lá Ligada Uma mãe responsável naturalmente O dinheiro está curto A gente deve estar pagando emprestações Está tudo contadinho Aí tem lá um lá um irresponsável, normalmente é o marido, porque o perfil do jogador é homem, 35 anos de idade em média, de família de baixa renda.
Esse camarada quando se perde, porque a ludopatia é a pessoa viciada em jogo. Então, ela fica até irritada quando você diz assim: “Tá jogando muito, hein? Você tá viciado em jogo, hein?” A pessoa fica… Só que aí quebra a banca. Porque jogo de azar tem esse nome. Por quê? Porque é improvável que você ganhe alguma coisa que vale a pena. Vão te dar uma merreca aqui um dia para você se animar. Depois é só prejuízo. Perda, perda, perda, perda, perda. Aí você entra no ônibus, entra num trem, entra no metrô, vai ver a quantidade de gente que tá lá fazendo aquelas apostinhas, não vou apostar R$ 5, vou apostar R$ 10. Aí no final do mês deu quanto? deu um valor que não permite que eu pague o aluguel em dia, que eu pague a creche ou a escola do filho ou o material escolar, que eu pague luz, que eu pague água, que eu pague o condomínio.
E aí, como é que fica? Então, vamos lá. as mães de pessoas adictas, porque elas por vezes se deparam com situações muito difíceis e desgastantes. Quando, por exemplo, um dependente químico de crack — eu já acompanhei como jornalista, eu fui a São Paulo, entrei na Cracolândia, conversei com mães, conversei com adictos em drogas —, eu não estou de orelhado é difícil a situação quando por exemplo a mãe se depara com uma situação limite do filho vendendo bens da família para pagar dívida com traficante traficante de drogas. Ou quando o filho começa a ameaçar os pais para dar dinheiro para pagar as drogas.
E aí, por vezes, a mãe ou denuncia o filho à polícia ou tranca de casa para o filho, de você não mora mais aqui porque se você está se comportando de uma forma que a gente não te reconhece se você representa um risco à nossa integridade física se você está destruindo um lar que foi criado criado com tanto sacrifício para te acolher e você tá sabotando a harmonia desse lar, a gente não tá vendo em você nenhum interesse em procurar ajuda. A gente já procurou especialistas, a gente já se ofereceu para ir junto com você lá, coisa e tal. Se você tá negligenciando tudo isso, nós não temos o que fazer aqui agora com você. Quando você quiser ajuda, você sabe onde procurar. A gente tá aqui.
Agora, nesse momento, a gente não tá percebendo nenhuma inclinação sua para procurar ajuda. E isso, não obstante, também nos coloca numa situação de risco. Essas situações ocorrem. Essas mães hoje provavelmente estão dilaceradas. Elas estão numa situação de aflição, sem saber direito o que fazer, como fazer, de que jeito fazer, onde procurar ajuda a elas. Eu endereço e peço a vibração de vocês para endereçar a essas mães. Pensem nelas hoje. Vibrem por elas. Não são poucas que estão numa situação muito aflitiva e que a data, Dia das Mães, rememora, relembra essas questões tão demandantes de tempo e energia. Quero homenagear com muita satisfação as mães que adotam filhos.
É um gesto de amor assim que você para para pensar, você entra naquela lista porque tem todo um protocolo burocrático que precisa existir. Você não pode deixar uma criança que tá vindo de orfanato na mão de qualquer pessoa. Então existem ah como disse de checagem, observação, levantar ficha, vai lá um representante do juizado de menores tem lá os nomes certos me parece que é um uma é a área da justiça que cuida de adoções. E aí você vai ter todo um acompanhamento que não é rápido para ver eh quem é o adotante e aí você vai criar o filho dos outros, cara. Você vai emprestar seu sobrenome, você vai cuidar como se fosse um filho que saiu do teu ventre, né?
E você vai consagrar o amor maternal a uma criança que não saiu de dentro de você. Eu não tenho palavras para isso. Eu conheço mães adotantes que eu admiro profundamente. Eu eu sinceramente acho que é um é um carimbo muito importante no projeto evolutivo. Um ser humano que legalmente assume a… Eu ia falar pátrio poder, não é essa expressão, acho que não. Você assume a responsabilidade legal por uma criança. E eu acho lindo porque você vai, eu já fiz matéria, já fiz programa sobre isso também.
É bom ser jornalista e bater papo assim sobre esses assuntos, porque o jornalista ele joga nas 11, a gente já fez matéria sobre quase tudo e você vai resgatando no Arquivo Mental essas ponto um não sei se continua assim da última vez que eu fiz reportagem a maior parte das crianças que estão para dos adotantes, dos candidatos a serem pais adotivos querem crianças eh de idade, quanto mais baixa, quanto mais bebezinho, mais fofinho, melhor. Então, quando a criança vai envelhecendo, a chance dela ser adotada diminui. E quer a criança branquinha, lourinha, de olhos claros. A última vez que eu fiz a pesquisa era essa a característica prevalente por parte da maior contingente de pais adotantes.
Eu acho lindo quando o pai, os pais adotantes ou a mãe, eu tô falando no dia das mães, a mãe diz assim: "Eu eu quero ser útil, eu quero ajudar, eu quero uma criança com problemas de saúde graves, eu quero uma criança que tenha passado por maus tratos e tenha sofrido a ruptura do lar e seja encaminhada pela justiça ao orfanato, porque ela estava correndo o risco de morte da casa dela. Ela, esses pais existem e essas mães, eu não tenho palavras para dizer para dizer quem elas são. Eu não tenho palavras para O que é uma mãe que tem esse amor assim epidérmico, né?
O exercício da maternidade, ele que ele seria endereçado ao filho que saiu das entranhas dela, é o mesmo amor que é endereçado à criança que tá sendo adotada. É essa capacidade de amar indistintamente. Eu acho isso lindo, acho isso especial. Em diversas passagens da Bíblia, eu fiz essa pesquisa antes, há a comparação do amor de Deus ao amor de mãe. E acho isso muito bonito. Também quero homenagear aqui as avós que são mães. Você conhece alguma? Eu conheço. Tem e tem tias que viram mães, tem madrinhas que viram mães. Ou seja, não é adoção, como eu falei há pouco, formal, mas é a adoção informal. Eu fui criado pela minha avó, eu fui criado pela minha tia, eu fui criado pela minha madrinha.
É um barato isso. Você você no dia das mães convidar tua avó, dar presente paraa tua avó. Eu acho isso sensacional. A avó foi mãe duas vezes, cara. Tem que ganhar presente, muito presente, né? Isso é, eu tô brincando, tem a visão comercial do Dia das Mães, não precisa dar presente. que ter a gratidão, tem que ter a homenagem. É bom ter. É legal se lembrar. Mas eu acho barato que você tenha mães postiças ali Sabe aquela coisa do estepe? E a mãe faleceu, desencarnou, quem é que vai cuidar? A mãe eh sofreu uma patologia grave, não tá em condição de exercer a maternidade plena. Quem é que vai tá ali assumindo as rédeas?
Porque é rédea, porque em última instância as crianças elas são tuteladas, elas não têm autonomia, elas precisam de orientação. Isso é a lei que diz até você alcançar a maioridade, aí você é senhora ou senhor do próprio nariz. Então eu queria homenagear aqui as mães postiças que adotam informalmente os filhos dos outros. Fala assim: "Não tá comigo, vem para cá". Também quero homenagear as mães que, normalmente… Olha só, eu já falei das mães que, com muita dificuldade, não têm creche por perto, têm que abdicar do trabalho e coisa e tal. Agora eu quero homenagear mães que não terceirizam a maternidade, porque é a mãe que diz assim: "Eu tenho que cuidar da minha vida".
Veja, eu só vou observar o que existe por aí. Eu não vou abdicar de nada do que eu já fazia quando era solteira ou antes da gravidez. E quando tiver filho? Ah, quando tiver filho, eu vou deixar com a babá, vou deixar com o tutor, vou matricular em vários cursos. vai fazer inglês, vai fazer francês, vai fazer jiu-jítsu, vai fazer natação, vai pra escolinha de futebol, a escolinha de dança, e no final do dia chega exaurido lá em casa. Ótimo, que não me dá trabalho. Então, parabéns às mães que resistem à tentação de terceirizar missão, porque maternidade é missão. maternidade é, a gente vai falar no finalzinho, já tá chegando finalzinho, tem que ir rápido.
Tem tem questões envolvendo a maternidade, onde essa terceirização ela traz problemas, porque missão dada missão cumprida. veio por seu intermédio. O que se espera de você é devido à atenção porque tá em jogo ali. Eh, eu escalei um time de futebol aqui com as mães especiais aqui. A 11ª e última. Mães que entendem a necessidade dos filhos seguirem o próprio caminho. Mãe que não fica eh criando apego, né? Aquela coisa: “Fica na aba da minha saia aqui a vida toda”. Aí você fala assim: “Fulano, como é que você vai fazer isso sem falar comigo antes? Por que que você não falou comigo antes para tomar essa decisão?” Sabe mãe que não consegue se desvencilhar? É compreensível, mas não é desejável.
Hermínio Miranda, já falei desse livro aqui há pouco tempo, Nossos Filhos São Espíritos. O papel de mãe e de pai é educar, preparar, forjar princípios e valores, o caráter dessa criaturinha para que ela consiga, no momento certo escolher os próprios caminhos, que ela tenha a segurança emocional e intelectual de escolher as próprias rotas, sem ficar pedindo toda hora: mãe, Mãe… Mãe… Não, não, não, não, não, não. E quanto mais você cria o filho para ter asas, mais ele, no momento oportuno, haverá de reconhecer a bênção de ter tido uma mãe assim. Porque a mãe que aprisiona o filho, esse vínculo, ele excede o que seja razoável e ele cria ou ele atrofia as asas que os filhos devem ter.
Os filhos têm que ter asa. Quando a mãe desde cedo vai, sabe, tolindo a capacidade de voar, essa maternidade, ah, mas é por amor. É, mas o amor pode sufocar, o amor pode asfixiar. A gente chama de amor, mas isso talvez não seja amor. É uma questão. último, mas não menos importante, Lembrar aqui do ponto de vista estritamente espírita, como já falei, nós somos reencarnacionistas, significa dizer que todos nós temos, a partir da partir das reencarnações, o exercício evolutivo seguindo o seu ah curso no autoburilamento na reforma íntima do ser, adquirindo o conhecimento adquirindo ética moral.
Quer dizer, eu vou ter o desenvolvimento intelecto moral que vai retirando do meu ser a soma das muitas imperfeições e eu vou acumulando virtudes que vão me tornando uma pessoa leve, uma pessoa que tem a capacidade de fluir, a saúde integral, a felicidade plena. Esse é o caminho da luz, é da libertação das nossas imperfeições. Isso não é possível sem que a gente venha ao mundo para exercer diversos papéis ou termos diversas experiências. A maternidade é uma delas, porque o espírito, o espírito desencarnado, a nossa condição essencial de espírito, na nossa crença, nós somos assexuados. Nós não temos um gênero sexual.
Nós temos características prevalentes das últimas encarnações, como homem ou como mulher. Agora, todos nós, essa é a crença dos espíritas. Pode não ser a sua, não tem problema. Teremos encarnações como homem, como mulher, como o preto, como o branco, como o rico, como o pobre, tendo saúde, mais vinculados a uma patologia. isso é aprendizado, tudo isso traz ensinamentos eu acho que a experiência da maternidade, eu falo isso sem nenhum conhecimento de causa, se eu fui mulher e engravidei e fui mãe, eu realmente não tenho esse registro mas eu acho que essa é uma informação ou essa é essa é uma formação, essa é uma experiência riquíssima. então que a gente valorize no dia de hoje a memória das mães que fizeram a passagem eu já fiz aqui a minha encomenda, já conversei com dona Márcia hoje hoje, lembrei dos abraços que eu dava nela.
Era, ela era baixinha perto de mim, eu pegava ela e sacudia, cara. Ficava com as perninhas assim, ó. E ela achava graça, mas eu sabia que daí a pouco eu não podia mais dar esse abraço, porque é um abraço de risco, né? mas eu dei esse abraço de risco nela hoje de manhã, agradecendo onde você estiver amanhã Eita, que saudade, coisa louca. Mãe, quando cumpre missão deixa um buraco no peito. Esse buraco é sinal de amor que continua essa relação existindo nos dois planos da vida. Isso é bom a gente sentir, é bom acreditar, é bom sentir, é bom todo. Elas vão, a gente fica, mas onde elas estão, elas continuam zelando por nós. E isso é ótimo da gente lembrar que acontece.
Ótimo domingo, fiquem com Deus. Até a próxima, se Deus quiser. Tudo de bom.


