Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)
Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
elrônicos das redes sociais. É um prazer enorme. Estou aqui de verde, verde da esperança, acompanhado das minhas amiguinhas verdes vivas aqui, que emprestam uma energia toda especial nesse cantinho do meu cafo e laranjeira. Está começando mais um papo das 9 ao vivaço e que a gente hoje como sempre é o propósito aqui desse encontro virtual que eu alegremente, vocês não sabem como eu sou grato a vocês por poder fazer aqui esse encontro. É um encontro.
Eu tô conversando com vocês e eu vejo às vezes não dá para acompanhar os detalhes, vocês estão lá trocando figurinha entre vocês. Tem um grupo que foi, já falei disso, fundado a partir do Papo das ve com pessoas que se conhecem, começaram a trocar entre si e começaram a estabelecer objetivos próprios, completamente aleatórios, assim, a minha participação, expectativa, vontade, é coisa de vocês. Eu acho isso absolutamente legítimo. Sensacional. E lembrando aqui qual é o o fio da meada, que que a gente tá fazendo aqui?
Primeiro, promovendo saúde psíquica emocional, informação que ajude a gente a pensar, ajude a gente a descobrir o que nos é possível fazer para no dia a dia, porque não é uma vez ou outra, tem que ser no dia a dia, a gente realizar movimentos na direção do equilíbrio, da serenidade, da harmonia. Porque nenhum de nós, a bem dizer, está livre do risco de entrar numa espiral por invigilância, por desatenção, que resulte num numa perda da qualidade de vida a partir exatamente do desprezo da insignificância atribuída aos exercícios espirituais. Então vamos começar um exercício espiritual aqui, abrindo, pedindo permissão aqui aos amigos, né, invisíveis, pra gente começar refletindo sobre uma mensagem deste livrinho. Tem tantos livrinhos por aí que prestam esse serviço maravilhoso de através de uma mensagem curta, mas certeira, abordando algum aspecto do nosso universo de vida. os desafios da existência, questões que a gente vai levando, mas tem uma hora que não é mais para levar, é a hora de botar o pé no freio e falar: "Vamos encarar, vamos ver o que que dá para fazer e de que jeito".
Então, a gente pede ajuda aos amigos aqui espirituais, mestre pastorino e companhia, para que eu seja um instrumento maleável, meio adequado, uma ferramenta útil, abrindo aleatoriamente numa página que possa merecer alguma reflexão da nossa parte. Opa, 286 que diz: "Expale por todos a alegria que vive dentro de você. Seja sua alegria contagiante e viva, a fim de expulsar a tristeza de todos os que te cercam. A alegria é uma tocha de luz que deve permanecer sempre acesa, iluminando todos os nossos atos e servindo de guia aos que se chegam a nós. Se em você houver luz e você deixar abertas as janelas de sua alma por meio da alegria, todos os que passarem pela estrada em trevas serão iluminados por sua luz.
Quem nos ensina alegria foi o insite que me veio, as crianças. As crianças nos ensinam a alegria espontânea, verdadeira por nada. Ah, que ela não tem em casa comida, é uma criança subnutrida, é uma criança que tá lá sujeita a muitos problemas se não tiver uma nutrição adequada. vai ver como é que essa criança, com o restinho de energia que ela possui, ela vai brincar. a brincadeira ou a predisposição à brincadeira, essa alegria que vem de dentro, porque é o o assim na sua inocência, a criança ela prioriza o que nós adultos também deveríamos priorizar, que é esse estado de graça, de encantamento, de querer alegria, de querer se divertir.
E aí a Cristiane Claudino já antecipou a outra coisa que eu ao ler a mensagem associei. Os animais. Os animais durante a pandemia, vocês se lembram, a gente falou muito isso aqui durante a pandemia, que o Papo das Nov já é já é uma criança de 6 anos. Eh, os animais salvaram muitas vidas, né? Porque no meio daquele pandemônio, a Covid lotando os hospitais, mortalidade em alta, sem perspectiva de vacina, isolamento social, quem tinha um animal por perto, normalmente são animais domésticos, cães e gatos, mas não apenas.
Mas os cães e gatos, majoritariamente, penso eu, determinaram a sanidade de muitos de nós. Porque os animais também do jeito deles e por outras razões, não vou comparar os animais às crianças, são diferentes níveis de alegria, espontaneidade e contentamento, mas eles nos alegram, nos distraem a cuca, os animais fazem com que a gente se eh sintonize com aquilo que não é mais a toada da do pessimismo, das preocupações. ações, etc. Então, eh, a gente também sempre denuncia aqui a positividade tóxica, ou seja, as pessoas que procuram forçar a barra e serem felizes, alegres, sem estar sentindo isso de verdade, não é o que pastorino sugere. Essa felicidade tóxica ou essa positividade tóxica, que é o nome que se dá, ela é tão ou mais nefasta do que a pessoa tá por invigilância, acabrunhada e se deixando consumir por uma visão pessimista da vida.
O que a gente tá aqui dependendo da sugestão do pastorino na mensagem 286 é que a gente tem condição, porque todos nós temos uma criança dentro de nós. Eu, por exemplo, tenho, eu devo admitir aqui, minha minha filha mais velha, Larissa vive dizendo assim, os amigos dela falam assim: "Nossa, teu pai parece sério, né? Cara sério". Aí a Larissa começa a rir, porque a Larissa me conhece nos bastidores. A gente faz eh muita presepada as brincadeiras entre nós, assim, as bobagens do dia a dia, as imitações, as piadinhas sem graça, mas que são engraçadas por serem sem graça.
A gente brinca. Tem uma música do Guilherme Arantes muito bonita que fala que que na voz da Maria Betânia explodiu. Quem me chamou e vai querer voltar pro redescobrir seu lugar. Como é que é? É sempre assim.
Histórias não t fim. Continua sendo que você responde sim à sua imaginação. A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não. E aí o refrão é: Agora é brincar de viver. Agora é brincar de viver.
Linda música. Eu eu pretendo amar a todos que encontrar pelo meu caminho. Quero ser feliz. Quem andar comigo vem agora. É brincar de viver.
A arte de sorrir cada vez que o mundo diz não. Valeu, pastorino. 286. Que golaço. Nossa, bonito, bonito.
Vamos seguir em frente. Sugestão de leitura. Saindo do forno. Novinho o livro. O livreiro de Gaza.
O livreiro de Gaza. Rashid Benzini é o autor marroquino, cientista político, profundo conhecedor do islamismo, autor de outros seis romances aclamados pela crítica, condecorado com a Ordem Nacional do Mérito na França e no Marrocos. Muito bem. O livreiro de Gaza versa sobre o quê? Em meio à devastação de Gaza, um fotógrafo percorre as ruas e vielas em busca de registros para o ocidente.
Ele chega a um bairro menos afetado e se depara com uma cena que parece inusitada. Entre ruínas empoeiradas e páginas amareladas, o senhor está sentado diante de uma vitrine repleta de livros, lendo serenamente, como se esperasse. Mas o que ele espera? Talvez alguém que finalmente pare e o escute. Os livros que ele segura não são meros objetos, mas sim fragmentos de uma vida, ecos de memória, as cicatrizes de um povo.
E aí ele começa a conversar com esse senhor que tá em frente a essa livraria. E assim começa a Odisséia de um palestino que escolheu as palavras como seu refúgio, sua resistência e sua pátria. Então eu recomendo por várias razões. A primeira delas é a gente, se tiver acontecendo com você, por favor, não permita ter essa leitura preconceituosa que eu vou passar agora. entender que todo palestino é um terrorista.
Ah, é o Ramás. Tudo ali é Ramis. Não caia nessa armadilha, tá? Segundo, até hoje o governo de Israel não permite a entrada de jornalistas profissionais e vetou também o acesso de organizações humanitárias em casa, o que é algo deplorável. Deplorável.
Então, a memória de um povo, os registros de uma cultura, o livreiro de Gaza de Rachid Benzini é a nossa forma de contribuir, editora intrínseca, de contribuir pra gente acessar outras histórias, outras culturas, porque o conhecimento liberta, não é o conhecimento das redes sociais. Não é o conhecimento preconceituoso dos haters, não é a lógica dos senhores da guerra que estão determinando aí uma visão de um mundo onde você olha a volta só tem inimigo, só tem gente te ameaçando. Isso é é quase um surto psicótico. Esses caras estão no poder. Então, o livreiro de Gaza, vamos conhecer melhor do que se trata.
Uma cultura que tá sendo apagada. Você começa a destruir uma cultura quando você eh dissocia um povo da sua terra, da sua memória ancestral, dos registros históricos dessa cultura. E aí se dá o processo de apagão. Isso é muito sério, muito grave e tá passando por aí assim um tanto diluído, na minha opinião. O livreiro de gás Arrachide Benzini tá aqui.
Sugestão de Hoje, em vez de pedir uma doação para uma instituição que precise, coisa e tal, eu vou fazer um pedido eh especialmente pais ou responsáveis, porque estamos no início do período letivo em muitas escolas e universidades. Na PUC, eu comecei a dar aula na semana passada, nas escolas começou mais um pouquinho para trás. E eu já tô vendo notícia de bullying. Eu já tô vendo notícia, desculpem a franqueza, mas a notícia de hoje que eu vi, um caso, salvo engano, ocorrido no estado de São Paulo, um menino que foi alvo de violência sexual cometida por quatro outros alunos mais velhos dentro do banheiro da escola. E ontem um colega ou uma colega, não quero nem dizer qual é o sexo, uma pessoa conhecida minha no meu trabalho reportou um incidente na escola onde o filho ou a filha estuda, não quero dar nenhuma pista, de eh bullying, bullying, que foi algo gravíssimo.
e que a escola num primeiro momento não deu a o devido encaminhamento para esse caso e o pai ou a mãe, não vou dar pista nenhuma, desse menino ou dessa menina que foi alvo do bullying, teve que correr atrás do prejuízo, teve que cobrar da da escola, ameaçando ir a polícia, se a escola não fizesse o que deveria fazer, enquadrando esses meninos. pelo que eles fizeram em relação a esse colega. Já tô falando de outro caso, né, do estupro no banheiro. Então, dois incidentes. Aí eu, opa, se você é pai ou responsável, fique ligado.
Se o seu filho ou sua filha promoveu bullying, errou, não participando, não alivia. Com amor e respeito, chame a atenção da gravidade do seu filho ou da sua filha ter participado disso e cobre da escola a aplicação das providências cabíveis, entre as quais advertência, afastamento, pedido de assim a retratação pública do menino ou da menina. Eu errei, eu peço desculpas. E os pais do lado dizendo, nós estamos aqui coletivamente, a família pedindo desculpas pelo mal causado. Agora, se você é pai ou mãe de quem sofreu bullying na escola, igualmente procure se informar sobre seus direitos.
Seus direitos implicam em deveres da escola e das autoridades competentes, leia-se polícia ou Ministério Público para acionar a justiça, dependendo da gravidade da violência cometida. Então, tudo isso para dizer. O ano letivo já começou, já começa a pipocar no noticiário casos graves de bullying. Vou chamar de bullying como uma palavra que abarca várias violências, tá? E que a gente não se omita.
Não se omita na condição de pai e mãe o responsável de quem produziu bullying, quem é o responsável. Pai ou mãe é o responsável de quem sofreu bullying. Isso é muito sério. Educação de verdade não é passar pano pro filho ou pra filha dizendo: "Olha, eu já salvei tua pele na escola, não vai acontecer nada com você, mas não faça isso de novo." Isso não é educação. Na minha opinião, na minha opinião, é necessário que os pais entendam a necessidade de se aplicar uma sanção, advertência e a retratação.
Fundamental, não dá para não ter a retratação. E a retratação de verdade não é aquela coisa, eu tô aqui para pedir desculpa. Não, o menino é uma menina com os pais ao lado. Olha, foi terrível o que aconteceu. Nós pedimos desculpas encarecidamente.
O que nós podemos fazer para tentar reduzir o dano causado? Eu acho que é por aí, tá? Sigamos em frente. Queria fazer aqui um breve comentário, repetindo o que eu falei há pouco ao vivo na Globo News aqui do meu cafofo. Quando vocês me vem assim mais elegante, é que eu tô eh pelo menos da cintura para cima, [risadas] pronto para entrar no ar na Globo News.
Ah, André, quer dizer que com a gente bota aquelas camisas assim de malha. Gente, nós somos íntimos. Vocês estão aqui na minha casa, vocês não são visita, vocês estão, a gente tá junto, né? Então, uma vez eu fui repreendido por uma pessoa que assistiu o papo das falou assim: "Pô, André, essa camisa aí, pô, camisa de malha meio esgarçada, não sei o quê". Eu falei: "Olha, me desculpa, não mea pelas roupas que eu uso, né?" E segundo, é um atestado de confiança e de intimidade.
Eu, sinceramente, eu entendo que existem diferentes interpretações. Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, é diferente de São Paulo, quando você fala assim, vamos comer fora. No Rio de Janeiro tem restaurante que eventualmente é bom, que não tem problema for de bermuda, for de chinelo de dedo. Em São Paulo tem lugar que você não entra, com chinelo de dedo, com bermuda. Não, não, não, não, não.
Aqui não é assim não. Eu não tô dizendo o que que é melhor ou pior. Cada um com seu cada um. Eu sou do Rio de Janeiro. Eu sou uma pessoa que procura frequentemente educar o meu olhar para não julgar pelas aparências.
Não quero julgar ninguém pelas aparências. O dia que eu não precisar ficar me regulando, quando eu introjetar esse conceito, eu terei dado um passo importantíssimo no meu processo evolutivo. Eu não quero julgar as pessoas pela cor da pele, pelo tipo de cabelo, se ela tá acima ou abaixo do peso, se ela é rica ou é pobre, se ela tem um nível de instrução melhor ou pior, se ela acredita em Deus ou não acredita em Deus. Eu não quero ser suscetível a nenhum tipo de preconceito a partir de um aspecto, um aspecto fisionômico, cultural, linguístico da pessoa. Não quero.
E e eu acho que eu sou uma pessoa melhor quando me lembro disso, quando eu me lembro de não fazer pré-julgamentos. Mas enfim, simbora. Deixa eu falar para vocês, tem os impactos ambientais das guerras. Eu preciso falar um pouco sobre isso antes de partir pro pra questão de hoje do papo das ve que rendeu ótimos encaminhamentos, reflexões e perguntas de vocês, que é resistir ou desistir? Daqui a pouco a gente vai ver o que vocês mandaram.
Impactos da guerra. Já foi registrada uma chuva negra em Teirã, capital do Irã, que está sob intenso bombardeio das forças militares de Israel e dos Estados Unidos. Então, eu fiz um estudo muito breve, compartilhei de manhã na Globo News, sobre os impactos ambientais da guerra. Primeiro, o maior desastre ecológico de uma guerra é a perda de vidas humanas, porque nós somos parte da natureza. O meio ambiente começa no meio da gente.
Isto posto quando há drones suicidas, mísseis, bombas, destruindo prédios, estradas, eh shopping center, o que seja, você vai ter num primeiro momento, a emanação de poeira, fuligem, material particulado. aquela nuvem de poeira resultante do da destruição de uma infraestrutura. Óbvio que isso não faz bem pra saúde. Inalar isso é uma desgraça pra saúde. Se há um incêndio subsequente, se há algo pegando fogo, porque muitos alvos militares são refinarias de petróleo por lá, dutos de petróleo, etc.
ou um automóvel, um prédio que tem gás encanado e aí pega fogo. Fogo, combustão, vai liberar substâncias como óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre que estão ali são resultantes da queima. Essas substâncias vão na direção das nuvens, aderem às gotículas de chuva e se precipitam com uma elevada acidez. É a chuva ácida. Pode chover no local onde aquilo aconteceu ou aquela nuvem pode percorrer milhares de quilômetros e produzir chuva ácida em outro lugar.
Que que é chuva ácida? Dependendo nível de acidez, com pH bem baixinho, você pode danificar colheitas, se muda a acidez do solo, se altera a fertilidade da Terra. Isso é muito sério, dependendo da concentração dessas substâncias. Se cair num corpo hídrico, no mar, a diluição obviamente é maior. Não há impacto.
Até onde eu sei, nos corpos hídricos de água doce, rios, lagos, lagoas, você vai ter, dependendo da concentração de acidez, o nível de acidez, impacto sobre peixes e outros seres vivos do reino animal e vegetal. É muito sério. Agora, as pesquisas apontaram dados interessantes. Eu falei agora a pouco de Gaza recomendando um livro. Gasa foi devastada.
Gasa, terra arrasada. Alguns estudos afirmam que as emissões de gases estufa na destruição de Gasa superaram a de pelo menos 100 países. Gás é pequenininha. A destruição de gasa fez com que as as liberações de gases de efeito estufa que aquecassem a de 100 países. Um outro dado que eu achei bem interessante é o fato de que se você somar os exercícios militares em tempos de paz, nem tô falando de guerra, de todas as forças armadas do planeta, então marinha, flotilhas, porta-aviões, destroyers, navios de guerra, aviões de maior porte ou pequeno porte, caças ou blindados e veículos em terra firme, se soma a poluição gerada em tempos de paz por todas as forças armadas do mundo.
Se você reunisse isso e fosse a correspondência das emissões de um país, seria o quarto país que mais polui o planeta das Forças Armadas atrás de China, Estados Unidos e Índia, o quarto maior emissor de gás estufa do planeta, as Forças Armadas. Então veja, é algo assustador. E quando tem guerra, estamos agora vendo o que tá acontecendo no Irã e nos países próximos. Vimos o que está acontecendo e continua acontecendo em Gaza. Vimos já há 4 anos a guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Nós estamos, entre outros terríveis efeitos, principalmente contra a vida humana, pessoas sequeladas, pessoas que têm amputações, pessoas que têm problemas mais ou menos difíceis de resolver depois, que são psicopatologias, transtornos pós-traumáticos, etc. problemas ambientais, o meio ambiente se ressente, entendeu? Vamos partir aqui para a pergunta que deixamos a pergunta, a questão para vocês poderem de alguma forma filosofarem, que é o que me interessa, filosofar. Vamos lá. Então, Ariane fez aqui, ela falou: "André, tem tanta coisa boa que eu tive que fazer aqui uma peneira de 13".
Eu falei: "Jesus, desistir ou resistir direto na veia, pergunta aberta, reflexões livres de vocês. Desistir ou resistir? Carla Sorondo. Como resistir as injustiças sociais sem perder a saúde emocional? A saúde emocional da gente fica profundamente abalada quando a gente se deprime e não percebe o risco de fabricar uma depressão, porque a gente pode escolher esse atoleiro.
A muitas depressões nascem de algo que a gente por invigilância vai deixando consumir a gente por dentro. Ou essa perturbação psíquica emocional tem origem numa revolta, num ódio, numa ira. Você se torna uma pessoa colérica. Você se torna uma pessoa que, por saber como resistir as injusti, como lidar com as injustiças sociais, você se torna uma pessoa desesperançosa e raivosa, digamos assim, ou ter outras respostas que você dá a uma situação como essa que não te favorecem, te drenam energia, não te tranquilizam, não te harmonizam, não te equilibram. Então vamos lá.
Todos nós, em maior ou menor grau, temos muitos motivos no dia a dia para manifestarmos perplexidade, raiva, até revolta. Já falamos aqui e não faz tanto tempo sobre a importância da gente não assumir o padrão eh sangue de barata ou o padrão mosca morta. Nós somos humanos, então é natural que a gente sofra o impacto de certas injustiças. Isso é do jogo, isso faz parte. Como lidar com isso é a questão de cada um, né?
Os impactos das injustiças sociais estão aí. As reações dependem de como cada um de nós lida. Eu continuo achando que quando isso nos incomoda num nível quase insuportável, a gente precisa procurar ajuda. Pode ser uma terapia, pode ser um caminho espiritual ligado a uma religião, a uma tradição espiritualista. Pode ser o encontro com algum pensador, um filósofo que consiga significar esse essa situação para você que te atende.
Portanto, a dor precipita escolhas na direção do quê? Eu preciso entender isso, eu preciso aprender a lidar com isso, eu preciso ser resiliente a isso, que não significa fingir que não está acontecendo. Ser resiliente é levar a pancada e buscar novamente o ponto de equilíbrio. É uma eterna luta do dia a dia. Carla Soro, não tem receita pronta, tem a vontade de seguir em frente ou o nome do meu último livro, a arte de seguir em frente.
Eu vou fazer a minha parte, ainda que eu não resolva o problema por inteiro, me fará bem pro meu espírito, pra minha autoestima, pro meu equilíbrio, para encostar a minha cabeça no travesseiro e conseguir ter um sono minimamente reparador. Eu estou fazendo a minha parte. Bom, minhas respostas não são livres de críticas, nem precisam ser convergentes com a visão de vocês. Eu quando leio uma pergunta, um questionamento de vocês e dou aqui de bate pronto uma resposta, porque eu não li antes, eu tô lendo agora, eu tô exercitando a minha filosofia, meu modo de pensar e tentar resolver para comigo questões que me dizem respeito, porque eu também me deparo frequentemente com questões sobre como eu devo reagir a algo que me incomoda. Adriana_line Ávila.1.
Estamos abandonados no planeta. Existe ainda alguém que zela por nós em outra dimensão? Você tá perguntando isso para espírita, né? Eu vou ter que dar uma resposta que faz sentido para mim, ainda que não seja a sua linha de fé. Nós acreditamos que nunca estamos desamparados, nunca estamos sós.
E quando a gente tem esse sentimento, é importante buscar uma conexão. E se você busca do jeito certo, se você busca com sinceridade de propósito, se você se afasta do burburinho, se você procura fechando os olhos, você pode ler um texto que precipite uma mudança de sintonia e uma frequência mais elevada e você vai buscando mentalmente ou você vai falando sem precisar usar palavras rebuscadas, mas deixa sair a voz do coração e fala com a tua verdade, do teu jeito. Senhor, que que tá acontecendo nesse mundo? Eu não aguento mais. dos jeitos.
Fala o que vem ao coração, mas fala com sinceridade. E ao falar, tenta depois, na sua quietude, de preferência com os olhos fechados, para não dispersar através da visão alguma coisa. Qual é a ressonância? Qual é o feedback? Que que tá vindo depois da tua manifestação?
OK. Vinícius. Reis ponto não. Vinícius_reis_81. Às vezes desistir não é mais sábio do que resistir.
Eu acredito que sim. Existem movimentos erráticos que são da nossa responsabilidade. Você escolheu e não deu certo. Não é nenhum demérito, nenhuma deshonra desistir. Pelo contrário, é sinal de maturidade, é sinal de evolução.
Portanto, a desistência de um projeto, desistência de uma situação que você diz, eu não não quero mais ter isso, não quero mais vivenciar essa experiência. Isso é o seu poder discricionário, é o poder da escolha. Só evolui, só é possível evoluir a partir das escolhas que a gente faz. E nem todas as nossas escolhas são as melhores. Então, quando a gente descobre que aquela escolha não está nos levando a nada, ou a expectativa que se tinha em torno de alguma coisa que viesse dali, não tem mais razão de ser, desistir.
Qual o problema? Portanto, Vinícius, acho que você foi, acho que você já tem essa convicção. Acho que a tua pergunta já traz, é o meu feeling aqui a resposta. Você sabe que existem momentos na vida em que desistir é a coisa mais sábia a fazer. Quer quer ver um exemplo?
Quando alguém te provoca e quer discutir, você vê que a pessoa tá beligerante e você desiste conversar. Você fala assim: "Não, tudo bem. Ah, você vai ficar calado aí. Tô a fim de discutir com você. Ah, tá desistindo.
É, tô desistindo. Não é uma grande questão para mim levar à frente essa conversa. A sua posição tá colocada. Eu discordo, mas eu entendi o que você pensa. Eu não tenho essa opinião.
Você vai pro teu lado, eu vou pro meu lado e a gente toca a vida. É difícil fazer isso. O orgulho de cheg assim, eu quero ganhar essa discussão, eu quero ter a palavra final. Ih, quanta ruína tá embutida nessa proposta. Fadada ao fracasso.
Márcia RB Souza. André, como saber se é karma ou se é dependência emocional? Ih, cara, isso daí, olha, não, pelo amor de Deus, a pergunta é boa, é profunda, cada caso é um caso. Eu não tenho competência para falar, é isso que define karma, é isso que define dependência emocional. O espírita não usa a palavra karma.
Isso alude as tradições do Oriente, especialmente na Índia. O budismo também fala em karma. Nós não, nós falamos em lei de causa efeito, nós falamos de reencarnação, nós falamos de reencontros com pessoas. Em todas as encarnações haveremos de encontrar aliados e, entre aspas, inimigos ou pessoas que não vão muito com a nossa cara e a gente também não vai muito com a cara delas. E obviamente nesses reencontros estão certamente embutidos desafios de convivência.
de amortização das diferenças. Você não precisa pensar igual, mas você vai lidar com o diferente de uma maneira mais sábia, educada, civilizada para o seu conforto. Então, dependência é uma palavra invariavelmente ruim. Ela traz invariavelmente um significado de dor, sofrimento, desprazer, né? Dependência não é bom.
Dependência emocional não é algo legal, né? E uma das perspectivas de evolução que eu acho mais importantes é o exercício da impermanência. Tudo se transforma ao longo de uma vida, o tempo todo, a começar por você, na sua estrutura física e na sua forma de pensar e sentir. Nós estamos em constante mudança. Você pode não perceber, mas muda.
Muda muita coisa de forma sutil às vezes, mas muda. E a gente precisa, a partir da impermanência, exercitar o desapego. Aonde há desapego, não há dependência. Essa é uma conquista espiritual, penso eu. Eh, recoutinho underline, existe um limite saudável entre persistência e teimosia.
Como identificar essa linha? E teimosia tem uma conotação invariavelmente negativa, né? Teimoso. Você é teimoso. E a persistência costuma ter uma conotação positiva.
Eu não sei se essa linha tá sempre bem demarcada, viu? Às vezes a gente pode chamar o que é persistência de teimosia. Às vezes a gente pode chamar teimosia, o que é persistência. Tá aí. Eu não tenho uma resposta para isso.
Tem outra música do Guilherme Arantees que eu gosto também. Às vezes a gente sofre de teimoso quando esquece do prazer. A Deus também foi feito para se dizer bye bye, sou longel. A Deus também foi feito para se dizer. Bye bye.
So low farewell. Às vezes a gente sofre de teimoso. Aí a teimosia mais uma vez tá colocada numa conotação negativa, não é isso? Vem várias coisas à cabeça, mas eu não posso me perder aqui. Esse debate da Teimosia é bem interessante, né?
Bem interessante. Stefânia. Como se fortalecer para resistir diante de tantos acontecimentos? Essa é a pergunta chave que a gente aqui no Papo das ve lá na largada há 6 anos atrás em diferentes resoluções, sempre traz. Como é que a gente se fortalece no dia a dia do ponto de vista da nossa resiliência psíquica, emocional?
São muitos os caminhos. Terapia é um caminho, é cuidar bem do corpo é um caminho, é escutar boas músicas, ler bons livros, mensagens edificantes, sim, prece é um caminho bacana, fundamental. Meditação ajuda, ajuda muito. Cultivar boas amizades faz a diferença. Faz a diferença ocupar a sua cabeça com atividades que você se sinta útil é algo terapêutico que também ajuda a gente a ter estrunfe.
[risadas] Faz a diferença, né? Fora da caridade não há salvação. Não é só eu tenho que fazer o bem. Tem que fazer o bem, cara. O bem te rejuvenesce, o bem te inspira, o bem faz o teu olho brilhar.
O bem faz você sorrir, o bem faz você ter a consciência livre, leve. Então tem uma profundidade a história do fora da caridade, não é salvação. Quando você asfixia o seu egoísmo, afasta o teu orgulho, deixa a vaidade de lado e toca a vida na direção de um coração pulsante, sem medo de ser feliz, sabe? Tem aquelas pessoas que dão, você dá bom dia para pessoas, pessoas dizem assim, bom dia para quem? Você já viu que aquela pessoa tá vibrando numa frequência muito complicada?
Aí você que vai descobrir nesse momento, dependendo de quem for a pessoa, de quem, do momento que você tá ali, se você desculpa ter, desculpa ter saudado você, mas bom dia assim mesmo. E toca o barco, ou então você, poxa, meu irmãozinho, pelo que eu tô percebendo, você tá tá meio carregado. Posso te ajudar? Aí é com cada um. Aí é o feeling, é o momento, são as circunstâncias.
Luísquio Silva, resistência é sinônimo de rebeldia. Depende do ângulo. Você ter a situação em que a resistência é algo que moralmente te fortalece, alguém que não é você vai dizer: "E rebelde", né? Eu vou confidenciar vocês anos atrás na Globo News, que tá completando agora 30 anos, né, três décadas de existência, houve a segunda invasão dos Estados Unidos ao Iraque, que foi uma invasão não respaldada pela ONU e pela maioria absoluta dos países, porque ficou claro ali que o George W. Bush tava se baseando em informações completamente fraudadas sobre o Iraque.
E aí as agências de notícias internacionais ligadas a aos Estados Unidos falavam que a resistência iraquiana era de rebeldes, rebeldes iraquianos. Dentro da redação da Globo News, a gente teve um debate. E cá, eles são rebeldes, se invadem o Brasil e você se levanta contra a invasão, você é um rebelde? Não, você não é um rebelde. Você entende o que eu digo?
Essa conotação da rebeldia, ela é útil para uma parte do debate lá que vai dizer: "Você é rebelde." Por quê? que você tá resistindo a algo que eu defendo. Só que dependendo do ângulo da questão, você vai dizer: "Esses que a gente tá chamando de rebeldes, eles estão lutando pelo país deles. Eles não são rebeldes." Vocês entendem o que eu digo? Não é simples, não é uma questão.
A semântica aí ela vai, eu diria, ser colocada de acordo com as circunstâncias, na minha opinião. Sandra Basil 1, desistir de lugares ou pessoas consideradas tóxicas não seria um tipo de ego sem compaixão? Não, eu tenho uma opinião diferente. Cada um sabe a dor e a delícia de ser quem se é, diz Mestre Caetano. Pessoas tóxicas intoxicam.
A questão é saber se o seu nível de resistência a essas toxinas é suficiente para você, de maneira altruísta manter-se ali e dizer: "Estou aqui pro que der e vier". Porque dependendo do nível de toxicidade, você precisa cuidar primeiro de você. Ama o próximo como a si mesmo. É aquela história do avião. Quem já viajou de avião sabe que antes dele decolar, taxeando na pista, o comissário de bordo, aeromoça dão as instruções, afivélio cinto, coisa e tal.
Aí tem a instrução. Em havendo a despressurização da cabine, máscaras cairão sobre as suas cabeças. E aí se diz, se tiver uma criança ou alguém capacitado do seu lado para pegar a máscara, coloque primeiro a máscara em e depois ajude os outros. Porque você poderá colocar em risco a sua vida e até a dos outros. Se você na embalado no altruísmo falar tudo pelos outros, nada para mim.
Para você ser alguém capaz de ajudar o próximo, para você ser alguém capaz de fazer o bem, aonde isso for necessário, você tem que reconhecer os próprios limites. E esses limites só você conhece ou deveria conhecer. Então, repetindo a pergunta, e é só uma opinião, não sou uma autoridade no assunto, a Sandra tá perguntando: "Desistir de lugares ou pessoas consideradas tóxicas não seria um tipo de ego sem compaixão? Cada caso é um caso. Não vou generalizar, mas da forma como você formulou a pergunta, minha resposta é não.
A compaixão tem que ser compatível com a minha capacidade de ser compassivo. Eu não vou forjar quem eu sou. Eu não vou eh arriscar a minha sanidade, porque meu dever é amar incondicionalmente. Não, só ame incondicionalmente quem pode. Quem não pode vai aprender a amar e dar doar-se na medida das tuas possibilidades, senão você vai naufragar fragorosamente.
as pessoas que têm vocação religiosa e vão buscar, digamos, uma vida sacerdotal dentro de uma tradição, dentro de um, elas reconheceram, penso eu, essa capacidade de renúncia à vida lá fora, material, e eu vou me doar por inteiro nessa direção. Se a pessoa escolhe uma vida monástica sem estar preparada para aquilo, temos problemas ou desastres, anuncia Franc quando resistir afeta a saúde mental e física. Essa é uma questão que a gente tava comentando há pouco. A resistência ela tem que ser compatível à tua força, cara. senão você tá se violentando.
Ah, eu queria tanto ser uma pessoa assim, assim, assado. Se você não é, considere que ser quem se é não é pouca coisa. Faça aquilo que você entende que consegue de coração, de forma genuína, legítima, oferecer. Mal comparando, é como numa academia de musculação, você tenta levantar um peso acima da tua capacidade física. Isso pode ameaçar você.
Você pode tá assim de vídeo horroroso, horrorosos os vídeos das pessoas que têm fratura com alteres, quebra o braço na academia ou o alteres cai em cima da pessoa, ela morre na academia. É uma coisa horrorosa. Por quê? Porque a pessoa se aventura com um peso que ela não dá conta, tá acima da capacidade dela. Ela não tem estrutura muscular, ela não tem força física para segurar isso.
Que que vai acontecer? Vai colapsar. Eu gosto da ideia, isso é muito espírita. Os nossos guias espirituais, os nossos anjos da guarda, não exigem de nós perfeição. Apenas que a gente consiga fazer o que está ao nosso alcance.
E creia, eu creio. Fazer o que está ao seu alcance não é pouca coisa. Dar o passo do tamanho da tua perna não é pouca coisa. Adrim Correia 42 e Adriana, né? No teu sentir, acho que é ela.
Resistência é atributo do ser humano ou do espírito? Eu não sei. Bom, você tá perguntando para um espírito, qual é a diferença de ser humano e espírito? Você tá conversando com o espírito. Ai André, você é uma assombração.
Não, eu sou um espírito encarnado. Ah, você é um espírito só. O papo das nove é feito por um espírito conectando outros espíritos. E esses espíritos se conectando entre si. Estamos aqui no encontro espiritual.
Hello, bando de espírito. Uh. Só tô conversando com o espírito aqui. Então, eu não separo o espírito de ser humano. Para mim, desculpa, cada um tem a sua opinião.
Na minha corrente de fé não há essa separação. Ah, André, mas você é um ser humano. Você não é um espírito, desculpa, eu sou um espírito encarnado. Eu sou um espírito encarnado. É uma forma de de fazer essa leitura.
Sônia Farjardo Reis. É instinto de conservação que faz o homem não desistir e seguir mesmo com os reveses. Olha, nós trazemos do reino animal de onde somos egressos o instinto de sobrevivência. Então é instintivo sim cuidar, zelar da tua resiliência física, mental e emocional. Temos uma questão instintiva.
você se quer bem em uma condição de saúde mental adequada, nós temos também a contribuição do instinto no sentido de ser um dispositivo, um software, é um aplicativo. O instinto é um aplicativo. Esse aplicativo tá eh com com a gente. Então você vai atravessar uma rua distraídamente. Aí você ouve uma fração de segundo um carro que tá vindo em alta velocidade, você nem pensa, você já opa, leva um susto e recua.
Você pensou na hora de recuar? Não. Quem te salvou do atropelamento? Eu acho que foi o teu instinto. Instintivamente você opta pela tua sobrevivência.
Então, nesse sentido, pode-se dizer, é o que a tua pergunta eh remete. Esse instinto nos protege até a página dois. Nós somos mais sofisticados do ponto de vista evolutivo do que os outros animais, porque nós somos mamíferos de sangue quente. Nós estamos inseridos no reino animal do ponto de vista da biologia. No do ponto de vista espírita, nós estamos num degrau acima, no reino hominal.
Então não é só instinto, Querer-se bem vai além do instinto. Realizar escolhas em seu favor vai além do instinto. Mas o instinto tá ali. Valquíria Gularte. Manter a esperança, boas ações, bons pensamentos é uma forma de resistência.
Sim, eu tô me lembrando aqui eh do humorista de Niterói, Paulo Gustavo, né, que não resistiu a COVID, esperou, mas a vacina não chegou a tempo como para mais de 700.000 brasileiros. E ele disse: "Rir é um ato de resistência e que bate com o que a na página que a gente abriu do pastorino hoje." Então Paulo Gustavo dizia: "Rir é um ato de resistência". Então eu concordo, Valquíria, manter a esperança, boas ações e bons pensamentos é um ato de resistência nesse momento assim de tanta nuvem tóxica de pessimismo, derrotismo, catastrofismo, visões apocalípticas, não tem jeito, não tem saída, não tem. Aí você, opa, não é assim não. Isso é resistência Última questão encaminhada pela Ariane Santos Carminha 54.
Como encontrar forças para não desistir? Quando a gente não sente força suficiente vindo de nós, essa força vinda de dentro de nós, quando a gente não se sente forte o suficiente para seguir em frente, mas a gente presta atenção em quem poderá por nós ser acionado. para nos ajudar a fazer esse movimento, dizendo: "Por pior que esteja a situação, eu vou, mas eu tô precisando de ajuda." Pode ser uma ajuda especializada de um terapeuta, psicólogo, psiquiatra, pode. Pode ser pedindo ajuda ao CV, um desabafo. Vou ligar, não custa nada, é ligação gratuita.
Será que aquilo vai resolver uma questão que tá me incomodando agora? Será que desabafando com uma pessoa da minha confiança, uma pessoa amiga que consiga me escutar sem me julgar, que consiga ouvir meu relato até o fim e por compaixão ao final se perceber que eu tô precisando de um abraço forte, que eu tô precisando de um ombro amigo, que eu tô precisando chorar sem ter vergonha, porque do outro lado tem alguém que me entende e não me julga. Tudo isso está ao nosso alcance, não deixa de ser uma escolha. Mesmo desidratado de esperança, mesmo sofrendo a inanição de não ter por vezes sequer a vontade, o ímpeto de dar o primeiro passo e sair da inércia, a gente pedir ajuda. Pedir ajuda não é feio.
feio é sofrer sozinho e ignorar todo esse amplo arsenal de luz que por vezes até uma pessoa estranha que você nunca viu na vida cruza o teu caminho percebendo que você não tá bem, ousa perguntar, desculpa, eu tô vendo que aparentemente você tá numa situação difícil. Posso fazer alguma coisa por você? É Deus abrindo uma porta no teu caminho para você escolher se quer ficar onde você tá ou se você cruza esse portal redescobrindo a vontade de seguir em Fiquem com Deus. Ótima quarta-feira. até sexta, se Deus quiser.


