Transcrição do vídeo (revisada)
Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
a brutal violência epidêmica contra a mulher. Nós temos uma violência de gênero que vem crescendo em progressão geométrica no Brasil. Eu tenho aqui os dados do ano passado que eu vou compartilhar já já. Portanto, quem espera que o Dia das Mulheres seja apenas um dia pra gente de alguma forma dar flores, levar para almoçar fora, dar um abraço gostoso, parabéns por você ser mulher, tudo isso tem o seu lugar. Se é uma manifestação sincera, legítima, de carinho, de afeto, de amor, todo dia faça isso. Faça isso todo dia, não apenas no dia 8 de março.
O que nós vamos propor hoje é uma reflexão frontal, sem papas na língua, sem pruridos, sem constrangimentos, sobre a razão pela qual vivemos num país. Eu vou falar do Brasil, tá? Vou falar do Brasil. O mundo é muito grande, em que as estatísticas de violência contra as mulheres têm galopado, é um crescimento em progressão geométrica, isso é assustador e isso traz os homens pro centro dessa reflexão. A maioria do meu público aqui é de mulheres. Portanto, todas vocês certamente tem muito mais autoridade, lugar de fala para reportar o que significa ser mulher na sociedade de hoje.
Eu vou me recolher a minha insignificância e fazer uma abordagem sem ser mulher, mas como pessoa interessada em reconhecer as mazelas. que é a cultura machista na qual eu estou inserido e que me influencia, porque é uma cultura que penetra nas nossas entranhas nós estamos intoxicados dessa cultura cultura patriarcal. A gente precisa fazer, portanto, uma releitura de muitas rotinas, hábitos, comportamentos e entender se todas as leis que já foram modificadas, se todos os ajustes pedagógicos na escola que já aconteceram para tentar reduzir a violência contra a mulher não foram suficientes para alcançar esse objetivo, é porque precisamos fazer algo diferente, mais e melhor.
Precisamos ter mais compromisso com essa mudança. Deixa eu pegar os dados do ano passado. Apenas no ano passado nós estabelecemos um recorde de feminicídios no Brasil. Feminicídio é quando o crime que significa a morte de uma mulher, o assassinato de uma mulher, se dá apenas e tão somente pelo fato de ela ser uma mulher. No ano passado foram 1.568 mulheres assassinadas, casos pelo Código Penal configurados como feminicídio. 1.568 mulheres. São dados oficiais, porque há a subnotificação, vários casos de mulheres que foram assassinadas por serem mulheres e isso não foi oficialmente registrado. Esse índice, esse número significa um aumento de 5% em relação ao ano anterior. é o maior número de feminicídios já registrado no Brasil, o que dá uma média de quatro casos por dia ou um caso a cada 6 horas.
Isso apenas no ano passado. Bom, alguns avanços na legislação, por exemplo, tornando obrigatório para quem ameaça uma mulher o uso de tornozeleira eletrônica para que haja um monitoramento desse sujeito que já fez uma ameaça. E a ameaça não é algo trivial, não é algo que deva ser desconsiderado. Ocorre que não há tornozeleira eletrônica suficiente pro número absurdo de homens que fazem ameaças e as mulheres denunciam. Então, nós tivemos, por exemplo, apenas em São Paulo, que é a cidade mais rica do Brasil, só 15% dos homens que ameaçaram as mulheres, as mulheres então denunciaram ameaça. E aí a lei diz: "Bota tornozeleira".
Só 15% dos homens ameaçadores tiveram a instalação desse equipamento no tornozelo. 13% das mulheres assassinadas por homens, configurado o caso de feminicídio, no ano passado, 13% já tinham medidas protetivas. Então, é outro dado pra gente pensar. Medida protetiva é algo que as mulheres têm ao seu alcance e precisam acionar. Eu sei que é fácil falar. O ideal é que toda mulher ameaçada, toda mulher que vive ou não, ou que já é alvo de agressões físicas, verbais, morais, faça uma denúncia. denuncie e eventualmente solicite medidas protetivas. Em cada lugar do Brasil, as medidas protetivas têm um alcance, uma rotina.
Eh, aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, eu já fiz reportagem sobre isso, mostrando como patrulhas da Polícia Militar fazem diariamente, com base no relato da mulher ameaçada, ah, ele costuma aparecer por aqui na hora do almoço, ah, ele vem por aqui quando anoitece, coisa e tal. Essas rondas são feitas ou aleatoriamente ou coincidindo com as informações que a mulher ameaçada passe. E isso inibe, em boa parte dos casos, a aproximação do homem covarde que ameaça a mulher do intuito de causar algum constrangimento ou cometer alguma violência.
Mas lembrando dos 1568 óbitos de mulheres por caus feminicídio no ano passado, 13% dessas mulheres tinham obtido na justiça o direito às medidas protetivas. Eu vou virar a página e vou pedir licença para falar do mais abominável, do meu ponto de vista, a mais abominável de todas as violências, que é o estupro. No ano passado foram 83.012 casos de estupro oficialmente registrados, fora as subnotificações. São 227 casos por dia. 70% de todos esses casos registrados em 2025 foram de vulneráveis, ou seja, menores de 14 anos ou pessoas que t absoluta incapacidade de se defender, tá? de oferecer resistência. Por exemplo, uma pessoa hospitalizada, uma pessoa que é eh tem paralisia cerebral.
São casos tristes assim de quem não tem condição de oferecer resistência. 70% desses mais de 83.000 casos de estupro no ano passado, 70%. Vulneráveis, menores de 14 anos ou quem não oferece existência. Muito bem. E aí eu não vou me avançar aqui porque os dados são muito, vocês vocês acompanham o noticiário, tá acontecendo o tempo todo. O tempo todo tá acontecendo. eu vou tentar aqui rastrear de alguma forma As situações você quer Você quer ver? Ano passado e esse ano também, do ano passado para cá, casos que me deixaram particularmente chocado, envolvendo autoridades da Justiça, juízes e desembargadores. um ministro de um tribunal superior, salvo engano, do STJ, num fim de semana na praia com uma outra família convidada, esse senhor casado, ele vai para um lugar mais distante da praia.
A filha adolescente do casal convidado para ficar junto, passando lá um fim de semana na casa de veraneio, foi para aquela praia. E aí se deu, dentro do mar, o ataque, a abordagem com conotação sexual. E essa moça, essa menina, ela teve, eu diria, a iniciativa de sair imediatamente do contato dele, chocada, chorando procurou os pais, os pais chocados ouviram o relato Imediatamente eles saíram da praia, fizeram formalmente a denúncia contra este que parecia ser de confiança. Esse caso foi julgado pelos colegas, salvo engano foi parar também no CNJ, Conselho Nacional de Justiça.
Este senhor foi afastado do cargo e aí, a partir da notícia de que esse incidente teve lugar, outra denúncia de assédio contra este senhor veio à tona, portanto, reincidente, é o que parece. mais absurdo que vocês também viram no noticiário tudo isso tem a ver com o dia internacional da mulher vocês vão ver onde eu vou chegar, a gente vai chegar até no espiritismo daqui a pouco eu estou fazendo o contexto do Brasil nesse momento dia internacional da mulher no Brasil é um dia para a gente se deparar na escalada em progressão geométrica de violências cometidas contra as mulheres, no que os especialistas, os analistas de dados de segurança pública estão chamando de epidemia de violência contra a mulher.
Nós tivemos, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, dois desembargadores homens determinando, contra um voto de uma desembargadora mulher, que um casamento de um de um homem de 35 anos com uma menina de 12 anos fosse considerado legal. com todo o histórico de abordagem desse homem de 35 anos, dando cesta básica pra família de origem humilde dessa menina, com essa menina, 12 anos, tivesse permissão dos pais, que recebiam regalias, presentinhos para poder dar uma voltinha, para poder sair, para poder namorar, que não era namoro. Essa menina não tinha autonomia, ela não tinha o poder discricionário de fazer nenhuma escolha ali. E a lei brasileira diz: "Abaixo de 14 anos é vulnerável. abordagem de qualquer natureza sexual qualquer tipo de agressão é contra vulnerável isso Isso é inegociável.
E esses dois desembargadores entenderam que não seria um problema. Os dois homens, os dois homens poderiam fazer o que fizeram. Isso foi tão avassaladoramente polêmico que um dos desembargadores mudou o voto, falou: "Opa, deixa eu repensar. como diz a lei abaixo de 14 anos é vulnerável só que aí já era tarde ele mudou o voto depois que outra denúncia de abuso sexual ou uma denúncia de abuso sexual contra este este desembargador viesse à tona. E ele também acabou afastado, porque não pode um desembargador, um juiz, nessa função, ter a desonra numa denúncia tão grave, de uma violência tão vil, perversa, covarde como essa. Bom, eu estou reportando aqui números e fatos.
Agora vamos tentar fazer, e aí eu vou pedir pedir vênia a vocês, já que eu falei tanto de Justiça, desembargador para lá e para cá, vou pedir vênia para fazer a minha leitura. E, se vocês não concordarem, a culpa é minha. do que é essa cultura tóxica do machismo, que quem vem homem nessa vida, nesse país, desde pequenininho, já sofre de forma direta ou indireta. E isso é a regra. Eu não vou dizer que em todas as famílias é assim, mas essa é a regra no Brasil. E me parece ainda hoje, mas eu vou falar da minha geração, tá? Da minha geração. Que que significa pro André ter nascido homem no Brasil?
E eu vou te dizer o que que eu vi e testemunhei na minha, no meu convívio familiar, na escola e na rua, que que a gente se acostumou, porque isso, a influência do meio, a maneira como a gente se percebe na nossa cultura, em certa medida, revela muito o palco da violência que a gente tá aqui traduzindo em números. Bom, que que significa ser homem no Brasil? Para você ser homem, primeiro você tem que gostar de mulher. Você não pode ser flosor, você não pode ser fresco. Eu sou filho de paraibano, boa parte da família vem do Nordeste. Essas são expressões ainda usadas por lá, que não é o único lugar do Brasil, Brasil inteiro.
Nós temos essa violência de gênero pela forma como você expressa a tua expectativa em relação ao que é ser homem. Se lembra de um ex-presidente de Alagoas que falava: "Eu nasci com aquilo roxo". como se fosse uma afirmação de autoridade. A autoridade se impõe por ter nascido com a bolsa escrotal, o símbolo do falo, do poder. Eu nasci com aquilo roxo. Isso é, isso é cultura. Então vamos lá. Você tem que gostar de mulher. É importante que a tua voz se torne assim que possível grave.
Se você tem a voz enquanto mimo, uma voz um pouco mais fina, isso dependendo do lugar do Brasil, dependendo da família, dependendo do grupo de pessoas à sua volta, começa a pegar no teu pé, porque a tua voz aí, essa voz aí, vou engrossar essa voz aí. A iniciação sexual, o tabu sobre a virgindade, o homem que é homem tem que confirmar essa masculinidade comendo uma mulher. Olha assim, a sutileza das terminologias, né? E aí tem a iniciação sexual mediante pagamento. Eu pago e você faz a mercantilização do sexo e da mulher. a mulher como mercadoria que satisfaz o cliente.
Isso, eu tô tentando reportar o que eu vi de perto, o que eu vivi na minha geração: o patrulhamento e a necessidade de você confirmar que você é homem a partir do rompimento do lacre. Vamos colocar nesses termos. Não é isso? E essa história de transformar mulher em mercadorista muito presente da mulher subserviente ao desejo sexual do homem na indústria da pornografia. Porque a mulher na nos filmes pornô, ela é mulher objeto, é é a boneca sexual e que o homem determina tudo o que ele acha que precisa acontecer para ele chegar ao êxtase, ele gozar. A mulher tá ali para ser uma operária do sexo dele. Assim, você tá aqui para me servir, inclusive >> não >> com violência.
Não tem a palavra consentimento, não tem o momento sublime da troca de carícias e de, eu diria, afeto, amor. O sexo exaltado como algo divino, maravilhoso, que deveria acontecer claramente em outros termos. Ali é a força bruta, é a subjulação, é a mulher que me serve, né? casamento homem e mulher no civil a mulher A mulher usará o sobrenome do homem. Isso ainda é algo extremamente comum e banalizado. A mulher solteira tinha um sobrenome, deixou para trás porque casou com homem. E o homem tem o sobrenome dele: “Vou usar o sobrenome dele”. Eu sei que isso tá mudando aos poucos, mas ainda se vê, ainda se vê isso no Brasil.
Quando nós, homens, achamos graça e replicamos piadas misóginas ou sexistas. homem que tenta desmoralizar a mulher que dirige automóvel como taxista, como motorista de aplicativo de carona. E aí faz piadinha, mulher ao volante, perigo constante. Quá quá, quá, quá, quá, quá, quá, quá, quá.
Aí você vai ver na indústria de seguros, seguro de automóvel, por que muitas seguradoras estatisticamente veem que as mulheres são mais cuidadosas no trânsito do que os homens, educadas não se envolvem em disputas típicas de machos alfa ao volante tentando ocupar espaço nas vias públicas e por isso se reflete no preço do seguro bom Bom, vocês viram dias atrás isso também diz respeito a ao sexismo e essa necessidade do homem rebaixar a mulher e colocar a mulher no seu devido lugar, que não é no lugar que eu estou, é o lugar abaixo.
Nós vimos dias atrás um jogador do Bragantino em São Paulo, depois do jogo que ele perdeu o time dele, dizer em alto e bom som que o resultado se deve ao fato da mulher árbitra, a juíza do jogo, ser do sexo feminino. Uma mulher apitando não dá. Ele falou isso com todas as letras. E aí você vê como nós avançamos, porque antigamente isso não era um problema. Hoje esse rapaz, eu não vou dizer o nome dele, já se arrependeu porque levou bronca em casa da mãe e da mulher dele. Ele é casado, pegou um gancho de 12 jogos de suspensão. para ele profissionalmente é péssimo, porque ficou famoso por ter dito uma bobagem dessa, que o time dele perdeu porque a árbitra é mulher, como pelo fato de prejudicar o clube dele, porque ele vai ganhar um salário.
Aliás, eu acho que o clube também o puniu com um certo valor. Mas enfim, nós estamos falando, portanto, eu tô dando aqui um caldo. Eu tô dando aqui um caldo do que me parece ser uma amragem de uma cultura patriarcal aonde nós, sabe aquela história, eu vim ao mundo e o mundo tem seus valores, seus costumes e você vai vendo que o eixo gravitacional do machismo vai determinando que certos comportamentos sejam minimizados ou tolerados ou considerados corriqueiros, normais. Mais e por trás dessa cultura patriarcal e machista do homem como sendo o líder, o homem como sendo o chefe de família, provedor do lar, são expressões que a gente banalizou no dia a dia para pensar.
E num lugar aonde a mulher seja a provedora da casa, o homem tá momentaneamente desempregado, ou se aposentou, a mulher continua trabalhando e ela ajuda a pagar as contas, ou ela ganha mais do que o homem. Esse homem tem algum motivo para se sentir humilhado? Claro que não, mas na sociedade patriarcal tem. Tem homem que sofre por causa disso. Eu conheço particularmente uma história, acho que tô até com o livro dela aqui, ó. Por acaso tô que num papo das 9 de quarta ou de sexta nós lembramos e sugerimos a leitura de um livro de uma senhora que eu conheci em Copenhagen na Dinamarca durante uma conferência do clima, a COP 15 e Wangari Maathai do Kênia, o livro chama-se inabalável.
É essa mulher linda aqui, ó, essa orixá, essa pérola negra que ganhou o Nobel da Paz como ambientalista. Foi a primeira ambientalista da história a ganhar o Nobel da Paz. E ela estudando nos Estados Unidos, se fez fez pós-doutorado, virou professora universitária, foi a primeira mulher da África Oriental e África Central a concluir um curso de doutorado e dirigir dirigindo um departamento na Universidade do Kenia. Sabe o que que aconteceu dentro de casa? O marido abandonou ela. O marido falou: "Eu não suporto isso. [risadas] Eu não tô suportando o fato de você tá numa ascendência profissional, uma visibilidade e eu não tô bem nessa relação.
Eu não a minha expectativa no casamento não era essa." E ela falou: "OK, beijinho, beijinho, tchau, tchau. Problema seu, não é meu. Eu tô fazendo, eu tô sendo quem sou eu. Eu tô fazendo as escolhas que me cabem. Eu estou sendo quem eu quero ser, pelo amor de Deus. Então, a gente vai ver aqui o seguinte. Eu vou fazer um corte agora para uma declaração muito interessante de um psicanalista que já desencarnou, italiano, que escolheu viver no Brasil. Caligares. Tem um trecho de vídeo dele, curtinho, que ele participou de um debate exatamente sobre a violência contra a mulher há algum tempo atrás. E E esse trechinho viralizou nas redes sociais.
Eu assisti novamente hoje de manhã e fiz um resumo por escrito do que ele disse. O que disse o Contardo Calligaris? “Somos uma civilização construída…” Porque ele vai pegar culturais que vêm de muito longe. que a maioria de nós não percebe como essas digitais da desigualdade de gênero e da da mulher vem de longe mas de muito longe ele faz o recorte ocidental da civilização judaico-cristã ele diz somos uma civilização construída sobre o ódio contra a mulher textos Textos inaugurais do cristianismo e do judaísmo. Ele tá se reportando às escrituras sagradas, particularmente o Velho Testamento. Colocam a mulher, ele também fala da cultura grega, colocam a mulher como representante do mal.
Eva aquela com quem o demônio fala para quem o demônio fala a A misoginia não é um acidente. Isso é Contardo Calligaris dando uma aula sobre a cultura misógina, sobre o terror que a autonomia da mulher representa pro Quando eu fiz essa transcrição, na verdade um resumo do que ele falou, eu me lembrei de um livro da Rosemarie Muraro, já desencarnada, que eu tive o prazer de conhecer, em ela mostra a lógica que inspirou a Inquisição a queimar vivas milhares de mulheres como bruxas, especialmente na na Europa. O livro chama-se O Martelo das Feiticeiras. Malleus Maleficarum, que é o índex, o roteiro dos inquisidores. Ela traduziu o roteiro dos inquisidores para identificar bruxas na Europa.
E é tão interessante você ver o aspecto patológico dos homens no poder porque a igreja não era apenas o poder religioso era o poder político então você tinha as autoridades eclesiásticas que determinavam que mulheres deveriam ser julgadas julgadas e invariavelmente condenadas por terem uma gargalhada considerada estranha. E essa gargalhada, por vezes, já era uma prova, uma evidência da aproximação do diabo. Vocês sabem, tem o livro do Umberto Eco que inspirou um filmaço com Sean Connery, O Nome da Rosa, né? E O Nome da Rosa fala de… Cláudia, qual era o texto de O Nome da Rosa? O livro era Aristóteles, o livro que falava da alegria, do riso.
Seria, supostamente, isso: um livro sobre o riso e que estaria perdido. A Igreja… Isso é O Nome da Rosa, de Umberto Eco. um livro que teria sido banido pela Igreja Católica, salvo engano, de autoria de Aristóteles, que exaltava a alegria, o riso como um um atributo divino, como a alegria de Deus e como a gente não devia ficar se martirizando e se punindo por ser humano. Cristo morreu por nós, eu vou viver minha vida inteira com essa culpa. A igreja então teria tirado e guardado as sete chaves. Esse no final do filme lá vai spoiler. Essa biblioteca secreta da igreja pegou fogo. Tinha uma ordem da igreja que determinava essa clausura, essa esse encarceramento dessas obras.
Então, veja a estigmatização do riso pelas mulheres. Então, uma mulher que dá uma gargalhada livre, leve, solta, na Idade Média, pela Inquisição — isso tá no Malleus Maleficarum, O Martelo das Feiticeiras, que a Rose Marie Muraro traduziu pro português. Se você dá uma gargalhada no momento errado, na hora errada, tem alguém ali da Inquisição, você tá lascada, filha. Você vai pra fogueira. E veja, sinais de pele é uma uma loucura. Desculpa a expressão que que também não é correta. É uma insanidade mesmo, assim. Os pontos de identificação da bruxa na mulher, até sinais de pele próximos da virilha, não sei o quê. O que sugere, em certa medida, essa é uma possível…
Não apenas isso, mas Mas esse tesão reprimido dos homens submetidos ao voto de castidade. Esse voto de castidade. Mais recentemente, vocês acompanharam escândalos espalhados pelo mundo de padres, cardeais, bispos envolvidos com o acobertamento de violência sexual de sacerdotes contra crianças, contra coroinhas, contra vulneráveis. Então, na sociedade patriarcal, fazendo o recorte religioso de quem manifesta o desejo de ser sacerdote e assume na igreja o voto de castidade. onde é que o desejo sexual de um padre? onde é que fica o desejo sexual de um homem que não obstante o desejo de servir a Deus, tem desejo? então pode ter diferentes tratamentos agora Agora, isso pode determinar aqui, ali os fatos demonstram isso, um conflito monumental e eventuais cometimentos de crimes.
Bom, eh, quando a gente fala ou quando a gente reporta o que seria uma sociedade patriarcal, eu preciso aqui tem o último movimento aqui que eu fiz é na direção da necessidade da gente compreender o que é ser homem, o que é ser mulher, numa reflexão reflexão transcendental, mística, e tentar buscar respostas que sejam de uma natureza extra corpórea, vamos dizer assim, em essência, o que é ser homem, em essência, o que é ser mulher. Então, deixa eu pegar aqui o que diz. E aí eu vou pedir licença a quem não é espírita, vocês não precisam acreditar no que eu vou falar. Eu vou reportar aqui a tradição que eu tenho afinidade, identificação. Eu sou espírita. Então vou pegar por aqui.
O espiritismo enfrenta a questão do que é ser homem e o que é ser mulher. Como é essa questão de gênero? Espiritualmente nós temos sexo? Porque o espiritismo diz: "Somos essencialmente espíritos. Todos fomos criados simples e ignorantes por Deus. E ao longo de sucessivas encarnações, nós somos reencarnacionistas, você não precisa ser, não tem problema, mas é uma forma de explicar, tá bom? Através de sucessivas encarnações, nós vamos realizando escolhas em nosso favor ou contra nós, é o livre arbítrio, e que vão determinando na linha do tempo a aquisição de conhecimento, intelecto, moral, sabedoria e vai desonerando o estoque de imperfeições em nós até que não seja mais necessário reencarnar.
Então, vamos lá. Na questão número 202 de O Livro dos Espíritos, que é a primeira obra básica das cinco que configuram a base filosófica do Espiritismo. A informação é a seguinte: os espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo, visto que lhes cumpre progredir em tudo. Cada sexo, como cada posição social, lhes proporciona provações e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganharem experiência. Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens. Para mim faz sentido isso, pode não fazer para você. Nessa linha de pensamento, o que que é interessante?
Todos nós estamos aqui para evoluir, para progredir, para conhecer, conhecer essa realidade humana, esvaziando o estoque numeroso de imperfeições, egoísmo, orgulho, vaidade, inveja, ganância. Tudo isso vai sendo diluído a partir do maior maior rodagem, maior experiência em sucessivas encarnações, porque uma vida passa muito rápido. Uma vida é uma fagulha no tempo. E aí importa, é muito interessante isso. Eu só reencarnasse homem, homem em todas as encarnações. Hoje eu fui André, antes eu fui Felipe, antes disso Gustavo, depois Ricardo, depois Severino, [risadas] entendeu? Depois Antônio. Só homem, homem, homem, homem, homem.
Do ponto de vista espiritual, eu terei muitas experiências, mas sempre como homem. Ser mulher significa um outro nível de aprendizado. É óbvio que sim, em vários aspectos, inclusive do ponto de vista de como sendo mulher na sociedade patriarcal, eu reajo a certas situações ou estímulos. Inclusive, como sendo mulher, como é que eu lido? Que é uma coisa que o homem jamais saberá com a experiência da inseminação, gestação, parto e da criação de um filho. Com todo respeito, é algo absolutamente estranho ao homem. Ser pai e ser mãe são experiências completamente distintas, porque ser mãe significa desde o momento da gestação, lá vai mais uma pitada de espiritismo.
Há uma conexão com o espírito que está por vir. Esse espírito vai ao longo da gestação sofrendo uma espécie de estado progressivo de dormência, latência. Ele vai tendo um apagão, vai entrando numa num estado sonambúlico, progressivo, até estar inteiramente encaixado no corpúsculo que está dentro daquele ventre daquela mulher. Portanto, há uma troca de energias, sentimentos, pensamentos, vibrações. O homem não tem isso. A mulher na gestação tem. E quando nasce o rebento, quando nasce o filho ou a filha, há aí outra conexão que é diferente. Você dizia assim, a perda de um filho, um homem diz sofrer muito pela perda do filho é compreensível. Uma mulher quando perde o filho é uma parte dela.
Ela não tem palavras para explicar o que acontece quando se dá essa perda, que não é a perda de um ente querido. Ponto. É a perda de um amor que eu gestei dentro de mim. Então, veja, tudo isso para dizer a experiência da maternidade, eu tô citando apenas um de muitos exemplos, configura um aprendizado espiritual que se eu só reencarnar homem, em sucessivas encarnações, só for homem, né, vai determinar, do meu ponto de vista, uma perda de aprendizagem. Essa essa questão da realidade espiritual é muito interessante. Eh, a soma das experiências, não apenas com diferentes corpos de homem ou mulher, mais cor de pele, nível de renda, lugar do mundo, em que cultura você está.
Você percebe essa aventura da evolução espiritual em diferentes contextos, com diferentes influências, com diferentes desafios, com diferentes provações que vai enriquecendo e turbinando uma trajetória. E isso é fantástico. Um outro trecho do livro dos espíritos que nos ajuda a elucidar. Kardec pergunta: “As funções a que a mulher é destinada pela natureza terão importância tão grande quanto as deferidas ao homem?” A resposta é da espiritualidade: “Sim, maior até. É ela quem lhes dá as primeiras noções de vida. Então tem aqui uma coisa interessante no mundo como ele tá, não é uma regra absoluta, mas normalmente vem a gestação, depois vem o que é desejável, o aleitamento materno. proximidade da mulher com quem, através dela, vem ao mundo, determina um nível de proximidade, de confiança, de cumplicidade, em que a educação, por palavras ou por atos, se dá num nível mais profundo. fora o Fora o fato de que em boa parte do Brasil e do mundo, e eu não tô legitimando isso, mas isso é um fato, quem passa a maior parte do tempo com as crianças são as mulheres.
Não acho nem que isso seja o ideal. Não acho que isso é certo ou errado. Eu tô reportando que assim é. E assim sendo, e no século XIX, quando o livro dos Espíritos veio ao mundo, essa repartição de deveres em que a mulher ficava mais próxima da educação dos filhos e os homens mais inseridos no mercado de trabalho, isso mudou. Essa realidade mudou. Mas ainda hoje no Brasil, aonde há mulheres cuidando dos filhos, com mais atenção zelo e tempo que ela disponibiliza pros filhos do que os homens, configura as mulheres uma responsabilidade a mais sobre os rumos da criação, da educação, do compartilhamento de valores e princípios. Um outro trecho também lá do livro dos espíritos. Vamos ver.
Questão 820: “Deus apropriou a organização de cada ser às funções que lhe cumpre desempenhar”. “Tendo dado à mulher menor força física, deu-lhe ao mesmo tempo maior sensibilidade, em relação com a delicadeza das funções maternais e com a fraqueza dos seres confiados aos seus cuidados”. Mais uma vez, do ponto de vista espírita, haveria uma maior predisposição das mulheres à sensibilidade, à percepção das sutilezas, dos detalhes, uma visão holística das coisas. É interessante É interessante isso. Não é exclusividade das mulheres, mas ocorre com maior frequência de vermos mulheres com essa característica.
Porque eu quero aqui lembrar, eu sempre lembro de uma música música que eu adoro, do Pepeu Gomes, grande guitarrista, ex-marido de Baby Consuelo, que diz: “Ser um homem feminino não fere o meu lado masculino. Se Deus é menina e menino, sou masculino e feminino”. Então, só pra gente botar ingredientes mais complexos nesse debate, essa forma de a gente perceber que o masculino e o feminino estão presentes em todos os seres humanos. A energia masculina, a energia feminina. E em tese, quem vem ao mundo, mulher, teria numa resolução mais avantajada essas características femininas.
Em tese, eu conheço, você deve conhecer, mulheres que transitam muito à vontade pelo mundo, com características assim muito assertivas, eh, muito determinadas, que lembram um posicionamento masculino em certas situações. Isso é tão complexo para mim. detalhar e explicar. Eu tô compartilhando impressões, sem a necessidade de estar cravando aqui 100% o que é, o que não é. Mas eu acho importante a gente refletir, filosofar sobre isso. Hoje é o Dia das Mulheres. gente começou o papo das 9 compartilhando uma epidemia de violência contra a mulher, não por acaso numa sociedade patriarcal e machista, não por acaso herdeira de um legado tóxico de estigmatização das mulheres que vem de longe.
E isso precisa ser combatido com conhecimento também, com cultura também. E com espiritualidade. Com espiritualidade. Questão 822 de O Livro dos Espíritos, pra gente encerrar a parte de O Livro dos Espíritos. “Os direitos de homens e mulheres são iguais. As funções, não. A emancipação da mulher acompanha o progresso da civilização. Sua escravização marcha de par com a barbárie. Os sexos, além disso, só existem na organização física, visto que os espíritos podem encarnar num e noutro. Sob esse aspecto, nenhuma diferença há entre eles. Devem, por conseguinte, gozar dos mesmos direitos”. Século XIX.
Minha gente, eu acho muito legal nessas horas me dizer, espírita, porque esse debate no século XIX não fazia menor sentido em boa parte desse planeta, na maioria absoluta da Terra. Isso era absolutamente estranho. O Espiritismo, no século XIX, já assinala: “Progride a civilização, progridem os direitos da mulher”. Óbvio. E aí eu também quero fazer aqui referência a um livro que eu já sugeri a vocês no Papo das 9, do meu amigo, educador, pedagogo, escritor, médium, diretor de escola, César Braga Said, que psicografou um livro assinado por Francisca Clotilde, chamado Mulheres Segundo o Espiritismo. a Francisca Clotilde, ela nasceu no século XIX, 1862, do município de Itauá, foi pioneira, foi protagonista.
Veja, Brasil do século XIX, interior do Ceará, cara. E aí vem a Francisca Clotilde, que se tornou educadora, poetiza, contista, romancista, jornalista, participou ativamente da campanha abolicionista e foi defensora da emancipação feminina que até hoje em vários lugares do Brasil, inclusive no Nordeste, de onde vem a Lei Maria da Penha, lá do Ceará, Maria da Penha, que foi duas vezes trucidada pelo marido, perdeu os movimentos de parte do corpo por conta das agressões que sofreu e ela foi reivindicar a justiça e por causa dela veio a lei Maria da Penha. Maria da Penha e Francisca Clodilde, portanto, vem do mesmo lugar do Brasil em períodos diferentes.
Ambas sentiram a toxicidade da sociedade machista e patriarcal. Francisca Clotilde foi a primeira mulher a lecionar na Escola Normal de Fortaleza, aprovada por concurso público, 53 anos de magistério, nunca usou palmatória nos alunos. Olha que loucura isso. Naquela época palmatória, você pegar lá um uma instrumento que era para bater na palma da mão, pá pá, para aluno que fizesse alguma coisa abominável, errada, era o castigo físico. Francisca Clotilde foi pioneira até na maneira como não recorrer a esse expediente. casou-se, teve três filhos e depois de desencarnada, ditou ao médium Francisco Cândido Xavier poesias e dois livros em linguagem poética, ambos prefaciados pelo espírito Meimei.
Natal de Sabina e Tintino, o espetáculo continua. Pela psicografia de César Braga Saíd, capítulo 12, a mulher e o feminismo. O que diz a nossa Francisca Clotilde? Vou pegar um trecho da mensagem. Ontem a opressão era mais ostensiva e cruel. Hoje ela tem outros contornos e requintes numa violência também simbólica e não menos cruel, apesar dos avanços obtidos aqui e ali. Tu mesma escolheste estar aqui para essa efervescência dar tua contribuição para a libertação feminina. Educa teus filhos para igualdade. Dialoga com alunos, pacientes, fregueses, clientes e com quem possas falar. Expondo que homens e mulheres merecem respeito, admiração, reconhecimento e oportunidades de serviço.
Liberta, portanto, a ti mesma e o caminho por excelência a este fim é e sempre será o amor. Ama minha filha, irmã, e que o teu sentimento rompa algemas, cabrestos, rédias e quaisquer mecanismos de controle. Ajuda teus irmãos reencarnados em corpos masculinos a se libertarem da própria ignorância e machismo. Apresenta teus argumentos sem rivalizar-te com eles nem com ninguém. Faz a tua argumentação com atitudes e iniciativas que promovam o surgimento de relações humanas igualitárias cristãs, onde o bem é sempre o norte, a bússola, a estrela guia. Francisca Clotilde pela psicografia de César Braga Said.
Veja como eu vou encerrar o papo das 9 para quem ainda tem dúvidas sobre a gravidade do momento que a gente ainda enfrenta no mundo e particularmente no Brasil. O que é patriarcal. Sociedade Patriarcal, vamos fazer o recorte do Brasil A maioria da população é de mulheres O que explicaria o fato de até hoje, no governo federal Este e outros presidentes da república Terem primeiro escalão do governo a maioria absoluta de homens, ministros Nem que foi a única presidenta mulher do Brasil conseguiu fazer no Ministério maioria mulher. O que o fato de todos os tribunais superiores terem, na maioria dos postos, homens?
No Supremo Tribunal Federal só temos hoje a ministra Carmen Lúcia, que daqui a pouco haverá de se aposentar. aposentar. Uma ministra mulher. Então, o poder político na Assembleia Legislativa do teu estado, a maioria dos deputados é homem. Na Câmara dos Vereadores da tua cidade é impressionante a quantidade de cidades no Brasil, onde não é uma questão de ter maioria de homens. Todos os vereadores são homens. Todos os vereadores são homens. O poder político está na mão dos homens. Aí você vai falar do poder econômico. A maioria dos empresários, CEOs, a maioria dos endinheirados no Vale do Silício, as pessoas mais ricas do mundo são todas homens. Todos homens.
A tecnologia digital, o desenvolvimento de software etc. Quem são as pessoas mais ricas do mundo? Homens, basicamente do Vale do Silício. Eles estão no poder. Eles definem os algoritmos. Eles são permissivos em relação à maneira cafajeste, covarde, com que as mulheres são tratadas pelos algoritmos, a facilidade do assédio sexual, da pornografia, colocando sempre a mulher como objeto de desejo. Não é por acaso. A maioria dos CEOs no mundo, homens, eles têm o poder econômico. A maior parte do clube dos bilionários ou trilionários, homens. Poder religioso.
Se você quiser puxar por aí o extrato, no universo católico nós temos a tradição: papas, só homens; cardeais, só homens; padres, bispos, cardeais, só homens. Eles definem a visão da igreja em relação também ao papel da mulher Só homens No A maioria absoluta São diferentes linhas Protestantes Neopentecostais Pentecostais A maioria pastores Homens A maioria absoluta Para não dizer quase todos Quase todos Não é isso? Nós vamos ver a presença, nas religiões afro-brasileiras, aqui ou ali, de mães de santo e coisa e tal, mas tem muito babalorixá. Os representantes da Umbanda e do Candomblé também, homens, homens.
No judaísmo, os rabinos, homens; no Espiritismo, os grandes médiuns, Chico, Divaldo, Arigó, homens. palestrantes, escritores espíritas. Tem que refazer essa conta. Graças a Deus têm surgido muitas mulheres, mas eu já participei de evento espírita certa vez, vou participar novamente esse ano, vai ser um prazer. É sempre muito legal. Em Pernambuco, no SIMESPE, maior evento espírita de Pernambuco, estávamos debatendo a questão da mulher. A plateia majoritariamente de mulheres, num lugar grande, e no palco quatro homens e um mediador homem. Quando chegou minha vez de falar, eu falei: “Olha, a desigualdade de gênero tá colocada aqui.
Nós estamos todos nós no palco, homens tendo a pretensão de reportar o flagelo de ser mulher no mundo de hoje. Então vamos lá para encerrar a minha longa fala nesse dia tão importante e hoje eu vou deixar registrado no Instagram essa live, tá? que eu acho importante. O Instagram com mais de 3 minutos não ajuda na divulgação. Então, quem tá assistindo, se quiser lá dar um like ou distribuir, ajuda a fazer chegar essa informação a mais pessoas. O que eu quero dizer é que a situação é preocupante. Quem é mulher sabe o que eu tô falando. Nós precisamos nos unir. E aqui eu não tô falando de ser homem. ou ser mulher.
Nós que reconhecemos a barbárie da violência cometida contra as mulheres, nós que reconhecemos a assimetria dos espaços que as mulheres ocupam no poder político, no poder econômico, no poder religioso, em diferentes níveis, estratos da sociedade. Não podemos achar que do jeito que está vamos bem, é preciso fazer mais e melhor. Vou encerrar. Lembrando o telefone 180, central de atendimento a mulher, 24 horas por dia para toda e qualquer mulher que se sinta por alguma razão ameaçada, desrespeitada tenha sido violentada tenha sido agredida fisicamente, verbalmente. verbalmente, moralmente. Diz que 180 informe-se sobre seus direitos. Sigamos juntos. Força, coragem, fé.
Viva a mulher, o empoderamento feminino, a energia feminina que nos alcança, nos inspira e nos abençoa a todos. até quarta, se Deus quiser.
