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Existe um jeito certo de envelhecer? | Papo das 9 #973

Minutos de sabedoria
32

Indicação de leitura
A Amazônia e o pequeno grão de mostarda. Autores: Patricia Anderegg e Gilce Valasco. Editora Faz História

Sugestão de reflexão
Esteja atento ao movimento do Congresso Nacional sobre a flexibilização da legislação ambiental!

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Vamos chegando, vamos chegando. 8:59. Tô dando um minutinho pro povo ir chegando, vem chegando. Seja bem-vindo, seja bem-vinda. Tá começando mais uma edição especialíssima do Papo das Veo ao vivaço, direto do meu Cafofes em Laranjeiras. E eu já vou começar o papo das dando dois recados importantíssimos. O primeiro deles é que eu tenho viagem marcada para São Paulo amanhã de manhã para dois eventos muito, muito importantes. Eu tô indo a São Paulo a convite da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, para ganhar uma um prêmio Doret Stang na área da comunicação.

Fiquei muito feliz com isso, gente, porque a missionária americana Dorot Stang foi uma corajosa defensora do meio ambiente num lugar muito hostil em Anapu, no Pará. Ela defendia o desenvolvimento sustentável na floresta e ela foi assassinada brutalmente. Eu nem vou lembrar os detalhes aqui porque são muito. Um pistoleiro foi um crime encomendado. O pistoleiro tocaiou, como se diz, a irmã Doret num lugar erro. Ela tava sozinha, uma senhora de idade, e disse: "A senhora vai morrer, eu vou matar a senhora". E ela se ajoelhou diante do Algois e disse: "Eu só peço ao Senhor que me deixe ler a parte preferida da Bíblia para mim." E ela foi assassinada lendo a Bíblia.

É uma história horrorosa, mas ela é uma das ativistas junto com inúmeros outros, Chico Mendes, inclusive, que pagaram com a vida para falar aquilo que hoje a ciência com muita tranquilidade demonstra. A maneira mais inteligente e sustentável de produzir emprego e renda com dignidade na floresta amazônica não é destruir a floresta, mas é explorar seus recursos de maneira sustentável. Bom, estarei lá amanhã recebendo esse prêmio da CNBB e domingo. Atenção, você que tá em São Paulo, vou lembrar isso também no final do papo das 9. Estarei no Perseverança. Meu amigo Paulo Pio é o anfitrião. Perseverança é um uma das maiores instituições espíritas de São Paulo. É um complexo, gente.

São várias unidades de estudo, de tratamento, uma salão de passe magnético monumental, né? A o salão, galpão pras palestras, milhares de pessoas. Perseverança é um formigueiro de luz, muita caridade, muita assistência, muita gente boa. Fiz vários amigos lá. Uma vez por ano eu tô no Perseverança. Vai ser agora domingão. Para quem não sabe, o Perseverança fica ali. Ih, tem dois endereços aqui, gente. Mas é tudo, pessoal conhece, pessoal de São Paulo. São dois endereços na chácara Mafalda. Tem um nome bonitinho, né? Então, na chácara Mafalda, perseverança, palestra, arte de seguir em frente. Estarei com livrinho novo, procurando o livrinho novo.

O livrinho novo não tá por aqui pertinho, mas tudo bem. Eh, e 100% dos direitos autorais, como vocês sabem, vão pra escola espírita Joana de Angeles em Japeri, na Baixada Fluminense. Eh, eu queria fazer um outro lembrete, Nádia, por gentileza, que dona Nádia popularíssima no Papo das 9. Não precisa aparecer não, Nádia. Sei que você não gosta, só se você quiser. Sempre que você aparece é legal. O livrinho novo, por favor, quer aparecer? Não, não quero não. Então tá bom. Obrigado, Nad. Esse livrinho aqui, para quem não conhece, a arte de seguir em frente vai ser lançado em São Paulo no Perseverança Domingão, 10 da manhã.

Estarei, chegarei cedo, 9:30, começa, acho que 10:30, mas 9:30 estarei por lá conversando com as pessoas, quem quiser autógrafo, beleza? Eh, e formalizamos uma outra mega blaster palestra, não palestra, o evento em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em prol da instituição espírita Joana de Angeles e da Escola em Japeri, gente, já tá marcado, é uma palestra beneficente. A intenção da palestra, essa de Jap, essa que vai acontecer em Nova Iguaçu, 7 de dezembro. Eu já tô cantando a bola aqui um pouco antes porque você já pode reservar o seu ingresso.

Então a ideia é dar recursos paraa escola que mantém 240 alunos em tempo integral tenha dinheiro para pagar merenda, para pagar uniforme escolar, para pagar 13º de professor na virada do ano, por isso que é em dezembro. Então você anota aí na agendinha. Alô, alô, alô. A última palestra que eu vou fazer esse ano será dia 7 de dezembro, será num domingo, Café com Trigueiro. Eu achei bacana esse título, ó. Café com trigueiro. Tem que ser um café bom, hein? Porque trigueiro, o café vai ter um um pão com trigo, né, gente? Vai ter que ter um pão bom. E o cafezão. Então, 7:30 às 9, café da manhã, 9 às 11, palestra beneficente, abrindo paraa pergunta em prol da Escola Espírita Jona de Angângeles.

O ingresso custa R$ 40, como já disse, para subsidiar a escola no momento sempre tenso de pagamento de 13º salário e novos uniformes para 240 alunos lá em Japi. As inscrições você pode enviar mensagem pelo WhatsApp. Quem é do Rio já tem o 21. Quem não é do Rio não tem o 21. Quiser contribuir pra escola comprando ingresso pro café com trigueiro. Olha que coisa chique isso. 99113 994. É um número minemônico. Você memoriza fácil. 99 113 99. Compre seu ingresso, ajude a escola e participe do café com trigueiro. Eu achei sensacional. Tá bom?

Então, lembrando, domingão agora, depois de amanhã, São Paulo, Perseverança, estarei lá a partir das 9:30, depois tem a palestra, tem ali, é, é mágico, o lugar é muito bacana. Adoro perseverança. Sou sempre muito bem recebido. As pessoas são muito legais. Tem música ao vivo. Ih, o lugar é bacana. Perseverança São Paulo domingão. Agora, domingo de manhã e no dia 7 de dezembro também, um domingo, faça já sua reserva pro café com trigueiro. Já tô até com Vieta pronta, OK? Eh, deixando, vamos lá.

Agora vamos fazer a nossa conexão matinal, pedindo ajuda aos amigos invisíveis que sempre nos assessoram e nos socorrem quando há sinceridade de propósito, quando a gente tá aqui movido pelo sentimento mais elevado, mais nobre, porque aí eles chegam junto. Se você tem outros interesses mesquinhos, mundanos, se tem ego, se tem vaidade, aí eles ficam olhando assim, dizendo: "Vire-se, fica aí por tua conta. Qualquer causa nobre que você abrace de qualquer natureza, saiba, você tá sempre muito bem acompanhado. Então, eu espero ter aqui as melhores companhias, porque é o meu coração que me traz aqui para vocês quartas, sextas e domingos. que a gente possa abrir na página mais indicada paraa reflexão dessa manhã, que seja uma mensagem inspiradora que nos ajude a refletir sobre o que nos falta perceber com a devida clareza.

E eu tô abrindo aqui. Opa, adorei essa página 32. Mensagem 32. Acate com respeito todas as religiões. Cada homem tem o direito de escolher o caminho que prefere. Respeite a liberdade de crença dos outros, tanto quanto aprecia que respeitem a sua. Não discuta, nem procure tirar ninguém do caminho em que se acha, a não ser que seja procurado para isso. Respeite para ser respeitado. Tem muito para falar sobre isso. Primeiro, meu primeiro casamento foi com uma umbandista. Eu já tô casado há 18 anos com a Cláudia. 18, pera aí. 2008, ganhei 10, 20, é, gente, quase 18 anos com a Cláudia, que é agnóstica.

Então, veja, dentro de casa, o fato de eu ser espírita não é prerrogativa para eu me eh juntar com alguém, que essa pessoa compartilhe da minha fé. Então eu tô aqui falando a Vera, algo que eu pratico no meu dia a dia. Isso não é a condição para eu me aproximar no nível mais íntimo com uma pessoa. Dois. Como palestrante espírita, eu perdi a o número, a noção de quantas vezes em palestras públicas, dependendo do assunto, eu fiz uso do púlpito, do espaço que a instituição que me convida abre para mim para denunciar o absurdo da violência imposta, a violência religiosa, as manifestações de ódio, preconceito e intolerância contra os nossos irmãos. irmãos seguidores das tradições afro-brasileiras, eu tô falando do candomblé e tô falando da Umbanda.

Aqui no Rio de Janeiro são vários registros em delegacias de ataques a terreiros ou seguidores da Umbanda do candomblé. E eu não me calo diante dessa violência e eu não me lembro de ter visto. Não significa que só eu certamente não sou o único a falar isso. A gente vai por aí pelo Brasil falar em centro, falar em instituição. Não é normal, não é recorrente a fala de palestrantes, de oradores, abrindo uma janelinha na sua, dependendo do rumo da prosa, da escolha do tema. Não é qualquer palestra, mas dependendo do assunto que você tá abordando, é evidente que a gente precisa se pronunciar.

Não é porque a gente não tá sendo mais atacado, porque já fomos num passado não muito distante enquanto espiritismo baseado em Kardec, que a gente vai subitir em relação à violência imposta a outras tradições. Então esse é um assunto. Eu agradeço aos amigos invisíveis que trouxeram hoje essa mensagem. Eu tenho que dizer porque há muito tempo eu me posiciono contra qualquer tipo de patrulha, perseguição, preconceito, intolerância contra qualquer pessoa que profess, não ter nenhuma religião, se declarar ateia, se declarar agnóstica, se declarar materialista. Ah, André, mas não é uma chaga da humanidade? que Kardec usa expressões muito duras na literatura espírita, nas obras básicas, para dizer que a maior missão do espiritismo é destruir o materialismo.

Qual é o real significado disso? É realmente mostrar a perspectiva da transcendência da vida após a morte. Espiritismo cristão ressignifica o evangelho de Jesus, promove a fé raciocinada. É esse o sentido. Kardec não estimula a destruição dos materialistas, é do materialismo. Com respeito às pessoas que não professam nenhuma fé, porque elas eventualmente, olha que bonito, isso é a minha convicção como espírita. Uma pessoa que não acredita em Deus, não tem nenhuma religião, ela pode ter um destino espiritual muito melhor do que muitos crentes em Deus, muitos religiosos, muitos espiritualistas. Porque a gente, na verdade, desse mundo, só leva aquilo que a gente praticou verdadeiramente.

E uma pessoa que eventualmente é materialista, agnóstica, ateia, né, ou ateu, ele não acredita em Deus. O agnóstico, ele não acredita, nem desacredita, ele tá na dúvida. Ele fica ali, eh, sem afirmar a sua convicção com clareza. Seja qual for a situação, é falsa, é falsa, do meu ponto de vista, digo isso com todo respeito, desculpem a veemência, a tese de que para você carimbar o passaporte pro mundo espiritual em melhores condições, você precisa ter uma crença em Deus ou ter uma religião. Isso é falso. Eu tenho certeza. E a literatura espírita, em certa medida, revela isso. Muitas pessoas profundamente religiosas amargando de sabores terríveis em zonas umbralinas, não ali nem túmulo.

Por quê? Porque elas tinham a fachada da fé ou elas corromperam, deturparam as escrituras e as tradições em acordo com visões muito deploráveis da fé. Como é que o cristianismo, como é que um padre, um pastor, um sacerdote pode, em nome de Deus ou de Jesus estimular seus seguidores, seus fiéis a perseguir, estigmatizar, desprezar alguém que profess, por exemplo, a fé na Umbanda ou no candomblé. Isso é maligno. Isso não é de Deus.

Então, eh, Pastorino há 60 anos atrás, e quando o Pastorino fez minutos de sabedoria, só para você ter a noção histórica, o espiritismo de Kardec, vamos chamar assim, nós espíritas estudiosos de Kardec, éramos alvo de preconceito, sim, com palavras estigmatizantes, como esse aí é macumbeiro, esse aí é da curimba. Hoje não raro você vai encontrar espírita que estuda Kardec usando essa terminologia chula de baixo calão, grosseira. É é estigmatizante. Tem espírita por aí falando sobre umbandistas e candublcistas. Esse aí é da curimba. Esse aí é macumbeiro. Gente, você não tá respeitando o espiritismo cristão quando faz isso. Você não tá sendo um bom cristão. Espírito não. Desculpa, franquezas.

A religião que para se afirmar precisa ficar estigmatizando outra linha de tradição, não merece respeito. Não merece respeito. Então eu tô manifestando minha opinião aqui. Toda a minha solidariedade é apreço aos muitos amigos que tenho do candomblé e da Umbanda. Já tive em terreiro de candomblé, já tive em terreiro de umbanda, sempre convidado, pessoas que me convidam, eu de boa eh fé e fico grato. Já eu já fiz palestra sobre prevenção de contra o suicídio num terreiro de umbanda aqui na zona norte do Rio de Janeiro, dentro do campo de trabalho deles, com altar cheio de imagens, um lugar muito bonito e sagrado para eles. Eu fiquei até assim, eu vou falar aqui, vai. e os médiuns da instituição sentados.

A gente fez o trabalho sobre prevenção do suicídio. Depois eu e Cláudia fomos convidados, o responsável pelo terreiro disse: "Você e sua mulher estão convidados. Se quiserem vir no sábado, haverá a noite". Eles têm o nome certo, né? É a noite do preto velho. Tem um nomezinho bonito assim para falar. É a noite do preto velho. Aí eu achei tão simpático assim, era uma forma deles expressarem gratidão. Venha ver, você será nosso convidado. Eu fui, eu fui. E aí quando chegamos, eu e Cláudia fomos endereçados para fazer um encontro com dois médiuns, um em cada canto do terreiro, mediunizados com a com o preto velho. E com muito respeito, estive lá.

E com muito respeito ouvi o que o preto velho tinha para me dizer. Aliás, a energia é muito muito bonita dessa entidade. Apenas para dizer para vocês, o fato de eu não ser um bandista ou não ser candomblecista não justifica nenhum milímetro. que eu não reconheça o valor, a pertinência e o belíssimo serviço espiritual prestado por essas denominações. Só pra gente pontuar e deixar muito claro que a página 32, a mensagem 32, escrita há 60 anos atrás, acate com respeito todas as religiões. Cada homem tem o direito de escolher o caminho que prefere. Respeite a liberdade de crença dos outros, tanto quanto aprecia quem respeita a sua. Não discuta nem procura ninguém do caminho.

Eh, não discuta nem procure tirar ninguém do caminho em que se acha, a não ser que seja procurado para isso. Respeite para ser respeitado. Isso daqui resume, na minha opinião, uma verdade espiritual que atravessa os tempos. as galáxias e o universo. Esse é o assunto que toca o meu coração. Provavelmente em outras vidas eu fui muito, eu devo ter registrado um sofrimento muito grande por ter, é uma hipótese, sofrido algum tipo de perseguição de ordem religiosa. Eu acho isso abominável. Abominável. a gente precisa respeitar. E eu quero dizer que o Brasil é um país laico. Que que é um país laico? Oficialmente ele não tem uma religião. Essa é uma conquista do Brasil.

O Brasil foi, na maior parte da sua história, um país católico, oficialmente, pela Constituição. Não somos um país católico, não somos um país evangélico, não somos um país espírita, nós somos um país laico, onde a liberdade de credo está assegurada pela Constituição e o direito das pessoas não serem perseguidas por sua religião ou pela ausência de credo, ausência de uma linha de fé. Isso é constitucional. Isso é muito sério, gente. É muito sério. Então, vamos seguir em frente. Para onde vamos? Aurorita. Aurorita Cabrone. Ah, sim. O livro, outro livro que tá saindo do forno que eu achei sensacional. A Amazônia e o pequeno grão de mostarda. Patrícia Adereg e Gilce Velá, duas mulheres.

Patrícia, filha de pai português e mãe alemã. eh, publicou vários livros, escreve em alemão, em português, e Gilci Velasco, é de São Paulo, psicóloga, artuta, publicitária, pintora e escritora de livros infantis. E as duas juntas fizeram esse livro. Eu vou resumir o que é esse livro. Uma história de transformação em plena selva amazônica. A história é o seguinte. Tem um personagem de um ricaço chamado Richard Miller. É um arrogante diretor financeiro de uma empresa suíça que o envia uma conferência no Brasil.

Aí, por um erro da secretária do Richard Miller, ele vai parar na classe econômica do avião e por voltas do destino senta-se ao lado de Christin, sem imaginar que essa viagem vai virar sua vida pelo avesso, tendo a Amazônia dos indígenas, garimpos ilegais e prostituição como pano de fundo. Uma revolução acontece dentro de Richard através de Christin, que o inspira a confrontar o sentido da sua existência.

Quem chancela o livro na quarta página com uma declaração muito bonitinha, é um mega blaster, escritor brasileiro, Inácio Loiola de Brandão, que eu tive o prazer de conhecer pessoalmente pela primeira vez, dois ou três meses atrás, na Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto, onde ele esteve e, aliás, é patrono, tá indo sempre, recebido com muito carinho. Então, professor Inácio Loiola de Brandão, porque ele é um mestre nas artes das da literatura, dos da escrita, foi muito simpático, gostei muito de conversar com ele. E ele diz o seguinte sobre esse livro, só para deixar claro que Inácio de Looela Brandão é membro da ABL, a Academia Brasileira de Letras, é um dos nossos imortais.

Eh, um livro para ser lido com certa lentidão, porque é cheio de súbitas surpresas nas entrelinhas, parágrafos, elas surgem inesperadas. Daí o ritmo. Chancelado pelo imortal Inácio de Loela Brandão, a Amazônia e o pequeno grão de mostarda, uma história de transformação em plena selva amazônica. O que a gente mais precisa hoje é que as pessoas endinheiradas, grandes investidores, banqueiros, empresários, com interesses em potencializar suas fortunas e de olho na Amazônia, se inspirem naquilo que significa.

Eu vou pegar aqui um trechinho bem pequenininho do prefácio das duas autoras que eu achei muito bem feito, que diz assim: "O nosso romance Amazônia e o pequeno grão de mostarda, não só questiona o desejo do ser humano de alcançar sucesso e recompensa diante de um contexto rico e totalmente novo, como também convida o leitor a se confrontar com o sentido da sua existência. Se você, caraitor, então assim, qual é o sentido da vida? É enricar, eu vivo para acumular bens e posses. Ah, então tem um negócio atraente na Amazônia, mas eu não tô preocupado no impacto que isso vai determinar na floresta.

Eu não tô preocupado em conhecer projetos que geram riqueza, geram emprego e renda sem poluir os rios, sem devastar a biodiversidade, sem agravar o efeito estufa que aquece o planeta. Tá ou não preocupado com isso enquanto capitalista, investidor, empresário, tá ou não tá preocupado com o teu legado aonde o teu dinheiro foi aportado? Que consequências os teus investimentos determinarão? Eu tenho uma bronca enorme dos bancos e instituições financeiras do Brasil pelo seguinte motivo.

Óbvio que eu tenho o meu caramingá guardado, porque quando chegar a hora de eu me aposentar, quando eu ficar mais velhinho, eu sei que eu vou aumentar minhas despesas médicas, minha a necessidade de você sempre ter trabalho e com uma aposentadoria pequena se resguardar. Eu tenho meus caraminguás guardados. Agora eu bato de frente com tudo que é gerente, tudo que é gente ligada à instituição financeira que vai me recomendando. André, a gente recomenda para você esse investimento aqui. Eu faço perguntas que ele não tem resposta. Eu pergunto assim: "Esse investimento tá ligado a algum empreendimento que eu possa indiretamente ou diretamente me sentir culpado?" André, como assim?

Os gerentes às vezes ficam surpresos. Ué, mas o vai ganhar dinheiro aqui, remunera melhor essa poupança. Eu falo, mas pera aí, esse fundo de investimento, esse investimento que você tá sugerindo, ele tá ligado de alguma forma a atividades econômicas impactantes para o meio ambiente e o clima? Esse recurso ele me deixa com a consciência tranquila se for nessa direção que você tá sugerindo. E aí vem a minha bronca com as instituições, porque os investimentos quase nunca t informações bem consolidadas sobre o destino e o impacto gerado pelo dinheiro. Eu vou dar um exemplo. Falam assim, renda fix, bota em renda fix.

Aí você vai ver o dinheiro, o banco pega o teu, o teu dinheiro, bota lá na renda fixa, que na verdade esse dinheiro vai circular por outros fundos, vai, você vai rentabilizar o capital pegando esse dinheiro para ir para certos destinos que você não tem controle. Não tem controle. Então, com todo franqueza, eu não quero botar minhoca na cabeça de vocês, eu quero botar sucuri na cabeça de vocês. Eu defendo um sistema financeiro que seja 100% transparente. Se tô tendo um dinheirinho extra para investir numa poupança, numa renda fixa, qualquer coisa, eu quero saber esse dinheiro vai remunerar que setor da economia e aonde ele vai parar.

Eu não quero que o meu dinheiro estimule especulação imobiliária. Eu não quero financiar a indústria do petróleo. Eu não quero financiar mineração. Eu não quero financiar, eu não quero estar por trás de setores de economia que eu como jornalista tenho observado e não vou generalizar a boas empresas a empresas que não merecem literalmente respeito. Ou porque afrontam legislação ambiental ou porque também afrontam a legislação trabalhista. Ah, eu só fiz um, eu só botei um dinheirinho naquele fundo. Pergunta, chatei. O gerente fala assim: "Eu quero saber mais esse dinheiro. Eu quero aplicações que não tenho por princípio apenas e tão somente dar lucro.

Eu quero a garantia que o meu dinheiro não tá remunerando atividades que depois eu possa me arrepender. Bom, isto posto, vamos passar pra parte três do nosso querido papo das. Deixa eu falar uma coisa para vocês aqui. Eu vou ser bem direto. Alô, Mr. Anderson, pensa se isso dá um belo recorte depois pro nosso shorts e eventualmente o feed, né? Porque o papo das tem uma hora, muita informação e às vezes fica meio diluído. Eu quero focar aqui numa história.

O presidente do Congresso tinha agendado para ontem a votação dos vetos da presidência da República ao projeto de lei que foi batizado de PL da devastação, que flexibiliza a legislação ambiental de uma forma horrorosa e que mereceu notas técnicas muito bem fundamentadas de organizações sérias como a Sociedade Brasileira pro Progresso da Ciência, Fundação Osvaldo Cruz, cada um com sua nota técnica, Observatório do Clima, Instituto Socioambiental, falando que da forma como o Congresso quer fazer a flexibilização do licenciamento, o Brasil vai aumentar desmatamento, vai aumentar a emissão de gases que aquecem o planeta de uma forma acima da nossa meta no acordo de Paris e vai expor desnecessariamente populações ao risco de empreendimentos que não serão devidamente licenciados, porque a meta é flexibilizar e agilizar.

Flexibilizar e agilizar. E e a ética do cuidado fica em segundo plano. Que que eu queria observar? Na hora H, Daviel Columb retirou da pauta, falou: "Não, vamos votar". E aí, o que que tá revelado hoje pelos colegas de Brasília que fuçaram a história? Não votaram por enquanto porque temem ser escolachados nas redes sociais com a proximidade da COP 30. da COP 30 ser um ambiente aonde se turbinha crítica ao Congresso, que esse ano foi massacrado no varejo do atacado por várias medidas e projetos infames, entre os quais o PL da bandidagem, né, da blindagem, o PL que acoberta crimes.

Então, eu acho muita hipocrisia que a gente tenha um Congresso que já tomou a decisão, segundo fonte, eu também acessei as minhas, vão derrubar os 63 vetos da presidência da República que a ministra Marina ajudou a dizer: "Olha, esses 63 pontos são devastadores paraa proteção do clima e do meio ambiente. Esses vetos devem ser derrubados. Congresso já teria tomado essa decisão. Só que eles não querem fazer agora porque não querem levar pedrada na época da COP 30. Eu acho isso de uma hipocrisia, de uma covardia moral, sabe? Assim, a gente precisa debater, a gente precisa ouvir os especialistas, a gente precisa entender o que a ciência tá dizendo.

Boa parte dos congressistas são empresários travestidos de políticos, têm interesses pessoais. E esse é um ponto que me angustia enquanto cidadão, eleitor e jornalista. Eu realmente não vejo o Congresso à altura do desafio de promover o justo debate sobre flexibilização, sem enfraquecer a legislação ambiental a um ponto de vulnerabilidade aonde a boiada vai passar.

Fica ligado aí, porque a gente precisa se manter vigilante em relação ao risco do Brasil, que a maior potência mega biodiversa do planeta ficar a mercê de uma legislação frouxa, ausência de fiscalização, autolicenciamento a granel, sem a gente saber quais são as consequências disso ou não dar a devida visibilidade a quem sabe quais serão as consequências e produzir as notas técnicas mencionadas por mim. Isto posto, vamos para onde? Vamos para a perguntita que fiz no stories do Instagram. Você sabe que as perguntas são perguntas filosóficas. Que que quer dizer isso, André? Perguntas que fazem pensar.

Ach, a gente não tá pensando, a gente tá meio robotizado, meio zumbático, a gente tá meio toma lá da cá, meio automático. O papo das nove tem essa função de desacelerar. Pensa, reflete, tome suas decisões de forma consciente. Aproveite o livre arbítrio para tomar as melhores decisões ao seu alcance. A gente não vai acertar tudo, mas a gente não pode errar por omissão, por desleixo, por invigilância. Então vamos lá. Qual foi a perguntita? Perguntita que Mr. Anderson trouxe aqui a seleção das questões levantadas por você a partir da seguinte pergunta: Existe um jeito certo de envelhecer? Tô te perguntando aí. Existe um jeito certo de envelhecer? Que que você acha?

Mandamos essa pergunta no stories no Instagram. Muita gente participou. Agradeço a participação de vocês. Mr. Anderson fez uma seleção de 1 2 3 4 5 6 pessoas agraciadas por Mr. Anderson. Direto do Planalto da Borborema em Campina Grande, Paraíba. Iara Barone, não disse de onde é. Adoro saber de onde vocês são. O mundo não está estruturado para as pessoas envelhecerem. E agora, José? E agora, Iara, que a gente tem que ajudar a estruturar o mundo para as pessoas envelhecerem. A gente não vai chorar o leite derramado. Houve muitos avanços. Um deles é o Estatuto do Idoso. Isso foi uma conquista.

Outra conquista é você começar a organizar prioridades em filas de aeroporto, lugares e assentos em ônibus, metrô, trem, eh organizar prioridades aonde você possa facilitar a vida de quem tem uma idade mais avançada. Igualmente falando, nós vamos ter eh todo um protocolo de cuidados novos que a legislação determinou para quem vai envelhecendo. E temos, como disse, esse estatuto do idoso, não tinha estatuto do idoso, né? Então, eh, passe livre em alguns meios de transporte também, uma conquista. E nós temos a oferta de pacotes turísticos, pacotes culturais, academia, por vezes, dependendo do lugar para você malhar, tem um preço mais camarada para quem é idoso.

Então, presta atenção, o mundo tá mudando de devagarinho. Por quê? porque o mundo tá envelhecendo. Então, eh, a gente precisa lutar pelas melhores condições de habitabilidade nesse planeta das pessoas que vão envelhecendo. Eu acho isso muito importante e acho que isso tá acontecendo. Táara, eu entendo o que você diz, são muitos problemas, mas já foi muito muito pior. A gente tem que fazer essa transição. É Ana Lúcia de São Paulo capital. Aceitar o envelhecimento da matéria é um processo? Para alguns de nós, certamente sim. Para outros, eu acho que esses outros são minoria, é um processo fluídico. Ele flui. A pessoa envelhece nem se percebeu alcançando essa faixa etária mais avançada.

Ela tá obviamente menos vigor físico, mais cuidados com a saúde, prestar atenção na alimentação, na pressão arterial, eh na taxa de diabetes, né? Se quer dizer, qual é o grau de açúcar no sangue, de glicose, essa coisa toda, eh, esclerose, doenças degenerativas, isso começa a ficar no teu radar. É o que a gente chama bem humoradamente de papo de velho, né? Você repara assim, tem uma roda de pessoas com 50 mais. Aí você vai ver quais são os assuntos. A pessoa fala: "É, pois é, não tô mais dormindo como eu dormia antes. Não, agora ficou difícil jogar aquela pelada fim de semana porque eu não consigo mais correr como eu corria antes. Papo de velho, como a gente gosta de brincar.

Então, aceitar o envelhecimento é um processo paraa maioria de nós, para mim tá sendo. É, é algo que você vai se acostumando e se adaptando a uma nova realidade, que não é propriamente ruim se você souber trabalhar a sua cabeça para lidar com isso. Essa é a minha opinião. A gente tem que se preparar pro envelhecimento. E se preparar, como você bem observou, não é um decreto assim, uma autossugestão, um livro que eu li e resolveu o problema. Não, ler é bom, aliás, é fundamental. Eu acho, para a literatura focada nesse assunto é muito interessante e muito reveladora de como esse processo pode ser prazeroso. Eu vou dar um exemplo bobo aqui. Sexo na terceira idade, por exemplo.

Terceira idade, nem sei se é um termo que ainda se usa. Eh, porque idoso no Brasil é quem tem mais de 60 anos. Eu vou fazer 60 anos ano que vem, gente. E vou tirar onda. Vou entrar de graça em ônibus. Vou pegar o lugar das prioridades no aeroporto. Ih, me aí, planeta Terra, prepare-se para Andrezito com 60, hein. Eu vou vou fazer uso aqui das minhas prerrogativas. Sexo na terceira idade, sexo entre idosos. Eh, vovô ficou viúvo. Aí a família, pô, vovô, minha solidariedade, meus sentimentos, a gente tá aqui, tá com o senhor. Aí o vovô aparece meses depois com uma namorada. Aí a família fica horrorizada. Pô, vovô, esqueceu a vovó? Não, ele não esqueceu a vovó. Deixa de ser preconceituoso.

Vovô tá vivo e vovô gosta de companhia. Ele tá numa fase da vida em que é legal ter alguém por perto da idade ou da geração ou que compartilhe os gostos dele. Isso vale pra vovó também. Vovó perdeu o o o companheiro de 40, 50 anos de vida. Aí de repente a vovó aparece. Olha, eu quero apresentar para vocês meu namorado. Vovó, você? E o vovô? Ué, vovô partiu. Pessoa mais importante da minha vida, meu amor. Mas eu eu tô viva, eu tô aqui e eu tô querendo viver. Eu tô aberta, eventualmente, não é uma necessidade. Eu tô aberta para ter a oportunidade de conhecer pessoas interessantes e que eventualmente me dão prazer. Então, novamente, escolhi um tema meio cascudo, mas eu vou seguir em frente.

O que que se espera do sexo na terceira idade para quem pratica? Não é o desempenho, eu diria, vorais de um adolescente ou de um jovem num relacionamento íntimo, mas é a descoberta do erotismo, da sensação de prazer, das zonas erógenas, assim, que você consiga usufruir. Tô vivo. Quem tá vivo tá em missão. Seo é importante para mim, por que não vão me julgar? Porque eu faço sexo com 70, 80, 90 anos. Até porque existem pílulas mágicas que fazem com que eventuais, eu diria, inibições não sejam propriamente um problema. E, aliás, até para as chamadas inibições, né, um membro que não alcança a ereção, você pode ter prazer sem a necessidade propriamente da penetração.

Desculpa, vocês estão, né, não não é não não é comum a gente falar sobre isso aqui no Papo das 9, mas eu tô falando da arte de envelhecer bem, que é o nome de um livro do Hermógenes, mestre da ratioga no Brasil, grande amigo que já partiu. Então veja, é, você pode ter uma pessoa que você nem vá pra cama com ela e não é só na fase mais avançada da vida. O sexo não é uma questão, mas a proximidade e os jogos eróticos que eventualmente se desdobram de acordo com cada casal. Eu preciso ser claro em relação a isso. Quando eu era pequeno, quando você chegasse aos 50, 60, você já era alguém considerado muito velho.

Hoje em dia, a gente tá vendo uma geração, eu gosto de citá-los, Gilberto Gil, Caetano Veloso, nem Mato Grosso esculachando com aquele corpítio, né? Aquela aquele gingado do Nei, Mick Jagger à frente do John Lin Stones. P uma carne, cara, fazendo turnê. Todos eles 80 mais, não é isso? 80 mais. Então, na boa, se liga. A gente precisa ter a noção de que, graças ao bom pai, a gente tá conseguindo viver mais e melhor.

Para as pessoas que são a maioria de baixa renda no Brasil, o desafio é contar com o poder do Estado para dar suporte em atividades físicas, medicação, principalmente aquelas de uso contínuo, estimular encontros, porque a vida social é fundamental paraa saúde mental de qualquer pessoa, principalmente do idoso e da idosa. A Malu tá lembrando que a Fernanda Montenegro, é verdade, fez 96 anos ontem, Fernandona lúcida, trabalhando, fazendo leituras em teatros de textos, Simone de Burvoá e outros textos que ela lê, que aquele vozeirão, a entonação, a credibilidade que ela empresta aos personagens. Fernanda Montenegro 96 trabalhando, cara, para tudo.

O mundo mudou, as pessoas estão vivendo mais e melhor. E a gente precisa ter o poder público dando suporte, porque para as pessoas de baixa renda que não tm condições de ter, em parte dos casos, uma boa assistência médica, recursos para comprar medicação, principalmente de uso contínuo, uma boa nutrição, etc., precisam ser assistidas. É por aí que eu acho que a coisa vai. Desculpa me alongar, tá? Ana Lúcia Lê.C na fotoarte. Ser idoso é ser velho. O que significa ser velho? Bom, do meu ponto de vista, vou replicar um velho clichê. A idade tá aqui. Você pode ter jovens velhos, você pode ter crianças velhas e você pode ter idosos, tecnicamente idoso é quem tem mais de 60 jovens.

Isso é tão fácil de perceber. Você percebe isso às vezes pelo olhar. A vitalidade não é só física. A vitalidade é espiritual. A verve, o brilho nos olhos, o tesão de fazer alguma coisa, a vibração, sabe? Aquele rosto iluminado, né? Que a pessoa tá exalando energia, ela tá sintonizada com a vida, ela tá cuidando da vida. E quando a gente cuida da vida, a vida cuida da gente. Quando você gosta da vida, a vida gosta de você. Então, tá aqui a idade. A idade tá aqui. E cada um que se ajusta a sua idade. Eu não tô dizendo que o certo é ter uma mente jovem. Eu tô dizendo que você pode ser uma pessoa mais recatada, uma pessoa mais tranquilona na sua. Seja feliz assim. Dá para ser feliz assim? Dá.

Cada um com seu cada um. Não tem um jeito certo. Agora não fique pegando no pé de pessoas idosas que têm muita energia, muita vontade de viver, querem ficar bem bonitinhas, querem namorar. Deixa de ser careta, toca a vida. Eu, hein? Tatiana Bicalo é de Oliveira, Minas Gerais. Adoro saber de onde vocês estão, de onde vocês são e onde estão. Oi, André. Como aceitar as limitações que ocorrem quando envelhecemos? Um abraço, Tatiana. Esse é o processo que a nossa amiga Ana Lúcia de São Paulo capital havia falado. É processo. É natural que no primeiro momento a gente reaja mal, né? Assim, pô, eu não tô conseguindo ter o mesmo fôlego. Caramba, vou ter que usar óculos.

Eu me lembro quando eu não usava óculos até relativamente pouco tempo, passei a usar óculos. Você acha que foi simples? Não foi, pô. Vou ter que usar óculos. E agora eu tô tendo que trocar lente todo ano, cara. Todo ano eu vou lá fazer o meu exame, né, oftalmológico, faço aquelas medições. Aí o Dr. Camilo, meu oftalmologia, fala assim: "Vamos fazer uma correçãozinha aí". Eu falei: "Drutor Camilo, agora virou moda todo ano mudar lente que também tem custa caro, né? Aquele cara sovina ainda fala assim: "Não obstante tem que trocar o ó, ainda vou pagar, pôra". E não é barato. E quanto mais grossa a lente, essas armaçõezinhas fininhas não dão conta. Legal. Ainda tem essa.

Bom, então não é simples, não é fácil, mas é perfeitamente possível. Eu já eu já esqueço que eu tô usando óculos e os óculos já fazem parte da minha cara em certa medida. Faz, eu já não me reconheço sem os óculos. Eles estão ali compondo o meu visual, faz parte. Eh, menos cabelo, a barriguinha. Isso daí, gente, é negociável e e a gente precisa saber negociar.

A gente não pode ser, eu acho isso até por vezes patológico, quando você não aceita, por vezes não, sempre, quando você não aceita a idade que você tem, você tá precipitando enormemente o risco de enveredar por um problema de ordem mental, que é a não aceitação de si mesmo, é tentar driblar a lei inexorável da vida, que é envelhecer, e é você começar a se medir pela aparência, Não aceitar ruga, não aceitar pé de galinha, não aceitar calvice, não aceitar cabelo branco, não aceitar barriguinha, não aceitar a flacidez da pele, não aceitar que você já não é mais o mesmo, que tá parecendo um pouco diferente na foto. E daí com toda a franqueza, é o fim do mundo.

Eu sinceramente acho que a pergunta feita pela Tatiana encerra uma sabedoria que é a de aceitar as limitações. Aceite-se como você é. Aceite-se. Uma das coisas que eu acho incríveis no processo de envelhecimento, penso eu, das muitas lições que isso traz pra gente de ordem espiritual é a gente ser humilde, porque principalmente os homens são muito assim orgulhosos dizendo, deixa que eu faço, preciso de ajuda não. Aí de repente você tá envelhecendo e precisa de ajuda para quase tudo, para subir no ônibus, para carregar compra. para carregar peso, o que seja. Onde fica o teu orgulho quando você precisa de ajuda? Pensa nisso.

A a medida que a idade avança, a gente vai sim, isso não é feio, isso não é errado, precisar de ajuda. Então veja a lição moral que nós temos no sentido de que à medida que a gente precisa de ajuda, a gente vai ter que arrumar uma gaveta para colocar e esquecer na gaveta o nosso orgulho, a nossa vaidade, esse mito da autossuficiência que os homens têm. Muitos homens têm. É uma coisa meio da sociedade patriarcal machista assim. Só é homem. Eu nasci com aquilo roxo. Aí você vai dizendo, deixa comigo que eu resolvo. A idade vai chegando e não dá para resolver mais tudo que você resolvia antes. Se é que resolvia. Tem um lado muito bonito do envelhecimento da maturidade espiritual, penso eu.

Andreia Grudes, São Paulo. Como envelhecer bem um país extremamente etarista como o Brasil? O Brasil não é o único país etarista que tem preconceito contra idosos, né? Eh, a gente vai, você perguntou para mim, eu vou te dar uma resposta. Eu acho que nós precisamos, e não importa a idade, pode ser o idoso, mas é legal quando isso também vem de jovens, combater o etarismo, não fazer piadas que remetam ao etarismo, não praticar o etarismo, denunciar e recriminar quem pratica o etarismo. Por quê? Tarismo pode invariavelmente causar algum estrago, algum abalo na autoestima de pessoas idosas. Pode causar.

Se a pessoa não tá bem resolvida em relação a isso, porque tem gente que é alvo de preconceito em relação à idade, tá se lixando. Ela tá bem resolvida com ela. Falem o que vocês quiserem. Eu me sinto muito bem resolvida comigo e talvez melhor até do que você que é muito mais novo, muito mais nova que eu. Fica aí com tuas brincadeirinhas que eu vou tocar minha vida, que eu sou muito feliz como eu sou. Então a gente tem que mudar uma cultura. E eu acho que essa cultura, como eu já disse, tá mudando lenta e progressivamente. As mudanças mais importantes não ocorrem de imediato. Elas são objeto de um processo de maturação. Já foi mais difícil ser idoso no Brasil e no mundo.

Hoje temos mais consciência da necessidade do respeito, porque na melhor hipótese envelheceremos. A melhor coisa que pode acontecer com você é chegar a uma idade avançada. Então, prepare-se para isso. Prepare a sua cabeça, prepare o seu corpo. Eu acho muito legal. Eu já falei para vocês que eu tô matriculado aí já há alguns mais de um ano, né, numa academia de musculação. Não gosto de fazer musculação, mas faço porque eu preciso me cuidar. Ah, André, mas você tá preocupado com a aparência? Não, eu tô preocupado em não perder tôus muscular, porque é o que acontece progressivamente com a gente. Antes de chegar aos 60, você já tá perdendo o tônus muscular.

Qual é o problema de você não reforçar sua musculatura? é você em algum momento não conseguir mais levantar do sofá, da cama, da cadeira sem um brutal esforço. A meta é eu me levantar sozinho da cama, do sofá ou da cadeira com 90, 100, 110 anos. Quer ajuda aí, vovô? Não, tô de boa. Aí você tá lá com a sua coxa, panturrilha, joelhinho, tudo, ó. Dá licença, hein. Levantei. Agora vou sentar em. Sentei sem precisar pedir ajuda. Esse é um indicador de que você tá trabalhando bem musculatura. Fora os outros. Você gosta de se levantar e sentar sozinho, gente? É fato, tá? Isso é uma boa meta. É a minha. Cintiazinha. Como perder o medo da longevidade quando a pânico de ficar dependente de cuidados?

Sim, Tiazinho, a gente tem que trabalhar, de repente até psicologicamente com a ajuda de um terapeuta, de onde vem o pânico de depender de cuidados? Porque eu vou entender sim, quando a gente, por exemplo, ouve falar do aumento de certas patologias que remetem à demência, Alzheimer, né, Parkinson, você começa a ter questões questões incapacitantes do ponto de vista físico ou do ponto de vista mental. Vamos lá. Aí você, eu entendo isso, eu entendo mesmo. Mas eu acho que a gente até nisso tem que saber lidar. Até nisso a gente tem que saber lidar. Eh, é processo, é um aprendizado.

Nada como um dia após o outro, nada como ter um diagnóstico e a cada dia aprender a lidar com aquele diagnóstico no sentido de você se preparar e de você ter o privilégio de contar com a ajuda dos outros. Pior do que ser, eu diria, ser dependente de cuidados, pode trazer embutido um certo orgulho de você não querer dar trabalho. Mas veja, nós somos interdependentes. Quem tem filho se desdobrou, se sacrificou pro filho vir ao mundo. E na hora que você envelhece e precisa de ajuda, é natural que o filho, é desejável que o filho esteja disponível para dar esse suporte, penso eu. Se o filho não dar esse suporte, alguém haverá de dar.

E se ninguém der, toca a vida da forma possível, sem desespero, sem ansiedade e sem angústia, entendendo que Deus a todos nós ama e provê. dos recursos necessários para tocar a vida do jeito que a vida tá vindo. É muito importante a gente aí entra em alguns momentos a questão da fé, penso eu. fé. Quando você se sente mais solitário, mais abandonado, mais desprovido de recursos amorosos, espirituais, materiais, aí entra a questão, penso eu, da fé. Eh, tá sem som, gente, aí que isso? Como assim tá sem som? Alô, tá sem som? Tá com som? Tá sem som. Como é que estamos aí? Tão me ouvindo? Bom, eu vou encerrando o papo das 9, lembrando dois compromissos deste fim de semana. Quem tá por aí?

É, tá sem som. O pessoal tá dizendo que tá sem som, ó. Deixa eu ver se tem algo a ver com isso aqui. Deixa eu ver. Não, aqui. Ah, pera aí. Oi. Tá com som agora, gente? [sem fala inteligível na unidade] Caramba, eu acho que foi pro vinagre aqui a transmissão. Foi, foi ou não foi? Alô, chegou o som aí. Dá um alô aí. Tá com som? Tão me ouvindo? Sem som h um bom tempo. Agora travou. Me digam se tá com som. Eu vou encerrar de qualquer maneira que tá no horário dando o recado. Domingo agora, depois de amanhã estarei estarei em São Paulo no Perseverança, OK? Estarei no Perseverança lá na Vila Mafalda. Vila Mafalda, gente. Eu acho esse nome tão bonitinho. Deixa eu ver aqui. Vila Mafalda.

Cháara Mafalda. Domingo estarei na Cháara Mafalda no Perseverança na parte da manhã. Chegarei lá às 9:30 da manhã. OK. E se você já quiser reservar o seu, estarei 7 de dezembro, domingo, no evento beneficente para a Escola Espírita Joana de Angângeles, lá no Irmã Sheila, na rua Comendador Francisco Barone, Nova Iguaçu. Ingressos a R$ 40. Mensagem para confirmar inscrição e compra de ingresso para ajudar a escola a pagar 13º dos professores e garantir uniforme novo pro ano letivo de 2026. 99113 9994 9913 9994. Você já garante teu ingresso e manda ver. Desculpa aí o povo do Instagram, parece que no finalzinho colapsou a transmissão. Povo do YouTube, estamos junto. Vamos em frente.

Fiquem com Deus. Valeu. [sem fala inteligível na unidade]

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