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Seguir a tradição é algo importante para você? Papo das 9 #1020

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Olá, bom dia a todos. Bom dia a todas. Onde você tiver, em algum lugar desse imenso país chamado Brasil ou no mundo. A gente tem gente por aqui, a gente acessa pessoas que t estão em outros continentes. É um barato.

Tá começando mais um papo das 9 ao vivaço, direto do meu Cafofes em Laranjeiras numa semana santa. né, pela tradição cristã, o ápice, digamos assim, da celebração da ressurreição de Jesus. Tô tocando interfone. Um minutinho. Tô sozinho em casa, então pessoal sabe que esse horário não é para tocar.

Quando toca é para eu atender. Ao vivo. É assim mesmo. Acontece. Então, é um momento especial e eu queria ressaltar que esses feriados, esses momentos, digamos assim, de recesso, vocês veem assim essa ponto facultativo nos municípios, em boa parte dos municípios dos estados, eh, nível federal, um recesso.

Eu queria começar o papo das 9 refletindo sobre esse momento do ponto de vista do feriado e do recesso, que poderiam ser compreendidos como uma trégua na rotina. E isso, por incrível que pareça, é muito desconfortável para muita gente, né? A gente normalmente no Brasil em particular, que tem muito feriado, exalta o feriado. Opa, amanhã é feriado, amanhã não tem que trabalhar, amanhã não sei o quê. Bom, é curioso isso.

Muita gente se sente extremamente desconfortável a partir do momento em que, longe do burburinho, das atribulações usuais, das tarefas estabelecidas pelas rotinas, você inexoravelmente haverá de ter mais tempo para observar como você está. um contato mais próximo com você mesmo. É isso que muita gente, muita gente considera uma experiência desconfortável, ruim, porque não tem o hábito de estabelecer esse contato consigo próprio. Eu nem tô falando de uma meditação, mas a própria prece, um momento assim de recolhimento, que você faça as suas próprias divagações. É interessante como nós somos estranhos a nós mesmos.

Muitos de nós somos estranhos a nós mesmos. E no período do recesso, do feriado, da trégua do não trabalho, longe da rotina, a um arrefecimento assim da agitação, do burburinho, a gente se depara com quem? com a gente mesmo. [risadas] E aí esse encontro nem sempre é prazeroso. E aí você vai ver pessoas que num feriado, no momento, portanto, de recesso, no momento de trégoa, ou vão buscar algum consolo em drogas lícitas ou ilícitas, vão buscar através do entorpecimento dos sentidos, um alívio pro silêncio que me perturba, pra oportunidade que tenho de estabelecer um contato mais próximo comigo mesmo.

mesmo, sabe? Uma reflexão, pensamento, eu eu ter mais tempo de entender como é que eu tô, de me aprofundar nos meus sentimentos. Tem gente que sofre e vai buscar ou nas drogas lícitas ou ilícitas ou vai botar, isso é muito comum no Brasil, o som alto, né, estridente para ficar ali também, né? É, eu gosto de música. Aí bota música lá no alto, como se fosse um DJ numa festa, numa raive.

E às vezes, eu não vou generalizar nada, por trás dessa necessidade de colocar um som em altos decibéis, está justamente a tentativa de driblar o que o silêncio te traz, o que a possibilidade de uma imersão te traz. Eu me lembro aqui no Rio de Janeiro, o Grupo Espírita André Luiz, lá no Maracanã. Faz tempo que eu não vou lá. Tem uma plaquinha bonita na parede assim de uma obra de André Luiz atribuída a ele a frase: "O silêncio é uma prece". O silêncio é uma prece por quê?

Porque em silêncio a gente costuma ter a oportunidade de fazer esse exercício. Mesmo assim, não é exercício, naturalmente você se torna o centro das suas atenções. Não tem nada para te distrair. Não tem nada para, não tem nenhum burburinho para dispersar a tua atenção. Em silêncio é você e você.

E aí se garante? Se garante você com você. é uma experiência boa ou ruim? Esse é um ponto, eu acho, capital. Então, eu queria começar minha reflexão.

A gente vai falar muito de Páscoa hoje, embora seja sexta-feira santa, o dia em que Jesus, pela tradição, segundo os evangelistas, né, foi o dia que ele sucumbu o corpo físico de Jesus à crucificação, morto e sepultado na sexta-feira santa, né? Então, a gente vai falar assim da tradição, vai falar do que se espera. Isso é muito do catolicismo também, dos ritos que envolvem a celebração da memória de Jesus a partir de diferentes momentos que ocorreram na Semana Santa iniciada domingo de Ramos, quando Jesus entra triunfalmente em Jerusalém. E aí vai ter o timace, lavapé, a prisão a partir da traição de Judas, o açoite, ah, todas as etapas que antecederam a crucificação, né? Havia cruces, por assim dizer.

No Golgota, a crucificação propriamente dita. Depois o sábado em que nada acontece do ponto de vista do que imediatamente após a colocação de Jesus no jazigo, estabeleceu-se ali então o possível fim da história. Só que não. Domingo de Páscoa é o domingo da ressurreição. E tudo que Jesus falava, ele confirmou.

A morte não existe, aparece em carne e osso com as chagas da crucificação. E isso é empresta a essa história uma força monumental. Monumental, né? Então vamos lá. Vamos pegar aqui.

Vamos beber da fonte de um cristão. Carlos Torres Pastorino que foi padre. E aí, deixa eu ver se eu conto a história certa agora. Cristiana, Cristiana, pastorino, filha do pastorino, minha amiga. Ele foi padre, esteve no Vaticano, inclusive várias vezes, um profundo estudioso, poliglota e pastorino se desencanta com a atitude do Vaticano que teria orientado Mahatmand num encontro com o Papa da época, a usar as vestes adequadas, porque as vestes de Mahatmand foram consideradas pelo protocolo do Vaticano inadequadas para uma reunião com o Santo Padre.

E Pastorino ficou muito incomodado com essa preocupação da diplomacia vaticana, da cúria, né? As vestes adequadas. Esquisito isso. E a a vontade de estabelecer uma família, matrimônio e ter uma família, precipitaram, portanto, a saída de Carlos Torres, Pastorino, do sacerdócio. Depois disso, ele se converteu ao espiritismo.

Em 1960 fez o livro Minutos de Sabedoria, a partir da experiência que teve antes numa rádio aqui do Rio de Janeiro, aonde ele tinha alguns breves minutos ao vivo para fazer a síntese de mensagens de sabedoria. E isso inspirou o livro editado por uma editora católica, Vozes. [risadas] Essa história eu acho bem legal. Quer dizer, a vozes acolhe um autor espírita a partir do reconhecimento de que aqui não há proselitismo religioso, aqui há o compartilhamento de ideias inspiradoras que fazem a nossa rotina no papo das ve desde o início ser mais inspirada mesmo. Então vamos lá, pedindo aqui ajuda aos amigos invisíveis para que nos inspirem.

a abrir a página mais indicada com a mensagem mais apropriada para esta sexta-feira santa do ano da graça de 2026. Para onde vamos? Que eu seja um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse princípio, para esse propósito. 177. Faça questão de ser alegre e otimista.

Nada na terra pode destruir a felicidade do homem otimista e alegre. Se lhe chegarem dores, receba-as com calma e não se deixe atingir por elas. Não coloque sua felicidade no que lhe vem de fora. Construa sua felicidade dentro de você mesmo, fazendo consistir sua aventura no progresso constante da vida do espírito, na sabedoria do coração. Eu tenho algumas breves observações.

Eu já comentei aqui, nós não devemos simular alegria ou simular otimismo. Do contrário, isso pode se transformar até em doença. É o que se chama de felicidade tóxica. A gente não vai fingir que tá alegre, fingir que tá otimista, fingir que tá feliz. O que pastorino propõe é algo mais profundo no sentido de você dentro de você ter a clareza de que todos temos o poder de determinar o nível de humor, graça, leveza que a gente deseja para nós mesmos.

E a compreensão, isso é muito importante, de não colocar a nossa felicidade no que vem de fora. Isso é é algo num mundo ainda tão apegado à matéria, uma sociedade de consumo ainda tão, eu diria, refém da ideia de que eu preciso acumular bens e posses para ser uma pessoa feliz. Se eu não for uma pessoa bem aquiada de recursos naturais, eu não tenho a condição de me dizer feliz. O que nós sabemos que não é verdade por vários motivos e evidências. Eu já falei aqui que eu conheço muita gente abastada, rica, profundamente infeliz, inquieta, que necessita por vezes, e graças a Deus existem medicações receitadas por profissionais responsáveis para tentar aplacar uma agonia atroz.

E as pessoas têm tudo, ou muito mais do que precisam, né? São pessoas abastadas. Então essa é uma questão. A outra, como é, e o Brasil é é um é um lugar do mundo que de fato impressiona os estrangeiros, impressiona os turistas. Eles comentam: "Nossa, eu eu fui a um lugar onde eu vi a alegria espontânea das pessoas.

Elas têm um jeito de ser diferente de quem, por exemplo, é egresso do hemisfério norte. Quer dizer, você vai ter aqui uma espontaneidade, um jeito de lidar com os problemas que tem uma singularidade. Então, pessoas humildes nos ensinam por vezes que com pouco se faz muito, sabe? famílias assim com um um orçamento muito inxuto, mas que se alegram por estarem juntas e celebram a união de membros que se amam e se querem bem. E com pouco faz muito.

Faz uma celebração de aniversário, faz uma celebração de Natal, aonde esse espírito da confraternização é absolutamente legítimo, genuíno. Depende se a ceia tá meio, eu não tenho um peru de Natal, porque tem gente que acha que sem peru de Natal não tem Natal, tem essas coisas da tradição que a gente vai comentar agora a pouco, daqui a pouquinho a gente vai falar da Páscoa e aí vai ter um franguinho para quebrar algum uma farofinha com passas, né? E as pessoas estão felizes. E as pessoas estão felizes. Então, pastorino tá falando, construa sua felicidade dentro de você mesmo, fazendo consistir sua aventura no progresso constante da vida do espírito Aliás, Jesus deixou isso muito claro, né, quando falou pra gente prestar atenção nos tesouros imperecíveis, né?

Não os tesouros que a traça corroi ou que enferrujam com o tempo, são os tesouros que não são degradados, eles não se degradam, eles não se liquefazem, eles são eternos e eles vêm exatamente de um estado de espírito. É isso que pastorino tá falando. Então, é uma boa mensagem para essa sexta-feira santa, porque é uma mensagem que guarda muita proximidade de algumas das parábolas, algumas das lições morais mais importantes dadas por Jesus, né? Ele próprio uma pessoa humilde, ele próprio uma pessoa simples, razão pela qual eu particularmente tenho muitas reservas, muitas ressalvas em quem diz que a verdadeira fé é aquela fé que pressupõe a doação de um recurso meu para o templo, para a igreja, para a instituição dita cristã. Então, para eu ser uma pessoa pacificada, eu preciso dar uma grana para alguém para ter direito à proteção divina e para ter direito a uma saúde plena.

É o que se convencionou chamar de teologia da prosperidade. Então, respeitando todas as correntes de fé, porque aqui ninguém tá no direito de dizer o que é e o que não é. Fé fé e cada um tem a sua. Mas já que eu tô falando, comentando uma mensagem do pastorino, quando ele diz: "Não coloque sua felicidade no que vem de fora", ele tá falando da matéria, ele tá falando dos recursos materiais e ele tá aludindo exatamente a essência do evangelho, que é amor, humildade e simplicidade. Então é complicado.

Eu acho assim, quem bebe da mesma fonte o evangelho de Jesus, mas tira outras conclusões que passam, a meu ver, por vezes longe da essência. Mas deixa para lá que eu não tô aqui para polemizar, eu tô aqui para observar a partir da mensagem que abrimos ao acaso. Tá bom? Deixa eu pegar a carona da lembrança do mestre querido. Eu, sinceramente, na minha fase eh católica e que eu tenho saudade de algumas experiências e encontros, quero dizer, tem algo na tradição católica que ainda me encanta do ponto de vista eh da beleza de certas cerimônias, do significado profundo de certos rituais, por vezes assim, algumas vezes, faz tempo que eu não faço isso, entrar numa igreja vazia, não tá tendo missa, não tá tendo nada, porque reconheço na nave da igreja o lugar, não todas as igrejas, algumas, que você vai encontrar ali eventualmente um ambiente adequado para se reconectar com Deus.

André, mas você não é espírita. Sou, mas todas as correntes de fé tm algum lugar sagrado. Esse lugar sagrado, eu diria, são diferentes territórios, vamos chamar assim, aonde a fé é cultuada, que remetem a um mesmo Deus, a mesmo Deus. O Deus dos cristãos é o mesmo Deus dos judeus, dos muçulmanos, dos budistas, dos candomblescistas, dos umbandistas, dos taístas, dos hinduístas. É o mesmo Deus.

Mas eu me lembro que a figura de Jesus se tornou mais próxima de mim, que eu achava ele muito distante. Eu só via ele assim como alguém inacessível, né? Era uma questão minha, eu não conseguia ter essa proximidade muito distante de mim, essa figura. E depois, eh, como espírita, eu comecei a ter outra visão ou outra experiência dessa figura de Jesus que ainda está em processamento, né? Eu ainda, é o que eu digo para vocês, a gente vai elaborando, a gente a gente muda, as pessoas mudam, elas vão pela soma das experiências, tendo importantes ajustes na maneira de perceber, de sentir, de fazer a leitura daquilo que antes inspirava uma determinada ideia e hoje hoje já traz outra possibilidade de compreensão.

Então assim, essa figura de Jesus em mim, ela tá constantemente sendo burilada e transformada. E eu me sinto, é menos difícil hoje trazer Jesus para perto do que já foi num determinado momento. Eu vou recomendar aqui o livro de um jovem que eu conheço já há alguns anos aqui no Rio de Janeiro, é de Niterói, é o Rafael Siqueira no livro Ao encontro de Jesus, tá sendo lançado, né, pelo editor Intervidas. E o Rafael, ele na verdade nasceu em Itaperuna, mas tá em Itapera, no norte, noroeste, do estado do Rio. É advogado do Banco do Brasil, psicólogo, especialista em neurociências, psicologia positiva, mindfulness.

Tá chique, hein, Rafael? apresenta semanalmente o programa Ao Encontro de Jesus pela Web Rádio Fraternidade, casado com a Gabriele, pai da Clara e do Chico. Chico é um chitso. E aí temos um livro que faz esse exercício de aproximação com essa figura histórica, emblemática, importante de Jesus. E os capítulos, são vários capítulos, eles trazem, portanto, pistas do encaminhamento dado pelo Rafael para esse ah essa obra.

Capítulo um é O amigo Jesus, que é algo interessante, porque haverá aqueles e não tem certo ou errado aí, cada um com seu cada um que coloca Jesus naquele pedestal, faz o mestre. Ele era Jesus era o mestre dos mestres, era o rabi. Eh, eh, é, tá em outra prateleira. Mas quando você bota assim, o amigo Jesus, é o exercício que eu tô falando de colocar Jesus numa num nível de proximidade que me parece bastante interessante, apesar dos nossos do nosso nível evolutivo, das nossas muitas imperfeições. Aí vem Jesus e a felicidade.

Jesus, o psicólogo por excelência. Jesus é a terapia do perdão. A Jesus é a proposta do autoconhecimento. Jesus e transtornos mentais. O jgo suave de Jesus, o sal da terra e a luz do mundo.

Francisco, o Jesus. Jesus e laços de família vai embora. São alguns dos capítulos. Eu resolvi aqui, escolhi um capítulo oito, Jesus e o convite a transformação moral para ler breves linhas. Não vou ler o capítulo todo, que eu achei bem interessante porque é algo que a gente aqui no papo das ve repisa.

Em algumas palestras minhas já há algum tempo também é objeto de mais atenção. A busca da transformação moral é o grande convite que Jesus vem nos fazendo desde quando esteve entre nós. Ao longo dos séculos, com o surgimento de várias religiões, a prática religiosa acabou se centrando em artigos de fé, em propostas exteriores de salvação e, infelizmente, na disputa entre os religiosos. para definir qual seria a melhor religião. No entanto, é preciso considerar que Jesus não instituiu uma religião, mas uma proposta de vida pautada no amor, no perdão, na convivência fraterna entre as pessoas.

Não será melhor religioso aquele que acredita mais ou conhece mais a Bíblia e outros livros religiosos. tampouco aquele que mais contribui financeiramente com sua agremiação religiosa. O propósito essencial da religião, que nos permite religar a Deus é nos transformar em pessoas melhores, mais afáveis ao bem e mais amorosas com o próximo. Que nada adianta frequentarmos a Igreja ou a casa espírita, conhecermos como ninguém os princípios e livros da nossa proposta religiosa, se nos comportamos como déspotas em casa, negligentes com as obrigações do ambiente de trabalho e intolerantes na vida pessoal, a proposta é que nos esforcemos por ser hoje melhores pessoas do que ontem e amanhã melhores ainda do que hoje. Estamos no mundo por um grande compromisso de amor.

É um trecho do capítulo ao encontro de Jesus do meu amigo Rafael Siqueira. Tá aí, Rafael. Parabéns, querido. Um livro é um filho que a gente põe no mundo e um filho que tem missão, né? O livro ele não é algo e eu diria que a gente banaliza.

O livro para ser escrito, ele foi objeto de muita reflexão, imersão, tradução em palavras de ideias que a gente se esforça para tentar condensar e transformar aquilo em algo que faça sentido, seja, portanto, inteligível. E neste caso desse gênero de literatura, seja inspirador. Então o livro é coisa muito séria, muito importante, muito importante. Parabéns. Parabéns.

Sugestão de reflexão para hoje. Hoje a gente tá alinhadinho. A linha editorial do Papo das 9 hoje tá, ó, toda coesa. Não seja refém das tradições. Pense, é a minha saudável provocação para todos vocês.

Não sejam reféns tradição. Pensem que que é tradição. Vou pegar aqui no Pai dos Burros, no dicionário. Comunicação oral de fatos, lendas, ritos, usos, costumes, etc. de geração para geração.

É uma informação que vai atravessando o tempo quando se passa de pai e mãe para filho e para filha. Uma informação que obviamente é considerada importante ou relevante e aquilo segue na linha do tempo, tá bom? Então, a tradição ela tem o seu valor. A questão é quando eu provoco vocês dizendo não seja refém das tradições, significa o quê? É a nossa reflexão aqui que eu quero sugerir a vocês.

Nem tudo que pertence ao universo das tradições merece ser passado para a frente. Tem vários exemplos aqui. Nós somos um país que vergonhosamente foi dos últimos a abolir a escravidão e dos que mais retirou de forma violentíssima. violentíssima negros africanos para trabalhar da forma mais vi no Brasil. Desde esse período, construiu-se no Brasil uma cultura de discriminação e preconceito e isso passando por diferentes gerações.

Então é uma tradição, desculpa, mas é é a visão que eu tô aplicando. O racismo não surge do nada. Os bebês não são racistas. Se você colocar um monte de bebezinho numa creche, aqui tem o branquinho, aqui tem o pretinho, aqui tem o mulatinho, aqui tem o indígena, eles vão se entender maravilhosamente. Eles não vão ter qualquer inclinação por discriminar o coleguinha, porque tem uma cor diferente, porque o racismo se ensina.

Então, se nós ainda no ano da graça de 2026, em pleno século XX, ainda temos racismo, é porque isso é ensinado e isso vai passando à frente. Eu tô dando um exemplo. Outro, quando você fica chocado com os casos de feminicídio no Brasil, aí você vai dizer: "É, mas que que isso tem a ver com tradição? Essa conduta reprochável, criminosa, covarde de homens massacrarem por palavras ou agressões físicas mulheres, isto é inerente a uma cultura. Isso atravessa a linha do tempo e isso é ensinado para as novas gerações que vão replicando essa violência.

Então é uma tradição. Eu vou pegar outro exemplo. Ah, aqui onde eu moro, André, tem vaquejada. O Supremo Tribunal Federal, eu disse isso outro dia, reconheceu a vaquejada como uma tradição, razão pela qual, mesmo observando maus tratos [roncando] contra animais, porque isso tá bem basado tecnicamente, permite que ocorra um vaquejado. Aí você vai dizer: "Mas pera aí, STF, o próprio Supremo já construiu jurisprudência no entendimento de que os animais merecem proteção, têm direitos e precisam ser tratados com dignidade.

Mas o mesmo tribunal superior reconhece que a vaquejada é uma tradição." Eu na época comentei isso. acho uma baita contradição, porque a tradição ela não se justifica por si própria, ela pode ter eh significado durante um tempo, ela pode ter valor durante um tempo em que aquela cultura era prevalente. Depois as pessoas começam a ter outras visões, percepções, constatações. E o que era tradicional deixa de fazer sentido. Deixa de fazer sentido.

Tá aqui a Lorena lembrando, vaquejada farra do boi. Eu poderia acrescentar rinha de galo ou de cachorro e posso falar de rodeio. Aliás, parabéns à justiça em Campinas. Voltou a proibir por liminar rodeio em Campinas. Para quem não sabe, notícia dessa semana.

Desculpa quem gosta de rodeio. Eh, eu tô aqui advogando em favor daqueles que não têm voz, mas dão sinais explícitos de desconforto. São os animais usados em rodeios. Mas enfim, eh, vocês entendem o que eu digo? A tradição, a época de Kardec, século XIX, isso não tem nem 200 anos, na França, em Paris, cidade luz.

Paris era referência cultural, literária, artística do mundo, pelo menos do mundo ocidental. E em Paris tinha duelo ao ar livre. Você se desentendia com alguém, aí dava lá, sabe coisa, tirava a luva, a luvinha de pelique, pá, pá, dava no rostinho do teu oponente e os dois acertavam um data, hora e local para um duelo, escolhiam as armas e aí tem a regra do duelo. Cada um vai andar aqui 10 passos quando alguém vai ter um juiz lá, um árbitro, né? Não tem VAR, tem o juiz.

Ah, deu os 10 passos, virou e pum, quem tiver a melhor mira leva. E os dois podem se matar eventualmente. Olha que absurdo. E aí isso era até há pouco tempo, a tradição, a tradição caiu. Ela caiu.

No Brasil você pega quantas mulheres foram mortas pelos maridos ou namorados que se safavam, se safavam. Na justiça, eu já era reencarnado. Isso foi até a década de 70, 80. Tinha julgamentos em que a mulher assassinada pelo homem, o homem com bom advogado alevava alegava o quê? E o tribunal dava ganho de causa para ele.

Legítima defesa da honra. Legítima defesa da honra. Permitia-se que um assassino não cumprisse pena em regime fechado por homicídio, porque na sociedade patriarcal, nos valores machistas replicados através da tradição, você entendia que o homem tinha direito de matar a mulher, porque a mulher abusava. Ah, a mulher andava de biquíni e ele não gostava. Ah, a mulher, segundo testemunhas, teria olhado para outro homem num bar ou não sei o quê, e o cara ficou encasquetado, matou a companheira.

Gente, não faz 50, 40, 50 anos no Brasil se homens assassinos, covardes, né, se safavam da cadeia porque essa era jurisprudência e isso era uma tradição e isso não tem mais lugar no Brasil. Então vamos lá, voltando à vaca fria, vamos pegar aqui a semana da Páscoa. Vamos pegar aqui a semana da Páscoa. Nós temos uma tradição. O Brasil já foi durante a maior parte da nossa história.

Eu tenho que fazer essa conta de novo, mas eu acho, salvo engano, acho que sim. O Brasil tem mais de 500 anos. A maior parte da história do Brasil era um país que tinha uma religião oficial que era o catolicismo. No catolicismo, nós temos essa herança cultural que tem aspectos muito bonitos. Assim, eu não tô criticando, eu só falar.

Temos aqui uma herança cultural, temos uma tradição. Então você vai falar da semana santa, tá lá domingo de Ramos, é a missa com os Raminhos, celebrar a entrada de Jesus em Jerusalém. Depois vai ter, cada dia da semana tem a sua importância do ponto de vista da tradição cristã com olhar católico. Quinta-feira santa, eh, tem o ritual do lavapés, o gesto de humildade e tem a última ceia de Jesus. Então, você celebra na na quinta-feira santa esses episódios.

Hoje, sexta-feira santa, como eu falei, nós temos [roncando] eh a morte de Jesus na cruz. E aí, olha só, é isso que eu quero dizer. Quando você fala da morte de Jesus na cruz, tem lá e isso era tradição, pra gente voltar a explicar o que que é tradição. Ah, porque não pode comer carne vermelha. Ah, porque tem o jejum, cara.

Não, onde eu quero chegar nenhum problema. Se para você essas práticas, em alguns lugares do Brasil se usa preto, tem o luto, tem as procissões, tudo isso é lindo do ponto de vista de uma história que as pessoas quando se sentem à vontade para replicar essa tradição, ela tem seu valor. O que eu tô questionando aqui é você: "Ah, não é para comer carne vermelha hoje." A pessoa não tá nem aí para nada que diga respeito ao evangelho Ela não segue nenhuma religião ou tradição ou diz ser algo, mas não pratica. Mas aí de não, hoje eu não vou comer carne vermelha. Aqui não é para comer carne vermelha.

E tem até um aspecto meio supersticioso. Hoje é para comer peixe. Aí uma nova tradição era para comer peixe. Agora o bacalhau, né, no Brasil, principalmente, entrou forte aí dentro desse ritual. Cada um com seu Cada onde eu quero chegar.

Qualquer tradição, ela tem o seu valor e seu significado, desde que isso tenha valor e significado para você. não seja eh um membro inerte, teleguiado, que vai replicando e vai fazendo tudo de acordo com o figurino, sem entender por que tão fazendo isso. E quando você entender porque estão fazendo isso, veja, isso me alcança, isso me diz respeito. Por exemplo, eu vou dizer para vocês, eu fui criado no lar onde meu pai católico eh influenciou a replicação dessas questões. Eh, obviamente tudo bem não comer carne vermelha na cesta.

Agora o cara come carne vermelha todo dia. Aí você pergunta: "Faz diferença não comer na cesta?" Não, mas é porque não é para comer. Mas faz sentido para você não comer? Você vai associar isso à memória de Jesus espiritualmente. Você tá se sentindo adeso.

Outra, para quem tá ligado nos maus tratos contra animais, a luz de Deus faz diferença comer boi ou comer peixe. É tudo ser vivo. Tô aqui provocando vocês. Cada um tem a sua, o direito de fazer a sua reflexão. Ah, não é para comer carne vermelha.

Aí você vai comer carne azul, carne verde, carne. Você tá comendo carne. Carne que vem da onde? de um ser vivo que foi abatido e houve sofrimento, né? Então, ah, porque a carne é vermelha.

OK. Alguém haverá de dar uma boa explicação para isso. Para mim, eu eu até me puricio para não ficar falando o que eu acho, que eu deixo de achar sobre certas coisas para não influenciar, porque eu acho que todos nós temos que ter consciência do que se faz em momentos do calendário como esses, em que você faça o que lhe pareça ser o certo. cultive a tradição, desde que ela faça sentido para você, mas não seja alguém que seja objeto, portanto, de uma manipulação que não faz sentido. A culminância da Semana Santa é o domingo da ressurreição de Jesus.

Para mim é o dia mais importante do calendário cristão, [roncando] porque o Natal é o nascimento do menino, né, que veio ao mundo para nos salvar. É o que diz a tradição. Mas a ressurreição de Jesus é a confirmação de tudo que foi dito no Evangelho. A morte não existe e ele se fez presente perante os seus seguidores, seus discípulos com as chagas da crucificação, pedindo até para, se quiser toca, pode tocar. e confirmou que ele venceu a morte.

É, é um momento sublime. Aí você vai falar: "Mas aonde surgiu o coelhinho e o ovo de chocolate?" Então, veja mais uma vez, as tradições são replicadas de geração para geração. Se a gente apenas repete, sem fazer as perguntas fundamentais e essenciais, por que estou aqui fazendo isso? sendo eu cristão, se você tem essa identificação com o cristianismo, eu acho que é é justo a gente se acautelar, não replicando por replicar aquilo que eventualmente não faz nenhum sentido pra gente. Se não faz sentido, não replique.

Tradição tem que ser algo sentido, tem que ser algo absorvido, tem que ser coerente, tem que ser sinérgico com a tua consciência. Fazer por fazer, do ponto de vista espiritual, é nulo. É nulo. É uma opinião. Não sou o dono da verdade, é uma opinião.

E obviamente tanto o Natal quanto a Páscoa foram sequestrados ou apropriados. pela sociedade de consumo, que transformou festas, celebrações essencialmente espirituais numa grande farra do comércio. Eu não tô criticando, eu tô observando. Fato. Fato.

E aí aqui no Papo das eu sou o o chat, o chato, né? O eco chato biodesagradável de plantão dizendo, ó, faça o que você achar que deve, mas faça conscientemente. Tenha noção do que te convém fazer. Se for para honrar a memória de Jesus, é para fazer com coração, não é fazer por fazer. Nossa, logo ele que teve tanta preocupação em eh elucidar, por que que nós não deveríamos ficar reféns de rituais, de certas tradições à época dos hebreus.

Por isso que os doutores da lei ficaram e foram os responsáveis pela crucificação de Jesus. Quer dizer, não aceitavam os doutores da lei que alguém viesse desqualificar aquilo que para eles doutores da lei era a significação do exercício da fé. Tem que fazer isso, tem que lavar a mão assim, tem que se postar assim dentro do templo, tem que fazer desse jeito e não daquele. Aí você tinha todos os os códigos. E Jesus falando, olha, eh, tem outro jeito que a gente precisa se dar conta de buscar Deus.

E ele prescinde de qualquer intermediário. Ele presinde até do lugar dito sagrado. Onde você estiver, você tem a condição de estabelecer contato com Deus. Aprenda a fazer isso que você vai ter, eu diria, a condição de experimentar algo que vai fazer toda a diferença. Foi parar na cruz.

E esse era o sentido da missão dele. Ele não veio ao mundo com outro propósito senão trazer esclarecimentos que ele sabia serem ameaçadores a si próprio. Esse é o ponto. Então, vamos lá. É, deixa eu pegar aqui a pergunta, dona Ariane.

Vou pegar a pergunta que é legal lembrar sempre pra gente, né, retomar a memória do que nós instigamos. Seguir a tradição é algo importante para você? Foi a pergunta que a gente fez no stories ontem. Seguir a tradição é algo importante para você? Aí as perguntas que a Ariane selecionou foram: Recoutinho underline, seguir uma tradição nos conecta com algo maior ou nos afasta daquilo que viemos aprender?

Olha, do meu ponto de vista, depende de sempre. A tradição, por princípio, deveria, se a gente tá na Semana Santa, então vamos falar das tradições da semana santa. A tradição pode ser algo que aquece o teu coração, empresta um significado especial ao exercício da tua fé. Ah, eu vou na procissão porque a procissão me ajuda a interiorizar a memória de toda a história de Jesus, particularmente nos últimos momentos dele entre nós. A procissão resgata essa memória e te faz bem estabelecer essa conexão.

Viva a procissão, viva a tradição. Ah, sexta-feira santa não é para comer carne vermelha. Se você abdica sendo carnívoro da carne vermelha na sexta-feira, mas faz disso o exercício espiritual, diz assim: "Hoje eu vou fazer algo que para mim tem importância. Não vou fazer porque todo mundo faz, não vou fazer porque é superstição." Isso comer carne vermelha hoje, Deus castiga. Deus não tá nem aí se você tá comendo carne vermelha ou não nessa sexta-feira santa.

É uma questão sua. Um exercício de elevação espiritual a partir de um procedimento. Você vai fazer algo que dentro de você dá um clique. Você fala assim: "Opa, eu tô fazendo isso em memória, em respeito, se fizer sentido para você". Então, a tradição pode nos conectar sim com algo maior ou pode não afastar daquilo que viemos aprender se a gente fica fixado nos ritos, né, nas nos atos de adoração externos e a gente não interioriza o sentido pleno do cristianismo.

Katerline tá sano. A tradição pode ser um artifício para não criarmos outras formas de agir? Pode, pode ser exatamente isso que eu tô refletindo com vocês. É uma opinião. A tradição pode funcionar como um álibe.

Ah, eu segui todos os ritos processuais, eu fiz tudo que manda o figurino, achando que isso carimba o teu passaporte para um lugar bem legal, na outra dimensão. Só que não, desculpa, eu não quero causar frustrações. Eu como espírita, na minha linha de fé, entendi, compreendi que isso não faz a menor diferença para Deus, nem para Jesus. Jesus não tá vendo lá, sabe aquela coisa da chamada da escola? Olha, André, você foi ausente aqui, né?

Se foi ausente em todas as missas ou [risadas] palestras públicas em Centro Espírita, cara, você vai tirar uma nota baixa. Meu Deus, tem gente que não tem religião nenhuma e do meu ponto de vista, haverá de alcançar lugares extremamente dignos de luz, de paz, de uma recompensa indisível do ponto de vista emocional, espiritual. Você vai se sentir pleno porque você fez aquilo que as escrituras tentam induzir a gente a fazer. A escritura, ela não é o ponto de chegada. As escrituras são a plataforma de lançamento na direção do quê?

Das atitudes, da transformação moral. Cláudia Barros 0302. André, vale a pena os cultos exteriores sem ressonância no coração? Ela é da Tijuca. Não, não vale.

Simples assim. Nem vou fazer, já falei muito comentários adicionais. Não vale a pena os cultos exteriores sem ressonância no coração. Eles não dizem nada para ninguém, muito menos para você. Luiz Eustáquio Silva: "Pode a tradição nos manter presos a ritos sem sentido?" Pode.

Esse é o risco. Por isso eu tô fazendo essa, eu tô compartilhando com vocês uma ideia. A gente pode ficar prisioneiro dos ritos sem se envolver espiritualmente com aquilo que justificou a criação daquele rito. Porque os ritos podem ter o seu valor. É o que eu digo, eu eu citei o exemplo das procissões.

A procissão, ela pode ter um significado espiritual profundo, mas isso depende de você, da tua presença ali, porque vai ter gente que tá no embalo da procissão completamente desconectado no sentido profundo daquilo, achando que basta estar ali para ser, entre aspas, salvo, para marcar um gol junto ao criador. Só que não. Teia Campinas. A raiz familiar importa, mas minha liberdade de ser eu mesma não é maior. Você precisa ter a sua carta de alforria em relação à tua família no que diz respeito à sua autonomia intelectual, emocional e espiritual.

Isso não é afrontar a família, isso não é desrespeitar a família, porque cada um precisa entender quem é, quem se é. A gente precisa, essa é a razão pela qual estamos aqui. Autoconhecimento é o norte magnético da bússola. Quando você se descobre desconectado de certos valores, costumes, condicionamentos da família, e não é para você ficar triste nem feliz, é para você dizer: "Eu estou me descobrindo e agora cabe-me, se você for fiel a você mesma, seguir o teu caminho." Imagina a no movimento espírita a gente costuma dizer nos momentos difíceis de dúvida sobre como proceder, lembra de Jesus que é nosso modelo e guia. Imagina se Jesus ficasse preocupado com o que pensa José e Maria.

Imagina se Jesus ficasse preocupado no que dissessem os doutores da lei do judaísmo, que Jesus nasceu judeu, ele não faria o que ele fez, ele não cumpriria a missão. Então, o exemplo de Jesus é bem interessante, porque Jesus não pensou na família para dizer assim: "Ah, eu não posso ser o Messias, eu não posso fazer aí meu exercício de de divulgar a boa nova". Eu vou deixar minha mãe para trás, meu pai para trás, vou deixar meus irmãos para trás. Quebrei expectativas. Ele não tava, ele se descobriu e seguiu o caminho.

Ele se descobriu e seguiu o caminho. Moura, sigo a tradição da sexta-feira em memória da minha mãe, que era muito católica. É errado manter isso? Claro que não. Você faz isso em respeito à memória da tua mãe para você ter um.

É o que eu tô falando. Eu não tô aqui de árbitro do que pode e não pode, hein, gente, pelo amor de Deus. Mas você fez a pergunta para mim. Você tá homenageando a memória da sua mãe querida que deixou esse legado do respeito que ela tinha por este dia. Ela seguia a tradição.

Então, se você faz isso com teu coração pulsando a memória do amor da tua mãe, faz sentido para você isso? Faça. Ora, meu Deus, para mim isso não tem o que dizer. É, é uma coisa que tá posta. Sônia Fajar do Reis.

André, manter o lado bom das tradições é preservar os valores deixados pelos antepassados. Olha, vamos lá. O lado bom das tradições é uma um conceito que eu precisava entender melhor do que você quis dizer. Seria o lado bom das tradições. Eu vou entender que é o lado espiritualizado, é o lado do sentido da tradição em si.

um culto, uma procissão, uma forma de você naquele dia no calendário se postar. Repito, se você faz isso compreendendo o sentido mais profundo e essencial daquilo, isso pode ser chamado de o lado bom da tradição. É o lado que tem significado, não é algo superficial. pode ser considerado, penso eu, o lado bom. Aí sendo assim, ótimo.

Entende o que eu digo? A gente começou aqui dando vários exemplos. Tem várias tradições que merecem ser sepultadas, sem nenhuma saudade, porque nossos antepassados, dependendo da do que estivermos conversando aqui em termos de tradição, eram menos evoluídos do que somos nós hoje, dependendo das circunstâncias dessa tradição. Eu falei aqui de vaquejada, lembramos aqui rinha de galo de cachorro, os antepassados, os duelos a céu aberto. Antepassado, não é porque é do antepassado que é bom.

Ah, porque isso vem de longe e vem mal. Pode ser algo que vem de longe e vem muito mal. E a gente tá aqui para reconfigurar o software. A gente tá aqui para fazer muita coisa diferente do ponto de vista espírita, se a gente ainda tá no mundo de provas e expiações, é que a gente ainda tá errando muito em coisas que talvez já deveríamos estar acertando. Juei Mara, todas as tradições devem ser mantidas.

Por quê? Elas podem mudar ao longo do tempo? Olha, já comentamos isso. Do meu ponto de vista, nem toda a tradição deve ser mantida. Algumas tradições são horrorosas.

Algumas tradições afrontam valores e princípios que foram construindos ao longo do tempo na direção de uma nova ética, de uma nova percepção da realidade, de uma nova noção de Deus. Não mais o Deus antropomórfico do Velho Testamento, capaz de ter reações que um ser humano teria. Quem quiser seguir essa linha, fica à vontade. Para mim não faz o menor sentido. Era uma interpretação da divindade.

A Bíblia foi escrita por pessoas. Ah, pessoas inspiradas, sim. Mas por quem? Em que circunstâncias? Em que momento da história da humanidade e do planeta?

Então veja, nós estamos aqui, nós estamos aqui refletindo sobre o que nos convém com base na nossa consciência, aquilo que faça sentido para cada um. OK? Papo das vees chegando ao fim. Domingo de Páscoa tem mais papo das ao vivaço, direto do meu cafofes em Laranjeiras. O papo fica arquivado aqui no nosso YouTube.

Vá lá no YouTube, faz aquela acionamento para toda vez que tiver conteúdo aqui você pim é informado. Isso é legal. E povo do Instagram, se quiser conferir do início o papo de hoje tá lá no YouTube também. A gente não segura no Instagram, só no canal do YouTube. Fiquem com Deus, tudo de bom.

Cuidem-se bem. Até a próxima. Valeu,

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