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Olá, olá, olá. Muito, muito, muito bom dia para todas e todos. É um prazer enorme estar por aqui ao vivaço direto do meu CAFOFs aqui em Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Papo das Novas especial de domingo. A gente quando criou o Papo das Novas há mais de 5 anos durante a pandemia era todo dia, durante quase dois anos, todo santo dia, domingo a domingo, todo dia, dia útil, feriado, faça sol, faça chuva, estávamos aqui. E eu percebi claramente que o público do Papo das 9 de domingo, isso durante a pandemia e permaneceu depois, é um público que é de domingo. Eu não sei explicar o porquê.
É o pessoal que ou tem dificuldade em acompanhar as quartas e sextas às 9 da manhã, ou prefere mesmo, por ser um dia mais disponível, mais tranquilo para acompanhar uma live sobre os assuntos que a gente trata aqui. São todos bem-vindos, os que só vêm aos domingos, os que estão caindo de para-quedas. Aleatoriamente, viram que tem alguma coisa ao vivo, então por aqui, sejam bem-vindos. E os que vêm quarta, sexta e domingo são muito bem-vindos também. Bom, hoje a gente vai abordar um tema filosoficamente riquíssimo aqui, que eu acho interessante paraa nossa reflexão, que é o mal, a existência do mal. o mal como sendo um eventualmente um poder e para a crença de alguns um poder que rivalizaria com o poder de Deus, impedindo que uma força superior do tamanho de Deus pudesse realizar o seu projeto divino na Terra.
Vamos colocar assim, de forma bem simples, bem direta, bem econômica, nada pretenciosa, no sentido de abarcar toda a complexidade desse assunto. Mas é importante a gente refletir sobre o que é o mal. E eu resolvi na chamada dessa live de hoje homenagear alguém que até hoje divide para Burro Opiniões, que é um dos grandes jornalistas, romancistas, contistas e dramaturgos do Brasil, Nelson Rodrigues, que inspirou uma biografia de Rui Castro, que é um dos grandes biógrafos do Brasil e imortal da Academia Brasileira de Letras chamado O Anjo pornográfico, a biografia de Nelson Rodrigues. Ele que nasceu no Recife, Pernambuco, radicado no Rio de Janeiro.
O primeiro romance, o romance de estreia, foi minha vida é pecar. E na série A vida como ela é, uma série de contos, Nelson promover uma inova, eu não vou aqui ter a pretensão de ser o melhor biógrafo, resumista do trabalho de Nelson Rodrigues. Eu vou tentar passar para vocês, em Minas Gerais, porque que ele é uma figura muito importante e controversa da nossa história e da nossa cultura.
Ele de fato promoveu uma inovação na linguagem, na estética e na maneira como ele reportava situações do cotidiano, especialmente da sociedade carioca, meados do século passado, de uma forma, nessa série de contos da vida como ela é, em que ele expunha, mas de uma forma avaçaladora, as contradições, as hipocrisias, os segredos, né, dentro de casa, numa família, o adultério era um tema recorrente, a traição, por vezes com dose de incesto, era uma narrativa pra época especialmente chocante. E isso ele fazia num jornal que por acaso, comecei a trabalhar novinho ainda, estudante de jornalismo. Ele não existe, ele existe ainda numa outra versão, suponho, a última hora ali.
Aí na na biografia fala-se que ele chegava na redação, acendia um cigarrinho, começava a contar uma história, um conto. que esse conto tinha de fato um conteúdo chocante. Bom, pra gente se resumir aqui ao teatro, você vai pegar simplesmente todos os grandes atores e diretores, principalmente os atores que despontam na nossa história da dramaturgia, começando por Fernanda Montenegro. Se você for pesquisar a carreira da Fernanda Montenegro, Fernandona, grande dama do teatro brasileiro, você vai ver que ela não apenas ensenou várias peças de Nelson Rodrigues, como ela começou também a participar mais recentemente da narração, que é o que ela faz também com o Simone de Bovoá, enchendo plateias.
Ela tá no Guinnessbook aqui por ter feito em São Paulo, né, a narração de textos da Simone de Bovoá para multidões silenciadas lá no Ibirapuera, se lembra? Acho que foi na Birapuera, salvo engano, ou foi na PUC, agora eu não me lembro, no campus universitário da USP, talvez. Multidões. Aí alguém vai dizer: "Nossa, André, mas o Papo das nove, você é espírita, fica falando aqui de desse tipo de assunto. Tem o pessoal que pega no pé dizendo tanto assunto legal gente tratar". Bom, eu entendo que esse assunto é muito importante por várias razões. Primeiro que a arte de uma forma geral e o teatro em particular não tem, como muitos pensam, a função apenas de divertir e entreter.
As artes de uma forma geral e o teatro em particular tem a função de inspirar por vezes reflexões profundas, despertar em nós inquietações para que a gente saia da zona de conforto, que a gente tenha a chance de pensar sobre a vida que a gente leva, sobre os pensamentos que a gente tem, medos, frustrações, cobranças. E Nelson Rodrigues, segundo alguns analistas, segundo alguns críticos, ele expunha com muita voracidade as contradições de cada um. Por exemplo, a pessoa que se diz religiosa, crente em Deus e é moralista, só que pula cerca, trai a mulher, trai a mulher com homens e mulheres, sabe? Isso numa época que homem que não tinha amante não era homem de verdade.
A história do homem com amante não apenas era toleradíssimo pela sociedade, mas era estimulado. Você tinha homens que compartilhavam a chamada garçonier, alugava seu apartamento, os gaiatos todos, gaiatos já é gaiatice minha aqui, eh, rachavam o apartamento para poder ser o abatedouro. Era o nome que se dava. você, quando eu falo que o Brasil tem a cultura patriarcal e machista, eu não vou poupar vocês, principalmente vocês que são da minha faixa etária, que conhecem ou Nelson ou essa época. Então temos essa questão assim que o Nelson expunha vorazmente a hipocrisia da sociedade, dos moralistas, né? Eh, e daquele jeito que despertava por vezes paixão e ódio, né?
E é curioso que os biógrafos de Nelson mostram, olha que loucura, ele próprio, loucura não, olha que interessante, ele próprio, para quem eu achava deo se surpreendia ao saber que ele contestava frontalmente a pornografia, tinha críticas em relação ao uso de biquíni. É uma história interessantíssima, assim, ele como pessoa física, com perfil bastante conservador, em certa medida, vamos colocar assim, até moralista, mas que nos seus trabalhos como contista, dramaturgo, expunha tudo isso. Aí você vai dizer: "André, você vai ficar falando de Nelson Rodrigues hoje no papo das 9?
Não, eu peguei carona na vida como ela é, que virou inclusive uma série exibida no Fantástico anos atrás e fez muito sucesso e muita gente igualmente já no século XX ficou chocadíssima, né? Que isso? Tô mostrando isso na televisão. Que que é ser moralista, né? Vamos pegar aqui uma definição que eu acho interessante pra gente ter um ponto de partida. Uma pessoa moralista é aquela que, de forma excessiva ou rígida, adere um conjunto de normas morais e as aplica aos outros, muitas vezes sem levar em conta o contexto e circunstâncias. É o julgamento implacado do outro quando o outro erra. Eh, essa pessoa tende a julgar e criticar as ações alheias com base em seus próprios padrões morais. podendo ser vista como intolerante ou hipócrita.
Então, a gente tá aqui refletindo sobre uma postura curiosa aqui. A pessoa tem seus valores morais. Até aí tudo bem. É a minha forma de pensar o mundo segundo valores e princípios que eu entendo como importante. Só que a pessoa quando manifesta isso, ela manifesta isso, como o termo sugere aqui, com muita virulência, rigidez. e não leva em conta as circunstâncias e contextos em que o outro, que segundo o moralista comete um erro ou cometeu. E não raro é um hipócrita, porque este moralista não está imune a erros que ele ou ela condena nos outros. Me parece que, portanto, a palavra moralista tem uma pitada, um componente forte de estigma. Não se elogia alguém chamando de moralista, né?
Normalmente a gente chama alguém de moralista quando esse alguém tem esse viés bem rígido de apontar o dedo pro vizinho tendo três voltados para si. O primeiro lhe diz: "Calar é melhor, talvez você seja três vezes pior." Adoro essa musiquinha da evangelização espírita. Aí o o público que me acompanha aqui vai dizer: "Mas André, não entendi de novo. Você começou com Nelson Rodrigues, agora falou de moralista. Aonde eu quero chegar? Eu quero chegar na parte três do livro dos espíritos, que são as leis morais, que vocês já me viram falar aqui praticamente todos os domingos de papo das 9.
Quem já leu ou já deu uma foliada no livro dos espíritos, que é a obra seminal a base de sustentação da doutrina espírita. São cinco obras da básicas da doutrina. A primeira delas que contempla o conjunto das informações que aparecem mais detalhadas ou especificadas nas outras obras. é o livro dos espíritos que na verdade, veja você, eu sou jornalista, Nelson era jornalista e a arte do jornalismo é fazer pergunta. E Kardec, eu gosto de fazer essa alusão meio corporativa, foi um excelente jornalista, porque o livro dos espíritos é todo perguntas e respostas com a reprodução de trechos de comentários de Kardec sobre o que ele apurou.
Jornalismo também é apuração e tem que ser uma apuração profissional. A gente tem que ter o cuidado de não dar replicabilidade a fraudes ou mistificações. A palavra do jornalista ou não é palavra. O trabalho do jornalista só tem valor quando tem credibilidade. O espiritismo só tem valor quando tem credibilidade. uma obstinação de Kardec era reproduzir aquilo que ele usando em certa é o que a gente chama de ciência espírita, a metodologia para entender essa comunicação, como ela pode se dar com plano espiritual sem risco de fraude ou mistificação, e como detectar nas inteligências que estão se comunicando o risco delas não serem confiáveis, como nós jornalistas fazemos quando uma fonte, alguém tá contando uma história e você quer checar.
Pera aí, mas deixa eu saber se você é alguém que merece credibilidade. Me permitam fazer alguém pode ficar aí. Ah, Kardec não era jornalista. Claro que Kardec não era jornalista. Se bem que teve a revista espírita, tá? Revista Espírita tem o seu componente de imprensa, de mídia. Mas deixa para lá, não quero entrar em polêmica. Eu só fiz a alusão a Kardecista porque ele fez perguntas. Eu tô falando de moral, tô falando de mal. Olha onde eu quero chegar. Eu comecei falando do mal. do mal. A parte três do livro dos espíritos chama-se das leis morais. Aí você vai dizer: "Leis morais não são as leis dos homens.
É uma forma de você, eh, penso eu, simbolicamente reportar um conjunto de leis da natureza, vamos colocar assim. E você vai ver que Kardec ratifica isso. É lindo isso. No século XIX, você meio que tentar mostrar que a natureza também é Deus. Ou seja, temos uma força cósmica, uma inteligência superior, o criador, porque nós somos imortais, mas só Deus é eterno, porque Deus antecede tudo. Para Deus não há um ponto de partida, nem um ponto de chegada a Deus simplesmente é como sempre foi e como sempre será. Nós não conseguimos entender isso porque nós somos encarnados numa dimensão. Estamos na Terra num nível evolutivo em que nós ainda não conseguimos alcançar essa ordem de grandeza.
Por por vezes temos algum lampejo assim breves instantes de uma inspiração que nos eleva, mas não é a regra. Portanto, Deus tá acima da nossa compreensão. Razão pela qual a gente vai ter que baixar aqui o pouco a frequência para tentar decodificar essa inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Resposta número um do livro dos espíritos. A pergunta de Kardecus, é que é Deus, que já tem aí na pergunta, digamos, a ciência de que Deus não é pessoa física. É Deus, não é pessoa, quem é Deus? Não, não, não. Nem pessoa jurídica. Deus é mais. Deus é mais. Então, vamos lá. Capítulo um. As leis morais são essas diretrizes. Olha como o universo funciona.
Quais são as regras de funcionamento da natureza e da vida? É lindo o espiritismo, porque ele, na verdade, não sendo uma religião formal, ele tem o seu aspecto religioso, trazendo para todos nós espíritas ou simpatizantes. Quem tem a curiosidade e interesse em ver o que que através daqui se explica, você tem assim o código fonte do universo, a matriz dessa inspiração divina.
Cabe a você ao ler, é a minha opinião, julgar o que você tá lendo e dizer: "Isso me convém, faz sentido para mim, tô entendendo melhor como as coisas funcionam em relação à existência ou não de Deus, vida após a morte, comunicabilidade com os espíritos, ah, as muitas moradas do universo, o que é é o bem e o que seria o mal. Aí é que a gente tá chegando novamente no ponto de partida do papo das ve de hoje. Existe o mal. O mal tem poder. O mal que reside em nós está onde? Como se manifesta? É muito interessante. Das leis morais, parte terceira dos livros dos espíritos, capítulo um, o a primeira lei moral, que são várias as diretrizes.
Tem a lei da conservação, a lei da destruição, a lei do trabalho, a lei da evolução, a lei da igualdade. Tudo isso não é pro pro planeta Terra, isso é o universo. O eixo gravitacional do universo segue na direção dessas leis morais, que Kardec chama de lei divina ou natural, gente, é que é natureza assim que as coisas são. Você pode dizer: "Ah, mas eu não gosto disso. É direito seu dizer: "Eu não, eu não acho isso legal". Deus tá acontecendo, tá deixando acontecer um monte de violência, de abuso, de eh guerra fratricida. Desumanidade, criança que morre da forma mais aparentemente absurda.
A menina que ficou na abandonada na boca do vulcão na Indonésia, a garotada e as mulheres, os civis na faixa de casa, as pessoas têm muitos motivos, por vezes, para se sentir inquietas com o que seria essa ideia de um Deus. E aonde está Deus? Onde os absurdos ou o mal acontece? São perguntas filosóficas, riquíssimas e que, obviamente, o espiritismo se propõe como doutrina ampla, complexa, abrangente responder, mas não se tem, não dá para responder isso em 200 caracteres com espaço, nenhuma hora de papo das 9. Eu tô abrindo o apetite de vocês, é a minha intenção. Características da lei natural. Da lei natural.
Veja mais uma vez, não é lei de Deus, porque Kardec, eu acho a minha assim, o pressuposto para mim, o fracasso do cristianismo, especialmente na Europa, o velho continente, rico de cultura, padrão da civilização ocidental, em um deserto de fé, com os estragos acumulados pelo abuso da igreja nas guerras religiosas, na inquisição. na punição, castigo e morte de mulheres condenadas por serem bruxas, por terem uma risada estridente, sinalzinho no lugar errado, sinal de pele no lugar que eles diziam: "Isso aí é coisa do diabo." Tantas maldades cometidas, vamos colocar nesses termos, em nome do Cristo, em nome do evangelho, em nome da igreja. A, o espiritismo não vingou na França, nasceu lá. berço da civilização ocidental.
A França era o idioma mais conhecido do mundo, salvo chinêses, que é uma população descomunal e lá o mandarim e outros idiomas tem, né? Mas é muito concentrado. A França, a literatura, a música, a poesia, a França dominava. Lá se nasce o espiritismo na França e isso tem alguma repercussão, principalmente no Brasil. E no mundo tem a sua sementeira, principalmente pelo trabalho de divulgação de Edivaldo Pereira Franco, é bom dar crédito, tá? abertura de centro no oriente, no ocidente, em tudo que é canto e na Europa. Mas vamos lá. Características da lei natural. O que se deve entender por lei natural? A pergunta do jornalista e político. A lei natural é a lei de Deus.
É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer. E ele só é infeliz quando dela se afasta. Indica-lhe. É o detalhe que eu queria trazer aqui. Deus não impõe. Deus não impõe porque existe o livre arbítrio. Livre arbítrio é o poder discricionário que todos nós temos de realizar escolhas. Portanto, a escolha é sua, a escolha é minha, soberana, ainda que afronte as chamadas leis naturais ou leis de Deus. Mas por que que é assim? Porque é assim que a gente consegue seguir em frente, acertando e errando na suposição de que toda vez que cometemos um erro, de alguma forma a infração dessa lei natural nos causará agora ou depois.
Por vezes é imediatamente, por vezes vai levar algum tempo até a partícula Deus dentro de nós, que é a consciência estrilar, fala: "Ih, errei não devia ter feito isso, não devia ter falado isso, não devia ter agido daquela forma." O que nós espíritas acreditamos é que, principalmente no momento do desencarne, quando mundos que passam pela experiência da quase morte, né? A pessoa volta depois de ficar algum tempo sem vida física, volta para contar por vezes o que viu e ouviu e diz que passa-se um filme rápido da vida toda. É, é interessante como esses gelatos são frequentes. E não raro quando voltam, voltam com a percepção de que há algo que precisa ser reconfigurado.
Tem alguma coisa que precisa ser priorizada em detrimento de outra, como se fosse uma reengenharia de planejamento. Não raro. Essa experiência da quase morte mexe com psiquismo da pessoa e ela por vezes também traz a noção do que precisa modificar na própria existência. Muita literatura sobre isso e nem toda a literatura sobre isso, ou a maior parte, eu até diria, não é espírita, tá? Só para você saber, ciência da terra. Então, a lei natural indica o que a gente deve fazer ou não. E a gente só é infeliz quando se afasta lei natural. Então, o que tá colocado aqui como decorrência lógica dessa resposta é que a natureza tá aí com as suas leis imbutáveis.
Essas leis morais da natureza, o que é certo, o que é errado, bem e mal, estão aí. O que você vai fazer dessas informações é assunto teu. O livre arbítrio é soberano. Entretanto, existe aquela lei do retorno, o efeito bumerangue, a lei da ação e reação. Aqui se faz, a que se paga. pode não ser nessa vida, mas nesse, isso é um ditado popular, é que a melhor didática pra gente descobrir porque que a lei natural nos é conveniente é receber o que de bom e o que de ruim, o retorno das nossas escolhas nos ajuda a ir lapidando esse senso moral. Olha, é por aqui mesmo. Olha, por aqui é melhor. Fazer desse jeito é melhor ter essa cautela e esse cuidado são melhores para mim.
Você entende o que eu digo? Vamos lá. É eterna a lei de Deus. É aquilo que eu tava falando, a imutabilidade das leis de Deus eterna e imutável como o próprio É como se fosse um software que não cabe nenhum tipo de ajuste ou atualização, porque Deus é perfeito. A concepção da natureza, ela traduz a perfeição de Deus. Outro dia eu tava vendo um vídeo numa rede social mostrando o cadáver de alguém que doou o próprio corpo a ciência depois que antes de partir deixou isso assinalado pra família respeitar. E aí, gente, impressionante, não tem mais pele, né? Mas tinha o que tem debaixo da pele e tem todos os, como é que eu vou chamar? a arquitetura das articulações.
Então ele puxava aqui uma cordinha, mexia o o esqueleto aqui, o osso daqui, mexi outra cordinha aqui. e a interação das articulações com outras estruturas do corpo, o corpo humano, né, para quem estuda a complexidade das interações entre ossos, músculos, sistema nervoso, sistema digestivo, eh como é que se dá a energia que circula no corpo e os sentidos, né, do paladar, do olfato. Gente, o corpo humano é um laboratório tão rico, tão sofisticado, tão é um esmero. É um esmero, é perfeito. E a gente, por vezes, atribui isso à natureza, né? Se é a natureza. Pois bem, Kardec tá falando o que se deve entender por lei natural. Natureza e Deus se confundem, né?
São Francisco, eu gosto sempre de lembrar, oito séculos atrás resgatou a presença do sagrado na natureza, porque a natureza também é obra, criatura de Deus, manifestação divina e tem esse DNA da lei natural. Será possível que Deus, em certa época, haja prescrito aos homens o que mostra noutra noutra época lhes proibiu? como se Deus mudasse regras ao longo do tempo. A resposta é: Deus não se engana. Os homens é que são obrigados a modificar suas leis por imperfeitas. As deus, essas são perfeitas. A harmonia que reina no universo material, como no universo moral, se fundem leis estabelecidas por Deus desde toda a sua eternidade. Deus aí já disse, não é pessoa física nem jurídica.
Deus é onipresente, onipotente. Deus não está fora, também tá dentro. Acho linda essa percepção que a gente já tem, que a gente fica procurando Deus, olhando para falar: Deus, Deus, cadê você? Deus está também dentro de nós. Quando a gente fez um estudo dias atrás sobre o poder da prece, não era para chamar a atenção de Deus. Deus, eu vou rezar para você lembrar de mim. A prece é pra gente lembrar que Deus nunca deixa de estar com a gente. É um sinal de alerta.
É como se a prece bem feita, a tecnologia da oração é um recurso que cada um de nós, independentemente do nível de escolaridade, independentemente do nível de cultura, independentemente de renda, de ter ou não ter uma religião, todos nós podemos fazer essa conexão. E essa conexão, repito, não é para você lembrar Deus, onde é que tá você? Esqueceu de mim, cara? Eu tô numa pior aqui. Não quer dizer, Deus me faça perceber o que eu não estou percebendo. Me ajude a sentir o que eu não estou sentindo. gata um contato que vai me ajudar a lidar com essas situações de uma outra maneira e me prevenir da cometimento de equívocos que também não serão mais importantes de eu atravessar na vida, porque eu estarei num caminho da lei natural que me livrará de sofrimentos e dores desnecessários.
As leis divinas, é outra pergunta 617, que é o que compre, o que é que compreende no seu âmbito as leis divinas concernem alguma outra coisa que não somente ao procedimento moral? Resposta: Todas as leis da natureza são leis divinas, porque Deus é o autor de tudo. O sábio estuda as leis da matéria. O homem de bem estuda e pratica as da alma. Dado é ao homem aprofundar umas e outras, ou seja, as leis da matéria e as leis divinas. É, mas uma única existência não lhe basta para isso. Quem é reencarnacionista, não somos nós apenas os espíritas. A maior parte da humanidade é reencarnacionista. Para quem não sabe, em diferentes linhas de fé, crença ou tradição.
A percepção que nós temos, e eu respeito quem não é, não tem problema, é que uma vida passa rápido é pouco pra gente, digamos, ter a oportunidade de entender melhor como tudo isso Então, não há perda da identidade espiritual em sucessivas encarnações. Entretanto, cada encarnação, já que eu comecei falando de Nelson Rodrigues, um dos gênios da dramaturgia brasileira, segundo a maioria dos especialistas no assunto, você vai ter o CT Fernanda Montenegro, que ensinou várias peças de Nelson e faz leituras dele. Cada ator, sem deixar de ser o que é, encarna diferentes personagens ao longo de uma vida profissional, como ator ou como atriz.
Repito, sem deixar de ser quem é e emprestando seus talentos individuais pro exercício que cada personagem exige. Guardadas as proporções ou as diferenças, muitas entre uma coisa e outra, cada encarnação permite que a gente tenha aspectos de aprendizagem distintos, enriquecendo o estoque da nossa identidade espiritual. É interessante os atores veteranos, né? Atores e atrizes. Quando eu falo atores, eu tô incorporando o universo das atrizes. Como eles reportam, Antônio Fagundes, por exemplo, é um que fala isso muito bem também, como a experiência de ser ator encenando diversos personagens que são distintos entre si enriquece o ser humano que é ator ou atriz. Isso é muito interessante.
Então, guardadas as proporções. Eu não tô dizendo que, ah, o André falou que reencarnação é como se fosse um ator ou uma atriz. Eu estou numa pobre analogia, tentando aferir aqui valor, a tese da reencarnação, que para mim faz sentido, porque sim, a vida passa rápido. Quem quem chega a idade mais avançada, eu tô chegando lá, daqui a pouco tô com 60, serei um idoso tecnicamente. Olha que chique. Aí teve gente que me corrigiu da outra vez e falou: "Para entrar em ônibus não, não é 60, não é 65". Então, daqui a pouquinho também estarei tirando onda, se Deus quiser.
O cara vai olhar, espero que ele faça isso para minha vaidade, eh, o que eu ainda tenho de vaidade se sentir, sabe aquele dia, ganhei o dia, o motorista desconfiou de mim. Ou então naquela fila preferencial, né, do avião, aqui é para maior e maior idade, não é quem tem a a idade avançada que pode ter prioridade na fila, né? Aí o cara já entra dizendo assim: "Me barra hoje, me barra hoje eu tô tão para baixo, tô tão deprimido, diz que você não acredita." Um toque de humor aqui meio sem graça, só pra gente relaxar. Vamos lá. Pergunta 618. São as mesmas para todos os mundos as leis divinas?
A razão está a dizer que devem ser apropriadas a natureza de cada mundo e adequadas ao grau de progresso dos seres que os habitam. Veja, você não pode exigir, enquanto professor de um curso de doutorado numa universidade que os alunos do jardim de infância se comportem como você que já chegou nesse nível, entende que deva ser o padrão moral.
Portanto, quando uma criança pequenininha, ela não compreende que quando ela tá com todos os brinquedinhos dela e uma um coleguinha no recreio, no playground, se interessa por um dos brinquedinhos vários dessa outra criança e a criança que tá com todos os brinquedinhos fica irritada e manifesta raiva chora copiosamente porque o coleguinha pegou um brinquedinho dele naquele nível de compreensão da criança, aquilo tá num contexto ou numa circunstância em que os pedagogos estudam o assunto e dizem: "É claro que o pai ou o responsável poderá ali fazer uma saudável intervenção, dizendo: "Deixe o coleguinha brincar.
Você tá com tanto brinquedinho aí, por que que você não pode deixar ele brincar com você? Não é em positivo, é um toque, é educação, é aquilo que eu falo da poda necessária paraa árvore eventualmente. José Lemberberger, grande ambientalista gaú, escreveu um livro que eu li dizendo: "Não é para pô da árvore, a árvore tem o seu, mas na arborização urbana das cidades, por vezes, isso tem o seu valor." Então, vamos lá. Remover ervas daninhas, melhor assim, que aí não há controvérsia. Você tá ali já educando, certo e errado. Aqui é a lição de quê? De empatia, de construção de um laço de confiança e de amizade.
Brincar a dois ou com mais amigos pode ser divertido, até mais divertido do que brincar sozinho. Vamos lá. 619. A questão: A todos os homens facultou Deus os meios de conhecerem a sua lei. Todos podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem. Os homens de bem e os que se decidem a investigá-la são os que melhor a compreendem. Todos, entretanto, a compreenderão um dia, porquanto forçoso é que o progresso se efetue. Antes de se unir ao corpo, é outra pergunta, 620. A alma compreende melhor a lei de Deus do que depois de encarnado.
Ou seja, quando a gente tá na erraticidade antes de mais uma encarnação, na suposição da reencarnação, se você não acreditar, tudo bem, mas é como o espiritismo vê a evolução por etapas. Será que antes da encarnação a gente compreendia melhor? Resposta: compreende-a de acordo com o grau de perfeição que tenha atingido e dela guarda a intuição quando unida ao corpo. Os maus instintos, porém, fazem ordinariamente que o homem a esqueça. É muito interessante aqui que é o entrechoque de informações, aquelas que a gente traz de vidas passadas e do período pré-reencarnatório. E isso vem muito forte na intuição ou nas ideias inatas que a gente traz para essa vida.
E o entrechoque com os maus instintos que também vem e com o mundo que ainda valoriza tanto a matéria, posse, a acumulação de bens e o egoísmo, né? Onde está escrita a lei de Deus? Eu acho lindo isso aqui. 621 a pergunta. Na consciência. Então, a consciência ela traz a informação do que é certo e errado. Isso já está dentro. Isso já está dentro de nós. É muito interessante. Visto que o homem traz em sua consciência a lei de Deus, que necessidade havia dele ser ela a lei de Deus revelada? Resposta: Ele ou ela a esquecera e desprezara. Quis então Deus lhe fosse lembrada. Aqui é outra dimensão. Sabe aquela e gass gê? O homem é o homem e suas circunstâncias. ou na sociologia, o homem é produto do meio, ou seja, a gente não é uma ilha, a gente não tá Outro dia eu falei aqui isso no shorts do do YouTube, eu fiz uma resposta a uma pergunta, eu dei uma resposta para alguém que perguntou: "Para ser espírita é preciso ir ao centro espírita?" Eu falei que não.
Ser espírita significa você promover a reforma íntima em você. estudando, aplicando o que você aprendeu. E o centro espírita não é a condição para ser espírita, mas qual é, digamos, penso eu, a vantagem de frequentar um centro espírita? Vários. Isso não apareceu nos shorts, mas eu quero complementar aqui. Primeiro, a gente vai est em grupo, a gente vai estar imerso numa rotina em que outras pessoas compartilham daquela visão que remete a porta estreita. A rotina num centro espírita tem essa vantagem. Não é a condição para ser espírita. Muita gente frequenta ser eh centro espírita e não pratica.
E não é só no espiritismo, no catolicismo tem gente que vai à igreja e não pratica todas as tradições. Vai ter isso, Nelson Rodrigues, a vida como ela é nos seus contos mostra exatamente como estamos por em boa parte dos casos, apartados daquilo que a gente diz ser ou defende publicamente. Bom, religião de fachada. Eh, agora o Centro Espírita coloca você junto e oferece trabalho. Centro espírita apresenta a rota que para nós é fundamental, que é fora da caridade não há salvação. Não importa o que você diga, não importa o que você pense, não importa o que você sinta. O que realmente define a tua passagem pelo mundo é o que você faça.
Não adianta você ficar por aí dizendo: "Sou homem de bem, eu sou homem de bem. Eu sou cristão". Isso não quer dizer nada, nada. Daqui paraa frente tudo vai ser diferente. Para ser diferente você tem que fazer diferente, cara. Não se constrói um mundo diferente com pessoas indiferentes. Essa frase não é minha. Vamos lá. Eu não me lembro quem. Eu preciso botar o nome desse cara por perto, porque eu sempre repito, acho essa frase barato. Bom, deixa eu chegar logo na parte do mal. Antes disso, tem uma pergunta de 622. Confiou a Deus, confiou Deus a certos homens e mulheres a missão de revelarem a sua lei? Indubitavelmente, em todos os tempos houve homens.
Ele fala que só homens, mas é humanidade. Homens e mulheres que tiveram essa missão. São espíritos superiores que encarnam com a finalidade de fazer progredir a humanidade. Deus se utiliza de emissários. Esses emissários têm essa função. Em diversos lugares, por diversas maneiras, das mais diferentes formas, usando diferentes ferramentas. Isso circula, isso reverbera, isso pode inspirar pessoas a fazerem algo diferente, começando por quem tem a missão. Porque não adianta você divulgar o que você não pratica. Não é que não adianta.
Você pode perder uma encarnação sendo alguém que tem acesso a um público, uma figura pública, que você vai disseminando valores e princípios que vão na direção das leis morais ou das leis de Deus ou das leis naturais, só que você não pratica. Aí que que acontece? Desencarnou você todo pompomão, pô. Falei para um monte de gente, o teu guia olhando para você, aí na boa, eu preciso te dizer uma coisa, tá preparado? Aí você, que que houve? Você tá no mesmo nível pré-reencarnatório, porque todas essas ferramentas foram dadas não só para você ajudar os outros, mas principalmente para você fazendo uso desse recurso se ajudar, porque a gente tá aqui para você andar. Eu sou teu guia.
Minha missão é é que você avance. Só que você não cumpriu a parte mais importante da missão, que não é divulgar apenas, é usar os recursos que você disseminou para você. Cara, não é brincadeira não. Então, vamos lá. Eh, cadê o mal? Deixa eu pegar aqui. Pim, pim, o bem e o mal. Vamos lá. Cadê o bem e o mal? Que definição? Pergunta 629. A, que definição se pode dar moral? Século XIX, livro dos espíritos, parte 3, capítulo primeiro, da lei divina ou natural. Que definição se pode dar de moral? Moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la.
Então, veja, nós praticamos o mal por essa definição, toda vez que a gente infringe a lei de É uma dedução lógica, porque a gente se autoilude, você diz assim: "Eu sou uma pessoa de bem". Você pode até ser, mas isso não significa que pelo nosso nível evolutivo você ainda não esteja como eu, ainda com um estoque bem razoável de imperfeições. E toda vez que a imperfeição inspira uma atitude, uma escolha, não é em favor do bem. Como se pode distinguir o bem do mal? O bem é tudo que é conforme a lei de Deus. o mal, tudo que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal infringi-la.
Eu tô dizendo isso com toda a franqueza, o que me vem agora à cabeça é para que nenhum moralista se pinte de dourado dizendo que eu conheço as leis de Deus, vocês não conhece. E aí vai com dedão dizendo assim: "Você pecou? Você errou aqui e você errou ali. Como se esse que se pintou de dourado não estivesse categoricamente sujeito às próprias imperfeições neste mundo. Então, a gente tem que ter esse cuidado, sabe? Esse cuidado. Tem meio, temos meios de distinguir por nós mesmos o que é bem e o que é mal? Sim. Quando crê em Deus e o quer saber, Deus lhe deu a inteligência para distinguir um do outro. Não gostou da palavra Deus que remete a pessoa física ou jurídica? Deus é não, não, não.
Deus está em nós. Consciência. Nós temos, se nós quisermos, se nós abrirmos a porteira da consciência, prece, meditação, leituras edificantes, instrução, alguma dedicação, alguma disciplina, mantenha uma boa sintonia, eleve a sua frequência, esteja aberto para isso. E as respostas virão sempre, não falha. Nosso guia espiritual está sempre de socorro. chega mais rápido que o SAMU. Tem gente que vai reclamar disso, di, mas o SAMU leva uma eternidade. Aliás, deixa eu abrir uma um parêntese aqui sobre o SUS. Isso é verdade.
O Washington Post, jornalão americano, menos de uma semana atrás, publicou a reportagem de um jornalista americano que tava por aqui, sofreu um acidente grave, foi atendido pela rede pública, foi atendido em mais de uma unidade de saúde, a ambulância do SUS participou. Ele ficou muito impressionado com a qualidade do atendimento. No final, ele queria saber como é que eu pago, porque ele não tinha noção como é que é a regra aqui no Brasil. Os funcionários da rede pública falaram: "Não, esse é um hospital público". Não, mas eu não tô entendendo esse período. Ele chegou a ficar internado, faixa na cabeça, ele machucou a cabeça. Não me lembro se foi um acidente de trânsito, alguma coisa assim.
Aí ele, eh, mas tá, tá, tá resolvido, eu posso ir embora? Aí o pessoal achou graça, pode. Ele ficou tão impressionado que ele escreveu uma reportagem para o jornalão americano Washington Post dizendo: "Passei por isso, isso, isso e aquilo. Paguei zero centavo de dólar." Porque nos Estados Unidos não tem isso. Na maioria dos países ricos não tem isso. Palmas pro SUS. Vamos lá. Eh, estando sujeito ao erro, não pode, não podemos nós nos enganarmos na apreciação do bem e do mal e crer que pratico o bem quando em realidade pratico o mal? Jesus disse a resposta: "Vede o que queriais que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Não vos enganareis. Ai gente, isso é lindo.
Porque ama o próximo como a ti mesmo, aquele mandamento. Ama a Deus sobre todas as coisas. Entende o que é o código fonte do universo, a lei da natureza. Entende? Porque se você entender, você vai descobrir que existe o certo e o errado para você. E o certo e errado para você passa pelo que você não gostaria de receber de alguém, sendo você ou a gente. Será que eu tô agindo certo com essa pessoa? Se coloca no lugar do outro. É aí que a espiritualidade, em resposta a Kardec, cita o Evangelho, veja o que você gostaria que vos fizessem ou não fizesse. Tudo se resume a isso. Não vos enganareis.
Esse episódio é particularmente interessante quando você lê a obra Paulo Estevão, mas não é só na obra psicografada por Chico, ditada por Emanuel, mas você vai ver na literatura cristã o episódio envolvendo Saulo de Tarso, judeu, doutor da lei, que aplicava a pena máxima da morte por apedrejamento a quem eh fosse considerado um herege pelas leis judaicas e os cristãos eram perseguidos por causa disso. que ele ordenou o apedrejamento de Estevão e e isso eh sendo ele alguém com muito prestígio na sociedade hebraica, a caminho de Damasco, em serviço do judaísmo, há um clarão que no meio do caminho o deixa cego, ele cai do cavalo perturbado.
O clarão era Jesus, cara, naquela voltagem luminosa de espírito puro. E ele ouve uma voz que era de Jesus, dizendo: "Saulo, que fazes? Que fazes?" que era uma advertência direta a a Saulo de Tarso, no sentido de que ele estaria errando. Aí tem toda uma circunstância que a gente precisa ver qual era a missão desse espírito, o que se esperava dele naquele momento da história, a ligação eventualmente prévia dele com essa figura excelsélce de Jesus. E ali se dá o ponto de partida de Magnada. Saulo abandona a o cargo relevante, importante que ele tinha na sociedade judaica.
Era noivo de uma pessoa também, uma mulher que tava numa condição social, familiar top, faz a conversão pro cristianismo e se transforma no mais relevante divulgador do cristianismo de sua época. Ele que não teve a convivência física que nem os 12 apóstolos. Os apóstolos chegaram a desconfiar dele quando ele começou a se aproximar lá de Pedro, coisa e tal. O pessoal, não, não, esse eu não vou receber não. Você, você persegue a gente. Você tá matando o cristão por aí. Ele teve um o ritual de passagem, o rito de passagem difícil até ser reconhecido como alguém segundo judeus que perdeu o juízo.
Isso daí enlouqueceu e os cristãos lenta e progressivamente passaram a considerar Paulo alguém que tinha essa condição de com cultura, erudição, poliglota, ele conseguia chegar aonde outros apóstolos não conseguiam. e é reconhecido como o Itimorato, apóstolo e divulgador, o mais importante daquela época do cristianismo. Eh, vamos lá, outra pergunta. 634. Por que está o mal na natureza das coisas? Fala do mal moral. Não podia Deus ter criado a humanidade em melhores condições? Kardec fez essa pergunta no século XIX. Porque essa pergunta sempre fez parte do da inquietação humana até os dias de hoje. Por que que Deus permite isso? Por que que essas coisas acontecem? Tanta maldade? Cadê Deus?
Por que que Deus deixa que os senhores da guerra façam o que façam? Façam o que fazem? Por que que tem tanta gente corrupta, tanta gente cruel, tanto criminoso, tanto bandido que tá fazendo coisas inacreditáveis? E não é só o bandido que tem esse preconceito.
Bandido tá no morro, tá na periferia, o bandido tá engravatado, morando bem, financiando compra de armas e drogas, financiando PCC, Comando Vermelho, isso aí não é organização, Vocês não querem aqui que a gente reporte o que o jornalismo policial a partir das investigações de Ministério Público, Polícia Federal, você já tem o conhecimento do que são as grandes redes criminosas articuladas entre si com terminações internacionais, ramificações internacionais. Tem gente graúda que comanda os esquemas. Aí você fala: "Que Deus é esse que permite tudo isso?" É a pergunta 634. Aí vem a resposta da espiritualidade. Já te dissemos, os espíritos foram criados simples e ignorantes.
Deus queria que o homem deixa que o homem escolha o caminho, tanto pior para ele se torna o caminho mau. Se toma, perdão, tanto pior para ele se toma o caminho mal. mais longa será sua peregrinação. Se não existissem montanhas, não compreenderia o homem que se pode subir e descer. Se não existissem rochas, não compreenderia que há corpos duros. É preciso que o espírito ganhe experiência. É preciso, portanto, que conheça o bem e o mal. Eis porque se une ao corpo. É interessante essa resposta. sai do imediatismo, né? Você fala assim: "Eu quero saber porque esse cara fez isso agora". A espiritualidade vem com uma resposta que atravessa os tempos.
Sai da fotografia, entra na película, entra no espectro mais altivo, mais abrangente, mais complexo. Não dá para explicar a realidade como um ponto. Um ponto. Na realidade é resultado de uma soma de pontos até chegar no ponto que você tá investigando e te inquieta. Uma vez eu já contei essa história aqui num evento no Rio Grande do Sul, salvo engano, em Gramado, um grande congresso que teve por lá. Na hora da ceia, entre palestrantes, coisas e tal, estava lá o médium recém-dcarnado, Divaldo Franco. Ele contou uma história interessante de uma pessoa que ele conheceu que trabalhava em abatedouro, matando boi pra indústria de proteína animal.
E essa pessoa manifestou e ficou claro pro médium que ela tinha enorme prazer em abater animais, porque ela se comprazia da morte, do cheiro do sangue, da perturbação e da dor do animal. Detalhe que isso foi contado na hora do almoço, né? detalhe. E muita gente comendo carne e ele, mas ele não contou isso por causa da carne, ele comia carne também. Eh, e ele contou o que parece ser algo abjeto da parte desse profissional num abatedouro. Eu pude perceber que encarnação anterior ele se comprazia matando pessoas, o mesmo prazer, o prazer de matar e que não é, portanto, para nós algo que fique indiferente na percepção da jornada evolutiva dessa criatura, que hoje ela não tem mais o ímpeto. de matar com prazer o semelhante, mas ainda se vê refém de uma sensação de prazer causado pelo abatimento, pelo abate de um animal.
Então veja, não é uma história feliz, mas é uma tentativa aqui reproduzindo o que eu ouvi, de tentar contextualizar o que eu tô falando é um ponto, é o que tá acontecendo na linha do tempo, na jornada evolutiva de cada um. E todos estamos no mesmo planeta com diferentes gradações de compreensão da lei natural. É disso que estamos falando. Bom, 636. São absolutos para todos nós o bem e o mal. A lei de Deus é a mesma para todos, porém o mal depende principalmente da vontade que se tenha de o praticar. O bem é sempre o bem. O mal sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem. Diferença só há quanto ao grau de responsabilidade.
O mal depende principalmente da vontade que se tenha de o praticar. Será culpado selvagem que cedendo ao seu instinto se nutre da carne humana? Tá falando aqui do canibalismo. Eu disse que o mal depende da vontade. Pois bem, tanto mais culpado é o homem, quanto melhor sabe o que faz. E aí Kardec faz um comentário lembrando as circunstâncias dão relativa gravidade ao bem e ao mal. Muitas vezes comete o homem faltas que nem por serem consequência da posição em que a sociedade o colocou se tornam menos repreensíveis. Mas a sua responsabilidade é proporcionada aos meios de que ele dispõe para compreender o bem e o mal.
Assim, mais culpado é, aos olhos de Deus o homem instruído que pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante e se entrega aos seus instintos. Isso é muito importante porque, como foi dito já aqui de outras formas, o entendimento que de que nós estamos praticando um mal tem relação direta com o nível de consciência que você tenha do gesto. Porque a gente pode descobrir a posterior que o que a gente achava que era certo, na verdade era errado. E isso é levado em conta pela lei natural, pelo código fonte da natureza. Isso é muito interessante e isso desqualifica o moralista que não tem esse essa sensibilidade, sai apontando o dedo.
Eu quando estudei o fenômeno do suicídio para lançar o livro Viver a Melhor Opção, que tá completando agora 10 anos, junto com a minha mulher Cláudia, que foi fundamental para para esse livro existir, e a ajuda também de Marcelo Ribeiro, espírito Marcelo Ribeiro, pela mediunidade de Carlo Oliveira, minha primeira mulher. Portanto, veja, eu tive a ajuda das minhas companheiras, cada um no seu tempo e da sua forma para esse livro sair. quando a gente se debruça sobre o que o Espiritismo fala a respeito do suicídio, principalmente no livro Céu e Inferno, que é uma das cinco obras básicas e tem um capítulo dedicado às manifestações por evocação de espíritos que se mataram, você vai ver que cada caso tem a sua singularidade.
Você vai ter o suicida, que, por exemplo, na França em guerra, na época de Napoleão, tinha a regra. Tem dois homens em casa e uma mulher, pai, filho e a mulher. O pai é que vai pra guerra. A mulher não pode ficar sozinha, desamparada. E se só tiver? E foi isso que levou o pai ao suicídio. Ele falou: "Eu vou me matar para que meu filho possa ficar com a minha mulher". Era essa a regra. Ele se matou para livrar o filho. Perdão. O filho mais jovem é o melhor combatente, pai, filho e mulher. O filho é que vai pra guerra. A mulher não pode ficar sozinha. Acabou então que o o pai se matou pro filho continuar cuidando da mãe que era idosa, doente.
E o pai achou que tava fazendo um belíssimo gesto, só que ele se matou. Aí você vai dizer: "Mas suicídio vai contra as leis de Deus? Vai, vai contra as leis de Deus. Ele rasgou um contrato, ele precipitou o retorno à pátria espiritual. Há uma perturbação, mas ele não fugiu, digamos assim, da vida como outros deliberadamente cansaram. Sabe aquela história assim, cansei dessa vida, vou acabar aqui com a vida corporal porque eu não quero mais ter esse ou aquele inconveniente. Isso tem outra outro contexto, outra circunstância.
Se você quiser comparar uma morte por suicídio de uma pessoa absolutamente sã, ela não tá naquele momento acometida de nenhuma patologia de ordem física ou moral ou mental e cansou de viver, falou: "Não quero mais saber desse mundo para o planeta que eu quero descer". Você não pode comparar o suicídio de uma pessoa que realiza o autoestermínio por esses motivos com alguém com um uma grave patologia mental, né? ou uma soma de patologias, uma grave esquizofrenia acometida de uma obsessão persistente e outras combinações e não tá assistida por um profissional de saúde e tem toda uma conjuntura muito hostil. essa pessoa se vai a óbito por suicídio, você não vai colocar esses dois casos aqui que hipoteticamente eu tô colocando como estudo comparativo no mesmo patamar de patamar de Responsabilidade.
Ou seja, cada um de nós precisa se dar conta do nível de consciência que já possui sobre o que é certo e errado. É isso que tá sendo dito. 638. Parece às vezes que o mal é uma consequência da força das coisas. Gente, já passou o tempo do Papo das 9. Papo das nove acabou. Eu não esgotei todo o assunto. Espiritismo também diz que não existe o mal. O mal é a ausência do bem. Eu precisava dizer isso antes de terminar, porque o nosso destino é a perfeição. Errando e acertando, chegaremos lá e o mal deixará de existir por esse motivo. Leva tempo até lá que a gente seja um bom zelador da nossa consciência. Preste atenção no que a tua consciência lhe diz. A voz da consciência é a voz de Deus.
Gente, rápido lembrete. Eu vou fazer um breve recesso nessa semana. Férias vencidas. Não haverá papo das 9 na próxima quarta, na próxima sexta e no próximo domingo. Eu volto na quarta, sem ser dessa semana que se inicia a outra. Estarei fora do Brasil acompanhando um jogo de futebol, talvez dois, do meu time, o Fluminense, que é o patinho feio da competição, está entre os quatro melhores clubes de futebol. Você não precisa torcer pro Fluminense, mas se quiser torcer, eu vou ficar muito feliz. menor orçamento, né? O mais desacreditado, tá? Vai enfrentar o Chelsea terça-feira e de domingo, se for para final outro grandão que aparecer por lá. Então, ó, tudo de bom, força, coragem e fé.
Sigamos firmes e resilientes na nossa jornada, fazendo bem. Tudo de bom. M.
