Vai de graça aqui uma sugestão para Nintendo lançar outro aplicativo ainda mais surpreendente do que o Pokémon Go (do qual tratei – ou destratei – num post anterior). Hoje o game faz aparecer monstrinhos (e segundo notícia que li há pouco, anúncios publicitários) na tela dos smartphones misturando a paisagem real com as imagens virtuais.
Proponho – e abro mão dos royalties – o “Pokémon Go Green”. O novo game apontaria os lugares mais indicados para o plantio de árvores nas cidades com o objetivo de aumentar o sombreamento e o conforto térmico. Também poderia indicar os pontos exatos onde os níveis de insolação sejam intensos o suficiente para justificar o investimento em placas fotovoltaicas. Ou aqueles onde a regularidade dos ventos torne viável a exploração da energia eólica.
O “Pokémon Go Green”- ou o nome que se queira dar – poderia igualmente soar um alerta quando a poluição do ar estivesse acima dos padrões definidos pela Organização Mundial da Saúde. E recolher votos – de todos os participantes do jogo- dos lugares mais bonitos e inspiradores da cidade.
Da mesma forma o game sinalizaria as regiões onde o IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – está abaixo ou perigosamente próximo do mínimo aceitável, para que reconheçamos os desafios sociais que se revelam à nossa volta.
Tudo por GPS. Todas essas informações – entre tantas outras do universo ambiental – já foram mapeadas e digitalizadas. Estão disponíveis nos arquivos das principais cidades brasileiras. Montar um game com esses dados é tarefa fácil para qualquer adolescente interessado no assunto.
Acho que seria mais divertido, útil e didático que a versão original da Nintendo. Mas – devo confessar – continuo achando perigoso esse negócio de olhar fixamente o smartphone enquanto se anda por aí…
André Trigueiro