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Há lógica no absurdo? | Papo das 9 #995

Minutos de Sabedoria: 252 Sugestão de leitura: Mudanças climáticas no Brasil: estado da arte e fronteiras do conhecimento …

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Olá, olá. Muito bom dia. Tudo bem por aí? Como é que tá a temperatura aqui no Rio? Chapa quente. Disseram que ontem haveria chuva. pelo menos na capital aonde eu circulei não choveu. Chuvinha seria bem-vinda. São Paulo teve um uma pancada de chuva, como sempre tem ocorrido, né? Por lá eleva-se a vulnerabilidade do abastecimento de luz, da mobilidade urbana. é um pesadelo agora qualquer chuva um pouco mais forte ou vento em São Paulo, mas isso não é o assunto de hoje. Eh, aliás, será daqui a pouco a gente vai comentar novidades em relação à ciência climática.

Importante, eu acho sempre importante destacar aqui ao nosso tempo, estamos nesse mundo nesse momento, eh, e as circunstâncias, do ponto de vista climático, inspiram cuidados. E aí a gente vai falar um pouquinho sobre isso. Eh, apenas ratificar, porque é o primeiro papo das 9 depois da conquista do Globo de Ouro, do Wagner Moura e do filme Agente Secreto. Como de fato o cinema brasileiro tem ocupado um lugar que antes não era penetrável. a gente esporadicamente ganhava uma premiação importante em nível internacional.

Os cinéfilos reconhecem o nível, a qualidade da produção audiovisual do Brasil, mas dois anos seguidos, Globo de Ouro, sem querer medir o nosso talento pela régua dos gringos, com todo respeito, não é algo trivial. Então, hum, parabéns demais demais. Quem? Eu tenho amigos que fazem cinema na PUC, onde eu dou aula desde 2004, 22 anos, tenho o curso de cinema e eu tenho contato com cineastas, documentaristas. É muito difícil no Brasil você seguir uma carreira na direção do audiovisual com esse essa pegada assim de filme autoral. Filme autoral, é bancar uma história que você quer fazer do teu jeito. Isso não é uma condição simples para você abrir caminho projeto com esse escopo.

Então, nós tivemos dois filmes autorais bombados no Globo de Ouro consecutivamente, né? Eu ainda estou aqui e o agente secreto. Isso não é pouca coisa não, viu gente? Povo chegando dos mais diferentes cantos do Brasil. Eu adoro quando vocês falam de onde vocês se comunicam. Eh, Ana Paula e Fábio lá de Curitiba, eu vi o que aconteceu em São José dos Pinhais, o tornado. Olha, mais um assunto pra gente lembrar quando tocarmos aqui no tema ciência climática, que tem novidade. Vamos começar. lá.

São Paulo capital, São Carlos, São Paulo Lavras, Minas Gerais, Curitiba, Piracicaba, Caxias do Sul, Pernambuco, Foz do Iguaçu, Campos dos Goitaes, Miguel Pereira, Salvador, Bahia, Porto Alegre, Chapecó, Campinas. Ih, hoje tá bombadíssimo aqui. Coronel Fabriciano, Minas Gerais, Itanha, São Paulo, Brasília, Ribeirão Preto, Pelotas, Poços de Caldas. Olha o Brasil aí, gente, presente no Itaquera, Santa Catarina. Ibiaquera. Lê direito, André. Abaetetuba, Pará. Eita, eu ficaria aqui. Eu adoro isso. A geografia. João Pessoa. Eita, Niterói, que legal. Novo Hamburgo.

Gente, eu eu ficaria o dia inteiro aqui falando de onde vocês estão, mas vamos lá, vamos começar aqui para todos e todas, onde vocês estiverem, com quem vocês estiverem. Sejam todos bem-vindos. Obrigado aí por compartilhar comigo esse momento, eu diria no papo das, esse é o momento terapêutico. Esse é o momento que eu e vocês juntos vamos nos beneficiar aqui de uma reflexão breve a respeito de uma mensagem edificante do livrinho Minutos de Sabedoria, ao qual nós sempre recorremos pedindo aos amigos invisíveis que nos inspirem a abrir a página na mensagem mais indicada pro dia de hoje, por razões que esses amigos entendem que deva ser objeto da nossa breve reflexão.

Portanto, o acaso não existe. Aonde eu abri, me parece é onde a gente mais precisa ter foco. Portanto, eu peço a gentileza dessa assistência, que eu possa abrir na página propícia, que eu possa ser um instrumento maleável, uma ferramenta útil, o meio adequado para esse fim. E eu abri aqui, ó. 252. Não se exalte, não se irrite, não discuta. A mansidão e a serenidade conquistam os corações e representam a felicidade. Ninguém resiste a uma pessoa calma e serena, e esta pode resistir a todos. Não há força que derrube a mansidão e nada é impecílio para ela. Os mansos e serenos conseguem tudo o que desejam na terra com a vantagem de jamais estragarem sua saúde tão preciosa.

Nossa, veio tanta coisa na minha cabeça lendo essa mensagem. Primeiro, a profusão de situações que viralizam nas redes sociais, por vezes, a consequência é a morte de alguém por motivo absolutamente banal. É uma briga de trânsito, é uma discussão de bar, é uma situação na rua. Pessoas que não se conhecem ou até se conhecem, mas vão às vias de fato brigam ou uma usa um objeto letal, uma arma branca, como se diz, né? Uma arma que é letal, uma faca, um pedaço de pau ou mesmo um revólver, ele mata o outro por um motivo absolutamente banal. É impressionante como isso tem ocorrido por aí. Esse foi um flash que veio na minha cabeça. Tanta gente por aí levando qualquer questão às vezes de fato.

Rapidamente entra em ponto de ebulição, rapidamente quer resolver no braço, rapidamente discute em voz alta. E você nunca sabe se do outro lado, na hora de discutir tem alguém que é mais pavio curto que você e resolve te eliminar. resolve acabar com você. Então vamos lá. Não se exalte, não se irrite, não discuta. Esse livro é de 1960. Veja como a mensagem está atualíssima pra gente não se envolver em situações estressantes de maneira absolutamente desnecessária. Aquilo não faz diferença. Aquilo não é relevante.

Por acaso ontem, foi outro flash que veio à minha cabeça, no subsolo de um prédio eh comercial no bairro do Flamengo, eu estava tem a garagem, eu estava indo na direção do carro que eu estacionei nessa garagem, quase fui atropelado por uma pessoa que estava ao volante e veio na minha direção. O garagista gritou: "Oh, oh!" E eu levei um susto, tirei o corpo da frente. A primeira reação da gente é instintiva, né? É uma ameaça a minha integridade. Eu vou ter que me proteger em primeiro lugar e vou vou vou responder a essa agressão. O camarada que tava dentro abriu o vidro, baixou o vidro elétrico lá do carro, era todo fumê, né? E falou assim: "Me desculpa, eu não te vi". Ponto cego.

Achei estranho que o ponto cego normalmente é quando você tá dando ré. Ele tava de frente. Eu olhei para ele e não falei nada. Fiz uma cara assim meio de surpreso e contrariado, mas falei: "Não vou discutir, não adianta discutir, já aconteceu". E ele reiterou, falou assim: "Me desculpa, eu não não te vi. Não te vi". E eu entrei no carro com coração batendo forte assim, que eu falei: "Cara, eu poderia ter sido atropelado dentro de uma garagem, né? Graças a Deus, eu devia estar naquele momento bem assistido espiritualmente. Eu não vou discutir. Não vou discutir. Não tenho nada a Não há nada a ganhar. Não há nenhuma vantagem eu ficar pegando no pé do cara. Pô, tá me tá me vendo não, meu irmão.

Não vou fazer isso. E ele já tomou a dianteira dizendo: "Desculpa, não te vi. OK. Por mais estranho que seja para mim ele reportar que há um ponto cego que ele não me percebeu, sendo que eu estava na frente do carro, mas enfim, o que que não vai levar a lugar nenhum. Paciência. Uma outra questão que eu acho que merece consideração nossa, as pessoas de uma forma geral estão muito tensas. Ninguém tá legal, ninguém tá 100% equilibrado e sereno. Então, que nós não sejamos a fagulha que inflama uma discussão ou uma briga, uma situação com tantos estresses e questões que a gente precisa resolver no dia a dia internamente e no mundo. você ainda vai agravar essa situação por tão pouco.

Percebe o que eu digo? Quer dizer, essa é uma questão, especialmente no trânsito, eu tenho visto muito as pessoas exasperadas no trânsito, assim, é cada um por si. Aqui no Rio de Janeiro tá terrível, eu sei que não é exclusividade daqui, mas é onde eu tô. o desrespeito às regras do trânsito e a desconsideração em relação a quem tá com você no trânsito, né? É uma coisa muito triste, porque parece besteira, mas isso se dá, do meu ponto de vista, é um indicador, um sintoma de uma sociedade doente. A gente não consegue respeitar regras de convivência coletivas. Onde é que isso vai dar? Se você não entende a importância de respeitar regras coletivas, aonde isso vai dar?

E aí vem a mensagem do pastorino dizendo: "Ninguém resiste a uma pessoa calma e serena, e esta pode resistir a todos". Essa para mim é a frase mais emblemática dessa mensagem, que é 252. Ninguém resiste a uma pessoa calma e serena. Eu não resisto. Sabe aquela história? O argumento não tá no volume de voz, não tá nos decibéis que você emprega para defender sua ideia, tá na maneira serena, calma, tranquila, com que você vai se posicionar, se for o caso. Ei, pá, pá, pip piip piopó. É isso. Isso tem força, isso tem poder. Você já, eu diria, deixa alguém que está eventualmente exaltado, gritando numa situação constrangedora.

Repara quando você tem alguém que tá inflamado e tá discutindo e o outro de forma muito tranquila, serena, sem elevar o tom de voz, faz a pontuação. O outro não consegue, é difícil que o outro continue gritando por muito tempo, porque é desmoralizador você se escorar no tom de voz, nos decibéis, para fazer valer o que você acha o certo. E aí vem esta pessoa calma e serena, a qual ninguém resiste, ela pode resistir a todos. Ou seja, você estaria em melhores condições de não comprar briga, de não ser impulsivo, de não agir de forma exasperada, impaciente, porque você tá intimamente procurando manter o quê? O controle. Você tá procurando manter o controle.

Nenhum de nós é perfeito, não somos robôs, diz o ditado, não tenho sangue de barata. Veja como tem gente que diz isso por aí, mas nem conta até 10 antes de entrar numa briga. Ah, não tenho sangue de barata. Já é uma justificativa sem que a pessoa tenha tentado trabalhar, burilar essa resposta a uma situação externa que num primeiro momento evoca o teu lado mais brutal, mais violento. Também tem aquele ditado que a gente precisa desconstruir. Dou um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair. é a exaltação do orgulho e do orgulho no sentido mais, eu diria, grosseiro, né, da parte mais embrutecida de você. Como é que a gente pode ter orgulho da nossa parte mais embrutecida? é uma sociedade doente que replica esses ditados e coloca a gente em rota de colisão o tempo todo.

Rota de colisão com um estranho, rota de colisão com um amigo ou um familiar que tem uma posição discordante da sua. Rota de colisão com a caixa do supermercado. adinha por uma razão qualquer, com o porteiro do condomínio, com o motorista do ônibus, com a pessoa que tá no banco, no caixa lá, o bancário, como a pessoa que trabalha no aeroporto, a gente por vezes vê isso, atrasou o voo, cancelaram o voo, o funcionário que tá no balcão, vamos falar a verdade, ele não tem culpa de ter acontecido aquilo, mas ele vira o fio terra da indignação. de todo mundo. Vez por outra a gente tem esses problemas. Assim, cancelaram os voos em Congonhas por causa daquela ventania semanas atrás.

Aí deu um nó na aviação civil do Brasil inteiro. E aí muita gente, mas muita gente mesmo, milhares de passageiros perderam seus voos, inclusive conexões. Sobrou para quem? em em alguns lugares sobrou pro funcionário que tava no balcão. As pessoas às vezes descontam, sabe, aquela malhação de Judas, você escolhe alguém para pagar o pato. Que isso, cara? Além de tudo, isso é covardia, né? Além de não fazer sentido. Então, a gente tem esse cuidado, eu acho. Ética do cuidado. Não se exalte, não se irrite, não discuta. O mundo já tá turbulento demais para você contribuir com seu lado menos evoluído. Você e eu, nós não. Por vezes calar é melhor, né? Calado fulano é um poeta.

Esse é um ditado também que eu acho engraçado para burro. Fulano calado é o poeta. Por quê? Porque quando abre a boca as coisas acontecem de uma maneira que é não favorável a nada. Sabe a pessoa que não agrega? a pessoa que tem recorrentemente uma postura que eleva atenção. Eu acho isso muito importante da gente refletir e a gente se colocar como observador de nós mesmos. Em que medida cada um de nós agrava essa turbulência, essa tensão, essa patologia coletiva de tá todo mundo meio estranho, meio desconfiado um do outro, meio impaciente, meio predisposto a brigar por qualquer coisa em qualquer lugar, de qualquer jeito. Isso é doença. Isso não nos favorece, não faz sentido. Muito bem.

Vamos lá. Antes de indicar o livro para vocês, eu preciso dar uma notícia. Eh, nós temos talvez a mais importante organização eh ou observatório climático do mundo, que fica na Europa e chama-se Copérnicos, que apontou o ano passado de 2025 como o terceiro mais quente da história. O mais quente continua sendo de 2024. 2023 foi o segundo mais quente. Então, os trê os três anos desde o início das medições mais quentes da história ocorreram nos últimos 3 anos.

E na média, esses últimos 3 anos registraram temperaturas planetárias acima de 1,5, que é aquele ponto limite apontado pelo acordo de Paris, como sendo o de uma temperatura mais alta, que causa problemas, causa transtornos, mas a gente continua conseguindo entender o sistema climático. Quando começa a escalar a temperatura global, você desorganiza o sistema. É como se fôssemos um vírus atrapalhando essa dinâmica. O clima começa a ficar desregulado numa escala que a gente já não consegue fazer uma modelagem de previsão, de compreensão do que vai ser daqui a 10 anos, 20 anos, 30 anos, porque a gente entra num lugar aonde o calor de fato embaralha as cartas.

Então, o ano de 2025, que acabou duas semanas atrás, foi o terceiro mais quente da história. 24 foi o mais quente e 23, o segundo mais quente. Aonde eu quero chegar, nós estamos num país tropical, abençoado por Deus, bonito por natureza. Já já dizia Jorge Benjó, quando era Jorge Bem. Eh, e a gente vai precisar priorizar na nossa geração. Geração que eu digo não é você ter a minha idade, a gente tem a mesma idade, geração de viventes encarnados. Presta atenção na agenda da adaptação. A crise climática tá aí, a temperatura tá mais alta que o normal, as ondas de calor são mais frequentes.

A falta d'água, alô São Paulo, cantareira, crise hídrica pior do que há 10 anos lá em 2000 e mais de 10 anos, né? 2013, 2014. Então, se liga na missão. O que nos cabe fazer no mundo que experimenta uma crise climática dessa proporção? Muita coisa. Estamos no Então eu vou dar aqui a minha sugestão. Ano eleitoral, daqui a pouco tem eleição para presidente, para governador, para senador, para deputado federal. Não vote em negacionista, não vote em quem tá descolado da ciência. Isso tem um preço muito caro, não apenas na área do clima, mas na área da saúde também. Então fica, esse já é um primeiro recado.

Pensa no que significa votar no escuro em alguém que depois você fala: "Caramba, esse cara ignorou completamente os alertas climáticos, a todas as medições mostrando que as os eventos extremos estão aumentando em frequência e intensidade. Ele não defende medidas de prevenção, de proteção da população, especialmente os mais vulneráveis. Não, ele não tá nem aí. Então, não vote em negacionista. Ponto um. Ponto dois, proteja-se no dia a dia, elevando a importância dos alertas que você pode acessar através das páginas ou habilitando os alertas da Defesa Civil. Algumas cidades já t os seus alertas municipais ou estaduais.

No meu smartphone, eu tenho conexão com o centro de operações do município do Rio, que emite alerta, com a Defesa Civil do estado, que emite alerta com a Defesa Civil Nacional. Eu recebo alertas e isso me ajuda a tomar decisões que podem salvar minha vida. Eu não tô exagerando. Eu não tô exagerando. Então, fique em sintonia com os alertas e leve a sério os alertas. Ah, André, mas teve alerta de chuva e não choveu. Acontece a dinâmica do clima. Não, o clima não é uma ciência exata. Então, podem ocorrer, por exemplo, nos Estados Unidos é muito comum você ter o que eles chamam de nowcasting.

Se atualiza previsão de quatro em 4 horas, porque aquilo tem uma dinâmica que pode mudar a configuração, os vetores, massa de ar quente, eh, massa polar, eh, como é que a gente chama? conjugação extratropical. Ih, tem um monte de nome que os meteorologistas utilizam. Pode dar imprecisão na hora que você esperava acontecer algo e não aconteceu. Mas não é a regra, isso é exceção. Então, a gente precisa est ligado. Por último, mas não menos importante, plante árvores. Se você tem carro e motor flex, priorize etanol. Se você pode ter um carro híbrido ou elétrico e usa muito o veículo, né, automotor, pode ser uma boa. Faça conta, veja se é algo que ajuda você a emitir menos gás estufo. cobre providências, porque nós estamos num mundo que está aquecendo e o principal vilão é a produção e a queima de petróleo, carvão e gás, eh, rebanhos, animais, principalmente bois, que arrotam o metano, que aquece o planeta, lixo orgânico a céu aberto, apodrecendo o mesmo gás metano aquece o planeta e por aí vai.

Recomendação de livro tá saindo do forno e tem a sua versão em português e inglês. Gente, isso aqui é um luxo. Eu ganhei de presente de um dos autores, o Dr. Osvaldo. Mudança climática no Brasil. Estado da arte e fronteiras do conhecimento. Climate Change in Brazil State of the Art and Frontiers of Knowledge. Temos Temos aqui em português e em inglês uma obra. Quando você fala estado da arte, você tá falando tudo o que a ciência já sabe de mais moderno e atualizado. Estado da arte é até hoje o que aonde chegamos usando as melhores ferramentas de observação e medição. A orelha do livro explica muito bem o propósito. A mudança do é da editora IBCT. IBICT. A mudança do clima veio para ficar. está no centro da agenda pública.

Falhar no seu enfrentamento poderá nos custar anos de desenvolvimento, agravar vulnerabilidades e multiplicar desigualdades. Conhecer os fenômenos em andamento e entender seus múltiplos impactos na sociedade, na economia e nos ecossistemas são condições essenciais para gerar políticas públicas efetivas, orientar a atuação do setor privado, combater a desinformação e mobilizar a sociedade para o enorme desafio que temos pela frente. Gente, só tem fera quando você pega assim, quem são os autores? São vários. capítulos falando de ciência, impacto do aquecimento global sobre os biomas, sobre os oceanos, sobre o abastecimento de água, eh sobre agricultura, agronegócio, sobre saúde pública, tudo isso tá no livro que eu recomendo expressamente.

Entre os organizadores tem o Dr. Osvaldo Moraes, que eu conheço lá do Eu conheci quando ele estava no Cemaden. o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais. Também está o Dr. José Marengo, que é dos maiores cientistas do clima do Brasil. Então, tem um povo aqui, cara, que é do primeiro time, do andar de cima da ciência brasileira. Recomendo expressamente para quem deseja saber a razão pela qual o clima está mudando no nosso tempo de vida. Os impactos disso, sobretudo produção de alimentos, saúde, economia, abastecimento de água, tudo, tudo. Estado da mudanças climáticas no Brasil. Estado da Arte e Fronteiras do Conhecimento. Recomendo. Você quer ver?

Bom, não vou falar disso agora não. Aliás, vou vou falar. Eu vou falar de algo que tá ao nosso alcance, plantar árvores. Então, informe-se sobre lugares aonde você pode plantar uma árvore sem atrapalhar rede de água, rede de esgoto, fiação. Plante árvores nativas do bioma em que você tá inserido. Eu tô no Rio de Janeiro, aqui é Mata Atlântica. Se você tiver na região norte, é o bioma amazônico. Se você tiver no sererrado, espécies do serrado e por aí vai. Então, plante, plante. Aqui no Rio de Janeiro, nós temos, olha que loucura admitida pela própria prefeitura, um déficit de 860.000 árvores.

Nós temos as pessoas nas ruas sofrendo sem sombra no ponto de ônibus e nos bairros da zona norte e zona oeste, que é onde tem, ao contrário da zona sul e de parte do centro da cidade mais poder aquisitivo na periferia o povo tá sofrendo em dose dupla. é aquilo que se convencionou chamar de racismo ambiental. A infraestrutura da cidade tende a ser mais generosa nas áreas abastadas, na periferia ou nas comunidades de baixa renda. O poder público, isso não é no Rio de Janeiro só, isso é Brasil, isso é uma história terrível que é a desigualdade. Vai deixando para depois ou vai fazendo não com o mesmo apuro, com a mesma o mesmo esmero, o que deveria ser igual para todos.

Nós estamos vivendo um tempo em que não é mais possível ter escola sem climatização, sem ar condicionado, ônibus, sem climatização, sem ar condicionado. Os ambientes de trabalho sem climatização e sem ar condicionado. Eu aqui no Rio, quando o calor tá batendo, como bateu ontem, anteontem, mais de 40º, eu fico pensando, chega de noite, à noite os ambientes continuam quentes e a pessoa tem que dormir e o ventilador não dá refresco. Não dá refresco. E aí, como é que faz? Como é que faz? Então, a gente acha às vezes que por você ter o refúgio do ar condicionado, eu tô bem, tá tudo bem. Depois eu pego o carro, o carro tem ar condicionado, eu tô bem, tá tudo bem.

Aí você vai pro seu trabalho, teu trabalho tem ar condicionado, eu tô bem, tá tudo bem. Não, não tá. Pra maioria da população não tá nada bem. Então, a gente precisa ter essa leitura da situação. É preciso ter atenção na hora de votar. É preciso fazer a nossa parte. A arborização urbana é a forma mais barata e simples de começar a atenuar o calor, porque as árvores dão sombra e as árvores suam vapor d'água. é um fenômeno chamado de evapotranspiração. Então, as árvores geram um benefício brutal, não apenas ao clima, ao conforto térmico, mas a paisagem fica mais bonita.

Atrai passarinho, você começa a ouvir, o pessoal comenta assim: "Pô, André, você tá no Papo das 9, a gente às vezes fica ouvindo passarinho. Graças a Deus, onde eu moro tem árvore. Graças a Deus. E e a quem plantou [risadas] ter árvore faz a diferença, com todo respeito. Então, certifique-se de como se planta uma árv, que cuidado se deve ter, qual é o período mais indicado, qual é a espécie indicada e qual é o lugar indicado. Algumas prefeituras se mobilizam para até facilitar o trabalho de quem quer plantar a árvore com orientação técnica ou plantando aonde o morador pede. Então, informe-se na sua cidade o que é possível fazer.

Fora o prazer de você ver a árvore que você plantou crescer, né? Isso é um prazer, eu diria quase inominável você colocar um serzinho daquele no mundo, sabendo que vai ser para proveito coletivo. A comunidade se beneficia também. As árvores quando crescem tiram CO2 da atmosfera, que é o principal gás de efeito estufa. Existem muitos heróis anônimos por aí que plantam árvores e defendem a arborização urbana. O um amigo aqui do YouTube tá lembrando do meu amigo de São Paulo, Ricardo Cardim, e fez uma uma citação bíblica. Ricardo Cardia é meu pastor e nada me falta. [risadas] Achei legal essa apropriação, hein? Embora herética. Herética.

Você iria para a fogueira na idade média por fazer um trocadilho infame para os puristas. Não, não fale em vão, né? [risadas] Ai, ai, tem muita gente legal por aí. Em São Paulo, já que você falou, tem um aposentado que virou notícia pra gente no Cidades e Soluções ano passado, que foi reprisado no último sábado, um aposentado que plantou uma floresta em São Paulo e a prefeitura quando se deu conta não tinha mais o que fazer, que era uma área que não tinha nada, tipo um, como é que eu vou dizer? Entre duas pistas tinha uma área central com grama só, aquele aquele sol, aquela ilha de calor. O cara começou a plantar árvore doidado, milhares. É o trabalho de uma vida.

E ele foi reconhecido pela comunidade de São Paulo numerosa como um herói urbano. Você nos você nos livrou de um mau um problema terrível, né? a partir dessa ah iniciativa. Então, não é nada, não é nada. Plantar árvore ajuda demais, demais. E impedir que se corte a árvore dos outros. Os outros somos nós. Vai cortar árvore no teu quintal. Aqui não. Aliás, no teu quintal também é mau negócio. Liga na missão. Então, vamos lá. A gente fez ontem uma pergunta para vocês se haveria lógica no absurdo. A lógica no absurdo alguma fundamentação racional para o absurdo? O absurdo ocorre por obra do acaso. É algo aleatório, é sorte e azar. Há alguma lógica no absurdo?

É, a nossa querida Ariane fez aqui a seleção de algumas ideias compartilhadas por vocês sobre esse tema instigante, filosófico, que nos ajuda a nos posicionar no mundo onde há tantos absurdos. em série, todos os tamanhos e cores e cheiros e texturas tem absurdo para todos os gostos, né? Olga Blue com tanta fake news, como lidar com esses absurdos disfarçados em lógicas. Bom, aí a Olga levantou a questão do absurdo da gente ter fabricação em escala industrial de mentiras veiculadas. Isso custa caro de forma metódica.

Isso requer investimento, por vezes até com robozinho, os bots, para você disseminar e amplificar em verdades, com o propósito de depredar a credibilidade, a reputação e o prestígio de uma pessoa, de uma empresa, de um governo, de uma ideia, o que seja, né? E ela, a meu ver, acertadamente, a alga classifica isso como um absurdo. Bom, como é que eu eh penso esse assunto que você colocou? Nós somos seres cada vez mais sofisticados no avanço tecnológico, mas ainda atrasados do ponto de vista ético e moral. Então, é como você colocar uma arma na mão de uma criança. Isso é um absurdo.

Mas é um absurdo, não vou dizer explicável, mas me parece que temos aqui uma situação claramente eh que mostra exatamente esse descompasso. A tecnologia da humanidade avança a passos largos, mas o nosso desenvolvimento ético e moral não colocar tecnologias avançadas para serem operadas, manipuladas por pessoas com baixo teor caráter ter valores, princípios éticos, é uma temeridade. Então é um absurdo. Deixa eu ver. Eu gosto, cara, eu adoro fazer esse exercício e prestigiando aqui os dicionaristas, né? Eh, pra gente tentar qualificar o nosso debate aqui, a nossa o nosso raciocínio. Absurdo no dicionário Oxford é o que é destituído de sentido, de racionalidade. É a primeira definição.

Não faz sentido, é um absurdo. Então, nesse caso é um absurdo, mas a gente vai haverá de reconhecer que isso também não é obra do acaso, isso é contingência. A minha opinião, tá? Notícias da nuvem mandou o seguinte: só 5% dos alunos terminam o ensino médio sabendo matemática. Só 5% dos alunos terminam o ensino médio sabendo matemática. Aí ela pergunta o ele, a lógica na sociedade. Eu tô me lembrando de Darci Ribeiro, que eh antropólogo, indigenista, educador, fundou a Universidade de Brasília, UnB, e ele disse que o fracasso da educação pública brasileira ah, vou ter eu, eu Eu eu detesto puxar pela memória e deturpar a frase original. Educação brasileira, fracasso, método.

Vamos ver exatamente o que disse o Daci, que eu acho que essa resposta eh dada com o Darci é melhor. Ele disse o seguinte: "A crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto. A crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto. Então, mais uma vez a gente não vai ver isso. Ah, só 5% dos alunos que terminam o ensino médio sabem matemática. Aí você vai dizer: "Não é um absurdo. É um absurdo, mas aí eu vou evocar dac. Isso não é obra do acaso, isso não é um acidente de percurso, tem método.

E aí Darci criticava abertamente as elites brasileiras, os tomadores de decisão que chegam a condição de governantes ou são grandes empresários que, não obstante terem tido normalmente boa educação, desprezam a importância da educação pública de qualidade para quem não pode pagar matrícula e mensalidade em boas escolas. Eu realmente sempre eu sou professor e sou filho de pai e mãe professores. Eu tenho opinião a respeito. Eu acho que o dia que o Brasil conseguia oferecer educação pública de qualidade, onde o filho do rico queira estudar numa os pais matriculem o filho do rico numa escola pública, aí a gente vai ter alcançado o nível de excelência que me parece o mínimo.

Então, eh, eu acho, com toda a franqueza, quando você perguntar a lógica na sociedade, se você pegar o que disse Darc Ribeiro, que a crise da educação não é uma crise, é um projeto, a lógica. E a lógica é manter a parte menos favorecida de recursos eh materiais da população brasileira desprovida do direito de ter acesso à educação pública de qualidade. Então não é uma crise que surgiu do nada. Ela tem uma lógica. Segundo Darc. E eu fecho com Darc. Realidade roubada, minha amiga de São Paulo. Não é um absurdo a utilização de combustível fóssil em pleno século XX faz sentido?

Olha, é um absurdo, mas a gente tá numa armadilha, numa arapuca, porque não se faz a transição energética no estalar de dedos. E especialistas até que eu respeito dizem: "Vai levar algumas décadas para que a gente consiga reduzir drasticamente o uso de combustíveis fósseis em diferentes áreas da economia, principalmente no setor de transportes e em alguns países no setor de energia. é um baita desafio e ele se tornou, do meu ponto de vista, dramático, porque tá mais do que provado que é justamente a queima dos combustíveis fósseis que determina a gravidade, a escalada muito preocupante da crise do clima com perda de vidas, perda de patrimônio, prejuízos eh, difíceis de calcular.

Se você pegar, por exemplo, Rio Grande do Sul, ontem completou-se 15 anos da maior tragédia ambiental do Brasil em número de mortos e desaparecidos, que foi uma chuva absolutamente fora da série histórica, fora da caixinha, eh, que abateu a região serrana do Rio, Nova Friburgo, Teresópolis e Petrópolis. mais de 900 pessoas mortas ou desaparecidas. Rio Grande do Sul, um estado, a maioria absoluta, 3/4 dos municípios do Rio Grande do Sul, aproximadamente, diretamente afetados por uma enchente descomunal fora da série histórica inédita. Exatamente, Rodolfo, a chuva de 2011. Quem passou por isso não esquece. A região serrana ficou coberta de lama com eh virou um cemitério a seu aberto.

Uma coisa terrível, terrível. Do_line Nascimento_line 1 2 3. Precisamos destruir para reconstruir? Isso é uma boa pergunta. Nós espíritas falamos da reforma íntima. A reforma pressupõe a desconstrução das nossas imperfeições e a construção de algo novo que passe a fazer parte do teu ser. Então, quando a gente fala também de lei da evolução, a evolução pressupõe que as velhas formas sejam desconstruídas, virem outra coisa que não nos pertence mais, né? não estão presentes. Mas então, para mim faz sentido. É que você colocou isso de uma forma muito ampla. Eu tô com medo disso ser generalizado. Você pode, por exemplo, ter a mudança de um regime num país sem destruir esse país, né? aonde, para citar apenas dois exemplos, os países estão vivendo uma tensão desgraçada nesse momento.

Irã e Venezuela por uma situação nova que muitos achavam que Donald Trump que desrespeitou a legislação internacional subtraindo um ditador terrível que foi Nicolás Maduro e deixando aquele regime acéfalo. Aí as pessoas disseram: "Vai Trump, você é o libertador". Libertador nada, ele já tá negociando com regime chavista. O Trump não tá preocupado com a qualidade de vida da população da Venezuela. Ele quer manter controle, retirar petróleo e ter ingerência sobre a tomada de decisão da vice do Maduro que vai se encontrar com Trump agora. Os dois estão no maior TRT. Acorda, informe-se. Então, é possível mudar o regime da Venezuela sem destruir tudo?

É, é possível mudar o regime do Irã, dos aatoláis sem destruir tudo lá. Tá muito complicado por várias razões. A população tá na rua elevado índice de mortalidade de pessoas sendo assassinadas pelos pelas tropas fiéis ao regime do Ayatolá Camenei. Mas em tese você tem a perspectiva de uma mudança sem ela ser tão traumática. Mas cada caso é um caso. Cada lugar do mundo tem a sua própria dinâmica, as suas forças interagindo e determinando o rumo dos acontecimentos, né? Léo Rosa 2, é Lê Rose de Campinas. André, e quando o absurdo não é percebido por nós o que fazer? Você já viveu isso? A gente vive experimentando isso.

Nós estamos aqui para aprender a lidar com situações inusitadas, desagradáveis, que por vezes nós somos até os agentes, diretos ou indiretos. Ou a gente causou um problema sem se dar conta que era um problema, ou a gente sofre por um problema que a gente não percebeu há tempo, que se transformou num problema. E tudo isso nos ensina a lidar com situações da vida. Todos nós, penso eu, experimentamos nas nossas vidas situações absurdas que causam indignação, que causam revolta, que nos deixam desestabilizados ou perturbados. Veja, quando a gente fala de jornada evolutiva, não é uma linha reta. Jornada evolutiva é uma montanha russa. com altos e baixos.

Eu acho que a gente precisa ter essa visão da metade cheia do copo. foi ruim, foi desagradável, foi muito desgastante, foi muito doloroso. Mas eu tô levando dessa experiência algo que me enriquece até para na eventualidade de experimentar algo parecido num futuro próximo, eu já tenho o traquejo, alguma noção de como lidar com essa situação. Ela não vai me pegar desprevenido de novo. Meu xá André ponto 150923 150923. O absurdo não seria o extremo e sendo assim algo inaceitável? Bom, pela definição do dicionário que eu dei aqui, inaceitável faz sentido, porque absurdo é uma palavra que a gente usa sim em situações extremas. você tá, eu diria, eh, buscando o conceito.

Então, eu acho que se tá definindo de uma forma muito parecida com a do dicionário. OK. Acho que é por aí. Joãoares. ADV, advogado. Ganância está se sobrepondo aos direitos e garantias fundamentais. Aí você tocou num ponto que para mim tá muito evidente, mas eu não sou dono da verdade. Eu entendo que a ganância é a mãe de todas as crises da atualidade no mundo. É, ah, eu diria, a ganância por mais riqueza, por mais terra, por mais poder, por mais dinheiro, por mais recursos naturais, por mais terras raras, por mais petróleo, por mais território, por mais controle. Isso vale paraas ações militares violentíssimas promovidas pelo Sr. Trump, pelo Sr. Netaniarro, pelo senhor Putin.

Mas eu não resumiria apenas nesses três. Esses três talvez sejam hoje os senhores das guerras, os grandes fomentadores de crises que se irradiam para fora dos limites territoriais, no caso dos Estados Unidos, Israel e Rússia. Você expande, expande a crise. Então, eu concordo com você. Cada um tem a sua sensibilidade. Ninguém aqui vai ficar dizendo: "Ah, não é isso, é aquilo, não, não é aquilo, é isso". Tudo bem, cada um tem a sua opinião. Eu sinceramente entendo, até a destruição do meio ambiente, a crise climática é ganância. É ganância.

Não faz sentido o povo do agronegócio menos esclarecido retirar mais água do que a bacia hidrográfica suporta, avançar na direção da destruição da floresta para plantar capim e criar gado, destruindo florestas. Não faz sentido expandir os limites estabelecidos por lei da área onde o plantil é legal. Aí você vai derrubar a floresta para plantar o que quer que seja ou vai derrubar beira de rio, vai desrespeitar o Código Florestal, né, para ganhar mais um dinheirinho, porque o preço da soja tá valorizado, a roupa do boi tá valorizado, então dá licença que eu vou à luta. É fogo, amigo. Você tá, esse é o lado curioso. A ganância quando é demais, né?

Não é uma expressão politicamente correta, porque aí eu tô valorizando a ganância que é de menos, mas o que eu tô querendo dizer é que a ganância invariavelmente se volta contra o ganancioso e ele é o é a bola da vez. Em algum momento ele sofre os efeitos da sua própria ganância. Ainda tem essa. Nem tô falando de lei de causa e efeito. É, a Poliane tá lembrando, por ganância modifica-se o Código Florestal. Não tem limite. Esse pessoal tem que ser contido. E aí a gente volta a falar, não é admissível que o interesse de alguns se sobreponha ou se sobreponham ao interesse da maioria. aquele aquela série que eu era, ainda sou, né?

Eu não vejo mais, mas eu sou fã de Star Trek, Jornada nas Estrelas. A gente tava falando aqui, alguém perguntou se eu perguntei alguém se a se a lógica no absurdo lógica era o assunto predileto do senhor Spock, né? O auxiliar de ciências do capitão Kirk, vindo de vulcano com aquela orelha ponte aguda e Spock. Ele adorava falargico, isso não é lógico, né? E ele defendia por lógica que o interesse de poucos não deve se sobrepor aos interesses de muitos. Vida longa e próspera, senor Spock. Porque o que o Spock falou e eu nunca esqueci, tá presente no papo das 9 de hoje. Aí a Poliane tá dizendo que nós somos das antigas. Pô, Poliane, não faz isso não, filho. Já chamou de velho.

Vamos lá, M Binhote. Criar guerra seria um método para o absurdo virar rotina. Olha, o que você tá falando remete a uma percepção que eu tenho e me perdoem, mas é uma impressão que eu tenho mesmo. A primeira eleição do Trump determinou, para quem o conhece, nos Estados Unidos, em todas as fases que precederam a aventura política dele, sendo eleito presidente lá atrás pro primeiro mandato, uma lista numerosa de psiquiatras norte-americanos ratificando, você consegue encontrar isso, tá, na internet, eh, tem um um manifesto eles dizendo assim: "Esse camarada parada que está assumindo o poder, ele tem claramente as seguintes tipologias de eh problemas psiquiátricos.

Então eu diria que o Trump claramente pela velocidade com que que ele gosta de semear discórdia dentro do próprio país, não é só fora, animosidade, espírito belicista, isso isso em tese poderia ser considerado uma pulsão pela morte. Eros tanatos. Tem o povo que estuda isso na psicologia. A pulsão pela morte. Assim, aonde eu consigo fazer as coisas de uma forma que claramente gera dor, crueldade, sofrimento, desespero, é a pulsão pela morte. Então, que a gente tenha o cuidado, né, de não se pautar pelo péssimo exemplo dos outros. Quem tá em posição de poder tem os holofotes voltados para si.

Uma pessoa ególatra como Trump não perde a chance de aproveitar que os holofotes estão o tempo inteiro pelo cargo que ocupa voltados para ele para querer ser como ele fazia na televisão, né? Não posso perder a audiência. Então, tenho sempre que lançar alguma situação nova que gere polêmica, controvérsia, manchetes, análises. Ele não consegue, ele não quer ficar numa posição de sobriedade. Eu vou fazer a gestão de um país que é riquíssimo e que tem condições de ser ainda mais próspero e alcançará essa prosperidade de uma forma mais inteligente. não criando animosidades e disputas desnecessárias.

Se você parar para pensar boa parte das brigas com que Trump resolveu se meter, Estados Unidos não, aliás, os apoiadores, vou encerrar falando isso para você pesquisar, veja se o que eu tô dizendo, não é verdade. Os principais apoiadores de Trump em campanha exigiram que ele não se metesse em guerras. conflitos armados fora do país. Ele consegue criar sisânia, animosidade, contrariedade dentro do grupo que apoia ele. É uma coisa. Aí vem os psiquiatras falam: "Pô, a recorrência com que ele faz o mesmo movimento sugere exatamente essa possibilidade de ser uma compulsão patológica, como toda compulsão." Queridos, queridas, Papo das 9 chegando ao fim.

58 minutos e 45 segundos de transmissão sem parar de falar. Como é que vocês me aguentam? Eu não me aguento. Ó, força, coragem e fé. Sigamos em frente. Lembra-se da mensagem do pastorino, hein? Não se exalte, não se irrite, não discuta. Faça de um jeito, se posicione quando você achar que deve, mas que lhe poupe de novos desgastes, estresses e contratempos. Papo das fica guardado no meu canal do YouTube e depois no Spotify, OK? No Instagram ele se desmaterializa no teletransporte de jornada nas estrelas, né, Poliane? Nosso tempo, né? Obrigado. [risadas] Beijo, fiquem com Deus, tudo de bom.

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