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Brasileiros estão vivendo mais. E agora? | Papo das 9 #982

Consequências espirituais de uma existência mais longa no Brasil.

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Vamos chegando porque o povo certamente se desacostumou. Papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafo domingo. É isso mesmo, porque a gente fica um bom tempo sem fazer. quase 20 dias em Belém por conta da COP, né? Essa é a razão pela qual tenho essa aparência barbada que culturalmente alguns vão dizer: "Tá desleixado". [risadas] Então eu passei uma semana descansando, que foi paauleira, andando em média 15 a 17 km por dia para apurar, para ver o que que tava acontecendo numa área enorme e os horários todos desconexos, né? Então, estamos aqui muito felizes.

Eu tô aqui e quero crer que o povo que acompanha a gente aqui no Papo das, meus amigos invisíveis, eh, devem estar, penso eu, como eu, muito satisfeitos de dar prosseguimento a esse hábito de sempre aos domingos às 9 da manhã, ao vivo trazermos aqui um tema que seja interessante para abordarmos a luz de um olhar espiritualizado, né? E eu vou pegar aqui, peço licença, porque é uma escolha minha, eu peço ajuda a vocês. Houve sugestões bem interessantes, mas hoje eu acho, me tocou profundamente de coração a possibilidade da gente fazer aqui uma reflexão sobre um dado demográfico novo. E uma notícia boa, o IBG divulgou essa semana que nós brasileiros em média estamos vivendo mais.

Nós estamos vivendo 76 anos e 6 meses na média. E é interessante que os homens continuam vivendo menos que as mulheres. Expectativa de vida para os homens hoje no Brasil é de 73 anos e 3 meses. A expectativa de vida das mulheres é mais de 6 anos de tempo de vida, 79 anos e 9 meses. São os dados que o IBGE apurou. sobre a evolução da expectativa de vida. Aí vem outros dados interessantíssimos. Essa medição começou no ano de 1940. Portanto, nós tivemos de 1940 para cá uma evolução fantástica. Lá atrás nós tínhamos de vida média, expectativa de vida média no Brasil, 45 anos e meio em 1940. Que nascesse em 1940 no Brasil, olha que loucura, tinha a expectativa de viver na média 45 anos e meio.

Hoje são 76 anos. e 6 meses. São vários os motivos pelos quais nós conquistamos essa condição. Um dos mais importantes é a queda brutal da mortalidade infantil, que era, olha isso, eu peguei nota aqui, tem a minha colinha, porque número é fundamental em qualquer estudo demográfico. Mortalidade infantil em 1940 era de 146 mortes por 100.000. Hoje passou de 12 por 100.000, de 146 óbitos eh de associados à mortalidade infantil. 146 por 100.000, passou para 12 por 100.000. Isso na minha família é muito perceptível, né? Porque a minha avó materna teve oito filhos que vingaram e três que não vingaram, que era a expressão que se usava na época. Era muito comum, era muito comum mortalidade infantil.

Então a gente conseguiu, digamos, reduzir drasticamente. Essa é uma ótima notícia. a outra. Aí temos vários fatores, mas temos a evolução do conhecimento médico, temos o SUS, o Sistema Único de Saúde, com uma rede capilarizada, promovendo prevenção, assistência gratuita a certos certos certas morbidades, doenças e males. Ah, mas o SUS não funciona, o SUS isso, o SUS aquilo. Eu sempre defendo aqui com muita veemência o Sistema Único de Saúde por várias razões, entre as quais não existe no mundo nada igual ao SUS. Tem parecido o sistema inglês inspirou o Sistema Único de Saúde no Brasil, mas o SUS vai além.

Eu me lembro de uma notícia que eu li esse ano de uma visita de técnicos do sistema britânico de saúde que inspirou o SUS vindo ao Brasil ver aonde o SUS evoluiu para além do que o sistema britânico contempla. Estados Unidos, país mais rico do mundo, não tem sistema único de saúde. É uma encrenca quando você precisa de médico nos Estados Unidos. Mas eu não vim falar aqui sobre isso. Então, estamos falando do quê? André, onde é que você quer chegar? Papo das 9, domingo. Para onde vamos? Eu queria fazer uma reflexão sobre esse tempo extra de vida na Terra. Tenta acompanhar minha linha de raciocínio. Estamos vivendo na média mais.

A pergunta é: o que que você e eu pretendemos fazer desse tempo de vida a mais nesse planeta? Eu fui buscar informação na doutrina espírita. sobre a questão do tempo de vida na Terra. É interessante que o espiritismo ele fala eh ele aborda esse tema de várias formas. É uma doutrina complexa, tem singularidades, tem nuances. Então, não vou resumir aqui todos os aspectos eh que aludem ao tempo de vida na Terra, mas o primeiro e mais importante é que esse tempo sempre variou de acordo com cada espírito reencarnante. Porque a demanda de tempo de vida no corpo de carne, a acoplagem do espírito imortal, a carcaça que tem prazo de validade, né?

Eh, qualquer organismo animal ou vegetal, nós somos animais conscientes, complexos, dotados de intelecto superior, mas somos egressos do reino animal e possuímos, portanto, um corpo orgânico que não é não está livre daquilo que determina na matéria eh o esgarçamento. Quer dizer, você vai usando o corpo e esse corpo ele vai pelo desgaste das peças se deteriorando ou num dado momento nós temos o colapso orgânico, o corpo deixa de funcionar e nós desencarnamos. Então, a luz do espiritismo, primeira questão é que nós temos o tempo de vida calibrado de acordo com as demandas daquela encarnação. Então, você pode ter uma encarnação brevíssima, eh, um desencarne ainda no útero da mãe.

Aí você vai dizer: "Mas de que valeu para o espírito imortal passar semanas ou poucos meses acoplado aquele corpúsculo para depois desacoplar? Aliás, há uma profusão de abortos espontâneos, né? Quando você se depara com esse tema e vai ver quantas pessoas, quantas mulheres já passaram por isso pelos mais diversos motivos, é é algo impressionante. Aí você vai perguntar: "Mas de que serviu para o espírito imortal aquilo?" Bom, não é só para o espírito imortal, mas há à luz do Espiritismo um contexto. Há um sentido, por mais doloroso do ponto de vista da quebra de expectativas, da frustração, ah, eu me planejei, eu tava pronto para aquilo, não rolou, não aconteceu.

Para nós isso não é obra do acaso. É. Ah, perdi meu filhinho de poucos dias, nasceu depois de uma gestação de 9 meses e veio a falecer. A luz do Espiritismo, mais uma vez, esse tempo, por mais pequenino que seja de experiência na matéria, ele guarda um significado e um sentido para o espírito imortal. Por vezes, é curioso isso, era o tempo que faltou na encarnação anterior para completar um aprendizado. Eh, eu sei que pode parecer muito estranho para quem não tá eh não tem essa informação e você não precisa acreditar nisso, tá? Eu tô trazendo uma informação que para mim, na minha corrente de fé faz sentido. Então, estamos falando do tempo que cada encarnação demanda a partir de um projeto.

Aí temos outro capítulo do espiritismo que é bem interessante. Somos reencarnacionistas, reencarnaremos na matéria, não indefinidamente, mas o número de vezes que for necessário para no plano material. aprendermos tudo o que for possível para pleno gozo das faculdades espirituais. Então, a escola da encarnação, né? Porque aqui é diferente. É como se prestar o Enem, o Exame Nacional do Ensino Médio. Você se prepara pro exame, no plano espiritual. A Terra é o é o lugar aonde aquele aprendizado ele precisa se consumar. nas escolhas que a gente vai fazendo no dia a dia. As escolhas positivas, acertadas em favor do espírito imortal significam que nós progredimos, passamos de ano, avançamos, né?

Mais uma casinha no jogo evolutivo. As escolhas que não nos favorecem, elas determinam um certo retardo, um vagar nessa marcha evolutiva ou em casos bem extremos, o estacionamento não se move, passa uma ou mais encarnações sem que aquele espírito consiga progredir, né? E a espiritualidade maior atenta vai realizando planejamentos aonde essa progressão possa ter lugar da forma mais amorosa, porém necessária e eventualmente urgente. Então, temos provas e expiações.

As expiações costumam estar associadas a uma demanda, um estoque de aprendizagem que ficou acumulado ou a necessidade de retificação do espírito, aonde a dor está presente numa configuração que não é punição, é o agulhão que faz o espírito imortal na carne se movimentar numa direção que faça sentido. Isso é uma visão espírita. Então, o espiritismo não faz essa leitura, pelo menos até onde me foi possível perceber isso, nas obras básicas, especialmente o livro dos espíritos, a gente tem essa eh percepção de que em todas as fases da humanidade o tempo de encarnação tá associado à demanda daquele espírito em realizar naquela vida na Terra um movimento.

Eh, e isso é resultado de um planejamento prévio. Em que lar você nasceu, filho de que pai, de que mãe, com maior ou menor probabilidade de ter saúde física, maior ou menor acolhimento, amor, afeto, um lar que te ah proteja, né? ou condições financeiras que permitam na matéria maior facilidade na realização de certos projetos. Tudo isso tá num contexto reencarnatório, onde o tempo é o ponto central. Quanto tempo esse tempo é maleável? é maleável, ele não é rígido. É outra questão complexa que varia de pessoa para pessoa. Eventualmente você tem esse tempo de vida na Terra prorrogado.

Eventualmente você, por orientação e determinação do seu guia espiritual e do time que te acompanha, vai desencarnar antes do prazo estabelecido. Tudo isso, como disse, para nós espírita, está eh envolvido, tá relacionado a um planejamento. Bom, eh, então, questão, deixa eu pegar aqui, livro dos espíritos, questão 181. Ah, tô com o livro do lado, por que que eu vou abrir na internet? Ó o livrinho aqui. Esse aqui eu ganhei em 1987 ou 88 da minha vozinha Gabriela. Eu preciso proteger esse livro que ele tá se desfalecendo. Vamos lá pegar a questão 181, que eu acho bem interessante, que é a visão dos espíritas em relação a esse tempo. Tem um capítulo inteiro falando sobre isso à luz da doutrina.

Vamos lá. 181. Opa, simbora. Tá aqui, ó, último. A duração da vida nos diferentes mundos parece guardar proporção com o grau de superioridade física e moral de cada um, o que é perfeitamente racional. Quanto menos material o corpo, menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam. Quanto mais puro o espírito, menos paixão examiná-lo. É essa ainda uma graça da providência que, desse modo, abrevi os sofrimentos. Então, interessante. Aí temos colocada uma outra questão que é na morada, eh, nas diferentes moradas do pai, né, como disse o Cristo, para nós espíritas, é a pluralidade dos mundos habitados.

E cada mundo tem a sua singularidade do ponto de vista do grau evolutivo em que ele está inserido. Mundos mais evoluídos t corpos menos densos. Tô resumindo aqui o enredo. Mundos mais primitivos tem corpos mais densos. Então, no mundo primitivo, você tem uma demanda de uma alimentação grosseira que vai fazer com que a máquina orgânica tenha mais trabalho para metabolizar, digerir, fagocitar os nutrientes. Uma maior exposição ao risco por várias questões, inclusive de ordem moral, escolhas infelizes que sabotam o teu organismo. Um dos mais evoluídos na nossa crença.

A humanidade, nós temos uma resolução física um pouco diferente, mais leve, corpos menos densos que farão uso de uma alimentação menos pesada e grosseira, menos tóxica. e temos escolhas dado o grau evolutivo em que estamos inseridos, que favorecem essa saúde plena, digamos, uma maior resiliência do corpo físico, obviamente nesse plano. Então, o que tá sendo dito aqui é um comentário de Kardec. Eu falei 181, é o 182. A duração da vida parece guardar proporção com grau de superioridade física e moral de cada um, o que é perfeitamente racional. Então, vamos lá. A humanidade progride. Os espíritas falam da proximidade, da regeneração. é um período marcado por muito entrechoque de ideias, conflitos, de posicionamentos, uma tensão no ar, mas nós temos a evolução do ponto de vista eh da ciência nutricional, das redes de saúde e assistência social, da maior capacidade de você promover saúde. de saúde é um item associado à longevidade.

A questão do tempo é muito interessante porque eu tô falando, eu comecei o Papo das 9es para quem chegou depois sobre a notícia da semana que é a expectativa de vida no Brasil que aumentou. Segundo o IBGE, nós estamos vivendo em média 76 anos e 6 meses na média. Sempre bom frisar isso. E isso é um recorde desde o início das medições em 1940, quando a idade média do brasileiro era de 45 anos e 5 meses. Então estamos tendo mais tempo de vida na Terra. A pergunta matricial do Papo das de hoje é: e agora como é que fica? Como é que a gente pensa esse tempo extra na Terra?

Porque embora a doutrina não mencione explicitamente essa questão, ela é subjacente à reflexão sobre tempo de cada encarnação. Porque nós estamos inseridos agora num meio que faculta a maior probabilidade de vivermos mais. A desafio é entender esse tempo, esse tempo que temos. Filosoficamente, pensar sobre o tempo é algo bem interessante. Eu gosto muito da passagem do Velho Testamento em Eclesiastes, que é uma um tutorial do tempo, tá? Você tá angustiado por causa da passagem do tempo, se não tá bem ajustada ou ajustado na cronologia das coisas. Você tá achando que o tempo tá passando devagar demais? Você acha que o tempo tá passando rápido demais?

Você percebe em você uma angústia existencial nesses termos? Eh, então eu vou sugerir a você a leitura de Eclesiastes nesse trecho que diz: "Para tudo há uma ocasião certa. Há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu. Tempo de nascer e tempo de morrer. Tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou. Tempo de matar e tempo de curar. Tempo de derrubar e tempo de construir. Tempo de chorar e tempo de rir. Tempo de prantear e tempo de dançar. Tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las. Tempo de abraçar e tempo de se conter. Tempo de procurar e tempo de desistir. Tempo de guardar e tempo de jogar fora. Tempo de rasgar e tempo de costurar. Tempo de calar e tempo de falar.

Tempo de amar e tempo de odiar. Tempo de lutar e tempo de viver em paz. Eu acho isso tão bonito. É uma, é algo pra gente ler e se calar refletindo sobre a sabedoria daquilo que tá encerrado nesse trecho de Eclesiastes e que remete a uma sucessão de momentos e experiências que se sucedem ao longo da vida. E cada tempo a sua plenitude, o seu significado, mas passa, tudo, passa. É interessante a gente pensar sobre isso. É aquilo que o Chico eternizou na frase. Isso também passa. Eh, a não fixação num aspecto da experiência que é passageira.

Se tudo passa e o tempo de tudo é relativo ou deveria ser, melhor será na aprendizagem desse processo a compreensão de que tudo, em certa medida, tem o seu lugar, tem a sua razão de ser, sem que isso deva ter o poder de nos abalar a ponto de não perceber essa dinâmica de que tudo, em certa medida, transcorre na linha do tempo. É, é interessante tá falando sobre esse tema hoje. Eu tô me lembrando agora da temporada final, a última turnê de Gilberto Gil. Eu e Cláudia tivemos o prazer de assistir a dois espetáculos dessa turnê aqui no Rio de Janeiro, sempre com convidados especiais e Tempo Rei é o nome de uma música do Gil e que ele escolheu tempo rei para falar da última turnê.

Eh, no livrinho A arte de Seguir em frente que a gente lançou esse ano com 100% dos direitos autorais cedidos pra escola espírita Jonas de Ângeles em Japeri, onde estarei não em Japeri na escola, mas estarei na Baixada Fluminense em Nova Iguaçu, domingo que vem, no horário do papo das 9, num café da manhã beneficente para a Escola Espírita Joana deângeles, tá? Fica ligado. Quem quiser saber mais informações, vai lá na página do Instagram do Instituto Espírita Joana de Angeles e EJA RJ, você vai encontrar as informações sobre essa eh já que eu falei, né? É bom a gente dar as coordenadas todas ou voltar pro tempo já.

Mas lá você, se quiser é aproveitar o tempo, gente, pra gente se sentir útil, fazer algo que é I E J A RJ, Instituição Espírita Joana de Ângeles, Rio de Janeiro, IJA RJ. Então, estaremos domingo que vem alegremente. Tá aqui o cartazinho no site deles. Café com Trigueiro. Se liga na missão. Mais informações. WhatsApp 21 99113 9994. Repetindo, 21 9913 9994. última palestra do ano, estaremos lá falando do livrinho. Eu sempre falo desse livrinho de forma diferente onde eu estou. [risadas] A gente sempre arte de seguir em frente em seja diferentes abordagens. Hoje, por exemplo, aqui tem a mensagem 63, o tempo certo.

Reconhecer o tempo certo de cada coisa é uma das mais importantes lições de sabedoria. Está lá no Velho Testamento em Eclesiastes, que nos ensina que aspas neste mundo tudo tem a sua hora, cada coisa tem o seu tempo próprio. Fecha aspas. Na Grécia clássica, o o termo cairoz já designava o tempo certo para cada coisa acontecer. Essa noção é basilar também para diferentes culturas indígenas que registram a passagem do tempo numa relação mais profunda com a natureza e seus ciclos. Seja qual for a perspectiva, reconhecer o tempo certo de cada cada coisa faz toda a diferença. É a mensagem 63 aqui ressaltando o que a gente tá aqui dizendo.

Então vamos lá, fazendo a conexão do que o IBGE, o IBGE não acha, o IBGE não chuta. Quando quem tá desconfiado do número do IBGE, dá uma olhada no site do IBG. É um orgulho do Brasil como em BRAPA. A gente tem uma uma o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística que mede a partir da certidão de nascimento, certidão de óbito. Haverá sempre alguma margem de erro em função das pessoas que não estão documentadas, né? Mas é demografia é ciência e é é aquilo que vai medir. Então nós estamos vivendo mais 76 anos e 6 meses. E daí? Que faremos desse tempo extra na Terra, considerando que no contexto da encarnação no Brasil a probabilidade de se viver mais aumentou? Essa é a pergunta.

No nosso tempo, quais são as questões que poderiam demandar maior atenção, estado de alerta para o consumo de tempo e energia naquilo que possa convergir com um projeto espiritual? Porque a vida na Terra é passageira, daqui a pouco a carcaça colapsa. Matéria orgânica, organismos que perecem, né? Então, será que o sentido da vida se resume a isso aqui, ao que tá acontecendo aqui agora? Será que eu preciso aproveitar parte desse tempo para não pensar só nos aspectos materiais da existência? Será que eu devo me ocupar daquilo que remete a transcendência ao lado espiritual, místico? Dental é uma pergunta. Primeiro desafio desse tempo extra é o mais básico e rudimentar de todos. promoção da saúde.

Eu tô falando de alimentação, tô falando do sono, tô falando do exercício físico, tô falando de cuidar bem da cachola, cuidar bem da cabeça. Todas as pessoas que envelhecem e t graça de viver mais, vão perceber com muita nitidez o quanto aspectos bem resolvidos do passado na manutenção adequada do seu corpo e da sua mente vão ajudar nessa fase da vida aonde você tem a colheita de uma semeadura mais ou menos inteligente. Então, a gente tá aqui reportando fatos. Eu, isso não é achismo. aquilo que a ciência evoluiu e muito no campo da saúde, é um tanto óbvio que alimentação, sono, exercício e você ter ocupação para a mente, aquilo que possa lhe ocupar positivamente, são determinantes para que você possa mais à frente ter uma boa colheita, ter uma boa colheita.

Isso é óbvio. Isso aqui eu só tô falando porque eu não não tem como fugir disso. Quando a gente fala de viver mais, não basta viver mais, a gente tem que viver bem. Saúde é a condição fundamental para se viver bem. Então, tô dando aqui ingredientes básicos, mas vamos lá, vamos além. Questões do nosso tempo. É aí que eu queria chegar. Eu levei esse tempo todo para chegar nesse momento que é o motivador desse tema pro Papo das 9o que estamos vivendo mais no Brasil, na média, o que que eu pretendo fazer desse tempo a mais de vida em relação a quem reencarnou no ano da graça de 1940, primeiro ano da série histórica do IBGE e vivia no máximo 45 anos e 5 meses.

A gente ganhou aqui um tempo legal, 21 anos, 20 não, 31 anos de vida a mais, da década de 1940 até hoje. O que que você pretende fazer desse tempo extra século XX? Essa é uma reflexão aberta. Então eu diria o seguinte, que a gente atente primeiro a gente ser menos apegado, afeito aos assuntos da matéria e mais antenado aos às questões espirituais. Que a gente aproveite esse tempo para reservar uma parte do dia ou da semana, como preferir, para fazer exercícios espirituais de leitura. meditação e principalmente práticas que possam ser entendidas como nutrientes pro espírito imortal, né? Eu eu vou falar algo que parece um tanto mórbido, mas eu acredito piamente nisso. A gente morre como vive.

Do ponto de vista não é só do espiritismo, mas de várias tradições. Quando a gente desencarna, a gente não vira santo nem demônio. A gente continua sendo quem a gente é. O conhecimento que você tenha desde já, que você possa adquirir em relação ao que seria a morte, que é uma palavra que nós não empregamos, a gente fala desencarne, ajuda ou o exercício das nossas poucas virtudes nos credencia a um desligamento mais sereno e tranquilo do corpo físico. Eu tô falando do exercício amoroso expresso através do afeto, da amizade, do acolhimento, da paciência, da capacidade de você se disponibilizar pro outro. Tô falando do perdão, da compaixão, da misericórdia.

Tô falando do exercício das nossas poucas virtudes. A gente consegue preparar melhor o momento em que libertos do corpo emer emerge a consciência. A consciência tranquila é sinal de boa morte, usando uma expressão horrorosa. E boa morte não faz sentido para mim falar. esse essa expressão, mas é uma expressão popular. A consciência tranquila, a consciência reta, ela é um fator protetor de uma transição de plano, uma mudança de dimensão menos turbulenta ou tumultuada. Então é algo pra gente tá ligado. Uma outra questão que me parece importante é reconhecer que se o acaso não existe, que é um clichê espírita, ninguém veio ao mundo por acaso. Nós não somos resultados de sorte ou azar.

Nós não somos um acidente de percurso. A vida é resultado de um projeto que antecedeu nossa vinda aqui. Há um propósito, há um sentido. Então você não tá vivendo hoje sob circunstâncias completamente aleatórias aquilo que é atinente a uma demanda do seu espírito imortal. Por mais absurdo que isso possa soar. A luz do Espiritismo, você não precisa acreditar, mas eu acredito e eu tô aqui compartilhando que para mim é de grande utilidade e serventia. Eu espero que seja para vocês também. Se a vida não é obra do acaso, não é um acidente de percurso, ou parafraseando o Albert Einstein, Deus não joga dados, estamos aqui por algum motivo nesse tempo, nesse momento.

Que momento e que tempo são esses? Então, vamos lá. Quando a gente fala, e é interessante isso, como muitos pensadores de diferentes correntes de pensamento dizem que nós estamos agora no transcurso de uma mudança de era, como poucas vezes se viu na história da humanidade. Não tô falando de espiritismo, não tô falando de misticismo, tô falando de pensadores que pensam no mundo aqui agora, a história da cultura, a história da humanidade, porque nós estamos experimentando uma sucessão de episódios que, devidamente combinados, determinarão uma mudança brutal de cultura e percepção da humanidade para todo. Eu tô falando de inteligência artificial.

Eu tô falando da expansão da capilaridade da penetração e da influência das redes digitais da internet. E eu tô falando da robótica, da breve substituição de trabalhadores braçais e principalmente soldados, forças armadas por robôs. Eu não tô viajando, eu não tô exercendo aqui uma futurologia baseada em bola de cristal. Eu tô tentando resumir estudos muito recentes que mostram que a combinação desses fatores, inteligência artificial, redes digitais e robótica, há outros fatores associados, mas esses são os principais, determinarão mudanças profundas na civilização. E a gente precisa estar atento a isso, porque esse é o nosso tempo e a gente tá vivendo mais no Brasil.

Olha a combinação que eu tô fazendo aqui. Assunto da semana. Estamos vivendo 76 anos e 6 meses, mais do que os 45 anos e 5 meses de 1940, tempo médio de vida do brasileiro. E estamos vivendo num tempo singular da história de vários fatores estão se combinando, estão associados e determinarão inexoravelmente uma mudança de rota absurda na humanidade. Aí o Papo das aborda temas espirituais. A pergunta é: e você aí como é que você se situa nesse tempo? Então são várias questões que eu vou tentar decantar pro nosso dia a dia. Primeira questão já exaustivamente abordada aqui, não vou eh demandar muito tempo para resumir uma opinião. Eh que uso fazemos no dia a dia, na internet, tempo de tela. que relação estabelecemos com isso e de que se estamos conscientes da influência dos algoritmos e dos impactos causados sobre nosso psiquismo, sobre a nossa resiliência emocional e psíquica com a progressão do tempo de tela nas nossas vidas.

Ponto um, porque isso interfere na tua qualidade de vida emocional, física e espiritual. E você tá vivendo mais. Você pode prorrogar uma agonia se não colocar desde já parâmetros ou freios ou disciplina para arbitrar tempo disponível para o virtual, aonde você está sob o comando e controle de forças que você sequer conhece. Eu tô falando do algoritmo das redes sociais, por exemplo, que conhece você mais do que você mesma. Então, temos uma questão do nosso tempo. Outra questão do nosso tempo, inteligência artificial e educação. Inteligência artificial e educação, porque é uma coisa muito incrível isso.

Eu, como professor já há 21 anos, tenho me deparado com uma dificuldade para perceber, claro, que a inteligência artificial trouxe inúmeras ferramentas interessantíssimas na área da educação, inclusive, seja para o professor, seja para os alunos, de aprimoramento do conhecimento, redução do consumo de tempo para obter certas informações úteis. Fora o resto, é um universo fantástico, processamento rápido de dados que agiliza processo, escolhas, procedimentos. Agora, no pacote tem o lado que não é propriamente fácil. A gente não vai achar que foi uma vantagem.

Por exemplo, quando você encomenda pesquisa ou trabalho para os alunos, nada impede que eles façam uso da inteligência artificial para que o trabalho seja feito pelo IA, né? Isso vale para um jornalista que vai fazer um texto de uma reportagem, encomenda para o Iá, um roteirista de televisão, de cinema de teatro que encomenda para o IA a redação de um roteiro. Um músico, um músico que resolva compor algo novo e transfira paraa inteligência artificial, o ônus não é ônus. o trabalho de criação de uma música de qualquer gênero.

Nós estamos testemunhando eu, eu eu vou dar um exemplo para vocês que eu fiquei impressionadíssimo esse ano, durante papo das 9, eu comentei como eu gostaria de ver uma musiquinha que faz muito sucesso no movimento espírita chamada Quanta Luz, né? Quanta luz nesse ambiente descendo sobre nós. E eu acho essa música tão bonita que percebo uma certa maleabilidade dela para ser replicada em outros gêneros musicais. E eu sugeri no papo das o que eu já havia sugerido para grupos de jovens espíritas, coisa e tal, que tentassem ensaiar quanta luz no ritmo do reg. E eu brinquei cantando aqui o quanta luz em ritmo de reg. Quanta nesse ambiente descendo.

Eu eu comentei porque eu sinceramente acho que na tentativa de agregar público jovem, o repertório musical do movimento espírita poderia também fazer ajustes e adaptações até como um teste para ver como é que aquilo soa, como é que aquilo reverbera. Vocês acreditam que eu recebi de dois amigos aqui? Amigos virtuais? Eu não os conheço pessoalmente, agradeço. Eventualmente eles estão aqui agora me acompanhando. Eles mandaram para mim, se deram o trabalho de mandar para mim. Envelopado digitalmente, quanta luz em ritmo de reg. Eu recebi dois duas peças musicais com alguém cantando e a execução em ritmo de regra luz.

Só que isso não foi gravado em estúdio, isso foi programado por inteligência artificial. Então você vê, esse é o tempo que a gente tá vivendo, cara. Esse é o tempo que a gente tá vivendo. Que mudanças decorrerão dessas novas tecnologias que têm esse poder de determinarອນ o que o ser humano hoje faz e depende desse trabalho para subsistir ou tem prazer em criar. Você pega um Chico Boarque, um Caetano, um Gil, um Milton, né? o que esse povo levou de tempo? Às vezes é rápido, às vezes é. Aí tem o processo intuitivo. Espiritismo adora explicar essas conexões também, essas sintonias, né, que os artistas têm com outras dimensões. E você, opa, captura boas energias, boas ideias, boas inspirações.

Aí que que acontece? A inteligência artificial passa a processar tudo isso. A pergunta é: esse tempo de vida mais que nós temos, nós vamos nos posicionar de que maneira? Em relação àquilo que me parece, vou vou expressar uma opinião pessoal, você não precisa concordar. O devido enquadramento da inteligência artificial para que ela não se configure uma ameaça à espécie humana. Isso está claramente colocado como possibilidade. Ainda há tempo de regular, embora poucos acreditem que seja possível, inclusive ou principalmente no aspecto militar, a inteligência artificial definindo jogos de guerra e na linha de frente não mais soldados, mas robôs.

É esse o cenário ou um dos cenários que está estão colocados para nós. A gente precisa estar atento porque o tempo de vida a mais. E o que nos cabe fazer como cidadãos, eleitores, aliás, falando em eleição, ano que vem ter eleição. Eu não posso deixar de colocar outro contexto desse tempo a mais de vida na Terra diante de uma crise climática e ambiental. A gente tá vindo de uma semana muito dura.

Eu acompanhei em Belém durante quase 20 dias a COP 30 e testemunhei em locoo o impasse, um grupo de mais de 80 países querendo discutir redução da dependência de combustíveis fósseis e um grupo menor, mas expressivo de países em torno de 70 dizendo: "Não, não, não, não queremos conversar sobre isso".

Não conversar sobre isso significa rejeitar diálogo, conversas sobre o principal vilão do aquecimento global, quando sobram evidências de que a gente precisa ter na linha do tempo, não dá para cortar de imediato combustível fóssil, isso é impossível, mas você vetar, interditar diálogos que busquem estabelecer na linha do tempo, a redução da dependência dos combustíveis fósseis é algo preocupante, do meu ponto de vista.

E tivemos essa semana o Congresso Nacional praticando negacionismo, sucumbindo a interesses corporativos fortes, grupos econômicos que t representantes importantes na Câmara dos Deputados e no Senado, procurando sobre o pretexto de agilizar eh o licenciamento ambiental, reduzir burocracia, impuseram ao Brasil a mais nefasta legislação desde 1981.

É uma coisa assustadora, a sanha de lucro, especialmente ligada ao lado menos evoluído do agronegócio, lado ogro do agro, atropelando processos, estabelecendo autolicenciamento, reduzindo a participação do Estado brasileiro no acompanhamento das fases do projeto, aonde você vai estabelecendo critérios de interesse público em favor da saúde e do meio ambiente. Meio ambiente protegido no artigo 225 da Constituição. Então veja, a gente tá falando aqui do momento, eu vou fazer novamente uma síntese, comecei o papo das 9 falando que no Brasil, segundo o IBGE, essa semana foi noticiado, estamos vivendo mais, em média 76 anos e 6 meses. Falamos aqui do Espiritismo sobre o sentido da vida na Terra.

O tempo que nós temos aqui é para fazer o quê? Uma pergunta filosófica, espiritual. Qual é o sentido da vida e qual é o sentido da vida nesse planeta nesse momento? O que que eu tô fazendo aqui? Qual é o sentido da minha existência, né? E estou resumindo desafios do nosso tempo, não apenas no nosso país, que dizem respeito à sabedoria, conhecimento em favor da vida e direitos coletivos. Se você acha que o sentido da vida é apenas se locupletar, favorecer a si próprio, sem nenhuma ética, sem nenhum cuidado em relação aos outros e aos interesses coletivos, acho que esse essa conversa de hoje não te interessou em nada. Pelo contrário, deve ter causado um certo fastidio, sonolência, dificuldade.

Se você é uma pessoa que tá minimamente ligada com os aspectos mais, eu diria, quintensenciais, né, assim, qual é a razão da vida, que que eu tô fazendo aqui? De que jeito eu devo me posicionar em função da minha da minha convicção de que eventualmente eu estou por uma razão, eu não sou um acidente de percurso, eu tô aqui porque há algo que eu posso fazer em favor da minha evolução espiritual que é convergente com os interesses do coletivo, né? Espiritismo cristão, nós bebemos da fonte do evangelho. Vós sois irmãos disse o Cristo.

Então, as nossas decisões, quando a gente delibera sobre algo, quando a gente realiza uma escolha, quando acionamos o dispositivo do livre arbítrio, que que eu devo fazer? Eh, existem diferentes eh fatores que são levados em conta. Primeiro deles é o que faz sentido para você. E isso não tá dissociado dos impactos da sua decisão em relação às pessoas ao seu redor, ao coletivo que te envolve, né, as questões ambientais, as questões climáticas. A gente tá expandindo o conhecimento e a expansão do conhecimento remete ao impacto que cada gesto, cada palavra, cada pensamento, cada emoção determina sobre o que vai à volta.

Muito bonita a passagem que inspirou o livro A força do um, que é a passagem da fonte viva, eh, psicografada por Francisco Cândido Xavier, mensagem ditada por Emanuel e um pouco Pouco de fermento leveda a massa toda. É a carta de Paulo aos Coríntios em que ele diz isso e Emmanuel discorre sobre isso maravilhosamente falando o seguinte, tá aqui o livrinho. Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam. Todas as tuas palavras gerarão impulsos nos que te ouvem. Todas as tuas frases escritas gerarão imagens nos que te leem. Todos os seus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam. Por mais que te procures isolar, serás sempre uma peça viva na máquina da existência.

Isso aqui é uma edição, a mensagem é maior. Somos uma equipe de trabalhadores agindo em perfeita interdependência. Da qualidade do nosso esforço nasce o êxito ou surge o fracasso do conjunto. Nossa vida em qualquer setor de luta é uma grande oficina de moldagem. Então eu encerraria aqui o papo das especial desse domingo, depois de tanto tempo de recesso, agradecendo a participação de todos e sugerindo, portanto, uma reflexão sobre o que cada um de nós poderia fazer nesse tempo a mais de vida no Brasil, já que estamos vivendo mais. Mas eu não quero só viver mais, eu quero viver melhor. Melhor em que sentido? em todos os sentidos, sem desconsiderar o sentido espiritual.

Aqui estarei até o momento em que Deus considerar que já deu, que eu não preciso mais continuar aqui. Quando esse momento chegar, eu me depararei com a minha consciência mais ou menos tranquila, em função da soma dos acertos e dos erros que eu cometi. Nenhum de nós é perfeito. A gente deve fluir na vida, não ficar engessado, neurotizado, pensando em ser perfeito. Ninguém é perfeito, nem Deus nos cobra a perfeição. Agora, o que eu acho que seria de bom grado imaginar é que naquilo que for possível nessa vida, com emprego do nosso tempo e da nossa energia, que a gente possa fazer o melhor ao nosso alcance.

Isso implica também no ano que vem não desprezar o voto, votar com consciência, porque há momentos em que não importa se a maior parte da população tá preocupada com a crise climática ou com o meio ambiente, os caras lá numa votação podem fazer o que fizeram na última quinta-feira no Congresso. Então a gente precisa ter muita, muita atenção, muita sensibilidade e como disse Guimarães Rosa em Grande Sertão Veredas, o que a vida pede da gente é coragem. Temos a coragem de ser quem somos e façamos o que sabemos ser o certo ou por intuição, no momento de recolhimento, de meditação e de prece, chegamos a uma conclusão. É isso que eu preciso fazer. Faça. Faça com gosto. Faça sem medo.

Faça apenas porque você sabe ser o certo. Fiquem com Deus. Até quarta-feira. Tudo de ótimo para todos vocês.

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