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Entre perdas e ganhos, tá valendo a pena? | Papo das 9 #954

Minutos de sabedoria
286

Indicação de leitura
Chico Bento além da vida. Autores: Luis Hu Rivas e Ala Mitchell. Ilustrador: Mauricio de Sousa

Sugestão de reflexão
Informe-se sobre como apoiar o movimento contra o uso de animais na testagem de cosméticos.

Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)

Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

a pueblo sal de laras caliente tropical [Música] Tudo bem, gente? Muito bom dia. Quarta-feira luminosa aqui, pelo menos na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Eu tô adorando o inverno frio. Eh, a gente já passou por invernos quentíssimos no Rio de Janeiro. Dessa vez a gente tá, olha, a maior parte da estação até aqui tá frio. E eu acho o frio assim, eu gosto das temperaturas que oscilam com suas diferentes repercussões sensoriais. Não gosto assim de calor extremo ou frio extremo geram muita, né, muita algum desconforto, vamos colocar assim. Agora, nesse gradiente de variação de temperatura, eu acho máximo, acho realmente espetacular.

Então, tá começando mais um papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafof, aqui em Laranjeira. Seja, sejam todos bem-vindos. A gente tem esse espaço há mais de 5 anos com o objetivo de promover, na medida do possível, a saúde psíquica e emocional, alinhando os eixos, procurando trazer à tona reflexões, assuntos, informações que deixem a gente antenado, né, com o que importa, o consumo de tempo e energia nas coisas essenciais e a a os alertas em relação à aquilo que é inessencial, mas que consome muito tempo e energia. Vamos pedir ajuda aqui aos amigos invisíveis, que eles nos inspirem se formos dignos disso. nesse canal aberto já há algum tempo, que a gente tenha a autorização dessa assistência amorosa e que eu possa abrir o livrinho com mensagens de sabedoria na página mais indicada para nossa reflexão nessa manhã, que eu possa ser, portanto, uma ferramenta útil, um instrumento maleável, um meio adequado para esse propósito.

Aonde vamos? Eita, 286. Espalhe por todos a alegria que vive dentro de você. Seja a sua alegria contagiante e viva, a fim de expulsar a tristeza de todos os que o cercam. A alegria é uma tocha de luz que deve permanecer sempre acesa, iluminando todos os nossos atos e servindo de guia aos que se chegam a nós. Se em você houver luz e você deixar abertas as janelas de sua alma por meio da alegria, todos os que passarem pela estrada em trevas serão iluminados por sua luz.

Outro dia eu comentei aqui, foi uma outra mensagem muito bonita que falava exatamente mesmo diante das circunstâncias mais severas e hostis, como é importante a gente de alguma forma se permitir momentos de descontração, humor, alegria, né? Eu me lembro do J. Soares quando, de forma cirúrgica lapidou a seguinte frase: "O suicídio é a maior demonstração de falta de humor". Olha que frase, assim, do meu ponto de vista, muito cirúrgica, né? Porque de fato o humor é um santo remédio. Por vezes a gente, olha o que que eu vou dizer. Eu já ouvi isso de pessoas que foram muito importantes em certos momentos da minha vida, quando me lembraram que a gente não deveria se levar tanto a sério.

Às vezes a gente fica tão centrado nas nossas questões, prioridades, nossos planos. Aí qualquer coisa que soe como ameaçador, como um revés, algum obstáculo que não foi previsto, qualquer coisa do gênero, nós temos a tendência de nos deprimir, ficarmos de mal com a vida, né? assim, não termos, eu diria, a sapiência de perceber o quanto nós somos privilegiados por várias razões, né? As coisas mais elementares da vida. Ter um lugar para estar, um lar, ainda que não seja seu no papel, mas é um lugar onde você pode ficar. Eh, não é pouca coisa. Você vai se alimentar bem hoje, você tem a condição de se alimentar. Isso também não é desprezível. Você tem saúde.

E veja, saúde no sentido da Organização Mundial da Saúde não é ausência de doença, tá? A gente eh fala de saúde física, mental e emocional. E há quem encaixe o saúde espiritual. Então, saúde é um conceito bem amplo, mas aqui eu vou colocar apenas no conceito estreito de você não ter nenhum impedimento, eu diria, mais severo de circular por aí ou ter autonomia mental, né? O comando dos seus pensamentos. Isso não é pouca coisa, gente. Então, aquele ditado que diz: "Enxergar a metade cheia do copo é outro muito, eu diria, fundamentado em sabedoria de vida. A gente não ficar só enxergando o que nos falta, o que gostaríamos de ter e não temos, o que gostaríamos de possuir e não possuímos".

É uma autocondenação, né? A pessoa vive percebendo o vazio. Ela vive percebendo o que não está vivenciando ainda ou não vivenciará. E ela não valoriza o que tem, o que é, o que já poderia usufruir. Nesse sentido, eu acho que as crianças ensinam tanto, né? Porque veja, você deixa uma criança eh numa pracinha que não tem nenhum brinquedo, é uma pracinha, terra batida, algumas árvores e uns banquinhos. Eh, a criança vai pegar uma folha seca, vai pegar uma amêndoa. Aqui no Rio tem muita mendoeira. Eu quando era pequeno, eu pegava mendoeira e era minha espaçonave. Eu achava que ela tinha o design assim de uma espaçonave.

Eu me lembro que várias e várias vezes eu pegava a mandera do chão e ficava na minha fantasia lá. Hum. Embora. Ah, mas ela tadinha, não tem nenhum brinquedo. Nossa, ela não tem brinquedos caros. experimento a criança assim com toda a franqueza. As crianças, elas compartilham conosco lições de sabedoria quando transformam qualquer coisa em brinquedo. Ou elas nos ensinam a arte da convivência com outras crianças, sem querer saber qual é o seu posicionamento, para que te me torces, qual é a sua religião, qual o seu sobrenome, né? Não, você tem outro cor de pele, não é para brincar comigo. Você tem outra, você é de outra etnia e você não, não é dos meus.

Cara, a criança não tá nem aí para nada disso. Ela simplesmente desfruta, usufrui da riqueza do que tá embutido. Sabe aquele é o que temos aqui hoje? Eu vou transformar isso numa farra. Então, com toda a franqueza, espalhe por todos a alegria que vive dentro de você. A alegria das crianças é um ensinamento muito poderoso de como a gente poderia ser mais, eu diria, eh atento à maneira como o humor poderia estar presente. Não é seu bobo alegre da corte, não é fazer piada e brincadeirinha toda hora, sobretudo. é você se reservar o direito à leveza que vem de uma brincadeira, de um gesto, de algo que você fez um trocadilho, que você qualquer situação, a gente pode transformar aquilo em algo mais interessante e isso contagia o ambiente, isso muda o campo eletromagnético, isso determina uma outra psicosfera, isso determina fatores de saúde. fatores de saúde, É tão fácil a gente reconhecer no perímetro da gente um amigo, um parente, um colega de trabalho, um conhecido ou alguém que você é da tua área, um vizinho e que vai ensinando a você a tocar a vida com mais leveza, mais alegria, mais sem que a pessoa seule aquilo, aquilo é dela. aquilo é dela e ela ajuda a ela e aos outros que estão na mesma vibe.

Então tá dado o recado, página de hoje 286 do nosso querido Carlos Torres Pastorino. Olha a nova vinheta aí. Sugestão de livro. Não é a primeira vez que eu faço essa sugestão. Na semana passada, uma pessoa conhecida fez contato comigo pedindo indicação de livros que ajudassem uma criança da família a lidar com a dor da perda de um ente querido. Uma situação de morte física que desafiava a família sobre como lidar com aquele assunto, como trabalhar aquele assunto, como é que se conta para uma criança, né? sobre o desaparecimento na resolução física de alguém tão importante, tão querido. De fato, é uma questão. E eu mandei várias sugestões de livros.

Um deles é esse aqui, Chico Bento além da vida. Essa obra do Luiz Ruivas e do Alamel. eh, rea em forma de livro ilustrado a história uma estrelinha chamada Mariana de 1990, que tornou-se um clássico dos gibis do menino caipira, criado por Maurício de Souza. Mas não apenas ela traz também a sua emocionante continuação. São dois livros, são dois gibis em um livrinho aqui na minha mão. O presente de uma estrelinha que foi lançada à obra 15 anos depois, em 2005. É a primeira vez que as duas histórias são publicadas juntas.

Então, nós temos aqui uma possibilidade que tá colocada de você trabalhar com uma criança que está emo não tá em sofrimento, ela tá um tanto perplexa, vendo todo mundo ali meio borocochô, triste ou simulando, não tá triste, a criança pesca tudo, né, que tá acontecendo pela perda de um ente querido. Aí a família se depara com essa situação. Como é que a gente vai contar isso? Como é que a gente explica a morte, né, para uma criança? Penso que existem variáveis aí, cada caso é um caso. Então, existem famílias que são muito religiosas e aí se dá a transmissão de uma informação alusiva a corrente de fé daquela família na linguagem e na maneira mais apropriada para aquela criança.

Outras famílias não têm propriamente uma fé em nenhuma religião ou em Deus. E aí vão ter outra forma de explicar isso, talvez mais lúdica, falando: "Ah, virou estrela, né? agora tá tá acompanhando a gente de outro lugar ou tá, sei lá, voltou paraa natureza, cada um vai dar a sua explicação. Eu particularmente acho muito interessante as ferramentas que estão postas a partir de literatura infantil em forma de gibir ou não, em que você suavize pra criança, coloque, digamos, no nível de compreensão dela a ideia muito dolorosa da perda de um ente querido. Eu acho que esse é um tema que precisa ser conversado, por isso eu trouxe aqui hoje. Eh, porque a morte não pode mais ser um tabu, gente.

Eu vou eu vou expressar uma opinião, tá? Uma opinião. Você não precisa concordar comigo. Toda vez que a gente transforma um assunto em tabu, o que que é tabu? Tabu é um tema invisível, é um tema que você proibiu na largada. Aqui em casa ninguém fala de morte. Aqui em casa ninguém fala disso ou daquilo. Pela razão que for, você interdita o assunto. Há quem faça isso e eu não vou criticar cada um com seu cada um. Entretanto, eu queria aqui defender a tese de que o tabu ele é uma pedra no caminho e que vai ter consequências. em algum momento aquilo terá consequências, porque não é possível fingir que a morte não existe. Ponto um.

Ponto dois, naturalizar a ideia da morte me parece uma boa estratégia, ou seja, eu não vou fingir que a morte não existe. A morte faz parte da vida, só morre quem vive. Então, a gente precisa lidar de alguma forma com isso e quanto mais cedo dentro de casa a gente conseguir nos momentos e nas circunstâncias propícias trabalhar esse assunto naturalizando a morte. A morte não é um castigo. A morte não é algo surpreendente. A morte faz parte da vida. E a gente precisa saber lidar com isso. Nós somos seres finitos nesse plano. Nós temos prazo de validade. Tem uma hora que o corpo colapsa, ou há um acidente ou há alguma outra circunstância. Uma outra circunstância.

E aí a gente tem que saber, se referindo novamente à garotada miúda, como é que a gente ajuda essa garotada a processar essa informação sem que o tabu seja a melhor solução? Você dizer assim: "Não fala nesse assunto não, cadê a tia Maria?" Ah, não, não vamos falar da tia Maria não. Que isso? Não, tia Maria fez uma longa viagem, pô. Mas nem deu tchau, nem falou comigo, entende? Eh, a mentira tem perna curta e a criança ela poderá, isso é uma hipótese aqui, eh, em algum momento cobrar essa fatura, né? Em algum momento isso pode bater, bater mal. Pô, vocês me disseram uma coisa, é outra. Então veja, eu só tô trazendo aqui elementos de reflexão. Ninguém aqui é o dono da razão absoluta.

Ninguém aqui tá querendo ditar regra de como cada família deve lidar com suas crianças com a ideia da perda de um ente querido. Agora, informe-se sobre quais livros. Tem um livro do Ziraldo, Ziraldo, mestre Ziraldo, mestre do traço. O Ziraldo também lançou um livro, eh, na verdade, uma história em quadrinho, inspirada na forma como a neta se ressentiu da perda da avó. E isso inspirou um outro livro que também se presta a trazer alguma informação, né? Então veja, vamos naturalizar as assim, mentira não vale. Ah, André, mas eu também vou falar que virou estrelinha, eu não tô mentindo. Bom, pelo menos você tá enfrentando a perda. A perda aconteceu e ela não está mais aqui.

Então, houve uma transcendência. A estrelinha depois você vê como é que resolve, mas dizer: "Ah, fez uma viagem, ah, não tá aqui hoje, volta, não sei qu". Aí é mentira. E e eu acho que isso não é bom, entende? Mais uma vez, cada família haverá de encontrar o seu jeito de processar essa informação com a garotada, mas naturalizar a morte me parece a melhor solução. P morreu. Mas filho, todos nós estamos aqui por um certo tempo. Depois a gente não tá mais aqui. Aí entra em questões delicadas da fé de cada um. que eu não quero entrar nesse espaço aéreo.

Eu, como espírita, sinceramente, acho que desde cedo a gente tem que encontrar a linguagem apropriada e a informação mais cuidadosa para reportar que nós estamos aqui de passagem e que a morte não existe. Ah, mas cadê? Ela tá no outro plano. A gente não consegue enxergar ela, mas ela consegue enxergar a gente. Então, toda vez que você tiver saudade da sua vozinha, do seu paizinho, pensa nele que ele vai escutar. Mas a hora dele fazer a passagem já chegou e a gente tá aqui para seguir a nossa vida. Vamos em frente. É uma ideia. Muito bem. Eu vou fazer aqui uma sugestão, né?

É o momento do papo das 9 que a gente ou pede ajuda para alguma campanha, projeto, enfim, eh, obra de caridade, ou a gente sugere uma reflexão. Eu vou fazer aqui apenas uma reflexão, né? Ah, dias atrás foi sancionada uma lei que levou 12 anos tramitando pelo Congresso Nacional de proibição do uso de animais em testes de laboratório para a indústria de cosméticos. Boa parte dos estados brasileiros já havia aprovado leis semelhantes. A maior parte dos estados não. Uma parte minoritária dos estados já havia vetado o uso de animais em laboratório para esse fim. Já existem alternativas para você realizar esses testes sobre alergia, olho que arde, eh pele que fica irritada.

Aí usavam coelho, porquinho da Índia, camundongo, mas assim, milhões de animais, vários testes, animais confinados, né, em laboratório, com uma vida muito dolorosa, eu diria, com emprego de experiências que são cruéis, né, porque eles sentem a dor. Já existe a possibilidade nesses laboratórios de você usar tecidos humanos. Na verdade são tecidos replicados, reconstruídos, portanto não tem dor de ninguém ali. É pele que é doada ou células que você já existe tecnologia para reproduzir essas células e você replicar o que seria o teste numa pele humana de verdade, só que sem ter um ser humano debaixo daquela pele, o que é sensacional.

Então isso foi muito celebrado, foi muito comemorado, foi uma é uma luta antiga de décadas dos ativistas em defesa dos direitos dos animais. Aonde eu queria chegar, a luta continua. Por quê? Porque ainda são realizados testes em laboratórios. Vale a pena você se informar para uso de agrotóxico, material escolar, brinquedos, remédios e vacinas, entre outras outros gêneros de produtos. Milhões de animais no Brasil, gente, eh, eu não tô errando na escala numérica, tá? São milhões de animais confinados em laboratório, submetidos a esses testes que são dolorosos.

Então, apenas para lembrar que foi a sociedade civil, foi a militância cidadã de grupos ligados ao direito dos animais que realizaram a pressão necessária para que a gente não tenha mais no Brasil animais em laboratório para testes em cosméticos. Não foi uma iniciativa das empresas, isso veio de baixo para cima. Então essa pressão precisa, penso eu, continuar, né? Nós podemos desenvolver tecnologias que reduzam a dor, a crueldade e o sofrimento impostos animais nesses testes. Depende de nós. Depende de nós. Vale a pena você buscar essa informação, ver de que maneira esses grupos estão atuando.

Me lembro coisa de que, gente, vamos botar aí, 15, 20 anos atrás, um grupo de ativistas invadiu um laboratório no estado de São Paulo e tirou de lá coelhos, porquinhos da Índia, cachorros da raça beagle. Eu fiquei horrorizado, não sabia. O cão Big, por alguma razão, tinha eh alguma conveniência para usar cachorros dessa raça. Meu meu primeiro cachorro foi um bigle. Eu fiquei assim, nossa, muito compadecido. E esses ambientalistas, esses ativistas entraram no laboratório Mega Blasta gigantesco no interior de São Paulo, não me lembro a cidade, e filmaram a ação que claramente determinava o cometimento de vários crimes: invasão de propriedade, destruição de equipamentos e furto dos animais. que eram do laboratório, só que o grupo já tinha um advogado pronto para na delegacia para livrar um pouco a barra deles.

Sabe o que que aconteceu? O governador do estado de São Paulo à época era o atual vice-presidente e ministro do desenvolvimento, Geraldo Alc. O clamor popular em favor dos ativistas foi tão avaçalador, especialmente nas redes sociais, que São Paulo aprovou a lei. Foi um dos primeiros estados a aprovar lei. Aqui a gente não vai mais usar animais em laboratório para esse fim. Então veja, eu tô contando uma história aqui muito rápida. Eu nem tive o cuidado de checar a data da invasão, qual foi o laboratório, enfim, mas eu me lembro que isso causou um clamor e reverteu, eu diria, expectativas do setor químico, de continuar usando animal no Brasil, porque aqui ninguém tá dando bola.

Outra questão que eu queria trazer aqui do meu amigo repórter Zé Raimundo, se do Zé Raimundo, baita jornalista que continua nas redes sociais, eu sigo ele dando o recado com certos assuntos que chamam atenção. Ele tá falando do desaparecimento dos jumentos no Nordeste, que já houve milhões de jumentos circulando para lá e para cá. Agora existem apenas alguns poucos milhares e eles vão desaparecer. Eles estão prestes a entrar em listas de animais ameaçados, porque eles estão sendo barbaramente capturados para ter o embarque por vezes de carga viva no oceano em direção à China. Ou são sacrificados aqui ou são embarcados vivos pra China. Isso.

Instituto Royal em São Roque, a invasão dos ativistas em São Paulo. Obrigado. Deixa eu voltar pro Nordeste do meu amigo Zé Raimundo. O Zé Raimundo trouxe à tona essa história de novo. Essa história já tá circulando. Os jumentos estão desaparecendo. Eles estão sendo eh fagocitados, triturados por indústrias chinesas que estão atrás de certos subprodutos do jumento. Não é só comer a carne do jumento, não. É outro interesse ali.

Então veja, se você se te toca o coração, a causa animal, se você tá ligado nos direitos dos animais, presta muita atenção, porque o que não falta hoje no mundo e particularmente no Brasil é motivo para você se informar, se engajar, pressionar e fazer valer o direito deles não virarem coisa, porque a coisificação dos animais ou ignorar que eles são seres sencientes, eles sentem dor e eles têm rudimentos de inteligência. Então é, não é pouca coisa, é uma luta justa, do meu ponto de vista, digna, ética. Beijo aqui para todos os ativistas, todos aqueles que se engajam, todos aqueles que se articulam, planejam, realizam uma pressão inteligente.

Ah, eu tô assinando um abaixo assinado virtual aqui que chegou até mim, uma petição online. Isso não muda o mundo. Não tô dizendo que não tem algum valor. que mundo é ação inteligente articulada, reunião com parlamentar, reunião com membros do governo, agendar eventualmente ou protestos virtuais ou protestos na rua fazer acontecer por qualquer causa nobre. Vale a pena a gente pensar que que a gente tá fazendo nesse mundo, porque ficar só criticando as coisas que não tão legais, não dão certo, aí você fica chato, amargo, né, ressentido, né? Isso não muda o mundo. O que muda o mundo é você transformar amargura e ressentimento em ação. Action. Action. Vamos lá. Vamos lá para Mr. Anderson. Mr.

Anderson que trouxe para nosotros as perguntas enviadas porteres cabrones sobre o tema que colocamos ontem no stories do Instagram. Entre perdas e ganhos. Tá valendo a pena? Olha que pergunta muito aberta. pena? E aí? Tá valendo a pena aí? Tá valendo. Obviamente a intenção da pergunta é a gente fazer algum balanço da vida até aqui. Entre perdas e ganhos. Tá valendo a pena? Então, Mr. Anderson fez aqui a seleção de algumas perguntas ou questionamentos inspirados nesse nessa saudável provocação que fizemos a todos entre. Tá valendo a pena? Então, vamos lá.

Gláusia Veigas pergunta: "Não seria bom se víssemos toda perda como ganho de aprendizado e experiência?" Olha, Gláuscia, você sabe, meu amigo, eu tenho um privilégio de chamá-lo de amigo, Aítlon Crenac, ele não concorda com isso. E eu respeito ele, não concordo com ele, mas respeito. Ele diz assim: "E se a história da gente ficar assim entendendo que a perda tem o sentido significado, eu quero um mundo melhor, eu quero lutar". Ele tem uma visão bem interessante sobre isso. Interessante. Mas não é a minha. A minha converge com a sua, Gláus, que a gente eh obviamente isso passa por algum alguma corrente de fé ou de entendimento de como a natureza opera.

Se o acaso não existe e se há uma força superior, então são princípios importantes aqui da minha análise, qual o sentido da dor e do sofrimento? Então eu penso que sim, as perdas elas trazem informações ricas e valiosas que testam, por exemplo, o nosso apego. E o desapego é uma virtude espiritual. Assim, eu não ter o apego a nada do plano material. E em relação às pessoas, é claro que a gente se envolve, a gente quer por perto as pessoas legais e quando elas partem a gente fica com o coração despedaçado. Mas a gente veio ao mundo só, a gente parte desse mundo só. E boa parte da nossa rotina, das nossas ações, das nossas deliberações nesse plano se dão a partir de deliberações individuais.

Então, eh, os laços de amor são eternos, imperecíveis. Então, a gente não deixa de ter o contato ou oportunidade do reencontro, mas cada um tem a sua trajetória, o seu momento de estar aqui, de fazer a passagem ou de reencarnar para quem acredita. Então, esses ciclos, esses movimentos, eles demandam o desapego, porque senão você fica refém de conjunturas que precisam ser entendidas como passageiras. Isso também passa, dizia o Chico. Tudo passa. Então aquela música do Nelson Mota com Lulu Santos, né, como uma onda, né, aquilo é uma é um hino filosófico. Nada do que foi será igual ao que a gente viu há um segundo. Eh, o eterno devir da filosofia grega.

Então veja, estamos aqui para aprender muitas coisas e as perdas, as dores, o sofrimento são, e eu concordo com você, Gláuscia, pacotes de aprendizagem. E sim, concordo com você, se víssemos toda a perda como ganho de aprendizado e experiência, seria bom. Concordo. Cristiane Souza, minha amiga do Sul, estarei em Porto Alegre, Gravataí e Viamão, no fim de semana do feriadão. Olha a rima de 7 de setembro, tá? A gente vai passar o roteiro assim que possível. Cristiane, a vida é feita de altos e baixos, então o importante é saber jogar. Olha, tua pergunta me lembra aquela música eternizada na voz da Eli Regina, né? Vivendo e aprendendo a jogar. Vivendo e aprendendo a jogar.

Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mais aprendendo a jogar. Se bem que hoje eu não gosto de cantar muito essa música porque eu detesto a farra da jogatina no Brasil. É inacreditável como tanta gente desperdiça, joga fora dinheiro em jogos de azar virtuais. E o controle, do meu ponto de vista, do governo tem muito interesse em jogo aí, é frouxo, pelo amor de Deus. Então, Cristiano, eu concordo. Temos o desafio de aprender a jogar, entre aspas, porque cada momento da vida demanda uma resposta. os estímulos que a vida traz, positivos ou negativos, sempre vai demandar alguma resposta da nossa parte. Inclusive, quando você permanece parado, inerte, é uma resposta.

Não escolher é uma escolha. Não responder é uma resposta. Então, tudo não tem neutralidade, não tem um ponto cego. Tudo na vida tem consequências, tá? E isso é o jogo da vida. nesse nessa metáfora. E a gente tá aqui para aprender o jogo da vida. A gente tá aqui para aprender como é que a gente se posiciona no tabuleiro, onde é que a gente coloca a nossa pecinha, de que jeito? Tá na hora de ficar aqui, tá na hora de ir pra frente? Tá na hora de fazer outro movimento? Por que devo fazê-lo? Por que não devo fazê-lo? Escolhas individuais. Livre arbítrio. A vida é feita de escolhas, né? Ana Macedo, Ana com dois ns de Natal, Rio Grande do Norte. Alô, Natal. Eita.

Aprender com o erro transforma perda em ganho. Ganho sem dar valor seria perda? Nossa, que pergunta filosófica profunda. Assim, vamos lá. A perda é uma perda, cara. Eu eu não vou fingir que não dói a perda de um ente querido e não vou dizer que a perda do ente querido é um ganho. Então acho que a gente tem que, minha opinião, a perda sempre será uma perda. Entretanto, além da dor da perda, abre-se a possibilidade da gente situar a dor da perda num outro patamar, numa outra prateleira, onde não há só perda. Esse é o ponto. Não há só perda.

A perda descortina, ela apresenta possibilidades da gente se conectar ou sintonizar com outras interpretações, contextualizações de uma situação que nos causa dor. Mas eu não vou assim, eu tá, não tem certo ou errado. Cada um com seu cada um. fingir que a perda é maravilhosa, porque eu tô ganhando alguma coisa com a perda. Eu acho que não é por aí. Eu acho que a perda é perda. A perda ela gera num primeiro momento, e isso é humano e isso é legítimo, isso é verdadeiro, um desconforto. E como processar a perda é o que a gente tem como desafio. E esse desafio nos projeta numa direção muito interessante.

Eu prefiro colocar nesses termos, por exemplo, eh, eu já perdi, como vocês sabem, meu pai e minha mãe, eh, tanto com um quanto com o outro, já na condição de espírita. E eu sofri muito, eu chorei, eu sofri. Aí você vai dizer: "André, mas você não é espírita, você não acredita na vida espiritual, a morte não existe, transcendência. Acredito em tudo isso e isso não interdita a dor da perda. Isso não me não me causa nenhum constrangimento. Pelo contrário, eu acho que quando a gente em nome da nossa fé tenta sufocar ou asfixiar a dor da perda, eu tenho motivos para entender isso como algo ameaçador até a nossa saúde, porque o luto precisa ter lugar.

O luto é o tempo que cada um precisa para elaborar essa dor e para que essa dor deixe no seu tempo ser uma questão para mim. Eu vou começar a me acostumar com a ausência do outro sem deixar de sentir a falta. Mas isso começa a entrar num outro gradiente de desconforto. Então, a dor lancinante se transforma numa lenta e progressivamente numa saudade gostosa. É isso que eu penso sobre esse assunto. Mas eu não vou aqui trocar as palavras. Perda é ganho. Perda também é ganho, mas a perda é perda. A perda acontece e a gente tem que saber lidar com isso. É bom saber lidar com isso, penso eu. Lê Rosa, Campinas. André, tudo vale a pena? Se a alma do que sofre não é pequena, existem limites.

Olê, para tudo existem limites, né? Assim, eu penso eu, para tudo existe, existe o limite para comer comida gostosa, para beber que você gosta de beber. Tô falando de bebida alcoólica, não, mas pode colocar na lista. Eu tô falando de alimentação ou nutrição. As coisas mais gostosas precisam obedecer a limite. Eh, sexo, que é algo maravilhoso, principalmente quando feito com amor, tem limite. Tem limite, cara. A natureza traz, eu diria, as dosagens adequadas para certas experiências, do contrário àilo implicará em alguma perda ou risco, né? É a diferença que separa o remédio do veneno, a dosagem, né? ou Paulo, o íntimo orato apóstolo dos gentios. Tudo posso, mas nem tudo me convém.

Então veja, temos motivos, penso eu, para respeitar os limites sempre, porque eles Ah, vamos ver agora a discussão que tá em evidência a partir do belo, da bela postagem de um famoso youtuber, influencer digital, que falou da adultização e nos ensinou de forma muito clara e objetiva, pedagógica, didática, como é fácil em alguns minutos entrando numa rede social, acessar conteúdos pornográficos, eróticos, envolvendo crianças. Vocês estão acompanhando isso daí. portanto, quando falam não, mas não pode ter regulação nas redes, isso vai contra a liberdade de expressão, pelo amor de Deus, acorda. Tudo na vida precisa ter limite.

Inclusive as rotinas das redes sociais, o funcionamento dos algoritmos, a monetização de criminosos, pais ou responsáveis que expõem seus filhos, expõe os filhos nas redes sociais, em situações envolvendo erotismo para monetizar as redes. Olha que loucura tá acontecendo. Então, eh, tem que ter limite, tem que ter limite. É, e tudo que vale a pena para mim, em algum momento, já colocando nos termos da tua pergunta, tudo vale a pena se a alma do que sofre não é pequena, a gente tem que ter cuidado com tudo, né? Tudo é tudo, nada é nada. Já dizia T Maia, a gente precisa aprender a viver em sociedade. A gente precisa aprender a respeitar os limites que são impostos pela própria natureza.

Cada um que ocupe o seu espaço, realize aquilo que está ao seu alcance, percebendo aonde eu posso cometer um abuso, que não é legal nem justificável. Ah, mas isso me satisfaz, mas incomoda o outro. O meu direito termina quando começa o direito do outro. Essa é uma lição que todo pai, o responsável deveria desde cedo ensinar a garotada pequenininha. Ah, eu quero, eu quero, filho. Você não pode, porque isso não lhe pertence. Isso causa problemas para outro. O outro tem direito. Você não vai causar essa dor pro outro, não. Luguedes, ela diz assim, gente, eu eu eu entendi isso aqui como um desabafo, tá? Não está valendo a pena, mas como mudar a rota? Como sair dessa prisão emocional?

Ela não entrou no varejo, no detalhamento da circunstância que não é boa. Ficou evidente isso, que ela tá experimentando. Portanto, eu também não me sinto nada à vontade para dar qualquer resposta que faça algum sentido objetivo. No sentido mais amplo e genérico, eu diria o seguinte, eh, a pergunta é: quem te colocou na prisão emocional? É a pergunta que eu faço, porque a gente sempre haverá de responsabilizar o outro pelas mazelas que a gente sofre, né? É uma tendência, é um um uma situação que se repete assim, quando a gente tá vivenciando uma situação ruim, a gente invariavelmente terceiriza a responsabilidade. Ah, foi o meu patrão. Ah, foi a minha mãe e meu pai.

Ah, foi o meu marido, minha mulher. Ah, foi o meu filho e minha filha. que me deixaram assim, que me causaram esse infortúnio. Eles são os responsáveis por tudo isso que eu tô vivendo. Você colocou aqui a expressão prisão emocional. A pergunta que eu faço, quem se colocou na prisão emocional aí? Para e pensa nisso. Veja se você não tem a chave do cadeado dessa prisão emocional. E se houver qualquer problema de você sair dessa prisão com as próprias forças, vem a outra pergunta. Você já fez tudo ao seu alcance para buscar ajuda, para ter aliados, para se fortalecer e realizar um movimento que determinaria a sua libertação dessa prisão emocional? para e pensa.

Em boa parte dos casos, eu não vou generalizar nada, nós nos colocamos nas prisões emocionais. Nós nos colocamos nas prisões e quando a gente, repito, não consegue sair por meios próprios, penso que sempre há uma maneira da gente pedir ajuda, da gente se fortalecer a partir da ajuda dos outros para sair desse lugar onde a gente se colocou, o que é fácil, penso eu, a gente sempre responsabilizar os outros. Eu não tô dizendo que é fácil sair da prisão emocional, eu tô dizendo que é não é honesto para mim, tá? Eu não tô falando de você, tô falando genericamente a gente dizer: "Ah, mas eu não queria estar lá, mas eu tô lá por causa dele ou por causa dela?" Acho que não, tá?

Eu até compreendo a dor que o outro causa, mas a prisão quem se coloca somos nós. Eh, aliás, eu vou falar uma coisa muito interessante, povo do Instagram, depois da live hoje, dá um confere. Eu vou postar a reportagem que foi ao ar semana passada no Jornal Nacional sobre a extinção dos vagalumes. Eles estão desaparecendo em boa parte do mundo. Houve um congresso internacional no México com especialistas em vagalume no mundo inteiro, inclusive no Brasil. E eu conversei com uma mestre e doutora que se especializou em vagalume. Olha que barato.

E essa reportagem eu soube pelos colegas da redação naquele dia, na edição que foi ao ar, foi a reportagem mais comentada e curtida no site do Jornal Nacional. O vagalume tá no assim, ele evoca questões lúdicas, assim, a nossa fantasia é um inseto, ele é um besouro Vasalume, eu aprendi muito o Vagalume. Eh, ele evoca questões assim que tocam no nosso psiquismo, no nosso coração. Aquele ser que brilha nas trevas, que ilumina a escuridão. Pois é. Vai vendo aí quanto tempo você não vê vagalume, como o vagalume que existia lá no lugar que você costumava ver não tá mais. Eles realmente tem questões que na reportagem eu digo a gente vai postar. Eu tô achando que eu já postei, mas acho que não.

V vou checar isso. Se eu já postei, procura. Mas eu acho que eu vou. Deixa eu ver aqui já. Eu tô falando aqui as coisas. Deixa eu ver minha página aqui no Instagram. Cadê aqui? Vamos lá. Cadê o vaga? Vaga, vagalub. Não postei. Não vou postar agora. Agora não, depois do papo das 9. Tá bom, vamos lá. Seguindo. Aliás, gente, desculpa, eu preciso falar sobre isso para quem não se deu conta. A gente fala muito do Trump e não fala quem tá colado nele, né, cara? Olha o que que disse o secretário de defesa do Trump. Ele publicou um vídeo na rede social dele reproduzindo um religioso que ele segue nos Estados Unidos, que defende o fim do voto das mulheres nos Estados Unidos. É inacreditável.

Este homem, secretário de defesa do Trumpe, tá defendendo que as mulheres não votem. Eu tô rindo aqui porque para quem não entendeu o tamanho da encrenca que esse homem representa em vários setores da vida, da economia, da sociedade, da política, das relações internacionais, tá escolhendo não entender. Eita, Deus se segura. E as eleitoras do Trump, eleitor, a mulher foi lá e votou no cara. Aí veio o secretário de defesa do cara e diz assim: "Eu acho que as mulheres não devem votar não, que ele reproduziu o que um pastor disse disso com todas as letras em nome de Deus". Tá? É aquela visão do Velho Testamento que a mulher vira bibelô, né? Mulher submissa, subalterna em relação ao homem.

O homem e a mulher, o homem e a mulher. O cara no século XX, secretário de defesa. Socorro. Socorro! Que coisa, que coisa assim. Eu não tenho palavras, mas enfim, já que eu não tenho palavras, não vou dizer nada, mas o recado foi dado aqui. Bom, Camila Shaffer, o que você acha da morte assistida? Como o espiritismo vê essa questão? Quando você manda essa pergunta, me dá uma confusão assim, morte assistida. Não, o nome certo é suicídio assistido, tá? O nome certo é suicídio assistido. Eh, se bem que morte assistida deixa a porta aberta paraa eutanásia. Então, vamos deixar aqui clara a posição do espiritismo.

O espiritismo entende que tanto a eutanásia quanto o suicídio assistido, qual é a diferença? Eutanásia, alguém desliga lá o aparelho que mantém viva a pessoa, a pessoa desencarna. Suicídio assistido é a própria pessoa que aciona o dispositivo para consumar o autoestermínio. Alguns países do mundo permitem, sob regras, que isso aconteça na Suíça, onde eu estive inclusive fazendo palestras contra o suicídio assistido, tá? Só para vocês saber, a gente já teve na Suíça, quando houve o Congresso Internacional de Espiritismo em Lisboa, eu fui convidado por instituições de espíritas da Suíça para fazer palestras. Fiz palestras sobre o tema da prevenção do suicídio e falei sobre suicídio assistido.

Qual é a questão? Na Suíça, por exemplo, salvo alguma mudança que houve de lá para cá, a pessoa que tá se sentindo portadora de uma dor que não tem controle, não tem remédio, não tem solução, ela reivindica o suicídio assistido. O caso dela tem que passar na época por duas juntas médicas diferentes que vão determinar se de fato ela está passando por uma dor considerada insuportável, digamos assim, e aí se delibera ou não pela a permissão do Estado para aquele procedimento tenha lugar.

Houve denúncias quando essa lei foi aprovada na Suíça, de que médicos que eram procurados por pacientes reportando dores insuportáveis já davam cartãozinho da firma da empresa que ganha dinheiro para promover suicídio assistido e encaminhar o processo junto ao estado, né? O que é algo que me me soa mal assim, porque eu médico eu tô ali para ajudar a pessoa e se ajuda que a pessoa se mate, eu não sei se eu tô traindo os princípios da minha profissão, mas enfim, acho que acho que tá atraindo. E temos a questão da subjetividade da dor. Nós homens, por exemplo, somos somos muito frouxos paraa dor. Uma gripe mais forte, a gente acha que tá morrendo.

A mulher tem um parto natural que não se compara a dor de uma, o desconforto de uma gripe mais forte. Um parto que eventualmente tem alguma algum tempo ali, vai passar a cabeça e os ombros da criaturinha por um buraco que é mais estreito. Homem não podia ter filho, cara. Insuportar, tem que ser anestesiar. Minha anestesia. Homem é frouxo pra dor. Então o que que eu tô querendo dizer? a gente tem um problema que é como reconhecer o tamanho de uma dor se a gente não tá debaixo da pele do outro. Agora, do ponto de vista espírita, tudo tem seu tempo, tudo tem a sua hora. Não poderíamos precipitar o retorno à pátria espiritual sem que isso tenha alguma implicação que é complicada.

Agora, como espírita, eu defendo e outros espíritas também, a chamada ortotanásia. Que que é isso? A pessoa está com diagnóstico de doença terminal e ela está acometida por muitas dores, muitos desconfortos, sobre os quais não há solução terapêutica, exceto aplicação de anestésico, morfina, etc. Qual é a questão que acho, penso? não afronta o espiritismo. Em vez de você prorrogar indefinidamente com eh procedimentos invasivos à vida de uma pessoa nesses termos, você sim vai esgotar todas as possibilidades da pessoa não sentir dor, mas você não vai reverter o processo que está em curso, que vai resultar no óbito.

Você não vai agravar o sofrimento da pessoa com cirurgia, cirurgia, cirurgia, cirurgia, intervenções dolorosas, com vales quando o diagnóstico ele tá claro, a pessoa está com poucos, o prognóstico é de pouco tempo de vida, a chama tá se apagando, razão pela qual a vida já tem uma dinâmica nessa direção. A medicina, não podendo reverter o processo, querer prorrogá-lo às custas de muita dor e sofrimento, não faz sentido para mim. Eu, como espírita de público, digo, não defendo a prorrogação com métodos invasivos e dolorosos da vida dessa pessoa, mas defendo os cuidados paliativos. Os cuidados paliativos. Cuide.

Não permita o sofrimento na medida da de todas as possibilidades, mas a vida segue seu curso até o fim. É uma visão, você não precisa concordar, mas é como eu penso. Eu já recebi mensagem espiritual desencarnado, defendendo exatamente o que eu tô dizendo aqui. Muito bem, meus amigos, faltam dois minutinhos. Eu prefiro, em vez de correr com mais uma pergunta, agradeço a todos que perguntaram, peço a Mr. Anderson que pegue as perguntas daqui e jogue para sexta-feira, as que eu não respondi. Agradecer aqui a atenção de vocês. Vou encerrar aqui. Eu separei e não li do livro novo, A arte de seguir em frente. Ah, tá tendo reimpressão, gente. Já a primeira edição já.

Agora estamos na segunda impressão. Gratidão, viu? Eh, próximo fim de semana estaremos em Juiz de Fora. Domingo de manhã tô lá fazendo palestra no congresso lá sobre esse assunto. Arte seguir em frente. Mas vamos lá. A mensagem 70 eh, que tem a ver com a página que eu abri do pastorino e fala exatamente da alegria, né? Aliás, a página 70 tem a ver com a pergunta, perdão, que nós fizemos sobre entre perdas e ganhos, como é que vai? Pelo amor ou pela dor? O amor liberta, aguça os sentidos, expande horizontes de percepção e nos encoraja a sermos pessoas melhores. A dor, por sua vez, nos instiga a refletir sobre o motivo do sofrimento, acelerando processos na busca por soluções.

O amor e a dor podem ser entendidos como poderosas ferramentas de transformação indispensáveis para todo andarío que avança na cenda evolutiva. Força, coragem, fé. Ótima quarta-feira, tudo de bom. Valeu,

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