Papo das 9 #942 E quando a “loucura” é na verdade manifestação da mais pura sanidade?
Transcrição do vídeo (gerada automaticamente)
Transcrição automática das legendas do YouTube, sem revisão humana. Pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.
Olá, olá, olá. Muito, muito, muito bom dia. Depois de um breve, brevíssimo recesso, estamos de volta, volta ao trabalho mesmo. Será no sábado de plantão, mas eu tô hoje feliz de retomar esse contato com vocês. Vou contar alguns detalhes da viagem que foi planejada em cima da hora e principalmente do retorno que foi muito sofrido em termos de intemper climáticas, atrasos, etc.
teste para carcaça e dizer que eu tô muito feliz de estar aqui de novo no papo das 9, eh, com informação, com reflexão, num momento especialmente interessante, vamos colocar assim, na política, na economia e no meio ambiente. É interessante a gente perceber os ciclos, né? os ciclos que vão ocorrendo com altos e baixos e a gente vai percebendo uma dinâmica eh que foi inaugurada em outro momento e que começa a dar resultados, deixando as pessoas mais atentas ao rumo dos acontecimentos, de que jeito as coisas acontecem. Deixa eu falar uma coisa para vocês aqui. Peço desculpas aos amigos do YouTube, porque este que vos fala simplesmente eh não carregou como deveria.
Tá aqui na tomada o celular que faz a transmissão do papo pelo YouTube. Moral da história. Minutos antes aqui de entrar no ar, na hora de acionar o aparelhinho, tá ele aqui, ó. Ele está um cadáver em sepulco, na verdade sob cuidados numa UTI para restabelecer a energia vital. Só que não vai dar tempo de fazer a transmissão hoje.
Aqui, gente, não tem, a gente não fica aqui dissimulando um cenário, botando desculpa em quem quer que seja. A questão foi esquecimento, ele ficou zerado o aparelho, razão pela qual não conseguirei fazer a transmissão ao vivo direto do meu cafo aqui em Laranjeiras para o YouTube. Então vamos ao que interessa. Depois de vários dias sem essa conexão auxiliada pelo nosso querido minutos de sabedoria, vamos ver no que vai dar. Então, pedindo aqui a ajuda dos amigos invisíveis, que eles estejam presentes e abençoem o nosso trabalho de conexão na largada de mais um dia, aonde você estiver, com quem você estiver, do jeito que você estiver, que possamos fazer aqui essa esse trabalho de higienização mental, alinhamento da nossa energia, da nossa sintonia e da nossa nossa frequência.
Para onde vamos? Para onde vai o livrinho? E que eu seja aqui um instrumento maleável, uma ferramenta útil, um meio adequado para esse trabalho. A partir de agora, a mensagem é a 133. [Música] Não se queixe do mundo.
O mundo não é mau. Os homens é que ainda não conseguiram ser bons. Mas da lama imunda nasce a pureza dos lírios. E também daquilo que nos parece ma impuro, pode surgir a luz mais sublime. Repare que a luz não se suja mesmo quando é refletida pelo pântano.
Procure ter apenas pensamentos bons, porque eles não serão maculados, nem mesmo quando refletidos em ambientes menos puros. Eu adoro essa metáfora que os elementos da natureza para referenciar momentos psíquicos e emocionais bons ou ruins, pelos quais todos nós atravessamos. Adoro, mas da lama imunda nasce a pureza dos lírios. Quer dizer, essa visualização de um pântano fétido, a lama é interessante. Existe a lama imunda, mas a lama, por exemplo, de um manguezal, que muita gente acha que aquilo fede, que aquilo não tem nenhum predicado, né?
Eh, sim, você tem a ciclagem da matéria orgânica ali, não tendo uma água poluída de esgoto, a lama do mangue, ela não é suja, né? Existem lamas que não são fétidas. Isso é papo de ambientalista. Mas aqui quando pastorino faz essa comparação para ilustrar um pensamento que é muito claro, mas da lama imunda nasce a pureza dos lírios, ou seja, um lugar que você não consegue ver beleza, você não consegue perceber nenhum atrativo, é um lugar que a gente já intimamente se mostra refratário, porque aquilo tá associado a algo abjeto. ali nasce uma flor, né?
Isso é muito bonito. E também ele fala e da luz que não se suja mesmo quando refletida pelo pântano. Então, mais uma vez, uma área pantanosa e aí pastorino atribuindo a ela algo desprovido de valor, desprovido de luz. Ambientalista é chato, né? Mas eu tô aqui lembrando que existem pântanos que são eh não são fétidos, não são sujos e tem o seu valor.
Mas simbolicamente a gente vai reconhecer aqui a área pantanosa lodacenta que não é bonita, que nos fere os sentidos. A luz que alcança o pântano não se suja da lama do pântano. Então é muito inspirador, penso eu, quando pastorino faz essa metáfora, lembrando: "Não se queixe do mundo. O mundo não é mau. Os homens é que ainda não conseguiram ser bons.
Faz as comparações e encerra. Procure ter apenas pensamentos bons, porque eles não serão maculados, nem mesmo quando refletidos em ambientes menos puros. Bom, esse é o desafio de uma encarnação ou várias. Como é que a gente educa o pensamento da gente? Como é que a gente se mantém numa postura vigilante?
Porque é disso que se trata, é atenção para não ser refém de impulsos que podem nos custar muito caro quando a gente não percebe o risco ao ter na invigilância uma atitude que terá consequências, né? São efeitos deletérios. Então a gente, e é bonito também quando diz: "O mundo não é mau, porque a gente fala sempre assim: "Que mundo é esse? Esse mundo cão ainda sobra pro cachorro, coitado, não tem nada a ver com isso. Mundo cão, que mundo horroroso.
Eu eu não, esse mundo não tem jeito. a gente sempre coloca o mundo, né, que seria uma equivalência à nossa casa, né, quando você fala: "Ah, essa casa não presta, essa casa não tem jeito, essa a casa não tem nada a ver com isso, o planeta também não somos nós, os hospedeiros da casa ou do planeta. Aliás, ecologia significa estudo da casa. logos, logia, estudo, oicos, eco, casa ou lar. Então, a gente não vai atribuir à casa ou ao planeta um valor que ele não tem.
Ele é o que a gente faz dele ou dela. E a parte que nos cabe é a essência, penso eu, do da mensagem que eu abri aqui. E quem tá chegando um pouquinho depois do papo quer saber, sempre tem o povo que página foi, que mensagem foi. Foi a 133. Pra gente ficar ligado na parte que nos cabe, mesmo que tudo à volta pareça perdido, mesmo que haja tanta dor e sofrimento, desesperança, desânimo, desalento, nós não deveríamos, é o sentido da mensagem, esquecer do poder que cada um de nós tem de não seguir na mesma toada, não replicar essa frequência, não nos normizarmos essa energia eventualmente mais ostensiva, prevalente à nossa volta, né?
Eu gosto muito da de outra metáfora que é linda, que fala que basta uma faísca para espantar as trevas na escuridão, uma faísca. Então, nós temos um poder, né? Nós temos esse poder. A questão é, nós nos lembramos de usar esse poder nos momentos em que isso se faz mais importante? Nós estamos disponíveis para isso?
Somos pessoas abertas para dar a devida resposta a estímulos que não são em nosso favor. Eu acho que isso, aliás, eu, olha, eu cada vez mais fã, né? do pastorismo. Vocês sabem que a gente fez um livro lançado recentemente, A arte de Seguir em frente. Outro dia eu li que, outro dia mesmo, faz três, dois, três dias atrás, uma reportagem falando como o mercado editorial está percebendo uma maior disposição das pessoas para lerem livros com esse perfil.
pequenininhos de mensagens breves e curtas. Eu com muita clareza, quando falei aqui do lançamento desse livro do A arte de seguir em frente, eu manifestei a minha opinião sobre esse gênero de literatura. É claro que ela tem o seu valor e ela responde, ela entrega para uma determinada eh situação, tá? Quer dizer, quando você tá demandando uma informação que faça sentido, ocupando pouco espaço numa página, é uma ideia, é como se fosse uma fração de um pensamento que poderia ser melhor elaborado, contextualizado, mas ela faz um recorte e aquela ideia, ela é plena de sentido. ela traz uma informação ocupando pouco espaço.
Pois bem, a reportagem que eu li diz que o mercado editorial tá eh muito inclinado a abrir espaços para esse tipo de literatura, posto que da parte do público há um interesse em consumir desse tipo de livro. Agora eu falei isso aqui, quem acompanhou o papo das veçamento do A arte de seguir em frente, eu fui muito claro dizendo esse livro, se por um lado ele é solução para muita gente, como é desde o início do papo das 9, durante a pandemia, a gente faz uso de um livro que eu já conheci e acho ele fenomenal. Ele não é uma literatura que encerra um conhecimento mais robusto, digamos, uma imersão numa área do saber em que você consiga elaborar as ideias de forma mais consistente e profunda. Esse gênero de literatura não tem essa pretensão. Isso é importante.
Por quê? Por que que eu tô falando isso, André? É óbvio que não, não, não é para muita gente não é óbvio. Tem gente. Isso, por favor, não é uma crítica cada um com seu cada um, mas é uma observação que tem preguiça de ler mesmo.
Não, não, não se debruça sobre um assunto que é do interesse. Você fala assim: "Eu quero saber mais sobre isso". Mas você não se lança e dá preferência a leitura resumidinha de poucas linhas, né? Na suposição de que uma coisa equivale à outra, não equivale. livros com mensagens curtas tem o seu valor, tem a sua função, mas jamais substituirão um conhecimento mais profundo que só um livro com páginas de informações, de insites, né, de eh dados bem organizados que dão substância né?
Dão nutrientes importantes pra gente fazer essas conexões. Fazer as conexões. Isso é muito importante. Para citar o exemplo do pastorino, ele foi, entre outros muitos predicados, um professor, um leitor eh compulsivo, né? A Cristiana, filha do pastorino, falava do do lugar da casa onde o pai deixava os livros todos sobrepostos com marcadores.
E a confecção do minuto de sabedoria foi exatamente a grande síntese, que é o nome de um livro chamado Pietro Balde. grande síntese. Eh, a grande síntese para você fazer a grande síntese, é um processo de alquimia que vai transformando todos os elementos dispersos em várias obras que remetem a uma abordagem que não é igual, mas que tem similitudes e tem o mesmo propósito de elucidar um tema específico. faz assim uma uma grande alquimia, uma amálgama, né, desse conhecimento em estado bruto na forma de uma pérola, né? Uma pérola.
Uma pérola não encerra a beleza de uma joaleria inteira. Eu nem sou muito chegado à joias, mas foi a metáfora que me ocorreu. Você não substitui a joaleria por uma pérola. Os livros com breves textos como este, minutos de sabedoria, como que a gente lançou semanas atrás, a arte de seguir em frente, tantos e tantos outros quando inspirados, quando são obras que demandaram esse cuidado, você vai chamar de pérdola, OK? não substitui a joaleria, penso eu.
Seguindo em frente. Estou aqui falando em Pérola, sugeri para vocês aqui a leitura de um livro que foi lançado há duas semanas por uma jornalista aqui do Rio de Janeiro que eu conheço e que toca num assunto que é muito importante paraa compreensão do Brasil hoje. Como nasce um miliciano, a rede criminosa que cresceu dentro do estado e domina o Brasil. Quem conhece a Cicília, o trabalho da Cecília como grande jornalista, dedicada já muitos anos à cobertura do tráfico de drogas, armas e da violência, é cofundadora do Intercept Brasil, diretora fundadora do Instituto Fogo Cruzado, que é muito interessante o trabalho do fogo cruzado, que ele vai fazendo, vai dando um tratamento estatístico a tiroteios ocupações, óbitos de civis durante operações policiais, óbitos de policiais durante operações policiais, eh bala perdida, que é uma expressão muito, eu diria, estranha, né? Porque a bala é perdida para quem não foi alvejado.
Para quem foi alvejado é uma bala certeira que pode tornar você um cadáver no plano material. ou uma pessoa sequelada, de qualquer maneira encrenca. Então, o Instituto Fogo Cruzado empresta números à violência. Você não fica só assim: "Ah, hoje teve uma operação policial com troca de tiros e e uma pessoa morreu e outra ficou ferida". Não, ele vai lá e o Instituto da Tratos a Bola e diretora da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
Por que que eu tô recomendando eh com toda franqueza, o livro Como Nasce um miliciano? Acho que você já entendeu, mas para quem tá eh intrigado assim, mas por que que o André no Papo das 9 vai recomendar um livro que fala de miliciano? por várias razões. A primeira delas é que a gente já em vários lugares do Brasil, isso vale pro Rio de Janeiro, mas vai muito além do Rio de Janeiro, percebe com clareza e existem dados irrefutáveis que revelam a realidade dessa máfia, dessas redes criminosas que se articulam, que tem ramificações pelo Brasil e internacionais. e que se envolvem em vários tipos de crimes que vem de tráfico de droga, tráfico de arma.
Eh, a, o crime, eu diria, mais recorrente cometido por milicianos é a coação, a intimidação para o pagamento de taxas. Os traficantes de drogas aprenderam com os milicianos a operar o sistema mais lucrativo eh no cardápio de crimes que eles se envolvem, que é justamente essa cobrança. Você vai cobrar por tudo. você vai cobrar de repente assim o comerciante, o morador, de repente alguém chega lá representando o miliciano que tá no comando para dizer: "Você vai ter que me pagar a segurança que você não pediu, mas a pessoa diz: "Para você ter segurança aqui, você vai ter que me pagar". Qual é a tradução correta disso?
Se você não me pagar, eu vou gerar um dano ao teu negócio ou à tua existência ou ao teu patrimônio. Então, os milicianos, eles estão envolvidos com muitos crimes, com lavagem de dinheiro, com ah carros roubados, com mineração, garimpo ilegal na Amazônia. Garimpo ilegal na Amazônia. Aquelas balsas usadas pelos garimpeiros, que é um barco, às vezes tem três andares. Aí tem que ter motor a diesel possante, tem que ter uma máquina que vai fazendo, vai cavucando o solo, uma bomba que vai revirando ao avesso o solo amazônico.
Aquilo da última vez que eu fiz uma pesquisa, o valor de cada balsa usada por miliciano pode chegar a R milhões deais. É uma coisa horrorosa. Tem que ter capital de giro, como se diz. investimento e depois o Ibama vai lá e destrói um paita prejuízo. Você acha que quem tá lá na ponta, o garimpeiro pobre, que deixou família para trás e foi cooptado para participar disso, ele é o responsável?
Não, ele não é o responsável direto, ele é um criminoso tipificado no Código Penal porque tá realizando um crime, mas ele não financiou, ele não organizou, ele não arquitetou isso. Então aqui no Rio de Janeiro a gente já viu de tudo. Eu, como jornalista acompanhei o início das milícias que eram exaltadas por políticos que chegaram a condecorar milicianos em Câmara dos Vereadores, em Assembleia Legislativa. A milícia surgiu como uma resposta ao crescimento dos do tráfico de drogas, do das áreas de domínio dos traficantes. Eles eram entendidos como uma força de segurança informal, vamos dizer assim.
e bairros que eram ocupados por grandes contingentes de policiais militares ou de bombeiros. Eram bairros que ficavam expostos à ação de quadrilhas de traficantes. É uma situação que até hoje a gente sabe que existe. Então, a milícia era uma forma de você se proteger do dos criminosos do tráfico. Só que isso ganhou asas, né?
Isso ganhou asas. A cobertura dada pela polícia à milícia, a milícia financiando campanha para eleger vereador, deputado estadual e federal, prefeito, senador, governador. Até campanha presidencial os milicianos, por vezes, têm suas preferências e botam muito dinheiro para fazer valer seus interesses. Então veja, quando a Cecília Oliveira lança um livro chamado Como Nasce o Miliciano, ela tá obviamente desvendando, olha só, ela desvenda a trajetória de Carlos Eduardo Benevides Gomes, o cabo Bené, homem que passou de policial militar a líder miliciano até ser executado numa operação policial com acesso exclusivo a documento sigilo. os depoimentos inéditos de uma persistente investigação jornalística.
A autora revela a complexa teia que transforma agentes do Estado em criminosos, expondo as alianças entre polícia, política e crime organizado que sustentam as milícias. É bom a gente saber em que lugar a gente vive, que que ameaças pairam. ou se materializam sobre nós. O a expansão e o avanço dos milicianos é algo que deveria estar no radar de todos nós, razão pela qual eu tô sugerindo aqui a leitura do livro da Cecília Oliveira. Cecília, parabéns, viu, pelo seu trabalho e pela sua coragem.
Como nasce o miliciano, a rede criminosa que cresceu dentro do estado e domina o Brasil. Veja, a gente fala muito do Rio de Janeiro com milícia. Se liga, se liga. Difícil descobrir um lugar nesse país que é imenso, aonde não haja algum miliciano, alguma organização já estruturada e antenada com os negócios ilícitos, envolvendo políticos, inclusive em nível federal. Tá bom?
Eh, deixa eu dar uma informação muito, muito, muito, muito importante. Eu vou até abrir na página aqui que eu vou indicar para vocês, porque a gente faz a checagem. Antes eu vou checar mais uma vez porque é uma dica para quem quiser fraternidade sem fronteiras. pcolabore.org. Vamos ver no que vai dar.
Apadrinhar. Pi pi pi pi po pó pó. Que mais temos aqui? Deixa eu ver se aparece na página principal a chamada para um evento que eu tô participando e que terá lugar no Rio de Janeiro. Engraçado, eu abri a página, mas não vi a primeira chamada.
A primeira chamada. Será que eles tm a lupinha que a gente vê a lupinha? Vou dar um toque no meu amigo Wagner Moura pra gente deixar isso mais as claras. De qualquer maneira, eu vou dar o recado aqui. Deixa eu ver aqui.
Imprensa. Será que sai alguma coisa na imprensa? Nós somos imprensa também. Estamos aqui fazendo eh ríes mais recentes. Cadê?
Deixa eu botar outra coisa. Evento fraternidade sem fronteiras no hotel Sheraton. evento beneficente. Eu vou falar sobre ele agora no dia 2 de agosto no Rio. Tá no Instagram.
No Instagram. Cadê? É porque eu gosto de dar informação certinha, viu, gente? Aí eu peço essa eh esses breves instantes. Ah, tá aqui, ó.
fixado na página do Instagram, no perdão, na página do Fraternidades Fraternidade Sem Fronteiras no Instagram. 2 de agosto, de 2 da tarde às 7 da noite, o evento Fraternidade é a maior fronteira do mundo. A gente tá falando, portanto, de um evento cujo valor integral com os ingressos será destinado à campanha Irmão, ajuda Irmão, em apoio aos refugiados do campo de Zaleca, no Malau. Como vocês sabem, existe, dentre os muitos trabalhos assistenciais maravilhosos do Fraternidade Sem Fronteiras, a assistência a crianças, boa parte delas órfã, mas muitas famílias num campo de refugiados na África. Eh, portanto, por ali você vai chegar a essa essas informações sobre a programação.
Lá estarão Andrei Moreira, Rossandro Clingei, Wagner Moura, Jul Vanestar, Ifa Britz, André Aguiar, Daniel Cadi. Eh, e a ideia é essa, ajudar quem mais precisa. E eu vou te explicar porque eu acho importante a gente apoiar. Vou repetir aqui. Você consegue acessar as informações sobre esse evento que terá lugar no dia 2 de agosto.
Tá perto das 2 da tarde às 7 da noite, um estirão. Fraternidade é a maior fronteira do mundo. Vai acontecer no Sheraton aqui no Rio de Janeiro, no hotel. E a ideia justamente é subsidiar um dos trabalhos mais importantes do Fraternidade. Não que os outros não sejam, mas esse é fora do Brasil, numa área de conflito, de guerra.
E num período em que Donald Trump, quando cortou os recursos de um fundo americano, o Zid, né, para dar assistência a projetos humanitários pelo mundo, diferentes presidentes americanos, republicanos e democratas sempre ajudaram. é o país mais rico do planeta e não é muito dinheiro para eles a subsidiar programas humanitários. Esse dinheiro secou, secou também a a participação que todos os países do mundo têm com organizações tipo Organização Mundial da Saúde, né, da parte dos Estados Unidos secou. Os Estados Unidos também cortaram ajuda para os programas de refugiados. das Nações Unidas.
Esse recurso, particularmente, é o que tá faltando num mega blaster, campo de refugiados, aonde o Fraternidade Sem Fronteiras atua, tá próximo. Então, a bomba explodiu. Percebe? O o Fraternidade Sem Fronteiras é mantido com ajuda de doações. Quem vai lá e quer dar uma força, coisa e tal, escolhe que projeto quer ajudar, etc.
Esse dinheiro, na verdade, não tem sido suficiente para suprir a lacuna deixada pelos Estados Unidos. Essa é essa é a eu não tô aqui politizando a questão, tô reportando fatos. Essa história do America's first, né? Estados Unidos em primeiro lugar, ele chuta o pau da barraca em relação a uma ajuda que já não era, digamos, do meu ponto de vista, substancial, mas fazia a diferença. E hoje agravou problemas que já eram bastante sérios.
Então, o que nos cabe fazer, né? Você tem algumas opções. Você pode ajudar, se você quiser, a Akur, AKNUR ACNUR, que é a agência da da ONU para refugiados, ou se você quiser, também pode ajudar com fraternidade sem fronteiras em relação a essa assistência. É tão bonito o trabalho, é tão diferenciado. Por isso eu, meus amigos Andrei Moreira, Rossandro Clinge, estaremos no dia 2 de agosto, de 2 da tarde às 7 da noite.
Todos estaremos assim realizando trabalhos, palestras, haverá música eh no Sheraton. Se você quiser saber mais informações, vai lá na página do Fraternidade Sem Fronteiras no Instagram, divulgue. Ah, não posso ir, não sou do Rio de Janeiro. Coisa tal, ajuda a divulgar. Você sabe, no Instagram tem aquele aquela setinha que você clica em cima e manda para quem você acha que tem interesse.
Isso faz a diferença. Isso ajuda quem precisa mesmo. que o grande mérito do trabalho do Wagner Moura e de uma legião de voluntários, essa eu diria o Fraternidade sem fronteira, embora o Wagner seja espírita, ele não tem uma conotação religiosa vinculada a esta ou aquela tradição. É um trabalho humanitário inspirado no amor ao próximo, vamos colocar nesses termos. E é um trabalho de muita credibilidade, porque tem muita gente fazendo o bem por aí.
Mas alguns serviços, alguns movimentos, eles estão, eu diria, bem fundamentados e lastreados em evidências do senso de urgência que justifica a existência desses trabalhos. Um Fraternidade sem Fronteira tá nessa direção. Tá bom? Um beijo aqui, ó, Wagner, Rossandro, Andrei Moreira, todos os amigos, todos os amigos que estiverem por lá. Vamos lá.
Vamos então à pergunta que nós mandamos ontem, né, para o stories do Instagram que Mr. Anderson de volta direto do Planalto da Borbora. Mr. Anderson, você que é aí da Paraíba, o Hugo Mota, né, cara, que é presidente da Câmara, você viu, né, uma reportagem, você vê a importância do jornalismo, revelou a existência de três funcionários fantasmas no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, que é da Paraíba, Hugo Moto. Ele já demitiu dois.
Não tem como. E isso vira uma bola de neve. não demiti os três, vai lá saber por deve ter um bom motivo. O fato é que a reportagem mostrou que era gente que não batia ponto, não aparecia. Aí alguém vai dizer assim: "André, mas e daí?
Isso é tão comum? Eu realmente tenho uma certa dificuldade de entender esse tipo de comentário. Você normizar o absurdo, né? Você dizer: "Mas que que problema? Por que que pegaram no pé dele?
Tem tanta gente que faz isso". Olha, na verdade ele não foi o primeiro flagrado com funcionário fantasma no gabinete. Agora, ele sendo presidente da Câmara dos Deputados, você há de convir que fica mais exposto a esse tipo de investigação, né? Quanto mais poder e visibilidade se tem, mais, eu diria, objeto de atenção você é. E aí quando a gente fala de um congresso, vamos falar só da Câmara dos Deputados, porque é o assunto aqui, que ah, desde a presidência anterior ganhou de presente uma fatia do orçamento que em nenhum lugar do mundo o parlamento tem dinheiro para gastar em emendas.
se informe, você vai ver os valores exorbitantes. E aí tem toda uma questão da gestão das contas públicas, que não é só o assunto do Congresso. O governo tem que levar a sério a austeridade, o judiciário tem que levar a sério a questão da austeridade. Vão gastando, gasta, gasta, gasta. Aí você fala eh de necessidade de arrumar a casa, né?
Tem que gastar com discernimento, com parcimônia, porque é dinheiro público. Não pode ter funcionário fantasma. Eu preciso explicar para vocês isso. Por que que a gente não deveria normatizar? Ah, mas todo parlamentar tem alguém que bota no gabinete e não trabalha.
Não, isso tem que acabar, gente, no Brasil. Isso tem que acabar. Isso nos Isso é imoral, né? nem moral que você ganhe a justa remuneração pelo trabalho que você realiza. Aí sim, se você tá ganhando dinheiro com algo que não justificou a remuneração e esse dinheiro ele é do setor público, é dinheiro dos impostos e taxas, é um dinheiro que você tá amealhando de forma irregular, não faz sentido, não é isso?
Então, a pergunta que a gente colocou lá no stories não tem nada a ver com essa história. Eu tô falando do Hugo Gumota porque é da Paraíba, onde está neste momento o Mr. Anderson, nosso operador dos assuntos internáuticos. Vamos lá. A pergunta foi: "E quando a loucura é, na verdade, a manifestação da mais pura sanidade?" Olha a pergunta que foi lançada.
E quando a loucura, botei loucura entre aspas, tá? E quando a loucura é na verdade manifestação da mais pura sanidade, vamos ver o que vocês e agradecendo a todas as participações, Mr. Anderson fez aqui a seleção de algumas questões levantadas por vocês. A primeira delas da Ana Macedo de Natal, Rio Grande do Norte. Adoro o Natal.
João Pessoa fica pertinho ali, né? A gente faz essa esse batebola. A Ana, o que é loucura para uns, para outros pode não ser? E essa definição tem régua? A Ana pescou assim, a meu ver, a essência do propósito aqui da pergunta.
Normalmente o que a gente considera loucura pode estar associado a uma ideia que nós condenamos no outro por preconceito, por não termos a coragem do outro de realizar aquele movimento, por não compreendermos a dinâmica que justificou a movimentação do outro, a escolha que o outro fez. Então, loucura vira uma um rótulo que é muito conveniente para você carimbar e dizer assim: "Isso é loucura". Vários exemplos, né? uma pessoa que resolve sair do trabalho e não tem outro trabalho em vista, mas ela provavelmente sofreu muito para chegar à conclusão de que aquele trabalho, não obstante, garantia uma renda importante, sacrificava de tal maneira sua vida pessoal e eventualmente questões outras como assédio, um ambiente tóxico, etc. A pessoa diz: "Não quero, não posso continuar por aqui." Então isso é loucura, rapaz.
Você vai sair do trabalho, como é que você vai viver? As pessoas, isso aí é louco, saiu do trabalho ou uma pessoa que resolva eh conversar com seu parceiro ou parceiro e dizer: "Olha, e a nossa história não tá fazendo mais sentido para mim, né?" Então, um casamento desfeito é sempre muito doloroso, é um movimento muito difícil, mas por vezes é constata-se que aquilo não tá dando certo mesmo, né? E tá infringindo problemas adicionais na relação. E aí, como é que fica? Aí a pessoa vai dizer: "Você é louco, esse casamento você já chegou até aqui, x anos de casado, que que você vai fazer da tua vida?" Pessoa: "Não, eu tô fazendo o que eu acho que é o certo nesse momento.
E não tô fazendo por vingança, não tô fazendo por mágo ou ressentimento, eu tô fazendo porque eu constatei algo que não tá legal". Enfim, são muitos os exemplos, né? Então, eu acho que a Ana cravou aqui. Essa definição tem régua? Cada um precisa ter a clareza do movimento que realiza.
E se os outros chamarem o movimento que você tá fazendo de loucura, o problema é dos outros. O Brasil, particularmente, não é um problema só do Brasil. É um país fértil de gente que adora criticar os outros sem olhar no espelho. Adora levantar todos os porens. as contradições, as dificuldades que todos temos, mas o foco é outro, não você próprio.
E quando o outro toma uma decisão que lhe cause estranhamento, você se sente no direito de eventualmente chamar essa pessoa de louca. O que a meu ver é, embora seja humano, isso é algo que saiu do padrão normal. Alguém que você veja que agiu de uma forma que você não compreende de imediato porque aquela pessoa fez aquilo. Aí vem o escapismo. Você já que eu não posso definir, já que eu não consigo entender e não consegue mesmo que você não tá na pele do outro, você não tá na vivendo o que o outro tá vivendo, você não tem esse direito, penso eu.
Aí você sai assim, é louco. É louco. Verônica Coelho. É insanidade acreditar em previsões catastróficas anunciadas ou medo? Olha, quando você fala acreditar em previsões catastróficas é de cada um, como é que você vai arbitrar o que merece crédito ou não merece crédito?
Então, tem um conjunto de variáveis aí. Qual é a fonte da informação? que nível de importância se deve dar a ela? Lembrando que todos somos humanos e que mesmo previsões assinadas por pessoas que já acertaram antes, não necessariamente aquilo haverá de acontecer do jeito que ela descreveu, porque somos todos imperfeitos. Isso vale também pros profetas, né?
os oráculos da modernidade. Agora, não di que insanidade. Eu acho que existem pessoas que têm a propensão de acreditar nesse tipo de informação. Parece que elas têm prazer em dizer assim: "Nossa, fulano falou que o mundo não passa de 2020 e tal". fulano falou que a é o mundo de regeneração vai começar em 2060 e não sei quanto.
Aí você cada um com seu cada um se fixa naquilo por motivos, sei lá quais sejam, te apraz acreditar naquilo. Larguma razão mórbida ou não. Prazer mesmo. Você você abraça aquilo. Ih, você viu, cara, o que que ele falou?
Você viu o que que saiu ali? Tão dizendo o quê? Falaram o quê? Disseram o quê, né? Eu confesso, e isso tem muito a ver com a minha profissão, né?
No jornalismo a gente precisa ter muito cuidado com aquilo que a gente vai reportar como digno de credibilidade. Você tem que checar, tem que checar a fonte. Agora, insanidade, acreditar em previsões catastróficas, não sei, nem sempre. Aliás, o conceito é meio subjetivo. Tem uma passagem de um livro da série psicológica de Joana de Angeles pela mediunidade de Divaldo Franco, em que Joana diz que ao longo de um dia nós oscilamos várias e várias vezes momentos de sanidade e de insanidade, quando o pensamento da gente é claro, quando a gente tá, eu diria, muito afeito a análises cautelosas, racionais e momentos do dia que você tá, eu diria, muito sintonizando com aquilo que não tem uma boa fundamentação, aquilo que você se deixa levar por invigilância, né?
Entendeu, Verônica? Previsão catastrófica. A gente tem que entender porque que certas pessoas são particularmente vulneráveis a esse tipo de informação. Por que que elas acolhem isso tão rapidamente e por vezes tomam aquilo como algo norteador de rumo, né? Definidor de escolhas que você haverá de fazer.
Essa essa é a pergunta que eu a partir da sua questão faço, né? que leva alguém a se sentir tão afeito a esse gênero de informação, sem desconfiar e sem colocar as barbas de molho, né? Porque erram para burro. Nossa. Suelide Fátima, querido André, como manter a sanidade diante de tanta loucura ao nosso redor?
Loucura mais uma vez é uma palavra que a gente sempre vai ter ele, me parece deu essa conotação. Não é a patologia de ordem mental ou nem sempre é, mas essa turbulência motivada por questões que a gente não consegue perceber uma racionalidade, bom senso, né? Uma forma, digamos bem desenhada que faça sentido, né? Por exemplo, é o noticiário de agora. A contabilidade do número de pessoas assassinadas na faixa de Gaza apenas e tão somente porque estavam no lugar aonde prometeram dar comida.
a tal ajuda humanitária que não merece esse título, organizada por uma instituição escolhida de comum acordo entre Israel e Estados Unidos, estão matando. Mas assim, é tiro de rifle. os desesperados que estaríamos nós lá desesperados na situação desses palestinos sem ter o que comer há semanas ou meses. Estão comendo farinha, sabe? Estão bebendo água que não tem qualidade, já estão acometidos de patologias associadas à inanição, sistema imunológico bem fragilizado.
Aquilo é uma loucura. no sentido figurado, aquilo é uma loucura. Então, veja, nós estamos vivendo um momento de perplexidade diante de situações que escapam a uma racionalidade. Aquilo não faz sentido. Cadê o bom senso?
E nesse caso específico que eu citei, a o mínimo de humanidade. Humanidade. Aí você pergunta, Sueli, como manter a sanidade? Vamos evocar aqui o evangelho do Cristo. Vigiai e orai.
A prece nos ajuda. A meditação nos ajuda. Conversar com pessoas que não sejam tóxicas, que saibam escutar e que consigam trocar ideia com você sobre as questões que nos afligem. Uma boa conversa. um desabafo, uma ajuda psicológica.
Psicologia não é só para quem tem problema mental, não. Psicologia é uma ferramenta de autoconhecimento. A gente fala isso sempre aqui, ajuda muito. Enfim, existem várias fazer exercício físico, manter a saúde física, mental, espiritual. Isso nos traz melhores condições de navegabilidade num cenário hostil.
Carla Anderline Camp. mediunidade e esquizofrenia podem se confundir. A questão é que a o esquizofrênico ele tem alucinações. Ele tem alucinações. Portanto, essa porta tá aberta com inconsciente.
É como sonhar acordado numa comparação que eu não acho boa, mas me ocorreu aqui. Então, eu vou dar um exemplo. O estudo recente que foi feito e a gente deu publicidade aqui por pesquisadores da USP, da Federal de Juiz de Fora e de outros lugares do Brasil, que mostrou que existe um componente genético mais presente em médiuns do que em não médiuns. Não sei se lembra que a gente falou isso. Tem muita repercussão isso, essa notícia.
Eles na hora de escolher o público alvo da pesquisa, o público alvo são médiuns reconhecidos pela comunidade espiritual aonde eles estavam, estão atuando por um tempo mínimo, que eu não me lembro se era 10 ou 15 anos, reconhecidamente importante no exercício da tarefa mediúnica e passava-se por um rigoroso exame de saúde para não constatar nenhuma patologia de ordem mental, inclusive a esquizofrenia que poderia contaminar o resultado da pesquisa, que a pessoa tá dizendo que tá vendo, tá ouvindo, quando ela não está vendo e não está ouvindo de verdade, né? Já é o efeito da patologia. Agora, eventualmente sim, existe uma intercorrência, pode existir uma intercorrência de algum tipo de assédio espiritual e o portador de esquizofrenia. Para isso, eu deveria fazer consultas à minha literatura aqui para dar uma resposta assertiva. No primeiro momento, sem o amparo da boa literatura a respeito, eu diria que sim, é possível que haja alguma intercorrência, mas o esquizofrênico, ele tá com essa porteira aberta para o inconsciente.
E isso é algo que configura uma patologia. Alexandre Anselmo. Alê, acho que é tu, né? Se tiver outro Alexandre Anselmo, receba meu beijo também. Aspas, o louco perde tudo, menos a razão.
Fecha aspas. Seria loucura o pino da panela de pressão que salva. Olha, essa é uma questão tão bonita colocada por você da forma como você colocou. Eu de fato tô inclinado a acreditar que quando existe um aspecto de certas loucuras diagnosticadas assim que não deixa de ser, eu preciso ser bem entendido no que eu vou falar, que eu não vou exaltar a loucura não, mas eu vou reconhecer que a loucura configura por vezes uma libertação de certos condicionamentos que são aprisionadores, são, eu diria, travas, né, para o espírito imortal, né? Eu preciso ser bem entendido.
Eu não sei se eu vou conseguir me expressar bem. Eu não sou a favor da loucura. Eu sou a favor do exercício pleno da sua experiência de ser. Então, quando a loucura permite que essas travas desapareçam, que essas inibições, esses medos, essas esses condicionamentos deixem de existir, tem esse componente libertador. Tem esse componente.
Eh, deixa eu falar para vocês porque que eu escolhi esse tema. Eu cometi uma loucura dias atrás quando decidi acompanhar com parcas chances de êxito, o meu time do coração nesse campeonato da FIFA. E na cara e na coragem, tinha férias, dias de férias vencidos e compensei esses dias de férias agora. tá compensando. Sabia que ia ser algo eh porque toda viagem programada em cima da hora, ela tem inúmeras questões negativas, né, do ponto de vista logístico, do ponto de vista de custo, né?
E eu sabia, não é não foi algo movido pela racionalidade, entendeu? Não foi algo que eu dissesse assim, não, porque o bom senso recomenda não. Eu segui um coração de um jovem que eu já fui e que gostava de torcer indo a todos os jogos, etc. Eu falei: "Eu vou, vou ver de perto". E resolvi, cara.
E e não me arrependo porque lá eu encontrei outros malucos, fiz amigos, reencontrei amigos. Cláudia que é botafoguense, deu uma força pro pro Flusão também. E obviamente minha viagem pautada para ver o meu time, a semifinal, sem saber quem ia pra semifinal e a final resolvi agora o pacote completo. Vou nessa. Vamos que vamos.
Deu tempo. Dia três museus diferentes. A Cláudia adora essa programação cultural. É. Verão, no hemisfério norte andamos muito.
É tênis velho, calça curta, bermuda, bebendo água quando dá para seguir viagem e curtir andanças, né? Andanças e e tudo isso vivenciando outra cultura, né? Outra cultura. No caso, numa parte dos Estados Unidos, que é um lugar que eu não gostaria de ir agora, obviamente, por várias razões, onde a gente pode ver de perto todo o estigma dos imigrantes. Isso também do ponto de vista jornalístico e humanitário, para mim foi importante.
Eh, o o pesadelo que os imigrantes estão sofrendo naquela parte do mundo foi tangibilizado. Então, até desse ponto de vista, para mim foi importante sentir de perto esse medo, essa paura de uma força de trabalho enorme de imigrante que tá com medo de no meio do dia, no seu ambiente de trabalho, entrar uma força tarefa que eles chamam de pega você, bota você na prisão sem mandar de prisão, sabe? Sem advogado entrar no circuito. Já levantaram tua ficha, já julgaram você e você ficou com a tua casa lá, com as suas contas para pagar a tua família. Isso tá acontecendo hoje naquele país, né?
Então, eh, eu diria que uma vez eu conversei com uma psicóloga que disse assim: "Existe uma rota terapêutica que vai apresentando várias facetas de você. Então, no meu caso, teria o André criança, o André adolescente, o André jovem, o André adulto, o André profissional, o André imaturo, o André que tem medo, o André, você vai como se fosse carta de baralho, como se fosse um tarô com cada arquétipo, né? Você vai tendo lá cada persona que te compõe e a terapia vai conversando ou dialogando com cada uma das cartas, dependendo do momento da tua vida. Pois bem, eu resolvi dar valor a uma carta que não é a carta prevalente, aquela que sobressai, aquela que tá na maior parte do tempo sendo lembrada ou referenciada. Eu resolvi puxar no fundo do baralho a carta que também sou eu.
E eu não escondo. Assim, quem acompanha o papo das desde o início sabe, eu não simulo aqui ser o que eu não sou. Eu tenho defeitos, imperfeições, idiossincrasias. Eh, não me coloco numa prateleira que não me pertence. recrimino sempre com educação e carinho quando surge o ensejo.
Quem me coloca num nível que não é o meu de, eu diria, rodagem, não é rodagem de sabedoria ou de quilometragem espiritual, não. Eu já escrevi, já fiz, já fiz texto e já fiz capítulo de livro falando, já fiz o estudo aqui, a coragem de ser imperfeito. Vocês se lembram desse estudo? a coragem de serem perfeitos. A gente é o que é e a gente não vai se confortar dizendo: "Eu sou isso".
Você vai lapidando, elaborando em cada momento da existência aquilo que lhe parece mais urgente de ser trabalhado, sem falciar a realidade, sem fingir o que você não é. É a minha opinião sobre esse assunto. 10 horas em ponto. Peço desculpas aos amigos do YouTube porque hoje a culpa foi minha. Hoje o o aparelho, só agora o bichinho tá com 100% de bateria.
Quando eu ia começar o papo tava zero, porque eu não deixei na tomada. Fiquem com Deus. Ótimo dia para todos e todas. Até sexta-feira com mais um papo das 9 ao vivaço, direto do meu cafo aqui em Laranjeiras. Valeu, tudo de bom.
