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Por que rezar tornou-se ainda mais importante? | Papo das 9 #936

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A prece é uma luzinha que acendemos em nossa caminhada. Empress vou seguindo os meus caminhos, sem temer os perigos da estrada. Os problemas tão difíceis não se acabam, mas a prece me aquece o coração. Vou seguindo paciente na esperança. Ei de encontrar uma boa solução. Bom dia a todas e todos. É um prazer tá começando mais um papo das alivaço, direto do meu cafo em Laranjeiras. Já estamos no inverno, em alguns lugares do Brasil friozinho. Nosso coração impress pelo Rio Grande do Sul, novamente acometido de enchentes e vulnerabilidades que eventualmente não deveriam estar acontecendo um ano depois da tragédia, mas isso é outro assunto.

Eu queria apenas enfatizar que o papo das 9 de hoje é totalmente consagrado a ferramenta utilíssima, urgente, necessária da prece. Eu tenho intuitivamente sentido a necessidade de turbinar as minhas orações. Isso se deve basicamente a dois fatores. O primeiro deles, nós estamos aqui vivendo a emergência da transição planetária, um período muito turbulento. a gente tá vendo, digamos, uma confusão, um entrechoque, por vezes violento, de ideias e de posicionamentos, uma dificuldade de harmonizar interesses, de promover o diálogo, de construir rotas de convergência.

Vocês devem estar percebendo, é um período em que nós estamos sendo sacolejados por realidades que são hostis ao nosso equilíbrio, a nossa resiliência psíquica, emocional. E agravando isso, penso eu, nós estamos vendo nações importantes do planeta com uma safra de lideranças muito pouco afeitas a construção de uma cultura de paz, a cooperação internacional. Eu vou ficar aqui apenas em três exemplos, poderia dar mais. Estou falando de uma liderança muito tóxica e nefasta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ontem bombardeou instalações nucleares do Irã.

E isso, segundo vários analistas que eu respeito, significa foi o primeiro ataque dos Estados Unidos contra aquele país desde 1979 na Revolução Islâmica do Ayatoláini. é uma, aquilo é um barril de pólvora. O Oriente Médio, é um lugar do mundo que não se faz o que os Estados Unidos fizeram ontem, sem perceber o risco iminente de uma contaminação da crise do conflito entre Israel e Irã se expandir por outras nações fortemente militarizadas. Donald Trump, portanto, criticado inclusive por membros do próprio partido, por seguidores e apoiadores dele, cruzou essa linha psicológica da razoabilidade de não botar a mão nesse vespiro e botou.

Eu também destacaria a liderança tóxica e nefasta de Benjamin Netniarro, que está à frente de Israel e continua num movimento, eu diria, extremamente condenável do ponto de vista humanista. ético, moral, de dizimar a população de Gaza, a população civil, fora outras ações beligerantes contra outros grupos. E Vladimir Putin na Rússia, que iniciou uma guerra, que já passou 3 anos desse conflito contra a Ucrânia. Tudo isso para dizer o quê? O papo das ve de hoje é no sentido da gente perceber a oração, a prece como uma ferramenta utilíssima pra gente se harmonizar, se equilibrar e interceder positivamente em favor de uma harmonia universal, de um equilíbrio universal.

Eu, obviamente, na condição de espírita, sou suspeito para falar da doutrina espírita no capítulo das preces, porque é um dos temas sobre os quais, me parece, o espiritismo traz informações utilíssimas pra gente compreender os bastidores da prece, o que que ocorre no momento da prece, qual é a efetividade da prece. Isso é tão importante, penso eu, particularmente nesse momento, pelas razões que eu expus, a gente precisa orar muito pela paz. A gente precisa orar muito para fazer a transição planetária sem tantos sacos ou turbulências desnecessárias. O Espiritismo tem cinco obras básicas. Uma delas é o Evangelho Segundo Espiritismo.

Evangelho Segundo Espiritismo tem um capítulo inteiro, inteiro, que é o capítulo 27 intitulado Pedi e obtereis para você. Assim, o que que é o Evangelho Segundo o Espiritismo? Você vai ter passagens dos evangelistas reportando o que disse ou que fez Jesus, aonde estão os conteúdos morais do evangelho. E nesses conteúdos morais há, digamos, a leitura, a interpretação, as análises, as explicações dadas por espíritos de luz que foram selecionados suas mensagens. por Kardec e publicadas nessa obra. Então, vamos lá. Eu vou aqui primeiro reproduzir os trechos do Evangelho que foram selecionados para essa obra e que reportam o que Jesus teria dito segundo os evangelistas sobre a prece. é o assunto nosso hoje.

Ah, André, mas eu já rezo, gente. A gente precisa a gente precisa prestar atenção na qualidade da prece e compreender a efetividade da oração para transformar aquilo que a gente num primeiro momento não tem à mão, os recursos necessários para operar essa mudança. Vamos lá. Isso aqui, logo na abertura do capítulo 27 do Evangelho, tem a mensagem de São Mateus. Mateus, o evangelista Mateus, reproduzindo Jesus. Jesus teria dito segundo Mateus: "Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas que afetadamente oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens." Digo-vos em verdade que eles já receberam sua recompensa.

Quando quiserdes orar, entrai no vosso quarto e fechado a porta, orai a vosso Pai em segredo, em secreto. E vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa. Olha isso aqui. Ah, André, mas e daí? E daí que essa passagem do Evangelho, ela resume um ponto capital da aversão absoluta que os chamados doutores da lei, que representavam as escrituras sagradas para os hebreus e que tinham exatamente todo um teatro, a liturgia da fé, os rituais a forma correta de se procurar a Deus. Assim, quando a gente diz que Jesus, em certa medida estabeleceu a partir do evangelho uma revolução de pensamento e de conduta, isso também alcançou o universo no qual ele estava inserido.

Jesus era judeu. Isso não foi pouca coisa. E nos interessa aqui beber desse dessa mensagem. Em que sentido nós vamos trazer aqui pro Brasil hoje, vamos trazer pra nossa realidade. Ainda é muito presente em nós, porque isso vem de longe, é de uma cultura ancestral, muito antes de Jesus, a ideia de que existem certas premissas para você orar. É como se fosse assim um uma um teatro que precisa ter cenografia, figurino, luz, som. Você precisa ter uma produção que permita a tua comunicação com plano superior, vamos chamar assim. E Jesus demole essa tese. Ele demole essa tese.

Então, preciso reconhecer o mérito, o mérito de Jesus no sentido de nos libertar do julgo de certas linhas sacerdotais, certas formas que são muito poderosas ainda hoje em dia, eh, de estabelecer como o contato com Deus deve se dar. Invariavelmente essas lideranças sacerdotais se colocam como intermediário. Se não for por mim, não vai lá.

Se você não vier na igreja, se você não vier no dia certo, se você não vier vestido do jeito certo, se você não der o dízimo, se você não se credenciar, se matricular no cursinho tal para aprender como é que faz, gente, Jesus há mais de 2000 anos nos libertou dos dogmas e do chamado, vamos dizer assim, eu gosto dessa expressão, do teatro da fé, tem que vir de dentro. Então ele diz: "Quando quiserdes orar, entrai no vosso quarto e fechada a porta, orai ao vosso pai em segredo. E vosso pai que o vê, que vê o que se passa em segredo, vos dará recompensa." Então, primeiro o seguinte, é um papo teu com Deus ou com a tua ideia de Deus. Ninguém tem nada a ver com isso. Por que o quarto?

Por que em segredo? Porque nós estamos na matéria e nós precisamos entender que prece é sintonia. Prece não é receita de bolo que você vai ler as palavrinhas e vai achar que as palavrinhas mágicas vão estabelecer esse contato. Prece tem que vir de dentro. Não é a quantidade de palavras, é a qualidade do pensamento e da emoção embutida em cada palavra. Você pode fazer uma prece curtinha, mas ela tá plena de significado e ela faz reverberar o teu coração. Ela muda a tua vibração, ela coloca você numa outra sintonia. Isso é uma prece de verdade. Isso faz a diferença, como a gente vai demonstrar aqui.

Portanto, veja, logo na largada do capítulo 27 do Evangelho Segundo o Espiritismo, um capítulo inteiro dedicado à prece, há uma explicação tácita de Jesus, segundo Mateus. Faz do teu jeito, mas faz bem feito e faz com coração. Esse recolhimento ajuda. Não é uma condição inexorável, é uma forma de você se posicionar diante dessa força superior. E isso faz a diferença. Ainda na mesma passagem de Mateus, não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é, do que é que tendes necessidade antes que lhe peçais.

Isso é muito interessante, né? Porque a gente às vezes tem ilusão de dizer: "Eu vou fazer uma prece para Deus prestar atenção na minha dor, para Deus prestar atenção como é que eu tô lidando com essa situação terrível. Deus precisa saber. Eu vou fazer uma prece. Deus ou essa força superior já sabe. Deus é onipresente. Deus tá tá em você, tá em mim. Deus tá aqui. Deus tá aqui. Deus já sabe. A prece não tem a função de informar a Deus. Alô, Deus, se liga aí, Deus. Tô sofrendo, tá difícil. Cadê você? Não, Deus sabe. É tão interessante a gente pensar no contexto em que a prece ocorre. A função da prece não é despertar a atenção do divino para nós.

A função da prece é que nós nos habilitemos a estabelecer essa conexão com esse plano superior e a partir dessa conexão a gente se beneficiar do que já está colocado. Só que a gente não consegue perceber, a gente não consegue de alguma forma interagir, porque a gente tá todo obnubilado pelas demandas da matéria e do presente o tempo todo. questões que estão pedindo atenção imediata e você vai se dispersando e no final do dia cansado, sonolento, você vai fazer uma prece chulé, uma prece que não cumpre a função de elevar o teu pensamento, o meu pensamento, estabelecendo a conexão com um Deus que já te conhece melhor do que você, com Deus que já sabe o que você precisa.

Mas não é ele que tem que tá atento a você, é você que tem que estar conectado com essa força superior para se beneficiar do que a prece propia. A gente vai falar sobre isso. Outro ponto que Jesus deixou muito claro e aqui já pela forma com que Marcos explicou nos Evangelhos. Quando for orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoa esse alguém, a fim de que vosso Pai, que está nos céus também vos perdoe. Se não perdoardes, vosso Pai, que está no céu, também não vos perdoará os pecados. Isso é é Jesus numa linguagem que fazia sentido à época. A gente precisa deixar claro isso, né?

Então, a pessoa tá lá eh querendo ajuda, ela tá querendo coragem, ela tá querendo proteção, ela tá querendo a intervenção divina por alguma razão. E aí Jesus diz: "Ó, quando for orar, se se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoa-lhe, a fim de que vosso Pai, que estais nos céus também vos perdoe os vossos pecados." Que que isso significa? A luz do Espiritismo para mim faz todo sentido. Qual é a função do perdão antes de orar? Por que que a gente, antes de elevar o pensamento em prece deve fazer um exame de consciência para ver se há alguma pendência que acomete a o nosso coração, que perturba a nossa consciência?

Aquela sensação de ter faltado com alguém, de ter falhado com alguém, de ter prejudicado alguém, de estar em situação de desvantagem moral, porque você causou um dano, causou um mal. Aí a pessoa eleva o pensamento. O que Jesus tá colocando em bom português é que nessa condição de vulnerabilidade moral, quando a gente se sente endividado perante o outro e a nossa consciência acusa, a qualidade da prece fica prejudicada porque a gente não consegue elevar efetivamente o nosso pensamento a Deus. É como se fosse um problema assim de altímetro, né, que mede a altitude.

O altímetro da pessoa que tá experimentando uma crise de consciência por um mal causado a outrem, ele não permite grandes voos, né? O altímetro diz assim: "Até aqui você vai, filho, daí paraa frente a coisa não rende, não anda". Por quê? Porque pesa, pesa na consciência, pesa na alma. Então Jesus tá dizendo, alguém, perdoa esse alguém, a fim de que vosso Pai que estáis nos céus também vos perdoe dos vossos pecados. Na verdade, penso eu, aqui vai uma digressão minha. Jesus, quando eu falei, é, é um discurso que tem a ver com aquela época, para aquelas pessoas humildes e simples.

Hoje, talvez entendendo o espiritismo como uma religião cósmica universal, o espiritismo se presta a toda e qualquer tradição mística, religiosa, nos seus fundamentos. A questão é a seguinte: se Deus é onipresente, Deus está dentro de nós. E o Deus que está dentro de nós conflita com a ideia de algo que nos constrange moralmente por nossa culpa, por nossa falha, por nossa limitação, por nossa imperfeição. Elevar o pensamento é algo incompatível, portanto, é algo incompatível com essa situação pendente.

Eu discuti com fulano, eu fui rancoroso, eu me excedi no uso das palavras, eu briguei à toa, eu elevei o tom de voz em público, eu determinei que uma pessoa, da forma como eu me discuti com ela, fosse humilhada. Aí depois você vai pedir luz a Deus, você vai pedir não se reconcilia, ajusta a tua vibração, estabelece a melhor sintonia cuidando da tua vibração. Aqui no livro Sabedoria no dia a dia, eu volto pro Evangelho já já. A gente pegou uma uma mensagem do pastorino no livro Minutos de Sabedoria e fizemos uma rápida digressão, capítulo 12 diz assim: "Issoí é pastorino no livro Minutos de Sabedoria.

Nossa mente é um aparelho de rádio que transmite nossos pensamentos e recebe os pensamentos alheios. Mas só receberemos os pensamentos que quisermos. Depende de nós fixarmos nossa mente numa faixa elevada de vibrações de bondade e amor, para que só sejamos atingidos por pensamentos idênticos. Dessa maneira, nenhum pensamento de maldade, de enfermidade nos poderá atingir. Isso foi pastoro. Num outro livro dele que eu coloquei aqui na minha digressão sobre essa mensagem técnica da mediunidade, o que diz pastorino? O que eleva a frequência vibratória do pensamento é o amor desinteressado. Abaixa as vibrações tudo que seja contrário ao amor.

Raiva, ressentimento, mágoa, tristeza, indiferença, egoísmo, vaidade, enfim, qualquer coisa que exprima separação e isolamento. E aí no outro trecho desse livro Técnica da Mediunidade, Pastorino diz: "A prece não pode científica e matematicamente atingir os planos que desejamos porque estamos desintonizados. Da mesma forma que um rádio só de ondas curtas não pode captar os sinais das ondas longas e vice-versa. Gente, olha, o espiritismo ele traz, digamos assim, um embasamento científico para alguns princípios caros as escrituras. Então, quando Jesus diz, "Vai lá e perdoa". Ele tá dizendo assim: "Qualifica a tua sintonia. Você tá prejudicado pelo mal que você fez.

E isso tá pesando, isso tá prejudicando, isso tá dificultando o contato com o plano superior. Bom, voltando aqui pro capítulo 27 do Evangelho Segundo Espiritismo, há outros trechos, eu não vou ler todos, que me parecem bem inspiradores pro estudo que a gente tá fazendo aqui. Olha só. Concedido vos será o que quer que pedirdes pela prece. Forei lógico deduzir que basta pedir para obter. E for injusto acusar a previdência, senão a sede a toda súplica que se lhe faça, uma vez que ela sabe melhor do que todos nós a providência, o que é bom para nosso bem. O que tá sendo dito aqui é o seguinte: pedir obtereis não deve ser entendido ao pé da letra.

Quando você julga que você precisa muito dentro do seu senso de justiça, que uma determinada coisa ocorra e você pede fervorosamente a Deus e isso não acontece, muitos se rebelam contra Deus dizendo: "Poxa, para mim faria toda a diferença. Poxa, é uma questão tão lógica para mim que isso acontecesse. A minha visão de justiça passa por isso que Deus não nos dá. E aí a visão espírita se alarga na direção daquilo que é nem tudo o que a gente pede nos favorece. Ah, mas eu tenho certeza que seria bom para mim.

Você pode ter essa certeza, mas a sabedoria divina consegue vislumbrar com muito mais acuidade, horizonte que a gente não alcança, em que aquilo que você pede para hoje acontecer e que você acha que é bom para você representará um atraso, um mal, um problema para sua atual encarnação. Razão pela qual esse pedido não será atendido, mas não significa que a prece não foi ouvida. Vamos lá. É como procede um pai criterioso que recusa ao filho que seja contrário aos seus interesses. Em geral, o homem vê apenas o presente. Ora, se o sofrimento é de utilidade para sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa que o doente sofra as dores de uma cirurgia que lhe trará a cura.

É esse o ponto. E aí tem aqui um exemplo nesse capítulo. Um homem se acha perdido no deserto e a sede o martiriza terrivelmente. Desfalecido, o homem cai por terra, pede a Deus que o assista e espera. Nenhum anjo lhe virá de beber. Contudo, um bom espírito lhe sugere a ideia de se levantar. e tomar um dos caminhos que tem diante de si. Por um movimento maquinal, reunindo todas as forças que lhe restam, ele se ergue, caminha e descobre ao longe um regato. Ao avistá-lo, ganha coragem. Se tem fé, exclamará: "Obrigado, meu Deus, pela ideia que me inspiraste e pela força que me deste. Se lhe falta fé, exclamará: Que boa ideia eu tive!

Que sorte a minha de tomar o caminho da direita em vez da esquerda. O acaso às vezes nos serve admiravelmente. Quanto me felicito pela minha coragem, por não ter me deixado abater. Cada um vai interpretar de um jeito. O fato é que Deus, na nossa visão de Deus, que é uma força cósmica, universal, uma energia, uma força suprema, né? A gente fala de Deus, parece que é uma singularidade assim, uma uma um ente à parte. Deus é Deus tá aqui, ó. Deus é tudo. O universo é amor. A evolução nos precipita na direção da realização dos projetos mais importantes, que é a saúde integral, a felicidade, a paz suprema. A gente chega lá e a prece faz parte da nossa jornada.

Ocorre que pedir que Deus faça significa em bom português o seguinte, que Deus opere em nós a partir da coragem, da determinação, da disciplina, da superação, da sublimação dos problemas, que a gente realize o movimento que importa, porque Deus delega, eu falo sempre isso, Deus terceiriza, ele não se interpõe dizendo assim: "Deixa comigo, você rezou". Sabe aquela aquele sambinha que diz assim: "Foram me chamar, eu estou aqui". Que que? Não é assim. Não é assim. Eh, foram me chamar, eu estou aqui para te estimular a fazer as escolhas que te beneficiam, mas o mérito precisa ser seu.

Bom, seguindo em frente, aí vem, gente, olha, penso eu, o espiritismo desidrata o aspecto ritualístico e litúrgico da prece. O espiritismo traz assim, ó, sá, o que é a prece do ponto de vista desse mecanismo sideral. Tá lá ação da prece, transmissão de pensamento no capítulo 27, que é o capítulo inteiro do evangelho que debruça-se sobre isso. Olha só como é que é direto o assunto. Isso aqui é Kardec, cara. A prece é uma invocação mediante a qual o homem entra pelo pensamento em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento ou um louvor, uma glorificação. Podemos orar por nós ou por outros, pelos vivos ou pelos mortos.

As preces feitas a Deus escutam-nas os espíritos incumbidos da execução de suas vontades. Esse é um mecanismo muito interessante que a literatura espírita explicita. Das preces que alcançam as melhores frequências, chegam onde devem e a resposta é imediata. As preces que se dirigem aos bons espíritos são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, falo recorrendo a intermediários, a intercessores, porquanto nada sucede sem a vontade de Deus. O espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento, quer no caso em que o ser a quem oramos acuda ao nosso apelo, quer no que apenas lhe chegue o nosso pensamento.

Para aprendermos o que ocorre em tal circunstância, precisamos conceber mergulhados no fluido universal que ocupa o espaço. Todos os seres encarnados e desencarnados, tal qual nos achamos neste mundo dentro da atmosfera, estamos todos mergulhados no fluído universal. Esse fluído recebe da vontade uma impulsão. Vai vendo as etapas. É como se estivéssemos todos imersos num grande oceano, OK? Que é o fluido cósmico universal. Isso aí é um capítulo, é até um tanto complexo, mas mostra como todos nós estamos imersos nessa, na falta de uma palavra melhor, vou chamar de substância. E esse fluido recebe da vontade uma impulsão. Ele é o veículo do pensamento, como o ar é do som.

Vocês estão me escutando aí? Porque a minha vontade de falar emite o som. E o som é propagado pelo ar. Você não tá vendo o ar, mas ele tá aqui. Da mesma forma se dá o fluído cósmico universal. A gente não tá vendo, mas ele tá aqui. Quando você reze, você pela ação da vontade projeta o seu pensamento com firmeza. Ele encontra no fluído cósmico universal exatamente essa esse veículo é o veículo de transmissão da prece, é o fluido cósmico universal, é o veículo do pensamento, como o ar é o do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluído universal se estendem ao infinito.

Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço encarnado, para desencarnado ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento como o ar transmite o som. Gente, isso é física. Isso é é a visão espírita do mecanismo da prece. O pensamento não é uma abstração. Quando você pensa, quando você firma o pensamento, esse pensamento é envolvido numa emoção genuína. Isso tem força e direção. Isso rasga os céus. Isso é impulsionado pelo fluido. O veículo da transmissão do pensamento é o fluido universal e vai alcançar o destino. Esse é o ponto. A prece tem endereço certo sempre. Aí tem outro trecho.

São muitos os não vou ler todos. Eu sugiro que vocês leiam. Mas pela prece obtém o homem o concurso dos bons espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe ideias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária para vencer as dificuldades, a volver ao caminho reto que deste se afastou. Por esse meio pode também desviar de si os males que atraía pelas suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, vê arruinada a sua saúde em consequência de excessos a que se entregou e arrasta até o termo dos seus dias uma vida de sofrimento. Terá ele o direito de queixar-se se não obtiver a cura que deseja?

Não, pois que houvera podido encontrar na prece a força de resistir às tentações. Então, o que tá sendo dito aqui é o seguinte: A prece é uma ferramenta fantástica pra gente se reportar pela ação da vontade a Deus uma força superior. Você pode pedir, você pode agradecer e você pode louvar. Você pode fazer uma vibração de agradecimento profundo, de gratidão a tudo aquilo que você reconhece como importante na tua vida e que não acontece por obra do acaso e que obviamente guarda a relação com méritos pessoais e com a intercessão divina. Sempre nada acontece à revelia da vontade de Deus. Então, a prece é um contato que nos anima, encoraja, fortalece, protege.

Imagina o poder da prece no mundo de provas e expiações num período de transição planetária, num momento em que temos os senhores da guerra de maneira irresponsável e assodada, agravando o estado beligerante no tabuleiro já tenso da geopolítica internacional. Gente, o papo das ve de hoje tem o único propósito de estimular em mim, fazendo esse estudo, nossa, minha prece deu, ó, uma turminada boa. Sério, estudar o fenômeno da prece nos ajuda a rezar melhor, a estabelecer uma sintonia mais qualificada para obter aquilo que você deseja. Pedir e obtereis. Isso é muito sério. Não tem aqui mistificação, sabe? Superstição. O espiritismo assenta o capítulo da prece que é ancestral.

O espiritismo do século XIX sempre houve o mecanismo da prece, mas eu acho bonita a forma como a doutrina espírita embasa, fundamenta, elucida os mecanismos através do quais a prece se resolve no dia a dia. E a gente vai ver na literatura espírita, interessante, e tem várias passagens aqui que eu acho interessante. Por exemplo, no livro Mecanismos da Mediunidade, André Luiz ditou essa obra por dois médiuns distintos, Francisco Cândido Xavier e Valdo Vieira. Olha que interessante, eu sempre gosto de lembrar quando eu cito essa obra, foi a convite de André Luiz que Chico Xavier e Valdo Vieira receberam os textos deste livro em noites de quintas e terças-feiras na cidade de Uberaba.

O prefácio é de Emanuel. Os capítulos pares foram recebidos por Chico Xavier. O prefácio de André Luiz e os capítulos ímpares foram recebidos pelo Valdo Vieira. E o livro tem organicidade. O livro ele não é picotado. O livro é uma obra de um autor através de dois médiuns. É mais uma daquelas situações que você fala: "Cara, como isso foi possível? Como é que isso acontece?" Então, vamos lá. O que que eu destaquei aqui da obra que eu achei interessante? Olha que legal.

Eh, aqui na nessa edição, na página 179, no circuito de forças estabelecidos com a oração, a alma não apenas se predispõe a regenerar o equilíbrio das células físicas viciadas ou exaustas, através do influxo das energias renovadoras que incorpora espontaneamente, assimilando os raios da vida mais alta. alta a que se dirige, mas também reflete as sugestões iluminativas das inteligências desencarnadas de condição mais nobre com as quais se coloca em relação. Gente, tem tudo a ver. E a ciência moderna na área da saúde já detectou isso. Faça essa pesquisa depois do papo das que relação existe entre prece feita com coração e melhoria dos estados clínicos, fisiológicos, metabólicos.

A ciência não tá aqui para dizer que a prece de fato é um mecanismo de comunicação com força superior. A ciência materialista da Terra, ela constata o seguinte: se comunicando ou não com forças superiores, quem reza, quem ora, quem realiza prece na condição de paciente internado, eventualmente acometido de uma doença fatal, irreversível, são várias as pesquisas que mostram o grupo que reza o grupo que não re não reza. Todos, por exemplo, com alguma doença fatal, desenganados pela medicina.

O grupo que ora, ainda que não obtenha uma melhoria significativa do quadro clínico, lida melhor com aquela patologia, é mais resiliente, tem mais humor, consegue enfrentar aquele episódio de uma maneira distinta do que o grupo que não tem o hábito de rezar. Isso não sou eu que tá falando. Faz porque é mais de uma, mais de 10. São várias as pesquisas publicadas em periódicos internacionais, revistos pelos pares, que confirmam exatamente isso. É muito bonito. Inclusive mapeando o cérebro, quando você ora com fervor, que área do cérebro é acionada e como isso guarda a relação com aspectos muito poderosos do nosso ser.

Bom, seguindo aqui, prece e renovação ainda no livro Mecanismos da Mediunidade, ditado por André Luía, Chico Xavier e Valdo Vieira. Olha, olha. Na floresta mental em que avança, o homem frequentemente se vê defrontado por vibrações subalternas que o golpeiam, copelindo à fadiga e à irritação, sejam elas provenientes de ondas enfermiças, partidas dos desencarnados em posição de angústia e que lhe partilham o clima psíquico, ou de oscilações desorientadas dos próprios companheiros. terrestres desequilibrados a lhe respirarem o ambiente.

Todavia, tão logo se envolva nas vibrações balsâmicas da prece, ergue-se o pensamento aos planos sublimes, de onde recolhe as ideias transformadoras dos espíritos benevolentes e amigos convertidos em vanguardiros de seus passos na evolução. Cara, é um parágrafo inteiro. Isso me lembra José Saramago que não gosta de vírgula, não gosta de ponto, vai embora. Olha quanta informação num parágrafo inteiro. Orar prossegue o livro. Orar constitui a fórmula básica da renovação íntima, pela qual o divino entendimento desce do coração da vida para a vida do coração. Gente, vou repetir. Orar constitui a fórmula básica entendimento desce do coração da vida para a vida do coração. Lindo isso. semelhante atitude da alma, porém, não deve, em tempo algum resumir-se a simplesmente pedir algo ao suprimento divino, mas pedir, acima de tudo, a compreensão quanto ao plano da sabedoria infinita, traçado para o seu próprio aperfeiçoamento, de maneira a aproveitar o ensejo de trabalho e serviço no bem de todos, que vem a ser o bem de si mesma.

Olha assim, hashagutra coisa assim, como é que a partir da compreensão mais dilatada do que seja a prece, a gente primeiro quebra, como já disse, o teatro da fé, a liturgia da prece, o dogma da prece, não. A prece precisa ser uma uma manifestação da tua intimidade diante de uma força superior. É contigo. É contigo. Você não precisa de intermediário. Ponto um. Ponto dois, você não precisa se preocupar com a qualidade das palavras, mas com as qualidades do pensamento envolto num sentimento sincero e legítimo, que vão, ó, se propagar no fluido universal, alcançando o objetivo. E a coisa, talvez mais importante, tem aquele ditado que a gente aqui por vezes brinca, né?

Hora que melhora, claro, hora que melhora, melhora, melhora a vibração, melhora a forma como a gente lida com os problemas, melhora a psicosfera à nossa volta, o campo eletromagnético, melhora um monte de coisa. Agora, a situação não vai se resolver só com prece. Esse é o ponto. Melhor as condições para resolver os problemas. Resumindo, daquilo que eu entendi do espiritismo, a prece não existe para você não ter problema na vida. A prece não existe para você deixar de sofrer ou ter experiências dolorosas na Não. A prece existe pra gente lidar de outra maneira, de outra forma, com as citações adversas, com os obstáculos, com os reveses, com as perdas, com a dor, com sofrimento.

A prece empodera a gente a lidar de outra forma. com as nossas questões. As questões difíceis não vão deixar de existir. Os obstáculos não deixarão de se manifestar. As situações estressantes e adversas continuarão acontecendo, mas a prece te qualifica a lidar melhor com tudo isso, te inspira a buscar as melhores soluções, te preserva de situações de angústia e ansiedade que eventualmente não tem mais lugar, porque você, embora em sofrimento, dentro de si, guarda da certeza de que o Senhor é meu pastor e não me faltará. É interessante a tradução desse trecho da Bíblia, salmo, porque a tradução mais conhecida é: "O Senhor é meu pastor e nada me faltará".

Dando um aspecto assim da materialidade, né? Nada me faltará. Eu terei a matéria disponibilizada, recursos materiais à minha volta, nada me faltará. Existe uma tradução, já conversei com algumas pessoas que dizem: "Não, é isso mesmo". Ah, portanto, fiquem aberto que eu não bebi da fonte original, não sou tradutor, mas é linda a forma como diz: "O Senhor é meu pastor e não me faltará". Não é que as coisas me faltem possam me faltar. Deus não me faltará. Eu posso estar sem nada. Eu posso estar num deserto árido. Eu posso estar numa situação de aflição absoluta. Eu posso estar numa situação de derrocada material, moral, espiritual. Eu posso estar na lona, o Senhor não me faltará.

Eu acho isso lindo, acho isso tocante. Então, mecanismos da mediunidade traz também toda a obra espírita, para ser sincero, todas as obras espíritas. em algum lugar reserva um espaço que não é pequeno nem desprezível, tentando explicar e fundamentar o que é a prece. Nosso lar, eu falei, vou procurar em nosso lar também tem uma o capítulo três, né? é capítulo 3 de nosso lar, a oração coletiva. Porque aí tem outro aspecto interessante.

Outro aspecto interessante quando a gente fala da prece, você pode orar, você é uma prece individual, tem o seu valor, tem o seu mérito e faça sempre que você achar que deve, aonde você tiver, do jeito que você tiver, se não tiver as condições ideais, estabelece o teu contato, o teu vínculo. É, você pode fazer isso no meio do transporte coletivo, você pode fazer isso em pé no ponto de ônibus, você pode fazer isso no elevador. E não deu para fazer antes. Como eu tô aqui agora, que que eu faço? Faz. Você pode estar no silêncio de um tempo e a tua conexão ser péssima, a tua banda larga do Wi-Fi ser a pior possível com as melhores condições. Por quê? Porque dentro não tá, não tem verdade.

Agora você pode estar num lugar que não é o mais favorável, mas você tá embuído da vontade de fazer essa conexão, ela vai acontecer. Então, vamos lá. A oração coletiva reporta que quem leu o livro ouviu o filme do Wagner de Assis, porque o até no filme o Wagner ilustrou o momento do encerramento dos trabalhos na cidade espiritual de nosso lar. em que nós temos, ó, é chegado o crepúsculo em nosso lar, em todos os núcleos desta colônia de trabalho consagrada ao Cristo, há ligação direta com as preces da governadoria. O governador de nosso lar, que no filme foi magnificamente interpretado por Oton Bastos, cara, baita no plano espiritual tem hierarquia também.

E quem ocupa o cargo de liderança é aquele que tem moral e eticamente os melhores predicados para a condução dos trabalhos na cidade espiritual. Então, o governador de nosso lar tá lá porque é ele, ele é o cara naquele grupo que tá ali, ele de fato é quem reúne as melhores condições. E aí, gente? O André Luiz que recém chegado ao nosso lar, ainda meio se recuperando do BAC depois de uma temporada no Umbral, eh, ó lá, tinha uma melodia que encaminhando o a vibração, né? Eh, aí tem o trecho aqui, ó. Todos os circunstantes atentos pareciam aguardar alguma coisa, porque o povo para de trabalhar para participar da prece coletiva no final do dia, a cada dia.

Contendo a custo numerosas indagações que me esfervilhavam na mente, notei que ao fundo uma tela gigantesca desenhava-se prodigioso quadro de luz quase férica. Obedecendo a processos adiantados de televisão, surgiu o cenário de um templo maravilhoso. Sentado em lugar de destaque, um ancião coroado de luz fixava o alto em atitude de prece, envergando alva túnica de irradiações resplandescentes. Em plano inferior, 72 figuras pareciam acompanhá-lo em respeitável em respeitoso silêncio. Aí as 72 figuras começaram a cantar harmonioso hino repleto de indefinível beleza. O cântico celeste constituía-se de notas angelicais de sublimado reconhecimento.

Pairavam no recinto misteriosas vibrações de paz e de alegria. Aí ele vai contando como foi arrebatadora. Ó, foi aí que abundante chuva de flores azuis se derramou sobre nós. Mas se fixávamos os miozotes celestiais, não conseguíamos detê-los nas mãos. As corolas minúsculas desfaziam-se de leve ao tocarnos à fronte, experimentando eu, por minha vez, singular renovação de energias ao contato das pétalas fluídicas que me balsamizavam o coração. Assim, gente, na boa, é difícil traduzir em palavras o que esse povo que desencarna e tem permissão para se comunicar, testemunha, fica às vezes meio piegas os adjetivos, mas eles vivenciaram isso.

E na hora deles contarem essa história, como é que eu vou contar isso pro povo da terra? Como é que eu vou contar depois de uma oração coletiva capitaneada pelo governador de nosso lar? Começa a ter como se fosse assim uma chuva de pétalas que enternecem o coração. Aí tem o espetáculo de luzes, de música, de vibração. É outra coisa. A gente não tá aqui em condições, penso eu, de lidar da melhor maneira, digamos assim, para compreender exatamente do que se trata, né? Do que se trata. Eu trouxe ou não trouxe? Tem um livro aqui, deixa eu ver aqui, tem uma passagem também de os mensageiros que eu achava que tivesse trazido aqui, mas acho que não trouxe, que reporta exatamente essa questão.

Então, vamos lá. Deixa eu dizer uma coisa. Nós espíritas temos também o hábito, isso é muito importante, de exercitar a prece ou ensinar a prece pros filhos, pros netos, no ambiente doméstico, através do hábito do culto do evangelho no lar. Para quem não sabe, o culto do evangelho no lar normalmente não é uma regra rígida. Eu vou dizer aqui como eu aprendi e pratiquei, aprendi a fazer. Eh, você vai escolher um dia da semana e um horário que sejam os melhores para você se você fizer sozinho na sua casa ou de como um acordo com a tua família, com a tua seu cônjuge, filhos.

Se tem alguém que trabalha na sua casa, trabalhador doméstico, se quiser convidar para participar, é quem tiver por ali, tá? E aí você vai, normalmente o que se pede é que você deixe uma garrafinha de água filtrada sobre a mesa com os copos. A ideia é que durante o culto do lar essa garrafa com água, portanto, seja alvo exatamente de vibrações que têm o objetivo de impregnar essa água, que é o elemento mais neutro do universo de fluidos medicamentosos para aquela família. para aquele grupo. E aí você vai abrir a página de um livro eh que traga mensagens edificantes para ajudar a harmonizar o ambiente.

Ou se preferir, você pode abrir com uma prece já conhecida, como por exemplo, o Pai Nosso, que foi a única oração que Jesus nos ensinou. É uma forma de você abrir os trabalhos já impregnando aquele ambiente da vibração compatível com o que vai acontecer. E aí sugere-se que se abra ao acaso o Evangelho Segundo o Espiritismo. E você vai, aonde você bateu o olho, você já vai ler aquele trecho, né? O capítulo inteiro, aquele trecho que você abriu o olho em voz alta. Após a leitura desse trecho, as pessoas que estão participando do culto, e se você tiver fazendo sozinho, faça você sozinho, falando em voz alta, sempre falando em voz alta.

Eh, algum comentário sobre esse trecho que foi aberto ao acaso? um comentário que vai procurar contextualizar o que foi dito a partir do livro com a tua vida, com o teu momento, com a situação que você está experimentando com a sua sensibilidade para alguma questão que não diz respeito a você, mas diz respeito a outrem ou a uma situação do planeta, uma situação do mundo. Um breve comentário. as pessoas podem debater brevemente o que foi colocado a partir do capítulo aberto, daquele trecho, melhor dizendo. encerrado essa parte, uma prece de agradecimento, o agradecimento à vida, o agradecimento àquele núcleo familiar, aquele lar, o agradecimento à saúde possível, o agradecimento ao alimento, ao ar, a água, ao ar que se respira na sua cidade.

O ar é o principal nutriente da E a gente vai encerrando, reportando, se possível, a humanidade, pedindo luz, pedindo paz, pedindo saúde, alegria, felicidade, pedindo bom senso. Aí cada um com seu cada um esparzindo esse pensamento luminoso fora do ambiente aonde você está. Me chamou muita atenção essa semana, a bem dizer, eu acessei isso ontem, um ator de TV chamado Joaquim Neves participou daquele programa Que história é essa por Chá? Em que cada convidado conta uma história exótica, uma história diferentona. Esse ator contou a seguinte história e eu queria trazer para vocês porque é interessante, me pareceu.

Ele tinha cou 6 anos, segundo ele disse, quando a mãe dele, que era espírita, fazia o culto do evangelho no lar. Ele tinha vagas recordações do culto. E ele se reencontrou com a mãe dias atrás e lembrou disso. Falou: "Poxa, mãe, se lembra quando você reunia a família para fazer o culto do evangelho no lar? Nossa, como tinha gente lá em casa, né? Casa ficava cheia. Aí a mãe estranhou, falou: "Que isso, Joaquim? Só tinha eu, você, seu pai e quando muito mais uma pessoa. Casa não ficava cheia". Aí o Joaquim ficou alarmado dizendo: "Mãe, eu era pequeno, mas a única coisa que eu me lembro vivamente é que a casa tava cheia, cheia de gente.

E as pessoas olhavam para mim, às vezes sorrindo, às vezes só olhando e eu achava que tava todo mundo ali porque vocês convidaram." E a mãe ficou preocupada dizendo: "Joaquim, a casa não ficava cheia, a gente fazia isso até à noite, no momento de mais resguardo. Moral da história, o que que a mãe depreendeu? Filho? Você tava vendo quem tava junto do culto, você tava vendo os desencarnados que estavam aqui. E aí na literatura espírita há tantos relatos de como a partir do culto do evangelho no lar a gente consegue de fato atrair pessoas eventualmente recém desencarnadas que precisam ouvir de quem tá aqui o recado. São trazidas, os desencarnados são trazidos por seus guias e mentores.

Você vai, a gente vai levar você lá para você ouvir de quem tá encarnado a página que a gente vai intuir que seja aberta. Somos instrumentos. Por vezes é muito bonito quando a vibração pode ser uma pessoa só fazendo o culto do lar, mas ela tá inteira ali. Ela tá 100% ali de coração aberto. Ela tá completamente envolvida nesse espírito de gratidão e de pedido pelo bem aos seus. e aos outros e ao planeta. A espiritualidade maior vai, visita, recolhe esses fluidos e leva para lugares aonde eles estão escassos. Portanto, o culto do evangelho no lar é uma usina de força. Nesse sentido, tá chegando ao fim o papo das 9 de hoje.

Eu vou encerrar com uma prece, se me permitem, aqueles que quiserem me acompanhar. A gente falou o dia inteiro hoje aqui sobre prece. Essa hora foi toda consagrada à prece. Eu não posso deixar de fazer aqui o encerramento desse encontro nosso com uma prece. Quem quiser me acompanhar, fica à vontade. Em nome de Deus, em nome de Jesus, em nome de todos os espíritos amigos que nos ajudam e nos assistem sempre. Gratidão, Senhor, pela vida. Gratidão pela família, pelos amigos, pelo lar. Gratidão pela abertura que temos para compreender uma outra dimensão além do alcance dos nossos sentidos terrenos. buscando aí a nutrição necessária para o nosso espírito seguir em frente com força, coragem e fé.

Pedimos, Senhor, por todos os que estão aqui reunidos nessa celebração virtual, a todos os parentes e amigos, a toda a coletividade da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país, a todas as nações, especialmente aquelas aonde há guerras, conflitos sangrentos, injustiças, o uso brutal da força de forma completamente mente desigual, que possamos todos nos irmanar e dirigir a todos os lugares onde haja tamanho sofrimento ou qualquer nível de dor que, por vezes é incompreendida e justifica respostas não adequadas para o propósito educativo, pedagógico, elucidativo daquelas dos reveses da vida. Que possamos irradiar fluidos de paz, de amor, de cura e de equilíbrio. Paz, amor, cura e equilíbrio.

Ser conosco, Senhor, agora em frente, sempre. Fica conosco. Se conosco nos bons e nos maus momentos. Estejamos bem acompanhados, em boa sintonia. fazendo o melhor ao nosso alcance. Amém. Papo das 9 termina aqui. Orem pelo planeta. Vamos fazer o melhor a nosso alcance sempre. Ótimo domingo para todos.

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