O exemplo do “Fraternidade sem Fronteiras”, a encíclica “Fratelli Tutti” do Papa Francisco, a necessidade de se contrapor às desumanidades de dirigentes políticos que comandam nações importantes.
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Bom dia, bom dia, bom dia, bom dia, bom dia a todas e todos, onde você estiver, com quem você estiver, sendo aqui habituê frequentador do papo das caindo de paraquedas, por obra e graça do destino, pela primeira vez aqui. e tendo, estando você no Brasil ou em outro país do mundo, acompanhando ao vivo ou depois na hospedagem dessa live no YouTube, seja muito bem-vindo. Eu tô muito feliz hoje de poder fazer aqui com vocês uma, digamos, digressão rápida sobre um tema que eu sinto no meu coração que ele tá fervilhando a partir de várias coincidências que culminam na abordagem que nós vamos fazer. Nós vamos exaltar hoje a nossa humanidade. O tema proposto é: "Não desista da sua humanidade".
Eu acordei me lembrando de uma música. Ela veio assim de repente de uma banda que eu adoro chamada 14 Bis. Ela nem é mais famosas, chama-se Adoráveis Criaturas. E começa com a letra dizendo assim: "Vivendo num planeta sem juízo, que de repente pode se acabar, é melhor criar o paraíso". Já cada minuto é tão importante. O tal futuro fica logo ali. O homem tem que amar seu semelhante aqui. O 14 bismo é uma banda religiosa, você sabe.
Mas os artistas têm uma sensibilidade tão refinada para capturar assim no éter os temas que são condizentes com o que há de mais elevado, nobre, importante, como também por vezes você vai sintonizar com outras energias, mas o 14 bis definitivamente traz essa inspiração. Aí eu vou abrir o livrinho, né, de manhã na minha prece, eu todo dia de manhã abro uma mensagem para mim, antecedendo o momento da prece e a leitura é para preparar a minha sintonia e a minha psicosfera. Olha a página que eu abri. O homem é a mensagem 165. O homem não pode viver isolado. Lembre-se de que cada compro de jornada é um amigo que o ajuda e a quem você precisa também ajudar.
A cooperação existe entre todas as coisas criadas. Procure você também cooperar com tudo e com todos em benefício da própria terra que o acolhe bondosamente, permitindo a sua evolução. Ajude sempre e jamais desanime. Aí você vai dizer: "A música tá combinada que você lembrou com a mensagem que você abriu." Mas não é só isso. Ontem, por coincidência, eu tive a honra de ser um dos convidados para participar de um evento beneficente realizado pelo Fraternidade Sem Fronteiras no hotel aqui do Rio de Janeiro. o prazer de reencontrar com frades e amigos como Rossandro Clinge, Andrei Moreira, o próprio fundador do Fraternidade Sem Fronteiras, o Wagner Moura, matogrossense, que embora seja espírita, teve o cuidado há 15 anos de organizar um movimento que se tornou muito, mas muito abrangente, interessante, de pessoas que estão na vibe da música do 14 Bis e da mensagem do pastorino, que é compreender o sentido mais profundo e pleno de fraternidade.
E eu, na minha exposição, cada um teve meia hora para falar, eu procurei mostrar, porque eu sou jornalista, eu tô muito ligado no que tá acontecendo no Brasil e no mundo nesse momento que a gente tá se encontrando nesse hotel para apoiar essa instituição. E aí, gente, esse é o ponto.
Veio muito forte na minha cabeça que, particularmente nesse momento da história em que nós estamos encarnados aqui, há uma situação de risco, vamos colocar assim, de importantes dirigentes políticos à frente de países igualmente importantes do ponto de vista econômico e também militar, que do meu ponto de vista, vamos colocar assim, mas eu acho que há muitas evidências paraa gente chegar a essa conclusão, estão promovendo um espetáculo de desumanidade e isso tem consequências imediatas sobre a qualidade de vida de milhões ou bilhões de pessoas. Isso tem impacto sobre a economia, sobre o psiquismo, sobre a saúde pública, sobre a esperança da humanidade viver num mundo melhor e mais justo.
Não é pouca coisa. Então eu hoje vou fazer aqui uma reflexão tentando ilustrar exatamente os desafios que estão colocados para que nós entendamos não só a importância da fraternidade. Você sabe que a palavra fraternidade, frater é irmão, remete a irmandade. Falar e promover fraternidade no mundo de hoje constituio, vamos colocar assim. E também, isso me atrai muito, um movimento que precisa ter lugar de resistência a tudo isso que tá aí na direção das guerras, conflitos, elevação da intolerância do preconceito e do ódio, expurgar do meu país quem não é dos meus. eliminar do meu país quem não pensa igual a mim, né?
Então, a gente precisa ter essa noção do momento e da parte que nos cabe para seguir em frente, defendendo valores e princípios que estão sendo depredados pelo péssimo exemplo, péssimo exemplo de pessoas que hoje elas estão de passagem. Aliás, hoje outra sincronicidade, eu escolhi uma camisa que traz uma frase bonita do Chico Xavier, isso também passa. Então, a gente tem essa noção de que tudo passa. Agora, enquanto não passa, que a gente faça a nossa parte para aquilo que não nos convém enquanto espécie, passe rápido. Então, fraternidade remete à irmandade. E aí você vai dizer, André, é papo religioso isso, né? Não apenas religioso.
Então vocês sabem que a minha área de preferência no cardápio do saber e do conhecimento é a questão ambiental que envolve ecologia, biologia, sustentabilidade. Os biólogos definem a nossa espécie porque nós somos animais. Eu vou lembrar para vocês, nós não somos seres à parte. Nós estamos inseridos na cadeia ecológica. Somos o topo da cadeia ecológica do ponto de vista da sofisticação do nosso intelecto e das nossas habilidades que foram construídas na linha do tempo. Pois bem, nossa espécie definida ou poderia ser entendida, isso tem o amparo da biologia, isso tem o amparo da sociologia como seres sociais interdependentes.
Portanto, nós não podemos nos explicar apenas e tão somente pela ação que você realize em favor de si mesmo. Nós precisamos visceralmente uns dos outros o tempo todo, né? Então, eh, para você morar numa casa, essa casa pode ter sido até construída por você, mas a matéria-pra da casa veio com a ajuda de outras pessoas. Você pode escolher o alimento que você prefere, se você tem esse privilégio no mundo onde há tanta fome.
Mas o alimento foi produzido e esse é essapas assim que envolvem diferentes cadeias no formigueiro humano dessa fraternidade ou dessa, eu diria, cooperação, porque alguém vai plantar, alguém vai colher, alguém vai levar pro mercado atacadista, que vai levar depois pro mercado varegista e que vai chegar até você. Portanto, nós estamos falando do ser humano que não se explica sozinho, ele tá dentro de um ecossistema, uma teia interligada.
Então, quando você fala assim fraternidade, a gente tá falando que esse conceito muito cristão dos irmãos, né, da irmandade que nós somos, né, e que explica o posicionamento de várias religiões em favor da fraternidade universal, ela tem um fundamento biológico e sociológico. Nós, para realizarmos o projeto humano, precisamos uns dos outros. Tá claro isso? Acho que tá. Ninguém pode ter qualquer dúvida de que para você ser alguém que realize os próprios projetos, você precisa dos outros o tempo todo. Não é hoje ou amanhã, um momentinho de hoje, não. O tempo todo nós somos interconectados.
E aí vem, não é uma coincidência, porque se eu abrir na intenção mesmo, no livrinho que a gente lançou, Arte de seguir em frente, mensagem 28, tá lá, o título é rede de gratidão. Ninguém é autossuficiente e quanto mais cedo descobrirmos isso, melhor. Precisamos uns dos outros para crescermos psíquica e emocionalmente. Vale também para termos alimento, moradia, transporte, energia, limpeza pública, etc. Nesse imenso formigueiro humano, cada indivíduo realiza uma função útil. Sejamos gratos ao coletivo que sustenta a nossa vida. Faça chegar por palavras ou vibrações essa gratidão aos que o cercam. Sugestão botei entre aspas, obrigado por você existir.
Você faz toda a diferença para mim e paraa nossa coletividade. Deus o abençoe e proteja. Isso é particularmente importante no mundo onde as pessoas que moram, por exemplo, num condomínio, não cumprimentam o porteiro. Pessoas que estão numa firma e vão no banheiro, jamais olham, percebem a presença do funcionário terceirizado da limpeza. Você vai ao supermercado, você coloca as compras para pessoa que tá no caixa precificar e dar o valor. Você não olha o rosto da pessoa, você não cumprimenta, você não puxa uma conversa. Então essa, eu diria, ideia de uma autossuficiência ou de que você tá num patamar, olha que coisa horrorosa, acima, não, isso aí é meu servçal, tá?
Eu tô pagando, então tá fazendo o que precisa ser feito como dever. Você percebe a arrogância descabida da gente não reconhecer o valor de cada um para a harmonia do todo? Então, vamos voltar para ontem. tem uma instituição chamada Fraternidade Sem Fronteiras, criada por um brasileiro de Mato Grosso. Eu vou dar aqui os números do Fraternidade sem Fronteiras. foi o evento da fraternidade que eu participei ontem e que deu inspiração para eu táar aqui agora com vocês paraa gente fazer essa digressão sobre a importância da gente não desistir da nossa humanidade num mundo aonde os maus exemplos estão vindo principalmente de uma geração de políticos dirigentes de países que se calcam e se inspiram num egoísmo exacerbado na intolerância e na aversão aos outros, sejam os outros quem forem.
Então, veja, olha o Fraternidade Sem Fronteiras o que conquistou em 15 anos de existência. Eles estão presentes em oito países e pelo menos eh eu vou fazer as contas aqui, metade dos projetos, algo por aí na África, que é o continente esquecido, é o continente invisível, embora tem uma população grande, a África nunca é notícia, ninguém sabe direito o que é a África, quais são os países da África, quais são as questões alusivas à África. E aí você vai dizer o que que uma organização brasileira tá fazendo na África.
Ora, fraternidade sem fronteiras é o lugar do mundo onde talvez seja mais necessário dar cobertura e assistência a quem está numa situação que não é só de pobreza extrema ou miséria. Tem uma música dos titães chamado chamado que tem no refrão, não é no refrão, é na letra. Miséria. Miséria em qualquer canto. É verdade. Você vai encontrar aonde houver miséria, você vai ver situações que se repetem. Quando a gente tá falando de certos países da África e ontem o evento que arrecadou recursos para um dos projetos do Fraternidades, Fraternidade Sem Fronteira no Malaui, com refugiados de guerra. em acampamentos. E aí você precisa ter a noção, o que que eu pretendo é fazer só o assistencialismo.
Eu quero ajudar essas pessoas a subsistirem com dignidade através do trabalho. Então, a gente tá falando de pessoas, eu não tô exagerando, vocês vão ver como a miséria em certos lugares do mundo, especialmente na África, ela tem uma coloração muito, muito distinta. Eu estive quase para conhecer o projeto do Fraternidades no ano passado e não deu. O os oradores que estavam lá, a maior parte deles, esteve lá e foi narrando o que viu. Então você vai ter eh é bem ampla a gama de indigência, que foi a palavra que eu quis escolher para descrever o que do que se trata. indigência absoluta. A pessoa não tem casa, não tem comida, não tem trabalho.
As mães se prostituem para eh levar centavos de real para comprar um pedacinho de um vegetal, uma verdura para levar pro filho. Mas eu não vou falar aqui das histórias que os voluntários do Fraternidade Sem Fronteiras colecionam no foco do trabalho deles no Malaui, na África, que não é o único projeto naquela região. Então veja, fraternidade sem fronteiras aí alguém vai dizer: "Ué, mas e o Brasil? Brasil tem tanta miséria, pobreza. O Fraternidade Sem Fronteira está por aqui, mas eu ontem achei por bem resgatar uma dívida enorme que o Brasil tem para com a África e o evento foi no Rio de Janeiro.
E o Rio de Janeiro tem o Cis do Valongo, que é o lugar do mundo que mais recebeu escravizados da África na história. Milhões entraram no Brasil, quem não morreu na travessia do Atlântico exatamente pelo Cis do Valongo aqui na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Então, olha, outra sincronicidade. Eu comecei o papo das falando de coincidência, sincronicidade. Existe uma dívida histórica do Brasil para com a África. Nós expropriamos ou expatriamos, né, milhões de escravizados por serem negros na África.
E o Brasil quando aboliu a escravatura, foi um dos últimos países a fazer isso num país que até hoje é de maioria negra, o fez da forma mais deplorável e viu simplesmente dando a carta de alforria e dizendo pro ex-escravizado: "Agora se vira. Não houve indenização, não houve uma rede de proteção e amparo para quem não tem patrimônio, para quem é analfabeto, para quem não aprendeu a realizar outros gêneros de trabalho que o qualifiquem no mercado. Foi de uma, eu diria, vilamia. a elite branca que promoveu a abolição, não ter junto com a abolição da escravatura oferecido mínimas condições para essa imensa comunidade de exes escravizados.
E aí temos uma questão muito importante também aqui na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, onde houve o evento do Fraternidade sem Fronteiras ontem, em favor de um dos projetos deles que acontece no Malawui, na África. O Rio de Janeiro, para quem não sabe, daqui saiu a expressão conhecida internacionalmente como favela. Primeira favela do Rio de Janeiro, no centro do Rio, Morro da Providência. É uma história interessante. Sem indenização e sem as mínimas condições de se virar fora da casa grande, né, na condição de alforreado, os primeiros ex-escravos, vamos colocar assim, ex-escravizados, tiveram que se virar para morar em algum lugar. Nascem as favelas.
O Brasil não por acaso é um dos países mais desiguais do mundo aonde o racismo ainda vija? Porque nós não nos livramos do estigma dos erros do passado em relação à quantidade inacreditavelmente alta de escravizados vindos da África e dos gigantescos problemas sociais causados pela euforria desacompanhada de uma política de cobertura. Não, você foi escravo. Agora a gente precisa, o Estado brasileiro precisa de alguma forma ajudá-lo a seguir em frente. Isso não aconteceu. Veja, tá tudo encadeado. A mod, se o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, existe aí uma relação direta. E não sou eu quem diz, são vários historiadores. É bom deixar claro com o período da escravidão.
Bom, mas vamos em frente. Que que é o Fraternidade sem fronteira? Está presente em oito países. 37.000 pessoas acolhidas, 77 diferentes frentes de trabalho. Por mês são servidas 672.000 1 refeições. Aí você quer conhecer todos os projetos? Eu tô aqui na página do fraternidad semfronteiras.org.br que tem também no Instagram, viu, povo do Instagram? Vai lá, dá uma olhada. A gente gosta de muitos projetos, a gente apoia muitos projetos. Hoje eu tô falando desse e vocês vão ver a importância de falar desse hoje, que ainda não cheguei na cereja do bolo. Então, vamos lá. Órfans do Congo é um dos projetos. Nação Ubunto na África. Ação Madagascar na África, Acolher Moçambique na África.
Orquestra Fraternidade sem fronteiras aqui no Brasil. Fraternidade na rua, que é lindo, lindo, lindo. A gente conhece aqui na rua do Senado, no centro, o núcleo do Rio de Janeiro do Fraternidade na rua. Tem um outro projeto chamado Brasil, um coração que acolhe. Tem o Jardim das Borboletas, que é um projeto na área da saúde, acolhendo. É um é é é comovente as crianças que têm uma doença que atinge a pele, não é contagiosa, mas é incurável, deixa feridas sensíveis até mesmo com água, que é a epidermólise bolhosa. O tratamento de cada criança varia de R$ 3.000 por mês a R$ 40.000 por mês. Tem medicamento, criança precisa de roupas especiais, enfim, fraternidade foi lá.
Esse povo que é acometido dessa doença, as famílias precisam de ajuda e é lá para lá que a gente vai. Eu acho lindo assim o o o a diversidade de projetos Amor sem dimensões, que é outro projeto que tem lugar eh aqui no Brasil. Crianças com alguma anormalidade no cérebro, medula espinhal, nervos ou terminações nervosas, recebem o tratamento com equipe multidisciplinar. Campina Grande, Paraíba e Belo Horizonte, Minas Gerais. Lindo, lindo, lindo. Muitos voluntários, muitos especialistas. Tem o Cheman de Futur, Caminho do Futuro, no Senegal, África de novo. E o último projeto é fraternidade sem fronteira, cara. é aquela militância em favor do bem, aonde haja mais necessidade.
Esse é o ponto que a gente tá tratando hoje. E tem aqui o último projeto, Retratos de Esperança, Fraternidade no Sertão da Bahia. E vocês sabem, o Nordeste eh eu teve muita muitos investimentos nas últimas décadas. O Nordeste de hoje não lembra o Nordeste do século XX, do século passado, mas a gente lembra que sim, há muitas carências de fraternidade, fratelitude. Eu queria falar rapidinho aqui, mas vou falar depois da encíclica do Papa, cara. Da encíclica do Papa. Fratelituto e Fraternidade para todos. é de 2020 e faz um apelo pro mundo exercitar essa irmandade. Mas eu vou falar depois. Um dos projetos do Fraternidade também tá na fronteira com a Venezuela.
A Venezuela, que é um país destroçado por um autocrata, arrogante, alucinado chamado Nicolás Maduro, há uma leva migratória gigantesca da Venezuela para outros países, principalmente a Colômbia, mas também pro Brasil. Então, o Brasil tem certas dificuldades ali na fronteira do estado de Roraima para dar conta dessa leva migratória. Quem é que tá lá onde mais precisa? O Fraternidade. Aliás, tem um trecho da música que eu comecei hoje aqui, o Papo das lembrando do 14 P. Adoráveis criaturas. Tem um trechinho que eu não cantei no início aqui. Não cantei não, não reproduzi a letra que é seres luminosos brilham mais aonde é preciso de luz.
Portanto, é fácil você falar de amor na tua igreja, no teu terreiro, no teu centro espírita, no seu tempo. É fácil a gente dar abraço em todo mundo, cantar louvores. dia a dia nesse planeta, aonde haja necessidades viserais, dramáticas de ajuda e de apoio, é aí que você tem que tá ligado, se você tem essa identificação com o bem, com amor, com a caridade, né, com o exercício da fraternidade, da cooperação, é fácil ser bonzinho no perímetro da tua instituição. É fácil pousar de bonzinho nas redes sociais. Eu sou do bem. Às vezes a pessoa até gosta de documentar, né, com filma ou foto do bem que ela tá fazendo.
Agora o que o Wagner Moura há 15 anos vem realizando à frente do Fraternidade Sem Fronteiras é um trabalho ergúlio que lembra a música dos 14 Bis. Seres luminosos brilham mais aonde é preciso de luz, aonde não tem holofote, onde as coisas estão acontecendo de forma extremamente dolorosa e você se oferece como anteparo para tudo isso. Então vamos lá. O papo das de hoje tem a provocação através de uma afirmação dizendo: "Não desista da sua humanidade". E por que que eu tô dizendo isso?
Porque a gente tá, como disse, vivendo circunstâncias da violência urbana, circunstâncias da violência institucional de países que tem hoje uma geração de dirigentes absolutamente deslumbrados com o próprio poder, atropelando direitos humanos e afrontando a legislação, inclusive internacional, promovendo massacres, promovendo, eu diria, um retrocesso nas políticas humanitárias. E são países que têm recursos orçamentários e militares. Então é um momento assim, sabe aqueles momentos que você conta no dedo na história, quando há uma sincronicidade que parece sombria e perversa. E essa é a minha opinião. Nós estamos vivendo isso agora. Não deixe de dar atenção e nutrientes à sua humanidade.
Eu vou dar um exemplo. Eu falei aqui ontem, eu falei no encontro do Fraternidade Sem Fronteiras. Eh, eu sou do Rio de Janeiro e eu acho que a violência urbana às vezes anestesia a nossa capacidade de compreender que em vez de ficar defendendo que cada pessoa tem uma arma, isso não quer dizer que a gente não deva defender política efetiva de segurança pública, uma polícia bem treinada, organizações policiais muito qualificadas para combater. que todas as ramificações do crime organizado que vem se expandindo, inclusive fora da fronteira do Brasil. Claro que a gente tem que ter uma política eficaz de segurança pública. Eu não vou ser aqui poliano achando que o mundo é cor de rosa. Não é não.
A gente precisa ter investimento qualificado nas forças de segurança. #prontofalei. Eu moro no Rio de Janeiro. Eu conheço o calor da Panela e eu não vivo numa da na nas áreas mais violentas, mas eu conheço como jornalista. a gente vai cobrir. Então, vamos lá, aonde eu quero chegar, não desista da sua humanidade. Que que eu tô querendo dizer? Quando a gente fala do Rio de Janeiro, um dia antes do evento do Fraternidade Sem Fronteira, houve um incidente no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Uma mãe com um filho de 3 anos na calçada à luz do dia, de repente um carro para troca de tiros entre policiais e bandidos. balas unindo para tudo que é lado.
Uma bala pegou na cabeça dessa mãe que tá internada em estado gravíssimo. A outra vitimou essa criança de 3 anos. Ela não resistiu ao ferimento. Ela desencarnou por conta de uma bala perdida, que é uma expressão que eu não gosto, porque essa bala não tá perdida. Essa bala está num contexto de extrema violência na cidade onde eu estou. na região metropolitana, que é Duque de Caxias. Muito bem. Ano passado, estatística, 25 crianças e adolescentes abatidos, mortos, desencarnados em circunstâncias parecidas com essa. 25 crianças e adolescentes.
Brasil, não apenas tiros ou balas perdidas, pessoas assassinadas no Brasil no ano passado, 2024, 44.000 1 brasileiros perderam a vida assassinadas no ano passado. Aonde eu quero chegar? Eu quero chegar num país em que, embora tenhamos a autoimagem de sermos um país de maioria cristã, vamos colocar assim, nós somos um país extremamente violento e a gente precisa ter a noção disso para virar o jogo. A gente não pode se iludir em relação ao que nós somos. Às vezes, com todo respeito, alguns espíritas ignoram esses dados e dizem: "Não, mas o Brasil é o coração do mundo, pátria do evangelho, reproduzindo o título de uma obra psicografada por Chico Xavier, por Humberto de Campos, irmão X.
Eu sinceramente, com todo respeito, eu eu acho que a gente precisa fazer por onde ser o coração do mundo e pátria do evangelho. Os judeus têm a autoimagem de ser o povo escolhido. Aí você vai dizer: "Mas pera aí, povo escolhido para em nome do governo que tá lá agora, que não conta com apoio de todos os israelenses, promover o massacre que temos visto em Gaza. Ah, mas primeiro foi o Ramaz que invadiu o nosso território, matou 1000, mais de 1000 inocentes e levou reféns. Essa barbárie igualmente precisa ser repudiada. Os reféns ainda estão em cativeiro.
A retaliação de Israel, que é legítima pela pelas leis internacionais, excedeu todos os tratados de guerra, os protocolos de direito de resposta a um ataque militar. Eu não vou entrar nesse mérito agora, mas vocês sabem, mais de 60.000 civis mortos e a fome como arma de guerra, né? Bom, eh, então essa história de Brasil, coração do mundo, pátria do evangelho, povo escolhido, cuidado com os clichês, cuidado com a forma como você se posiciona em relação a esses assuntos, porque o mundo é resultado daquilo que a gente faz, não é de uma expectativa assim, Deus vai resolver, Deus é quem sabe, Deus não, Deus delega, Deus terceiriza. Então, o Brasil é um país violentíssimo. Aonde eu quero chegar?
Por vezes você, o papo de hoje é sobre não desista da sua humanidade. Por vezes a gente diz assim: "Não tem jeito, o caldo entornou. Eu não tô vendo luz no fim do túnel. Eu não tô vendo saída. Ontem eu tive no evento do Fraternidade Sem Fronteiras em lugares tão ou mais hostis do que o Brasil. E é linda a maneira como eles encontram caminhos para promover a dignidade humana, a autoestima em que se sentia completamente abandonado por Deus, pelo mundo, pelo semelhante, encontrando um caminho. Não desista da sua humanidade. Esse é um ponto capital, a gente fazer por onde? fazendo a conexão aqui da violência urbana do Brasil, um país muito violento, com a população em situação de rua, porque ela é estigmatizada também num contexto de violência urbana, porque a gente se programa quando vai à rua no modo autopreservação da espécie.
Eu tenho que ficar ligado porque eu não quero, não posso falar com estranhos, eu não posso ficar aqui a mercer de assaltantes, bandidos ou pessoas que me queiram mal. Muitos de nós estamos neurotizados com a violência. Estamos muito, eu diria, eh anestesiados diante de tanta brutalidade e circulamos por aí naquele modo autopreservação da espécie. E a população em situação de rua. paga um preço caro. Não obstante toda a desassistência que eles experimentam, eles também pagam o preço de serem entendidos como ameaça. Eu fico assim, eh, estupefato com a perseguição imposta por certos grupos do de São Paulo contra a obra do padre Júlio Lancelote.
Porque ele como sacerdote cristão na pastoral da rua, ele obviamente replica o que ele imagina acertadamente que Jesus se estivesse naquelas circunstâncias faria. Aliás, o Papa Francisco, saudoso Papa Francisco, como não passou tanto tempo, mas já deixou uma saudade. Papa Francisco elogiou, ligou certa vez para padre Júlio, enalteceu o trabalho dele em discursos para o mundo. Papa Francisco orientou os sacerdotes a abrirem as portas da igreja e saírem da igreja, irem aonde a necessidade impera, promovendo a fraternidade do lado de fora da igreja, que é esse que é o desafio. Fratelitute. Somos todos irmãos. E a tradução de fratele tut, todos irmãos.
Padre Júlio, chancelado pelo Papa Francisco, tenta realizar aquilo que se espera de um cristão numa cidade que é a mais rica do Brasil, mas não consegue. E não é um problema só de São Paulo promover, eu diria, oportunidades a devida assistência, a devida atenção a quem tá em situação de rua. E aí o cuidado que a gente deve ter para não generalizar. Vocês já me viram falar isso aqui em vários contextos. Não vou generalizar, não dá para generalizar.
Eu, por acaso, já me envolvi como jornalista e como espírita, vamos dizer assim, em diversas situações e momentos com população em situação de rua, conversando também com pessoas que entendem muito dessa desse universo das populações em situação de rua. Eu vou reproduzir para vocês muito rapidamente o que eu aprendi com elas. Não existe população de rua porque a eh morador de rua, melhor dizendo, não existe morador de rua porque rua não é lar. Por isso que a gente tem o cuidado de falar população em situação de rua, porque ninguém quer estar na rua. Dois, essa população é muito heterogênea. Você vai ter diferentes circunstâncias.
Por exemplo, que que eu já vi, que que não é que me disseram que que eu já eh investigando, conversando na rua, percebi. Você vai ter trabalhadores, eventualmente de carteira assinada, que não tem grana para voltar para casa e dormem de segunda a sexta na rua, voltam para casa bem longe, na periferia, o transporte é caro. Ou não vale a pena gastar o dinheirinho do transporte, porque aquilo falta para pagar o que é essencial como comida. Então são trabalhadores que dormem na rua. Você vai ter gente que tentou a sorte na cidade grande e não deu sorte. O dinheiro acabou.
Por vezes essa pessoa inclusive é assaltada, levam até os documentos, ela fica literalmente sem nenhum recurso para se virar numa cidade que não é a dela, onde ela não tem contatos. Ela vira uma pessoa em situação de rua. Você vai ter meninos e meninas adolescentes, crianças às vezes que saem de casa porque a mãe é dependente química e bate nos filhos ou casou com um cara que ameaça os filhos. Sai daqui que agora eu sua mãe tá comigo, eu não quero que ela perca tempo com você. São enchotados de casa, são maltratados. E essa garotada vai pra rua. Você vai ver muito dependente químico, muito dependente químico.
Ou seja, a pessoa ou é alcólatra ou se aproximou da droga mais barata e acessível na rua, que traz sueiramente a que causa dependência mais rápido, que é o craque. E é terrível isso, porque ela literalmente ela inicia um processo de autodestruição sem a noção do risco do perigo, pode se tornar mais agressiva ou violenta na obtenção do recurso para financiar o vício ou a dependência. Enfim, eu tô querendo dizer que eu ontem também na minha palestra no evento beneficiente do Fraternidade Sem Fronteira aludi a um dos projetos deles, que é o Fraternidade na Rua em várias cidades, inclusive no Rio de Janeiro. Voluntários assistem essa população.
Que que eu vi na sede do Rio de Janeiro do Fraternidade da Rua? na rua, um galpão no centro da cidade, na rua do Senado, em que você vai ter vestiário, gente, não é um outro chuveiro, não, são vários chuveiros. Para quem tá em situação de rua, tomar um banho gostoso. Eles dão lá sabonete, escova de dente e pasta para quem não tem. Shampozinho. Então, sai limpinho, cheirosinho, aceado. Outra coisa, né? Sabe aquele banho que dá um aquela refestelada? Você pode escolher uma roupa limpa e aceada, porque eles têm várias opções lá, os voluntários dão ajuda. Você pode cortar o cabelo ou fazer a barba. Tem os barbeiros ou cabeleireiros. Até as mulheres podem dar um look assim, fazer um trançado.
É assim, são seres humanos como eu e você. merecem atenção, amor, carinho e dignidade. Tem uma comida espetacular. Adorei participar lá da boia. assistência médica. E é aí que a gente vai ver a recorrência de pessoas feridas porque foram atacadas, foram alvo de linchamento, a polícia que chega batendo, alguém que jogou pedra, um segurança que partiu para cima dizendo: "Sai daqui". Eh, e tem a leit tem uma biblioteca comunitária para você ler, se quiser ler lá, se quiser levar o livro emprestado. Tem a assistência jurídica para você ter sem documentação. Você fica invisível no mundo formal. Então, pinta um emprego, o cara diz: "Qual é teu documento?" "Não tem. Difícil, tem empregabilidade.
Eu conversei com um ex-detento lá. É muito difícil para um exdetento conseguir emprego. Aqui no Rio existem organizações que fazem um trabalho belíssimo, recrutando vagas no mercado de trabalho e certas empresas têm essa política de acolher um ex-detento. Ele já pagou pelo crime que ele cometeu. Ele merece uma segunda chance. E se não tiver uma segunda chance, a tentação de voltar pro crime, onde ele vai subsistir, é grande. Então veja, isso é fraternidade na veia, na ponta, isso faz a diferença. O Fraternidade sem Fronteiras faz isso. É lindo, lindo esse trabalho.
Então, recuperando aqui o papo de hoje tá falando: "Não desista da sua humanidade, em vez da gente ficar acado no canto de casa, dizendo assim: "O mundo vai acabar, eu não quero ir pra rua, eu não acredito mais em ninguém". A violência impera, entendeu? No Brasil e no mundo eu não ten Não, não, não, não, não, não, não. Frateleit, somos todos irmãos. Descubra uma forma de se libertar dessa neura, essa neurose, dessa anestesia. Mais uma vez aquela frase do Cristo na murte que eu adoro. Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente. Então a gente precisa descobrir qual é o caminho que leva à harmonia, ao equilíbrio nosso e da sociedade onde a gente tá inserido.
Falei do Brasil, agora eu vou falar do mundo. Me permitam, eu vou emitir uma opinião, vocês não precisam concordar. Nós temos uma geração de dirigentes políticos que não dão exemplo de humanidade. Porque que que é humanidade? Eu tô falando de humanidade e de fraternidade. Fraternidade, eu já falei que remete a irmandade, frater, irmão. E o que seria humanidade no sentido que a gente tá emprestando aqui? Se você for consultar o pai dos burros, humanidade é um substantivo feminino. Primeiro, um conjunto de características que define a natureza humana. um conceito quase biológico.
Agora, também é a humanidade sentimento de bondade, benevolência em relação ao semelhante ou de compaixão, piedade em relação aos desfavorecidos. Essa humanidade que a gente não pode perder, apesar do péssimo exemplo, repito, assim me parece, de uma geração de dirigentes políticos de nações importantes econômica e militarmente que influenciam o planeta. Então, eh, não vou entrar em detalhes porque seria um tanto chato no domingo, no papo das 9 de domingo, eu entrar nos no varejão dos assuntos relativos a essa distinção que eu tô aferindo a esses dirigentes políticos, mas claramente eu tô falando do presidente dos Estados Unidos, que é a maior superpotência econômica e militar do planeta.
A última do Trump, qual é? Tá no noticiário agora. Ele teve lá uma rusga numa rede social com um ex-presidente da Rússia, o Medvedev. Sabe o que que ele fez? Enviou dois submarinos nucleares pra costa da Rússia. Uma pessoa dessa é completamente desqualificada para est à frente do maior arsenal atômico do planeta. pelo amor de Deus, mas eu não vou entrar nos pormenores. Só para fazer a conexão com Fraternidade Sem Fronteira no evento beneficiente de ontem em favor do projeto deles no Malaui, o Trump não saiu apenas do acordo de Paris do Clima, ele saiu da Organização Mundial da Saúde, não ajuda mais a Organização Mundial da Saúde.
Ele cortou toda a verba da, que é um programa de ajuda humanitária, que é a nação mais rica do mundo, com dinheiro que é pouco, mas é um pouco que faz a diferença em diferentes ações humanitárias, especialmente em países pobres e miseráveis também da África. E veja a área de atuação do Fraternidade Sem Fronteiras na África, especialmente no Malaui, o campo de refugiados da ONU naquela parte do mundo deixou de ter os recursos que também chegavam do programa, que ex-presidentes, inclusive do partido do Trump republicano, nunca deixaram de irrigar com dólares. O Trump cortou. Isso. Um monte de coisa. Você vai ver, ele cortou ajuda para vacinas de doenças que ocorrem em países pobres.
Ele cortou ajuda pro envio de alimentos para países miseráveis. É uma, você não acredita, é uma lista longa de tesouras, dizendo assim: "Eles que se virem". Porque não é por falta de dinheiro nos Estados Unidos, não falta dinheiro, não falta. É uma visão política. Eu não tenho que me meter, o problema é deles. Então, veja, temos o Trump. Ah, é só o Trump? Não, quando eu falo da atual geração de dirigentes políticos, eu tô falando de Benjamin Netaniarro à frente também de um governo extremista como é Trump, que tá tentando varrer do mapa um povo.
Isso com a complacência de vários aliados, inclusive os Estados Unidos, que dão suporte, um suporte constrangido e envergonhado militar e financeiro, para que Jael faça o governo atual de Israel, porque eu não vou confundir a parcela significativa de israelenses que não avaliza esse massacre, tá? Então, Benjamim Netaniarro tá dando um péssimo exemplo, inclusive que fomenta o antissemitismo no mundo. Ele não tá percebendo a encrenca de ser tão, eu diria, preciso escolher a palavra certa e me falta aqui uma palavra educada. Ter um governo acolhendo pessoas que não têm mais humanidade, são desumanos, pessoas desumanas. Eu preciso inserir nessa lista, são muitos.
Eu não quero falar de todos aqui, não tô na condição de ficar com dedinho apontando, mas eu quero ilustrar o momento. Eu tô citando nomes para não ficar muito vaga a linha de raciocínio. Vladimir Putin é um autocrata autoritário envolvido em vários assassinatos seletivos de adversários políticos dele, invariavelmente por envenenamento, né? eh, e que não pretende deixar o poder tão cedo e que infringiu uma regra de ouro do direito internacional, invadindo unilateralmente uma nação soberana chamada Ucrânia. Então, ele quer na mão grande anexar um país. É disso que se trata a guerra da Rússia com a Ucrânia.
E aí temos uma questão que me idói o coração, me dilacera o coração, que é bombardeio sobre áreas civis. Gente, assim, a guerra mesmo, a guerra tem regras. Não sei se vocês sabem, existem tratados. você começar a banalizar a destruição dos civis, destruição de civis, matar civis, como estamos vendo em algumas guerras em curso no mundo, é algo inacreditavelmente cruel e desumano. Eh, eu também vi que hoje tá fazendo eh aniversário, mas não é para uma data feliz, o bombardeio de Hiroshima no Japão. Quando a gente fala atacar civis numa guerra, é algo covarde. É algo que a legislação digamos, os tratados internacionais eh repudiam.
E o pior exemplo de ataque contra civil foi durante a Segunda Guerra Mundial em duas cidades japonesas, Hiroshim e Nagasak. Este que vos fala esteve em 2002, lá se vão 23 anos atrás. Eu fui a Hiroshima e eu vi o que sobrou do bombardeio, porque o japonês deixou parte da cidade como ela ficou depois do bombardeio e aquilo virou um monumento. Existe lá o um museu mostrando todos os detalhes do horror de você ser pulverizado, porque o calor da bomba atômica ele de ele pulveriza, você deixa de existir no perímetro mais intenso do bombardeio, mais próximo do artefato nuclear. Eh, hoje, olha que outra coincidência, né?
Hoje completa-se o aniversário do bombardeiro de Hiroshima, que vitimou mais de 100.000 civis fora Nagasak. E desde então nunca mais foi tão forte o impacto e a repercussão dos ataques nucleares, os únicos da história, contra eh os ados a Vera numa guerra, contra a população civil, que nunca mais ninguém usou bomba nuclear, embora o Arsenal cresça em progressão geométrica nesse momento, nunca mais se usou. Só que aí vem, né, ataque contra civil na faixa de gás, faminto, procurando comida, atirador. Como é que você lida com isso?
E você vendo as imagens do ataque dos drones e dos mísseis e dos foguetes do senor Putin, a Ucrânia responde: "Mas a iniciativa é do senhor Putin, ordenando ataque em áreas civis". Então, tudo isso para dizer o quê? Onde é que eu quero chegar? O o número de, eu diria, dirigentes políticos extremistas no mundo vai muito além desses. Esses estão à frente de importantes arsenais bélicos. Todos esses três têm bomba atômica e todos esses três estão envolvidos diretamente ou apoiam vorazmente conflitos armados. Por isso que eu citei esses três e vou ficar por aqui. Tem outros. Mas eu queria dizer uma coisa. Como isso tá batendo em você?
Como é que você registra a desumanidade aleheia, a crueldade alheia, a indiferença alheia pela vida, pelos direitos do outro existir e pela correta forma de encaminhar um dissenso. Não é no porrete, não é na porrada, é na conversa, é na diplomacia. Eles não dão bola paraa diplomacia. Trump, Netaniarro e Putin para ficar nesses três, não são apenas os três, não dão bola paraa arte de buscar um acordo respeitando direitos difusos. Então, nós estamos num mundo em que o mau exemplo dos outros não deveria influenciar nos justos e necessários valores e princípios que norteiam a nossa humanidade. Seja alguém que faça diferença em favor de um mundo melhor e mais justo.
Seja alguém que contribui, colabora com o teu tempo, com a tua energia, com cascalho, um dinheiro que você financia, obras, projetos, campanhas humanitárias que fazem a diferença e dão resultado. Vou novamente reproduzir os versos de uma música que começou o papo das 9 hoje. Não vou cantar, vou reproduzir a fala. Não é uma música muito conhecida dos fãs do 14 bis, mas eu adoro ela. Adoráveis criaturas, vivendo num planeta sem juízo, que de repente pode se acabar. É melhor criar o paraíso já. Cada minuto é tão importante, o tal futuro fica logo ali. O homem tem aqui. E o trechinho da música que fala: "Seres luminosos brilham mais A cada nova era aqui na Terra, a coisa se reconduz.
Sejamos nós os braços fortes e vigorosos, não de musculatura, mas de perseverança, persistência e intenção, em favor do desarmamento dos espíritos e da crença de que, sendo cada um de nós seres sociais, dependemos uns dos outros. Se não tiver bom para todo mundo, não vai estar bom para ninguém. Que a gente de fato apoie, incentive, consagre nosso tempo na divulgação dos bons exemplos de humanidade e de fraternidade. Fratelitute e fraternidade para todos. Viva o fraternidade sem fronteiras. Viva as pessoas que com muita coragem, em lugares hostis, dentro e fora do Brasil, estão presentes, dão o seu testemunho, não ficam nas redes sociais dizendo: "Eu sou uma pessoa de bem". ou não se contentam na sua ordem religiosa, no lugar aonde circulam com os seus confrades de fé, todos ali cantando louvores a Deus, todos ali recitando músicas lindas, encorajando uns aos outros.
Isso é importante, isso não tô desprezando isso. Eu apenas tô observando que tem gente que se contenta apenas e tão somente com isso. Tudo a mim, sabe? Vem, vem a mim, tudo de bom. E você e eu estamos fazendo o quê? para retribuir toda a graça, toda bênção, todos os privilégios, todas as condições maravilhosas de existir, porque graças a Deus, Senhor, eu tenho uma casa, um lar, eu tenho que comer, eu tenho que vestir.
Eu não tô em situação de miséria, eu não tô em situação de abandono, mas eu vivo num planeta onde nesse momento, não obstante as dificuldades históricas de fome, miséria e pobreza, temos pessoas em cargos importantes de poder que ignoram solenemente as verdadeiras questões, os verdadeiros inimigos. Pensa e faça. Fiquem com Deus. Tudo de bom. Até quarta-feira, se Deus quiser.


