Relacionados

Quem vai sempre volta diferente? | Papo das 9 #980

Minutos de sabedoria
182

Indicação de leitura
A arte de seguir em frente. Autor: André Trigueiro. Editora InterVidas

Sugestão de doação
Palestra Beneficente em favor da Escola Joanna de Ângelis. WhatsApp: (21) 99113-9994

Transcrição do vídeo (revisada)

Transcrição das legendas do YouTube, com revisão humana. Ainda pode conter imprecisões, especialmente em números e nomes próprios. Em caso de dúvida, vale o que foi dito no vídeo.

Minhas amigas, meus amigos, eu vou dar até dar um tempinho antes de começar a live, porque depois de tanto tempo ausente nesse espaço. O povo como já meio que quebrou um pouco aquela expectativa, aquele condicionamento. Eu acordei hoje, vocês acreditam? É tanto tempo sem fazer o papo das 9 que você acorda e fala assim: "Que que eu vou fazer hoje?" Gente, deu papo. Não pode acontecer isso. [risadas] É, eu tô com uma cara meio sonambúlica. A barba por fazer não é desleixo. Eu tô descansando também a pele da lâmina. Afinal de contas, foram quase 20 dias em Belém, né? Cobrindo a cópia.

Eu vou resumir aqui muito rapidamente, não vou falar da chateação e da complexidade de negociação climática, não era isso que eu tinha em mente, mas eu queria fazer rapidamente um registro eh das coisas que me impressionaram mais positiva e negativamente, né? Primeiro, os aspectos positivos. Eu percebi o calor humano e o nível de excelência. do acolhimento da hospitalidade e do esmero com que a população de Belém acolheu esse evento e recebeu os visitantes, né? Foi uma coisa realmente muito comovente. Eu não sou marinheiro de primeira viagem no Pará ou Belém. já estive lá algumas vezes e obviamente não é uma hospitalidade às custas da COP, é um povo hospitaleiro que recebe bem e dessa vez eles tinham, eu acho, exatamente essa noção da ordem de grandeza do evento e a necessidade de fazer o melhor.

Eh, haverá sempre quem diga: "Ah, mas Belém não era a cidade melhor para fazer por conta de infraestrutura. Olha, a minha opinião e cada um tem a sua e não tem o dono da verdade. Eu acho que foi um acerto fazer na Amazônia. Eu eu testemunhei a surpresa de gente que não conhecia o Pará, muito menos a Amazônia, com as chuvas, os dilúvios diários, praticamente diários, típicos de uma floresta tropical úmida. O calor úmido que gera desconforto brutal para quem não tá acostumado e para quem tá, porque Belém tá sofrendo também os efeitos do aquecimento global e a parte mal resolvida da cidade não era para ser escondida, não.

Então, ah, quando se fala COP da verdade, né, eu acho que ela tem esse mérito de não esconder, não fingir, não maquiar o que é as coisas como são. Inclusive, essa proposta foi a proposta brasileira colocar, eu diria, na devida posição, o elefante que sempre teve na sala e não era percebido, que é a vilania dos combustíveis fósseis, né? 75% das emissões de gás e estufa vem dos combustíveis fósseis. Isso não era discutido há 30 anos como deveria. Propôs-se um roadmap, o mapa do caminho para reduzir a dependência dos combustíveis. 80 países enfaticamente aderiram, aproximadamente 70 não e países importantes como China, Índia, Rússia. E aí, sem consenso, a coisa não avança.

Eu já fui para Belém com a vacina, o imunizante de qualquer desapontamento sobre um acordo frouxo ou um acordo fraco, porque não é possível imaginar grandes avanços, aonde 194 países seriam 195 se os Estados Unidos estivessem presentes. Precisam acertar por consenso qualquer coisa. Isso não vai dar certo. Isso não vai dar certo. Simples assim, Andrea. Por quê? Você aí na tua casa, quando você tem, se você tem família à tua volta, três, quatro pessoas, vai, isso vale para um casal, mas três, quatro pessoas. Aí chega domingo, você tem que decidir por consenso como a família haverá de aproveitar o o domingo. Ah, eu quero ir pra praia. Ah, eu quero ir pro Rio. Ah, eu quero ir pro parque.

Ah, eu quero ficar em casa vendo a série. Quero maratonar a série. Ah, eu quero isso. Quero aquilo. O consenso ele é difícil, [risadas] invariavelmente. Quanto maior o número de pessoas para participar de uma decisão por consenso, maior a complexidade de se chegar a um acordo. Então, eu fiquei muito feliz de ver, eu nunca vi tantos indígenas juntos. Olha que a gente anda por aí, já tive em território indígena, etc. mais aglomerados assim juntos. Foram mais de 3.000 que fizeram longas viagens penosas, sacrificiais para estar em Belém, né?

A marcha pelo clima ou o nome certo que se dê foi algo muito comovente, porque o microcosmo do Brasil e do planeta foi pra rua, né, que é o lugar certo para se manifestar. Com todo respeito às aos protestos virtuais, aos abaixo assinados pela internet, a rua, a rua tomada por milhares de pessoas defendendo o meio ambiente, o clima, os povos originais, o direito dos quilombolas, sabe? A ciência. Aliás, eu ganhei de presente do Eduardo do movimento Laudatoci, um boné que traz a inscrição Make Science Great again, faça ciência grande de novo. Numa alusão divertida e se contra pondo a campanha do Donald Trump que era faça os Estados Unidos, make America great again, né?

Passa Estados Unidos grandes novamente, não faça a ciência grande novamente. Eh, que é uma ideia genial do ponto de vista do marketing assertivo, inteligente, oportuno. Falando em marketing, obviamente é o marketing eh que é aquele que trabalha contra, né? Foi a COP ou terá sido a COP, que é uma conta difícil de fazer. Algumas organizações se propõe a isso, com o maior número de lobistas dos combustíveis fósseis da história. Muito lobista, fazendo seus marketing, seus marketings também, né? eh e tentando conter qualquer avanço na agenda da descarbonização da atmosfera, que é o que interessa.

Então, fiquei e muito impressionado em diferentes lugares dentro e fora do Parque da Cidade, onde ficou a zona azul e a zona verde, a quantidade de empresas que notadamente não são historicamente defensoras do meio ambiente ou do clima, mas estavam lá se posicionando em favor, né? Então, gente, eu também fui paraa COP vacinado com imunizantes que me protegem das fake news ou das campanhas que t origem em quem não tem credibilidade. Aliás, eu achei interessante, tá em inglês aqui esse spray que eu botei no achando que era água, porque eu vou dizer quais são as inscrições, mas isso aqui parece ser pelo cheirinho e pela cor, filtro solar. Mas o que que é isso aqui? É divertido.

Eh, infoprotect, né? A informação protegida. Global Initiative for Information Integrity on Climate Change. Iniciativa global pela Integridade da Informação na mudança climática para todos os países. Protects scientific information for effective climate action. Protege informação científica. Aqui, ó. High protection against climate, isso que eu queria dizer. Alta proteção contra desinformação climática. Isso aqui, gente, é a cara do Brasil. a quase carnavalesco, né?

Mas isso funciona porque você, se você ficar só no debate, eh, eu diria careta assim, ah, tá tudo errado isso daí, tão usando informação para veicular coisa falsa, canais de comunicação, aí você distribui um spray com alta proteção contra desinformação climática. [risadas] Isso é sensacional. Eu falei dos indígenas, né? Reencontrei o meu amigo Almir Suruí. Eu visitei o Almir fazendo matéria em 2012, lá vão 13 anos. E os suruís em Rondônia, cercados de devastação, contando com apoio da Embrapa, isso é legal, isso eu vi o projeto ser explicado por lá para produzir cacau, chocolate, cacau beneficiado e café de alta qualidade.

A Embrapa ajudando os suruí em seu território a terem uma produção orgânica. uma produção, eu diria, bastante consistente de produtos que são rentáveis, tem valor agregado e isso impede que alguns membros da própria comunidade indígena sejam seduzidos pela ideia de que o crime ambiental, que aí vem a o assédio, né? tira a árvore aí da sua da sua propriedade, não, que é propriedade da União. Eh, mas a a Constituição explica direitinho o que que é isso. Terra indígena não deixa de ser da União, mas o usufruto e a destinação daquela terra é para a comunidade indígena historicamente.

Então, existe o assédio para que não apenas entre o suruí, muitos indígenas pratiquem crimes ambientais, tirem árvore, eh, façam garimpo para ganhar um trocado, mesmo atentando contra os direitos do seu povo. A ideia de você produzir legalmente, por exemplo, como os suruist estão fazendo, chocolate, café, é para impedir que esse assédio tenha efetividade. Mal comparando, é o que acontece aqui no no Brasil, em outras partes, aqui no Rio de Janeiro, com a garotada que vive na comunidade, é assediada por traficante ou miliciano. Se você não oferece algo melhor, ele pode, não é um determinismo, mas ele pode descambar para esse lado. Aí eu dei uma força lá comprando, ó, o café suruí.

Cheiro forte, aquele cafezão forte, 100% robusta amazônico moído, colheita manual, café saricab, povo paiter, Suruí, Amazônia, Rondônia, Brasil. Então isso daqui também é, penso eu, parte da solução. Eh, terras indígenas otimizando o processo de geração de emprego e renda sem destruir floresta. Você pode fazer uma lavoura de café que não seja, não avance sobre mata nativa nas áreas aonde você tem o manejo do solo mais facilitado, uma área plana aonde o cultivo se dê de maneira adequada, né? E isso faz parte da solução. Isso é legal. Eh, eu queria também dizer que encontrei a muita gente me procurou por causa do papo das. É interessante isso.

De várias partes do Brasil fala Papo das 9o das veo das. É, é impressionante, né, como é que esse espaço que a gente tem aqui, nascido há mais de 5 anos durante a pandemia, ele virou algo importante na rotina, não só para mim, mas para algumas pessoas que ali mantiveram sua sintonia pelos mais diversos motivos. Eu ouvi histórias belíssimas, inclusive de parentes de pessoas que partiram e que acompanhavam o papo e se sentiam encorajadas e e fortalecidas no papo. Muito bacana.

Eh, muita coisa por dizer, muito feliz de ver pela primeira vez na história das cópies um pavilhão da ciência todo dia, produzindo conhecimento, divulgação de pesquisa, de relatório, as notas dos cientistas reunidos por lá. Fiquei muito feliz de entrevistar pessoas que eu já admirava antes, o ex-economista chefe do Banco Mundial, Sir Nicholas Stern, que foi o primeiro a fazer a conta. Quanto a humanidade deve investir para se proteger do pior efeito da crise climática? E qual o custo ainda maior de não fazer nada? o custo da inação. Ele tava lá passando pelos corredores. Falei: "Mr Stern, Mr. Stern". Aí fiz lá duas, três perguntas para ele. Eu fiquei muito feliz.

Outro que eu fiquei feliz de ter entrevistado rapidamente foi Johan Hogstrom, sueco radicado na Alemanha no Instituto Potsdam, que é um uma sumidade na ciência climática, tava lá todo dia, sabe? As pessoas que você conhece pelo trabalho que elas realizam, elas estavam por perto fazendo o que elas mais gostam, que é ciência, né? Então isso isso é é bacana. Também fiquei muito comovido com o trabalho da equipe que não aparece na telinha, mas é o povo da televisão que fica nos bastidores, sabe? pessoal da engenharia, o pessoal da tecnologia, o pessoal do áudio, do vídeo, que é um pessoal que viabiliza soluções técnicas pra gente fazer o melhor trabalho possível, principalmente no dia do fogo que interromperam a COP e praticamente quase todo o equipamento, bateria, tripé, câmera, tava do lado de dentro, inacessível. e a gente teve que fazer entradas ao vivo do lado de fora.

E isso só foi possível com o trabalho magnífico desses caras, né? Esse celular aqui que eu tô usando, esse é o do YouTube, esse é do Instagram. Esse celular aqui foi comigo para Belém, ele foi adaptado para fazer uma transmissão paraa Globo News, entradas no Impauto, entradas no Jornal das 10 e ninguém percebeu que era de celular. Por melhor que seja a qualidade hoje do celular, você entrar ao vivo eh com o melhor recurso possível de audio e vídeo é algo fabuloso. E isso foi feito. Bom, estuposto, meus amigos, eu vou dar tratos à bola ao combinado. Outras informações, outras ideias e lembranças da COP, se for pertinente falar sobre isso, a gente fala. E vamos que vamos conectar.

Importante, viu? importante conexão, pedindo a autorização aqui dos amigos espirituais, dos amigos invisíveis para que estejam por perto e nos auxilie nesse trabalho de promoção da saúde psíquica e emocional pra gente por alguns minutinhos aqui fazermos uma leitura de uma página inspiradora, edificante e que eu seja uma ferramenta útil, um instrumento fiel, o meio adequado para alcançar esse objetivo. Então, vamos ver onde vai dar. Vamos lá. Vamos ver onde vai dar. Opa, 182. Não se deixe levar pelo extremismo. Não exagere para mais, nem para menos. Saiba permanecer no meio termo. Se correr demais, cansará.

Se ficar muito parado, acabará consumindo o terreno debaixo dos próprios pés e dentro de pouco estará pisando uma cova. Não pare, mas também não queira correr demais. Caminhe firme com segurança, sem pressa, mas não se detenha jamais na cenda do progresso. Essa página é interessante porque a primeira frase nos dias de hoje, lembrando que Minutos de Sabedoria já tem mais de 60 anos de história. Esse livro foi escrito há mais de 60 anos. Eh, a primeira frase dele no contexto de hoje, não se deixe levar pelo extremismo, tem uma conotação muito singular, muito específica de um momento político que não é exclusivo do Brasil, mas do mundo.

O resto da mensagem revela que esse extremismo que Pastorino alude é aquele que está fora do eixo do equilíbrio. Ou seja, quando você em diferentes momentos realiza escolhas que estão na direção do excessivo, né, do de do que é muito exagerado, eh extrapola o que seria o o sensato, o razoável, o que promove o equilíbrio, a serenidade. Então, saiba permanecer no meio termo. É o caminho do meio dos budistas, né? Aquela história de você, por exemplo, sendo contagiado por uma onda eufórica de felicidade, não se entusiasmar muito com essa euforia. Claro que a felicidade é bem-vinda, mas como tudo na vida ela é passageira.

Então, saiba curtir demais, usufruir, sabe, aproveitar o momento sem que aquilo justifique uma euforia excessiva que tire você do trilho do melhor aproveitamento da sensação boa, de uma notícia feliz, se é que me entende. Da mesma forma, uma notícia muito triste, um revés muito doloroso, aquilo tem já a sua carga pesada, mas aquela carga pesada não deve ou não deveria justificar uma tristeza excessiva, uma entrega sem qualquer senso de medida a ao poço que essa dor pode levar você ao fundo do poço. Não é algo muito triste, muito doloroso, preferia não tá passando por isso, mas é o que temos para hoje.

Então, eu não vou deixar de sentir tristeza, frustração, decepção, mas isso não tem o poder de me arrastar deliberadamente para o extremo desse mergulho, eu diria, sem freios e sem contenção na direção de um abismo emocional. Não, não. Agora eu vou pegar a carona na primeira frase que eu abri por acaso aqui, não se deixe levar pelo extremismo para falar do momento, né? Nós tivemos ontem, pela primeira vez na história do Brasil, o início do cumprimento da pena de militares de alta patente por tentativa de golpe num processo de 2 anos de eh denúncia.

Investigação, denúncia, abertura de um processo legal, interrogatório, amplo direito de defesa, conjunto probatório robusto e 2 anos até que esgotadas todas as todos os recursos, todas as medidas protelatórias possíveis, a condenação fosse determinada com o início da aplicação da pena. Aonde eu quero chegar e a minha opinião, vocês não precisam concordar.

Eu não vou entrar no mérito da questão já tão exaustivamente falada, mas o Brasil, do meu ponto de vista, de maneira deshonrosa, não conseguiu até ontem, isso já não nos coloca num lugar deshonroso em que estávamos, punir, nos termos da lei, maus militares de alta patente envolvidos em golpe ou tentativa de golpe de estado, que é algo que afronta visceralmente a doutrina militar. Os militares existem para servir ao Estado. E no Brasil temos uma Constituição que diz que o poder é civil. Então o o militar que dá golpe é o militar que afronta a própria doutrina. afronta as próprias regras que fazem as Forças Armadas existirem.

Nós tivemos na Argentina uma ditadura sangrenta que foi bárbara, foi uma mácula terrível na história daquele país. Os argentinos conseguiram fazer o julgamento dentro do devido processo legal e punir exemplarmente não apenas lideranças militares, mas torturadores. O mesmo se deu no Chile de Pinochê. Aqui a gente não tinha no currículo desse país, embora tantas e tantas viradas de mesa, complis, golpes, né, que resultaram na quebra da ordem jurídica legal. Rasgou-se Constituição, rasgou-se tudo. Nós tivemos agora uma quitação, nós estamos agora kit com a lei, né? E isso sem ruptura institucional e isso da forma como deve ser.

Então, eh, quando se fala não se deixa levar pelo extremismo, aqui não é lado A contra lado B. Ah, quem festeja a prisão dos militares é do lado tal, quem lamenta a prisão dos militares é do outro lado. Procure se desvencilhar. a minha sugestão de qualquer contaminação política ideológica e procure entender que um país que não respeita as próprias regras, não segue a própria Constituição, não consegue ter, eu diria, o respeito ao resultado das eleições, para ser bem sintético aqui, é um país que não merece ser chamado de sério. É, então a gente precisa ter essa noção. É doloroso, esse processo é doloroso, mas é um processo necessário de expurgo dos maus militares.

Eu tô me atendo aqui ao que aconteceu ontem, que foi inédito na história. Maus militares que servem a propósitos que não são aqueles que se coadunam com a Constituição Federal. É disso que se trata. Se a Constituição vale para mim e vale para você, por que não vai valer para eles? Por que que temos assim uma casta que não é conta, não é alcançada pelas leis, né? Isso não é admissível, isso não é justo. E é por isso que hoje a gente pode dizer, não estamos numa situação de desvantagem em relação a países vizinhos como Argentina e Chile, aonde a virada de mesa, o golpe de estado, a tentativa de golpe ficaram impunes, porque a impunidade alimenta novas tentativas de burlar a Constituição.

É disso que se trata. Impunidade é nutriente para o cometimento de novos crimes. Bom, isto posto, eh, eu vou sugerir, vocês vão entender porquê, eh, a minha sugestão de leitura vai junto com o último compromisso que terei esse ano de palestra, no dia 7 de dezembro. A sugestão de leitura é o livrinho que a gente já falou aqui, eu nem vou falar muito dele, já vou casar com a última palestra que é beneficente. A arte de seguir em frente são 100 mensagens que bem curtinhas, que foram garimpadas de trechos do papo das e de obras já lançadas por mim. Esse livro encontra-se disponível, né, eh, no site do Intervidas, né? Vocês já conhecem essa rota. Povo aqui do Papo das 9 já conhece.

Se você clicar lá, arte de seguir em frente e bota o meu nome, você vai ter diferentes, inclusive opções e preços até e condições de entrega eh para receber. E 100% dos direitos autorais, é aí que eu queria chegar, vão para a Escola Espírita Joana de Ângeles em Japeri, na Baixada Fluminense, que é, digamos, o alvo, o objeto, o propósito da nossa palestra. Na verdade, eu achei muito bonito a ideia do café com trigueiro. Eu tava falando do café dos suruís, ó. Café com trigueiro. O tema é esse aqui. A arte de seguir em frente vai acontecer no próximo dia 7 de dezembro, domingo. Entre 7:30 da manhã e 9 da manhã será servido o café. De 9 às 11.

Eu vou falar, a gente abre para trocar com as pessoas que tiverem por lá. É a palestra beneficente. Qual é o local? É o grupo espírita da fraternidade Irmã Sheila, fica lá em Nova Iguaçu. Grupo Espírita da Fraternidade, Irmã Sheila, que fica na rua Comendador Francisco Barone, 320, bairro K11 Nov Iguaçu. É, é palestra beneficente, significa que será cobrado um valor e esse valor ajudará a escola nesse momento do ano em que você precisa pagar o 13º dos professores de 240 alunos, os uniformes de 2026 desses 240 alunos e outras despesas típicas desse período que a administração da escola a cargo de uma pessoa que eu admiro demais, que é o César Said, pedagogo, escritor, orador, médium.

César Braga Saí é o diretor da Escola Espírita Joana de Anjes. Não é fácil garantir boa educação. A escola é espírita, mas ela não é confessional. A escola não fica ensinando pros alunos doutrina espírita. Seguimos os princípios e valores do Espiritismo cristão, mas lá tem filhos. de protestantes, de católicos, de ateus, né, de evangélicos, como eu já falei, dos protestantes, enfim, você vai ter de tudo ali. Eh, e é um é um ensino bom.

A a prefeitura, eu vou vou contar isso, a prefeitura de Japeri, eh, porque não tem espaço para todas as crianças miudinhas em escolas próprias da rede pública em Japeri, o Ministério da Educação, é uma lei federal, determina que nenhuma criança fique fora da escola. E aí a prefeitura tem que buscar escolas que atendam as exigências do MEC. A escola espírita Jonas de Andes atende as exigências do MEC, razão pela qual existem turmas que são eh determinadas pela prefeitura. Essa garotada estuda na escola, os uniformes da escola e a prefeitura aloca uma parte dos recursos para subsidiar essa garotada que tá por lá na escola. Então vamos lá. Café com Trigueiro, 7 de dezembro.

Será de 9 às 11 da manhã, palestra beneficiente. O custo é R$ 40. Quem tiver interesse, eu vou passar aqui WhatsApp para você ter informação e se informar como efetuar, se quiser, o pagamento. Inclusive já tem uma turma que tá se deslocando de van de Copacabana, em frente à instituição espírita Joana de Angeles de Copacabana, que é ligada à escola de Japeri, eh, que vai sair de Copacabana para Japeri e volta. Tudo isso você pode se informar no WhatsApp. O WhatsApp é 21 99113 9994. Vou repetir. Tá sem som no Instagram, não tem problema. Eu vou. Sabe por que que tá sem som no Instagram? Porque tava tocando o telefone. Quando toco o telefone eu não atendo. Aí subtrai. Aguenta aí que eu vou.

Aguenta aí. Aguenta aí que eu vou. Vou voltar. Ó, ó o papo de mímica, né? Vou desligar e retomar. Vamos lá. Encerrar agora. Descartar vídeo. Vamos voltar. Vamos voltar. Vamos voltar. Aí é o que se faz, né? Quando você não entende do riscado, eu voltei agora para ficar, porque aqui aqui é o meu lugar. Eu voltei pras coisas que eu deixei. Tá aí. Voltou com som. Instagram, me dá um joinha para eu saber que tá tudo OK. Vai, tá tudo OK. Dou lhe uma, dou-lhe duas. Povo do Instagram voltando. Tá ouvindo? Tá OK, hein, que que é Nad? Minha assistente técnica. O áudio tá OK? Vocês estão me ouvindo aí? Hã, no Instagram não, tem um monte de gente acenando, chegando aqui dizendo: "Oi, tô dentro". É bom.

Vamos lá. Vou repetir então o Instagram, o Instagram do evento que vai acontecer 7 de dezembro, domingo, em Nova Iguaçu, no Grupo Espírita Fraternidade Irmã Sheila, evento beneficente em prol da Escola Espírita Joana de Angeles. Sim. Bora. 21 9913 9994 21 99 1113 994. Belê? Tá safo. Quem tiver com dificuldade no Instagram, o YouTube tá, ó, bombadaço. Seguimos em frente. Seguimos em frente. Saudando agora nosso querido Mr. Anderson. direto do Planalto da Borborema, que dá sempre aquela nossa querida assistência técnica top. E durante a viagem para Belém ajudou para Burro. Vamos lá. Pergunta que nós colocamos ontem no Instagram. É, tá baixa a qualidade da conexão aqui. Vai pro YouTube.

YouTube. Se tiver ruim aí no Instagram, vai pro YouTube. Eu retomei lá no Instagram em outra página. Vamos lá. Perguntas e comentários selecionados do story que botamos ontem. Quem vai sempre volta diferente? Foi a pergunta que eu fiz para vocês. É, a a Verônica tem razão. Ela falou assim: "Não entendi sua pergunta no Instagram". Eh, a pergunta, eu eu eu admito que ela não tá na sua melhor resolução. Não foi uma pergunta simples. A pergunta é: quando você se desloca, você vai para algum lugar, você volta diferente, sempre volta diferente? Essa é a proposição que eu fiz.

Se toda vez que você vai, quando você volta, pode ser uma viagem, pode ser ida pro trabalho, pode ser ida para uma festa, pode ser ida para um passeio. A pergunta é: toda vez que você vai, você volta diferente? É possível isso? Admitir isso ou não? Você é sempre o mesmo. Nada acontece. Toda vez que você se desloca para algum lugar para fazer alguma coisa, você volta como você estava antes. Essa foi a a a provocação. Quem vai sempre volta diferente. Cláudia Barros da Tijuca. André, será que voltamos diferente quando nos abrimos para o novo? Isso é uma questão, eu acho interessante, ô Cláudia.

Quando você se abre pro novo, você já tá obviamente super Ah, gente, eu consegui colocar ao contrário. Pera aí. Hoje tá bravo. Hoje tá, hoje tá que tá. Hoje eu tô quietô, gente. Desculpa também depois de quase 20 dias, né? Quando você tá aberta pro novo, as coisas já estão acontecendo, porque é um desejo da tua alma absorver, investigar, usufruir, tá decodificando os sinais e as informações de uma forma diferente. Quem já tá, portanto, predisposto ao novo, pode até não sentir de imediato, mas já tá decodificando os sinais de forma diferente. Você já tá no diapazão, né? Já tá ali afinada para vibrar numa outra frequência. É a minha opinião. Agora esquece essa história de tá aberto pro novo.

Qualquer coisa, penso eu, qualquer movimento que você faça para qualquer lugar, com qualquer propósito, mesmo não estando predisposto a se abrir pro novo, há um processo contínuo. Contínuo, ainda que involuntário, ainda que involuntário de transformação. Ela pode ser mais célere, pode ser mais devagar, mas ela acontece. E quando a pessoa resiste formalmente, quando ela se bloqueia, quando ela tá travada, porque ela não quer nada, ela quer continuar naquela situação ou naquela, naquele posicionamento, naquela situação do dia a dia. Quando ela adormece, o inconsciente dela não tem nada a ver com esse projeto, né?

O processo psíquico, ele é autônomo e ele extrapola a tua vontade enquanto ser consciente de fazer isso ou fazer aquilo. No momento que se adormece, há outros processos em curso que também remetem a uma progressão das sensibilidades, das percepções, dos entendimentos. é um processo contínuo. Então, do meu ponto de vista, Cláudia, mesmo que você não esteja nos seus termos aqui abertos, que a gente não esteja aberto para o novo, as coisas acontecem porque faz parte da natureza que nós estejamos no processo de vida, sendo o tempo inteiro instigados. a fazer algo diferente, a pensar ou sentir de uma maneira diferente.

Do contrário, seríamos máquinas, robôs e a programação definiria o tempo todo apenas e tão somente o que devemos fazer e de que jeito. Não sei se me fiz entender, é a minha opinião. Eu acho que a vida ela, o tempo inteiro ela nos estimula, nos instiga a elevar a capacidade de investigação, de entendimento, a ruminância do que nós estamos sentindo, do que nós estamos pensando, o que eu devo fazer, o que cabe a mim fazer, como lidar com as atuais circunstâncias da minha vida. Tudo isso tá num pacote. Esse pacote ele ele explica o que estamos fazendo aqui, né? Nós não viemos ao mundo para sermos os mesmos. Nós viemos ao mundo para sermos pessoas melhores, diferentes.

Elane_line CNN: "O que mudou em você com a participação na COP 30?" Sou de Belém e foi incrível sua participação. Obrigado, Elane. Tá cedo para dizer, né? Mas foi um teste de resistência física, profissional, emocional, foi a distância de casa da Cláudia, né, meu amor, da da minha rotina. Então, tudo isso, obviamente compõe eh os ingredientes, né, de um cozimento, um processo de cozimento. E eu sinceramente não ainda consegui racionalmente depreender todo o alcance do que trouxe de Belém. Eu não consegui realizar conscientemente todo o saldo dessa experiência por lá. Isso é um processo também de de descoberta, sabe? Lá era muito foco no trabalho, o foco nos objetivos do trabalho.

Eu tava lá para trabalhar, né? E e agora que a poeira baixa, você consegue ter isso tem um tempo específico, a decantação da experiência e ver em que medida isso me tocou, aonde tocou, por tocou e de que maneira me transforma. Transformação é inevitável sempre. Morgana Capra, voltamos por merecimento ou pagamento de dívida. É, eu tenho uma certa antipatia com a ideia do pagamento de dívida. Eu acho que é simplificar demais uma dinâmica existencial complexa, sistêmica, em que a gente, por vezes, resume a uma relação contábil. Eu eu eu tenho uma dificuldade com esse termo pagamento de dívida. Eh, sim, existe a lei de causa efeito e sim o efeito bumerangue, né?

Aquilo que fazemos volta para nós. O que fazemos de bom e o que fazemos de mal. Mas a vida é mais que isso. É muito mais que isso. Então, quando você pergunta, voltamos por merecimento ou pagamento de dívida? A gente volta porque precisa evoluir. A gente volta porque não temos ainda a compreensão absoluta, chegaremos lá, das leis que regem a vida o universo. Há uma passagem do Evangelho que Jesus diz: "Vós sois deuses", né? no sentido de que nós temos exatamente pela centelha divina que nos anima essa progressão da luz na sua voltagem e na sua intensidade, ela é o nosso destino. Nós somos luz, nós somos filhos de Deus. Isso não é pouca coisa não.

E nós temos agora a regência do do ser consciente, né? Nós participamos do processo. Evolução é mérito. Eu sempre falo isso. Pessoal intransferível. Você precisa escolher. Não é ver para crer, é crer para ver. A gente precisa fazer a nossa parte. E a gente tá aqui para isso. Seja você um espírito muito endividado ou menos endividado, usando os termos que você usou, vale para todo mundo. Quem tá nesse planeta tá aqui para evoluir. Todos nós, em certa medida, usando mais uma vez a terminologia empregada por você, estamos, entre aspas, pagando. Eu não gosto dessa expressão, mas vamos usar os termos que você empregou na pergunta. Quem tá nesse planeta tá aqui para aprender.

Todos nós estamos aqui na condição de aprendizes. E esse aprendizado, ele não é simples e não é rápido, mas ele precisa ter encontrar alunos predispostos. E quando o aluno não tá predisposto, como já disse, o aprendizado se dá de outra forma. O ideal é que a gente esteja aberto, conscientemente, reconhecendo, mapeando oportunidades, reciclando informações, tendo abertura para novas formas de percepção de tudo. Esse é o exercício da plenitude da vida. A vida em abundância, parafraseando Jesus. Ana de Niterói, André, o que mudou nessa sua volta? Voltamos mais conscientes da nossa existência? Bom, eu vou, é a segunda pergunta que remete a minha experiência de volta.

Então, eu vou dizer o seguinte. Eu lamentei muito ter testemunhado de tão perto interesses contrários à proteção da vida. Países que de maneira renitente insistem nos combustíveis fósseis e sequer admitem debater um plano, ainda que de longo prazo, para reduzir dependência de carvão, mineral, petróleo e gás. Então, eu tô mexido com isso. É uma constatação que me tocou. Como é que isso ainda acontece nesse sentido, penso eu, é a cópia da verdade. Cumpriu a função de ser cópia da verdade, porque Belém teve um movimento inédito da proposição de debater esse assunto nesses termos, o mapa do caminho.

Os mais aproximadamente 70 países que se manifestaram contra esse debate, do meu ponto de vista, eles ficaram marcados. Quer dizer, passou Belém. Aí você vai perguntar de que lado você esteve em Belém quando se propôs o mapa do caminho? Isso fica marcado, né? Fica marcado quando você não aceita debater. Eu acho isso muito doloroso, porque a maior parte desses países não nega ciência, sabem que os combustíveis fósseis são os maiores vilões para agravamento da crise climática. Só que tem medo do rumo do debate levar para algum tipo de sanção, multa ou punição a países que ainda dependem muito de petróleo. Isso eu entendo. Mas a gente precisa avançar. a humanidade, do meu ponto de vista, baseado na ciência, ela não tem opção.

Sabe quando você não tem opção, tipo assim, vamos pegar uma cena clichê de filme de Hollywood, você tá sendo perseguido por um monte de gente que quer esfolar você vivo. Aí você chega na beira de um precipício e aí tem um abismo, no final do abismo tem água e você tá com medo de altura e medo de não conseguir nadar porque tem correntez. É um medo compreensível. Aí você pergunta: "Qual é a opção?" A opção é encarar essa turba que tá vindo para cima de mim, pronta para me esfolar. Eu vou ter que pular. É uma comparação meio dramática, meio violenta, mas é a é a comparação que me ocorre. Existem momentos que você não tem opção. Você tá morrendo de fome.

Aliás, isso eu passei lá em Belém por conta do trabalho. Tá morrendo de fome, tá na hora de comer, mas não tá dando para se desvencilhar do trabalho, para almoçar o que você gostaria. Aí você vai comer um biscoitinho de água e sal. Não é o que você queria, não vai encher a barriga. Mas é o que temos pro momento, é o é a opção possível. Eu não posso ficar sem comer, senão o estômago vera uma panela de pressão. Qual é a solução? Então a solução é eu tentar calar a fome com o biscoitinho que tá aqui na minha bolsa. Deu para entender? São comparações fúteis, tolas, mas o que eu tô querendo dizer é que para certas situações a gente não tem opção.

A humanidade precisa fazer escolhas difíceis, do contrário, o cenário se tornará, é o que dizem os cientistas, e não são quaisquer cientistas, né? Importante dizer isso, se tornará mais hostil. Vamos lá. Ládia Rodrigues, é bem provável, principalmente quando se vai a COP 30, esperançoso ou desiludido? desiludido não, porque não é a primeira cópia que eu cobri e eu sei que o sistema ONU de aprovação por consenso é a senha para você não avançar rápido em nada. Porque o texto mais pobre, o texto mais conservador do ponto de vista de não ter nenhuma ambição maior de fazer o que precisa ser feito, é um texto mais fácil de aprovar, porque é água e sal.

É um texto que as pessoas que representam seus países lá vão aprovar com maior facilidade. Quando você vem com o mapa do caminho para combustível fóssil, o povo e pera aí, pô, pera aí, pega leve. Não é assim. Entende? Então, desiludido, não, esperançoso sempre, porque a gente não veio ao mundo para se matar, né? A gente não vê o mundo para praticar ecídio. Assim, é uma afronta à nossa inteligência, realizar um movimento que vá contra os interesses de quem tá vivo aqui e daqueles que são os descendentes dos atuais chefes de estado, dos negociadores. Eles têm família, cara. Eles têm filhos, tem neto. Assim, não dá pra gente fingir que não tá acontecendo. Tá acontecendo.

Você vê essa chuva de granizo que teve lugar em Santa Catarina me chamou muita atenção. Eu fui pesquisar. Chuva de granizo sempre teve, mas com pedrão daquele durante tanto tempo chama atenção. Isso tem relação com o aquecimento global? Sim, tem. Qual é a relação? Eu fiz essa pesquisa, você pode fazer também. Quanto mais quente a temperatura do planeta, maior é a evaporação. Então são quantidades colossais de água na forma de vapor que vão para as camadas mais altas da atmosfera. Em certos lugares do mundo e do Brasil, essas camadas mais altas da atmosfera tem um ar muito frio. Então esse vapor se condensa rápido, vira um pedregulho chamado granizo e cai.

Então, esse entrechoque de vapor quente da evaporação com uma onda de calor mais severa, com o ar frio das camadas mais altas da atmosfera, gera granizo. Então, o que eu tô querendo dizer é o seguinte, olha as notícias. Essa chuva de granizo que parece ter excedido um grau de previsibilidade pode estar sim associada ao fenômeno climático da do aquecimento global. Não são os únicos fatores. Tem um conjunto de variáveis, mas essas seriam as mais importantes. Vocês viram que o furacão Melissa que aconteceu antes da COP e devastou parte da Jamaica, eu soube disso ontem, foi o furacão com o vento mais forte já registrado na história. Passou de 400 km/h.

Isso tá fora do gradiente que mede a escala dos furacões. 406 km/h. Deixa eu, deixa eu dar o número correto aqui para você saber. A coisa tá acontecendo. A gente não tá falando aqui de cenário. Ah, isso pode acontecer. É, o futuro deve ser assim. Não, a gente tá falando do presente. Do presente a gente tá falando que já é. A gente tá falando das coisas que já acontecem. Então vamos lá. Rajada de vento de 400 5 km/h, bate recorde mundial em Furacão, no Atlântico. É algo, isso foi o Noah dos Estados Unidos, um avião caçador de furacões da Noa. Você já deve ter visto aquela imagem. O avião entra no olho do furacão para fazer vários estudos e medições.

Ele registrou uma rajada de 405,5 km/h no Melissa, o vento mais forte registrado dentro de um furacão. É disso que estamos falando. Aí o povo vai lá no ar condicionado que não pegou. É a minha crítica. Não, a Belém Belim não tem nada a ver com isso. Pará não tem nada a ver com isso. Isso foi a Casa Civil encomendando um projeto junto a uma empresa assim soube de São Paulo. Você montar um galpão, uma tenda daquele tamanho, que eu também apurei, terá sido a maior área provisória de evento já montada na história das COPS. num lugaronde você precisa ter refrigeração funcionando a pleno é complicado. Então tá acontecendo. É isso que eu queria dizer.

Eu termino aqui, gente, o papo das fazendo um alerta. Ontem eu apurei, mesmo na minha folga, que foi marcado para amanhã, quinta-feira, às 10 da manhã, pelo senhor Davi Al Columbre, presidente do Senado, a votação dos vetos do da presidência da República, 63 vetos ao PL da devastação, que é o projeto que desmonta o licenciamento ambiental. A probabilidade de desse Congresso derrubar os 63 vetos é imensa. em derrubando 63 vetos, as notas técnicas que eu acessei da Sociedade Brasileira pro Progresso da Ciência, da Academia Brasileira de Ciências, da Fundação Osvaldo Cruz, do Observatório do Clima, do Instituto Socioambiental, são várias as organizações que produziram notas técnicas dizendo: "Se isso acontecer, aumenta desmatamento e aumenta a emissão de gases e estufa no Brasil".

O Brasil não cumprirá sua meta no acordo de Paris, muito menos as novas metas assumidas em Belém. Então, só para te deixar a par, bota pressão. Democracia panela de pressão junto ao seu senador, ao seu deputado, dizendo como é que você vai se posicionar em relação a isso. É importante esse posicionamento, penso eu. Obrigado. Desculpa aí os problemas no Instagram, não sei o que houve, mas aconteceu. Obrigado aqui o povo que foi pro YouTube para dar uma remediada. YouTube sempre não decepciona, cara. YouTube tá lá, ó, firme e forte. Vai ficar salvo o papo no YouTube, é só chegar lá. Fiquem com Deus. Ótima quarta-feira. Até sexta, se Deus quiser. Valeu,

Mais vistos