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Nossa função no universo | Papo das 9 #915

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Olá, muito bom dia. Bom dia, bom dia. Bom dia a todos e todas. Onde você tiver, com quem você tiver, fazendo o que você tiver fazendo. Caiu de paraquedas aqui pela primeira vez. Seja bem-vindo. Acompanha o papo das ve ao vivaço, direto do meu cafo em Laranjeira, já desde o início, há mais de 5 anos. Estamos junto. Feriadão do dia do trabalho. Trabalhei no feriado anterior. Tô de folga nesse, de folga mais ou menos, realizando outras tarefas, outras atividades, mas obviamente é um feriado importante, penso eu, no sentido de resgatar o valor do trabalho da mão de obra. é uma data muito associada e historicamente esse feriado está relacionado a movimentos, manifestações reprimidas com muita violência eh por trabalhadores, quando no mundo não havia legislação que garantisse minimamente direitos.

E isso, portanto, foi uma, na linha do tempo, uma dura batalha ou várias batalhas para conseguir aquilo que ainda, na opinião de muitos, eu respeito isso, não seriam as condições ideais, mas a gente precisa reconhecer a importância do trabalho na sociedade. E hoje a gente vai fazer uma breve reflexão sobre a importância do trabalho na natureza. Qual seria a visão mais espiritualizada do trabalho como um elemento fundamental para a harmonia, o equilíbrio? E na natureza, saindo da questão assim do trabalho remunerado, como tudo no universo tem função, tudo na natureza tem uma função e o trabalho realizado por cada ente, cada célula, cada ser vivo guarda uma função estratégica na resiliência. no equilíbrio, na harmonia do todo.

Parece um discurso filosófico e religioso, mas eu tô falando de física, eu tô falando de como não é difícil demonstrar, especialmente, por exemplo, na área ambiental, que é aquela que eu mais tenho afinidade, como o equilíbrio ecológico, digamos assim, é resultado de muito trabalho, mas um trabalho realizado na natureza, o chamado serviços ambientais. É muito bonito isso, é muito interessante e é uma ponte de convergência assim entre, por exemplo, espiritismo e ecologia. Eu adoro esse tema, mas não vou tratar dele agora. Agora é hora da gente fazer aquela imersão numa mensagem que faça sentido e promova em nós a reflexão do dia de hoje.

Pedindo aqui desde já a ajuda, a assistência, o amparo dos amigos invisíveis, que se compadeçam de nós e nos ajudem a encontrar em alguma página desse livrinho, Minutos de Sabedoria, uma mensagem que nos inspire, nos fortaleça, nos acuda. Não sei qual o seu momento, não sei que que você tá precisando ouvir aí. Então a gente vai entregar isso ao andar de cima, pedindo essa assistência, essa ajuda, esse amparo. Então que eu seja uma ferramenta útil, um instrumento maleável, o meio adequado para esse propósito. Vamos aonde? Opa, cheguei aqui. 258. O que diz a mensagem? Nossa, gente, tem tudo a ver com o que a gente tava falando aqui sobre trabalho, na minha opinião. Olha só.

Seja na terra a pequenina chama que ilumina as trevas em que jazem milhares de criaturas. Seja a água benéfica que decedenta todos aqueles que atravessam o deserto da existência, sequiosos de carinho e amor. Seja o alimento dos que nos procuram, famintos de compreensão e de incentivo. Procure servir e amar para ter a alegria de haver passado na terra, distribuindo benefícios a todas as criaturas. assim, eh, guarda absoluta sinergia com o que a gente tava falando aqui por conta do feriadão do dia do trabalho. O trabalho como algo que pode ser entendido como o exercício de uma função, uma ação, uma ação. trabalho é uma ação que ah, nesse sentido tem um componente de partícula integrante de algo maior, contribuição para uma harmonia, um equilíbrio de algo maior, né? a sensação de pertencimento.

O meu trabalho haverá de repercutir positivamente num âmbito superior. Então, a harmonia universal depende do trabalho realizado por uma imensa constelação de seres micro e macroscópicos que estão em ação realizando tarefas, vamos chamar assim, que conspiram em favor do equilíbrio e da harmonia. Então, linda a mensagem em tom poético, né? Seja pequenina a chama que ilumina as trevas, que jazem. Qual é a função da chama? Qual é o trabalho da chama? Iluminar. Seja a água benéfica que descedenta todos aqueles que atravessam o deserto da existência. Qual é a função da fonte de água? Qual é a função da água? é garantir vida, hidratar, irrigar, fazer chegar as melhores condições de vida.

E a água é um elemento nesse planeta fundamental, a existência de vida. Seja o alimento dos que nos procuram famintos de compreensão e de incentivo. Então, é o pão material, é o pão espiritual, né? É esse banquete que enche a barriga. e planifica o espírito. Então, veja, as coisas não acontecem por si, elas precisam de alguma energia para se colocar em movimento. É o trabalho. O trabalho que torna a vida mais interessante, confortável, eleva a qualidade da existência. quando a gente se prontifica a ser útil.

Eu realmente faria essa associação muito tranquilamente entre trabalho e utilidade, o trabalho que permite que tenhamos uma situação mais eh confortável, tranquila, pacífica, harmoniosa, equilibrada, né? E todos somos de alguma forma demandantes do emprego do tempo e da energia, justificando a nossa existência, devolvendo a natureza aquilo que a natureza generosamente nos oferece. Ou seja, a natureza trabalha para que tenhamos as condições mínimas de vida nesse plano. O que nós estamos fazendo para retribuir essa gentileza e favorecer as engrenagens que suportam a vida? trabalho.

Mais uma vez, eu tô dissociando a palavra trabalho aqui e dentro do espírito da mensagem de uma questão meramente material de pagar boleto. Eu tenho que ganhar meu dinheiro para pagar minhas contas. Isso é isso faz parte, isso é importante. Agora, existe uma outra compreensão do sentido da palavra trabalho que é subjacente ao ganho material. E é como no mosaico da existência, das múltiplas formas de vida que existem por aí, todas, cada uma a seu modo, realiza alguma função que a gente vai reconhecer como nobre, útil, no equilíbrio do todo. Eu gosto muito de refletir e falo sobre isso com meus alunos da PUC.

Quando a gente tá falando que tudo na natureza tem uma função e essa função é nobre, é útil, você pega aqueles bichos mais asquerosos que as pessoas costumam ter assim alguma versão ou nojo, rato, barata, sabe? Eh, ou então aqueles que comem, se alimentam de carne estragada, né, hiena, eh, urubu, carne que tá apodrecendo na natureza. Pois bem, esses animais, esses seres que eu falei para vocês, eles cumprem uma função muito importante. Eles são utilíssimos porque eles, na verdade, isso vale, portanto, pro rato, pra barata, pro urubu e pra hiena. Para citar apenas esses exemplos. Eles são os fachineiros.

Eles são aqueles que vão transformar material que é contaminante, que pode ser foco de contaminação de outros. ambientes e seres vivos, né, e vão transformar aquilo em alimento, nutriente. Eu não vou deixar isso ficar por aqui. Eu vou dar conta disso. Eu tô fazendo uma leitura simplificada, mas é uma leitura que me interessa aqui para didatizar como tudo tem um sentido, uma função. Nada tá descolado. Nada tá descolado de uma realidade que suporta a vida. A vida, ela é resultado de uma imensidão de trabalhos que ocorrem na natureza e que permitem que a gente tenha a existência tal qual ela se resolve no dia a dia. É muito bonito isso. Eu acho muito poético, muito interessante.

Saindo da página do pastorino, que nos trouxe exatamente essa associação, na minha opinião, do trabalho com a utilidade, seja, né, a luz, seja a água que decedenta, né? A mensagem é muito poética no sentido assim: "Prontifique-se através do seu trabalho, ou seja, da sua disponibilidade de agir em favor de alguém ou de alguma causa. Prontifique-se a ser uma um sustentáculo da vida. Muito bem. Aí eu vou chegar aqui, sugestão de leitura.

Você não precisa comprar livro, você vai encontrar na internet se quiser e você não precisa ser espírita também, mas é uma parte do livro dos espíritos que encontra-se de graça na internet, exatamente a parte terceira do livro dos espíritos, que são as leis morais, ou seja, quais são as diretrizes que sustentam o universo, o que é imutável na linha do tempo e que ajuda a entender como o universo funciona. Então, no capítulo três da parte três do livro dos espíritos, é a lei do trabalho. A lei do trabalho. E que nós espíritas entendemos o trabalho como uma lei da natureza, uma necessidade. Eh, toda ocupação útil é trabalho. Tudo na natureza trabalha.

Assim como nós, os animais e todos os seres vivos realizam tarefas em favor desse, eu diria, essa, esse equilíbrio ecológico. É muito bonita a forma como na doutrina espírita se fala do trabalho. A gente tá no feriadão do dia do trabalho, por isso eu tô fazendo essa associação aqui. E obviamente fala do trabalho dentro do contexto espiritual, no sentido de que o trabalho nos desafia e nos instiga a exercitar disciplina, perseverança, o esmero em qualificar as nossas habilidades profissionais, lidar com as impossibilidades, aprender a lidar com as frustrações e as decepções. Nem tudo dá certo como a gente gostaria no trabalho, nas metas, nos objetivos. Como é que a gente lida com isso?

Eh, a importância do descanso, da pausa, da trégua das férias. Muita gente também tem dificuldade em desligar os sensores e dizer: "Agora eu vou cuidar de mim", né? Nós temos um problema gravíssimo do burnout, que é um colapso orgânico, envolve o sistema nervoso com múltiplos fatores hostis à saúde, porque tem gente que não consegue de fato se permitir uma trégua mínima e isso vai corroendo as engrenagens da saúde. Então veja, a época que o Espiritismo surgiu, século XIX, não havia ainda compreensão desse esgotamento físico e mental causado pelo excesso de trabalho. Foi notícia dias atrás, vocês devem ter visto, que isso tá acontecendo e é bom que aconteça e se dê publicidade.

Parabéns ao técnico Tit, que dirigiu a seleção em duas Copas do Mundo, eh, por ter dado publicidade a razão pela qual recusou um convite, se não me engano, para ser técnico novamente do Corinthians, onde ele foi vitorioso, foi um técnico importante, alegando, entre outras razões, saúde mental. Então, tudo isso tá de alguma forma eh junto de uma análise mais profunda sobre o trabalho na vida da gente. E é linda maneira, repito, como o espiritismo aborda a questão do trabalho como algo presente na natureza que diz respeito a essa necessidade de tudo que existe contribuir para a harmonia universal de forma consciente ou inconsciente.

Há uma harmonia na natureza em função da contribuição de cada um. Eh, e isso na nossa sociedade dos humanos, o trabalho tem outras questões muito importantes que nos permitem ocupar a mente, mente vazia, morada do diabo mesmo ou principalmente numa penitenciária, uma casa de detenção. você deixar os presos trancafiados, sem nenhuma atividade laboral, eu sou completamente a favor. Isso acontece no Brasil, mas não da forma que eu acho que deveria. a remissão da pena por dia trabalhado. A pessoa vai est aprendendo uma nova habilidade, ela vai se tornar competente no exercício daquela função. Quando cumprir toda a pena e for pro mercado de trabalho, ela já sai com essa condição.

Eu saí da penitenciária melhor do que quando eu entrei. Eu paguei pelos meus erros, eu estou agora oferecendo os meus serviços enquanto trabalhador, realizando esse ofício. Eu já fiz matéria dentro de penitenciário, aqui na no sistema penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro. Três ou quatro vezes eu já fiz matéria, inclusive no presídio de segurança máxima. E é muito complicado quando a pessoa não tem a possibilidade do ofício, do trabalho, de uma atividade laboral, entreter-se, ter-se no desafio de aprender a realizar algo e e produzir, produzir, né?

Eu me lembro que eu visitei, da última vez que eu fiz uma reportagem do gênero, uma fábrica de tijolos e tijolos que não eram cozidos em olaria, eram tijolos ecológicos. Uma outra tecnologia bem interessante de você condensar a argila e aquilo ter uma resolução firme sem poluir o meio ambiente. Era um tijolo de verdade feito de outra maneira. E aí tem o consórcio do setor privado com setor público. Então o empresário faz o investimento, o preso é uma mão de obra que vai ter uma remuneração simbólica e a remissão da pena. Por isso que é um bom negócio. O preso tá ocupando a mente, tá prendendo o ofício.

E o empresário que investe nessa direção, existem regras para não haver exploração da mão de obra, se beneficia do resultado desse trabalho. É o ganha ganha. Sinceramente, eu não não entendo porque que isso ainda não eh engrenou como deveria no Brasil, penso eu. Então, a gente precisa ocupar mente. Você precisa ter alguma atividade. Toda atividade que distraia a sua cuca e que tenha alguma utilidade na ponta da linha é um gol. É um golaço isto posto. A minha recomendação hoje, quando a gente tem um minuto de sabedoria, tem indicação de livro, de leitura e depois a gente faz aqui uma proposta.

A minha proposta é essa, que a gente de alguma forma reflita nesse feriadão de trabalho, para quem tá curtindo o feriadão, sobre de que maneira no dia a dia nós estamos de fato conseguindo ser úteis, ainda que haja idade avançada, problema de saúde, problema financeiro, ainda que haja qualquer tipo de fator hostil as condições ideais para você se sentir útil. Sinceramente, eh, eu construí a convicção de que a gente sempre haverá de ter muitas oportunidades de se sentir útil, seja com a mão de obra voluntária em alguma instituição, seja dentro de casa, realizando algum outro tipo de atividade.

E não precisa ser o dia inteiro, pode ser uma fração do tempo, uma hora por dia, meia hora por dia, o que seja. você diga aqui, eu tô fazendo algo que não se dá apenas e tão somente por interesse próprio. Aqui eu tô tentando fazer valer a vida nesse planeta, a minha disponibilidade de tempo, de fluido vital, em favor de algo maior. Isso explica o sentido da vida. Nós estamos aqui para isso. Eu acho esse tema tão rico que eu tô pensando se eu desdobro ele no papo das especial de domingo. Se você achar que vale a pena, manda para mim. A gente vai. Eu leio sempre. Eu leio. Responder fica difícil, senão não faço outra coisa.

Mas manda para mim a tua sugestão do que que assunto você gostaria para o papo das 9 de domingo. Eu acho que a gente devia ter essa noção mais acurada do sentido da vida atrelado à utilidade. Vida plena é aquela em que a gente consegue descobrir que é útil, que está conseguindo servir a uma causa maior. Vamos lá, seguindo em frente, pedir ajuda a Mr. Anderson. Mr. Anderson na quarta-feira pediu e eu dei mole porque eu tava numa correria. Realmente foi um dia muito corrido. Hoje era para ter uma nova pergunta, né, que a gente publica no stories do Instagram para vocês retroalimentarem ideias e devolverem pra gente debater aqui. Só que eu não mandei.

Pois é, vou eu vou aqui fazer falar o que o que não é. Vou falar o que é. As coisas aconteceram assim. Então, graças a Deus, eu tinha pedido a Mr. Anderson que ih, ih, Mr. Anderson, acabei de descobrir uma coisa. Mr. Anderson, manda as perguntas, por favor, para o Gmail, tá bom? Você tem o meu endereço no Gmail, porque a minha conta usual eu tenho que reconfigurar login e senha. venceu, inspirou. Não vou fazer isso durante o papo das 9. Então, como dizem os irmãos protênos, eh, existem perguntas que eu não respondi na quarta-feira. Eu havia pedido a Mr. Anderson que mandasse para mim e ele o fez, só que ele o fez por um e-mail que acabou de colapsar.

Eu tô acessando as perguntas, viu Anderson, de quarta-feira que eu não respondi pra gente. É, achei, vou responder aqui. Achei resgatando da vez passada, mas você manda pro Gmail, tá bom? Vamos lá. Verônica Coelho pergunta: "A ideia da eternidade lhe causa medo? Muitas vezes, mesmo sendo espírita, me dá medo. Olha, Verônica, eu não penso nisso porque eternidade é uma coisa fora da minha escala de tempo. Eu não consigo pensar em eternidade circunscrito nessa dimensão a essa resolução espaçotempo. Eu tô aqui em não tô com as melhores condições de refletir sobre a eternidade. Então, por isso que dá medo. Medo é um é uma resposta usual nossa. ao desconhecido.

O que a gente não consegue compreender, a gente costuma reagir com medo. Então, minha sugestão, toca a vida sem se deterem temas sobre os quais haja algum desconforto ou dificuldade de compreender. Deixa fluir. Deixa fluir. Quando chegar o momento, em sendo o caso de você, por algum motivo querer refletir sobre eternidade, tudo bem. Agora deixa, se é algo que te causa medo, por que que ficar, eu diria, recorrendo a esse assunto para te causar desconforto? Zeca Salgueiro pergunta se a ambição pode ser uma boa ferramenta de ascensão espiritual. Olha, ambição é uma palavra estigmatizada. Normalmente a gente quando fala de ambição tá falando de algo ruim.

Agora a ambição ela pode ter uma conotação positiva quando você, por exemplo, atrela ambição a disciplina, persistência, obstinação para alcançar certos resultados. Isso poderia ser chamado de ambição. Ele tem a ambição de fazer o melhor. Eu sei que sou esquisita a frase porque ambição, como disse, tem uma conotação negativa usualmente. Mas do meu ponto de vista, Zeca, a ambição quando não se confunde com a ideia de de forma atabalhoada, com implicações éticas lamentáveis, de você priorizar o seu em detrimento do outro, causando no outro uma impressão ruim.

Quando você não é leal na maneira como eventualmente se posiciona no tabuleiro e o outro tem o mesmo objetivo que você e você justifica a partir da ambição alguma estratégia, alguma forma de alcançar objetivo atropelando o coleguinha. Você entende o que eu digo? A ambição, ela não pode ser o passe livre para você, ah, porque eu tô promovendo minha evolução, então dá licença. Não, dá licença não. A gente não tem o direito de realizar um projeto que para ser bem-sucedido implique no desrespeito ao direito dos outros, né? O nosso direito termina quando começa o direito dos outros.

Então, respeitadas essas premissas, eu não vejo problema em a gente usar a palavra ambição falando de evolução espiritual, mas é a a ambição, ela não pode macular o projeto da macular eticamente, moralmente, o projeto da ascensão espiritual. Sônia Fajardo diz assim: "André, como encontrar o equilíbrio vivendo no mundo material e o nosso lado espiritual?" Ora, Sônia, mas a gente tá aqui para isso. Os budistas quando falam do caminho do meio, quando falam que a gente precisa ter esse discernimento de não se empolgar demais nos momentos felizes e não se deprimir demais nos momentos tristes, pela razão que for, é o caminho do meio, né?

Quando Jesus disse: "Dai a César o que é de César, a Deus o que é de Deus". Ele tá admitindo totalmente a dualidade. Quer dizer, eu tô aqui tendo que cuidar da lojinha, ganhar o meu salário para pagar meus boletos, eu tenho que cuidar do lado material, eu tenho que cuidar do meu corpo, eu tenho que cuidar da alimentação, do sono, do asseio, eu tenho que fazer tudo ao meu alcance para que a saúde física e mental estejam preservados. Mas eu não sou só carne e osso, eu sou espírito. Aliás, o espírito anima corpo, precede o corpo. Então, veja, eh, é isso, a vida é isso. Ô, Sônia, você pergunta como encontrar o equilíbrio.

A gente tem várias rotas possíveis e somos tão diferentes uns dos outros que generosamente Deus nos oferta diferentes maneiras de encontrar esse equilíbrio. Eu falei aqui, por exemplo, do budismo e do cristianismo. E que dentro do budismo e dentro do cristianismo existem várias outras denominações eh inspiradas no budismo e no cristianismo, né? Você tem questões religiosas, você tem questões filosóficas, você vai encontrar um caminho. O importante é você buscar um caminho. A pergunta ela precisa ser feita pra gente buscar a resposta. Tudo começa pela pergunta e você fez.

A tua pergunta foi: "Como encontrar o equilíbrio vivendo no mundo material e nosso lado espiritual?" A pergunta é o mais importante. Agora tá na hora de você refletir sobre que recursos você vai mobilizar para alcançar as respostas. Minha sugestão, busque informação, busque conhecimento, leia, assista palestras presenciais ou virtuais, participe de vivências, de práticas. Faça essa incursão no mundo que promove o equilíbrio entre matéria e espírito. Espírito e matéria. Tem muita coisa boa por aí. Mas o que dá certo para mim pode não dar certo para você e vice-versa. Não tem um jeito só, não tem um caminho só. Entende? Ana Luía com Z.

Luía diz assim que houve a gente aqui desde a pandemia, tem tempo. Por que uma pessoa debilitada, 3 meses de UTI, sofrendo muito, está inconsciente? Porque demora o desencarne? Olha, Ana Luía, você tá perguntando para um espírita, para nós espíritas, o fato de haver um uma pessoa eh nessa condição inconsciente, numa unidade de terapia intensiva e que você questiona, por que que ela não desencarna logo? Do ponto de vista espírita, tem várias considerações. A primeira, o fato da pessoa na sua resolução física estar vivenciando essa situação não significa que o espírito dela esteja inconsciente na UTI. O espírito está consciente, o corpo não.

E isso traz aprendizados, vivências, experiências úteis ao espírito imortal que anima aquele corpo. E isso é tão interessante, porque não raro, apesar da aparência da inconsciência, há aqueles que recobram depois a lucidez e se lembram do que ouviram quando todo mundo achava que a pessoa tava apagadona. havia ali um resquício de consciência e ela tava registrando e ela memoriza por vezes. Isso é interessante. Ali tem um ser vivo, ali tem alguém processando ideias e informações, mas corpo, uma outra dimensão. Ponto um. Ponto dois, ninguém vai antes da hora. A pergunta sugere que você não compreende porque ali nada acontece, a pessoa tá ali, não evolui.

E veja, 3 meses parece muito, mas há casos parecidos que perduram por anos e às vezes a pessoa recobra a consciência. Mas enfim, eu entendi o sentido da sua pergunta. Ninguém desencarna antes da hora. Enquanto a gente não desencarna, existe algo que é importante para o espírito imortal, ainda que vinculado a um corpo que não está operacional. Esse é o ponto. Esse é o ponto. Do ponto de vista espírita, essa é a grande questão. Então, veja, estamos falando do quê? Estamos falando da hora certa do desencarne que não nos pertence, não cabe a nós.

E estamos falando como um corpo aparentemente inerte é um corpo que ainda abriga vida consciente no link, né, no fio de prata que une o desencarn o encarnado vinculado à aquele corpo. Ele não é desencarnado. Isso é muito interessante. Tá bom, Ana Luía? Eh, a tua pergunta remete exatamente a questões transcendentais sobre as quais a minha fonte é o espiritismo. Mas você não precisa pensar ou acreditar no que eu acredito. Tá bom? José Marrosa diz assim: "André, nosso anjo da guarda, mentor espiritual, nome que se dê, nos protege, nos inspira ou também intercede por nós. Tudo isso acontece.

O anjo da guarda, como eu disse na quarta-feira, né, ele traz a missão de ser aquele que haverá de nos intuir, proteger, velar, encorajar, fortalecer, advertir, mas sempre respeitando o nosso livre arbítrio. Sempre respeitando o nosso livre arbítrio. E sim, quando escolhemos algo que não nos favorece, via de regra, o o nosso anjo da guarda ou o nome que se queira dar, permite que a gente sofra as consequências de uma escolha infeliz, porque isso também faz parte do nosso aprendizado. O livre arbítrio é soberano. A gente precisa caminhar com as próprias pernas. Anjo da guarda de verdade não intervém. para nos livrar de um sofrimento ou de um dissabor, salvo circunstâncias especialíssimas em que o tutelado, aquele que tá sob os cuidados do anjo da guarda, tem o mérito, o mérito de ser de alguma forma advertido, admoestado, incomodado para dizer: "Não faz isso Porque, como eu disse, não dá para generalizar nada.

Cada caso é um caso. Via de regra, eles nos ajudam sem interferir, mas eles podem interceder. Eles podem pedir ao Pai, a Deus, a essa força superior, que nós não encorramos nos mesmos erros de sempre, que nós aproveitemos as oportunidades para evoluir, para fazer algo diferente do que a gente costuma fazer e que tem nos prejudicado. Claro que eles podem fazer isso, mas evolução é mérito. E o anjo da guarda não vai querer esvaziar o mérito das nossas escolhas. Ele pode intuir, ele pode tentar de alguma forma abrir caminhos, mas quem vai decidir trilhar esses caminhos que estão sendo abertos somos nós. Eduardo Gomes diz assim: "André, que informação interessante que você falou.

Ele tá reportando quarta-feira, a gente falou muito de anjo da guarda. Mas como você soube que a sua missão é a comunicação? Eu não soube. Eu sou. Eh, para mim é uma questão de lógica. Você se percebe no mundo. Você fala assim: "E que que eu faço de melhor dentro das minhas competências? Eu faço bem isso, faço mal aquilo, não sou tão bom nesse campo, mas sou melhor no outro. Então veja, uma pista pra gente entender o que que a gente veio fazer no mundo é quando a gente percebe que existe algo que nos toca o coração, que faz a gente fluir, que é algo que tá minimamente bem resolvido dentro de nós e que você descobre como utilizar isso de uma criativa e que gere algum benefício. pro coletivo, por exemplo.

Isso é um indicador importante, porque veja qual é o princípio. A tua pergunta interessante, Eduardo. Eh, do ponto de vista espírita, nós somos reencarnacionistas. Cada experiência na Terra traz uma demanda evolutiva. Nós temos que passar por diversas encarnações para assimilar conhecimento, sabedoria, aprender a agir da forma mais correta, sermos pessoas melhores. Uma vida é um intervalo de tempo muito curtinho, a vida passa rápido pra gente alcançar esse essa sabedoria. E cada existência traz uma demanda. Eu já falei aqui, a gente vem como homem, mulher, preto, branco, indígena, oriental. A gente assimila diversas culturas em diversos momentos da história.

A gente experimenta a opulência, a riqueza, a pobreza, a miséria, escassez. A gente aprende numa vida a usar o poder invariavelmente mal, né? E na outra vida a gente aprende a duras penas o o que significa o poder usado para o mal. Enfim, a gente vai aprendendo. Em cada existência existe uma demanda. O planejamento espiritual ele é preparado antes de cada encarnação. Quem serão seus pais? Em que parte do mundo você vai reencarnar? se você terá maior propensão à saúde ou doença. E que habilidades nessa encarnação você quer desenvolver? Você precisa desenvolver?

Então veja, a minha percepção respondendo a tua pergunta na área da comunicação, tanto óbvia, porque eu eu me sinto mais eu me sinto muito à vontade no exercício da comunicação. Eu aqui com vocês, papo das novas, fico uma hora falando de improviso. Eu sou um tagarela, eu sou um papagaio. Isso para mim significa um recurso que eu posso usar de forma interessante, criativa. é o que eu tento fazer e eu posso desperdiçar isso, eu posso transformar isso em algo, eu diria, muito vulgar. Eu poderia estar usando o recurso da comunicação para outras coisas. Me ocorreram várias aqui, eu não quero falar. Todas elas, do meu ponto de vista, abomináveis, estimulando aspectos menos evoluídos da humanidade.

Vamos colocar assim. Então, Eduardo, é por aí, tá? Cada um de nós precisa descobrir. Tem a parábola dos talentos de Jesus, que é muito inspiradora sobre como cada um tem algo que funciona melhor, algo que você percebe, que você realiza com mais vontade, tesão e aquilo flui melhor. É uma pista, não que você deva seguir aquele caminho, mas aquilo é uma pista de que você já traz algo que pode ser turbinado e dirigido pro objetivo que você se propõe, tá bom? Paulice Moura, quando se tem um aborto espontâneo, o espírito que desistiu de reencarnar acompanha todo o processo da mãe? Pode ser isso e pode não ser.

Existem várias razões para a ocorrência dos abortos espontâneos, inclusive déficit nutricional da mãe, né? não é só a desistência do do espírito reencarnante. Portanto, existem várias questões. Eu eu tenho uma dificuldade enorme com base naquilo que eu tento compreender da doutrina espírita de generalizar as situações. Toda vez que acontece isso, é por causa daquilo. Toda vez que ocorre um aborto espontâneo é porque o espírito desistiu. Nem sempre. Tem que ter muito cuidado assim com essas conclusões, por vezes, né, não condizentes com a realidade. Não condizentes com a realidade. Mr. Anderson, eu pedi para você mandar pro meu Jamael e eu não sei se eu peguei todas as perguntas devidas.

Peguei. É, eu não sei se eu peguei. Acho que eu peguei. Acho que não ficou faltando nenhuma. Não. Isto posto, meus amigos, sem delongas ou enrolações, eh, eu vou terminar então o papo das 9 hoje mais cedo. Deixa eu fazer aqui um breve comentário sobre lei de gaga. Eu tô aqui na Gagalândia, sabe? Vulgo Rio de Janeiro. Uma cidade que já foi conhecida como Rio de Janeiro, se transformou na Gagalândia. É impressionante a força, a popularidade, a empatia dessa artista. Eu vou fazer um breve comentário aqui que eu acho importante pra gente refletir, tá bom? Eh, ó lá, Mr. Anderson, eu falei assim: "Faltou pergunta, o pessoal faltou". Então, Mr. Anderson, manda lá pro Jamail. Mr.

Anderson, não quero deixar ninguém sem pergunta, cabrão. Deixa eu ver aqui. É, não chegou do Mr. Anderson. Não chegou aqui no Gmail não. Talvez seja um problema do Jamail. Vamos lá. Minha opinião sobre Lady Gaga. Eu acho ela uma das artistas mais fabulosas desse século pela forma como ela dialoga com diferentes gêneros musicais. Ela é prolífica, ela é multitalento. Tem o especial dela com Tony Benneto. Tony Bennet, cara, que já desencarnou, né, recentemente, cantou maravilhosamente até os últimos dias. Tony Bennet foi sucesso 50 anos atrás, 60 anos atrás e ela no palco com ele cantando clássicos. Espetacular.

Eh, eu havido numa homenagem ao Sting do Poliz cantando uma música que eu adoro num arranjo completamente diferente com orquestra, que só os grandes artistas conseguem fazer uma versão de uma música conhecida se tornar por vezes melhor do que a versão original. E ela tem a carreira dela como artista de cinema, né? Ela ganhou um Oscar, inclusive vários Gramies por vários trabalhos. A parte pop dela, da carreira dela, eu não conheço muito bem, por incrível que pareça, que é o que todo mundo conhece, as as músicas que tocam direto. Aí eu não conheço muito.

Por vezes eu eu o que eu já vi de show assim me pareceu bem eh coragem, que é uma outra questão que eu admiro nos artistas em geral e admiro nela, que é a coragem de ousar. O artista, por vezes, que faz sucesso, fica refém daquele último disco, daquele trabalho que projetou. Aí você fala assim: "Não vou mais sair daí, aí eu tô bem". Eh, eu acho Caetano Veloso aqui no Brasil outra coisa, outro gênero, outro tudo, mas o Caetano me parece uma pessoa, um artista que tem essa coragem de se reinventar, porque o artista é um camaleão.

O artista ele sabe quando ele consegue de alguma forma dar ensejo a novas inspirações sem ficar ligado, ah, mas isso não vai vender, ah, isso não vai fazer o sucesso que eu já fiz. Não, ele tá, eu eu preciso me expressar e essa forma de me expressar é a que me me toca o coração. Então, eh, eu acho que ela teve essa coragem, essa coragem muito jovem, né, de realizar experiências. Agora, idolatria em qualquer aspecto, em qualquer circunstância, é algo que me incomoda. A idolatria é algo que eu acho que não vibra numa frequência que eu entenda como sendo do razoável, do equilibrado, do harmônico. E fica aqui também a minha homenagem a uma um vozeirão da MPB no Brasil.

Vozerão, que a Nana Ceme, né, que partiu ontem, que a nana ela também tem esse, como te diria, esse timbre, esse timbre e esse talento para interpretação em diferentes gêneros de música. Portanto, esse lado assim prolífico de você transitar bem em diversos gêneros, não é algo que qualquer artista se sinta confortável. Então a Nana Caime, ela marcou a trajetória dela. Primeiro essa história das famílias, né? Eu falei do Caetano. Caetano tem aquela família que acompanha ele, maravilhosa e super talentosa. Gil é o Gil e a família do Gil no palco. Uma coisa inacreditável assim, o clã com talentos, excelentes instrumentistas e cantores, uma coisa inacreditável.

E o a família CM, gente, a família CM que é uma coisa impressionante, né? É impressionante. Então fica aqui a nossa homenagem também a uma das grandes, né, uma das grandes da música popular brasileira, Nana CM. E música é energia, né? A música é vibração. A música que eleva a gente, que que inspira a gente, é uma potência do universo. A música é uma potência do universo, cara. Sério mesmo? Então, isto posto sem nenhum motivo aqui pra gente ficar eh refém dos e-mails que eu não estou conseguindo receber, despeço-me de todos. Lembrando que domingo, 9 da manhã tem papo das 9, especial de domingo. Vou ler as mensagens de vocês. Tá aqui, ó, o a Fal tá dizendo que gosta muito do Danilo. Caim.

O Danilo tem outro vozeiro. Ó, o Danilo, o Danilo, eh, e a mulher fizeram várias turnês com Tom Jobim, cara. Tom Jobim com toda a franqueza. Para mim, Tom Jobim e Vila Lobo estão na prateleira de cima dos grandes músicos, arranjadores, maestros, compositores, Tom Jobim, Vila Loucos. Aí depois você vem, né, com essa maravilhosa, eh, eu diria, rede de talentos que o Brasil produz o tempo todo. Agora, Danilo Caim é outro vozeirão, o pai do Orival, né? Com todo respeito, Orival, o mar quando quebra na praia é bonito. É [Música] bonito. Fiquem com Deus. Tudo de bom. Até domingo. E a gente toca a vida com força, coragem e fé. Tudo de bom.

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